BIOFÍSICA APLICADA A
CIÊNCIAS BIOMÉDICAS
– AULA 10
Docente: José Aurélio Pinheiro
Graduação: Biomedicina – 1°
Semestre/2022
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
• O aparelho auditivo torna possível ao homem compreender uma
série de compressões mecânicas que se propagam em um meio
material (como o ar, por exemplo) na forma de som. Para ser
percebido pelo ser humano, um som deve ter uma frequência
entre 20 Hz e 20.000 Hz. Sons acima e abaixo dessa faixa de
frequência são classificados como ultrassom e infrassom,
respectivamente;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Externa:
→ É composta pelo pavilhão auricular e pelo conduto
auditivo externo. Possuindo trajeto irregular, a parte
interna da orelha externa está escavada no osso
temporal, tendo por limite a membrana timpânica;
→ O pavilhão auricular contribui para a localização dos
sons. Esses são captados pelo pavilhão da orelha e em
seguida são amplificados no conduto auditivo externo,
que os concentra no tímpano. É sabido que a audição
diminui com o acúmulo de cerúmen no pavilhão. A
orelha externa protege a membrana timpânica,
esquentando o ar e impedindo, pela presença de pelos
e de cera, a entrada de pó e de insetos;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Média:
→ É uma cavidade cheia de ar, limitada externamente pela membrana
timpânica e internamente pelas janelas oval e redonda;
→ A orelha média tem a função de transmitir à orelha interna, com
intensidade aumentada, as vibrações sonoras que chegam pelo ar e,
às vezes, pelos ossos do crânio;
→ Simultaneamente, protege a si mesma e à orelha interna dos efeitos
prejudiciais dos sons intensos;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Média - Membrana do Tímpano:
→ As ondas sonoras provocam variações de
pressão, e elas, ao se chocarem com o
tímpano, fazem com que esse vibre,
reproduzindo a forma das ondas. Os sons são
conduzidos através do canal auditivo. No
momento em que cessa a onda sonora, a
membrana timpânica para de vibrar,
funcionando assim como uma espécie de
amortecedor para sons muito fortes;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Média - Ossículos:
→ Martelo, bigorna e estribo formam uma
cadeia interligada, que se estende da
membrana timpânica (que mantém contato
com o martelo) até a janela oval (na qual
se liga o estribo);
→ A cadeia de ossículos funciona como um
meio de transmissão das vibrações
timpânicas para a membrana da janela
oval;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Média – Tuba Auditiva:
→ Conhecida anteriormente como Trompa de
Eustáquio, é o conduto que comunica a
orelha média com a nasofaringe. Essa
estrutura tem a função de igualar a pressão
do ar em ambas as faces do tímpano,
conseguindo esse equilíbrio porque se abre
durante os bocejos e a deglutição;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Média – Tuba Auditiva:
→ Quando a tuba não se abre nessas situações,
ocorre um desequilíbrio de pressões, e isso
provoca deformação do tímpano e diminuição
da audição. Esse desequilíbrio pressórico
acontece, por exemplo, num resfriado, que
oblitera a tuba; ou durante a aterrissagem ou
decolagem de um avião, quando então não há
tempo ou força suficiente para que a tuba se
abra. Se a diferença entre as pressões interna
e externa do ar em relação ao tímpano for
muito grande, esse pode romper-se;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna:
→ Localiza-se numa escavação do osso
temporal. É composta por vestíbulo e
canais semicirculares, responsáveis
pelo equilíbrio e inervados pelo ramo
vestibular do oitavo par craniano (nervo
vestíbulo-coclear);
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna - Cóclea
→ Cóclea ou caracol, responsável pela
audição e inervada pelo ramo coclear do
oitavo par craniano;
→ É um sistema de tubos enrolados em
espiral, em torno de um eixo central
chamado modíolo. Podem-se identificar
três rampas nesse conjunto de tubos:
vestibular, média e timpânica;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna - Cóclea
→ Entre as rampas vestibular e média
encontra-se a membrana vestibular ou de
Reissner e entre as rampas média e
timpânica está localizada a membrana
basilar;
→ Essas três rampas são envolvidas por
líquidos, como, aliás, o são todos os
condutos da orelha interna, líquido esse
denominado perilinfa;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna - Cóclea
→ Na sua parte mais distal, as rampas se
intercomunicam através de uma pequena
abertura chamada helicotrema, que tem
por função igualar as pressões das
perilinfas vestibular e timpânica;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna – Membrana Basilar
→ Possui fibras, ditas fibras basilares, que
correm ao longo de sua extensão. Essas
fibras têm tamanhos diferenciados,
aumentando de tamanho da cóclea em
direção ao helicotrema;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna – Membrana Basilar
→ Funcionalmente, o significado dessa
diferença de tamanho reside na intensidade
da frequência ressonante com que essas
fibras vibram: as fibras curtas vibram com
maior frequência ressonante (atuam na
percepção dos sons agudos); as mais
longas vibram com menor frequência
ressonante (atuam na percepção dos sons
graves), e as fibras médias vibram com
frequência ressonante intermediária;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna – Membrana Basilar
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna – Membrana Basilar
→ As ondas sonoras atravessam as fibras
basilares, mas o seu comportamento
dependeda frequência. Dessa forma, uma
onda de alta frequência percorre apenas
uma curta distância da fibra e depois
desaparece; a de média frequência percorre
uma distância um pouco maior, e a de
baixa frequência percorrem a fibra toda
antes de se extinguir;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna – Membrana Basilar
→ Fundamenta-se o mecanismo de percepção da
altura do som (grave ou agudo). Quanto à
percepção da intensidade do som (forte ou
fraco), está relacionada à quantidade de células
ciliadas (essas células estão, por sua vez,
relacionadas ao órgão de Corti, que será
descrito posteriormente) que são sensibilizadas
pelo som, o que depende da amplitude das
ondas sonoras;
→ Dessa maneira, quanto maior for a amplitude
de uma onda sonora, maior número de células
ciliadas entrarão em atividade, produzindo um
som mais forte e vice-versa;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna – Orgão de Corti
→ Tem como função gerar impulsos nervosos
a partir da vibração da membrana basilar;
→ É formada por vários tipos de células
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
Orelha Interna – Orgão de Corti
→ Células ciliadas: São receptores auditivos,
gerando impulsos nervosos em resposta às
vibrações sonoras;
→ Células de Deiters: Células de sustentação,
localizadas sobre as ciliadas externas.
→ Membrana tectorial: De estrutura elástica e
glicoproteica, cobre o órgão de Corti e entra em
contato com as células ciliadas pela sua face
inferior;
→ Filetes nervosos: São ramos que se unem para
formar o ramo coclear do oitavo par craniano;
MECANISMO DA AUDIÇÃO
• Os sons são captados pelo pavilhão auricular e, através do conduto
auditivo, as ondas sonoras se chocam com a membrana do tímpano,
fazendo-a vibrar. Essa vibração se transmite à cadeia de ossículos
(martelo, bigorna e estribo), fazendo com que a base do estribo entre e
saia da janela oval, criando variações de pressão na perilinfa da orelha
interna;
• As variações de pressão sobem pela rampa vestibular do caracol e
descem pela rampa timpânica, provocando movimento da membrana
da janela oval, que é a única parte capaz de se mexer na parede óssea
da orelha interna;
MECANISMO DA AUDIÇÃO
• Pela membrana vestibular (de Reissner), a vibração passa para a
endolinfa da rampa média, o que faz com que as células ciliadas
sejam estimuladas, oscilando os ílios, de maneira que esses exerçam
contato sobre a membrana tectorial;
• Sensibilizadas essas células, os impulsos chegam aos filetes nervosos
que vão formar o nervo coclear, seguindo para o sistema nervoso
central, onde a informação será decodificada pelos centros auditivos
do córtex cerebral (lobo temporal);
MECANISMO DA AUDIÇÃO
SURDEZ
• Quando se trata de problema decorrente de dificuldades na passagem
das ondas sonoras pelas orelhas externa e interna, a surdez é chamada
de transmissão e é reversível;
• Quanto à orelha interna, ela é muito sensível, tanto a ruídos muito
fortes, que atrofiam as células ciliadas externas, quanto a certos
agentes químicos como a quinina (que deforma as células ciliadas
externas e o nervo auditivo) e a estreptomicina e seus derivados (que
lesam as células ciliadas internas e o aparelho vestibular, produzindo,
além de surdez, problemas de equilíbrio);
SURDEZ
• Os fatores anteriormente descritos podem provocar uma surdez
irreversível. No caso da surdez de transmissão, a dificuldade de
audição pode ser amenizada com o auxílio de um aparelho auditivo,
que é um dispositivo eletrônico que amplifica as ondas sonoras. Esse
aparelho é composto de um microfone que capta as ondas sonoras e
as transforma em informações eletromagnéticas;
• Tais informações são amplificadas e em seguida são novamente
convertidas em ondas sonoras pelo receptor, possibilitando que o
usuário desse aparelho ouça sons que antes não lhe eram perceptíveis;
BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO
• ULTRASSOM (ultrassonografia):
→ Também chamado de
ultrassonografia e ecografia, o
ultrassom é um exame de imagem
realizado por um transdutor, aquele
aparelhinho que o médico encosta na
pele da pessoa e que emite e capta
ondas sonora e que emite e capta
ondas sonoras por meio do contato
humano;
ATIVIDADE

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  • 1.
    BIOFÍSICA APLICADA A CIÊNCIASBIOMÉDICAS – AULA 10 Docente: José Aurélio Pinheiro Graduação: Biomedicina – 1° Semestre/2022
  • 2.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO •O aparelho auditivo torna possível ao homem compreender uma série de compressões mecânicas que se propagam em um meio material (como o ar, por exemplo) na forma de som. Para ser percebido pelo ser humano, um som deve ter uma frequência entre 20 Hz e 20.000 Hz. Sons acima e abaixo dessa faixa de frequência são classificados como ultrassom e infrassom, respectivamente;
  • 3.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaExterna: → É composta pelo pavilhão auricular e pelo conduto auditivo externo. Possuindo trajeto irregular, a parte interna da orelha externa está escavada no osso temporal, tendo por limite a membrana timpânica; → O pavilhão auricular contribui para a localização dos sons. Esses são captados pelo pavilhão da orelha e em seguida são amplificados no conduto auditivo externo, que os concentra no tímpano. É sabido que a audição diminui com o acúmulo de cerúmen no pavilhão. A orelha externa protege a membrana timpânica, esquentando o ar e impedindo, pela presença de pelos e de cera, a entrada de pó e de insetos;
  • 4.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaMédia: → É uma cavidade cheia de ar, limitada externamente pela membrana timpânica e internamente pelas janelas oval e redonda; → A orelha média tem a função de transmitir à orelha interna, com intensidade aumentada, as vibrações sonoras que chegam pelo ar e, às vezes, pelos ossos do crânio; → Simultaneamente, protege a si mesma e à orelha interna dos efeitos prejudiciais dos sons intensos;
  • 5.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaMédia - Membrana do Tímpano: → As ondas sonoras provocam variações de pressão, e elas, ao se chocarem com o tímpano, fazem com que esse vibre, reproduzindo a forma das ondas. Os sons são conduzidos através do canal auditivo. No momento em que cessa a onda sonora, a membrana timpânica para de vibrar, funcionando assim como uma espécie de amortecedor para sons muito fortes;
  • 6.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaMédia - Ossículos: → Martelo, bigorna e estribo formam uma cadeia interligada, que se estende da membrana timpânica (que mantém contato com o martelo) até a janela oval (na qual se liga o estribo); → A cadeia de ossículos funciona como um meio de transmissão das vibrações timpânicas para a membrana da janela oval;
  • 7.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaMédia – Tuba Auditiva: → Conhecida anteriormente como Trompa de Eustáquio, é o conduto que comunica a orelha média com a nasofaringe. Essa estrutura tem a função de igualar a pressão do ar em ambas as faces do tímpano, conseguindo esse equilíbrio porque se abre durante os bocejos e a deglutição;
  • 8.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaMédia – Tuba Auditiva: → Quando a tuba não se abre nessas situações, ocorre um desequilíbrio de pressões, e isso provoca deformação do tímpano e diminuição da audição. Esse desequilíbrio pressórico acontece, por exemplo, num resfriado, que oblitera a tuba; ou durante a aterrissagem ou decolagem de um avião, quando então não há tempo ou força suficiente para que a tuba se abra. Se a diferença entre as pressões interna e externa do ar em relação ao tímpano for muito grande, esse pode romper-se;
  • 9.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna: → Localiza-se numa escavação do osso temporal. É composta por vestíbulo e canais semicirculares, responsáveis pelo equilíbrio e inervados pelo ramo vestibular do oitavo par craniano (nervo vestíbulo-coclear);
  • 10.
  • 11.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna - Cóclea → Cóclea ou caracol, responsável pela audição e inervada pelo ramo coclear do oitavo par craniano; → É um sistema de tubos enrolados em espiral, em torno de um eixo central chamado modíolo. Podem-se identificar três rampas nesse conjunto de tubos: vestibular, média e timpânica;
  • 12.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna - Cóclea → Entre as rampas vestibular e média encontra-se a membrana vestibular ou de Reissner e entre as rampas média e timpânica está localizada a membrana basilar; → Essas três rampas são envolvidas por líquidos, como, aliás, o são todos os condutos da orelha interna, líquido esse denominado perilinfa;
  • 13.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna - Cóclea → Na sua parte mais distal, as rampas se intercomunicam através de uma pequena abertura chamada helicotrema, que tem por função igualar as pressões das perilinfas vestibular e timpânica;
  • 14.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna – Membrana Basilar → Possui fibras, ditas fibras basilares, que correm ao longo de sua extensão. Essas fibras têm tamanhos diferenciados, aumentando de tamanho da cóclea em direção ao helicotrema;
  • 15.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna – Membrana Basilar → Funcionalmente, o significado dessa diferença de tamanho reside na intensidade da frequência ressonante com que essas fibras vibram: as fibras curtas vibram com maior frequência ressonante (atuam na percepção dos sons agudos); as mais longas vibram com menor frequência ressonante (atuam na percepção dos sons graves), e as fibras médias vibram com frequência ressonante intermediária;
  • 16.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna – Membrana Basilar
  • 17.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna – Membrana Basilar → As ondas sonoras atravessam as fibras basilares, mas o seu comportamento dependeda frequência. Dessa forma, uma onda de alta frequência percorre apenas uma curta distância da fibra e depois desaparece; a de média frequência percorre uma distância um pouco maior, e a de baixa frequência percorrem a fibra toda antes de se extinguir;
  • 18.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna – Membrana Basilar → Fundamenta-se o mecanismo de percepção da altura do som (grave ou agudo). Quanto à percepção da intensidade do som (forte ou fraco), está relacionada à quantidade de células ciliadas (essas células estão, por sua vez, relacionadas ao órgão de Corti, que será descrito posteriormente) que são sensibilizadas pelo som, o que depende da amplitude das ondas sonoras; → Dessa maneira, quanto maior for a amplitude de uma onda sonora, maior número de células ciliadas entrarão em atividade, produzindo um som mais forte e vice-versa;
  • 19.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna – Orgão de Corti → Tem como função gerar impulsos nervosos a partir da vibração da membrana basilar; → É formada por vários tipos de células
  • 20.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO OrelhaInterna – Orgão de Corti → Células ciliadas: São receptores auditivos, gerando impulsos nervosos em resposta às vibrações sonoras; → Células de Deiters: Células de sustentação, localizadas sobre as ciliadas externas. → Membrana tectorial: De estrutura elástica e glicoproteica, cobre o órgão de Corti e entra em contato com as células ciliadas pela sua face inferior; → Filetes nervosos: São ramos que se unem para formar o ramo coclear do oitavo par craniano;
  • 21.
    MECANISMO DA AUDIÇÃO •Os sons são captados pelo pavilhão auricular e, através do conduto auditivo, as ondas sonoras se chocam com a membrana do tímpano, fazendo-a vibrar. Essa vibração se transmite à cadeia de ossículos (martelo, bigorna e estribo), fazendo com que a base do estribo entre e saia da janela oval, criando variações de pressão na perilinfa da orelha interna; • As variações de pressão sobem pela rampa vestibular do caracol e descem pela rampa timpânica, provocando movimento da membrana da janela oval, que é a única parte capaz de se mexer na parede óssea da orelha interna;
  • 22.
    MECANISMO DA AUDIÇÃO •Pela membrana vestibular (de Reissner), a vibração passa para a endolinfa da rampa média, o que faz com que as células ciliadas sejam estimuladas, oscilando os ílios, de maneira que esses exerçam contato sobre a membrana tectorial; • Sensibilizadas essas células, os impulsos chegam aos filetes nervosos que vão formar o nervo coclear, seguindo para o sistema nervoso central, onde a informação será decodificada pelos centros auditivos do córtex cerebral (lobo temporal);
  • 23.
  • 24.
    SURDEZ • Quando setrata de problema decorrente de dificuldades na passagem das ondas sonoras pelas orelhas externa e interna, a surdez é chamada de transmissão e é reversível; • Quanto à orelha interna, ela é muito sensível, tanto a ruídos muito fortes, que atrofiam as células ciliadas externas, quanto a certos agentes químicos como a quinina (que deforma as células ciliadas externas e o nervo auditivo) e a estreptomicina e seus derivados (que lesam as células ciliadas internas e o aparelho vestibular, produzindo, além de surdez, problemas de equilíbrio);
  • 25.
    SURDEZ • Os fatoresanteriormente descritos podem provocar uma surdez irreversível. No caso da surdez de transmissão, a dificuldade de audição pode ser amenizada com o auxílio de um aparelho auditivo, que é um dispositivo eletrônico que amplifica as ondas sonoras. Esse aparelho é composto de um microfone que capta as ondas sonoras e as transforma em informações eletromagnéticas; • Tais informações são amplificadas e em seguida são novamente convertidas em ondas sonoras pelo receptor, possibilitando que o usuário desse aparelho ouça sons que antes não lhe eram perceptíveis;
  • 26.
    BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO •ULTRASSOM (ultrassonografia): → Também chamado de ultrassonografia e ecografia, o ultrassom é um exame de imagem realizado por um transdutor, aquele aparelhinho que o médico encosta na pele da pessoa e que emite e capta ondas sonora e que emite e capta ondas sonoras por meio do contato humano;
  • 27.