Arquitetura, Urbanismo e Espaços Vividos
Professora: Michela Sagrillo Pegoretti
Aula 07: PROCESSOS PROJETUAIS
Introdução
O processo de projeto não é um método, é uma exploração, ou
seja, uma série de ações não necessariamente coordenadas mas
que acabam gerando ideias que vão se desenvolvendo.
O processo de cada arquiteto é único e muitas vezes cada projeto
exige a adoção de uma abordagem diferente
O processo é não linear (há revitação de ideias) e é sintético
(combina técnicas de trabalho, pesquisa, análise)
Introdução
• Osarquitetos frequentemente avançam
e
retrocedem
ao e
maquetes,
trabalhar com desenhos técnicos,
croquis buscando novas ideias e informações.
• Eles combinam os estudos e as pesquisas feitos sobre o
terreno, o contexto e os precedentes com as observações das
condições existentes.
• À medida que todas essas fontes são combinadas
continuamente e de várias maneiras, a ideia de arquitetura
pode emergir, ser explorada e, por fim, ser concretizada na
construção de uma edificação.
Desenho de Estudo
• Existência material de nossas concepções.
• A representação das ideias desenhadas é de
natureza
especulativa.
• Cada desenho representa uma realidade única, que pode
ser
vista, avaliada, refinada e transformada.
Formas de Representação
Maquetes físicas e computacionais e desenhos à mão livre
Diagramações, Perspectivas, Fotomontagem eletrônica
Formas de Representação
METODOLOGIA
DE PROJETO
 Considera-se como MÉTODO (do grego
methodos = modo de agir) o procedimento ou
caminho racional para se atingir determinado
objetivo que, no caso da arquitetura e
urbanismo, depende do enfoque que se quer
dar ao problema de criação do espaço
arquitetônico e urbano, ou seja, da
metodologia projetual.
Falk House |House II
(1969/70, Hardwick VM) Peter Eisenman
Segundo Edson Mahfuz (1984), a atividade
criativa exercida pelos arquitetos baseia-se
em grande parte na interpretação e
adaptação de precedentes, através do uso
de ANALOGIAS, ou seja, comparando-se
com o que já foi feito.
 Assim, as formas arquitetônicas seriam
geradas basicamente por 04 (quatro)
métodos, sendo
que em todos ocorreriam comparações
(positivas ou negativas) com algo
preexistente, a saber: MIMÉTICO,
TIPOLÓGICO, NORMATIVO e INOVATIVO.
Vitruvian House - (1990, South Bend
Fernando Bopp & Valeria Bechara
(1995/96, Curitiba PR)
Memorial da Cidade
Esses métodos de
geração formal
aparecem em
combinações durante o
processo de composição
em arquitetura, sendo
que, pelo menos, dois ou
três estariam presentes,
em geral sendo usados
hierarquicamente, como,
por exemplo, um para as
partes principais do
projeto e outros para as
demais.
Na verdade, os quatro métodos devem ser vistos
como complementares e não como sistemas
independentes ou mutuamente exclusivos, pois é
possível identificar todos sendo aplicados ao mesmo
tempo, como foi o caso da VILLA STEIN, projetada
Villa Stein (1927/29, Garches –
França)
Método
Mimético
(c. 82 d.C., Roma - Itália)
Arco de Tito - h=15m
 É aquele pelo qual novos
objetos e edificações
são gerados com base
na imitação de modelos
anteriores, em que
predomina a tradição
em detrimento da
invenção.
 Inicia-se com a escolha de um
MODELO preexistente, o qual
tem forma familiar, a qual foi
testada exaustivamente e tem
uma longa aceitação.

A escolha desse
modelo implica em um
juízo de valor: o
reconhecimento de
que certa obra seria
a melhor solução
para determinado
problema.
 Outra característica
desse método de
projeto é que há um
razoável grau de
invenção, cuja finalidade é
sempre ADAPTAR o
Com base no conceito de MIMESIS provindo de
Aristóteles (384-322 a.C.), em que há um sentido de
interpretação e adaptação, o fato de que modelos são
transpostos no tempo e no espaço significa que
existem sempre diferenças entre os contextos
envolvidos, o que invalida a cópia perfeita, mas
possibilita a ADEQUAÇÃO.
Jay Sarno
(1962/66, Las Vegas NV - EUA)
Ceaser Palace Hotel
 Nesse método, a obra é gerada por analogias
visuais
com o preexistente, o que é feito de 03 (três)
modos:
• Por REVIVALISMO ou revificação estilística, em que
se faz a imitação de edifícios de outro tempo e lugar,
em sua aparência geral ou nas partes principais,
como ocorre nos estilos neo (neoclássico, neogótico,
neobarroco, etc.);
• Por ECLETISMO, em que se imita não edifícios
inteiros, mas fragmentos deles, fazendo a
justaposição de partes, a permutação compositiva
ou a miscelânea estilística, o que foi frequente na
segunda metade do século XIX; e
• Por ESTILISMO, em que se escolhe um número
reduzido de partes, tomadas cuidadosamente de
Templo da
Maison Carrée (Séc.II
d.C., Nîmes França)
Catedral de Buenos Aires
(1752/1852, Argentina)
Próspero Catelin
& Pedro Benoit
Pierre Vignon
(1764/1828,
Paris
França
)
Igreja de La Madeleine
REVIVALISMO
Galeria Vittorio Emanuele II
(1877, Milão - Itália) - Giuseppe Mengoni
ECLETISMO
Cândido de Abreu
(1913/16, Curitiba
PR) Paço da
Liberdade
Basílica de
Santo Estevão
(1851/1905,
Budapeste
Hungria)
AT&T [Sony] Building
(1978/82, N. York - EUA)
Philip Johnson
ESTILISMO
Museu Infantil
(1980, Houston TX
EUA) Robert Venturi
Thomas G. Smith
(1980/81,
Cathedral City CA -
EUA)
Complexo Cívico
Método Tipológico

É aquele que se baseia no
conceito de TIPO, ou seja,
uma estrutura interior ou
subjacente a uma forma
arquitetônica que pode
sofrer qualquer variação,
inclusive sua própria
modificação.
O tipo trata-se de um
princípio estrutural ou
organizacional da
arquitetura que não pode ser
confundido com uma forma
15 tipos recorrentes
na História da
Arquitetura
Segundo Quatremère de
Quincy (1755-1849), TIPO é
um princípio que pode
reger
a criação de vários
objetos totalmente
diferentes, distinguindo-
se portanto de
MODELO, o qual deve
ser repetido como ele é.
 Trata-se de um tema
ou
estrutura
arquitetônica
atemporal que pode se
transformar ao longo de
Stahl House
– CSH #22
(1959/60,
West Hollywood
CA EUA)
Pierre Koening
 Todo edifício pode ser reduzido conceitualmente
a um TIPO, ou seja, é possível se abstrair a
composição de uma edificação até o ponto em que
se veem apenas as
relações existentes entre as partes, deixando de
 Projetar com esse
método – que também se
apoia mais na tradição que
a invenção, embora menos
que o anterior
–é usar tipos como parte
do processo de criação de
novos
artefatos arquitetônicos.
Aqui, o emprego de
determinado tipo é
justificado
pela existência de alguma
1
1
2
2
3
4
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5
5
6
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7 2
CASA-PÁTIO
MODERNA
 No método tipológico, um TIPO qualquer
oriundo do passado pode ser usado de 02 (dois)
modos distintos:
• DE MANEIRA HISTÓRICA: Quando se confere um
significado a uma forma por meio de associação
mental com um objeto-edifício já existente e
conhecido. Aqui,
o tipo é tanto um ponto de partida para o
projeto como um instrumento de
significação.
• DE MANEIRA A-HISTÓRICA: Quando o tipo é
absorvido no processo de composição e o
significado do objeto resultante não é aquele do
tipo utilizado,
Térre
Paviment
o
Superior
Cort
e
PLANTA
EM “O”
Método
Normativo
É aquele onde as formas
arquitetônicas são criadas
com o auxílio de normas
estéticas ou princípios
reguladores.
 Tais regras são usadas para
se criar um SENSO DE
ORDEM entre as partes de
uma obra, o que pode ser
obtido a partir de
relações de analogia entre
elas ou subordinação a
 Embora existam muitas normas estéticas na
arquitetura, há 03 (três) tipos que se destacam pelo
uso na história:
• SISTEMAS DE COORDENADAS: Consistem em linhas
que se cruzam, com direções e dimensões constantes,
em uma malha bidimensional (aplicada à planta para
auxiliar na hierarquia entre espaços) e tridimensional
(aplicada ao esqueleto estrutural para ajudar a
justaposição ou tensão);
• SISTEMAS DE PROPORÇÃO: Usados para se criar um
senso de ordem entre os elementos de uma
composição, havendo também razões filosóficas ou
metafísicas para seu emprego, como: a seção áurea, o
Ken ou o Modulor; e
• SISTEMAS DE GEOMETRIA: Fazem uso de formas
geométricas elementares como instrumentos de
SISTEMA DE COORDENADAS
SISTEMA DE PROPORÇÃO
Casa Japonesa
1 Sala
2 Copa/
Cozinha
3 Banheiro
1 Tatame = 3 x 6 shaku
(1 x ½ ken)
4 Pátio
1
3
2
4
Pav.
Superior
Método Inovativo
L’Oceanogràfic
(1997/2005, València -
Espanha)
Félix Candela
Nesse método, para se criar algo novo e diferente do
preexistente, se faz uso de analogias como, por
exemplo:
• ANALOGIAS VISUAIS: Comparação da arquitetura
com a aparência de formas humanas e naturais e/ou
de artefatos não-arquitetônicos, como: frutas,
animais, veículos de locomoção e objetos do
cotidiano, etc.;
• ANALOGIAS ESTRUTURAIS: Comparação do espaço
arquitetônico com a organização de um programa
ou sistema (Funcionalismo) ou ainda com o
funcionamento de elementos do mundo natural
(colmeia, teia, etc.); e
• ANALOGIAS FILOSÓFICAS: Comparação do fazer
arquitetônico com os princípios de outras disciplinas,
tais como correntes filosóficas (Humanismo,
Iluminismo, Desconstrutivismo, etc,), religiosas
ANALOGIA VISUAL
ANALOGIA ESTRUTURAL
Villa Savoye
(1929, Poissy
França)
Le corbusier
ANALOGIA FILOSÓFICA
Judisches Museum
(1998/99, Berlim -
Alemanha) Daniel
Conclusão
BIBLIOGRAFIA
• MAHFUZ, E. Ensaio sobre a razão compositiva. Belo
Horizonte: AP Cultural / Imprensa Universitária,
1995.
• Nada provém do nada: a produção da arquitetura
vista como transformação de conhecimento. In:
REVISTA PROJETO. São Paulo: n. 69, nov. 1984. p.89-
95.
• Tradição & invenção: uma dialética fundamental. In:
REVISTA AU – ARQUITETURA E URBANISMO. São
Paulo: n. 12, ano 3, jun./jul. 1987. p.70-4.
• SNYDER, J.; CATANESE, A. Introdução à arquitetura.
• Rio de Janeiro: Campus, 1984.
Arquitetura, Urbanismo e Espaços Vividos
Professora: Michela Sagrillo Pegoretti
Aula 07: PROCESSOS PROJETUAIS

Aula 07_Processos Projetuais_arqurb.pptx

  • 1.
    Arquitetura, Urbanismo eEspaços Vividos Professora: Michela Sagrillo Pegoretti Aula 07: PROCESSOS PROJETUAIS
  • 2.
    Introdução O processo deprojeto não é um método, é uma exploração, ou seja, uma série de ações não necessariamente coordenadas mas que acabam gerando ideias que vão se desenvolvendo. O processo de cada arquiteto é único e muitas vezes cada projeto exige a adoção de uma abordagem diferente O processo é não linear (há revitação de ideias) e é sintético (combina técnicas de trabalho, pesquisa, análise)
  • 3.
    Introdução • Osarquitetos frequentementeavançam e retrocedem ao e maquetes, trabalhar com desenhos técnicos, croquis buscando novas ideias e informações. • Eles combinam os estudos e as pesquisas feitos sobre o terreno, o contexto e os precedentes com as observações das condições existentes. • À medida que todas essas fontes são combinadas continuamente e de várias maneiras, a ideia de arquitetura pode emergir, ser explorada e, por fim, ser concretizada na construção de uma edificação.
  • 4.
    Desenho de Estudo •Existência material de nossas concepções. • A representação das ideias desenhadas é de natureza especulativa. • Cada desenho representa uma realidade única, que pode ser vista, avaliada, refinada e transformada.
  • 5.
    Formas de Representação Maquetesfísicas e computacionais e desenhos à mão livre
  • 6.
    Diagramações, Perspectivas, Fotomontagemeletrônica Formas de Representação
  • 7.
    METODOLOGIA DE PROJETO  Considera-secomo MÉTODO (do grego methodos = modo de agir) o procedimento ou caminho racional para se atingir determinado objetivo que, no caso da arquitetura e urbanismo, depende do enfoque que se quer dar ao problema de criação do espaço arquitetônico e urbano, ou seja, da metodologia projetual. Falk House |House II (1969/70, Hardwick VM) Peter Eisenman
  • 8.
    Segundo Edson Mahfuz(1984), a atividade criativa exercida pelos arquitetos baseia-se em grande parte na interpretação e adaptação de precedentes, através do uso de ANALOGIAS, ou seja, comparando-se com o que já foi feito.  Assim, as formas arquitetônicas seriam geradas basicamente por 04 (quatro) métodos, sendo que em todos ocorreriam comparações (positivas ou negativas) com algo preexistente, a saber: MIMÉTICO, TIPOLÓGICO, NORMATIVO e INOVATIVO.
  • 9.
    Vitruvian House -(1990, South Bend Fernando Bopp & Valeria Bechara (1995/96, Curitiba PR) Memorial da Cidade Esses métodos de geração formal aparecem em combinações durante o processo de composição em arquitetura, sendo que, pelo menos, dois ou três estariam presentes, em geral sendo usados hierarquicamente, como, por exemplo, um para as partes principais do projeto e outros para as demais.
  • 10.
    Na verdade, osquatro métodos devem ser vistos como complementares e não como sistemas independentes ou mutuamente exclusivos, pois é possível identificar todos sendo aplicados ao mesmo tempo, como foi o caso da VILLA STEIN, projetada Villa Stein (1927/29, Garches – França)
  • 11.
    Método Mimético (c. 82 d.C.,Roma - Itália) Arco de Tito - h=15m  É aquele pelo qual novos objetos e edificações são gerados com base na imitação de modelos anteriores, em que predomina a tradição em detrimento da invenção.  Inicia-se com a escolha de um MODELO preexistente, o qual tem forma familiar, a qual foi testada exaustivamente e tem uma longa aceitação.
  • 12.
     A escolha desse modeloimplica em um juízo de valor: o reconhecimento de que certa obra seria a melhor solução para determinado problema.  Outra característica desse método de projeto é que há um razoável grau de invenção, cuja finalidade é sempre ADAPTAR o
  • 13.
    Com base noconceito de MIMESIS provindo de Aristóteles (384-322 a.C.), em que há um sentido de interpretação e adaptação, o fato de que modelos são transpostos no tempo e no espaço significa que existem sempre diferenças entre os contextos envolvidos, o que invalida a cópia perfeita, mas possibilita a ADEQUAÇÃO. Jay Sarno (1962/66, Las Vegas NV - EUA) Ceaser Palace Hotel
  • 14.
     Nesse método,a obra é gerada por analogias visuais com o preexistente, o que é feito de 03 (três) modos: • Por REVIVALISMO ou revificação estilística, em que se faz a imitação de edifícios de outro tempo e lugar, em sua aparência geral ou nas partes principais, como ocorre nos estilos neo (neoclássico, neogótico, neobarroco, etc.); • Por ECLETISMO, em que se imita não edifícios inteiros, mas fragmentos deles, fazendo a justaposição de partes, a permutação compositiva ou a miscelânea estilística, o que foi frequente na segunda metade do século XIX; e • Por ESTILISMO, em que se escolhe um número reduzido de partes, tomadas cuidadosamente de
  • 15.
    Templo da Maison Carrée(Séc.II d.C., Nîmes França) Catedral de Buenos Aires (1752/1852, Argentina) Próspero Catelin & Pedro Benoit Pierre Vignon (1764/1828, Paris França ) Igreja de La Madeleine REVIVALISMO
  • 16.
    Galeria Vittorio EmanueleII (1877, Milão - Itália) - Giuseppe Mengoni ECLETISMO Cândido de Abreu (1913/16, Curitiba PR) Paço da Liberdade Basílica de Santo Estevão (1851/1905, Budapeste Hungria)
  • 17.
    AT&T [Sony] Building (1978/82,N. York - EUA) Philip Johnson ESTILISMO Museu Infantil (1980, Houston TX EUA) Robert Venturi Thomas G. Smith (1980/81, Cathedral City CA - EUA) Complexo Cívico
  • 18.
    Método Tipológico  É aqueleque se baseia no conceito de TIPO, ou seja, uma estrutura interior ou subjacente a uma forma arquitetônica que pode sofrer qualquer variação, inclusive sua própria modificação. O tipo trata-se de um princípio estrutural ou organizacional da arquitetura que não pode ser confundido com uma forma 15 tipos recorrentes na História da Arquitetura
  • 19.
    Segundo Quatremère de Quincy(1755-1849), TIPO é um princípio que pode reger a criação de vários objetos totalmente diferentes, distinguindo- se portanto de MODELO, o qual deve ser repetido como ele é.  Trata-se de um tema ou estrutura arquitetônica atemporal que pode se transformar ao longo de
  • 20.
    Stahl House – CSH#22 (1959/60, West Hollywood CA EUA) Pierre Koening  Todo edifício pode ser reduzido conceitualmente a um TIPO, ou seja, é possível se abstrair a composição de uma edificação até o ponto em que se veem apenas as relações existentes entre as partes, deixando de
  • 21.
     Projetar comesse método – que também se apoia mais na tradição que a invenção, embora menos que o anterior –é usar tipos como parte do processo de criação de novos artefatos arquitetônicos. Aqui, o emprego de determinado tipo é justificado pela existência de alguma 1 1 2 2 3 4 4 5 5 6 7 7 2
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  • 23.
     No métodotipológico, um TIPO qualquer oriundo do passado pode ser usado de 02 (dois) modos distintos: • DE MANEIRA HISTÓRICA: Quando se confere um significado a uma forma por meio de associação mental com um objeto-edifício já existente e conhecido. Aqui, o tipo é tanto um ponto de partida para o projeto como um instrumento de significação. • DE MANEIRA A-HISTÓRICA: Quando o tipo é absorvido no processo de composição e o significado do objeto resultante não é aquele do tipo utilizado,
  • 24.
  • 25.
    Método Normativo É aquele ondeas formas arquitetônicas são criadas com o auxílio de normas estéticas ou princípios reguladores.  Tais regras são usadas para se criar um SENSO DE ORDEM entre as partes de uma obra, o que pode ser obtido a partir de relações de analogia entre elas ou subordinação a
  • 28.
     Embora existammuitas normas estéticas na arquitetura, há 03 (três) tipos que se destacam pelo uso na história: • SISTEMAS DE COORDENADAS: Consistem em linhas que se cruzam, com direções e dimensões constantes, em uma malha bidimensional (aplicada à planta para auxiliar na hierarquia entre espaços) e tridimensional (aplicada ao esqueleto estrutural para ajudar a justaposição ou tensão); • SISTEMAS DE PROPORÇÃO: Usados para se criar um senso de ordem entre os elementos de uma composição, havendo também razões filosóficas ou metafísicas para seu emprego, como: a seção áurea, o Ken ou o Modulor; e • SISTEMAS DE GEOMETRIA: Fazem uso de formas geométricas elementares como instrumentos de
  • 29.
  • 30.
    SISTEMA DE PROPORÇÃO CasaJaponesa 1 Sala 2 Copa/ Cozinha 3 Banheiro 1 Tatame = 3 x 6 shaku (1 x ½ ken) 4 Pátio 1 3 2 4
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  • 32.
  • 35.
  • 36.
    Nesse método, parase criar algo novo e diferente do preexistente, se faz uso de analogias como, por exemplo: • ANALOGIAS VISUAIS: Comparação da arquitetura com a aparência de formas humanas e naturais e/ou de artefatos não-arquitetônicos, como: frutas, animais, veículos de locomoção e objetos do cotidiano, etc.; • ANALOGIAS ESTRUTURAIS: Comparação do espaço arquitetônico com a organização de um programa ou sistema (Funcionalismo) ou ainda com o funcionamento de elementos do mundo natural (colmeia, teia, etc.); e • ANALOGIAS FILOSÓFICAS: Comparação do fazer arquitetônico com os princípios de outras disciplinas, tais como correntes filosóficas (Humanismo, Iluminismo, Desconstrutivismo, etc,), religiosas
  • 37.
  • 38.
    ANALOGIA ESTRUTURAL Villa Savoye (1929,Poissy França) Le corbusier
  • 39.
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  • 42.
    BIBLIOGRAFIA • MAHFUZ, E.Ensaio sobre a razão compositiva. Belo Horizonte: AP Cultural / Imprensa Universitária, 1995. • Nada provém do nada: a produção da arquitetura vista como transformação de conhecimento. In: REVISTA PROJETO. São Paulo: n. 69, nov. 1984. p.89- 95. • Tradição & invenção: uma dialética fundamental. In: REVISTA AU – ARQUITETURA E URBANISMO. São Paulo: n. 12, ano 3, jun./jul. 1987. p.70-4. • SNYDER, J.; CATANESE, A. Introdução à arquitetura. • Rio de Janeiro: Campus, 1984.
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    Arquitetura, Urbanismo eEspaços Vividos Professora: Michela Sagrillo Pegoretti Aula 07: PROCESSOS PROJETUAIS