As tentações de Jesus- A Gênese - Allan Kardec.pptx
1.
Tentação de Jesus– A Gênese
– Allan Kardec
Item- 52/53
•Mateus: no capítulo 4, versículos 1 a 11.
•Marcos: no capítulo 1, versículos 12 e 13.
•Lucas: no capítulo 4, versículos 1 a 13.
2.
52. Jesus, transportadopelo diabo ao pináculo do Templo, depois ao
cume de uma montanha e por ele tentado, constitui uma daquelas
parábolas que lhe eram familiares e que a credulidade pública
transformou em fatos materiais.175
175 Nota de Allan Kardec: A explicação que se segue é reprodução textual do ensino
que a esse respeito deu um Espírito.
Mateus 4:5 e 4:8: "Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e o pôs
sobre o pináculo do templo;" e "Novamente o diabo o transportou a um
monte muito alto..."
(Em algumas traduções, pode aparecer como "o levou consigo").
A Gênese – Allan Kardec
Item- 52/53
3.
53. “Jesus nãofoi arrebatado.
Ele apenas quis fazer que os homens compreendessem que a humanidade se acha
sujeita a falir e que deve estar sempre em guarda contra as más inspirações a que, pela
sua natureza fraca, é impelida a ceder.
A tentação de Jesus é, pois, uma figura e fora preciso ser cego para tomá-la
ao pé da letra.
Como pretenderíeis que o Messias, o Verbo de Deus encarnado, tenha estado
submetido, por algum tempo, embora muito curto fosse este, às sugestões do demônio e
que, como o diz o Evangelho de Lucas, o demônio o houvesse deixado por algum tempo,
o que daria a supor que o Cristo continuou submetido ao poder daquela entidade?
Não; compreendei melhor os ensinos que vos foram dados.
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Item- 52/53
4.
O Espírito domal nada poderia sobre a essência
do bem.
Ninguém diz ter visto Jesus no cume da montanha, nem no pináculo do Templo.
Certamente, tal fato teria sido de natureza a se espalhar por todos os povos.
A tentação, portanto, não constituiu um ato material e físico.
Quanto ao ato moral, admitiríeis que o Espírito das trevas pudesse dizer àquele que
conhecia sua própria origem e o seu poder:
“Adora-me, que te darei todos os remos da Terra?”
Desconheceria então o demônio aquele a quem fazia tais oferecimentos?
Não é provável. Ora, se o conhecia, suas propostas eram uma insensatez, pois ele não
ignorava que seria repelido por aquele que viera destruir lhe o império sobre os homens.
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Item- 52/53
5.
Lucas 4:1,2: "¹Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo
Espírito ao deserto, ² onde, durante quarenta dias, foi tentado pelo diabo. Não comeu
nada durante esses dias e, ao fim deles, teve fome."
Esta passagem é riquíssima em simbolismo e significado
espiritual, especialmente quando compreendida para além da
interpretação literal:
"Cheio do Espírito Santo":
Simboliza a plenitude de consciência de Jesus sobre Sua
missão divina e a união perfeita com a vontade de Deus.
A plenitude do Espírito Santo em Jesus não foi um evento
pontual em que Ele recebeu algo que não possuía.
6.
Em vez disso,foi a manifestação de Sua própria natureza Crística, ou seja,
Ele já possuía essa pureza e sintonia divinas.
O “batismo”, nesse sentido, não conferiu a Ele um poder novo, mas foi o
momento de reconhecimento público e o início da manifestação plena
dessa natureza para o mundo, marcando o início de Sua missão.
É uma forma de reforçar que o poder de Jesus era
inerente à Sua natureza, e não algo adquirido
externamente.
7.
"Levado pelo Espíritoao deserto": Isso indica que Sua retirada não foi
aleatória ou forçada, mas uma direção divina e intencional.
O "Espírito" aqui é a própria vontade de Deus (ou o Espírito de Verdade
que O guiava), que o conduziu a um lugar de isolamento e introspecção.
O deserto é um símbolo de:
•Preparação e Recolhimento: Um ambiente árido e despojado, ideal para a
meditação profunda e o afastamento das distrações materiais do mundo, antes de
iniciar a árdua vida pública.
8.
•Percepção Ampla doEspírito Elevado:
Sendo um Espírito elevado e puro, Jesus certamente possuía uma capacidade de
percepção muito mais aguçada do que a nossa. Ele podia captar não apenas os
pensamentos e sentimentos individuais, mas também as emanações coletivas, as
vibrações psíquicas e o "ruído" mental gerado pela humanidade ao seu redor.
•Não Afetação, mas Exigência de Energia:
Embora essas emanações não O afetassem no sentido de desequilibrá-lo
moralmente ou fazê-lo ceder às imperfeições (pois Sua natureza Crística era imune a
isso), a constante exposição a vibrações densas ou caóticas poderia, sim, demandar
um certo "trabalho" ou esforço energético para manter o foco em Sua elevada
sintonia. É como estar em um ambiente muito barulhento: mesmo que o som não te
faça mal, ele exige um esforço maior para se concentrar ou meditar.
9.
"onde, durante quarentadias, foi tentado pelo diabo.
Não comeu nada durante esses dias e, ao fim deles, teve fome.":
"Durante quarenta dias":
O número 40 é altamente simbólico na Bíblia judaica, representando um período de
provação, teste, preparação intensa ou transição.
Como vimos, ele aparece no dilúvio, na jornada de Moisés no Sinai (Decálogo) e no
deserto com os israelitas.
Aqui, significa um período de profunda disciplina e fortalecimento interior
para Jesus.
10.
"Foi tentado pelodiabo":
Como já discutimos, o "diabo" não é um ser literal com quem Jesus trava
uma batalha física.
É a personificação das forças contrárias ao bem, das más inclinações, do
materialismo, da ambição e de toda a influência inferior que tentaria
desviá-Lo de Sua missão.
Essas "tentações" não eram para Jesus se Ele cederia (pois Sua pureza moral
não permitiria), mas sim para que Ele demonstrasse e exemplificasse para a
humanidade como resistir a elas.
11.
"Não comeu nadadurante esses dias e, ao fim deles, teve fome“.
Este é um detalhe crucial:
Humanidade de Jesus:
Apesar de ser o Cristo, Ele estava encarnado e sujeito às leis biológicas. Sentir
fome após 40 dias de jejum acentua Sua realidade humana, tornando-O mais
próximo e compreensível para nós como modelo. Ele experimentou a
privação física.
A fome no final do jejum serve como o ponto de partida para a primeira e
mais básica das "tentações" alegóricas: a de usar o poder divino para
satisfazer uma necessidade material imediata (transformar pedras em pão).
A força de Jesus em negar essa satisfação material imediata em prol do
compromisso espiritual ("Nem só de pão viverá o homem, mas de toda
palavra de Deus") é o cerne da lição.
12.
Esses dois versículosnão descrevem um evento sobrenatural de um "diabo"
literal transportando Jesus, mas sim um período de intensa preparação
espiritual e moral (os 40 dias no deserto), onde Jesus, em Sua plena
humanidade e divindade, exemplificou a vitória sobre as tentações
materiais e egoístas, reafirmando Sua total submissão à vontade de Deus e
priorizando o alimento espiritual acima de tudo.
A fome de Jesus, nesse contexto, é um símbolo poderoso das
nossas próprias necessidades humanas e fragilidades físicas.
É um lembrete de que, mesmo o Espírito mais elevado
encarnado, esteve sujeito às limitações da matéria.
13.
A fome deJesus pode nos mostrar as necessidades humanas e
físicas que temos, e que quando estamos fragilizados com alguma
necessidade física podemos estar vulneráveis às nossas fraquezas
e às forças negativas externas que poderão nos transviar do bom
caminho."
14.
•Vulnerabilidade Humana: Todosnós, em algum momento, enfrentamos
carências físicas (fome, cansaço, doença) ou emocionais (tristeza, frustração,
solidão). Nesses momentos de fragilidade, nosso campo vibratório pode se tornar
mais suscetível.
•Fraquezas Internas: É nessas horas que nossas próprias imperfeições
(impaciência, egoísmo, desânimo, revolta) podem vir à tona com mais força.
•Influências Externas: E, sim, as forças negativas externas – representadas
pelos "diabos" (espíritos inferiores ou tendências viciosas do meio) – tendem a se
aproveitar desses momentos de vulnerabilidade para nos "tentar", ou seja, para
nos induzir a pensamentos, palavras ou atos que nos afastem do caminho do bem
e do nosso progresso espiritual.
15.
Jesus, ao sentirfome e, ainda assim, recusar a tentação de usar
Seu poder para satisfazê-la (priorizando o alimento espiritual),
nos mostra o exemplo supremo de como manter a retidão e a fé
mesmo na maior fragilidade.
Ele nos ensina a resistir, a buscar a força no alto e a lembrar que o
sustento mais importante é o da alma, a fim de não nos
transviarmos do bom caminho.
16.
Jesus, cheio doEspírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto,
"Levado pelo Espírito ao deserto":
Isso significa que Jesus foi conduzido àquele lugar de isolamento
por força e vontade divina, pelo "Espírito Santo" que o impelia a
cumprir sua missão. Não foi o diabo que o arrebatou ou o levou a
um lugar de "cilada" contra sua vontade. Pelo contrário, foi um
movimento divinamente orquestrado para um propósito elevado
de preparação e demonstração.
17.
Essa distinção éfundamental porque reforça a visão espírita de
que Jesus não estava à mercê de forças malignas externas que
pudessem dominá-Lo ou levá-Lo contra Sua vontade.
Ele estava plenamente no controle, guiado pela vontade divina, e
o período no deserto foi uma etapa planejada de Sua missão para
enfrentar e superar simbolicamente as tentações que a
humanidade experimenta, servindo de exemplo.
18.
“Compreendei, portanto, osentido dessa parábola, que outra coisa aí não
tendes, do mesmo modo que nos casos do Filho Pródigo e do Bom
Samaritano.
Aquela mostra os perigos que correm os homens, se não resistem à voz
íntima que lhes clama sem cessar: ‘Podes ser mais do que és; podes possuir
mais do que possuis; podes engrandecer-te, adquirir muito; cede à voz da
ambição e todos os teus desejos serão satisfeitos’.
Ela vos mostra o perigo e o meio de o evitardes, dizendo às más inspirações:
Retira-te, Satanás ou, por outras palavras: Vai-te, tentação!
A Gênese – Allan Kardec
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19.
“As duas outrasparábolas que lembrei mostram o que ainda pode esperar
aquele que, por muito fraco para expulsar o demônio, lhe sucumbiu às
tentações.
Mostram a misericórdia do pai de família, pousando a mão sobre a fronte do
filho arrependido e concedendo-lhe, com amor, o perdão implorado.
Mostram o culpado, o cismático, o homem repelido por seus irmãos, valendo
mais, aos olhos do Juiz supremo, do que os que o desprezam, por praticar ele
as virtudes que a lei de amor ensina.
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20.
“Pesai bem osensinamentos que os Evangelhos contêm; sabei
distinguir o que ali está em sentido próprio, ou em sentido
figurado, e os erros que vos hão cegado durante tanto tempo se
apagarão pouco a pouco, cedendo lugar à brilhante luz da
Verdade.”
— João Evangelista, Bordeaux, 1862.
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21.
Quando Jesus diz"Eu venci o mundo", ele está, ao mesmo tempo, nos
dando uma promessa e um roteiro. A frase completa é:
"No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo."
A palavra "mundo", nesse contexto, não se refere ao planeta em si, à
natureza ou às pessoas.
Ela se refere, na verdade, ao conjunto de imperfeições, ilusões, paixões
inferiores, egoísmo, orgulho, vaidade e materialismo que dominam o
Espírito em sua jornada de evolução. Ou seja o Ego.
É o mundo das tentações, dos apegos e dos vícios que nos afastam da
nossa verdadeira essência divina.
Notas do Editor
#3 Pq a maneira como lemos dá a entender que Jesus foi levado para ser tentado e submetido a testes para provar seu poder
#5 O que simboliza o Batismo senão a renovação moral, e jesus precisava ser renovado? Ele era a renovação em pessoa, ele cumpriu o ato apenas para que cumprisse uma profecia, Ao se batizar, Jesus não estava se renovando (pois já era puro), mas estava validando e valorizando o rito como um símbolo poderoso de transformação. Ele estava ensinando que o compromisso com a purificação e a reforma íntima é o caminho para todos nós, e que o batismo é um sinal externo desse compromisso interior.
#6 João Batista pregava a vinda do Messias e do Reino de Deus. O batismo, portanto, era também um ato de preparação e expectativa pela chegada daquele que viria depois dele e que batizaria com o Espírito Santo e com fogo. Era uma forma de as pessoas se prepararem espiritualmente para a nova era.
#7 Pelo deserto está isolado de toda carga energética negativa, ali ele estaria em comunhão com o Pai de forma mais serena, sem que as interferências externas o atingissem.
#8 Portanto ele precisava de silencio para se preparar para o que vinha
#11 Aqui atentar que a necessidade biológica dele e o poder que ele tinha poderia simplesmente transformar pedra em pão se ele quisesse, mas nos provou que o pão material não, mata a fome essencial do espirito, e mostra a sua superioridade como um espirito Cristico que não veio para se exibir, mas para exemplificar