Em Moçambique, o cancro da mama está entre os cancros mais frequentes nas mulheres. O acesso limitado ao diagnóstico precoce e ao tratamento contribui para que muitos casos sejam detectados em fases avançadas, diminuindo as chances de cura e aumentando a mortalidade.
As causas do cancro da mama não são sempre claras, mas envolvem uma combinação de factores. Alterações genéticas, exposição hormonal prolongada (como menarca precoce ou menopausa tardia), idade avançada, histórico familiar, e estilo de vida pouco saudável podem contribuir para o seu desenvolvimento.
Entre os principais factores de risco destacam-se: idade superior a 50 anos, antecedentes familiares de cancro da mama ou ovário, mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, exposição à radiação, e terapias hormonais prolongadas.
Os sinais e sintomas mais comuns incluem: presença de nódulo na mama ou axila, alterações na forma ou tamanho da mama, secreção anormal pelo mamilo, vermelhidão ou enrugamento da pele da mama, e dor persistente. É fundamental estar atento a esses sinais e procurar atendimento médico.
A detecção precoce é crucial para o sucesso do tratamento. A autoexploração das mamas, os exames clínicos regulares e a mamografia são ferramentas essenciais para identificar alterações antes que o cancro se espalhe. A mamografia é recomendada a partir dos 40 anos de idade ou antes, se houver risco elevado.
O tratamento do cancro da mama pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia ou terapias-alvo, dependendo do tipo e estágio da doença. Quando detectado precocemente, o tratamento é mais eficaz e as chances de cura são maiores.
Por fim, as mensagens-chave incluem: o cancro da mama é prevenível em muitos casos, tratável quando detectado precocemente, e que todas as mulheres devem ter acesso à informação, ao rastreio e ao tratamento adequado. A sensibilização comunitária e o apoio às pacientes são essenciais para vencer essa luta.