A Oração
François Urban
2023
O QUE SIGNIFICA ORAR
A união da criatura humana com o seu
Criador, a realização da legítima
comunhão com a Espiritualidade
maior.
INTENÇÃO DE
ORAR
A oração apresenta, em geral, três características
fundamentais, anunciadas no Pai-nosso, modelo de
prece ensinada por Jesus (Mateus, 6:9 a 13): louvor,
pedido e agradecimento.
BENEFÍCIOS
O hábito de orar é de valor inestimável e deve ser
exercido diariamente, pois tem o poder de criar um
campo de forças positivas ao redor de quem ora. Outro
grande benefício proporcionado pela prece é atrair o
auxílio dos Espíritos benfeitores que, pelos canais da
intuição ou da inspiração, vêm sustentar o indivíduo.
BENEFÍCIOS
Outro grande benefício proporcionado pela prece é
atrair o auxílio dos Espíritos benfeitores que, pelos
canais da intuição ou da inspiração, vêm sustentar o
indivíduo “[...] em suas boas resoluções e inspirar-lhe
bons pensamentos”. Estes Espíritos assemelham-se,
segundo André Luiz, aos “[...] transformadores da
bênção, do socorro, do esclarecimento...”
O QUE ACONTECE
QUANDO ORAMOS
A pessoa que ora transforma-se em um foco irradiador
de energias salutares que beneficia a si mesma e a
quem se encontra no seu campo de ação. Daí os
Espíritos orientadores recomendarem, insistentemente,
a oração como um bom hábito que deva ser
incorporado ao cotidiano da existência.
ORAÇÃO DIRIGIDA
Quando, pois, o pensamento é dirigido a um ser
qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para
desencarnado, ou de desencarnado para encarnado,
estabelece--se uma corrente fluídica entre um e outro,
transmitindo o pensamento, como o ar transmite o
som. A energia da corrente guarda proporção com a do
pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos
ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o
lugar onde se encontrem.
PRECE RACIOCINADA
Jesus orienta: “Orando, porém, não useis de vãs
repetições como os gentios, pois pensam que com
palavreado excessivo serão atendidos. Assim, não vos
assemelheis a eles, pois vosso Pai sabe do que tendes
necessidade, antes de pedirdes a ele.” O significado
desta lição do Mestre está clara, conforme explica
Kardec: “[...] não é pela multiplicidade de palavras que
sereis escutados, mas pela sinceridade delas”.
ORIENTAÇÃO
“Jesus definiu claramente as qualidades da prece. Quando
orardes, diz Ele, não vos ponhais em evidência; antes, orai em
secreto. Não afeteis orar muito, pois não é pela multiplicidade das
palavras que sereis escutados, mas pela sinceridade delas. Antes
de orardes, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe,
visto que a prece não pode ser agradável a Deus, se não parte de
um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade.
Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com
orgulho, como o fariseu. Examinai os vossos defeitos, não as
vossas qualidades e, se vos comparardes aos outros, procurai o
que há em vós de mau.”
ORIENTAÇÃO
“A forma não é nada, o pensamento é tudo. Orai,
cada um, segundo as vossas convicções e o modo
que mais vos toca; um bom pensamento vale mais
que numerosas palavras estranhas ao coração.”
A ORAÇÃO DEVE
FALAR AO CORAÇÃO
Martins Peralva, citando Emmanuel, assinala a
importância dos sentimentos quando em oração: “A
verdadeira prece não deve ser recitada, mas sentida.
Não deve ser cômodo processo de movimentação de
lábios, emoldurado, muita vez, por belas palavras, mas
uma expressão de sentimento vivo e real.
ORIENTAÇÃO
Orar em secreto
Na seguinte passagem do Evangelho Jesus ensina
que durante a oração a pessoa deve estabelecer um
momento de sintonia ou de intimidade com o
Criador, no qual não cabe qualquer tipo de
exibicionismo.
A prece outra coisa não é senão uma conversa que
entretemos com Deus, nosso Pai; com Jesus, nosso
Mestre e Senhor; com nossos amigos espirituais.
ORIENTAÇÃO
A Oração deve ser simples
Para que a prece toque, é preciso que cada palavra
desperte uma ideia; ora, a palavra que não é
entendida não pode despertar ideia nenhuma. Será
repetida como simples fórmula. Muitos oram por
dever, alguns, até, por obediência aos usos, pelo que
se julgam quites, desde que tenham dito uma
oração determinado número de vezes e em tal ou tal
ordem.
ORIENTAÇÃO
A oração e as provações da vida
Ante os desafios da vida é importante que, ao
orarmos, peçamos a Deus confiança, coragem,
paciência e resignação, a fim de superarmos os
obstáculos ou as dores das provações. Os bons
Espíritos virão em nosso auxílio, não há dúvida,
inspirando-nos boas ideias e sentimentos, sem
contudo, impedir o cumprimento do planejamento
reencarnatório.
ORIENTAÇÃO
A oração e as provações da vida
Ele assiste os que se ajudam a si mesmos, conforme
esta máxima: “Ajuda-te, que o céu te ajudará”, e não
os que tudo esperam de um socorro estranho, sem
fazer uso das próprias faculdades. Entretanto, na
maioria das vezes, o que o homem quer é ser
socorrido por um milagre, sem nada fazer de sua
parte.
ORIENTAÇÃO
Oração e o perdão das ofensas
Ainda que sejamos catalogados como Espíritos
imperfeitos, é importante que, pelo menos durante
a oração, demonstremos o nosso esforço de
melhoria espiritual. Lembrar que devemos aprender
a perdoar, purificar a alma de qualquer sentimento
infeliz e agir segundo os preceitos da caridade,
como ensina Jesus: “E, quando estiverdes orando,
perdoai, se tendes algo contra alguém, para que
também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as
vossas transgressões”
A maioria das sugestões de preces deste artigo
podem ser encontradas no livro O Evangelho
Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.
A obra reúne uma coletânea de preces espíritas,
divididas em cinco categorias: preces gerais, preces
para si mesmo, preces pelos vivos (encarnados),
preces pelos mortos (desencarnados) e preces
especiais para os doentes e os obsidiados.
Pai Nosso: a oração ensinada por Jesus
O Pai Nosso, também chamado de Oração Dominical, é a oração
mais famosa da qual temos conhecimento.
Vinda de Jesus Cristo, ela é uma obra sublime, que se resume em
um ato de adoração e submissão.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec explica o
significado de cada trecho do Pai Nosso.
Em linhas gerais, a oração pede que Deus, causa primária de todas
as coisas, se faça presente entre os homens e forneça o necessário
para viver e resistir às forças do mal.
Ela ainda demonstra respeito às vontades Dele e suplica o perdão
pelos erros cometidos.
I – Pai nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso
nome
A harmonia do Universo testemunha uma sabedoria, uma
prudência e uma previdência que excedem a todas as faculdades
humanas; o nome de um Ser soberanamente grande e sábio está
inscrito em todas as obras da criação.
II – Venha a nós o vosso reino!
Que o reino de paz e de Caridade, se torne conhecido e obedecido
por todos.
Que a inteligência e a razão humana se esclareçam à luz das
divinas verdades, de que são portadores os Vossos Santos
Espíritos
III – Seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu!
Ajudai-nos a observar as Vossas leis e a submeter-nos, sem
murmurar, aos decretos divinos, porque Vós sois a fonte da
sabedoria e do amor e nós.
V – Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos
nossos devedores.
Senhor, da Caridade fizestes uma lei expressa para nós e fora
dessa lei não poderíamos reclamar a Vossa indulgência. Se nós
mesmos recusamos o perdão àqueles de quem nos queixamos,
com que direito reclamaríamos para nós o perdão das muitas
faltas que contra Vós temos cometido?
VI – Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal!
Dai-nos forças para resistirmos às sugestões dos maus espíritos
que, tentando desviar-nos do caminho do bem, nos inspiram
pensamentos maléficos. Sustentai-nos e inspirai-nos pela voz dos
Anjos Guardiões e dos bons Espíritos, a vontade de corrigirmos as
nossas imperfeições a fim de fecharmos a alma ao acesso dos
espíritos impuros.
VII – Assim seja!
Assim seja; praza a Vós, Senhor, que os nossos desejos se realizem;
todavia nos inclinamos diante da Vossa infinita sabedoria.
Apresentação sobre o entendimento da oração

Apresentação sobre o entendimento da oração

  • 1.
  • 2.
    O QUE SIGNIFICAORAR A união da criatura humana com o seu Criador, a realização da legítima comunhão com a Espiritualidade maior.
  • 3.
    INTENÇÃO DE ORAR A oraçãoapresenta, em geral, três características fundamentais, anunciadas no Pai-nosso, modelo de prece ensinada por Jesus (Mateus, 6:9 a 13): louvor, pedido e agradecimento.
  • 4.
    BENEFÍCIOS O hábito deorar é de valor inestimável e deve ser exercido diariamente, pois tem o poder de criar um campo de forças positivas ao redor de quem ora. Outro grande benefício proporcionado pela prece é atrair o auxílio dos Espíritos benfeitores que, pelos canais da intuição ou da inspiração, vêm sustentar o indivíduo.
  • 5.
    BENEFÍCIOS Outro grande benefícioproporcionado pela prece é atrair o auxílio dos Espíritos benfeitores que, pelos canais da intuição ou da inspiração, vêm sustentar o indivíduo “[...] em suas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos”. Estes Espíritos assemelham-se, segundo André Luiz, aos “[...] transformadores da bênção, do socorro, do esclarecimento...”
  • 6.
    O QUE ACONTECE QUANDOORAMOS A pessoa que ora transforma-se em um foco irradiador de energias salutares que beneficia a si mesma e a quem se encontra no seu campo de ação. Daí os Espíritos orientadores recomendarem, insistentemente, a oração como um bom hábito que deva ser incorporado ao cotidiano da existência.
  • 7.
    ORAÇÃO DIRIGIDA Quando, pois,o pensamento é dirigido a um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou de desencarnado para encarnado, estabelece--se uma corrente fluídica entre um e outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som. A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem.
  • 8.
    PRECE RACIOCINADA Jesus orienta:“Orando, porém, não useis de vãs repetições como os gentios, pois pensam que com palavreado excessivo serão atendidos. Assim, não vos assemelheis a eles, pois vosso Pai sabe do que tendes necessidade, antes de pedirdes a ele.” O significado desta lição do Mestre está clara, conforme explica Kardec: “[...] não é pela multiplicidade de palavras que sereis escutados, mas pela sinceridade delas”.
  • 9.
    ORIENTAÇÃO “Jesus definiu claramenteas qualidades da prece. Quando orardes, diz Ele, não vos ponhais em evidência; antes, orai em secreto. Não afeteis orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que sereis escutados, mas pela sinceridade delas. Antes de orardes, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, visto que a prece não pode ser agradável a Deus, se não parte de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu. Examinai os vossos defeitos, não as vossas qualidades e, se vos comparardes aos outros, procurai o que há em vós de mau.”
  • 10.
    ORIENTAÇÃO “A forma nãoé nada, o pensamento é tudo. Orai, cada um, segundo as vossas convicções e o modo que mais vos toca; um bom pensamento vale mais que numerosas palavras estranhas ao coração.”
  • 11.
    A ORAÇÃO DEVE FALARAO CORAÇÃO Martins Peralva, citando Emmanuel, assinala a importância dos sentimentos quando em oração: “A verdadeira prece não deve ser recitada, mas sentida. Não deve ser cômodo processo de movimentação de lábios, emoldurado, muita vez, por belas palavras, mas uma expressão de sentimento vivo e real.
  • 12.
    ORIENTAÇÃO Orar em secreto Naseguinte passagem do Evangelho Jesus ensina que durante a oração a pessoa deve estabelecer um momento de sintonia ou de intimidade com o Criador, no qual não cabe qualquer tipo de exibicionismo. A prece outra coisa não é senão uma conversa que entretemos com Deus, nosso Pai; com Jesus, nosso Mestre e Senhor; com nossos amigos espirituais.
  • 13.
    ORIENTAÇÃO A Oração deveser simples Para que a prece toque, é preciso que cada palavra desperte uma ideia; ora, a palavra que não é entendida não pode despertar ideia nenhuma. Será repetida como simples fórmula. Muitos oram por dever, alguns, até, por obediência aos usos, pelo que se julgam quites, desde que tenham dito uma oração determinado número de vezes e em tal ou tal ordem.
  • 14.
    ORIENTAÇÃO A oração eas provações da vida Ante os desafios da vida é importante que, ao orarmos, peçamos a Deus confiança, coragem, paciência e resignação, a fim de superarmos os obstáculos ou as dores das provações. Os bons Espíritos virão em nosso auxílio, não há dúvida, inspirando-nos boas ideias e sentimentos, sem contudo, impedir o cumprimento do planejamento reencarnatório.
  • 15.
    ORIENTAÇÃO A oração eas provações da vida Ele assiste os que se ajudam a si mesmos, conforme esta máxima: “Ajuda-te, que o céu te ajudará”, e não os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das próprias faculdades. Entretanto, na maioria das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por um milagre, sem nada fazer de sua parte.
  • 16.
    ORIENTAÇÃO Oração e operdão das ofensas Ainda que sejamos catalogados como Espíritos imperfeitos, é importante que, pelo menos durante a oração, demonstremos o nosso esforço de melhoria espiritual. Lembrar que devemos aprender a perdoar, purificar a alma de qualquer sentimento infeliz e agir segundo os preceitos da caridade, como ensina Jesus: “E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes algo contra alguém, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas transgressões”
  • 17.
    A maioria dassugestões de preces deste artigo podem ser encontradas no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. A obra reúne uma coletânea de preces espíritas, divididas em cinco categorias: preces gerais, preces para si mesmo, preces pelos vivos (encarnados), preces pelos mortos (desencarnados) e preces especiais para os doentes e os obsidiados.
  • 18.
    Pai Nosso: aoração ensinada por Jesus O Pai Nosso, também chamado de Oração Dominical, é a oração mais famosa da qual temos conhecimento. Vinda de Jesus Cristo, ela é uma obra sublime, que se resume em um ato de adoração e submissão. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec explica o significado de cada trecho do Pai Nosso. Em linhas gerais, a oração pede que Deus, causa primária de todas as coisas, se faça presente entre os homens e forneça o necessário para viver e resistir às forças do mal. Ela ainda demonstra respeito às vontades Dele e suplica o perdão pelos erros cometidos.
  • 19.
    I – Painosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome A harmonia do Universo testemunha uma sabedoria, uma prudência e uma previdência que excedem a todas as faculdades humanas; o nome de um Ser soberanamente grande e sábio está inscrito em todas as obras da criação.
  • 20.
    II – Venhaa nós o vosso reino! Que o reino de paz e de Caridade, se torne conhecido e obedecido por todos. Que a inteligência e a razão humana se esclareçam à luz das divinas verdades, de que são portadores os Vossos Santos Espíritos
  • 21.
    III – Sejafeita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu! Ajudai-nos a observar as Vossas leis e a submeter-nos, sem murmurar, aos decretos divinos, porque Vós sois a fonte da sabedoria e do amor e nós.
  • 22.
    V – Perdoaias nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. Senhor, da Caridade fizestes uma lei expressa para nós e fora dessa lei não poderíamos reclamar a Vossa indulgência. Se nós mesmos recusamos o perdão àqueles de quem nos queixamos, com que direito reclamaríamos para nós o perdão das muitas faltas que contra Vós temos cometido?
  • 23.
    VI – Nãonos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal! Dai-nos forças para resistirmos às sugestões dos maus espíritos que, tentando desviar-nos do caminho do bem, nos inspiram pensamentos maléficos. Sustentai-nos e inspirai-nos pela voz dos Anjos Guardiões e dos bons Espíritos, a vontade de corrigirmos as nossas imperfeições a fim de fecharmos a alma ao acesso dos espíritos impuros.
  • 24.
    VII – Assimseja! Assim seja; praza a Vós, Senhor, que os nossos desejos se realizem; todavia nos inclinamos diante da Vossa infinita sabedoria.