Levantamento epidemiológico
sobre a leptospirose em cães
Integrantes: Letícia Soares Braga, Lydia Andrade
A leptospirose canina é uma doença bacteriana causada pela bactéria do
gênero Leptospira, sendo a Leptospira interrogans a espécie mais comum.
Essa zoonose afeta cães, outros animais e pode ser transmitida aos
humanos. A infecção ocorre através do contato com urina contaminada,
água ou solo infectado. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado
são essenciais. A pesquisa epidemiológica visa compreender a prevalência
da doença em populações caninas, contribuindo para estratégias de
controle e prevenção. Portanto, a prevenção por meio da vacinação
contribui tanto para a saúde pública quanto para o bem-estar animal,
prevenindo incidentes e a propagação de doenças
Introdução
Materiais e Métodos
Em nossa pesquisa foi utilizado o método por google forms, 21
pessoas participaram da pesquisa. 11 informaram que seus
cães não são vacinados anualmente contra a leptospirose e 10
informaram que são vacinados.
10 informaram que seus cães possuem acompanhamento
veterinário anualmente, 1 a cada 6 meses e 10 não possuem
acompanhamento.
Muitos tutores não possuem informações
suficientes sobre a vacinação, levando a
falta de conhecimento sobre o
procedimento e sua importância.
É fundamental que haja conscientização e
o acesso facilitado a vacinação contra
leptospirose sendo essencial para
promover o bem-estar animal e reduzir a
disseminação da doença descontrolada.
Vacinação
Prevenção
Diversos estudos destacam que a vacinação dos pets é uma das medidas mais eficazes
para o controle da leptospirose. As vacinas contra leptospirose canina disponíveis
atualmente ( V8 e V10) são provenientes de culturas de leptospiras inativadas acrescidas
de adjuvantes compostas pelos sorovares.
V8: composta por dois sorovares (Icterohaemorrhagiae e Canicola).
V10: composta por quatro sorovares (Icterohaemorrhagiae, Canicola,
Grippotyphosae Pomona).
Além do protocolo vacinal, certas medidas sanitárias são de extrema importância, como:
limpar constante e higienizar quintais e ambiente em que o animal vive ou que possui
acesso;
não acumular lixos ou deixar alimentos expostos em quintais, pois os ratos são
atraídos para o ambiente, principalmente durante a noite;
não deixar o animal ter livre acesso às ruas sem a companhia de seu responsável;
evitar a superpopulação de animais;
adotar a castração para reduzir os comportamentos territorialistas;
fornecer água limpa e filtrada aos animais;
outros.
Sinais Clínicos
A gravidade da leptospirose canina varia muito conforme o
animal, a idade e também as condições nutricionais dele.
Quando a doença não é combatida rapidamente, pode levar o
paciente à morte. Além disso, a leptospirose canina tem
sintomas que variam muito. Dentre eles:
Febre;
Anorexia (não come);
Vômito;
Desidratação;
Poliúria (aumento de volume urinário);
Polidipsia (aumento de ingestão de água);
Icterícia (pele e mucosas amareladas);
Mucosas pálidas;
Diarreia e/ou melena (sangue nas fezes);
Apatia;
Dor;
Fraqueza;
Hematúria (sangue na urina);
Oligúria (diminuição no volume da urina);
Taquicardia.
O tratamento para a leptospirose canina envolve antibioticoterapia e
terapia de suporte para a reposição do equilíbrio hidroeletrolítico e
energético (SILVA et al; 2020). Para os pacientes críticos com insuficiência
renal aguda, pode ser recomendada a hemodiálise
Tratamento
Nos casos mais graves, dependendo da idade e do sistema imunológico do
cão acometido e também do sorotipo envolvido, pode haver o óbito do
animal (SANTOS e SANTOS; 2021).
Os pacientes acometidos por leptospirose precisam de acompanhamento
constante, pois a taxa de mortalidade é muito alta e apresenta variabilidade
entre 70 e 90% nesses casos (ZOETIS, 2019).
Porém, quando o tratamento é precoce e seguido de forma correta,
geralmente antes do agravamento dos sinais clínicos, os pacientes podem
ter maiores chances de sucesso e um prognóstico de reservado a favorável,
contribuindo também para a prevenção da disseminação dessa importante
zoonose.
Durante nossa pesquisa realizada, concluímos que apesar da leptospirose
canina ser uma doença de pouca ocorrência, ela não deixa de ainda assim
ocorrer mesmo que seja em casos isolados, por isso é de grande
importância os tutores terem informações sobre, manter o esquema vacinal
de seus cães, acompanhamento veterinário e em casos de contaminação
saber quais procedimentos realizarem para manter a saúde e vida de seus
cães.
Conclusão
Referências bibliográficas
ADIN, C. A.; COWGILL, L. D. Treatment and outcome of dogs with leptospirosis: 36 cases (1990-1998). Journal of the
American Veterinary Medical Association, v. 216, n. 3, p. 371-375, 2000.
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of Small Animal Practice, v. 39, p. 231-236, 1998.
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iniciação científica, 2006, Curitiba. Anais... Curitiba, UFPR, 2006. p.139.

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    Levantamento epidemiológico sobre aleptospirose em cães Integrantes: Letícia Soares Braga, Lydia Andrade
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    A leptospirose caninaé uma doença bacteriana causada pela bactéria do gênero Leptospira, sendo a Leptospira interrogans a espécie mais comum. Essa zoonose afeta cães, outros animais e pode ser transmitida aos humanos. A infecção ocorre através do contato com urina contaminada, água ou solo infectado. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais. A pesquisa epidemiológica visa compreender a prevalência da doença em populações caninas, contribuindo para estratégias de controle e prevenção. Portanto, a prevenção por meio da vacinação contribui tanto para a saúde pública quanto para o bem-estar animal, prevenindo incidentes e a propagação de doenças Introdução
  • 3.
    Materiais e Métodos Emnossa pesquisa foi utilizado o método por google forms, 21 pessoas participaram da pesquisa. 11 informaram que seus cães não são vacinados anualmente contra a leptospirose e 10 informaram que são vacinados. 10 informaram que seus cães possuem acompanhamento veterinário anualmente, 1 a cada 6 meses e 10 não possuem acompanhamento.
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    Muitos tutores nãopossuem informações suficientes sobre a vacinação, levando a falta de conhecimento sobre o procedimento e sua importância. É fundamental que haja conscientização e o acesso facilitado a vacinação contra leptospirose sendo essencial para promover o bem-estar animal e reduzir a disseminação da doença descontrolada. Vacinação
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    Prevenção Diversos estudos destacamque a vacinação dos pets é uma das medidas mais eficazes para o controle da leptospirose. As vacinas contra leptospirose canina disponíveis atualmente ( V8 e V10) são provenientes de culturas de leptospiras inativadas acrescidas de adjuvantes compostas pelos sorovares. V8: composta por dois sorovares (Icterohaemorrhagiae e Canicola). V10: composta por quatro sorovares (Icterohaemorrhagiae, Canicola, Grippotyphosae Pomona). Além do protocolo vacinal, certas medidas sanitárias são de extrema importância, como: limpar constante e higienizar quintais e ambiente em que o animal vive ou que possui acesso; não acumular lixos ou deixar alimentos expostos em quintais, pois os ratos são atraídos para o ambiente, principalmente durante a noite; não deixar o animal ter livre acesso às ruas sem a companhia de seu responsável; evitar a superpopulação de animais; adotar a castração para reduzir os comportamentos territorialistas; fornecer água limpa e filtrada aos animais; outros.
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    Sinais Clínicos A gravidadeda leptospirose canina varia muito conforme o animal, a idade e também as condições nutricionais dele. Quando a doença não é combatida rapidamente, pode levar o paciente à morte. Além disso, a leptospirose canina tem sintomas que variam muito. Dentre eles:
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    Febre; Anorexia (não come); Vômito; Desidratação; Poliúria(aumento de volume urinário); Polidipsia (aumento de ingestão de água); Icterícia (pele e mucosas amareladas); Mucosas pálidas; Diarreia e/ou melena (sangue nas fezes); Apatia; Dor; Fraqueza; Hematúria (sangue na urina); Oligúria (diminuição no volume da urina); Taquicardia.
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    O tratamento paraa leptospirose canina envolve antibioticoterapia e terapia de suporte para a reposição do equilíbrio hidroeletrolítico e energético (SILVA et al; 2020). Para os pacientes críticos com insuficiência renal aguda, pode ser recomendada a hemodiálise Tratamento Nos casos mais graves, dependendo da idade e do sistema imunológico do cão acometido e também do sorotipo envolvido, pode haver o óbito do animal (SANTOS e SANTOS; 2021). Os pacientes acometidos por leptospirose precisam de acompanhamento constante, pois a taxa de mortalidade é muito alta e apresenta variabilidade entre 70 e 90% nesses casos (ZOETIS, 2019). Porém, quando o tratamento é precoce e seguido de forma correta, geralmente antes do agravamento dos sinais clínicos, os pacientes podem ter maiores chances de sucesso e um prognóstico de reservado a favorável, contribuindo também para a prevenção da disseminação dessa importante zoonose.
  • 11.
    Durante nossa pesquisarealizada, concluímos que apesar da leptospirose canina ser uma doença de pouca ocorrência, ela não deixa de ainda assim ocorrer mesmo que seja em casos isolados, por isso é de grande importância os tutores terem informações sobre, manter o esquema vacinal de seus cães, acompanhamento veterinário e em casos de contaminação saber quais procedimentos realizarem para manter a saúde e vida de seus cães. Conclusão
  • 12.
    Referências bibliográficas ADIN, C.A.; COWGILL, L. D. Treatment and outcome of dogs with leptospirosis: 36 cases (1990-1998). Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 216, n. 3, p. 371-375, 2000. AHMAD, S. N.; SHAH, S. H.; AHMAD, F. M. Laboratory diagnosis of leptospirosis. Journal of Postgraduate Medicine, v. 51, n. 3, p. 195-200, 2005. ALT, D. P.; BOLIN, C. A. Preliminary evaluation of antimicrobial agents for treatment of Leptospira interrogans serovar pomona infection in hamsters and swine. American Journal of Veterinary Research, v. 57, n. 1, p. 59-62, 1986. BARCELLOS, C. et al. Distribuição especial da leptospirose no Rio Grande do Sul, Brasil: recuperando a ecologia dos estudos ecológicos. Cadernos de Saúde Pública, v. 19, p. 1283- 1292, 2003. BARTGES, J. W. Distúrbios dos túbulos renais. In: ETTINGER, S.J., FELDMAN, E.C. (Eds.) Tratado de medicina interna veterinária. Doenças do cão e do gato. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. 5 ed. v. 2, cap. 144, p. 1795-1802. BATISTA, C. S. A. et al. Soroprevalência e fatores de risco par a leptospirose em cães de Campina Grande, Paraíba. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 57, supl. 2, p. 179-185, 2005. BIRNBAUM, N; CENTER, S. A.; RANDOLPH, J. F. Naturally acquired leptospirosis in 36 dogs: serological clinicopathological features. Journal of Small Animal Practice, v. 39, p. 231-236, 1998. BURR, P.; LUNN, K.; YAM, P. Current perspectives on canine leptospirosis. In Practice, v. 3, p. 98-102. 2009. CASPI, D. et al. C-reactive protein in dogs. American Journal of Veterinary Research, v. 48, p. 919–921, 1987. CERÓN, J. J.; ECKERSALL, P. D.; MARTÍNEZ-SUBIELA, S. Acute phase proteins in dogs and cats: current knowledge and future perspectives. Veterinary Clinical Pathology, v. 34, p. 85-99, 2005. CHARELLO, T. et al. PCR no diagnóstico da leptospirose canina em presença de sorologia negativa. In: 14 EVINCI- Evento de iniciação científica, 2006, Curitiba. Anais... Curitiba, UFPR, 2006. p.139.