Apresentação Fertirrigação - Nitrogênio, Fósforo e Potássio
1.
Dinâmica do Nitrogêniono Sistema Solo-Planta
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA
TÓPICOS AVANÇADOS EM ENGENHARIA AGRÍCOLA: FERTIRRIGAÇÃO
RECIFE – PE
2024
Discentes:
José Henrique de Souza Júnior
Raví Emanoel de Melo
Docente: Dr. Gerônimo Ferreira da Silva
1.Componente de Proteínas:O nitrogênio é um constituinte fundamental dos aminoáci
dos, que são os blocos de construção das proteínas. Proteínas são essenciais para pratic
amente todas as funções celulares, incluindo a formação de enzimas e estruturas celula
res.
2.Síntese de Clorofila: Nitrogênio é crucial para a produção de clorofila, o pigmento ver
de nas plantas responsável pela fotossíntese. A fotossíntese é o processo pelo qual as pl
antas convertem a luz solar em energia química, essencial para o crescimento.
3.Desenvolvimento Vegetativo: Altos níveis de nitrogênio suportam o crescimento vege
tativo vigoroso, promovendo o desenvolvimento de folhas verdes saudáveis. Isso é esp
ecialmente importante nas primeiras fases de crescimento das plantas.
4.Produção de Hormônios: Auxinas, que são hormônios de crescimento, contêm nitrog
ênio. Essas substâncias regulam processos como alongamento celular e diferenciação, i
nfluenciando diretamente o crescimento e desenvolvimento das plantas.
5.Metabolismo Energético: Participa na construção de ATP (adenosina trifosfato), a mol
écula de energia das células, facilitando reações metabólicas vitais para o desenvolvim
ento da planta.
FONTE: Google imagens
Importância do N para as Plantas
5.
Forma de
absorção:
íons NH4ou
NO3.
Teores na
planta: 2 a
75 g kg
matéria seca.
Teores
adequado:
20 a 50 g kg
matéria seca.
Planta com
deficiência:
abaixo 10 g
kg matéria
seca.
Planta
podem
apresenta
sintomas de
toxidez:
Acima de 50
g kg de
matéria seca.
FONTE: Google imagens
Importância do N para as Plantas
6.
Não há umcritério
adequado para a
recomendação da
adubação
nitrogenada com
base em análises do
solo;
A recomendação é
feita com base em
resultados
experimentais, tipo
de cultura, histórico
de uso da área, etc.;
Aplicação: vai
depender da época
de plantio e deve ser
parcelado em uma
ou mais vezes;
A maneira mais
segura seria a
condução de
experimentos por
dois ou três anos.
Adubação Nitrogenada
Durante uma descarga
elétrica,a alta energi
a dissocia o N e o oxi
₂
gênio (O ) em átomos
₂
individuais. Esses áto
mos reagem para for
mar óxidos de nitrogê
nio (NO e NO ).
₂
Posteriormente se co
mbinam com a água n
a atmosfera, formand
o nitratos (N ).
₃
Estes nitratos são entã
o transportados para o
solo pela chuva, disp
onibilizando nitrogêni
o de forma utilizável
pelas plantas.
FONTE: Google imagens
Atmosfera
11.
3 a 5kg há ano ambientes normais sem poluição (Lagreid et al., 1999).
10 a 40 kg há ano em algumas região da Europa onde a alta´poluição
atmosfera (Groffman 2000).
40 a 50 kg há ano podem depositada no solo, entorno de área ondem a
grandes confinamento (Groffman 2000), visto que seca de 30% N presente
na urina e fezes de animais e perdido por volatilização (Lagreid et al., 1999).
Taxas de Deposições Atmosfera
12.
Decomposição da MatériaOrgânica: A amonificação começa
com a decomposição da matéria orgânica nitrogenada, como pro
teínas, aminoácidos e ureia.
Ação dos Microrganismos: Diversos microrganismos do solo, incluindo b
actérias heterotróficas e fungos, são responsáveis pela degradação da matér
ia orgânica. Esses microrganismos utilizam as enzimas extracelulares para
decompor os compostos nitrogenados complexos em compostos mais simp
les.
Produção de Amônia (NH )
₃ : À medid
a que as enzimas microbianas atuam, o
s compostos orgânicos nitrogenados sã
o transformados em amônia (NH ).
₃
Formação de Íon Amônio (NH )
₄⁺ : A amônia liberada pode ser
rapidamente convertida em íon amônio (NH ) em condições
₄⁺
de pH neutro a ácido. Este íon amônio é uma forma assimilável
de nitrogênio para muitas plantas e microrganismos.
Ciclagem de Nutrientes: O íon amônio pod
e ser absorvido diretamente pelas plantas ou
pode passar por outros processos no ciclo do
nitrogênio.
Amonificação
PH de 6a 7.
Condições aeróbias.
Umidade em torno 50 a
70% da capacidade de
campo.
Temperatura 40 a 60 C.
(Moreira & Siqueira, 2002)
Amonificação (Condições ótimas)
15.
15 a 17g kg de N, oque vai corresponde numa relação C/N entre 25 a
30.
Nessa faixa os microorganismos não precisa utilizar N do solo para
realiza degradação da matéria orgânica.
Relação C/N de 30 ou 50, acima, os microorganismos vão recorre a N
presente no solo.
• Silgram & Shepherd, 1999.
Fonte: UFERSA
Relação C/N
16.
• Relação C/Nalta causara
imobilização do N no solo.
FONTE: Embrapa
Relação C/N
Temperatura;
abaixo de 4C não ocorre.
Faixa ondem é maximizada 25-40 C (Schmidt).
Temperaturas elevadas volta cair (Keeney & Bremner, 1967).
Umidade;
50 a 70% da capacidade de campo.
PH;
Abaixo de 4 é inibida.
4,7 a 6,5 faixa ótima (Dancer et al.,1973).
4,9 a 7,2 faixa ótima (Gilmour, 1984).
Nitrificação
19.
pH ótimo 6a 8.
pH abaixo de 4 podem inibir.
Temperatura mínima 5 C.
Temperatura máxima tolerada 75 C, sendo
a ótima em torno 30 C (Firestone, 1982).
A enzimas que realiza a redução do
nitrogênio são ativa na ausência de
oxigênio (Sextone et al, 1985).
FONTE: Google imagens
Desnitrificação
20.
As perdas Nem sistema agrícola varia muito.
Estima entre 5 a 30% do aplicado através dos
fertilizantes (Firestone, 1982; Coelho et al 1991).
2,8 a 9,2 kg há nas N2 e N2O em cana de açúcar em
palhada para dose 160 kg há de N (Weier et al
1998).
Milho em plantio direto 2,6 a 5,5% N para dose
utilizando ureia entre 70 e 210 kg há de N
(Freney,1997).
.
Perdas Desnitrificação
21.
• FBN contribuemno mundo 32 Tg ano equivalente a 30 % N produzindo na forma de
fertilizante.
• No Brasil FBN contribuem com 7,3 Tg ano quase três veze a quantidade de fertilizante
produzindo que 2,5 Tg ano.
• Só na cultura da soja a FBN contribuem com seca de 3,2 Tg ano.
Estimativa de fixação;
• Leguminosas forrageira 100 a 300 kg há ano
• Soja 80 a 200 kg há ano
• Outras espécies de leguminosas 20 a 200 kg há ano.
Fixação Biológica do Nitrogênio
22.
O primeiro estágiono estabelecimento da relação simbiótica entre a bactéria fixadora de nitrogênio e seu hospedeiro é a migração da
bactéria em direção às raízes da planta hospedeira.
Essa migração é uma resposta quimiotática, mediada por atrativos químicos, em especial (iso)flavonoides e betaínas, secretados pelas raízes.
Os genes vegetais específicos de nódulos são denominados genes nodulinos,
Genes dos rizobios participantes da formacao dos nodulos sao chamados de genes de nodulação (nod).
Nod gerais – noda, nodb e nodc – sao encontrados em todas as cepas de rizobios.
Enquanto os genes nod hospedeiro-especificos – como nodp, nodq e nodh, ou nodf, node e nodl.
Processos de Infecção
23.
• Os rizóbioem geral infectam os pelos das raízes liberando, inicialmente, fatores Nod que
induzem um pronunciado enrolamento das células desses pelos.
• Os rizóbio tornam-se envolvidos por um pequeno compartimento formado pelo enrolamento.
• A parede celular do pelo também e degradada nessas regiões em resposta aos fatores Nod,
permitindo as células bacterianas o acesso direto a superfície externa da membrana plasmática.
Canal de infecção;
• O canal de infecção, preenchido pelos rizóbio em proliferação, alonga-se através do pelo da
raiz e das camadas de células corticais em direção ao primórdio nodular.
• Extensão interna tubular da membrana plasmática, que e produzida pela fusão de vesículas
derivadas do Golgi no local da infecção.
• O canal cresce em seu ápice pela fusão de vesículas secretoras na extremidade do tubo.
• Na região mais profunda do córtex, próximo ao xilema, as células corticais, iniciam a divisão,
formando uma área distinta no córtex, denominada primórdio nodular, a partir da qual o
nódulo ira se desenvolver.
A formação dos Nódulos envolve fitohormônios
O TIPO MAISCOMUM DE SIMBIOSE OCORRE ENTRE AS ESPÉCIES DA FAMILIA FABACEAE
(LEGUMINOSAS) E AS BACTERIAS DO SOLO DOS GENEROS AZORHIZOBIUM, BRADYRHIZOBIUM,
MESORHIZOBIUM, RHIZOBIUM E SINORHIZOBIUM (COLETIVAMENTE CHAMADAS DE RIZÓBIO.
Fonte: Taiz e Zerger
Processo de Haber-Bosch
paraa produção de amônia
(NH ).
₃
Fritz Haber: Em 1908, o
químico alemão Fritz Haber
desenvolveu o método
laboratorial para sintetizar
amônia a partir de
nitrogênio e hidrogênio sob
condições de alta pressão e
temperatura.
Carl Bosch: Entre 1912 e
1913, Carl Bosch, um
químico industrial, adaptou
o processo de Haber para
uso em larga escala,
tornando-o
economicamente viável e
prático para a produção
industrial.
Fritz Haber Carl Bosch
FONTE: Google imagens
Fixação Industrial do Nitrogênio
• Impacto naprodução de alimentos;
O uso de fertilizantes nitrogenados tem contribuído significativamente para o aumento
da produção de alimentos no mundo. Estima-se que cerca de 50% da produção
agrícola global depende de fertilizantes sintéticos produzidos por este processo.
• Segurança alimentar;
Com o crescimento populacional contínuo, a demanda por alimentos só aumenta. O
processo Haber-Bosch desempenha um papel crucial na garantia de uma produção
agrícola suficiente para alimentar a população mundial.
. Suporte à Agricultura Intensiva;
A agricultura intensiva extrai grandes quantidades de nutrientes do solo, que precisam
ser repostos. O processo Haber-Bosch, ao produzir fertilizantes nitrogenados em larga
escala, permite que os agricultores substituam o nitrogênio perdido nas colheitas.
Importância Fixação Industrial do Nitrogênio
Fatores que afetam
•pH do Solo: Solos alcalinos (com pH alto) au
mentam a volatilização, já que a amônia gasos
a é mais facilmente formada em ambientes m
enos ácidos.
• Temperatura: Temperaturas altas aceleram a
volatilização, pois aumentam a taxa de transfo
rmação de íons amônio (NH ) em amônia ga
₄⁺
sosa.
• Umidade: Solos secos tendem a promover ma
is volatilização, enquanto solos úmidos pode
m ajudar a manter a amônia dissolvida na águ
a do solo.
• Tipo de Fertilizante: Fertilizantes que libera
m amônia diretamente, como a amônia anidra,
têm maior potencial de volatilização em com
paração com formas de nitrogênio menos volá
teis.
Consequências Práticas
• Perda de Nutrientes: A volatilização resul
ta na perda de nitrogênio, reduzindo a efici
ência do fertilizante e necessitando de apli
cações adicionais.
• Impacto Ambiental: Contribui para a polu
ição atmosférica e pode levar ao aumento d
e gases de efeito estufa.
• Custo: Perdas de amônia implicam em gas
tos adicionais com fertilizantes para compe
nsar o nitrogênio perdido.
Volatilização da Amônia (NH3)
35.
• Incorporação Rápida:Aplicar o fertilizante 5 – 10 cm abaixo da superfície do solo,
maneira mais eficiente de reduzir as perdas de amônia por volatilização é a incorporação da
ureia ao solo. Este tipo de manejo aumenta o contato do fertilizante com o solo.
• Fazer a aplicação da ureia de forma parcelada.
• Aplicar a ureia atendo-se às possíveis ocorrências de chuvas;
Em volumes adequados, a precipitação tem o potencial para transportar a ureia para maiores
profundidades do solo, e assim reduz as perdas de amônia.
• Uso de Inibidores: Inibidores de urease podem ser aplicados para retardar a conversão de u
reia em amônia.
• Irrigação: Aplicar água após a fertilização pode ajudar a incorporar a amônia ao solo, dimi
nuindo as perdas gasosas.
Mitigação
36.
Câmaras para mediçãoda volatilização de amônia.
FONTE: (Instituto Agronômico de Campinas).
Quantificação Perdas por Volatilização
37.
1.Montagem das Câmaras:Corte garrafas PET e prepare discos de espuma com ácido bórico 2%.
2.Seleção do Local: Escolha áreas representativas e marque os pontos de amostragem.
3.Aplicação de Fertilizantes: Aplique o fertilizante nitrogenado uniformemente.
4.Posicionamento das Câmaras: Coloque as câmaras sobre as áreas tratadas e insira os discos de esp
uma.
5.Monitoramento: Deixe as câmaras no local por 24 a 48 horas, registrando condições ambientais.
6.Coleta dos Discos de Espuma: Remova os discos e armazene-os para análise.
7.Análise Laboratorial: Extraia a amônia com ácido sulfúrico diluído e quantifique por espectrofoto
metria ou titulação.
8.Cálculo da Volatilização: Calcule a quantidade de amônia volatilizada e expresse os resultados.
Quantificação Perdas por Volatilização
38.
• O nitrato(NO3-), que é a forma de nitrogênio predominante em solos sem
restrição de oxigênio, pode contaminar águas subterrâneas por meio da lixiviação.
Esse processo consiste na descida do N no perfil do solo até profundidades abaixo
daquelas exploradas pelas raízes.
• A ocorrência do nitrato no solo é atribuída, principalmente, ao processo de
nitrificação, em que o amônio, carregado com cargas positivas, é oxidado para
nitrito, que por sua vez é oxidado para nitrato.
Lixiviação do Nitrato
39.
•Uso Eficiente deFertilizantes:
Aplicar fertilizantes nitrogenados nas quantidades corretas e nos momentos certos
para que as plantas possam absorver o máximo possível, evitando excesso de
nitrogênio no solo.
•Aplicação de Fertilizantes em Frações:
Dividir a aplicação de fertilizantes em várias frações ao longo da temporada de cres
cimento, em vez de uma única aplicação, pode reduzir a quantidade de nitrato no so
lo a qualquer momento, diminuindo a lixiviação.
•Manejo de Restos Culturais:
Incorporar restos culturais no solo pode melhorar a retenção de nutrientes e reduzir
a lixiviação
•Irrigação Controlada:
Manejar a irrigação de forma eficiente, aplicando a quantidade de água adequada
para evitar o excesso, o que pode reduzir a lixiviação de nitrato.
Medidas de Controle Para Reduzir a Lixiviação
de Nitrato
• Fertilizantes estabilizadossão aqueles que se modificam durante o processo de
fabricação com a introdução de inibidores da nitrificação ou inibidores da urease.
Estes possuem maior importância no mercado em virtude do alto custo dos
fertilizantes de liberação lenta ou controlada.
FONTE: Google imagens
Inibidores
43.
• Atualmente, oNBPT (Tiofosfato de N-(n-butil) Triamida) é inibidor da urease mais
amplamente utilizado e é comercializado em mais de 70 países.
• A inibição enzimática pelo NBPT é especifica para a urease e não é tóxico para o
ambiente, uma vez que a sua degradação gera N, S e P. A sua utilização não tem mostrado
efeitos sobre as propriedades biológicas do solo, o que torna o seu uso mais viável.
• A inibição da hidrólise da ureia ocorre por um período de 3 a 15 dias, o que permite a
movimentação do fertilizante, por difusão, para as camadas mais profundas do solo, que
resulta em menores perdas de NH3.
• Em cana-de açúcar a aplicação da ureia associada àquele inibidor proporcionou reduções
de 15 % a 78 % nas emissões de NH3, dependendo das condições climáticas nos dias
posteriores à aplicação do N.
FONTE: Embrapa
Inibidores Urease
• Anitrapirina;
• porém,apresenta a desvantagem de possuir pressão de vapor relativamente alta, o que não
permite sua incorporação em fertilizantes sólidos. Além do mais, ela pertence ao grupo dos
organoclorados, é corrosiva e possui características explosivas, o que tem limitado o seu
uso (TRENKEL, 1997).
• Dicianodiamida;
• (DCD) é um dos inibidores da nitrificação mais usados em vários países. Ele é empregado
em várias formulações comerciais e apresenta uma série de vantagens que justificam o seu
uso, ou seja: menor custo de produção, menor suscetibilidade à volatilização, adequação
para uso em conjunto com fertilizantes sólidos, além de conter 65 % de N, o que o torna
um fertilizante de liberação lenta.
• O DCD se decompõe no solo após algumas semanas em NH4+ e CO2 (FRYE, 2005).
• Segundo Weiske et al. (2001), o período de efetiva inibição dos IN varia de 3 a 10
semanas, dependendo do tipo de solo.
Inibidores da Nitrificação (IN)
•Aporte Excessivo deNitrogênio (e outros nutrientes):
•Fertilizantes nitrogenados, esgotos domésticos e efluentes industriais ricos em compostos
nitrogenados, como nitratos (NO ) e amônia (NH ), são lançados nos corpos d'água.
₃⁻ ₄⁺
•Proliferação de Algas e Plantas Aquáticas:
•O excesso de nutrientes estimula o crescimento de plantas aquáticas e, principalmente, de
algas.
•Sombras e Bloqueio da Luz Solar:
•O crescimento excessivo de algas forma uma "cobertura" na superfície da água, bloqueando
a penetração da luz solar e impedindo a fotossíntese de plantas submersas.
•Morte de Algas e Plantas:
•Quando há excesso de algas e plantas, parte delas acaba morrendo e se depositando no
fundo do corpo d'água. A decomposição dessa matéria orgânica é feita por bactérias
aeróbicas, que consomem oxigênio dissolvido.
•Redução do Oxigênio Dissolvido (Hipóxia):
•A decomposição da matéria orgânica reduz os níveis de oxigênio na água, levando a uma
condição chamada hipóxia (baixa concentração de oxigênio), o que prejudica organismos
aquáticos, como peixes e invertebrados.
•Morte da Fauna Aquática:
•Com a redução de oxigênio, muitos organismos aquáticos não conseguem sobreviver,
resultando na morte de espécies sensíveis, o que desequilibra o ecossistema.
Eutrofização
• Fertilizantes agrícolas:Quando aplicados em excesso ou em condições inadequadas, o
nitrogênio dos fertilizantes pode ser lixiviado para rios e lagos.
• Esgoto doméstico: Efluentes domésticos sem tratamento adequado contêm altos níveis
de nitrogênio.
• Excrementos de animais: A criação intensiva de animais pode gerar grandes
quantidades de resíduos ricos em nitrogênio.
• Indústrias: Despejos de efluentes industriais sem tratamento adequado.
FONTE: Google imagens
Fontes de Nitrogênio que Contribuem para a
Eutrofização
56.
1. Fonte Naturalde Nitrogênio: Plantas leguminosas, como, feijão quando, feijão de porco e crotalária
têm a capacidade de fixar nitrogênio atmosférico através de simbiose com bactérias fixadoras, fornecendo nitrogê
nio ao solo quando são incorporadas.
2. Melhora da Estrutura do Solo: As raízes das plantas de cobertura ajudam a melhorar a estrutura do solo, aument
ando a infiltração de água e reduzindo a compactação.
3. Redução de Erosão: A cobertura vegetal protege o solo contra a erosão causada pelo vento e pela água, mantendo
a camada superficial do solo rica em nutrientes.
4. Controle de Ervas Daninhas: As plantas de cobertura competem com ervas daninhas, reduzindo a necessidade de
herbicidas e controlando naturalmente o crescimento de plantas indesejadas.
FONTE: Google imagens
Alternativas Naturais: Adubação Verde
57.
Esterco eqüino (1,44%N),
esterco bovino (1,67% N),
esterco suíno (1,86% N),
esterco de galinha (2,76% N),
torta de amendoim (7,65% N),
torta de coco (4,37% N),
torta de soja (6,56% N),
torta de usina de cana-de-açúcar (2,19% N),
cascas de castanha de caju (0,74% N),
borra de café (2,30% N),
sangue seco (11,80% N), etc.
FONTE: Google imagens
Adubação orgânica
58.
• O nitrogênio(N) é um nutriente de dinâmica intensa no solo e sua reserva nos solos
tropicais encontra-se associada, principalmente, aos componentes da matéria orgânica,
correspondendo a cerca de 95% do total existente.
• Principio: O N da matéria orgânica do solo é mineralizado até amônio (NH4+) pela
oxidação com ácido sulfúrico, em alta temperatura, na presença de catalisadores, processo
conhecido como digestão Kjeldahl.
• 3 etapas: Digestão em bloco digesto, destilação e titulação.
FONTE: Google imagens
NITROGÊNIO TOTAL – Kjeldahl
59.
Pesar 1 gde amostra de solo
(TFSA) moída e passada em
peneira de 100 mesh. Colocar
em tubo de digestão.
Adicionar ao tubo de digestão
uma medida (1,1 g) da
mistura catalisadora e 4 mL
de H2SO4 concentrado.
Preparar dois tubos de
digestão para o branco
(somente mistura catalisadora
e ácido sulfúrico) e mais dois
tubos do padrão interno (solo
com teor de N conhecido e
próximo ao do material a ser
analisado).
Levar os tubos ao bloco
digestor em capela de
exaustão e elevar a
temperatura para 150 C, por 1
hora.
Digestão em bloco digestor
60.
Transferir
primeiramente 15
mL deágua
destilada para o
tubo.
Colocar hidróxido
de sódio e no
reservatório do
destilado.
Recolher o
destilado com a
extremidade do
tubo de destilação
imersa na solução
de ácido bórico e
indicador.
Titular o destilado
da água e do
padrão de sulfato
de amônio com a
solução de H2SO4
aferida com a
solução.
Destilação e Titulação
Dinâmica do Fósforono Sistema Solo-Planta
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA
TÓPICOS AVANÇADOS EM ENGENHARIA AGRÍCOLA: FERTIRRIGAÇÃO
RECIFE – PE
2024
Discentes:
José Henrique de Souza Júnior
Raví Emanoel de Melo
Docente: Dr. Gerônimo Ferreira da Silva
63.
Grego: Phosphorus(Portador de luz)
Símbolo: P
Número atômico: 15 (15 prótons e 15 elétrons)
Massa atômica: 31 u.m.a.
Elemento essencial
Macronutriente primário
FÓSFORO
O fósforo é um elemento essencial pois desempenha um papel vital em processos biológicos, como a
formação de moléculas de energia, como o ATP, e também na estrutura dos ácidos nucléicos, como o
DNA e o RNA.
64.
Mengel K., KirkbyE. A (1987). Principles of plant nutrition. International Potash Institute, Bern, Switzerland
COMPOSIÇÃO QUÍMICA MÉDIA DA CROSTA TERRESTRE NA
PROFUNDIDADE DE 0 – 16 KM (MENDEL & KIRKBY, 1987)
O fósforo compõe apenas 0,1% da crosta terrestre
A importância do P em processos biológicos e agrícolas
65.
Ocorre deficiência deP
Culturas (*):
Anuais (1 – 9)
Perenes (1 – 2)
Pastagens (1 – 7)
(*) (1 – Frequência Mínima)
(10 – Frequência Máxima)
https://docs.ufpr.br/~nutricaodeplantas/fosforo121.pdf
P menos exigido que N
P menos exigido que K
Solos Brasileiros são muito pobres
FREQUÊNCIA RELATIVA DAS DEFICIÊNCIAS DE FÓSFORO NO BRASIL
FÓSFORO (P) NOSOLO
P forma iônica e em compostos na solução do solo
Minerais cristalinos e amorfos de P
P adsorvido da superficie dos constituintes minerais
P componente da matéria orgânica
https://docs.ufpr.br/~nutricaodeplantas/fosforo121.pdf
No solo, o fósforo se encontra em diferentes formas e
compartimentos que influenciam sua disponibilidade para as
plantas:
69.
FORMAS DE FÓSFORO(P) NO SOLO
No solo, o fósforo se encontra tanto na fração sólida quanto na
líquida, e pode ser classificado em formas orgânicas e
inorgânicas:
70.
FÓSFORO (P) ORGÂNICONO SOLO
Varia de 4% em solos pobres em matéria orgânica a 90% em solos
orgânicos
Esta porcentagem depende:
• Material de origem
• Evolução pedogenética do solo
• Conteúdo de C e efeito do clima no desdobramento dos
compostos orgânicos
https://conhecimentocientifico.r7.com/
71.
FÓSFORO (P) INORGÂNICONO SOLO
Representa a maior parte do fósforo no solo, variando de 70% a
90% em solos minerais
Encontra-se principalmente ligado a minerais, como fosfatos de
cálcio, ferro e alumínio
Esta porcentagem depende:
• Material de origem
• pH do solo
• Atividade microbiana
• Fatores de intemperismo
• Adsorção pelos minerais
https://conhecimentocientifico.r7.com/
72.
FÓSFORO (P) INORGÂNICONO SOLO
https://docs.ufpr.br/~nutricaodeplantas/fosforo121.pdf
No Brasil, a maior parte do fósforo está presente em formas
inorgânicas ligadas a compostos de alumínio (P-Al), ferro (P-Fe)
e cálcio (P-Ca), que afetam diretamente a sua disponibilidade
para absorção pelas raízes:
73.
FÓSFORO (P) NOSOLO
Solos ácidos e inférteis na América Tropical (Sanchez & Salinas,
1981)
Esses solos enfrentam uma série de desafios que afetam
diretamente a produtividade agrícola, e a compreensão dessas
limitações é fundamental para melhorar o manejo e a
fertilização, especialmente em regiões tropicais
74.
FÓSFORO (P) NOSOLO
A dinâmica entre pH e as formas de fósforo é fundamental para o
manejo adequado da fertilidade do solo, garantindo que as
plantas tenham acesso à quantidade ideal de fósforo
H₂PO₄⁻ (dihidrogenofosfato)
HPO₄²⁻ (hidrogenofosfato)
75.
FÓSFORO NO SOLOX ABSORÇÃO
https://docs.ufpr.br/~nutricaodeplantas/fosforo121.pdf
A medida que o fósforo em solução é absorvido pelas plantas,
ocorre um movimento de equilíbrio que mobiliza o fósforo lábil
Com o tempo, no entanto, parte desse fósforo lábil pode se
converter em fósforo não-lábil, dificultando ainda mais a
absorção
76.
FÓSFORO NA PLANTA
Mais de 90% dos solos brasileiros são pobres em P
O teor de P na solução normalmente menor que 0,1 mg dm-3
Mais de 90% do P chega até a raiz por difusão
O P no solo é pouco móvel (1 a 2 mm de distância)
A área onde o fósforo é mais concentrado (P-sólido) é
bastante restrita, indicando a baixa mobilidade deste
nutriente. Por isso, é necessário que as raízes explorem
grandes volumes de solo ou que o fósforo seja aplicado
próximo às raízes.
77.
FÓSFORO DISPONÍVEL ASPLANTAS
https://docs.ufpr.br/~nutricaodeplantas/fosforo121.pdf
O processo de absorção de fósforo pelas plantas ocorre em três
fases essenciais: contato com a raiz, rota de absorção e
absorção no plasmalema, cada uma com um papel vital na
aquisição desse nutriente
78.
FÓSFORO – ROTASIMPLÁSTICA
A absorção e o transporte de fósforo nas plantas ocorrem através
de duas rotas principais: a rota apoplástica e a rota simplástica,
ambas essenciais para o movimento do fósforo desde o solo até o
cilindro central da raiz
79.
TRANSPORTE E REDISTRIBUIÇÃODE P
O P é redistribuído através do floema
Em plantas bem supridas de P
• Vacúolo armazena cerca de 85 a 95% do Pi total da planta
https://agroadvance.com.br/blog-deficiencia-de-fosforo-nas-plantas/
80.
FÓSFORO NA PLANTA
Em condições de baixa disponibilidade no solo, a planta pode
manter processos metabólicos essenciais.
A limitação do fósforo na solução do solo destaca a necessidade
de práticas agronômicas eficientes, como a adubação fosfatada,
para assegurar a saúde e o crescimento das culturas.
81.
ABSORÇÃO DE FÓSFORO
Fungosmicorrízicos facilitam entrada de P
Associação simbiótica não patogênica entre fungos e raízes de
plantas superiores (Miranda & Miranda, 1997).
• Aumenta até 80% a absorção de P
• Aumento da superfície e exploração do solo
• Aumento da capacidade de absorção da raiz
• Aumento da dissolução de fosfatos
• Armazenamento temporário de nutrientes na biomassa
fúngica e nas raízes
82.
ESGOTAMENTO E ABSORÇÃODE P
Segmento de raiz micorrizada mostrando zonas
de esgotamento de P e aumento da exploração
do solo pelo micélio externo. (Adaptado de
Siqueira et al., 2004).
Quando as plantas crescem em solos com baixa disponibilidade de
P, a associação com fungos micorrízicos, especialmente micorrizas
arbusculares, pode ser uma estratégia eficaz para melhorar a
absorção de fósforo
83.
FUNÇÕES DO FÓSFORO
Figura16: Representação da fita de DNA
e RNA.
Fonte: Raven et al. (1992).
Como elemento estrutural
Forma macromoléculas de ácidos nucleicos, como o
RNA e o DNA
Isso confere estabilidade estrutural e permite o
alongamento da cadeia de nucleotídeos
FUNÇÕES DO FÓSFORO
Fósforo como reserva
Os fitatos contendo fósforo representam cerca de 50% do P
total em leguminosas e 60-70% em grãos de cereais.
86.
EXTRAÇÃO DE NUTRIENTESPOR ALGUMAS CULTURAS ANUAIS
https://docs.ufpr.br/~nutricaodeplantas/fosforo121.pdf
ADUBOS FOSFATADOS
https://docs.ufpr.br/~nutricaodeplantas/fosforo121.pdf
OP₂O₅ total indica a quantidade total de P presente no
fertilizante, independentemente de sua disponibilidade imediata
para as plantas
O P₂O₅ a.c. indica o P disponível ou solúvel em água, o que indica
sua prontidão para ser absorvido pelas plantas
SINTOMAS DE DEFICIÊNCIASDE P
Visuais
• Cor amarelada das folhas, principalmente nas mais
velhas
• Pouco brilho, cor verde-azulada ou manchas pardas
• Ângulos foliares mais agudos
• Gemas laterais dormentes
• Número reduzido de frutos e de semente
91.
SINTOMAS DE DEFICIÊNCIASDE P
Químicos
• Aumento de pigmentos vermelhos ou roxos em algumas espécies
• Aumento do teor de carboidratos solúveis;
• Aumento da relação Po/Pi
Anatômicos
Provavelmente só indiretos como:
• Indução de deficiência de alguns elementos como Co, Cu, Fe,
Mn, Ni e Zn
DEFICIÊNCIA DE PEM PLANTAS
Lâminas foliares verde-escuras a verde-azuladas; coloração vermelha ou roxa aparece freqüentemente, particularmente nas
pontas e margens expostas diretamente à luz do sol; folhas mais finas, mais estreitas e mais curtas que o normal; folhas mais
velhas amarelas, eventualmente definhando a partir das pontas e ao longo das margens; colmos menores e mais finos;
perfilhamento escasso ou ausente.
95.
Dinâmica do Potássiono Sistema Solo-Planta
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA
TÓPICOS AVANÇADOS EM ENGENHARIA AGRÍCOLA: FERTIRRIGAÇÃO
RECIFE – PE
2024
Discentes:
José Henrique de Souza Júnior
Raví Emanoel de Melo
Docente: Dr. Gerônimo Ferreira da Silva
96.
DEPÓSITOS DE POTÁSSIO
Asmaiores concentrações de depósitos de
potássio podem ser observadas em países como
Canadá, Rússia, Alemanha e China, regiões
conhecidas pela exploração desse recurso natural
Potash (depósito de potássio)
Rock salt (sal-gema)
Soluções salinas
97.
RESERVAS MUNDIAIS DEPOTÁSSIO (MILHÕES DE T) (RESERVAS QUE
ATUALMENTE SÃO ECONOMICAMENTE VIÁVEIS)
O gráfico destaca que as maiores reservas economicamente viáveis de
potássio estão concentradas em um número relativamente pequeno de
países, com o Canadá dominando a distribuição global
98.
RESERVAS DE POTÁSSIONO BRASIL
O Brasil tem potencial para explorar essas reservas e reduzir a
dependência de importações, especialmente considerando que o potássio
é um nutriente crucial para a produção agrícola em larga escala.
POTÁSSIO NO SOLO
Teorde K depende de:
• Material de origem
• Grau de intemperismo
FONTES DE POTÁSSIO
101.
FORMAS DE POTÁSSIONO SOLO
Essas formas de potássio requerem um processo de liberação mais longo
para se tornarem disponíveis
102.
FORMAS DE POTÁSSIONO SOLO
O potássio trocável se adere à superfície das partículas do solo, indicando
como ele é mantido pelas cargas negativas, mas de maneira reversível
É considerado a principal fonte de potássio para a nutrição das plantas, visto que as plantas conseguem acessá-lo diretamente.
103.
FORMAS DE POTÁSSIONO SOLO
Quando o potássio da solução é absorvido pelas plantas, ele pode ser
reposto a partir do potássio trocável, que se move para a solução. Esse
processo garante um abastecimento contínuo, embora limitado, de potássio
disponível no solo
104.
CONCENTRAÇÃO DE POTÁSSIONA SOLUÇÃO DO SOLO E ADSORVIDO À
MINERAIS DE ARGILA
O equilíbrio entre o potássio presente na solução do solo e aquele
adsorvido nos minerais de argila é crucial para a nutrição contínua das
plantas.
Solos com maior CTC, podem armazenar maiores quantidades de potássio,
liberando-o de forma mais eficiente conforme a necessidade das plantas.
105.
DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL ENTREAS FORMAS DE POTÁSSIO NA CAMADA
ARÁVEL (0-20) DE ALGUNS SOLOS
Solos com menor teor de K estrutural tendem a ter uma maior proporção de
K trocável, como é o caso do Argissolo vermelho, enquanto solos com
maiores teores de K total, como o Neossolo litólico, possuem a maior parte
do potássio em formas menos acessíveis
106.
DINÂMICA DO POTÁSSIONO SOLO
O potássio (K) no solo existe em diferentes formas, que variam em sua
disponibilidade para as plantas. A dinâmica mostrada na imagem ilustra
como essas diferentes formas de potássio se interconectam e se
transformam ao longo do tempo:
EXTRAÇÃO E EXPORTAÇÃODE K
A coluna de exportação representa a quantidade de potássio que é
removida da área de cultivo quando as partes colhidas da planta são
retiradas
MECANISMOS DE CONTATO
Opotássio (K) é absorvido do solo por três mecanismos principais:
interceptação radicular, fluxo de massa e difusão
Cada um desses mecanismos desempenha um papel importante no
transporte de K até as raízes da planta.
REDISTRIBUIÇÃO
No milho, há53,3 g/kg de K total, dos quais 89% são solúveis em água, o
que significa que essa porção pode ser facilmente redistribuída pela planta
em função das suas necessidades
115.
CONCENTRAÇÃO E FORMASDE POTÁSSIO NA SOLUÇÃO DO SOLO,
XILEMA E FLOEMA DAS PLANTAS
Esta imagem trata da concentração e formas de potássio na solução do solo,
xilema e floema das plantas
ATIVAÇÃO ENZIMÁTICA
Enzima:Quinase Pirúvica (Piruvato quinase)
Essa enzima é crucial na última etapa da glicólise, onde ela converte o
fosfoenolpiruvato em piruvato, gerando ATP no processo.
O potássio é essencial para a atividade da quinase pirúvica, pois atua como
cofator, estabilizando as interações enzimáticas necessárias para a
fosforilação de ADP, formando ATP.
121.
METABOLISMO DO NITROGÊNIO
Comníveis baixos de potássio (-K), a putrescina aumenta drasticamente, de
114 mmol/g (com +K) para 1000 mmol/g (com -K). A putrescina se acumula
em condições de estresse, como a deficiência de potássio.
Em contrapartida, o teor de proteínas diminui significativamente com a
deficiência de potássio.
O potássio é essencial para a síntese proteica, e sua ausência afeta
negativamente esse processo.
122.
RESISTÊNCIA
O potássio participada ativação de enzimas que atuam nas respostas de
defesa das plantas, ajudando a combater infecções causadas por patógenos
como Phytophthora em batatas ou Pseudomonas em tomates.
DETERMINAÇÃO DO FÓSFORONO SOLO
Principais métodos de extração utilizados para determinar a
disponibilidade de fósforo no solo:
• Método de Olsen
• Método de Mehlich-1
e Mehlich-3
• Método Bray-1
• Resina de Troca Iônica
128.
DETERMINAÇÃO DO FÓSFORONO SOLO
Método de Olsen (P-Olsen)
Princípio: Usa bicarbonato de sódio como extrator, ideal para solos
alcalinos
Equipamentos:
• Mesa agitadora
• Espectrofotômetro UV-Vis
Método Mehlich-1
e Mehlich-3
Princípio: Extrai fósforo com ácidos diluídos
Equipamentos:
• Agitador
• Centrífuga ou filtro de vácuo
• Espectrofotômetro UV-Vis ou ICP-OES
129.
DETERMINAÇÃO DO FÓSFORONO SOLO
Método Bray-1
Princípio: Usa HCl e NH₄F para extrair P em solos ácidos
Equipamentos:
• Agitador
• Centrífuga ou filtro de vácuo
• Espectrofotômetro UV-Vis ou ICP-OES
Resina de Troca Iônica
Princípio: Simula a absorção de fósforo pelas plantas
Equipamentos:
• Colunas de resina
• Espectrofotômetro UV-Vis
130.
DETERMINAÇÃO DO FÓSFORONA PLANTA
Principais métodos utilizados para determinar o teor de fósforo
nas plantas:
• Método Colorimétrico
• Digestão Ácida
• Espectrometria de Emissão Atômica (ICP-OES)
131.
DETERMINAÇÃO DO FÓSFORONA PLANTA
Método Colorimétrico (Molibdato de Amônio)
Princípio: Fósforo reage com molibdato de amônio, formando um
composto colorido
Equipamento:
• Espectrofotômetro UV-Vis
Digestão Ácida (Nitroperclórica ou Ácido Sulfúrico)
Princípio: O tecido vegetal é digerido com ácidos fortes para liberar
fósforo
Equipamentos:
- Bloco digestor
- Espectrofotômetro UV-Vis ou ICP-OES
132.
DETERMINAÇÃO DO FÓSFORONA PLANTA
Espectrometria de Emissão Atômica (ICP-OES)
Princípio: Mede a emissão de luz de átomos excitados em plasma
Equipamentos:
• ICP-OES (alta precisão e sensibilidade)
• Digestores ácidos (pré-tratamento da amostra)
133.
DETERMINAÇÃO DO POTÁSSIONO SOLO
• K+
é um íon trocável
• Pode ser extraído com acetato de amônio CH3-COONH4 , KCl
• Resina catiônica pode ser utilizada para extração do K
• O K no extrato é quantificado no fotômetro de chama
y= 4,990x + 1,134
R²= 0,996
0
10
20
30
40
50
60
0 2,5 5 7,5 10 12,5
L
eitu
ra
do
aparelh
o
K(mg L-1)
134.
DETERMINAÇÃO DO POTÁSSIONA PLANTA
Fotometria de Chama
• Amostras vegetais são digeridas (geralmente com ácidos fortes)
para liberar o potássio, e essa solução é analisada no fotômetro
Espectrometria de Emissão Óptica por Plasma Indutivamente
Acoplado (ICP-OES)
• Amostras vegetais são digeridas com ácidos (geralmente mistura
de ácido nítrico e perclórico) e a solução resultante é analisada
pelo ICP-OES
Espectrometria de Absorção Atômica (AAS)
• Após a digestão da amostra vegetal, a solução resultante é
introduzida no espectrômetro, que analisa a absorção da luz em
um comprimento de onda específico para o potássio
Método de Extração e Titulação com Permanganato de
Potássio
• Baseia-se na oxidação do potássio em solução, seguido de
titulação com permanganato de potássio (KMnO₄).
135.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MALAVOLTA, E.;VITTI, G. C.; OLIVEIRA, S. A. Avaliação do estado
nutricional das plantas: princípios e aplicações. 2. ed. Piracicaba:
Potafos, 1997. 319 p.
RAIJ, B. van; QUAGGIO, J. A.; SILVA, N. M. Determinação de fósforo,
potássio, cálcio e magnésio em solos. Campinas: Instituto
Agronômico, 1987. 30 p. (Boletim Técnico, 1).
PRADO, R. de M. Nutrição de plantas. 1. ed. Jaboticabal:
FCAV/UNESP, 2008. 407 p.
MARSCHNER, H. Mineral nutrition of higher plants. 3rd ed. San
Diego: Academic Press, 2012. 672 p.
CANTARELLA, H.; MONTEZANO, Z. F. Nutrição e adubação de
culturas. In: NOVAIS, R. F.; ALVAREZ V., V. H.; BARROS, N. F. (Eds.).
Fertilidade do solo. Viçosa: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo,
2007. p. 1.229-1.280.