Distribuição Geográfica das
Temperaturas
Prof. Jonas
CURSO: Climatologia
FATORES CLIMÁTICOS
• Fenômenos e situações naturais que influenciam os
elementos do clima:
• Latitude
• Altitude
• Proximidade ou afastamento do mar (continentalidade)
• Influência da topografia (relevo)
• Correntes marítimas
TEMPERATURA
• A Termodinâmica explica as principais propriedades da
matéria e a correlação entre estas propriedades e a
mecânica dos átomos e moléculas.
• TEMPERTURA: é a sensação física que nos produz um
corpo quando entramos em contato com ele. Pode ser
entendida como a medida do grau de quentura ou
frialdade de um corpo, ou seja, é uma medida da energia
cinética molecular média de um corpo.
• CALOR: é a energia que flui entre um sistema e sua
vizinhança, em virtude de uma diferença de temperatura
entre eles.
TEMPERATURA: pode ser definido em termo de
movimento de moléculas, de modo que quanto mais
rápido o deslocamento mais elevado será sua
temperatura.
TEMPERATURA: mede a agitação térmica de um
meio.
A temperatura é a condição que determina o fluxo de
calor que passa de uma substância para outra.
CALOR: desloca-se de um corpo que tem uma
temperatura mais elevada para outro com temperatura
mais baixa.
TEMPERATURA
CALOR
Energia que se transfere de um corpo para outro, quando
entre eles existir uma diferença de temperatura, até atingir
o equilíbrio térmico (temperaturas iguais).
A distinção fica mais clara pelo seguinte
exemplo:
A temperatura de um copo de água fervente é
a mesma que a da água fervente de um balde.
O balde de água fervente tem uma maior
quantidade de calor que o copo de água
fervente. Portanto, a quantidade de calor
depende da massa do material, a temperatura
não.
Temperatura do ar
TEMPERATURA
Variação da temperatura ao longo do dia
TEMPERATURA
TEMPERATURA
Fatores reguladores da temperatura
na superfície terrestre
• 1) Latitudes
• 2) Transparência atmosférica
• 3) Natureza da superfície
• 4) Circulações atmosféricas e oceânicas
• 5) Altura sobre o nível do mar
• 6) Topografia
Fatores reguladores da temperatura na
superfície terrestre
• 1) A latitude. É o fator de primeira magnitude, pois determina
a radiação incidente no limite superior da atmosfera, nas
distintas épocas do ano. Condiciona tanto os valores globais
da temperatura como seus regimes.
• 2) Transparência atmosférica. Determina o balanço da radia-
ção do lugar, condicionando tanto as perdas de energia por
absorção e reflexão difusa, quanto as retenções atmosféricas
da radiação infravermelha emitida da Terra.
• 3) Natureza da superfície. Completa o balanço ao condicionar
as perdas por reflexão e por irradiação, desde a superfície
terrestre.
Fatores reguladores da temperatura
• 5) Altura sobre o nível do mar. Sua ação é tal que tanto
maior elas sejam, menores serão as temperaturas
registradas.
• 6) Topografia. A posição topográfica de um lugar
condiciona a radiação solar que incide sobre esse lugar,
originando importantes gradientes térmicos locais, nas
zonas com topografias acidentadas. É importante
observar que essas diferenças se dão principalmente
entre o lado mais exposto ao Sol e o outro lado, onde o
Sol não atua plenamente.
Fatores reguladores da temperatura
• Cada tipo de superfície absorve, reflete ou transmite energia
de maneira diferente, de acordo com suas propriedades
físico-químicas, provocando variações nas temperaturas,
sendo destacável certas superfícies, tais como: a) Superfície
marinha: utiliza a energia de forma totalmente diferente das
superfícies continentais.
• Durante o dia o oceano absorve grande quantidade de
radiação, principalmente devido ao seu reduzido albedo. Este
calor não é traduzido em elevação das temperaturas, pois o
calor específico da água é muito elevado.
Fatores reguladores da temperatura
• Nas superfícies continentais ocorre exatamente o contrário. A
radiação absorvida é menor (albedo é mais alto) e a elevação
da temperatura será maior. Em primeiro lugar, devido ao
baixo calor específico da Terra, também devido a escassez de
água, reduzindo a utilização de calor na evaporação.
• O resultado é que durante o dia, os oceanos, apesar de
absorver mais calor, conservam suas temperaturas pouco
elevadas e muito menores que as temperaturas registradas
nas superfícies continentais.
Fatores reguladores da temperatura
• Durante a noite os componentes térmicos são igualmente
diferenciados. O oceano emite grande quantidade de radiação
para a atmosfera (por ser um corpo muito absorvente, tem
também um alto coeficiente de emissividade), mas suas
temperaturas se reduzem pouco, pois grande parte desta
radiação fica retida em abundante vapor de água existente as
camadas de ar próximas a superfície dos oceanos.
• Nos continentes, as taxas de irradiação noturna, não são tão
altas, mas o resfriamento é intenso e rápido. Em primeiro
lugar, porque o ar continental, muito pouco carregado de
vapor de água, não retém a radiação.
Fatores reguladores da temperatura
• Superfícies nevadas: as superfícies nevadas e geladas
exercem um importante efeito refrigerante sobre as
temperaturas. Durante o dia, a maior parte da radiação solar
é devolvida para o espaço exterior, em virtude do
elevadíssimo albedo da neve.
• À noite, as radiações emitidas pela Terra escapam para a
atmosfera, devido ao escasso vapor de água contido no ar
circunvizinho a essa superfície. Esse ar é muito frio e incapaz
de reter essa energia, nas camadas mais baixas.
Fatores reguladores da temperatura
TEMPERATURA – Variação anual
• Mapas isotérmicos: mapa que representa a distribuição
da temperatura à superfície da Terra.
• ISOTÉRMICA: linha que une pontos de igual valor de
tem-peratura.
TEMPERATURA – Variação anual
Distribuição das temperaturas médias anuais
TEMPERATURA
Distribuição das temperaturas mensais: Dezembro
TEMPERATURA
Distribuição das temperaturas mensais: julho
a) Radiação solar:
A temperatura do ar é usualmente mais elevada
nos trópicos e mais reduzidas em latitudes médias
e altas,
É mais elevada em janeiro que em julho (no
Hemisfério Sul),
Mais elevada durante o dia que à noite,
Mais elevada em dias de céu claro do que nublado
(durante o dia),
... e com solo descoberto ao invés de coberto de
neve e quando o solo está seco ao invés de
úmido.
CONTROLES DA TEMPERATURA
CONTROLES DA TEMPERATURA
b) Correntes oceânicas
Correntes oceânicas quentes que se dirigem para os
pólos tem efeito moderador do frio. Um exemplo
famoso é a corrente do Atlântico Norte, uma exten-
são da corrente do Golfo (quente), que mantém as
temperaturas mais elevadas no oeste da Europa do
que seria esperado para aquelas latitudes.
Este efeito é sentido mesmo no interior do continen-
te devido aos ventos dominantes de oeste. Outro
exemplo é caso de Cabo Frio, RJ.
CONTROLES DA TEMPERATURA
b) correntes oceânicas
Em Cabo Frio, RJ chove
771,0 mm em média por ano
já em Angra dos Reis chove
1977 mm/ano.
Hemisfério SUL = 30% de
terras emersas.
Hemisfério NORTE = 70% de
terras emersas.
CONTROLES DA TEMPERATURA
c) Altitude
A diferença de temperatura média anual entre São
Paulo, a uma altitude de aproximada de 700 m e uma
temperatura média de 20,0o
C, e Santos, a uma
altitude de 5 m e com temperatura média anual de
24,0o
C pode ser entendida através de diferença de
altitudes. A diminuição vertical média da temperatura
na troposfera é de 6,5o
C por km. Isso é o que
denominamos de gradiente adiabático atmosférico,
ou seja, redução da temperatura do ar por expansão
do volume sem que ocorra troca de energia com o
entorno.
d) Advecção de massas de ar,
A advecção de massas de ar se refere ao
movimento de uma massa de ar de uma localidade
para outra. A advecção de ar frio ocorre quando o
vento sopra através das isotermas de uma área mais
fria para outra mais quente, enquanto na advecção de
ar quente o vento sopra através das isotermas de
uma região mais quente para uma mais fria.
Isotermas são linhas traçadas sobre um mapa, que
unem pontos com mesma temperatura do ar.
CONTROLES DA TEMPERATURA
d) Advecção de massas de ar
A advecção de massas de ar pode compensar ou
mesmo sobrepor-se à influência da radiação sobre
a temperatura podendo, por exemplo, causar a
queda da temperatura num início de tarde, apesar
do céu claro.
Por exemplo: em um final de tarde com entrada de
brisa a temperatura pode reduzir alguns graus na
RMSP.
CONTROLES DA TEMPERATURA
e) Aquecimento diferencial da terra e da água.
Variações nas temperaturas do ar são muito mais
elevadas sobre a terra que sobre a água. Razões:
1) o fato que a água é altamente móvel. Quando é
aquecida, a turbulência distribui o calor através de
uma massa bem maior. A variação diurna de
temperatura na água alcança profundidade de 6m
ou mais e a variação anual pode atingir de 200 a
600m. Por outro lado, o calor não penetra profun-
damente no solo ou rocha; ele permanece numa
fina camada superficial, pois deve ser transferido
pelo lento processo de condução.
CONTROLES DA TEMPERATURA
2) Como a superfície da terra é opaca, o calor é absorvido
somente na superfície. A água, sendo mais transparente,
permite que a radiação solar penetre à profundidade de
vários metros.
3) O calor específico (a quantidade de calor necessária para
aumentar de 1o
C uma massa de 1g da substância) é quase
cinco vezes maior para a água que para a terra. Assim, a
água necessita bem mais calor para aumentar sua
temperatura na mesma quantidade que a terra, para uma
mesma quantidade de massa.
4) A evaporação (que é um processo de resfriamento) é bem
maior sobre a água que sobre a superfície da terra.
CONTROLES DA TEMPERATURA
CONTROLES DA TEMPERATURA
Variação na amplitude média anual da
temperatura com a latitude
Latitude Hemisfério Norte Hemisfério Sul
0 0 0
15 3 4
30 13 7
45 23 6
60 30 11
75 32 26
90 40 31
Amplitude térmica (AT) é a diferença entre a temperatura
máxima (Tmax) e mínima do ar (Tmin).
CONTROLES DA TEMPERATURA
f) Posição geográfica (continentalidade - maritimidade).
Uma localidade costeira na qual os ventos
dominantes são dirigidos do mar para a terra e outra
na qual os ventos são dirigidos da terra para o mar
podem ter temperaturas consideravelmente dife-
rentes. No primeiro caso: o lugar sofrerá a influência
moderadora do oceano enquanto o segundo: terá
um regime de temperatura mais continental, com
maior contraste entre as temperaturas de inverno e
verão e entre dias e noites.
- No interior do continente: continentalidade e próximas
aos oceanos: maritimidade.
CONTROLES DA TEMPERATURA
f) Posição geográfica (continentalidade/maritimidade).
Exemplo: Salvador-BA, tem uma amplitude térmica
anual no mês de julho de 4,8o
C enquanto Cuiabá-MT
apresenta amplitude de 15,2o
C. Esse efeito é
conhecido como maritimidade - continentalidade
atuando, respectivamente, em Salvador e Cuiabá.
Recorde que as localidades estão em latitudes
próximas e também em altitudes próximas (apenas
100 metros de diferença).
Posição do equador Térmico – janeiro e julho
Fonte: Varejão-Silva, 2006
Qual a maior temperatura que
um animal pode suportar ?
• Animais terrestres como insetos, répteis, aves
e mamíferos = 45 º C
• Protozoários e algumas larvas de mosquitos
que vivem em fontes hidrotermais = 50 º C
• Animais do Ártico podem morrer se a
temperatura chegar a 10 º C
TERMÔMETRO
ESCALA TERMOMÉTRICA
Toda escala de medida necessita de dois pontos fixos, que são valores
de referência desta escala.
Gelo em
fusão Água em
ebulição
Celsius Farenheit Kelvin
0ºC
100ºC
32ºF
212ºF
273 K
373 K
ESCALA
TERMOMÉTRICA
TEMPERTURA
TEMPERTURA
TEMPERATURA
• Por exemplo, o elemento mercúrio é líquido na faixa
de temperaturas de -38,9°C a 356,7°C. Como um
líquido, o mercúrio se expande ao seu aquecimento,
a sua taxa de expansão é linear e pode se calibrado
com precisão.
• Uma das primeiras tentativas de se fazer um padrão
de escala de temperaturas ocorreu a cerca de 170
DC, quando Galeno, em seus escritos médicos,
propôs um padrão "neutro" de temperaturas feito a
partir de quantidades iguais de água fervendo e gelo;
em ambos os lados deste padrão existiriam quadro
graus de calor e quatro de frio, respectivamente.
Escalas termométricas
• Celsius (ºC): utilizada no Brasil e na grande
maioria dos países. Físico sueco Anders
Celsius (1701 - 1744).
• Fahrenheit (ºF) : utilizada nos Estados Unidos.
Fabricante de aparelhos meteorológicos Daniel
Fahrenheit (1686 - 1736).
• Kelvin (K) : utilizado preferencialmente em
trabalhos científicos. Engenheiro e físico inglês
William Thomson Kelvin ( 1824 - 1907).
TEMPERATURA
TEMPERATURA
Celsius Farenheit Kelvin
0ºC
100ºC
32ºF
212ºF
273 K
373 K
TEMPERATURA
EQUAÇÃO TERMOMÉTRICA
5
273
T
9
32
T
5
T K
F
C 



VARIAÇÃO TERMOMÉTRICA
5
9
5
K
F
C T
T
T 




K
F
C 100
º
180
º
100 




TEMPERATURAS
EXERCÍCIOS DE TERMOMETRIA
• Uma escala termométrica E adota os valores –10ºE para o
ponto de gelo e 240ºE para o ponto de vapor. Qual a
indicação que na escala E corresponde a 30ºC?
• O verão de 1994 foi particularmente quente nos Estados
Unidos da América. A diferença entre a máxima temperatura
do verão e a mínima do inverno anterior foi de 60ºC. Qual o
valor desta diferença na escala Fahrenheit?
TEMPERATURAS
CALOR
• Trocas Térmicas no Organismo Humano
O equilíbrio térmico do corpo humano é mantido através de mecanismo de
ganho e perda de calor, relacionados pela seguinte expressão matemática:
M ± C ± R - E = S, ou S = M ± C ± R ± E onde:
M= produção metabólica de calor.
C= calor ganho ou perdido por convecção.
R= calor ganho ou perdido por radiação.
E= calor perdido por evaporação.
S= calor acumulado no organismo (sobrecarga térmica).
• Diferenças entre conforto térmico e sobrecarga térmica
Tecnicamente não há um limite específico para se estabelecer à diferença
entre as duas situações.
CALOR
• Conceito legal de conforto térmico
A caracterização de conforto térmico é estabelecida pela N R-17 Ergonomia ­
Portaria 3214/MTE.
• Condições ambientais de trabalho
Devem estar adequadas às características psico-fisiológicas dos trabalha-
dores e à natureza do trabalho a ser executado.
Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam
solicitação intelectual e atenção constante, tais como: salas de controle,
laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos,
dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto:
a) Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma
brasileira registrada no INMETRO.
b) Índice de temperatura efetiva entre 20 e 23°C.
c)Velocidade do ar não superior a 0,75 m/s.
d)A umidade relativa do ar não inferior a 40% (quarenta por cento).
CALOR
A avaliação de sobrecarga térmica é estabelecida pelo anexo nº 3
da NR-15
• Principais efeitos no organismo da sobrecarga Térmica
• Exposição a altas temperaturas
A transmissão de calor ocorre no sentido ambiente-corpo. O
organismo tende a aumentar a temperatura interna resultando
num processo chamado hipertemia. Para evitar esse processo
ocorrem os seguintes mecanismos:
Vasodilatação sanguínea
Ativação das glândulas sudoríparas (sudorese)
Aumento da circulação sanguínea periférica
Troca eletrolítica de suor
Morte por falha cardíaca quando a temperatura retal for superior a
41,7°C.
CALOR
• Conseqüências da hipertemia:
Transtornos sistemáticos
Câimbra por calor
Esgotamento (exaustão do calor)
Desalinização (perda de íons de sódio)
Deficiência circulatória
Desidratação
Choque Térmico
Transtornos na pele
Erupções
Queimaduras (por radiação ultravioleta)
Transtornos psiconeuróticos
CALOR
• Avaliação de Calor
A avaliação de calor é baseada nas medições dos parâmetros
que influenciam diretamente na quantificação da sobrecarga
térmica. São eles:
Temperatura do ar
Umidade relativa do ar
Velocidade do ar
Calor radiante
Atividade exercida
•Temperatura do ar
A quantidade de calor ganha ou perdida pelo corpo humano é
proporcional a diferença de temperatura entre o ambiente e o
homem.
CALOR
Avaliação
Deve ser medida com termômetro de mercúrio comum, mas de
funcionamento confiável, permitindo leituras até 1/10 de grau
Celsius.
A leitura é feita quando o termômetro está estabilizado.
O contato com fontes radiantes, podem falsear os resultados, pois
o bulbo do termômetro é um elemento sensível a absorção de
radiação.
Para uma leitura correta é necessário
a) Utilizar um termômetro bem calibrado.
b) Esperar o tempo necessário para que a coluna se estabilize ou
criar uma corrente de ar ao redor do bulbo.
CALOR
• Umidade Relativa
Umidade é o conceito relacionado a quantidade de vapor d'água
adsorvida no ar. Em % é a razão entre a quantidade de umidade de ar
do ar e a quantidade máxima que ele pode conter na mesma
temperatura.
• Umidade Relativa do ar
Este parâmetro influencia a troca térmica entre o organismo e ambiente
através da evaporação.
• Avaliação
Utilizam-se dois termômetros de bulbo, sendo que um deles com o
bulbo recoberto de um tecido de algodão limpo, que se mantém
embebido em água destilada (termômetro de bulbo úmido) e o outro
idêntico ao de medição da temperatura do ar (termômetro de bulbo
seco). Os valores obtidos são transferidos para a carta psicrométrica
(diagrama que simplifica o estudo das propriedades do ar) e o resultado
será a umidade relativa do ar.
CALOR
• Velocidade do ar
A variação de velocidade do ar implica num aumento do potencial
da troca térmica.
No mecanismo da evaporação, a movimentação do ar próximo à
superfície do corpo implica numa sucessão de estágios de
equilíbrio entre a pele e o ambiente.
•Avaliação
A avaliação é feita principalmente com o auxílio de aparelhos
denominados anemômetros ou termo - anemômetros.
CALOR
Calor Radiante
É uma variável que influi de forma significativa no processo de
sobrecarga térmica quando no ambiente a ser avaliado, há a
presença de fontes de radiação que emitem considerável
quantidade de energia no espectro infravermelho.
•Avaliação
A avaliação é realizada com o auxílio de um equipamento
denominado termômetro de globo.
O termômetro de globo consiste de uma esfera ôca de cobre com
aproximadamente 15 cm de diâmetro e 1 mm de espessura
pintado em preto fosco e um termômetro comum de bulbo ou
termopar localizado no centro do globo.
O globo absorve calor que é transmitido ao termômetro interno
por convecção. As leituras devem ser iniciadas após 30 minutos
de estabilização.
CALOR
• Atividade Exercida
A quantidade de calor produzida pelo organismo é proporcional à
atividade executada.
Na literatura encontram-se várias correlações entre atividades e
carga térmica geral, entretanto para efeito de cálculo considera-se
a tabela do anexo 3 da NR-15.
• Índices utilizados nas avaliações
Os índices tratam de correlacionar de acordo com a natureza da
exposição as variáveis que influem nas trocas entre o indivíduo e
o ambiente e dimensiona a magnitude do risco.
• Índices mais utilizados em HI:
T.E. - Temperatura efetiva
T.E.c. - Temperatura efetiva corrigida
I.B.U.T.G .- Índice de bulbo úmido termômetro de globo
I.S.T. - Índice de sobrecarga térmica.
CALOR
Todos os índices tratam de estabelecer os limites entre quais o
intercâmbio térmico entre o organismo e o meio ambiente externo,
não suponha perigo ou risco para as pessoas.
O índice T.E. e T.E.c. são apropriados somente para a avaliação
de conforto térmico pois não consideram o tipo de atividade e o
I.B.U.T.G e o I.S.T são usados para avaliações de sobrecarga
térmica.
A legislação brasileira através da Portaria 3214 estabelece o
índice de Bulbo úmido - Termômetro de Globo para avaliação de
exposição ao calor. Este índice é baseado na ponderação
fracionada das temperaturas de globo, bulbo úmido e bulbo seco.
CALOR
A equação para o cálculo do índice, varia em função da presença, ou
não de carga solar no momento da medição.
• Ambientes internos ou externos sem carga solar:
IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg
• Ambientes externos com carga solar:
IBUTG = 0,7 Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs
tbn -- temperatura de bulbo úmido natural
tg -- temperatura de globo
tbs - temperatura de bulbo seco
Obs: Encontram-se disponíveis no mercado equipamentos eletro-
eletrônicos que fornecem os resultados diretamente e valores de
IBUTG.
• Limites de tolerância:
Os Limites de Tolerância bem como os procedimentos de avaliação são
estabelecidos pelo anexo 03 da NR-15 Portaria 3214 - MTE.
CALOR
• O índice de Bulbo úmido - Termômetro de Globo – IBUTG
utilizado para a avaliação da sobrecarga térmica é um método
simples, baseado na combinação das leituras provenientes dos
termômetros de globo, bulbo úmido e seco, correlacionando
posteriormente a carga térmica ambiental com a carga metabólica
do tipo de atividade exercida pelo trabalhador.
• A NR 15 – Anexo 3, indica dois procedimentos para o cálculo do
IBUTG, um para ambientes internos (sem carga solar) e outro
para ambientes externos (com carga solar proveniente de fontes
naturais ou artificiais).
CALOR
• Os “LT” estabelecidos pelas tabelas do Anexo 3, variam de
acordo com a existência de descanso no próprio local de trabalho
ou em outro local. Considera-se local de descanso ambiente
termicamente mais ameno com o trabalhador em repouso ou
exercendo atividade leve, onde “M” é a taxa de metabolismo
média ponderada em uma hora.
• Além do estabelecido no Anexo 3 recomenda-se utilizar a
metodologia estabelecida na Norma NHT 01 para a avaliação da
sobrecarga térmica com a presença ou não da carga solar.
• Em relação à sobrecarga térmica, a exposição ao calor com
valores de IBUTG superiores aos “LT” será caracterizada como
insalubre de grau médio, cabendo ao trabalhador o adicional
devido de 20% sobre o salário mínimo legal (regional).
CALOR
Ciclo de Trabalho - Conjunto das atividades desenvolvidas pelo
trabalhador em uma sequência definida e que se repete de forma
contínua no decorrer da jornada de trabalho.
Ponto de Trabalho - Todo e qualquer local onde o trabalhador
permanece durante o desenvolvimento de seu ciclo de trabalho.
Situação Térmica - Cada parte do ciclo de trabalho, onde as condições
ambientais são manti­
das constantes, de forma que os parâmetros a
serem estabelecidos permaneçam inalterados.
Limite de Tolerância - Representa as condições sob as quais se acredito
que a grande maioria dos trabalhadores possa ficar continuamente
exposta, diariamente, sem sofrer efeitos adversos à sua saúde.
Temperatura de ponto de orvalho: é a menor temperatura a que o ar
pode ser resfriado, sem que ocorra alguma condensação de vapor de
água ou umidade.
CALOR
• Exercícios:
1) Um operador gasta 3 minutos para carregar o forno e
aguarda 4 minutos para a carga atingir a temperatura esperada,
sem no entanto, sair do local de trabalho. Em seguida gasta
outros 3 minutos para descarregar o forno. Este ciclo de
trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de
trabalho em local sem carga solar.
Solução:
Todo o cálculo é efetuado em cima de uma base de cálculo de
60 minutos, que é representativa para toda a jornada de trabalho.
Foi realizado levantamento em campo com o auxílio da árvore
dos termômetros, os valores encontrados foram:
a) Tg = 35ºC; tbn = 25 ºC, tbs = 28ºC
CALOR
• Exercícios:
b) Definir o tipo de atividade segundo o Quadro 3: Moderada
solar.
c) Calcular o IBUTG para recinto fechado sem carga solar:
IBUTG = 0,7tbn + 0,3tg → IBUTG = 28ºC;
d) Definir o ciclo de trabalho para uma base de cálculo de 1 h (60
min.)
Tempo de trabalho: 6 min. X 6 = 36 minutos;
Tempo de descanso: 4 min. X 6 = 24 min.;
Ciclo de trabalho: 36 min. Trabalhando por 24 min. Descansando
no próprio local de trabalho.
Efeito do vento na temperatura do ar - "windchill".
Velocidade do Vento ( km/h )
Temp. Real
(o
C) 6 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
20 o
C 20 18 16 14 13 13 12 12 12 12 12
16 16 14 11 9 7 7 6 6 5 5 5
12 12 9 5 3 1 0 0 -1 -1 -1 -1
8 8 5 0 -3 -5 -6 -7 -7 -8 -8 -8
4 4 0 -5 -8 -11 -12 -13 -14 -14 -14 -14
0 0 -4 -10 -14 -17 -18 -19 -20 -21 -21 -21
-4 -4 -8 -15 -20 -23 -25 -26 -27 -27 -27 -27
-8 -8 -13 -21 -25 -29 -31 -32 -33 -34 -34 -34
-12 -12 -17 -26 -31 -35 -37 -39 -40 -40 -40 -40
-16 -16 -22 -31 -37 -41 -43 -45 -46 -47 -47 -47
-20 -20 -26 -36 -43 -47 -49 -51 -52 -53 -53 -53
Conforto Térmico
O conforto térmico e higrométrico expressa o bem
estar do ser humano em função das condições do
meio. O indivíduo pode sentir conforto ou descon-
forto em função de temperaturas elevadas ou re-
duzidas e também por ambientes muito úmidos ou
secos.
O homem é um ser homeotérmico, ou seja, a sua
temperatura é mantida relativamente constante por
processos metabólicos.
Conforto Térmico
• Índice de temperatura e umidade (THI)
THI = Ts-(0,55-0,0055*UR)*(Ts-14,5)
• Sendo Ts a temperatura do ar em ºC e UR a
umidade relativa do ar.
• O resultado de THI é dado em ºC (Funari,
2006) e com ele e o uso da tabela a seguir
avalia-se o Índice de Conforto Térmico (ICT).
Conforto Térmico
Fonte: Funari, 2006, Organizado: Armani, 2006.
Variação Temporal da Temperatura do Ar
A temperatura do ar varia basicamente em função da
disponibilidade de radiação solar na superfície
terrestre.
O valor máximo diário da temperatura do ar ocorre
normalmente de 2 a 3h após o pico de energia
radiante, o que se deve ao fato da temperatura do ar
ser medida a cerca de 1,5 a 2,0 m acima da superfície.
Já a temperatura mínima diária ocorre de madrugada,
alguns instantes antes do nascer do Sol.
O diagrama a seguir mostra a variação diária da
temperatura do ar.
Variação Temporal da Temperatura do Ar - diária
Tmin = 15,0o
C
Tmax = 37,5o
C
Diagrama de temperatura do ar –
Gráfico de um termógrafo
AT = Tmax – Tmin
AT = 37,5 – 15,0 = 22,5o
C
Variação Temporal da Temperatura do Ar - diária
Temperatura do ar
A variação diária normalmente observada da temperatura
do ar pode sofrer variações, especialmente com a entrada
de frentes frias ou dias nublados, quando a temperatura do
ar praticamente não varia
6h a temperatura reduziu em 3o
C.
Variação Temporal e latitudinal da Temperatura do Ar - anual
Temperatura do ar
Padrões de varia-
ções sazonais da
temperatura do ar
nas latitudes bai-
xas e médias (nor-
mais 1961-1990).
Fonte: Assunção,
2007.
Variação Temporal da Temperatura do Ar – Anual (continentalidade/maritimidade)
Temperatura do ar
Efeito da distância do
mar (continentalidade)
na variação da
temperatura do ar
(normais 1961-1990).
Controle posição
geográfica conforme
descrito.
Medida da Temperatura do ar
O padrão para a medida da temperatura do ar visa
homogeneizar as condições de medida, com rela-
ção ao topo e microclima, deixando essa variável
dependente unicamente das condições macrocli-
máticas, o que possibilita a comparação entre lo-
cais. Assim, mede-se a temperatura do ar com os
sensores instalados em um abrigo meteorológico, a
1,5 – 2,0m de altura e em área plana e gramada.
Temperatura do ar
Medida da Temperatura do Ar
Abrigos meteorológicos utilizados em estações
meteorológicas convencionais.
Abrigo meteorológico utilizado em estações
meteorológicas automáticas.
Temperatura do ar
Instrumentos de Medida
Termômetro de mercúrio
Temperatura do ar
Varejão-Silva, 2005
Temperatura do ar
Instrumentos de Medida – Termógrafo Bimetálico
Varejão-Silva, 2005
Cálculo da Temperatura Média do Ar
Tmed do ar = (Ta9h + Tmáx + Tmín + 2.Ta21h) / 5
Estação Convencional:
INMET
IAC Tmed do ar = (Ta7h + Ta14h + 2.Ta21h) / 4
Valores
Extremos
Tmed do ar = (Tmáx + Tmín) / 2
Termógrafo Tmed do ar = ( Tai) / 24
Tai é a temperatura do ar medida a
cada intervalo de 1 hora e 24 é o total
de observações feitas ao longo de um
dia.
Cálculo da Temperatura Média do
Ar
Tmed do ar = ( Tai) / n
Estação Automática:
Real
Tai é a temperatura do ar medida a
cada intervalo de tempo e “n” é o total
de observações feitas ao longo de um
dia.
Cálculo da Umidade do ar
Temperatura do solo
A temperatura do solo é determinado pelo aquecimento da
superfície pela radiação solar e transporte, por condução, de
calor sensível para seu interior. Durante o dia, a superfície se
aquece, gerando um fluxo de calor para o interior.
À Noite, o resfriamento da superfície, por emissão de radiação
terrestre (ondas longas), inverte o sentido do fluxo, que agora
passa a ser do interior do solo para a superfície.
Temperatura do solo - Medidas
São utilizados os geotermômetros, cujo o elemento sensor é o
mercúrio, cujo princípio de medida é a dilatação de um líquido.
Geotermômetros instalados
em gramado
Geotermômetros instalados em
solo desnudo
Sentelhas e Angelocci, 2006
Temperatura do solo – Variação diária
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24
18,0
18,5
19,0
19,5
20,0
20,5
21,0
21,5
22,0
22,5
30 cm
20 cm
10 cm
Te
mperatura
do
Solo
(
o
C)
22 de maio de 2003 (Botucatu, SP)
A variação da temperatura do solo ao longo do dia e da
profundidade é estudada a partir da elaboração dos perfis de
variação da temperatura, denominados de TAUTÓCRONAS
-0,4
-0,3
-0,2
-0,1
0,0
16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
14h
13h
12h
11h
10h
9h
8h
7h
Temperatura do solo (
o
C)
P
rofundidade
-
m
Temperatura do solo
Azevedo e Galvani, 2003
Fatores determinantes do clima do
continente americano
O continente americano apre-
senta:
• grande extensão territorial,
• diferentes formas de relevo,
• extensa costa oceânica.
Entre os fatores que influenciam na formação dos
climas do continente destacam-se:
• latitude,
• relevo,
• correntes marítimas,
• continentalidade.
Que contribuem para
a grande variedade
climática e botânica.
Latitude, relevo, correntes marítimas e
continentalidade.
As terras americanas ocupam quase toda a extensão norte-sul
do globo, sendo atravessadas pelos grandes círculos, com
exceção do círculo polar Antártico.
Essa é uma das
características do
continente americano
que explica a sua
grande diversidade
climática.
À medida que nos afastamos
do Equador as temperaturas
vão diminuindo.
Quanto maior a latitude,
menor a temperatura.
ASSIM:
A disposição espacial das formas de relevo pode facilitar ou
dificultar o deslocamento das massas de ar, que influenciam
na distribuição da umidade e na mudança de temperatura.
O relevo também contribui para a grande variedade de climas e
de paisagens vegetais na América.
Em razão das diferenças de altitude e da disposição
de suas formas.
É a altitude que explica, por
exemplo, as eternas neves dos
Andes, em plena zona equatorial.
As correntes marítimas também exercem influência
sobre o clima do continente americano.
Casa
Paulistana
Isso acontece porque a
umidade trazida pelos
ventos quentes do oeste,
ao passar sobre as águas
frias dessas correntes,
resfria-se, condensa-se e
se precipita em forma de
chuva. Quando chegam
ao continente, esses
ventos já não carregam
umidade suficiente para
provocar chuvas.
Essa influência é mais sensível
no litoral do Pacífico, onde as
correntes frias da Califórnia e
de Humboldt são alguns dos
fatores responsáveis pelo clima
árido ou desértico.
Litoral Atlântico Corrente fria do Labrador.
Formada nas proximidades
da Groenlândia.
Influencia o clima: no inverno, ela determina as baixas
temperaturas que congelam as águas dos rios e lagos da costa
nordeste da América do Norte.
Na porção meridional, a corrente das Falklands é um dos
principais fatores responsáveis pelo clima semi - árido da
Patagônia.
Acarreta a diminuição das
chuvas e a maior amplitude
térmica, própria dos climas
continentais.
Influência da continentalidade
Mais acentuadamente no interior da América
do Norte e da América do Sul.
América - Climas
Mário
Yoshida
Fonte:
L’Environment.
Paris: Nathan, 2000.
p.9 (adaptado).
Mário
Yoshida
Fonte:
L’Environment.
Paris: Nathan, 2000.
p.9 (adaptado).
América – Vegetação Original
Tipos de clima e paisagens vegetais do
continente americano
Apesar de predominar um ou outro fator
estudado em uma ou em outra região, é
a conjugação de todos os fatores que
explica os diferentes tipos climáticos.
Clima polar
• Presente nas altas latitudes do hemisfério Norte.
• Principal característica são suas temperaturas baixíssimas.
• Médias anuais de temperatura estão sempre abaixo de 0 °C.
• Precipitações médias anuais são inferiores a 250 mm, sendo
quase sempre na forma de neve.
Não permite um maior desenvolvimento de vegetação, apenas
durante alguns meses do ano desenvolve-se um tipo de
vegetação chamado tundra.
Duas importantes atividades são: caça e pesca.
Clima frio continental
• Encontrado entre os 50° e 60° de latitude norte é menos
rigoroso que o polar.
• A temperatura média do mês mais quente é de 10 °C e, no
inverno, cai para –10 °C.
• As precipitações pluviométricas variam de 250 a 1 000 mm
anuais.
Floresta boreal, uma
formação vegetal
bastante homogênea,
constituída
predominantemente por
coníferas.
Floresta Boreal no Canadá.
Momatiuk-Eastcott/Corbis/LatinStock
Clima frio de montanha
• Nas montanhas Rochosas,
na cordilheira dos Andes e
nas partes mais elevadas do
planalto do México.
• As temperaturas médias
anuais oscilam entre 5 °C e
15 °C.
• As precipitações
pluviométricas médias anuais
variam de 500 a 1 000 mm.
A vicunha que vive nas
encostas dos Andes.
Theo
Allofs/Corbis/LatinStock
Apesar das baixíssimas temperaturas e da aridez do seu clima, as
altas montanhas abrigam alguns animais de pequeno e médio porte.
Clima temperado
• Apresenta as quatro estações do ano bem definidas.
No litoral da América do Norte
e no litoral do sul do Chile,
encontra-se o clima temperado
oceânico, que se caracteriza
por inverno muito frio, verão
ameno e chuvas bem
distribuídas durante o ano.
Nas planícies centrais da América do Norte encontra-se o clima
temperado continental, com verões muito quentes, invernos
bastante rigorosos, chuvas escassas e fortes precipitações de
neve no inverno.
A vegetação característica
desse tipo climático é a
floresta temperada, cujas
principais espécies são o
carvalho, a faia, a bétula e
alguns tipos de pinheiro.
Na América do Sul, as
estepes se estendem
pelo Uruguai e pelo
Centro - Norte da Argen-
tina, numa região deno-
minada pampa.
Extração de madeira em floresta
temperada, no Canadá.
Reuters/Richerd
Clement/LatinStock
Na porção central do Canadá e dos Estados Unidos, a
vegetação original é formada de estepes, que, na região,
recebem o nome de pradarias.
Essas áreas são inten-
samente aproveitadas
para a atividade criatória
e para o cultivo de cere-
ais.
Clima equatorial
• Ocorre na maior parte das
terras banhadas pelos rios da
bacia Amazônica.
• As temperaturas médias
anuais situam-se entre 24 °C
a 27 ºC.
• A pluviosidade é superior a
2.000 mm e pode ultrapassar
5.000 mm.
• Sua paisagem vegetal mais
abundante é a floresta
equatorial. Floresta Amazônica.
Andre
Seale/Pulsar
Imagens
Seu principal exemplo é a densa floresta Amazônica. A
grande biodiversidade dessa floresta é ameaçada pelas
queimadas frequentes e pelos desmatamentos.
Parte
integrante
da
obra
Geografia
Homem
e
Espaço,
Editora
Saraiva
Clima tropical
Abrange a parte meridional dos Estados Unidos, grande
parte do México, a América Central ístmica e as Antilhas e
grande parte da América do Sul, principalmente o Brasil.
Diferencia-se do equatorial por
apresentar duas estações bem
definidas:
• a seca, que corresponde ao
inverno,
• a chuvosa, que corresponde
ao verão.
• Suas temperaturas
oscilam entre 19°C e 28°C
no decorrer do ano.
• As médias anuais pluvio-
métricas variam de
1.000 a 2.000 mm.
Destruição provocada pelo furacão
Katrina em Nova Orleans, nos
Estados Unidos, em 2005.
Na América Central e
no golfo do México, o
aquecimento das águas
do Caribe provoca a
ocorrência de fortes
tempestades tropicais e
de furacões de
conseqüências
devastadoras.
David
J.
Phillip/epa/Corbis/LatinStock
A cidade de Nova Orleans.
Estados Unidos, situada
junto ao golfo do México,
foi arrasada em 2005 pela
força destruidora do
furacão Katrina.
Clima desértico ou árido
Ocorre principalmente:
• no sudoeste dos Estados
Unidos;
• no norte do México;
• em parte do litoral
peruano;
• no norte do Chile (deserto
de Atacama);
• no sul da Argentina
(deserto da Patagônia).
Deserto da Patagônia, na
Argentina.
Javier
Etcheverry/Alamy/Other
Images
Apresenta grande
variação de
temperatura entre o
dia e a noite, e
chuvas escassas e
mal-distribuídas.
A vegetação das áreas de clima desértico é constituída por
ervas e pequenos arbustos, sendo muito comum a presença de
cactáceas.
Deserto de Atacama, no Chile.
José
Ramalho/Folha
Imagem
Clima semiárido
• As temperaturas médias
anuais são superiores a 25 °C.
• As médias anuais de chuvas
são muito irregulares.
• No Nordeste brasileiro, o
clima semiárido é encontrado
em uma área de
aproximadamente 1 milhão de
km².
• O tipo de vegetação é a
caatinga.
O clima semi - árido abrange ainda o oeste dos Estados Unidos e
o México, na periferia de suas áreas desérticas. A vegetação
apresenta-se bastante esparsa, na forma de tufos de grama.
Processo de desertificação em
Santa Terezinha, na Paraíba.
Antônio
Ronaldo/Correio
da
Paraíba
Clima subtropical
• Ocorre em zonas de transição, entre as áreas de domínio dos
climas temperado e tropical.
• Na América do Norte, ele é encontrado no sul e no sudeste.
• Na América do Sul, na porção meridional do território brasileiro.
• Suas temperaturas médias anuais oscilam entre 17°C e 24°C.
• A pluviosidade média anual varia entre 1 300 e 2 000 mm.
No Brasil, o tipo de vegetação que corresponde a esse clima é
a mata de Araucária ou mata dos Pinhais. Essa floresta, de
grande importância econômica para a indústria de móveis e de
papel, vem sendo intensamente devastada.
Clima mediterrâneo
Suas temperaturas médias anuais variam entre 15°C
(meses mais frios) e 20°C (meses mais quentes).
O verão corresponde à estação seca, enquanto o
inverno marca a estação das chuvas.
A vegetação típica desse clima é a mediterrânea, que
se caracteriza por árvores de pequeno porte e
arbustos.
Está presente No litoral da Califórnia (EUA) e em
alguns trechos do Chile.
Observe o mapa.
O uso da terra na América
Mário
Yoshida
Fonte: Atlas 2000. La
France et le Monde.
Paris: Nathan, 1998.
p.111 (adaptado).
ALGUNS PAÍSES: BOLÍVIA
• Bolívia é um país diverso, com picos superiores a
6000 metros de altitude, com regiões intermediárias,
com lagos, lagoas e áreas que estão quase ao nível
do mar.
• Isto significa que estamos num país onde podemos
encontrar desde o clima polar ao clima tropical,
tudo no mesmo.
• O clima varia dependendo da região, assim como as
temperaturas.
ALGUNS PAÍSES: BOLÍVIA
• O clima polar é o que se encontra a mais de 6000 metros nas
área de planalto andino.
• É a área em que nos deparamos com muito frio e com um
clima árido.
• A estação das chuvas na Bolívia é de novembro a março.
• Às temperaturas, estas variam de acordo com a área: A zona
norte conta com um clima tropical, enquanto no centro
encontra-se um clima mais seco e mais tropical.
• No Norte, devemos salientar a lagoa Glaciar que está localiza-
da em Illampu. Salientamos também o Glaciar Sorata.

Apresentação de climatologia sobre temperaturas.

  • 1.
  • 2.
    FATORES CLIMÁTICOS • Fenômenose situações naturais que influenciam os elementos do clima: • Latitude • Altitude • Proximidade ou afastamento do mar (continentalidade) • Influência da topografia (relevo) • Correntes marítimas
  • 3.
    TEMPERATURA • A Termodinâmicaexplica as principais propriedades da matéria e a correlação entre estas propriedades e a mecânica dos átomos e moléculas. • TEMPERTURA: é a sensação física que nos produz um corpo quando entramos em contato com ele. Pode ser entendida como a medida do grau de quentura ou frialdade de um corpo, ou seja, é uma medida da energia cinética molecular média de um corpo. • CALOR: é a energia que flui entre um sistema e sua vizinhança, em virtude de uma diferença de temperatura entre eles.
  • 4.
    TEMPERATURA: pode serdefinido em termo de movimento de moléculas, de modo que quanto mais rápido o deslocamento mais elevado será sua temperatura. TEMPERATURA: mede a agitação térmica de um meio. A temperatura é a condição que determina o fluxo de calor que passa de uma substância para outra. CALOR: desloca-se de um corpo que tem uma temperatura mais elevada para outro com temperatura mais baixa. TEMPERATURA
  • 5.
    CALOR Energia que setransfere de um corpo para outro, quando entre eles existir uma diferença de temperatura, até atingir o equilíbrio térmico (temperaturas iguais).
  • 6.
    A distinção ficamais clara pelo seguinte exemplo: A temperatura de um copo de água fervente é a mesma que a da água fervente de um balde. O balde de água fervente tem uma maior quantidade de calor que o copo de água fervente. Portanto, a quantidade de calor depende da massa do material, a temperatura não. Temperatura do ar
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    Fatores reguladores datemperatura na superfície terrestre • 1) Latitudes • 2) Transparência atmosférica • 3) Natureza da superfície • 4) Circulações atmosféricas e oceânicas • 5) Altura sobre o nível do mar • 6) Topografia
  • 14.
    Fatores reguladores datemperatura na superfície terrestre • 1) A latitude. É o fator de primeira magnitude, pois determina a radiação incidente no limite superior da atmosfera, nas distintas épocas do ano. Condiciona tanto os valores globais da temperatura como seus regimes. • 2) Transparência atmosférica. Determina o balanço da radia- ção do lugar, condicionando tanto as perdas de energia por absorção e reflexão difusa, quanto as retenções atmosféricas da radiação infravermelha emitida da Terra. • 3) Natureza da superfície. Completa o balanço ao condicionar as perdas por reflexão e por irradiação, desde a superfície terrestre.
  • 16.
    Fatores reguladores datemperatura • 5) Altura sobre o nível do mar. Sua ação é tal que tanto maior elas sejam, menores serão as temperaturas registradas. • 6) Topografia. A posição topográfica de um lugar condiciona a radiação solar que incide sobre esse lugar, originando importantes gradientes térmicos locais, nas zonas com topografias acidentadas. É importante observar que essas diferenças se dão principalmente entre o lado mais exposto ao Sol e o outro lado, onde o Sol não atua plenamente.
  • 17.
    Fatores reguladores datemperatura • Cada tipo de superfície absorve, reflete ou transmite energia de maneira diferente, de acordo com suas propriedades físico-químicas, provocando variações nas temperaturas, sendo destacável certas superfícies, tais como: a) Superfície marinha: utiliza a energia de forma totalmente diferente das superfícies continentais. • Durante o dia o oceano absorve grande quantidade de radiação, principalmente devido ao seu reduzido albedo. Este calor não é traduzido em elevação das temperaturas, pois o calor específico da água é muito elevado.
  • 18.
    Fatores reguladores datemperatura • Nas superfícies continentais ocorre exatamente o contrário. A radiação absorvida é menor (albedo é mais alto) e a elevação da temperatura será maior. Em primeiro lugar, devido ao baixo calor específico da Terra, também devido a escassez de água, reduzindo a utilização de calor na evaporação. • O resultado é que durante o dia, os oceanos, apesar de absorver mais calor, conservam suas temperaturas pouco elevadas e muito menores que as temperaturas registradas nas superfícies continentais.
  • 19.
    Fatores reguladores datemperatura • Durante a noite os componentes térmicos são igualmente diferenciados. O oceano emite grande quantidade de radiação para a atmosfera (por ser um corpo muito absorvente, tem também um alto coeficiente de emissividade), mas suas temperaturas se reduzem pouco, pois grande parte desta radiação fica retida em abundante vapor de água existente as camadas de ar próximas a superfície dos oceanos. • Nos continentes, as taxas de irradiação noturna, não são tão altas, mas o resfriamento é intenso e rápido. Em primeiro lugar, porque o ar continental, muito pouco carregado de vapor de água, não retém a radiação.
  • 21.
    Fatores reguladores datemperatura • Superfícies nevadas: as superfícies nevadas e geladas exercem um importante efeito refrigerante sobre as temperaturas. Durante o dia, a maior parte da radiação solar é devolvida para o espaço exterior, em virtude do elevadíssimo albedo da neve. • À noite, as radiações emitidas pela Terra escapam para a atmosfera, devido ao escasso vapor de água contido no ar circunvizinho a essa superfície. Esse ar é muito frio e incapaz de reter essa energia, nas camadas mais baixas.
  • 25.
  • 27.
    TEMPERATURA – Variaçãoanual • Mapas isotérmicos: mapa que representa a distribuição da temperatura à superfície da Terra. • ISOTÉRMICA: linha que une pontos de igual valor de tem-peratura.
  • 28.
    TEMPERATURA – Variaçãoanual Distribuição das temperaturas médias anuais
  • 29.
  • 30.
  • 33.
    a) Radiação solar: Atemperatura do ar é usualmente mais elevada nos trópicos e mais reduzidas em latitudes médias e altas, É mais elevada em janeiro que em julho (no Hemisfério Sul), Mais elevada durante o dia que à noite, Mais elevada em dias de céu claro do que nublado (durante o dia), ... e com solo descoberto ao invés de coberto de neve e quando o solo está seco ao invés de úmido. CONTROLES DA TEMPERATURA
  • 34.
    CONTROLES DA TEMPERATURA b)Correntes oceânicas Correntes oceânicas quentes que se dirigem para os pólos tem efeito moderador do frio. Um exemplo famoso é a corrente do Atlântico Norte, uma exten- são da corrente do Golfo (quente), que mantém as temperaturas mais elevadas no oeste da Europa do que seria esperado para aquelas latitudes. Este efeito é sentido mesmo no interior do continen- te devido aos ventos dominantes de oeste. Outro exemplo é caso de Cabo Frio, RJ.
  • 35.
    CONTROLES DA TEMPERATURA b)correntes oceânicas Em Cabo Frio, RJ chove 771,0 mm em média por ano já em Angra dos Reis chove 1977 mm/ano. Hemisfério SUL = 30% de terras emersas. Hemisfério NORTE = 70% de terras emersas.
  • 36.
    CONTROLES DA TEMPERATURA c)Altitude A diferença de temperatura média anual entre São Paulo, a uma altitude de aproximada de 700 m e uma temperatura média de 20,0o C, e Santos, a uma altitude de 5 m e com temperatura média anual de 24,0o C pode ser entendida através de diferença de altitudes. A diminuição vertical média da temperatura na troposfera é de 6,5o C por km. Isso é o que denominamos de gradiente adiabático atmosférico, ou seja, redução da temperatura do ar por expansão do volume sem que ocorra troca de energia com o entorno.
  • 37.
    d) Advecção demassas de ar, A advecção de massas de ar se refere ao movimento de uma massa de ar de uma localidade para outra. A advecção de ar frio ocorre quando o vento sopra através das isotermas de uma área mais fria para outra mais quente, enquanto na advecção de ar quente o vento sopra através das isotermas de uma região mais quente para uma mais fria. Isotermas são linhas traçadas sobre um mapa, que unem pontos com mesma temperatura do ar. CONTROLES DA TEMPERATURA
  • 38.
    d) Advecção demassas de ar A advecção de massas de ar pode compensar ou mesmo sobrepor-se à influência da radiação sobre a temperatura podendo, por exemplo, causar a queda da temperatura num início de tarde, apesar do céu claro. Por exemplo: em um final de tarde com entrada de brisa a temperatura pode reduzir alguns graus na RMSP. CONTROLES DA TEMPERATURA
  • 39.
    e) Aquecimento diferencialda terra e da água. Variações nas temperaturas do ar são muito mais elevadas sobre a terra que sobre a água. Razões: 1) o fato que a água é altamente móvel. Quando é aquecida, a turbulência distribui o calor através de uma massa bem maior. A variação diurna de temperatura na água alcança profundidade de 6m ou mais e a variação anual pode atingir de 200 a 600m. Por outro lado, o calor não penetra profun- damente no solo ou rocha; ele permanece numa fina camada superficial, pois deve ser transferido pelo lento processo de condução. CONTROLES DA TEMPERATURA
  • 40.
    2) Como asuperfície da terra é opaca, o calor é absorvido somente na superfície. A água, sendo mais transparente, permite que a radiação solar penetre à profundidade de vários metros. 3) O calor específico (a quantidade de calor necessária para aumentar de 1o C uma massa de 1g da substância) é quase cinco vezes maior para a água que para a terra. Assim, a água necessita bem mais calor para aumentar sua temperatura na mesma quantidade que a terra, para uma mesma quantidade de massa. 4) A evaporação (que é um processo de resfriamento) é bem maior sobre a água que sobre a superfície da terra. CONTROLES DA TEMPERATURA
  • 41.
    CONTROLES DA TEMPERATURA Variaçãona amplitude média anual da temperatura com a latitude Latitude Hemisfério Norte Hemisfério Sul 0 0 0 15 3 4 30 13 7 45 23 6 60 30 11 75 32 26 90 40 31 Amplitude térmica (AT) é a diferença entre a temperatura máxima (Tmax) e mínima do ar (Tmin).
  • 42.
    CONTROLES DA TEMPERATURA f)Posição geográfica (continentalidade - maritimidade). Uma localidade costeira na qual os ventos dominantes são dirigidos do mar para a terra e outra na qual os ventos são dirigidos da terra para o mar podem ter temperaturas consideravelmente dife- rentes. No primeiro caso: o lugar sofrerá a influência moderadora do oceano enquanto o segundo: terá um regime de temperatura mais continental, com maior contraste entre as temperaturas de inverno e verão e entre dias e noites. - No interior do continente: continentalidade e próximas aos oceanos: maritimidade.
  • 43.
    CONTROLES DA TEMPERATURA f)Posição geográfica (continentalidade/maritimidade). Exemplo: Salvador-BA, tem uma amplitude térmica anual no mês de julho de 4,8o C enquanto Cuiabá-MT apresenta amplitude de 15,2o C. Esse efeito é conhecido como maritimidade - continentalidade atuando, respectivamente, em Salvador e Cuiabá. Recorde que as localidades estão em latitudes próximas e também em altitudes próximas (apenas 100 metros de diferença).
  • 44.
    Posição do equadorTérmico – janeiro e julho Fonte: Varejão-Silva, 2006
  • 45.
    Qual a maiortemperatura que um animal pode suportar ? • Animais terrestres como insetos, répteis, aves e mamíferos = 45 º C • Protozoários e algumas larvas de mosquitos que vivem em fontes hidrotermais = 50 º C • Animais do Ártico podem morrer se a temperatura chegar a 10 º C
  • 46.
  • 47.
    ESCALA TERMOMÉTRICA Toda escalade medida necessita de dois pontos fixos, que são valores de referência desta escala. Gelo em fusão Água em ebulição
  • 48.
  • 49.
  • 50.
  • 52.
    TEMPERATURA • Por exemplo,o elemento mercúrio é líquido na faixa de temperaturas de -38,9°C a 356,7°C. Como um líquido, o mercúrio se expande ao seu aquecimento, a sua taxa de expansão é linear e pode se calibrado com precisão. • Uma das primeiras tentativas de se fazer um padrão de escala de temperaturas ocorreu a cerca de 170 DC, quando Galeno, em seus escritos médicos, propôs um padrão "neutro" de temperaturas feito a partir de quantidades iguais de água fervendo e gelo; em ambos os lados deste padrão existiriam quadro graus de calor e quatro de frio, respectivamente.
  • 55.
    Escalas termométricas • Celsius(ºC): utilizada no Brasil e na grande maioria dos países. Físico sueco Anders Celsius (1701 - 1744). • Fahrenheit (ºF) : utilizada nos Estados Unidos. Fabricante de aparelhos meteorológicos Daniel Fahrenheit (1686 - 1736). • Kelvin (K) : utilizado preferencialmente em trabalhos científicos. Engenheiro e físico inglês William Thomson Kelvin ( 1824 - 1907).
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
  • 60.
    VARIAÇÃO TERMOMÉTRICA 5 9 5 K F C T T T     K F C 100 º 180 º 100     
  • 61.
  • 62.
    EXERCÍCIOS DE TERMOMETRIA •Uma escala termométrica E adota os valores –10ºE para o ponto de gelo e 240ºE para o ponto de vapor. Qual a indicação que na escala E corresponde a 30ºC? • O verão de 1994 foi particularmente quente nos Estados Unidos da América. A diferença entre a máxima temperatura do verão e a mínima do inverno anterior foi de 60ºC. Qual o valor desta diferença na escala Fahrenheit?
  • 63.
  • 64.
    CALOR • Trocas Térmicasno Organismo Humano O equilíbrio térmico do corpo humano é mantido através de mecanismo de ganho e perda de calor, relacionados pela seguinte expressão matemática: M ± C ± R - E = S, ou S = M ± C ± R ± E onde: M= produção metabólica de calor. C= calor ganho ou perdido por convecção. R= calor ganho ou perdido por radiação. E= calor perdido por evaporação. S= calor acumulado no organismo (sobrecarga térmica). • Diferenças entre conforto térmico e sobrecarga térmica Tecnicamente não há um limite específico para se estabelecer à diferença entre as duas situações.
  • 65.
    CALOR • Conceito legalde conforto térmico A caracterização de conforto térmico é estabelecida pela N R-17 Ergonomia ­ Portaria 3214/MTE. • Condições ambientais de trabalho Devem estar adequadas às características psico-fisiológicas dos trabalha- dores e à natureza do trabalho a ser executado. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constante, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto: a) Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no INMETRO. b) Índice de temperatura efetiva entre 20 e 23°C. c)Velocidade do ar não superior a 0,75 m/s. d)A umidade relativa do ar não inferior a 40% (quarenta por cento).
  • 66.
    CALOR A avaliação desobrecarga térmica é estabelecida pelo anexo nº 3 da NR-15 • Principais efeitos no organismo da sobrecarga Térmica • Exposição a altas temperaturas A transmissão de calor ocorre no sentido ambiente-corpo. O organismo tende a aumentar a temperatura interna resultando num processo chamado hipertemia. Para evitar esse processo ocorrem os seguintes mecanismos: Vasodilatação sanguínea Ativação das glândulas sudoríparas (sudorese) Aumento da circulação sanguínea periférica Troca eletrolítica de suor Morte por falha cardíaca quando a temperatura retal for superior a 41,7°C.
  • 67.
    CALOR • Conseqüências dahipertemia: Transtornos sistemáticos Câimbra por calor Esgotamento (exaustão do calor) Desalinização (perda de íons de sódio) Deficiência circulatória Desidratação Choque Térmico Transtornos na pele Erupções Queimaduras (por radiação ultravioleta) Transtornos psiconeuróticos
  • 68.
    CALOR • Avaliação deCalor A avaliação de calor é baseada nas medições dos parâmetros que influenciam diretamente na quantificação da sobrecarga térmica. São eles: Temperatura do ar Umidade relativa do ar Velocidade do ar Calor radiante Atividade exercida •Temperatura do ar A quantidade de calor ganha ou perdida pelo corpo humano é proporcional a diferença de temperatura entre o ambiente e o homem.
  • 69.
    CALOR Avaliação Deve ser medidacom termômetro de mercúrio comum, mas de funcionamento confiável, permitindo leituras até 1/10 de grau Celsius. A leitura é feita quando o termômetro está estabilizado. O contato com fontes radiantes, podem falsear os resultados, pois o bulbo do termômetro é um elemento sensível a absorção de radiação. Para uma leitura correta é necessário a) Utilizar um termômetro bem calibrado. b) Esperar o tempo necessário para que a coluna se estabilize ou criar uma corrente de ar ao redor do bulbo.
  • 70.
    CALOR • Umidade Relativa Umidadeé o conceito relacionado a quantidade de vapor d'água adsorvida no ar. Em % é a razão entre a quantidade de umidade de ar do ar e a quantidade máxima que ele pode conter na mesma temperatura. • Umidade Relativa do ar Este parâmetro influencia a troca térmica entre o organismo e ambiente através da evaporação. • Avaliação Utilizam-se dois termômetros de bulbo, sendo que um deles com o bulbo recoberto de um tecido de algodão limpo, que se mantém embebido em água destilada (termômetro de bulbo úmido) e o outro idêntico ao de medição da temperatura do ar (termômetro de bulbo seco). Os valores obtidos são transferidos para a carta psicrométrica (diagrama que simplifica o estudo das propriedades do ar) e o resultado será a umidade relativa do ar.
  • 71.
    CALOR • Velocidade doar A variação de velocidade do ar implica num aumento do potencial da troca térmica. No mecanismo da evaporação, a movimentação do ar próximo à superfície do corpo implica numa sucessão de estágios de equilíbrio entre a pele e o ambiente. •Avaliação A avaliação é feita principalmente com o auxílio de aparelhos denominados anemômetros ou termo - anemômetros.
  • 72.
    CALOR Calor Radiante É umavariável que influi de forma significativa no processo de sobrecarga térmica quando no ambiente a ser avaliado, há a presença de fontes de radiação que emitem considerável quantidade de energia no espectro infravermelho. •Avaliação A avaliação é realizada com o auxílio de um equipamento denominado termômetro de globo. O termômetro de globo consiste de uma esfera ôca de cobre com aproximadamente 15 cm de diâmetro e 1 mm de espessura pintado em preto fosco e um termômetro comum de bulbo ou termopar localizado no centro do globo. O globo absorve calor que é transmitido ao termômetro interno por convecção. As leituras devem ser iniciadas após 30 minutos de estabilização.
  • 73.
    CALOR • Atividade Exercida Aquantidade de calor produzida pelo organismo é proporcional à atividade executada. Na literatura encontram-se várias correlações entre atividades e carga térmica geral, entretanto para efeito de cálculo considera-se a tabela do anexo 3 da NR-15. • Índices utilizados nas avaliações Os índices tratam de correlacionar de acordo com a natureza da exposição as variáveis que influem nas trocas entre o indivíduo e o ambiente e dimensiona a magnitude do risco. • Índices mais utilizados em HI: T.E. - Temperatura efetiva T.E.c. - Temperatura efetiva corrigida I.B.U.T.G .- Índice de bulbo úmido termômetro de globo I.S.T. - Índice de sobrecarga térmica.
  • 74.
    CALOR Todos os índicestratam de estabelecer os limites entre quais o intercâmbio térmico entre o organismo e o meio ambiente externo, não suponha perigo ou risco para as pessoas. O índice T.E. e T.E.c. são apropriados somente para a avaliação de conforto térmico pois não consideram o tipo de atividade e o I.B.U.T.G e o I.S.T são usados para avaliações de sobrecarga térmica. A legislação brasileira através da Portaria 3214 estabelece o índice de Bulbo úmido - Termômetro de Globo para avaliação de exposição ao calor. Este índice é baseado na ponderação fracionada das temperaturas de globo, bulbo úmido e bulbo seco.
  • 75.
    CALOR A equação parao cálculo do índice, varia em função da presença, ou não de carga solar no momento da medição. • Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg • Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0,7 Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs tbn -- temperatura de bulbo úmido natural tg -- temperatura de globo tbs - temperatura de bulbo seco Obs: Encontram-se disponíveis no mercado equipamentos eletro- eletrônicos que fornecem os resultados diretamente e valores de IBUTG. • Limites de tolerância: Os Limites de Tolerância bem como os procedimentos de avaliação são estabelecidos pelo anexo 03 da NR-15 Portaria 3214 - MTE.
  • 76.
    CALOR • O índicede Bulbo úmido - Termômetro de Globo – IBUTG utilizado para a avaliação da sobrecarga térmica é um método simples, baseado na combinação das leituras provenientes dos termômetros de globo, bulbo úmido e seco, correlacionando posteriormente a carga térmica ambiental com a carga metabólica do tipo de atividade exercida pelo trabalhador. • A NR 15 – Anexo 3, indica dois procedimentos para o cálculo do IBUTG, um para ambientes internos (sem carga solar) e outro para ambientes externos (com carga solar proveniente de fontes naturais ou artificiais).
  • 77.
    CALOR • Os “LT”estabelecidos pelas tabelas do Anexo 3, variam de acordo com a existência de descanso no próprio local de trabalho ou em outro local. Considera-se local de descanso ambiente termicamente mais ameno com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve, onde “M” é a taxa de metabolismo média ponderada em uma hora. • Além do estabelecido no Anexo 3 recomenda-se utilizar a metodologia estabelecida na Norma NHT 01 para a avaliação da sobrecarga térmica com a presença ou não da carga solar. • Em relação à sobrecarga térmica, a exposição ao calor com valores de IBUTG superiores aos “LT” será caracterizada como insalubre de grau médio, cabendo ao trabalhador o adicional devido de 20% sobre o salário mínimo legal (regional).
  • 78.
    CALOR Ciclo de Trabalho- Conjunto das atividades desenvolvidas pelo trabalhador em uma sequência definida e que se repete de forma contínua no decorrer da jornada de trabalho. Ponto de Trabalho - Todo e qualquer local onde o trabalhador permanece durante o desenvolvimento de seu ciclo de trabalho. Situação Térmica - Cada parte do ciclo de trabalho, onde as condições ambientais são manti­ das constantes, de forma que os parâmetros a serem estabelecidos permaneçam inalterados. Limite de Tolerância - Representa as condições sob as quais se acredito que a grande maioria dos trabalhadores possa ficar continuamente exposta, diariamente, sem sofrer efeitos adversos à sua saúde. Temperatura de ponto de orvalho: é a menor temperatura a que o ar pode ser resfriado, sem que ocorra alguma condensação de vapor de água ou umidade.
  • 79.
    CALOR • Exercícios: 1) Umoperador gasta 3 minutos para carregar o forno e aguarda 4 minutos para a carga atingir a temperatura esperada, sem no entanto, sair do local de trabalho. Em seguida gasta outros 3 minutos para descarregar o forno. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de trabalho em local sem carga solar. Solução: Todo o cálculo é efetuado em cima de uma base de cálculo de 60 minutos, que é representativa para toda a jornada de trabalho. Foi realizado levantamento em campo com o auxílio da árvore dos termômetros, os valores encontrados foram: a) Tg = 35ºC; tbn = 25 ºC, tbs = 28ºC
  • 80.
    CALOR • Exercícios: b) Definiro tipo de atividade segundo o Quadro 3: Moderada solar. c) Calcular o IBUTG para recinto fechado sem carga solar: IBUTG = 0,7tbn + 0,3tg → IBUTG = 28ºC; d) Definir o ciclo de trabalho para uma base de cálculo de 1 h (60 min.) Tempo de trabalho: 6 min. X 6 = 36 minutos; Tempo de descanso: 4 min. X 6 = 24 min.; Ciclo de trabalho: 36 min. Trabalhando por 24 min. Descansando no próprio local de trabalho.
  • 81.
    Efeito do ventona temperatura do ar - "windchill". Velocidade do Vento ( km/h ) Temp. Real (o C) 6 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 20 o C 20 18 16 14 13 13 12 12 12 12 12 16 16 14 11 9 7 7 6 6 5 5 5 12 12 9 5 3 1 0 0 -1 -1 -1 -1 8 8 5 0 -3 -5 -6 -7 -7 -8 -8 -8 4 4 0 -5 -8 -11 -12 -13 -14 -14 -14 -14 0 0 -4 -10 -14 -17 -18 -19 -20 -21 -21 -21 -4 -4 -8 -15 -20 -23 -25 -26 -27 -27 -27 -27 -8 -8 -13 -21 -25 -29 -31 -32 -33 -34 -34 -34 -12 -12 -17 -26 -31 -35 -37 -39 -40 -40 -40 -40 -16 -16 -22 -31 -37 -41 -43 -45 -46 -47 -47 -47 -20 -20 -26 -36 -43 -47 -49 -51 -52 -53 -53 -53
  • 82.
    Conforto Térmico O confortotérmico e higrométrico expressa o bem estar do ser humano em função das condições do meio. O indivíduo pode sentir conforto ou descon- forto em função de temperaturas elevadas ou re- duzidas e também por ambientes muito úmidos ou secos. O homem é um ser homeotérmico, ou seja, a sua temperatura é mantida relativamente constante por processos metabólicos.
  • 83.
    Conforto Térmico • Índicede temperatura e umidade (THI) THI = Ts-(0,55-0,0055*UR)*(Ts-14,5) • Sendo Ts a temperatura do ar em ºC e UR a umidade relativa do ar. • O resultado de THI é dado em ºC (Funari, 2006) e com ele e o uso da tabela a seguir avalia-se o Índice de Conforto Térmico (ICT).
  • 84.
    Conforto Térmico Fonte: Funari,2006, Organizado: Armani, 2006.
  • 85.
    Variação Temporal daTemperatura do Ar A temperatura do ar varia basicamente em função da disponibilidade de radiação solar na superfície terrestre. O valor máximo diário da temperatura do ar ocorre normalmente de 2 a 3h após o pico de energia radiante, o que se deve ao fato da temperatura do ar ser medida a cerca de 1,5 a 2,0 m acima da superfície. Já a temperatura mínima diária ocorre de madrugada, alguns instantes antes do nascer do Sol. O diagrama a seguir mostra a variação diária da temperatura do ar.
  • 86.
    Variação Temporal daTemperatura do Ar - diária Tmin = 15,0o C Tmax = 37,5o C Diagrama de temperatura do ar – Gráfico de um termógrafo AT = Tmax – Tmin AT = 37,5 – 15,0 = 22,5o C
  • 87.
    Variação Temporal daTemperatura do Ar - diária Temperatura do ar A variação diária normalmente observada da temperatura do ar pode sofrer variações, especialmente com a entrada de frentes frias ou dias nublados, quando a temperatura do ar praticamente não varia 6h a temperatura reduziu em 3o C.
  • 88.
    Variação Temporal elatitudinal da Temperatura do Ar - anual Temperatura do ar Padrões de varia- ções sazonais da temperatura do ar nas latitudes bai- xas e médias (nor- mais 1961-1990). Fonte: Assunção, 2007.
  • 89.
    Variação Temporal daTemperatura do Ar – Anual (continentalidade/maritimidade) Temperatura do ar Efeito da distância do mar (continentalidade) na variação da temperatura do ar (normais 1961-1990). Controle posição geográfica conforme descrito.
  • 90.
    Medida da Temperaturado ar O padrão para a medida da temperatura do ar visa homogeneizar as condições de medida, com rela- ção ao topo e microclima, deixando essa variável dependente unicamente das condições macrocli- máticas, o que possibilita a comparação entre lo- cais. Assim, mede-se a temperatura do ar com os sensores instalados em um abrigo meteorológico, a 1,5 – 2,0m de altura e em área plana e gramada. Temperatura do ar
  • 91.
    Medida da Temperaturado Ar Abrigos meteorológicos utilizados em estações meteorológicas convencionais. Abrigo meteorológico utilizado em estações meteorológicas automáticas. Temperatura do ar
  • 92.
    Instrumentos de Medida Termômetrode mercúrio Temperatura do ar Varejão-Silva, 2005
  • 93.
    Temperatura do ar Instrumentosde Medida – Termógrafo Bimetálico Varejão-Silva, 2005
  • 94.
    Cálculo da TemperaturaMédia do Ar Tmed do ar = (Ta9h + Tmáx + Tmín + 2.Ta21h) / 5 Estação Convencional: INMET IAC Tmed do ar = (Ta7h + Ta14h + 2.Ta21h) / 4 Valores Extremos Tmed do ar = (Tmáx + Tmín) / 2 Termógrafo Tmed do ar = ( Tai) / 24 Tai é a temperatura do ar medida a cada intervalo de 1 hora e 24 é o total de observações feitas ao longo de um dia.
  • 95.
    Cálculo da TemperaturaMédia do Ar Tmed do ar = ( Tai) / n Estação Automática: Real Tai é a temperatura do ar medida a cada intervalo de tempo e “n” é o total de observações feitas ao longo de um dia.
  • 96.
  • 98.
    Temperatura do solo Atemperatura do solo é determinado pelo aquecimento da superfície pela radiação solar e transporte, por condução, de calor sensível para seu interior. Durante o dia, a superfície se aquece, gerando um fluxo de calor para o interior. À Noite, o resfriamento da superfície, por emissão de radiação terrestre (ondas longas), inverte o sentido do fluxo, que agora passa a ser do interior do solo para a superfície.
  • 99.
    Temperatura do solo- Medidas São utilizados os geotermômetros, cujo o elemento sensor é o mercúrio, cujo princípio de medida é a dilatação de um líquido. Geotermômetros instalados em gramado Geotermômetros instalados em solo desnudo Sentelhas e Angelocci, 2006
  • 100.
    Temperatura do solo– Variação diária 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 18,0 18,5 19,0 19,5 20,0 20,5 21,0 21,5 22,0 22,5 30 cm 20 cm 10 cm Te mperatura do Solo ( o C) 22 de maio de 2003 (Botucatu, SP)
  • 101.
    A variação datemperatura do solo ao longo do dia e da profundidade é estudada a partir da elaboração dos perfis de variação da temperatura, denominados de TAUTÓCRONAS -0,4 -0,3 -0,2 -0,1 0,0 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 14h 13h 12h 11h 10h 9h 8h 7h Temperatura do solo ( o C) P rofundidade - m Temperatura do solo Azevedo e Galvani, 2003
  • 103.
    Fatores determinantes doclima do continente americano O continente americano apre- senta: • grande extensão territorial, • diferentes formas de relevo, • extensa costa oceânica. Entre os fatores que influenciam na formação dos climas do continente destacam-se: • latitude, • relevo, • correntes marítimas, • continentalidade. Que contribuem para a grande variedade climática e botânica.
  • 104.
    Latitude, relevo, correntesmarítimas e continentalidade. As terras americanas ocupam quase toda a extensão norte-sul do globo, sendo atravessadas pelos grandes círculos, com exceção do círculo polar Antártico. Essa é uma das características do continente americano que explica a sua grande diversidade climática. À medida que nos afastamos do Equador as temperaturas vão diminuindo. Quanto maior a latitude, menor a temperatura. ASSIM:
  • 105.
    A disposição espacialdas formas de relevo pode facilitar ou dificultar o deslocamento das massas de ar, que influenciam na distribuição da umidade e na mudança de temperatura. O relevo também contribui para a grande variedade de climas e de paisagens vegetais na América. Em razão das diferenças de altitude e da disposição de suas formas. É a altitude que explica, por exemplo, as eternas neves dos Andes, em plena zona equatorial.
  • 106.
    As correntes marítimastambém exercem influência sobre o clima do continente americano. Casa Paulistana Isso acontece porque a umidade trazida pelos ventos quentes do oeste, ao passar sobre as águas frias dessas correntes, resfria-se, condensa-se e se precipita em forma de chuva. Quando chegam ao continente, esses ventos já não carregam umidade suficiente para provocar chuvas. Essa influência é mais sensível no litoral do Pacífico, onde as correntes frias da Califórnia e de Humboldt são alguns dos fatores responsáveis pelo clima árido ou desértico.
  • 107.
    Litoral Atlântico Correntefria do Labrador. Formada nas proximidades da Groenlândia. Influencia o clima: no inverno, ela determina as baixas temperaturas que congelam as águas dos rios e lagos da costa nordeste da América do Norte. Na porção meridional, a corrente das Falklands é um dos principais fatores responsáveis pelo clima semi - árido da Patagônia.
  • 108.
    Acarreta a diminuiçãodas chuvas e a maior amplitude térmica, própria dos climas continentais. Influência da continentalidade Mais acentuadamente no interior da América do Norte e da América do Sul.
  • 109.
  • 110.
    Mário Yoshida Fonte: L’Environment. Paris: Nathan, 2000. p.9(adaptado). América – Vegetação Original
  • 111.
    Tipos de climae paisagens vegetais do continente americano Apesar de predominar um ou outro fator estudado em uma ou em outra região, é a conjugação de todos os fatores que explica os diferentes tipos climáticos.
  • 112.
    Clima polar • Presentenas altas latitudes do hemisfério Norte. • Principal característica são suas temperaturas baixíssimas. • Médias anuais de temperatura estão sempre abaixo de 0 °C. • Precipitações médias anuais são inferiores a 250 mm, sendo quase sempre na forma de neve. Não permite um maior desenvolvimento de vegetação, apenas durante alguns meses do ano desenvolve-se um tipo de vegetação chamado tundra. Duas importantes atividades são: caça e pesca.
  • 113.
    Clima frio continental •Encontrado entre os 50° e 60° de latitude norte é menos rigoroso que o polar. • A temperatura média do mês mais quente é de 10 °C e, no inverno, cai para –10 °C. • As precipitações pluviométricas variam de 250 a 1 000 mm anuais. Floresta boreal, uma formação vegetal bastante homogênea, constituída predominantemente por coníferas. Floresta Boreal no Canadá. Momatiuk-Eastcott/Corbis/LatinStock
  • 114.
    Clima frio demontanha • Nas montanhas Rochosas, na cordilheira dos Andes e nas partes mais elevadas do planalto do México. • As temperaturas médias anuais oscilam entre 5 °C e 15 °C. • As precipitações pluviométricas médias anuais variam de 500 a 1 000 mm. A vicunha que vive nas encostas dos Andes. Theo Allofs/Corbis/LatinStock Apesar das baixíssimas temperaturas e da aridez do seu clima, as altas montanhas abrigam alguns animais de pequeno e médio porte.
  • 115.
    Clima temperado • Apresentaas quatro estações do ano bem definidas. No litoral da América do Norte e no litoral do sul do Chile, encontra-se o clima temperado oceânico, que se caracteriza por inverno muito frio, verão ameno e chuvas bem distribuídas durante o ano. Nas planícies centrais da América do Norte encontra-se o clima temperado continental, com verões muito quentes, invernos bastante rigorosos, chuvas escassas e fortes precipitações de neve no inverno. A vegetação característica desse tipo climático é a floresta temperada, cujas principais espécies são o carvalho, a faia, a bétula e alguns tipos de pinheiro.
  • 116.
    Na América doSul, as estepes se estendem pelo Uruguai e pelo Centro - Norte da Argen- tina, numa região deno- minada pampa. Extração de madeira em floresta temperada, no Canadá. Reuters/Richerd Clement/LatinStock Na porção central do Canadá e dos Estados Unidos, a vegetação original é formada de estepes, que, na região, recebem o nome de pradarias. Essas áreas são inten- samente aproveitadas para a atividade criatória e para o cultivo de cere- ais.
  • 117.
    Clima equatorial • Ocorrena maior parte das terras banhadas pelos rios da bacia Amazônica. • As temperaturas médias anuais situam-se entre 24 °C a 27 ºC. • A pluviosidade é superior a 2.000 mm e pode ultrapassar 5.000 mm. • Sua paisagem vegetal mais abundante é a floresta equatorial. Floresta Amazônica. Andre Seale/Pulsar Imagens Seu principal exemplo é a densa floresta Amazônica. A grande biodiversidade dessa floresta é ameaçada pelas queimadas frequentes e pelos desmatamentos.
  • 118.
    Parte integrante da obra Geografia Homem e Espaço, Editora Saraiva Clima tropical Abrange aparte meridional dos Estados Unidos, grande parte do México, a América Central ístmica e as Antilhas e grande parte da América do Sul, principalmente o Brasil. Diferencia-se do equatorial por apresentar duas estações bem definidas: • a seca, que corresponde ao inverno, • a chuvosa, que corresponde ao verão. • Suas temperaturas oscilam entre 19°C e 28°C no decorrer do ano. • As médias anuais pluvio- métricas variam de 1.000 a 2.000 mm.
  • 119.
    Destruição provocada pelofuracão Katrina em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005. Na América Central e no golfo do México, o aquecimento das águas do Caribe provoca a ocorrência de fortes tempestades tropicais e de furacões de conseqüências devastadoras. David J. Phillip/epa/Corbis/LatinStock A cidade de Nova Orleans. Estados Unidos, situada junto ao golfo do México, foi arrasada em 2005 pela força destruidora do furacão Katrina.
  • 120.
    Clima desértico ouárido Ocorre principalmente: • no sudoeste dos Estados Unidos; • no norte do México; • em parte do litoral peruano; • no norte do Chile (deserto de Atacama); • no sul da Argentina (deserto da Patagônia). Deserto da Patagônia, na Argentina. Javier Etcheverry/Alamy/Other Images
  • 121.
    Apresenta grande variação de temperaturaentre o dia e a noite, e chuvas escassas e mal-distribuídas. A vegetação das áreas de clima desértico é constituída por ervas e pequenos arbustos, sendo muito comum a presença de cactáceas. Deserto de Atacama, no Chile. José Ramalho/Folha Imagem
  • 122.
    Clima semiárido • Astemperaturas médias anuais são superiores a 25 °C. • As médias anuais de chuvas são muito irregulares. • No Nordeste brasileiro, o clima semiárido é encontrado em uma área de aproximadamente 1 milhão de km². • O tipo de vegetação é a caatinga. O clima semi - árido abrange ainda o oeste dos Estados Unidos e o México, na periferia de suas áreas desérticas. A vegetação apresenta-se bastante esparsa, na forma de tufos de grama. Processo de desertificação em Santa Terezinha, na Paraíba. Antônio Ronaldo/Correio da Paraíba
  • 123.
    Clima subtropical • Ocorreem zonas de transição, entre as áreas de domínio dos climas temperado e tropical. • Na América do Norte, ele é encontrado no sul e no sudeste. • Na América do Sul, na porção meridional do território brasileiro. • Suas temperaturas médias anuais oscilam entre 17°C e 24°C. • A pluviosidade média anual varia entre 1 300 e 2 000 mm. No Brasil, o tipo de vegetação que corresponde a esse clima é a mata de Araucária ou mata dos Pinhais. Essa floresta, de grande importância econômica para a indústria de móveis e de papel, vem sendo intensamente devastada.
  • 124.
    Clima mediterrâneo Suas temperaturasmédias anuais variam entre 15°C (meses mais frios) e 20°C (meses mais quentes). O verão corresponde à estação seca, enquanto o inverno marca a estação das chuvas. A vegetação típica desse clima é a mediterrânea, que se caracteriza por árvores de pequeno porte e arbustos. Está presente No litoral da Califórnia (EUA) e em alguns trechos do Chile.
  • 125.
    Observe o mapa. Ouso da terra na América Mário Yoshida Fonte: Atlas 2000. La France et le Monde. Paris: Nathan, 1998. p.111 (adaptado).
  • 126.
    ALGUNS PAÍSES: BOLÍVIA •Bolívia é um país diverso, com picos superiores a 6000 metros de altitude, com regiões intermediárias, com lagos, lagoas e áreas que estão quase ao nível do mar. • Isto significa que estamos num país onde podemos encontrar desde o clima polar ao clima tropical, tudo no mesmo. • O clima varia dependendo da região, assim como as temperaturas.
  • 127.
    ALGUNS PAÍSES: BOLÍVIA •O clima polar é o que se encontra a mais de 6000 metros nas área de planalto andino. • É a área em que nos deparamos com muito frio e com um clima árido. • A estação das chuvas na Bolívia é de novembro a março. • Às temperaturas, estas variam de acordo com a área: A zona norte conta com um clima tropical, enquanto no centro encontra-se um clima mais seco e mais tropical. • No Norte, devemos salientar a lagoa Glaciar que está localiza- da em Illampu. Salientamos também o Glaciar Sorata.