edição
ABNT NBR
IEC
NORMA
BRASILEIRA
ICS ISBN 978-85-07-
Número de referência
88 páginas
© ABNT 2016
© IEC 2014 -
60079-1
Terceira
21.06.2016
Atmosferas explosivas
Parte 1: Proteção de equipamento por invólucro
à prova de explosão “d”
Explosive atmospheres
Part 1: Equipment protection by flameproof enclosures “d”
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Prefácio Nacional ................................................................................................................................x
Introdução.........................................................................................................................................xvi
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas.....................................................................................................1
3 Termos e definições...........................................................................................................2
4 Nível de proteção (nível de proteção de equipamento, EPL).........................................4
4.1 Generalidades.....................................................................................................................4
4.2 Requisitos para o nível de proteção “da”........................................................................5
4.3 Requisitos para o nível de proteção “db”........................................................................5
4.4 Requisitos para o nível de proteção “dc”........................................................................5
4.4.1 Generalidades.....................................................................................................................5
4.4.2 Fabricação de dispositivos “dc” ......................................................................................6
4.4.3 Ensaios de dispositivos “dc”............................................................................................6
5 Juntas à prova de explosão ..............................................................................................6
5.1 Requisitos gerais ...............................................................................................................6
5.2 Juntas não roscadas..........................................................................................................7
5.2.1 Comprimento das juntas (L)..............................................................................................7
5.2.2 Interstício (i)........................................................................................................................8
5.2.3 Juntas de encaixe ..............................................................................................................8
5.2.4 Furos nas superfícies da junta .........................................................................................9
5.2.5 Juntas cônicas .................................................................................................................11
5.2.6 Juntas com superfícies cilíndricas parciais (não são permitidas para o Grupo IIC).11
5.2.7 Juntas flangeadas para atmosferas contendo acetileno .............................................12
5.2.8 Juntas serrilhadas............................................................................................................12
5.2.9 Juntas de múltiplos segmentos......................................................................................13
5.3 Juntas roscadas...............................................................................................................15
5.4 Gaxetas (incluindo O-rings) ............................................................................................16
5.5 Equipamentos que utilizam capilares ............................................................................18
6 Juntas seladas..................................................................................................................18
6.1 Juntas com composto selante........................................................................................18
6.1.1 Generalidades...................................................................................................................18
6.1.2 Resistência mecânica......................................................................................................19
6.1.3 Comprimento de juntas seladas.....................................................................................19
6.2 Juntas de vidro fundido...................................................................................................20
6.2.1 Generalidades...................................................................................................................20
6.2.2 Comprimento de juntas de vidro fundido......................................................................20
7 Eixos de operação............................................................................................................20
8 Requisitos suplementares para eixos e mancais .........................................................20
8.1 Juntas de eixos ................................................................................................................20
8.1.1 Generalidades...................................................................................................................20
8.1.2 Juntas cilíndricas.............................................................................................................20
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8.1.3 Juntas de labirinto ...........................................................................................................21
8.1.4 Juntas com buchas flutuantes........................................................................................21
8.2 Mancais .............................................................................................................................23
8.2.1 Mancais de bucha de deslizamento ...............................................................................23
8.2.2 Mancais de rolamentos....................................................................................................23
9 Partes transmissoras de luz............................................................................................23
10 Dispositivos de drenos e respiros que formam parte de um invólucro à prova de
explosão............................................................................................................................23
10.1 Generalidades...................................................................................................................23
10.2 Aberturas para drenos ou respiros ................................................................................24
10.3 Limites de composição....................................................................................................24
10.4 Dimensões ........................................................................................................................24
10.5 Elementos com caminhos mensuráveis........................................................................24
10.6 Elementos com caminhos não mensuráveis ................................................................24
10.7 Dispositivos removíveis ..................................................................................................24
10.7.1 Generalidades...................................................................................................................24
10.7.2 Arranjos de montagem de elementos ............................................................................25
10.8 Resistência mecânica......................................................................................................25
10.9 Dispositivos de drenagem e respiro quando utilizados como componentes “Ex”...25
10.9.1 Generalidades...................................................................................................................25
10.9.2 Arranjos de montagem de elementos e componentes.................................................25
10.9.3 Ensaios de tipo para dispositivos de dreno e respiro utilizados como componentes
“Ex” ...................................................................................................................................25
10.9.4 Certificados de componentes “Ex”................................................................................29
11 Dispositivos de fixação e aberturas...............................................................................29
12 Materiais............................................................................................................................30
13 Entradas para invólucros à prova de explosão.............................................................32
13.1 Generalidades...................................................................................................................32
13.2 Furos roscados ................................................................................................................32
13.3 Furos não roscados (somente para Grupo I) ................................................................33
13.4 Prensa-cabos....................................................................................................................33
13.5 Dispositivos de selagem de eletrodutos........................................................................34
13.6 Plugues, tomadas e dispositivos acopláveis para cabos ............................................35
13.7 Buchas ..............................................................................................................................35
13.8 Bujões ...............................................................................................................................36
14 Verificações e ensaios.....................................................................................................36
15 Ensaios de tipo.................................................................................................................37
15.1 Generalidades...................................................................................................................37
15.2 Ensaio da capacidade do invólucro suportar a pressão..............................................37
15.2.1 Generalidades...................................................................................................................37
15.2.2 Determinação da pressão de explosão (pressão de referência) .................................38
15.2.3 Ensaio de sobrepressão..................................................................................................41
15.3 Ensaio de não propagação de uma ignição interna .....................................................42
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15.3.1 Generalidades...................................................................................................................42
15.3.2 Equipamentos elétricos dos Grupos I, IIA e IIB.............................................................44
15.3.3 Equipamentos elétricos do Grupo IIC............................................................................46
15.4 Ensaios de invólucros à prova de explosão com dispositivos de drenagem e
respiros .............................................................................................................................47
15.4.1 Generalidades...................................................................................................................47
15.4.2 Ensaio da capacidade do invólucro para suportar pressão ........................................48
15.4.3 Ensaios térmicos..............................................................................................................48
15.4.4 Ensaio de não propagação de uma ignição interna .....................................................49
15.5 Ensaios para dispositivos “dc” ......................................................................................50
15.5.1 Generalidades...................................................................................................................50
15.5.2 Preparação das amostras “dc”.......................................................................................50
15.5.3 Condições de ensaio para dispositivos “dc”................................................................50
16 Ensaios de rotina .............................................................................................................50
16.1 Generalidades...................................................................................................................50
16.2 Invólucros não incorporando uma construção soldada ..............................................51
16.3 Invólucros incorporando uma construção soldada......................................................52
16.4 Buchas não específicas para um invólucro à prova de explosão...............................52
16.5 Critério de aceitação........................................................................................................52
16.6 Ensaio de lote...................................................................................................................52
17 Conjuntos de manobra para o Grupo I...........................................................................53
17.1 Generalidades...................................................................................................................53
17.2 Meios de isolação.............................................................................................................53
17.2.1 Generalidades...................................................................................................................53
17.3 Portas ou tampas .............................................................................................................53
17.3.1 Portas ou tampas de atuação rápida..............................................................................53
17.3.2 Portas ou tampas fixadas por parafusos.......................................................................54
17.3.3 Portas ou tampas roscadas ............................................................................................54
18 Porta-lâmpadas e bases de lâmpada .............................................................................54
18.1 Generalidades...................................................................................................................54
18.2 Dispositivo para evitar que a lâmpada afrouxe em operação......................................54
18.3 Suportes e protetores para lâmpadas com protetores cilíndricos..............................54
18.4 Suportes para lâmpadas com protetores roscados .....................................................54
19 Invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros ................................55
19.1 Generalidades...................................................................................................................55
19.2 Resistência ao trilhamento e distância de escoamento em superfícies internas das
paredes do invólucro.......................................................................................................55
19.3 Requisitos para ensaios de tipo .....................................................................................55
19.4 Ensaio de erosão por chama ..........................................................................................55
20 Marcação...........................................................................................................................56
20.1 Generalidades...................................................................................................................56
20.2 Marcações de advertências e de alertas........................................................................56
20.3 Marcações informativas ..................................................................................................56
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21 Instruções .........................................................................................................................57
Anexo A (normativo) Requisitos adicionais para elementos em chapa prensada (colmeia) de
dispositivos de drenagem e respiro...............................................................................58
Anexo B (normativo) Requisitos adicionais para elementos com caminhos não mensuráveis,
de dispositivos de drenagem e respiro..........................................................................59
B.1 Elementos de metal sinterizado......................................................................................59
B.2 Elementos de telas metálicas prensadas ......................................................................59
B.3 Elementos de metal poroso ............................................................................................60
Anexo C (normativo) Requisitos adicionais para dispositivos de entrada à prova
de explosão.......................................................................................................................62
C.1 Generalidades...................................................................................................................62
C.2 Requisitos construtivos ..................................................................................................62
C.2.1 Métodos de vedação........................................................................................................62
C.2.1.1 Prensa-cabos e dispositivos de vedação de eletroduto com anéis de vedação
elastomérico .....................................................................................................................62
C.2.1.2 Prensa-cabos selado com composto selante ...............................................................62
C.2.1.3 Unidades seladoras com composto selante .................................................................63
C.2.1.4 Buchas de passagem seladas ........................................................................................63
C.2.2 Juntas à prova de explosão ............................................................................................64
C.2.2.1 Juntas roscadas...............................................................................................................64
C.2.3.2 Bujões “Ex” com rosca métrica......................................................................................66
C.2.3.3 Bujões “Ex” com rosca NPT ...........................................................................................66
C.2.4 Requisitos construtivos para adaptadores roscados “Ex” .........................................66
C.3 Ensaios de tipo.................................................................................................................66
C.3.1 Ensaio de vedação...........................................................................................................66
C.3.1.1 Generalidades...................................................................................................................66
C.3.1.2 Prensa-cabos e dispositivos de selagem de eletrodutos com anel de vedação .......67
C.3.1.4 Dispositivos de selagem de eletrodutos com composto selante................................68
C.3.2 Ensaio de resistência mecânica .....................................................................................68
C.3.2.1 Prensa-cabos com elemento de compressão roscada ................................................68
C.3.2.4 Critério de aceitação........................................................................................................69
C.3.3 Ensaio de tipo para bujões “Ex”.....................................................................................69
C.3.3.1 Ensaio de torque ..............................................................................................................69
C.3.3.2 Ensaio de sobrepressão..................................................................................................69
C.3.4 Ensaio de tipo para adaptadores roscados “Ex”..........................................................70
C.3.4.1 Ensaio de torque ..............................................................................................................70
C.3.4.2 Ensaio de impacto............................................................................................................70
C.3.4.3 Ensaio de sobrepressão..................................................................................................70
Anexo D (normativo) Invólucros vazios à prova de explosão como componentes “Ex”............72
D.1 Generalidades...................................................................................................................72
D.2 Observações preliminares ..............................................................................................72
D.3 Requisitos para invólucro como componentes “Ex” ...................................................72
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D.4 Conversão de um certificado de componente “Ex” em um equipamento
completamente certificado .............................................................................................74
D.4.1 Procedimento ...................................................................................................................74
D.4.2 Aplicação da relação de limitações................................................................................74
Anexo E (normativo) Acumuladores e baterias utilizadas em invólucros à prova
de explosão “d”................................................................................................................75
E.1 Observações preliminares ..............................................................................................75
E.2 Sistemas eletroquímicos aceitáveis...............................................................................75
E.3 Requisitos gerais para acumuladores (ou baterias) no interior de invólucros
à prova de explosão.........................................................................................................76
E.4 Arranjos de dispositivos de segurança .........................................................................77
E.4.1 Prevenção de temperaturas excessivas e danos aos acumuladores.........................77
E.4.2 Prevenção de reversão de polaridade do acumulador ou carga reversa por outro
acumulador na mesma bateria........................................................................................77
E.5 Recarga de acumuladores secundários no interior de invólucros à prova de
explosão............................................................................................................................79
E.6 Faixa de proteção de diodos e garantias dos dispositivos de proteção ...................80
Anexo F (informativo) Propriedades mecânicas para parafusos e porcas ...................................81
Anexo G (normativo) Requisitos adicionais para invólucros à prova de explosão com uma
fonte interna de liberação (sistema de contenção).......................................................83
G.1 Generalidades...................................................................................................................83
G.2 Condições de liberação...................................................................................................84
G.2.1 Sem liberação...................................................................................................................84
G.2.2 Liberação limitada de um gás ou vapor.........................................................................84
G.2.3 Liberação limitada de um líquido ...................................................................................84
G.3 Requisitos de projeto para sistemas de contenção ....................................................84
G.3.1 Requisitos gerais de projeto...........................................................................................84
G.3.2 Sistema de contenção infalível.......................................................................................85
G.3.3 Sistema de contenção com liberação limitada .............................................................85
G.4 Ensaios de tipo para o sistema de contenção ..............................................................86
G.4.1 Ensaio de sobrepressão .................................................................................................86
G.4.2 Ensaio de vazamento para um sistema de contenção infalível...................................86
G.4.3 Ensaio de vazamento para um sistema de contenção com liberação limitada ........86
Anexo H (normativo) Requisitos para máquinas com invólucros à prova de explosão “d”
acionados por conversores ............................................................................................87
H.1 Generalidades...................................................................................................................87
H.2 Requisitos construtivos para mancais ..........................................................................87
H.3 Requisitos para temperatura...........................................................................................87
Bibliografia.........................................................................................................................................88
Figuras
Figura 1 – Exemplo de construção para verificação indireta de uma junta flangeada
à prova de explosão do Grupo I........................................................................................8
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Tabelas
Tabela 1 – Quantidade de ensaios de não propagação para o nível de proteção “da”................5
Tabela 2 – Comprimentos mínimos de juntas e interstícios máximos
para invólucros dos Grupos I, IIA e IIB .........................................................................14
Tabela 3 – Comprimento mínimo da junta e interstício máximo para invólucros do Grupo IIC 15
Tabela 4 – Juntas cilíndricas roscadas ...........................................................................................16
Tabela 5 – Juntas roscadas a,c.........................................................................................................16
Tabela 6 – Condições para a determinação da máxima temperatura de superfície ...................36
Tabela 7 – Fatores de ensaio para condições de temperatura ambiente reduzidas...................38
Tabela 8 – Pressões relativas para equipamentos de pequenas dimensões..............................41
Tabela 9 – Redução no comprimento de uma junta roscada para ensaio
de não propagação ..........................................................................................................43
Tabela 10 – Fatores de ensaio para aumento de pressão ou interstício de ensaio (iE)..............44
Figura 2 – Juntas de encaixe..............................................................................................................9
Figura 3 – Furos em superfícies de juntas flangeadas – Exemplo 1............................................10
Figura 4 – Furos em superfícies de juntas flangeadas – Exemplo 2............................................10
Figura 5 – Furos em superfícies de juntas flangeadas – Exemplo 3............................................10
Figura 6 – Furos em superfícies de juntas de encaixe – Exemplo 1 ............................................10
Figura 7 – Furos em superfícies de juntas de encaixe – Exemplo 2 ............................................11
Figura 8 – Furos em superfícies de juntas de encaixe – Exemplo 3 ............................................11
Figura 9 – Exemplos de fabricação de juntas.................................................................................12
Figura 10 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 1 .............................17
Figura 11 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 2..............................17
Figura 12 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 3 .............................17
Figura 13 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 4 .............................17
Figura 14 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 5 .............................17
Figura 15 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 6 .............................17
Figura 16 – Ilustração dos requisitos relacionados com gaxetas – Exemplo 7..........................18
Figura 17 – Exemplo de junta cilíndrica para eixo de máquina elétrica girante..........................21
Figura 18 – Exemplo de junta com labirinto para eixo de máquina elétrica girante...................21
Figura 19 – Exemplo de junta com bucha flutuante para eixo de máquina elétrica girante ......22
Figura 20 – Junta de eixo de máquinas elétricas girantes............................................................22
Figura 21 – Ensaio de componentes para dispositivos de drenagem e respiros.......................27
Figura 22 – Exemplo de possibilidade de documentação.............................................................33
Figura 23 – Exemplo de uma forma de onda de formato regular .................................................40
Figura 24 – Exemplo de uma forma de onda de formato irregular...............................................40
Figura C.1 – Exemplos de bujões para entradas não utilizadas...................................................65
Figura C.2 – Dispositivo para ensaio de vedação de prensa-cabos ............................................68
Figura C.3 – Exemplos de adaptadores roscados “Ex” ................................................................71
Figura E.1 – Arranjo de montagem de diodos para três acumuladores em série.......................78
Figura E.2 – Arranjo de diodos de bloqueio para atender a E.4.3 (terceiro exemplo)................79
Figura G.1 – Invólucro à prova de explosão com sistema de contenção....................................83
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Tabela 11 – Distâncias mínimas de obstrução a partir
de aberturas de flanges à prova de explosão “d”.........................................................44
Tabela 12 – Misturas gás/ar..............................................................................................................45
Tabela 13 – Pressões estáticas........................................................................................................51
Tabela 14 – Textos de marcações de advertências e de alertas...................................................56
Tabela 15 – Texto de marcações informativas................................................................................57
Tabela C.1 – Valores de torque de aperto, métrico ........................................................................70
Tabela C.2 – Valores de torque de aperto, NPT ..............................................................................71
Tabela E.1 – Acumuladores primários aceitáveis...........................................................................75
Tabela E.2 – Acumuladores secundários aceitáveis......................................................................76
Tabela F.1 ‒ Propriedades mecânicas de parafusos e porcas......................................................81
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A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas
Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da
normalização.
Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.
AABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).
Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes
casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para
exigência dos requisitos desta Norma.
A ABNT NBR IEC 60079-1 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), pela
Comissão de Estudo de Requisitos Gerais de Equipamentos “Ex”, Equipamentos com Invólucros à
Prova de Explosão (Ex “d”), Imersão em Areia (Ex “q”), Imersão em Óleo (Ex “o”), Encapsulamento
em Resina (Ex “m”), Equipamentos Elétricos com Nível de Proteção de Equipamento (EPL) Ga e
Luminárias para Capacetes para Minas Sujeitas a Grisu (CE-003:031.002). O Projeto circulou
em Consulta Nacional conforme Edital nº 03, de 24.03.2016 a 24.04.2016.
Esta Norma é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à IEC 60079-1:2014,
Ed. 7.0, que foi elaborada pelo Technical Committee Equipment for Explosive Atmospheres
(IEC/TC 31), conforme ISO/IEC Guide 21-1:2005.
Esta terceira edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR IEC 60079-1:2009), a qual foi
tecnicamente revisada.
Esta edição da ABNT NBR IEC 60079-1 inclui as seguintes modificações significativas, em relação à
edição anterior:
Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Referências normativas
(Remoção da data de edição da
referência da ABNT NBR IEC 60079-0)
2 X
Requisitos para o nível de proteção
de equipamentos EPL “da”
(Sensores catalíticos de detectores
portáteis de gás combustível)
4.2 X
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x
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Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Requisitos para o nível de proteção
de equipamentos EPL “dc”
(“Dispositivos centelhantes selados”
da ABNT NBR IEC 60079-15)
4.4, 15.5 X
Juntas à prova de explosão,
Requisitos gerais
(Detalhamento da documentação
e exemplos de graxa para inibição
de corrosão)
5.1 X
Juntas à prova de explosão,
Requisitos gerais
(Condições específicas de utilização
de juntas que não são pretendidas
a serem reparadas)
5.1 X
Juntas à prova de explosão,
Requisitos gerais
(Eletrodeposição com espessura
superior a 0,008 mm)
5.1 X
Juntas não roscadas, Interstício (i)
(Interstícios intencionais entre as
superfícies de juntas flangeadas)
5.2.2 X
Juntas serrilhadas
(Utilização e requisitos de ensaios)
5.2.8 X
Juntas multipasso
(Não menos que três segmentos
adjacentes e duas mudanças de
caminhos)
5.2.9 X
Comprimento mínimo de junta e
interstício máximo para invólucros
dos Grupos IIA e IIB
(Interstícios máximos para juntas
flangeadas, cilíndricas e de encaixe
de comprimento mínimo de 9,5 mm e
volume maior que 2 000 cm3)
Tabela 2 X
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Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Comprimento mínimo da junta e
interstício máximo para invólucros
dos Grupos I, IIA, IIB e IIC
(ABNT NBR ISO 80000-1 para
arredondamento de valores
construtivos)
Tabela 2,
Tabela 3
X
Juntas roscadas cilíndricas
(ABNT NBR ISO 965-1 em relação
às formas de roscas ou qualidade
do ajuste ou do encaixe)
Tabela 4 X
Juntas roscadas cônicas
(Fabricação de roscas internas
(fêmea) e externas (macho))
Tabela 5 X
Juntas resinadas
(Meios mecânicos suplementares
de fixação)
6.1.2 C1
Juntas resinadas
(Critérios de avaliação se houver
um vazamento)
6.1.2 X
Juntas de vidro fundido
(Juntas vidro/metal)
6.2 X
Ensaios térmicos de dispositivos
de respiro e drenagem
(Classe de temperatura baseada na
temperatura de superfície externa
após período de ensaio de 10 min)
10.9.3.2 X
Ensaio da capacidade de dispositivos
de respiro e drenagem de suportar
pressão
(Relocado antes dos requisitos para
ensaios térmicos após ensaios de
não propagação)
10.9.3.4 X
Certificados de componentes “Ex”
(Faixa de temperatura de serviço para
invólucros não metálicos de acordo
com a ABNT NBR IEC 60079-0)
10.9.4 X
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Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Dispositivos de fixação e aberturas
(Relocação do conteúdo de
elementos de fechamento de 13.8
e C.2.3)
11 X
Dispositivos de fixação e aberturas.
Classe de propriedade ou ensaio
de resistência
(Condição específica de utilização
no certificado)
11.3 X
Dispositivos de fixação e aberturas
(Aberturas na parede do invólucro)
11.8 X
Materiais
(Limitação de materiais em
atmosferas de acetileno)
12.8 C2
Entradas para invólucros à prova de
explosão, Generalidades
(Entradas roscadas métricas e NPT)
13.1 X
Entradas para invólucros à prova de
explosão, Generalidades
(Juntas não roscadas para Grupo I)
13.1 X
Entradas para invólucros à prova de
explosão, Furos não roscados.
(Aplicação em Grupo I)
13.3 X
Entradas para invólucros à prova
de explosão, Prensa-cabos
(Aplicação em Grupo I)
13.4 X
Prensa-cabos, Dispositivos para
selagem de eletrodutos
(Documentação para facilitar
a montagem)
13.4,13.5 X
Plugues e tomadas e adaptadores
de cabos
(Requisitos de carga para ensaio
de extinção de arco)
13.6.4 C3
Buchas
(Documentação para facilitar
a montagem)
13.7 X
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Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Bujões (elementos de vedação
(Relocado da Seção 11)
13.8 X
Verificação e ensaios
(Condições para a temperatura
máxima de superfície)
Tabela 6 X
Ensaios de tipo
(Sequência e quantidade de
amostras por ensaios)
15 X
Determinação da pressão de
explosão, Generalidades
(Dispositivos que podem causar
turbulência)
15.2.2.2 X
Determinação de pressão da
explosão, Generalidades
(Quantidade de ensaios para o
Grupo IIC)
15.2.2.2 X
Determinação de pressão da
explosão, Generalidades
(Pressão de pré-compressão para o
Grupo IIB)
15.2.2.4 X
Determinação de pressão da
explosão, Generalidades
(Equipamentos marcados para um
único gás))
15.2.2.5 X
Ensaio de sobrepressão,
Generalidades
(Ensaios de sobrepressão em baixa
temperatura não requeridos)
15.2.3 X
Ensaio de sobrepressão, Primeiro
método (estático)
(Opção de 3 vezes a pressão,
quando são realizados ensaios de
lote de rotina)
15.2.3.2 X
Ensaio de sobrepressão, Primeiro
método (estático)
(Ajuste para baixa temperatura
ambiente devido aos equipamentos
de pequenas dimensões)
15.2.3.2 X
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Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Ensaio de sobrepressão, Segundo
método (dinâmico)
(Quantidade de ensaios a serem
realizados)
15.2.3.3 X
Ensaio para não propagação de uma
ignição interna
(Esclarecimentos relacionados com
a graxa)
15.3 X
Redução no comprimento de uma
junta roscada para ensaio de não
propagação
(ABNT NBR ISO 965-1 e
ABNT NBR ISO 965-3 com relação
a formas de roscas e qualidade
do ajuste ou do encaixe)
Tabela 9 X
Fatores de ensaio para aumentar a
pressão ou o interstício do ensaio
(Ajustes para o Grupo IIC para locais
de elevada temperatura ambiente)
Tabela 10 X
Ensaio para não propagação de uma
ignição interna, Grupos I, IIA e IIB
(Quantidade de ensaios a serem
realizados)
15.3.2.3 X
Ensaio para não propagação de uma
ignição interna, ensaio por interstício
aumentado para o Grupo IIC
(Quantidade de ensaios a serem
realizados)
15.3.3.2 X
Ensaio para não propagação de uma
ignição interna, Grupo IIC
(Ensaios de gases com
enriquecimento de oxigênio)
15.3.3.4 X
Ensaios térmicos para invólucros
com dispositivos de respiro
e drenagem
(Classe de temperatura baseada na
temperatura de superfície externa
após período de ensaio de 10 min)
15.4.3.1 X
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Introdução
Parágrafo 11 pt
Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Ensaio para dispositivos “dc”
(“Dispositivos centelhantes
encapsulados” da
ABNT NBR IEC 60079-15)
15.5 X
Ensaios de rotina, Generalidades
(Ajuste para baixa temperatura
ambiente devido aos equipamentos
de pequenas dimensões)
16.1.2 X
Ensaios de rotina, Generalidades
(Opção quando o segundo método
é escolhido)
16.1.3 X
Ensaios de rotina, Generalidades
(Opções de inspeção para juntas
soldadas)
16.3 X
Ensaios de rotina, Generalidades
(Permissão para ensaios de lote)
16.6 X
Painéis de manobra para o Grupo I
(Clarificação necessária para a
conformidade para tipos de proteção
com EPL Mb)
17.2.2,
17.2.3
X
Invólucros não metálicos e partes
não metálicas de invólucros,
Generalidades
(Exceção para juntas resinadas)
19.1 X
Invólucros não metálicos e partes
não metálicas de invólucros,
Resistência ao trilhamento
e distâncias de escoamento
(Referências às
ABNT NBR IEC 60079-7 e
ABNT NBR IEC 60079-15)
19.2 X
Invólucros não metálicos e partes
não metálicas de invólucros,
Requisitos para ensaios de tipo
(Esclarecimento da sequência
de ensaios)
19.3 X
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Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Instruções
(Indicação de que reparo de
caminhos de passagem de chama
é não pretendido)
21 X
Buchas de passagem seladas
(Documentação relacionada com a
quantidade de condutores)
C.2.1.4 X
Buchas de passagem seladas
(Critérios para ensaio de não
propagação)
C.2.1.4 X
Buchas de passagem seladas
(Critérios de avaliação se houver um
vazamento)
C.2.1.4 X
Juntas à prova de explosão, Juntas
roscadas
(Requisitos e Opções)
C.2.2.1 X
Juntas à prova de explosão, Juntas
não roscadas
(Aplicação para Grupo I)
C.2.2.2 X
Requisitos construtivo para bujões
“Ex”
(Relocado da Seção 11)
C.2.3.1 X
Requisitos construtivos para bujões
“Ex”
(Bujões “Ex” com roscas métricas e
NPT)
C.2.3.2,
C.2.3.3
X
Requisitos construtivos para bujões
“Ex”
(Fabricação de bujões não roscados
para o Grupo I)
C.2.3.4 X
Ensaio de selagem, Generalidades
(Permissão para reaperto)
C.3.1.1 X
Prensa-cabos e dispositivos de
selagem de eletrodutos com anel
de selagem
(Mandril deve ser de metal resistente
à corrosão)
C.3.1.2 X
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Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Ensaios de tipo para bujões “Ex”,
Ensaio de torque
(Bloco de ensaio deve ser de aço)
C.3.3.1 X
Valores de torque de aperto
(Inclusão de tamanho
de rosca < 16 mm)
Tabela C.1 X
Valores de torque de aperto
(Inclusão de tamanhos de rosca
NPT)
Tabela C.2 X
Requisitos de invólucro como
componente “Ex”
(Requisitos de marcação interna)
D.3.8 C4
Requisitos de invólucro como
componente “Ex”
(Requisitos de conteúdo
de certificado)
D.3.10 X
Utilização de um certificado
de invólucro como componente
“Ex” para a preparação de
um equipamento certificado,
Procedimento
(Dispositivos que podem gerar uma
turbulência significativa)
D.4.1 X
Acumuladores de bateria primária
aceitáveis
(Inclusão de acumuladores
de bateria Tipo B)
Tabela E.1 X
Acumuladores de bateria primária
aceitáveis
(Remoção de acumuladores
de bateria do Tipo T)
Tabela E.1 C5
Acumuladores de bateria primária
aceitáveis
(Inclusão de acumuladores
de bateria do Tipo Lítio)
Tabela E.2 X
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Explicação da significância das
modificações
Seção
Tipo
Menores ou
modificações
editoriais
Extensão
Modificações
Técnicas
maiores
Método de evitar temperatura
excessiva e danos de acumuladores
(Aplicação dos requisitos da
ABNT NBR IEC 60079-11)
E.4.1.2 X
Método de evitar carregamento
inadvertido de uma bateria por outras
fontes de tensão no interior
do invólucro
(Fabricação não requerendo
proteção adicional)
E.4.3 X
Recarga de acumuladores
secundários no interior de invólucros
à prova de explosão
(Opções de baterias adicionais)
E.5.1 X
Introdução de um método alternativo
de avaliação de risco incluindo os
níveis de proteção de equipamentos
(EPL) para equipamentos “Ex”
(Remoção do Anexo informativo
anterior)
Anexo G X
Requisitos adicionais para invólucros
à prova de explosão com uma fonte
interna de liberação (sistema
de contenção)
(Inclusão de um novo Anexo
normativo)
Anexo G X
Requisitos para motores com
invólucros à prova de explosão “d”
acionados por conversores
(Inclusão de um novo Anexo
normativo)
Anexo H X
NOTA As modificações técnicas são relacionadas para indicar a significância das modificações técnicas
nas Normas IEC revisadas, mas estas não formam uma listagem completa de todas as modificações com
relação à edição anterior. Mais orientações podem ser obtidas pela consulta à versão da norma IEC 60079-1
com marcas em vermelho (Redline Version).
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Explanações:
A) Definições
Modificações menores e editoriais
Clarificação
redução de requisitos técnicos
modificação técnica menor
correções editoriais
Estas são alterações que modificam requisitos de uma forma editorial ou com alteração técnica menor.
Estas incluem alterações de texto para a clarificação de requisitos técnicos sem qualquer modificação
técnica, ou a redução de um nível de requisito existente.
Extensão
adição de opções técnicas
Estas são modificações que incluem um novo requisito técnico ou modificam requisitos técnicos
existentes, de forma que novas opções sejam apresentadas, mas sem o aumento dos requisitos
para equipamentos que tenham sido totalmente em conformidade, de acordo com a edição anterior
da norma. Desta forma, estas modificações não necessitam ser consideradas para produtos
em conformidade com a edição anterior.
Modificação técnica maior
inclusão de requisitos técnicos
aumento dos requisitos técnicos
Estas são modificações dos requisitos técnicos (inclusão, aumento do nível ou remoção), feitas de uma
forma que um produto em conformidade com a edição anterior nem sempre será capaz de atender aos
requisitos apresentados na edição seguinte. Estas modificações necessitam ser consideradas para
produtos em conformidade com a edição anterior. Para estas modificações, informações adicionais
são apresentadas na seção B) a seguir.
NOTA Estas modificações representam o estado atual do conhecimento tecnológico. Entretanto, estas
modificações não necessitam normalmente possuir uma influência sobre equipamentos já colocados
no mercado.
B) Informações sobre a retrospectiva de “Modificações técnicas maiores”
C1 - Meios mecânicos suplementares para a fixação de juntas resinadas não podem ser
prejudicados pela abertura da porta ou tampas que sejam destinadas a serem abertas
durante as atividades de instalação e manutenção. Por exemplo, nas figuras abaixo, para
uma luminária incorporando uma junta resinada entre as lentes e a tampa do invólucro,
a construção mostrada na segunda figura estaria de acordo com este requisito, enquanto que
a construção mostrada na primeira figura não estaria de acordo.
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Lentes
1 2
Tampa
removível
Lentes
Tampa
removível
Junta à
prova de
explosão
Junta à
prova de
explosão
Invólucro
Invólucro
Resina
Resina
Presilha ou outro
dispositivo mecânico
de fixação
C2 - Inclusão de limitação de material para invólucros de equipamentos e invólucros de
componentes “Ex” para montagem externa, se fabricados de cobre e ligas de cobre, quando
utilizados em atmosferas explosivas de gás contendo acetileno (12.8).
C3 - Inclusão de requisitos de fator de potência para avaliação da capacidade de um plugue e
tomada para manter as características à prova de explosão durante o período de resfriamento
do arco, quando da abertura de um circuito de ensaio (13.6.4).
C4 - Inclusão de requisitos de marcação de invólucros de componentes “Ex”, adicionais aos
requisitos para marcação de componentes “Ex” apresentadas na ABNT NBR IEC 60079-0
(D.3.8).
C5 - Remoção de acumuladores do Tipo T como aceitáveis para acumuladores primários
(Tabela E.1).
NOTA BRASILEIRA Acumulador tipo “T”: Eletrodo positivo de óxido de prata, eletrólito com hidróxido
alcalino metálico e eletroduto negativo de zinco.
O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:
Scope
This Part of ABNT NBR IEC 60079 contains specific requirements for the construction and testing of
electrical equipment with the type of protection flameproof enclosure “d”, intended for use in explosive
gas atmospheres.
This Standard supplements and modifies the general requirements of ABNT NBR IEC 60079-0. Where
a requirement of this Standard conflicts with a requirement of ABNT NBR IEC 60079-0, the requirement
of this Standard will take precedence.
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Atmosferas explosivas
Parte 1: Proteção de equipamento por invólucro à prova de explosão “d”
1 Escopo
Esta Parte da ABNT NBR IEC 60079 contém requisitos específicos para a construção e ensaios
de equipamentos elétricos com o tipo de proteção por invólucro à prova de explosão “d”, destinados
para utilização em atmosferas explosivas de gás.
Esta Norma suplementa e modifica os requisitos gerais da ABNT NBR IEC 60079-0. Quando um
requisito desta Norma conflitar com um requisito da ABNT NBR IEC 60079-0, os requisitos desta
Norma prevalecem.
2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe-
rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).
IEC 60061 (all parts), Lamp caps and holders together with gauges for the control of interchangeability
and safety
ABNT NBR IEC 60079-0, Atmosferas explosivas – Parte 0: Equipamentos – Requisitos gerais
ABNT NBR IEC 60079-7, Atmosferas Explosivas – Parte 7: Proteção de equipamentos por segurança
aumentada “e”
ABNT NBR IEC 60079-11, Atmosferas explosivas – Parte 11: Proteção de equipamentos por segurança
intrínseca “i”
ABNT NBR IEC 60079-15, Atmosferas explosivas – Parte 15: Proteção de equipamentos por tipo de
proteção “n”
IEC 60127 (all parts), Miniature fuses
IEC 60623:2001, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes –
Vented nickel-cadmium prismatic rechargeable single cells
ISO 965-1, ISO general purpose metric screw threads – Tolerances – Part 1: Principles and basic data
ABNT NBR ISO 965-3, Rosca métrica ISO de uso geral – Tolerâncias – Parte 3: Afastamentos para
roscas de construção
ISO 2738, Sintered metal materials, excluding hard metals – Permeable sintered metal materials –
Determination of density, oil content and open porosity
ISO 4003, Permeable sintered metal materials – Determination of bubble test pore size
ISO 4022, Permeable sintered metal materials – Determination of fluid permeability
ANSI/ASME B1.20.1, Pipe threads, general purpose (inch)
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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR IEC 60079-1:2016
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3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR IEC 60079-0,
e os seguintes.
NOTA Definições adicionais aplicáveis às atmosferas explosivas podem ser encontradas na
ABNT NBR IEC 60050-426 [1] 1.
3.1
invólucro à prova de explosão “d”
invólucro no qual as partes que podem causar a ignição de uma atmosfera explosiva de gás são
confinadas, e que é capaz de suportar a pressão desenvolvida durante uma explosão interna de uma
mistura explosiva, e que impede a propagação da explosão para a atmosfera explosiva de gás ao
redor do invólucro
3.2
volume
volume total interno do invólucro
NOTA 1 Para invólucros nos quais o conteúdo é essencial em serviço, o volume a ser considerado é o
volume livre remanescente.
NOTA 2 Para luminárias, o volume é determinado sem as lâmpadas montadas.
3.3
junta à prova de explosão
local onde as superfícies correspondentes de duas partes de um invólucro, ou a conjunção de invó-
lucros, se unem, e que impede a propagação de uma explosão interna para a atmosfera explosiva
ao redor do invólucro
3.4
comprimento de junta
L
menor caminho através de uma junta à prova de explosão do interior para o exterior de um invólucro
NOTA Esta definição não se aplica às juntas roscadas.
3.5
distância
l
menor caminho através de uma junta à prova de explosão, onde o comprimento de junta L é inter-
rompido por furos destinados à passagem de dispositivos de fixação para montagem de partes do
invólucro à prova de explosão
3.6
interstício de junta à prova de explosão
i
distância entre as superfícies correspondentes de uma junta à prova de explosão, quando o invólucro
do equipamento elétrico está montado
NOTA Para superfícies cilíndricas, formando juntas cilíndricas, o interstício é a diferença entre os diâme-
tros do furo e o componente cilíndrico.
1 Referências entre colchetes são indicadas na Bibliografia.
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3.7
máximo interstício experimental seguro (para uma mistura explosiva)
MESG
máximo interstício de uma junta de 25 mm de comprimento que impede qualquer transmissão de uma
explosão durante 10 ensaios feitos sob condições especificadas na ABNT NBR IEC 60079-20-1 [2]
3.8
eixo
parte da seção transversal circular utilizada para a transmissão de movimento rotativo
3.9
eixo de operação
componente utilizado para transmissão dos movimentos de controle, os quais podem ser rotativos
ou lineares, ou uma combinação dos dois
3.10
pré-compressão
resultados de uma ignição, em um compartimento ou subdivisão de um invólucro, de uma mistura
gasosa pré-comprimida, por exemplo, devido a uma ignição primária em outro compartimento
ou subdivisão
3.11
porta ou tampa de ação rápida
porta ou tampa provida com um dispositivo que permita a abertura ou fechamento por uma operação
simples, como o movimento de uma alavanca ou pela rotação de um volante.
NOTA O dispositivo é montado de tal forma que a operação tenha dois estágios:
● um para travar ou para destravar, e
● outro para abertura ou fechamento.
3.12
porta ou tampa fechada por fixadores roscados
porta ou tampa cuja abertura ou fechamento requer a manipulação de um ou mais dispositivos
de fixação roscados (parafusos, prisioneiros ou porcas)
3.13
porta ou tampa roscada
porta ou tampa montada em um invólucro à prova de explosão por meio de uma junta roscada à prova
de explosão
3.14
dispositivo com respiro
dispositivo que permite uma troca entre a atmosfera no interior de um invólucro e a atmosfera externa
circunvizinha, e que mantém a integridade do tipo de proteção
3.15
dispositivo de dreno
dispositivo que permite que líquidos fluam para o exterior de um invólucro e que mantém a integri-
dade do tipo de proteção
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3.16
bujão “Ex”
elementos de vedação roscados para o Grupo I ou Grupo II, e elementos de vedação não roscados
para o Grupo I que:
— são destinados a fechar entradas não utilizadas,
— são ensaiados separadamente de um invólucro,
— possuem um certificado de equipamento, e
— são destinados a serem montados no invólucro de um equipamento, sem considerações
adicionais
NOTA 1 Isto não exclui que o bujão seja certificado como componente de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0.
Exemplos de bujões como mostrado na Figura C.1.
NOTA 2 Bujões não roscados não são equipamentos para aplicações em Grupo II.
3.17
adaptador roscado “Ex”
adaptador roscado ensaiado separadamente do invólucro, mas que possui certificado e é destinado
a ser montado no invólucro de um equipamento sem considerações adicionais
NOTA Isto não exclui um componente certificado para adaptadores roscados, de acordo com
a ABNT NBR IEC 60079-0. Exemplos de adaptadores roscados são mostrados na Figura C.3.
3.18
invólucro como componente “Ex”
invólucro à prova de explosão vazio, fornecido com um certificado de componente “Ex”, sem que
os equipamentos internos estejam definidos, de forma a permitir que o invólucro vazio esteja apto
à incorporação de componentes para um equipamento certificado, sem a necessidade de repetição
de ensaios de tipo
4 Nível de proteção (nível de proteção de equipamento, EPL)
4.1 Generalidades
Equipamento elétrico com invólucro à prova de explosão “d” deve possuir um dos seguintes níveis
de proteção:
— nível de proteção “da” (EPL “Ma” ou “Ga”);
— nível de proteção “db” (EPL “Mb” ou “Gb”); ou
— nível de proteção “dc” (EPL “Gc”).
Os requisitos desta Norma devem ser aplicáveis a todos os níveis de proteção, a menos que indicado
em contrário.
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4.2 Requisitos para o nível de proteção “da”
O nível de proteção “da” é somente aplicável aos sensores catalíticos de detectores portáteis de gás
combustível.
Os requisitos indicados a seguir são os requisitos adicionais específicos para o nível de proteção “da”,
os quais modificam ou suplementam os requisitos gerais desta Norma:
— o volume interno livre máximo não pode exceder 5 cm3;
— os condutores elétricos para o interior do sensor devem utilizar uma junta selada, de acordo com
a Seção 6, diretamente na parede do invólucro;
— o dispositivo de respiro do sensor deve estar de acordo com a Seção 10 e deve ser fixado à
parede do invólucro, de forma a eliminar qualquer interstício (como selagem, de acordo com 6.1,
ou fixação por sinterização) ou deve ser fixado por pressão na parede do invólucro com meios
mecânicos suplementares de fixação (como estampagem);
— alimentado por um circuito com Nível de Proteção “ia”, com uma potência máxima dissipada
limitada a 3,3 W para o Grupo I e 1,3 W para o Grupo II; e
NOTA Os elementos catalíticos operam normalmente a altas temperaturas. Se a potência de
dissipação for aumentada além dos níveis normais de operação, o elemento falha para uma condição
de circuito aberto. Desta forma, a limitação de potência requerida provê uma limitação da temperatura
externa de superfície.
— os ensaios de não propagação de 15.3 ou 15.4.4 (se aplicável) são modificados para aumentar
a quantidade de ensaios de não transmissão, como mostrado na Tabela 1.
Tabela 1 – Quantidade de ensaios de não propagação para o nível de proteção “da”
Grupo de equipamento
Quantidade de ensaios de não
propagação
I 50
IIA 50
IIB 50
IIC 50 com hidrogênio e 50 com acetileno
4.3 Requisitos para o nível de proteção “db”
Exceto os requisitos específicos para os níveis de proteção “da” e “dc”, todos os outros requisitos
desta Norma são aplicáveis para o nível de proteção “db”.
4.4 Requisitos para o nível de proteção “dc”
4.4.1 Generalidades
Os requisitos para o nível de proteção “dc” são aplicáveis aos equipamentos elétricos e componentes
“Ex” com contatos elétricos de comutação e são indicados em 4.4.2 a 4.4.3.
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4.4.2 Fabricação de dispositivos “dc”
4.4.2.1 Generalidades
Os requisitos de 4.4.2.2 a 4.4.2.5 substituem aqueles da Seção 5 a Seção 13. Para equipamentos
do nível de proteção “dc” que seja destinado à conexão de fiação de campo, a Seção 13 se aplica.
4.4.2.2 Volume interno livre
O volume interno livre não pode exceder 20 cm3.
4.4.2.3 Proteção por selagem
Invólucros para o nível de proteção “dc” que não atuem como invólucro externo de equipamento
devem ser capazes de suportar um manuseio normal e operações de montagem, sem danos aos
selos. Quando o invólucro para o nível de proteção “dc” também atuar como o invólucro externo do
equipamento, os requisitos do invólucro indicados na ABNT NBR IEC 60079-0 são aplicáveis.
4.4.2.4 Requisitos de temperatura de operação contínua (COT)
Selos moldados e compostos encapsulantes devem possuir uma faixa de temperatura de operação
contínua (COT - Continuous Operating Temperature) que inclua a temperatura mínima que seja abaixo
ou igual à temperatura mínima de serviço e uma máxima temperatura que seja pelo menos 10 K acima
da temperatura máxima de serviço.
4.4.2.5 Valores nominais
Os dispositivos devem ser limitados a uma tensão máxima de 690 V c.a., eficaz ou c.c. e 16 A c.a.
eficaz ou c.c.
4.4.3 Ensaios de dispositivos “dc”
Para dispositivos envolvendo o nível de proteção “dc”, os componentes devem estar sujeitos ao ensaio
de tipo especificado em 15.5. Após o ensaio, o dispositivo ou componente não pode mostrar sinais
visíveis de dano, nenhuma ignição externa deve ocorrer e não pode haver falha para extinguir o arco,
quando os contatos de comutação são abertos.
5 Juntas à prova de explosão
5.1 Requisitos gerais
Todas as juntas à prova de explosão do invólucro, se permanentemente fechadas ou projetadas para
serem abertas eventualmente, devem atender, na ausência de pressão, aos requisitos aplicáveis
da Seção 5.
O projeto das juntas deve ser apropriado aos esforços mecânicos nelas aplicados.
As dimensões dadas em 5.2 a 5.5 especificam os parâmetros essenciais do caminho da chama. Nas
distâncias onde a dimensão de uma junta à prova de explosão é diferente do máximo ou mínimo
aplicável (por exemplo, para atender ao ensaio de não propagação de uma ignição interna):
— o comprimento mínimo da junta à prova de explosão como declarado pela documentação é maior
do que o mínimo relevante; ou
— o interstício máximo da junta à prova de explosão como declarado pela documentação é menor
do que o máximo relevante; ou
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— o número mínimo de filetes de rosca acoplados para a junta à prova de explosão como declarado
na documentação é maior do que o mínimo pertinente;
NOTA 1 A ABNT NBR IEC 60079-0 define a documentação como os documentos que fornecem uma
completa e correta especificação do aspecto de segurança de explosão do equipamento elétrico.
o número do certificado do equipamento deve incluir o sufixo “X” de acordo com os requisitos de
marcação da ABNT NBR IEC 60079-0 e as condições específicas de utilização listadas no certificado,
e as instruções devem detalhar um dos seguintes:
— as dimensões das juntas à prova de explosão devem ser detalhadas; ou
— os desenhos de referência específicos que detalhem as dimensões da junta à prova de explosão;
ou
— orientação específica para contatar o fabricante original para informação sobre as dimensões das
juntas à prova de explosão; ou
— indicação específica de que as juntas à prova de explosão não são destinadas a serem reparadas.
NOTA 2 A ABNT NBR IEC 60079-0 permite a utilização de uma marcação de advertência no equipamento
como uma alternativa para os requisitos para a marcação “X.
A superfície da junta pode ser protegida contra corrosão.
Revestimento com pintura ou acabamento eletrostático não é permitido. Outros materiais de revesti-
mento podem ser utilizados, se o material e procedimento de aplicação tiverem mostrado não afetar
adversamente as propriedades à prova de explosão da junta.
Uma graxa para inibir a corrosão, como óleo mineral ou mistura pastosa de hidrocarboneto, pode ser
aplicada nas superfícies da junta antes da montagem. A graxa, se aplicada, deve ser de um tipo que
não endureça com o tempo, não contenha solvente que evapore e não cause corrosão da superfície
da junta. A verificação da adequabilidade deve estar de acordo com as especificações do fabricante
da graxa.
As superfícies das juntas podem ser protegidas por eletrodeposição. O metal de eletrodeposição, se
aplicado, deve estar de acordo com o seguinte:
— se não maior do que 0,008 mm de espessura, nenhuma consideração adicional é necessária
— se maior que 0,008 mm de espessura, então o máximo interstício sem a eletrodeposição deve
ainda estar de acordo com os requisitos da junta aplicável, e deve ser ensaiado por propagação
de chama com base na dimensão do interstício que existiria sem a eletrodeposição.
5.2 Juntas não roscadas
5.2.1 Comprimento das juntas (L)
O comprimento das juntas não pode ser menor do que os valores mínimos especificados nas
Tabelas 2 e 3.
O comprimento das juntas para partes metálicas cilíndricas encaixadas sob pressão nas paredes de
um invólucro metálico à prova de explosão de volume não maior do que 2 000 cm3 pode ser reduzido
para 5 mm, se
a) o projeto não considerar apenas uma montagem por interferência para evitar que a parte se
movimente durante os ensaios de tipo da Seção 15,
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b) a montagem atender ao requisito do ensaio de impacto especificado na ABNT NBR IEC 60079-0,
levando em consideração o pior caso de interferência das tolerâncias da montagem, e
c) o diâmetro externo da parte montada por interferência, onde o comprimento da junta é medido,
não exceder 60 mm.
NOTA Não há proibição de combinações de montagens por interferência de outras partes metálicas dentro
do invólucro à prova de explosão. Nestas outras combinações, o comprimento de junta mínimo requerido
da Tabela 2 ou 3 se aplica.
5.2.2 Interstício (i)
O interstício, se existir um, entre as superfícies de uma junta em nenhum lugar deve exceder
os valores máximos dados nas Tabelas 2 e 3.
As superfícies da junta devem ser tais que a rugosidade média Ra não exceda 6,3 μm.
NOTA A rugosidade média é proveniente da ISO 468. A determinação pode ser feita por uma comparação
visual com uma placa de referência.
Para juntas flangeadas, não pode existir qualquer interstício intencional entre as superfícies, exceto
para portas ou tampas de ação rápida.
Para equipamento elétrico do Grupo I, deve ser possível verificar, direta ou indiretamente, os interstícios
das juntas flangeadas das tampas e portas projetadas para serem abertas eventualmente. A Figura 1
mostra um exemplo de construção para verificação indireta de uma junta à prova de explosão.
Invólucro à prova
de explosão
Pino-guia
cilíndrico
pressionado
no furo
Tampa
Comprimento
da junta
A superfície da tampa
e a do pino-guia cilíndrico
devem estar no mesmo
L
Figura 1 – Exemplo de construção para verificação indireta de uma junta flangeada
à prova de explosão do Grupo I
5.2.3 Juntas de encaixe
Para a determinação do comprimento L de uma junta de encaixe, um dos seguintes casos deve ser
considerado:
— a parte cilíndrica e a parte plana (ver Figura 2-a). Neste caso, o interstício não pode em lugar
algum exceder os valores máximos dados nas Tabelas 2 e 3; ou
— somente a parte cilíndrica (ver Figura 2-b). Neste caso, a parte plana não precisa estar de acordo
com os requisitos das Tabelas 2 e 3.
NOTA Para gaxetas, ver também 5.4.
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1
c f
f
d
1
L
Figura 2a – Parte cilíndrica e parte plana Figura 2b – Somente parte cilíndrica
Legenda
L = c + d (I, IIA, IIB, IIC)
c ≥ 6,0 mm (IIC)
≥ 3,0 mm (I, IIA, IIB)
d ≥ 0,50 L (IIC)
f ≤ 1,0 mm (I, IIA, IIB, IIC)
1 interior do invólucro
Figura 2 – Juntas de encaixe
5.2.4 Furos nas superfícies da junta
5.2.4.1 Generalidades
Onde uma junta plana ou a parte plana ou superfície parcialmente cilíndrica (ver 5.2.6) de uma junta
é interrompida por furos para a passagem de fixações roscadas para montagem de partes de um
invólucro à prova de explosão, a distância l para a extremidade do furo deve ser igual ou maior que
a) 6 mm, quando o comprimento de junta L for menor do que 12,5 mm,
b) 8 mm, quando o comprimento de junta L for igual ou maior do que 12,5 mm, mas menor do que
25 mm,
c) 9 mm, quando o comprimento de junta L for igual ou maior do que 25 mm.
NOTA Os requisitos para folga dos furos das fixações são especificados na ABNT NBR IEC 60079-0.
A distância l é determinada como a seguir.
NOTA BRASILEIRA Os requisitos para a instalação de insertos roscados metálicos em invólucros de
alumínio Ex “d” são indicados na Folha de Decisão IECEx DS 2015/006 – Use of thread inserts in aluminium
flameproof enclosures.
5.2.4.2 Juntas flangeadas com furos externos ao invólucro (ver Figuras 3 e 5)
A distância l é medida entre cada furo e a parte interna do invólucro.
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5.2.4.3 Juntas flangeadas com furos internos ao invólucro (ver Figura 4)
A distância l é medida entre cada furo e a parte externa do invólucro.
5.2.4.4 Juntas de encaixe onde, para as extremidades dos furos, a junta consiste em uma
parte cilíndrica e uma parte plana (ver Figura 6)
A distância l é definida como a seguir:
— a soma do comprimento a da parte cilíndrica e o comprimento b da parte plana, se f for menor ou
igual a 1 mm e se o interstício da parte cilíndrica for menor ou igual a 0,2 mm para equipamentos
elétricos dos Grupos I e IIA, 0,15 mm para equipamentos elétricos do Grupo IIB, ou 0,1 mm para
equipamentos elétricos do Grupo IIC (interstício reduzido); ou
— somente o comprimento b da parte plana, se qualquer uma das condições acima mencionadas
não for atendida.
L
1
l
Figura 3 – Furos em superfícies de juntas
flangeadas – Exemplo 1
l
L
1
Figura 4 – Furos em superfícies de juntas
flangeadas – Exemplo 2
L
1
l
Figura 5 – Furos em superfícies
de juntas flangeadas – Exemplo 3
1
b f
L l
i
a
f
i ≤ 0,20 mm (I,IIA)
i ≤ 0,15 mm (IIB)
i ≤ 0,10 mm (IIC)
Figura 6 – Furos em superfícies
de juntas de encaixe – Exemplo 1
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L
l
Figura 7 – Furos em superfícies
de juntas de encaixe – Exemplo 2
l
1
L
Figura 8 – Furos em superfícies
de juntas de encaixe – Exemplo 3
Legenda
1 interior do invólucro
5.2.4.5 Juntas de encaixe onde, para a borda dos furos, a junta consiste somente na parte
plana (ver Figuras 7 e 8), desde que as juntas flangeadas sejam permitidas (ver 5.2.7)
A distância l é o comprimento da parte plana entre o interior do invólucro e um furo, onde o furo
é externo ao invólucro (ver Figura 7) ou entre um furo e o exterior do invólucro, onde o furo é interno
ao invólucro (ver Figura 8).
5.2.5 Juntas cônicas
Onde as juntas incluem superfícies cônicas, o comprimento da junta e o interstício normal para
superfícies das juntas devem atender aos valores pertinentes das Tabelas 2 e 3. O interstício deve ser
uniforme ao longo da parte cônica. Para equipamentos elétricos do Grupo IIC, o ângulo de conicidade
não pode exceder 5°.
NOTA O ângulo de conicidade é considerado entre o eixo principal do cone e a superfície do cone.
5.2.6 Juntas com superfícies cilíndricas parciais (não são permitidas para o Grupo IIC)
Não pode existir interstício intencional entre as duas partes (ver Figura 9a).
O comprimento da junta deve atender aos requisitos da Tabela 2.
Os diâmetros das superfícies cilíndricas de duas partes que formam uma junta à prova de explosão
e suas tolerâncias devem atender aos requisitos pertinentes para interstício de uma junta cilíndrica,
dados na Tabela 2.
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Figura 9a – Exemplo de uma junta com superfície cilíndrica parcial
T α
Y
Y ≥5T
Comprimento para ensaio = Y/1,5
T =1,25mm
α = 60°(±5°)
Figura 9b – Exemplo de junta serrilhada
Figura 9 – Exemplos de fabricação de juntas
5.2.7 Juntas flangeadas para atmosferas contendo acetileno
Juntas flangeadas somente são permitidas para equipamentos elétricos do Grupo IIC destinados ao
uso em atmosferas explosivas contendo acetileno e considerando todas as condições encontradas,
como a seguir:
— interstício i ≤ 0,04 mm;
— comprimento L ≥ 9,5 mm; e
— volume ≤ 500 cm3.
5.2.8 Juntas serrilhadas
Juntas serrilhadas não precisam atender aos requisitos das Tabelas 2 e 3, mas devem ter
— no mínimo cinco filetes completamente acoplados,
— um passo maior ou igual a 1,25 mm, e
— um ângulo de inclinação de 60° (± 5°).
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Juntas serrilhadas devem ser utilizadas somente em juntas que são fixadas em uma posição durante
operação.
Juntas serrilhadas devem atender aos requisitos de ensaio de 15.3, com a) o interstício de ensaio, iE,
entre os filetes de encaixe como especificado em 15.3, com base no interstício máximo de fabricação
do fabricante, iC, e b) o comprimento de ensaio reduzido para Y/1,5.
Se o interstício de fabricação máximo for diferente daquele apresentado nas Tabelas 2 ou 3 para
uma junta flangeada de mesmo comprimento (determinado pela multiplicação do passo pelo número
de filetes), as “condições de uso” requeridas de 5.1 são aplicadas.
Ver Figura 9b.
5.2.9 Juntas de múltiplos segmentos
As juntas de múltiplos segmentos deve consistir em não menos que três segmentos adjacentes onde
os caminhos trocam de direção não menos do que duas vezes por 90° ± 5°.
As juntas de múltiplos segmentos não precisam atender aos requisitos das Tabelas 2 ou 3, mas devem
satisfazer os requisitos de ensaio de 15.3 com o comprimento de ensaio de cada segmento reduzido
para não mais do que 75 % dos comprimentos mínimos especificados nos desenhos dos fabricantes.
Para invólucros à prova de explosão que contenham juntas de múltiplos segmentos, o número
do certificado do equipamento deve incluir o sufixo “X” de acordo com a marcação requerida na
ABNT NBR IEC 60079-0 e as condições específicas de uso listadas no certificado devem detalhar um
dos seguintes:
— dimensões das juntas à prova de explosão devem ser detalhadas; ou
— especificadas nos desenhos referenciados nos detalhes e dimensões das juntas à prova
de explosão; ou
— especificadas nos manuais para contato do fabricante original para informação das dimensões
das juntas à prova de explosão; ou
— indicações específicas que as juntas à prova de explosão não são destinadas a serem
reparadas.
NOTA 1 AABNT NBR IEC 60079-0 permite a utilização de uma marcação de advertência em equipamentos
como uma alternativa para os requisitos de marcação “X”.
NOTA 2 Juntas com múltiplos segmentos são diferentes das juntas do tipo labirinto sobre eixos rotativos,
como indicado nesta Norma (*ver 8.1.3).
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Tabela 2 – Comprimentos mínimos de juntas e interstícios máximos
para invólucros dos Grupos I, IIA e IIB
Tipo de junta
Comprimento
mínimo da
junta L
mm
Interstício máximo
mm
Para um volume
cm3
V ≤ 100
Para um
volume
cm3
100 < V ≤ 500
Para um volume
cm3
500 < V ≤ 2 000
Para um volume
cm3
2 000 < V ≤ 5 750
Para um volume
cm3
V > 5 750
I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB
Juntas flangeadas,
cilíndricas
ou de encaixe
6
9,5
12,5
25
0,30
0,35
0,40
0,50
0,30
0,30
0,30
0,40
0,20
0,20
0,20
0,20
–
0,35
0,40
0,50
–
0,30
0,30
0,40
–
0,20
0,20
0,20
–
0,08
0,40
0,50
–
0,08
0,30
0,40
–
0,08
0,20
0,20
–
–
0,40
0,50
–
0,08
0,20
0,40
–
0,08
0,15
0,20
–
–
0,40
0,50
–
0,08
0,20
0,40
–
–
0,15
0,20
Juntas
cilíndricas
para
eixos de
máquinas
elétricas
girantes
com:
Mancais
de
bucha
6
9,5
12,5
25
40
0,30
0,35
0,40
0,50
0,60
0,30
0,30
0,35
0,40
0,50
0,20
0,20
0,25
0,30
0,40
–
0,35
0,40
0,50
0,60
–
0,30
0,30
0,40
0,50
–
0,20
0,20
0,25
0,30
–
–
0,40
0,50
0,60
–
–
0,30
0,40
0,50
–
–
0,20
0,25
0,30
–
–
0,40
0,50
0,60
–
–
0,20
0,40
0,50
–
–
–
0,20
0,25
–
–
0,40
0,50
0,60
–
–
0,20
0,40
0,50
–
–
–
0,20
0,25
Mancais
de rola-
mentos
6
9,5
12,5
25
40
0,45
0,50
0,60
0,75
0,80
0,45
0,45
0,50
0,60
0,75
0,30
0,35
0,40
0,45
0,60
–
0,50
0,60
0,75
0,80
–
0,40
0,45
0,60
0,75
–
0,25
0,30
0,40
0,45
–
–
0,60
0,75
0,80
–
–
0,45
0,60
0,75
–
–
0,30
0,40
0,45
–
–
0,60
0,75
0,80
–
–
0,30
0,60
0,75
–
–
0,20
0,30
0,40
–
–
0,60
0,75
0,80
–
–
0,30
0,60
0,75
–
–
0,20
0,30
0,40
Os valores de fabricação arredondados de acordo com a ABNT NBR ISO 80000-1 [3] necessitam ser levados em
consideração quando for determinado o interstício máximo.
NOTA Nesta edição da ABNT NBR IEC 60079-1, duas novas colunas foram introduzidas nesta Tabela 2, que subdividiu
a coluna V > 2 000” nas colunas “2 000 < V < 5 750” e “V > 5 750”. Esta subdivisão foi feita para introduzir as dimensões
do interstício máximo para juntas flangeadas, cilíndricas e de encaixe, com comprimento mínimo de junta L de 9,5 mm,
quando nenhum valor existia anteriormente. Especificamente, foram introduzidos os valores “0,08” para os Grupos IIA
e IIB quando o volume é “2 000 < V < 5 750” e “0,08” para o Grupo IIA, quando o volume é “V > 5 750”. Estes valores
de interstícios máximos e as subdivisões associadas de volume são baseados nas dimensões históricas de interstícios
à prova de explosão Classe I, Divisão 1, documentada na ANSI/UL 1203 [4].
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Tabela 3 – Comprimento mínimo da junta e interstício máximo para invólucros do Grupo IIC
Tipo de junta
Comprimento
mínimo da
junta L
mm
Interstício máximo
mm
Para um
volume
cm3
V ≤ 100
Para um
volume
cm3
100 < V ≤ 500
Para um
volume
cm3
500 < V ≤ 2 000
Para um
volume
cm3
V > 2 000
Juntas flangeadas a
6
9,5
15,8
25
0,10
0,10
0,10
0,10
–
0,10
0,10
0,10
–
–
0,04
0,04
–
–
–
0,04
Juntas de
encaixe
(Figura
2a)
c ≥ 6 mm
d ≥ 0,5 L
L = c + d
f ≤ 1 mm
12,5
25
40
0,15
0,18b
0,20c
0,15
0,18b
0,20c
0,15
0,18b
0,20c
–
0,18b
0,20c
Juntas cilíndricas
Juntas de encaixe
(Figura 2b)
6
9,5
12,5
25
40
0,10
0,10
0,15
0,15
0,20
–
0,10
0,15
0,15
0,20
–
–
0,15
0,15
0,20
–
–
–
0,15
0,20
Juntas cilíndricas
para eixos de
máquinas elétricas
com mancais de
rolamento
6
9,5
12,5
25
40
0,15
0,15
0,25
0,25
0,30
–
0,15
0,25
0,25
0,30
–
–
0,25
0,25
0,30
–
–
–
0,25
0,30
a Juntas flangeadas são permitidas somente para misturas explosivas de acetileno e ar de acordo com 5.2.7.
b O interstício máximo da parte cilíndrica aumentado para 0,20 mm, se f < 0,5 mm.
c O interstício máximo da parte cilíndrica aumentado para 0,25 mm, se f < 0,5 mm.
Os valores de fabricação arredondados de acordo com a ABNT NBR ISO 80000-1 necessitam ser levados em consi-
deração quando for determinado o interstício máximo.
5.3 Juntas roscadas
As juntas roscadas devem atender aos requisitos da Tabela 4 ou 5.
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Tabela 4 – Juntas cilíndricas roscadas
Passo
Qualidade dos filetes e tipo de rosca
Filetes acoplados
Profundidade do acoplamento
Volume ≤ 100 cm3
Volume > 100 cm3
≥ 0,7 mma
Qualidade da tolerância fina ou média, de acordo com
a ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3b
≥ 5
≥ 5 mm
≥ 8 mm
a Onde o passo exceder 2 mm, precauções especiais de fabricação podem ser necessárias (por
exemplo, maior número de filetes acoplados) para assegurar que o equipamento elétrico possa
atender ao ensaio de não propagação de acordo com 15.3.
b Juntas cilíndricas que não estejam de acordo com a ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3
em relação à qualidade dos filetes e tipo de rosca são permitidas, se o ensaio de não propagação
de acordo com 15.3 tiver sido atendido quando o comprimento da junta roscada especificada pelo
fabricante é reduzido pelo fator especificado na Tabela 9.
Tabela 5 – Juntas roscadas a,c
Filetes em cada parte ≥ 5 b
a Roscas interna e externa devem ser do mesmo tamanho nominal.
b Roscas NPT devem ser de acordo com a ANSI/ASME B1.20.1 e devem ser acopladas
firmemente com ferramenta.
As roscas do tipo macho com trecho não roscado devem ser projetadas com:
1) um comprimento efetivo de rosca não menor do que a dimensão “L2”; e
2) um comprimento não menor do que a dimensão “L4” entre a face sem rosca e o último
filete de rosca
Roscas fêmeas devem ser calibradas “nivelando” para “duas voltas”, utilizando um calibre L1
c Quando a junta roscada cônica consistir em ambas as partes roscadas interna (fêmea) e externa
(macho) com pelo menos 4,5 filetes completamente acoplados, os requisitos da nota b nesta
Tabela não necessitam ser aplicados.
NOTA Ver Anexo C para requisitos de roscas cônicas aplicáveis a dispositivos de entrada à prova
de explosão.
5.4 Gaxetas (incluindo O-rings)
Se uma gaxeta de material compressível ou elástico for utilizada, por exemplo, para proteger contra
a penetração de umidade ou poeira ou contra vazamento de um líquido, esta deve ser aplicada como
um suplemento; isto quer dizer que nem o material compressível nem o material elástico deve ser
considerado na determinação do comprimento de junta à prova de explosão, nem interrompê-la.
A gaxeta deve ser montada de modo que
a) o interstício permissível e o comprimento da junta flangeadas ou parte plana de uma junta de
encaixe sejam mantidos, e
b) o comprimento mínimo de junta, de uma junta cilíndrica ou da parte cilíndrica de uma junta de
encaixe seja mantido antes e depois da compressão.
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Estes requisitos não se aplicam aos prensa-cabos (ver 13.4) ou às juntas que contenham uma gaxeta
de selagem de metal ou de material compressível não inflamável com um revestimento metálico.
Tal gaxeta de selagem contribui para a proteção de explosão, e neste caso o interstício entre cada
superfície da parte plana deve ser medido após a compressão. O comprimento mínimo da parte
cilíndrica deve ser mantido antes e após a compressão.
Ver Figuras 10 a 16.
1
2
L
1
2
L
Figura 10 – Ilustração dos requisitos
relacionados às gaxetas – Exemplo 1
Figura 11 – Ilustração dos requisitos
relacionados às gaxetas – Exemplo 2
3
L
1 1
3 L
Figura 12 – Ilustração dos requisitos
relacionados às gaxetas – Exemplo 3
Figura 13 – Ilustração dos requisitos
relacionados às gaxetas – Exemplo 4
1
2
L
1
3
L
Figura 14 – Ilustração dos requisitos
relacionados às gaxetas – Exemplo 5
Figura 15 – Ilustração dos requisitos
relacionados às gaxetas – Exemplo 6
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1
4
L
Legenda
1 interior do invólucro
2 anel de vedação O-ring
3 gaxeta
4 gaxeta metálica ou revestida de material metálico
Figura 16 – Ilustração dos requisitos relacionados com gaxetas – Exemplo 7
5.5 Equipamentos que utilizam capilares
Os capilares devem estar de acordo com as dimensões de interstício dadas na Tabela 2 ou Tabela 3,
para juntas cilíndricas utilizando 0 como diâmetro da parte interna ou, quando os capilares não atenderem
aos valores de interstícios dados nestas tabelas, o equipamento deve ser avaliado de acordo com
o ensaio de não propagação de uma ignição interna de acordo com 15.3.
6 Juntas seladas
6.1 Juntas com composto selante
6.1.1 Generalidades
Partes de um invólucro à prova de explosão podem ser seladas diretamente na parede do invólucro,
de tal forma que constituam uma montagem inseparável, ou uma moldura metálica tal que a monta-
gem possa ser substituída como uma unidade sem danificar a selagem.
Se uma junta selada não atender aos requisitos da Seção 5 na ausência do material de selagem,
esta deve ser submetida ao ensaio de resistência térmica ao calor e ao frio, de acordo com a
ABNT NBR IEC 60079-0.
Uma amostra não alterada de uma montagem de junta selada representativa de produção deve ser
utilizada para avaliação e propósitos de ensaio.
Uma junta à prova de explosão de acordo com a Seção 5, a qual também incorpora composto
selante, e a qual é ensaiada sem o composto selante de acordo com 15.3, não precisa atender
completamente os requisitos da Seção 6.
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6.1.2 Resistência mecânica
Juntas seladas somente são permitidas para garantir a vedação de invólucros à prova de explosão
dos quais elas fazem parte. Arranjos devem ser feitos na construção tal que a resistência mecânica do
conjunto não dependa somente da adesão da selagem. Meios mecânicos suplementares para fixar a
junta selada não podem ser danificados pela abertura de portas ou tampas que foram projetadas para
serem abertas durante a instalação ou manutenção.
Juntas seladas devem ser submetidas aos seguintes ensaios:
a) Duas amostras representativas da produção devem ser submetidas ao ensaio de sobrepressão
com água, de acordo com 15.2.3.2. O ensaio é considerado satisfatório se um papel mata-borrão,
posicionado abaixo de cada amostra em ensaio, estiver livre de qualquer traço de vazamento.
b) As mesmas amostras de a) acima, ou um conjunto de amostras em separado, devem ser sub-
metidas a ensaios de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Subsequentemente
a este condicionamento, as amostras devem ser submetidas ao ensaio de sobrepressão com
água de acordo com 15.2.3.2. O ensaio é considerado satisfatório se um papel mata-borrão,
posicionado abaixo de cada amostra em ensaio, estiver livre de qualquer traço de vazamento
NOTA Os ensaios de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0 permitem que os ensaios
sejam conduzidos tanto em um conjunto de duas amostras quanto em um conjunto de quatro amostras, com
a diferença sendo o número de ensaios conduzidos em cada amostra.
Se houver qualquer vazamento sobre o papel mata-borrão como resultado do ensaio nas amostras
de 6.1.2 b), então a junta selada de uma amostra que apresenta vazamento após ser submetida
aos ensaios de invólucros e à pressão hidráulica deve ser submetida aos seguintes ensaios:
— ensaio de erosão por chama de acordo com 19.4, mas sem qualquer modificação nas juntas
seladas das amostras de ensaios, seguido por
— ensaio de não propagação de acordo com 15.3.2.1, ou ensaio de não propagação de acordo com
15.3.3.3 ou 15.3.3.4, assim como aplicável ao grupo de equipamento, sem qualquer modificação
para as juntas seladas da amostra de ensaio.
A junta selada é considerada satisfatória se o ensaio de não propagação for considerado satisfatório.
Ensaios de sobrepressão de rotina de juntas seladas (de acordo com Seção 16) devem ser realizados
sempre que 1,5 vez ou 3 vezes da pressão de referência forem necessárias para atender a 6.1.2.
6.1.3 Comprimento de juntas seladas
O menor caminho através da junta selada do interior para o exterior de um invólucro à prova de
explosão de volume V deve ser:
≥ 3 mm, se V ≤ 10 cm3
≥ 6 mm, se 10 cm3 < V ≤ 100 cm3
≥ 10 mm, se V > 100 cm3
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6.2 Juntas de vidro fundido
6.2.1 Generalidades
Juntas de vidro fundido são juntas vidro / metal formadas pela aplicação de vidro fundido em uma
moldura de metal, resultando em ligação física ou química entre o vidro e a moldura de metal.
6.2.2 Comprimento de juntas de vidro fundido
O caminho através de uma junta de vidro fundido de dentro para fora de um invólucro à prova
de explosão deve ser ≥ 3 mm.
7 Eixos de operação
Onde um eixo de operação passar através da parede de um invólucro à prova de explosão,
os seguintes requisitos devem ser atendidos.
— se o diâmetro do eixo de operação exceder o comprimento mínimo da junta especificada nas
Tabelas 2 e 3, o comprimento da junta deve ser pelo menos igual a este diâmetro, mas, entretanto,
sem exceder 25 mm;
— se a folga diametral aumentar como resultado do uso em serviço normal, arranjos apropriados
devem ser feitos para facilitar o retorno ao estado original, por exemplo, por meio de uma bucha
substituível. Alternativamente, o aumento do interstício devido ao desgaste pode ser evitado,
utilizando-se mancais de acordo com a Seção 8.
8 Requisitos suplementares para eixos e mancais
8.1 Juntas de eixos
8.1.1 Generalidades
Juntas à prova de explosão de eixos de máquinas elétricas girantes devem ser projetadas de tal
maneira que não estejam sujeitas ao desgaste sob condições normais de serviço.
A junta à prova de explosão pode ser
— uma junta cilíndrica (ver Figura 17),
— uma junta de labirinto (ver Figura 18),
— uma junta com bucha flutuante (ver Figura 19).
8.1.2 Juntas cilíndricas
Onde uma junta cilíndrica possuir ranhuras para retenção de graxa, a região contendo as ranhuras
não deve ser levada em consideração na determinação do comprimento da junta à prova de explosão
nem interrompê-la (ver Figura 17).
A folga radial mínima k (ver Figura 20) dos eixos de máquinas elétricas girantes não pode ser menor
do que 0,05 mm.
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8.1.3 Juntas de labirinto
Juntas de labirinto que não atendem aos requisitos das Tabelas 2 e 3 podem, entretanto, ser conside-
radas em conformidade com os requisitos desta Norma, se os ensaios especificados nas Seções 14
a 16 forem atendidos.
A folga radial mínima k (ver Figura 20) dos eixos de máquinas elétricas girantes não pode ser menor
do que 0,05 mm.
8.1.4 Juntas com buchas flutuantes
A determinação do máximo grau de flutuação da bucha deve levar em consideração a folga do mancal
e o desgaste permitido do mancal, de acordo com o especificado pelo fabricante. A bucha pode
mover-se livremente no sentido radial junto com o eixo e axialmente no eixo, mas deve permanecer
concêntrica com este. Um dispositivo deve prevenir a rotação da bucha (ver Figura 19).
Buchas flutuantes não são permitidas para equipamentos elétricos do Grupo IIC.
Ranhuras para retenção de graxa
L
Figura 17 – Exemplo de junta cilíndrica para eixo de máquina elétrica girante
Figura 18 – Exemplo de junta com labirinto para eixo de máquina elétrica girante
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1
2
1
L
L
Legenda
1 interstício
2 trava para evitar a rotação da bucha
Figura 19 – Exemplo de junta com bucha flutuante para eixo de máquina elétrica girante
k d m
D
Legenda
k folga radial mínima permissível sem fricção
m folga radial máxima considerando k
D-d folga diametral
Figura 20 – Junta de eixo de máquinas elétricas girantes
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8.2 Mancais
8.2.1 Mancais de bucha de deslizamento
Uma junta à prova de explosão de um eixo associado com um mancal de bucha de deslizamento deve
ser fornecida adicionalmente à junta do próprio mancal de bucha, e deve ter um comprimento de junta
pelo menos igual ao diâmetro do eixo, mas não excedendo 25 mm.
Se uma junta cilíndrica ou de labirinto à prova de explosão for utilizada em uma máquina elétrica
girante com um mancal de bucha de deslizamento, pelo menos uma face da junta deve ser de metal
não centelhante (por exemplo, latão com chumbo) sempre que o entreferro entre o estator e o rotor for
maior do que a folga radial mínima k (ver Figura 20) especificada pelo fabricante. A espessura mínima
do metal não centelhante deve ser maior que o entreferro.
Mancais de bucha de deslizamento não são permitidos para máquinas elétricas girantes do Grupo IIC.
8.2.2 Mancais de rolamentos
Em eixos equipados com mancais de rolamento, a máxima folga radial m (ver Figura 20) não pode
exceder dois terços do interstício máximo permitido para tais mancais, de acordo com as Tabelas 2
e 3.
NOTA 1 É reconhecido que, montadas, todas as partes não existirão nas suas piores dimensões
simultaneamente. Um tratamento estatístico das tolerâncias, como “RMS – Root Mean Square”, pode ser
requerido para a verificação de m e k.
NOTA 2 Não é um requisito desta Norma que os cálculos de m e k pelo fabricante sejam verificados.
Também não é um requisito desta Norma que m e k sejam verificados por medição.
9 Partes transmissoras de luz
Para outras partes transmissoras de luz que não vidro, aplicam-se os requisitos da Seção 19 desta
Norma.
NOTA Precauções devem ser tomadas de modo que a montagem das partes transmissoras de luz
de qualquer material não produza esforços mecânicos interno nestas partes.
10 Dispositivos de drenos e respiros que formam parte de um invólucro à prova
de explosão
10.1 Generalidades
Dispositivos de drenos e respiros devem incorporar elementos permeáveis que possam suportar
a pressão criada por uma explosão interna no invólucro no qual estão montados e devem evitar
a propagação da explosão para uma atmosfera explosiva ao redor do invólucro.
Estes dispositivos devem também suportar os efeitos dinâmicos das explosões dentro do invólucro
à prova de explosão sem danos ou deformações permanentes que prejudiquem suas propriedades
extintoras de chama. Estes dispositivos não são projetados para suportar queima contínua em sua
superfície.
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Estes requisitos aplicam-se igualmente aos dispositivos transmissores de som, mas não abrangem
dispositivos para
— alívio de pressão na ocorrência de explosão interna,
— utilização com linhas pressurizadas que contenham gás capaz de formar uma mistura explosiva
com o ar e a uma pressão maior que 1,1 vez a pressão atmosférica.
10.2 Aberturas para drenos ou respiros
As aberturas para drenos ou respiros não podem ser obtidas pelo aumento deliberado de interstícios
de juntas flangeadas.
NOTA Se, por razões técnicas, dispositivos de dreno ou respiro forem necessários, convém que estes
sejam construídos de tal forma que eles não se tornem inoperantes em serviço (por exemplo, devido
ao acúmulo de poeira ou tinta).
10.3 Limites de composição
Os limites de composição dos materiais utilizados nos acessórios devem ser especificados direta-
mente ou por referência a uma especificação aplicável existente.
Os dispositivos de dreno ou respiro para uso em uma atmosfera explosiva de gás contendo acetileno
não podem conter mais que 60 % de cobre por unidade de massa, para limitar a formação de acetilídio.
10.4 Dimensões
As dimensões dos dispositivos de dreno e respiro e seus componentes devem ser especificadas.
10.5 Elementos com caminhos mensuráveis
Interstícios e comprimentos dos caminhos mensuráveis não necessitam estar de acordo com os
valores especificados nas Tabelas 2 e 3, desde que os elementos sejam aprovados nos ensaios das
Seções 14 a 16.
Requisitos adicionais para elementos com chapas prensadas (colmeias) são especificados
no Anexo A.
10.6 Elementos com caminhos não mensuráveis
Quando os caminhos através dos elementos não forem mensuráveis (por exemplo, elementos
de metal sinterizado), o elemento deve atender aos requisitos pertinentes do Anexo B.
Os elementos são classificados de acordo com suas densidades, assim como o tamanho dos poros de
acordo com um método-padrão para o material em particular e o método de fabricação (ver Anexo B).
10.7 Dispositivos removíveis
10.7.1 Generalidades
Se um dispositivo puder ser desmontado, este deve ser projetado para evitar a redução ou o aumento
das aberturas durante a remontagem.
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10.7.2 Arranjos de montagem de elementos
Os elementos de drenagem e respiro devem ser sinterizados ou fixados por outros métodos
apropriados:
— diretamente no invólucro, para fazer parte integrante deste, ou
— em um componente apropriado de montagem, o qual é roscado ou preso ao invólucro, de forma
a ser substituível como uma unidade.
Alternativamente, o elemento pode ser montado, por exemplo, por interferência de acordo com 5.2.1,
formando uma junta à prova de explosão. Neste caso, os requisitos da Seção 5 devem ser aplicados,
com exceção da rugosidade da superfície do elemento, que não necessita atender a 5.2.2, se o
elemento montado for aprovado nos ensaios de tipo das Seções 14 a 16.
Se necessário, um anel de fixação ou similar pode ser utilizado para manter a integridade do invólucro.
O elemento de drenagem ou respiro pode ser montado
— por dentro, e neste caso a acessibilidade dos parafusos ou anel de fixação deve ser possível
somente pelo lado interno, ou
— pelo lado externo do invólucro; neste caso os fechos devem atender à Seção 11.
10.8 Resistência mecânica
O dispositivo e sua proteção, se existirem, devem, quando montados normalmente, ser aprovados
no ensaio de resistência ao impacto da ABNT NBR IEC 60079-0.
10.9 Dispositivos de drenagem e respiro quando utilizados como componentes “Ex”
10.9.1 Generalidades
Adicionalmente às Seções 10.1 a 10.7, inclusive, os seguintes requisitos devem ser aplicados
aos dispositivos de drenagem e respiro que são avaliados como componentes “Ex”.
10.9.2 Arranjos de montagem de elementos e componentes
Os elementos de drenagem e respiro devem ser sinterizados ou selados de acordo com a Seção 6, ou
fixados por outros métodos em uma montagem adequada para formar a montagem do componente.
A montagem do componente é assegurada por fixadores ou por fechos ou parafusados no invólucro
como uma unidade substituível de acordo com os requisitos relevantes das Seções 5 e 6 e, onde
apropriado, da Seção 11.
10.9.3 Ensaios de tipo para dispositivos de dreno e respiro utilizados como componentes “Ex”
10.9.3.1 Generalidades
A união da amostra do dispositivo sob ensaio deve ser feita no final do invólucro de ensaio, montado
da mesma maneira que este possa normalmente ser montado no invólucro à prova de explosão.
O ensaio é realizado na mesma amostra após o ensaio de impacto de 10.8 e de acordo com 10.9.3.2
a 10.9.3.4.
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O ensaio de impacto pode ser realizado na amostra, separada do ensaio do invólucro, quando esta
é montada em uma placa que forma a parte final do invólucro de ensaio montado.
Para dispositivos com caminhos não mensuráveis, o tamanho máximo do poro da amostra de ensaio
de bolha não pode ser menor do que 85 % do tamanho máximo especificado do poro do ensaio
de bolha. Ver B.1.2.
10.9.3.2 Ensaios térmicos
10.9.3.2.1 Generalidades
Após o ensaio de borbulhamento em 10.9.3, os dispositivos de drenagem e respiro, como compo-
nentes “Ex”, devem ser submetidos aos ensaios térmicos baseados no volume máximo projetado do
invólucro à prova de explosão, mas não menos que o volume do ensaio de acordo com a Figura 21.
NOTA Quando utilizado o ensaio da Figura 21, o volume máximo é aproximadamente 2,5 L.
Dispositivos de drenagem e respiro projetados para uso múltiplo em qualquer invólucro à prova de
explosão único devem ser ensaiados adicionalmente com o invólucro.
10.9.3.2.2 Procedimento de ensaio
Para invólucros com volume menor ou igual a 2,5 L, a montagem do dispositivo de ensaio com todas
as quatro seções, como mostrado na Figura 21, deve ser utilizada e o procedimento de ensaio deve
ser conduzido como a seguir:
a) a posição da fonte de ignição deve estar na entrada do invólucro e a 50 mm do lado interno
do final da placa de alojamento do dispositivo e os resultados observados;
b) as misturas de ensaio devem ser de acordo com 15.4.3.1, como apropriado;
c) a temperatura externa de superfície do dispositivo deve ser monitorada durante os ensaios;
d) qualquer dispositivo deve ser operado como especificado na documentação do fabricante. Após
cada cinco ensaios, a mistura explosiva deve ser mantida externamente ao dispositivo por um
tempo suficiente para permitir que qualquer queima contínua na face do dispositivo se torne
evidente, por pelo menos 10 min, para aumentar a temperatura da superfície externa do dispositivo
ou para fazer a transferência de temperatura para a face mais externa possível; e
NOTA A temperatura da superfície externa após um período de ensaio de 10 min é utilizada na
determinação da classe de temperatura, de acordo com 10.9.3.3.3.
e) os ensaios devem ser realizados cinco vezes para cada mistura de gás, para o grupo de gás para
o qual o dispositivo for projetado.
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Base da seção com: Seção 1
IG
IG
IG
TS
PT
Exh.
∅ 75 (interno)
∅ 40 (interno)
174 500 500 500 500
Seção 2 Seção 3 Seção 4
Legenda
TS posição da amostra em ensaio
I entrada
Exh. saída de exaustão
IG fonte de ignição
PT transdutor de pressão
Figura 21 – Ensaio de componentes para dispositivos de drenagem e respiros
Para invólucros com volume maior que 2,5 L, um invólucro representativo do volume projetado
deve ser utilizado e o procedimento de ensaio deve ser conduzido como a seguir:
1) as misturas de ensaio devem ser de acordo com 15.4.3.1, como apropriado;
2) a temperatura da superfície externa do dispositivo deve ser monitorada durante os ensaios;
3) qualquer dispositivo deve ser operado como especificado na documentação do fabricante. Após
cada cinco ensaios, a mistura explosiva deve ser mantida externamente ao dispositivo por um
tempo suficiente para permitir que qualquer queima contínua na face do dispositivo se torne
evidente, por pelo menos 10 min, para aumentar a temperatura da superfície externa do dispositivo
ou para fazer a transferência de temperatura para a face mais externa possível; e
4) os ensaios devem ser realizados cinco vezes para cada mistura de gás, para o grupo de gás para
o qual o dispositivo for projetado.
10.9.3.2.3 Critério de aceitação
Durante os ensaios térmicos, não pode ocorrer propagação da chama e não pode ser observada
queima contínua. O dispositivo não pode apresentar evidência de dano térmico ou mecânico
ou deformação que possa afetar as propriedades extintoras de chama.
A elevação da temperatura medida na superfície externa do dispositivo deve ser multiplicada por
um fator de segurança de 1,2 e adicionada à máxima temperatura de serviço do dispositivo para
a determinação da classe de temperatura do equipamento elétrico.
NOTA Dispositivos de drenagem e respiro com alguma falha no ensaio de 10.9 são excluídos da avaliação
como componente, porém estes podem ser utilizados como parte integrante de um invólucro à prova
de explosão, desde que sejam ensaiados com o invólucro específico de acordo com 15.4.
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10.9.3.3 Ensaio de não propagação de uma ignição interna
10.9.3.3.1 Generalidades
Após o ensaio de borbulhamento em 10.9.3, este ensaio deve ser realizado em um dispositivo de
ensaio padrão, como ilustrado na Figura 21, e realizado de acordo com 15.4.4, com os seguintes
acréscimos e modificações.
10.9.3.3.2 Procedimento de ensaio
A posição da fonte de ignição deve ser de acordo com a Figura 21:
a) na extremidade da entrada, e
b) a 50 mm do lado interno do final da placa do alojamento do dispositivo.
Para as finalidades do ensaio, o dispositivo deve ser montado para cada grupo de gás, de acordo
com a Figura 21, e deve possuir os seguintes números de seções.
— Grupo I e Grupo IIA: uma seção montada do dispositivo de ensaio;
— Grupo IIB e Grupo IIC: quatro seções montadas do dispositivo de ensaio.
A mistura de gás dentro do invólucro montado para ensaio deve sofrer ignição e os ensaios devem
ser realizados cinco vezes em cada ponto de ignição.
Para dispositivos de drenagem e respiro dos Grupos I, IIA e IIB possuindo caminhos tanto mensurá-
veis como não mensuráveis, o ensaio de não propagação de 15.3.2 deve ser aplicado.
Para dispositivos de drenagem e respiro do Grupo IIC com caminhos mensuráveis, o ensaio de não
propagação de 15.3.3 e o de 15.4.4.3.2 ou 15.4.4.3.3 devem ser aplicados.
Para dispositivos de drenagem ou respiro do grupo IIC com caminhos não mensuráveis, o especificado
em 15.4.4.3.2 (Método A) ou 15.4.4.3.3 (Método B) deve ser aplicado.
10.9.3.3.3 Critério de aceitação
Durante o ensaio, nenhuma ignição deve ser propagada para a câmara de ensaio circunvizinha.
10.9.3.4 Ensaio da capacidade do dispositivo de dreno ou do respiro suportar pressão
10.9.3.4.1 Procedimento de ensaio
Os ensaios de pressões de referência para cada grupo de gás são:
— Grupo I 1 200 kPa,
— Grupo IIA 1 350 kPa,
— Grupo IIB 2 500 kPa,
— Grupo IIC 4 000 kPa,
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Para fim de ensaio, uma fina membrana flexível é ajustada por cima das superfícies internas dos
dispositivos de drenagem e respiro. A pressão de referência é uma das pressões relevantes dadas
acima para o grupo de gás para o qual o componente é projetado.
Um dos seguintes ensaios de sobrepressão deve ser aplicado:
— 1,5 vez a pressão de referência, por um período de pelo menos 10 s. Então cada componente
deve ser submetido ao ensaio de rotina, ou
— 4 vezes a pressão de referência, por um período de pelo menos 10 s. Se o ensaio for satisfatório,
não é solicitado ao fabricante aplicar o ensaio de rotina em todos os componentes a serem
produzidos do tipo ensaiado.
10.9.3.4.2 Critério de aceitação
Após os ensaios de sobrepressão, o dispositivo não pode apresentar deformação permanente
ou danos que afetem o tipo de proteção.
10.9.4 Certificados de componentes “Ex”
O certificado do componente “Ex” deve registrar todos os detalhes necessários para especificar
adequadamente o dispositivo de drenagem ou respiro para conexão ao tipo de invólucro à prova
de explosão ensaiada. O certificado do componente “Ex” deve indicar no mínimo o seguinte:
a) a temperatura máxima de superfície registrada obtida durante o ensaio de tipo corrigido para
40 °C, ou para a mais alta temperatura ambiente marcada;
b) a faixa de temperatura de serviço para invólucros não metálicos e partes não metálicas de
invólucros;
c) o volume máximo permitido do invólucro (baseado no ensaio térmico), se maior que 2,5 L.
d) um requisito que cada componente “Ex” ou conjunto de componentes “Ex” seja acompanhado por
uma cópia do certificado, juntamente com a declaração do fabricante, atestando
— conformidade com as condições do certificado, e
— confirmação do material, máxima dimensão de poro do ensaio de bolha e mínima densidade,
quando aplicável; e
e) instruções especiais de montagem, se houver.
11 Dispositivos de fixação e aberturas
11.1 Os dispositivos de fixação acessíveis pela parte externa, necessários para a montagem das
partes de um invólucro à prova de explosão, devem
— para o Grupo I, ser dispositivos de fixação especiais, atendendo aos requisitos da
ABNT NBR IEC 60079-0, com as cabeças encobertas ou fornecidas com furos rebaixados ou
inerentemente protegidos pela construção do equipamento,
— para o Grupo II, ser dispositivos de fixação especiais, atendendo aos requisitos da
ABNT NBR IEC 60079-0.
NOTA Para aplicações para o Grupo I, a intenção do requisito de encobrir as cabeças ou rebaixar
o alojamento é fornecer alguma proteção básica contra impactos.
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11.2 Não é permitida a utilização de dispositivos de fixação de materiais plásticos ou ligas leves.
11.3 Na realização dos ensaios especificados na Seção 15, as porcas e parafusos especificados pelo
fabricante devem ser utilizados.
A classe do parafuso ou porca, ou limite de resistência e tipo do parafuso ou porca, utilizados durante
os ensaios, deve ser
— marcada sobre o equipamento, de acordo com a Tabela 14, ponto a), ou
— especificada no certificado, aplicável como uma condição específica de utilização.
NOTA Ver Anexo F para detalhes informativos adicionais sobre propriedades mecânicas para parafusos
e porcas.
11.4 Os parafusos prisioneiros devem estar de acordo com 11.3 e ser seguramente fixados, isto é,
devem estar soldados ou rebitados ou permanentemente fixados ao invólucro por algum outro método
igualmente eficaz.
11.5 Os dispositivos de fixação não podem atravessar as paredes de um invólucro à prova de explosão,
a menos que estes formem uma junta à prova de explosão com a parede e não sejam destacáveis
do invólucro, por exemplo, por meio de solda, rebite ou um método igualmente eficaz.
11.6 No caso de furos para parafusos ou parafusos prisioneiros que não atravessem as paredes dos
invólucros à prova de explosão, a espessura restante da parede do invólucro à prova de explosão
deve ser de pelo menos um terço do diâmetro nominal do parafuso ou prisioneiro, com um mínimo
de 3 mm.
11.7 Quando os parafusos estiverem totalmente apertados nos furos cegos do invólucro, sem a
montagem de arruelas, pelo menos um filete inteiro da rosca tem que permanecer livre na base do
furo.
11.8 Aberturas, outras que para dispositivos de entrada, podem ser fornecidas na parede do invólucro
à prova de explosão para instalação de dispositivos adicionais, como botão de comando. Se o
dispositivo adicional não for instalado na abertura resultante, quando da fabricação, a abertura deve
ser fechada por um dispositivo de tal maneira que as propriedades do invólucro à prova de explosão
sejam mantidas.
NOTA Os formatos das roscas para estas aberturas não são restritos àqueles especificados para os
dispositivos de entrada (ver Seção 13).
11.9 Portas ou tampas roscadas devem ser adicionalmente fixadas por meios de um conjunto
de parafusos com cabeça sextavada, ou algum método igualmente eficaz.
12 Materiais
12.1 Invólucros à prova de explosão devem suportar os ensaios descritos nas Seções 14 a 16.
12.2 Quando diversos invólucros à prova de explosão são montados em conjunto, os requisitos
desta Norma aplicam-se individualmente a cada um deles e, em particular, a cada componente da
interligação que os separa, incluindo todas as buchas e eixos de operação ou hastes que passam
através das partes.
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12.3 Quando um invólucro contém diversos compartimentos que se comunicam ou quando
é subdividido devido à disposição dos componentes internos, pode ocorrer um aumento da pressão,
ou da taxa de elevação da pressão acima do normal.
Tal fenômeno deve ser evitado, tanto quanto possível, pela construção do equipamento. Se for
impossível evitar este fenômeno, o resultado da maior elevação de pressão deve ser considerado
na construção do invólucro.
12.4 Quando for utilizado ferro fundido, o material não pode ser de qualidade inferior a 150.
NOTA A qualidade 150 do ferro fundido é definida na ISO 185.
12.5 Líquidos não podem ser utilizados em invólucros à prova de explosão quando houver risco de
produção de oxigênio, ou uma mistura explosiva mais perigosa que aquela para a qual o invólucro foi
projetado, pela decomposição desses líquidos. Eles podem, no entanto, ser utilizados se o invólucro
for aprovado nos ensaios especificados nas Seções 14 a 16 para o tipo de mistura explosiva produ-
zida; entretanto, a atmosfera explosiva circundante deve ser apropriada para o grupo para o qual o
equipamento elétrico for construído.
12.6 Nos invólucros à prova de explosão do Grupo I, os materiais isolantes sujeitos a falhas de
isolação elétrica, capazes de causar arcos no ar que causem uma corrente nominal superior a 16 A
(em equipamentos de seccionamento, como disjuntores, contatores, interruptores), devem ter um
índice de resistência superficial maior ou igual que o CTI 400 M.
NOTA O Índice de Resistência ao Trilhamento (CTI) é determinado de acordo com a ABNT NBR IEC 60112.
Entretanto, se os materiais isolantes acima mencionados não forem aprovados neste ensaio, eles
podem ser utilizados se seu volume for limitado a 1 % do volume total do invólucro vazio ou ainda
se um dispositivo de detecção adequado na fonte de alimentação para possibilitar a desconexão do
fornecimento de energia para o invólucro, antes de uma possível decomposição do material isolante,
resultar em uma condição de perigo. A presença e a eficiência de tal dispositivo devem ser verificadas.
12.7 Invólucros à prova de explosão não podem ser feitos de zinco ou liga que contenha 80 % ou
mais de zinco.
NOTA Zinco e ligas de zinco tendem a se deteriorar rapidamente (particularmente esforços de tensão),
especialmente em ar aquecido e úmido. Este metal e ligas são também considerados mais reativos do que
a maioria dos outros metais. Desta forma, as restrições acima indicadas foram implantadas.
12.8 Em atmosferas explosivas de gás contendo acetileno, os invólucros de equipamentos e os compo-
nentes dos invólucros “Ex” para montagem externa, se fabricados de cobre ou liga de cobre:
— devem ser revestidos com estanho, níquel ou outro revestimento; ou
— devem terno o máximo de conteúdo de cobre na liga limitado a 60 %.
Dispositivos de entrada à prova de explosão, conforme definido no Anexo C, não são considerados
como superfície de invólucro que requeiram revestimento ou restrição ao conteúdo de cobre.
NOTA A restrição da utilização de cobre em atmosfera de acetileno é devido à formação potencial
de acetilíade na superfície que pode ser causar uma ignição por fricção ou impacto.
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13 Entradas para invólucros à prova de explosão
13.1 Generalidades
As propriedades do invólucro à prova de explosão não são alteradas se todas as entradas aten-
derem aos requisitos relevantes dados nesta seção e devem ser um dos seguintes:
— as roscas internas métricas com uma classe de tolerância de 6H ou melhor de acordo com as
ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3, e qualquer chanfro ou rebaixo que estiverem
limitados a uma profundidade máxima de 2 mm da superfície da parede externa;
— roscas externas métricas com uma parte roscada de pelo menos 8 mm de comprimento e pelo
menos 8 fios roscados completos. Se a rosca for fornecida com um rebaixo, então uma arruela
não descartável e não compressível ou dispositivo equivalente deve ser montado para garantir
o comprimento requerido do acoplamento da rosca;
NOTA 1 O requisito de pelo menos oito fios completos de rosca é para garantir que pelo menos cinco fios
completos de rosca sejam acoplados quando forem instalados em uma entrada roscada, levando em conta
a presença de qualquer chanfro ou rebaixo.
— roscas internas NPT de acordo com a Tabela 5;
— roscas externas NPT de acordo com a Tabela 5; ou
— Para aplicações somente no Grupo I, juntas não roscadas de acordo com 5.2.
NOTA 2 Este requisito não se destina à aplicação de prensa cabos integrados ou dispositivos de entradas
similares fornecidos pelo fabricante como parte do invólucro.
13.2 Furos roscados
Furos roscados em invólucros para facilitar entrada de prensa-cabos ou eletroduto devem ter o tipo
e tamanho de rosca identificada, por exemplo M25 ou ½” NPT. Isto pode ser obtido por
— marcação do tipo e tamanho específico da rosca adjacente ao furo, de acordo com a Tabela 15,
— marcação do tipo e tamanho específico da rosca na placa de identificação, de acordo com
a Tabela 15,
— identificação do tipo e tamanho específico da rosca como parte do documento de instrução
de instalação, com referência à marcação na placa de identificação, de acordo com a Tabela 15.
O fabricante deve declarar as seguintes informações na documentação que define o equipamento
elétrico:
a) os locais onde as entradas podem ser instaladas; e
b) o número máximo permitido destas entradas.
Cada entrada não pode possuir mais do que um adaptador roscado quando um adaptador for utilizado.
Um elemento de fechamento não pode ser utilizado com um adaptador.
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13.3 Furos não roscados (somente para Grupo I)
Somente para o Grupo I, furos simples (não roscados) para facilitar a instalação de prensa-cabos
ou buchas devem indicar nos documentos que definem o equipamento elétrico o seguinte:
a) comprimento mínimo da junta “L” e máximo interstício para juntas flangeadas, cilíndricas ou
encaixe;
b) especificação da montagem dos parafusos ou prisioneiros (como diâmetro, rosca, resistência à
tração, comprimento, tipo de cabeça, torque) e posição (como diâmetro primitivo e espaçamento)
c) placa de travamento e dispositivo de fixação associados, requisitos dimensionais e posição (como
quantidade, espaçamentos dos furos para suportar o adaptador, diâmetro, meios de acoplamento)
d) requisitos mínimos de resistência à tração dos materiais, dispositivos de fixação associados etc.
(baseado na pressão de referência do equipamento);
e) máximo e mínimo acoplamentos roscados para os furos no invólucro; e
f) informação de correlação entre o comprimento dos dispositivos de fixação e a espessura da placa
de travamento sob a cabeça do dispositivo de fixação para garantir que os dispositivos de fixação
tenham acoplamento correto e permitir o correto espaço na parte inferior dos furos de acordo com
11.7, onde aplicável.
A Figura 22 é um exemplo de como uma possível documentação pode ser apresentada.
Tamanho nominal
da entrada
Diâmetro
Máx.do furo
Diâmetro Mín.
do componente
50,8
63,5
76,2
95,3
108
114,3
50,96
63,62
76,35
95,40
108,10
114,50
50,56
63,22
75,95
95,00
107,70
114,10
12,5 mín.
Comprimento
da junta
Diâmetro mín.do componente
Diâmetro máx.do furo
Mínimo 8 filetes
acoplados
Placa de travamento
M8 × 1,25 × 16 chave
M8 × 2 l’ arruela (opcional)
O-ring (opcional.)
É recomendado que detalhes de material e resistência mínima à tração sejam especificadas e possam
ser tabuladas em uma tabela de materiais em outras partes na documentação. Recomenda-se que
a profundidade do furo da broca e do dispositivo de fixação, detalhes das placas de travamento
(espessura, geometria, resistência a tração), quantidade e localização das montagens dos dispositivos
de fixação sejam fornecidas
Figura 22 – Exemplo de possibilidade de documentação
13.4 Prensa-cabos
Os prensa-cabos, do tipo integrado ou separado devem estar de acordo com os requisitos desta
Norma e com os requisitos aplicáveis do Anexo C, e devem criar, no invólucro, os comprimentos das
juntas e interstícios prescritos na Seção 5.
Onde prensa-cabos são parte integrante do invólucro ou específicos para o invólucro, estes devem ser
ensaiados como parte integrante do invólucro avaliado.
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Quando os prensa-cabos são separados:
a) prensa-cabos roscados “Ex” e prensa-cabos não roscados “Ex” (somente para o Grupo I)
podem ser avaliados como um equipamento. Tais prensa-cabos não necessitam ser submetidos
aos ensaios de 15.1 nem aos ensaios de rotina da Seção 16;
b) outros prensa-cabos somente podem ser avaliados como um componente “Ex”; e
c) informações suficientes devem ser fornecidas na documentação para facilitar a montagem
nos furos de acordo com 13.2 ou 13.3, como aplicável.
13.5 Dispositivos de selagem de eletrodutos
13.5.1 Dispositivos de selagem de eletrodutos, do tipo integral ou separado devem atender aos requi-
sitos desta Norma, aos requisitos de C.2.1.2 e C.3.1.2 com “dispositivos de selagem de eletrodutos”
substituídos por “prensa-cabos” e devem criar, no invólucro, os comprimentos de juntas e interstícios
prescritos na Seção 5.
NOTA Como tais construções impede a reutilização, o requisito de que uma conduta C.2.1.2 dispositivo
de vedação seja capaz de ser montado e removido sem danificar o composto de selagem após o período
de cura especificado do composto, não pode ser aplicado.
Quando dispositivos de selagem de eletrodutos são integrais com o invólucro ou específico ao
invólucro, estes devem ser ensaiados como parte do invólucro ensaiado.
Quando dispositivos de selagem de eletrodutos são separados:
— dispositivos de selagem “Ex” de eletrodutos roscados podem ser avaliados como um equipamento.
Tais dispositivos de selagem de eletrodutos não podem ser submetidos aos ensaios de 15.2 nem
aos ensaios de rotina da Seção 16;
— outros dispositivos de selagem de eletrodutos somente podem ser avaliados como um compo-
nente “Ex”.; e
— informações suficientes devem ser fornecidas na documentação para facilitar a instalação nos
furos de acordo com 13.2
13.5.2 Entradas por eletrodutos são permitidas somente para equipamentos elétricos do Grupo II.
13.5.3 Um dispositivo de selagem como uma unidade seladora com a aplicação do selante por cura
deve ser instalado, tanto como parte do invólucro à prova de explosão ou imediatamente na entrada
deste invólucro. Isto deve satisfazer o ensaio de tipo de selagem prescrito no Anexo C. Um dispositivo
de selagem aprovado pode ser aplicado pelo instalador ou usuário do equipamento de acordo com
as instruções fornecidas pelo fabricante do equipamento.
NOTA Um dispositivo de selagem é considerado montado imediatamente na entrada do invólucro à prova
de explosão quando o dispositivo estiver fixado no invólucro diretamente ou por meio de um acessório
necessário para acoplamento.
Os compostos de selagem e os métodos de aplicação devem ser especificados no certificado da
unidade seladora ou do equipamento completo à prova de explosão. A parte da unidade seladora
entre o composto de vedação e o invólucro à prova de explosão deve ser tratada como um invólucro
à prova de explosão, isto é, as juntas devem estar de acordo com a Seção 5 e a montagem deve ser
submetida aos ensaios de não propagação de 15.3.
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A distância da face da selagem mais próxima ao invólucro (ou invólucro de utilização final pretendida)
e a parede exterior do invólucro (ou invólucro de utilização final pretendida) deve ser tão pequena
quanto possível, mas em nenhum caso deve ser maior que o tamanho do eletroduto ou 50 mm, o que
for menor.
13.6 Plugues, tomadas e dispositivos acopláveis para cabos
13.6.1 Plugues e tomadas devem ser construídos e montados de forma que não alterem as proprie-
dades à prova de explosão do invólucro no qual são montados, até mesmo quando as duas partes dos
plugues e tomadas forem separadas.
13.6.2 Os comprimentos e os interstícios das juntas à prova de explosão (ver Seção 5) dos invólucros
à prova de explosão de plugues, tomadas e conectores acopláveis de cabos devem ser determinados
pelo volume que existe no momento da separação dos contatos, outros além daqueles utilizados para
aterramento ou equipotencialização, ou aqueles que são partes de circuitos que estejam de acordo
com a ABNT NBR IEC 60079-11.
13.6.3 Para plugues, tomadas e conectores acopláveis de cabos, as propriedades à prova de explosão
do invólucro devem ser mantidas no evento de uma explosão interna, quando plugues e tomadas ou
conectores acopláveis de cabos são conectados em conjunto e no momento da separação destes
contatos, além daqueles utilizados para aterramento ou equipotencialização, ou aqueles que são
partes do circuito que estejam de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-11.
13.6.4 Se não conectados a uma chave de intertravamento que assegure um tempo de retardo entre
o chaveamento da carga e a desconexão do plugue e tomada, o plugue e tomada devem se manter
à prova de explosão durante o período de extinção do arco aberto durante o circuito de ensaio de
tensão nominal e corrente nominal. Para circuitos c.a., o fator de potência do circuito de ensaio deve
ser inferior ou igual a 0,6, a menos que o equipamento seja marcado apenas para cargas resistivas.
13.6.5 Os requisitos de 13.6.2 a 13.6.4 não se aplicam aos plugues e tomadas nem aos conectores
acopláveis de cabos fixados um ao outro por meio de dispositivos especiais de fixação, em conformidade
com 11.1 e os quais utilizam uma plaqueta com a advertência de acordo com a Tabela 14, ponto b).
13.7 Buchas
Buchas do tipo integral ou separado devem atender aos requisitos desta Norma e aos requisitos
aplicáveis do Anexo C, e criar, no invólucro, os comprimentos e interstícios de junta prescritos
na Seção 5.
Quando as buchas são do tipo integral com os invólucros ou específica para o invólucro, elas devem
ser ensaiadas como parte do invólucro envolvido.
Quando as buchas são separadas:
a) buchas roscadas “Ex” para Grupo I ou II, e buchas não roscadas “Ex” para o Grupo I, podem ser
avaliadas como equipamento. Tais buchas não necessitam ser submetidas aos ensaios de 15.2,
nem aos ensaios de rotina da Seção 16;
b) outras buchas somente devem ser avaliadas como um componente “Ex”; e
c) informações suficientes devem ser fornecidas na documentação para facilitar a montagem nos
furos de acordo com 13.2 ou 13.3, como aplicável.
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13.8 Bujões
Se, na determinação do fabricante, entradas fornecidas em invólucro à prova de explosão nem sempre
forem destinadas a serem utilizadas, elas devem ser fechadas por um equipamento “Ex” ou um bujão
como componente “Ex” para que as propriedades à prova de explosão do invólucro sejam mantidas.
Equipamento ou bujão, como componente “Ex”, deve estar de acordo com o Anexo C.
Bujões, como componente “Ex”, são somente adequados quando especificados como parte de um
certificado de equipamento “Ex”.
Um bujão não pode ser utilizado com um adaptador de rosca.
Informações suficientes devem ser fornecidas na documentação para facilitar a instalação nos furos
de acordo com 13.2 ou 13.3, como aplicável.
14 Verificações e ensaios
Os requisitos de ensaios e verificações da ABNT NBR IEC 60079-0 relativos à verificação e ensaios
são, para o tipo de proteção por invólucro à prova de explosão “d”, suplementados pelos seguintes
requisitos:
A determinação da máxima temperatura de superfície, especificada na ABNT NBR IEC 60079-0, deve
ser realizada sob as condições definidas na Tabela 6 desta Norma.
Tabela 6 – Condições para a determinação da máxima temperatura de superfície
Tipo do equipamento elétrico Condições de sobrecarga ou falta
Luminárias (sem reator) Nenhum
Luminárias com reator eletromagnético
Un + 10 %
Efeito do retificador simulado por diodo
Luminárias com reatores eletrônicos
Como especificado pelas normas aplicáveis
para equipamento industrial
Motores Nenhum
Resistores Nenhum
Eletroímãs Un e o pior caso de entreferro no ar
Outros equipamentos
Como especificado pelas normas aplicáveis
para equipamento industrial
NOTA Para parâmetros de ensaio de tensão e corrente, ver os requisitos de máxima temperatura
de superfície da ABNT NBR IEC 60079-0.
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15 Ensaios de tipo
15.1 Generalidades
Os ensaios de tipo devem ser realizados na seguinte sequência:
a) determinação da pressão de explosão (pressão de referência), de acordo com 15.2.2, em uma
amostra que pode ou não pode ter sido submetida aos ensaios do invólucro de acordo com a
ABNT NBR IEC 60079-0;
b) ensaio de sobrepressão de acordo com 15.2.3 em uma das amostras que foram submetidas
aos ensaios de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0; e
c) ensaio de não propagação de uma ignição interna, de acordo com 15.3, em uma amostra que pode
ou não ter sido submetida aos ensaios do invólucro, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0,
e pode ou não ter sido submetida aos ensaios de b) acima.
Para invólucros não metálicos ou partes não metálicas de invólucros, a sequência de ensaio acima
é modificada pelos requisitos para invólucros não metálicos e partes não metálicas dos invólucros
desta Norma.
Os ensaios podem ser desviados desta sequência em que o ensaio de sobrepressão estática ou
dinâmica pode ser realizado após o ensaio de não transmissão de uma ignição interna ou uma outra
amostra que tenha sido submetida a outros ensaios, afetando os esforços mecânicos já aplicados
na primeira amostra. Em nenhum caso, após o ensaio de sobrepressão, as juntas devem sofrer
deformação permanente ou qualquer dano que afete o tipo de proteção.
O invólucro deve, em geral, ser ensaiado com todo o equipamento montado no local. Entretanto, este
pode ser substituído por modelos equivalentes.
Se o invólucro for projetado para diferentes tipos de equipamentos e componentes, com os arranjos
detalhados de montagem declarados pelo fabricante, o invólucro pode ser ensaiado vazio, desde
que submetido à mais severa condição de pressão de explosão desenvolvida e que o cumprimento
de outros requisitos de segurança da ABNT NBR IEC 60079-0 possa ser confirmado.
Se o invólucro for projetado para que possa ser utilizado na ausência de uma parte do equipamento
interno, os ensaios devem ser realizados sob a condição considerada como a mais severa. Em ambos
os casos, o certificado deve indicar os tipos de equipamentos internos permitidos e seus arranjos
de montagem.
Juntas de partes removíveis de invólucro à prova de explosão devem ser ensaiadas nas piores
condições de montagem.
15.2 Ensaio da capacidade do invólucro suportar a pressão
15.2.1 Generalidades
O objetivo destes ensaios é verificar se o invólucro pode suportar a pressão de uma explosão interna.
O invólucro deve ser submetido aos ensaios de acordo com 15.2.2 e 15.2.3.
Os ensaios são considerados satisfatórios se o invólucro não sofrer deformação permanente ou dano
que comprometa o tipo de proteção. Adicionalmente, as juntas não podem, em parte alguma, ter sido
permanentemente aumentadas.
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15.2.2 Determinação da pressão de explosão (pressão de referência)
15.2.2.1 Generalidades
A pressão de referência é o maior valor da máxima pressão regular relativa à pressão atmosférica,
observada durante este ensaio. Para regularização, um filtro passa-baixa com um ponto 3 dB
de 5 kHz ± 0.5 kHz deve ser utilizado.
Para equipamentos elétricos destinados à utilização a uma temperatura ambiente abaixo de - 20 °C,
a pressão de referência deve ser determinada através de um dos seguintes métodos:
— Para todos os equipamentos elétricos, a pressão de referência deve ser determinada a uma
temperatura não maior do que a mínima temperatura ambiente.
— Para todos os equipamentos elétricos, a pressão de referência deve ser determinada a uma
temperatura ambiente normal, utilizando misturas de ensaios definidas, mas com um aumento de
pressão. A pressão absoluta de uma mistura de ensaio (P), em quilopascals, deve ser calculada
pela seguinte equação, utilizando Ta, min em °C:
P = 100 [293 / (Ta, min + 273)] kPa
— Para equipamentos elétricos outros que máquinas elétricas girantes (como motores elétricos,
geradores e tacômetros) que envolvam geometria interna simples (ver Anexo D) com o volume
do invólucro não excedendo 3 L, quando vazio, tal que a pré-compressão não seja considerada
provável, a pressão de referência deve ser determinada à temperatura ambiente normal, utilizando
a(s) mistura(s) de ensaio definida, assumindo ter uma pressão de referência aumentada pelos
“fatores de ensaio para condições de temperatura ambiente reduzida” apresentados na Tabela 7.
— Para equipamentos elétricos outros que máquinas elétricas girantes (como motores elétricos,
geradores e tacômetros) que envolvam geometria interna simples (ver Anexo D) com o volume
do invólucro não excedendo 10 L, quando vazio, tal que a pré-compressão não seja considerada
provável, a pressão de referência deve ser determinada à temperatura ambiente normal, utilizando
as misturas de ensaio definidas, assumindo ter uma pressão de referência aumentada pelos
“fatores de ensaio para condições de temperatura ambiente reduzida“ apresentados na Tabela 7.
Para esta alternativa, o ensaio de pressão para o ensaio de tipo de sobrepressão de acordo com
15.2.3.2 deve ser 4 vezes maior que a pressão de referência. O ensaio de rotina não é permitido
para 1,5 vez.
Tabela 7 – Fatores de ensaio para condições de temperatura ambiente reduzidas
Mínima temperatura ambiente
°C
Fator de ensaio
≥ - 20 (ver Nota) 1,0
≥ - 30 1,37
≥ - 40 1,45
≥ - 50 1,53
≥ - 60 1,62
NOTA Isto cobre equipamentos projetados para a faixa de temperatura ambiente padrão especifi-
cada na ABNT NBR IEC 60079-0.
Convém que sejam dadas às aplicações nas quais a temperatura no interior do invólucro à prova de
explosão pode ser substancialmente inferior do que a temperatura ambiente nominal.
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15.2.2.2 Cada ensaio consiste na ignição de uma mistura explosiva no interior do invólucro e medição
da pressão desenvolvida pela explosão.
A mistura deve ser ignitada por uma ou mais fontes de ignição. Entretanto, quando o invólucro contiver
um dispositivo que produza centelha, capaz de provocar a ignição da mistura explosiva, este dispositivo
pode ser utilizado para produzir explosão. (Contudo isto não é necessário para produzir a potência
máxima para a qual este dispositivo é projetado).
A pressão desenvolvida durante a explosão deve ser determinada e registrada durante cada ensaio.
As localizações das fontes de ignição, bem como aquelas dos dispositivos de registro de pressão, são
determinadas pelo laboratório para encontrar a combinação que produza a mais alta pressão. Quando
gaxetas removíveis são especificadas pelo fabricante, elas devem ser fixadas ao equipamento elétrico
sob ensaio.
Os efeitos contínuos de dispositivos dentro de invólucros, como dispositivos de rotação, que podem
criar turbulência significativa e que podem resultar em um aumento da pressão de referência devem
ser considerados. Ver também 15.2.2.3.
O número de ensaios a serem executados e a mistura explosiva a ser utilizada, na razão volumétrica
com o ar e a pressão atmosférica, são os seguintes:
— equipamento elétrico do grupo I: três ensaios com (9,8 ± 0,5) % de metano;
— equipamento elétrico do Grupo IIA: três ensaios com (4,6 ± 0,3) % de propano;
— equipamento elétrico do Grupo IIB: três ensaios com (8 ± 0,5) % de etileno;
— equipamento elétrico do Grupo IIC: cinco ensaios com (14 ± 1) % de acetileno e cinco ensaios
com (31 ± 1) % de hidrogênio.
15.2.2.3 Máquinas elétricas girantes devem ser ensaiadas em repouso e em movimento. Quando
elas são ensaiadas em movimento, elas podem ser movidas pelo próprio motor ou por um motor
auxiliar. A rotação mínima de ensaio deve ser de pelo menos 90 % da rotação máxima nominal
da máquina.
NOTA Se o motor for destinado a ser acionado por conversor de frequência, é necessário que o fabricante
considere as especificações das rotações nominais que cubram tanto as aplicações presentes como as
aplicações futuras com conversor.
Todos os motores devem ser ensaiados com pelo menos dois transdutores, sendo um localizado
no final de cada extremidade do eixo do motor. A ignição deve ser iniciada em cada extremidade do
motor de cada vez, com o motor tanto em repouso como em movimento. Isto resulta em pelo menos
quatro séries de ensaios. Se uma caixa de ligação for fornecida de modo que esteja interconectada
ao motor e não seja selada, um terceiro conjunto de transdutor e uma série adicional de ensaios
são necessários.
15.2.2.4 Para o Grupo IIB, nos casos onde pode ocorrer pré-compressão durante o ensaio de
propagação dos invólucros, os ensaios devem ser executados por pelo menos cinco vezes com cada
gás de 15.2.2.2 para o Grupo de gás adequado. Posteriormente estes ensaios devem ser repetidos
a pelo menos cinco vezes, com uma mistura de (24 ± 1) % de hidrogênio/metano (85/15).
NOTA 1 A necessidade para a condução desta repetição de ensaios é baseada nos princípios (1) quando
pré-compressão não está envolvida, etileno resulta no pior caso de pressão representativa, e (2) quando
pré-compressão está envolvida, não será necessária a repetição dos ensaios. Desta forma, de acordo com
esta premissa, quando pré-compressão é um fator de preocupação, ensaio adicional com uma mistura
de (24 ± 1) % de hidrogênio/metano (85/15) é requerido.
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NOTA 2 Entende-se como pré-compressão quando (1) os valores de pressão obtidos durante uma série
de ensaios envolvendo a mesma configuração, desvia-se um do outro por um fator de ≥ 1,5, ou (2) o tempo
de elevação da pressão é menor de 5 ms. Dois gráficos são fornecidos abaixo para orientação sobre como
considerar o tempo de elevação de pressão. Quando se refere a estes dois gráficos abaixo, o tempo de
elevação da pressão é baseado no tempo decorrido no ponto de máxima variação de elevação da pressão.
Este é normalmente o tempo decorrido entre 10 % e 90 % da pressão máxima. As formas de onda efetivas
às vezes apresentam uma forma mais regular, como mostrado na Figura 23, ou uma forma irregular, como
mostrado na Figura 24. Quando é determinado o tempo de elevação da pressão, uma planicidade, como
indicado no início da forma de onda da Figura 24, é excluído
Taxa máxima de subida
Curva de pressão de explosão
Tempo
Tempo de subida
da pressão
Pressão
Figura 23 – Exemplo de uma forma de onda de formato regular
Tempo de subida da pressão
0 %
100 %
Figura 24 – Exemplo de uma forma de onda de formato irregular
15.2.2.5 Equipamentos elétricos marcados para um único gás específico devem ser submetidos a,
pelo menos, cinco ensaios de explosão, com a mistura daquele gás com o ar à pressão atmosférica
que proporcione a mais alta pressão de explosão. Tais equipamentos elétricos devem então ser
avaliados não para o Grupo correspondente, mas somente para o único gás considerado.
NOTA Uma série de ensaios sobre a faixa de explosividade é utilizada para determinar a mistura com
o ar que apresente a mais alta pressão de explosão.
Quando a exclusão de um gás específico ou gases for solicitada, o equipamento deve ser marcado
com “X”, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0, e as condições específicas de utilização indicadas
no certificado devem detalhar esta exclusão.
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Dupla marcação pode ser aplicada para um gás específico e para o próximo Grupo mais baixo
do Grupo deste gás (por exemplo, IIB + H2), se o invólucro for submetido não somente ao ensaio para
o gás específico, mas também para aqueles necessários para o grupo mais baixo.
15.2.3 Ensaio de sobrepressão
15.2.3.1 Generalidades
Este ensaio deve ser realizado por um dos seguintes métodos, que são considerados equivalentes.
15.2.3.2 Ensaio de sobrepressão – Primeiro método (estático)
A pressão relativa aplicada deve ser
— 1,5 vez a pressão de referência, ou
— 4 vezes a pressão de referência para invólucros não submetidos a ensaios de sobrepressão
de rotina, ou
— 3 vezes a pressão de referência do invólucro quando o ensaio de rotina de sobrepressão
é substituído por um ensaio de lote (ver 16.6); ou.
— às pressões apresentadas na Tabela 8, quando a determinação da pressão de referência
for impraticável devido ao pequeno tamanho do equipamento.
Tabela 8 – Pressões relativas para equipamentos de pequenas dimensões
Volume
cm3 Grupo
Pressão a
kPa
≤ 10 I, IIA, IIB, IIC 1 000
> 10 I 1 000
> 10 IIA, IIB 1 500
> 10 IIC 2 000
a Para equipamentos destinados à utilização a uma temperatura ambiente abaixo de - 20 °C, as
pressões indicadas acima devem ser aumentadas pelos fatores de ensaio apropriados, indicados
na Tabela 7.
O período de aplicação da pressão deve ser de pelo menos 10 s.
O ensaio é realizado uma vez em cada amostra, como aplicável.
O ensaio de sobrepressão deve ser considerado satisfatório se o resultado estiver em conformidade
com 15.2.1 e se não houver vazamentos através das paredes do invólucro.
NOTA Um meio não compressível hidráulico normalmente é utilizado para estes ensaios. Se um meio
compressível, como o ar ou gás inerte, for utilizado, a falha do invólucro pode resultar em ferimentos
ou danos materiais.
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15.2.3.3 Ensaio de sobrepressão – Segundo método (dinâmico)
Os ensaios dinâmicos devem ser realizados de tal modo que a máxima pressão na qual o invólucro
é submetido seja 1,5 vez a pressão de referência.
Quando o ensaio for realizado com misturas especificadas em 15.2.2.2, estes podem ser pré-
comprimidos para produzir uma pressão de explosão de 1,5 vez a pressão de referência.
O ensaio deve ser realizado somente uma vez, exceto para equipamentos elétricos do Grupo IIC,
no qual cada ensaio deve ser realizado três vezes com cada gás.
NOTA Se houver um produto com câmaras interligadas, a intenção não é, necessariamente, que uma
ignição seja iniciada em cada compartimento. Os ensaios são conduzidos para cada uma das configurações
consideradas necessárias. Uma alta pressão em um compartimento pode reduzir o risco de propagação,
enquanto uma pressão baixa pode aumentá-lo.
O ensaio de sobrepressão deve ser considerado satisfatório se o resultado do ensaio estiver em con-
formidade com 15.2.1.
15.3 Ensaio de não propagação de uma ignição interna
15.3.1 Generalidades
Gaxetas (ver 5.4) devem ser removidas. Embora um pouco de graxa possa permanecer, graxa
excessiva deve ser removida (ver 5.1). O invólucro é colocado em uma câmara de ensaio. A mesma
mistura explosiva é introduzida no interior do invólucro e na câmara de ensaio com a mesma pressão.
Os comprimentos das passagens de chama (acoplamentos) das juntas roscadas do(s) corpo(s)
de prova ensaiado(s) devem ser reduzidos de acordo com a Tabela 9.
Os comprimentos de juntas de encaixe, cilíndricas e flangeadas do(s) corpo(s) de prova ensaiado(s)
não podem ser maiores que 115 % do mínimo comprimento declarado pelo fabricante.
Interstícios flangeados de juntas de encaixe, onde o comprimento da junta L consiste somente
na parte cilíndrica (ver Figura 2b), devem ser aumentados para valores não menores que 1 mm para
os Grupos I e IIA, não menores que 0,5 mm para o Grupo IIB e não menores que 0,3 mm para
o Grupo IIC.
Os requisitos de interstícios para o(s) corpo(s) de prova ensaiado(s) são incluídos em 15.3.2 (para
Grupos I, IIA e IIB) e em 15.3.3 (para Grupo IIC).
Para equipamentos com passagens de chama, outras que não juntas roscadas, e destinados à uti-
lização em uma temperatura ambiente acima de 60 °C, os ensaios de não propagação devem ser
conduzidos sob uma das seguintes condições:
— em uma temperatura não menor que a máxima temperatura ambiente especificada; ou
— em temperatura ambiente normal, utilizando a mistura de ensaio definida com aumento
de pressão de acordo com os fatores na Tabela 10; ou
— em pressão atmosférica e temperatura normais, mas com interstício de ensaio iE aumentado
pelos fatores declarados na Tabela 10.
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Se os invólucros forem construídos de diferentes materiais com diferentes coeficientes de tempe-
ratura, e se isto tiver uma influência nas dimensões de interstícios (por exemplo, no caso de uma
janela de vidro formando um interstício cilíndrico com a carcaça metálica), um dos seguintes itens
deve ser aplicado para o ensaio de propagação de chama:
— o interstício máximo calculado, iC,T, levando em consideração o interstício máximo construtivo
em 20 °C e o aumento do interstício na temperatura ambiente máxima especificada, Ta,máx,
deve ser verificados pelo aumento do interstício de ensaio iE para pelo menos 90 % do máximo
interstício calculado em Ta, máx; ou
— o interstício máximo calculado, iC,T, levando em consideração o interstício máximo construtivo
em 20 °C e o aumento do interstício na temperatura ambiente máxima especificada, Ta,máx, deve
ser verificado utilizando o aumento de pressão da mistura de ensaio definida de acordo com
a equação
PV = (iC,T/iE) × (0,9)
Tabela 9 – Redução no comprimento de uma junta roscada para ensaio
de não propagação
Tipo da junta roscada
Redução no comprimento
Grupos I, IIA e IIB
(15.3.2)
Grupo IIC
(15.3.3)
15.3.2.1 15.3.2.2 15.3.3.2
15.3.3.3
ou
15.3.3.4
Cilíndrica, de acordo com a ABNT NBR ISO 965-1
e ABNT NBR ISO 965-3, com respeito à forma da
rosca ou qualidade média ou melhor do encaixe
Sem
redução
Sem
redução
Sem
redução
Sem
redução
Cilíndrica, não atendendo com às
ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3
em respeito à forma de rosca ou qualidade
do encaixe
1/3 1/2 1/2 1/3
NPT
Sem
redução
Sem
redução
Sem
redução
Sem
redução
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Tabela 10 – Fatores de ensaio para aumento de pressão ou interstício de ensaio (iE)
Temperatura
até
°C
Grupo I
12,5 %
CH4/H2
Grupo IIA
55 % H2
Grupo IIB
37 % H2
Grupo IIC
27,5 % H2
7,5 % C2H2
60 1,00 1,00 1,00 1,00
70 1,06 1,05 1,04 1,11
80 1,07 1,06 1,05 1,13
90 1,08 1,07 1,06 1,15
100 1,09 1,08 1,06 1,16
110 1,10 1,09 1,07 1,18
120 1,11 1,10 1,08 1,20
125 1,12 1,11 1,09 1,22
Para o Grupo IIC, fatores de ensaio de acordo com 15.3.3 também são necessários para serem
introduzidos no ensaio de pressão ou ensaio de interstício, além dos fatores de ensaio acima.
O equipamento elétrico marcado para um único gás deve ser submetido a ensaios de não propagação
com base no grupo do equipamento correspondente para o único gás considerado.
Se ensaiado à distância menor que na Tabela 11, este equipamento deve ter a distância mínima
de obstruções especificada no certificado. Também o equipamento pode ser marcado de acordo com
a Tabela 15.
Tabela 11 – Distâncias mínimas de obstrução a partir
de aberturas de flanges à prova de explosão “d”
Grupo do gás
Distância mínima
mm
IIA 10
IIB 30
IIC 40
NOTA A ABNT NBR IEC 60079-14 limita a instalação de equipamentos empregando tipos de
proteção “d” que incorporem juntas flangeadas (planas). Especificamente não é permitido que as
juntas flangeadas do equipamento sejam instaladas mais próximas que as dimensões indicadas na
Tabela 11, a objetos sólidos que não sejam parte do equipamento, a menos que o equipamento seja
desta forma ensaiado.
NOTA Para outras geometrias, além daquelas simples, múltiplas configurações de ensaios são empregadas
para confirmar a não propagação.
15.3.2 Equipamentos elétricos dos Grupos I, IIA e IIB
15.3.2.1 Os interstícios iE dos invólucros devem ser pelo menos iguais a 90 % do máximo interstício
construtivo ic, como especificado nos desenhos do fabricante (0,9 iC ≤ iE ≤ iC).
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As misturas explosivas a serem utilizadas, na razão volumétrica com o ar e à pressão atmosférica,
são as seguintes:
— equipamentos elétricos do Grupo I: (12,5 ± 0,5) % metano – hidrogênio [(58 ± 1) % metano
e (42 ± 1) % hidrogênio] (MESG = 0,8 mm);
— equipamentos elétricos do Grupo IIA: (55 ± 0,5) % hidrogênio (MESG = 0,65 mm);
— equipamentos elétricos do Grupo IIB: (37 ± 0,5) % hidrogênio (MESG = 0,35 mm).
NOTA A mistura explosiva escolhida para este ensaio assegura que as juntas evitem a propagação de
uma ignição interna, com uma margem conhecida de segurança. Esta margem de segurança, K, é a razão
entre o máximo interstício experimental seguro do gás representativo do grupo em questão e o máximo
interstício experimental seguro do gás escolhido para o ensaio.
— equipamentos elétricos do Grupo I:
114
1 42
0 8
,
K ,
,
= = (metano);
— equipamentos elétricos do Grupo IIA:
0 92
1 42
0 65
,
K ,
,
= = (propano);
— equipamentos elétricos do Grupo IIB:
0 65
1 85
0 35
,
K ,
,
= = (etileno).
Alternativamente, se o interstício de um corpo de prova ensaiado não satisfizer as condições acima,
um dos seguintes métodos pode ser utilizado para o ensaio de tipo de não propagação de uma ignição
interna:
— uma mistura gás/ar com um menor valor MESG, como dado na Tabela 12:
Tabela 12 – Misturas gás/ar
Grupo iE / iC Mistura
Grupo I
≥ 0,75 (55 ± 0,5) % hidrogênio
≥ 0,6 (50 ± 0,5) % hidrogênio
Grupo IIA
≥ 0,75 (50 ± 0,5) % hidrogênio
≥ 0,6 (45 ± 0,5) % hidrogênio
Grupo IIB
≥ 0,75
(28 ± 1,0) % hidrogênio
(28 ± 1,0) % hidrogênio
≥ 0,6 140 kPa pressão absoluta
— pré-compressão das misturas normais de ensaio de acordo com a seguinte equação:
C
k
E
0 9
i
P ,
i
= ×
onde Pk é o fator de pré-compressão.
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15.3.2.2 Se invólucros do Grupo IIA e IIB puderem ser destruídos ou danificados pelo ensaio de
15.3.2.1, é permitido que o ensaio seja realizado aumentando-se os interstícios acima dos valores
máximos especificados pelo fabricante. O fator de aumento do interstício é 1,42 para os equipamentos
elétricos do Grupo IIA e 1,85 para os equipamentos elétricos do Grupo IIB. A mistura explosiva a ser
utilizada no invólucro e na câmara de ensaio, na razão volumétrica com o ar e à pressão atmosférica,
é a seguinte:
— para equipamentos elétricos do Grupo IIA: (4,2 ± 0,1) % propano; ou
— para equipamentos elétricos do Grupo IIB: (6,5 ± 0,5) % etileno.
15.3.2.3 O ensaio de 15.3.2.1 ou 15.3.2.2 deve ser realizado cinco vezes. O resultado do ensaio
é considerado satisfatório se a ignição não for transmitida para a câmara de ensaio.
15.3.3 Equipamentos elétricos do Grupo IIC
15.3.3.1 Generalidades
Os ensaios de 15.3.3.2, 15.3.3.3 ou 15.3.3.4 podem ser utilizados para este ensaio, e são conside-
rados satisfatórios, se a ignição não for transmitida para a câmara de ensaio.
NOTA Os métodos a seguir são equivalentes em seus fatores de segurança, 1,5, e o interstício mínimo
de ensaio de 90 %. Isto é atendido tanto pelo aumento da pressão quanto pelo aumento da dimensão
do interstício do ensaio ou pelo aumento do oxigênio da mistura de ensaio.
15.3.3.2 Primeiro método – Ensaio pelo aumento do interstício do ensaio
Todos os interstícios de juntas diferentes de juntas roscadas devem ser aumentados para o valor
1,35 iC ≤ iE ≤ 1,5iC
com um mínimo de 0,1 mm para juntas flangeadas
onde
iE é o interstício de ensaio;
iC é o máximo interstício construtivo, de acordo com o especificado nos desenhos do fabricante.
As seguintes misturas explosivas, na razão volumétrica com o ar e à pressão atmosférica, são utilizadas
no invólucro e na câmara de ensaio:
a) (27,5 ± 1,5) % hidrogênio, e
b) (7,5 ± 1) % acetileno.
Cinco ensaios devem ser realizados com cada mistura. Se o equipamento for projetado para ser utili-
zado somente com hidrogênio ou somente com acetileno, os ensaios devem ser realizados somente
com a mistura de gás correspondente.
NOTA Quando da preparação da amostra de ensaio utilizando uma junta cilíndrica de uma ponta de um
eixo de uma máquina girante com mancais com rolamentos de esferas, o interstício de ensaio iE é baseado
na distância diametral da Tabela 2 ou Tabela 3, e não na distância radial de 8.2.2.
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15.3.3.3 Segundo método – Ensaio por pressão aumentada
O invólucro deve ser ensaiado com um interstício de ensaio iE de acordo com a seguinte equação:
0,9 iC ≤ iE ≤ iC
O invólucro e a câmara de ensaio são preenchidos com uma das misturas de gás especificadas pelo
primeiro método a uma pressão igual a 1,5 vez a pressão atmosférica.
O ensaio deve ser realizado cinco vezes com cada mistura explosiva.
Alternativamente, se os interstícios de um corpo de prova ensaiado não preencherem as condições
acima, o seguinte método pode ser utilizado.
Pré-compressão das misturas de ensaio normal de acordo com a seguinte equação:
C
k
E
1 35
i
P ,
i
= ×
onde Pk é o fator de pré-compressão.
NOTA Quando da preparação da amostra de ensaio utilizando uma junta cilíndrica de uma ponta de um
eixo de uma máquina girante com mancais com rolamentos de esferas, o interstício de ensaio iE é baseado
na distância diametral da Tabela 2 ou Tabela 3, e não na distância radial de 8.2.2.
15.3.3.4 Terceiro método – Ensaio por enriquecimento de oxigênio dos gases de ensaio
Os interstícios iE do invólucro devem ser no mínimo igual a 90 % do máximo interstício construtivo
iC de acordo com o especificado nos desenhos do fabricante (0,9 iC ≤ iE ≤ iC).
As misturas de ensaio para serem utilizadas consistem no seguinte, na razão volumétrica e na pressão
atmosférica:
a) (40 ± 1) % hidrogênio, (20 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio; e
b) (10 ± 1) % acetileno, (24 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio.
Os ensaios devem ser realizados cinco vezes com cada mistura de ensaio. Para os dispositivos
destinados para uso apenas com hidrogênio, somente o ensaio de mistura a) é necessário.
15.3.3.5 Número de ensaios para uma única peça produzida
Os equipamentos elétricos que são peça única de produção devem ser ensaiados um total de cinco
vezes, levando em consideração cada configuração de ensaio, com ensaio de interstício inalterado
e com cada uma das misturas explosivas especificadas em 15.3.3.2 à pressão atmosférica,
e aplicam-se os requisitos dimensionais de 5.1.
15.4 Ensaios de invólucros à prova de explosão com dispositivos de drenagem e
respiros
15.4.1 Generalidades
Os ensaios de acordo com 15.4.2 a 15.4.4 devem ser realizados na amostra na seguinte sequência
após o ensaio de impacto de 10.7.2.
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Para dispositivos com caminhos não mensuráveis, a dimensão máxima dos poros no ensaio de
borbulhamento da amostra não pode ser menor que 85 % da dimensão máxima especificada dos
poros. Ver Anexo B.
15.4.2 Ensaio da capacidade do invólucro para suportar pressão
15.4.2.1 O ensaio deve ser realizado de acordo com 15.2, com as seguintes complementações
e modificações.
15.4.2.2 Para determinação da pressão de explosão de acordo com 15.2.2, dispositivos de drenagem
e respiros devem ser substituídos por bujões sólidos.
15.4.2.3 Para o ensaio de sobrepressão de acordo com 15.2.3, uma fina membrana flexível
(por exemplo, uma fina folha plástica) deve ser montada nas superfícies internas dos dispositivos de
drenagem e respiro. Após o ensaio de sobrepressão, o dispositivo não pode demonstrar deformação
permanente ou danos que afetem o tipo de proteção.
NOTA A finalidade da utilização da membrana flexível é a de minimizar o vazamento durante o ensaio sem
influenciar a resistência do dispositivo
15.4.3 Ensaios térmicos
15.4.3.1 Procedimentos de ensaio
O invólucro, com o(s) dispositivo(s) montado(s), deve ser ensaiado de acordo com o método descrito
em 15.4.4.2, mas com a fonte de ignição somente na posição para obter os resultados térmicos mais
desfavoráveis.
A temperatura da superfície externa do(s) dispositivo(s) deve ser monitorada durante o ensaio.
O ensaio deve ser realizado cinco vezes. A mistura de ensaio a ser utilizada deve ser (4,2 ± 0,1) %
propano na razão volumétrica com ar e à pressão atmosférica. Adicionalmente, para dispositivos
projetados para uso em acetileno, deve ser utilizado (7,5 ± 1,0) % de acetileno na razão volumétrica
com ar e à pressão atmosférica.
Em um invólucro onde exista a possibilidade de um fluxo forçado ou induzido de um gás potencial-
mente perigoso, o invólucro deve ser arranjado durante o ensaio para que o gás possa fluir através
do(s) dispositivo(s) e do invólucro.
Qualquer sistema de ventilação ou amostragem deve ser operado de acordo com o especificado na
documentação do fabricante. Após cada um dos cinco ensaios, a mistura explosiva externa deve ser
mantida por um tempo suficiente para permitir qualquer queima contínua na face do dispositivo para
tornar evidente (por exemplo, por pelo menos 10 min para elevar a temperatura da superfície externa
do dispositivo ou para que seja possível transferir calor para a face externa).
NOTA A temperatura da superfície externa após um período de ensaio de 10 min é utilizada para a deter-
minação da classe de temperatura, de acordo com 15.4.3.2.
15.4.3.2 Critério de aceitação
Nenhuma queima contínua deve ser observada. Nenhuma propagação de chama deve ocorrer.
O aumento da temperatura medida na superfície externa do dispositivo deve ser multiplicado por um
fator de segurança 1,2 e adicionado à máxima temperatura de serviço do dispositivo para a determi-
nação da classe de temperatura do equipamento elétrico.
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15.4.4 Ensaio de não propagação de uma ignição interna
15.4.4.1 Generalidades
Este ensaio deve ser realizado de acordo com 15.3, com as seguintes complementações e
modificações.
15.4.4.2 Procedimento de ensaio
Uma fonte de ignição deve ser primeiramente colocada próxima da superfície interna do dispositivo
de respiro e drenagem, e subsequentemente em um ou mais locais prováveis de ocorrer o maior pico
de pressão de explosão e uma taxa de aumento de pressão na face do dispositivo. Onde o invólucro
possuir mais de um dispositivo idêntico, o dispositivo a ser ensaiado deve ser aquele que dará o
resultado mais desfavorável. A mistura de ensaio dentro do invólucro deve ser ignitada. O ensaio deve
ser realizado cinco vezes para cada posição da fonte de ignição.
15.4.4.3 Ensaio de não propagação para dispositivos de drenagem e respiro
15.4.4.3.1 Generalidades
Para dispositivos de drenagem e respiros dos Grupos I, IIA e IIB, o ensaio de não propagação
de 15.3.2 deve ser aplicado.
Para dispositivos de respiro e drenagem do Grupo IIC com caminhos mensuráveis, os ensaios de não
propagação de 15.3.3 devem ser aplicados. Para dispositivos de respiro e drenagem para o Grupo IIC
com caminhos não mensuráveis, os ensaios de não propagação de 15.4.4.3.2 ou 15.4.4.3.3 devem
ser aplicados.
15.4.4.3.2 Método A – Ensaio por aumento da pressão
Os ensaios são realizados cinco vezes com cada mistura. Os ensaios são realizados de acordo
com 15.3.3.3 e 15.4.4.2.
Para dispositivos projetados para utilização somente em hidrogênio, somente o ensaio com mistura
hidrogênio/ar é requerido.
15.4.4.3.3 Método B – Ensaio por enriquecimento com oxigênio nos gases de ensaio
O dissulfeto de carbono está excluído para invólucros com um volume maior que 100 cm3. As misturas
de ensaio a serem utilizadas consistem nas seguintes razões volumétricas e à pressão atmosférica:
a) (40 ± 1) % hidrogênio, (20 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio;
b) (10 ± 1) % acetileno, (24 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio.
Os ensaios devem ser realizados cinco vezes com cada mistura, de acordo com 15.4.4.2.
Para dispositivos projetados para utilizar apenas em hidrogênio, somente a mistura de ensaio a)
é requerida.
15.4.4.4 Critérios de aceitação
O resultado do ensaio é considerado satisfatório se nenhuma ignição for propagada para a câmara
de ensaio.
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15.5 Ensaios para dispositivos “dc”
15.5.1 Generalidades
Os ensaios de 15.5 substituem os ensaios de 15.2 a 15.4.4.4.
15.5.2 Preparação das amostras “dc”
Qualquer material elastomérico ou termoplástico utilizado com o propósito de vedar uma tampa que se
destina a ser aberta em serviço, ou que é desprotegido contra danos mecânicos e ambientais, deve
ser removido total ou parcialmente, antes do dispositivo ou componente ser submetido ao ensaio de
tipo quando tal remoção resultar em um ensaio mais oneroso.
NOTA Quaisquer partes não metálicas restantes do invólucro terão sido submetidas aos ensaios de
resistência térmica.
15.5.3 Condições de ensaio para dispositivos “dc”
15.5.3.1 Generalidades
O dispositivo ou o componente, que deve ser organizado para ter as dimensões mais adversas
permitidas pelos desenhos construtivos, deve ser preenchido com e cercado por uma mistura
explosiva de acordo com o grupo declarado do equipamento, como a seguir:
— Grupo IIA: (55 ± 0,5) % hidrogênio/ar na pressão atmosférica;
— Grupo IIB: (37 ± 0,5) % hidrogênio/ar na pressão atmosférica;
— Grupo IIC: (40 ± 1) % hidrogênio, (20 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio na pressão atmos-
férica ou alternativamente (27,5 ± 1,5) % hidrogênio/ar em uma sobrepressão para uma pressão
igual a 1,5 vez a pressão atmosférica.
15.5.3.2 Procedimento de ensaio
Para “dc”, a mistura explosiva dentro do dispositivo deve ser ignitada pela operação dos contatos
fechados, quando conectados à máxima fonte declarada de energia e potência, e carga máxima, em
termos de tensão, corrente, frequência e fator de potência. Um ensaio iniciado e parado deve ser
feito 10 vezes com uma mistura explosiva nova para cada ensaio e a mistura explosiva que envolve o
dispositivo não pode ser ignitada.
16 Ensaios de rotina
16.1 Generalidades
16.1.1 Os ensaios de rotina seguintes objetivam assegurar que o invólucro resista à pressão e também
que não contenham qualquer orifício ou fenda conectando ao exterior.
Os ensaios de rotina incluem um ensaio de sobrepressão realizado de acordo com um dos métodos
descritos pelo ensaio de tipo em 15.2.3. Para equipamentos destinados à utilização em uma temperatura
ambiente abaixo de - 20 °C, um ensaio de pressão em temperatura ambiente normal é suficiente.
16.1.2 O ensaio de rotina de sobrepressão pode ser realizado pelo primeiro método, mesmo quando
o ensaio de tipo de sobrepressão tiver sido realizado pelo segundo método.
Quando não for possível a determinação da pressão de referência e quando um ensaio dinâmico
apresentar risco ao invólucro do equipamento (enrolamentos etc.), as pressões estáticas a serem
aplicadas são apresentadas na Tabela 13.
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Tabela 13 – Pressões estáticas
Volume
cm3 Grupo
Pressãob
kPa
≤10 a I, IIA, IIB, IIC 1 000
>10 I 1 000
>10 IIA, IIB 1 500
>10 lIC 2 000
a Aplicável somente às construções soldadas.
b Para equipamentos projetados para utilização a uma temperatura ambiente inferior a - 20 °C,
as pressões acima devem ser aumentadas pelos fatores apropriados de ensaios indicados
na Tabela 7.
16.1.3 Quando o segundo método for escolhido, o ensaio de rotina consiste em:
— um ensaio de explosão com a mistura explosiva apropriada e especificada em 15.2.2 (para
a determinação da pressão de explosão), a 1,5 vez a pressão atmosférica dentro e fora do
invólucro, ou
— um ensaio de explosão com uma mistura explosiva apropriada e especificada em 15.2.2 (para
a determinação de pressão de explosão), a 1,5 vez a pressão atmosférica dentro do invólucro,
seguido por um ensaio de não propagação com misturas explosivas, de acordo com o especificado
em 15.3.2.2 ou 15.3.3.2 (ensaio para não propagação de uma ignição interna, com interstícios
aumentados) dentro e fora do invólucro à pressão atmosférica, ou
— um ensaio de explosão com uma mistura explosiva apropriada e especificada em 15.2.2 (para a
determinação de pressão de explosão) a 1,5 vez a pressão atmosférica, seguido por um ensaio
estático a uma pressão de pelo menos 200 kPa.
16.1.4 Para o ensaio de rotina, é suficiente ensaiar o invólucro vazio. Entretanto, se o ensaio de
rotina for dinâmico e o equipamento interno influenciar no aumento de pressão durante uma explosão
interna, as condições do ensaio devem considerar estas influências.
As partes individuais de um invólucro à prova de explosão (por exemplo, tampa e base) podem
ser ensaiadas separadamente. As condições do ensaio devem ser tais que os esforços sejam
comparáveis àqueles aos quais essas partes são expostas no invólucro completo.
NOTA Um meio hidráulico não compressível é normalmente utilizado para estes ensaios. Se um meio
compressível, como ar ou gás inerte, for utilizado, falha no invólucro pode resultar em acidente pessoal
ou danos na instalação.
16.2 Invólucros não incorporando uma construção soldada
Para invólucros que não contêm construções soldadas, ensaios de rotina de sobrepressão também
não são requeridos nas seguintes condições:
— para volumes menores ou iguais a 10 cm3; ou
— para volumes maiores que 10 cm3, e onde o ensaio de tipo prescrito tenha sido realizado a uma
pressão estática de quatro vezes a pressão de referência.
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16.3 Invólucros incorporando uma construção soldada
Para invólucros ou partes de invólucros que contenham construções soldadas, a integridade da
construção soldada deve ser verificada por meios de ensaios de rotina de sobrepressão.
Alternativamente, onde ensaios de rotina de sobrepressão de uma construção soldada forem
impraticáveis (tal como devido à construção do invólucro), e onde o invólucro atende com quatro vezes
o ensaio de tipo de sobrepressão, a integridade da solda pode ser verificada por um dos seguintes
métodos de inspeção:
— inspeção de solda radiográfica; ou
— inspeção de solda ultrassônica; ou
— inspeção de solda por partícula magnética; ou
— inspeção de solda por líquido penetrante.
NOTA Existem Normas ISO para cada método de inspeção de solda acima.
16.4 Buchas não específicas para um invólucro à prova de explosão
Ensaios de rotina não são requeridos para buchas não específicas para um invólucro à prova
de explosão, se o procedimento de montagem for suficientemente documentado (ver C.2.1.4).
16.5 Critério de aceitação
Os ensaios de rotina são considerados satisfatórios se
a) o invólucro resistir à pressão sem sofrer deformação permanente das juntas ou danos, e
b) quando o ensaio tiver sido realizado pelo ensaio dinâmico seguido pelo estático de 16.1.3, não
existirem vazamentos através das paredes do invólucro ou, se ensaiado dinamicamente, não
existir propagação de uma ignição interna.
16.6 Ensaio de lote
Quando o ensaio de rotina de sobrepressão for substituído por um ensaio de lote de acordo com os
seguintes critérios baseados na ISO 2859-1[5]:
— Para uma produção de lote de até 100, uma amostragem de 8 precisa ser ensaiada a 1,5 vez
a pressão de referência sem falhas.
— Para uma produção de lote de 101 até 1 000, uma amostragem de 32 precisa ser ensaiada a 1,5
vez a pressão de referência sem falhas.
— Para uma produção de lote de 1 001 até 10 000, uma amostragem de 80 precisa ser ensaiada
a 1,5 vez a pressão de referência sem falhas.
— Lotes acima de 10 000 devem ser subdivididos em lotes menores.
Se houver alguma não conformidade nos resultados dos ensaios, 100 % de todas as amostras
restantes do lote devem ser ensaiadas a 1,5 vez a pressão de referência. Lotes futuros devem ser
ensaiados como rotina a 1,5 vez a pressão de referência até que se tenha confiança para estabelecer
e reconsiderar o ensaio de lote.
NOTA Após os resultados dos ensaios não conformes, a reconsideração da avaliação deste lote fica
a critério da certificadora que emite o certificado em questão
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17 Conjuntos de manobra para o Grupo I
17.1 Generalidades
Invólucros à prova de explosão do Grupo I que são abertos no local regularmente, por exemplo,
para finalidades de ajustes ou para rearmar relés de proteção, e que contenham dispositivos de
manobra operados remotamente nos quais os circuitos podem, por uma influência externa, ser
conectados ou desconectados (por exemplo, mecânicos, elétricos, optoeletrônicos, pneumáticos,
acústicos, magnéticos ou térmicos), quando esta influência não for aplicada manualmente ao próprio
instrumento, que pode produzir em serviço arcos ou centelhas capazes de causar a ignição de uma
mistura explosiva, devem satisfazer os seguintes requisitos.
17.2 Meios de isolação
17.2.1 Generalidades
Todos os condutores acessíveis, exceto aqueles de circuitos intrinsecamente seguros, de acordo com
a ABNT NBR IEC 60079-11, e aqueles para continuidade ou aterramento, devem ser capazes de ser
isolados da fonte de alimentação antes da abertura do invólucro à prova de explosão.
Os meios de isolação destes invólucros à prova de explosão devem estar de acordo com 17.2.2,
17.2.3 ou 17.2.4.
17.2.2 Os meios de isolação devem ser montados dentro do invólucro à prova de explosão, nos casos
em que partes que permaneceram energizadas após a abertura dos meios de isolação devem também
— ser protegidas por um dos tipos de proteção normalizados ou EPL Mb indicados na
ABNT NBR IEC 60079-0; ou
— possuir distâncias de isolamento e escoamento entre fases e terra de acordo com os requisitos
da ABNT NBR IEC 60079-7, e devem ser protegidas por um invólucro que tenha no mínimo um
grau de proteção IP20, arranjado de forma que uma ferramenta não possa entrar em contato
com as partes energizadas através de qualquer abertura. Isto não se aplica às partes de
circuitos intrinsecamente seguros que atendam à ABNT NBR IEC 60079-11 e que permaneçam
energizadas.
Em qualquer caso, uma marcação de acordo com a Tabela 14, ponto c), deve ser fixada na tampa
protetora das partes que permanecem energizadas.
17.2.3 Os meios de isolação devem ser instalados dentro de algum outro invólucro que atenda
a algum tipo de proteção de EPL Mb listado na ABNT NBR IEC 60079-0.
17.2.4 Os meios de isolação devem consistir em uma tomada e plugue ou um acoplador de cabo
que atenda aos requisitos de 13.3.
17.3 Portas ou tampas
17.3.1 Portas ou tampas de atuação rápida
Estas portas devem ser intertravadas mecanicamente com um isolador, de forma que
a) o invólucro mantenha as suas características de invólucro à prova de explosão, tipo de proteção
“d”, enquanto o isolador estiver fechado, e
b) o isolador possa somente ser fechado quando estas portas ou tampas assegurarem as caracte-
rísticas do invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”.
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17.3.2 Portas ou tampas fixadas por parafusos
Estas portas ou tampas devem exibir uma marcação de acordo com a Tabela 14, ponto c).
17.3.3 Portas ou tampas roscadas
Estas portas ou tampas devem exibir uma marcação de acordo com a Tabela 14, ponto c).
18 Porta-lâmpadas e bases de lâmpada
18.1 Generalidades
Os seguintes requisitos são aplicados para porta-lâmpada e bases de lâmpada que em conjunto
têm que formar um invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”, e podem ser utilizados
em luminárias de segurança aumentada, tipo de proteção “e”.
18.2 Dispositivo para evitar que a lâmpada afrouxe em operação
O dispositivo que evita que as lâmpadas se afrouxem em operação, requerido na
ABNT NBR IEC 60079-7, segurança aumentada “e”, pode ser omitido para os porta-lâmpadas
roscados providos com uma chave de ação rápida em um invólucro à prova de explosão,
tipo de proteção “d”, a qual interrompa todos os polos do circuito da lâmpada antes da separação
do contato.
18.3 Suportes e protetores para lâmpadas com protetores cilíndricos
18.3.1 Suportes e protetores para lâmpadas florescentes tubulares devem atender aos requisitos
dimensionais da folha de dados Fa6 da IEC 60061.
18.3.2 Para outros suportes, os requisitos da Seção 5 devem ser aplicados, mas o comprimento
da junta à prova de explosão entre o suporte e o protetor deve ser de pelo menos 10 mm no momento
da separação do contato.
18.4 Suportes para lâmpadas com protetores roscados
18.4.1 A parte roscada do protetor deve ser de material resistente à corrosão sob as condições
de serviço previstas.
18.4.2 No momento da separação do contato, quando a lâmpada é removida, pelo menos dois filetes
completos de rosca devem estar acoplados.
18.4.3 Para porta-lâmpadas roscados E26/E27 e E39/E40, o contato elétrico deve ser estabelecido
por elementos de contato carregados por molas. Adicionalmente, para equipamentos elétricos do
grupo IIB ou IIC, a abertura e o fechamento dos contatos durante a inserção e/ou remoção da lâmpada
devem ocorrer no interior de um invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”, do Grupo IIB
ou IIC, respectivamente.
Para os porta-lâmpadas roscados E10 e E14, os requisitos de 18.4.3 não são necessários.
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19 Invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros
19.1 Generalidades
Os seguintes requisitos aplicam-se aos invólucros não metálicos e às partes não metálicas de invólu-
cros, exceto para:
a) anéis de vedação de prensa-cabos ou unidades seladoras de eletrodutos para os quais
a Seção C.3 se aplica,
b) juntas seladas para as quais a Seção 6 se aplica, e
c) partes não metálicas das quais o tipo de proteção não depende.
19.2 Resistência ao trilhamento e distância de escoamento em superfícies internas das
paredes do invólucro
Quando um invólucro ou uma parte de um invólucro de material não metálico é utilizado para suportar
as partes vivas de um condutor, a resistência ao trilhamento e as distâncias de escoamento entre
as superfícies internas das paredes do invólucro devem estar em conformidade com os requisitos
da ABNT NBR IEC 60079-7 ou ABNT NBR IEC 60079-15, como aplicável.
Entretanto, para invólucros de equipamentos elétricos do Grupo I, os quais podem estar sujeitos a
fadigas elétricas que sejam capazes de produzir arcos no ar e que resultem de correntes nominais
superiores a 16 A, os requisitos estabelecidos em 12.6 devem ser observados.
19.3 Requisitos para ensaios de tipo
Para invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros, os ensaios de tipo desta Norma
são modificados de acordo com a seguinte sequência:
a) determinação da pressão da explosão (pressão de referência) de acordo com 15.2.2 em
uma amostra que pode ou não ter sido objeto de ensaio de invólucros de acordo com a
ABNT NBR IEC 60079-0;
b) ensaio de sobrepressão de acordo com 15.2.3 em todas as amostras, as quais têm sido objeto
de ensaio de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0;
c) ensaio de não propagação de uma ignição interna de acordo com 15.3 na amostra objeto
de ensaio indicado em b) acima;
d) ensaio de erosão por chama de acordo com 19.4 na amostra objeto de ensaio indicada em c)
acima; e
e) ensaio de não propagação de uma ignição interna de acordo com 15.3 na amostra objeto
de ensaio indicada em d) acima.
19.4 Ensaio de erosão por chama
Este ensaio somente se aplica aos invólucros de volumes superiores a 50 cm3 e nos quais as juntas
à prova de explosão tenham pelo menos uma face de material plástico.
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Esta amostra deve ser preparada como descrito em 15.3, exceto que os interstícios de juntas
flangeadas e as partes planas de juntas de encaixe devem ser ajustados para um valor entre
0,1 mm e 0,15 mm.
Para buchas comuns a dois invólucros à prova de explosão adjacentes, o ensaio deve ser realizado
naquele que apresentar as condições mais desfavoráveis.
O ensaio consiste em 50 ignições da mistura explosiva especificada em 15.2.2.2 para o grupo
correspondente. No caso de equipamentos elétricos do Grupo IIC, 25 ignições devem ser realizadas
com cada uma das duas misturas explosivas especificadas em 15.2.2.2.
O ensaio é considerado satisfatório se o ensaio de não propagação de 15.3 for satisfatório.
20 Marcação
20.1 Generalidades
Os invólucros à prova de explosão “d” devem ser marcados em conformidade com a
ABNT NBR IEC 60079-0, com a seguinte marcação adicional para o tipo de proteção “d”:
— Para o Nível de Proteção “da”, atendendo aos requisitos de 4.2, a marcação deve incluir “da”.
— Para o Nível de Proteção “db”, atendendo aos requisitos de 4.3, a marcação deve incluir “db”.
— Para o Nível de Proteção “dc”, atendendo aos requisitos de 4.4, a marcação deve incluir “dc”.
20.2 Marcações de advertências e de alertas
Onde for requerida qualquer uma das seguintes marcações, o texto, como descrito na Tabela 14,
seguido da palavra “CUIDADO” ou “ADVERTÊNCIA”, pode ser substituído por texto ou símbolo
tecnicamente equivalente. Múltiplas advertências podem ser combinadas em uma marcação de
advertência equivalente.
Tabela 14 – Textos de marcações de advertências e de alertas
Ponto Referência Marcações de advertências
a) 11.3 “ATENÇÃO – UTILIZE DISPOSITIVOS DE FIXAÇÃO COM
RESISTÊNCIA À TRAÇÃO ≥ (VALOR)”, quando o (valor) for determinado
pelo ensaio aplicável
b) 13.6.5 “ATENÇÃO – NÃO DESCONECTE QUANDO ENERGIZADO”
c) 17.2.2,
17.3.2, 17.3.3
“ATENÇÃO – NÃO ABRA QUANDO ENERGIZADO”
d) E.3.2 “ATENÇÃO – NÃO ABRA QUANDO UMA ATMOSFERA EXPLOSIVA DE
GÁS ESTIVER PRESENTE”
20.3 Marcações informativas
Quando qualquer uma das seguintes marcações for requerida, o texto, como descrito na Tabela 15,
pode ser substituído por texto ou símbolo tecnicamente equivalente. Múltiplas advertências podem ser
combinadas em uma marcação de advertência equivalente.
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Tabela 15 – Texto de marcações informativas
Ponto Referência Marcação informativa
a) 13.2 Identificação do tamanho e tipo de rosca, por exemplo, “½ NPT”, “M25”
b) 13.2 “VER DOCUMENTOS DE INSTRUÇÕES DE INSTALAÇÃO”
c) 15.3.1 “ESTE EQUIPAMENTO DEVE SER INSTALADO DE FORMA QUE
A(S) JUNTA(S) FLANGEADA(S) NÃO ESTEJA(M) A (VALOR) DE UM
OBJETO SÓLIDO QUE NÃO SEJA PARTE DESTE EQUIPAMENTO”,
quando o (valor) é determinado pela proximidade do objeto sólido
durante o ensaio de propagação de chama, com os valores ensaiados
menores do que aqueles indicados na Tabela 11
21 Instruções
Todos os equipamentos à prova de explosão “d” devem ser fornecidos com instruções, de acordo com
o requerido na ABNT NBR IEC 60079-0, incluindo, como um mínimo, detalhes sobre as dimensões
dos caminhos de passagem de chama ou indicação de que o reparo dos caminhos de passagem
de chama não é pretendido, se requerido por 5.1.
NOTA BRASILEIRA O Documento Operacional IECEx OD 017 apresenta uma relação de documentação
necessária para o processo de certificação de diversos tipos de proteção “Ex”, incluindo o tipo de proteção Ex “d”.
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Anexo A
(normativo)
Requisitos adicionais para elementos em chapa prensada (colmeia) de
dispositivos de drenagem e respiro
A.1 Elementos de chapa prensada (colmeia) devem ser fabricados em cobre-níquel, aço inoxidável
ou outro metal adequado para a aplicação. Alumínio, titânio, magnésio e suas ligas não podem ser
utilizados.
Ver 10.3 para limites de conteúdo de cobre.
A.2 Onde os caminhos através do dispositivo podem ser especificados em desenhos e medidos
no dispositivo acabado, os limites de tolerância superior e inferior para as dimensões da trilha devem
ser especificados e monitorados na produção.
A.3 Onde a Seção A.2 não for aplicável, os requisitos aplicáveis do Anexo B devem ser aplicados.
A.4 Os ensaios de tipo de 15.4.4 devem ser realizados com amostras fabricadas com não menos
do que 90 % da maior dimensão permitida do interstício.
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Anexo B
(normativo)
Requisitos adicionais para elementos com caminhos não mensuráveis,
de dispositivos de drenagem e respiro
B.1 Elementos de metal sinterizado
B.1.1 Elementos de metal sinterizados devem ser construídos a partir de um dos seguintes
materiais:
— aço inoxidável;
— 90/10 cobre-estanho bronze; ou
— um metal ou liga específica considerados adequados para a aplicação.Alumínio, titânio, magnésio
e suas ligas não podem ser utilizados.
Ver 10.3 para os limites de conteúdo de cobre.
B.1.2 O ensaio de borbulhamento equivalente ao tamanho do poro tem que ser determinado pelo
método especificado na ISO 4003.
B.1.3 A densidade do elemento de metal sinterizado deve ser determinada de acordo com
a ISO 2738.
B.1.4 Onde a determinação do tamanho da porosidade e/ou permeabilidade a fluidos dos
elementos for requerida em conexão com os aspectos funcionais dos dispositivos, medições devem
ser realizadas de acordo com as ISO 2738 e ISO 4022.
B.1.5 Os elementos de metal sinterizados devem ser claramente identificados na documen-
tação, informando
a) o material de acordo com 10.3 e B.1.1,
b) o máximo tamanho dos poros, em micrômetros, determinados pelo ensaio de borbulhamento,
de acordo com B.1.2,
c) a mínima densidade de acordo com B.1.3,
d) a mínima espessura, e
e) quando apropriado, a permeabilidade a fluidos e o tamanho da porosidade de acordo com B.1.4.
B.2 Elementos de telas metálicas prensadas
B.2.1 Elementos de telas metálicas prensadas devem ser construídos a partir de fios de aço inoxi-
dável ou de outro metal específico considerado adequado para a aplicação.
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Ver 10.3 para os limites de conteúdo de cobre.
Alumínio, titânio, magnésio e suas ligas não são permitidos. O fabricante deve iniciar de um fio tran-
çado que é prensado em um molde para formar uma matriz homogênea.
B.2.2 A fim de avaliar a densidade, o diâmetro do fio deve ser especificado. Devem ser informados
também a massa, o comprimento do fio trançado, a espessura do elemento e a dimensão da malha.
A relação entre a massa do elemento e a massa de um volume idêntico do mesmo metal sólido deve
ser entre 0,4 e 0,6.
B.2.3 O tamanho máximo dos poros no ensaio de borbulhamento deve ser determinado pelo
método especificado na ISO 4003.
B.2.4 A densidade do elemento deve ser determinada de acordo com a ISO 2738.
B.2.5 Onde a determinação do tamanho da porosidade e/ou a permeabilidade a fluidos dos
elementos for requerida devido aos aspectos funcionais dos dispositivos, as medições devem ser
efetuadas de acordo com as ISO 2738 e ISO 4022.
B.2.6 Elementos de fios metálicos devem ser claramente identificados nos documentos,
informando:
a) o material, de acordo com 10.3 e B.2.1,
b) o máximo tamanho dos poros, em micrômetros, determinados pelo ensaio de borbulhamento de
acordo com B.2.3,
c) a mínima densidade de acordo com B.2.4,
d) as dimensões, incluindo as tolerâncias,
e) o diâmetro original do fio, e
f) onde apropriado, a permeabilidade a fluidos e o tamanho da porosidade, de acordo com B.2.5.
B.3 Elementos de metal poroso
B.3.1 Elementos de metal poroso devem ser produzidos pelo revestimento de uma espuma
de poliuretano reticulado com níquel, removendo o poliuretano por decomposição térmica, convertendo
o níquel em uma liga de níquel-cromo, por exemplo, por difusão gasosa e comprimindo o material
como necessário.
B.3.2 Elementos de metal poroso devem conter pelo menos 15 % de cromo em massa.
B.3.3 A máxima dimensão dos poros no ensaio de borbulhamento deve ser determinada pelo
método especificado na ISO 4003.
B.3.4 A densidade do elemento deve ser determinada de acordo com a ISO 2738.
B.3.5 Onde a determinação do tamanho da porosidade ou a permeabilidade a fluídos dos ele-
mentos for requerida devido aos aspectos funcionais dos dispositivos, as medições devem ser
efetuadas de acordo com as ISO 2738 e ISO 4022.
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B.3.6 Elementos de metal poroso devem ser claramente definidos na documentação, informando
a) o material, de acordo com 10.3, B.3.1 e B.3.2,
b) o máximo tamanho dos poros, em micrômetros, determinado pelo ensaio de borbulhamento,
de acordo com B.3.3,
c) a mínima espessura,
d) a mínima densidade, e
e) onde apropriado, a permeabilidade a fluidos e o tamanho da porosidade, de acordo com B.3.5.
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Anexo C
(normativo)
Requisitos adicionais para dispositivos de entrada à prova
de explosão
C.1 Generalidades
Este Anexo contém os requisitos específicos aplicáveis, em adição aos encontrados na
ABNT NBR IEC 60079-0, para a construção e ensaios de dispositivos de entrada à prova de explosão.
Dispositivos de entrada incluem prensa-cabos, unidades seladoras para eletrodutos, buchas de
passagem seladas, bujões e adaptadores de rosca “Ex”.
C.2 Requisitos construtivos
C.2.1 Métodos de vedação
C.2.1.1 Prensa-cabos e dispositivos de vedação de eletroduto com anéis de vedação
elastomérico
C.2.1.1.1 Se o prensa-cabo ou dispositivo de vedação de eletroduto puder aceitar diversos anéis
de vedação com o mesmo diâmetro externo, mas com dimensões internas diferentes, o anel deve
ter uma altura mínima axial sem compressão entre o corpo do prensa-cabo (isto é, comprimento
de contato) e o anel e entre o anel de vedação do cabo de
— 20 mm, para cabos circulares de diâmetro não maior que 20 mm e para cabos não circulares
com perímetro não maior que 60 mm, ou
— 25 mm, para cabos circulares com diâmetro maior que 20 mm e para cabos não circulares
com perímetro maior que 60 mm.
C.2.1.1.2 Se um prensa-cabo ou dispositivo de vedação puder aceitar um único anel de vedação
elastomérico, este anel deve ter uma altura mínima axial, sem compressão, de 5 mm entre o corpo
do prensa-cabo e o anel de vedação e entre o cabo e o anel de vedação.
C.2.1.2 Prensa-cabos selado com composto selante
O comprimento mínimo do composto selante deve ser de 20 mm, quando montado.
O fabricante deve especificar:
a) o diâmetro máximo dos núcleos de cabos que o prensa-cabo permite; e
b) o número máximo de núcleos que podem passar através do composto selante.
Estes valores especificados devem assegurar que, através dos 20 mm de comprimento do composto
selante, pelo menos 20 % da área da seção transversal esteja preenchida com o composto selante.
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O prensa-cabo deve ser capaz de ser conectado e removido dos equipamentos elétricos sem danos
no composto selante, após o período de tempo de cura especificado.
O composto selante e as instruções apropriadas de montagem devem ser fornecidos com o prensa-
cabo.
C.2.1.3 Unidades seladoras com composto selante
O comprimento mínimo do composto selante deve ser de 20 mm, quando montado.
O fabricante deve especificar o número máximo de condutores que podem passar através do
composto selante.
Estes valores especificados devem assegurar que, ao longo de todo o comprimento do composto de
20 mm exigidos, pelo menos 20 % da área de seção transversal esteja preenchida com o composto
selante.
O composto selante e as instruções apropriadas de montagem devem ser fornecidos com o dispositivo
de selagem de eletrodutos.
C.2.1.4 Buchas de passagem seladas
As buchas de passagem seladas podem conter um ou mais condutores. Quando são corretamente
montadas e instaladas nas paredes do invólucro, todos os comprimentos de juntas, interstícios ou juntas
seladas devem estar de acordo com requisitos aplicáveis das Seções 5, 6 e C.2.2. A documentação
deve especificar a quantidade máxima de condutores que podem passar através do composto
de selagem.
NOTA Para proporcionar uma rigidez adequada, os projetos das buchas de passagem seladas geralmente
apresentam, ao longo de toda a extensão da junta resinada, pelo menos 20 % da área de seção transversal
preenchida com o composto de selagem.
Quando a bucha de passagem selada é constituída por isolação moldada nas partes metálicas, os
requisitos de 5.2, 5.3 e 5.4 não se aplicam, mas a Seção 6 é aplicável como requerido no ensaio de não
propagação com a bucha instalada em um invólucro representativo com volume máximo da aplicação
final projetado, com um condutor de comprimento mínimo como especificado nas documentações.
O próprio material de isolação pode contribuir na resistência mecânica do invólucro.
Quando a bucha de passagem selada contém partes montadas com adesivos, esta é considerada
selante se cumprir com os requisitos da Seção 6 e é aplicável como requerido no ensaio de não
propagação com a bucha instalada em um invólucro representativo com volume máximo da aplicação
final projetado, com um condutor de comprimento mínimo como especificado na documentação.
Se este não for o caso, os requisitos de 5.2.1, 5.3 e 5.4 são aplicáveis.
As partes externas das buchas de passagem seladas dos invólucros à prova de explosão devem
ser protegidas de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0
As buchas de passagem seladas específicas para invólucros à prova de explosão devem atender
aos ensaios de tipo e rotina para o invólucro.
As buchas como componentes “Ex” devem ser submetidas aos ensaios de tipo e resistência à
pressão realizados por meio de um ensaio de pressão estática, como especificado em 15.2.3.2 com
os seguintes valores:
— 2 000 kPa, para equipamento elétrico do Grupo I;
— 3 000 kPa, para equipamento elétrico do Grupo II.
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Estas buchas de passagem seladas devem ser submetidas ao ensaio de pressão de rotina como
especificado em 16.1, exceto onde o procedimento de montagem utilizado for descrito nas documen-
tações do fabricante e de tal forma que assegure a consistência dos produtos fabricados.
Se a junta selada for considerada satisfatória com ou sem vazamento, então a tabela de limitações do
componente “Ex” certificado deve especificar o máximo volume do invólucro e o comprimento mínimo
do condutor especificado.
C.2.2 Juntas à prova de explosão
C.2.2.1 Juntas roscadas
As roscas formando uma junta à prova de explosão devem estar de acordo com os requisitos
aplicáveis de 5.3 e devem ser de um dos seguintes tipos:
— roscas métricas com uma Classe de tolerância de 6g/6H ou melhor, de acordo com a ISO 965-1
e a ABNT NBR ISO 965-3, e qualquer chanfro ou rebaixo de uma rosca interna limitada a uma
profundidade máxima de 2 mm da superfície externa
— roscas cônicas de acordo com o padrão NPT devem atender aos requisitos da
ANSI/ASME B1.20.1;
— conexões externas roscadas NPT com um ressalto ou interrupção devem ser fornecidas com
a) um comprimento efetivo de rosca não menor que a dimensão “L2”, e
b) um comprimento não menor que a dimensão “L4” entre a face do ressalto e o final da conexão
roscada;
— roscas internas NPT devem calibrar no nível 2 voltas completas utilizando um calibrador-tampão
L1;
— outros tipos de roscas externas previamente permitidas por edições anteriores da
ABNT NBR IEC 60079-1. Quando um dispositivo contém um tipo de rosca externa de uma
edição anterior da ABNT NBR IEC 60079-1, o dispositivo deve ser marcado com a indicação
do tipo de rosca. O certificado deve também identificar o tipo de rosca, com a edição anterior
da ABNT NBR IEC 60079-1 do qual os requisitos do tipo de rosca foram aplicados.
NOTA 1 Esta permissão para a utilização de “outros tipos de roscas externas” é para a fabricação de dispo-
sitivos de entrada para reposição de equipamentos somente em instalações existentes, que incorporam tipos
de roscas internas que não são mais permitidas pela edição atual da ABNT NBR IEC 60079-1.
Para roscas externas métricas destinadas à instalação em uma entrada roscada de um equipa-
mento à prova de explosão, a parte roscada deve ter pelo menos 8 mm de comprimento e devem
ser acoplados pelo menos oito filetes de rosca completos. Se a rosca for fornecida com um canal,
não importando o tamanho do canal, então uma arruela lisa não destacável e não compressível
ou outro dispositivo equivalente deve ser montado para assegurar o comprimento requerido
do acoplamento de rosca.
NOTA 2 O requisito acima de pelo menos oito filetes de rosca é para assegurar que pelo menos cinco filetes
de rosca completos serão encaixados quando o prensa-cabo estiver instalado em uma entrada roscada –
levando em consideração a presença de algum chanfro ou canal (ver Seção 13).
C.2.2.2 Juntas não roscadas (somente para o Grupo I)
Juntas não roscadas devem ser somente para o Grupo I e devem atender aos requisitos pertinentes
de 5.2. Método(s) de fixação deve(m) ser avaliados como parte dos ensaios de tipo na Seção 15.
Elementos de fixação utilizados como método de fixação devem atender aos requisitos de elementos
de fixação especiais da ABNT NBR IEC 60079-0.
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NOTA Adaptadores de cabos e/ou prensa-cabos de juntas não roscadas não avaliados originalmente
com o invólucro à prova de explosão são revisados e/ou avaliados para assegurar que os métodos de fixação
sejam adequados para a instalação e que atendam aos requisitos de invólucro à prova de explosão.
C.2.3 Requisitos construtivos para bujões “Ex”
C.2.3.1 Requisitos gerais
O sistema de bloqueio ou atrito mecânico do elemento bujão deve atender a um ou mais dos seguintes
requisitos:
— se for removível do lado de fora, isso deve ser possível somente após a retirada de um dispo-
sitivo de retenção no interior do invólucro (ver Figura c.1a));
— pode ser projetado de maneira que possa ser montado ou removido somente através da utilização
de uma ferramenta apropriada (ver Figura c.1b));
— pode ser de uma construção especial, no qual a inserção seja realizada por um método diferente
do utilizado para a remoção (ver Figura C.1c)).
Dentro Fora
a) Exemplo 1
Dentro Fora
Dentro Fora
Cisalhamento
Rebaixo
b) Exemplo 2
c) Exemplo 3
Figura C.1 – Exemplos de bujões para entradas não utilizadas
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C.2.3.2 Bujões “Ex” com rosca métrica
Adicionalmente, bujões “Ex” com rosca métrica devem atender ao seguinte:
a) uma borda sem rosca ou interrupção deve ser incluída para impedir que o bujão “Ex” seja
totalmente rosqueado através da parede do invólucro. Quando for fornecida uma borda sem
rosca, o diâmetro e a espessura devem impedir a remoção por outros métodos que não sejam
os permitidos pela Norma; e
b) as roscas devem atender aos requisitos de C.2.2.
NOTA Este requisito visa evitar as preocupações com a entrada do invólucro, mantendo a superfície
externa do bujão o mais próximo possível ao invólucro.
C.2.3.3 Bujões “Ex” com rosca NPT
Bujões “Ex” com rosca NPT devem ter as seguintes características:
a) não podem possuir borda sem rosca;
b) o formato de rosca deve estar em conformidade com os requisitos de rosca NPT da ANSI/ASME
B1.20.1;
c) possuir um rebaixo para uso de ferramenta apropriada;
d) a superfície externa deve estar localizado a não mais do que 3 fios de rosca além do encaixe L1
correspondente ao calibrador do anel; e
e) o comprimento efetivo da rosca não pode ser menor que a dimensão “L2”.
NOTA Este requisito visa evitar as preocupações com a entrada do invólucro, mantendo a superfície
externa do bujão o mais próximo possível ao invólucro.
C.2.3.4 Bujões “Ex” não roscados (somente Grupo I)
Apenas para o Grupo I, bujões lisos (não roscados) devem atender aos requisitos de C.2.2.2 e C.2.3.1.
C.2.4 Requisitos construtivos para adaptadores roscados “Ex”
C.2.4.1 Todas as roscas devem atender aos requisitos de C.2.2.
C.2.4.2 As roscas dos adaptadores roscados “Ex” devem ser coaxiais.
C.2.4.3 O comprimento e o volume interno dos adaptadores roscados “Ex” devem ser minimizados.
C.3 Ensaios de tipo
C.3.1 Ensaio de vedação
C.3.1.1 Generalidades
Os requisitos para a resistência térmica ao calor e ao frio indicados na ABNT NBR IEC 60079-0
devem ser aplicados nas amostras montadas de acordo com as instruções do fabricante, com um
mandril ou um cabo, como requerido.
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Ao final dos ensaios de resistência térmica ao calor e ao frio, as partes externas podem ser reapertadas
de acordo com as instruções de manutenção do fabricante. Em nenhuma situação as partes devem
se soltar manualmente, como desmontar parcial ou completamente o prensa-cabo (como para fins
de avaliação).
C.3.1.2 Prensa-cabos e dispositivos de selagem de eletrodutos com anel de vedação
Estes ensaios devem ser realizados utilizando, para cada tipo de prensa-cabo ou dispositivos
de selagem de eletroduto, um anel de vedação de cada uma das diferentes dimensões permitidas.
No caso dos anéis de vedações elastoméricos, cada anel é montado em um mandril cilíndrico
de aço suave polido, limpo e seco, com diâmetro igual ao menor diâmetro de cabo permitido
no anel, de acordo com o especificado pelo fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo de selagem
do eletroduto.
No caso de anéis de vedação metálicos ou compostos, cada anel é montado na armação de metal
de uma amostra limpa e seca do cabo com diâmetro igual ao menor diâmetro permitido no anel, de
acordo com o especificado pelo fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo de selagem do eletroduto.
No caso de anéis de vedação para cabos não circulares, cada anel é montado em uma amostra limpa e
seca do cabo com perímetro igual ao menor valor permitido no anel, de acordo com as especificações
do fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo de selagem do eletroduto.
A montagem é então conectada à entrada e é aplicado um torque aos parafusos (no caso de um
dispositivo de compressão flangeado) ou à porca (no caso de um dispositivo de compressão roscado),
para obter uma vedação sob pressão hidráulica de 2 000 kPa para o Grupo I e 3 000 kPa para
o Grupo II.
NOTA 1 Os valores de torque mencionados no parágrafo anterior podem ser determinados experimen-
talmente antes dos ensaios, ou podem ser fornecidos pelo fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo
de selagem do eletroduto.
O conjunto é então montado dentro de um dispositivo de ensaio hidráulico, utilizando água colorida
ou óleo hidráulico, como ilustrado na Figura C.2. O circuito hidráulico é então purgado. A pressão
hidráulica é então aumentada gradativamente.
A vedação é considerada satisfatória se o papel mata-borrão estiver livre de qualquer vestígio de
vazamento, quando a pressão for mantida a 2 000 kPa para o Grupo I ou 3 000 kPa para o Grupo II,
por pelo menos 10 s.
NOTA 2 Pode ser necessário vedar todas as juntas do prensa-cabo ou dispositivo de selagem de eletrodutos
montado no equipamento de ensaio, exceto aquelas associadas ao anel de vedação sob ensaio. Quando
for utilizada uma amostra de cabo armado, pode ser necessário evitar a aplicação de pressão aos terminais
dos condutores ou ao interior do cabo.
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1 2 3 5
6 7
8
9
4
Legenda
1 bomba hidráulica 6 anel de vedação
2 manômetro 7 mandril/cabo armado
3 mangueira 8 componente de compressão
4 papel mata-borrão 9 braçadeira de retenção
5 adaptador
Figura C.2 – Dispositivo para ensaio de vedação de prensa-cabos
C.3.1.3 Prensa-cabo selado com composto selante
O ensaio deve ser realizado utilizando, para cada dimensão de prensa-cabo, mandris de metal,
sendo estes em número e diâmetros tais que reproduzam o maior diâmetro de núcleos com a maior
quantidade de núcleos especificados pelo fabricante, de acordo com os requisitos de C.2.1.2.
O composto selante é preparado de acordo com as instruções do fabricante e então introduzido
no volume apropriado. Deve ser permitido um tempo apropriado para endurecimento.
O conjunto é então montado dentro do equipamento de ensaio hidráulico definido em C.3.1.2,
e o mesmo procedimento é aplicado. Os critérios de aceitação também são os mesmos.
C.3.1.4 Dispositivos de selagem de eletrodutos com composto selante
O ensaio deve ser realizado utilizando, para cada dimensão de dispositivo de selagem de eletrodutos,
mandris de metal, sendo estes em número e diâmetros tais que reproduzam o número máximo
de núcleos especificado pelo fabricante, de acordo com os requisitos de C.2.1.3.
O composto selante deve ser preparado seguindo as instruções do fabricante e então introduzido
em volume apropriado. Deve ser permitido um tempo apropriado para endurecimento.
O conjunto é então montado em um dispositivo de ensaio hidráulico, definido em C.3.1.2, e o mesmo
procedimento de ensaio é aplicado. O critério de aceitação também é o mesmo.
C.3.2 Ensaio de resistência mecânica
C.3.2.1 Prensa-cabos com elemento de compressão roscada
Um torque duas vezes maior que o requerido no ensaio de vedação deve ser aplicado no elemento
de compressão; contudo, o valor deste torque, expressado em Nm, deve sempre ser pelo menos
três vezes o valor em milímetros do diâmetro máximo permitido do cabo, quando o prensa-cabo
é projetado para cabos circulares; ou igual ao valor em milímetros do perímetro máximo permitido
do cabo, quando o prensa-cabo é projetado para cabos não circulares.
O prensa-cabo é então desmontado e suas partes são examinadas.
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C.3.2.2 Prensa-cabo com o elemento de compressão fixado por parafusos
Um torque duas vezes maior que o requerido no ensaio de vedação deve ser aplicado nos parafusos
do elemento de compressão; entretanto, o valor deste torque deve ser sempre no mínimo igual
aos seguintes valores:
M6: 10 Nm M12: 60 Nm
M8: 20 Nm M14:100 Nm
M10: 40 Nm M16:150 Nm
O prensa-cabo é então desmontado e suas partes são examinadas.
C.3.2.3 Prensa-cabos selados com composto selante
No caso de entradas roscadas, um torque em Nm igual ao valor mínimo especificado em C.3.2.1 deve
ser aplicado ao prensa-cabo, quando roscado em um bloco de ensaio de aço com orifício roscado
apropriado.
O prensa-cabo é então desmontado e suas partes são examinadas.
C.3.2.4 Critério de aceitação
Para que sejam considerados satisfatórios os ensaios descritos em C.3.2.1 a C.3.2.3, nenhum dano
deve ser encontrado em qualquer das partes do prensa-cabo.
NOTA Qualquer dano ao anel de vedação é desconsiderado, pois o ensaio é para mostrar que a resistência
mecânica do prensa-cabo é suficiente para suportar as condições de utilização.
C.3.3 Ensaio de tipo para bujões “Ex”
C.3.3.1 Ensaio de torque
Uma amostra de um elemento bujão “Ex” de cada tamanho deve ser roscada em um bloco de ensaio
de aço com orifício roscado apropriado. A amostra é apertada com um torque equivalente a no mínimo
o valor mostrado na coluna 2 da Tabela C.1 ou C.2, utilizando uma ferramenta adequada. O ensaio
deve ser considerado satisfatório se for atingido o número correto de filetes de rosca acoplado e
se, quando desmontado, nenhum dano for encontrado, exceto se ocorrer a ruptura do pescoço
da Figura C.1-c – Exemplo 3, bujão o qual é requerido. Figura C.1-b – Exemplo 2, bujão deve ser
capaz de ser removido somente com o uso de uma ferramenta apropriada.
O elemento do tipo bujão “Ex” métrico, da Figura C.1-b – Exemplo 2, deve então ser submetido
a um ensaio adicional com torque pelo menos equivalente ao torque apropriado dado na Coluna 3 da
Tabela C.1, e deve ser considerado satisfatório se o ressalto não tiver sido puxado completamente
dentro da rosca.
C.3.3.2 Ensaio de sobrepressão
O bujão deve ser submetido ao ensaio de tipo para resistência à pressão por meio do ensaio
de pressão estática especificado em 15.2.3.2, com os seguintes valores:
— 2 000 kPa para equipamento elétrico do Grupo I;
— 3 000 kPa para equipamento elétrico do Grupo II.
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C.3.4 Ensaio de tipo para adaptadores roscados “Ex”
C.3.4.1 Ensaio de torque
Uma amostra do adaptador roscado “Ex” de cada tamanho deve ser roscada em um bloco de ensaio,
contendo uma entrada roscada de tamanho e forma apropriada para o dispositivo sob ensaio.
Um bujão de aço ou latão de tamanho e forma apropriada deve ser roscado na entrada do adaptador.
O bujão deve ser apertado com um torque no mínimo equivalente ao torque fornecido na coluna 2 da
Tabela C.1 ou C.2, apropriado para a rosca de maior bitola das duas roscas do adaptador. O ensaio
deve ser considerado satisfatório se não existir deformação no adaptador, quando for desmontado.
C.3.4.2 Ensaio de impacto
Uma amostra do adaptador roscado “Ex” de cada tamanho deve ser roscada em um bloco de ensaio,
contendo uma entrada roscada de tamanho e forma apropriada para o dispositivo sob ensaio.
Uma barra de aço ou latão sólido de tamanho apropriado, roscada a outra saída do adaptador de
rosca, de forma a se projetar um diâmetro para além do adaptador, com um mínimo de 50 mm, deve
então ser roscada no adaptador com um torque equivalente a pelo menos o especificado na coluna
2 da Tabela C.1 ou C.2. A montagem deve então ser submetida ao ensaio de resistência ao impacto,
seguindo os requisitos apropriados da ABNT NBR IEC 60079-0. O impacto deve ser aplicado no
ângulo reto ao eixo da barra e o mais próximo do final da barra, como praticável.
C.3.4.3 Ensaio de sobrepressão
O adaptador de rosca deve ser submetido ao ensaio de tipo para resistência à pressão por meio
do ensaio de pressão estática descrito em 15.2.3.2, com os seguintes valores:
— 2 000 kPa para equipamento elétrico do grupo I;
— 3 000 kPa para equipamento elétrico do grupo II.
Tabela C.1 – Valores de torque de aperto, métrico
Tamanho da rosca
mm
Torque de aperto para os
ensaios de torque e impacto
Nm
Torque de aperto para bujões
da Figura C.1b – Exemplo 2
Nm
< 16 2 d a 3,5 d a
16 40 65
20 40 65
25 55 95
32 65 110
40 80 130
50 100 165
63 115 195
75 140 230
> 75 2 d a 3,5 d a
a A variável d é o maior diâmetro da rosca, em milímetros.
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Tabela C.2 – Valores de torque de aperto, NPT
Tamanho da rosca Torque de aperto
Nm
½ – ¾ 90
1 – 1 ½ 113
2 e maior 181
Figura C.3 – Exemplos de adaptadores roscados “Ex”
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Anexo D
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Invólucros vazios à prova de explosão como componentes “Ex”
D.1 Generalidades
A proposta de uma certificação de invólucro vazio como componente “Ex” é para permitir que
o fabricante do invólucro à prova de explosão obtenha um certificado sem que os equipamentos
internos sejam definidos, para que o invólucro vazio seja disponibilizado para as terceiras partes
para incorporação em um equipamento totalmente certificado sem a necessidade de repetição
de todos os ensaios de tipo para invólucros à prova de explosão “d”, como requerido pelas
ABNT NBR IEC 60079-1 e ABNT NBR IEC 60079-0. Quando um certificado para um equipamento
completo for requerido, o certificado para o invólucro vazio como componente “Ex” não é necessário.
D.2 Observações preliminares
Os requisitos para a certificação de um invólucro vazio como um componente “Ex” estão contidos
neste anexo. Isto não elimina a necessidade de uma certificação subsequente do equipamento,
mas objetiva facilitar esta certificação.
O fabricante do invólucro como componente “Ex” deve ser responsável por assegurar que todas
as unidades fornecidas
a) sejam idênticas na construção ao projeto original, como detalhado nos documentos mencio-
nados na certificação do invólucro como componente “Ex”,
b) tenham sido submetidas aos ensaios de rotina de sobrepressão, como é requerido, e
c) atendam aos requisitos de qualquer condição especial mencionada das limitações impostas
pelo certificado do invólucro como componente “Ex”.
D.3 Requisitos para invólucro como componentes “Ex”
D.3.1 Os invólucros como componente “Ex” devem estar em conformidade com os requisitos,
onde aplicáveis, da ABNT NBR IEC 60079-0 e desta Norma.
D.3.2 Os invólucros como componente “Ex” devem consistir basicamente em uma geometria
simples de uma única seção transversal quadrada, retangular ou cilíndrica, com conicidade que não
exceda 10 %.
NOTA Quando a maior dimensão exceder qualquer outra dimensão por 4:1 para os Grupos I, IIA e IIB, ou
exceder qualquer outra dimensão por 2:1 para o Grupo IIC, considerações adicionais podem ser necessárias.
D.3.3 Invólucros de máquinas rotativas não podem ser avaliados como invólucros com compo-
nente “Ex”.
NOTA “Máquinas” aqui significam motores elétricos que substancialmente preenchem o invólucro.
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D.3.4 Os invólucros como componente “Ex” devem ser fornecidos com meios adequados para
a disposição e montagem de componentes internos.
D.3.5 Nenhum furo, tanto para finalidades elétricas ou mecânicas, quanto fechado ou aberto, deve
ser usinado no invólucro como componente “Ex”, exceto aqueles permitidos no certificado do invólucro
como componente “Ex”.
D.3.6 Para invólucros como componente “Ex” para os Grupos I, IIA e IIB, a pressão de referência
é determinada de acordo com 15.2.2, com a modificação das amostras de ensaio como a seguir:
— quando a maior dimensão não exceder qualquer outra dimensão por mais do que 2:1, nenhuma
modificação é necessária;
— para todas as outras construções permitidas, uma obstrução sólida (anteparo) de aproximada-
mente 80 % da área da seção transversal deve ser centralizada no menor eixo, e aproximada-
mente localizada dois terços ao longo do maior eixo axial. A obstrução sólida deve reproduzir
novamente a seção transversal do invólucro.
Para invólucros como componente “Ex” para o Grupo IIC, a pressão de referência é determinada de
acordo com 15.2.2, com uma obstrução sólida (anteparo) de aproximadamente 60 % da área da seção
transversal localizada no centro do menor eixo, e aproximadamente localizada dois terços ao longo
do maior eixo axial. A obstrução sólida deve reproduzir novamente a seção transversal do invólucro.
Quando uma amostra é requerida para ser modificada por inclusão da obstrução sólida, fontes de
ignição e dispositivo de registro de pressão devem ser posicionados em ambos os lados da obstrução
sólida para ser medida simultaneamente a pressão resultante.
D.3.7 Invólucros como componente “Ex” devem ser capazes de suportar um ensaio de tipo de
sobrepressão com máximo número de entradas do máximo tamanho, a uma pressão que deve ser
igual a 1,5 vez a pressão máxima de explosão (pressão de referência), determinada de acordo com
15.2.2, com o invólucro vazio, e com as entradas fechadas por meios adequados.
Ensaios de rotina não são requeridos para invólucros como componente “Ex” quando o ensaio de tipo
for realizado à pressão estática de quatro vezes a pressão de referência. Entretanto, invólucros como
componente “Ex” com construção soldada devem, em todos os casos, ser submetidos ao ensaio de
rotina.
O ensaio de rotina deve consistir tanto em um ensaio dinâmico com a mistura explosiva apropriada
especificada em 15.2.2 (para a determinação da pressão de referência) na pressão de 1,5 vez a
pressão atmosférica dentro e fora do invólucro como componente “Ex”; quanto em um ensaio estático
na pressão de pelo menos 350 kPa e não menor do que 1,5 vez a pressão de referência.
D.3.8 Estes invólucros devem ser marcados de acordo com os requisitos para a marcação de
componentes “Ex” dados na ABNT NBR IEC 60079-0, mas a marcação deve ser interna e não
permanente. A marcação “Ex” não pode ser fixada externamente. Somente o nome do fabricante
e informações de identificação do invólucro (com o tipo ou número de série) podem ser marcados
externamente ao invólucro. Esta marcação não precisa ser permanente.
Estas marcações podem ser permitidas se o fabricante do invólucro como componente “Ex”
for também destinado para ser o solicitante do equipamento certificado, e indicado como aquele
da tabela de limitações de certificado do componente “Ex”.
D.3.9 Externamente ao invólucro, devem ser previstos a forma e o local para marcação da certifi-
cação do equipamento completo de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0.
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D.3.10 As informações a seguir devem ser fornecidas no certificado de invólucro como componente
“Ex” como parte das limitações, como a seguir:
a) o número máximo de entradas, seus tamanhos máximos e suas posições devem ser localizados
através de informação direta ou referência a um número de desenho;
b) disjuntores e contatores imersos em óleo não podem ser utilizados;
c) para faixa de temperatura ambiente diferente de - 20 °C a + 40 °C;
d) (se aplicável por D.3.8) indicação de que o fabricante do invólucro como componente “Ex”
destina-se a ser o único detentor do(s) certificado(s) do equipamento relacionado;
e) (invólucros como componente “Ex” para Grupos I, IIA e IIB), os componentes internos ao
invólucro podem ser dispostos em qualquer arranjo, de forma que pelo menos 20 % de sua área
de seção transversal permaneçam livres para permitir um fluxo de gás sem obstáculos durante
o desenvolvimento de uma explosão. Áreas de passagem do fluxo de gás podem ser agregadas
de modo que cada área tenha dimensão mínima em qualquer direção de 12,5 mm;
f) (invólucros como componente “Ex” para o Grupo IIC) os componentes internos ao invólucro
podem ser dispostos em qualquer arranjo, de forma que pelo menos 40 % de sua área
de seção transversal permaneçam livres para permitir um fluxo de gás sem obstáculos durante
o desenvolvimento de uma explosão. Áreas de passagem do fluxo de gás podem ser agregadas
de modo que cada área tenha dimensão mínima em qualquer direção de 12,5 mm; e
g) qualquer limitação adicional requerida para a construção particular, por exemplo, temperatura
máxima de operação da janela.
D.4 Conversão de um certificado de componente “Ex” em um equipamento
completamente certificado
D.4.1 Procedimento
O invólucro que tenha obtido o certificado de invólucro como componente “Ex” é passível de ser
certificado como equipamento completo, em conformidade com a ABNT NBR IEC 60079-0 e esta
Norma, normalmente sem a repetição dos ensaios já realizados, desde que atendam aos requisitos
descritos em D.3.10.
Os documentos devem ser preparados para um equipamento certificado descrevendo quaisquer
substituições ou omissões permitidas, juntamente com as condições de montagem de um invólucro
como componente “Ex”, para que a conformidade possa ser verificada com a relação de limitações
do certificado do invólucro como componente “Ex”.
Qualquer entrada permitida de acordo com o certificado do invólucro como componente “Ex” pode
ser fornecida tanto pelo fabricante do invólucro como componente “Ex”, como por um acordo entre
o fabricante do equipamento e o fabricante do invólucro como componente “Ex”.
Os efeitos contínuos de dispositivos, como dispositivos de rotação, os quais podem criar significantes
turbulências que podem resultar em um aumento na pressão de referência, devem ser considerados.
D.4.2 Aplicação da relação de limitações
Em adição à relação de limitações, todas as edições da aplicação devem ser consideradas
e determinadas para atender aos requisitos aplicáveis da ABNT NBR IEC 60079-0 e desta Norma.
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Anexo E
(normativo)
Acumuladores e baterias utilizadas em invólucros à prova
de explosão “d”
E.1 Observações preliminares
Este Anexo contém os requisitos para equipamentos elétricos com tipo de proteção “d” para invólucros
à prova de explosão que contêm um ou mais acumuladores utilizados como baterias para prover
energia aos circuitos.
Sem considerar o tipo de acumulador eletroquímico utilizado, o objetivo principal é prevenir uma
mistura inflamável de gases eletrolíticos (normalmente hidrogênio e oxigênio) que possa ocorrer no
interior do invólucro à prova de explosão. Como já é conhecido, acumuladores e baterias que têm
grande probabilidade de liberação de gás eletrolítico em uso normal (por ventilação natural ou por
uma válvula de alívio de pressão) não podem ser utilizados dentro de invólucros à prova de explosão.
NOTA Não é pretendido que estes requisitos sejam aplicados aos acumuladores eletroquímicos utilizados
como dispositivos de medição (como acumuladores zinco/oxigênio, de acordo com a IEC 60086-1 Tipo A,
utilizado para medição de concentração de oxigênio).
E.2 Sistemas eletroquímicos aceitáveis
Somente os acumuladores listados nas Tabelas E.1 e E.2 normalizadas pela IEC devem ser utilizados.
Tabela E.1 – Acumuladores primários aceitáveis
Tipos
IEC 60086-1
Eletrodo positivo Eletrólito
Eletrodo
negativo
-
Dióxido de manganês
(MnO2)
Cloreto de amônia, cloreto
de zinco
Zinco
(Zn)
A Oxigênio (O2)
Cloreto de amônia, cloreto
de zinco
Zinco
(Zn)
B
Monofluoreto de
carbono (CF)x
Eletrólito orgânico Lítio (Li)
C Dióxido de manganês Eletrólito orgânico Lítio (Li)
E
Cloreto de tionila
(SOCl2)
Inorgânico não aquoso Lítio (Li)
L Dióxido de manganês Hidróxido alcalino metálico
Zinco
(Zn)
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Tabela E.1 (continuação)
Tipos
IEC 60086-1
Eletrodo positivo Eletrólito
Eletrodo
negativo
S Óxido de prata (Ag2O) Hidróxido alcalino metálico
Zinco
(Zn)
a Dióxido de enxofre
(SO2)
Sal orgânico não aquoso Lítio (Li)
a Mercúrio (Hg) Hidróxido alcalino metálico
Zinco
(Zn)
NOTA Acumuladores de dióxido de zinco/manganês são relacionados na IEC 60086-1, mas não
são classificados por um tipo de letra.
a Apenas pode ser utilizado se existir uma norma IEC para acumuladores.
Tabela E.2 – Acumuladores secundários aceitáveis
Tipo normalizado e Norma IEC
aplicável
Tipo Eletrólito
Tipo K
IEC 61951-1
IEC 60623
IEC 60622
Níquel-cádmio (Ni-Cd)
Hidróxido de potássio
(KOH)
IEC 61960 Lítio (Li) Sal orgânico não aquoso
IEC 61951-2
Hidreto de níquel
metálico
Hidróxido de potássio
(KOH)
E.3 Requisitos gerais para acumuladores (ou baterias) no interior de invólucros
à prova de explosão
E.3.1 As restrições de uso seguintes devem ser aplicadas para certos tipos de acumuladores:
— acumuladores secundários para formar uma bateria, com respiros ou abertos, não podem ser
utilizados no interior de invólucros à prova de explosão;
— acumuladores selados com válvula regulável podem ser utilizados dentro de invólucros à prova
de explosão, mas somente para propósitos de descarga; e
— acumuladores selados secundários podem ser recarregados no interior do invólucro à prova
de explosão, sob os requisitos da Seção E.5.
E.3.2 Invólucros à prova de explosão contendo uma bateria devem ser marcados de acordo
com 20.2 (d), Tabela 14, ponto d).
Isto não é aplicável quando a bateria e seus circuitos associados estão conectados de acordo com
a ABNT NBR IEC 60079-11 e a bateria não é recarregada em serviço.
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E.3.3 Baterias e seus dispositivos de segurança devem ser firmemente montados (por exemplo,
fixados em um ponto por abraçadeiras ou fixadores projetados para este propósito).
E.3.4 Não pode haver qualquer movimento relativo entre a bateria e o dispositivo de segurança
associado ou dispositivos que garantam a conformidade com o respectivo tipo de proteção.
E.3.5 A conformidade com E.3.3 e E.3.4 deve ser verificada antes e depois dos ensaios dos
invólucros requeridos pela ABNT NBR IEC 60079-0.
E.4 Arranjos de dispositivos de segurança
E.4.1 Prevenção de temperaturas excessivas e danos aos acumuladores
E.4.1.1 Sob condições de descarga por curto-circuito, as baterias devem atender às condições
abaixo, ou ser providas de um dispositivo de segurança, como descrito em E.4.1.2:
a) a temperatura de superfície externa do acumulador ou bateria não pode exceder a temperatura
de operação contínua especificada pelo fabricante do acumulador ou bateria, considerando
a temperatura ambiente dentro do invólucro, e
b) a máxima corrente de descarga não pode exceder a especificada pelo fabricante do acumulador
ou bateria.
E.4.1.2 Quando as duas condições de E.4.1.1 não forem atendidas, um dispositivo de segurança
é necessário para atender aos requisitos para componentes infalíveis com nível de proteção “ib”
como definido na ABNT NBR IEC 60079-11, e deve estar localizado o mais próximo do terminal
do acumulador ou bateria, como é razoavelmente praticável, e ser também:
— um resistor ou dispositivo limitador de corrente que limita a corrente à máxima corrente
contínua especificada pelo fabricante da bateria, ou
— um fusível em conformidade com a série da IEC 60127, selecionado de maneira que as
características de fusão evitem que a corrente máxima retirada e a duração especificada permitida
pelo fabricante da bateria sejam excedidas. Onde o fusível for do tipo substituível, deve ser provida
uma etiqueta ao lado do suporte do fusível, especificando o tipo adequado a ser utilizado.
A faixa do resistor ou o dispositivo limitador de corrente deve ser baseado na tensão da bateria
ou acumulador.
E.4.2 Prevenção de reversão de polaridade do acumulador ou carga reversa por outro
acumulador na mesma bateria
E.4.2.1 Onde forem utilizadas baterias com
a) uma capacidade de 1,5 Ah ou menos (a uma taxa de descarga 1 h), e
b) um volume menor que 1 % do volume livre do invólucro,
nenhuma proteção adicional é necessária para evitar a liberação de gás de eletrólito através
de reversão de polaridade, ou carregamento reverso de um acumulador através de outros acumula-
dores na mesma bateria.
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E.4.2.2 Onde as baterias utilizam um volume e/ou capacidade que excede os valores determinados
acima, devem ser incorporados arranjos para prevenir a reversão de polaridade do acumulador
ou carregamento reverso de um acumulador por meio de outros dentro da bateria.
Dois exemplos de como isto pode ser alcançado são descritos abaixo:
— monitorandoatensãoemumacumulador(oualgunsacumuladores)einterrompendoaalimentação
se a tensão decrescer a um valor abaixo da mínima tensão especificada pelo fabricante do
acumulador; ou
NOTA 1 Tal proteção é frequentemente utilizada para evitar que os acumuladores entrem em um
estado de “descarga profunda”. Se uma tentativa for feita para monitorar vários acumuladores conectados
em série, a proteção pode não funcionar seguramente devido às tolerâncias na tensão individual do
acumulador e do circuito de proteção. Geralmente, monitorar mais que seis acumuladores (em série)
por uma unidade de proteção não é efetivo.
— utilizando diodos limitadores conectados para limitar a tensão de polaridade reversa para cada
acumulador. Por exemplo, o arranjo protetor para uma bateria de três acumuladores conectados
em série é como mostrado na Figura E.1.
+Ve – Ve
Figura E.1 – Arranjo de montagem de diodos para três acumuladores em série
Para este arranjo de proteção ser eficaz, a queda de tensão em cada diodo utilizado para evitar a
carga reversa de um acumulador não pode exceder a tensão de carga reversa de segurança deste
acumulador.
NOTA 2 Diodos de silício são considerados adequados para este requisito.
E.4.3 Prevenção de carregamento inadvertido de uma bateria por outras fontes de tensão
no invólucro
Onde forem utilizadas baterias com
a) uma capacidade de 1,5 Ah ou menos (a uma taxa de descarga 1 h), e
b) um volume menor que 1 % do volume livre do invólucro,
nenhuma proteção adicional é necessária para evitar a liberação de gás de eletrólito pela corrente
de recarga.
Onde existir outra fonte de tensão no mesmo invólucro (incluindo outras baterias), a bateria e seus
circuitos associados devem ser protegidos contra descarga por outros circuitos específicos designados
para fazer isso. Por exemplo:
— separando a bateria e seus circuitos associados de toda(s) a(s) outra(s) fonte(s) de tensão
dentro do invólucro, utilizando as distâncias de escoamento e isolação especificados na
ABNT NBR IEC 60079-7 para a tensão máxima admissível capaz de causar a contaminação; ou
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— separando a bateria e seus circuitos associados de toda(s) a(s) outra(s) fonte(s) de tensão dentro
do invólucro, por um aterramento metálico tipo barreira/anteparo capaz de carregar a corrente
máxima de falha da fonte durante o tempo provável que exista (considerando qualquer tipo
de circuito de proteção fornecido, por exemplo, fusíveis, proteção de falha de aterramento); ou
— separando somente a bateria, da(s) outra(s) fonte(s) de tensão, utilizando as distâncias de
escoamento e isolação especificadas na ABNT NBR IEC 60079-7, mas com diodos de bloqueio
montados como mostrado na Figura E.2, arranjados de forma a reduzir o risco de uma única falha
causar curto-circuito de ambos os diodos.
+Ve –Ve
Figura E.2 – Arranjo de diodos de bloqueio para atender a E.4.3
(terceiro exemplo)
Os requisitos dos exemplos de E.4.3 não são aplicados a circuitos conectados a uma bateria, com a
finalidade de criar um ponto de referência de tensão, ou a uma fonte de alimentação, com o objetivo
de recarregar uma bateria secundária de acordo com a Seção E.5.
E.5 Recarga de acumuladores secundários no interior de invólucros à prova
de explosão
E.5.1 Somente acumuladores indicados na Tabela E.2 devem ser recarregados dentro do invó-
lucro à prova de explosão.
E.5.2 Onde acumuladores ou baterias devem ser recarregados ainda dentro do invólucro à prova
de explosão, as condições de carga devem ser especificadas completamente nos documentos do
fabricante, e dispositivos de segurança devem ser providenciados para assegurar que estas condições
não sejam excedidas.
E.5.3 Os arranjos de carga devem ser de tal forma que previnam a carga reversa.
E.5.4 Onde forem utilizadas baterias com
a) uma capacidade de 1,5 Ah ou menos, e
b) um volume menor que 1 % do volume livre do invólucro.
nenhum dispositivo(s) de segurança adicional precisa ser provido à bateria para prevenir a liberação
de gás de eletrólito de recarga.
NOTA A efetividade dos limites acima para utilização de acumuladores (ou baterias) não montados com
um dispositivo de segurança, para aqueles tipos geralmente conhecidos como acumuladores tipo “botão”,
utilizados por exemplo, dentro de invólucros à prova de explosão para reter memória em circuitos eletrônicos
programáveis.
E.5.5 Onde baterias são utilizadas com uma capacidade e/ou volume excedendo os valores acima,
recarga é apenas permitida dentro do invólucro à prova de explosão, se a bateria for montada com um
dispositivo de segurança arranjado para interromper a corrente de carregamento e evitar a produção
e possível liberação de gás eletrolítico, se a tensão de qualquer acumulador dentro da bateria exceder
a tensão máxima especificada pelo fabricante do acumulador para este propósito.
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E.6 Faixa de proteção de diodos e garantias dos dispositivos de proteção
E.6.1 A tensão nominal de um diodo de proteção montado para atender a E.4.2 não pode ser
menor do que a tensão máxima de circuito aberto da bateria.
E.6.2 A tensão nominal dos diodos em série de bloqueio montados para atender a E.4.3 (terceiro
exemplo) não pode ser menor do que a tensão máxima de pico dentro do invólucro à prova de explosão.
E.6.3 A corrente nominal dos diodos de proteção não pode ser menor do que a corrente máxima
de descarga, como limitado pelo arranjo em E.4.1.
E.6.4 Os dispositivos de segurança requeridos por esta Norma formam partes relacionadas de
segurança de um sistema de controle. É de responsabilidade do fabricante avaliar se a integridade
de segurança do sistema de controle está consistente com o nível de segurança requerido por esta
Norma.
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Anexo F
(informativo)
Propriedades mecânicas para parafusos e porcas
Quando da aplicação dos requisitos de 11.3, as seguintes informações podem ser úteis.
Tabela F.1 ‒ Propriedades mecânicas de parafusos e porcas
Material do
Dispositivo
de fixação
Classe
Tensão de
resistência
nominal
Tensão de
resistência
mínima
Tensão de
escoamento
nominal
Tensão de
escoamento
mínima
MPa MPa MPa MPa
Aço-carbono 3.6 300 330 180 190
Aço-carbono 4.6 400 400 240 240
Aço-carbono 4.8 400 420 320 340
Aço-carbono 5.6 500 500 300 300
Aço-carbono 5.8 500 520 400 420
Aço-carbono 6.8 600 600 480 480
Aço-carbono
8.8 ≤
M16
800 800 640 640
Aço-carbono
8.8 >
M16
800 830 640 660
Aço-carbono 9.8 900 900 720 720
Aço-carbono 10.9 1 000 1 040 900 940
Aço-carbono 12.9 1 200 1 220 1 080 1 100
Aço inoxidável
(austenítico)
A*-50 500 210
Aço inoxidável
(austenítico)
A*-70 700 450
Aço inoxidável
(austenítico)
A*-80 800 600
Aço inoxidável
(martensítico)
C*-50 500 250
Aço inoxidável
(martensítico)
C*-70 700 410
Aço inoxidável
(martensítico)
C*-80 800 640
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Tabela F.1 (continuação)
Material do
Dispositivo de
fixação
Classe
Tensão de
resistência
nominal
Tensão de
resistência
mínima
Tensão de
escoamento
nominal
Tensão de
escoamento
mínima
MPa MPa MPa MPa
Aço inoxidável
(martensítico)
C*-110 1100 820
Aço inoxidável
(ferrítico)
F1-45 450 250
Aço inoxidável
(ferrítico)
F1-60 600 410
NOTA Para aço inoxidável com propriedade da classe A e C acima, o “*” mostrado é substituído por um
grau de propriedade numérico.
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Anexo G
(normativo)
Requisitos adicionais para invólucros à prova de explosão com uma
fonte interna de liberação (sistema de contenção)
G.1 Generalidades
Um sistema de contenção é a parte do aparato que contém qualquer fluido do processo que pode
passar através do invólucro à prova de explosão e resultar em uma liberação interna para o interior do
invólucro ou uma liberação interna para dentro do sistema de fiação. Ver Figura G.1.
Equipamentos com uma fonte interna de liberação de oxigênio em concentrações maiores que aquelas
encontradas em ar normal, ou outro oxidante, se encontram fora do escopo desta Norma.
NOTA A liberação tanto de um fluido de processo inflamável quanto de um não inflamável, incluindo ar, a partir
de um sistema de contenção para o interior de um invólucro à prova de explosão, devido a vazamentos sob
condições normais ou anormais, pode algumas vezes necessitar utilizar um dispositivo de entrada limitadora
de fluxo e dispositivos de respiro/drenagem para manter a pressão interna do invólucro à prova de explosão na
faixa de pressão atmosférica de 90 kPa a 110 kPa (absoluto) mostrada no escopo da ABNT NBR IEC 60079-0.
Fontes potenciais de vazamento incluem O-rings, gaxetas, juntas roscadas, juntas flangeadas, conexões de
processo e outras partes.
Sistema de contenção
Invólucro à prova de explosão
Limitador de fluxo
Dispositivo de drenagem/respiro
Dispositivo de drenagem/respiro ou corta-chamas
Figura G.1 – Invólucro à prova de explosão com sistema de contenção
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G.2 Condições de liberação
G.2.1 Sem liberação
Não há liberação interna quando o sistema de contenção é infalível. Ver os requisitos de projeto para
um sistema de contenção infalível.
G.2.2 Liberação limitada de um gás ou vapor
A taxa de liberação de fluidos de processo para o interior de um invólucro à prova de explosão deve
ser previsível em todas as condições de falhas de sistemas de contenção. Ver os requisitos de projeto
para um sistema de contenção com liberação limitada.
NOTA Para os efeitos desta Norma, a liberação de um gás liquefeito é considerada a liberação de um gás.
G.2.3 Liberação limitada de um líquido
A taxa de liberação dos fluidos de processo para o interior de um invólucro à prova de explosão é
limitada para um gás ou vapor, porém a conversão do líquido em um vapor não é previsível. Deve ser
dada consideração para a possível acumulação de um líquido no interior de um invólucro à prova de
explosão e as consequências disso. Ver os requisitos de projeto para um sistema de contenção com
liberação limitada.
G.3 Requisitos de projeto para sistemas de contenção
G.3.1 Requisitos gerais de projeto
O projeto e a construção de um sistema de contenção, o qual irá determinar se um vazamento
pode ocorrer ou não, devem ser baseados no pior caso de condições de serviço especificadas pelo
fabricante.
O sistema de contenção deve ser infalível ou ter uma liberação limitada.
O fabricante deve especificar a pressão máxima de entrada para o sistema de contenção.
Detalhes do projeto e construção do sistema de contenção, os tipos e condições de operação dos
fluidos de processo que podem conter e as taxas esperadas de liberação ou taxas a locais deter-
minados, devem ser fornecidas pelo fabricante de modo que o sistema de contenção possa ser
avaliado tanto como sistema de contenção infalível quanto como sistema de liberação limitada.
Se o sistema de contenção não preencher os requisitos de sistema de contenção infalível desta
Norma, todos os dispositivos de entrada e saída do sistema de contenção devem ter dispositivos de
drenagem/respiro ou supressores de chamas na parede do invólucro à prova de explosão, que pode
ser uma parte separada ou integrada do invólucro e deve ser considerado durante os ensaios de tipo
da Seção 15.
Fontes de ignição no sistema de contenção devem ser consideradas separadamente e também
podem requerer dispositivos de drenagem/respiro ou supressores de chamas.
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G.3.2 Sistema de contenção infalível
O sistema de contenção deve ser composto por tubos ou vasos metálicos, cerâmicos ou de vidro que
não envolvam juntas móveis. Juntas devem ser feitas por soldagem, brasagem, selagem metal com
vidro, ou por métodos eutéticos.
NOTA 1 Métodos eutéticos envolvem a junção de dois ou mais componentes, normalmente metálicos,
empregando um sistema de ligas binárias ou ternárias, o qual solidifica a uma temperatura constante que
é menor do que a do início da solidificação de qualquer um dos componentes que está sendo unido.
Ligas de solda de baixa temperatura, como compostos de chumbo/estanho, não são permitidos.
NOTA 2 Condições de operações adversas (incluindo vibração, choque térmico e operações de manutenção
quando portas ou tampas de acesso do invólucro à prova de explosão são abertas) podem causar danos a um
sistema de contenção potencialmente frágil.
A superfície externa de um sistema de contenção se destina a completar o invólucro à prova de explosão.
Portanto, a montagem completa do sistema de contenção e o invólucro à prova de explosão devem
ser submetidos a todos os ensaios de tipo, como um invólucro à prova de explosão independente, com
o mesmo critério passa/não passa aplicado.
NOTA 3 Não é a intenção deste Anexo avaliar o volume interno do sistema de contenção como se fosse
um invólucro à prova de explosão.
G.3.3 Sistema de contenção com liberação limitada
Devido às preocupações com falhas em sistemas de contenção, o fluxo de fluidos de processo
entrando no sistema de contenção deve ser limitado à taxa prevista através de dispositivos de limi-
tação de fluxo instalados externamente ao invólucro à prova de explosão.
Dispositivos de limitação de fluxo podem ser instalados internamente ao invólucro à prova de explosão
se o sistema de contenção do ponto de entrada do invólucro à prova de explosão até e inclusive
o ponto de entrada do dispositivo de limitação de fluxo estiverem de acordo com os requisitos
de projeto para um sistema de contenção infalível. Estes dispositivos de limitação de fluxo devem
estar protegidos permanentemente e não podem conter partes móveis.
Dispositivos de limitação de fluxo não podem incorporar materiais poliméricos ou elastoméricos, mas
podem incorporar materiais cerâmicos ou vidros.
Além disso, no caso de falha do sistema de contenção, não pode aumentar a pressão interna
superior a 1,1 vez a pressão atmosférica que envolve o invólucro à prova de explosão.
NOTA Para limitar o desenvolvimento potencial da pressão interna, dispositivos de drenagem/respiro
na parede do invólucro à prova de explosão, e utilização em conjunto entre estes dispositivos e o dispositivo
de limitação de fluxo, são ocasionalmente utilizados.
Sob condições normais de operação, o sistema de contenção com liberação limitada deve ser selado,
a fim de garantir uma taxa máxima de vazamento equivalente a uma taxa de vazamento de hélio infe-
rior a 10-2 Pa x I/s (10-4 mbar x L/s), a uma diferença de pressão de 0,1 MPa (1 bar).
Vedações elastoméricas, janelas e outras partes não metálicas do sistema de contenção são permiti-
das. Tubulações roscadas, juntas de compressão (por exemplo, conexões metálicas por compressão)
e juntas flangeadas também são permitidas.
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G.4 Ensaios de tipo para o sistema de contenção
G.4.1 Ensaio de sobrepressão
Para sistemas de contenção infalíveis ou sistemas de contenção com liberação limitada, um ensaio
de pressão de pelo menos quatro vezes a taxa máxima de pressão, mas não menos que 1 000 Pa,
deve ser aplicado ao sistema de contenção por um período de pelo menos 2 min. O sistema de
contenção deve ser ensaiado às temperaturas mínima e máxima de serviço. Um ensaio de rotina não
é requerido.
Para um sistema de contenção com liberação limitada, uma pressão de ensaio de pelo menos 1,5
vez a máxima sobrepressão interna especificada para serviço normal, com um mínimo de 200 Pa,
deve ser aplicada ao sistema de contenção e mantida por pelo menos 2 min. Um ensaio de rotina
de sobrepressão sob as mesmas condições é requerido.
O aumento da pressão de ensaio deve ser alcançado no máximo em 5 s.
O ensaio é considerado satisfatório se nenhuma deformação permanente ocorrer e o cumprimento
com o ensaio de vazamento aplicável, tanto para um sistema de contenção infalível quanto para um
sistema com liberação limitada, for atendido.
G.4.2 Ensaio de vazamento para um sistema de contenção infalível
O sistema de contenção deve
— estar em uma atmosfera de gás hélio a uma pressão igual à máxima taxa de pressão. O sistema
de contenção deve ser evacuado até uma pressão absoluta de 0,1 Pa ou inferior, ou
— estar localizado em uma câmara de vácuo e ser conectada a um suprimento de gás hélio
à máxima taxa de pressão. A câmara de vácuo deve ser evacuada a uma pressão absoluta
de 0,1 Pa ou inferior.
O ensaio é considerado satisfatório se uma pressão absoluta de 0,1 Pa puder ser mantida com o
sistema de evacuação em operação.
G.4.3 Ensaio de vazamento para um sistema de contenção com liberação limitada
O sistema de contenção deve:
— estar em uma atmosfera de gás hélio a uma pressão de ensaio igual à máxima taxa de pressão,
mas não inferior a 1 000 Pa, ou
— estar conectado a um suprimento de gás hélio à máxima taxa de pressão, mas não inferior
a 1 000 Pa.
A taxa máxima de vazamento de gás hélio deve ser menor que 10-2 Pa x I/s (10-4 mbar x L/s).
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Anexo H
(normativo)
Requisitos para máquinas com invólucros à prova de explosão “d”
acionados por conversores
H.1 Generalidades
Este Anexo contém requisitos para máquinas elétricas utilizadas com conversores.
H.2 Requisitos construtivos para mancais
Mesmo no caso de mancais localizados internamente no invólucro à prova de explosão, os requisitos
para os rolamentos da ABNT NBR IEC 60079-0 continuam sendo aplicados.
NOTA As correntes de fuga do eixo e do mancal irão contribuir para uma falha prematura do rolamento,
que é provável que resulte em uma falha mecânica que pode, por sua vez, resultar em uma ignição térmica
da atmosfera externa. Além disso, tais correntes de fuga do eixo e mancais podem resultar em ignição capaz
de provocar o centelhamento entre o eixo e o alojamento ou o equipamento acionado.
H.3 Requisitos para temperatura
Atribuição de uma classe de temperatura adequada pode ser realizada por
— avaliação do motor e do conversor específico juntos para a atividade especificada, como descrito
pela ABNT NBR IEC 60079-0, ou
— fornecimento de uma proteção térmica direta apropriada, normalmente no enrolamento do estator,
com uma margem suficiente que lhe permita detectar temperaturas excessivas no rolamento do
rotor, as tampas de rolamento e as extremidades do eixo. A margem pode ser determinada por
ensaio ou cálculo. O uso obrigatório da proteção térmica é apresentado como uma condição
específica de utilização do certificado.
NOTA Para arranjos típicos, tem sido verificado que a utilização do termistor PTC 160 ou termostato
160 °C embutido no enrolamento do estator (um por fase no final do enrolamento oposto a qualquer ventilador)
pode justificar a atribuição da classe de temperatura T3.
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Bibliografia
[1] ABNT NBR IEC 60050-426, Vocabulário eletrotécnico internacional – Parte 426: Equipamentos
para atmosferas explosivas
[2] ABNT NBR IEC 60079-20-1, Atmosferas explosivas – Parte 20-1: Características de substâncias
para classificação de gases e vapores – Métodos de ensaios e dados
[3] ABNT NBR ISO 80000-1, Grandezas e unidades – Parte 1: Generalidades
[4] ANSI/UL 1203, Explosion-proof electrical equipment for use in hazardous (classified) locations
[5] ISO 2859-1, Sampling procedures for inspection by attributes – Part 1: Sampling schemes indexed
by acceptance quality limit (AQL) for lot-by-lot inspection
[6] IEC 60034-1, Rotating electrical machines – Part 1: Rating and performance
[7] ABNT NBR IEC 60079 (todas as partes), Atmosferas explosivas
[8] ABNT NBR IEC 60079-14, Atmosferas explosivas – Parte 14: Projeto, seleção e montagem
de instalações elétricas
[9] IEC 60086-1, Primary batteries – Part 1: General
[10] ABNT NBR IEC 60112, Método para a determinação do índice de resistência ao trilhamento e do
índice de trilhamento comparativo dos materiais isolantes sólidos
[11] IEC 60622, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes –
Sealed nickel-cadmium prismatic rechargeable single cells
[12] IEC 60623, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes –
Vented nickel-cadmium prismatic rechargeable single cells
[13] IEC 61508 (all parts), Functional safety of electrical/electronic/programmable electronic safety-
related systems
[14] IEC 61951-1, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes –
Portable sealed rechargeable single cells – Part 1: Nickel-cadmium
[15] IEC 61951-2, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes –
Portable sealed rechargeable single cells – Part 2: Nickel-metal hydride
[16] IEC 61960, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes –
Secondary lithium cells and batteries for portable applications
[17] ISO 185, Grey cast irons – Classification
[18] ISO 468, Surface roughness – Parameters, their values and general rules for specifying
requirements
NOTA BRASILEIRA A ISO 468:1982 foi cancelada em 10.04.1998.
NOTA BRASILEIRA AABNT NBR ISO/IEC 80079-34 apresenta os requisitos sobre a aplicação de Sistemas
de Gestão da Qualidade (SGQ) para a fabricação de equipamentos elétricos e não elétricos para atmosferas
explosivas.
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  • 1.
    edição ABNT NBR IEC NORMA BRASILEIRA ICS ISBN978-85-07- Número de referência 88 páginas © ABNT 2016 © IEC 2014 - 60079-1 Terceira 21.06.2016 Atmosferas explosivas Parte 1: Proteção de equipamento por invólucro à prova de explosão “d” Explosive atmospheres Part 1: Equipment protection by flameproof enclosures “d” 29.260.20 06332-2 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
  • 2.
    © IEC 2014- © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados ii ABNT NBR IEC 60079-1:2016 © IEC 2014 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT, único representante da IEC no território brasileiro. © ABNT 2016 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av.Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
  • 3.
    Prefácio Nacional ................................................................................................................................x Introdução.........................................................................................................................................xvi 1Escopo ................................................................................................................................1 2 Referências normativas.....................................................................................................1 3 Termos e definições...........................................................................................................2 4 Nível de proteção (nível de proteção de equipamento, EPL).........................................4 4.1 Generalidades.....................................................................................................................4 4.2 Requisitos para o nível de proteção “da”........................................................................5 4.3 Requisitos para o nível de proteção “db”........................................................................5 4.4 Requisitos para o nível de proteção “dc”........................................................................5 4.4.1 Generalidades.....................................................................................................................5 4.4.2 Fabricação de dispositivos “dc” ......................................................................................6 4.4.3 Ensaios de dispositivos “dc”............................................................................................6 5 Juntas à prova de explosão ..............................................................................................6 5.1 Requisitos gerais ...............................................................................................................6 5.2 Juntas não roscadas..........................................................................................................7 5.2.1 Comprimento das juntas (L)..............................................................................................7 5.2.2 Interstício (i)........................................................................................................................8 5.2.3 Juntas de encaixe ..............................................................................................................8 5.2.4 Furos nas superfícies da junta .........................................................................................9 5.2.5 Juntas cônicas .................................................................................................................11 5.2.6 Juntas com superfícies cilíndricas parciais (não são permitidas para o Grupo IIC).11 5.2.7 Juntas flangeadas para atmosferas contendo acetileno .............................................12 5.2.8 Juntas serrilhadas............................................................................................................12 5.2.9 Juntas de múltiplos segmentos......................................................................................13 5.3 Juntas roscadas...............................................................................................................15 5.4 Gaxetas (incluindo O-rings) ............................................................................................16 5.5 Equipamentos que utilizam capilares ............................................................................18 6 Juntas seladas..................................................................................................................18 6.1 Juntas com composto selante........................................................................................18 6.1.1 Generalidades...................................................................................................................18 6.1.2 Resistência mecânica......................................................................................................19 6.1.3 Comprimento de juntas seladas.....................................................................................19 6.2 Juntas de vidro fundido...................................................................................................20 6.2.1 Generalidades...................................................................................................................20 6.2.2 Comprimento de juntas de vidro fundido......................................................................20 7 Eixos de operação............................................................................................................20 8 Requisitos suplementares para eixos e mancais .........................................................20 8.1 Juntas de eixos ................................................................................................................20 8.1.1 Generalidades...................................................................................................................20 8.1.2 Juntas cilíndricas.............................................................................................................20 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados iii ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Sumário Página Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. 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  • 4.
    8.1.3 Juntas delabirinto ...........................................................................................................21 8.1.4 Juntas com buchas flutuantes........................................................................................21 8.2 Mancais .............................................................................................................................23 8.2.1 Mancais de bucha de deslizamento ...............................................................................23 8.2.2 Mancais de rolamentos....................................................................................................23 9 Partes transmissoras de luz............................................................................................23 10 Dispositivos de drenos e respiros que formam parte de um invólucro à prova de explosão............................................................................................................................23 10.1 Generalidades...................................................................................................................23 10.2 Aberturas para drenos ou respiros ................................................................................24 10.3 Limites de composição....................................................................................................24 10.4 Dimensões ........................................................................................................................24 10.5 Elementos com caminhos mensuráveis........................................................................24 10.6 Elementos com caminhos não mensuráveis ................................................................24 10.7 Dispositivos removíveis ..................................................................................................24 10.7.1 Generalidades...................................................................................................................24 10.7.2 Arranjos de montagem de elementos ............................................................................25 10.8 Resistência mecânica......................................................................................................25 10.9 Dispositivos de drenagem e respiro quando utilizados como componentes “Ex”...25 10.9.1 Generalidades...................................................................................................................25 10.9.2 Arranjos de montagem de elementos e componentes.................................................25 10.9.3 Ensaios de tipo para dispositivos de dreno e respiro utilizados como componentes “Ex” ...................................................................................................................................25 10.9.4 Certificados de componentes “Ex”................................................................................29 11 Dispositivos de fixação e aberturas...............................................................................29 12 Materiais............................................................................................................................30 13 Entradas para invólucros à prova de explosão.............................................................32 13.1 Generalidades...................................................................................................................32 13.2 Furos roscados ................................................................................................................32 13.3 Furos não roscados (somente para Grupo I) ................................................................33 13.4 Prensa-cabos....................................................................................................................33 13.5 Dispositivos de selagem de eletrodutos........................................................................34 13.6 Plugues, tomadas e dispositivos acopláveis para cabos ............................................35 13.7 Buchas ..............................................................................................................................35 13.8 Bujões ...............................................................................................................................36 14 Verificações e ensaios.....................................................................................................36 15 Ensaios de tipo.................................................................................................................37 15.1 Generalidades...................................................................................................................37 15.2 Ensaio da capacidade do invólucro suportar a pressão..............................................37 15.2.1 Generalidades...................................................................................................................37 15.2.2 Determinação da pressão de explosão (pressão de referência) .................................38 15.2.3 Ensaio de sobrepressão..................................................................................................41 15.3 Ensaio de não propagação de uma ignição interna .....................................................42 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados iv ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. 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  • 5.
    15.3.1 Generalidades...................................................................................................................42 15.3.2 Equipamentoselétricos dos Grupos I, IIA e IIB.............................................................44 15.3.3 Equipamentos elétricos do Grupo IIC............................................................................46 15.4 Ensaios de invólucros à prova de explosão com dispositivos de drenagem e respiros .............................................................................................................................47 15.4.1 Generalidades...................................................................................................................47 15.4.2 Ensaio da capacidade do invólucro para suportar pressão ........................................48 15.4.3 Ensaios térmicos..............................................................................................................48 15.4.4 Ensaio de não propagação de uma ignição interna .....................................................49 15.5 Ensaios para dispositivos “dc” ......................................................................................50 15.5.1 Generalidades...................................................................................................................50 15.5.2 Preparação das amostras “dc”.......................................................................................50 15.5.3 Condições de ensaio para dispositivos “dc”................................................................50 16 Ensaios de rotina .............................................................................................................50 16.1 Generalidades...................................................................................................................50 16.2 Invólucros não incorporando uma construção soldada ..............................................51 16.3 Invólucros incorporando uma construção soldada......................................................52 16.4 Buchas não específicas para um invólucro à prova de explosão...............................52 16.5 Critério de aceitação........................................................................................................52 16.6 Ensaio de lote...................................................................................................................52 17 Conjuntos de manobra para o Grupo I...........................................................................53 17.1 Generalidades...................................................................................................................53 17.2 Meios de isolação.............................................................................................................53 17.2.1 Generalidades...................................................................................................................53 17.3 Portas ou tampas .............................................................................................................53 17.3.1 Portas ou tampas de atuação rápida..............................................................................53 17.3.2 Portas ou tampas fixadas por parafusos.......................................................................54 17.3.3 Portas ou tampas roscadas ............................................................................................54 18 Porta-lâmpadas e bases de lâmpada .............................................................................54 18.1 Generalidades...................................................................................................................54 18.2 Dispositivo para evitar que a lâmpada afrouxe em operação......................................54 18.3 Suportes e protetores para lâmpadas com protetores cilíndricos..............................54 18.4 Suportes para lâmpadas com protetores roscados .....................................................54 19 Invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros ................................55 19.1 Generalidades...................................................................................................................55 19.2 Resistência ao trilhamento e distância de escoamento em superfícies internas das paredes do invólucro.......................................................................................................55 19.3 Requisitos para ensaios de tipo .....................................................................................55 19.4 Ensaio de erosão por chama ..........................................................................................55 20 Marcação...........................................................................................................................56 20.1 Generalidades...................................................................................................................56 20.2 Marcações de advertências e de alertas........................................................................56 20.3 Marcações informativas ..................................................................................................56 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados v ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. 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  • 6.
    21 Instruções .........................................................................................................................57 AnexoA (normativo) Requisitos adicionais para elementos em chapa prensada (colmeia) de dispositivos de drenagem e respiro...............................................................................58 Anexo B (normativo) Requisitos adicionais para elementos com caminhos não mensuráveis, de dispositivos de drenagem e respiro..........................................................................59 B.1 Elementos de metal sinterizado......................................................................................59 B.2 Elementos de telas metálicas prensadas ......................................................................59 B.3 Elementos de metal poroso ............................................................................................60 Anexo C (normativo) Requisitos adicionais para dispositivos de entrada à prova de explosão.......................................................................................................................62 C.1 Generalidades...................................................................................................................62 C.2 Requisitos construtivos ..................................................................................................62 C.2.1 Métodos de vedação........................................................................................................62 C.2.1.1 Prensa-cabos e dispositivos de vedação de eletroduto com anéis de vedação elastomérico .....................................................................................................................62 C.2.1.2 Prensa-cabos selado com composto selante ...............................................................62 C.2.1.3 Unidades seladoras com composto selante .................................................................63 C.2.1.4 Buchas de passagem seladas ........................................................................................63 C.2.2 Juntas à prova de explosão ............................................................................................64 C.2.2.1 Juntas roscadas...............................................................................................................64 C.2.3.2 Bujões “Ex” com rosca métrica......................................................................................66 C.2.3.3 Bujões “Ex” com rosca NPT ...........................................................................................66 C.2.4 Requisitos construtivos para adaptadores roscados “Ex” .........................................66 C.3 Ensaios de tipo.................................................................................................................66 C.3.1 Ensaio de vedação...........................................................................................................66 C.3.1.1 Generalidades...................................................................................................................66 C.3.1.2 Prensa-cabos e dispositivos de selagem de eletrodutos com anel de vedação .......67 C.3.1.4 Dispositivos de selagem de eletrodutos com composto selante................................68 C.3.2 Ensaio de resistência mecânica .....................................................................................68 C.3.2.1 Prensa-cabos com elemento de compressão roscada ................................................68 C.3.2.4 Critério de aceitação........................................................................................................69 C.3.3 Ensaio de tipo para bujões “Ex”.....................................................................................69 C.3.3.1 Ensaio de torque ..............................................................................................................69 C.3.3.2 Ensaio de sobrepressão..................................................................................................69 C.3.4 Ensaio de tipo para adaptadores roscados “Ex”..........................................................70 C.3.4.1 Ensaio de torque ..............................................................................................................70 C.3.4.2 Ensaio de impacto............................................................................................................70 C.3.4.3 Ensaio de sobrepressão..................................................................................................70 Anexo D (normativo) Invólucros vazios à prova de explosão como componentes “Ex”............72 D.1 Generalidades...................................................................................................................72 D.2 Observações preliminares ..............................................................................................72 D.3 Requisitos para invólucro como componentes “Ex” ...................................................72 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados vi ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. 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  • 7.
    D.4 Conversão deum certificado de componente “Ex” em um equipamento completamente certificado .............................................................................................74 D.4.1 Procedimento ...................................................................................................................74 D.4.2 Aplicação da relação de limitações................................................................................74 Anexo E (normativo) Acumuladores e baterias utilizadas em invólucros à prova de explosão “d”................................................................................................................75 E.1 Observações preliminares ..............................................................................................75 E.2 Sistemas eletroquímicos aceitáveis...............................................................................75 E.3 Requisitos gerais para acumuladores (ou baterias) no interior de invólucros à prova de explosão.........................................................................................................76 E.4 Arranjos de dispositivos de segurança .........................................................................77 E.4.1 Prevenção de temperaturas excessivas e danos aos acumuladores.........................77 E.4.2 Prevenção de reversão de polaridade do acumulador ou carga reversa por outro acumulador na mesma bateria........................................................................................77 E.5 Recarga de acumuladores secundários no interior de invólucros à prova de explosão............................................................................................................................79 E.6 Faixa de proteção de diodos e garantias dos dispositivos de proteção ...................80 Anexo F (informativo) Propriedades mecânicas para parafusos e porcas ...................................81 Anexo G (normativo) Requisitos adicionais para invólucros à prova de explosão com uma fonte interna de liberação (sistema de contenção).......................................................83 G.1 Generalidades...................................................................................................................83 G.2 Condições de liberação...................................................................................................84 G.2.1 Sem liberação...................................................................................................................84 G.2.2 Liberação limitada de um gás ou vapor.........................................................................84 G.2.3 Liberação limitada de um líquido ...................................................................................84 G.3 Requisitos de projeto para sistemas de contenção ....................................................84 G.3.1 Requisitos gerais de projeto...........................................................................................84 G.3.2 Sistema de contenção infalível.......................................................................................85 G.3.3 Sistema de contenção com liberação limitada .............................................................85 G.4 Ensaios de tipo para o sistema de contenção ..............................................................86 G.4.1 Ensaio de sobrepressão .................................................................................................86 G.4.2 Ensaio de vazamento para um sistema de contenção infalível...................................86 G.4.3 Ensaio de vazamento para um sistema de contenção com liberação limitada ........86 Anexo H (normativo) Requisitos para máquinas com invólucros à prova de explosão “d” acionados por conversores ............................................................................................87 H.1 Generalidades...................................................................................................................87 H.2 Requisitos construtivos para mancais ..........................................................................87 H.3 Requisitos para temperatura...........................................................................................87 Bibliografia.........................................................................................................................................88 Figuras Figura 1 – Exemplo de construção para verificação indireta de uma junta flangeada à prova de explosão do Grupo I........................................................................................8 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados vii ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
  • 8.
    Tabelas Tabela 1 –Quantidade de ensaios de não propagação para o nível de proteção “da”................5 Tabela 2 – Comprimentos mínimos de juntas e interstícios máximos para invólucros dos Grupos I, IIA e IIB .........................................................................14 Tabela 3 – Comprimento mínimo da junta e interstício máximo para invólucros do Grupo IIC 15 Tabela 4 – Juntas cilíndricas roscadas ...........................................................................................16 Tabela 5 – Juntas roscadas a,c.........................................................................................................16 Tabela 6 – Condições para a determinação da máxima temperatura de superfície ...................36 Tabela 7 – Fatores de ensaio para condições de temperatura ambiente reduzidas...................38 Tabela 8 – Pressões relativas para equipamentos de pequenas dimensões..............................41 Tabela 9 – Redução no comprimento de uma junta roscada para ensaio de não propagação ..........................................................................................................43 Tabela 10 – Fatores de ensaio para aumento de pressão ou interstício de ensaio (iE)..............44 Figura 2 – Juntas de encaixe..............................................................................................................9 Figura 3 – Furos em superfícies de juntas flangeadas – Exemplo 1............................................10 Figura 4 – Furos em superfícies de juntas flangeadas – Exemplo 2............................................10 Figura 5 – Furos em superfícies de juntas flangeadas – Exemplo 3............................................10 Figura 6 – Furos em superfícies de juntas de encaixe – Exemplo 1 ............................................10 Figura 7 – Furos em superfícies de juntas de encaixe – Exemplo 2 ............................................11 Figura 8 – Furos em superfícies de juntas de encaixe – Exemplo 3 ............................................11 Figura 9 – Exemplos de fabricação de juntas.................................................................................12 Figura 10 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 1 .............................17 Figura 11 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 2..............................17 Figura 12 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 3 .............................17 Figura 13 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 4 .............................17 Figura 14 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 5 .............................17 Figura 15 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 6 .............................17 Figura 16 – Ilustração dos requisitos relacionados com gaxetas – Exemplo 7..........................18 Figura 17 – Exemplo de junta cilíndrica para eixo de máquina elétrica girante..........................21 Figura 18 – Exemplo de junta com labirinto para eixo de máquina elétrica girante...................21 Figura 19 – Exemplo de junta com bucha flutuante para eixo de máquina elétrica girante ......22 Figura 20 – Junta de eixo de máquinas elétricas girantes............................................................22 Figura 21 – Ensaio de componentes para dispositivos de drenagem e respiros.......................27 Figura 22 – Exemplo de possibilidade de documentação.............................................................33 Figura 23 – Exemplo de uma forma de onda de formato regular .................................................40 Figura 24 – Exemplo de uma forma de onda de formato irregular...............................................40 Figura C.1 – Exemplos de bujões para entradas não utilizadas...................................................65 Figura C.2 – Dispositivo para ensaio de vedação de prensa-cabos ............................................68 Figura C.3 – Exemplos de adaptadores roscados “Ex” ................................................................71 Figura E.1 – Arranjo de montagem de diodos para três acumuladores em série.......................78 Figura E.2 – Arranjo de diodos de bloqueio para atender a E.4.3 (terceiro exemplo)................79 Figura G.1 – Invólucro à prova de explosão com sistema de contenção....................................83 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados viii ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
  • 9.
    Tabela 11 –Distâncias mínimas de obstrução a partir de aberturas de flanges à prova de explosão “d”.........................................................44 Tabela 12 – Misturas gás/ar..............................................................................................................45 Tabela 13 – Pressões estáticas........................................................................................................51 Tabela 14 – Textos de marcações de advertências e de alertas...................................................56 Tabela 15 – Texto de marcações informativas................................................................................57 Tabela C.1 – Valores de torque de aperto, métrico ........................................................................70 Tabela C.2 – Valores de torque de aperto, NPT ..............................................................................71 Tabela E.1 – Acumuladores primários aceitáveis...........................................................................75 Tabela E.2 – Acumuladores secundários aceitáveis......................................................................76 Tabela F.1 ‒ Propriedades mecânicas de parafusos e porcas......................................................81 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados ix ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
  • 10.
    Prefácio Nacional A AssociaçãoBrasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2. AABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para exigência dos requisitos desta Norma. A ABNT NBR IEC 60079-1 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), pela Comissão de Estudo de Requisitos Gerais de Equipamentos “Ex”, Equipamentos com Invólucros à Prova de Explosão (Ex “d”), Imersão em Areia (Ex “q”), Imersão em Óleo (Ex “o”), Encapsulamento em Resina (Ex “m”), Equipamentos Elétricos com Nível de Proteção de Equipamento (EPL) Ga e Luminárias para Capacetes para Minas Sujeitas a Grisu (CE-003:031.002). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 03, de 24.03.2016 a 24.04.2016. Esta Norma é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à IEC 60079-1:2014, Ed. 7.0, que foi elaborada pelo Technical Committee Equipment for Explosive Atmospheres (IEC/TC 31), conforme ISO/IEC Guide 21-1:2005. Esta terceira edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR IEC 60079-1:2009), a qual foi tecnicamente revisada. Esta edição da ABNT NBR IEC 60079-1 inclui as seguintes modificações significativas, em relação à edição anterior: Explicação da significância das modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Referências normativas (Remoção da data de edição da referência da ABNT NBR IEC 60079-0) 2 X Requisitos para o nível de proteção de equipamentos EPL “da” (Sensores catalíticos de detectores portáteis de gás combustível) 4.2 X © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados x ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
  • 11.
    Explicação da significânciadas modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Requisitos para o nível de proteção de equipamentos EPL “dc” (“Dispositivos centelhantes selados” da ABNT NBR IEC 60079-15) 4.4, 15.5 X Juntas à prova de explosão, Requisitos gerais (Detalhamento da documentação e exemplos de graxa para inibição de corrosão) 5.1 X Juntas à prova de explosão, Requisitos gerais (Condições específicas de utilização de juntas que não são pretendidas a serem reparadas) 5.1 X Juntas à prova de explosão, Requisitos gerais (Eletrodeposição com espessura superior a 0,008 mm) 5.1 X Juntas não roscadas, Interstício (i) (Interstícios intencionais entre as superfícies de juntas flangeadas) 5.2.2 X Juntas serrilhadas (Utilização e requisitos de ensaios) 5.2.8 X Juntas multipasso (Não menos que três segmentos adjacentes e duas mudanças de caminhos) 5.2.9 X Comprimento mínimo de junta e interstício máximo para invólucros dos Grupos IIA e IIB (Interstícios máximos para juntas flangeadas, cilíndricas e de encaixe de comprimento mínimo de 9,5 mm e volume maior que 2 000 cm3) Tabela 2 X © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xi ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
  • 12.
    Explicação da significânciadas modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Comprimento mínimo da junta e interstício máximo para invólucros dos Grupos I, IIA, IIB e IIC (ABNT NBR ISO 80000-1 para arredondamento de valores construtivos) Tabela 2, Tabela 3 X Juntas roscadas cilíndricas (ABNT NBR ISO 965-1 em relação às formas de roscas ou qualidade do ajuste ou do encaixe) Tabela 4 X Juntas roscadas cônicas (Fabricação de roscas internas (fêmea) e externas (macho)) Tabela 5 X Juntas resinadas (Meios mecânicos suplementares de fixação) 6.1.2 C1 Juntas resinadas (Critérios de avaliação se houver um vazamento) 6.1.2 X Juntas de vidro fundido (Juntas vidro/metal) 6.2 X Ensaios térmicos de dispositivos de respiro e drenagem (Classe de temperatura baseada na temperatura de superfície externa após período de ensaio de 10 min) 10.9.3.2 X Ensaio da capacidade de dispositivos de respiro e drenagem de suportar pressão (Relocado antes dos requisitos para ensaios térmicos após ensaios de não propagação) 10.9.3.4 X Certificados de componentes “Ex” (Faixa de temperatura de serviço para invólucros não metálicos de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0) 10.9.4 X © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xii ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
  • 13.
    Explicação da significânciadas modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Dispositivos de fixação e aberturas (Relocação do conteúdo de elementos de fechamento de 13.8 e C.2.3) 11 X Dispositivos de fixação e aberturas. Classe de propriedade ou ensaio de resistência (Condição específica de utilização no certificado) 11.3 X Dispositivos de fixação e aberturas (Aberturas na parede do invólucro) 11.8 X Materiais (Limitação de materiais em atmosferas de acetileno) 12.8 C2 Entradas para invólucros à prova de explosão, Generalidades (Entradas roscadas métricas e NPT) 13.1 X Entradas para invólucros à prova de explosão, Generalidades (Juntas não roscadas para Grupo I) 13.1 X Entradas para invólucros à prova de explosão, Furos não roscados. (Aplicação em Grupo I) 13.3 X Entradas para invólucros à prova de explosão, Prensa-cabos (Aplicação em Grupo I) 13.4 X Prensa-cabos, Dispositivos para selagem de eletrodutos (Documentação para facilitar a montagem) 13.4,13.5 X Plugues e tomadas e adaptadores de cabos (Requisitos de carga para ensaio de extinção de arco) 13.6.4 C3 Buchas (Documentação para facilitar a montagem) 13.7 X © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xiii ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Explicação da significânciadas modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Bujões (elementos de vedação (Relocado da Seção 11) 13.8 X Verificação e ensaios (Condições para a temperatura máxima de superfície) Tabela 6 X Ensaios de tipo (Sequência e quantidade de amostras por ensaios) 15 X Determinação da pressão de explosão, Generalidades (Dispositivos que podem causar turbulência) 15.2.2.2 X Determinação de pressão da explosão, Generalidades (Quantidade de ensaios para o Grupo IIC) 15.2.2.2 X Determinação de pressão da explosão, Generalidades (Pressão de pré-compressão para o Grupo IIB) 15.2.2.4 X Determinação de pressão da explosão, Generalidades (Equipamentos marcados para um único gás)) 15.2.2.5 X Ensaio de sobrepressão, Generalidades (Ensaios de sobrepressão em baixa temperatura não requeridos) 15.2.3 X Ensaio de sobrepressão, Primeiro método (estático) (Opção de 3 vezes a pressão, quando são realizados ensaios de lote de rotina) 15.2.3.2 X Ensaio de sobrepressão, Primeiro método (estático) (Ajuste para baixa temperatura ambiente devido aos equipamentos de pequenas dimensões) 15.2.3.2 X © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xiv ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Explicação da significânciadas modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Ensaio de sobrepressão, Segundo método (dinâmico) (Quantidade de ensaios a serem realizados) 15.2.3.3 X Ensaio para não propagação de uma ignição interna (Esclarecimentos relacionados com a graxa) 15.3 X Redução no comprimento de uma junta roscada para ensaio de não propagação (ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3 com relação a formas de roscas e qualidade do ajuste ou do encaixe) Tabela 9 X Fatores de ensaio para aumentar a pressão ou o interstício do ensaio (Ajustes para o Grupo IIC para locais de elevada temperatura ambiente) Tabela 10 X Ensaio para não propagação de uma ignição interna, Grupos I, IIA e IIB (Quantidade de ensaios a serem realizados) 15.3.2.3 X Ensaio para não propagação de uma ignição interna, ensaio por interstício aumentado para o Grupo IIC (Quantidade de ensaios a serem realizados) 15.3.3.2 X Ensaio para não propagação de uma ignição interna, Grupo IIC (Ensaios de gases com enriquecimento de oxigênio) 15.3.3.4 X Ensaios térmicos para invólucros com dispositivos de respiro e drenagem (Classe de temperatura baseada na temperatura de superfície externa após período de ensaio de 10 min) 15.4.3.1 X © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xv ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Introdução Parágrafo 11 pt Explicaçãoda significância das modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Ensaio para dispositivos “dc” (“Dispositivos centelhantes encapsulados” da ABNT NBR IEC 60079-15) 15.5 X Ensaios de rotina, Generalidades (Ajuste para baixa temperatura ambiente devido aos equipamentos de pequenas dimensões) 16.1.2 X Ensaios de rotina, Generalidades (Opção quando o segundo método é escolhido) 16.1.3 X Ensaios de rotina, Generalidades (Opções de inspeção para juntas soldadas) 16.3 X Ensaios de rotina, Generalidades (Permissão para ensaios de lote) 16.6 X Painéis de manobra para o Grupo I (Clarificação necessária para a conformidade para tipos de proteção com EPL Mb) 17.2.2, 17.2.3 X Invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros, Generalidades (Exceção para juntas resinadas) 19.1 X Invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros, Resistência ao trilhamento e distâncias de escoamento (Referências às ABNT NBR IEC 60079-7 e ABNT NBR IEC 60079-15) 19.2 X Invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros, Requisitos para ensaios de tipo (Esclarecimento da sequência de ensaios) 19.3 X © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xvi ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Explicação da significânciadas modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Instruções (Indicação de que reparo de caminhos de passagem de chama é não pretendido) 21 X Buchas de passagem seladas (Documentação relacionada com a quantidade de condutores) C.2.1.4 X Buchas de passagem seladas (Critérios para ensaio de não propagação) C.2.1.4 X Buchas de passagem seladas (Critérios de avaliação se houver um vazamento) C.2.1.4 X Juntas à prova de explosão, Juntas roscadas (Requisitos e Opções) C.2.2.1 X Juntas à prova de explosão, Juntas não roscadas (Aplicação para Grupo I) C.2.2.2 X Requisitos construtivo para bujões “Ex” (Relocado da Seção 11) C.2.3.1 X Requisitos construtivos para bujões “Ex” (Bujões “Ex” com roscas métricas e NPT) C.2.3.2, C.2.3.3 X Requisitos construtivos para bujões “Ex” (Fabricação de bujões não roscados para o Grupo I) C.2.3.4 X Ensaio de selagem, Generalidades (Permissão para reaperto) C.3.1.1 X Prensa-cabos e dispositivos de selagem de eletrodutos com anel de selagem (Mandril deve ser de metal resistente à corrosão) C.3.1.2 X © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xvii ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Explicação da significânciadas modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Ensaios de tipo para bujões “Ex”, Ensaio de torque (Bloco de ensaio deve ser de aço) C.3.3.1 X Valores de torque de aperto (Inclusão de tamanho de rosca < 16 mm) Tabela C.1 X Valores de torque de aperto (Inclusão de tamanhos de rosca NPT) Tabela C.2 X Requisitos de invólucro como componente “Ex” (Requisitos de marcação interna) D.3.8 C4 Requisitos de invólucro como componente “Ex” (Requisitos de conteúdo de certificado) D.3.10 X Utilização de um certificado de invólucro como componente “Ex” para a preparação de um equipamento certificado, Procedimento (Dispositivos que podem gerar uma turbulência significativa) D.4.1 X Acumuladores de bateria primária aceitáveis (Inclusão de acumuladores de bateria Tipo B) Tabela E.1 X Acumuladores de bateria primária aceitáveis (Remoção de acumuladores de bateria do Tipo T) Tabela E.1 C5 Acumuladores de bateria primária aceitáveis (Inclusão de acumuladores de bateria do Tipo Lítio) Tabela E.2 X © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xviii ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Explicação da significânciadas modificações Seção Tipo Menores ou modificações editoriais Extensão Modificações Técnicas maiores Método de evitar temperatura excessiva e danos de acumuladores (Aplicação dos requisitos da ABNT NBR IEC 60079-11) E.4.1.2 X Método de evitar carregamento inadvertido de uma bateria por outras fontes de tensão no interior do invólucro (Fabricação não requerendo proteção adicional) E.4.3 X Recarga de acumuladores secundários no interior de invólucros à prova de explosão (Opções de baterias adicionais) E.5.1 X Introdução de um método alternativo de avaliação de risco incluindo os níveis de proteção de equipamentos (EPL) para equipamentos “Ex” (Remoção do Anexo informativo anterior) Anexo G X Requisitos adicionais para invólucros à prova de explosão com uma fonte interna de liberação (sistema de contenção) (Inclusão de um novo Anexo normativo) Anexo G X Requisitos para motores com invólucros à prova de explosão “d” acionados por conversores (Inclusão de um novo Anexo normativo) Anexo H X NOTA As modificações técnicas são relacionadas para indicar a significância das modificações técnicas nas Normas IEC revisadas, mas estas não formam uma listagem completa de todas as modificações com relação à edição anterior. Mais orientações podem ser obtidas pela consulta à versão da norma IEC 60079-1 com marcas em vermelho (Redline Version). © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xix ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Explanações: A) Definições Modificações menorese editoriais Clarificação redução de requisitos técnicos modificação técnica menor correções editoriais Estas são alterações que modificam requisitos de uma forma editorial ou com alteração técnica menor. Estas incluem alterações de texto para a clarificação de requisitos técnicos sem qualquer modificação técnica, ou a redução de um nível de requisito existente. Extensão adição de opções técnicas Estas são modificações que incluem um novo requisito técnico ou modificam requisitos técnicos existentes, de forma que novas opções sejam apresentadas, mas sem o aumento dos requisitos para equipamentos que tenham sido totalmente em conformidade, de acordo com a edição anterior da norma. Desta forma, estas modificações não necessitam ser consideradas para produtos em conformidade com a edição anterior. Modificação técnica maior inclusão de requisitos técnicos aumento dos requisitos técnicos Estas são modificações dos requisitos técnicos (inclusão, aumento do nível ou remoção), feitas de uma forma que um produto em conformidade com a edição anterior nem sempre será capaz de atender aos requisitos apresentados na edição seguinte. Estas modificações necessitam ser consideradas para produtos em conformidade com a edição anterior. Para estas modificações, informações adicionais são apresentadas na seção B) a seguir. NOTA Estas modificações representam o estado atual do conhecimento tecnológico. Entretanto, estas modificações não necessitam normalmente possuir uma influência sobre equipamentos já colocados no mercado. B) Informações sobre a retrospectiva de “Modificações técnicas maiores” C1 - Meios mecânicos suplementares para a fixação de juntas resinadas não podem ser prejudicados pela abertura da porta ou tampas que sejam destinadas a serem abertas durante as atividades de instalação e manutenção. Por exemplo, nas figuras abaixo, para uma luminária incorporando uma junta resinada entre as lentes e a tampa do invólucro, a construção mostrada na segunda figura estaria de acordo com este requisito, enquanto que a construção mostrada na primeira figura não estaria de acordo. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xx ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Lentes 1 2 Tampa removível Lentes Tampa removível Junta à provade explosão Junta à prova de explosão Invólucro Invólucro Resina Resina Presilha ou outro dispositivo mecânico de fixação C2 - Inclusão de limitação de material para invólucros de equipamentos e invólucros de componentes “Ex” para montagem externa, se fabricados de cobre e ligas de cobre, quando utilizados em atmosferas explosivas de gás contendo acetileno (12.8). C3 - Inclusão de requisitos de fator de potência para avaliação da capacidade de um plugue e tomada para manter as características à prova de explosão durante o período de resfriamento do arco, quando da abertura de um circuito de ensaio (13.6.4). C4 - Inclusão de requisitos de marcação de invólucros de componentes “Ex”, adicionais aos requisitos para marcação de componentes “Ex” apresentadas na ABNT NBR IEC 60079-0 (D.3.8). C5 - Remoção de acumuladores do Tipo T como aceitáveis para acumuladores primários (Tabela E.1). NOTA BRASILEIRA Acumulador tipo “T”: Eletrodo positivo de óxido de prata, eletrólito com hidróxido alcalino metálico e eletroduto negativo de zinco. O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte: Scope This Part of ABNT NBR IEC 60079 contains specific requirements for the construction and testing of electrical equipment with the type of protection flameproof enclosure “d”, intended for use in explosive gas atmospheres. This Standard supplements and modifies the general requirements of ABNT NBR IEC 60079-0. Where a requirement of this Standard conflicts with a requirement of ABNT NBR IEC 60079-0, the requirement of this Standard will take precedence. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados xxi ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Atmosferas explosivas Parte 1:Proteção de equipamento por invólucro à prova de explosão “d” 1 Escopo Esta Parte da ABNT NBR IEC 60079 contém requisitos específicos para a construção e ensaios de equipamentos elétricos com o tipo de proteção por invólucro à prova de explosão “d”, destinados para utilização em atmosferas explosivas de gás. Esta Norma suplementa e modifica os requisitos gerais da ABNT NBR IEC 60079-0. Quando um requisito desta Norma conflitar com um requisito da ABNT NBR IEC 60079-0, os requisitos desta Norma prevalecem. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe- rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). IEC 60061 (all parts), Lamp caps and holders together with gauges for the control of interchangeability and safety ABNT NBR IEC 60079-0, Atmosferas explosivas – Parte 0: Equipamentos – Requisitos gerais ABNT NBR IEC 60079-7, Atmosferas Explosivas – Parte 7: Proteção de equipamentos por segurança aumentada “e” ABNT NBR IEC 60079-11, Atmosferas explosivas – Parte 11: Proteção de equipamentos por segurança intrínseca “i” ABNT NBR IEC 60079-15, Atmosferas explosivas – Parte 15: Proteção de equipamentos por tipo de proteção “n” IEC 60127 (all parts), Miniature fuses IEC 60623:2001, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Vented nickel-cadmium prismatic rechargeable single cells ISO 965-1, ISO general purpose metric screw threads – Tolerances – Part 1: Principles and basic data ABNT NBR ISO 965-3, Rosca métrica ISO de uso geral – Tolerâncias – Parte 3: Afastamentos para roscas de construção ISO 2738, Sintered metal materials, excluding hard metals – Permeable sintered metal materials – Determination of density, oil content and open porosity ISO 4003, Permeable sintered metal materials – Determination of bubble test pore size ISO 4022, Permeable sintered metal materials – Determination of fluid permeability ANSI/ASME B1.20.1, Pipe threads, general purpose (inch) © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 1 NORMA BRASILEIRA ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    3 Termos edefinições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR IEC 60079-0, e os seguintes. NOTA Definições adicionais aplicáveis às atmosferas explosivas podem ser encontradas na ABNT NBR IEC 60050-426 [1] 1. 3.1 invólucro à prova de explosão “d” invólucro no qual as partes que podem causar a ignição de uma atmosfera explosiva de gás são confinadas, e que é capaz de suportar a pressão desenvolvida durante uma explosão interna de uma mistura explosiva, e que impede a propagação da explosão para a atmosfera explosiva de gás ao redor do invólucro 3.2 volume volume total interno do invólucro NOTA 1 Para invólucros nos quais o conteúdo é essencial em serviço, o volume a ser considerado é o volume livre remanescente. NOTA 2 Para luminárias, o volume é determinado sem as lâmpadas montadas. 3.3 junta à prova de explosão local onde as superfícies correspondentes de duas partes de um invólucro, ou a conjunção de invó- lucros, se unem, e que impede a propagação de uma explosão interna para a atmosfera explosiva ao redor do invólucro 3.4 comprimento de junta L menor caminho através de uma junta à prova de explosão do interior para o exterior de um invólucro NOTA Esta definição não se aplica às juntas roscadas. 3.5 distância l menor caminho através de uma junta à prova de explosão, onde o comprimento de junta L é inter- rompido por furos destinados à passagem de dispositivos de fixação para montagem de partes do invólucro à prova de explosão 3.6 interstício de junta à prova de explosão i distância entre as superfícies correspondentes de uma junta à prova de explosão, quando o invólucro do equipamento elétrico está montado NOTA Para superfícies cilíndricas, formando juntas cilíndricas, o interstício é a diferença entre os diâme- tros do furo e o componente cilíndrico. 1 Referências entre colchetes são indicadas na Bibliografia. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 2 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    3.7 máximo interstício experimentalseguro (para uma mistura explosiva) MESG máximo interstício de uma junta de 25 mm de comprimento que impede qualquer transmissão de uma explosão durante 10 ensaios feitos sob condições especificadas na ABNT NBR IEC 60079-20-1 [2] 3.8 eixo parte da seção transversal circular utilizada para a transmissão de movimento rotativo 3.9 eixo de operação componente utilizado para transmissão dos movimentos de controle, os quais podem ser rotativos ou lineares, ou uma combinação dos dois 3.10 pré-compressão resultados de uma ignição, em um compartimento ou subdivisão de um invólucro, de uma mistura gasosa pré-comprimida, por exemplo, devido a uma ignição primária em outro compartimento ou subdivisão 3.11 porta ou tampa de ação rápida porta ou tampa provida com um dispositivo que permita a abertura ou fechamento por uma operação simples, como o movimento de uma alavanca ou pela rotação de um volante. NOTA O dispositivo é montado de tal forma que a operação tenha dois estágios: ● um para travar ou para destravar, e ● outro para abertura ou fechamento. 3.12 porta ou tampa fechada por fixadores roscados porta ou tampa cuja abertura ou fechamento requer a manipulação de um ou mais dispositivos de fixação roscados (parafusos, prisioneiros ou porcas) 3.13 porta ou tampa roscada porta ou tampa montada em um invólucro à prova de explosão por meio de uma junta roscada à prova de explosão 3.14 dispositivo com respiro dispositivo que permite uma troca entre a atmosfera no interior de um invólucro e a atmosfera externa circunvizinha, e que mantém a integridade do tipo de proteção 3.15 dispositivo de dreno dispositivo que permite que líquidos fluam para o exterior de um invólucro e que mantém a integri- dade do tipo de proteção © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 3 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    3.16 bujão “Ex” elementos devedação roscados para o Grupo I ou Grupo II, e elementos de vedação não roscados para o Grupo I que: — são destinados a fechar entradas não utilizadas, — são ensaiados separadamente de um invólucro, — possuem um certificado de equipamento, e — são destinados a serem montados no invólucro de um equipamento, sem considerações adicionais NOTA 1 Isto não exclui que o bujão seja certificado como componente de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Exemplos de bujões como mostrado na Figura C.1. NOTA 2 Bujões não roscados não são equipamentos para aplicações em Grupo II. 3.17 adaptador roscado “Ex” adaptador roscado ensaiado separadamente do invólucro, mas que possui certificado e é destinado a ser montado no invólucro de um equipamento sem considerações adicionais NOTA Isto não exclui um componente certificado para adaptadores roscados, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Exemplos de adaptadores roscados são mostrados na Figura C.3. 3.18 invólucro como componente “Ex” invólucro à prova de explosão vazio, fornecido com um certificado de componente “Ex”, sem que os equipamentos internos estejam definidos, de forma a permitir que o invólucro vazio esteja apto à incorporação de componentes para um equipamento certificado, sem a necessidade de repetição de ensaios de tipo 4 Nível de proteção (nível de proteção de equipamento, EPL) 4.1 Generalidades Equipamento elétrico com invólucro à prova de explosão “d” deve possuir um dos seguintes níveis de proteção: — nível de proteção “da” (EPL “Ma” ou “Ga”); — nível de proteção “db” (EPL “Mb” ou “Gb”); ou — nível de proteção “dc” (EPL “Gc”). Os requisitos desta Norma devem ser aplicáveis a todos os níveis de proteção, a menos que indicado em contrário. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 4 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    4.2 Requisitos parao nível de proteção “da” O nível de proteção “da” é somente aplicável aos sensores catalíticos de detectores portáteis de gás combustível. Os requisitos indicados a seguir são os requisitos adicionais específicos para o nível de proteção “da”, os quais modificam ou suplementam os requisitos gerais desta Norma: — o volume interno livre máximo não pode exceder 5 cm3; — os condutores elétricos para o interior do sensor devem utilizar uma junta selada, de acordo com a Seção 6, diretamente na parede do invólucro; — o dispositivo de respiro do sensor deve estar de acordo com a Seção 10 e deve ser fixado à parede do invólucro, de forma a eliminar qualquer interstício (como selagem, de acordo com 6.1, ou fixação por sinterização) ou deve ser fixado por pressão na parede do invólucro com meios mecânicos suplementares de fixação (como estampagem); — alimentado por um circuito com Nível de Proteção “ia”, com uma potência máxima dissipada limitada a 3,3 W para o Grupo I e 1,3 W para o Grupo II; e NOTA Os elementos catalíticos operam normalmente a altas temperaturas. Se a potência de dissipação for aumentada além dos níveis normais de operação, o elemento falha para uma condição de circuito aberto. Desta forma, a limitação de potência requerida provê uma limitação da temperatura externa de superfície. — os ensaios de não propagação de 15.3 ou 15.4.4 (se aplicável) são modificados para aumentar a quantidade de ensaios de não transmissão, como mostrado na Tabela 1. Tabela 1 – Quantidade de ensaios de não propagação para o nível de proteção “da” Grupo de equipamento Quantidade de ensaios de não propagação I 50 IIA 50 IIB 50 IIC 50 com hidrogênio e 50 com acetileno 4.3 Requisitos para o nível de proteção “db” Exceto os requisitos específicos para os níveis de proteção “da” e “dc”, todos os outros requisitos desta Norma são aplicáveis para o nível de proteção “db”. 4.4 Requisitos para o nível de proteção “dc” 4.4.1 Generalidades Os requisitos para o nível de proteção “dc” são aplicáveis aos equipamentos elétricos e componentes “Ex” com contatos elétricos de comutação e são indicados em 4.4.2 a 4.4.3. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 5 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    4.4.2 Fabricação dedispositivos “dc” 4.4.2.1 Generalidades Os requisitos de 4.4.2.2 a 4.4.2.5 substituem aqueles da Seção 5 a Seção 13. Para equipamentos do nível de proteção “dc” que seja destinado à conexão de fiação de campo, a Seção 13 se aplica. 4.4.2.2 Volume interno livre O volume interno livre não pode exceder 20 cm3. 4.4.2.3 Proteção por selagem Invólucros para o nível de proteção “dc” que não atuem como invólucro externo de equipamento devem ser capazes de suportar um manuseio normal e operações de montagem, sem danos aos selos. Quando o invólucro para o nível de proteção “dc” também atuar como o invólucro externo do equipamento, os requisitos do invólucro indicados na ABNT NBR IEC 60079-0 são aplicáveis. 4.4.2.4 Requisitos de temperatura de operação contínua (COT) Selos moldados e compostos encapsulantes devem possuir uma faixa de temperatura de operação contínua (COT - Continuous Operating Temperature) que inclua a temperatura mínima que seja abaixo ou igual à temperatura mínima de serviço e uma máxima temperatura que seja pelo menos 10 K acima da temperatura máxima de serviço. 4.4.2.5 Valores nominais Os dispositivos devem ser limitados a uma tensão máxima de 690 V c.a., eficaz ou c.c. e 16 A c.a. eficaz ou c.c. 4.4.3 Ensaios de dispositivos “dc” Para dispositivos envolvendo o nível de proteção “dc”, os componentes devem estar sujeitos ao ensaio de tipo especificado em 15.5. Após o ensaio, o dispositivo ou componente não pode mostrar sinais visíveis de dano, nenhuma ignição externa deve ocorrer e não pode haver falha para extinguir o arco, quando os contatos de comutação são abertos. 5 Juntas à prova de explosão 5.1 Requisitos gerais Todas as juntas à prova de explosão do invólucro, se permanentemente fechadas ou projetadas para serem abertas eventualmente, devem atender, na ausência de pressão, aos requisitos aplicáveis da Seção 5. O projeto das juntas deve ser apropriado aos esforços mecânicos nelas aplicados. As dimensões dadas em 5.2 a 5.5 especificam os parâmetros essenciais do caminho da chama. Nas distâncias onde a dimensão de uma junta à prova de explosão é diferente do máximo ou mínimo aplicável (por exemplo, para atender ao ensaio de não propagação de uma ignição interna): — o comprimento mínimo da junta à prova de explosão como declarado pela documentação é maior do que o mínimo relevante; ou — o interstício máximo da junta à prova de explosão como declarado pela documentação é menor do que o máximo relevante; ou © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 6 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    — o númeromínimo de filetes de rosca acoplados para a junta à prova de explosão como declarado na documentação é maior do que o mínimo pertinente; NOTA 1 A ABNT NBR IEC 60079-0 define a documentação como os documentos que fornecem uma completa e correta especificação do aspecto de segurança de explosão do equipamento elétrico. o número do certificado do equipamento deve incluir o sufixo “X” de acordo com os requisitos de marcação da ABNT NBR IEC 60079-0 e as condições específicas de utilização listadas no certificado, e as instruções devem detalhar um dos seguintes: — as dimensões das juntas à prova de explosão devem ser detalhadas; ou — os desenhos de referência específicos que detalhem as dimensões da junta à prova de explosão; ou — orientação específica para contatar o fabricante original para informação sobre as dimensões das juntas à prova de explosão; ou — indicação específica de que as juntas à prova de explosão não são destinadas a serem reparadas. NOTA 2 A ABNT NBR IEC 60079-0 permite a utilização de uma marcação de advertência no equipamento como uma alternativa para os requisitos para a marcação “X. A superfície da junta pode ser protegida contra corrosão. Revestimento com pintura ou acabamento eletrostático não é permitido. Outros materiais de revesti- mento podem ser utilizados, se o material e procedimento de aplicação tiverem mostrado não afetar adversamente as propriedades à prova de explosão da junta. Uma graxa para inibir a corrosão, como óleo mineral ou mistura pastosa de hidrocarboneto, pode ser aplicada nas superfícies da junta antes da montagem. A graxa, se aplicada, deve ser de um tipo que não endureça com o tempo, não contenha solvente que evapore e não cause corrosão da superfície da junta. A verificação da adequabilidade deve estar de acordo com as especificações do fabricante da graxa. As superfícies das juntas podem ser protegidas por eletrodeposição. O metal de eletrodeposição, se aplicado, deve estar de acordo com o seguinte: — se não maior do que 0,008 mm de espessura, nenhuma consideração adicional é necessária — se maior que 0,008 mm de espessura, então o máximo interstício sem a eletrodeposição deve ainda estar de acordo com os requisitos da junta aplicável, e deve ser ensaiado por propagação de chama com base na dimensão do interstício que existiria sem a eletrodeposição. 5.2 Juntas não roscadas 5.2.1 Comprimento das juntas (L) O comprimento das juntas não pode ser menor do que os valores mínimos especificados nas Tabelas 2 e 3. O comprimento das juntas para partes metálicas cilíndricas encaixadas sob pressão nas paredes de um invólucro metálico à prova de explosão de volume não maior do que 2 000 cm3 pode ser reduzido para 5 mm, se a) o projeto não considerar apenas uma montagem por interferência para evitar que a parte se movimente durante os ensaios de tipo da Seção 15, © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 7 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    b) a montagematender ao requisito do ensaio de impacto especificado na ABNT NBR IEC 60079-0, levando em consideração o pior caso de interferência das tolerâncias da montagem, e c) o diâmetro externo da parte montada por interferência, onde o comprimento da junta é medido, não exceder 60 mm. NOTA Não há proibição de combinações de montagens por interferência de outras partes metálicas dentro do invólucro à prova de explosão. Nestas outras combinações, o comprimento de junta mínimo requerido da Tabela 2 ou 3 se aplica. 5.2.2 Interstício (i) O interstício, se existir um, entre as superfícies de uma junta em nenhum lugar deve exceder os valores máximos dados nas Tabelas 2 e 3. As superfícies da junta devem ser tais que a rugosidade média Ra não exceda 6,3 μm. NOTA A rugosidade média é proveniente da ISO 468. A determinação pode ser feita por uma comparação visual com uma placa de referência. Para juntas flangeadas, não pode existir qualquer interstício intencional entre as superfícies, exceto para portas ou tampas de ação rápida. Para equipamento elétrico do Grupo I, deve ser possível verificar, direta ou indiretamente, os interstícios das juntas flangeadas das tampas e portas projetadas para serem abertas eventualmente. A Figura 1 mostra um exemplo de construção para verificação indireta de uma junta à prova de explosão. Invólucro à prova de explosão Pino-guia cilíndrico pressionado no furo Tampa Comprimento da junta A superfície da tampa e a do pino-guia cilíndrico devem estar no mesmo L Figura 1 – Exemplo de construção para verificação indireta de uma junta flangeada à prova de explosão do Grupo I 5.2.3 Juntas de encaixe Para a determinação do comprimento L de uma junta de encaixe, um dos seguintes casos deve ser considerado: — a parte cilíndrica e a parte plana (ver Figura 2-a). Neste caso, o interstício não pode em lugar algum exceder os valores máximos dados nas Tabelas 2 e 3; ou — somente a parte cilíndrica (ver Figura 2-b). Neste caso, a parte plana não precisa estar de acordo com os requisitos das Tabelas 2 e 3. NOTA Para gaxetas, ver também 5.4. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 8 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    1 c f f d 1 L Figura 2a– Parte cilíndrica e parte plana Figura 2b – Somente parte cilíndrica Legenda L = c + d (I, IIA, IIB, IIC) c ≥ 6,0 mm (IIC) ≥ 3,0 mm (I, IIA, IIB) d ≥ 0,50 L (IIC) f ≤ 1,0 mm (I, IIA, IIB, IIC) 1 interior do invólucro Figura 2 – Juntas de encaixe 5.2.4 Furos nas superfícies da junta 5.2.4.1 Generalidades Onde uma junta plana ou a parte plana ou superfície parcialmente cilíndrica (ver 5.2.6) de uma junta é interrompida por furos para a passagem de fixações roscadas para montagem de partes de um invólucro à prova de explosão, a distância l para a extremidade do furo deve ser igual ou maior que a) 6 mm, quando o comprimento de junta L for menor do que 12,5 mm, b) 8 mm, quando o comprimento de junta L for igual ou maior do que 12,5 mm, mas menor do que 25 mm, c) 9 mm, quando o comprimento de junta L for igual ou maior do que 25 mm. NOTA Os requisitos para folga dos furos das fixações são especificados na ABNT NBR IEC 60079-0. A distância l é determinada como a seguir. NOTA BRASILEIRA Os requisitos para a instalação de insertos roscados metálicos em invólucros de alumínio Ex “d” são indicados na Folha de Decisão IECEx DS 2015/006 – Use of thread inserts in aluminium flameproof enclosures. 5.2.4.2 Juntas flangeadas com furos externos ao invólucro (ver Figuras 3 e 5) A distância l é medida entre cada furo e a parte interna do invólucro. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 9 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    5.2.4.3 Juntas flangeadascom furos internos ao invólucro (ver Figura 4) A distância l é medida entre cada furo e a parte externa do invólucro. 5.2.4.4 Juntas de encaixe onde, para as extremidades dos furos, a junta consiste em uma parte cilíndrica e uma parte plana (ver Figura 6) A distância l é definida como a seguir: — a soma do comprimento a da parte cilíndrica e o comprimento b da parte plana, se f for menor ou igual a 1 mm e se o interstício da parte cilíndrica for menor ou igual a 0,2 mm para equipamentos elétricos dos Grupos I e IIA, 0,15 mm para equipamentos elétricos do Grupo IIB, ou 0,1 mm para equipamentos elétricos do Grupo IIC (interstício reduzido); ou — somente o comprimento b da parte plana, se qualquer uma das condições acima mencionadas não for atendida. L 1 l Figura 3 – Furos em superfícies de juntas flangeadas – Exemplo 1 l L 1 Figura 4 – Furos em superfícies de juntas flangeadas – Exemplo 2 L 1 l Figura 5 – Furos em superfícies de juntas flangeadas – Exemplo 3 1 b f L l i a f i ≤ 0,20 mm (I,IIA) i ≤ 0,15 mm (IIB) i ≤ 0,10 mm (IIC) Figura 6 – Furos em superfícies de juntas de encaixe – Exemplo 1 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 10 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    1 L l Figura 7 –Furos em superfícies de juntas de encaixe – Exemplo 2 l 1 L Figura 8 – Furos em superfícies de juntas de encaixe – Exemplo 3 Legenda 1 interior do invólucro 5.2.4.5 Juntas de encaixe onde, para a borda dos furos, a junta consiste somente na parte plana (ver Figuras 7 e 8), desde que as juntas flangeadas sejam permitidas (ver 5.2.7) A distância l é o comprimento da parte plana entre o interior do invólucro e um furo, onde o furo é externo ao invólucro (ver Figura 7) ou entre um furo e o exterior do invólucro, onde o furo é interno ao invólucro (ver Figura 8). 5.2.5 Juntas cônicas Onde as juntas incluem superfícies cônicas, o comprimento da junta e o interstício normal para superfícies das juntas devem atender aos valores pertinentes das Tabelas 2 e 3. O interstício deve ser uniforme ao longo da parte cônica. Para equipamentos elétricos do Grupo IIC, o ângulo de conicidade não pode exceder 5°. NOTA O ângulo de conicidade é considerado entre o eixo principal do cone e a superfície do cone. 5.2.6 Juntas com superfícies cilíndricas parciais (não são permitidas para o Grupo IIC) Não pode existir interstício intencional entre as duas partes (ver Figura 9a). O comprimento da junta deve atender aos requisitos da Tabela 2. Os diâmetros das superfícies cilíndricas de duas partes que formam uma junta à prova de explosão e suas tolerâncias devem atender aos requisitos pertinentes para interstício de uma junta cilíndrica, dados na Tabela 2. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 11 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Figura 9a –Exemplo de uma junta com superfície cilíndrica parcial T α Y Y ≥5T Comprimento para ensaio = Y/1,5 T =1,25mm α = 60°(±5°) Figura 9b – Exemplo de junta serrilhada Figura 9 – Exemplos de fabricação de juntas 5.2.7 Juntas flangeadas para atmosferas contendo acetileno Juntas flangeadas somente são permitidas para equipamentos elétricos do Grupo IIC destinados ao uso em atmosferas explosivas contendo acetileno e considerando todas as condições encontradas, como a seguir: — interstício i ≤ 0,04 mm; — comprimento L ≥ 9,5 mm; e — volume ≤ 500 cm3. 5.2.8 Juntas serrilhadas Juntas serrilhadas não precisam atender aos requisitos das Tabelas 2 e 3, mas devem ter — no mínimo cinco filetes completamente acoplados, — um passo maior ou igual a 1,25 mm, e — um ângulo de inclinação de 60° (± 5°). © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 12 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Juntas serrilhadas devemser utilizadas somente em juntas que são fixadas em uma posição durante operação. Juntas serrilhadas devem atender aos requisitos de ensaio de 15.3, com a) o interstício de ensaio, iE, entre os filetes de encaixe como especificado em 15.3, com base no interstício máximo de fabricação do fabricante, iC, e b) o comprimento de ensaio reduzido para Y/1,5. Se o interstício de fabricação máximo for diferente daquele apresentado nas Tabelas 2 ou 3 para uma junta flangeada de mesmo comprimento (determinado pela multiplicação do passo pelo número de filetes), as “condições de uso” requeridas de 5.1 são aplicadas. Ver Figura 9b. 5.2.9 Juntas de múltiplos segmentos As juntas de múltiplos segmentos deve consistir em não menos que três segmentos adjacentes onde os caminhos trocam de direção não menos do que duas vezes por 90° ± 5°. As juntas de múltiplos segmentos não precisam atender aos requisitos das Tabelas 2 ou 3, mas devem satisfazer os requisitos de ensaio de 15.3 com o comprimento de ensaio de cada segmento reduzido para não mais do que 75 % dos comprimentos mínimos especificados nos desenhos dos fabricantes. Para invólucros à prova de explosão que contenham juntas de múltiplos segmentos, o número do certificado do equipamento deve incluir o sufixo “X” de acordo com a marcação requerida na ABNT NBR IEC 60079-0 e as condições específicas de uso listadas no certificado devem detalhar um dos seguintes: — dimensões das juntas à prova de explosão devem ser detalhadas; ou — especificadas nos desenhos referenciados nos detalhes e dimensões das juntas à prova de explosão; ou — especificadas nos manuais para contato do fabricante original para informação das dimensões das juntas à prova de explosão; ou — indicações específicas que as juntas à prova de explosão não são destinadas a serem reparadas. NOTA 1 AABNT NBR IEC 60079-0 permite a utilização de uma marcação de advertência em equipamentos como uma alternativa para os requisitos de marcação “X”. NOTA 2 Juntas com múltiplos segmentos são diferentes das juntas do tipo labirinto sobre eixos rotativos, como indicado nesta Norma (*ver 8.1.3). © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 13 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Tabela 2 –Comprimentos mínimos de juntas e interstícios máximos para invólucros dos Grupos I, IIA e IIB Tipo de junta Comprimento mínimo da junta L mm Interstício máximo mm Para um volume cm3 V ≤ 100 Para um volume cm3 100 < V ≤ 500 Para um volume cm3 500 < V ≤ 2 000 Para um volume cm3 2 000 < V ≤ 5 750 Para um volume cm3 V > 5 750 I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB Juntas flangeadas, cilíndricas ou de encaixe 6 9,5 12,5 25 0,30 0,35 0,40 0,50 0,30 0,30 0,30 0,40 0,20 0,20 0,20 0,20 – 0,35 0,40 0,50 – 0,30 0,30 0,40 – 0,20 0,20 0,20 – 0,08 0,40 0,50 – 0,08 0,30 0,40 – 0,08 0,20 0,20 – – 0,40 0,50 – 0,08 0,20 0,40 – 0,08 0,15 0,20 – – 0,40 0,50 – 0,08 0,20 0,40 – – 0,15 0,20 Juntas cilíndricas para eixos de máquinas elétricas girantes com: Mancais de bucha 6 9,5 12,5 25 40 0,30 0,35 0,40 0,50 0,60 0,30 0,30 0,35 0,40 0,50 0,20 0,20 0,25 0,30 0,40 – 0,35 0,40 0,50 0,60 – 0,30 0,30 0,40 0,50 – 0,20 0,20 0,25 0,30 – – 0,40 0,50 0,60 – – 0,30 0,40 0,50 – – 0,20 0,25 0,30 – – 0,40 0,50 0,60 – – 0,20 0,40 0,50 – – – 0,20 0,25 – – 0,40 0,50 0,60 – – 0,20 0,40 0,50 – – – 0,20 0,25 Mancais de rola- mentos 6 9,5 12,5 25 40 0,45 0,50 0,60 0,75 0,80 0,45 0,45 0,50 0,60 0,75 0,30 0,35 0,40 0,45 0,60 – 0,50 0,60 0,75 0,80 – 0,40 0,45 0,60 0,75 – 0,25 0,30 0,40 0,45 – – 0,60 0,75 0,80 – – 0,45 0,60 0,75 – – 0,30 0,40 0,45 – – 0,60 0,75 0,80 – – 0,30 0,60 0,75 – – 0,20 0,30 0,40 – – 0,60 0,75 0,80 – – 0,30 0,60 0,75 – – 0,20 0,30 0,40 Os valores de fabricação arredondados de acordo com a ABNT NBR ISO 80000-1 [3] necessitam ser levados em consideração quando for determinado o interstício máximo. NOTA Nesta edição da ABNT NBR IEC 60079-1, duas novas colunas foram introduzidas nesta Tabela 2, que subdividiu a coluna V > 2 000” nas colunas “2 000 < V < 5 750” e “V > 5 750”. Esta subdivisão foi feita para introduzir as dimensões do interstício máximo para juntas flangeadas, cilíndricas e de encaixe, com comprimento mínimo de junta L de 9,5 mm, quando nenhum valor existia anteriormente. Especificamente, foram introduzidos os valores “0,08” para os Grupos IIA e IIB quando o volume é “2 000 < V < 5 750” e “0,08” para o Grupo IIA, quando o volume é “V > 5 750”. Estes valores de interstícios máximos e as subdivisões associadas de volume são baseados nas dimensões históricas de interstícios à prova de explosão Classe I, Divisão 1, documentada na ANSI/UL 1203 [4]. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 14 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Tabela 3 –Comprimento mínimo da junta e interstício máximo para invólucros do Grupo IIC Tipo de junta Comprimento mínimo da junta L mm Interstício máximo mm Para um volume cm3 V ≤ 100 Para um volume cm3 100 < V ≤ 500 Para um volume cm3 500 < V ≤ 2 000 Para um volume cm3 V > 2 000 Juntas flangeadas a 6 9,5 15,8 25 0,10 0,10 0,10 0,10 – 0,10 0,10 0,10 – – 0,04 0,04 – – – 0,04 Juntas de encaixe (Figura 2a) c ≥ 6 mm d ≥ 0,5 L L = c + d f ≤ 1 mm 12,5 25 40 0,15 0,18b 0,20c 0,15 0,18b 0,20c 0,15 0,18b 0,20c – 0,18b 0,20c Juntas cilíndricas Juntas de encaixe (Figura 2b) 6 9,5 12,5 25 40 0,10 0,10 0,15 0,15 0,20 – 0,10 0,15 0,15 0,20 – – 0,15 0,15 0,20 – – – 0,15 0,20 Juntas cilíndricas para eixos de máquinas elétricas com mancais de rolamento 6 9,5 12,5 25 40 0,15 0,15 0,25 0,25 0,30 – 0,15 0,25 0,25 0,30 – – 0,25 0,25 0,30 – – – 0,25 0,30 a Juntas flangeadas são permitidas somente para misturas explosivas de acetileno e ar de acordo com 5.2.7. b O interstício máximo da parte cilíndrica aumentado para 0,20 mm, se f < 0,5 mm. c O interstício máximo da parte cilíndrica aumentado para 0,25 mm, se f < 0,5 mm. Os valores de fabricação arredondados de acordo com a ABNT NBR ISO 80000-1 necessitam ser levados em consi- deração quando for determinado o interstício máximo. 5.3 Juntas roscadas As juntas roscadas devem atender aos requisitos da Tabela 4 ou 5. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 15 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Tabela 4 –Juntas cilíndricas roscadas Passo Qualidade dos filetes e tipo de rosca Filetes acoplados Profundidade do acoplamento Volume ≤ 100 cm3 Volume > 100 cm3 ≥ 0,7 mma Qualidade da tolerância fina ou média, de acordo com a ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3b ≥ 5 ≥ 5 mm ≥ 8 mm a Onde o passo exceder 2 mm, precauções especiais de fabricação podem ser necessárias (por exemplo, maior número de filetes acoplados) para assegurar que o equipamento elétrico possa atender ao ensaio de não propagação de acordo com 15.3. b Juntas cilíndricas que não estejam de acordo com a ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3 em relação à qualidade dos filetes e tipo de rosca são permitidas, se o ensaio de não propagação de acordo com 15.3 tiver sido atendido quando o comprimento da junta roscada especificada pelo fabricante é reduzido pelo fator especificado na Tabela 9. Tabela 5 – Juntas roscadas a,c Filetes em cada parte ≥ 5 b a Roscas interna e externa devem ser do mesmo tamanho nominal. b Roscas NPT devem ser de acordo com a ANSI/ASME B1.20.1 e devem ser acopladas firmemente com ferramenta. As roscas do tipo macho com trecho não roscado devem ser projetadas com: 1) um comprimento efetivo de rosca não menor do que a dimensão “L2”; e 2) um comprimento não menor do que a dimensão “L4” entre a face sem rosca e o último filete de rosca Roscas fêmeas devem ser calibradas “nivelando” para “duas voltas”, utilizando um calibre L1 c Quando a junta roscada cônica consistir em ambas as partes roscadas interna (fêmea) e externa (macho) com pelo menos 4,5 filetes completamente acoplados, os requisitos da nota b nesta Tabela não necessitam ser aplicados. NOTA Ver Anexo C para requisitos de roscas cônicas aplicáveis a dispositivos de entrada à prova de explosão. 5.4 Gaxetas (incluindo O-rings) Se uma gaxeta de material compressível ou elástico for utilizada, por exemplo, para proteger contra a penetração de umidade ou poeira ou contra vazamento de um líquido, esta deve ser aplicada como um suplemento; isto quer dizer que nem o material compressível nem o material elástico deve ser considerado na determinação do comprimento de junta à prova de explosão, nem interrompê-la. A gaxeta deve ser montada de modo que a) o interstício permissível e o comprimento da junta flangeadas ou parte plana de uma junta de encaixe sejam mantidos, e b) o comprimento mínimo de junta, de uma junta cilíndrica ou da parte cilíndrica de uma junta de encaixe seja mantido antes e depois da compressão. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 16 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Estes requisitos nãose aplicam aos prensa-cabos (ver 13.4) ou às juntas que contenham uma gaxeta de selagem de metal ou de material compressível não inflamável com um revestimento metálico. Tal gaxeta de selagem contribui para a proteção de explosão, e neste caso o interstício entre cada superfície da parte plana deve ser medido após a compressão. O comprimento mínimo da parte cilíndrica deve ser mantido antes e após a compressão. Ver Figuras 10 a 16. 1 2 L 1 2 L Figura 10 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 1 Figura 11 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 2 3 L 1 1 3 L Figura 12 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 3 Figura 13 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 4 1 2 L 1 3 L Figura 14 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 5 Figura 15 – Ilustração dos requisitos relacionados às gaxetas – Exemplo 6 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 17 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    1 4 L Legenda 1 interior doinvólucro 2 anel de vedação O-ring 3 gaxeta 4 gaxeta metálica ou revestida de material metálico Figura 16 – Ilustração dos requisitos relacionados com gaxetas – Exemplo 7 5.5 Equipamentos que utilizam capilares Os capilares devem estar de acordo com as dimensões de interstício dadas na Tabela 2 ou Tabela 3, para juntas cilíndricas utilizando 0 como diâmetro da parte interna ou, quando os capilares não atenderem aos valores de interstícios dados nestas tabelas, o equipamento deve ser avaliado de acordo com o ensaio de não propagação de uma ignição interna de acordo com 15.3. 6 Juntas seladas 6.1 Juntas com composto selante 6.1.1 Generalidades Partes de um invólucro à prova de explosão podem ser seladas diretamente na parede do invólucro, de tal forma que constituam uma montagem inseparável, ou uma moldura metálica tal que a monta- gem possa ser substituída como uma unidade sem danificar a selagem. Se uma junta selada não atender aos requisitos da Seção 5 na ausência do material de selagem, esta deve ser submetida ao ensaio de resistência térmica ao calor e ao frio, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Uma amostra não alterada de uma montagem de junta selada representativa de produção deve ser utilizada para avaliação e propósitos de ensaio. Uma junta à prova de explosão de acordo com a Seção 5, a qual também incorpora composto selante, e a qual é ensaiada sem o composto selante de acordo com 15.3, não precisa atender completamente os requisitos da Seção 6. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 18 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    6.1.2 Resistência mecânica Juntasseladas somente são permitidas para garantir a vedação de invólucros à prova de explosão dos quais elas fazem parte. Arranjos devem ser feitos na construção tal que a resistência mecânica do conjunto não dependa somente da adesão da selagem. Meios mecânicos suplementares para fixar a junta selada não podem ser danificados pela abertura de portas ou tampas que foram projetadas para serem abertas durante a instalação ou manutenção. Juntas seladas devem ser submetidas aos seguintes ensaios: a) Duas amostras representativas da produção devem ser submetidas ao ensaio de sobrepressão com água, de acordo com 15.2.3.2. O ensaio é considerado satisfatório se um papel mata-borrão, posicionado abaixo de cada amostra em ensaio, estiver livre de qualquer traço de vazamento. b) As mesmas amostras de a) acima, ou um conjunto de amostras em separado, devem ser sub- metidas a ensaios de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Subsequentemente a este condicionamento, as amostras devem ser submetidas ao ensaio de sobrepressão com água de acordo com 15.2.3.2. O ensaio é considerado satisfatório se um papel mata-borrão, posicionado abaixo de cada amostra em ensaio, estiver livre de qualquer traço de vazamento NOTA Os ensaios de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0 permitem que os ensaios sejam conduzidos tanto em um conjunto de duas amostras quanto em um conjunto de quatro amostras, com a diferença sendo o número de ensaios conduzidos em cada amostra. Se houver qualquer vazamento sobre o papel mata-borrão como resultado do ensaio nas amostras de 6.1.2 b), então a junta selada de uma amostra que apresenta vazamento após ser submetida aos ensaios de invólucros e à pressão hidráulica deve ser submetida aos seguintes ensaios: — ensaio de erosão por chama de acordo com 19.4, mas sem qualquer modificação nas juntas seladas das amostras de ensaios, seguido por — ensaio de não propagação de acordo com 15.3.2.1, ou ensaio de não propagação de acordo com 15.3.3.3 ou 15.3.3.4, assim como aplicável ao grupo de equipamento, sem qualquer modificação para as juntas seladas da amostra de ensaio. A junta selada é considerada satisfatória se o ensaio de não propagação for considerado satisfatório. Ensaios de sobrepressão de rotina de juntas seladas (de acordo com Seção 16) devem ser realizados sempre que 1,5 vez ou 3 vezes da pressão de referência forem necessárias para atender a 6.1.2. 6.1.3 Comprimento de juntas seladas O menor caminho através da junta selada do interior para o exterior de um invólucro à prova de explosão de volume V deve ser: ≥ 3 mm, se V ≤ 10 cm3 ≥ 6 mm, se 10 cm3 < V ≤ 100 cm3 ≥ 10 mm, se V > 100 cm3 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 19 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    6.2 Juntas devidro fundido 6.2.1 Generalidades Juntas de vidro fundido são juntas vidro / metal formadas pela aplicação de vidro fundido em uma moldura de metal, resultando em ligação física ou química entre o vidro e a moldura de metal. 6.2.2 Comprimento de juntas de vidro fundido O caminho através de uma junta de vidro fundido de dentro para fora de um invólucro à prova de explosão deve ser ≥ 3 mm. 7 Eixos de operação Onde um eixo de operação passar através da parede de um invólucro à prova de explosão, os seguintes requisitos devem ser atendidos. — se o diâmetro do eixo de operação exceder o comprimento mínimo da junta especificada nas Tabelas 2 e 3, o comprimento da junta deve ser pelo menos igual a este diâmetro, mas, entretanto, sem exceder 25 mm; — se a folga diametral aumentar como resultado do uso em serviço normal, arranjos apropriados devem ser feitos para facilitar o retorno ao estado original, por exemplo, por meio de uma bucha substituível. Alternativamente, o aumento do interstício devido ao desgaste pode ser evitado, utilizando-se mancais de acordo com a Seção 8. 8 Requisitos suplementares para eixos e mancais 8.1 Juntas de eixos 8.1.1 Generalidades Juntas à prova de explosão de eixos de máquinas elétricas girantes devem ser projetadas de tal maneira que não estejam sujeitas ao desgaste sob condições normais de serviço. A junta à prova de explosão pode ser — uma junta cilíndrica (ver Figura 17), — uma junta de labirinto (ver Figura 18), — uma junta com bucha flutuante (ver Figura 19). 8.1.2 Juntas cilíndricas Onde uma junta cilíndrica possuir ranhuras para retenção de graxa, a região contendo as ranhuras não deve ser levada em consideração na determinação do comprimento da junta à prova de explosão nem interrompê-la (ver Figura 17). A folga radial mínima k (ver Figura 20) dos eixos de máquinas elétricas girantes não pode ser menor do que 0,05 mm. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 20 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    8.1.3 Juntas delabirinto Juntas de labirinto que não atendem aos requisitos das Tabelas 2 e 3 podem, entretanto, ser conside- radas em conformidade com os requisitos desta Norma, se os ensaios especificados nas Seções 14 a 16 forem atendidos. A folga radial mínima k (ver Figura 20) dos eixos de máquinas elétricas girantes não pode ser menor do que 0,05 mm. 8.1.4 Juntas com buchas flutuantes A determinação do máximo grau de flutuação da bucha deve levar em consideração a folga do mancal e o desgaste permitido do mancal, de acordo com o especificado pelo fabricante. A bucha pode mover-se livremente no sentido radial junto com o eixo e axialmente no eixo, mas deve permanecer concêntrica com este. Um dispositivo deve prevenir a rotação da bucha (ver Figura 19). Buchas flutuantes não são permitidas para equipamentos elétricos do Grupo IIC. Ranhuras para retenção de graxa L Figura 17 – Exemplo de junta cilíndrica para eixo de máquina elétrica girante Figura 18 – Exemplo de junta com labirinto para eixo de máquina elétrica girante © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 21 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    1 2 1 L L Legenda 1 interstício 2 travapara evitar a rotação da bucha Figura 19 – Exemplo de junta com bucha flutuante para eixo de máquina elétrica girante k d m D Legenda k folga radial mínima permissível sem fricção m folga radial máxima considerando k D-d folga diametral Figura 20 – Junta de eixo de máquinas elétricas girantes © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 22 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    8.2 Mancais 8.2.1 Mancaisde bucha de deslizamento Uma junta à prova de explosão de um eixo associado com um mancal de bucha de deslizamento deve ser fornecida adicionalmente à junta do próprio mancal de bucha, e deve ter um comprimento de junta pelo menos igual ao diâmetro do eixo, mas não excedendo 25 mm. Se uma junta cilíndrica ou de labirinto à prova de explosão for utilizada em uma máquina elétrica girante com um mancal de bucha de deslizamento, pelo menos uma face da junta deve ser de metal não centelhante (por exemplo, latão com chumbo) sempre que o entreferro entre o estator e o rotor for maior do que a folga radial mínima k (ver Figura 20) especificada pelo fabricante. A espessura mínima do metal não centelhante deve ser maior que o entreferro. Mancais de bucha de deslizamento não são permitidos para máquinas elétricas girantes do Grupo IIC. 8.2.2 Mancais de rolamentos Em eixos equipados com mancais de rolamento, a máxima folga radial m (ver Figura 20) não pode exceder dois terços do interstício máximo permitido para tais mancais, de acordo com as Tabelas 2 e 3. NOTA 1 É reconhecido que, montadas, todas as partes não existirão nas suas piores dimensões simultaneamente. Um tratamento estatístico das tolerâncias, como “RMS – Root Mean Square”, pode ser requerido para a verificação de m e k. NOTA 2 Não é um requisito desta Norma que os cálculos de m e k pelo fabricante sejam verificados. Também não é um requisito desta Norma que m e k sejam verificados por medição. 9 Partes transmissoras de luz Para outras partes transmissoras de luz que não vidro, aplicam-se os requisitos da Seção 19 desta Norma. NOTA Precauções devem ser tomadas de modo que a montagem das partes transmissoras de luz de qualquer material não produza esforços mecânicos interno nestas partes. 10 Dispositivos de drenos e respiros que formam parte de um invólucro à prova de explosão 10.1 Generalidades Dispositivos de drenos e respiros devem incorporar elementos permeáveis que possam suportar a pressão criada por uma explosão interna no invólucro no qual estão montados e devem evitar a propagação da explosão para uma atmosfera explosiva ao redor do invólucro. Estes dispositivos devem também suportar os efeitos dinâmicos das explosões dentro do invólucro à prova de explosão sem danos ou deformações permanentes que prejudiquem suas propriedades extintoras de chama. Estes dispositivos não são projetados para suportar queima contínua em sua superfície. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 23 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Estes requisitos aplicam-seigualmente aos dispositivos transmissores de som, mas não abrangem dispositivos para — alívio de pressão na ocorrência de explosão interna, — utilização com linhas pressurizadas que contenham gás capaz de formar uma mistura explosiva com o ar e a uma pressão maior que 1,1 vez a pressão atmosférica. 10.2 Aberturas para drenos ou respiros As aberturas para drenos ou respiros não podem ser obtidas pelo aumento deliberado de interstícios de juntas flangeadas. NOTA Se, por razões técnicas, dispositivos de dreno ou respiro forem necessários, convém que estes sejam construídos de tal forma que eles não se tornem inoperantes em serviço (por exemplo, devido ao acúmulo de poeira ou tinta). 10.3 Limites de composição Os limites de composição dos materiais utilizados nos acessórios devem ser especificados direta- mente ou por referência a uma especificação aplicável existente. Os dispositivos de dreno ou respiro para uso em uma atmosfera explosiva de gás contendo acetileno não podem conter mais que 60 % de cobre por unidade de massa, para limitar a formação de acetilídio. 10.4 Dimensões As dimensões dos dispositivos de dreno e respiro e seus componentes devem ser especificadas. 10.5 Elementos com caminhos mensuráveis Interstícios e comprimentos dos caminhos mensuráveis não necessitam estar de acordo com os valores especificados nas Tabelas 2 e 3, desde que os elementos sejam aprovados nos ensaios das Seções 14 a 16. Requisitos adicionais para elementos com chapas prensadas (colmeias) são especificados no Anexo A. 10.6 Elementos com caminhos não mensuráveis Quando os caminhos através dos elementos não forem mensuráveis (por exemplo, elementos de metal sinterizado), o elemento deve atender aos requisitos pertinentes do Anexo B. Os elementos são classificados de acordo com suas densidades, assim como o tamanho dos poros de acordo com um método-padrão para o material em particular e o método de fabricação (ver Anexo B). 10.7 Dispositivos removíveis 10.7.1 Generalidades Se um dispositivo puder ser desmontado, este deve ser projetado para evitar a redução ou o aumento das aberturas durante a remontagem. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 24 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    10.7.2 Arranjos demontagem de elementos Os elementos de drenagem e respiro devem ser sinterizados ou fixados por outros métodos apropriados: — diretamente no invólucro, para fazer parte integrante deste, ou — em um componente apropriado de montagem, o qual é roscado ou preso ao invólucro, de forma a ser substituível como uma unidade. Alternativamente, o elemento pode ser montado, por exemplo, por interferência de acordo com 5.2.1, formando uma junta à prova de explosão. Neste caso, os requisitos da Seção 5 devem ser aplicados, com exceção da rugosidade da superfície do elemento, que não necessita atender a 5.2.2, se o elemento montado for aprovado nos ensaios de tipo das Seções 14 a 16. Se necessário, um anel de fixação ou similar pode ser utilizado para manter a integridade do invólucro. O elemento de drenagem ou respiro pode ser montado — por dentro, e neste caso a acessibilidade dos parafusos ou anel de fixação deve ser possível somente pelo lado interno, ou — pelo lado externo do invólucro; neste caso os fechos devem atender à Seção 11. 10.8 Resistência mecânica O dispositivo e sua proteção, se existirem, devem, quando montados normalmente, ser aprovados no ensaio de resistência ao impacto da ABNT NBR IEC 60079-0. 10.9 Dispositivos de drenagem e respiro quando utilizados como componentes “Ex” 10.9.1 Generalidades Adicionalmente às Seções 10.1 a 10.7, inclusive, os seguintes requisitos devem ser aplicados aos dispositivos de drenagem e respiro que são avaliados como componentes “Ex”. 10.9.2 Arranjos de montagem de elementos e componentes Os elementos de drenagem e respiro devem ser sinterizados ou selados de acordo com a Seção 6, ou fixados por outros métodos em uma montagem adequada para formar a montagem do componente. A montagem do componente é assegurada por fixadores ou por fechos ou parafusados no invólucro como uma unidade substituível de acordo com os requisitos relevantes das Seções 5 e 6 e, onde apropriado, da Seção 11. 10.9.3 Ensaios de tipo para dispositivos de dreno e respiro utilizados como componentes “Ex” 10.9.3.1 Generalidades A união da amostra do dispositivo sob ensaio deve ser feita no final do invólucro de ensaio, montado da mesma maneira que este possa normalmente ser montado no invólucro à prova de explosão. O ensaio é realizado na mesma amostra após o ensaio de impacto de 10.8 e de acordo com 10.9.3.2 a 10.9.3.4. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 25 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    O ensaio deimpacto pode ser realizado na amostra, separada do ensaio do invólucro, quando esta é montada em uma placa que forma a parte final do invólucro de ensaio montado. Para dispositivos com caminhos não mensuráveis, o tamanho máximo do poro da amostra de ensaio de bolha não pode ser menor do que 85 % do tamanho máximo especificado do poro do ensaio de bolha. Ver B.1.2. 10.9.3.2 Ensaios térmicos 10.9.3.2.1 Generalidades Após o ensaio de borbulhamento em 10.9.3, os dispositivos de drenagem e respiro, como compo- nentes “Ex”, devem ser submetidos aos ensaios térmicos baseados no volume máximo projetado do invólucro à prova de explosão, mas não menos que o volume do ensaio de acordo com a Figura 21. NOTA Quando utilizado o ensaio da Figura 21, o volume máximo é aproximadamente 2,5 L. Dispositivos de drenagem e respiro projetados para uso múltiplo em qualquer invólucro à prova de explosão único devem ser ensaiados adicionalmente com o invólucro. 10.9.3.2.2 Procedimento de ensaio Para invólucros com volume menor ou igual a 2,5 L, a montagem do dispositivo de ensaio com todas as quatro seções, como mostrado na Figura 21, deve ser utilizada e o procedimento de ensaio deve ser conduzido como a seguir: a) a posição da fonte de ignição deve estar na entrada do invólucro e a 50 mm do lado interno do final da placa de alojamento do dispositivo e os resultados observados; b) as misturas de ensaio devem ser de acordo com 15.4.3.1, como apropriado; c) a temperatura externa de superfície do dispositivo deve ser monitorada durante os ensaios; d) qualquer dispositivo deve ser operado como especificado na documentação do fabricante. Após cada cinco ensaios, a mistura explosiva deve ser mantida externamente ao dispositivo por um tempo suficiente para permitir que qualquer queima contínua na face do dispositivo se torne evidente, por pelo menos 10 min, para aumentar a temperatura da superfície externa do dispositivo ou para fazer a transferência de temperatura para a face mais externa possível; e NOTA A temperatura da superfície externa após um período de ensaio de 10 min é utilizada na determinação da classe de temperatura, de acordo com 10.9.3.3.3. e) os ensaios devem ser realizados cinco vezes para cada mistura de gás, para o grupo de gás para o qual o dispositivo for projetado. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 26 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Base da seçãocom: Seção 1 IG IG IG TS PT Exh. ∅ 75 (interno) ∅ 40 (interno) 174 500 500 500 500 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Legenda TS posição da amostra em ensaio I entrada Exh. saída de exaustão IG fonte de ignição PT transdutor de pressão Figura 21 – Ensaio de componentes para dispositivos de drenagem e respiros Para invólucros com volume maior que 2,5 L, um invólucro representativo do volume projetado deve ser utilizado e o procedimento de ensaio deve ser conduzido como a seguir: 1) as misturas de ensaio devem ser de acordo com 15.4.3.1, como apropriado; 2) a temperatura da superfície externa do dispositivo deve ser monitorada durante os ensaios; 3) qualquer dispositivo deve ser operado como especificado na documentação do fabricante. Após cada cinco ensaios, a mistura explosiva deve ser mantida externamente ao dispositivo por um tempo suficiente para permitir que qualquer queima contínua na face do dispositivo se torne evidente, por pelo menos 10 min, para aumentar a temperatura da superfície externa do dispositivo ou para fazer a transferência de temperatura para a face mais externa possível; e 4) os ensaios devem ser realizados cinco vezes para cada mistura de gás, para o grupo de gás para o qual o dispositivo for projetado. 10.9.3.2.3 Critério de aceitação Durante os ensaios térmicos, não pode ocorrer propagação da chama e não pode ser observada queima contínua. O dispositivo não pode apresentar evidência de dano térmico ou mecânico ou deformação que possa afetar as propriedades extintoras de chama. A elevação da temperatura medida na superfície externa do dispositivo deve ser multiplicada por um fator de segurança de 1,2 e adicionada à máxima temperatura de serviço do dispositivo para a determinação da classe de temperatura do equipamento elétrico. NOTA Dispositivos de drenagem e respiro com alguma falha no ensaio de 10.9 são excluídos da avaliação como componente, porém estes podem ser utilizados como parte integrante de um invólucro à prova de explosão, desde que sejam ensaiados com o invólucro específico de acordo com 15.4. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 27 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    10.9.3.3 Ensaio denão propagação de uma ignição interna 10.9.3.3.1 Generalidades Após o ensaio de borbulhamento em 10.9.3, este ensaio deve ser realizado em um dispositivo de ensaio padrão, como ilustrado na Figura 21, e realizado de acordo com 15.4.4, com os seguintes acréscimos e modificações. 10.9.3.3.2 Procedimento de ensaio A posição da fonte de ignição deve ser de acordo com a Figura 21: a) na extremidade da entrada, e b) a 50 mm do lado interno do final da placa do alojamento do dispositivo. Para as finalidades do ensaio, o dispositivo deve ser montado para cada grupo de gás, de acordo com a Figura 21, e deve possuir os seguintes números de seções. — Grupo I e Grupo IIA: uma seção montada do dispositivo de ensaio; — Grupo IIB e Grupo IIC: quatro seções montadas do dispositivo de ensaio. A mistura de gás dentro do invólucro montado para ensaio deve sofrer ignição e os ensaios devem ser realizados cinco vezes em cada ponto de ignição. Para dispositivos de drenagem e respiro dos Grupos I, IIA e IIB possuindo caminhos tanto mensurá- veis como não mensuráveis, o ensaio de não propagação de 15.3.2 deve ser aplicado. Para dispositivos de drenagem e respiro do Grupo IIC com caminhos mensuráveis, o ensaio de não propagação de 15.3.3 e o de 15.4.4.3.2 ou 15.4.4.3.3 devem ser aplicados. Para dispositivos de drenagem ou respiro do grupo IIC com caminhos não mensuráveis, o especificado em 15.4.4.3.2 (Método A) ou 15.4.4.3.3 (Método B) deve ser aplicado. 10.9.3.3.3 Critério de aceitação Durante o ensaio, nenhuma ignição deve ser propagada para a câmara de ensaio circunvizinha. 10.9.3.4 Ensaio da capacidade do dispositivo de dreno ou do respiro suportar pressão 10.9.3.4.1 Procedimento de ensaio Os ensaios de pressões de referência para cada grupo de gás são: — Grupo I 1 200 kPa, — Grupo IIA 1 350 kPa, — Grupo IIB 2 500 kPa, — Grupo IIC 4 000 kPa, © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 28 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Para fim deensaio, uma fina membrana flexível é ajustada por cima das superfícies internas dos dispositivos de drenagem e respiro. A pressão de referência é uma das pressões relevantes dadas acima para o grupo de gás para o qual o componente é projetado. Um dos seguintes ensaios de sobrepressão deve ser aplicado: — 1,5 vez a pressão de referência, por um período de pelo menos 10 s. Então cada componente deve ser submetido ao ensaio de rotina, ou — 4 vezes a pressão de referência, por um período de pelo menos 10 s. Se o ensaio for satisfatório, não é solicitado ao fabricante aplicar o ensaio de rotina em todos os componentes a serem produzidos do tipo ensaiado. 10.9.3.4.2 Critério de aceitação Após os ensaios de sobrepressão, o dispositivo não pode apresentar deformação permanente ou danos que afetem o tipo de proteção. 10.9.4 Certificados de componentes “Ex” O certificado do componente “Ex” deve registrar todos os detalhes necessários para especificar adequadamente o dispositivo de drenagem ou respiro para conexão ao tipo de invólucro à prova de explosão ensaiada. O certificado do componente “Ex” deve indicar no mínimo o seguinte: a) a temperatura máxima de superfície registrada obtida durante o ensaio de tipo corrigido para 40 °C, ou para a mais alta temperatura ambiente marcada; b) a faixa de temperatura de serviço para invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros; c) o volume máximo permitido do invólucro (baseado no ensaio térmico), se maior que 2,5 L. d) um requisito que cada componente “Ex” ou conjunto de componentes “Ex” seja acompanhado por uma cópia do certificado, juntamente com a declaração do fabricante, atestando — conformidade com as condições do certificado, e — confirmação do material, máxima dimensão de poro do ensaio de bolha e mínima densidade, quando aplicável; e e) instruções especiais de montagem, se houver. 11 Dispositivos de fixação e aberturas 11.1 Os dispositivos de fixação acessíveis pela parte externa, necessários para a montagem das partes de um invólucro à prova de explosão, devem — para o Grupo I, ser dispositivos de fixação especiais, atendendo aos requisitos da ABNT NBR IEC 60079-0, com as cabeças encobertas ou fornecidas com furos rebaixados ou inerentemente protegidos pela construção do equipamento, — para o Grupo II, ser dispositivos de fixação especiais, atendendo aos requisitos da ABNT NBR IEC 60079-0. NOTA Para aplicações para o Grupo I, a intenção do requisito de encobrir as cabeças ou rebaixar o alojamento é fornecer alguma proteção básica contra impactos. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 29 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    11.2 Não épermitida a utilização de dispositivos de fixação de materiais plásticos ou ligas leves. 11.3 Na realização dos ensaios especificados na Seção 15, as porcas e parafusos especificados pelo fabricante devem ser utilizados. A classe do parafuso ou porca, ou limite de resistência e tipo do parafuso ou porca, utilizados durante os ensaios, deve ser — marcada sobre o equipamento, de acordo com a Tabela 14, ponto a), ou — especificada no certificado, aplicável como uma condição específica de utilização. NOTA Ver Anexo F para detalhes informativos adicionais sobre propriedades mecânicas para parafusos e porcas. 11.4 Os parafusos prisioneiros devem estar de acordo com 11.3 e ser seguramente fixados, isto é, devem estar soldados ou rebitados ou permanentemente fixados ao invólucro por algum outro método igualmente eficaz. 11.5 Os dispositivos de fixação não podem atravessar as paredes de um invólucro à prova de explosão, a menos que estes formem uma junta à prova de explosão com a parede e não sejam destacáveis do invólucro, por exemplo, por meio de solda, rebite ou um método igualmente eficaz. 11.6 No caso de furos para parafusos ou parafusos prisioneiros que não atravessem as paredes dos invólucros à prova de explosão, a espessura restante da parede do invólucro à prova de explosão deve ser de pelo menos um terço do diâmetro nominal do parafuso ou prisioneiro, com um mínimo de 3 mm. 11.7 Quando os parafusos estiverem totalmente apertados nos furos cegos do invólucro, sem a montagem de arruelas, pelo menos um filete inteiro da rosca tem que permanecer livre na base do furo. 11.8 Aberturas, outras que para dispositivos de entrada, podem ser fornecidas na parede do invólucro à prova de explosão para instalação de dispositivos adicionais, como botão de comando. Se o dispositivo adicional não for instalado na abertura resultante, quando da fabricação, a abertura deve ser fechada por um dispositivo de tal maneira que as propriedades do invólucro à prova de explosão sejam mantidas. NOTA Os formatos das roscas para estas aberturas não são restritos àqueles especificados para os dispositivos de entrada (ver Seção 13). 11.9 Portas ou tampas roscadas devem ser adicionalmente fixadas por meios de um conjunto de parafusos com cabeça sextavada, ou algum método igualmente eficaz. 12 Materiais 12.1 Invólucros à prova de explosão devem suportar os ensaios descritos nas Seções 14 a 16. 12.2 Quando diversos invólucros à prova de explosão são montados em conjunto, os requisitos desta Norma aplicam-se individualmente a cada um deles e, em particular, a cada componente da interligação que os separa, incluindo todas as buchas e eixos de operação ou hastes que passam através das partes. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 30 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    12.3 Quando uminvólucro contém diversos compartimentos que se comunicam ou quando é subdividido devido à disposição dos componentes internos, pode ocorrer um aumento da pressão, ou da taxa de elevação da pressão acima do normal. Tal fenômeno deve ser evitado, tanto quanto possível, pela construção do equipamento. Se for impossível evitar este fenômeno, o resultado da maior elevação de pressão deve ser considerado na construção do invólucro. 12.4 Quando for utilizado ferro fundido, o material não pode ser de qualidade inferior a 150. NOTA A qualidade 150 do ferro fundido é definida na ISO 185. 12.5 Líquidos não podem ser utilizados em invólucros à prova de explosão quando houver risco de produção de oxigênio, ou uma mistura explosiva mais perigosa que aquela para a qual o invólucro foi projetado, pela decomposição desses líquidos. Eles podem, no entanto, ser utilizados se o invólucro for aprovado nos ensaios especificados nas Seções 14 a 16 para o tipo de mistura explosiva produ- zida; entretanto, a atmosfera explosiva circundante deve ser apropriada para o grupo para o qual o equipamento elétrico for construído. 12.6 Nos invólucros à prova de explosão do Grupo I, os materiais isolantes sujeitos a falhas de isolação elétrica, capazes de causar arcos no ar que causem uma corrente nominal superior a 16 A (em equipamentos de seccionamento, como disjuntores, contatores, interruptores), devem ter um índice de resistência superficial maior ou igual que o CTI 400 M. NOTA O Índice de Resistência ao Trilhamento (CTI) é determinado de acordo com a ABNT NBR IEC 60112. Entretanto, se os materiais isolantes acima mencionados não forem aprovados neste ensaio, eles podem ser utilizados se seu volume for limitado a 1 % do volume total do invólucro vazio ou ainda se um dispositivo de detecção adequado na fonte de alimentação para possibilitar a desconexão do fornecimento de energia para o invólucro, antes de uma possível decomposição do material isolante, resultar em uma condição de perigo. A presença e a eficiência de tal dispositivo devem ser verificadas. 12.7 Invólucros à prova de explosão não podem ser feitos de zinco ou liga que contenha 80 % ou mais de zinco. NOTA Zinco e ligas de zinco tendem a se deteriorar rapidamente (particularmente esforços de tensão), especialmente em ar aquecido e úmido. Este metal e ligas são também considerados mais reativos do que a maioria dos outros metais. Desta forma, as restrições acima indicadas foram implantadas. 12.8 Em atmosferas explosivas de gás contendo acetileno, os invólucros de equipamentos e os compo- nentes dos invólucros “Ex” para montagem externa, se fabricados de cobre ou liga de cobre: — devem ser revestidos com estanho, níquel ou outro revestimento; ou — devem terno o máximo de conteúdo de cobre na liga limitado a 60 %. Dispositivos de entrada à prova de explosão, conforme definido no Anexo C, não são considerados como superfície de invólucro que requeiram revestimento ou restrição ao conteúdo de cobre. NOTA A restrição da utilização de cobre em atmosfera de acetileno é devido à formação potencial de acetilíade na superfície que pode ser causar uma ignição por fricção ou impacto. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 31 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    13 Entradas parainvólucros à prova de explosão 13.1 Generalidades As propriedades do invólucro à prova de explosão não são alteradas se todas as entradas aten- derem aos requisitos relevantes dados nesta seção e devem ser um dos seguintes: — as roscas internas métricas com uma classe de tolerância de 6H ou melhor de acordo com as ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3, e qualquer chanfro ou rebaixo que estiverem limitados a uma profundidade máxima de 2 mm da superfície da parede externa; — roscas externas métricas com uma parte roscada de pelo menos 8 mm de comprimento e pelo menos 8 fios roscados completos. Se a rosca for fornecida com um rebaixo, então uma arruela não descartável e não compressível ou dispositivo equivalente deve ser montado para garantir o comprimento requerido do acoplamento da rosca; NOTA 1 O requisito de pelo menos oito fios completos de rosca é para garantir que pelo menos cinco fios completos de rosca sejam acoplados quando forem instalados em uma entrada roscada, levando em conta a presença de qualquer chanfro ou rebaixo. — roscas internas NPT de acordo com a Tabela 5; — roscas externas NPT de acordo com a Tabela 5; ou — Para aplicações somente no Grupo I, juntas não roscadas de acordo com 5.2. NOTA 2 Este requisito não se destina à aplicação de prensa cabos integrados ou dispositivos de entradas similares fornecidos pelo fabricante como parte do invólucro. 13.2 Furos roscados Furos roscados em invólucros para facilitar entrada de prensa-cabos ou eletroduto devem ter o tipo e tamanho de rosca identificada, por exemplo M25 ou ½” NPT. Isto pode ser obtido por — marcação do tipo e tamanho específico da rosca adjacente ao furo, de acordo com a Tabela 15, — marcação do tipo e tamanho específico da rosca na placa de identificação, de acordo com a Tabela 15, — identificação do tipo e tamanho específico da rosca como parte do documento de instrução de instalação, com referência à marcação na placa de identificação, de acordo com a Tabela 15. O fabricante deve declarar as seguintes informações na documentação que define o equipamento elétrico: a) os locais onde as entradas podem ser instaladas; e b) o número máximo permitido destas entradas. Cada entrada não pode possuir mais do que um adaptador roscado quando um adaptador for utilizado. Um elemento de fechamento não pode ser utilizado com um adaptador. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 32 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    13.3 Furos nãoroscados (somente para Grupo I) Somente para o Grupo I, furos simples (não roscados) para facilitar a instalação de prensa-cabos ou buchas devem indicar nos documentos que definem o equipamento elétrico o seguinte: a) comprimento mínimo da junta “L” e máximo interstício para juntas flangeadas, cilíndricas ou encaixe; b) especificação da montagem dos parafusos ou prisioneiros (como diâmetro, rosca, resistência à tração, comprimento, tipo de cabeça, torque) e posição (como diâmetro primitivo e espaçamento) c) placa de travamento e dispositivo de fixação associados, requisitos dimensionais e posição (como quantidade, espaçamentos dos furos para suportar o adaptador, diâmetro, meios de acoplamento) d) requisitos mínimos de resistência à tração dos materiais, dispositivos de fixação associados etc. (baseado na pressão de referência do equipamento); e) máximo e mínimo acoplamentos roscados para os furos no invólucro; e f) informação de correlação entre o comprimento dos dispositivos de fixação e a espessura da placa de travamento sob a cabeça do dispositivo de fixação para garantir que os dispositivos de fixação tenham acoplamento correto e permitir o correto espaço na parte inferior dos furos de acordo com 11.7, onde aplicável. A Figura 22 é um exemplo de como uma possível documentação pode ser apresentada. Tamanho nominal da entrada Diâmetro Máx.do furo Diâmetro Mín. do componente 50,8 63,5 76,2 95,3 108 114,3 50,96 63,62 76,35 95,40 108,10 114,50 50,56 63,22 75,95 95,00 107,70 114,10 12,5 mín. Comprimento da junta Diâmetro mín.do componente Diâmetro máx.do furo Mínimo 8 filetes acoplados Placa de travamento M8 × 1,25 × 16 chave M8 × 2 l’ arruela (opcional) O-ring (opcional.) É recomendado que detalhes de material e resistência mínima à tração sejam especificadas e possam ser tabuladas em uma tabela de materiais em outras partes na documentação. Recomenda-se que a profundidade do furo da broca e do dispositivo de fixação, detalhes das placas de travamento (espessura, geometria, resistência a tração), quantidade e localização das montagens dos dispositivos de fixação sejam fornecidas Figura 22 – Exemplo de possibilidade de documentação 13.4 Prensa-cabos Os prensa-cabos, do tipo integrado ou separado devem estar de acordo com os requisitos desta Norma e com os requisitos aplicáveis do Anexo C, e devem criar, no invólucro, os comprimentos das juntas e interstícios prescritos na Seção 5. Onde prensa-cabos são parte integrante do invólucro ou específicos para o invólucro, estes devem ser ensaiados como parte integrante do invólucro avaliado. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 33 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Quando os prensa-cabossão separados: a) prensa-cabos roscados “Ex” e prensa-cabos não roscados “Ex” (somente para o Grupo I) podem ser avaliados como um equipamento. Tais prensa-cabos não necessitam ser submetidos aos ensaios de 15.1 nem aos ensaios de rotina da Seção 16; b) outros prensa-cabos somente podem ser avaliados como um componente “Ex”; e c) informações suficientes devem ser fornecidas na documentação para facilitar a montagem nos furos de acordo com 13.2 ou 13.3, como aplicável. 13.5 Dispositivos de selagem de eletrodutos 13.5.1 Dispositivos de selagem de eletrodutos, do tipo integral ou separado devem atender aos requi- sitos desta Norma, aos requisitos de C.2.1.2 e C.3.1.2 com “dispositivos de selagem de eletrodutos” substituídos por “prensa-cabos” e devem criar, no invólucro, os comprimentos de juntas e interstícios prescritos na Seção 5. NOTA Como tais construções impede a reutilização, o requisito de que uma conduta C.2.1.2 dispositivo de vedação seja capaz de ser montado e removido sem danificar o composto de selagem após o período de cura especificado do composto, não pode ser aplicado. Quando dispositivos de selagem de eletrodutos são integrais com o invólucro ou específico ao invólucro, estes devem ser ensaiados como parte do invólucro ensaiado. Quando dispositivos de selagem de eletrodutos são separados: — dispositivos de selagem “Ex” de eletrodutos roscados podem ser avaliados como um equipamento. Tais dispositivos de selagem de eletrodutos não podem ser submetidos aos ensaios de 15.2 nem aos ensaios de rotina da Seção 16; — outros dispositivos de selagem de eletrodutos somente podem ser avaliados como um compo- nente “Ex”.; e — informações suficientes devem ser fornecidas na documentação para facilitar a instalação nos furos de acordo com 13.2 13.5.2 Entradas por eletrodutos são permitidas somente para equipamentos elétricos do Grupo II. 13.5.3 Um dispositivo de selagem como uma unidade seladora com a aplicação do selante por cura deve ser instalado, tanto como parte do invólucro à prova de explosão ou imediatamente na entrada deste invólucro. Isto deve satisfazer o ensaio de tipo de selagem prescrito no Anexo C. Um dispositivo de selagem aprovado pode ser aplicado pelo instalador ou usuário do equipamento de acordo com as instruções fornecidas pelo fabricante do equipamento. NOTA Um dispositivo de selagem é considerado montado imediatamente na entrada do invólucro à prova de explosão quando o dispositivo estiver fixado no invólucro diretamente ou por meio de um acessório necessário para acoplamento. Os compostos de selagem e os métodos de aplicação devem ser especificados no certificado da unidade seladora ou do equipamento completo à prova de explosão. A parte da unidade seladora entre o composto de vedação e o invólucro à prova de explosão deve ser tratada como um invólucro à prova de explosão, isto é, as juntas devem estar de acordo com a Seção 5 e a montagem deve ser submetida aos ensaios de não propagação de 15.3. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 34 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    A distância daface da selagem mais próxima ao invólucro (ou invólucro de utilização final pretendida) e a parede exterior do invólucro (ou invólucro de utilização final pretendida) deve ser tão pequena quanto possível, mas em nenhum caso deve ser maior que o tamanho do eletroduto ou 50 mm, o que for menor. 13.6 Plugues, tomadas e dispositivos acopláveis para cabos 13.6.1 Plugues e tomadas devem ser construídos e montados de forma que não alterem as proprie- dades à prova de explosão do invólucro no qual são montados, até mesmo quando as duas partes dos plugues e tomadas forem separadas. 13.6.2 Os comprimentos e os interstícios das juntas à prova de explosão (ver Seção 5) dos invólucros à prova de explosão de plugues, tomadas e conectores acopláveis de cabos devem ser determinados pelo volume que existe no momento da separação dos contatos, outros além daqueles utilizados para aterramento ou equipotencialização, ou aqueles que são partes de circuitos que estejam de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-11. 13.6.3 Para plugues, tomadas e conectores acopláveis de cabos, as propriedades à prova de explosão do invólucro devem ser mantidas no evento de uma explosão interna, quando plugues e tomadas ou conectores acopláveis de cabos são conectados em conjunto e no momento da separação destes contatos, além daqueles utilizados para aterramento ou equipotencialização, ou aqueles que são partes do circuito que estejam de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-11. 13.6.4 Se não conectados a uma chave de intertravamento que assegure um tempo de retardo entre o chaveamento da carga e a desconexão do plugue e tomada, o plugue e tomada devem se manter à prova de explosão durante o período de extinção do arco aberto durante o circuito de ensaio de tensão nominal e corrente nominal. Para circuitos c.a., o fator de potência do circuito de ensaio deve ser inferior ou igual a 0,6, a menos que o equipamento seja marcado apenas para cargas resistivas. 13.6.5 Os requisitos de 13.6.2 a 13.6.4 não se aplicam aos plugues e tomadas nem aos conectores acopláveis de cabos fixados um ao outro por meio de dispositivos especiais de fixação, em conformidade com 11.1 e os quais utilizam uma plaqueta com a advertência de acordo com a Tabela 14, ponto b). 13.7 Buchas Buchas do tipo integral ou separado devem atender aos requisitos desta Norma e aos requisitos aplicáveis do Anexo C, e criar, no invólucro, os comprimentos e interstícios de junta prescritos na Seção 5. Quando as buchas são do tipo integral com os invólucros ou específica para o invólucro, elas devem ser ensaiadas como parte do invólucro envolvido. Quando as buchas são separadas: a) buchas roscadas “Ex” para Grupo I ou II, e buchas não roscadas “Ex” para o Grupo I, podem ser avaliadas como equipamento. Tais buchas não necessitam ser submetidas aos ensaios de 15.2, nem aos ensaios de rotina da Seção 16; b) outras buchas somente devem ser avaliadas como um componente “Ex”; e c) informações suficientes devem ser fornecidas na documentação para facilitar a montagem nos furos de acordo com 13.2 ou 13.3, como aplicável. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 35 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    13.8 Bujões Se, nadeterminação do fabricante, entradas fornecidas em invólucro à prova de explosão nem sempre forem destinadas a serem utilizadas, elas devem ser fechadas por um equipamento “Ex” ou um bujão como componente “Ex” para que as propriedades à prova de explosão do invólucro sejam mantidas. Equipamento ou bujão, como componente “Ex”, deve estar de acordo com o Anexo C. Bujões, como componente “Ex”, são somente adequados quando especificados como parte de um certificado de equipamento “Ex”. Um bujão não pode ser utilizado com um adaptador de rosca. Informações suficientes devem ser fornecidas na documentação para facilitar a instalação nos furos de acordo com 13.2 ou 13.3, como aplicável. 14 Verificações e ensaios Os requisitos de ensaios e verificações da ABNT NBR IEC 60079-0 relativos à verificação e ensaios são, para o tipo de proteção por invólucro à prova de explosão “d”, suplementados pelos seguintes requisitos: A determinação da máxima temperatura de superfície, especificada na ABNT NBR IEC 60079-0, deve ser realizada sob as condições definidas na Tabela 6 desta Norma. Tabela 6 – Condições para a determinação da máxima temperatura de superfície Tipo do equipamento elétrico Condições de sobrecarga ou falta Luminárias (sem reator) Nenhum Luminárias com reator eletromagnético Un + 10 % Efeito do retificador simulado por diodo Luminárias com reatores eletrônicos Como especificado pelas normas aplicáveis para equipamento industrial Motores Nenhum Resistores Nenhum Eletroímãs Un e o pior caso de entreferro no ar Outros equipamentos Como especificado pelas normas aplicáveis para equipamento industrial NOTA Para parâmetros de ensaio de tensão e corrente, ver os requisitos de máxima temperatura de superfície da ABNT NBR IEC 60079-0. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 36 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    15 Ensaios detipo 15.1 Generalidades Os ensaios de tipo devem ser realizados na seguinte sequência: a) determinação da pressão de explosão (pressão de referência), de acordo com 15.2.2, em uma amostra que pode ou não pode ter sido submetida aos ensaios do invólucro de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0; b) ensaio de sobrepressão de acordo com 15.2.3 em uma das amostras que foram submetidas aos ensaios de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0; e c) ensaio de não propagação de uma ignição interna, de acordo com 15.3, em uma amostra que pode ou não ter sido submetida aos ensaios do invólucro, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0, e pode ou não ter sido submetida aos ensaios de b) acima. Para invólucros não metálicos ou partes não metálicas de invólucros, a sequência de ensaio acima é modificada pelos requisitos para invólucros não metálicos e partes não metálicas dos invólucros desta Norma. Os ensaios podem ser desviados desta sequência em que o ensaio de sobrepressão estática ou dinâmica pode ser realizado após o ensaio de não transmissão de uma ignição interna ou uma outra amostra que tenha sido submetida a outros ensaios, afetando os esforços mecânicos já aplicados na primeira amostra. Em nenhum caso, após o ensaio de sobrepressão, as juntas devem sofrer deformação permanente ou qualquer dano que afete o tipo de proteção. O invólucro deve, em geral, ser ensaiado com todo o equipamento montado no local. Entretanto, este pode ser substituído por modelos equivalentes. Se o invólucro for projetado para diferentes tipos de equipamentos e componentes, com os arranjos detalhados de montagem declarados pelo fabricante, o invólucro pode ser ensaiado vazio, desde que submetido à mais severa condição de pressão de explosão desenvolvida e que o cumprimento de outros requisitos de segurança da ABNT NBR IEC 60079-0 possa ser confirmado. Se o invólucro for projetado para que possa ser utilizado na ausência de uma parte do equipamento interno, os ensaios devem ser realizados sob a condição considerada como a mais severa. Em ambos os casos, o certificado deve indicar os tipos de equipamentos internos permitidos e seus arranjos de montagem. Juntas de partes removíveis de invólucro à prova de explosão devem ser ensaiadas nas piores condições de montagem. 15.2 Ensaio da capacidade do invólucro suportar a pressão 15.2.1 Generalidades O objetivo destes ensaios é verificar se o invólucro pode suportar a pressão de uma explosão interna. O invólucro deve ser submetido aos ensaios de acordo com 15.2.2 e 15.2.3. Os ensaios são considerados satisfatórios se o invólucro não sofrer deformação permanente ou dano que comprometa o tipo de proteção. Adicionalmente, as juntas não podem, em parte alguma, ter sido permanentemente aumentadas. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 37 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    15.2.2 Determinação dapressão de explosão (pressão de referência) 15.2.2.1 Generalidades A pressão de referência é o maior valor da máxima pressão regular relativa à pressão atmosférica, observada durante este ensaio. Para regularização, um filtro passa-baixa com um ponto 3 dB de 5 kHz ± 0.5 kHz deve ser utilizado. Para equipamentos elétricos destinados à utilização a uma temperatura ambiente abaixo de - 20 °C, a pressão de referência deve ser determinada através de um dos seguintes métodos: — Para todos os equipamentos elétricos, a pressão de referência deve ser determinada a uma temperatura não maior do que a mínima temperatura ambiente. — Para todos os equipamentos elétricos, a pressão de referência deve ser determinada a uma temperatura ambiente normal, utilizando misturas de ensaios definidas, mas com um aumento de pressão. A pressão absoluta de uma mistura de ensaio (P), em quilopascals, deve ser calculada pela seguinte equação, utilizando Ta, min em °C: P = 100 [293 / (Ta, min + 273)] kPa — Para equipamentos elétricos outros que máquinas elétricas girantes (como motores elétricos, geradores e tacômetros) que envolvam geometria interna simples (ver Anexo D) com o volume do invólucro não excedendo 3 L, quando vazio, tal que a pré-compressão não seja considerada provável, a pressão de referência deve ser determinada à temperatura ambiente normal, utilizando a(s) mistura(s) de ensaio definida, assumindo ter uma pressão de referência aumentada pelos “fatores de ensaio para condições de temperatura ambiente reduzida” apresentados na Tabela 7. — Para equipamentos elétricos outros que máquinas elétricas girantes (como motores elétricos, geradores e tacômetros) que envolvam geometria interna simples (ver Anexo D) com o volume do invólucro não excedendo 10 L, quando vazio, tal que a pré-compressão não seja considerada provável, a pressão de referência deve ser determinada à temperatura ambiente normal, utilizando as misturas de ensaio definidas, assumindo ter uma pressão de referência aumentada pelos “fatores de ensaio para condições de temperatura ambiente reduzida“ apresentados na Tabela 7. Para esta alternativa, o ensaio de pressão para o ensaio de tipo de sobrepressão de acordo com 15.2.3.2 deve ser 4 vezes maior que a pressão de referência. O ensaio de rotina não é permitido para 1,5 vez. Tabela 7 – Fatores de ensaio para condições de temperatura ambiente reduzidas Mínima temperatura ambiente °C Fator de ensaio ≥ - 20 (ver Nota) 1,0 ≥ - 30 1,37 ≥ - 40 1,45 ≥ - 50 1,53 ≥ - 60 1,62 NOTA Isto cobre equipamentos projetados para a faixa de temperatura ambiente padrão especifi- cada na ABNT NBR IEC 60079-0. Convém que sejam dadas às aplicações nas quais a temperatura no interior do invólucro à prova de explosão pode ser substancialmente inferior do que a temperatura ambiente nominal. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 38 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    15.2.2.2 Cada ensaioconsiste na ignição de uma mistura explosiva no interior do invólucro e medição da pressão desenvolvida pela explosão. A mistura deve ser ignitada por uma ou mais fontes de ignição. Entretanto, quando o invólucro contiver um dispositivo que produza centelha, capaz de provocar a ignição da mistura explosiva, este dispositivo pode ser utilizado para produzir explosão. (Contudo isto não é necessário para produzir a potência máxima para a qual este dispositivo é projetado). A pressão desenvolvida durante a explosão deve ser determinada e registrada durante cada ensaio. As localizações das fontes de ignição, bem como aquelas dos dispositivos de registro de pressão, são determinadas pelo laboratório para encontrar a combinação que produza a mais alta pressão. Quando gaxetas removíveis são especificadas pelo fabricante, elas devem ser fixadas ao equipamento elétrico sob ensaio. Os efeitos contínuos de dispositivos dentro de invólucros, como dispositivos de rotação, que podem criar turbulência significativa e que podem resultar em um aumento da pressão de referência devem ser considerados. Ver também 15.2.2.3. O número de ensaios a serem executados e a mistura explosiva a ser utilizada, na razão volumétrica com o ar e a pressão atmosférica, são os seguintes: — equipamento elétrico do grupo I: três ensaios com (9,8 ± 0,5) % de metano; — equipamento elétrico do Grupo IIA: três ensaios com (4,6 ± 0,3) % de propano; — equipamento elétrico do Grupo IIB: três ensaios com (8 ± 0,5) % de etileno; — equipamento elétrico do Grupo IIC: cinco ensaios com (14 ± 1) % de acetileno e cinco ensaios com (31 ± 1) % de hidrogênio. 15.2.2.3 Máquinas elétricas girantes devem ser ensaiadas em repouso e em movimento. Quando elas são ensaiadas em movimento, elas podem ser movidas pelo próprio motor ou por um motor auxiliar. A rotação mínima de ensaio deve ser de pelo menos 90 % da rotação máxima nominal da máquina. NOTA Se o motor for destinado a ser acionado por conversor de frequência, é necessário que o fabricante considere as especificações das rotações nominais que cubram tanto as aplicações presentes como as aplicações futuras com conversor. Todos os motores devem ser ensaiados com pelo menos dois transdutores, sendo um localizado no final de cada extremidade do eixo do motor. A ignição deve ser iniciada em cada extremidade do motor de cada vez, com o motor tanto em repouso como em movimento. Isto resulta em pelo menos quatro séries de ensaios. Se uma caixa de ligação for fornecida de modo que esteja interconectada ao motor e não seja selada, um terceiro conjunto de transdutor e uma série adicional de ensaios são necessários. 15.2.2.4 Para o Grupo IIB, nos casos onde pode ocorrer pré-compressão durante o ensaio de propagação dos invólucros, os ensaios devem ser executados por pelo menos cinco vezes com cada gás de 15.2.2.2 para o Grupo de gás adequado. Posteriormente estes ensaios devem ser repetidos a pelo menos cinco vezes, com uma mistura de (24 ± 1) % de hidrogênio/metano (85/15). NOTA 1 A necessidade para a condução desta repetição de ensaios é baseada nos princípios (1) quando pré-compressão não está envolvida, etileno resulta no pior caso de pressão representativa, e (2) quando pré-compressão está envolvida, não será necessária a repetição dos ensaios. Desta forma, de acordo com esta premissa, quando pré-compressão é um fator de preocupação, ensaio adicional com uma mistura de (24 ± 1) % de hidrogênio/metano (85/15) é requerido. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 39 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    NOTA 2 Entende-secomo pré-compressão quando (1) os valores de pressão obtidos durante uma série de ensaios envolvendo a mesma configuração, desvia-se um do outro por um fator de ≥ 1,5, ou (2) o tempo de elevação da pressão é menor de 5 ms. Dois gráficos são fornecidos abaixo para orientação sobre como considerar o tempo de elevação de pressão. Quando se refere a estes dois gráficos abaixo, o tempo de elevação da pressão é baseado no tempo decorrido no ponto de máxima variação de elevação da pressão. Este é normalmente o tempo decorrido entre 10 % e 90 % da pressão máxima. As formas de onda efetivas às vezes apresentam uma forma mais regular, como mostrado na Figura 23, ou uma forma irregular, como mostrado na Figura 24. Quando é determinado o tempo de elevação da pressão, uma planicidade, como indicado no início da forma de onda da Figura 24, é excluído Taxa máxima de subida Curva de pressão de explosão Tempo Tempo de subida da pressão Pressão Figura 23 – Exemplo de uma forma de onda de formato regular Tempo de subida da pressão 0 % 100 % Figura 24 – Exemplo de uma forma de onda de formato irregular 15.2.2.5 Equipamentos elétricos marcados para um único gás específico devem ser submetidos a, pelo menos, cinco ensaios de explosão, com a mistura daquele gás com o ar à pressão atmosférica que proporcione a mais alta pressão de explosão. Tais equipamentos elétricos devem então ser avaliados não para o Grupo correspondente, mas somente para o único gás considerado. NOTA Uma série de ensaios sobre a faixa de explosividade é utilizada para determinar a mistura com o ar que apresente a mais alta pressão de explosão. Quando a exclusão de um gás específico ou gases for solicitada, o equipamento deve ser marcado com “X”, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0, e as condições específicas de utilização indicadas no certificado devem detalhar esta exclusão. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 40 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Dupla marcação podeser aplicada para um gás específico e para o próximo Grupo mais baixo do Grupo deste gás (por exemplo, IIB + H2), se o invólucro for submetido não somente ao ensaio para o gás específico, mas também para aqueles necessários para o grupo mais baixo. 15.2.3 Ensaio de sobrepressão 15.2.3.1 Generalidades Este ensaio deve ser realizado por um dos seguintes métodos, que são considerados equivalentes. 15.2.3.2 Ensaio de sobrepressão – Primeiro método (estático) A pressão relativa aplicada deve ser — 1,5 vez a pressão de referência, ou — 4 vezes a pressão de referência para invólucros não submetidos a ensaios de sobrepressão de rotina, ou — 3 vezes a pressão de referência do invólucro quando o ensaio de rotina de sobrepressão é substituído por um ensaio de lote (ver 16.6); ou. — às pressões apresentadas na Tabela 8, quando a determinação da pressão de referência for impraticável devido ao pequeno tamanho do equipamento. Tabela 8 – Pressões relativas para equipamentos de pequenas dimensões Volume cm3 Grupo Pressão a kPa ≤ 10 I, IIA, IIB, IIC 1 000 > 10 I 1 000 > 10 IIA, IIB 1 500 > 10 IIC 2 000 a Para equipamentos destinados à utilização a uma temperatura ambiente abaixo de - 20 °C, as pressões indicadas acima devem ser aumentadas pelos fatores de ensaio apropriados, indicados na Tabela 7. O período de aplicação da pressão deve ser de pelo menos 10 s. O ensaio é realizado uma vez em cada amostra, como aplicável. O ensaio de sobrepressão deve ser considerado satisfatório se o resultado estiver em conformidade com 15.2.1 e se não houver vazamentos através das paredes do invólucro. NOTA Um meio não compressível hidráulico normalmente é utilizado para estes ensaios. Se um meio compressível, como o ar ou gás inerte, for utilizado, a falha do invólucro pode resultar em ferimentos ou danos materiais. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 41 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    15.2.3.3 Ensaio desobrepressão – Segundo método (dinâmico) Os ensaios dinâmicos devem ser realizados de tal modo que a máxima pressão na qual o invólucro é submetido seja 1,5 vez a pressão de referência. Quando o ensaio for realizado com misturas especificadas em 15.2.2.2, estes podem ser pré- comprimidos para produzir uma pressão de explosão de 1,5 vez a pressão de referência. O ensaio deve ser realizado somente uma vez, exceto para equipamentos elétricos do Grupo IIC, no qual cada ensaio deve ser realizado três vezes com cada gás. NOTA Se houver um produto com câmaras interligadas, a intenção não é, necessariamente, que uma ignição seja iniciada em cada compartimento. Os ensaios são conduzidos para cada uma das configurações consideradas necessárias. Uma alta pressão em um compartimento pode reduzir o risco de propagação, enquanto uma pressão baixa pode aumentá-lo. O ensaio de sobrepressão deve ser considerado satisfatório se o resultado do ensaio estiver em con- formidade com 15.2.1. 15.3 Ensaio de não propagação de uma ignição interna 15.3.1 Generalidades Gaxetas (ver 5.4) devem ser removidas. Embora um pouco de graxa possa permanecer, graxa excessiva deve ser removida (ver 5.1). O invólucro é colocado em uma câmara de ensaio. A mesma mistura explosiva é introduzida no interior do invólucro e na câmara de ensaio com a mesma pressão. Os comprimentos das passagens de chama (acoplamentos) das juntas roscadas do(s) corpo(s) de prova ensaiado(s) devem ser reduzidos de acordo com a Tabela 9. Os comprimentos de juntas de encaixe, cilíndricas e flangeadas do(s) corpo(s) de prova ensaiado(s) não podem ser maiores que 115 % do mínimo comprimento declarado pelo fabricante. Interstícios flangeados de juntas de encaixe, onde o comprimento da junta L consiste somente na parte cilíndrica (ver Figura 2b), devem ser aumentados para valores não menores que 1 mm para os Grupos I e IIA, não menores que 0,5 mm para o Grupo IIB e não menores que 0,3 mm para o Grupo IIC. Os requisitos de interstícios para o(s) corpo(s) de prova ensaiado(s) são incluídos em 15.3.2 (para Grupos I, IIA e IIB) e em 15.3.3 (para Grupo IIC). Para equipamentos com passagens de chama, outras que não juntas roscadas, e destinados à uti- lização em uma temperatura ambiente acima de 60 °C, os ensaios de não propagação devem ser conduzidos sob uma das seguintes condições: — em uma temperatura não menor que a máxima temperatura ambiente especificada; ou — em temperatura ambiente normal, utilizando a mistura de ensaio definida com aumento de pressão de acordo com os fatores na Tabela 10; ou — em pressão atmosférica e temperatura normais, mas com interstício de ensaio iE aumentado pelos fatores declarados na Tabela 10. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 42 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Se os invólucrosforem construídos de diferentes materiais com diferentes coeficientes de tempe- ratura, e se isto tiver uma influência nas dimensões de interstícios (por exemplo, no caso de uma janela de vidro formando um interstício cilíndrico com a carcaça metálica), um dos seguintes itens deve ser aplicado para o ensaio de propagação de chama: — o interstício máximo calculado, iC,T, levando em consideração o interstício máximo construtivo em 20 °C e o aumento do interstício na temperatura ambiente máxima especificada, Ta,máx, deve ser verificados pelo aumento do interstício de ensaio iE para pelo menos 90 % do máximo interstício calculado em Ta, máx; ou — o interstício máximo calculado, iC,T, levando em consideração o interstício máximo construtivo em 20 °C e o aumento do interstício na temperatura ambiente máxima especificada, Ta,máx, deve ser verificado utilizando o aumento de pressão da mistura de ensaio definida de acordo com a equação PV = (iC,T/iE) × (0,9) Tabela 9 – Redução no comprimento de uma junta roscada para ensaio de não propagação Tipo da junta roscada Redução no comprimento Grupos I, IIA e IIB (15.3.2) Grupo IIC (15.3.3) 15.3.2.1 15.3.2.2 15.3.3.2 15.3.3.3 ou 15.3.3.4 Cilíndrica, de acordo com a ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3, com respeito à forma da rosca ou qualidade média ou melhor do encaixe Sem redução Sem redução Sem redução Sem redução Cilíndrica, não atendendo com às ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3 em respeito à forma de rosca ou qualidade do encaixe 1/3 1/2 1/2 1/3 NPT Sem redução Sem redução Sem redução Sem redução © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 43 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Tabela 10 –Fatores de ensaio para aumento de pressão ou interstício de ensaio (iE) Temperatura até °C Grupo I 12,5 % CH4/H2 Grupo IIA 55 % H2 Grupo IIB 37 % H2 Grupo IIC 27,5 % H2 7,5 % C2H2 60 1,00 1,00 1,00 1,00 70 1,06 1,05 1,04 1,11 80 1,07 1,06 1,05 1,13 90 1,08 1,07 1,06 1,15 100 1,09 1,08 1,06 1,16 110 1,10 1,09 1,07 1,18 120 1,11 1,10 1,08 1,20 125 1,12 1,11 1,09 1,22 Para o Grupo IIC, fatores de ensaio de acordo com 15.3.3 também são necessários para serem introduzidos no ensaio de pressão ou ensaio de interstício, além dos fatores de ensaio acima. O equipamento elétrico marcado para um único gás deve ser submetido a ensaios de não propagação com base no grupo do equipamento correspondente para o único gás considerado. Se ensaiado à distância menor que na Tabela 11, este equipamento deve ter a distância mínima de obstruções especificada no certificado. Também o equipamento pode ser marcado de acordo com a Tabela 15. Tabela 11 – Distâncias mínimas de obstrução a partir de aberturas de flanges à prova de explosão “d” Grupo do gás Distância mínima mm IIA 10 IIB 30 IIC 40 NOTA A ABNT NBR IEC 60079-14 limita a instalação de equipamentos empregando tipos de proteção “d” que incorporem juntas flangeadas (planas). Especificamente não é permitido que as juntas flangeadas do equipamento sejam instaladas mais próximas que as dimensões indicadas na Tabela 11, a objetos sólidos que não sejam parte do equipamento, a menos que o equipamento seja desta forma ensaiado. NOTA Para outras geometrias, além daquelas simples, múltiplas configurações de ensaios são empregadas para confirmar a não propagação. 15.3.2 Equipamentos elétricos dos Grupos I, IIA e IIB 15.3.2.1 Os interstícios iE dos invólucros devem ser pelo menos iguais a 90 % do máximo interstício construtivo ic, como especificado nos desenhos do fabricante (0,9 iC ≤ iE ≤ iC). © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 44 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    As misturas explosivasa serem utilizadas, na razão volumétrica com o ar e à pressão atmosférica, são as seguintes: — equipamentos elétricos do Grupo I: (12,5 ± 0,5) % metano – hidrogênio [(58 ± 1) % metano e (42 ± 1) % hidrogênio] (MESG = 0,8 mm); — equipamentos elétricos do Grupo IIA: (55 ± 0,5) % hidrogênio (MESG = 0,65 mm); — equipamentos elétricos do Grupo IIB: (37 ± 0,5) % hidrogênio (MESG = 0,35 mm). NOTA A mistura explosiva escolhida para este ensaio assegura que as juntas evitem a propagação de uma ignição interna, com uma margem conhecida de segurança. Esta margem de segurança, K, é a razão entre o máximo interstício experimental seguro do gás representativo do grupo em questão e o máximo interstício experimental seguro do gás escolhido para o ensaio. — equipamentos elétricos do Grupo I: 114 1 42 0 8 , K , , = = (metano); — equipamentos elétricos do Grupo IIA: 0 92 1 42 0 65 , K , , = = (propano); — equipamentos elétricos do Grupo IIB: 0 65 1 85 0 35 , K , , = = (etileno). Alternativamente, se o interstício de um corpo de prova ensaiado não satisfizer as condições acima, um dos seguintes métodos pode ser utilizado para o ensaio de tipo de não propagação de uma ignição interna: — uma mistura gás/ar com um menor valor MESG, como dado na Tabela 12: Tabela 12 – Misturas gás/ar Grupo iE / iC Mistura Grupo I ≥ 0,75 (55 ± 0,5) % hidrogênio ≥ 0,6 (50 ± 0,5) % hidrogênio Grupo IIA ≥ 0,75 (50 ± 0,5) % hidrogênio ≥ 0,6 (45 ± 0,5) % hidrogênio Grupo IIB ≥ 0,75 (28 ± 1,0) % hidrogênio (28 ± 1,0) % hidrogênio ≥ 0,6 140 kPa pressão absoluta — pré-compressão das misturas normais de ensaio de acordo com a seguinte equação: C k E 0 9 i P , i = × onde Pk é o fator de pré-compressão. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 45 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    15.3.2.2 Se invólucrosdo Grupo IIA e IIB puderem ser destruídos ou danificados pelo ensaio de 15.3.2.1, é permitido que o ensaio seja realizado aumentando-se os interstícios acima dos valores máximos especificados pelo fabricante. O fator de aumento do interstício é 1,42 para os equipamentos elétricos do Grupo IIA e 1,85 para os equipamentos elétricos do Grupo IIB. A mistura explosiva a ser utilizada no invólucro e na câmara de ensaio, na razão volumétrica com o ar e à pressão atmosférica, é a seguinte: — para equipamentos elétricos do Grupo IIA: (4,2 ± 0,1) % propano; ou — para equipamentos elétricos do Grupo IIB: (6,5 ± 0,5) % etileno. 15.3.2.3 O ensaio de 15.3.2.1 ou 15.3.2.2 deve ser realizado cinco vezes. O resultado do ensaio é considerado satisfatório se a ignição não for transmitida para a câmara de ensaio. 15.3.3 Equipamentos elétricos do Grupo IIC 15.3.3.1 Generalidades Os ensaios de 15.3.3.2, 15.3.3.3 ou 15.3.3.4 podem ser utilizados para este ensaio, e são conside- rados satisfatórios, se a ignição não for transmitida para a câmara de ensaio. NOTA Os métodos a seguir são equivalentes em seus fatores de segurança, 1,5, e o interstício mínimo de ensaio de 90 %. Isto é atendido tanto pelo aumento da pressão quanto pelo aumento da dimensão do interstício do ensaio ou pelo aumento do oxigênio da mistura de ensaio. 15.3.3.2 Primeiro método – Ensaio pelo aumento do interstício do ensaio Todos os interstícios de juntas diferentes de juntas roscadas devem ser aumentados para o valor 1,35 iC ≤ iE ≤ 1,5iC com um mínimo de 0,1 mm para juntas flangeadas onde iE é o interstício de ensaio; iC é o máximo interstício construtivo, de acordo com o especificado nos desenhos do fabricante. As seguintes misturas explosivas, na razão volumétrica com o ar e à pressão atmosférica, são utilizadas no invólucro e na câmara de ensaio: a) (27,5 ± 1,5) % hidrogênio, e b) (7,5 ± 1) % acetileno. Cinco ensaios devem ser realizados com cada mistura. Se o equipamento for projetado para ser utili- zado somente com hidrogênio ou somente com acetileno, os ensaios devem ser realizados somente com a mistura de gás correspondente. NOTA Quando da preparação da amostra de ensaio utilizando uma junta cilíndrica de uma ponta de um eixo de uma máquina girante com mancais com rolamentos de esferas, o interstício de ensaio iE é baseado na distância diametral da Tabela 2 ou Tabela 3, e não na distância radial de 8.2.2. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 46 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    15.3.3.3 Segundo método– Ensaio por pressão aumentada O invólucro deve ser ensaiado com um interstício de ensaio iE de acordo com a seguinte equação: 0,9 iC ≤ iE ≤ iC O invólucro e a câmara de ensaio são preenchidos com uma das misturas de gás especificadas pelo primeiro método a uma pressão igual a 1,5 vez a pressão atmosférica. O ensaio deve ser realizado cinco vezes com cada mistura explosiva. Alternativamente, se os interstícios de um corpo de prova ensaiado não preencherem as condições acima, o seguinte método pode ser utilizado. Pré-compressão das misturas de ensaio normal de acordo com a seguinte equação: C k E 1 35 i P , i = × onde Pk é o fator de pré-compressão. NOTA Quando da preparação da amostra de ensaio utilizando uma junta cilíndrica de uma ponta de um eixo de uma máquina girante com mancais com rolamentos de esferas, o interstício de ensaio iE é baseado na distância diametral da Tabela 2 ou Tabela 3, e não na distância radial de 8.2.2. 15.3.3.4 Terceiro método – Ensaio por enriquecimento de oxigênio dos gases de ensaio Os interstícios iE do invólucro devem ser no mínimo igual a 90 % do máximo interstício construtivo iC de acordo com o especificado nos desenhos do fabricante (0,9 iC ≤ iE ≤ iC). As misturas de ensaio para serem utilizadas consistem no seguinte, na razão volumétrica e na pressão atmosférica: a) (40 ± 1) % hidrogênio, (20 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio; e b) (10 ± 1) % acetileno, (24 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio. Os ensaios devem ser realizados cinco vezes com cada mistura de ensaio. Para os dispositivos destinados para uso apenas com hidrogênio, somente o ensaio de mistura a) é necessário. 15.3.3.5 Número de ensaios para uma única peça produzida Os equipamentos elétricos que são peça única de produção devem ser ensaiados um total de cinco vezes, levando em consideração cada configuração de ensaio, com ensaio de interstício inalterado e com cada uma das misturas explosivas especificadas em 15.3.3.2 à pressão atmosférica, e aplicam-se os requisitos dimensionais de 5.1. 15.4 Ensaios de invólucros à prova de explosão com dispositivos de drenagem e respiros 15.4.1 Generalidades Os ensaios de acordo com 15.4.2 a 15.4.4 devem ser realizados na amostra na seguinte sequência após o ensaio de impacto de 10.7.2. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 47 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Para dispositivos comcaminhos não mensuráveis, a dimensão máxima dos poros no ensaio de borbulhamento da amostra não pode ser menor que 85 % da dimensão máxima especificada dos poros. Ver Anexo B. 15.4.2 Ensaio da capacidade do invólucro para suportar pressão 15.4.2.1 O ensaio deve ser realizado de acordo com 15.2, com as seguintes complementações e modificações. 15.4.2.2 Para determinação da pressão de explosão de acordo com 15.2.2, dispositivos de drenagem e respiros devem ser substituídos por bujões sólidos. 15.4.2.3 Para o ensaio de sobrepressão de acordo com 15.2.3, uma fina membrana flexível (por exemplo, uma fina folha plástica) deve ser montada nas superfícies internas dos dispositivos de drenagem e respiro. Após o ensaio de sobrepressão, o dispositivo não pode demonstrar deformação permanente ou danos que afetem o tipo de proteção. NOTA A finalidade da utilização da membrana flexível é a de minimizar o vazamento durante o ensaio sem influenciar a resistência do dispositivo 15.4.3 Ensaios térmicos 15.4.3.1 Procedimentos de ensaio O invólucro, com o(s) dispositivo(s) montado(s), deve ser ensaiado de acordo com o método descrito em 15.4.4.2, mas com a fonte de ignição somente na posição para obter os resultados térmicos mais desfavoráveis. A temperatura da superfície externa do(s) dispositivo(s) deve ser monitorada durante o ensaio. O ensaio deve ser realizado cinco vezes. A mistura de ensaio a ser utilizada deve ser (4,2 ± 0,1) % propano na razão volumétrica com ar e à pressão atmosférica. Adicionalmente, para dispositivos projetados para uso em acetileno, deve ser utilizado (7,5 ± 1,0) % de acetileno na razão volumétrica com ar e à pressão atmosférica. Em um invólucro onde exista a possibilidade de um fluxo forçado ou induzido de um gás potencial- mente perigoso, o invólucro deve ser arranjado durante o ensaio para que o gás possa fluir através do(s) dispositivo(s) e do invólucro. Qualquer sistema de ventilação ou amostragem deve ser operado de acordo com o especificado na documentação do fabricante. Após cada um dos cinco ensaios, a mistura explosiva externa deve ser mantida por um tempo suficiente para permitir qualquer queima contínua na face do dispositivo para tornar evidente (por exemplo, por pelo menos 10 min para elevar a temperatura da superfície externa do dispositivo ou para que seja possível transferir calor para a face externa). NOTA A temperatura da superfície externa após um período de ensaio de 10 min é utilizada para a deter- minação da classe de temperatura, de acordo com 15.4.3.2. 15.4.3.2 Critério de aceitação Nenhuma queima contínua deve ser observada. Nenhuma propagação de chama deve ocorrer. O aumento da temperatura medida na superfície externa do dispositivo deve ser multiplicado por um fator de segurança 1,2 e adicionado à máxima temperatura de serviço do dispositivo para a determi- nação da classe de temperatura do equipamento elétrico. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 48 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    15.4.4 Ensaio denão propagação de uma ignição interna 15.4.4.1 Generalidades Este ensaio deve ser realizado de acordo com 15.3, com as seguintes complementações e modificações. 15.4.4.2 Procedimento de ensaio Uma fonte de ignição deve ser primeiramente colocada próxima da superfície interna do dispositivo de respiro e drenagem, e subsequentemente em um ou mais locais prováveis de ocorrer o maior pico de pressão de explosão e uma taxa de aumento de pressão na face do dispositivo. Onde o invólucro possuir mais de um dispositivo idêntico, o dispositivo a ser ensaiado deve ser aquele que dará o resultado mais desfavorável. A mistura de ensaio dentro do invólucro deve ser ignitada. O ensaio deve ser realizado cinco vezes para cada posição da fonte de ignição. 15.4.4.3 Ensaio de não propagação para dispositivos de drenagem e respiro 15.4.4.3.1 Generalidades Para dispositivos de drenagem e respiros dos Grupos I, IIA e IIB, o ensaio de não propagação de 15.3.2 deve ser aplicado. Para dispositivos de respiro e drenagem do Grupo IIC com caminhos mensuráveis, os ensaios de não propagação de 15.3.3 devem ser aplicados. Para dispositivos de respiro e drenagem para o Grupo IIC com caminhos não mensuráveis, os ensaios de não propagação de 15.4.4.3.2 ou 15.4.4.3.3 devem ser aplicados. 15.4.4.3.2 Método A – Ensaio por aumento da pressão Os ensaios são realizados cinco vezes com cada mistura. Os ensaios são realizados de acordo com 15.3.3.3 e 15.4.4.2. Para dispositivos projetados para utilização somente em hidrogênio, somente o ensaio com mistura hidrogênio/ar é requerido. 15.4.4.3.3 Método B – Ensaio por enriquecimento com oxigênio nos gases de ensaio O dissulfeto de carbono está excluído para invólucros com um volume maior que 100 cm3. As misturas de ensaio a serem utilizadas consistem nas seguintes razões volumétricas e à pressão atmosférica: a) (40 ± 1) % hidrogênio, (20 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio; b) (10 ± 1) % acetileno, (24 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio. Os ensaios devem ser realizados cinco vezes com cada mistura, de acordo com 15.4.4.2. Para dispositivos projetados para utilizar apenas em hidrogênio, somente a mistura de ensaio a) é requerida. 15.4.4.4 Critérios de aceitação O resultado do ensaio é considerado satisfatório se nenhuma ignição for propagada para a câmara de ensaio. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 49 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    15.5 Ensaios paradispositivos “dc” 15.5.1 Generalidades Os ensaios de 15.5 substituem os ensaios de 15.2 a 15.4.4.4. 15.5.2 Preparação das amostras “dc” Qualquer material elastomérico ou termoplástico utilizado com o propósito de vedar uma tampa que se destina a ser aberta em serviço, ou que é desprotegido contra danos mecânicos e ambientais, deve ser removido total ou parcialmente, antes do dispositivo ou componente ser submetido ao ensaio de tipo quando tal remoção resultar em um ensaio mais oneroso. NOTA Quaisquer partes não metálicas restantes do invólucro terão sido submetidas aos ensaios de resistência térmica. 15.5.3 Condições de ensaio para dispositivos “dc” 15.5.3.1 Generalidades O dispositivo ou o componente, que deve ser organizado para ter as dimensões mais adversas permitidas pelos desenhos construtivos, deve ser preenchido com e cercado por uma mistura explosiva de acordo com o grupo declarado do equipamento, como a seguir: — Grupo IIA: (55 ± 0,5) % hidrogênio/ar na pressão atmosférica; — Grupo IIB: (37 ± 0,5) % hidrogênio/ar na pressão atmosférica; — Grupo IIC: (40 ± 1) % hidrogênio, (20 ± 1) % oxigênio e o restante nitrogênio na pressão atmos- férica ou alternativamente (27,5 ± 1,5) % hidrogênio/ar em uma sobrepressão para uma pressão igual a 1,5 vez a pressão atmosférica. 15.5.3.2 Procedimento de ensaio Para “dc”, a mistura explosiva dentro do dispositivo deve ser ignitada pela operação dos contatos fechados, quando conectados à máxima fonte declarada de energia e potência, e carga máxima, em termos de tensão, corrente, frequência e fator de potência. Um ensaio iniciado e parado deve ser feito 10 vezes com uma mistura explosiva nova para cada ensaio e a mistura explosiva que envolve o dispositivo não pode ser ignitada. 16 Ensaios de rotina 16.1 Generalidades 16.1.1 Os ensaios de rotina seguintes objetivam assegurar que o invólucro resista à pressão e também que não contenham qualquer orifício ou fenda conectando ao exterior. Os ensaios de rotina incluem um ensaio de sobrepressão realizado de acordo com um dos métodos descritos pelo ensaio de tipo em 15.2.3. Para equipamentos destinados à utilização em uma temperatura ambiente abaixo de - 20 °C, um ensaio de pressão em temperatura ambiente normal é suficiente. 16.1.2 O ensaio de rotina de sobrepressão pode ser realizado pelo primeiro método, mesmo quando o ensaio de tipo de sobrepressão tiver sido realizado pelo segundo método. Quando não for possível a determinação da pressão de referência e quando um ensaio dinâmico apresentar risco ao invólucro do equipamento (enrolamentos etc.), as pressões estáticas a serem aplicadas são apresentadas na Tabela 13. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 50 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Tabela 13 –Pressões estáticas Volume cm3 Grupo Pressãob kPa ≤10 a I, IIA, IIB, IIC 1 000 >10 I 1 000 >10 IIA, IIB 1 500 >10 lIC 2 000 a Aplicável somente às construções soldadas. b Para equipamentos projetados para utilização a uma temperatura ambiente inferior a - 20 °C, as pressões acima devem ser aumentadas pelos fatores apropriados de ensaios indicados na Tabela 7. 16.1.3 Quando o segundo método for escolhido, o ensaio de rotina consiste em: — um ensaio de explosão com a mistura explosiva apropriada e especificada em 15.2.2 (para a determinação da pressão de explosão), a 1,5 vez a pressão atmosférica dentro e fora do invólucro, ou — um ensaio de explosão com uma mistura explosiva apropriada e especificada em 15.2.2 (para a determinação de pressão de explosão), a 1,5 vez a pressão atmosférica dentro do invólucro, seguido por um ensaio de não propagação com misturas explosivas, de acordo com o especificado em 15.3.2.2 ou 15.3.3.2 (ensaio para não propagação de uma ignição interna, com interstícios aumentados) dentro e fora do invólucro à pressão atmosférica, ou — um ensaio de explosão com uma mistura explosiva apropriada e especificada em 15.2.2 (para a determinação de pressão de explosão) a 1,5 vez a pressão atmosférica, seguido por um ensaio estático a uma pressão de pelo menos 200 kPa. 16.1.4 Para o ensaio de rotina, é suficiente ensaiar o invólucro vazio. Entretanto, se o ensaio de rotina for dinâmico e o equipamento interno influenciar no aumento de pressão durante uma explosão interna, as condições do ensaio devem considerar estas influências. As partes individuais de um invólucro à prova de explosão (por exemplo, tampa e base) podem ser ensaiadas separadamente. As condições do ensaio devem ser tais que os esforços sejam comparáveis àqueles aos quais essas partes são expostas no invólucro completo. NOTA Um meio hidráulico não compressível é normalmente utilizado para estes ensaios. Se um meio compressível, como ar ou gás inerte, for utilizado, falha no invólucro pode resultar em acidente pessoal ou danos na instalação. 16.2 Invólucros não incorporando uma construção soldada Para invólucros que não contêm construções soldadas, ensaios de rotina de sobrepressão também não são requeridos nas seguintes condições: — para volumes menores ou iguais a 10 cm3; ou — para volumes maiores que 10 cm3, e onde o ensaio de tipo prescrito tenha sido realizado a uma pressão estática de quatro vezes a pressão de referência. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 51 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    16.3 Invólucros incorporandouma construção soldada Para invólucros ou partes de invólucros que contenham construções soldadas, a integridade da construção soldada deve ser verificada por meios de ensaios de rotina de sobrepressão. Alternativamente, onde ensaios de rotina de sobrepressão de uma construção soldada forem impraticáveis (tal como devido à construção do invólucro), e onde o invólucro atende com quatro vezes o ensaio de tipo de sobrepressão, a integridade da solda pode ser verificada por um dos seguintes métodos de inspeção: — inspeção de solda radiográfica; ou — inspeção de solda ultrassônica; ou — inspeção de solda por partícula magnética; ou — inspeção de solda por líquido penetrante. NOTA Existem Normas ISO para cada método de inspeção de solda acima. 16.4 Buchas não específicas para um invólucro à prova de explosão Ensaios de rotina não são requeridos para buchas não específicas para um invólucro à prova de explosão, se o procedimento de montagem for suficientemente documentado (ver C.2.1.4). 16.5 Critério de aceitação Os ensaios de rotina são considerados satisfatórios se a) o invólucro resistir à pressão sem sofrer deformação permanente das juntas ou danos, e b) quando o ensaio tiver sido realizado pelo ensaio dinâmico seguido pelo estático de 16.1.3, não existirem vazamentos através das paredes do invólucro ou, se ensaiado dinamicamente, não existir propagação de uma ignição interna. 16.6 Ensaio de lote Quando o ensaio de rotina de sobrepressão for substituído por um ensaio de lote de acordo com os seguintes critérios baseados na ISO 2859-1[5]: — Para uma produção de lote de até 100, uma amostragem de 8 precisa ser ensaiada a 1,5 vez a pressão de referência sem falhas. — Para uma produção de lote de 101 até 1 000, uma amostragem de 32 precisa ser ensaiada a 1,5 vez a pressão de referência sem falhas. — Para uma produção de lote de 1 001 até 10 000, uma amostragem de 80 precisa ser ensaiada a 1,5 vez a pressão de referência sem falhas. — Lotes acima de 10 000 devem ser subdivididos em lotes menores. Se houver alguma não conformidade nos resultados dos ensaios, 100 % de todas as amostras restantes do lote devem ser ensaiadas a 1,5 vez a pressão de referência. Lotes futuros devem ser ensaiados como rotina a 1,5 vez a pressão de referência até que se tenha confiança para estabelecer e reconsiderar o ensaio de lote. NOTA Após os resultados dos ensaios não conformes, a reconsideração da avaliação deste lote fica a critério da certificadora que emite o certificado em questão © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 52 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    17 Conjuntos demanobra para o Grupo I 17.1 Generalidades Invólucros à prova de explosão do Grupo I que são abertos no local regularmente, por exemplo, para finalidades de ajustes ou para rearmar relés de proteção, e que contenham dispositivos de manobra operados remotamente nos quais os circuitos podem, por uma influência externa, ser conectados ou desconectados (por exemplo, mecânicos, elétricos, optoeletrônicos, pneumáticos, acústicos, magnéticos ou térmicos), quando esta influência não for aplicada manualmente ao próprio instrumento, que pode produzir em serviço arcos ou centelhas capazes de causar a ignição de uma mistura explosiva, devem satisfazer os seguintes requisitos. 17.2 Meios de isolação 17.2.1 Generalidades Todos os condutores acessíveis, exceto aqueles de circuitos intrinsecamente seguros, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-11, e aqueles para continuidade ou aterramento, devem ser capazes de ser isolados da fonte de alimentação antes da abertura do invólucro à prova de explosão. Os meios de isolação destes invólucros à prova de explosão devem estar de acordo com 17.2.2, 17.2.3 ou 17.2.4. 17.2.2 Os meios de isolação devem ser montados dentro do invólucro à prova de explosão, nos casos em que partes que permaneceram energizadas após a abertura dos meios de isolação devem também — ser protegidas por um dos tipos de proteção normalizados ou EPL Mb indicados na ABNT NBR IEC 60079-0; ou — possuir distâncias de isolamento e escoamento entre fases e terra de acordo com os requisitos da ABNT NBR IEC 60079-7, e devem ser protegidas por um invólucro que tenha no mínimo um grau de proteção IP20, arranjado de forma que uma ferramenta não possa entrar em contato com as partes energizadas através de qualquer abertura. Isto não se aplica às partes de circuitos intrinsecamente seguros que atendam à ABNT NBR IEC 60079-11 e que permaneçam energizadas. Em qualquer caso, uma marcação de acordo com a Tabela 14, ponto c), deve ser fixada na tampa protetora das partes que permanecem energizadas. 17.2.3 Os meios de isolação devem ser instalados dentro de algum outro invólucro que atenda a algum tipo de proteção de EPL Mb listado na ABNT NBR IEC 60079-0. 17.2.4 Os meios de isolação devem consistir em uma tomada e plugue ou um acoplador de cabo que atenda aos requisitos de 13.3. 17.3 Portas ou tampas 17.3.1 Portas ou tampas de atuação rápida Estas portas devem ser intertravadas mecanicamente com um isolador, de forma que a) o invólucro mantenha as suas características de invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”, enquanto o isolador estiver fechado, e b) o isolador possa somente ser fechado quando estas portas ou tampas assegurarem as caracte- rísticas do invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 53 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    17.3.2 Portas outampas fixadas por parafusos Estas portas ou tampas devem exibir uma marcação de acordo com a Tabela 14, ponto c). 17.3.3 Portas ou tampas roscadas Estas portas ou tampas devem exibir uma marcação de acordo com a Tabela 14, ponto c). 18 Porta-lâmpadas e bases de lâmpada 18.1 Generalidades Os seguintes requisitos são aplicados para porta-lâmpada e bases de lâmpada que em conjunto têm que formar um invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”, e podem ser utilizados em luminárias de segurança aumentada, tipo de proteção “e”. 18.2 Dispositivo para evitar que a lâmpada afrouxe em operação O dispositivo que evita que as lâmpadas se afrouxem em operação, requerido na ABNT NBR IEC 60079-7, segurança aumentada “e”, pode ser omitido para os porta-lâmpadas roscados providos com uma chave de ação rápida em um invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”, a qual interrompa todos os polos do circuito da lâmpada antes da separação do contato. 18.3 Suportes e protetores para lâmpadas com protetores cilíndricos 18.3.1 Suportes e protetores para lâmpadas florescentes tubulares devem atender aos requisitos dimensionais da folha de dados Fa6 da IEC 60061. 18.3.2 Para outros suportes, os requisitos da Seção 5 devem ser aplicados, mas o comprimento da junta à prova de explosão entre o suporte e o protetor deve ser de pelo menos 10 mm no momento da separação do contato. 18.4 Suportes para lâmpadas com protetores roscados 18.4.1 A parte roscada do protetor deve ser de material resistente à corrosão sob as condições de serviço previstas. 18.4.2 No momento da separação do contato, quando a lâmpada é removida, pelo menos dois filetes completos de rosca devem estar acoplados. 18.4.3 Para porta-lâmpadas roscados E26/E27 e E39/E40, o contato elétrico deve ser estabelecido por elementos de contato carregados por molas. Adicionalmente, para equipamentos elétricos do grupo IIB ou IIC, a abertura e o fechamento dos contatos durante a inserção e/ou remoção da lâmpada devem ocorrer no interior de um invólucro à prova de explosão, tipo de proteção “d”, do Grupo IIB ou IIC, respectivamente. Para os porta-lâmpadas roscados E10 e E14, os requisitos de 18.4.3 não são necessários. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 54 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    19 Invólucros nãometálicos e partes não metálicas de invólucros 19.1 Generalidades Os seguintes requisitos aplicam-se aos invólucros não metálicos e às partes não metálicas de invólu- cros, exceto para: a) anéis de vedação de prensa-cabos ou unidades seladoras de eletrodutos para os quais a Seção C.3 se aplica, b) juntas seladas para as quais a Seção 6 se aplica, e c) partes não metálicas das quais o tipo de proteção não depende. 19.2 Resistência ao trilhamento e distância de escoamento em superfícies internas das paredes do invólucro Quando um invólucro ou uma parte de um invólucro de material não metálico é utilizado para suportar as partes vivas de um condutor, a resistência ao trilhamento e as distâncias de escoamento entre as superfícies internas das paredes do invólucro devem estar em conformidade com os requisitos da ABNT NBR IEC 60079-7 ou ABNT NBR IEC 60079-15, como aplicável. Entretanto, para invólucros de equipamentos elétricos do Grupo I, os quais podem estar sujeitos a fadigas elétricas que sejam capazes de produzir arcos no ar e que resultem de correntes nominais superiores a 16 A, os requisitos estabelecidos em 12.6 devem ser observados. 19.3 Requisitos para ensaios de tipo Para invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros, os ensaios de tipo desta Norma são modificados de acordo com a seguinte sequência: a) determinação da pressão da explosão (pressão de referência) de acordo com 15.2.2 em uma amostra que pode ou não ter sido objeto de ensaio de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0; b) ensaio de sobrepressão de acordo com 15.2.3 em todas as amostras, as quais têm sido objeto de ensaio de invólucros de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0; c) ensaio de não propagação de uma ignição interna de acordo com 15.3 na amostra objeto de ensaio indicado em b) acima; d) ensaio de erosão por chama de acordo com 19.4 na amostra objeto de ensaio indicada em c) acima; e e) ensaio de não propagação de uma ignição interna de acordo com 15.3 na amostra objeto de ensaio indicada em d) acima. 19.4 Ensaio de erosão por chama Este ensaio somente se aplica aos invólucros de volumes superiores a 50 cm3 e nos quais as juntas à prova de explosão tenham pelo menos uma face de material plástico. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 55 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Esta amostra deveser preparada como descrito em 15.3, exceto que os interstícios de juntas flangeadas e as partes planas de juntas de encaixe devem ser ajustados para um valor entre 0,1 mm e 0,15 mm. Para buchas comuns a dois invólucros à prova de explosão adjacentes, o ensaio deve ser realizado naquele que apresentar as condições mais desfavoráveis. O ensaio consiste em 50 ignições da mistura explosiva especificada em 15.2.2.2 para o grupo correspondente. No caso de equipamentos elétricos do Grupo IIC, 25 ignições devem ser realizadas com cada uma das duas misturas explosivas especificadas em 15.2.2.2. O ensaio é considerado satisfatório se o ensaio de não propagação de 15.3 for satisfatório. 20 Marcação 20.1 Generalidades Os invólucros à prova de explosão “d” devem ser marcados em conformidade com a ABNT NBR IEC 60079-0, com a seguinte marcação adicional para o tipo de proteção “d”: — Para o Nível de Proteção “da”, atendendo aos requisitos de 4.2, a marcação deve incluir “da”. — Para o Nível de Proteção “db”, atendendo aos requisitos de 4.3, a marcação deve incluir “db”. — Para o Nível de Proteção “dc”, atendendo aos requisitos de 4.4, a marcação deve incluir “dc”. 20.2 Marcações de advertências e de alertas Onde for requerida qualquer uma das seguintes marcações, o texto, como descrito na Tabela 14, seguido da palavra “CUIDADO” ou “ADVERTÊNCIA”, pode ser substituído por texto ou símbolo tecnicamente equivalente. Múltiplas advertências podem ser combinadas em uma marcação de advertência equivalente. Tabela 14 – Textos de marcações de advertências e de alertas Ponto Referência Marcações de advertências a) 11.3 “ATENÇÃO – UTILIZE DISPOSITIVOS DE FIXAÇÃO COM RESISTÊNCIA À TRAÇÃO ≥ (VALOR)”, quando o (valor) for determinado pelo ensaio aplicável b) 13.6.5 “ATENÇÃO – NÃO DESCONECTE QUANDO ENERGIZADO” c) 17.2.2, 17.3.2, 17.3.3 “ATENÇÃO – NÃO ABRA QUANDO ENERGIZADO” d) E.3.2 “ATENÇÃO – NÃO ABRA QUANDO UMA ATMOSFERA EXPLOSIVA DE GÁS ESTIVER PRESENTE” 20.3 Marcações informativas Quando qualquer uma das seguintes marcações for requerida, o texto, como descrito na Tabela 15, pode ser substituído por texto ou símbolo tecnicamente equivalente. Múltiplas advertências podem ser combinadas em uma marcação de advertência equivalente. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 56 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Tabela 15 –Texto de marcações informativas Ponto Referência Marcação informativa a) 13.2 Identificação do tamanho e tipo de rosca, por exemplo, “½ NPT”, “M25” b) 13.2 “VER DOCUMENTOS DE INSTRUÇÕES DE INSTALAÇÃO” c) 15.3.1 “ESTE EQUIPAMENTO DEVE SER INSTALADO DE FORMA QUE A(S) JUNTA(S) FLANGEADA(S) NÃO ESTEJA(M) A (VALOR) DE UM OBJETO SÓLIDO QUE NÃO SEJA PARTE DESTE EQUIPAMENTO”, quando o (valor) é determinado pela proximidade do objeto sólido durante o ensaio de propagação de chama, com os valores ensaiados menores do que aqueles indicados na Tabela 11 21 Instruções Todos os equipamentos à prova de explosão “d” devem ser fornecidos com instruções, de acordo com o requerido na ABNT NBR IEC 60079-0, incluindo, como um mínimo, detalhes sobre as dimensões dos caminhos de passagem de chama ou indicação de que o reparo dos caminhos de passagem de chama não é pretendido, se requerido por 5.1. NOTA BRASILEIRA O Documento Operacional IECEx OD 017 apresenta uma relação de documentação necessária para o processo de certificação de diversos tipos de proteção “Ex”, incluindo o tipo de proteção Ex “d”. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 57 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Anexo A (normativo) Requisitos adicionaispara elementos em chapa prensada (colmeia) de dispositivos de drenagem e respiro A.1 Elementos de chapa prensada (colmeia) devem ser fabricados em cobre-níquel, aço inoxidável ou outro metal adequado para a aplicação. Alumínio, titânio, magnésio e suas ligas não podem ser utilizados. Ver 10.3 para limites de conteúdo de cobre. A.2 Onde os caminhos através do dispositivo podem ser especificados em desenhos e medidos no dispositivo acabado, os limites de tolerância superior e inferior para as dimensões da trilha devem ser especificados e monitorados na produção. A.3 Onde a Seção A.2 não for aplicável, os requisitos aplicáveis do Anexo B devem ser aplicados. A.4 Os ensaios de tipo de 15.4.4 devem ser realizados com amostras fabricadas com não menos do que 90 % da maior dimensão permitida do interstício. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 58 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Anexo B (normativo) Requisitos adicionaispara elementos com caminhos não mensuráveis, de dispositivos de drenagem e respiro B.1 Elementos de metal sinterizado B.1.1 Elementos de metal sinterizados devem ser construídos a partir de um dos seguintes materiais: — aço inoxidável; — 90/10 cobre-estanho bronze; ou — um metal ou liga específica considerados adequados para a aplicação.Alumínio, titânio, magnésio e suas ligas não podem ser utilizados. Ver 10.3 para os limites de conteúdo de cobre. B.1.2 O ensaio de borbulhamento equivalente ao tamanho do poro tem que ser determinado pelo método especificado na ISO 4003. B.1.3 A densidade do elemento de metal sinterizado deve ser determinada de acordo com a ISO 2738. B.1.4 Onde a determinação do tamanho da porosidade e/ou permeabilidade a fluidos dos elementos for requerida em conexão com os aspectos funcionais dos dispositivos, medições devem ser realizadas de acordo com as ISO 2738 e ISO 4022. B.1.5 Os elementos de metal sinterizados devem ser claramente identificados na documen- tação, informando a) o material de acordo com 10.3 e B.1.1, b) o máximo tamanho dos poros, em micrômetros, determinados pelo ensaio de borbulhamento, de acordo com B.1.2, c) a mínima densidade de acordo com B.1.3, d) a mínima espessura, e e) quando apropriado, a permeabilidade a fluidos e o tamanho da porosidade de acordo com B.1.4. B.2 Elementos de telas metálicas prensadas B.2.1 Elementos de telas metálicas prensadas devem ser construídos a partir de fios de aço inoxi- dável ou de outro metal específico considerado adequado para a aplicação. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 59 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Ver 10.3 paraos limites de conteúdo de cobre. Alumínio, titânio, magnésio e suas ligas não são permitidos. O fabricante deve iniciar de um fio tran- çado que é prensado em um molde para formar uma matriz homogênea. B.2.2 A fim de avaliar a densidade, o diâmetro do fio deve ser especificado. Devem ser informados também a massa, o comprimento do fio trançado, a espessura do elemento e a dimensão da malha. A relação entre a massa do elemento e a massa de um volume idêntico do mesmo metal sólido deve ser entre 0,4 e 0,6. B.2.3 O tamanho máximo dos poros no ensaio de borbulhamento deve ser determinado pelo método especificado na ISO 4003. B.2.4 A densidade do elemento deve ser determinada de acordo com a ISO 2738. B.2.5 Onde a determinação do tamanho da porosidade e/ou a permeabilidade a fluidos dos elementos for requerida devido aos aspectos funcionais dos dispositivos, as medições devem ser efetuadas de acordo com as ISO 2738 e ISO 4022. B.2.6 Elementos de fios metálicos devem ser claramente identificados nos documentos, informando: a) o material, de acordo com 10.3 e B.2.1, b) o máximo tamanho dos poros, em micrômetros, determinados pelo ensaio de borbulhamento de acordo com B.2.3, c) a mínima densidade de acordo com B.2.4, d) as dimensões, incluindo as tolerâncias, e) o diâmetro original do fio, e f) onde apropriado, a permeabilidade a fluidos e o tamanho da porosidade, de acordo com B.2.5. B.3 Elementos de metal poroso B.3.1 Elementos de metal poroso devem ser produzidos pelo revestimento de uma espuma de poliuretano reticulado com níquel, removendo o poliuretano por decomposição térmica, convertendo o níquel em uma liga de níquel-cromo, por exemplo, por difusão gasosa e comprimindo o material como necessário. B.3.2 Elementos de metal poroso devem conter pelo menos 15 % de cromo em massa. B.3.3 A máxima dimensão dos poros no ensaio de borbulhamento deve ser determinada pelo método especificado na ISO 4003. B.3.4 A densidade do elemento deve ser determinada de acordo com a ISO 2738. B.3.5 Onde a determinação do tamanho da porosidade ou a permeabilidade a fluídos dos ele- mentos for requerida devido aos aspectos funcionais dos dispositivos, as medições devem ser efetuadas de acordo com as ISO 2738 e ISO 4022. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 60 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    B.3.6 Elementos demetal poroso devem ser claramente definidos na documentação, informando a) o material, de acordo com 10.3, B.3.1 e B.3.2, b) o máximo tamanho dos poros, em micrômetros, determinado pelo ensaio de borbulhamento, de acordo com B.3.3, c) a mínima espessura, d) a mínima densidade, e e) onde apropriado, a permeabilidade a fluidos e o tamanho da porosidade, de acordo com B.3.5. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 61 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Anexo C (normativo) Requisitos adicionaispara dispositivos de entrada à prova de explosão C.1 Generalidades Este Anexo contém os requisitos específicos aplicáveis, em adição aos encontrados na ABNT NBR IEC 60079-0, para a construção e ensaios de dispositivos de entrada à prova de explosão. Dispositivos de entrada incluem prensa-cabos, unidades seladoras para eletrodutos, buchas de passagem seladas, bujões e adaptadores de rosca “Ex”. C.2 Requisitos construtivos C.2.1 Métodos de vedação C.2.1.1 Prensa-cabos e dispositivos de vedação de eletroduto com anéis de vedação elastomérico C.2.1.1.1 Se o prensa-cabo ou dispositivo de vedação de eletroduto puder aceitar diversos anéis de vedação com o mesmo diâmetro externo, mas com dimensões internas diferentes, o anel deve ter uma altura mínima axial sem compressão entre o corpo do prensa-cabo (isto é, comprimento de contato) e o anel e entre o anel de vedação do cabo de — 20 mm, para cabos circulares de diâmetro não maior que 20 mm e para cabos não circulares com perímetro não maior que 60 mm, ou — 25 mm, para cabos circulares com diâmetro maior que 20 mm e para cabos não circulares com perímetro maior que 60 mm. C.2.1.1.2 Se um prensa-cabo ou dispositivo de vedação puder aceitar um único anel de vedação elastomérico, este anel deve ter uma altura mínima axial, sem compressão, de 5 mm entre o corpo do prensa-cabo e o anel de vedação e entre o cabo e o anel de vedação. C.2.1.2 Prensa-cabos selado com composto selante O comprimento mínimo do composto selante deve ser de 20 mm, quando montado. O fabricante deve especificar: a) o diâmetro máximo dos núcleos de cabos que o prensa-cabo permite; e b) o número máximo de núcleos que podem passar através do composto selante. Estes valores especificados devem assegurar que, através dos 20 mm de comprimento do composto selante, pelo menos 20 % da área da seção transversal esteja preenchida com o composto selante. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 62 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    O prensa-cabo deveser capaz de ser conectado e removido dos equipamentos elétricos sem danos no composto selante, após o período de tempo de cura especificado. O composto selante e as instruções apropriadas de montagem devem ser fornecidos com o prensa- cabo. C.2.1.3 Unidades seladoras com composto selante O comprimento mínimo do composto selante deve ser de 20 mm, quando montado. O fabricante deve especificar o número máximo de condutores que podem passar através do composto selante. Estes valores especificados devem assegurar que, ao longo de todo o comprimento do composto de 20 mm exigidos, pelo menos 20 % da área de seção transversal esteja preenchida com o composto selante. O composto selante e as instruções apropriadas de montagem devem ser fornecidos com o dispositivo de selagem de eletrodutos. C.2.1.4 Buchas de passagem seladas As buchas de passagem seladas podem conter um ou mais condutores. Quando são corretamente montadas e instaladas nas paredes do invólucro, todos os comprimentos de juntas, interstícios ou juntas seladas devem estar de acordo com requisitos aplicáveis das Seções 5, 6 e C.2.2. A documentação deve especificar a quantidade máxima de condutores que podem passar através do composto de selagem. NOTA Para proporcionar uma rigidez adequada, os projetos das buchas de passagem seladas geralmente apresentam, ao longo de toda a extensão da junta resinada, pelo menos 20 % da área de seção transversal preenchida com o composto de selagem. Quando a bucha de passagem selada é constituída por isolação moldada nas partes metálicas, os requisitos de 5.2, 5.3 e 5.4 não se aplicam, mas a Seção 6 é aplicável como requerido no ensaio de não propagação com a bucha instalada em um invólucro representativo com volume máximo da aplicação final projetado, com um condutor de comprimento mínimo como especificado nas documentações. O próprio material de isolação pode contribuir na resistência mecânica do invólucro. Quando a bucha de passagem selada contém partes montadas com adesivos, esta é considerada selante se cumprir com os requisitos da Seção 6 e é aplicável como requerido no ensaio de não propagação com a bucha instalada em um invólucro representativo com volume máximo da aplicação final projetado, com um condutor de comprimento mínimo como especificado na documentação. Se este não for o caso, os requisitos de 5.2.1, 5.3 e 5.4 são aplicáveis. As partes externas das buchas de passagem seladas dos invólucros à prova de explosão devem ser protegidas de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0 As buchas de passagem seladas específicas para invólucros à prova de explosão devem atender aos ensaios de tipo e rotina para o invólucro. As buchas como componentes “Ex” devem ser submetidas aos ensaios de tipo e resistência à pressão realizados por meio de um ensaio de pressão estática, como especificado em 15.2.3.2 com os seguintes valores: — 2 000 kPa, para equipamento elétrico do Grupo I; — 3 000 kPa, para equipamento elétrico do Grupo II. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 63 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Estas buchas depassagem seladas devem ser submetidas ao ensaio de pressão de rotina como especificado em 16.1, exceto onde o procedimento de montagem utilizado for descrito nas documen- tações do fabricante e de tal forma que assegure a consistência dos produtos fabricados. Se a junta selada for considerada satisfatória com ou sem vazamento, então a tabela de limitações do componente “Ex” certificado deve especificar o máximo volume do invólucro e o comprimento mínimo do condutor especificado. C.2.2 Juntas à prova de explosão C.2.2.1 Juntas roscadas As roscas formando uma junta à prova de explosão devem estar de acordo com os requisitos aplicáveis de 5.3 e devem ser de um dos seguintes tipos: — roscas métricas com uma Classe de tolerância de 6g/6H ou melhor, de acordo com a ISO 965-1 e a ABNT NBR ISO 965-3, e qualquer chanfro ou rebaixo de uma rosca interna limitada a uma profundidade máxima de 2 mm da superfície externa — roscas cônicas de acordo com o padrão NPT devem atender aos requisitos da ANSI/ASME B1.20.1; — conexões externas roscadas NPT com um ressalto ou interrupção devem ser fornecidas com a) um comprimento efetivo de rosca não menor que a dimensão “L2”, e b) um comprimento não menor que a dimensão “L4” entre a face do ressalto e o final da conexão roscada; — roscas internas NPT devem calibrar no nível 2 voltas completas utilizando um calibrador-tampão L1; — outros tipos de roscas externas previamente permitidas por edições anteriores da ABNT NBR IEC 60079-1. Quando um dispositivo contém um tipo de rosca externa de uma edição anterior da ABNT NBR IEC 60079-1, o dispositivo deve ser marcado com a indicação do tipo de rosca. O certificado deve também identificar o tipo de rosca, com a edição anterior da ABNT NBR IEC 60079-1 do qual os requisitos do tipo de rosca foram aplicados. NOTA 1 Esta permissão para a utilização de “outros tipos de roscas externas” é para a fabricação de dispo- sitivos de entrada para reposição de equipamentos somente em instalações existentes, que incorporam tipos de roscas internas que não são mais permitidas pela edição atual da ABNT NBR IEC 60079-1. Para roscas externas métricas destinadas à instalação em uma entrada roscada de um equipa- mento à prova de explosão, a parte roscada deve ter pelo menos 8 mm de comprimento e devem ser acoplados pelo menos oito filetes de rosca completos. Se a rosca for fornecida com um canal, não importando o tamanho do canal, então uma arruela lisa não destacável e não compressível ou outro dispositivo equivalente deve ser montado para assegurar o comprimento requerido do acoplamento de rosca. NOTA 2 O requisito acima de pelo menos oito filetes de rosca é para assegurar que pelo menos cinco filetes de rosca completos serão encaixados quando o prensa-cabo estiver instalado em uma entrada roscada – levando em consideração a presença de algum chanfro ou canal (ver Seção 13). C.2.2.2 Juntas não roscadas (somente para o Grupo I) Juntas não roscadas devem ser somente para o Grupo I e devem atender aos requisitos pertinentes de 5.2. Método(s) de fixação deve(m) ser avaliados como parte dos ensaios de tipo na Seção 15. Elementos de fixação utilizados como método de fixação devem atender aos requisitos de elementos de fixação especiais da ABNT NBR IEC 60079-0. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 64 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    NOTA Adaptadores decabos e/ou prensa-cabos de juntas não roscadas não avaliados originalmente com o invólucro à prova de explosão são revisados e/ou avaliados para assegurar que os métodos de fixação sejam adequados para a instalação e que atendam aos requisitos de invólucro à prova de explosão. C.2.3 Requisitos construtivos para bujões “Ex” C.2.3.1 Requisitos gerais O sistema de bloqueio ou atrito mecânico do elemento bujão deve atender a um ou mais dos seguintes requisitos: — se for removível do lado de fora, isso deve ser possível somente após a retirada de um dispo- sitivo de retenção no interior do invólucro (ver Figura c.1a)); — pode ser projetado de maneira que possa ser montado ou removido somente através da utilização de uma ferramenta apropriada (ver Figura c.1b)); — pode ser de uma construção especial, no qual a inserção seja realizada por um método diferente do utilizado para a remoção (ver Figura C.1c)). Dentro Fora a) Exemplo 1 Dentro Fora Dentro Fora Cisalhamento Rebaixo b) Exemplo 2 c) Exemplo 3 Figura C.1 – Exemplos de bujões para entradas não utilizadas © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 65 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    C.2.3.2 Bujões “Ex”com rosca métrica Adicionalmente, bujões “Ex” com rosca métrica devem atender ao seguinte: a) uma borda sem rosca ou interrupção deve ser incluída para impedir que o bujão “Ex” seja totalmente rosqueado através da parede do invólucro. Quando for fornecida uma borda sem rosca, o diâmetro e a espessura devem impedir a remoção por outros métodos que não sejam os permitidos pela Norma; e b) as roscas devem atender aos requisitos de C.2.2. NOTA Este requisito visa evitar as preocupações com a entrada do invólucro, mantendo a superfície externa do bujão o mais próximo possível ao invólucro. C.2.3.3 Bujões “Ex” com rosca NPT Bujões “Ex” com rosca NPT devem ter as seguintes características: a) não podem possuir borda sem rosca; b) o formato de rosca deve estar em conformidade com os requisitos de rosca NPT da ANSI/ASME B1.20.1; c) possuir um rebaixo para uso de ferramenta apropriada; d) a superfície externa deve estar localizado a não mais do que 3 fios de rosca além do encaixe L1 correspondente ao calibrador do anel; e e) o comprimento efetivo da rosca não pode ser menor que a dimensão “L2”. NOTA Este requisito visa evitar as preocupações com a entrada do invólucro, mantendo a superfície externa do bujão o mais próximo possível ao invólucro. C.2.3.4 Bujões “Ex” não roscados (somente Grupo I) Apenas para o Grupo I, bujões lisos (não roscados) devem atender aos requisitos de C.2.2.2 e C.2.3.1. C.2.4 Requisitos construtivos para adaptadores roscados “Ex” C.2.4.1 Todas as roscas devem atender aos requisitos de C.2.2. C.2.4.2 As roscas dos adaptadores roscados “Ex” devem ser coaxiais. C.2.4.3 O comprimento e o volume interno dos adaptadores roscados “Ex” devem ser minimizados. C.3 Ensaios de tipo C.3.1 Ensaio de vedação C.3.1.1 Generalidades Os requisitos para a resistência térmica ao calor e ao frio indicados na ABNT NBR IEC 60079-0 devem ser aplicados nas amostras montadas de acordo com as instruções do fabricante, com um mandril ou um cabo, como requerido. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 66 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Ao final dosensaios de resistência térmica ao calor e ao frio, as partes externas podem ser reapertadas de acordo com as instruções de manutenção do fabricante. Em nenhuma situação as partes devem se soltar manualmente, como desmontar parcial ou completamente o prensa-cabo (como para fins de avaliação). C.3.1.2 Prensa-cabos e dispositivos de selagem de eletrodutos com anel de vedação Estes ensaios devem ser realizados utilizando, para cada tipo de prensa-cabo ou dispositivos de selagem de eletroduto, um anel de vedação de cada uma das diferentes dimensões permitidas. No caso dos anéis de vedações elastoméricos, cada anel é montado em um mandril cilíndrico de aço suave polido, limpo e seco, com diâmetro igual ao menor diâmetro de cabo permitido no anel, de acordo com o especificado pelo fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo de selagem do eletroduto. No caso de anéis de vedação metálicos ou compostos, cada anel é montado na armação de metal de uma amostra limpa e seca do cabo com diâmetro igual ao menor diâmetro permitido no anel, de acordo com o especificado pelo fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo de selagem do eletroduto. No caso de anéis de vedação para cabos não circulares, cada anel é montado em uma amostra limpa e seca do cabo com perímetro igual ao menor valor permitido no anel, de acordo com as especificações do fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo de selagem do eletroduto. A montagem é então conectada à entrada e é aplicado um torque aos parafusos (no caso de um dispositivo de compressão flangeado) ou à porca (no caso de um dispositivo de compressão roscado), para obter uma vedação sob pressão hidráulica de 2 000 kPa para o Grupo I e 3 000 kPa para o Grupo II. NOTA 1 Os valores de torque mencionados no parágrafo anterior podem ser determinados experimen- talmente antes dos ensaios, ou podem ser fornecidos pelo fabricante do prensa-cabo ou do dispositivo de selagem do eletroduto. O conjunto é então montado dentro de um dispositivo de ensaio hidráulico, utilizando água colorida ou óleo hidráulico, como ilustrado na Figura C.2. O circuito hidráulico é então purgado. A pressão hidráulica é então aumentada gradativamente. A vedação é considerada satisfatória se o papel mata-borrão estiver livre de qualquer vestígio de vazamento, quando a pressão for mantida a 2 000 kPa para o Grupo I ou 3 000 kPa para o Grupo II, por pelo menos 10 s. NOTA 2 Pode ser necessário vedar todas as juntas do prensa-cabo ou dispositivo de selagem de eletrodutos montado no equipamento de ensaio, exceto aquelas associadas ao anel de vedação sob ensaio. Quando for utilizada uma amostra de cabo armado, pode ser necessário evitar a aplicação de pressão aos terminais dos condutores ou ao interior do cabo. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 67 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    1 2 35 6 7 8 9 4 Legenda 1 bomba hidráulica 6 anel de vedação 2 manômetro 7 mandril/cabo armado 3 mangueira 8 componente de compressão 4 papel mata-borrão 9 braçadeira de retenção 5 adaptador Figura C.2 – Dispositivo para ensaio de vedação de prensa-cabos C.3.1.3 Prensa-cabo selado com composto selante O ensaio deve ser realizado utilizando, para cada dimensão de prensa-cabo, mandris de metal, sendo estes em número e diâmetros tais que reproduzam o maior diâmetro de núcleos com a maior quantidade de núcleos especificados pelo fabricante, de acordo com os requisitos de C.2.1.2. O composto selante é preparado de acordo com as instruções do fabricante e então introduzido no volume apropriado. Deve ser permitido um tempo apropriado para endurecimento. O conjunto é então montado dentro do equipamento de ensaio hidráulico definido em C.3.1.2, e o mesmo procedimento é aplicado. Os critérios de aceitação também são os mesmos. C.3.1.4 Dispositivos de selagem de eletrodutos com composto selante O ensaio deve ser realizado utilizando, para cada dimensão de dispositivo de selagem de eletrodutos, mandris de metal, sendo estes em número e diâmetros tais que reproduzam o número máximo de núcleos especificado pelo fabricante, de acordo com os requisitos de C.2.1.3. O composto selante deve ser preparado seguindo as instruções do fabricante e então introduzido em volume apropriado. Deve ser permitido um tempo apropriado para endurecimento. O conjunto é então montado em um dispositivo de ensaio hidráulico, definido em C.3.1.2, e o mesmo procedimento de ensaio é aplicado. O critério de aceitação também é o mesmo. C.3.2 Ensaio de resistência mecânica C.3.2.1 Prensa-cabos com elemento de compressão roscada Um torque duas vezes maior que o requerido no ensaio de vedação deve ser aplicado no elemento de compressão; contudo, o valor deste torque, expressado em Nm, deve sempre ser pelo menos três vezes o valor em milímetros do diâmetro máximo permitido do cabo, quando o prensa-cabo é projetado para cabos circulares; ou igual ao valor em milímetros do perímetro máximo permitido do cabo, quando o prensa-cabo é projetado para cabos não circulares. O prensa-cabo é então desmontado e suas partes são examinadas. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 68 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    C.3.2.2 Prensa-cabo como elemento de compressão fixado por parafusos Um torque duas vezes maior que o requerido no ensaio de vedação deve ser aplicado nos parafusos do elemento de compressão; entretanto, o valor deste torque deve ser sempre no mínimo igual aos seguintes valores: M6: 10 Nm M12: 60 Nm M8: 20 Nm M14:100 Nm M10: 40 Nm M16:150 Nm O prensa-cabo é então desmontado e suas partes são examinadas. C.3.2.3 Prensa-cabos selados com composto selante No caso de entradas roscadas, um torque em Nm igual ao valor mínimo especificado em C.3.2.1 deve ser aplicado ao prensa-cabo, quando roscado em um bloco de ensaio de aço com orifício roscado apropriado. O prensa-cabo é então desmontado e suas partes são examinadas. C.3.2.4 Critério de aceitação Para que sejam considerados satisfatórios os ensaios descritos em C.3.2.1 a C.3.2.3, nenhum dano deve ser encontrado em qualquer das partes do prensa-cabo. NOTA Qualquer dano ao anel de vedação é desconsiderado, pois o ensaio é para mostrar que a resistência mecânica do prensa-cabo é suficiente para suportar as condições de utilização. C.3.3 Ensaio de tipo para bujões “Ex” C.3.3.1 Ensaio de torque Uma amostra de um elemento bujão “Ex” de cada tamanho deve ser roscada em um bloco de ensaio de aço com orifício roscado apropriado. A amostra é apertada com um torque equivalente a no mínimo o valor mostrado na coluna 2 da Tabela C.1 ou C.2, utilizando uma ferramenta adequada. O ensaio deve ser considerado satisfatório se for atingido o número correto de filetes de rosca acoplado e se, quando desmontado, nenhum dano for encontrado, exceto se ocorrer a ruptura do pescoço da Figura C.1-c – Exemplo 3, bujão o qual é requerido. Figura C.1-b – Exemplo 2, bujão deve ser capaz de ser removido somente com o uso de uma ferramenta apropriada. O elemento do tipo bujão “Ex” métrico, da Figura C.1-b – Exemplo 2, deve então ser submetido a um ensaio adicional com torque pelo menos equivalente ao torque apropriado dado na Coluna 3 da Tabela C.1, e deve ser considerado satisfatório se o ressalto não tiver sido puxado completamente dentro da rosca. C.3.3.2 Ensaio de sobrepressão O bujão deve ser submetido ao ensaio de tipo para resistência à pressão por meio do ensaio de pressão estática especificado em 15.2.3.2, com os seguintes valores: — 2 000 kPa para equipamento elétrico do Grupo I; — 3 000 kPa para equipamento elétrico do Grupo II. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 69 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    C.3.4 Ensaio detipo para adaptadores roscados “Ex” C.3.4.1 Ensaio de torque Uma amostra do adaptador roscado “Ex” de cada tamanho deve ser roscada em um bloco de ensaio, contendo uma entrada roscada de tamanho e forma apropriada para o dispositivo sob ensaio. Um bujão de aço ou latão de tamanho e forma apropriada deve ser roscado na entrada do adaptador. O bujão deve ser apertado com um torque no mínimo equivalente ao torque fornecido na coluna 2 da Tabela C.1 ou C.2, apropriado para a rosca de maior bitola das duas roscas do adaptador. O ensaio deve ser considerado satisfatório se não existir deformação no adaptador, quando for desmontado. C.3.4.2 Ensaio de impacto Uma amostra do adaptador roscado “Ex” de cada tamanho deve ser roscada em um bloco de ensaio, contendo uma entrada roscada de tamanho e forma apropriada para o dispositivo sob ensaio. Uma barra de aço ou latão sólido de tamanho apropriado, roscada a outra saída do adaptador de rosca, de forma a se projetar um diâmetro para além do adaptador, com um mínimo de 50 mm, deve então ser roscada no adaptador com um torque equivalente a pelo menos o especificado na coluna 2 da Tabela C.1 ou C.2. A montagem deve então ser submetida ao ensaio de resistência ao impacto, seguindo os requisitos apropriados da ABNT NBR IEC 60079-0. O impacto deve ser aplicado no ângulo reto ao eixo da barra e o mais próximo do final da barra, como praticável. C.3.4.3 Ensaio de sobrepressão O adaptador de rosca deve ser submetido ao ensaio de tipo para resistência à pressão por meio do ensaio de pressão estática descrito em 15.2.3.2, com os seguintes valores: — 2 000 kPa para equipamento elétrico do grupo I; — 3 000 kPa para equipamento elétrico do grupo II. Tabela C.1 – Valores de torque de aperto, métrico Tamanho da rosca mm Torque de aperto para os ensaios de torque e impacto Nm Torque de aperto para bujões da Figura C.1b – Exemplo 2 Nm < 16 2 d a 3,5 d a 16 40 65 20 40 65 25 55 95 32 65 110 40 80 130 50 100 165 63 115 195 75 140 230 > 75 2 d a 3,5 d a a A variável d é o maior diâmetro da rosca, em milímetros. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 70 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Tabela C.2 –Valores de torque de aperto, NPT Tamanho da rosca Torque de aperto Nm ½ – ¾ 90 1 – 1 ½ 113 2 e maior 181 Figura C.3 – Exemplos de adaptadores roscados “Ex” © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 71 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Anexo D (normativo) Invólucros vaziosà prova de explosão como componentes “Ex” D.1 Generalidades A proposta de uma certificação de invólucro vazio como componente “Ex” é para permitir que o fabricante do invólucro à prova de explosão obtenha um certificado sem que os equipamentos internos sejam definidos, para que o invólucro vazio seja disponibilizado para as terceiras partes para incorporação em um equipamento totalmente certificado sem a necessidade de repetição de todos os ensaios de tipo para invólucros à prova de explosão “d”, como requerido pelas ABNT NBR IEC 60079-1 e ABNT NBR IEC 60079-0. Quando um certificado para um equipamento completo for requerido, o certificado para o invólucro vazio como componente “Ex” não é necessário. D.2 Observações preliminares Os requisitos para a certificação de um invólucro vazio como um componente “Ex” estão contidos neste anexo. Isto não elimina a necessidade de uma certificação subsequente do equipamento, mas objetiva facilitar esta certificação. O fabricante do invólucro como componente “Ex” deve ser responsável por assegurar que todas as unidades fornecidas a) sejam idênticas na construção ao projeto original, como detalhado nos documentos mencio- nados na certificação do invólucro como componente “Ex”, b) tenham sido submetidas aos ensaios de rotina de sobrepressão, como é requerido, e c) atendam aos requisitos de qualquer condição especial mencionada das limitações impostas pelo certificado do invólucro como componente “Ex”. D.3 Requisitos para invólucro como componentes “Ex” D.3.1 Os invólucros como componente “Ex” devem estar em conformidade com os requisitos, onde aplicáveis, da ABNT NBR IEC 60079-0 e desta Norma. D.3.2 Os invólucros como componente “Ex” devem consistir basicamente em uma geometria simples de uma única seção transversal quadrada, retangular ou cilíndrica, com conicidade que não exceda 10 %. NOTA Quando a maior dimensão exceder qualquer outra dimensão por 4:1 para os Grupos I, IIA e IIB, ou exceder qualquer outra dimensão por 2:1 para o Grupo IIC, considerações adicionais podem ser necessárias. D.3.3 Invólucros de máquinas rotativas não podem ser avaliados como invólucros com compo- nente “Ex”. NOTA “Máquinas” aqui significam motores elétricos que substancialmente preenchem o invólucro. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 72 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    D.3.4 Os invólucroscomo componente “Ex” devem ser fornecidos com meios adequados para a disposição e montagem de componentes internos. D.3.5 Nenhum furo, tanto para finalidades elétricas ou mecânicas, quanto fechado ou aberto, deve ser usinado no invólucro como componente “Ex”, exceto aqueles permitidos no certificado do invólucro como componente “Ex”. D.3.6 Para invólucros como componente “Ex” para os Grupos I, IIA e IIB, a pressão de referência é determinada de acordo com 15.2.2, com a modificação das amostras de ensaio como a seguir: — quando a maior dimensão não exceder qualquer outra dimensão por mais do que 2:1, nenhuma modificação é necessária; — para todas as outras construções permitidas, uma obstrução sólida (anteparo) de aproximada- mente 80 % da área da seção transversal deve ser centralizada no menor eixo, e aproximada- mente localizada dois terços ao longo do maior eixo axial. A obstrução sólida deve reproduzir novamente a seção transversal do invólucro. Para invólucros como componente “Ex” para o Grupo IIC, a pressão de referência é determinada de acordo com 15.2.2, com uma obstrução sólida (anteparo) de aproximadamente 60 % da área da seção transversal localizada no centro do menor eixo, e aproximadamente localizada dois terços ao longo do maior eixo axial. A obstrução sólida deve reproduzir novamente a seção transversal do invólucro. Quando uma amostra é requerida para ser modificada por inclusão da obstrução sólida, fontes de ignição e dispositivo de registro de pressão devem ser posicionados em ambos os lados da obstrução sólida para ser medida simultaneamente a pressão resultante. D.3.7 Invólucros como componente “Ex” devem ser capazes de suportar um ensaio de tipo de sobrepressão com máximo número de entradas do máximo tamanho, a uma pressão que deve ser igual a 1,5 vez a pressão máxima de explosão (pressão de referência), determinada de acordo com 15.2.2, com o invólucro vazio, e com as entradas fechadas por meios adequados. Ensaios de rotina não são requeridos para invólucros como componente “Ex” quando o ensaio de tipo for realizado à pressão estática de quatro vezes a pressão de referência. Entretanto, invólucros como componente “Ex” com construção soldada devem, em todos os casos, ser submetidos ao ensaio de rotina. O ensaio de rotina deve consistir tanto em um ensaio dinâmico com a mistura explosiva apropriada especificada em 15.2.2 (para a determinação da pressão de referência) na pressão de 1,5 vez a pressão atmosférica dentro e fora do invólucro como componente “Ex”; quanto em um ensaio estático na pressão de pelo menos 350 kPa e não menor do que 1,5 vez a pressão de referência. D.3.8 Estes invólucros devem ser marcados de acordo com os requisitos para a marcação de componentes “Ex” dados na ABNT NBR IEC 60079-0, mas a marcação deve ser interna e não permanente. A marcação “Ex” não pode ser fixada externamente. Somente o nome do fabricante e informações de identificação do invólucro (com o tipo ou número de série) podem ser marcados externamente ao invólucro. Esta marcação não precisa ser permanente. Estas marcações podem ser permitidas se o fabricante do invólucro como componente “Ex” for também destinado para ser o solicitante do equipamento certificado, e indicado como aquele da tabela de limitações de certificado do componente “Ex”. D.3.9 Externamente ao invólucro, devem ser previstos a forma e o local para marcação da certifi- cação do equipamento completo de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 73 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    D.3.10 As informaçõesa seguir devem ser fornecidas no certificado de invólucro como componente “Ex” como parte das limitações, como a seguir: a) o número máximo de entradas, seus tamanhos máximos e suas posições devem ser localizados através de informação direta ou referência a um número de desenho; b) disjuntores e contatores imersos em óleo não podem ser utilizados; c) para faixa de temperatura ambiente diferente de - 20 °C a + 40 °C; d) (se aplicável por D.3.8) indicação de que o fabricante do invólucro como componente “Ex” destina-se a ser o único detentor do(s) certificado(s) do equipamento relacionado; e) (invólucros como componente “Ex” para Grupos I, IIA e IIB), os componentes internos ao invólucro podem ser dispostos em qualquer arranjo, de forma que pelo menos 20 % de sua área de seção transversal permaneçam livres para permitir um fluxo de gás sem obstáculos durante o desenvolvimento de uma explosão. Áreas de passagem do fluxo de gás podem ser agregadas de modo que cada área tenha dimensão mínima em qualquer direção de 12,5 mm; f) (invólucros como componente “Ex” para o Grupo IIC) os componentes internos ao invólucro podem ser dispostos em qualquer arranjo, de forma que pelo menos 40 % de sua área de seção transversal permaneçam livres para permitir um fluxo de gás sem obstáculos durante o desenvolvimento de uma explosão. Áreas de passagem do fluxo de gás podem ser agregadas de modo que cada área tenha dimensão mínima em qualquer direção de 12,5 mm; e g) qualquer limitação adicional requerida para a construção particular, por exemplo, temperatura máxima de operação da janela. D.4 Conversão de um certificado de componente “Ex” em um equipamento completamente certificado D.4.1 Procedimento O invólucro que tenha obtido o certificado de invólucro como componente “Ex” é passível de ser certificado como equipamento completo, em conformidade com a ABNT NBR IEC 60079-0 e esta Norma, normalmente sem a repetição dos ensaios já realizados, desde que atendam aos requisitos descritos em D.3.10. Os documentos devem ser preparados para um equipamento certificado descrevendo quaisquer substituições ou omissões permitidas, juntamente com as condições de montagem de um invólucro como componente “Ex”, para que a conformidade possa ser verificada com a relação de limitações do certificado do invólucro como componente “Ex”. Qualquer entrada permitida de acordo com o certificado do invólucro como componente “Ex” pode ser fornecida tanto pelo fabricante do invólucro como componente “Ex”, como por um acordo entre o fabricante do equipamento e o fabricante do invólucro como componente “Ex”. Os efeitos contínuos de dispositivos, como dispositivos de rotação, os quais podem criar significantes turbulências que podem resultar em um aumento na pressão de referência, devem ser considerados. D.4.2 Aplicação da relação de limitações Em adição à relação de limitações, todas as edições da aplicação devem ser consideradas e determinadas para atender aos requisitos aplicáveis da ABNT NBR IEC 60079-0 e desta Norma. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 74 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Anexo E (normativo) Acumuladores ebaterias utilizadas em invólucros à prova de explosão “d” E.1 Observações preliminares Este Anexo contém os requisitos para equipamentos elétricos com tipo de proteção “d” para invólucros à prova de explosão que contêm um ou mais acumuladores utilizados como baterias para prover energia aos circuitos. Sem considerar o tipo de acumulador eletroquímico utilizado, o objetivo principal é prevenir uma mistura inflamável de gases eletrolíticos (normalmente hidrogênio e oxigênio) que possa ocorrer no interior do invólucro à prova de explosão. Como já é conhecido, acumuladores e baterias que têm grande probabilidade de liberação de gás eletrolítico em uso normal (por ventilação natural ou por uma válvula de alívio de pressão) não podem ser utilizados dentro de invólucros à prova de explosão. NOTA Não é pretendido que estes requisitos sejam aplicados aos acumuladores eletroquímicos utilizados como dispositivos de medição (como acumuladores zinco/oxigênio, de acordo com a IEC 60086-1 Tipo A, utilizado para medição de concentração de oxigênio). E.2 Sistemas eletroquímicos aceitáveis Somente os acumuladores listados nas Tabelas E.1 e E.2 normalizadas pela IEC devem ser utilizados. Tabela E.1 – Acumuladores primários aceitáveis Tipos IEC 60086-1 Eletrodo positivo Eletrólito Eletrodo negativo - Dióxido de manganês (MnO2) Cloreto de amônia, cloreto de zinco Zinco (Zn) A Oxigênio (O2) Cloreto de amônia, cloreto de zinco Zinco (Zn) B Monofluoreto de carbono (CF)x Eletrólito orgânico Lítio (Li) C Dióxido de manganês Eletrólito orgânico Lítio (Li) E Cloreto de tionila (SOCl2) Inorgânico não aquoso Lítio (Li) L Dióxido de manganês Hidróxido alcalino metálico Zinco (Zn) © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 75 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Tabela E.1 (continuação) Tipos IEC60086-1 Eletrodo positivo Eletrólito Eletrodo negativo S Óxido de prata (Ag2O) Hidróxido alcalino metálico Zinco (Zn) a Dióxido de enxofre (SO2) Sal orgânico não aquoso Lítio (Li) a Mercúrio (Hg) Hidróxido alcalino metálico Zinco (Zn) NOTA Acumuladores de dióxido de zinco/manganês são relacionados na IEC 60086-1, mas não são classificados por um tipo de letra. a Apenas pode ser utilizado se existir uma norma IEC para acumuladores. Tabela E.2 – Acumuladores secundários aceitáveis Tipo normalizado e Norma IEC aplicável Tipo Eletrólito Tipo K IEC 61951-1 IEC 60623 IEC 60622 Níquel-cádmio (Ni-Cd) Hidróxido de potássio (KOH) IEC 61960 Lítio (Li) Sal orgânico não aquoso IEC 61951-2 Hidreto de níquel metálico Hidróxido de potássio (KOH) E.3 Requisitos gerais para acumuladores (ou baterias) no interior de invólucros à prova de explosão E.3.1 As restrições de uso seguintes devem ser aplicadas para certos tipos de acumuladores: — acumuladores secundários para formar uma bateria, com respiros ou abertos, não podem ser utilizados no interior de invólucros à prova de explosão; — acumuladores selados com válvula regulável podem ser utilizados dentro de invólucros à prova de explosão, mas somente para propósitos de descarga; e — acumuladores selados secundários podem ser recarregados no interior do invólucro à prova de explosão, sob os requisitos da Seção E.5. E.3.2 Invólucros à prova de explosão contendo uma bateria devem ser marcados de acordo com 20.2 (d), Tabela 14, ponto d). Isto não é aplicável quando a bateria e seus circuitos associados estão conectados de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-11 e a bateria não é recarregada em serviço. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 76 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    E.3.3 Baterias eseus dispositivos de segurança devem ser firmemente montados (por exemplo, fixados em um ponto por abraçadeiras ou fixadores projetados para este propósito). E.3.4 Não pode haver qualquer movimento relativo entre a bateria e o dispositivo de segurança associado ou dispositivos que garantam a conformidade com o respectivo tipo de proteção. E.3.5 A conformidade com E.3.3 e E.3.4 deve ser verificada antes e depois dos ensaios dos invólucros requeridos pela ABNT NBR IEC 60079-0. E.4 Arranjos de dispositivos de segurança E.4.1 Prevenção de temperaturas excessivas e danos aos acumuladores E.4.1.1 Sob condições de descarga por curto-circuito, as baterias devem atender às condições abaixo, ou ser providas de um dispositivo de segurança, como descrito em E.4.1.2: a) a temperatura de superfície externa do acumulador ou bateria não pode exceder a temperatura de operação contínua especificada pelo fabricante do acumulador ou bateria, considerando a temperatura ambiente dentro do invólucro, e b) a máxima corrente de descarga não pode exceder a especificada pelo fabricante do acumulador ou bateria. E.4.1.2 Quando as duas condições de E.4.1.1 não forem atendidas, um dispositivo de segurança é necessário para atender aos requisitos para componentes infalíveis com nível de proteção “ib” como definido na ABNT NBR IEC 60079-11, e deve estar localizado o mais próximo do terminal do acumulador ou bateria, como é razoavelmente praticável, e ser também: — um resistor ou dispositivo limitador de corrente que limita a corrente à máxima corrente contínua especificada pelo fabricante da bateria, ou — um fusível em conformidade com a série da IEC 60127, selecionado de maneira que as características de fusão evitem que a corrente máxima retirada e a duração especificada permitida pelo fabricante da bateria sejam excedidas. Onde o fusível for do tipo substituível, deve ser provida uma etiqueta ao lado do suporte do fusível, especificando o tipo adequado a ser utilizado. A faixa do resistor ou o dispositivo limitador de corrente deve ser baseado na tensão da bateria ou acumulador. E.4.2 Prevenção de reversão de polaridade do acumulador ou carga reversa por outro acumulador na mesma bateria E.4.2.1 Onde forem utilizadas baterias com a) uma capacidade de 1,5 Ah ou menos (a uma taxa de descarga 1 h), e b) um volume menor que 1 % do volume livre do invólucro, nenhuma proteção adicional é necessária para evitar a liberação de gás de eletrólito através de reversão de polaridade, ou carregamento reverso de um acumulador através de outros acumula- dores na mesma bateria. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 77 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    E.4.2.2 Onde asbaterias utilizam um volume e/ou capacidade que excede os valores determinados acima, devem ser incorporados arranjos para prevenir a reversão de polaridade do acumulador ou carregamento reverso de um acumulador por meio de outros dentro da bateria. Dois exemplos de como isto pode ser alcançado são descritos abaixo: — monitorandoatensãoemumacumulador(oualgunsacumuladores)einterrompendoaalimentação se a tensão decrescer a um valor abaixo da mínima tensão especificada pelo fabricante do acumulador; ou NOTA 1 Tal proteção é frequentemente utilizada para evitar que os acumuladores entrem em um estado de “descarga profunda”. Se uma tentativa for feita para monitorar vários acumuladores conectados em série, a proteção pode não funcionar seguramente devido às tolerâncias na tensão individual do acumulador e do circuito de proteção. Geralmente, monitorar mais que seis acumuladores (em série) por uma unidade de proteção não é efetivo. — utilizando diodos limitadores conectados para limitar a tensão de polaridade reversa para cada acumulador. Por exemplo, o arranjo protetor para uma bateria de três acumuladores conectados em série é como mostrado na Figura E.1. +Ve – Ve Figura E.1 – Arranjo de montagem de diodos para três acumuladores em série Para este arranjo de proteção ser eficaz, a queda de tensão em cada diodo utilizado para evitar a carga reversa de um acumulador não pode exceder a tensão de carga reversa de segurança deste acumulador. NOTA 2 Diodos de silício são considerados adequados para este requisito. E.4.3 Prevenção de carregamento inadvertido de uma bateria por outras fontes de tensão no invólucro Onde forem utilizadas baterias com a) uma capacidade de 1,5 Ah ou menos (a uma taxa de descarga 1 h), e b) um volume menor que 1 % do volume livre do invólucro, nenhuma proteção adicional é necessária para evitar a liberação de gás de eletrólito pela corrente de recarga. Onde existir outra fonte de tensão no mesmo invólucro (incluindo outras baterias), a bateria e seus circuitos associados devem ser protegidos contra descarga por outros circuitos específicos designados para fazer isso. Por exemplo: — separando a bateria e seus circuitos associados de toda(s) a(s) outra(s) fonte(s) de tensão dentro do invólucro, utilizando as distâncias de escoamento e isolação especificados na ABNT NBR IEC 60079-7 para a tensão máxima admissível capaz de causar a contaminação; ou © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 78 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    — separando abateria e seus circuitos associados de toda(s) a(s) outra(s) fonte(s) de tensão dentro do invólucro, por um aterramento metálico tipo barreira/anteparo capaz de carregar a corrente máxima de falha da fonte durante o tempo provável que exista (considerando qualquer tipo de circuito de proteção fornecido, por exemplo, fusíveis, proteção de falha de aterramento); ou — separando somente a bateria, da(s) outra(s) fonte(s) de tensão, utilizando as distâncias de escoamento e isolação especificadas na ABNT NBR IEC 60079-7, mas com diodos de bloqueio montados como mostrado na Figura E.2, arranjados de forma a reduzir o risco de uma única falha causar curto-circuito de ambos os diodos. +Ve –Ve Figura E.2 – Arranjo de diodos de bloqueio para atender a E.4.3 (terceiro exemplo) Os requisitos dos exemplos de E.4.3 não são aplicados a circuitos conectados a uma bateria, com a finalidade de criar um ponto de referência de tensão, ou a uma fonte de alimentação, com o objetivo de recarregar uma bateria secundária de acordo com a Seção E.5. E.5 Recarga de acumuladores secundários no interior de invólucros à prova de explosão E.5.1 Somente acumuladores indicados na Tabela E.2 devem ser recarregados dentro do invó- lucro à prova de explosão. E.5.2 Onde acumuladores ou baterias devem ser recarregados ainda dentro do invólucro à prova de explosão, as condições de carga devem ser especificadas completamente nos documentos do fabricante, e dispositivos de segurança devem ser providenciados para assegurar que estas condições não sejam excedidas. E.5.3 Os arranjos de carga devem ser de tal forma que previnam a carga reversa. E.5.4 Onde forem utilizadas baterias com a) uma capacidade de 1,5 Ah ou menos, e b) um volume menor que 1 % do volume livre do invólucro. nenhum dispositivo(s) de segurança adicional precisa ser provido à bateria para prevenir a liberação de gás de eletrólito de recarga. NOTA A efetividade dos limites acima para utilização de acumuladores (ou baterias) não montados com um dispositivo de segurança, para aqueles tipos geralmente conhecidos como acumuladores tipo “botão”, utilizados por exemplo, dentro de invólucros à prova de explosão para reter memória em circuitos eletrônicos programáveis. E.5.5 Onde baterias são utilizadas com uma capacidade e/ou volume excedendo os valores acima, recarga é apenas permitida dentro do invólucro à prova de explosão, se a bateria for montada com um dispositivo de segurança arranjado para interromper a corrente de carregamento e evitar a produção e possível liberação de gás eletrolítico, se a tensão de qualquer acumulador dentro da bateria exceder a tensão máxima especificada pelo fabricante do acumulador para este propósito. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 79 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    E.6 Faixa deproteção de diodos e garantias dos dispositivos de proteção E.6.1 A tensão nominal de um diodo de proteção montado para atender a E.4.2 não pode ser menor do que a tensão máxima de circuito aberto da bateria. E.6.2 A tensão nominal dos diodos em série de bloqueio montados para atender a E.4.3 (terceiro exemplo) não pode ser menor do que a tensão máxima de pico dentro do invólucro à prova de explosão. E.6.3 A corrente nominal dos diodos de proteção não pode ser menor do que a corrente máxima de descarga, como limitado pelo arranjo em E.4.1. E.6.4 Os dispositivos de segurança requeridos por esta Norma formam partes relacionadas de segurança de um sistema de controle. É de responsabilidade do fabricante avaliar se a integridade de segurança do sistema de controle está consistente com o nível de segurança requerido por esta Norma. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 80 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Anexo F (informativo) Propriedades mecânicaspara parafusos e porcas Quando da aplicação dos requisitos de 11.3, as seguintes informações podem ser úteis. Tabela F.1 ‒ Propriedades mecânicas de parafusos e porcas Material do Dispositivo de fixação Classe Tensão de resistência nominal Tensão de resistência mínima Tensão de escoamento nominal Tensão de escoamento mínima MPa MPa MPa MPa Aço-carbono 3.6 300 330 180 190 Aço-carbono 4.6 400 400 240 240 Aço-carbono 4.8 400 420 320 340 Aço-carbono 5.6 500 500 300 300 Aço-carbono 5.8 500 520 400 420 Aço-carbono 6.8 600 600 480 480 Aço-carbono 8.8 ≤ M16 800 800 640 640 Aço-carbono 8.8 > M16 800 830 640 660 Aço-carbono 9.8 900 900 720 720 Aço-carbono 10.9 1 000 1 040 900 940 Aço-carbono 12.9 1 200 1 220 1 080 1 100 Aço inoxidável (austenítico) A*-50 500 210 Aço inoxidável (austenítico) A*-70 700 450 Aço inoxidável (austenítico) A*-80 800 600 Aço inoxidável (martensítico) C*-50 500 250 Aço inoxidável (martensítico) C*-70 700 410 Aço inoxidável (martensítico) C*-80 800 640 © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 81 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Tabela F.1 (continuação) Materialdo Dispositivo de fixação Classe Tensão de resistência nominal Tensão de resistência mínima Tensão de escoamento nominal Tensão de escoamento mínima MPa MPa MPa MPa Aço inoxidável (martensítico) C*-110 1100 820 Aço inoxidável (ferrítico) F1-45 450 250 Aço inoxidável (ferrítico) F1-60 600 410 NOTA Para aço inoxidável com propriedade da classe A e C acima, o “*” mostrado é substituído por um grau de propriedade numérico. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 82 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Anexo G (normativo) Requisitos adicionaispara invólucros à prova de explosão com uma fonte interna de liberação (sistema de contenção) G.1 Generalidades Um sistema de contenção é a parte do aparato que contém qualquer fluido do processo que pode passar através do invólucro à prova de explosão e resultar em uma liberação interna para o interior do invólucro ou uma liberação interna para dentro do sistema de fiação. Ver Figura G.1. Equipamentos com uma fonte interna de liberação de oxigênio em concentrações maiores que aquelas encontradas em ar normal, ou outro oxidante, se encontram fora do escopo desta Norma. NOTA A liberação tanto de um fluido de processo inflamável quanto de um não inflamável, incluindo ar, a partir de um sistema de contenção para o interior de um invólucro à prova de explosão, devido a vazamentos sob condições normais ou anormais, pode algumas vezes necessitar utilizar um dispositivo de entrada limitadora de fluxo e dispositivos de respiro/drenagem para manter a pressão interna do invólucro à prova de explosão na faixa de pressão atmosférica de 90 kPa a 110 kPa (absoluto) mostrada no escopo da ABNT NBR IEC 60079-0. Fontes potenciais de vazamento incluem O-rings, gaxetas, juntas roscadas, juntas flangeadas, conexões de processo e outras partes. Sistema de contenção Invólucro à prova de explosão Limitador de fluxo Dispositivo de drenagem/respiro Dispositivo de drenagem/respiro ou corta-chamas Figura G.1 – Invólucro à prova de explosão com sistema de contenção © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 83 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    G.2 Condições deliberação G.2.1 Sem liberação Não há liberação interna quando o sistema de contenção é infalível. Ver os requisitos de projeto para um sistema de contenção infalível. G.2.2 Liberação limitada de um gás ou vapor A taxa de liberação de fluidos de processo para o interior de um invólucro à prova de explosão deve ser previsível em todas as condições de falhas de sistemas de contenção. Ver os requisitos de projeto para um sistema de contenção com liberação limitada. NOTA Para os efeitos desta Norma, a liberação de um gás liquefeito é considerada a liberação de um gás. G.2.3 Liberação limitada de um líquido A taxa de liberação dos fluidos de processo para o interior de um invólucro à prova de explosão é limitada para um gás ou vapor, porém a conversão do líquido em um vapor não é previsível. Deve ser dada consideração para a possível acumulação de um líquido no interior de um invólucro à prova de explosão e as consequências disso. Ver os requisitos de projeto para um sistema de contenção com liberação limitada. G.3 Requisitos de projeto para sistemas de contenção G.3.1 Requisitos gerais de projeto O projeto e a construção de um sistema de contenção, o qual irá determinar se um vazamento pode ocorrer ou não, devem ser baseados no pior caso de condições de serviço especificadas pelo fabricante. O sistema de contenção deve ser infalível ou ter uma liberação limitada. O fabricante deve especificar a pressão máxima de entrada para o sistema de contenção. Detalhes do projeto e construção do sistema de contenção, os tipos e condições de operação dos fluidos de processo que podem conter e as taxas esperadas de liberação ou taxas a locais deter- minados, devem ser fornecidas pelo fabricante de modo que o sistema de contenção possa ser avaliado tanto como sistema de contenção infalível quanto como sistema de liberação limitada. Se o sistema de contenção não preencher os requisitos de sistema de contenção infalível desta Norma, todos os dispositivos de entrada e saída do sistema de contenção devem ter dispositivos de drenagem/respiro ou supressores de chamas na parede do invólucro à prova de explosão, que pode ser uma parte separada ou integrada do invólucro e deve ser considerado durante os ensaios de tipo da Seção 15. Fontes de ignição no sistema de contenção devem ser consideradas separadamente e também podem requerer dispositivos de drenagem/respiro ou supressores de chamas. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 84 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    G.3.2 Sistema decontenção infalível O sistema de contenção deve ser composto por tubos ou vasos metálicos, cerâmicos ou de vidro que não envolvam juntas móveis. Juntas devem ser feitas por soldagem, brasagem, selagem metal com vidro, ou por métodos eutéticos. NOTA 1 Métodos eutéticos envolvem a junção de dois ou mais componentes, normalmente metálicos, empregando um sistema de ligas binárias ou ternárias, o qual solidifica a uma temperatura constante que é menor do que a do início da solidificação de qualquer um dos componentes que está sendo unido. Ligas de solda de baixa temperatura, como compostos de chumbo/estanho, não são permitidos. NOTA 2 Condições de operações adversas (incluindo vibração, choque térmico e operações de manutenção quando portas ou tampas de acesso do invólucro à prova de explosão são abertas) podem causar danos a um sistema de contenção potencialmente frágil. A superfície externa de um sistema de contenção se destina a completar o invólucro à prova de explosão. Portanto, a montagem completa do sistema de contenção e o invólucro à prova de explosão devem ser submetidos a todos os ensaios de tipo, como um invólucro à prova de explosão independente, com o mesmo critério passa/não passa aplicado. NOTA 3 Não é a intenção deste Anexo avaliar o volume interno do sistema de contenção como se fosse um invólucro à prova de explosão. G.3.3 Sistema de contenção com liberação limitada Devido às preocupações com falhas em sistemas de contenção, o fluxo de fluidos de processo entrando no sistema de contenção deve ser limitado à taxa prevista através de dispositivos de limi- tação de fluxo instalados externamente ao invólucro à prova de explosão. Dispositivos de limitação de fluxo podem ser instalados internamente ao invólucro à prova de explosão se o sistema de contenção do ponto de entrada do invólucro à prova de explosão até e inclusive o ponto de entrada do dispositivo de limitação de fluxo estiverem de acordo com os requisitos de projeto para um sistema de contenção infalível. Estes dispositivos de limitação de fluxo devem estar protegidos permanentemente e não podem conter partes móveis. Dispositivos de limitação de fluxo não podem incorporar materiais poliméricos ou elastoméricos, mas podem incorporar materiais cerâmicos ou vidros. Além disso, no caso de falha do sistema de contenção, não pode aumentar a pressão interna superior a 1,1 vez a pressão atmosférica que envolve o invólucro à prova de explosão. NOTA Para limitar o desenvolvimento potencial da pressão interna, dispositivos de drenagem/respiro na parede do invólucro à prova de explosão, e utilização em conjunto entre estes dispositivos e o dispositivo de limitação de fluxo, são ocasionalmente utilizados. Sob condições normais de operação, o sistema de contenção com liberação limitada deve ser selado, a fim de garantir uma taxa máxima de vazamento equivalente a uma taxa de vazamento de hélio infe- rior a 10-2 Pa x I/s (10-4 mbar x L/s), a uma diferença de pressão de 0,1 MPa (1 bar). Vedações elastoméricas, janelas e outras partes não metálicas do sistema de contenção são permiti- das. Tubulações roscadas, juntas de compressão (por exemplo, conexões metálicas por compressão) e juntas flangeadas também são permitidas. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 85 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    G.4 Ensaios detipo para o sistema de contenção G.4.1 Ensaio de sobrepressão Para sistemas de contenção infalíveis ou sistemas de contenção com liberação limitada, um ensaio de pressão de pelo menos quatro vezes a taxa máxima de pressão, mas não menos que 1 000 Pa, deve ser aplicado ao sistema de contenção por um período de pelo menos 2 min. O sistema de contenção deve ser ensaiado às temperaturas mínima e máxima de serviço. Um ensaio de rotina não é requerido. Para um sistema de contenção com liberação limitada, uma pressão de ensaio de pelo menos 1,5 vez a máxima sobrepressão interna especificada para serviço normal, com um mínimo de 200 Pa, deve ser aplicada ao sistema de contenção e mantida por pelo menos 2 min. Um ensaio de rotina de sobrepressão sob as mesmas condições é requerido. O aumento da pressão de ensaio deve ser alcançado no máximo em 5 s. O ensaio é considerado satisfatório se nenhuma deformação permanente ocorrer e o cumprimento com o ensaio de vazamento aplicável, tanto para um sistema de contenção infalível quanto para um sistema com liberação limitada, for atendido. G.4.2 Ensaio de vazamento para um sistema de contenção infalível O sistema de contenção deve — estar em uma atmosfera de gás hélio a uma pressão igual à máxima taxa de pressão. O sistema de contenção deve ser evacuado até uma pressão absoluta de 0,1 Pa ou inferior, ou — estar localizado em uma câmara de vácuo e ser conectada a um suprimento de gás hélio à máxima taxa de pressão. A câmara de vácuo deve ser evacuada a uma pressão absoluta de 0,1 Pa ou inferior. O ensaio é considerado satisfatório se uma pressão absoluta de 0,1 Pa puder ser mantida com o sistema de evacuação em operação. G.4.3 Ensaio de vazamento para um sistema de contenção com liberação limitada O sistema de contenção deve: — estar em uma atmosfera de gás hélio a uma pressão de ensaio igual à máxima taxa de pressão, mas não inferior a 1 000 Pa, ou — estar conectado a um suprimento de gás hélio à máxima taxa de pressão, mas não inferior a 1 000 Pa. A taxa máxima de vazamento de gás hélio deve ser menor que 10-2 Pa x I/s (10-4 mbar x L/s). © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 86 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Anexo H (normativo) Requisitos paramáquinas com invólucros à prova de explosão “d” acionados por conversores H.1 Generalidades Este Anexo contém requisitos para máquinas elétricas utilizadas com conversores. H.2 Requisitos construtivos para mancais Mesmo no caso de mancais localizados internamente no invólucro à prova de explosão, os requisitos para os rolamentos da ABNT NBR IEC 60079-0 continuam sendo aplicados. NOTA As correntes de fuga do eixo e do mancal irão contribuir para uma falha prematura do rolamento, que é provável que resulte em uma falha mecânica que pode, por sua vez, resultar em uma ignição térmica da atmosfera externa. Além disso, tais correntes de fuga do eixo e mancais podem resultar em ignição capaz de provocar o centelhamento entre o eixo e o alojamento ou o equipamento acionado. H.3 Requisitos para temperatura Atribuição de uma classe de temperatura adequada pode ser realizada por — avaliação do motor e do conversor específico juntos para a atividade especificada, como descrito pela ABNT NBR IEC 60079-0, ou — fornecimento de uma proteção térmica direta apropriada, normalmente no enrolamento do estator, com uma margem suficiente que lhe permita detectar temperaturas excessivas no rolamento do rotor, as tampas de rolamento e as extremidades do eixo. A margem pode ser determinada por ensaio ou cálculo. O uso obrigatório da proteção térmica é apresentado como uma condição específica de utilização do certificado. NOTA Para arranjos típicos, tem sido verificado que a utilização do termistor PTC 160 ou termostato 160 °C embutido no enrolamento do estator (um por fase no final do enrolamento oposto a qualquer ventilador) pode justificar a atribuição da classe de temperatura T3. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 87 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)
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    Bibliografia [1] ABNT NBRIEC 60050-426, Vocabulário eletrotécnico internacional – Parte 426: Equipamentos para atmosferas explosivas [2] ABNT NBR IEC 60079-20-1, Atmosferas explosivas – Parte 20-1: Características de substâncias para classificação de gases e vapores – Métodos de ensaios e dados [3] ABNT NBR ISO 80000-1, Grandezas e unidades – Parte 1: Generalidades [4] ANSI/UL 1203, Explosion-proof electrical equipment for use in hazardous (classified) locations [5] ISO 2859-1, Sampling procedures for inspection by attributes – Part 1: Sampling schemes indexed by acceptance quality limit (AQL) for lot-by-lot inspection [6] IEC 60034-1, Rotating electrical machines – Part 1: Rating and performance [7] ABNT NBR IEC 60079 (todas as partes), Atmosferas explosivas [8] ABNT NBR IEC 60079-14, Atmosferas explosivas – Parte 14: Projeto, seleção e montagem de instalações elétricas [9] IEC 60086-1, Primary batteries – Part 1: General [10] ABNT NBR IEC 60112, Método para a determinação do índice de resistência ao trilhamento e do índice de trilhamento comparativo dos materiais isolantes sólidos [11] IEC 60622, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Sealed nickel-cadmium prismatic rechargeable single cells [12] IEC 60623, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Vented nickel-cadmium prismatic rechargeable single cells [13] IEC 61508 (all parts), Functional safety of electrical/electronic/programmable electronic safety- related systems [14] IEC 61951-1, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Portable sealed rechargeable single cells – Part 1: Nickel-cadmium [15] IEC 61951-2, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Portable sealed rechargeable single cells – Part 2: Nickel-metal hydride [16] IEC 61960, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Secondary lithium cells and batteries for portable applications [17] ISO 185, Grey cast irons – Classification [18] ISO 468, Surface roughness – Parameters, their values and general rules for specifying requirements NOTA BRASILEIRA A ISO 468:1982 foi cancelada em 10.04.1998. NOTA BRASILEIRA AABNT NBR ISO/IEC 80079-34 apresenta os requisitos sobre a aplicação de Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ) para a fabricação de equipamentos elétricos e não elétricos para atmosferas explosivas. © IEC 2014 - © ABNT 2016 - Todos os direitos reservados 88 ABNT NBR IEC 60079-1:2016 Exemplar para uso exclusivo - Vesper Ind. e Com. LTDA - 42.497.263/0001-06 (Pedido 743930 Impresso: 29/04/2020)