A invenção do
            Oriente Médio


Prof. Wendell Guedes
A região sob o domínio do Islã:

• A expansão do Islamismo com o profeta
  Maomé: a instituição de um governo
  religioso e político ao mesmo tempo;
• Disputas entre sunitas e xiitas após a
  morte de Maomé;
• Não confundir árabe e muçulmano;
Estrutura religiosa e
                                civil do Islã:

           Corão                   O Todo                 Hadit
           (Livro                 Poderoso            (Atos e Ditos
          Sagrado)                  Alá                do Profeta

                               Sharia (Leis)
                                Cobre os
                             aspectos da vida
                             pública e privada

Governo (Califa e Sultão)           Justiça               Teologia
 Inspiração teocrática,     Mufti (jurisconsulto) e   Sunna (tradição) e
   responsável pelo          Cádi (aplica a lei)      Ulemá (interprete
Governo e normas gerais                                   corânico)
É importante considerar:

Durante quase mil anos (da queda do
Império     Romano        à   tomada       de
Constantinopla) a principal potência
econômica, comercial e vanguarda nas
artes e nas ciências foi o mundo islâmico;
Causas do “declínio” islâmico:

• Recuperação do atraso científico europeu:
  Renascimento;
• Renovação dos valores políticos: Iluminismo e
  Revolução Francesa;
• Desenvolvimentos econômicos: Mercantilismo
  e, depois, Revolução Industrial;
• Napoleão Bonaparte entra no Egito e foi o
  primeiro a submeter o Islã a uma potência
  ocidental (1798).
O islã não se entrega:

• O “panturquismo” e a exclusão das minorias
  (1913);
• Revolta Árabe (1916-18) contra os turcos;
• Derrotados na I Guerra Mundial, foram
  divididos em fronteiras artificiais e
  governados por membros de clãs árabes
  pró-ocidentes;
• Consequências: crises internas e falta de
  legitimidade no poder.
O nacionalismo árabe: derrotas contra Israel abriram caminho para que o
sentimento de frustração das massas fosse canalizado para associações
religiosas.
A restauração fundamentalista:

• A resistência da minoria de visão
  teocrática, xenófoba e antimoderna no Irã;
• Política antiocidental;
• A vitória das massas contra exércitos
  potencialmente armados pelos EUA
As crises do petróleo:

•   Irã, 1951: o primeiro Ministro Mossadegh nacionalizou uma empresa
    petrolífera britânica, foi deposto e perdeu o poder para o Xá Reza
    Palehvi, pró-ocidente;
•   Egito, 1956: O Presidente, Gamal Nasser nacionalizou o Canal do
    Suez;
•   Durante a Guerra dos Seis Dias (1967): quando Israel atacou os
    países vizinhos;
•   Durante a Guerra do Yon-Kippur (1973): Israel foi atacado, mas
    conseguiu responder e submeter parte do exército egípcio,
    ocorrendo o aumento do preço dos barris de petróleo pela OPEP;
•   Durante a Revolução Iraniana (1979): o setor produtivo iraniano foi
    afetado pelo processo da queda de Palehvi que culminou em novo
    aumento dos barris de petróleo no mundo.
Crise de Reféns no Irã:

• Crise diplomática entre Irã e EUA pela manutenção de 52
  reféns dos EUA durante a tomada da embaixada americana
  durante a Revolução Iraniana;
• Os EUA fracassaram na Operação de resgate “Eagle
  Claw”;
• Terminou com os Acordos de Argel (1981);
• A crise tem sido descrita como “Episódio Crucial”, pois pode
  ter determinado a derrota de Jimmy Carter nas eleições de
  1980 e reforçou o prestígio do Aiatolá Khomeini a frente
  daqueles que se opuseram a normalização das relações
  com o ocidente.
O caso Irã-Contras:

• Escândalo de corrupção nos EUA durante o governo Ronald
  Reagan;
• Era baseado na venda de armas para Israel que repassariam
  as armas para iranianos “parceiros políticos”. O dinheiro
  recebido pelos EUA financiariam parte da luta contra os
  sandinistas na Nicarágua;
• O acordo também envolvia a libertação de reféns em mãos de
  grupos fundamentalistas islâmicos e o desbloqueio de contas
  iranianas no exterior.
• O esquema acabou sendo uma troca de armas por reféns.
"Grandes resultados
 requerem grandes
    ambições."
             (Heráclito)

A Invenção do Oriente Médio

  • 1.
    A invenção do Oriente Médio Prof. Wendell Guedes
  • 6.
    A região sobo domínio do Islã: • A expansão do Islamismo com o profeta Maomé: a instituição de um governo religioso e político ao mesmo tempo; • Disputas entre sunitas e xiitas após a morte de Maomé; • Não confundir árabe e muçulmano;
  • 7.
    Estrutura religiosa e civil do Islã: Corão O Todo Hadit (Livro Poderoso (Atos e Ditos Sagrado) Alá do Profeta Sharia (Leis) Cobre os aspectos da vida pública e privada Governo (Califa e Sultão) Justiça Teologia Inspiração teocrática, Mufti (jurisconsulto) e Sunna (tradição) e responsável pelo Cádi (aplica a lei) Ulemá (interprete Governo e normas gerais corânico)
  • 8.
    É importante considerar: Durantequase mil anos (da queda do Império Romano à tomada de Constantinopla) a principal potência econômica, comercial e vanguarda nas artes e nas ciências foi o mundo islâmico;
  • 9.
    Causas do “declínio”islâmico: • Recuperação do atraso científico europeu: Renascimento; • Renovação dos valores políticos: Iluminismo e Revolução Francesa; • Desenvolvimentos econômicos: Mercantilismo e, depois, Revolução Industrial; • Napoleão Bonaparte entra no Egito e foi o primeiro a submeter o Islã a uma potência ocidental (1798).
  • 10.
    O islã nãose entrega: • O “panturquismo” e a exclusão das minorias (1913); • Revolta Árabe (1916-18) contra os turcos; • Derrotados na I Guerra Mundial, foram divididos em fronteiras artificiais e governados por membros de clãs árabes pró-ocidentes; • Consequências: crises internas e falta de legitimidade no poder.
  • 11.
    O nacionalismo árabe:derrotas contra Israel abriram caminho para que o sentimento de frustração das massas fosse canalizado para associações religiosas.
  • 13.
    A restauração fundamentalista: •A resistência da minoria de visão teocrática, xenófoba e antimoderna no Irã; • Política antiocidental; • A vitória das massas contra exércitos potencialmente armados pelos EUA
  • 16.
    As crises dopetróleo: • Irã, 1951: o primeiro Ministro Mossadegh nacionalizou uma empresa petrolífera britânica, foi deposto e perdeu o poder para o Xá Reza Palehvi, pró-ocidente; • Egito, 1956: O Presidente, Gamal Nasser nacionalizou o Canal do Suez; • Durante a Guerra dos Seis Dias (1967): quando Israel atacou os países vizinhos; • Durante a Guerra do Yon-Kippur (1973): Israel foi atacado, mas conseguiu responder e submeter parte do exército egípcio, ocorrendo o aumento do preço dos barris de petróleo pela OPEP; • Durante a Revolução Iraniana (1979): o setor produtivo iraniano foi afetado pelo processo da queda de Palehvi que culminou em novo aumento dos barris de petróleo no mundo.
  • 23.
    Crise de Refénsno Irã: • Crise diplomática entre Irã e EUA pela manutenção de 52 reféns dos EUA durante a tomada da embaixada americana durante a Revolução Iraniana; • Os EUA fracassaram na Operação de resgate “Eagle Claw”; • Terminou com os Acordos de Argel (1981); • A crise tem sido descrita como “Episódio Crucial”, pois pode ter determinado a derrota de Jimmy Carter nas eleições de 1980 e reforçou o prestígio do Aiatolá Khomeini a frente daqueles que se opuseram a normalização das relações com o ocidente.
  • 24.
    O caso Irã-Contras: •Escândalo de corrupção nos EUA durante o governo Ronald Reagan; • Era baseado na venda de armas para Israel que repassariam as armas para iranianos “parceiros políticos”. O dinheiro recebido pelos EUA financiariam parte da luta contra os sandinistas na Nicarágua; • O acordo também envolvia a libertação de reféns em mãos de grupos fundamentalistas islâmicos e o desbloqueio de contas iranianas no exterior. • O esquema acabou sendo uma troca de armas por reféns.
  • 25.
    "Grandes resultados requeremgrandes ambições." (Heráclito)