"Aconteceu em Woodstock" (re)vive atmosfera
do festival na época e lugar em que rolou




Ang Lee, o diretor oriental por natureza e universal por talento, atestou mais uma vez
que seu cinema não se restringe a um só povo, cultura ou formato. Prova disso é seu
mais recente longa, “Aconteceu em Woodstock” (Taking Woodstock, EUA, 2009),
baseado na autobiografia homônima de Elliot Tiber _que teve papel fundamental na
realização do festival em 1969.

O filme conta a história de Tiber (vivido pelo habilidoso Demetri Martin), o mais jovem
presidente da câmara de comércio do ínfimo município de White Lake. Na intenção de
salvar o motel de seus pais da falência e sem ter noção da dimensão do que estaria por
vir, Elliot arranja um lugar para realizar um festival cultural, o próprio Woodstock, que
havia             sido          vetado            pela             cidade         vizinha.

Engajado na empreitada, Elliot começa a viver em função do evento e das pessoas
envolvidas nele, desvendando novas formas de lidar com a vida, com sua sexualidade
e, principalmente com seus pais _interpretados por Henry Goodman e a ótima Imelda
Stauton. E apesar da atmosfera de sexo, drogas e leseira que permeou o festival, todas
as transformações e descobertas de Elliot ocorrem sob uma perspectiva consciente e,
na maioria das vezes, sóbria.

Além de narrar a trajetória do protagonista de forma bem humorada e afetuosa, o
filme ainda contagia pelas excelentes trilha, direção de arte e fotografia que recriam o
acontecimento de tal maneira que o público é transportado praquele lugar, naquele
momento, mesmo sem ter vivenciado a experiência _brota uma sensação nostálgica
inevitável. Pra saber mais do que aconteceu em Woodstock e sentir aquela pontinha
saudosista, é só conferir o filme que estréia nos cinemas nesta sexta (11.12). Vai lá!
10.12.2009

PAULA SONCELA

2009 aconteceu emwoodstock

  • 1.
    "Aconteceu em Woodstock"(re)vive atmosfera do festival na época e lugar em que rolou Ang Lee, o diretor oriental por natureza e universal por talento, atestou mais uma vez que seu cinema não se restringe a um só povo, cultura ou formato. Prova disso é seu mais recente longa, “Aconteceu em Woodstock” (Taking Woodstock, EUA, 2009), baseado na autobiografia homônima de Elliot Tiber _que teve papel fundamental na realização do festival em 1969. O filme conta a história de Tiber (vivido pelo habilidoso Demetri Martin), o mais jovem presidente da câmara de comércio do ínfimo município de White Lake. Na intenção de salvar o motel de seus pais da falência e sem ter noção da dimensão do que estaria por vir, Elliot arranja um lugar para realizar um festival cultural, o próprio Woodstock, que havia sido vetado pela cidade vizinha. Engajado na empreitada, Elliot começa a viver em função do evento e das pessoas envolvidas nele, desvendando novas formas de lidar com a vida, com sua sexualidade e, principalmente com seus pais _interpretados por Henry Goodman e a ótima Imelda Stauton. E apesar da atmosfera de sexo, drogas e leseira que permeou o festival, todas as transformações e descobertas de Elliot ocorrem sob uma perspectiva consciente e, na maioria das vezes, sóbria. Além de narrar a trajetória do protagonista de forma bem humorada e afetuosa, o filme ainda contagia pelas excelentes trilha, direção de arte e fotografia que recriam o acontecimento de tal maneira que o público é transportado praquele lugar, naquele momento, mesmo sem ter vivenciado a experiência _brota uma sensação nostálgica inevitável. Pra saber mais do que aconteceu em Woodstock e sentir aquela pontinha
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    saudosista, é sóconferir o filme que estréia nos cinemas nesta sexta (11.12). Vai lá! 10.12.2009 PAULA SONCELA