Série da HBO, "True Blood" faz sucesso com
mundo dividido entre humanos e vampiros




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Depois de colher os frutos do sucesso de "A Sete Palmos", a HBO apostou e
acertou mais uma vez no poder criativo da escrita de Allan Ball para produzir "True
Blood", atração lançada em meados de janeiro e que segue até abril com 12 episódios.

Na trama, Tru-Blood é o nome comercial de um tipo de sangue sintético desenvolvido
pelos japoneses que tem a função de alimentar os vampiros recém-saídos do armário
(caixão). Mas como tudo que é industrializado perde sabor, propriedades nutritivas e
afins, a refeição preferida ainda é a in natura.

Enquanto algumas sociedades acatam a idéia de dividir território e direitos com a
comunidade vampiresca, no pequeno vilarejo de Bons Temps, sul dos EUA, o povo
continua contrário à idéia de conviver com qualquer um que se alimente de sangue.

Como é de praxe, o misticismo criado em torno do vampire way of life desperta a
curiosidade de alguns humanos que, em busca de uma aventura sexual mais intensa,
acabam se envolvendo com algumas criaturas mais rebeldes. Ao contrário da maioria,
Sookie Stackhouse (vivida por Anna Paquin, a vampira-vira-casaca dos X-Men) é uma
garçonete que só pensa em ficar em paz com suas habilidades telepáticas; e é esta paz
que ela encontra em Bill Compton (Stephen Moyer), um vampirão de 173 anos, pacato
e solitário.

Mesmo com uma premissa original _a série estreou nos EUA bem antes de
"Crepúsculo"_ "True Blood" não chega a ter os mesmos atributos textuais de "A Sete
Palmos" e "Beleza Americana", mas compensa pela qualidade visual de efeitos simples
e por atuações de alto nível, como da própria Anna Paquim, que levou um Globo de
Ouro de Melhor Atriz em Série Dramática.

A abertura também é um ponto forte, contendo uma edição ágil de cenas marcantes
embaladas por um blues bem malicioso de Jace Everett. Ao final de cada capítulo, é
criado um clima de mistério que faz ser humanamente _ou vampiramente_ impossível
não querer ver o que acontece no episódio seguinte. Neste domingo, se jogue no
Sunday                  Bloody                 Sunday.                03.02.2009

PAULA SONCELA, COLABORAÇÃO PARA O SITE EP

2009 true blood

  • 1.
    Série da HBO,"True Blood" faz sucesso com mundo dividido entre humanos e vampiros + fotos Depois de colher os frutos do sucesso de "A Sete Palmos", a HBO apostou e acertou mais uma vez no poder criativo da escrita de Allan Ball para produzir "True Blood", atração lançada em meados de janeiro e que segue até abril com 12 episódios. Na trama, Tru-Blood é o nome comercial de um tipo de sangue sintético desenvolvido pelos japoneses que tem a função de alimentar os vampiros recém-saídos do armário (caixão). Mas como tudo que é industrializado perde sabor, propriedades nutritivas e afins, a refeição preferida ainda é a in natura. Enquanto algumas sociedades acatam a idéia de dividir território e direitos com a comunidade vampiresca, no pequeno vilarejo de Bons Temps, sul dos EUA, o povo continua contrário à idéia de conviver com qualquer um que se alimente de sangue. Como é de praxe, o misticismo criado em torno do vampire way of life desperta a curiosidade de alguns humanos que, em busca de uma aventura sexual mais intensa, acabam se envolvendo com algumas criaturas mais rebeldes. Ao contrário da maioria, Sookie Stackhouse (vivida por Anna Paquin, a vampira-vira-casaca dos X-Men) é uma garçonete que só pensa em ficar em paz com suas habilidades telepáticas; e é esta paz que ela encontra em Bill Compton (Stephen Moyer), um vampirão de 173 anos, pacato e solitário. Mesmo com uma premissa original _a série estreou nos EUA bem antes de "Crepúsculo"_ "True Blood" não chega a ter os mesmos atributos textuais de "A Sete Palmos" e "Beleza Americana", mas compensa pela qualidade visual de efeitos simples
  • 2.
    e por atuaçõesde alto nível, como da própria Anna Paquim, que levou um Globo de Ouro de Melhor Atriz em Série Dramática. A abertura também é um ponto forte, contendo uma edição ágil de cenas marcantes embaladas por um blues bem malicioso de Jace Everett. Ao final de cada capítulo, é criado um clima de mistério que faz ser humanamente _ou vampiramente_ impossível não querer ver o que acontece no episódio seguinte. Neste domingo, se jogue no Sunday Bloody Sunday. 03.02.2009 PAULA SONCELA, COLABORAÇÃO PARA O SITE EP