10 de junho
     Neste dia de junho comemora-se o Dia de Portugal, de Camões e das
Comunidade Portuguesas.
     Este feriado nasceu com os alvores do Republicanismo. Na tentativa
de salientar a nacionalidade portuguesa que, com o Ultimatum inglês, tinha
sido rebaixada, é preparada a comemoração do terceiro centenário da
morte de Luís Vaz de Camões, por ilustres republicanos – Teófilo Braga,.
João de Deus ou Oliveira Martins. É nesse sentido que, antecedendo
essa data e preparando o acontecimento, em 1860 é feito o projecto da
autoria do escultor Victor Bastos e em 1867 é inaugurado o monumento na
presença do rei D. Luís e de seu pai D. Fernando.
     A necessidade de tornar o novo regime do Estado Português laico,
isto é, com menos influência da Igreja, fez com que os republicanos
selecionassem personalidades patrióticas e escolhessem a figura do poeta
Luís Vaz de Camões como a mais simbólica para integrar o feriado
municipal da capital de Portugal, Lisboa e o 10 de junho por ser o dia
provável da sua morte.
     A escolha desta data não foi inocente pois pretendia-se esbater a
importância do feriado religioso de Santo António – 13 de junho, muito
enraizado nas populações. Por outro lado, Camões simbolizava o génio e o
esplendor da pátria tão necessário para a catalisação das massas
populares.
     Com o Estado Novo este feriado municipal transforma-se em feriado
Nacional na tentativa de dar uma certa continuidade aos heróis da
1ª República com o intuito de exacerbar a nacionalidade.

10 de junho 2012

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    10 de junho Neste dia de junho comemora-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidade Portuguesas. Este feriado nasceu com os alvores do Republicanismo. Na tentativa de salientar a nacionalidade portuguesa que, com o Ultimatum inglês, tinha sido rebaixada, é preparada a comemoração do terceiro centenário da morte de Luís Vaz de Camões, por ilustres republicanos – Teófilo Braga,. João de Deus ou Oliveira Martins. É nesse sentido que, antecedendo essa data e preparando o acontecimento, em 1860 é feito o projecto da autoria do escultor Victor Bastos e em 1867 é inaugurado o monumento na presença do rei D. Luís e de seu pai D. Fernando. A necessidade de tornar o novo regime do Estado Português laico, isto é, com menos influência da Igreja, fez com que os republicanos selecionassem personalidades patrióticas e escolhessem a figura do poeta Luís Vaz de Camões como a mais simbólica para integrar o feriado municipal da capital de Portugal, Lisboa e o 10 de junho por ser o dia provável da sua morte. A escolha desta data não foi inocente pois pretendia-se esbater a importância do feriado religioso de Santo António – 13 de junho, muito enraizado nas populações. Por outro lado, Camões simbolizava o génio e o esplendor da pátria tão necessário para a catalisação das massas populares. Com o Estado Novo este feriado municipal transforma-se em feriado Nacional na tentativa de dar uma certa continuidade aos heróis da 1ª República com o intuito de exacerbar a nacionalidade.