Setor Energia
Materiais detreinamento para o Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa
Grupo Consultivo de Especialistas (CGE)
2.
Prefácio, Direitos Autoraise Isenção de Responsabilidade
• Estes materiais de apresentação, desenvolvidos para explicar o conteúdo das Diretrizes 2006 :
1) baseiam-se nas apresentações (exceto aquela para o QA / QC) feitas pela Unidade de Suporte Técnico do
Grupo de Trabalho em Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa do Painel Intergovernamental para o
Mudança do Clima (IPCC TFI TSU) durante o Workshop Regional da África para o a Construção Sustentável de
Sistemas Nacionais de Gerenciamento de Inventários de Gases de Efeito Estufa, e o uso das Diretrizes 2006 do
IPCC para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa (Swakopmund, Namíbia, 24-28 de abril de 2017);
2) não foram submetidos ao processo formal de revisão do IPCC
http://www.ipcc.ch/pdf/ipcc-principles/ipcc-principles-appendix-a-final.pdf; e
3) serão periodicamente atualizados.
Caso deseje utilizar esses materiais (por exemplo, fazer uso de um dos mais slides em sua apresentação em um
workshop), favor informar o TFI TSU através do site : http://www.ipcc-nggip.iges.or.jp/mail. Leia também as notas nos
seguintes sites.
4) Direitos autorais : http://www.ipcc.ch/home_copyright.shtml
5) Isenção de responsabilidade: http://www.ipcc.ch/home_disclaimer.shtml
• O CGE reconhece as contribuições e expressa seu agradecimento ao IPCC TFI TSU.
2
Materiais de treinamento para o Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa
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3.
Sumário
1. Setor deenergia: escopo e importância
2. Queima (combustão) de combustível (estacionária e móvel): emissões
de CO2
3. Queima de combustível: emissões de CH4 e N2O
4. Questões metodológicas :
4.1 Biomassa
4.2 Transporte Rodoviário
4.3 Combustível para Aviação/Navegação Internacional
4.4 Combustível derivado de Resíduos
4.5 Abordagem de Referência
4.6 Carbono excluído / Combustíveis para fins não energéticos
5. Emissões fugitivas
5.1 Minas de carvão
5.2 Sistemas de Petróleo & Gás
6. Transporte, Injeção e Armazenamento Geológico de Dióxido de
Carbono
7. Resumo
3
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4.
Setor de Energia:Apresentação
1. Exploração e produção de fontes de energia primárias
2. Conversão de fontes de energia primária em formas de energia mais
utilizáveis em refinarias e centrais elétricas
3. Transmissão e distribuição de combustíveis
4. Utilização de combustíveis em aplicações estacionárias e móveis
4
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5.
Setor Energia
5
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Anexo I: Emissõesdo Setor Energia por gás
9
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10.
10
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11.
1A. Queima (Combustão)de combustível
Para fins de inventário, a queima de combustível pode ser definida
como a oxidação intencional de materiais dentro de um aparato
projetado para fornecer calor ou trabalho mecânico para um processo,
ou para uso fora do aparato.
Não incluído no Setor Energia :
• incineração de resíduos sem recuperação de energia → Resíduos
• uso de combustíveis fósseis como matéria prima no setor
Processos Industriais (por exemplo, coque em Ferro & Aço) →
IPPU
• queima de biomassa/queima aberta → AFOLU
Queima em mina de carvão e queima de gás são relatadas em
Emissões Fugitivas
11
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12.
. Queima decombustível. CO2
• As emissões de CO2 dependem quase inteiramente do teor de carbono
do combustível, embora uma pequena quantidade de carbono não seja
oxidada (inferior a 1%).
• Durante o processo de combustão, a maior parte do carbono é
imediatamente emitida como CO2, independentemente da tecnologia de
combustão.
• Como método padrão, as Diretrizes 2006 do IPCC assumem um
processo de combustão completa (100% de conversão do carbono ou
fração de oxidação igual a 1).
C + O2 = CO2
1 tonne C => 3.667 tonne CO2
(44/12)
12
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13.
Exercício 1: Emissõesde CO2 ?
Antracite (80-98% de carbono, por massa):
1. “Antracite hipotético": 100% de Carbono, 100% de queima
2. Antracite: 85% de Carbono, 100% de queima
3. Antracite: 85 % de Carbono, 99% de queima
4. Antracite: 85% de Carbono, 95% de queima
5. Antracite: 80% de Carbono, 99% de queima
Emissões de CO2 = quantidade de combustível * Fator de emissão (EF)
EF = Teor de Carbono * Fração de Oxidação * 44/12
Antracite - 1 tonelada:
1. Emissões de CO2 = 1 * 1* 1 * 44/12 = 3.667 tonelada
2. Emissões de CO2 = 1 * 0.85 * 1 * 44/12 = 3.117 tonelada
3. Emissões de CO2 = 1 * 0.85 * 0.99 * 44/12 = 3.086 tonelada
4. Emissões de CO2 = 1 * 0.85 * 0.95 * 44/12 = 2.961 tonelada
5. Emissões de CO2 = 1 * 0.80 * 0.99 * 44/12 = 2.904 tonelada
Image (Antracite): applied from the US
Geological Service:
http://www.usgs.gov/blogs/features/slidedeck2/t
ypes-of-coal/Antracite-2/
(April, 16, 2015)
13
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14.
1A. Queima deCombustível. Combustíveis
• SÓLIDO (Carvão e derivados do carvão)
- incluindo carvão, coque e gases derivados
• LÍQUIDO (Petróleo bruto e outros produtos do petróleo)
- incluindo Óleo Combustível, Gasolina, GLP, Etano e Coque de Petróleo
• GÁS (Gás Natural)
• OUTROS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS (Resíduos municipais e industriais
de fontes não biomassa, óleos residuais)
• TURFAS
- tratadas como combustível fóssil
• BIOMASSA (Madeira, Carvão, Biocombustíveis, fração de Biomassa no
Manejo de Resíduo Sólido (MSW))
- Emissões de CO2 não estão incluídas nas emissões totais do setor
Energia
Veja a definição dos tipos de combustível na Tabela 1.1, Volume 2,
Diretrizes 2006 do IPCC.
14
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15.
1A. Queima deCombustível. Unidades
O teor de carbono pode variar consideravelmente tanto entre quanto nos
próprios tipos de combustíveis primários, por massa ou por volume. Esta
variabilidade pode ser reduzida pela conversão em unidades de energia.
Unidades de medida para combustíveis :
• Volume: barris (galões), pés cúbicos, metros cúbicos, litros
• Massa: toneladas, quilos
• Energia (expressa como NCV ou GCV): óleo/carvão equivalente, calorias, kW,
MJ, BTU
Diretrizes 2006 do IPCC - Sistema Internacional de Unidades :
1. Combustível - Gg (TJ)
2. NCV - TJ / Gg
3. Teor de carbono - kg / GJ
4. Fator de Emissão para CO2 – kg/TJ (por base energética)
15
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16.
Unidades de Energia
Biomass(Wood) 15.6 30.5 112 000
Peat 9.76 28.9 106 000
Lignite 8.9 27.6 101 000
Anthracite 26.7 26.8 98 300
Coking Coal 28.2 25.8 94 600
Residual Fuel Oil 40.4 21.1 77 400
Diesel Oil 43 20.2 74 100
Motor Gasoline 44.3 18.9 69 300
Natural Gas 48 15.3 56 100
Default CO2 EF,
kg/TJ
Carbon Content,
kg/GJ
NCV, TJ/Gg
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17.
NCV versus GCV
•Alguns escritórios estatísticos utilizam valores calóricos brutos (GCV)
• A diferença entre valores calóricos líquidos (NCV) e GCV é o calor
latente de vaporização da água produzida durante a queima do
combustível:
– para carvão e óleo, o NCV é aproximadamente 5% menor do que o GCV
– para a maior parte de gás natural e manufaturado, o NCV é
aproximadamente 10% menor
• Se as características do combustível são conhecidas (umidade, conteúdo
de hidrogênio e oxigênio), as Diretrizes 2006 do IPCC fornecem um
método mais preciso para converter dados de GCV para NCV:
NCV = GCV − 0.212H − 0.0245M − 0.008Y
M – Umidade, H – Hidrogênio, Y – Oxigênio, %
17
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18.
Exercício 2: Emissãode CO2 ?
1. Diesel queimado por :
Fonte estacionária - um gerador a diesel
Fonte móvel - um carro
2. Quantidade de diesel queimado - 1 Gigagrama (ou 1 201 923 litros, ou
317 561 galões)*
3. Assumindo queima completa
CO2 emissions = Amount of Fuel * NCV * EF
CO2 emissions = 1 * 43 * 74 100 = 3 186 300 kg CO2
= 3.19 Gg
CO2
___________
* densidade do diesel 0.832 kg/litro ou 6.943 lb/US galão
18
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19.
Gases não-CO2: CH4e N2O
• Os fatores de emissão para gases não-CO2 pela queima de
combustível dependem do combustível e tecnologia utilizados
(condições de funcionamento, tecnologias de controle, qualidade da
manutenção, idade dos equipamentos)
• Os fatores de emissão variam consideravelmente, da mesma forma
que o conjunto de tecnologias aplicadas em cada setor
• Assim sendo, não é útil fornecer fatores de emissão padrão para
esses gases, com base apenas nos combustíveis
19
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20.
Gases não-CO2: CH4e N2O
20
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21.
Gases não-CO2: CH4e N2O
21
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22.
Emissões pela Queima- Níveis Superiores
Nível 1
Quantidade de combustível queimado, NCV padrão, teor de carbono e
fator de emissão para CO2 (combustão completa)
Emissions = AD * EF
Nível 2
Quantidade de combustível, NCV específico do país, teor de carbono e
fator de emissão para CO2 (taxa de oxidação), EF para N2O, EF para
CH4
Nível 3
As emissões dependem do tipo de combustível utilizado, da
tecnologia de combustão (queima), das condições de funcionamento,
da tecnologia de controle, da qualidade da manutenção, da idade dos
equipamentos utilizados para queimar o combustível – EFs específico
da planta (medições)
22
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23.
Biomassa
A biomassa éum caso particular:
• As emissões de CO2 pela queima de biomassa não estão incluídas
no total nacional. Eles são informadas separadamente (item de
informação)
• As emissões de gases não-CO2 são informadas no total nacional
• As emissões líquidas de carbono são contabilizadas no setor Uso
da Terra, Mudança do Uso da Terra e Florestas (LULUCF) e
Agricultura, Floresta e Outros Usos da Terra (AFOLU)
• A turfa é tratada como combustível fóssil
23
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24.
Transporte Rodoviário
• Todosos combustíveis vendidos no país são incluídos nas estimativas
nacionais, mesmo no caso de veículos que atravessam fronteiras ou
combustíveis exportados em tanques de combustível de veículos
• O Carbono de biocombustíveis é removido do total e informado
separadamente
• O Carbono também é emitido a partir de catalisadores à base de uréia e
são incluídos nas Diretrizes (não estritamente queima)
• CH4 e N2O são fortemente relacionados à tecnologia. Em níveis
superiores é necessário conhecer as tecnologias na frota (proporção e
tipo de catalisadores específicos)
• Cuidado com os dados de "combustível vendido" :
– sobreposição com veículos para terrenos acidentados (off-road) e
potencialmente outros setores (por exemplo, agricultura)
– combustíveis misturados (por exemplo, bioetanol) e lubrificantes
– contrabando
24
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25.
Combustíveis para Aviação/NavegaçãoInternacional
Aviação e Navegação (navegação marítima e fluvial) internacional:
• Emissões domésticas incluídas no Total Nacional
• Emissões internacionais informadas separadamente como
“tanques de combustível internacional” (bunker fuels)
• Viagens domésticas são trajetos entre pontos no país
• Viagens internacionais são trajetos entre países
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26.
Combustível derivado deResíduos
• Alguns incineradores de resíduos também produzem calor ou
energia
• Nesses casos, o fluxo de resíduos aparecerá nas estimativas
nacionais de energia e é boa prática informar essas emissões no
setor Energia.
• Isto pode acarretar em dupla contagem quando, no setor Resíduos,
o volume total de resíduos é usado para estimar emissões
• Apenas a fração de CO2 derivada do combustível fóssil de resíduos
está incluído nas emissões totais nacionais
26
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27.
Abordagem de Referência
Aabordagem de referência é uma abordagem de cima para baixo,
(top-down) utilizando dados de suprimento de energia do país para
calcular as emissões de CO2 provenientes da queima de combustível:
CO2 emissions = (Apparent Consumption - Excluded Carbon) * EF
Apparent consumption = Production + Import - Export - International
bunker - Stock change
apenas CO2
usado como verificação para a abordagem setorial
27
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28.
Carbono excluído /Combustíveis para fins não energéticos
28
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1B. Emissões Fugitivas
Emissõesfugitivas são emissões de gases ou vapores provenientes
de equipamentos devido a vazamentos e outros lançamentos não
intencionais ou irregulares de gases, principalmente por atividades
associadas à produção e distribuição de combustíveis fósseis. Inclui
vazamentos de equipamentos pressurizados, evaporação e
deslocamento de vapor, e lançamentos acidentais
• Emissões de CH4 de :
– Minas de Carvão
– Vazamentos em refinarias
– Gasodutos para distribuição de gás
• Métodos simples de EF de nível 1. Níveis superiores requerem
dados mais detalhados sobre tecnologia, idade das plantas/minas,
etc.
30
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31.
Minas de Carvão
CH4é o principal GEE emitido pela mineração e manuseio de carvão. O
CO2 também pode estar presente em algumas camadas de carvão. As
principais etapas para emissões de GEE para minas de carvão
subterrâneas e de superfície são:
• Emissões de mineração - gás liberado pelo processo de extração do carvão
durante a mineração. Esse gás pode ser coletado (por segurança) e queimado
ou usado para gerar energia. A emissão pode continuar após o fechamento da
mina.
• Emissões pós-mineração - emissões durante o processamento, manuseio e
distribuição.
• Oxidação de baixa temperatura - o carvão oxida lentamente à CO2 quando
exposto ao ar.
• Combustão descontrolada - a oxidação pode provocar um incêndio ativo no
local de armazenamento do carvão ou camadas expostas de carvão, com
rápida formação de CO2. Isso pode ocorrer naturalmente.
Fatores de emissão simples são fornecidos para o nível 1; dados específicos do
país são necessários para melhores estimativas (níveis superiores)
31
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32.
Petróleo e Gás
•Emissões fugitivas de Petróleo & Gas incluem todas as emissões de
sistemas de petróleo e gas exceto aqueles para o uso do petróleo e
gas para fins energéticos ou como matéria prima.
• Engloba tudo, desde o poço de petróleo até o consumidor:
a) Exploração e Produção
b) Processamento e Refinamento
c) Distribuição e Entrega
• Inclui vazamentos de equipamentos, perdas por evaporação,
ventilação, queima e lançamentos acidentais.
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33.
Petróleo e Gás.Emissões Fugitivas de GEE
• O CO2 pode estar contido no petróleo ou no gás como extraído do
reservatório.
• O CH4 pode ser liberado diretamente (por exemplo, vazamentos de
gás natural).
• CO2, CH4 e N2O também podem ser formados na combustão de
energia não útil (por exemplo, queima – flaring; oxidação catalítica
para CO2)).
• Fatores de Emissão padrão (nível 1) para países desenvolvidos e em
desenvolvimento disponíveis.
• Para níveis superiores, é necessário o conhecimento detalhado do
sistema. Fatores de emissão específicos do país terão que ser
desenvolvidos com base em medições.
33
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34.
Petróleo e Gás.AD e EFs
Nível 1 :
• Os fatores de emissão (EF) padrão de nível 1 disponíveis são
apresentados nas Diretrizes 2006 do IPCC. Todos os EFs
apresentados são expressos em unidades de massa de emissões por
unidade de volume da produção (rendimento) total de petróleo ou
gás.
• Embora alguns tipos de emissões fugitivas apresentem uma baixa
correlação ou não são relacionadas com o rendimento total baseado
em uma fonte individual, as correlações ficam mais razoáveis quando
grandes populações de fontes são consideradas .
• Além disso, os dados de atividade mais consistentemente disponíveis
são as estatísticas de rendimento total, para uso em cálculos de nível
1.
34
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35.
Petróleo e Gás.Fatores de Emissões padrão
35
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.
36.
1C. Armazenamento Geológicode Dióxido de Carbono e Transporte
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38.
1C. Armazenamento Geológicode Dióxido de Carbono e Transporte
O CO2 pode ser capturado através de atividades de captura pré-combustão, pós-combustão e
combustão de oxi-combustível e também em alguns processos industriais (por exemplo, na indústria
do cimento)
A Categoria 1C NÃO inclui orientação para captura e compressão de CO2 (as emissões
relevantes devem ser estimadas nos respectivos setores (por exemplo, Energia, IPPU)
O transporte de CO2 pode ser feito principalmente através de oleodutos (e navios)
A única subcategoria para a qual se fornece valores padrão é 1C1a. Gasodutos
O CO2 pode ser armazenado em terra e no mar em formações salinas profundas, campos de óleo e
gás esgotados (parcialmente esgotados) com ou sem recuperação avançada de óleo/gás, e em
camadas de carvão com ou sem recuperação de metano
Embora o “Sumário para os Formuladores de Políticas do SRCCS” sugira que locais de
armazenamento geológicos adequadamente selecionados podem reter mais de 99% do CO2 armazenado
ao longo de 1000 anos ou mesmo milhares de anos, à época da escrita do relatório, o pequeno número
de locais de armazenamento monitorados significa que não há suficiente evidência empírica para
produzir fatores de emissão que possam ser aplicados a vazamentos de reservatórios geológicos de
armazenamento. Consequentemente, esta orientação não inclui uma metodologia de Nível 1 ou Nível 2.
No entanto, há possibilidade de tais metodologias serem desenvolvidas no futuro, quando um número
maior de locais de armazenamento monitorados estiver em operação e os locais existentes estiverem
operando há bastante tempo. No entanto, um metodologia de nível 3 específica do local pode ser
desenvolvida.
38
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39.
Síntese
• Setor deenergia = queima de combustível (móvel e estacionária) +
emissões fugitivas + CCS
• As emissões do setor Energia são geralmente as mais importantes
― O CO2 da queima de combustível é a principal fonte
― CH4 resulta principalmente de emissões fugitivas
• O fator de emissão de CO2 depende do teor de carbono do
combustível e gases não-CO2 na tecnologia utilizada
• Questões metodológicas (biomassa, combustível de bancas, carbono
excluído/combustíveis em outros setores)
• A abordagem de referência é utilizada para verificação (CO2)
39
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40.
Obrigado pela atenção
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Notas do Editor
#5 CATEGORIAS DE FONTES
O setor ENERGIA compreende principalmente:
• Exploração e aproveitamento de fontes de energia primária
• Conversão de fontes de energia primária em formas de energia mais utilizáveis em refinarias e usinas
• Transmissão e distribuição de combustíveis
• Uso de combustíveis em aplicações estacionárias e móveis. As emissões dessas atividades resultam da combustão e como emissões fugitivas, ou são liberadas sem combustão.
#10 A Figura mostra a estrutura das atividades e das categorias de fontes do setor Energia. Esta estrutura é baseada na codificação e nomenclatura definidas nas Diretrizes 1996 do IPCC e no Formato Comum de Relatório (CRF) usado pela UNFCCC. Os capítulos técnicos deste volume seguem esta estrutura de categoria de fonte.
#20 1 Fontes : US/EPA, 2005b exceto se indicado de outra forma. Os valores foram originalmente baseados no valor calorífico bruto; foram convertidos para valor calorífico líquido assumindo que os valores caloríficos líquidos são 5% menores do que os valores caloríficos brutos para carvão e petróleo, e 10% menores para gás natural. Esses ajustes percentuais são assumidos pela OCDE / IEA para converter valores caloríficos brutos em valores caloríficos líquidos.
2 O fator foi gerado a partir de unidades operando em cargas elevadas (80% de carga).
3 A maior parte dos motores alternativos movidos a gás natural utilizados na indústria de gás natural é para compressores de oleodutos e estações de armazenamento de gasodutos.
4 Os valores foram originalmente baseados no valor calorífico bruto; e foram convertidos para valor calorífico líquido assumindo que o valor calorífico líquido para a madeira seca é 20% menor do que o valor calorífico bruto (Laboratório de Produtos Florestais, 2004).
NA, dados não disponíveis
n indica um novo fator de emissão que não foi fornecido nas Diretrizes 1996 do IPCC.
r indica um fator de emissão que foi revisado após as Diretrizes 1996 do IPCC.
#21 Fontes: USA-EPA (2004b), EEA (2005a), TNO (2003) e Borsari (2005) CETESB (2004 & 2005) , sob as hipóteses detalhadas abaixo. Os intervalos de incerteza foram obtidos dos dados em Lipman e Delucchi (2002), exceto para etanol em carros.
(a) Exceto para carros movidos a GLP e etanol, os valores padrão foram obtidos das fontes indicadas, usando os valores de NCV informados no Capítulo de Introdução do Volume de Energia; valores de densidade informados pela U.S. Energy Information Administration; e os seguintes valores de consumo de combustível, assumidos ser representativos: 10 km/l para veículos movidos a gasolina; 5 km/l para veículos movidos a diesel; 9 km/l para veículos movidos a gas natural (equivale a veículos movidos a gasolina); 9 km/l para veículos movidos a etanol. Se valores representativos de economia de combustível estiverem disponíveis, recomenda-se que sejam usados com dados do uso total de combustível para estimar os dados da distância total percorrida, que devem ser multiplicados pelos fatores de emissão de nível 2 para N2O e CH4.
(b) valor padrão não controlado para motores a gasolina baseado no valor da USA-EPA (2004b) para um veículo leve a gasolina dos EUA (automóvel) – sem controlar, convertido utilizando os valores e hipóteses descritas na nota (a) da tabela. Se as motocicletas representarem uma parcela significativa da população nacional de veículos, os compiladores do inventário devem ajustar para baixo o fator de emissão padrão fornecido.
(c) Motores a gasolina – valor padrão do catalisador de oxidação para veículos leves baseado no valor da USA-EPA (2004b) para um veículo leve a gasolina dos EUA (automóvel): catalizador de oxidação convertido com os valores e as hipóteses descritas na nota (a) da tabela. Nível 1, valores convertidos utilizando hipóteses descritas na tabela, nota(a). Se as motocicletas representam uma parcela significativa da população nacional de veículos, os compiladores do inventário devem ajustar para baixo o fator de emissão padrão fornecido.
(d) Motores a gasolina – valor padrão para veículos leves modelo 1995 ou mais novos baseado no valor da USA-EPA (2004b) para um veículo leve a gasolina dos EUA (automóvel): Nível 1, convertido com os valores e hipóteses descritas na nota (a) da tabela. Se as motocicletas representam uma parcela significativa da população nacional de veículos, os compiladores do inventário devem ajustar para baixo o fator de emissão padrão fornecido.
(e) valor padrão para diesel baseado no valor da EEA (2005a) para um caminhão pesado a diesel europeu, convertido usando os valores e hipóteses descritos na nota (a) da tabela.
(f) valor padrão ou inferiores para gás natural baseado em um estudo por TNO (2003), realizado utilizando veículos europeus e ciclos de teste nos Países Baixos. Há muitas incertezas para N2O. A USA-EPA (2004b) tem um valor padrão de 350 kg CH4/TJ e 28 kg N2O/TJ para um automóvel de GNV dos EUA, valores convertidos usando os valores e hipóteses descritas na nota (a) da tabela. Os limites superior e inferior também foram obtidos da USA-EPA (2004b).
(g) valor padrão para as emissões de metano do GLP, considerado para um valor de aquecimento abaixo de 50 MJ/kg, se obteve 3.1 g CH4/kg LPG de TNO (2003). Não foram fornecidos intervalos de incerteza.
(h) valor padrão para o etanol baseado no valor da USA-EPA (2004b) para um caminhão pesado a etanol dos EUA, convertido usando os valores e hipóteses descritos na nota (a) da tabela.
(i) dados obtidos em veículos brasileiros por Borsari (2005) e CETESB (2004 & 2005). Para modelos 2003 novos, o melhor caso é : 51.3 kg THC/TJ combustível e 26.0 % CH4 em THC. Para veículos de 5 anos: 67 kg THC/TJ combustível e 27.2 % CH4 em THC. Para 10 anos: 308 kg THC/TJ combustível e 27.2 % CH4 em THC. Para veículos com 5 anos de idade : 67 kg THC/TJ combustível e 27,2% CH4 em THC. Para os de 10 anos de idade : 308 kg THC/TJ combustível e 27,2% de CH4 em THC.
#29 As emissões fugitivas tendem a ser difusas e pode ser difícil monitorá-las diretamente. Além disso, os métodos são bastante específicos para o tipo de liberação da emissão. Por exemplo, os métodos de mineração de carvão são relacionados às características geológicas das camadas do carvão, enquanto que os métodos para vazamentos fugitivos das plantas de petróleo e gás são relacionados aos tipos comuns de equipamentos.
#35 ND -não aplicável ND-não determinado
a Embora os fatores de emissão apresentados possam variar sensivelmente entre os países, espera-se que as maiores diferenças ocorram para ventilação (venting) e queima (flaring), particularmente para a produção de petróleo, devido ao potencial de diferenças significativas na quantidade de conservação e utilização do gás praticada.
b O intervalo dos valores correspondentes às emissões fugitivas é atribuído principalmente às diferenças na quantidade de infraestrutura do processo (por exemplo, quantidade e tamanho médio das instalações) por unidade de produção de gás.
c “Todas" denota todas as emissões fugitivas, assim como as emissões por ventilação e queima do gás em tochas.
d ‘Fugitives’ denota todas as emissões fugitivas, incluindo as provenientes de vazamentos de equipamentos, perdas por armazenamento, uso de gás natural como meio de suprimento para dispositivos operados a gás (exemplo, bombas da injeção química, partidas de compressor, etc.), e ventilação de descargas gasosas de coluna fixa procedentes dos desidratadores de glicol.
e 'Flaring – queima em tocha’ denota emissões procedentes de todos os sistemas de tocha contínuos e de emergência. As taxas específicas de queima em tocha podem variar significativamente de um país a outro. Caso os volumes reais queimados em tocha sejam conhecidos, estes devem ser usados para determinar as emissões da queima, ao invés de aplicar os fatores de emissão às taxas de produção. Os fatores de emissão para a estimativa direta das emissões de CH4, CO2 and N2O a partir de volumes queimados em tocha informados são 0.012, 2.0 and 0.000023 Gg, respectivamente, por 106 m3 of gás queimado com base na eficiência de queima de 98% e uma análise de gás típica em uma usina de processamento de gás (exemplo, 91.9% CH4, 0.58% CO2, 0.68% N2 e 6.84% hidrocarbonetos não-metano por volume).
f O maior fator reflete principalmente o uso de compressores alternativos, enquanto o fator menor reflete principalmente os compressores centrífugos.
g ‘Venting’ denota a ventilação (liberação) declarada dos resíduos associados e do gás em solução nas instalações de produção de petróleo e os volumes de gás de resíduos provenientes do gás da depuração, purga e alívio de emergência em instalações de gás. Caso os volumes reais liberados forem conhecidos, estes devem ser usados para determinar as emissões fugitivas, ao invés de aplicar os fatores de emissão às taxas de produção. Os fatores de emissão para a estimativa direta das emissões de CH4 e CO2 dos volumes liberados informados são 0.66 and 0.0049 Gg, respectivamente, por 106 m3 de gás liberado, baseado na análise de um gás típico para sistemas da transmissão e distribuição do gás (exemplo, 97.3% CH4, 0.26% CO2, 1.7% N2 e 0.74% hidrocarbonetos não-metano por volume).
h Embora não haja fatores disponíveis para a carga marítima da produção extraterritorial para a América do Norte, os dados noruegueses indicam um fator de emissão de CH4 de 1.0 to 3.6 Gg/103 m3 de petróleo transferido (obtidos dos dados fornecidos pela Agência Norueguesa de Controlo da Poluição, 2000).
I Os fatores de emissão de CO2 apresentados representam apenas as emissões diretas, à exceção da queima em tocha, em cujo caso os valores apresentados representam a soma das emissões diretas de CO2 e contribuições indiretas devido à oxidação atmosférica das emissões de gases não-CO2.
Fontes: Os fatores apresentados nesta tabela foram determinados fixando-se o limite inferior do intervalo para cada categoria igual a pelo menos os valores publicados na Tabela 4.2.4 para a América do Norte. Caso contrário, todos os valores apresentados foram adaptados dos dados fornecidos nas Diretrizes 1996 do IPCC e de limitados dados de medição disponíveis de estudos não publicados mais recentes de sistemas de gás natural na China, Romênia e Uzbequistão.
#36 Para ambos sistemas, Petróleo e Gas Natural, as fontes são consideradas de acordo com o tipo de atividade.