Ferramentas digitais para tradução

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Minicurso ministrado na XVIII Semana Interdisciplinar de Estudos Anglo-Germânicos (Faculdade de Letras da UFRJ).

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Ferramentas digitais para tradução

  1. 1. Ferramentas digitais para tradução Luciana Viter (FAETEC/UFRJ) Kátia Tavares (UFRJ)
  2. 2. A tradução como era antes... O tradutor trabalhava contando principalmente com seus próprios conhecimentos. Para ampliar sua base de pesquisa consultava dicionários e obras de referência “em papel”, recorrendo a especialistas, quando necessário, via telefone ou pessoalmente. Os trabalhos eram recebidos também em “papel” e a tradução era transcrita e impressa via máquinas de escrever.
  3. 3. A tradução como é agora... As entradas em cena da internet e dos demais aparatos tecnológicos ampliaram as possibilidades de interação e reduziram o isolamento do tradutor que pode se valer dos variados recursos eletrônicos on-line para pesquisa: dicionários, glossários, corpus, sites específicos para o contexto pesquisado além do imenso oceano de informações da internet que também funciona como corpus não formal para validação das pesquisas
  4. 4. Recursos para tradutores
  5. 5. LINGUEE
  6. 6. ONE LOOK
  7. 7. OUTROS RECURSOS ÚTEIS  Editores e conversores de arquivos (em especial para arquivos em PDF): Abbyy*, Wondershare*, Foxit*, Online OCR, Zanzar.  Ferramentas de reconhecimento de voz para transcrição de textos: Dragon.  Discos virtuais para armazenar e compartilhar arquivos: Dropbox, Google Drive, One Drive. * Ferramentas pagas.
  8. 8. Comunidades de tradutores
  9. 9. PROZ
  10. 10. Translators Café
  11. 11. Tradutores/Intérpretes
  12. 12. TIME
  13. 13. TRADUÇÃO AUDIOVISUAL (TAV) Inclui todos os modos de tradução que lidam com sons e imagens:  Legendagem;  Dublagem, narração, voice-over;  Interpretação simultânea/consecutiva de eventos ao vivo;  Tradução e localização de software interativo e videogame;  Tradução audiovisual inclusiva;  Legenda fechada (closed caption) e teletexto;  Audiodescrição.
  14. 14. LEGENDAGEM O texto é segmentado em trechos curtos que são geralmente uma versão condensada do original. Isso ocorre devido a limitações de tempo e de espaço e da velocidade de leitura dos espectadores. “O texto deve ser o mais “enxuto” possível, e, ao mesmo tempo, passar o maior número de informações a fim de proporcionar bom entendimento da mensagem ao espectador.” (JOIA, 2004)
  15. 15. LEGENDAGEM INCLUSIVA Deve incluir sons não verbais relevantes para a compreensão, como uma campainha tocando, pessoas rindo e assim por diante. Para facilitar a identificação do interlocutor, cores diferentes podem ser atribuídas a participantes do vídeo, e as legendas propriamente ditas podem ser posicionadas mais próximas de quem está falando, ao invés de aparecerem no centro da tela.
  16. 16. LIMITES PARA LEGENDAS  2 linhas.  36 caracteres por linha idealmente, contabilizados espaços e pontuações, sendo toleráveis até 40 caracteres.  Não se divide sílabas entre linhas.  Não havendo restrição de caracteres, é preferível dividir as linhas de acordo com seu sentido completo.
  17. 17. SINCRONIA A legenda deve respeitar o tempo de entrada e saída das falas, dentro do possível, mas também procurar permitir um confortável tempo de leitura.  Duração mínima de 1 segundo (1000 milissegundos). Aparecer antes da fala dos personagens - 300ms. E sumir depois da fala dos personagens no mínimo - 300ms
  18. 18. PADRÕES ITÁLICO: Dispositivos eletrônicos, vozes em off, narração, pensamentos, músicas. CAIXA ALTA: Letreiros, cartazes, placas, faixas, avisos. USAR ALGARISMOS ARÁBICOS.
  19. 19. SEGMENTAÇÃO (SPOTTING) (SANTOS, 2012)
  20. 20. SÍNTESE  Substituir palavras mais longas por sinônimos compactos ("Digo", em vez de "Eu quero dizer"; "algo", em vez de "alguma coisa"; "cerca de", em vez de "aproximadamente“).  Omitir (dentro do possível): – Interjeições e onomatopéias . – Adjetivos, advérbios e pronomes: Orig.: "Do you think you can use your mind...". Trad.: "Você acha que pode usar a mente...". Orig.: "I’m gonna go kiss Ben goodnight". Trad.: "Vou dar um beijinho no Ben". – Termos e expressões implícitas no contexto.
  21. 21. EDITORES DE LEGENDAS ON-LINE
  22. 22. EDITOR DE LEGENDAS DO YOUTUBE (com reconhecimento de voz)
  23. 23. SOFTWARES EDITORES DE LEGENDA
  24. 24. Editor de legendas: SUBTITLE WORKSHOP Programa gratuito para edição e tradução de legendas no Windows.
  25. 25. Instalação de CODECS: K-LITE CODECS PACK Pacote de codecs. Caso tenha dificuldade em visualizar os vídeos ou legendas, será necessário instalar esse pacote de codecs.
  26. 26. Interface SUBTITLE WORKSHOP
  27. 27. CAT Tools As CAT Tools (Computer-assisted translation tools ou Computer-aided translation tools), ferramentas de tradução auxiliada por computador, são softwares que auxiliam o processo da tradução feita por um humano. Elas não realizam traduções automáticas, mas facilitam a digitação, a consulta a glossários além de permitir criar bancos de dados (memórias) de tradução, entre outros recursos.
  28. 28. CAT Tools mais conhecidas
  29. 29. Google Translate Toolkit
  30. 30. CAT Tool: OMEGA T Programa gratuito de tradução auxiliada por computador.
  31. 31. Interface OMEGA T
  32. 32. OMEGA T – Início  Para começar a usar o OmegaT, primeiro crie um projeto que irá armazenar todos os seus arquivos, ou seja, o arquivo fonte, as memórias de tradução, os glossários e, eventualmente, o seu arquivo traduzido. No menu Projeto, selecione Novo... e digite um nome para o seu projeto. Lembre-se de onde você criou o projeto, porque você precisará voltar lá mais tarde.  Depois que o projeto for nomeado, o programa abrirá a caixa de diálogo Criar novo projeto. No topo desta caixa de diálogo, selecione a língua do seu arquivo fonte e a língua para a qual será traduzido, e clique em OK para continuar.  Se estiver interessado em outras configurações desta caixa de diálogo, você pode voltar a ela a qualquer momento, pressionando Ctrl+E.  Em seguida, surge a caixa de diálogo Arquivos do projeto. Clique em Importar arquivos fonte... para selecionar seus arquivos fonte. O OmegaT copiará o(s) arquivo(s) selecionado(s) para a subpasta /source/do seu novo projeto recém-criado. Depois que o arquivo fonte foi carregado no painel do Editor, você pode fechar a caixa de diálogo Arquivos do projeto.
  33. 33. REFERÊNCIAS CARROLL, Mary; IVARSON, Jan. Code of Good Subtitling Practice . European Association for Studies in Screen Translation , Berlin, 1998 JOIA, Lucia Kerr. A tradução audiovisual e a voz do tradutor. Tradução em Revista Estudos da tradução: questões linguísticas e literárias. v. 1, n. 1, p. 75–100 , 2004. SANTOS, Hitalo. Oficina de tradução: legendagem para cinema e TV. 2012. Disponível em: <http://pt.slideshare.net/hitalosantos/oficina-dublagem-e- legendagem-aula-3> . Acesso em: 24 ago. 2014. VITER, Luciana Nunes. Gestão de qualidade em comunidades on-line de tradução. In-Traduções Revista do Programa de Pós- Graduação em Estudos da Tradução da UFSC v. 6, n. 10, p. 24– 52 , jun. 2014. Disponível em: <http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/intraducoes/a rticle/view/2740>. Acesso em: 3 jul. 2014.

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