Estudo de como as pessoas lidam com as
doenças, as dores e os males em geral tanto
físicos quanto psíquicos (Couto, 2007).
 Transmissão de
  conhecimento      Crenças
     experiências
                               Tratar ou se
                               proteger de
                                 doenças
Sistemática investigação para compreensão
sobre crenças e métodos práticos relativos aos
cuidados de saúde animal (McCorkle, 1986).
Animais


                                           Plantas



Minerais


                        Mágico-religioso


   Medicina Ocidental
Plantas




Compreender como os seres humanos
utilizam as plantas para a cura de doenças
Animais




Pessoas             Plantas
Etnomedicina humana

Etnomedicina veterinária
          Plantas

      Animais   Pessoas
As práticas terapêuticas em animais podem
ser baseadas com as utilizadas em pessoas
•As doenças que são acometidas        nos
animais são semelhantes nos humanos
•Por ser mais eficaz em humanos.
Etnomedicina humana
          Auto medicação nos
               animais




 Pessoas aprendem com as animais a
utilizarem espécies de plantas para a cura
de doenças como, por exemplo, parasitoses.
Sugere-se que há critérios de inclusão
 de plantas em uma farmacopéia para
          tratar parasitoses
                       Espécies exóticas
Hipótese:                              Cultura
            Diversificação       Farmacopéia
  (Albuquerque,2006)
                       Exótica     Doença      Nativa
•Verificar se existe similaridade de plantas
indicadas para o combate de parasitoses em
animais e pessoas em uma área de Caatinga,
Altinho, Pernambuco.


•Verificar se as espécies exóticas são mais
conhecidas    e   se    apresentam   maiores
diversidades de usos que as nativas.
Área de trabalho

Município de Altinho-PE

                           (S 08° 35’ 13,5” e W 36° 05’ 34,6”)

Subzona fisiográfica do
agreste e
Microrregião de Brejo

Clima: Semi-árido quente



            Sítio Carão
                                     área de 454km²
61 residências
Sítio Carão   112 pessoas>18 anos
Atividades




...os serviços veterinários são       pouco
acessíveis para a população local.

 “Antigamente usava-se remédio do mato,
hoje é mais prático, tem na farmácia.” (uma
             informante de 59 anos)
1ª etapa                  2ª etapa

                                                 Criadores Especialistas
                      112 > 18 anos                (n=16)            (n=12)
                      101 entrevistados- Carão
                      Termo de Consentimento
                      Livre e Esclarecido        Plantas conhecidas para
                       (TCLE)                        o tratamento de
                                                 parasitoses em pessoas
                       Entrevistas                       e animais
Materiais e métodos




                       semi-estruturadas
                                                 Qual a indicação?
                       Dados
                       socioeconômicos           Quais as partes utilizadas?
                                                 Modo de preparo?
                       Dados
                       etnobotânicos             Posologia?
                                                 Local de coleta?
Diversidade de parasitas em humanos citados
                           pelos moradores da comunidade de Carão




                                            hemorróida de botão
                                            (oxiúrus)
Resultados e Discussão




                                ameba                             Outros tipos
                                                                    vermes
                                             carrapato




                              piolho
Plantas utilizadas em pessoas para o combate de
       parasitas na comunidade de Carão

             20 famílias 23 espécies
                         4 gêneros
                  Aloe vera (L.) Burm. f.
                  ( babosa) (6 citações)




                                                Mentha sp.
                                             (hortelã da folha
Chenopodium ambrosioides L.                 miúda) (10 citações)
  (mastruz) (19 citações)
Diversidade de parasitas em animais citados
     pelos moradores da comunidade de Carão




                              Berne
     Pichilinga         ( larva de mosca
(piolho de galinha)   que parasita o gado)   mosca do gado



                                   Vermes, piolhos, lêndea
                                   de bicho, bicheira.

       carrapato      “pulga de
                        bicho”
17 famílias 21 espécies
                                        2 gêneros




                                Caesalpinia ferrea Mart.
Aspidosperma pyrifolium Mart.   jucá (8)
     pereiro (7 citações)
                                                     Manihot esculenta Crantz
                                                           mandioca (6)




    A. vera (L.) Burm. f.   Allium sativum L.              C. ambrosioides L.
    babosa (5 )                  alho (6)                  mastruz (7)
Tabela 1. Análise comparativa do número de usos e citações
                         das espécies de plantas exóticas e nativas para diferentes
                         categorias (homem, animal, geral) na comunidade de Carão,
                         Altinho (Pernambuco, Nordeste do Brasil).

                          Diferenças significativas            Kruskal-Wallis p<0.05

                                                Número de citações no geral
                                          Humanos             Animal               Geral
                                      x ±D.P      n        x ±D.P       n     x ±D.P       n
Resultados e Discussão




                           exóticas    8.6±7.7    5       3.2±2.49       5     7±7.57       7
                           nativas     1.5±1.51  16      2.07±1.59      14    2.04±1.7     25
                                                    Diversidade de usos
                           exóticas   5.4± 4.45   5       2.25± 1,5     5     4.42±5.22     7
                           nativas    1.3± 0.67 16       1.54± 0.82    14     1.52±0.84    25

                         As espécies exóticas, possivelmente, apresentam
                         características     morfológicas    e/ou     químicas
                         interessantes para combater determinados parasitas.
x
    Análise de similaridade das espécies indicadas para o
       combate de parasitoses em humanos e animais

      Similaridade              Sorensen Ss= 2a(2a+b+c)
      Geral                                     Animal
      (Humanos + Pessoas)       Pessoas         (1.7%)
      (70.20%)                   (8.6%)



               Ectoparasitos
               Ectoparasitos                Endoparasitos
                                            Endoparasitos
                    (15.4%)          X            (9.1%)

                            Pessoas X animais
    Existe especificidade no elenco de espécies utilizadas
    para o combate de parasitas em animais e pessoas,
    podendo indicar que as pessoas utilizam critérios de
    escolha de plantas diferentes para ambos.
... as espécies podem ser a mesma mas a
 forma de tratamento pode ser diferente
       para tratar a mesma doença.


 ...muitas plantas utilizadas em animais
   não são para humanos devido a sua
               toxicidade.
Sugere-se que há critérios de inclusão de plantas
                       exóticas em uma farmacopéia para tratar problemas
                       específicos.
                         • Haver especificidade no elenco de espécies
                         utilizadas para o combate de parasitas em
                         animais e humanos.

                         • As espécies exóticas serem bastante
                         conhecidas e terem mais diversidade de usos
Considerações finais




                         predominantemente em um grupo, neste caso,
                         humano.

                       Possivelmente     as     plantas   exóticas  teriam
                       características peculiares ideais para o combate de
                       endoparasitas, diferentemente das nativas que
                       foram mais citadas para ectoparasitas.
•Compreender como as pessoas em área de
caatinga desenvolvem conhecimentos sobre
plantas para tratar a mesma doença em
humanos e animais.


• Descobrir      plantas  com     potencial
antiparasitário, tendo em vista diminuir o
impacto ambiental e a resistência anti-
helmintica.
Uso de plantas na etnomedicina humana e veterinária no tratamento de parasitoses

Uso de plantas na etnomedicina humana e veterinária no tratamento de parasitoses

  • 2.
    Estudo de comoas pessoas lidam com as doenças, as dores e os males em geral tanto físicos quanto psíquicos (Couto, 2007). Transmissão de conhecimento Crenças experiências Tratar ou se proteger de doenças
  • 3.
    Sistemática investigação paracompreensão sobre crenças e métodos práticos relativos aos cuidados de saúde animal (McCorkle, 1986).
  • 4.
    Animais Plantas Minerais Mágico-religioso Medicina Ocidental
  • 5.
    Plantas Compreender como osseres humanos utilizam as plantas para a cura de doenças
  • 6.
  • 7.
  • 8.
    As práticas terapêuticasem animais podem ser baseadas com as utilizadas em pessoas •As doenças que são acometidas nos animais são semelhantes nos humanos •Por ser mais eficaz em humanos.
  • 9.
    Etnomedicina humana Auto medicação nos animais Pessoas aprendem com as animais a utilizarem espécies de plantas para a cura de doenças como, por exemplo, parasitoses.
  • 10.
    Sugere-se que hácritérios de inclusão de plantas em uma farmacopéia para tratar parasitoses Espécies exóticas Hipótese: Cultura Diversificação Farmacopéia (Albuquerque,2006) Exótica Doença Nativa
  • 11.
    •Verificar se existesimilaridade de plantas indicadas para o combate de parasitoses em animais e pessoas em uma área de Caatinga, Altinho, Pernambuco. •Verificar se as espécies exóticas são mais conhecidas e se apresentam maiores diversidades de usos que as nativas.
  • 12.
    Área de trabalho Municípiode Altinho-PE (S 08° 35’ 13,5” e W 36° 05’ 34,6”) Subzona fisiográfica do agreste e Microrregião de Brejo Clima: Semi-árido quente Sítio Carão área de 454km²
  • 13.
    61 residências Sítio Carão 112 pessoas>18 anos
  • 14.
    Atividades ...os serviços veterináriossão pouco acessíveis para a população local. “Antigamente usava-se remédio do mato, hoje é mais prático, tem na farmácia.” (uma informante de 59 anos)
  • 15.
    1ª etapa 2ª etapa Criadores Especialistas 112 > 18 anos (n=16) (n=12) 101 entrevistados- Carão Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Plantas conhecidas para (TCLE) o tratamento de parasitoses em pessoas Entrevistas e animais Materiais e métodos semi-estruturadas Qual a indicação? Dados socioeconômicos Quais as partes utilizadas? Modo de preparo? Dados etnobotânicos Posologia? Local de coleta?
  • 16.
    Diversidade de parasitasem humanos citados pelos moradores da comunidade de Carão hemorróida de botão (oxiúrus) Resultados e Discussão ameba Outros tipos vermes carrapato piolho
  • 17.
    Plantas utilizadas empessoas para o combate de parasitas na comunidade de Carão 20 famílias 23 espécies 4 gêneros Aloe vera (L.) Burm. f. ( babosa) (6 citações) Mentha sp. (hortelã da folha Chenopodium ambrosioides L. miúda) (10 citações) (mastruz) (19 citações)
  • 18.
    Diversidade de parasitasem animais citados pelos moradores da comunidade de Carão Berne Pichilinga ( larva de mosca (piolho de galinha) que parasita o gado) mosca do gado Vermes, piolhos, lêndea de bicho, bicheira. carrapato “pulga de bicho”
  • 19.
    17 famílias 21espécies 2 gêneros Caesalpinia ferrea Mart. Aspidosperma pyrifolium Mart. jucá (8) pereiro (7 citações) Manihot esculenta Crantz mandioca (6) A. vera (L.) Burm. f. Allium sativum L. C. ambrosioides L. babosa (5 ) alho (6) mastruz (7)
  • 20.
    Tabela 1. Análisecomparativa do número de usos e citações das espécies de plantas exóticas e nativas para diferentes categorias (homem, animal, geral) na comunidade de Carão, Altinho (Pernambuco, Nordeste do Brasil). Diferenças significativas Kruskal-Wallis p<0.05 Número de citações no geral Humanos Animal Geral x ±D.P n x ±D.P n x ±D.P n Resultados e Discussão exóticas 8.6±7.7 5 3.2±2.49 5 7±7.57 7 nativas 1.5±1.51 16 2.07±1.59 14 2.04±1.7 25 Diversidade de usos exóticas 5.4± 4.45 5 2.25± 1,5 5 4.42±5.22 7 nativas 1.3± 0.67 16 1.54± 0.82 14 1.52±0.84 25 As espécies exóticas, possivelmente, apresentam características morfológicas e/ou químicas interessantes para combater determinados parasitas.
  • 21.
    x Análise de similaridade das espécies indicadas para o combate de parasitoses em humanos e animais Similaridade Sorensen Ss= 2a(2a+b+c) Geral Animal (Humanos + Pessoas) Pessoas (1.7%) (70.20%) (8.6%) Ectoparasitos Ectoparasitos Endoparasitos Endoparasitos (15.4%) X (9.1%) Pessoas X animais Existe especificidade no elenco de espécies utilizadas para o combate de parasitas em animais e pessoas, podendo indicar que as pessoas utilizam critérios de escolha de plantas diferentes para ambos.
  • 22.
    ... as espéciespodem ser a mesma mas a forma de tratamento pode ser diferente para tratar a mesma doença. ...muitas plantas utilizadas em animais não são para humanos devido a sua toxicidade.
  • 23.
    Sugere-se que hácritérios de inclusão de plantas exóticas em uma farmacopéia para tratar problemas específicos. • Haver especificidade no elenco de espécies utilizadas para o combate de parasitas em animais e humanos. • As espécies exóticas serem bastante conhecidas e terem mais diversidade de usos Considerações finais predominantemente em um grupo, neste caso, humano. Possivelmente as plantas exóticas teriam características peculiares ideais para o combate de endoparasitas, diferentemente das nativas que foram mais citadas para ectoparasitas.
  • 24.
    •Compreender como aspessoas em área de caatinga desenvolvem conhecimentos sobre plantas para tratar a mesma doença em humanos e animais. • Descobrir plantas com potencial antiparasitário, tendo em vista diminuir o impacto ambiental e a resistência anti- helmintica.