Bibliotecas digitais: normas e boas práticas

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Comunicação realizada no workshop Bibliotecas digitais e conhecimento científico

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Bibliotecas digitais: normas e boas práticas

  1. 1. 04/06/2016 1 Bibliotecas Digitais: Normas e boas práticas 1 de junho de 2016 Dália Guerreiro Bolsa de SFRH / BD / 82229 / 2011 Sumário  Biblioteca Digital  Imagem digital   Boas práticas na digitalização  Digitalização  Metadados 2
  2. 2. 04/06/2016 2 Biblioteca Digital  Biblioteca digital  “A focused collection of digital objects, including text, video, and audio, along  with methods for access and retrieval, and for selection, organization, and  maintenance of the collection.” (Witten, I. H., Bainbridge, D., & Nichols, D. M. (2009). How to Build a  Digital Library (2 th). Burlington, MA 01803, USA: Morgan Kaufmann,  p. 7)  Conjunto de documentos, imagens, sons, textos, vídeos – nados digitais ou  digitalizados – colocados em linha na Web, devidamente organizados e  estruturados, usando as novas tecnologias no acesso e na recuperação da  informação. 3 Documentos Biblioteca Digital 4 Leitor/investigador Trabalho necessário:  Seleção  Digitalização  Organização  Metacodificação  Preservação  Disponibilização Biblioteca Digital
  3. 3. 04/06/2016 3 Imagem digital  Espaços de cor 5 Imagem digital  Caraterísticas  Cor  Dimensão  Resolução  Profundidade de cor  Formatos  Compressão de imagens 6
  4. 4. 04/06/2016 4 Imagem digital  Edição de imagem:  Imagens de arquivo;  O tratamento de imagem deve limitar‐se a rotações de 90º ou 180º.  Imagens de consulta:  Criadas digitalmente a partir das imagens de arquivo;  Aplicação de tratamento em função da finalidade.  Redução da resolução  Rotações, corte e redimensionamento  Ajuste de brilho e contraste  Ajuste do equilíbrio de brancos  Ajuste de saturação, luminosidade e matiz ("hue“)  Utilização do histograma e ajuste de curvas  Clonagem e limpeza de elementos indesejáveis 7 Boas práticas na digitalização  Fatores de qualidade na digitalização A digitalização deve ser realizada de forma a garantir:  Autenticidade – o conteúdo digitalizado deve ser conforme o original, sem o  alterar, no todo ou em parte;  Fidedignidade – o conteúdo digitalizado é digno de crédito, porque reproduz  fielmente o original;  Integridade – o conteúdo digitalizado reproduz integralmente o original;  Inteligibilidade – o conteúdo digitalizado permite a leitura do documento  garantindo a nitidez dos pormenores;  Usabilidade – o conteúdo digitalizado deve ser de fácil acesso e utilização.  8
  5. 5. 04/06/2016 5 Boas práticas na digitalização  Área de captura   A digitalização deve abranger  completamente o motivo a digitalizar com  uma margem contrastante (geralmente, a  negro) e tão pequena quanto possível. 9 BÍBLIA. Latim [Bíblia S. Latina]. Maguntñ : Ionez Fust et Petrü Schoiffher de  gernsheym, 14 Agosto 1462. UCBG Cofre 24‐1 p. 1 http://goo.gl/yylKGg 10
  6. 6. 04/06/2016 6 Boas práticas na digitalização  Transparência do papel  Quando o material a digitalizar é muito transparente pode optar‐se por uma  folha branca. 11 12
  7. 7. 04/06/2016 7 Boas práticas na digitalização  Cunha de cor (calibração de cor)  Padrões de referência de cor.  Objetivos:  Fazer o tratamento adequado das imagens;  Verificar a qualidade da digitalização. 13 Xrite Kodak  Boas práticas na digitalização  Cunha de cor 14 Área  de cor Branco Cinza fundo Preto Ponto escolhido RGB 237‐237‐237 102‐102‐102 23‐23‐23 % Preto 7% 60% 91% Amplitude possível RGB 233 a 241 98 a 106 19 a 27 % preto 5% a 9% 58% to 62% 89% a 93%
  8. 8. 04/06/2016 8 Boas práticas na digitalização  Cunha de cor 15 Kodak Q‐13/Q‐14 A M 19 B Densidade visual 0.05 a 0.10 0.75 a 0.85 1.95 a 2.05 1.65 a 1.75 RGB 242‐242‐242 104‐104‐104 12‐12‐12 24‐24‐24 % Preto 5% 59% 95% 91% RGB (amplitude  possível) 239 a247 100 a 108 8 a 16 20 a 28 % Black (amplitude  possível) 3% a 6% 58% a 61% 94% a 97% 89% a 92% Boas práticas na digitalização  Colocação da cunha de cor  Colocar a cunha de cor junto ao documento a digitalizar;  Usar uma cunha de cor adequada ao tamanho do documento. Se a obra tiver uma coloração  homogénea, pode colocar‐se  apenas no início. 16 Homem, Lopo. Cartógrafo [Atlas nautique du Monde, dit atlas Miller] ; 1.  [Atlas Miller : hémisphère portugais et page de  titre], 1519. BNF, Ge D 26179 Rés. http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b59011395/f 1.item.langPT
  9. 9. 04/06/2016 9 BNF, RC‐A‐82074 17 18
  10. 10. 04/06/2016 10 Normas para as imagens digitais  ISO ‐ http://www.iso.org/  Comités técnicos 304  Grupos de trabalho 19 Normas para as imagens digitais  ISO/TC42 Standards for Digital Capture Imaging Performance Terminology  Resolution  “Noise”  “Dynamic range”  Speed   Viewing Conditions  Color  Storage Standards and Guidelines: Media, Formats, Repositories 20
  11. 11. 04/06/2016 11 Normas para as imagens digitais  Normas aplicáveis  ISO 10196:2003 Imagem eletrónica: recomendações para a criação de  documentos originais   ISO 10918‐4:1999 Tecnologia digital: compressão e codificação digital de  imagens   ISO 12033:2001 Imagem eletrónica: guias para a seleção de métodos de  compressão de imagem   ISO 12233:2000 Fotografia ‐ câmaras de imagem eletrónica: medição da  resolução  21 Normas para as imagens digitais  Normas aplicáveis  ISO 12234‐2:2001  Fotografia ‐ imagem eletrónica: TIFF/EP formato de  imagem   ISO 12639:2004  Tecnologia gráfica ‐ troca de informação para pré‐impressão ‐ TIFF/IT formato de imagem   ISO 15076‐1:2005  Tecnologia de gestão de imagens a cores: formatos de  perfis e estrutura de imagens   ISO 15801:2004  Imagem eletrónica ‐ informação armazenada  eletronicamente: recomendações para fiabilidade e fidelidade  22
  12. 12. 04/06/2016 12 Normas para as imagens digitais  Normas aplicáveis  ISO 15930‐6:2003  Tecnologia gráfica ‐ troca de dados digitais em pré‐ impressão: formato PDF para fluxos de trabalho baseados na cor  ISO 19005‐1:2005 Preservação de gestão documental: formatos de  documentos eletrónicos para preservação de longa duração, uso de PDF  (versão 1.4)  23 Normas para as imagens digitais  Normas aplicáveis  ISO/TS 22028‐2:2006  Fotografia e tecnologia gráfica: ROMM RGB   ISO/TS 22028‐3:2006  Fotografia e tecnologia gráfica: RIMM RGB   Adobe Coorporation 6.0  Especificações técnicas para a utilização de ficheiros  TIFF 24
  13. 13. 04/06/2016 13 Printed Text Pictorial Materials Oversized Materials Manuscripts Library of Congress 300 ppi, 1-bit, TIFF ITU- T.6 3,000 to 5,000 pixels 8-bit gray or 24-bit color, TIFF, uncompressed [Maps] Color: 300 ppi, 24-bit, TIFF, uncompressed 300 ppi, 8-bit gray or 24- bit color, uncompressed TIFF or JPEG 5:1 compressed NARA 300 ppi, 8-bit gray, TIFF, uncompressed 3000 pixels—long side, 2700 for square, 8-bit gray/24-bit color, TIFF, uncompressed 200 ppi, 8-bit gray or 24- bit color, TIFF, uncompressed See printed text Columbia 600 ppi, 1-bit, TIFF ITU- T.6 200 to 300 ppi, 8-bit gray or 24-bit color, TIFF [Large format transparency] 4096x6144, 24-bit, PhotoCD or TIFF See pictorial materials JIDI 300 ppi, 8-bit (24-bit for color, tinted or discolored originals), TIFF v.6, uncompressed [Photographic prints] Same as printed text. [Art works] 600 ppi, 8-bit gray /24-bit color, TIFF, uncompr. Scan from photo intermediates at 2400 ppi minimum Memory of the World 200 ppi, 1-bit, TIFF v.6, ITU-T.6 100 ppi, 8-bit gray or 24- bit color, TIFF-JPEG lossless or lossy for non- critical images 100 ppi, 8-bit or 24-bit, TIFF-JPEG lossless. For maps larger than A3, use photointermediates. 100 ppi, 4-bit gray, 24-bit color, TIFF-JPEG lossless, or lossy for non-critical images Colorado Digitization Project 600 ppi, 1-bit, TIFF, uncompressed 300 ppi, 8-bit gray, 24-bit color, TIFF, uncompressed [Photographs] 3000 to 5000 pixels, 8-bit gray/24-bit color or greater, TIFF, uncompr. [Graphic Materials] 3000 pixels or 300 ppi, 8- bit gray/24-bit color or greater, TIFF, uncompressed [Maps] 300 ppi, 8-bit gray/24-bit color, TIFF, uncompressed California Digital Library 600 ppi, 8-bit gray, TIFF- LZW 600 ppi, 24-bit color, TIFF-LZW 600 ppi if possible, but no less than 300 ppi, 24-bit color, TIFF-LZW See pictorial materials 2002, in: http://www.library.cornell.edu/preservation/tutorial/conversion/table3-1.html 25 Digitalização Formato Resolução Problemas Encadernados Manuscritos TIFF JPG2000 PNG 600ppp Altura da lombada Encadernação muito apertada Margens pequenas Transparência das folhas Vincos em particular nos mapas e  desdobráveis Desdobráveis Impressos 600ppp ou 300ppp Desenhos Mapas Desdobráveis Folha avulsa Manuscritos TIFF JPG2000 PNG 600ppp Transparência das folhas Vincos em particular nos mapas e  desdobráveis Impressos 600ppp ou 300ppp Desenhos Mapas Desdobráveis 26
  14. 14. 04/06/2016 14 Digitalização  Elementos determinantes na escolha do processo de digitalização  Dimensão  Tipologia dos documentos   Estado de conservação  Material encadernado  Digitalização de capa a capa, 1 página por imagem 27 Digitalização  Material iconográfico ou cartográfico  Não se digitalizam as páginas em branco  Espólios  Digitaliza‐se na íntegra, mesmo as páginas em branco  Desdobráveis em monografias  Não se digitalizam os versos dos desdobráveis 28
  15. 15. 04/06/2016 15 Digitalização  Fatores adversos à digitalização:  Mau estado de conservação, nomeadamente, o papel frágil ou com  lacunas;  Altura da lombada;  Encadernação muito apertada;  Margens pequenas;  Transparência das folhas;  Vincos;  Obra sem numeração ou com vários tipos de numeração ou numeração  errada. 29 Digitalização  Fatores adversos à aplicação de OCR (Optical character recognition):  Pouca resolução, inferior a 300ppp;  Não há informação suficiente para o reconhecimento de caracteres.  Muita resolução, 600ppp ou superior;  Informação a mais, causa ruído.  Mais do que uma língua no mesmo documento;  Texto em colunas;  Diversos tipos de letras no mesmo documento;  Documentos muito ilustrados;  Pouco contraste;  Documentos sublinhados, rasurados ou anotados. 30
  16. 16. 04/06/2016 16 Digitalização  Tipos de digitalizadores   Mesa  Planetários  Máquinas fotográficas  Com alimentador automático 31 Digitalização  Digitalizador de mesa 32
  17. 17. 04/06/2016 17 Digitalização  Digitalizador de mesa/digitalização linear  Utiliza‐se para  Material transparente  Material não encadernado  Folhas, Postais, Selos, Mapas, Desenhos, Etc.  Produz imagens de qualidade  O tempo de digitalização é longo para 300ppp ou superior  Capta a textura do papel 33 Digitalização  Digitalizador planetário/CCD‐ charge‐ coupled device  Digitalizadores Planetários  A obra é colocada na horizontal  A mesa tem apoio para a lombada  A obra é aberta num ângulo de  180º  Adequado para a digitalização de  obras encadernadas 34
  18. 18. 04/06/2016 18 Digitalização  Digitalizadores planetários com berço em V  A obra é colocada na horizontal  A mesa tem apoio para a lombada  A obra é aberta num ângulo de 120º ou  menos  Adequado para a digitalização de obras  com encadernações apertadas 35 Digitalização  Máquina fotográfica digital(CCD)  Utiliza‐se para  Material encadernado  Material não encadernado  A qualidade das imagens depende  Da marca e modelo do equipamento  Do tamanho do original  Do tipo de iluminação  A digitalização é rápida  Pode chegar a 2.000 imagens dia 36
  19. 19. 04/06/2016 19 Equipamentos de digitalização  Máquinas fotográficas digitais  Digitalização por área (CCD)  Utiliza‐se para  Obras de pequenas ou grandes dimensões   Livro antigo  Manuscritos, códices e incunábulos   Iconografia e cartografia  A qualidade das imagens depende  Da marca e modelo do equipamento  Do tamanho do original  Do tipo de iluminação 37 Equipamentos automáticos  Equipamentos com passagem automática das folhas 38
  20. 20. 04/06/2016 20 Equipamentos automáticos  Equipamentos de alimentação automática, rotativos ‐ automatic document feeder (ADF)  Digitalização linear  Utiliza‐se para  Material não encadernado e atual  A qualidade das imagens depende  Da marca e modelo do equipamento 39 Qualidade dos equipamentos  Normas ISO para a calibração do equipamento  Photography ‐ Electronic still‐picture cameras – Resolution measurements ISO  12233:2000  Photography ‐Electronic scanners for photographic images ‐ Spatial resolution  measurements ‐ Part 1: Scanners for reflective media ISO 16067‐1:2003   Photography ‐ Electronic still picture imaging ‐ Noise measurements ISO  15739:2003  Photography ‐ Electronic scanners for photographic images ‐ Dynamic range  measurements ISO 21550 Sept. 2004  Graphic technology and photography ‐ Colour characterisation of digital still  cameras (DSCs) – Part 1: Stimuli, metrology and test procedures  ISO/CD  17321‐1 October 2003  40
  21. 21. 04/06/2016 21 Qualidade dos equipamentos  Normas ISO para a calibração do equipamento  Graphic technology ‐ Prepress digital data exchange ‐ Colour targets for input  scanner calibration ISO 12641:1997   Nem todos os parâmetros se encontram normalizados na ISO.  41 Qualidade dos equipamentos  ISO 12233:2000 ‐ resolução 42
  22. 22. 04/06/2016 22 Qualidade dos equipamentos  ISO 16067‐1:2003 – resolução espacial 43 Qualidade dos equipamentos  ISO 15739:2003 – ruido  44
  23. 23. 04/06/2016 23 Qualidade dos equipamentos  ISO 21550 Sept. 2004 – range dinâmico 45 Qualidade dos equipamentos  ISO 12641:1997 – cunha de cor 46
  24. 24. 04/06/2016 24 47 Qualidade dos equipamentos  Universal test target (UTT) – A3  The Universal Test Target (UTT) is a single test target which is designed to  provide insight into the complete image quality of all types of high end cameras  and scanners following the current ISO‐standards  http://www.universaltesttarget.com/  48
  25. 25. 04/06/2016 25 Qualidade dos equipamentos 49 Qualidade dos equipamentos  Universal test target (UTT)  O alvo de calibração fornece várias cores e em escala de cinza padrões e  gradientes que permitem uma análise completa de todos os parâmetros  relevantes para a avaliação da imagem.   A homogeneidade de branco e cinza é suportada, tal como o exame de uma  geometria de imagem ou a distorção da imagem.   Escalas contínuas em milímetros e polegadas permite verificar a resolução  nominal na direção X e Y.   Campos de cor facilitar a geração de perfis ICC, dar informações sobre a  fidelidade de cor, e permite verificar o espaço de cor 50
  26. 26. 04/06/2016 26 Qualidade dos equipamentos  Universal test target (UTT)  A escala de cinzentos, o desempenho do ruído e da relação sinal‐ruído pode ser  determinada para além de uma medida da função de conversão opto‐ electrónico (OECF).  O alvo permite também a verificação da resolução de até 18 lp / mm, bem  como a determinação da função de transferência de modulação (MTF), em  conformidade com a norma ISO 160‐67‐1, até um máximo de 1200 ppp  A UTT tem um tamanho básico da DIN‐A3 (420 x 300 mm); por meio de  duplicação, o formato A2 tamanhos, A1, A0 e podem ser analisados. 51 Metadados  Metadados utilizados nos os objetos bibliográficos  UNIMARC (Universal Machine Readable Cataloging )  MARC21 (MAchine Readable Cataloging)  DC (Dublin Core)  TEI (Text Encoding Initiative)  METS (Metadata Encoding and Transmission Standard)  ESE (Europeana Semantic Elements)  Europeana Data Model (EDM)  ALTO (Analyzed Layout and Text Object 52
  27. 27. 04/06/2016 27 Contatos 53 Muito obrigada  •  FIM  E‐mail dguerreiro@gmail.com Twitter @DaliaGuerreiro Blogue http://bdh.hypotheses.org/ Facebook https://www.facebook.com/groups/bib.digital/                                         https://www.facebook.com/humanidadesdigitais/

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