PITSIRO PAMÁALI                               Boletim Informativo da Escola Indígena Baniwa Coripaco Pamáali. N° 4. Edição...
EIBC- Pamáali 2012  Editorial  Chegamos a mais uma edição do Pitsiro Pamáali.                                             ...
PUBLICAÇÕES                      EIBC– Pamáali lançou o primeiro livro da série Kaawhiperi Yoodzawaaka© LAÍSE DINIZ/ISA   ...
ESCOLA PAMÁALIEquipe Austríaco visitou a Escola Pamáali e algumas comunidades Baniwado Médio Içana.©ELTON JOSÉProfessores ...
ESCOLA PAMÁALI                    Representantes dos Povos Xikrin e Krahô visitaram a Escola©JUVÊNCIO CARDOSO             ...
ESCOLA PAMÁALI                                Escola Pamáali recebeu mais alunos neste ano                                ...
ESCOLA PAMÁALI   Seminários na Escola Pamáali©RAIMUNDO BENJAMIMNa foto acima, aluno Genivaldo Pereira, do 9º ano de fundam...
ESCOLA PAMÁALI                       A Escola Pamáali recebeu alunos e professores da Escola Herieni, do Alto Ayarí.      ...
ESCOLA PAMÁALI  Escola Pamáali recebeu consultora do INEPN    o rio Negro, foram selecionadas     apenas duas escolas indí...
MOVIMENTO INDÍGENA                    Encontro Baniwa e Coripaco realizado pela CABC aconteceu na comunidade de           ...
SUSTENTABILIDADEProdução de alevinos na Estação EIBC Z O O M                                                              ...
SUSTENTABILIDADE                      Escola Pamáali implantou mini-usina hidro-cinética para                             ...
SUSTENTABILIDADE  Núcleo de Gestão e Empreendedorismo                                                   Pimenta Baniwa©RAI...
SUSTENTABILIDADE                        Wadiatsenakha wadeenhi Aatti ipana Pamaalinomanaa                                 ...
ACONTECEU Merenda e material escolar chega nas Escolas do Rio Içana, somente em maio, além de atrasado, incompleta.       ...
ACONTECEU                                          © RAIMUNDO BENJAMIM                                                    ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Pitsiro 2 2012 final

351 visualizações

Publicada em

  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Pitsiro 2 2012 final

  1. 1. PITSIRO PAMÁALI Boletim Informativo da Escola Indígena Baniwa Coripaco Pamáali. N° 4. Edição 2/2012 EIBC– Pamáali lançou o primeiro livro da série Kaawhiperi Yoodzawaaka©Laíse Diniz/ISA A EIBC– Pamáali inaugurou a Série Kaawhiperi Yoodzawaaka com o Lançamento do livro Oque a GENTE precisa para VIVER e ESTAR BEM no mundo, em São Gabriel da Cachoeira e Cas-telo Branco ainda no começo do ano. A coleção é composta por 13 monografias, resultadode anos de pesquisas realizados pelos alunos do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Kaa- likattaadapa -CPDEK e coordenado por professores da Escolas Baniwa e Coripaco. A série 1 traz versão em Baniwa e Português. © RAIMUNDO BENJAMIM © RAIMUNDO BENJAMIMA escola Pamáali recebeu visitas durante o primeiro semestre deste Escola Pamáali na primeira etapa letiva realizou seminários ano. Apesar de chegarem com um objetivo de trabalho como a de apresentação de pesquisas desenvolvidas por grupos deequipe da escola Heriene (Oficina), Laíse Diniz (consultoria), foram alunos. Na foto, aluno Genivaldo Pereira apresentando so- chamadas de visitas. Na foto grupo Koikwa, na EIBC na primeira bre as ―Fontes de Energias Limpas‖, durante um seminário semana de maio. na escola. Equipe Austríaco visitou escola Pamáali em abril Intercambio de experiência do Grupo Koikwa (Povos Xikrin e Krahô) na Escola Pamáali Rede de Escolas Baniwa e Coripaco realiza oficina de organização e revisão de material para publi- cação das Escolas Herieni e Kayakaapali. Escola Pamáali instalou mini-usina de hidro-cinética Publicações| Escola Pamáali | Movimento Indígena | Sustentabilidade| Aconteceu
  2. 2. EIBC- Pamáali 2012 Editorial Chegamos a mais uma edição do Pitsiro Pamáali. Coordenador Geral Esse número cobre as principais atividades e acon- Raimundo M. Benjamim tecimentos do primeiro semestre deste ano, refer- ente à primeira etapa letiva. Coordenador Adjunto Alfredo Brazão A primeira etapa letiva aconteceu entre março à primeira quinzena de junho. As próximas duas etap- Administrador as acontecerão no segundo semestre. Tiago Pacheco A Escola Pamáali começou o ano (em Março) com Relacionamentos Institucionais o lançamento da Públicação 1 da Série Kaawhiperi Juvêncio Cardoso Yoodzawaaka em São Gabriel da Cachoeira no inicio de março. E semanas depois, em Castelo Orientadora Pedagógico Branco, no Encontro Baniwa e Coripaco, realizado Cleunice Apolinário pela Coordenadoria das Associações Baniwa e Conselheiro Educacional Coripaco– EIBC, a manchete desta edição. Abraão Mendes Viera E nesse ano, a escola recebeu mais duas turmas de Núcleo de Gestão e Empreendedorismo Indígena alunos, uma de Ensino fundamental e de Ensino médio. Com a chegada dessas turmas, somam-se Elton José atualmente sete turmas, com 78 alunos no total. Visitas, oficinas de formação, atividades de sus- tentabiliade, experiências e curiosidade com- pletam essa edição do Pitsiro Pamáali. E para que o nosso boletim fique cada vez melhor e conhecido, contamos com você nosso leitor na divulgação, sugestões e críticas. Boa leitura! CONTATOS Raimundo M. Benjamim escolapamaali@gmail.com Editor e Coordenador Geral da Escola Pamáali pamaali.wordpress.com __________________________ Raimundo M. Benjamim Responsável pelo Boletim benjamimray.cabc@gmail.comPitsiro Pamáali é uma publicação do Setor de Comunicação da Escola Pamáali. Sem periodici- __________________________dade. Os autores de textos são alunos e professores da escola. Circula nas comunidades naforma impressa e digital por e-mail e no blog da escola. Os textos podem ser reproduzidos para Em São Gabriel da Cachoeira:fins educacionais (palestras, aulas, pesquisas), desde que a fonte seja citada. As imagens são deautoria reservada aos autores. Os artigos de opinião são de responsabilidade dos autores, não Fones: (97) 8124-9785/3471-1156refletem necessariamente a visão da Escola Pamáali sobre os assuntos. REALIZAÇÃO PARCERIA APOIO
  3. 3. PUBLICAÇÕES EIBC– Pamáali lançou o primeiro livro da série Kaawhiperi Yoodzawaaka© LAÍSE DINIZ/ISA © RAIMUNDO BENJAMIM Da esq. pra direita: Livro Kaawhiperi Yoodzawaaka no balaio durante o lançamento e Juvêncio, um dos organizadores apresentando ao público presente o livro em São Gabriel A pesar de a Escola Pamáali já ter públicado al- guns livros, como o ―Kophenai Nako‖, antes, foi a primeira vez que lançou uma obra em diferentes O livro aborda assuntos variados relacionados ao Mane- jo de Recursos e Ambientes importantes para viver e es- tar bem no Mundo. Reúne 13 monografias de alunos de lugares e públicos. ensino médio, trabalho iniciado em 2005 que contou No final de 2011, na última etapa, o livro 1 da série com a colaboração de várias pessoas ao longo do pro- Kaawhiperi Yoodzawaaka foi apresentando pela cesso de construção. primeira vez aos alunos numa cerimônia de lan- Kaawhiperi Yoodzawaaka, nome da série é como os çamento na própria escola. Baniwa-Coripaco chamam à vitalidade e interde- No dia 2 de março deste ano, foi organizado um lan- pendência entre os diferentes seres, objetos, ambientes, çamento em São Gabriel da Cachoeira, onde par- bens, que são importantes para viver e estar bem na ceiros com a FOIRN, ISA, FUNAI/SGC, SEDUC/SGC, bacia do Içana e no mundo. O termo é talvez a ex- SEMEC, IDAM e a imprensa local compareceram ao pressão Baniwa-Coripaco que guarda uma relação Espaço Público do ISA, onde o evento foi realizado. mais estreita com o conceito de biodiversidade segun- Na ocasião, as instituições participantes, receberam do os jovens Baniwa que participaram na construção da as duas versões do livro. obra. Os organizadores deixam claro que o termo (biodiversidade/Kaawiperi Yoodzawaaka) poderá ser E três semanas depois, o livro foi apresentando no aprimorado na medida em que mais pessoas começem ―Encontro Baniwa e Coripaco‖, realizado pela Coor- a participar da construção e passar a fazer parte do denadoria das Associações Baniwa e Coripaco— vocabulário diário dos Baniwa e Coripaco. CABC, na comunidade de Castelo Branco, Médio Içana. Na cerimônia, todas as comunidades partici- A série promete mais edições para esse ano das esco- pantes, que somaram mais de 30, receberam as las: Escola Herieni da comunidade Ukuqui do Alto Ayarí versões do livro em Baniwa e Português. e um da Rede de Escolas Baniwa e Coripaco, que pre- É a primeira vez que o público Baniwa e Coripaco tende reunir monografias de várias escolas que fazem folheia um trabalho da Escola Pamáali, por meio do parte da rede. Que é uma forma de contribuição dos Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Kaali- povos do Rio Negro na discussão das questões im- kattaadapa—CPDEK, nas versões em Baniwa e Portu- portantes na atualidade. E um convite para pensar por guês. O que não aconteceu com o Livro Kophenai um momento: O que a gente precisa para viver e estar bem no mundo? Nako, que saiu somente em Baniwa. Koaka wakanakaitali WEEMAKARO nheette MATSIAKARO WHAA aaha HEEKOAPI riko?
  4. 4. ESCOLA PAMÁALIEquipe Austríaco visitou a Escola Pamáali e algumas comunidades Baniwado Médio Içana.©ELTON JOSÉProfessores da escola Pamáali conversam com os visitantes Austríacos na Escola Pamáali, abril de 2012. Histórico O desejo de conhecer o Içana pelo Heinz Grüber e irmãos, aconte- ceu há sete anos atrás , numa viagem de comemoração de seus 60 anos com seus melhores amigos no Rio Solimões (AM). E no meio destes aventureiros, estava o fotógrafo Pedrão (Pedro Mar- tinelli), conhecido pelos Baniwa, na época da demarcação, arte baniwa e outras viagens pelo Içana com lideranças da OIBI. Um dos ícones da fotografia com suaa especialidade, a Amazônia. E numa das ocasiões , disse ao Heinz que existe um lugar que valeria apenas conhecer antes de ―partir‖, o Rio Içana e seus povos. De lá, o Heinz ©RAIMUNDO BENJAMIM nunca desistiu de conhecer o Içana. Para concretizar ―sonho‖ de vinda para a região do Içana, foi forma- lizada em forma de convite, assinada pela coordenação da escola, lideranças Baniwa e apoiada pelo Instituto Socioambiental. A visita A equipe composta por seis pessoas (Heinz, dois irmãos, um amigo de São Paulo e sua esposa), acompanhadas pelo Adeilson Lopes/ISA e André Baniwa chegaram na escola Pamáali no dia 13 de abril, de- pois de dois dias de viagem. Na escola conheceram os setores de atividades como a Estação de ©JUVÊNCIO CARDOSO Piscicultura, Trilha de Ciências, Viveiros de peixes, Telecentro, Casa de Ciências, Secretaria e Administração. Ainda tiveram um período do dia de aventura no igarapé Pamáali. Foram programadas apre- sentação de dramatizações e danças tradicionais nas ―noites cultu- rais‖. . Visita para comunidade também foi incluída na programação que foi realizado no domingo (15/04) para Maúa Cachoeira. E no en- cerramento a avaliação da visita foi positivo tanto por parte da coordenação da escola e como para os visitantes. Desceram na escola no dia 17/04. ©ELTON JOSÉ
  5. 5. ESCOLA PAMÁALI Representantes dos Povos Xikrin e Krahô visitaram a Escola©JUVÊNCIO CARDOSO © RAIMUNDO BENJAMIM Na foto, da esq. para dir. Visitantes apresentando videos e Reunião de Apresentação do histórico da Escola Pamáali. A Escola Pamáali recebeu visitantes, representantes dos povos Xikrin ( Pará) e Krahô (Tocantins) nos dias 03 a 05 de maio. ZO OM A proposta de intercambio foi encaminhada pelo professor Fran- > Em 2012, o número de alunos da klin Paulo (ex-professor da EIBC), a coordenação da escola no Escola Pamáali subiu para 78. A inicio do ano e formalizado apenas em março. escola só havia conseguido che- Composto por professores e alunos, o grupo ―Koikwa‖, acompa- gar nesse número em 2005. nhando pelo Franklin, Rosiclaúdio - Coordenador da CTL de Tunuí Cachoeira, Tulio da FUNAI/SGC e Raylene Andrade, chegou na Escola Pamáali no dia 03/05. Foram recebidos com cantos pelos > De 2000 a 2012, a Escola alunos da escola, no centro comunitário. Pamáali atendeu alunos vindos de No dia 04/05, caminharam para conhecer os setores de ativida- 39 comunidades da bacia do Iça- des da escola, como o viveiro de mudas, estação de piscicultura, na. Hoje, 2012, atende alunos de trilha de ciências, viveiros de engorda de peixes e outros. 19 comunidades. No mesmo dia, conheceram o histórico da escola Pamáali, apre- sentado pelo professor Juvêncio Cardoso, presidente da ACEP. Onde além do que conheceram no campo, foi lhes apresentado > Desde 2004, ano de conclusão o processo histórico de discussão, implantação e implementação da primeira turma da escola até da escola. agora 2012, (em quarto turmas for- E os visitantes por sua vez apresentaram aos alunos e professores madas), três ex-alunos já assumi- documentários sobre rituais que realizam nas comunidades de onde vieram. Comentaram cada vídeo passado. ram o cargo de Coordenador Geral (Juvêncio Cardoso/2008, Antes de saírem de volta, foi realizado o momento de considera- Vigico Rivas/2010 e Raimundo Mi- ções finais e agradecimentos. Segundo, os visitantes, por apenas um dia que ficaram, conheceram várias experiências que guel/2012). servirão de inspiração para desenvolverem atividades nas suas comunidades. > Desde a implantação da Es- O intercambio foi fundamental para fortalecerem as iniciativas que estão fazendo, diante de muitos problemas que estão en- tação de Piscicultura já foram frentando, como a Construção da Barragem do Belo Monte, In- produzidas mais de 1 milhão de vasão constante dos madeireiros em suas terras e outros proble- alevinos. mas que enfrentam. Saíram da escola, debaixo de muita chuva, no dia 05/05, sába- do, para continuar a programação de visita em outras escolas. Todo aluno formado na Escola Pamáli apresentou monografia com temas relacionados à cosmologia Baniwa e Coripaco, história, organização social e manejo. Neste ano (2012), 26 alunos de Ensino fundamental irão concluir o curso de Ensino fundamental.
  6. 6. ESCOLA PAMÁALI Escola Pamáali recebeu mais alunos neste ano ©RAIMUNDO BENJAMIM©RAIMUNDO BEJNAMIM Alunos do Novatos do Ensino Fundamental, que chega- Alunos do ensino médio (1ª e 2ª série), da Sala de Exten- ram em na Escola Pamáali em março deste ano. são de Escola Nossa Senhora de Assunção do Içana. A escola Pamáali recebeu mais duas turmas de alunos neste ano , uma de ensino fundamental e ensino médio. Os alunos se increveram no final do ano passado, e chegaram na primeira etapa letiva, com os demais alunos ―veteranos, como são chamados quando chegam novas turmas de alunos. O número de alunos passou para 78 (com alunos de ensino fundamental e somados com alunos do ensino médio). Os alunos novatos são da faixa etária de 10 a 21 anos. É a primeira vez que a escola recebeu alunos das comunidades Coripaco: Matapí, Coracy e Pana-Panã do Alto Içana. Na primeira semana os ―calouros‖realizaram o reconhecimento da area da escola. Professores da Escola Pamáali 2012 N este ano, houve apenas duas mudanças no Quadro de Professores em relação a do ano passado, saíram do quadro o professor Arcindo Brazão e Abílio Júlio (Secretário). O primeiro ficou na Escola Pamáali por três anos (2009-2011), e o segundo ficou apenas um ano. Houve, também algumas mudanças na ocupação de cargos da organização interna. O professor Raimundo Mi- Raimundo M. Benjamim Abraão M. Viera Cleunice A. Venceslau guel Benajmim, passou para o Cargo de Coor- denador Geral, Alfredo Brazão para Coordenador Adjunto, Tiago Pacheco para cargo de admin- istrador. E as novidades no quadro deste ano são: Elton José que assumiu o Núcleo de Gestão e Em- preendedorismo, o professor Francinaldo (para Ensino Médio) e professora Cleunice Apolinário. Os auxiliares de escola contratados são: Terezinha Custódio Paiva da comunidade Juivitera Alfredo M. Brazão Roberto Miguel Tiago Pacheco (cozinheira) e Roberto Miguel (Serviços Gerais) da comunidade de São José. Apesar de reivindicado com a SEMEC/SGC, a es- cola não conseguiu um Secretário para esse ano, com a justificativa de que o número de alunos nesse ano é pouco (51 do ensino fundamental). Segundo, a Secretaria de Educação uma escola só pode contratar um secretário se tiver um Juvêncio Cardoso—Dzoodzo Francinaldo Farias Terezinha C. Paiva número acima de 100. FOTOS: ACERVO EIBC
  7. 7. ESCOLA PAMÁALI Seminários na Escola Pamáali©RAIMUNDO BENJAMIMNa foto acima, aluno Genivaldo Pereira, do 9º ano de fundamental e do GT Inovação e Sustentabilidade da Escola Pamáali, apresenta sobreEnergia Elétrica– Fontes de Energia Limpa. U m trabalho a mais. Alunos organizados em grupos temáticos relacionados à atividades ©RAMUNDO BENJAMIM que o grupo desenvolve no campo, além de fazer os ―deveres de casa‖, ainda passam mais um tem- po pesquisando em livros, organizado e realizando entrevistas com os professores, e depois, em grupos discutem e tiram suas conclusões sobre um tema de interesse. O resultado é organizado em slides usando o power point e, é apresentado no ―Seminário da Semana‖, aos alunos e professores da escola. A prática já é usada na escola há alguns anos. Mas, somente nesse ano, passou a ser considerada ―prioritária‖, como forma de ―complemento‖, à prática de ensino– aprendizagem que a escola Alunos organizando as apresentações usando programas de computador (power point). desenvolve com seus alunos. Os temas abordados nesses trabalhos são diversos. ©RAMUNDO BENJAMIM Desde as práticas de Saneamento Básico, passan- do pelas técnicas de reprodução de peixes até al- ternativas de energia limpa. Segundo o professor Juvêncio Cardoso, essa forma de trabalho acrescenta ainda mais o conhecimen- to dos alunos e professores. E acabam fazendo séries de coisa, como a organização de apresentação usando programas de computador. ―Muitos assuntos que não são aprendidos nas aulas, acabam sendo conhecidos nas palestras, e o melhor nisso, é que esses conhecimentos são explo- rados pelos próprios alunos e nós acabamos aprendendo com eles‖- disse animado com os re- sultados dos seminários realizados na escola, nessa Professor Juvêncio Cardoso, fazendo considerações finais depois de um seminário realizado na Escola primeira etapa letiva. Pamáali. Segundo ele, alunos e professores acabam ganhando com essa forma de trabalho.
  8. 8. ESCOLA PAMÁALI A Escola Pamáali recebeu alunos e professores da Escola Herieni, do Alto Ayarí. Uma semana respirando arte, história, calculos ma-© ADEILSON LOPES/ISA temáticos e produção textual. Uma semana de trabalho e aula. Para iniciar o tra- balho, a coordenação da Oficina, apresentou os pas- sos e a metodologia de trabalho para a semana. Começando pelo formato da publicação da série até orientações de como realizarem as estimativas de consumo do recurso estudado por pessoa, por família, por comunidade e na Bacia do Içana. No quadro branco, pendurado na sala, em letras maiuculas, para servir de orientação e alerta na hora Participantes da Escola Herieni em atividades durante a Oficina. Em dos calculos: ―Cuidado para não SUBESTIMAR ou SU- destaque Orlando Fontes, Graciela e professor Pedro Fontes. PERESTIMAR‖. Foram considerados as 93 comunidades A Rede de Escolas Baniwa e Coripaco. da bacia do Içana, com uma media de 20 famílias por comunidade e 7 pessoas por famílias. D epois de criada, em 2008 ao som das flautas sa- gradas na comunidade Ukuqui Cachoeira, a Rede de Escolas Baniwa e Coripaco, vem propor- Para que se tenha uma base de calculos das estima- tivas, é necessário antes de começar, avaliar o con- sumo do recurso. Tomemos como exemplo o con- cionando várias formas de fortalecimento da cultura e sumo de pimenta. ―Tem pessoas que consume pouco, consolidação da Educação Escolar Baniwa e Cori- muito e só um pouquinho‖-disse o aluno Elton José, paco na região do Içana. Um desses primeiros resulta- responsável pelo calculo do consumo de pimenta. ―E dos é a compilação da série Kaawhiperi ainda, é preciso pensar e usar as unidades de me- Yoodzawaaka, que foi inaugurada pela Escola didas conhecidas ou usadas pelas pessoas quando o Pamáali, com o Lançamento do Livro ― O que a Gen- assuntos é pimenta, como o litro, por exemplo, usada te precisa para viver e ESTAR bem no mundo‖, lan- sempre pelas mulheres produtoras de pimenta‖- com- çado na Escola Pamáali no final de 2011, em São Ga- pleta. . briel da Cachoeira e Comunidade de Castelo Branco Foi uma semana em que histórias de origem foram no mês de março deste ano. ilustradas, calculos matemáticos, textos em Baniwa e A Oficina Coripaco elaborados e compartilhados numa única sala. Nos dias 24 a 30 de abril, professores e alunos da esco- la Heriene da comunidade de Ukuqui do Alto Ayarí, ex O encerramento da Oficina foi realizada no dia 30 de -alunos da Escola Kayakaapali (atualmente alunos de abril com a participação de todos os professores e ensino médio da EIBC) e mais alunos do último ano do alunos da escola Pamáali. Onde alguns trabalhos do ensino médio da Pamáali se reuniram na Estação de encontro realizado foram apresentados. Pisicultura EIBC, na Oficina de ―Revisao de Material para Publicação‖, com objetivo de organizar materiais produzidos nessas escolas nos últimos 3 anos para os próximos números da série Kaawhiperi Yoodzawaaka. Durante 7 dias de Oficina, com a assessoria do Adeil- son Lopes do Instituto Socioambiental e coordenação do Tiago Pacheco, professor da EIBC, os participantes da Oficina produziram textos, desenhos com base nas orientações do formato da série. A Escola Heriene chegou para a Oficina com os ex- professores da Pamáali, a Nazária Andrade Montene- gro e Pedro Fontes, e mais alguns alunos. Segundo, a Naza, na Oficina foram trabalhados 18 monografias (cada monografia um tema), e para cada tema foram produzidos sete desenhos. ―Os desenhos feitos são relacionados ao recurso trabalhado, como a dis- Ilustração da origem da cobra jararaca. Desenho: Geovane tribuição na região do Içana e micro-região / Paiva/aluno de Ensino Médio. comunidade, origem e também ilustração ―-disse.
  9. 9. ESCOLA PAMÁALI Escola Pamáali recebeu consultora do INEPN o rio Negro, foram selecionadas apenas duas escolas indígenas: Es- cola Pamáali e Escola Tuyuka.O Instituto Nacional de Estudos ePesquisas– INEP enviou uma consultoriapara as escolas selecionadas com o ob-jetivo de conhecer melhor a EducaçãoEscolar Indígena e através disso sabercomo poderiam ser formuladas e aplica-das as provas usadas para a Avaliaçãodo Índece de desenvolvimento da edu-cação no Brasil. ZOOMPara esse trabalho, foi convidada a Laíse Diniz, assessora do Instituto Socioambien-tal—ISA, do Programa Rio Negro, que colabora com o Projeto de Educação no Rio Visita de despedida daNegro, desde 2001. LaíseA Escola Pamáali recebeu a consultora entre os dias 02 à 05/05. Realizando entrevis- A Laíse Diniz, chegou pelatas com professores e alunos da escola. As entrevistas foram orientadas por um ques- primeira vez na escolationário elaborado pelo próprio INEP. Pamáali em 2001. Forma- da em Pedagogia pelaDesde que foram implantadas as escolas indígenas do Rio Negro, especialmente as Universidade Federal dochamadas ―diferenciadas‖ainda não participaram das avaliações usadas pelo Min- Pará , conheceu a escolaistério da Educação, como a Prova Brasil, Provinha Brasil para avaliar dar a nota da apenas como visitante. EEducação no Brasil. depois, foi convidada pa-Essas avaliações são formuladas e enviadas para todas as escolas, seja elas ra trabalhar no Institutoindígenas ou não. E com os resultados, é dada uma nota para a escola, e a média Socioambiental, para as-de todas as escolas de um municipio é que determina a nota do município e a mes- sessorar o Projeto de Edu-ma coisa acontece com os estados e consequentemente a nota da Educação do cação do Rio Negro dapaís, que é comparada com as notas de outros países. parceria ISA/FOIRN/OIBI.Todas as avaliações apresentadas acima, não consideram as ―diferenças existentes‖ Com uma atuação inicial-das entre uma escola indígena e não-indígena. Por isso, a reivindicação das escolas mente mais centralizadae professores indígenas é que essas avaliações respeitassem e considerassem a diver- na Escola Pamáali. Em 10sidade, portanto, fossem diferenciados, para que elas (as escolas indígenas), partici- anos, com a criação dapassem delas. Diante dessa reivindicação, o Ministério de Educação, quer saber co- Rede de Escolas Baniwa emo fazer e aplicar essas avaliações para as escolas indígenas de todo país. Coripaco, chegou a atu- ar também em algumasSegundo, a Laíse Diniz, não é certo que o MEC vai mesmo fazer e aplicar as escolas da região, aindaavaliações para as escolas indígenas, diante da complexidade. Pois, cada escola que seja, indiretamente.teria que ter sua própria avaliação, e em muitos casos, na própria lingua do povo. E,isso, é muito complicado. Por isso considera que o caminho mais provável (indicada Em 2010, realizou seu tra-pelas pesquisas realizadas), que a avaliação teria que ser para os professores, balho de campo do cursolideranças e outros envolvidos nos projetos de educação escolar de um povo ou co- de mestrado pela UFAM, analisando as relações emunidade. trajetórias dos jovens Ba-―A Proposta é boa, mas, é complicado, porque, as escolas indígenas são muito niwa e Coripaco (ex-diferentes de uma para a outra, ou de um povo para outro. Só pra se ter uma idéia, alunos da EIBC).na semana passada estive fazendo este mesmo trabalho, na Escola Tuyuka (alto E depois de 11 anos deTiquié). E lá é completamente diferente do que aqui (escola Pamáli). As fichas de atuação e colaboraçãoAvaliação dos alunos, são feitas na língua Tuyuka. Para eles, as provas teriam que com a Escola Pamáaliser na língua Tuyuka. E, a escola Tuyuka não é muito longe daqui, está na mesma (Baniwa e Coripaco), seregião (do Rio Negro). Imagine uma escola de outras regiões mais distantes‖- disse. afasta para fazer outras atividades e ser mãe pela Visite nosso blog na internet primeira vez.
  10. 10. MOVIMENTO INDÍGENA Encontro Baniwa e Coripaco realizado pela CABC aconteceu na comunidade de Castelo Branco nos dias 27 a 30 março.©DANIEL BENJAMIM Grupo de Trabalho ―Política‖ (André Fernando e dois capitães) apresenta resultados de discussão para assembleia duran- te o encontra Baniwa e Coripaco em Castelo Branco. Durante o evento foram formados 6 grupos temáticos. ―Direitos e Desenvolvimento Sustentável das Comunidades‖ A comunidade Castelo Branco localizado no médio Içana, recebeu o Encontro Baniwa e Coripaco, com o lema ―Direitos e Desenvolvi- Escola Pamáali no Encontro Representado pelo Coordenador Geral, Raimundo Benjamim e mais alunos, a Escola Pamáali participou mento Sustentável das Comunidades‖, nos dias 27 das discussões relacionados à educação e outros a 30 de março, pela Coordenadoria das Associ- temas. E ainda lançou o Livro 1 da série Kaawhiperi ações Baniwa e Coripaco – CABC. Yoodzaawa. O encontro reuniu representantes das comuni- Alguns resultados e encaminhamentos dades de toda a região do Içana, desde a foz, Alto Içana e afluentes Cuyarí e Ayarí. Comparece- Ao final do encontro foram encaminhados as se- ram no evento professores, alunos, lideranças das guintes propostas: associações, representantes de instituições gov-  Carta de Manejo de Pesca para as comunidades. ernamentais como SEIND, FUNAI-SGC e parceiros como o Instituto Socioambiental - ISA.  Definição de localidade de Centrais de Abasteci- mento. Durante os três dias de evento, os participantes  Carta de Consentimento Prévio para o Projeto poderam participar de grupos de trabalho que MANAKAI. trataram assuntos como: Educação, Sustenta- bilidade/Saúde, Cultura e Identidade, Economia,  Carta para SEIND sobre a necessidade de apoio Política e Gestão Territorial. E nas noites acon- aos estudantes Baniwa e Coripaco nas univer- sidades. teceram palestras e exibição de documentários Baniwa, como o ―Documentário sobre a musica  Indicação de 5 capitães para participar de en- Baniwa‖ na direção do Moises Baniwa de Itacoati- contro com governador. ra Mirim/SGC.  Definição de equipe para elaboração do Projeto para Segurança Alimentar. Coordenados por duas pessoas, os grupos le- varam os resultados das discussões para o centro  Definição de equipe para a elaboração do Pro- jeto Identidade e Cultura. comunitário, onde foram apresentados, discutidos e encaminhados pelos presentes no evento.  Criação da Comissão para discutir a criação de um Conselho de capitães da região do Içana. Nas noites foram organizadas palestras como pes- soas indicadas e outras atividades culturais.  Mudança do nome ―capitão‖ para Eenawi de líderes responsáveis eleitos pelas comunidades.
  11. 11. SUSTENTABILIDADEProdução de alevinos na Estação EIBC Z O O M Escola Pamáali sem inter- net desde setembro de 2011. Durante esses últimos me- ses a internet ficou com problemas. Motivo que difi- cultou a comunicação e a © ELTON JOSÉ/EIBC atualização das páginas na escola na internet, co-N esse ano, a Estação de Pisicultura EIBC produziu 72 mil alevino, as es- pécies reproduzidas foram: 46 mil alevinos de Aracú de três pintas(Leporinus Agassizi) e 26 mil de Jandiá (Randian Iaukidi). mo as redes sociais e blog. Apesar das tentativas deO método de reprodução Asiática, foi o procedimento usado pelos téc- contato com a Central denicos da estação para conseguir esse número. Em poucas semanas, os ale- Atendimento da Embratel,vinos já estavam transferidas das incubadoras para os viveiros-berçarios da desde ano passado nãoestação. foram suficientes para re-Segundo o Juvêncio Cardoso, Coordenador Técnico e professor de Pisicultu- solver problema.ra da EIBC-Pamáali, as tentativas tiveram bom resultados. ―Apesar de nãoconseguirmos as piracemas, conseguimos reproduzir as espécies que temos No inicio desde ano, foramna escola. Conseguimos resultados positivos. Os alunos e principalmente os retomados as tentativas,novos monitores técnicos da estação participaram da atividade de repro-dução‖- disse. passado meses, a escola depois de muito esforçoPor falta de meios de transporte fez com que a equipe perdesse as pirace-mas, o que não tinha acontecido nos anos passados ( A estação perdeu o conseguiu apresentar amotor e boteno ano passado). demanda de manutençãoDesde o inicio de funcionamento a Estação de Pisicultura vem servindo co- e troca de equipamentosmo ambiente de ensino-aprendizagem na Escola Pamáali. Os alunos partic- do Ponto de Presença EIB-ipam as atividades de todas as fases de reprodução, como no manejo dos C/GESAC.peixes nos viveiros de engorda da escola. Até na data (inicio de ju- nho), quando a edição desse boletim foi fechada, o técnico ainda não tinha chegado na escola. © Adeilson Lopes/ISA © Elton José/EIBC Grupo de Atividade de Piscicultura da Escola Pamáali realizando trans- ferência de peixes para outra represa. Foram transferidos mais de 2 mil peixes das espécies de jandiá, domé, Aracú, araripirá e koana. © Elton José/EIBC
  12. 12. SUSTENTABILIDADE Escola Pamáali implantou mini-usina hidro-cinética para ©ADEILSON LOPES/ISA©ADEILSON LOPES/ISA D esde que o Ensino Médio foi implantado na Escola Pamáali , ainda que anexa à Escola de Assunção do Içana, foi também criado o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Kaalikattaadapa—CPDEK, com objetivo de se tornar um espaço de formação e incentivo a inovação e pesquisa aos alunos do ensino médio. Desde então, várias experiências e pesquisas vem sendo desenvolvidas. Como a extração de oleo de patauá (Oenocarpus bataua) e Warhe. E nos últimos anos, por meio de um grupo de pesquisa (alunos), coordenado pelo professor Juvêncio Cardo- so e incentivo/colaboração de várias pessoas (Adeilson Lopes/ISA, Gustavo Tosello Pinheiro, Jorge Nava) e com apoio financeiro da CAFOD (Agência Americana para o Desenvolvimento), através do Programa Indígena/ Mudanças Climáticas foi instalado a turbina hidro-cinética na EIBC-Pamáali. Com capacidade para gerar 1000 watts. A turbina foi instalada a 2 km da escola em um igarapé. A turbina foi adquirido no Vietnã, outro lado do mundo (no continente Asiático), pelo Instituto Socioambiental-ISA, que vem apoiando essa iniciativa. A proposta é expandir essa experiência para a região do Rio Içana, e futuramente para o Rio Negro. Essa tecnologia deve ser implantada na região, pois, ajudaria bastante na redução de emissão do dióxido de carbono (co 2), e consequen- temente colaboraria na luta contra a crise planetária (Mudanças Climáticas), efeitos que estamos começando a sentir hoje na região. RECURSOS PESQUEIROS: Carta de Proposta de Manejo de Recursos Pesqueiros para a subsistência dos Povos Baniwa e Coripaco na região do Içana e afluentes. A carta de “Proposta de Manejo” completará 4 anos em 18 de julho. O docu- mento foi elaborado com base nos resultados do Projeto Kophe Koyanaale, pesquisa realizada em algumas comunidades de abrangência da Organização Indígena da Bacia do Içana- OIBI, no período de 2005 a 2008. Os dados apontaram que apesar da maioria dos pescadores afirmarem que as pes- carias ainda são ―ótimas‖, pescar tem se tornado uma atividade que começa a exigir do pescador mais tempo para conseguir o alimento para o sustento da famí- lia. Os mais velhos em seus depoimentos, afirmam que antigamente ainda existia mais peixes do que hoje. O recurso pesqueiro está ficando cada vez mais escasso no Içana. E os motivos para isso são vários, dede o uso ina- dequado de instrumentos de pesca, até ao aumento da população Baniwa e Coripaco, com estimativa de 100/ ano. A OIBI na assembleia realizado em julho de 2008, através de um grupo de trabalho discutiu e elaborou propos- tas de manejo para enviar para as comunidades e associações da região para participar da discussão e implemen- tação da proposta. Na região dos lagos, dois lagos considerados importantes para a reprodução e distribuição de peixes para a bacia foram ―escolhidos‖, para preservação. Mas, depois de 4 anos, as pescarias continuam sendo praticadas intensamente, principalmente na época de seco. E pior, somente neste ano, depois do Encontro Baniwa e Coripaco, realizado em Castelo Branco, que algumas asso- ciações da região se comprometeram a levar a carta para apresentar e discutir nas comunidades onde atuam. Muitos nesse evento, afirmaram não ter conhecimento do documento. Mas, a boa notícia é que a maioria dos parti- cipantes consideraram importante a implementação dessa proposta na região, pois, o problema não é somente na área de atuação da OIBI, mas, em toda a bacia do Içana.
  13. 13. SUSTENTABILIDADE Núcleo de Gestão e Empreendedorismo Pimenta Baniwa©RAIMUNOD BENJAMIM Apesar de ter iniciado desde o ano passado, a construção da casa de pimenta da escola Pamáali vem tendo paralizações, especial- mente nos meses em que a escola entrou de reces- so no final do ano pas- sado. Na primeira etapa letiva deste ano foi dado a con- tinuidade da construção. Até ao final da etapa os trabalhos estavam bem avançados. E terá uma equipe para continuar os trabalhos durante a entre- Elton José, novo Gerente do Núcleo de Gestão e Empreendedorismo. etapa, que será nos meses de junho e julho. E lton Jose, 22, ex-aluno da Escola Pamáali (Turma 2007), assumiu em março deste ano, na primeira etapa letiva, o Núcleo de Gestão e Empreendedorismo Indígena, substituindo o Armindo Brazão A expectativa é que a casa fique pronta ainda em julho. E quando a escola voltar para a segunda eta- pa letiva na primeira semana de agosto, a casa já da Organização Indígena da Bacia do Içana—OIBI, que ocupou o estará concluído. cargo deste 2011. O Núcleo de Gestão e Empreendedorismo Indígena, foi criado em Para que isso aconteça a coordenação da escola e 2008, com a finalidade e objetivo de promover a formação dos alunos ténica está priorizando como nunca a construção. E do ensino médio do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Kaali- as atividades de plantio de pimenteiras já kataadapa em Gestão de Negócios, identificando oportunidades e começaram (ver na página seguinte). necessidades para atender a demanda da escola e das comuni- dades. A previsão de lançamento da Pimenta Baniwa no Apesar de estar há alguns anos funcionando, o Núcleo vem aos mercado está prevista para o segundo semestre des- poucos se estruturando nesses ultimos anos. E com a entrada da nova se ano. E será mais um produto da marca Arte Ba- equipe para o Núcleo, a expectativa é que as propostas e objetivos niwa. comecem a ser alcançados. Mas, ainda faltam superar alguns desafios para che- Com esse objetivo, atualmente as atividades realizadas pelo núcleo gar até lá. Diante disso a Escola Pamáali, por meio do são: Construção da Casa de Pimenta e início de plantio de pimen- teiras na escola Pamáali. Núcleo de Gestão junto com a rede de parceria está se esforçando para que o produto chegue na mesa Além de Gerente de Núcleo, o Elton é estudante do ultimo curso de do resto do Brasil ainda nesse ano. ensino médio do CPDEK. E ainda acumúla cargos de Monitor Técnico e líder da turma com qual estuda. Gráficos EIBC 2012 ©Elton José ©Elton José Outros: Em 2012, a Escola Pamáali recebeu um aluno da etnia Tariano, vindo do Rio Tiquié.
  14. 14. SUSTENTABILIDADE Wadiatsenakha wadeenhi Aatti ipana Pamaalinomanaa L hiada hamolikeehe wadiatsenakha wadeenhi lhia Atti ipanawaa ayahaa Pamaalinomanaa. Ñamepi-© ADEILSON LOPES/ISA atsa matsiakanhe wadenhipiakanoadani pawalhialiko, kadzaokaro wadiapiatsenakha ni. Wadeepena wattaitaka ni pandza. Tsopetsatha watsa kanakaika wapedza. Lhiada wakeñoetaka wanoka Pa- malirhe, wadiatsenakha whereeta nhaa lipheedawa. Waparatsakha malama itsikole lipananawa. Neenika nhaa paana ikadzeekatakakapewa ideenhiri- kani, nhaa paana nakitsindata katseeka nhaa. Lhia Aphemi, ikadzeekatakaita Pamaaliriko nheette Elton Jo- sé, ikatsa nhaa ikapakape naika nhaa idenhikape. Matsiatsa phiome liakawa lhiehe idenhikhetti walhio. Manopetsakha waanheka ianhekhetti walhiwawa. Ima© JUVÊNCIO CARDOSO horeka pakapaka ianhekhetti padeenhikadanako. Wapietawatsa wanotsenakha, ikatsa pandzawatsa wattaitaka lhie pantti. Kadzodali ima wakeñoetena tsakha wapanaka aati ayanha wadzakaleriko Pamáali. Nheette phia ileekada lhiehe, kanakai tsakha piapiñee- taka linako, ima pada idenhikhetti matsiadalika watsani walhio ayaha wemakawaliko. Neenideena phiome nhaa littadawa, nadeenhix- oopape watsa nhaa idenhikawapewatsa lirikoda. Lhia wamolittoehe likeñoena watsa lhia lidenhikanaa ayaha Pamaalinomanaa. 160 pés de pimenta foram plantada na primeira etapa Em 2011 a atividade não foi realizada e nesse ano, na primeira etapa foram feitas 6 jardins de pimentas na Escola Pamáali. O Elton José, responsável e um dos monitores técnicos disse que a meta da etapa era chegar em 200 pés, e foram plantadas 160 pés. As pimen- teiras vieram das comunidades de São José, Jandú Cachoeira e Maúa Cachoeira, encomendadas com as mães dos alunos. Segundo, o Elton, o próximo passo será a abertura de uma roça de pi- menta na area da escola, onde os pés de pimenteiras serão dobrados. ―Estamos planejando uma roça de pimenta na area da escola, Aluna da escola plantando pimenta na Escola Pamáali. onde poderemos aumentar o número de pimenteiras‖-disse. A escola Pamáali está finalizando a construção (ver o texto acima), e a previsão de funcionamento está prevista para o segundo semestre desse ano. A meta para esse ano é lan- çar a Pimenta Baniwa com pimenta produzida na EIBC. Você sabia? Chefs de cozinha desfrutaram da poderosa Pimenta Baniwa em São Paulo. O evento ocorreu no dia 23 de agosto de 2011 e foi uma etapa de testes para o aprimoramento do plano de lançamento da ―Pimenta Baniwa" no mercado, previsto para o segundo semestre de 2012. Tudo foi preparado com an- tecedência pelo ISA e pela OIBI, com apoio da Eibc-Pamáali. O Chef Alex também convidou outras 13 pessoas para a degustação, entre eles oito chefs e outros apreciadores da boa gastronomia. A jiquitáia foi provada em combinação com macaxeira frita, peixe e abacaxi.
  15. 15. ACONTECEU Merenda e material escolar chega nas Escolas do Rio Içana, somente em maio, além de atrasado, incompleta. © JUvÊNCIO CARDOSOA última vez que os alunos das escolas da região do Içana receberam merenda escolar, foi exatamenteum ano atrás. A remessa para o segundo semestre de 2011 não chegou. Apesar de a Secretaria de Edu-cação pedir para os professores passarem lá para pegar a merenda no final do ano ou inicio de desdeano, mas, não é a mesma coisa e não justifica o atraso e a não chegada nas escolas.E Nesse ano parece que não sera diferente. As aulas na maioria das escolas iniciaram na primeira ou se-gunda semana de março. Mas, a merenda e material chegaram apenas na segunda quinzena de maio.E para completar, incompleta. Segundo os responsáveis, alguns itens não vieram porque os fornecedoresainda não tinham entregado ainda para a secretaria, e que iriam ainda entregar. Na foto acima, barcode entrega da merenda no porto da Escola Pamáali, no dia 23 de maio .Fique sabendo…Depois de formar a IV turma de ensino fundamental em 2009, aescola Pamáali está se preparando para V Formatura, que acon-tecerá no final deste ano. E desde que o ensino médio começoua funcionar como Sala de Extensão da Escola Estadual Nossa Sen-hora de Assunção em 2008, neste ano também será ano deformatura da II turma. Mas, será a primeira vez que aconteceráformatura de turmas de ensino fundamental e médio na EIBC. Aprimeira turma de ensino médio, desceu para a sede (Assunção)em 2010. para fazer a formatura.O evento está previsto para final do ano, depois da Assembléia Geral e Eletiva da Associação do Conselho da Escola Pamáali—ACEP, que qcontecerá na terceira etapa letiva, nos meses de outubro a dezembro de 2012. A data ainda será definida pela coordenação da escola junto com a diretoria da ACEP para depois ser divulga- da na próxima etapa letiva. AGENDA PAMÁALI 2012Maio/2012 Junho/2012 Julho/2012 Agosto/2012 Setembro/2012- Visita e Troca de experi- - 08 – Encerramento - Entre-etapa. - Segunda semana, ini- - Semana da patria emencia na Escola Pamáali da primeira etapa cio da segunda etapa Macedônia/Rio Ayarí. - Curso de Formação decom representantes das letiva. letiva. professores (Licenciaturas - Semanas de Oficinasetnias Xikrin e Krahô. da UFAM). de formação.
  16. 16. ACONTECEU © RAIMUNDO BENJAMIM © ELTON JOSÉDurante a primeira etapa letiva, foram realizadas várias atividades como: pesquisas, aulas, seminários e atividades de campo.Todas elas com objetivos voltados para a formação dos jovens Baniwa e Coripaco que estudam na Escola Pamáali.Dia 19 de Abril foi comemorado na Seminário de Avaliação do Curso Laíse Diniz deu uma palestra aosEscola Pamáali. Alunos e professores de Licenciatura Intercultural da alunos do ensino médio da EIBCorganizaram uma programação es- UFAM. sobre “Relações e Trajetórias depecial para comemorar o 19 de abril, jovens Baniwa da Escoladia do Indio. Foram realizados jogos e Professor Alfredo Brazão participou Pamáali”. Tema de dissertaçãobrincadeiras. A noite, as turmas do Seminário de Avaliação do de Mestrado em Antropologiaapresentaram números sobre assuntos Curso Políticas Educacionais e Social pela Universidade Federalvariados, como cantos e drama- Desenvolvimento Sustentável, re- do Amazonas—UFAM, a pesquisatizações. envolveu alguns ex-alunos da es- alizado pela Universidade Federal cola Pamáali, que buscou do Amazonas, nos dias 03 a 05 de conhecer as histórias de trajetórias maio em ManausDia das Mães foi comemorado na e relações desses jovens antes eEscola Pamáali. O dia dedicado as depois de vida escolar na EIBC. Banda Pamáali foi formada na primeiramães também foi um motivo que re- etapa letiva. Coordenado pelo Elton A pesquisa procurou conhecer euniu os alunos e professores da escola José, o grupo é formado por alunos da entender as fases da juventudepara comemorar. Organizado pelos na cultura Baniwa. Passando por escola. As primeiras musicas já foramalunos, a programação foi recheado apresentadas no encerramento da como a escola é entendido pelosde apresentações de cantos e brin- pais e para a sociedade Baniwa. primeira etapa letiva.cadeiras.Equipe de Saúde do Pólo Base de Tucumã realizaram atendimento na EIBC. Durante a primeira etapa letiva a escolarecebeu duas vezes a equipe de saúde do Pólo Base Tucumã. Nas visitas de atendimento, a equipe deu palestra aosalunos e professores sobre os cuidados necessarios à saúde. Escola Pamáali: Uma educação que se consolida na prática, aberta à construção do próprio modelo educativo, incen-tivando os alunos a avaliar criticamente o que está sendo ensinado e a participar ativa e continuamente da escola, preparan- do e capacitando profissionalmente nossos jovens alunos para viver as questões importantes do presente, confirmando, entretanto, o valor do passado e a história do nosso povo. Expediente: Pitsiro Pamáali. |Edição e Design: Raimundo M. Benjamim | Textos: Raimundo M. Benjamim, Valdecir Miguel, Rosimere Lourenço, Josivaldo Paiva, Ismael Braga, Verônica Garcia, Auxiliadora Rivas, |Fotos: Adeilson Lopes/ISA, Elton José, Raimundo Benjamim, Juvêncio Cardoso, Francinaldo Farias, Laise Diniz/ ISA|Revisão: Raimundo M. Benjamim, Juvêncio Cardoso, Cleunice Apolinário, Elton José da Silva e Francinaldo Farias.

×