e-Plan Conecta Novas Mídias com Sérgio Denicoli

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Qualquer negócio, empresa ou pessoa pode aumentar a sua divulgação online e até ganhar mais dinheiro com o marketing digital. O segredo é saber usar ferramentas, canais e tecnologias certos para você. A e-Plan prova isso com uma série de entrevistas gratuitas
disponibilizadas no nosso canal exclusivo no YouTube. Não são aulas. Nossos convidados respondem dúvidas reais enviadas pelas redes sociais sobre como a internet ajudou e mudou seus planos e suas vidas. O nosso objetivo é compartilhar ideias reais que foram impulsionadas graças ao digital para provar para você que a internet é estratégica e merece seu investimento.

Sérgio Denicoli é professor de Ciências da Comunicação em Portugal, com mestrado e doutorado com linha de investigação ligada ao digital e TV Digital. Novas mídias é um assunto que Denicoli entende muito, assim como a regulação da internet e economia online. Ele compartilhou conosco um pouco dos seus conhecimentos na primeira entrevista exclusiva do nosso projeto e-Plan Conecta. Sergio fez uma viagem ao digital, passando pela televisão, regulação e economia online.

Assista a entrevista completa: https://www.youtube.com/watch?v=KP2mXcITlo8

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e-Plan Conecta Novas Mídias com Sérgio Denicoli

  1. 1. Pergunta 1 e-Plan: Em sua tese, lê-se na Conclusão “O país (Portugal) não aproveitou a tecnologia disponível para proporcionar às pessoas uma televisão em sinal aberto de qualidade equiparável aos serviços de TV por subscrição, mesmo havendo plenas condições para tal.” Comente um pouco sobre a diferença e oportunidades da TV Digital brasileira e portuguesa. Qual seria o modelo de aproveitamento a ser seguido?
  2. 2. Sergio Denicoli: “Na verdade essa tese foi feita em 2012. De lá pra cá, muita coisa mudou. A gente tem, por exemplo, o fenômeno da Netflix, que é uma televisão com uma outra proposta, que através da internet, possibilita ao telespectador optar pela programação, assistir a hora que ele quiser. Mas, de qualquer forma, eu acho que a TV aberta ainda funciona, principalmente, na cobertura de eventos importantes como as Olimpíadas, grandes acontecimentos, grandes catástrofes, eventos jornalísticos que chamam muito a atenção das pessoas.”
  3. 3. Pergunta 2 e-Plan: Como você acredita que a televisão pode lucrar com as novas mídias? Existe um modelo de negócio integrado?
  4. 4. Sergio Denicoli: “Não existe uma metodologia que consiga abarcar tanto o conteúdo offline, mas existe um conteúdo online muito ativo que é onde as comunidades, que estão emocionalmente ligadas aquele produto, vão interagir, vão falar e vão expor aquele produto pro mal ou pro bem. Então eu acho que a televisão entrou numa fase agora muito delicada, a concorrência da internet com a televisão como conhecemos, ou pelo menos como nós concebemos até os anos 90 mais ou menos, ela acabou completamente. As emissoras não estão entendendo que é necessário envolver melhor o telespectador e criar comunidades para que interaja com os programas que são exibidos.”
  5. 5. Pergunta 3 e-Plan: TV paga x Novos canais On Demand. Qual é o caminho que a TV Paga deve percorrer para não ficar para trás nessa corrida por conteúdo exclusivo? Como a TV pode se destacar no digital, com tanta informação circulando ao mesmo tempo?
  6. 6. Sergio Denicoli: “O Netflix, por exemplo, oferece os serviços e os produtos que você pode escolher a hora que vê e como vê. Existe uma grade e dentro daquela grade, escolhe o que é melhor para você, o que lhe agrada mais. Ao mesmo tempo, o Netflix começa a produzir conteúdo exclusivo, então ele começa a avançar por um mercado que era muito da televisão e as TVs pagas se restringiam simplesmente em transmitir conteúdo de terceiros. Hoje não, ela já se aventura em produzir conteúdo também. O modelo de financiamento do negócio Netflix pode ser muito variado. A base principal é a assinatura e acaba por ser um pouco mais barato que as TVs pagas, digamos, tradicionais. Porque a transmissão dele (Netflix) é mais barata. Você criar uma rede de cabos de fibra optica em um país como o Brasil é caro, então a transmissão vai ser cara. Agora, pela internet a transmissão é muito mais barata, o número de pessoas empregadas vai ser muito menor, então o negócio é completamente diferente. Eu acho muito difícil o mercado de televisão paga tradicional, digamos assim, sobreviver a concorrência de serviços On Demand como acontece com o caso da Netflix, o Youtube agora também tá entrando nesse serviço. Nos Estados Unidos isso já funciona bem e agora vai espalhar pelo mundo, acho que é um modelo que está falido. Não investiria em um modelo de TV paga nos moldes antigos. ”
  7. 7. Pergunta 4 e-Plan: Você acha que no futuro a internet vai superar em absoluto o alcance da TV?
  8. 8. Sergio Denicoli: “Existe toda uma teoria que fala da economia da atenção. Hoje em dia, despertar a atenção de alguém é muito difícil. Nós temos muita informação e pouca comunicação. Então nesse contexto, a atenção se torna uma moeda, ela é rara. Quem consegue chamar a atenção tem um fator monetário muito grande. As televisões elas são veículos de massa, emitindo para milhares de pessoas. Só que ao mesmo tempo elas sofrem concorrência de um veículo que não é de massa mas um meio que é a internet, onde nós buscamos o que nós queremos, interagimos com o que nós queremos. Imagina uma pessoa que é fã de uma série, ela não se limita apenas em assistir a série, ela quer muitas vezes construir a imagem da série, reescrever aquela série, ela se adapta com os personagens, ela se apaixona pelos personagens e a televisão não segue isso. A questão da atenção na televisão ainda está muito difusa, a televisão ainda não entendeu que ela tem que criar comunidades em torno daqueles programas. Só assim ela vai conseguir entrar nessa nova era, fazer essa transferência para a área digital. ”
  9. 9. Pergunta 5 e-Plan: Como a televisão pode usar o digital à favor para não perder mercado?
  10. 10. Sergio Denicoli: “Acho que as duas coisas trabalham lado a lado. Nesse mundo de Arcas de Noé, a televisão é apenas uma arca. Ela concorre com muita informação, então ela tem que criar um modelo diferenciado de financiamento ou vai falir. Hoje nós estamos vendo as emissoras de TV, até mesmo a imprensa pode entrar nesse barco, sustentadas muitas vezes pelo poder público, por anúncios que têm o poder público. Esses meios de massa são naturalmente a esfera principal de noticiar o que acontece na esfera pública como os governos e o estado, então elas muitas vezes pressionam esses governos em troca de publicidade. As empresas estão entendendo que investir na televisão nem sempre é lucrativo como investir na internet. Quantas vezes uma campanha na televisão não é assistida? Ela passa em branco. É tanto comercial na televisão que tudo passa muito rápido. Então nesse mundo de informação, se a TV não se reinventar ela vai se perder. ”
  11. 11. Pergunta 6 e-Plan: Rede Social TSU: uma novidade que pode desbancar o Facebook?
  12. 12. Sergio Denicoli: “Eu acho que esse TSU é tipo um Airbnb, digamos assim, das redes sociais. É um Uber das redes sociais. É muito interessante o modelo de negócio que divide o lucro, é um capitalismo muito novo. O Marx dizia que o capitalismo era autofágico, que as pessoas iam concentrar tanta renda que ele ia se autodestruir, que não ia ter muita gente para consumir. O capitalismo chegou em um ponto que ele precisa se reinventar para sobreviver e está se reinventando com uma divisão maior. Mas, é preciso dividir os lucros e essas redes que estão agindo dessa forma onde todo mundo ganha financeiramente, são os modelos que estão acontecendo mais, estão ganhando mais adeptos. E ela tem incomodado tanto o Facebook que o Mark (Facebook) bloqueou a divulgação dos links do TSU. É muito mais interessante para os usuários dispor daquelas facilidades e além de ser um produto da rede social. Ela tem potencial para desbancar o Facebook. ”

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