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Palestra no ZDAY PORTO em 30.03.2013.
Victor Mendes reside em Portugal e é o criador do Modelo Cooperativo Familiar (MCF) www.NOVACOMUNIDADE.org e do prototipo de Democracia Direta Educativa www.MDDVTM.org.

Video em: http://www.youtube.com/watch?v=x65mLDTG9c0

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Plano de Transição: De Local a Global (Palestra no ZDAY 2013)

  1. 1. Krishnamurti disse a célebre frase "Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.” E esta palestra é direcionada às pessoas que já obtiveram conhecimento suficiente que lhes permitiu chegar á conclusão que vivemos numa sociedade profundamente doente e que por esse motivo tem vontade de procurar caminhos alternativos que conduzam a uma sociedade mais saudável e feliz. Quando temos algum problema que nos provoca stress nós gostamos de ouvir a experiência de pessoas que já passaram pela mesma situação, pois temos a esperança de aproveitar alguma informação que nos ajude a solucionar o nosso problema. E é isso apenas que vou fazer, vou partilhar a minha experiência pessoal e partilhar o que aprendi durante 5 anos de procura, para que não aconteça com outros o que aconteceu comigo, ou seja passar anos a desbravar caminhos para no fim descobrir que eles já estavam abertos ali mesmo ao lado.
  2. 2. A minha procura começou no ano 2008 quando tomei consciência que o rumo da sociedade é o resultado das ações individuais de cada cidadão, e que por esse motivo eu não podia ser um mero espectador, mas tinha a responsabilidade de fazer a minha parte para melhorá-la. Comecei no sítio mais obvio que é onde se tomam as decisões coletivas: na Assembleia da Republica. Vi como funcionavam os partidos, li os programas de quase todos eles e não me revi em nenhum. Pensando que esse seria o caminho certo, decidi que tinha de tentar construir um partido de raiz (como existem atualmente dezenas de Grupos com o mesmo objetivo) e no fim de 2 anos de trabalho resultou na criação do 1º protótipo de partido politico a funcionar através de democracia direta, o atual MDDVTM.
  3. 3. Durante esses 2 anos de construção, o Grupo Google (pois nessa altura o FB tinha pouca expressão) atingiu as 300 pessoas, todas supostamente com o mesmo objetivo, mas quando chegou a altura de começar a trabalhar e colocar o protótipo a funcionar não apareceu ninguém. Então aí em 2010 eu cheguei á minha primeira conclusão: a única forma de conseguir que as pessoas participem em algum modelo de mudança é se elas ganharem monetariamente alguma coisa com isso.
  4. 4. Buckminster Fuller disse “Nunca mudamos as coisas lutando contra a realidade existente. Para mudarmos algo temos que construir um novo modelo que torne o modelo existente obsoleto." E inspirado nessa frase, e também á semelhança de muitas pessoas e de muitos grupos, comecei a pensar que a melhor forma, seria começar uma comunidade de raiz que servisse de exemplo e de modelo para a restante população. Nessa mesma altura alguém partilhou um documentário do Movimento Zeitgeist que também apontava esse caminho e decidi analisar a fundo o Movimento Zeitgeist. Eu já tinha uma ideia onde estavam as causas principais das disfunções sociais (como tem uma grande parte das pessoas) e o que o Zeitgeist fez foi ligar esses pontos e apresentar uma imagem nítida das causas e da solução. A solução é como sabemos uma Economia Baseada em Recursos onde a principal característica é que os recursos naturais são propriedade de TODOS os humanos e não de quem ganha a guerra militar ou económica pela sua conquista ou posse. É uma ideia intuitiva mas completamente oposta á cultura dominante. No entanto o Movimento Zeitgeist não tinha um plano de transição para passarmos de um extremo para o outro. Era, como se costuma dizer, "Morrer de sede em frente ao mar". E á semelhança de muitos membros do Movimento Zeitgeist passei dias a pensar como se poderia fazer um plano de transição.
  5. 5. … ILIMITADO IGUAL CAPACIDADE DE ACESSO… … LIMITADO
  6. 6. E certo dia tive um pensamento muito simples: No conceito de Economia Baseada em Recursos do Movimento Zeitgeist os recursos na forma de produto final estão disponíveis gratuitamente a todos. Ora isso é a mesma coisa que todos terem uma IGUAL capacidade de acesso aos recursos, pois sabemos que vivemos num planeta com recursos finitos e as pessoas ainda não tem um nível de consciência e civismo tão elevado que permita uma EBR de livre acesso a tudo e em qualquer quantidade. E a ferramenta dinheiro é a ferramenta ideal para distribuir recursos porque se todos tivessem o mesmo salário os recursos estariam a ser repartidos equitativamente. Mas ai está outra ideia totalmente contracorrente, tão contracorrente que a descartei deduzindo que era algo tão louco que certamente haveria algum erro flagrante que me estaria a escapar. No entanto algum tempo mais tarde vi um documentário do Micael Moore “Capitalismo, uma história de amor” em que ele apresentava casos de empresas que praticavam salários iguais. Ou seja, talvez a ideia não fosse assim tão louca, talvez valesse a pena explorá-la.
  7. 7. E nessa altura cheguei á minha 2ª conclusão: Se em apenas dois documentários eu consegui obter tanta informação então certamente que deve haver muita informação importante por aí espalhada que eu desconheço. E nesse momento decidi dividir o meu tempo: metade a explorar a ideia e a outra metade a analisar conteúdos. Carlos Pecotche disse "Tudo o que o homem não conhece, não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento." E esta foi uma frase que eu experienciei na 1ª pessoa. Eu era uma pessoa que via os telejornais, lia jornais online, gostava de ouvir os comentadores, os programas de debate, enfim era uma pessoa minimamente interessada.
  8. 8. E sentia que na escala do saber eu estava em baixo e os ilustres, os mediáticos, os que sabiam muito, lá em cima. E há medida que eu ia obtendo conhecimento sobre problemas e soluções a sensação era mesmo essa: cada vez o meu mundo era maior. Ia subindo até que cheguei ao nível deles. E há medida que adquiria ainda mais conhecimento continuava subindo, até que via o mundo todo e os Ilustres lá em baixo. E quando vemos o mundo todo vemos que a vida é muito simples e intuitiva e que para entender a sociedade não são necessários estudos académicos, basta apenas ter as ferramentas básicas (ler, escrever, fazer contas básicas) e o mais importante ter acesso livre a informação. E se dedicarmos tempo a utilizar as ferramentas veremos que as pessoas vivem dentro duma caixa: vivemos dentro dum monopólio gigante a jogar a nossa vida num jogo com regras complicadíssimas inventadas pelas elites para se manterem numa posição dominante, e a lutarmos mortalmente por recursos que se fossem repartidos cooperativamente nos permitiriam viver uma vida de abundância e felicidade. E esses ilustres sabem realmente muito mas só sobre as regras do monopólio que se joga dentro da caixa, que eles criaram e de que dependem para manter o seu domínio.
  9. 9. Entretanto depois de gastar cerca de 5 horas por dia durante 2 anos e de ter analisado centenas de conteúdos (e todos eles estão disponíveis em MDDVTM/educação) eu tinha a versão final do Modelo Cooperativo Familiar (que foi o projeto pelo qual me convidaram para este evento).
  10. 10. MODELO COOPERATIVO FAMILIAR (MCF) O manual para a construção duma sociedade que considere todos os seres humanos como iguais, que funcione como uma FAMÍLIA global, utilizando um Modelo económico COOPERATIVO em substituição do atual Modelo nocivamente COMPETITIVO.
  11. 11. O MCF é um Plano de Transição para uma EBR. Por definição é um manual para a construção duma sociedade que considere todos os seres humanos como iguais, que funcione como uma FAMÍLIA global, utilizando um Modelo económico COOPERATIVO em substituição do atual Modelo nocivamente COMPETITIVO. É um manual que cada pessoa deve executar na sua comunidade e quanto mais pessoas o executarem, mais rápido chegaremos a uma EBR. Qualquer solução precisa ser pensada globalmente pois vivemos num mundo globalizado em que as nações lutam umas contra ás outras por recursos. No entanto a sua aplicação tem de ser organizada pelas comunidades locais pois a mudança para um mundo mais equitativo naturalmente nunca será implementada pela classe económica dominante. O MCF é algo que exige muito tempo para se compreender totalmente porque é baseado em projetos e conceitos muito extensos e quase completamente desconhecidos do público em geral. É semelhante a aprender uma nova linguagem, ou seja algo que parece complicado ou até impossível mas que com bastante tempo e trabalho todas as pessoas conseguem facilmente. Por isso nesta palestra eu não vou detalhar o MCF vou apenas enumerar as suas 5 regras e focar esses projetos base que já existem hoje e que já afetam positivamente a vida de milhões de pessoas. De forma muito resumida o projeto MCF consiste na abertura de empresas, mais especificamente de cooperativas sociais, que se vão agregando até toda a comunidade ser uma cooperativa gigante.
  12. 12. 1. Não tem empréstimos bancários nem aluguer de instalações. Nº de Rendimento Se distribuído em recursos: Famílias Mensal 1.500.000 440,00 € Renaul Clio Comercial (1 m3) 500.000 839,00 € Renault Kangoo (2,30 m3), 1.000.000 1.466,00 € Renault Traffic (5 m3) 300.000 3.744,00 € Renault Master (10 m3) 15.000 12.500,00 € IVECO (35 m3) 879 > 18.000,00 € Camião TIR
  13. 13. A 1ª regra é que a empresa não pode ter custos com JUROS ou ALUGUERES. E aqui vou começar por salientar 2 pontos: O 1º é que as pessoas olham para o dinheiro como números quando deveriam olhar para ele como recursos. Porque se houver dinheiro mas não houver recursos para comprar o dinheiro não vale nada. E se eu olhar para o dinheiro como recursos vejo que: se eu comparar o Presidente da EDP que ganhou 100 mil euros por mês com as centenas de milhares de pessoas que ganham o SMN eu veria que as pessoas do SMN levantariam o seu salário com um Renault Clio comercial enquanto que o Presidente da EDP precisaria de 3 camiões TIR para receber os seus recursos. Um quadro intuitivamente insano mas algo normal na cultura dominante.
  14. 14. 1. Não tem empréstimos bancários nem aluguer de instalações. Nº de Rendimento Se distribuído em recursos: Famílias Mensal 1.500.000 440,00 € Renaul Clio Comercial (1 m3) 500.000 839,00 € Renault Kangoo (2,30 m3), 1.000.000 1.466,00 € Renault Traffic (5 m3) 300.000 3.744,00 € Renault Master (10 m3) 15.000 12.500,00 € IVECO (35 m3) 879 > 18.000,00 € Camião TIR
  15. 15. O 2º ponto é algo também muito simples e intuitivo mas também completamente oposto ao pensamento dominante. As pessoas deviam mentalizar-se deste facto muito simples: Todos os recursos / dinheiro que alguém obtenha sem trabalhar são obtidos a partir do trabalho de alguém, e isso tem um nome: escravatura. O resultado monetário da escravatura tradicional é exatamente o mesmo: o escravo trabalha e os recursos obtidos pelo seu trabalho são entregues ao seu dono. E se olharmos o mundo á luz deste facto verificamos que escravizar ou explorar os outros é o objetivo de todas as pessoas e existem inúmeros mecanismos para o fazer: juros, alugueres, lucros, dividendos, royaltis de patentes, reformas, salários elevados, etc, etc
  16. 16. 1. Não tem empréstimos bancários nem aluguer de instalações. • Bancos sem juros • www.jakportugal.weebly.com • Banca Islâmica Nº de Rendimento Se distribuído em recursos: Famílias Mensal 1.500.000 440,00 € Renaul Clio Comercial (1 m3) 500.000 839,00 € Renault Kangoo (2,30 m3), 1.000.000 1.466,00 € Renault Traffic (5 m3) 300.000 3.744,00 € Renault Master (10 m3) 15.000 12.500,00 € IVECO (35 m3) 879 > 18.000,00 € Camião TIR
  17. 17. Focando-nos apenas nos juros, que são proibidos por esta regra, o JURO é um mecanismo muito simples: quem tem poucos recursos paga a quem tem muitos recursos. Como é um mecanismo que aumenta a desigualdade, não admira que ele seja proibido por grandes religiões como a Islâmica, as Testemunhas de Jeová e durante muitos séculos foi mesmo proibido pela Igreja Católica. O sistema bancário nos Países Islâmicos não utiliza o juro por esse motivo, e mesmo na Europa existe um Banco que também não o utiliza que é o Banco JAK da Suécia. O Banco JAK é uma cooperativa de crédito com cerca de 40 mil membros mas cujo conceito não se conseguiu difundir porque quem lá deposita o seu dinheiro acaba por perder dinheiro. Isso acontece porque como a pessoa não recebe juros acaba por ser prejudicada por outro mecanismo escravizador invisível que é a inflação. As pessoas pensam que a inflação é um fenómeno natural como o tempo, às vezes faz chuva ás vezes faz sol, mas a inflação é um imposto escondido sobre os mais pobres que funciona através da manipulação da quantidade de dinheiro posta a circular na economia. Alguém disse certa vez que "Ter banqueiros a tomar conta do sistema monetário é a mesma coisa que ter pedófilos a tomar conta dum infantário" e é realmente verdade. O sistema monetário está viciado duma forma tão eficaz, que as próprias vítimas desconhecem o seu funcionamento, e até o defendem como é este caso dos juros. Neste caso dos juros isso acontece porque uma grande percentagem de pessoas como não tem empréstimos e tem algum dinheiro a render tem a sensação que estão a ganhar dinheiro com esse mecanismo. Essas pessoas não sabem que cerca de 30% do valor que pagam pelos bens e serviços que adquirem é composto por rendimentos de capitais como os juros que estão incorporados no preço final dos produtos. O que resulta na prática que cerca de 80% da população mais pobre paga juros aos 10% mais ricos. São os escravos e os Senhores. Como disse Johan Goethe “Ninguém é mais escravo do que aquele que falsamente se acredita livre.”
  18. 18. 1. Não tem empréstimos bancários nem aluguer de instalações. • Bancos sem juros •Moedas Alternativas • www.jakportugal.weebly.com • www.dinheirolimpo.weebly.com • Banca Islâmica • Banca (semi) Ética (ou Social) Nº de Rendimento Se distribuído em recursos: Famílias Mensal 1.500.000 440,00 € Renaul Clio Comercial (1 m3) 500.000 839,00 € Renault Kangoo (2,30 m3), 1.000.000 1.466,00 € Renault Traffic (5 m3) 300.000 3.744,00 € Renault Master (10 m3) 15.000 12.500,00 € IVECO (35 m3) 879 > 18.000,00 € Camião TIR
  19. 19. Como esta regra incide sobre os resultados perversos do sistema monetário não posso deixar de divulgar mais 2 conceitos: 1º São as Moedas Alternativas. Existem pelo mundo fora inúmeras moedas alternativas a funcionar e embora não atuem na origem do problema, tem no entanto algumas funções importantes: -Alertam a população para o problema do atual sistema monetário; - Educam os participantes através do exemplo e da prática sobre as regras básicas dum sistema monetário justo; - Permitem a satisfação de utilizar um dinheiro limpo que não explora nem empobrece ninguém nem alimenta exploradores; - Permitem realizar transações de bens e serviços sem precisar do dinheiro oficial; -E preparam a comunidade para continuar a realizar as trocas básicas necessárias à vida comunitária no caso de acontecer um colapso do sistema financeiro como tem acontecido regularmente na história. 2º São os Bancos éticos. Eu classifico-os como semi-éticos pois também usam o juro. São bancos tradicionais mas que não tem como objetivo o lucro e que tentam aplicar princípios éticos nas suas operações bancárias: não investem em fundos especulativos, não financiam empresas poluidoras ou de armamentos, são completamente transparentes e apenas financiam projetos com impacto social positivo.
  20. 20. 2. Salário Geral igual para todos os trabalhadores de toda a Rede. (As exceções são aprovadas democraticamente (1) pela Assembleia de toda a Rede) • Banco do Tempo • Democracia Direta (1) IGUAL CAPACIDADE DE ACESSO… … LIMITADO
  21. 21. A 2ª regra do MCF é ter salário iguais. O motivo como mencionei no início é imitar o funcionamento duma EBR e imitar o funcionamento duma família. No nosso site estão mencionadas algumas empresas que já utilizam essa regra, e um projeto internacional com várias agências em Portugal que também utiliza esse conceito é o Banco do Tempo. No Banco do Tempo a moeda é a hora por isso todos os serviços têm o mesmo valor: por cada hora de trabalho que o Membro dá á comunidade, recebe uma hora de trabalho da comunidade. Independentemente do tipo de trabalho que se executa. Não há serviços mais valiosos que outros. Na empresa MCF poderá haver exceções a esta regra mas essas exceções terão de ser aprovadas pela Assembleia Geral de todos os trabalhadores da Cooperativa, ou seja por toda a “família”. Nas Cooperativas as decisões são tomadas nas Assembleias Gerais através do método de Democracia Direta onde todos se podem expressar e onde cada cooperante tem um voto. Por isso, e á semelhança do que deveria acontecer na sociedade, não é aconselhado que as cooperativas tenham um número demasiado alto de cooperantes exatamente para que o topo da hierarquia coordenativa nunca esteja muito afastado da base.
  22. 22. 2. Salário Geral igual para todos os trabalhadores de toda a Rede. (As exceções são aprovadas democraticamente (1) pela Assembleia de toda a Rede) • Banco do Tempo • Democracia Direta (1) IGUAL CAPACIDADE DE ACESSO… … LIMITADO
  23. 23. Para terminar esta regra não posso deixar de partilhar aquele que é para mim o livro mais importante do mundo (do meu mundo) que é o livro "O ESPIRITO DA IGUALDADE". Esse livro foi escrito por dois Professores Universitários Britânicos e é o resultado de vários anos de investigação (mais de 50 investigadores/ano) sobre a relação direta entre as desigualdades de rendimento e os problemas sociais. E no seu capítulo final apontam formas alternativas para a construção duma sociedade mais justa e apresentam como alternativa principal o sistema Cooperativo. Faço uma breve citação: “Como forma de transformar as nossas sociedades, as empresas controladas pelos trabalhadores (Cooperativas) apresentam a vantagem de poderem coexistir lado a lado com estruturas empresariais convencionais. Podem coexistir novas e velhas formas empresariais: a transformação da sociedade pode começar desde já, poderemos assim embarcar numa transformação fundamental da nossa sociedade por via de uma transição ordeira, fazendo crescer a nova sociedade a partir da velha. (…) À medida que o sector das empresas controladas pelos trabalhadores se alargasse, as normas e os valores das pessoas relativamente às taxas de remuneração apropriada para diferentes trabalhos, e que diferenciais são aceitáveis, acabariam por mudar e deixaria de existir no sector privado um patronato incrivelmente rico que convida a comparações e leva as pessoas a pensar que tais salários poderiam ser justificados. Talvez esteja na altura de rejeitarmos um mundo onde as pessoas encaram a maximização dos lucros pessoais como um objetivo louvável na vida.”
  24. 24. 3. Valor máximo do Salário Geral definido pelos clientes (na 1ª fase)
  25. 25. A 3ª regra é que o valor do Salário Geral é definido pelos Clientes. Esta é apenas uma regra inicial de segurança e para adaptar o salário a regiões com diferentes custos de vida. No entanto este método já é utilizado de certa forma em todos os países democráticos, onde os eleitores (equivalentes a clientes) definem os salários dos trabalhadores públicos.
  26. 26. 4. Lucros só podem ser aplicados no desenvolvimento da Rede
  27. 27. A 4ª regra é que OS LUCROS SÓ PODEM SER APLICADOS NO DESENVOLVIMENTO DA EMPRESA OU ELIMINADOS PELA BAIXA DE PREÇOS. Este mecanismo do lucro é o principal causador dos problemas do mundo porque as empresas, e não podemos esquecer que 51 das 100 maiores unidades económicas do mundo são empresas e as restantes 49 são países, as empresas passam a ter como objetivo principal o lucro e não o bem-estar das pessoas ou o desenvolvimento humano. E isso não acontece porque os seus funcionários são maus ou egoístas mas é apenas um resultado secundário das regras do jogo competitivo. (Sobre este assunto aconselho a visualização do documentário “A CORPORAÇÃO” pois explica muito bem como as empresas tem as mesmas características da definição médica oficial de psicopatia.) Vou referir 4 projetos que já aplicam esta regra:
  28. 28. 4. Lucros só podem ser aplicados no desenvolvimento da Rede • EMPRESAS SOCIAIS (Yunus)
  29. 29. O 1º é o conceito de Empresa Social criado por Mohamed Yunus. Para quem não conheça, Yunus e o Banco Gramen (criado por ele em 1976) ganharam o premio nobel pela criação do microcrédito, um conceito que retirou milhões de pessoas da pobreza no Bangladesh. Mas nos últimos anos ele dedicou-se a algo mais importante. Vou citar as suas palavras no seu livro “A Empresa Social”: "Avancei do microcrédito para um conceito muito mais alargado. Este novo conceito trará uma mudança fundamental à arquitetura da nossa economia capitalista, aproximando-a de um enquadramento completo e satisfatório ao libertá-la das falhas básicas que conduzem á pobreza e a outros males sociais e ambientais: trata-se do conceito de empresa social.“ Este conceito é o que há de mais parecido com o MCF e destaco duas regras das Empresas Sociais: 1ª Os investidores só podem reaver a quantia que investiram. Ou seja quem investir mil euros numa empresa social poderá reaver mil euros - nem mais um cêntimo. Nem sequer é levada em conta a inflação. 2ª Quando a quantia investida for reembolsada, o lucro fica na empresa, para a sua expansão ou melhoramento. (Ou seja, duas regrais iguais ao MCF) Exemplos de empresas sociais no Bangladesh: • A Grameen Phone é uma empresa de telecomunicações lançada em 1996 e em meados de 2009 tornou-se a maior empresa tributada no Bangladeche, com mais de vinte e cinco milhões de assinantes. • A Grameen Danone é uma empresa de produtos lácteos com uma produção mensal de mais de 100 Toneladas. • A Grameen Shakti (Grameen Energia) tornou-se a empresa de sistemas domésticos de energia solar de mais rápido crescimento no mundo. Vende 14 000 sistemas domésticos de energia solar por mês e no final de 2010 tinha em funcionamento meio milhão de unidades de energia solar, meio milhão de fogões melhorados e 50 mil instalações de biodiesel. Como viram uma empresa é a Gramen Phone e eu fiz um pequeno exercício calculando o que pouparia cada português se apenas a Portugal Telecom e a EDP fossem Empresas Sociais: cada português pouparia por ano mais de 230 Euros. Uma família de 4 pessoas como a minha pouparia mais de 900 Euros. Sem levar em conta alugueres, salários milionários e outras mordomias, apenas lucros e juros. Isto apenas em duas empresas…
  30. 30. 4. Lucros só podem ser aplicados no desenvolvimento da Rede • EMPRESAS SOCIAIS (Yunus) • COOPERATIVAS
  31. 31. O 2º conceito são as Cooperativas. O código Cooperativo define-as como "pessoas coletivas autónomas que através da cooperação visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais dos seus membros." No Cooperativismo existem vários sectores, e sectores como Cooperativas de Produção e Cooperativas de Consumo tem regras diferentes. Focando o sector do Consumo, na Suíça metade da população é sócia de duas redes de supermercados, a Migros e a Coop, que detêm em conjunto 50% do comércio a retalho. Por exemplo um hipermercado tradicional como o Continente ou Lidl distribuem aos acionistas muitos milhões em lucros e outros milhões em salários aos gestores. Uma cooperativa como a Migros não distribui lucros (ou seja abate-os nos preços) e o salário mais alto do Grupo Cooperativo Mondragon (e aqui estamos a falar do 7º maior grupo empresarial de Espanha com mais de 80 mil trabalhadores e um volume de negócios de 13 mil milhões de Euros) o salário mais alto da Mondragon apenas pode ser 6 vezes superior ao salário mais baixo (e na década de 80 em que ela tinha praticamente o mesmo tamanho que tem hoje, apenas podia ser 3 vezes maior). Era como o Presidente da EDP, o Belmiro de Azevedo ou o Espirito Santo ganharem 1500 ou 3000 Euros por mês. Ou seja, num mundo onde os gestores chegam a ter salários 400 vezes superiores seria uma autêntica revolução…
  32. 32. 4. Lucros só podem ser aplicados no desenvolvimento da Rede • EMPRESAS SOCIAIS (Yunus) • COOPERATIVAS • Mutualismo • Empresas de Comunhão
  33. 33. O 3º conceito é o Mutualismo. O mutualismo é um sistema privado de proteção social, muito parecido com o cooperativismo, onde o lucro também é distribuído pelos associados através da baixa de preços. O 4º conceito são as Empresas de Comunhão. Este conceito foi criado em 1991 no Brasil por Chiara Lubich (que é a fundadora do Movimento religioso dos Focolares) e atualmente existem no mundo cerca de 750 empresas. As Empresas de Comunhão são empresas tradicionais mas que colocam em comum todos os lucros da empresa segundo três finalidades de igual importância: 1/3 para a ajuda aos pobres normalmente através da criação de postos de trabalho; 1/3 para o desenvolvimento da empresa e 1/3 para a formação cultural. Antes de passar á 5ª regra tenho ainda de relacionar a regra dos salários iguais com esta regra da inexistência de lucros, pois é nesta relação que o MCF vai mais além que as Empresas Sociais. Normalmente o lucro é associado às empresas mas ele também existe entre cidadãos. Se concordarmos que todos os seres humanos devem ter um direito equitativo aos recursos terrestres, e imaginando que os humanos apenas precisam de laranjas e se a terra tivesse uma capacidade de produção de 10 laranjas por pessoa, então se alguém quisesse ter 12 laranjas alguém teria de ficar só com 8. Ou seja alguém tinha um lucro ou enriquecia á custa de alguém que teve um prejuízo ou empobrecia. E aí a competição continua eternamente a existir, onde cada individuo ou grupo apresenta mil argumentos pelos quais se consideram merecedores de mais laranjas. Daí que também haja necessidade de eliminar a busca de lucro mesmo entre os cidadãos.
  34. 34. 5. Integração progressiva de Redes MCF até haver apenas uma Rede MCF. Sapataria Mediadoras Super Combustíveis Rede Banco MCF Oficina Restaurante Farmácia Padaria
  35. 35. A regra nº 5 é as empresas irem-se integrando em redes onde obviamente todas as empresas da rede utilizam as mesmas 5 regras. Esta ultima regra coloca tecnicamente as pessoas a darem as mãos, começando localmente e alargando a rede até que progressivamente toda a freguesia, todo o concelho, todo o distrito, todo o país e finalmente todo o planeta seja apenas uma rede cooperativa social gigante.
  36. 36. A atual sociedade competitiva é composta por estruturas extremamente sólidas e organizadas o que a torna numa eficiente máquina de produção de problemas os quais se vem repetindo diariamente ao longo da história. Vivemos num ambiente de guerra, guerra económica por recursos, e em guerra todos tentam defender ou reforçar a sua posição, neste caso na pirâmide social de poder sobre recursos. Daí que tecnicamente as mudanças para uma estrutura mais horizontal e equitativa nunca virão de cima. Por isso que ninguém pense que uma estrutura desta envergadura, organizada através de sindicatos, associações, partidos, maçonarias, corporações, governos, organizações internacionais de comércio, de saúde, de segurança, etc, que uma estrutura tão organizada possa ser derrubada por mudanças pessoais de consciência, refugiando-nos numa ecocomunidade, criando mais um partido político, doando ao Banco Alimentar ou separando o lixo para o ponto verde.
  37. 37. A atual crise económica não é apenas mais uma crise igual a tantas outras, como é pintado pela comunicação social, mas o início dum rápido colapso da atual civilização predadora de recursos naturais. Quando os nossos avós nasceram existiam menos de 2 biliões de pessoas e hoje existem mais de 7 biliões. A subida foi lenta pois a população era menor e consumiram os melhores recursos mas agora que já atingimos o pico a descida vai ser vertiginosa pois existe muita população e restaram poucos e os piores recursos. Por isso se continuarmos a utilizar um sistema económico competitivo irá intensificar-se uma guerra mortal por recursos com consequências previsíveis e imprevisíveis. Porque a história tem mostrado que quando se trata de competição o ser humano não olha a meios para atingir os fins e palavras como Nazismo, Hiroxima, Ruanda, Camboja sobressaem na miséria generalizada da história.
  38. 38. COOPERATIVAS EMPRESAS SOCIAIS MUTUALISMO EMPRESAS DE COMUNHÃO Moedas Alternativas BANCOS SEM JUROS Banco do Tempo Bancos Éticos ECONOMIA BASEADA EM RECURSOS DEMOCRACIA DIRETA MODELO COOPERATIVO FAMILIAR
  39. 39. A nossa única hipótese de evitarmos esse caminho é se conseguirmos colocar a humanidade a utilizar um modelo económico que tecnicamente, mas sem coerção, obrigue todos a cooperarem, um sistema que tecnicamente coloque todos no mesmo barco e que por isso não permita que um ser humano tenha benefício com o prejuízo de outro mas apenas partilhando do benefício de todos. E isso só será possível se conseguirmos criar um modelo que seja simples, intuitivo e que qualquer pessoa o entenda facilmente, ou seja não cairmos na armadilha lançada pela cultura dominante de associar complexidade a credibilidade e inteligência. Fazer a procura desse Modelo deve ser a prioridade de todos os humanos preocupados, responsáveis e conscientes. Felizmente existem as ferramentas para obter conhecimento, existem as ferramentas para rapidamente partilhar mensagens, existem como vimos projetos já num estado muitíssimo avançado, pelo que resta apenas pessoas com coragem para pensar com sua cabeça, que dediquem tempo a analisar o que já existe e que se organizem para iniciar a mudança. Obrigado.
  • BrunoRicardo9

    Aug. 12, 2013
  • vitormendesvtm

    Jul. 30, 2013

Palestra no ZDAY PORTO em 30.03.2013. Victor Mendes reside em Portugal e é o criador do Modelo Cooperativo Familiar (MCF) www.NOVACOMUNIDADE.org e do prototipo de Democracia Direta Educativa www.MDDVTM.org. Video em: http://www.youtube.com/watch?v=x65mLDTG9c0

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