Cap 5 contabilidade gerencial - silvio crepaldi

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Cap 5 contabilidade gerencial - silvio crepaldi

  1. 1. :là-btt U1** w110i v Cpmlüxiúvliàockâ. @Manuel 6,_ [b ¡ p_ @fg/ e (. -› of_ C/ Yefx-ici/ Ç ~ ? O 77 Slstrma Jr Canna Vanrlvel (Dtlrlul, Margem dr (Âantnbulgnn Analise Cirilo 'Voittmr t. . n l 17 5 Sistema de Custeio Variável (Direto), Margem de Contribuição, Análise CustoNolume/ Lucro , Objetivos 0 O objetivo deste capitulo é ensinar a calcular o custo de um produto por meio do sistema dc custeio variável, identificando a margem de contribuição. o ponto de equilíbrio c a margem de segurança para fins dcctsónos e gerenciais. - Ao interpretannos as relações custo/ volume/ lucro para a empresa mostrare- mos algumas comparações entre o sistema de custeio por absorção c o sistema de custeio variável. 5.1 No que consiste o custeio variável r Custeio Variável (também conhecido como Custeio Direto) é um tipo de cus teamento que consiste em considerar como custo de produção do periodo apenas os Custos Variáveis incorridos. Os Custos Fixos, pelo fato de existirem mesmo que não haja produção. não são considerados como custo de produção e sim como des- pesas, sendo encerrados diretamente contra o resultado do periodo. Desse modo, o custo dos produtos t-endidos e os estoques mais de produtos em elaboração e produtos acabados só conterão custos variáveis. 5.2 Sistema de custo direto (variável) Fundamento-se na separação dos gastos em gastos variáveis e gastos lixos, isto é, em gastos que oscilam proporcionalmente ao volume da produção/ venda r__›_ e gastos que se mantém estáveis perante volumes de produção/ venda oscilantes dentro de certos limites. Partindo do princípio de que os custos da produção são, em geral, apurados mensalmente e de que os gastos imputados aos custos devem ser aqueles efetiva- mente inconidos c registrados contabilmente, esse sistema de apuração de custos depende dt- um adequado suporte do sistema contábil, na forma de um plano de contas que separe. já no estágio de registro dos gastos, os custos variáveis c os custos lixos de produção, com adequado rigor. O termo gastos variáveis designa os custos que, em valor absoluto, são pro~ porcionats ao volume da produção. isto é, oscilam na razão direta dos aumentos ou reduções das quantidades produzidas. Assim teríamos- $ 100.000,00 para produzir 100 unidades, ou S 200.000,00 para produzir 200 unidades. Quando convertido em custos por umidade de produto, n valor desses custos tom-asc estável ou Fixo, pois redunda no mesmo custo unitário dc S 1.000,00. O termo gastos fixos designa os custos que, em valor absoluto_ são csláVBÍS, isto é. não sofrem oscilações proporcionais ao volume da produção, dentro dc certos limites. Quando convertido em custos por unidade de produto, o valor desses custos torna-se variável, pois S 150.000,00 imputados a 100 unidades dito um custo de S 1.500,00 por unidade, e imputados a 200 unidades dão um custo ttnitário dt- 'S 750.00, São custos que sofrem uma diluição tanto maior quanto maiores forem as quantidades produzidas. A defesa do custeio variável repousa nos seguintes argumento. : pnncL-ais Os custos fixos, por sua própria natureza, existem independentemente da fa- bricação ou não de determinado produto ou do aumento ou redução (dentro de certa faixa) da quantidade produzida. Os custos Fixos podem ser encarados tonto encargos necessários para que a empresa tenha condições dc produzir e não como encargo de um produto especifico; por não estarem vinculadtrs a tt-: nhum pro duto especifico ou a uma unidade de produção, eles sempre são dlsífliluidür- : tos produtos por meio de critérios de rateio, que contém. em maior ou menor amu. a arbitrariedade. A maioria dos rateios é feita através da utili' ção dc fatores que. na realida- de, não vinculam cada custo a cada produto. Em termo» de avaliação de estoque, o rateio é mais ou menos lógico, Todavia, para a tomada de decisão. o rateio (por melhores que sejam os LTitérios) mais atrapalha que atjuda. Basta verificar que a simples modificação dc critérios de rateio pode fazer um produto não rentável passar : i scr rentável e. é claro. isto não está correto;
  2. 2. HB Cunubtlldude Útlznual - Cleplldl e, finalmente, o valor dos custos ñxos a ser distribuido a cada produto depende, além dos critérios de rateio, do volume de produção. Assim, qualquer decisão em base de custo deve levar em conta também o volume de produção. Pior que isso, o custo de um produto pode variar em função da variação de quantidade produ- zida de outro produto. Por essas razões e por sua grande utilidade para otimizar decisões, o custeio direto (ou variável) tende a ser cada vez mais utilizado. Todavia, tendo em vista que esse sistema não atende aos princípios funda- mentais de contabilidade e não é aceito pelas autoridades ñsoaís, sua utilização é limitada à contabilidade para efeitos intemos da empresa. 5.3 Exemplo Para deixar claro o método de custeio direto, vamos montar um exemplo em que os produtos sejam custeados pelo custeio direto e por absorção. Suponhamos uma empresa que fabrique apenas um único produto e que tc» nha os seguintes volumes de produção e dc vendas: Periodo (ano) Produção Vendas Estoque iinal l 3.000 2.000 1.000 2 2.500 3.000 500 3 3.500 2 . S00 ! ,500 4 2.000 3.500 A estrutura de seus custos de produção é: Curtos variáveis 5 Matéria-prima 10,00Iun. Materiais auxiliares 8,00m n. Energia elétrica LDB/ un. Mão de obra dlteta l8,00/un. '.30 00/un. custos flxos S Mão de obra 90.000,00 Depreciaçáo 20.000,00 Manutenção 2.000,00 Outros 8.000,00 LZ& 5mm- dt I mm» Van-iva iúivztu). Mama-ni . h- (nnlnbulrla. AnMnv (juato/ VulumrrLuggu uv) A empresa un'liza o método PEPS para avaliar seus estoques e custos dos pro. dutos vendidos. O custo unitário do produto, pelo custeio por absorção, seria, então, assim apurado: 19 periodo Custo de produção: Custos variáveis (produção do periodo - 3.000 x custo unitário - S 50,00) S Custos Vanáveis 150.000,00 Custos Fixos 120.000,00 Custos Totais Custo Unitário 5 77°-°9°&° = 3,000 und S 90.00 un. CPV (quantidade vendida - 2.000 x custo unitário de produção - 90,00) = $ 180.000,00 Estoque ñnal 1.000 x 90,00 = S 90.000,00 29 periodo O custo da produção é apurado de maneira semelhante ao do primeiro pe- rlodo: S Custos Variáveis (1.500 un. x 5 50.00) 125.000,00 Custos Fixos |20.000.00 Custos Yotais 245.000 00 Custo Unitário 5 245.000,00 _ ¡ 9a m¡ u" 2.500 un. '
  3. 3. 120 Contabilidade cewnml - Cmpaldl Estoqueínicial: 1.000 un. X S 90,00 = S 90.000,00 CPV Primeiro período: 1.000 un. ›< S 90,00 = S 90.000,00 Segundo período: 2.000 un. x S 98.00 r S 196.000,00 cw 'Total = s 286.000,00 Btoque ñnai 500 un. x S 98,00 = S 49.000,00 sunt-tn: u: Cusl-. to uma¡ (naum, Margem de Cunmlnnçún. Annllu cum vntunu-«Luczn 121 O estoque final é o resultado da produção do ano - 3.500 unidades a um custo unitário de S 84,29 - menos a parte vendida - 2.000 unidades. Para o “periodo, o custo unitário obtido é de S 110,00. Observamos que os custos lixos são os mesmos dos períodos anteriores, assim como os custos variá- veis unitários. _ Í. s _, Custo; Variáveis (2.000 un. x S 50.00) Custos Fixos 0 custo dos produtos vendidos é composto das 1.000 unidades que permane~ ceram em estoque no final do 1° periodo, mais 2.000 unidades vendidas durante este periodo. Como a produção do 2' periodo foi de 2.500 unidades a S 98,00 cada. o es- toque ñnal será de 500 unidades, com valor total de S 49.000. Vejamos agora a produção do 39 período. 0 custo unitário obtido é de S 84,29. | s custos Variáveis (3.500 un. x S 50.00) 175.000,00 Custos Fixos 120.000,00 Custos Totais 2_9S 03,03 c t u *ta* &29500000 _ "s ° "' "° 93500 M_ v s 34.29 un. Estoque inicial: S00 un. x S 98,00 = S 49.000,00 CPV Segundo periodo: 500 un. ›< S 98,00 = S 49.000,00 'lbrceiro período: 2.000 un. x s 84,29 = S 168.580,00 CPV Tbm] = S 217.580,00 Estoque ñnal 1.500 un. x S 84,29 = S 126.435,00 O CPV é composto por S 49.000, representados pelas 500 unidades que per maneceram em estoques no ñnai do 29 periodo, mais 2.000 produzidas durante o período. Custos Totais Custo Unitário Estoque inicial: 1.500 un. >< S 84,29 = S 126.435,00 CPV Terceiro periodo: 1.500 un. >< S 84,29 = S 126.435,00 Quarto periodo: 2.000 un. X S 110,00 = S 220.000,00 CPV Total = S 346.435,00 Estoque ñnai = zero Observe. contudo, que o custo unitário da produção varia emfxmçiío . m quan- rídadt produzida. Durante o periodo foram vendidas 3.500 unidades, sendo l 500 0 estoque inicial (com o custo de produção do periodo anterior) e 2.000 o total produzido durante o quarto período - valorizadas a S 220.000,00, que e o mesmo valor da produção, apurado no quadro anterior. Supondo um preço unitário de venda de S 120,00, as demonstrações de re~ suitados dos periodos considerados seriam as seguintes: 1° ano 3a ano | 49 ano 240.000 300.000 420.000 1.320.000 (~) CPV 1 80.000 217.580 346.435 1.030.015 lucro 60.000 82.420 73.565 289.985 Estoque Final 90.000 126.435
  4. 4. 122 Contnbllidadrlim-Initial - Crepald¡ Analisando o quadro, percebemos que na empresa, do 2° para o 39 ano. as ven- das sofreram uma redução de 17% 060.000 para 300.000) e o lucro aumentou 10% (74000 para 82.420). A explicação para esse fato encontraesc na diferença do volume de produção, que aumentou de 2,500 para 3.500 unidades, fazendo o custo unitário sofrer uma grande redução. No 4-9 periodo, há um acréscimo de 400m das vendas, porém, novamente, o lucro reagiu de forma diferente, caindo cerca dc 11%. vendeu-se muito mais que em todos os anos e o lucro foi o 29 menor. Em suma, os lucros não acompanham, necessariamente, as vendas. sendo muito influenciados pelo volume de produção. O montante de lucro depende das receitas e do volume de produção do periodo e. ainda, da produção do período anterior Vejamos, agora, como seriam os resultados dos quatro períodos apurados pelo custeio direto (ou variável). 19 ano 1! ano l 32 ano 49 ano Total | Vendas 240.000 360.000 300.000 420.000 1 320.000 (-› cw Variáveis 1oo_. ooo _rsoooo 125.009 175.099 550.000 Margem de Contribuição 140.000 2|0.000 175.000 245.000 770.000 (V) Custos Tlxos lZODOO 120.009 120.000 120.000 480.000 lucro 20.000 90.000 55.000 125,000 290.000 Estoque final SOQQ 25.900 75.000 Podemos notar, aqui, que, aumentando-se as vendas, aumenta-sc o lucro, que é o caso do 2° periodo; inversamente, reduzindmsc as vendas, reduz-se o lucro, que é o caso do 39 período. Uma visualização melhor pode ser alcançada por meio do Gráfico 5.1. 400 350 300 250 200 150 100 S0 0 l 1 3 4 797W” -o- Venda¡ -I- tucm (direto) -k Lucro (absorção) 5 (trilhões) Gráfico 5.1 Comportamento da lucro pelo custcamcnta direto e pelo custeammto por absorção. Shlema de CurtrvnVauávzl (Drreru), Mauem de Cuulnhulcãn, Anmm cuuuvxrnuinutusm 123 5.4 Caso prático A Chapéus Bahia S. A. produziu durante o mês de janeiro de XA 35 unidades. Os custos e despesas para o único modelo dc chapéu que produz são: Vañávêk S por unidade Matéria-prima 753o Mão de obra direta sapo Despesas de vendas _É TOTAL 150,00 9h05 S por mês Depreciação | 300,00 Mão de obra indireta 3000,00 Outros custos Fixos 1250,00 Despesas gerais 1 ; $50,00 TOTAL 6.000,00 0 preço de venda é dc S 450/unidade e não havia estoques iniciais. Foram vendidas 25 unidades. Sua tarefa será calcular: a. O lucro do mês pelo custeio direto e pelo custeio por absorção. b. 0 valor de estoque final pelos dois sistemas. c. 0 lucro apurado por ambos os sistemas, supondo que, no mês de feve- í reiro. a Bahia produza 20 e venda 30 unidades e que os custos xaríáveis por unidade e as despesas e os custos ñxos do mês permaneçam os mes- mos Solução 3.1. Lucro do mês pelo custeio direto $ Vendas (25 x s 450) 11.250 (-) Custos variáveis (25 x S 125) S 3.125 (-) Despesas variáveis (25 x S 25) s 625 3_.7_S(_) Margem de Contribuição 7.500 (-) Custos ñxos s 4,550 (-) Despesas gerais fixas s 1.450 É lucro 1.500 4a
  5. 5. 124 Irxnullvilidstlr(írrnnrml - (Irrpnldt 3.2. b.1. c. l. c.2. Lucro pelo custeio por absorção Cálculo do custo unitário Custos diretos (MOD e MP) Custo indireto (M0l + DEP + outros) Custo unitário total Vendas (25 X S 450) (-) CPV (25 ›< $ 255) Lucro bruto (-) Despesas de vendas (S 25 x 25 un. ) (-) Despesas gerais Lucro Estoque Final custeio direto: 10 x S 125 Custeio por absorção 10 x 5 255 Lucro do mês pelo custeio direto Vendas (30 X S 450) (-) Custos variáveis (30 x S 125) (-) Despesas variáveis (30 ›< S 25) Margem de Contribuição (-) Custos lixos (-) Despesas ñxas Lucro Lucro pelo custeio por absorção Cálculo do custo unitário Custos diretos (MOD e MP) Custos indiretos (M0l + DEP + outros) Custo unitário total Vendas (30 x 450) CPV (10 x 255,00 + 20 x 352,5) Lucro Bmto Despesas de vendas Despesas gerais Lucro S 44550/ 35 S 625 S 1.450 $ 4.550 S 1.450 S 4.550/20 5 750 S 1.450 125 E* 255 11.250 6.375 4.875 2.075 2.800 1.250 2.550 13.500 4.500 9.000 6.000 3.000 125 _ 227,5 352,5 13.500 9.600 3.900 2.200 1.700 5mm. de Custeio umm iouuo), Margem dt' Colllnüutçlts_ Aualur cuuawotuntt-, tLucm 125 APÊNDICE A-ETAPASA nn 0 lucro pelo custeio direto é de S 1.500 e por absorção o lucro é de S 2.800: a diferença entre ambos é de s 1.300, que é exatamente a diferença comida em esto- ques. Esse montante corresponde aos custos Fixos que foram incorporados ao estoque final no custeio por absorção. Isso quer dizer que, se toda a produção for vendida. não haverá diferença no lucro apurado de acordo com ambos os sistemas. Etapa C Na solução da última etapa, o lucro no custeio direto é maior que o lucro no custeio por absorção em S 1.300, que é a mesma diferença do ano anterior. Isto é, como toda a produção dos dois meses foi vendida, a soma do lucro do primeiro com o segundo mês é igual para ambos os sistemas: Direto S lucro de janeiro 1.500 Lucro de fevereiro 519g Tota| (janeiro + ievereiro) 4.5 Absorção S Lucro de ¡anelrn 2.800 Lucro de fevereiro | .700 Total (janeiro + fevereiro) 3355 Observe que, no sistema de custeio direto, os lucros variam no mesmo sent-ido de vendas. No caso, as vendas aumentaram (25 para 30) e o lucro também au- mentou. No custeio por absorção. ocorreu o inverso: as vendas aumentaram (25 para 30) e o lucro diminuiu. Essa diminuição decorre da redução da produção de 35 para 20 unidades. A conclusão que se pode tirar é que, no custeio direto, o lucro varia direta» mente em função do volume vendido e no custeio por absorção o lucro depende das vendas e do volume de produção. 5.5 Análise de custos A análise de custos permite à administração fazer um controle apurado dos custos da seguinte maneira:
  6. 6. 126 Cuntabrlldndr Urrrnrial ~ Cvtpaldl - as indenizações e os gastos com pessoal de vendas devem ser analisa- dos e comparados com os orçamentos, com a estrutura salarial e com os padrões industriais; - os custos estimados podem ser feitos para métodos altemarívos de ven- da dos produtos (por exemplo, pode ser feita uma avaliação relativa à dislxíbuição de amostras, sobre o efeito dos custos e a tendência das vendas); - as informações sobre os custos de vendas em potencial por produto ou área podem ajudar na distribuição dos vendedores; - as infomtações sobre custos de propaganda ajudam na escolha dos meios de com cação. Estruturas especiais de custos podem ser formuladas em test de mercado para examinar a-validade dos custos: - a análise das despesas de hospedagem pode ser feita por freguês, por vendedor ou por área, com o objetivo de determinar se os gastos são compatíveis com a renda obtida c se os custos por real de venda liquida e por freguês são aceitáveis; v os seguintes custos também devem ser analisados com o objetivo de con- trolá-los: custo por pedido, custo por freguês, custo por item, custo por embarque e custo por pedido atendido; - o custo por mês e o custo por quilometragem de automóvel devem ter sua racionalidade verificada; - as mudanças nos custos das matérias-primas devem ser avaliadas. Os custos por unidade podem cair em razão de descontos e de mudanças nas condições e nos valores dos fretes dos fornecedores ou podem modi- fícar-se devido à substituição de matérias-primas, troca de fomecedores ; diferenças na qualidade dos materiais; - os custos da mão de obra direta também devem ter suas alterações ava- liadas. Os custos por unidade podem declinar devido ao aumento da experiência do trabalhador que estiver executando o serviço. 0 desper- dício de material também pode diminuir à medida que aumenta a ma- turidade naoperação. 5.6 Custeio direto para tomadas de decisões administrativas 0 sistema de custeio direto é útil para a tomada de decisões adntinisuadvas ligadas a fixação de preços, decisão de compra ou fabricação, determinação do mix de produtos e, ainda, para POSSÍbÍlÍÍII a determinação imediata do compor- tamento dos lucros em face das oscilações de vendas. Entrem¡ a. - (Iusum variam-l (Duna), Mnrgrm drF-vntnhuiçnn mu. " ru-. m 'fulurre lnrm 127 Para a utilização desse sistema, necessitamos entender alguns conceitos há- sicos. 5.6.1 Custos e despesas variáveis São aqueles que variam diretamente com a produção. Exemplos: mão de obra direta. matéria-prima e comissão de vendas. Têm as seguintes caracteristicas: - variam no total em proporção direta ao volume de atividades; - permanecem constantes do ponto de vista unitário. ainda que varic o volume de produção; - podem ser apropriados com precisão aos produtos; e - o controle de seu consumo e incorrência é de responsabilidade dos níveis inferiores da administração. 5.6.2 Custos e despesas fixas São aqueles que Irão variam diretamente com o volume de produção. Exem- plos: alugucl de fábrica, salários de gerentes, honorários da diretoria etc. Têm as seguintes caracteristicas: - o volume total é fixo dentro do certo intervalo de produção; ' diminuem, unitariamente, à medida que aumenta o volume de produ~ ção; e - seu controle depende de níveis superiores da adlninistração. Na verdade, a separação entre ñxos e variáveis deve ser entendida com algu- rnas observações. Os custos variáveis, que são sempre iguais por unidade nrodu- zida, podem, a pan-ir de certo volume de produção, aumentar unitariameizte. Os fixos também podem ser alterados em seu total quando a empresa se aproximar de sua capacidade máxima de produção. Dessa forma, o componamento de cus- lOS (Fixos e variáveis) deve ser analisado dentro de cena "faixa de produçao" ou "intervalo de significância". 5.6.3 Margem de contribuição A análise da margem de contribuição e' outro instrumento que os gerentes usam para tomar decisões. Do ponto de vista da análise da margem de contn1>ui~ ção, as despesas são classificadas como fixas ou variáveis. Os custos variáveis são deduzidos das vendas para obter a margem de contribuição. Os custos Fixos são
  7. 7. 128 Cunlulnlldmúríirrrncraí ~ creprlm então subtraidos da margem de contribuição para obter a renda liquida. Essa ín- formação ajuda o gerente a (1) decidir se deve diminuir ou expandir uma linha de produção, (2) avaliar altemativas provenientes da produção, de propagandas especiais etc. . (3) decidir sobre estratégias de preço, serviços ou produtos e (4) avaliar o desempenho. Por exemplo, a análise da margem de contribuição indica como melhorar a utilização da capacidade da empresa, como formular o preço para uma concorrência e se deve aceitar um pedido mesmo que o preço de venda seja menor do que o preço normal. Margem de contribuição é um conceito de extrema importância para o custeio variável e para a tomada dc decisões gerenciais. Em termos de produto, a mar- gem de contribuição é a diferença entre o preço de vcnda c a soma dos custos c despesas variáveis. Suponhamos um produto X cujo preço de venda unitário seja S 15,00 e cujos custos variáveis sejam S 3.00 de matéria~prima e S 4,00 de mão de obra direta. Além desses custos variáveis, a empresa, por ocasião da venda, incorre no paga- mento de comissões aos vendedores. à base de 5% do preço de venda, e de im- postos, à base de 15% do mesmo. A margem de contribuição unitária é dada pela fórmula: MC = PV - CV- DV onde: MC é a margem de contribuição, PV é o preço de venda. CV e' a soma dos custos variáveis c DV é a soma das despesas variáveis. Em nosso exemplo, aplicando-se a fórmula, teriamos a margem de contribui- ção de S 5.00. MC = 15,00 - (3,00 + 4,00) - (2,25 + 0,75) MQ' 549.0 Podemos entender margem de contribuição como a parcela do preço de venda que ultrapassa os custos e despesas variáveis e que contribuirá (dai o seu nome) para a absorção dos custos fixos e, ainda, para formar o lucro. Continuernos com nosso exemplo. Já vimos que a MC (margem de contribui- ção) unitária é de S 5,00. Isto quer dizer que cada unidade vendida contribui com S 5,00 para absorver os custos ÍÍXOS c gerar lucros. Se a empresa estiver produzindo e vendendo 300 unidades por periodo, a margem de contribuição total desse produto será igual a S 1.500,00 (300 x 5,00). Ou seja, o pmduto contribui com 1.500,00 para a absorção dos custos lixos e para a formação do lucro. . numa. .u- emma 'cum-ml (Direto) Malu-In de É-Irvlrtlnirlciu. Avmllsz Luim Volume l. .m. 129 5.7 Ponto de equilibrio Antes que seu negócio possa gerar lucro. devemos entender o conceito de equilíbrio. Para alcançar o equilibrio nas linhas de produção e/ ou serviço do de- partamento, deveremos calcular o volume de vendas necessário para cobrir os custos e como usar essa informação. Devemos também entender como os custos reagem com ns mudanças de volume. Visto, em linhas gerais, o significado desses termos, cstudaremos a seguir o ponto dc equilibrio. A expressão ponto de equilibrio, tradução de breakeven-poínt, refere-se ao nivel de venda em quc não há lucro nem prejuízo, ou seja, onde os custos totais são iguais às receitas totais. Para maior facilidade, estudaremos o problema por meio de gráficos carte- sianos, em que, na horizontal, teremos as quantidades ñsicas e, na vertical, as quantias. 5000 :1.000 1.000 1 000 1,000 Gráfico 5.2 Receita totaL Supondo preço de venda (PV) constante para qualquer volume irendido, o comportamento da receita total (RT) será linear, ou seja. diretamente proporcio- nal à quantidade (Q) vendida. Receita total = Quantidade x Preço de Venda Receita total 1 = S 2.000 Receita total 2 = S 5.000
  8. 8. [30 Contabilidade Gurnrrnl - Creplldr 5.7.1 Gráfico do custo ñxo Pela própria definição, a linha de custo Fixo (CF) será paralela ao eixo hori- zontal. Observamos que tanto para 200 como para S00 unidades produzidas o custo fixo permanece S 2.000. 5.000 l ooo 3.000 c¡ 2.000 Low ' ano ' o' Gráfico 5.3 Custarfíxus. 5.7.2 Gráfico dos custos variáveis Supondo que os custos variáveis (CV) acompanham diretamente o volume de produção (Q), a representação gráñca será a seguinte: 5000 1.000 3.000 LWO LOGO °+ 100 100 600 non Gráfico 5.4 Custos variáveis. Quinn. : ¡Jr- Cutter» Variável (Duelo). Margem n: Civnttlllulgrln, Ani/ Hm- (intro/ Volume Luxo 13¡ Repare a reta do custo total. É paralela à do custo variável. só que acrescida dos custos ñxos. O ponto onde a reta da receita total corta a de custo total é o ponto de equi- librio. ou seja, receita total igual a custo total. Algebrícamente, podemos calcular o PE. Receita total = (ustos totais Quantidade x preço de venda = zusto fixo total i (custo variável x quantidade) Ou seja: r Quantidade X (Preço de venda - Custo Variável) = Custo Fixo Total, em que a quantidade no ponto de equilibrio e' igual ao custo fixo total dividido pela diferença entre o preço de venda e o custo variável. como Preço de Venda -' Custo Variável = Margem de contribuição (MC) po~ demos reescrever a fórmula. dizendo que: A quantidade no ponto de equilibrio e' igual à do custo ñxo total dividido pela margem de contribuição (PV - CV). Podemos interpretar essa fónnula da seguinte maneira: a divisão do CPT pela margem de contribuição unitária dá-nos a quantidade de produtos necessária para cobrir os custos lixos. isso pode ser mais bem percebido se mcdiñcarmos a manci ra como a fórmula está escrita. crr= QpexMc Em nosso exemplo, teriamos: Preço de venda Custo fixo total Custo variável Margem de contribuição $ 2.000 = 500 un, 4,00 consequentemente, a quantidade no ponto de equilibrio seria Vamos, agora, testar nossa solução. No ponto de equilíbrio, o lucro deve ser nulo:
  9. 9. 132 Contabilidade Gerencial ' Crcpaldi Receita total (500 un. x S 10) S 5.000 (-) Custo variável (500 un. x S 6) (S 3.000) Margem de contribuição s 2.000 (~) Custo ñxo total s 2.000 Lucro líquido 5.7.3 Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) É obtido quando a soma das Margens de Contribuição totaliza: o montante suficiente para cobrir todos os custos e despesas Fixos, esse e' o ponto em que con- Labilmente não haveria nem lucro nem prejuizo. Exemplos a) De acordo com o PEC, qual é o valor das vendas e da MC da empresa Varginha, tendo ela um custo variável de RS 8.000,00 e o custo fixo de RS 5.000,00? VENDAS = 7 CUSTO VARJÁVEL = 0.000,00 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO = ? CUSTO FIXO = 5.000,00 LUCRO LÍQUIDO = zeno Se Lucro Líquido + Custo Fixo = MC, então a MC = 5.000,00 Se a MC + Custo Variável = Vendas, então Vendas = 13.000,00 b) A empresa Mello vende 100 unidades de seu produto por RS 8.000,00, ela tem o Custo Fixo de R3 2.000,00. Qual é sua margem de Contribui- ção se ela tem 0 PEC? venms = 3.000,00 CUSTO VARIÁVEL = 7 MARGEM m3 CONTRIBUIÇÃO = 7 cusm FIXO = 2.000,00 LUCRO LÍQUlDO = ZERO Se Lucro Liquido + Custo Fixo = MC, então a MC = 2.000,00 Se a MC - Vendas = Custo Variável , então Custo Variável = 6.000,00 Slllrma de Clnteio Varilvel (Duelo). Margem de Canlriburçào. Anime Culto/ Wlume/ Lmm 133 5.7.4 Ponto de Equilibrio Financeiro (PEP) É uma variante do FEE. , excluindo apenas a depreciação, pois, momentanea- mente, ela é uma despesa não desembolsável. É importante em situação de even- tuais reduções da capacidade de pagamento da empresa. É o nivel de produção e vendas em que o saldo de caixa é igual a tem. Representa a quantidade de ven- das necessária para cobrir os gastos desembolsáveis, tanto operacionais quanto não operacionais. Exemplo a) para determinar o PEF, é necessário conciliar o saldo contábil com o re- ' sultado contábil, e para isso deve~se montar a Demonstração de baixo para cima, assim como será exemplificado abaixo: SALDO DE CAIXA ZERO GASTOS NÃO DESEMBOLSÁVEIS - DEPRECIAÇÃO 30.000,00 LUCRO LÍQUIDO oo mrakclcro 00.000,00) GASTOS NÃO OPERACIONAIS (3.000,00) LUCRO OPERAClONAL (27.000,0o) GASTOS OPERACIONAIS mos NÃO DESEMBOISÁVEIS 02.000,00) GASTOS OPERACIONAIS DESEIWBOLSÁVEIS 00.000,00) MARGEM m: CONTRIBUIÇÃO ESPERADA 57.000,00 b) Há também o PEI' total. que além de cobrir os gastos descmbulsáveis, tanto operacionais quanto não operacionais, gera um saldo de caixa determinado para desembolsos futuros com reposição de imobilizado. novos investimentos, pagamento de dividendos ou de outras obngações que não transitam pelo resultado. Exemplo: Para detenninar o PEP total, também é necessário conciliar o saldo contábil com o resultado contábil, e para isso deve-se montar a ' Demonstração de baixo para cima, assim como será exemplíñcadn abai- X01 SALDO 0a CAIXA 10000.00 GASTOS NÃO DESEMBOISÁVEIS - DEPRECIAÇÂO 2.000,00 LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 8.000,00 GASTOS NÂO OPERAClONAIS (1.500,00) LUCRO OPERACIONAL 6500.00
  10. 10. 134 Cnnutuliilad! :: naum - (Ircpaldr GASTOS OP FIXOS NÃO DESEMBOISÁVEIS 02.000,00) GASTOS OPERACIONAIS DESEMBOLSÂVEIS (18.500,00) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO ESPERADA 37.000,00 5.7.5 Ponto de Equilibrio Econômico (PRE) Nível de produção e venda em que 0 lucro liquido do Exercicio e' predeter- mir-nado. Representa a quantidade de vendas necessária para atingir determinado lucro. Geralmente, o lucra liquido predetemiinado é o custo de oportunidade, ou seja, a lucratividade minima esperada pelo investidor. 1 Exemplos a) De acordo com 0 PEB, qual é o valor das vendas e da MC da empresa Varginha, tendo ela um custo variável de RS 8.000,00, o custo fixo de RS 5.000,00 eum lucro prcdeterminado de Rs 3.000,00 ? VENDAS r 7 CUSTO VARJÁVEL = 8.000,00 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO = 7 CUSTO FIXO = 5.000,00 LUCRO 1100100 = 3.000,00 Se Lucro Liquido + Custo Fixo = MC, então a MC = 8.000,00 Sc a MC + Custo Variável = Vendas, então Vendas = 16.000,00 b) A empresa Machado vende ÍOO unidades de seu produto por RS 10.000,00, ela tem o Custo Fixo de RS 2.000,00 e um lucro predetcrmi- nado de RS 2.500,00. Qual é sua margem de Contribuição se ela tem 0 FEE. VENDAS = 10.000,00 CUSTO VARIÁVEL = v MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO = 2 CUSTO FlXO = 2.000,00 LUCRO LÍQUIDO = 2.500,00 Se Lucro Liquido + Custo Fixo = MC, então a MC = 4.500,00 mmmmtr» (Íurtriu nrmvrl unmui. Matar-rn . t. Ctmttthuknu, .knmlrrc (rxsltrVolriirre Lurm 135 5.8 Equilibrio nas vendas A análise do equilibrio é 0 processo de se calcular as vendas necessárias para cobrir os custos de forma que os lucros e os prejuizos sejam iguais a zero. O pon~ t0 de equilibrio que se obtém pela análise é importante para o processo de pla~ nejamento do lucro. Esse conhecimento permite manter e melhorar os resultados operacionais. Ele também é importante quando se introduz um novo produto ou serviço, moderniza-se um dispositivo, começa-se um novo negócio ou, ainda, nas atividades administrativas. A análise do equilibrio pode também ser usada como unidade selecionadora, como primeira tentativa para determinar a viabilidade econômica de uma pro- posta de investimento. A formação de preços também pode ser facilitada com o conhecimento do ponto de equilibrio de um produto. A análise do equilibrio presume que: - o preço de venda é constante; ° há somente um produto ou grupo constante de produtos; - a eficiência da produção é constante; - os estoques não sofrem mudanças significativas de periodo a periodo: - o custo variável por unidade é constante. As linhas mestras do equilibrio são: - run aumento no preço das vendas diminui o ponto de equilibrio das vendas; - um aumento no custo variável aumenta o ponto de equilibrar) du n- das; 0 u. rn aumento no custo lixo aumenta o ponto de equilibrio das vendas. O objetivo, é claro, não é atingir o equilibrio, mas obter lucro. Para decidimos quais produtos devemos produzir mais, manter a produção ou deixar de produzir. o ponto de equilibrio não é o único fator a ser considerado. As condições ECOGÕMI' cas, 0 fomecímento e a procura, a repercussão a longo prazo e o relacionam nto com os fregueses também devem ser considerados. 0 equilibrio das vendas pode ser determinado usando-sc gráficos e equações. Nos gráficos, a receita, o custo total c o custo Fixo são indicados no eixo vertical e o olume, no eixo horizontal. O ponto de equilibrio ocorre na intersecção da linha da receita com a do custo total. Os lucros aumentam com o aumento de volume. A equação é a seguinte: Se a MC - Vendas = Custo Variável, então Custo Variável = 5.500,00 V = CV *' CF í ›
  11. 11. 135 Culllaürlxdldr Êercnnal - curpalm onde: V : vendas, CV = custo variável, e CF = custo ñxo. Essa equação ajuda a determinar o equilibrio das vendas ou de qualquer ou~ tro elemento desconhecido. Por exemplo, o preço de venda. Se você deseja saber qual e o lucro não Lributado, ache o valor de P na seguinte equação: V= CV+CF+P Exemplos l. Um produto tem custo fixo de S 270.000 e custo variável de 70% das vendas, 0 ponto de equilíbrio das vendas pode ser calculado assim: V = CF + CV 1V -« S 270.000 + 0,7V 0,3V 4- S 270.000 V = S 900.000 Sc o preço de venda por unidade é de S 100, o equilibrio das unidades se encontra em 9.000 (S 900000/5 100]. Se o lucro desejado é de $ 40.000, as vendas necessárias para obter esse lucro (L) podem ser cal culadas como segue: V = CF + CV + L 1V = S 270.000 + 0.7V + S 40.000 l o,3v = s 310.000 * V = S 1.033.333 2. Se o preço de venda por unidade é de S 30, o custo variável por unidade é s 2o e o custo fixo é s 400.000, o equilibrio da unidade (u) pode ser l calculado assim: V = CF + CV s sou = s 400.000 + s 20v s 1OU = s 400.000 u = 40.000 O equilibrio em reais é: ç 40.000 unidades x s 3o = s 1.200.000 1 Susana do curmu '›'›IYIÁ'(Í (mn-w Murzem u. : rmm¡. i.. ..ç. u, nalvr : uma nlunv lunu i3 3. Suponha que o volume de vendas seja de 800.000 unidades de um pro- duto. O custo variável é de S 2,50 por unidade. O total dos custos ñxos e' S 750.000. O preço de venda (PV) por unidade deve ser de S 3,44 para se atingir o equilíbrio: V = CF + CV BDQOOOPV = S 750.000 + (S 2,50 x 800.000) 800.000PV z S 2.750.000 PV = S 3.44 4, Suponha que seu preço de venda seja de S 40. Seu volume de vendas é 20.000 unidades, seu custo variável é de S 15 por unidade, seu custo ñxo é S 120.000, seu lucro já tributado é de S 60.000 e sua alíquota do imposto é 40%. Para determinar o quanto deve ter disponivel para gas tar com pesquisa (P), considere a equação: V = CV + CF + L + P (S 40 X 20.000) '- ($ 15 x 20.000) + $ 120.000 + S 100.000 + P $ 280.000 = P Lucro pós-tributação: $ 60.000 = 0,6 x lucro antes da tributação S 60.000 0,6 o lucro antes da tnbutaçao S 100.000 = lucro antes da tributação 5. Suponha que seu preço de venda seja S 40. seu custo variável ; cia S 34, seu custo fixo seja S 150.000, seu lucro tributado seja ~ 240.000 e : :ua alíquota seja de 40%. Para determinar quantas unidades você deve ven- der para ter o lucro após a tributação, considere a seguinte equação. V = CF + CV + L S 40U = 3 150.000 + S 24U + $ 400.000 S l6U = S 550.000 U = 34,375 0,6 x lucro antes da tributação = lucro pós-tributação 0,6 x lucro antes da tributação = S 240.000 S 240.000 0,6 6. Suponha que seu preço de venda seja S 50 por unidade, seu custo variá- vel seja S 30 por unidade, seu volume de vendas seja 60.000 unidades, lucro antes da tributação = = S 400.000
  12. 12. 138 i. ›.. .,i. ,q¡. i,g. 549mm] - ("um Sinval. . m- e irlmnwnviavrl ¡Dlrrrm xuxpem . ic #vmar-ngm Anular rim. ulnrm Lllífn | w seu custo fixo seja $ 150.000 e sua alíquota seja 30947. Para detenninar 5.10 Análise comparativa dos sistemas de custeio por absorção e o lucro após a tributação. use n seguinte equação: variáve¡ V = CF -v'› ÍV + L (53 50 X 60.000) ' 150.000 + (5 30 X 60.000) i L 510.] Esquema da cusugio por absorção 1.050.000 ~ 1. s 1.050.000 x 0.70 : s 735.000 7. Você planeja produzir um produto que atualmente compra fura por S 0,12 por unidade. O custo lixo é $ 10.000 e o custo variável por unidade cm. !Ã r. ›-¡~m ~wua . TL. e' S 0,08. Use a equação a seguir para (lerenninar o número de unidades win. . 't . .más. "afim ' que você deve vender para que o custo anual de sua produção seja igual 23,2?" l : IO custo de compra extema. ZÉ? " _í [Mw- hihi *nr-tn s 0,l2U = s 10.000 + . s opsu › | ,gm r s o, o4u - as 10.000 j', WW** ¡. í m! " V °' v bnptñna »uma . i. A 5.9 Margem de segurança m. . m ! í _ _ A margem dc segurança é um indicador de risco que aponta a quantidade a que as vendas podem cair antes de se ter prcjuím. (luna: - n. mu. seguram” Vmdas “Tçmcmárms 5.10.2 Esquema de custeio variável Quanto menor a razão. maior o risco dc se atingir o ponto de equilíbrio. Margem de _ vendas orçamentárias ›- equilíbrio das vendas Exemplo: l Wit-w"- l Mac-aux'- Se as vendas orçamentárias são $ 40.000 c o equilibrio das vendas é S JQÍÍÍQnNn¡ 34.000, qual é sua margem de segurança? Margem de Í_ s 40.000 - s 34.000 = 15% seguranca s 40.000 mu. .. . ..nuvem 1a. ... a- ¡ . ..eu
  13. 13. 140 Ijnnlmhilltladz Grrenuxal - (Írrprtliíl 5.11 Síntese das diferenças entre os dois métodos i Ordem de classrñtaçio do¡ custos 2. Custo do produto edoperiodo 3. Demonstração dos resultados 4 cusurpadrao S. Eleitos nos resultados 6. Usuários Absorção i. Por (entro de custo 2, Por Ilrm (mu de obra. matem prima at( i direto e indireto, a. Ci = Custos Primarios. (IF lota¡ h, Só há despesas de periodo Vendas l-) CPV (ñlos e variável) i-i Resultado bruto H Despesas gerais (= ) amarrado liquido a. O custrrpadmo lixo por unidade depende do volume de produçao. b t analisada a variação relaciona- da (Om o uso da (anuidade de produção Or resultados rallrlm em lunçan do volume de produção e vendas. Em relação ao custeio variável. tcm› u! que. - Se a produçao rar maior que as vendas, o lucro su# maior em de- corrência da »lotação dos curtos ! rms nos estoques. - Se a produção lor menor que as vendas, o luna sera menor em decorrência da venda de estoques com curtos ÍIIOS de periodos interiores embutidos r Se n produção lor igual às vendas, os lucros iodo iguais. Voltrse mais às necessidades de irilormações de usa externo. Variável t. Finos e vanávers. l. Por (entro de custa a Por : tem (mao de obra, matéria- pnm¡ et( i n. CT = Custos primários + CIF Variável. b. Ds custos lixos são ¡ançados no periodo em que ocorrem, Vendas (-) Despesas variáveis de venda P) CPV (variáveis) 1°) Margem de contribuição ir) Dcspt-saakuslos lixos Í= ) Resultado liquido a' O rustrrpadrbo por unidade, que se (ompbe somente de custos variáveis, não solte inlluênúa do volume de Dtoduçáo b. Nan e analisada a variaçso relaucr nada com o uso e capacidade de produçao Os resultados variam somente em ! unção do voiume de vendas. Em relação ao custe-u por absorção. tem-sc que - Se a produçao lar maior que a» vendas. o lucro será menor em decorrência de di-hrtos dos matos fixas diretamente a resultados - Se a produção ! or menor que as vendas, o lurro será maior em de rorrénria da não incorporação de mitos furos de periodos anteriores nos estoques. - Se a produção ! or igual às vendas. os lucros serao içuais. Volta-se mais as necessidades de informaçoes dc uso interno (geren- rrars). 5.12 _Critícas e pontos positivos dos dois métodos de custeio São apresentados neste item as criticas e os pontos positivos ambuidos aos dois métodos de custeio, confonne coletânea de opiniões de diversos autores. Mostram- : mrm a: Custeio LuiAvL-l (Dm-lu). ?dirigem a: Contrrbulcàu, Annlnr | Íutlv›v''uluntr'Lurru 141 se também as contestações apresentadas pelos defensores do custeio variável em contraposição às críticas feitas a esse método, com o objetivo de tomar o mesmo universalmente aceito nos meios contábeis. n. Pontos Positivos - Custeio por Absorção Fixação de preços de venda mais reais, pois engloba todos os custos da empresa nos custos unitários dos produtos. Baseia~se nos Principios Fundamentais de Contabilidade. Demonstra indices de liquidez mais reais. No Brasil, aceito pelo Fisco. t b. Criticas - Custeio por Absorção Os custos dos produtos não poderão ser comparados em bases unitárias quando houver alterações no volume de produção. A forma de atribuição de custos indiretos é feita por meio de rateios, o que complica e aumenta o trabalho administrativo. além de conferir um grau de subjetividade a essa atribuição. Não oferece informações suficientes para a tomada de decisões, já que muitas das decisões se baseiam em análise separada dos custos ñxos e variáveis: não permite análise do lipo relação CustoNolume/ Lucro. Diñculta o controle orçamentário e a determinação de padrões. l c. Pontos Positivos - Custeio Variável ¡ u Os custos dos produtos podem ser comparados em bases unitá: fas. in› dependentemente do volume de produção. Facilita o tempo e o trabalho despendidos, tomando mais prática . r apu- ração e a apresentação de infonnações. Melhor controle dos custos fixos, por se apresentarem separadamente nas demonstrações. Facilita a elaboração e o controle de orçamentos e a detenninaçác e o controle de padrões. Fomece mais instrumentos de controle gerencial. d. Críticas - Custeio Variável Muitos entendem que, assim como os variáveis, os custos fixos são necessários à elaboração dos produtos e a eles devem ser atribuídos.
  14. 14. [42 Contlblhdodr Gerennal ' Ciepalill Argumenta-se que o Custeio Variável: ' Fere o Princípio Contábil da confrontação das receitas com os custos que contribuem para sua obtenção, exemplo: na demanda sazonal em que são apurados, alremadamente, prejuízos durante a produção sem vendas e lucro por ocasião das vendas. - Pode prejudicar a análise por parte dos credores no que se refere aos índices de liquidez e capital circulante líquido. - Não considera os custos fixos na determinação do preço de venda. ' Os custos fixos não são completamente fixos e tampouco os variáveis são completamente variáveis (separação categóríca). - No Brasil, não aceito pelo Fisco. 'l smum il: Custeio variável (Duelo). Mam-m de Conlnbulçlo, Analise Cusm/ blutnr/ Lucro 143 que as demais despesas do periodo (administrativas etc. ) na determina- ção do preço de venda. - Em relação à segregação dos custos em lixos e variáveis: Ainda que falhos e arbítrários, existem vários critérios que permitem essa segregação. Entretanto. os mais recomendáveis são aqueles que re- querem o uso de técnicas matemáticas/ statistics (Mínimos Quadrados, Máximos e Mínimos e Método Gráfico). - Em relação à tributação: Ainda que os resultados não sejam aceitos para efeito de tributação, os mesmos podem ser ajustados ao final do periodo, de forma a atender às exigências fiscais, além do que a médio e longo prazo os resultados apurados pelo custeio variável tendem a se igualar àqueles obtidos pelo método de custeio por absorção. e. Contestações às Criticas Feitas ao Custeio Variável Em contestação às criticas, os defensores do Método de Custeio Variável ar~ ' ' 'á l t ' abs ã gumenmm que: 5.13 Comparaçao entre o custeio van ve e o cus eto por orç o A Cia. Real Madrid apresentou os seguintes dados contábeis para determina- - Em relação ao fato de que os custos fixos devem fazer pane dos . l do exercício: estoques: Tais custos não são provocados pelo "aro" de produzir; são conside~ tados necessários para dar à empresa o potencial de produção e incor- rcrão da mesma fortna se a capacidade de produção estiver ao nível da capacidade instalada. - Em relação aos princípio fundamentais de contabilidade: Uma vez que os custos Fixos são considerados despesas do periodo em que incorreram c não correspondem à obtenção de uma receita específi- . . o - n ¡ . ca, o método de custeio vanável nao fere o principio de confrontaçao. ° Em relação à análise das demonstrações contábeis: Alguns itens do balanço não refletem valores econômicos (estoques). Portanto, deveria ser restrita sua utilização para efeito de análise. As- sim. na análise de crédito a curto prazo, o importante é que os ataques , sejam avaliados a valores de mercado, e não a custos históricos. Já na análise de crédito a longo prazo, a ênfase deve ser dada à efetiva potem cialidade de lucro. - Em relação à inclusão dos custos lixos na determinação dos preços de venda: Considerando que ao custeio variável no custo do produto não são incorporados os CUSKOS furos, estes devem receber o mesmo tratamento - Produção: 1.000 unidades totalmente acabadas - Custos Variáveis: S 20.000 t Custos Fixos: $ 12.000 - Despesas Variáveis: S 4.000 - Despesas Fixas: $ 6.000 - Não há estoques iniciais e finais de produtos em elaboração - Não há estoques iniciais de produtos acabados - Vendas líquidas: 800 unidades a S 60 cada uma: S 48.000 Caso a empresa utilizasse o Custeio por Absorção, a demonstração de resul- tado seria obtida da forma descrita a seguir: ' Custo de Produção do Período (CPP) Custos Fixos = 12.000 Custos Variáveis = 20.000 CCP = 32.000 - Custo de Produção Acabada no Periodo (CPA) Como não há estoques iniciais e finais de produtos em elaboraÇãO. CPA = CPP = 32.000
  15. 15. l 44 gunhllilhdillfrÚflrüfntl - t-npnim Custos dos Produtos Vendidos (CPV) Custo unitário de produção: 32.000/1000 : 32 CPV - Unidades vendidas x Custo unitário CPV É 800 X 32 z 25.600 l-ktoque Final de Produtos Acabados 200 unidades x 32 = 6.400 Demonstração do Resultado Vendas Uquidas : 48.000 (~) CPV = (25600) (= ) Resultado Industrial 7 22.400 (-) Despesas Fixas e Variáveis Q9099) (= ) Lucro Liquido 7 12.400 Utilizando-se o Custeio Variável, obter-se-ia: Custo de Produção do Periodo (CPP) Como só são computados como custo de produção os Custos Variáveis. o CPP seria igual ao valor destes ($ 20.000). CPP = 20.000 CPA = CPP = 20.000 Por não existirem estoques iniciais e Finais de produtos em elaboração. Custo dos Produtos Vendidos (CPV) Custo Unitário de Produção: 20.000/1.000 = 20 CPV - 800 unidades vendidas x 20 - 16.000 Estoque Final de Produtos Acabados 200 unidades ›< 20 = 4.000 Demonstração do Resultado kndas Liquidas = 48.000 (-) CPV 7 ( 16.000) (-) Despesas Variáveis = _my (= ) Margem de Contribuição : 28.000 (-) Custos Fixos - (12.000) (-) Despesas Fixas = (6.000) ( = ) Lucro Líquido = 10.000 512115111J(Cu. l^1L-H'_'¡Jcl mm_ 'rlillrwMlw r. cinrnturr- wmlitr 4 m. . itiilllv t. .. O quadro a seguir resume as diferenças entre os dois tipos de custeamento. "em Custeio por Custeio l DiÍerença 7 absorção (A) varuvei (B) l (A) - (B) (usto de produção do periodo = * custo da produção acabada no periodo (CPP = CPA) 32.000 10.000 + i2 00o 1 (usto dos produtos vendnios (CW) v 25,600 M1000 i- 9.600 ' Estoque final dos produtos acabados 5.400 4.000 t 2 400 Lutro líquido l 12.400 |0.000 F 2.1100 O Custo de Produção no Período (CPP), no Custeio por Absorção, e' maior em 5 12.000. Essa diferença corresponde exatamente ao valor dos Custos Fixos que. no Custeio lnriáveL não são considerados custos, mas despesas do exercicio. O Custo dos Produtos Vendidos (CPV), no Custeio por Absorção. é maior em S 9.600. Essa diferença corresponde ao valor dos Custos Fixos descarregados nas unidades vendidas. Cada unidade produzida recebeu $ 12 de Custos Fixos ($ 12.000/1000); como foram vendidas 800. o total de Custos Fixos correspondente será 800 x S 12 : S 9.600. No Custeio Variável. os Custos fixos não são conside. tados custos de produção e. portanto. não integram o CPV. O Estoque Final de Produtos Acabados é maior em $ 2.400 no Custeio por Absorção. Esse valor corresponde aos Custos Fixos descarregados nas unidades acabada: e não vendidas. ou seja. 200 unidades vezes S 12 : I S 2.400. No Custeio Variável, o estoque Final só contém custos variáveis e pode assim ser calcular# : - Custo lariável Unitário: 20.000/1.000 2 20 ° Unidades em estoque no ñm do período: 200 - Valor do E-Lstoque Final: 200 x 20 = 4.000 No custeio por absorção, o estoque final pode assim ser tic-composto' ' Custo Fixo Unitário: 12.000/1000 = 12 ' Custo Variável Unitário: 20.000/1.000 = 20 - Custo Unitário total: 12 + 20 = 32 ' Unidades em estoque no ñm do periodo: 200 ' Valor do Estoque Final: 200 x 32 = 6.400 Como o estoque final no Custeio por Absorção ó maior em S 2.400, o Lucro Líquido nesse tipo de custeio também será maior em S 2.400. Outra forma de ob- servar esse mesmo ponto é analisar que, no Custeio Variável, os S 12.000 corres~
  16. 16. 146 fmntalulldld¡ Gerencial - Cup-Ml pendentes ao total dos Custos Fixos foram diminuidos do Resultado, enquanto no Custeio por Absorção apenas s 9.600 corrapondentes aos Custos Fixos foram diminuídos do Resultado, pelo fato de integrarem o CPV A diferença está em que, no Custeio Variável. todos os Custos Fixos são considerados despesas (S 12.000), enquanto no Custeio por Absorção somente a parcela de Custos Fixos correspon- dente aos produtos vendidos (S 9.600) é considerada despesa. 5.14 Vantagens e desvantagens do custeio variável 5.14.1 Vantagens 1. impede que aumentos de produção que não correspondam a aumentos de vendas distorçam o resultado. Dentro do exemplo da Cia. Real Madrid, suponhamos que seu administrador decida aumentar a produção para 2.000 unidades, mesmo sabendo que o volume de unidades vendidas continuará sendo 800. Os Custos Fixos (CF) não se alteram. permanecendo em S 12.000. Assumindo que os Custos Variáveis são diretamente proporcionais à quantidade produzida, eles dobrarão para S 40.000. Para dramatizannos nosso exemplo, suponhamos que as Despesas Variáveis de Administração e Vendas estejam correlacíonadas tão somente com o volume de vendas e portanto permaneçam no valor de $ 4.000,# que estas não se alteraram (essa hipótese, entretanto, pode ser abandonada sem que se modifiquem as conclusões). Utilizando-se o Custeio por Absorção, o Resultado seria: Vendas líquidas (E00 X $ 600) 48.000 (-) CPV ' Custo de Produção: CF + CV = 52.000 - Custo Unitário: 52.000/2000 = 26 ' CPV = 800 unidades vendidas x $ 26 20.800 (= ) Lucro Bruto 27.200 (-) Despesas - Fixas = 6.000 ' Variáveis = 4.000 (10000) (= ) Lucro Liquido 17.200 Apesar de não ter havido aumento das vendas, o Resultado liquido aumentou em S 4.800. lsto ocorreu porque o aumento da produção diminui os custos ñxos Sistema a: Custeio vnuvet (Direta). Mugen¡ de Cuntríhulçin. Analise Custn/ Vvlume/ Lutro 147 unitários incorporados aos produtos vendidos. Quando a produção era de 1.000 unidades, o custo Foto unitário era de S !2.000/1.000 = S 12. Com o aumento da produção (embora sem aumento das vendas), o custo ñxo unitário cai para s 12.000/2000 = S 6. As unidades vendidas foram Boo e custo fixo a elas corres- pondente cairá de 800 x $ 12 = 9.600, no 19 caso, para 800 x s 6 = 4.800 no 29, e isto dará a diferença de S 4.800 no lucro. Se fosse utilizado o custeio variável, o Iuao liquido pennaneceria o mesmo: Vendas líquidas 48.000 (-) CPV ° Custo Variável de Produção: 40.000 - Custo Unitário: 40.000/2000 = 20 1 ' CPV = 800 unidades vendidas X 20 06.000) (-) Despesas Variáveis (4.000) (= ) Margem de Conminuição 28.000 (-) Custos Fixos 02.000) (-) Despesas Fixas (6.000) (= ) Lucro Liquido 10.000 Como os Custos Fixos são abatidos diretamente do resultado no Custeio va- riável, o aumento de produção desvinculado do aumento de vendas não provoca nenhuma alteração no lucro liquido da empresa. 2. No Custeio por absorção. a subjetividade inerente ao critério de alocação dos Custos indiretos de Fabricação (CIF) pode distorcer os cálculos dos custos uni- tários dos diversos produtos elaborados pela empresa, não permitindo uma avaliação precisa da lucratividade de cada um deles. Exemplo: A Cia. Badajoz fabricou, no presente exerdclo, 1.000 unidades de cada um de seus produtosA e B. O Custo Primário (Material Direto + Mão de obra Direta) por unidade dos produtos foi de, respectivamente, S 190,00 e S 200,00. O total dos CIF foi de S 180.000,00. Por simplicidade, suporemos que todos são fixos em relação ao volume de produção, Sua composição é a seguinte: ' Depreciação dos Equipamentos S 90.000 - Seguro da Fábrica S 50.000 ' Aluguel da Fábrica S 40.000 Para ratear os Cll-Ç o contador da empresa pensou em dois critérios:
  17. 17. Í-líx ¡ztlilnlviüdwl- Iroflrill ui gtrpald¡ 1 Como o encargo da depreciação representa 50% do total dos CIF. uma ideia lógica seria dividi-los entre A e B segundo as horas/ máquinas (h/ m) gastas na produção de cada um. Elas foram, respectivamente, 200 e 400 h/ m. As horas/ máquinas gastas representariam um indicador do desgaste do equipamento. Nesse caso, a distribuição dos CIF ñcaria assim: 5 180.000 CF! -: - n'-' de horas/ máquinas : = S 300 por h/ m Produto A: 200 h/ m X S 300 = S 60.000 Produto B: 400 h/ m x S 300 = S 120.000 e os CIF unitários seriam. respectivamente, S 60 e S 120, já que se produziram 1.000 unidades de cada um. ll A Como a soma do seguro com o aluguel da fábrica representa também 50% do total dos CIF, outra ideia seria dividi-los proporcionalmente ao volume produzido, de forma que cada unidade dos produtos acar- retasse uma parcela uniforme de tais custos. Como cada produto tem o mesmo volume de produção. cada um receberia metade dos CIF (3 90.000) e os CIF unitários equivaleriam a S 90 para cada um. Fazendo o cálculo dos custos unitários por cada critério de rateio. chegaria» mos aos seguintes resultados: Caso os preços de venda fossem: Produto A: S 300.00 Produto B: S 340,00 teriamos o seguinte quadro de lucratividade: smzmu dr (juítrm variavel (hmm Margem dr connmutçao. Amin», :: um Ytvlume/ Luzto l-N Ludo bruto por unidade enxerto | Critério n A zoo 5o 2o i a l 34o 1 2o , so e chcgariamos ao seguinte impasse: pelo primeiro critério do rateio dos CIE o pro- duto A é mais lucrativo e sua produção deve ser incentivado pela empresa; pelo segundo critério, o produto E é mais lucrativo. Caso a empresa utilizasse o Custeio variável, não haveria dúvida nenhuma em diçer que B é mais lucrativo: Produtos Preço de vinda Custo variavel unitário Lucro bruto por unidade A Margem de Contribuição unitária do produto B é $ 140 e a do produto A. S 110. Cada unidade do Produto B fabricada contribuiu com S 30 a mais para amenizar os custos ñxos e dar lucros do que cada uma do produto A e, portan› to. se algum produto deve ter sua produção incentivada, devemos escolher, sem sombra de dúvida, o produto B. Um outro exemplo. A Cia. São Januário apresentou os seguintes dados refe- rentes a seu último mês de atividade: - Capacidade produtiva: 13.000 unidades r Produção Efetiva = Vendas: 10.000 unidades - Custos Fixos: S 18.000,00 - Despesas Fixas: S 12.000,00 - Custos Variáveis: S 4.000 por unidade ' 'Despesas Variáveis: S 600 90|' "M4345 ' Preço de Venda (exclusive ICMS): $ 9.000 A Demonstração de Resultado. pelo Custeio por Absorção, foi: Vendas Uquidas (10.000 unidades X 9.000) (-) Custo dos Produtos Vendidos 90.000.000
  18. 18. l 150 Ennuhzllcanrfreltnttll - Crepald¡ - Custos Fixos 18.000.000 - Custos Variáveis (10.000 ›< 4.000) 40.000.000 (= ) Lucro Bruto 32.000.000 (-) Despesas 08.000.000) ' Fixas 12.000.000 ' Variáveis (10.000 X 600) 6.000.000 (= ) Lucro Líquido 14.000.000 A empresa recebe urna proposta de exponação de 2.000 unidades de seu prov duto por S 5.000 n unidade. Deve aceitar ou rejeitar? Se a empresa fizer o cálculo do total de custos e despesas por unidade vendi- da. utilizando o custeio por absorção, chegará ao seguinte resultado: - Custo Fixo Unitário: 18000-000 = 1.300 - Custo Variável Unitário: 1°'°°° : 4.000 - Despesa Fixa Unitária: sua? = 1.200 ' Despesa Variável unitária: ' 2 600 ' Total de Custos e Despesas por unidade = 7.600 o que poderia levar à rejeição da proposta. Entretanto, poderiamos alegar que houve um erro no cálculo. Os custos e despesas ñxas unitários foram calculados com base na produção atual de 10.000 unidades. considerando que a produção aumentaria para 12.000 unidadu: ' Custo Fixo Unitário: :ímnmooo = 1.500 12.000 - Despesa Fixa Unitária: __. __¡2'°°°-°°° _- 1.000 12.000 ' Custo + Despesa Variável por unidade: 4.000 + 600 = 4.600 - Total de Custo + Despesa por Unidade = 7.100 o que continuaria induzindo a não se aceitar a proposta. Fazendo u cálculo pelo custo variável. teríamos: PEÇO de Venda: 5.000 (-) Custo Variável Unitário: (4.000) (-) Despan Variável unitária: (600) (= ) Margem de Contribuição unitária: 400 5mm¡ de Eustrlo vmaul tnunm, Margem de Conmaunçan. Análise (umnrxbiuimr, Lttrrn Sl A empresa deve aceitar a proposta. uma vez que a produção adicional de 2.000 unidades trará uma Margem de Contribuição total de 2.000 X 400 = 800.000. que ajudará a amenizar os custos lixos e aumentará marginaltnente (adicional mente) o lucro da empresa nessa importância. De fato. refazendo-se a Demonstração de Resultado com a incorporação de pmposta de exportação: Vendas Liquidas 100.000.000 - 10.000 unidades x 9.000 = 90.000.000 - 2.000 unidades x 5.000 = 10.000.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos 66.000.000) - Custos lixos 18.000.000 - Custos hriáveis (12000 u x 4.000) 48.000.000 (= ) Lucro Bruto 34.000.000 (-) Despesas (19.2oo. ooo) - Fixas 12.000.000 ' Variáveis (12.000 x 600) 7.200.000 (= ) Lucro liquido 14.800.000 0 Lucro Líquido aumentou $ 800.000 em relação à situação original. Por essa razão, o Custeio Variável também é chamado de CUSTEIO MARGINAL. por ser mais adequado para decisões “na margem” (quando há variações nos niveis de produção e vendas). 5.14.2 Desvantagens l. No caso de CUSTOS MISTOS (custos que tem uma parcela Exa e outra variá- vel) nem sempre é possivel separar objetivamente a parcela ñxa da pamela variável. Embora existam técnicas atadsticas para efetuar tal divisão, muitas vezes ela é tão arbitrária quanto o rateio dos CIF no CUSTEIO POR ABSORÇAO. 2. 0 (IJSTEO VARIÁVEL não é aceito pela Auditoria Extema das empresas que têm capital aberto nem pela legislação do imposto de Renda, bem como por uma pamela significativa de contadores. A razão disso é que o Custeio Variável fere os principios contábeis geralmente aceitos, em especial os Principios de Realização de Receitas, de Confrontação e da
  19. 19. !S2 tcntahtlldade ouemm - (Ílrpdlill Competência. Esses princípios estabelecem que os custos associados aos produtos só podem ser reconhecidos à medida que são vendidos, já que somente quando reconhecida a receita (por ocasião da venda), é que devem ser deduzidos lodos os sacrifícios necessários para sua obtenção (Custos e Despesas). Como o Custeio Variável admite que todos os Custos Fixos sejam deduzidos do Resultado. mesmo que nem todos os produtos sejam vendidos, ele violaria tais princípios. 5.15 Análise das relações ctrstao/ volume/ lucro Esta análise é um instrumento utilizado para projetar o lucro que seria obti- do em diversos niveis possíveis de produção e vendas, bem como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda, nos custos ou em ambos. Ela é baseada no Custeio Variável e, através dela, podemos estabelecer - qual : t quantidade mínima que a empresa deverá produzir c vender para que não incorra em prejuízo. Tomemos o exemplo da Cia. Varginha. Suponhamos que os custos Fixos e cus~ ms variáveis correspondem, na realidade. a “custos mais despesas ñxos" e “custos mais despesas variáveis", respectivamente. 0 preço unitário do produto fabricado pela companhia é de S 15.00. Pelo gráfico do Custo Total (CT), cuja expressão algébrica era: O' = 100 + 10 Q (Custo Fixo = 100 e Custo Variável Unitário = 10), temos que: Gráfico 5.5 Custo total. Sntnmt dr- Ftrslrin '. itl: n'r| m¡ u, tuaryrtu de Conlllblhçít) RPM! !! < n-. tu tnlume Lulu» -75 A Receita Total (RT) terá a seguinte expressão: RT = 15 Q pois cada unidade vendida tem o preço de $ 15. Assim, se a companhia vender 10 unidades. RT : 15 x 10 = 150. Colocando-se essa reta no gráfico, teremos: Cl' / zn/ r- 150 / . 45o ~ ---------- -- 400 ---------- -- -- cratoomooo |0 o: 3o - a' Gráfico 5.6 Custo e receita total. Até atingir Qe, a reta do Custo Total (CT) está acima da reta da Receita Total (RT). isto significa que a empresa está tendo prejuízo. Assim, por exemplo, se Q = 10 (menor que Qe): RT: 10x 15: 150 Cl'= l00+(l0x10)=200 e haverá um prejuízo de 50. _ Após Qe, a situação se inverte, e RT está acima de Cl'. Assim, se Q : 30 (maior que Qe): RT=30›< 15=450 CT= l00+ (30x l0)=400 e haverá um lucro de S0. No ponto Qc, que é chamado de Ponto de Equilibrio (Break-even Rum), as re- tas de Cl' e RT se cruzam, indicando que são iguais c, portanto, não há lucro nem prejuizo. Para detenninarmos Qe, basta igualar RT com CT: 15 Q = 10o + 1o Q RT CI'
  20. 20. lS-l (Zomnbllidade Guam-ul › Crrpaldl 15Q-10Q=100 5 Q = 100 Q = 100/S = 20 Refazendo o gráfico: Gráñco 5.7 Ponto dc equilibrio. O ponto de Equilibrio é o quantidade mínima que a empresa deve produzir para que não tenha prejuízo. Fabricando mais de 20 unidades, a Cia. Varginha terá um lucro que será tanto maior quanto maior o volume de produção e vendas (Q). 5.16 Casos práticos 5.16.1 Margem de contribuição A Minas Gerais Ltda. fabrica 4 tipos de refrigerador. Sua capacidade instalada de produção prevê uma utilização de 97.000 horas/ máquinas. Para este volume de produção, estimam-se os seguintes gastos ñxos por ano: S Despesas ñxas 500.000 Aluguéis 460.000 Mão de obra indireta 1.480.000 Depreciações 300.000 Outros custos ñxos 250.000 Sirrema d. - Cum-Io Venice] (Outro). Margtm . ic Lnnxutnngio. Armin» uma. hWme/ lmlu 15:'. Para pennitir a abordagem de margem de contñbuição, foram identificados os gastos variáveis por unidade, que são apresentados a seguir: S/ un. U V Outros Custos Despesas "°““'° "P m” Variáveis Variáveis "M" 7 m aos 59s 23o 168 2.300 nz eso 57o no 144 um R3 1.100 73o 22o 245 4.900 a4 45o 52o 13o na 1.900 1 0 departamento comercial prevê vendas de 12.900 unidades, assim distri- buidas: Produto Unldades R1 4 . O00 R1 2 . 600 R3 3 .500 R4 Z .800 Apresentamos, a seguir, as horas/ máquinas necessárias para produzir uma unidade de cada refrigerador: hlmlq, s , , Produto unidade Total RI 10,0 40.000 R2 9.5 24.700 R3 | 2.5 43.750 R4 4,2 1 1 .760 › 1 ÍOJI 0 Considere que a empresa não irá ampliar sua capacidade de produção, e terá que fazer cones na previsão inicial de vendas. Pede-se: Encontre a melhor combinação de modelos de refrigerador, a ser produzida e comercializada, que gere maior lucro para a Minas Gerais.
  21. 21. 156 ¡nnIdPILlllJdrGFVE1HJÍ v (Ívrrulllx Solução a. Inicialmente, vamos calcular a margem de contribuição por unidade de cada modelo. R, R¡ R¡ R¡ Preço 2.800 2.400 4.900 1.900 Custo e despesas variáveis 1.899 1.544 3.345 1.214 Margem de Contribuição 901 856 1.555 686 Se não houvesse limitação na capacidade de produção (97.000 horas/ máqui- na). a : :lassiñcação dos produtos seria ' Margem de Contribuição i9 lugar R¡ 29 lugar R¡ 35¡ lugar R¡ 49 lugar R 4 b. Considerando que há limitação de horas/ máquina, vamos calcular a margem de contribuição, por modelo, por hora/ máquina. n, n, n, n_ Margem de Contribuição unitária 90| 856 1.555 _ 686 N/ máq. por unidade 10,00 9,5 12,5 4,2 Margem de Contribuição unitária por hlmáq. 90,10 90,1! 124,40 163.33 Classificação: 19 lugar R, 2° lugar R3 39 lugar R¡ .49 lugar R¡ c. O próximo passo consiste em utilizar as 97.000 horas/ máquinas, dando priori- dade aos modelos com maior margem de contribuição por hora/ máquina, até o limite da previsão de vendas por modelo. Svitrm¡ dr Custeio VIYIÍVE¡ (Direta). Margem de Contribuição, Anlhzr Cusm/ bluma/ Lutln 137 Modelo Quantidade 7 Iv/ máqJun. h/ máqJTotal Saldo hlmáq. R, 2,800 un. x 4.2 - 11.760 97.000 R, 3.500 un. x 11.5 = 43.750 85.240 n, 2.600 un, x 9.5 = 24.700 41.490 R, 1.679 un. x 10,0 › 16.790 16.790 _ í 7 -o- d. Com o mix de modelos supra, o lucro da empresa será: Receitas S S S R¡ 1.679 un. x 2.800 = 4.701 .200 R¡ 2.600 un. >< 2.400 = 6.240.000 l R¡ 3.500 un. x 4.900 = 17.150.000 1 R¡ 2.800 un. x 1.900 = 5.320.000 33.411.200 l - Custos e despesas variáveis R¡ 1.679 un. x 1.899 = 3.188.421 _ R¡ 2.600 un. >< 1.544 = 4.014.400 ¡ R¡ 3.500 un. X 3.345 = 11.707.500 R4 2.800 un. x 1.214 = 3.399.200 21.309.521 - Margem de Contribuição 11.101.679 - Custos lixos e despesas 2.990.003 - Lucro 8.111.679 demonstrado a seguir: h/ máq. disponíveis _ _ 97.000 h/ máq. necessárias 120.210 = 80,69% e. Se o corte nas quantidades fosse proporcional às quantidades inicialmente previstas, o resultado da empresa sería inferior ao obtido na letra D, conforme
  22. 22. 158 Cunublüuade Gerencial - crepnm¡ ¡ ¡ ¡ ¡ Margem de Margem de 6° aum contribuição unitária contribuição total Rl (l) 3.228 un. 901 2.908.428 R2 2.098 un. 856 1.795.888 R3 2.824 un. 1.555 4.391.320 R4 24259 un, 586 1,559514 10.645.310 - Custos e despesas finas ; mama - Lucro liquido 7.655.310 (l) 4.000 un. x 0,8069 = 3.228 un. comentários , Uma política de preços que use a análise da margem de contribuição pode ser útil nas negociações contratuais. Frequentemente, é preferível negociar nos periodos em que a procura é menor, quando pode ser ñnanceiramente benéfico se oferecer um negócio extra a um preço competitivo que cubra todos os custos variáveis e faça algumas contribuições para os custos furos, mais os lucros. É ne- cessário conhecer seus custos fixos e variáveis, para poder fazer uma determina ção de preços rigorosa. 5.16.2 Análise custo/ volume/ lucro Cosan-ético A Cia. Armando Cruz fabrica apenas um tipo de lâmpada, cuja estimativa de custos para 19XB é a seguinte: ' S Custos e despesas ñxas 2.171.7S0/ano Custos e despesas variáveis SAS/ unidade O balanço da companhia, em 31-l2-XA, apresentava os seguintes saldos (sin- téricos): 900.000 Patrimonio Liquido | .780.000 Total sistem dc- Cnm-m Variável Armani. Margem de Cnnmbmçao, .animar (Juma-minima lu», 15o 0 preço de venda (médio) estimado é de $ sais/ unidade. Pede-se: a. Determinar o ponto de equilibrio. b. Qual deverá ser seu volume de vendas para que obtenha um lucro de 10% sobre o Patrimônio Liquido, após considerar Imposto de Renda na base de 30%' do lucro? c. Prepare a demonstração do resultado do exercício, considerando a pro- visão para imposto de Renda. Solução a. p; = "g9 s 723.917 unidades $8,45-S5,45-›MC= PV-CV ou, em 723.917 unidades X $ 8,45 = $ 6.117.099 b. l. Lucro liquido desejado = S 1.380.000 x 0,10 = $ 138.000 _ Lucro Líquido 2. um - í-l _ % m S 138.000 [AIR - W - $ 197.143 3. Quantidade a ser vendida: = 789.631 unidades $2.17l.750, + S 197.143, = S 2.368.893, Quantidade a ser vendida: 789.631 unidades ou S 6.672.382 3 Vendas 789.631 X S 8,45 6.672.382 Custos Variáveis 789.631 X S 5,45 4301489 Margem de Conmhuição 789.63! x S 3.00 2.368.893 Custos Fixos @Ill 153 Lucro Operacional 197- 1 43 Imposto de Renda 197.143 x 30% 59.143 Lucro liquido 133900 ' Est¡ ! líquen foi utilizada apenas para efeito ilustnrivu, pois, a alíquota real depende do ramo de atividade da companhia e est¡ prevista na legislação fiscal.
  23. 23. 160 Luntnbilldmde Grleuúul ~ Llepaldl Siâlvknll «JM mimo 1n1r|4Dtre1'r_Hclltrm : v "vmvrihlnqãrg -Mwlilfl uztnwnlun--n Lurw lñl COWCBÉTÍW c. Qual o volume dc vendas para o produto C, considerando somente seus . . custos lixos idem¡ ca os, ara que e c apresente ucro e . . A análise de custo-volumeducro mostra a maneira pela qual o lucro e os custos A ñ V d p l l d s 30° mudam quando há uma mudança no volume. A análise custo-volume-Iucro exa- d- C°"$¡d”3"d° a mmhdade d°5 ("Sms 5x95: 93151115 0 P°m° de eqmubm¡ mina o impacto nos ganhos quando há mudanças em fatores como custo variável, Para 3 emPresíl' W510 5X0, P799** de Vendih V0lume e "ll-Y de PTOÕWOS- A5 ¡MOTTMÇÕGS Sefadas ' e. Considerando a receita do exercicio recém-encerrado e a receita no pon- pelo custo-volumeducro ajudam a prever o efeito de qualquer número de ações to de equilibrio, calcule a margem de segurança da empresa. observadas e a tomar melhores decisões. Mais especificamente. a análise custo volume›lucro tenta responder às seguintes questões: solução l. Que volume de vendas necessário para atingir o ponto de equilíbrio? a custos fixos s 500,000 : 10 000 u" Quanto tempo demorar-a para se atingir esse volume de vendas? ' p _ n, " 5 200 _ 5 15o ' ' $ 2. Que volume de vendas é necessário para se obter detenninado lucro? _ ~ Vendas 10.000 un. X S 200 2.000.000 3. Que lucro podese esperar de um detenmnado volume de vendas? C t iáve_ r w O00 un X _à 150 l 500 ooo . . . - us os var lS . . . 4. : :Zon agêlâkflgiÊrgs preço de venda, nos custos variáveis e nos custos _ Margem de conxñbuíção 500.000 S. Como pode uma alteração no mix de produtos que se vendem afetar o ' Cusms 5x05 idenrmcadm ponto de equilibrio. o volume desejado e o lucro em potencial? - Resultado 'O' 5.16.3 Empresa diversificada b_ CUSIKEÊXOS : 5 300.000 : S 300.000 z 6.000 un_ p-~cV-0,25p $200-Sl00~$S0 S50 S A empresa DNERSIFICADA produz tres produtos (A, B, C). Os dados a seguir referem-se ao exercício recémwzncerrado: - Vendas 6.000 un. x $ 200 1.200.000 l¡ | F ¡ l ¡ -Custos variáveis 6.000 un. X S 100 ' 600-QO A unidades vendidas rindo: :to: 2:20: _ Margem de mnmbuição 600,000 _ , ' ' ' - Custos fixos identificados 300900 - preço umtáno de venda S 200 S 200 S 400 _ Lucro 300.000 _ custos vanávcis por umd. s 150 S 100 S 240 s 1200000 x 0.25 = 3300000 aq d_ - custos Fixos identificados S 500.000 S 300.000 S 400.000 - custos ñzos comuns aos , “és modulos s 600000 c_ CF (+) Lucro desejado ____ S 400.000 + S 300.000 = 4375 un_ p - cv $ 400 - S 240 G Pede-se: Ca¡ l d _ _ _ -Vendas 4.375 un. x s 40o 1.750.000 a. u¡ e o poñrjirro Í eqttíiñrllbãio para o produto/ â. considerando somente _ Custos variáveis 4375 un_ x $ 240 LOSODDO seus cus os os 1 en ca os. *""_' ' - - 700.000 b. Qual o volume dc vendas para o produto B, considerando somente seus _ Mans"" de mnmlbulçao custos ñxos identificados, para se obter uma margem de lucro de 25% Custos fixos identificados É do preço de venda? _ Lucro 300.000
  24. 24. ¡62 Cnmnhnlndzde Ccvrmml ~ Erepnkh d. Quantidade M339" d' Produto »uma '98 : onuxlnmâào 'total S A 11.000 0.250 x | s so s 12.50 3 5.500 0,115 x s : ao s 12.50 c 27.500 0.625 x $160 5100,00 44.000 1.000 l 125,00 Margem de contribuição médna ponderada PE V_ i0” _ - _L ¡'8°°'°°° : 14.400 unidades Margem de Conmbuíção S 125 14.400 un. ›< 0,25 = 3.600 un. A 14.400 un. x 0,125 = 1.800 un_ B 14.400 un. X 0,625 r 9.000 un. C Margem de Contribuição S A = 3.600 un. X S 50 = 180.000 B = l.800un. >< $100 = 180.000 C = 9.000 un. X S 160 = 1.440.000 - Resultado -O- c. q.d. e. Margem de Segurança = S 14.300.000 (-) S 4.680.000 T_ 67 S 14.300.000 Receita 11.000 x S 200 = 5.500 x s 200 = 27.500 x S 400 = 2.200.000 1.100.000 11.000.000 S 14.300.000 Receita - Receita ponto equilíbrio Receita __. x._ . .._. __ . . -_

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