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Revista apresentada como PI no 6º semestre de jornalismo. Minhas matérias estão nas páginas 12 e 13 da revista.

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  1. 1. A volta das bolachas Fuck For Forest Fazer sexo na floresta é uma nova maneira de salvá-la Silent Disco No silêncio das pistas de dança o que reinam são os fones Andy Warhol A maior exposição pop chegou ao BrasilR$ 9,901a ediçãoJunho 2010 Junho/2010 1
  2. 2. C arta do editor Vintage. Para os conhecedores do mundo da moda, esse termo é utilizado para as tendências dos anos 1920 até 1960 que estão de volta. Para os apaix- onados pela bebida preferida de Baco, Vintage denomina os especiais vinhos do porto, que naturalmente envelhecem na garrafa sem perder o sabor. Pois é. Esse título resume a proposta da Trabalhamos muito durante pouco mais de nossa revista, mas vai muito além. cinco meses para chegarmos ao projeto final As principais tendências que motivam as pes- que você confere nesta edição (escrevo no soas a fazer determinado tipo de coisa, frequen- plural por que esta é uma produção coletiva tar algum lugar ou agir de alguma maneira, em que ninguém mediu esforços). Cada as- curiosa ou não, merecem destaque. Para esta sunto, imagem, frase e desenhos foram pen- edição, nossa equipe teve um enorme cuidado sados com carinho e são resultado de longas em debater, pesquisar e ir atrás desses assuntos reuniões, noites mal dormidas, debates e que fazem parte da vida de nossos leitores. discussões mal compreendidas, porém muito Neste número zero, trouxemos movimentos cul- gratificantes e estimulantes para o aprendi- turais que já passaram, mas estão voltando com zado de toda a equipe. O resultado está nas cara nova - como é o caso do disco de vinil - ou próximas páginas. Para arrematar escolhe- que são atuais e presentes no nosso cotidiano mos uma linguagem leve e descontraída, - como a tecnologia 3D, a ração humana e sexo envolvida em um projeto gráfico que tam- para a floresta. Também arriscamos algumas bém segue as principais tendências de cores práticas que podem virar tendências no futuro e e formas. outras que ainda estão sendo descobertas pelas Assim como o vintage dos vinhos do porto, pessoas. que transcendem o tempo sem perder a qualidade, a nossa Vintage espera também alcançar a tradução do conceito: perecer e se renovar a cada edição, sem perder sua quali- dade e, além disso, seu espaço e importância na vida das pessoas. Desejo a você uma ótima leitura. Talyson Rodrigues, editor-chefe e equipe. Arte sobre foto de AdrianMiaranda4 Vintage
  3. 3. Expediente Vintage Editor-Chefe: Talyson Rodrigues Chefe de Reportagem: Thiago Souza Editora de Arte: Yumi Novais Diretora de Planejamento e Controle: Thais Napoli Diretora de Assinaturas: Liliane Gallio Diretoral Geral de Publicidade: Daniela Sant’ana Orientadora de Planejamento Editorial: Lilian Crepaldi Orientador de Técnicas de Edição em Revista: Wagner Belmonte Orientador de Arte: Maurício Gasparotto Editores Executivos: Marina Vecchione, Alisson Mattos, João Guilherme Cantarella Editores: João Gabriel Botto, Karina Soares Peron, Natália Brandão Editor Especial: Mário de Oliveira Filho Subeditores: Josilene Rodrigues, Igor Rodrigues Editores Assistentes: Kaio César de Deus, Luis Eduardo Mendes Repórteres:Ana Carolina Lima, Thácia Luisa Rabêlo, Raphael Cortezi, Bethânia Brito, Julian Cássio Ribeiro, Italo Gapsar, Eden Robson, Murillo Chaves, Marco Antônio Mendes, Valéria Salgado, Mayara Luz, Tadeu Pacífico, Mirian Pimentel, Emília Reis, Camila Guazzelli, Nathan Morais, Josiane Rodrigues, Mayne Luz, Breno Rodrigues, Lucas Balbino, Jussara Reis, Clayton Ferreira, Kássio Ribeiro, Ricardo Alves, Taynara Incert, Nayara Peloso, Karina Silveira, Wilma Oliveira, Deise Miarelli, Norton Juarez, Raquel Teixeira, Maria Luisa Sorshtuman, Diogo Carniato. Preparadores Digitais: Giovanni Pattela, Odair José da Silva, Joaquim José Xavier, Madeinusa Louisanna, Rita Jones, Arnaldo Pereira Antunes, Antonio Nunes, Silvio dos Santos, Vanusa Brasil, Paula Tejan do Carmo, Fausta Silvo, Maria das Graças Meneghelli, Zacarias Renato Santana, Melis Mansurs, Tales Aquiles, Lady Gaspar, Michel Jaques, Jaqueline Pereira. Colaboradores: Angélica Pietra, Samuel Vimer, Maria Terra, Chico Bento, Mônica Casca, Carlos Marx, Quico Flor, Francisca Madruga, Clotilde Setembrina, Luciano Verde, Ney Matoso, Maria Camões, Lázaro Ramosi, Edson Nascimento, Ronaldo Fentomen, Fabricia Cristina, Lais Rosário, Julia Capraar, Alice Trincheira, Roberto Trabucco, Kaite Perla, Jasmin Rosa, Jposé Maria, Alberto dos Caieira, Álvaro dos Campos, Juliana Pretto, Karla Vazques, José Silva, Lenine Guarani, Karolina Oliveira, Breno Luz, Alfredo Ruiz, Tabata Ronero, Jabel Maria, Karise Maltez, Francisco Tantra, Emilio Lezman, Alfredo Augusta, Leonardo Oliveira, Maria José Oliveira, Tereza Matos, Jack Philip, Adriana Canhotto, Marisa Montes, John Lenny, Marta Scorceze, Luana Juris, Para o expediente fizemos uma clássica brincadeira que era feita com os vinis: a “cara de vinil”. É só pegar uma capa de disco que tenha o rosto do artista estampada nela, encaixar no lugar do seu rosto e pronto, só fotogra- far! Nós então resolvemos testar essa possibilidade que as ca- pas de Lps proporcionam, mas trocando as nossas faces. Da esquerda para a direita: Liliane, nossa repórter, Yumi, editora de arte, eu, Talyson, editor-chefe, Dani e Thaís, repórteres e Thiago chefe de reportagem.Arte sobre foto de AdrianMiaranda Junho/2010 5
  4. 4. FUCK FOR FOREST 9 Fazer sexo na floresta é uma nova maneira de salvá-la SLOW FOOD 10 Comer devagar é uma tendência que faz bem e ajuda a preservar a INDI diversidade no Planeta RAÇÃO HUMANA 11 Um novo modismo alimentar. Qualidade de vida ou tendência arriscada? VITRINE TECH 12 Os pincipais lançamentos tecnológicos APLICATIVOS INUTEIS 13 As inutilidades que apenas ocupam espaço no seu Iphone MOCHILÃO 14 Viajar pelo Brasil também é uma opção para quem quer gastar pouco e se divertir muito FLASH MOB 22 Tirando as calças no metrô ou milhares de pessoas fazendo passinhos ensaiados. Isso é Flash Mob 3D 23 A invasão tridimensional nas salas de cinema e, agora, na sua casa6 Vintage
  5. 5. Foto: Divulgação COUCH SURFING Viajar e conhecer outras culturas dormindo no sofá 24 ANDY WARHOL A maior exposição pop chegou ao Brasil 25 CULTURA DE QUINTA A grande mistura de sons e movimentos artísticos 26DICE MY POD O que você anda ouvindo? 29 SILENT DISCO No silêncio das pistas de dança os que reinam são os fones 30 DE HAPPY HOUR A FIM DE NOITE Três bares para animar seu 31 final de semana MENU Dicas de livro, filme, DVD, CD teatro 32 17CAPA EDITORIAL DE MODA A volta das Graffite e moda. Anexo especial mostra fotos do bolachas ensaio que mistura duas tendências Na era do mp3, o disco de vinil, que embalou festas e romances há alguns anos volta com força total e, ao que tudo indica, para ficar Junho/2010 7
  6. 6. Foto: DivulgaçãoPING - PONG
  7. 7. M meio ambiente F uck for Por Yumi Novais Forest Traduzido para o português, algo como sexo pela floresta. O Fuck For Forest se funde entre ambientalismo e pornografia. O novo Eco-Porn encontrou uma forma inusitada de lutar pela natureza N a página de abertura do site, o tradicional aviso sobre conteúdo para adultos vira frase de campanha, com bom hu- mor e uma dose de provocação:“Aviso: É hora de darmos at- enção a como os humanos destroem diariamente a natureza. Esta página contém naturismo puro, incluindo grafismo sexual, imagens eróticas e linguagem sexual explícita. Tam- bém contém informação de como os humanos exploram o planeta. Você deve ter 18 anos e em alguns lugares, 21, para entrar nesta página e ver o material. Se for menor ou simplesmente se ofender com o amor e a verdade, é melhor fechar a janela.”Foto: Divulgação A ONG, conhecida como FFF, não é nenhuma grande organização, mas já arrecadou mais de 300 mil euros desde sua criação, em 2005. Fundada por um grupo de ativistas noruegueses, tem como missão o“ativismo erótico e o por- noidealismo”para quem quer ter “uma experiência ecológica excitante, viva” Durante os primeiros meses de existência, o . grupo chegou a receber fundos do governo da Noruega. A organização promete preservar as florestas tropicais, se você topar o corpo-a-corpo militante.Basta postar no site oficial a filmagem ou fotos de momentos de intimidade e autorizar a exibição. Existem também vídeos produzidos escpecialmente para a entidade, com a participação de atores e atrizes profissionais que doam seu cachê para a causa defendida pelo grupo. Mas se você é apenas um consumidor consciente, paga-se 15 dólares por mês e assiste a produções nem sempre negati- vamente amadoras e todas ecologicamente corretas. Em 2009, o grupo esteve em terras tupiniquins. A organização montou seu estande no Universo Paralello, festival de arte e cultura alternativa que acontece na Bahia todos os anos. Fuck For Forest deu o que falar com a bandeira de sexo livre a favor da natureza. A soteropolitana Aline Soares, conhecida como Bob, par- ticipou. “ Prazer e ativismo ambiental, por que não juntar? Acho que qualquer forma de ajudar nosso planeta é válida” , acredita. Segundo Bob, não há regras. Não precisa estar acom- panhado e pode transar com quem quiser: homens, mulheres ou até mesmo um menage. “Você entra e rola, com quem quiser e como quiser”, explica. Se a luxúria queima a chama do pecado, em Fuck For Forest o pecado é verde. Junho/2010 9
  8. 8. S aúde Devagar e sempre Foto: Divulgação Comer devagar e comidas gostosas é, agora, uma alternativa para salvar o planeta. Parece não fazer muito sentido, mas em 1969, o Slow Food surgiu com esse objetivo e hoje ganha mais espaço nas mesas das casas e de refinados restaurantes Por Talyson RodriguesÉ da comida que vêm osnutrientes necessários para “O conceito não é apenas Mesmo com o surgimento há mais de quarenta anos, essa Pará, cambuci, araçá e açaí são alguns entre os muitos comer devagar, mas também filosofia ecogastronomica sabores aqui encontrados ea sobrevivência. A falta de prezar pelo alimento bom, começa a engordar somente explorados pelos chefes detempo faz da alimentação ou seja, de boa qualidade agora. Restaurantes já estão cozinha Slow Food. comer-uma coadjuvante no dia- e procedência, limpo, sem adaptando seu menu e co- ciais e financeiros para que-a-dia corrido e isso pode qualquer tipo de agrotóxi- locando na mesa o assunto não parassem sua produçãocontribuir com a degradação cos ou produtos químicos e comida sustentável. ”Somen- orgânica com a expansão dado Planeta. O que parece justo, que preserva e recom- te agora se trata do assunto indústria do alimento.mais uma lorota apocalíptica pensa com justiça o produ- com a seriedade merecida,pode ser verdade, pelo me- tor.”, afirma Petrini, que já foi antes éramos consideradosnos para um grupo conside- considerado um dos cin- os ecochatos, agora voltaramrável de pessoas que militam quenta homens que podem os olhos para essa tendên-em prol do alimento e da salvar o planeta. cia”, diz Anayde Lima, donanatureza: os Slow Food. Além da rapidez de no pre- do restaurante Julia queFabiana Sanchez é uma paro, a indústria do alimento prepara pratos baseadospaulistana que conheceu o desencadeia muitos fatores na filosofia Slow Food, masSlow Food há dois anos. Filha que a torna inimiga número encontra aindade empresários do ramo do um do movimento “slow”. dificuldades parafast food – principal inimigo Ela abocanha as pequenas trazer até a metró-do movimeno slow – ela produções e contribui para a pole os produtosprocurou então mudar seus extinção da biodiversidade de pequenos agri-hábitos alimentares, e conse- no planeta. Segundo eles cultores.guiu.Tornou-se militante dogosto e abraçou a causa. os produtos e as receitas da vovó preparadas com “amor”O Slow Food surgiu na Itália (não aquele que vem em pó Brasil Slowem 1969. Fundado pelo jor- Em terras tupini-nalista italiano Carlo Petrini, dentro de saquinhos) estão quins esse conceitoo movimento veio como um perdendo espaço para a pa- ecogastronomicoconceito de ecogastronomia dronização da comida. Para encontrou umae uma possibilidade de dimi- que isso não ocorra, ou seus rica diversidadenuir os efeitos do fast food. efeitos sejam amenizados, alimentar. Umbu, a filosofia criada por Petrini cupuaçu, arroz ver- ajuda na preservação dessa melho, castanha do diversidade de cada lugar.10 Vintage
  9. 9. Qualidade de vida modismo arriscado ? ouFoto: Divulgação Por Thaís Napoli O personal trainer André Altarejo Cara- vieri, 30, conta que conheceu pessoas na academia onde Quem não deseja um corpo perfeito, à la Gisele? Ou disposição de sobra, para aguentar a correria do trabalha que deixaram de comer o trivial arroz com feijão dia-a-dia? É possível conseguir tudo isso de maneira e utilizam uma nova receita como alimento principal. “A ração humana nunca deve ser usada para substituir as re- saudável? Um novo composto, a ração humana, pro- feições. Ela deve ser um complemento no café da manhã mete que sim ou no lanche da tarde. O emagrecimento não é restrição e diminuição brusca de alimento. É um controle e um equilíbrio alimentar ao longo do dia”, afirma. Modo de preparo Desenvolvida pela terapeuta natural Lica Taka- Ingredientes: gui com o nutricionista Daniel Boarim, este novo suple- mento é composto por 10 ingredientes ricos em fibras, - 250 ml de leite de soja; que trazem benefícios importantes para o bom funcio- - 50 gramas de cada fibra (linhaça, colágeno, fibra de trigo, aveia, açú- namento do corpo e ainda, se usado corretamente e car mascavo, castanha, amêndoa, gergelim e gérmen de trigo); com o auxílio de exercícios físicos, inibe o apetite e reduz - 01 fruta de sua preferência. medidas. Mas é preciso ir com calma. Profissionais reco- Como fazer: Foto: Divulgação mendam cautela e afirmam ser necessário visitar um nu- - Bata no liquidificador os ingredientes que não sejam em pó, e tricionista para esclarecer possíveis dúvidas. Segundo es- depois os misture. Quando o composto estiver pronto, adicione 02 pecialistas, a mistura deve ser feita em casa e beber muito colheres (sopa) ao leite de soja e a fruta escolhida, e bata tudo no líquido passa ser obrigação. liquidificador. Se preferir, adoce com mel ou melado de cana. Ana Cristina Magalhães, 44, utilizou a ração de forma inadequada e ganhou peso. “Ingeria grande quan- - Guarde o composto em recipiente escuro. Conservar na geladeira, tidade e não bebia água. Meu intestino passou a funcio- por no máximo 10 dias. nar mal e acabei engordando”, lembra. Segundo a nutri- cionista Fabiana Cusin, a ausência de líquidos quando se decide aderir ao composto causa inchaço abdominal e um grande desconforto, que pode ser refletido também no mau regulamento do intestino e aumento de peso, dando efeito contrário ao esperado. Sobre a perda de peso após o consumo, a profis- sional afirma: “A ração humana auxilia no emagrecimento, pois tem a função de estabilização do sistema digestivo e diminui a absorção da gordura, porém são necessárias a prática de exercícios físicos e o acompanhamento de um especialista”. Esta nova receita “mágica” está bastante pre- sente no mundo fitness. Professores de academias, atle- tas e até lutadores incluíram a mistura destes cereais integrais nas dietas, pois eles aceleram o metabolismo e proporcionam mais energia. Aline Fontes, instrutora de Pilates, conta: “Há dois meses ouvi falar bem da ração e resolvi experimentar. Senti que houve um aumento na minha disposição, minha flora intestinal está mais regu- lada, meus cabelos e unhas fortificados. Considero este produto ricamente nutritivo, e tomo todos os dias no café-da-manhã, batido com uma fruta”. O importante é respeitar os conselhos dos es- pecialistas e comprar ingredientes de boa qualidade. Seguir corretamente as instruções ajuda a evitar que o sonho do corpo perfeito e saudável não se torne um grande pesadelo. Junho/2010 11
  10. 10. T ech Por Daniela Sant’ana Um trabalho a menos Vitrine Tecnologia em Tablete Foto: Divulgação A Câmera Digital Samsung ST1000 tira fotos de quali- dade e é capaz de enviá-las automaticamente para a in- ternet utilizando a rede Wi-Fi que estiver disponível, basta informar a chave e a máquina já está on-line. Com alguns toques, é possível mandar imagens para o Picasa ou Fa- cebook e vídeos para o You- Tube. A conexão também pode ser usada para enviar as informações diretamente A para TVs e outros aparelhos. A câmera pode ser adquiri- Caindo na real da por R$1999 no mercado. mais nova cri- ação da Aplle, o Ipad, é uma versão Apple, o Ipad, é uma versão melhorada do Iphone Para dividir as favoritas e, em breve, estará disponível no mer- cado brasileiro. O aparelho fino e com design inovador é um pouco menor que uma revista e dis- A tecnologia 3D não está mais ponibiliza acesso à disponível apenas nos cinemas. internet e muito mais A TV em terceira dimensão com alta velocidade começa a chegar ao Brasil. e memória, tudo isso Fabricantes como Toshiba e Pa- com tecnologia mul- Aparentemente, mais ti-touch, que possibil- parece um copo térmico nasonic já anunciam linhas de produtos. Algumas empresas ita percorrer um mun- para café, mas é um alto-fa- do de novidades com lante para tocador de MP3 já trabalham no desenvolvi- mento de aparelhos que dis- os dedos. O produto adaptável ao porta-copo custa em média R$3 dos automóveis. Lançado pensem óculos. Os televisores não devem se popularizar rapi- Mil, valor que varia de pela Sony, o aparelho RDP- acordo com a capaci- NWv500 será vendido nas damente em função do alto preço, que varia entre R$7 Mil e dade de armazena- cores laranja e preto. O val- mento. or é de aproximadamente R$15 Mil. R$250.12 Vintage
  11. 11. Aplicativos Inúteis Jogos, curiosidades, utilidades e inutilidades: tudo na palma da mão Por Daniela Sant’anaÉ cada vez maior a variedade de aplicati-vos para celulares. Pagos ou gratuitos, eles vi- Um repelente em forma deraram mania, divertem, e às vezes até ajudam aplicativo, o AntiGnat, pro-as pessoas. O que espanta é a quantidade de duz um som quase imper-funções inúteis, com necessidades duvidosas, ceptível ao ouvido humano,ou aqueles que até servem para alguma coisa, mas que teoricamentemas não para o usuário que o baixou. poderia ajudar a espantar Os maiores exemplos são os próprios para o mosquitos e outros insetos.Iphone. Há programas para quem tem medo Os usuários simplesmentede avião; outro“traduz”o choro dos bebês e baixam os programas e nãoaté um que“finge”tirar a roupa das pessoas. usam, ficam só ocupandoOs preços variam de alguns centavos de dólar o espaço na memória doaté mais de U$ 1.000. celular. Mesmo que um diaRodrigo Toledo, um aficionado por tecnologia eles foram utilizados, com oe internet que hoje trabalha como editor e passar do tempo, as pessoasconsultor em mobilidade e mídias sociais, faz percebem que não eram tãouma lista em seu blog das inutilidades que úteis quanto pensavam.tem em seu celular, e não são poucos os queele baixou e nem sequer usou. Segundo ele,“Um programa inútil não é necessariamenteum software ruim, e certamente pode ser degrande utilidade para outro usuário, entre-tanto, para você ele pode não ser uma boasolução” . Alguns são tão inúteis que chegam a serbizarros, como o YouDo VooDoo, que permiteque você dê um nome para o boneco e oespete com agulhas digitais à vontade. Osofrimento do boneco, batizado carinhosa-mente com o nome daquele“amigo” pode ser ,escutado por meio das caixas de som do seucelular. Existem até aqueles que fazem seu organis-mo funcionar melhor, como o Shybladder,que reproduz sons de água que, segundoseus desenvolvedores, mesmo que não hajacomprovação cientifica, estimulam as pessoasa fazerem xixi. Eles até ajudam a encontrar companhia. É ocaso da Amamiya Momo, uma namorada vir-tual que interage com o usuário e fica irritadaquando não lhe dão atenção. Para quem não se controla depois de beberum pouco a mais, existe o Drunk Dialer, quedificulta que você realize aquela ligaçãoproibida e irresistível para o ex, com umdispositivo que só aceita a discagem se elafor feita rapidamente, o que é difícil depoisda balada. Junho/2010 13
  12. 12. P é na estrada Viagem, mochila e descobertas Por Liliane Gallio Viajar com pouco U m destino, pou- dinheiro, conhecer Foto: Divulgação co dinheiro e uma mochila nas costas impulsionam o lugares e pessoas sonho de estudantes, turis- tas e tribos no mundo in- teiro, que saem por aí afins de descobrir costumes, situ- ações e histórias diferentes. Carolina Campos, 23 anos, jornalista e fotógrafa, sabe bem como é a vida de um Carolina diz que as coisas mochileiro. Sua primeira acontecem naturalmente, viagem para fora do país pois não há mordomias e ocorreu aos 16 anos, quando nem datas marcadas, o que fez um intercâmbio na Aus- se encontra no percurso trália. Depois da experiência, é que cria as ocasiões. “O a vontade de conhecer out- que nunca pode deixar de ros lugares não parou mais: levar é o espírito aventurei- já percorreu todos os esta- ro, o otimismo e a entrega, dos brasileiros e mais de 10 de corpo, mente e alma” , países, entre eles Alemanha, viajar é uma forma de en- Portugal e Estados Unidos. tender que as pessoas e Para muitos, essa é lugares são diferentes e a única maneira de con- respeitar estas diferenças. hecer o mundo e ter a pos- “Viajar é tudo isso e mais sibilidade de vivenciar ex- um pouco... E o que real- periências, diferenciadas e mente me motiva é saber aprender com as surpresas que irei conhecer novos que aparecem no camin- cheiros, sentidos, sabores, ho. Ao decidir os lugares cores e amores. Viajar é que irá percorrer, o mochile- preciso” diz Carolina. , iro carrega “nas costas” tudo o que precisa para enfren- tar aventuras e descobertas.14 Vintage
  13. 13. O Brasil, por ser umpaís rico em belezasnaturais e que possuium povo acolhedor,é uma das principaisrotas dos adeptos domochilão. De acordocom São Paulo Tu-rismo, a responsávelpelo turismo e even-tos na cidade de SãoPaulo, os estrangeirosrepresentam 75% dopúblico dos alberguespaulistanos. Junho/2010 15
  14. 14. A Volta das Foto: DivulgaçãoVINILBolachasPor Talyson Rodrigues Junho/2010 17
  15. 15. C apa Foto: Divulgação Seus ruídos já embalolaram romances e festinhas dos anos 1950 até o final da década 1980. Agora ele reaparece com regrava- ções e bandas novas para agradar os mais jovens. Na era do mp3 quem está de volta é o vinil. O charme do barulho ruido- so da agulha da vitrola, em contato com com, que fala de música e principalmen- te sobre os vinis. Hoje sua coleção soma mais de 200 títulos e ele mesmo afirma que são em maior número do que ele Sua estante abriga hoje mais de cinco mil exemplares bem con- servados e, alguns raríssimos. Pra- teleiras bem freqüentadas, lá estão os sulcos da superfície preta do vinil, há tem de amigos. 95% desses álbuns ele muito tempo, estava apenas na memória os principais nomes da Mpb, toda também tem em seu mp3, “Mais pela saudosista de muitos trintões e quaren- a coleção de Frank Sinatra, muitos portabilidade. Não dá pra levar meus tões. A maioria das pessoas entre 18 e 25 discos de Elvis e vinis raríssimos vinis para uma viagem ou escutá-los no anos tem apenas uma vaga lembrança que contém musicais e programas carro por exemplo”. dele. Mas, depois de seu quase desapare- de rádio. “Alguns discos não saem O jornalista Marino Maradei é tam- cimento, por causa do surgimento do CD e da minha casa por nada, até o dia bém um homem fascinado pela magia depois do mp3, o velho LP voltou para as em que alguém herdá-los” diz Ma- dos vinis, mas com um diferencial: ele prateleiras, não as de sebos, mas de gran- rino. acompanhou o momento em que as bo- des lojas, com figuras novas para as cole- Com tantos discos é necessá- lachas embalavam as festas e os namo- ções dos apaixonados por música que já o rio cuidado dobrado para que não ros das pessoas da época, viu o seu qua- conheciam e dos que nem sequer viveram estraguem. Zelo que se repete na se desaparecimento e presencia hoje a o período de reinado das bolachas. hora ouvir as musicas contidas no sua volta. O estudante de engenharia da com- LP. “Sessentão” e colecionador por con- putação Tony Aiex, 26, é um desses jovens seqüência, Marino começou a juntar apaixonados. Comprou seu primeiro LP seus discos quando trabalhava como aos 19 anos de idade, o “London Calling” produtor de rádio. “Cheguei a ter mais do Clash. “Na época nem vitrola eu tinha, de vinte mil LPs, doei a maioria e fiquei mas achei a capa de mais, De uns dois só com as raridades” afirma. anos pra cá a coisa foi ficando mais séria” diz Tony. Há pouco menos de um ano ele criou o site tenhomaisdiscosqueamigos.18 Vintage Revista Vintage
  16. 16. Para Marino, Tony e todos os apaixonadospelo vinil, é um acontecimento ritualístico colo-car o LP pra tocar. “É uma nostalgia que não tempreço” diz Marino. Para Tony é muito mais praze-roso esperar para ver o disco que chegou do cor-reio, abrir o pacote, ver sua capa, sua cor e ouvircada música. Uma das perdas que trouxeram os arquivosem mp3 foi visual. Não tem a imagem que resu-me toda a ópera. Em um tamanho avantajado, ascapas de vinil traziam verdadeiras obras de arteestampadas, além da possibilidade de brincarcom os rostos dos artistas e fazer a foto cara devinil. Os Cds já diminuíram significativamenteesse recurso visual em seu encarte e o mp3 en-tão, nem se fala. Fato é que o vinil voltou. Com gravações denovas bandas e como uma alternativa que podeaté solucionar um sério problema criado por seussucessores: a pirataria. Nos Estados Unidos e naEuropa, no ano passado, foram vendidos mais de2,8 milhões de vinis, o melhor desempenho emonze anos. As gravadoras se atentaram para essenovo mercado e estão lançando e relançandodiscos, e isso conquista fãs mais jovens. 78 Rotações - Goma-laca Antes do surgimento do LP, em 1890, eram os discos de 78 rpm que tocavam nos gramofones. Eles eram feitos de goma-laca, material duro e fácil de quebrar. LP - Long Play Mais leves e maleáveis os dis- cos de vinil substituem os de 78 rpm em 1948. Suas capas marca- ram época. MP3 Uma imensa capacidade de ar- FIta cassete mazenamento de músicas foi resul- tado de anos de pesquisa. Em 1998 Essa mídia se destacou por surgiram os primeiros players de difundir a capacidade de gravar e mp3 emitir som. Surgiu em 1963, lan- çada pela empresa Philips. LP - O Retorno No final de 2008 a gravado- Compact Disc - CD ra Deckdisc comprou e reabriu Prometendo maior durabilida- de, capacidade e clareza sonora o a última gravadora da América CD apareceu no final da década de Latina. Um ano depois Europa e 80 e foi, aos poucos, substituindo os EUA registraram 2,8 milhões de LPs. LPs vendidos Junho/2010 19 Junho 2010
  17. 17. Além dos recursos visuais perdidos, alguns Arte na capaentusiastas insistem na teoria de que o CDperde em qualidade sonora para o vinil, eos arquivos em mp3 para os Cds. Uma velhadiscussão que, para muitos não passa deconversa fiada. Para o engenheiro de áudio As capas de disco que fizeram história assinadasJosé Augusto Soares o CD tem um som mais por renomados artistas plásticos e ilustradoresmetálico e perde alguns agudos e graves.“Quanto mais compacto mais a qualidade so-nora piora, seria também o caso dos arquivosem mp3”. Essa é uma discussão sem fim entreespecialistas e amantes. Diamond Dogs - David BowieO que não se discute é que os Lps são, comgrande vantagem,mais difíceis de piratear do A fantástica ilustração é de Guy Pe-qualquer um de seus concorrentes. As grava- ellaert, que é responsável por outros Foto: Divulgaçãodoras apostam nisso e agora estão olhando desenhos de personalidades do mun-para esse mercado que antes estava jogado do da música.às traças.Há quem diga que o futuro são os vinis. O cantor Lenine aposta nessa teoria. Em2006 ele lançou seu álbum “Labiata” em trêsformatos: em CD, um mp3 estilizado com seunome e um vinil. E ainda afirmou que issosimboliza o passado o presente e o futuro,respectivamente. Legal - Gal CostaSeu material é mais caro e sua forma deprodução torna inviável qualquer tipo de O artista brasileiro e tropicalista Hélioreprodução clandestina. Por esse motivo nãotem na barraquinha do camelô um legítimo Oiticica assina uma oba no disco da“piratão” de um disco do Nirvana, Green Day cantora Gal Costa.ou Radiohead, por exemplo.Esse alto custo não implica somente naimpossibilidade de lucro dos camelôs, mastambém no bolso dos consumidores. A maio-ria das bandas que lança vinis atualmente édo cenário internacional. Nas grandes livrariasdo Brasil já existem esses mesmos álbuns maspor preços assustadores acima de três digitos. Love You Live - The Rolling StonesFica mais fácil pedir pelo correio das própriasgravadoras lá fora, o que encarece é o frete Andy Warhol assina a capa do discoque sai por dez dólares por unidade. dos Rolling Stones. Andy é responsá-Mas por aqui o mercado está começando a vel por outras obras em estampadascaminhar novamente. A gravadora Deckdisc em capas de vinil, como a famosa ba-comprou a última fábrica da América Latina -que agora se tornou a única desse formato - e nana do Velvet Underground & Nico.está relançando alguns álbuns: “Chiaroescuro”da cantora Pitty, “Fome de tudo” do NaçãoZumbi, “Cinema” do Cachorro Grande e “OndeBrilhem os Olhos Seus” de Fernanda Takai . Revolver - Beatles O artista plástico Klaus Voorman fez história ao realizar a fabulosa capa do Revolver (1966). Os Beatles têm várias capas históricas, como Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e Abbey Road.20 Vintage
  18. 18. Foto: Divulgação
  19. 19. C omportamento Um, dois, três e... Flash Mob Uma nova forma de manifestação ou uma Por Liliane Gallio “Mariavaicomasoutras.com”? A s manifestações organizadas pelos adep- tos do Flash Mob percorrem o mundo com algu- Foto: Divulgação Pants” (sem calças), que aconteceu na últi- ma quinta-feira (13) nas estações do metrô de mas mensagens de cunho político e ideias pelas São Paulo. Cerca de 500 jovens se reuniram quais o inusitado é a principal razão do encontro. e partiram em direção á estação Paraíso, embarcaram Os Flash Mobs são reunião rápidas que ocorrem com roupas e no percurso até a estação Consolação, em lugares públicos. Os participantes se organizam os participantes tiravam suas calças. É a segunda através de blogs e email, e as informações são divulga- vez que este tipo de even das em outros meios de comunicação como o Orkut. to ocorre no metrô. O maior Flash Mob do mundo, com mais de Um dos organizadores de Flash Mob no Bras- 21mil participantes, ocorreu no dia 10 de setem- il é Caio Komatsu, 20 anos, que mobilizou os bro de 2009, durante um show do Black Eyed adeptos da ideia no último dia 13 e definiu ao Peas na abertura da nova temporada da Op- portal G1 que “tem gente de todas as tribos”. rah Winfrey, um programa norte-americano. Os encontros do Flash Mob causam curiosidade e A popularização dos encontros ocorreu devido à fa- mudam a rotina dos lugares onde ocorrem, pois cilidade de interação de um grande número de pes- da mesma forma que rapidamente uma multi- soas, que nem sequer se conhecem e a proposta de dão aparece, ela se dispersa, deixando as pessoas fazer algo novo em lugares diferentes, como o “No sem entender o que realmente está acontecendo. Pillow Fight é um flash mob que acon- tece em vários países do mundo, inclusive em São Paulo. Uma guerra de travessei- ros instantânea.22 Vintage
  20. 20. P é na estrada Invasão 3D Foto: Divulgação Investimentos em tecnologia crescem para atrair o Por Thiago Souza consumidoro A técnica 3D é responsável por um crescimento promissor no to da retina ao olhar objetos do cotidiano, mas também gerada por programas de computador, como é da Unifesp: “Para quem possui labi- rintite, as reações são mais fortes”, explica. mercado de entretenimento. Seu o caso de Avatar e Alice no País das No futuro, empresas estudam uso, principalmente no cinema, é Maravilhas, dois grandes sucessos projetos para lançar a tecnologia uma alternativa para combater a recentes do cinema. em mídias moveis, como celulares, pirataria, os downloads de filmes Outras mídias, como a televisão, players e iPods. O sucesso da téc- e para trazer de volta o publico às também apostam em um futuro de nica pode aumentar o seu fatura- bilheterias, que vende cada vez sucesso com a tecnologia. Empre- mento, e é possível afirmar que a menos entradas. Segundo pes- sas como a sul-coreana Samsung técnica mudará o modo como são quisas do portal Terra, as maiores lançaram, no início deste ano, vistos os programas. bilheterias do ano de 2009 vieram televisores que permitem a imersão de filmes em três dimensões, caso do espectador nas três dimensões. de Up – Altas Aventuras e Monstros Como no cinema, o espectador vs. Alienígenas. precisa utilizar óculos especiais, que O cinema, inventado em 1895 podem trazer desconforto. Segun- pelos irmãos franceses August e do Karen Grapea, estilista, o filme Louis Lumière, causou furor ao ser assistido em três dimensões provo- apresentado à sociedade da época. ca mal-estar e desconforto visual: O filme “L’Arrivé du Train”, de 1900, “Depois de assistir Alice no País das foi a primeira experiência com as Maravilhas, fiquei com os olhos ar- três dimensões para o público. As dendo e com náusea. Provavelmen- imagens de um trem que saía de te não assistirei mais filmes assim”. um túnel e chegava a uma estação No exterior, as empresas que uti- provocaram estardalhaço na platéia lizam esta tecnologia que, eufórica, pensou que o trem para a venda de seus sairia do projetor e invadiria a sala produtos advertem onde o filme estava sendo exibido. sobre possíveis pro- A técnica utilizada para captar o blemas ao espectador, fenômeno tridimensional é deno- como dores de cabeça, minada estereoscopia, que procura náuseas e cansaço visu- uma simulação de duas imagens al. Alguns espectadores da mesma cena que são projetadas ressaltam que uma nos olhos, de pontos distintos, o sensação de flutuação que faz o cérebro processar as ima- é nitidamente perce- gens, causando o efeito. bida ao término de Segundo oftalmologistas, as três cada sessão, conforme dimensões podem ser vistas natu- Fernando Ganança, ralmente, a partir do deslocamen- otorrinolaringologista Junho/2010 23
  21. 21. P é na estrada C Na onda do ouch Surfing Por Talyson Rodrigues É só ter um sofá e disposição. O Couch surfing abre portas para o relacionamento e a troca de culturas entre todo o mundo. A internet facilita e muito a aproximação de culturas Para participar, basta ter um sofá e dis- posição para trocar cultura. O CS surgiu Entre as experiências, há que pas- sou pelas positivas mas alguns completamente distintas e em 1999, na cabeça de Casey Fenton, apontam situações inesperadas nas distantes. E é através dessa fer- que faria então uma viagem à Islândia. viagens. ramenta que um grupo de mil- Ele não queria ficar em albergue ou O alemão Mika Straka ficou sem hões de pessoas encontrou a hotel, sem ninguém para conversar ou dormir uma noite sem dormir em oportunidade de potencializar alguém que apresentasse o país, então Barcelona a espera de seu anfitrião essa troca de costumes, abrindo mandou uma mensagem para uma que foi para a balada e se esqueceu a oportunidade de conhecer lista de estudantes “ Estou indo para a do hóspede. pessoalmente uns aos outros Islândia, posso dormir na sua casa?” A Os usuários garantem que há segu- e ainda uma brecha no sofá de surpresa foi que muitos responderam rança e que são poucos os proble- casa para hospedar o mundo que sim. mas ocorridos. Existe uma grau de todo. Dessa brilhante idéia nasceu o couch recomendação de cada usuário do O couch surfing é uma rede so- surfing, que hoje hospeda – não em site, que é dado por pessoas que cial que liga pessoas de Tóquio um sofá, mas em uma página na inter- já se conheceram. Para os descon- ao Rio de Janeiro, do Oiapoque net – mais de 60 milhões de usuários fiados, não é obrigatório hospedar ao Chuí, do Irã aos EUA, os sete de todos os cantos do mundo. ninguém, e nem dormir na casa de mares e os cinco continentes, Philip Carthy, irladês de 26 anos veio desconhecidos. O intuito do site é enfim, conecta todo o globo para o Brasil pela primeira vez pelo CS. a troca de culturas, portanto um terrestre. Hoje ele mora e trabalha aqui. “Vim cafezinho ou uma cerveja podem Carol Mesquita é jornalista e já pela primeira vez ao Brasil para ficar ser de bom tamanho. utilizou de alguns sofás de pes- na casa de uma amiga que conheci no soas até então desconhecidas. couch, um tempo depois eu me mudei “Já viajei muito e sempre tive para cá. Hoje não namoramos mais, boas experiências no Couch mas eu não quero deixar o Brasil” diz Surfing, acho que é um resgate Philip. da confiança nas pessoas.”Foto: Divulgação 24 Vintage
  22. 22. N ovidade Andy Warhol Por Thiago Souza Pinacoteca do Estado reúne 170 obras do inventor da pop art, na mais completa mostra realizada sobre o artista.A ndy Warhol, nascido em No BrasilPittsburgh nos Estados Unidos,é referência quando se fala emartes plásticas e artes em geral eseu currículo é invejável. Trabal-hou em revistas como Vogue e E Andy não parou por aí. Isso éThe New Yorker, fazendo também visível porque suas exposiçõesanúncios publicitários e displays causam furor por onde passa. Apara vitrines de lojas, além de ser maior mostra já realizada sobre onada mais do que o pai de um artista está disponível na Pina-movimento artístico que revolu- coteca do Estado de São Paulo,cionou o mundo visual. A pop art surgiu que reúne 44 filmes, 26 pinturas, durante a década de 58 gravuras, 39 fotos e duas ilus-Andy é o inventor do fenômeno trações.chamado pop art que se caracter- 1950, mas sua ascensão veio deziza pelas cores fortes, vibrantes, anos depois. Andy, nome mais forte A mostra Andy Warhol, Mr. Amer-além de utilizar materiais diversos do movimento, fugiu dos padrões de ica, organizada pelo The Andycomo gesso, tinta acrílica, látex e arte de seu tempo. Prova disso é o isso é o uso de Estados Unidos atraiu milhares depoliéster Mas esta arte veio, sobr- pessoas, curiosas, para ver suasetudo, para criticar os hábitos de serigrafias para representar a forma obras. Marilyn Monroe, Ronaldconsumo da sociedade capitalista de consumo impessoal dos objetos destinados à massa, como as gar- Reagan, ator e 40º presidente dosda época e seu intuito era de rafas de Coca-Cola e as latas de sopa EUA, Mao Tsé-Tung e o boxeadortransformar o real em hiper-real. Campbell. Muhammad Ali estão lá, não pes- soalmente, mas estampados em cores vibrantes e vivas pensadas pelo artista americano. Junho/2010 25
  23. 23. N ovidadeCultura de Quinta Por Yumi Novais Sem programa para uma quinta à noite? Que tal uma exposição, músi- ca ou um curta? O projeto Cultura de Quinta não é isso, nem aquilo. É tudo junto e misturado! A tora Cibele Appes (Cole- Bangla e Bocato, este tivo Literatura Subsolo) e último, com forte presença pluralidade da noite Salvador Bocutto, dono do na cena musical. Bocato já paulistana é indiscutível. Espaço Cultural Kaverna atuou ao lado de grandes De segunda a segunda, é na Vila Madalena, onde músicos brasileiros como possível encontrar na ci- acontece o Cultura. A visão Rita Lee, Ney Matogrosso, dade um universo cultural desta proposta é a imersão Roberto Carlos, Elis Regina, para todos os estilos e gos- no universo artístico alter- Itamar Assumpção e Carlin- tos. De peças teatrais com nativo de diferentes locais hos Brown. inspiração nas obras de Ni- da cidade, que mistura as Nas artes visuais, o auge etzsche a shows fervorosos vertentes e recria os ambi- foi a Galeria Grafite, pro- do Wando com calcinhas entes. duzida durante o evento. atiradas ao palco. A cultura A miscelânea cultural é Enquanto os corpos pulsa em todo lugar! de tirar o fôlego. Há mani- sassaricavam na pista, o Com tanta diversi- festações artísticas diver- artista simultaneamente dade, é difícil achar algum sas, como artes visuais e grafitava. Um dos convida- projeto que se destaque cênicas, literatura, grafite, dos da Galeria foi o mineiro e chame a atenção dos circo, dança, apresentação Gabriel Nast e suas latas de paulistanos, acostumados de bandas independentes, spray. Além do grafite, ele a uma variedade extensa projetos audiovisuais, entre se apresenta em múltiplas de opções. O Cultura de outros. vertentes, como a Collage, Quinta ganhou espaço e, O pontapé inicial do Cultu- expressão que utiliza de mesmo com pouco tempo ra aconteceu em 11 de vários recortes e colagens de existência, é assunto março. A escolha da pro- para formar uma obra. Ga- constante nas rodas de gramação musical foi de briel possui exposições em estudantes, blogs espalha- alto nível. Como destaques, outras galerias de projetos dos pela internet e redes Degusta Groove, Marco conhecidos, como o Jazz sociais. Vilane, Alex Antunes e nos Fundos. A idéia nasceu a partir participação especial de da parceria entre a produ-26 Vintage
  24. 24. Cultura de Subsolo O Coletivo surgiu do encontro entre Cibele Appes (irmã de Isis), Didi Monteiro e Fernando Dourado, no curso de audiovisual, na UNIP. ”O intercâmbio cul- tural teve início entre Uberlândia (MG) e São Paulo, com a vinda do mineiro Didi Monteiro para a Capital, afim de promover encontros e difundir diferentes vertentes de manifestações artísticas”, explica Isis. O Subsolo se propõe a trabalhar na produção lit- erária junto a outras expressões artísticas com mote à no fomento da arte contemporânea no contexto dasúsi- cenas alternativas/independentes, além do incentivo às artes contemporâneas e à projeção de novosra artistas para a cena artística..É Aos que procuram relaxar, o Cine Kaverna é a pedida. Com exibição de curtas independentes e isolamento acústico, que permite O Cultura de Quinta deu uma aos que assistem o filme, tranquili- guinada e a próxima etapa será dade. No pós-balada, na calma do itinerante. A idéia é levar para out- amor de uma noite só ou na in- ros bairros e cidades, como Santos quietude da curiosidade de boas (SP), Votuporanga (SP) e Uberlândia produções artísticas. (MG). Novidade também é uma A escolha dos artistas ocorre, revista independente e gratuita, que atualmente, de duas maneiras. “Uma será produzida pelo Coletivo. Uma é o programa de seleção, que é espécie de Cultura de Quinta de aberto no início de cada temporada bolsa. do Coletivo. Também acontecem pesquisas de campo da equipe, que ‘garimpa’ novos artistas, através de indicações e informações em cen- tros culturais onde atuamos”, explica Didi Monteiro, coordenador do Coletivo Cultura Subsolo. Ele faz um balanço positivo da primeira etapa do Cultura. “Todos os participantes gostaram muito da proposta e da at- mosfera do evento. Sempre querem saber quando será a próxima data, e os artistas, se há espaço para uma nova apresentação”. Foto: Divulgação Junho/2010 27
  25. 25. V ocê MyPod O que você anda ouvindo? Cássio Ribeiro: MY POD “Existe uma bagunça no meu mp3. Tem de tudo, são músicas que eu gosto de ouvir também quan- do estou na balada ou em um boteco. A que mais escuto ultimamente é Take me out, do Fraz Ferdinand” Flávio Lima: “Gosto de ouvir músicas boas. Não me prendo a um estilo musical. Agora por exemplo es- tou ouvindo bastante Lenine.” Carla Brandão: “Eu carreguei meu mp3 com músicas nacionais. Prefiro ouvir Chico Buarque quando estou indo para algum lugar.” Junho/2010 29
  26. 26. N a noite No s ilêncio Foto Divulgação Foto: Divulgação da pista Por Thaís Napoli Casas noturnas e festas tentam cada vez mais ofe- recer ao seu público novos A gora outro aparelhotambém tem grande importân- e excitantes eventos. Ba- ladas temáticas, bebidascia nas pistas. Além das pickups exóticas e ritmos alucinan-dos DJs, fones de ouvido semfio com um transmissor FM dão tes já são consideradosacesso às músicas. São várias atrações ultrapassadas. Patrícia Gilioli, 26 anos,freqüências de sons, os parti- estudante de moda, afirmacipantes escolhem o que ouvir que desde 2008 comparece aconforme seu gosto e dançam todos os “silent eventos” quede acordo com a música. Quem acontecem na Virada Cultural.vê de fora demora a entender. “Quem vai pela primeira vezJá pra quem entra nesse mun- estranha, mas só no começo.do silencioso pode dançar o Quando percebe que podeque quiser, na hora que bem escolher entre três sons de di-entender e até mesmo tirar o ferentes DJs, entende o por-fone um pouquinho se estiver quê do sucesso. Não precisaa fim de bater um papo. Isto é ser só em balada, seria legalSilent Disco, tendência importa- para festas em apartamentoda da Inglaterra, direto dos pal- também”, brinca Patrícia. Cadacos do festival de Glastonbury. um com seu jeito de dançar, a Discotecas silenciosas todo o momento utilizam lin-surgem em todos os lugares do guagens corporais e, involun-mundo. No Brasil, a onda apare- tariamente, cantam as músicasceu pela primeira vez na Virada escolhidas. “É uma maneira di-Cultural de São Paulo em 2008. ferente de curtir, e é isso que o Quem desembarcou no público procura, sair da rotina”.metrô São Bento pôde conferir Em Porto Alegre, duascerca de 500 pessoas com fones casas noturnas aderiram à idéia.de ouvido, curtindo uma música MyCool e Beco 203 abrem àsque ninguém, além deles, ouvia. portas uma vez por mês comValeu a experiência e a aprova- festa silenciosas e o interesseção foi imediata. O projeto se é impressionante. Sempre comrepete todo ano desde então, filas enormes e lotação máximae começou a migrar para vários das casas, o público não quercantos do país. mais trocar o f o n e por nada.
  27. 27. De Happy Hour a fim de noite Por Yumi NovaisFoto: Divulgação Vintage traz a você uma seleção de bares em São Paulo. Começando pelo Happy Hour sagrado de todo o paulistano ao fim de noite embreagado da cidade Wall Street A partir da venda de bebidas, o bar simula a oscilação das ações em uma bolsa de valores. Um software ex- clusivo faz o preço das cervejas e caipirinhas subir ou Happy Hour descer conforme a demanda. Há 26 mesas equipadas com tela touch screen. Com um simples toque, pode-se consultar o cardápio, fazer o pedido ou acompanhar a cotação das bebidas. Wall Street. Rua Jerônimo da Veiga, 149, Itaim Bibi, Tel:3873-6922. 18h/1h (sex. e sáb. até 2h; fecha dom.). Noite Ó do Borogodó O bar pode ser considerado uma encarnação da Lapa cari- oca em São Paulo. Lembra em muitos aspectos certos bo- tequins daquele pedaço boêmio do Rio: do público jovem de jeitão desencanado, passando pela programação ao vivo do crème de la crème do samba e chorinho. A cerveja é de garrafa e o caldinho de feijão de lamber o beiço. Ó do Borogodó. Rua Horácio Lane, 21, Pinheiros, Tel 3814- 4087. 21h/3h (sáb. 13h/20h e 21h/3h; dom. 19h/0h). Fim de noite Charme da Paulista Quem conhece esse boteco de esquina da Avenida Paulista sabe que ele não tem charme algum, porém, vive lotado e há dias que é praticamente impossível arranjar uma mesa. A cerveja é de gar- rafa e as porções generosas. A miscelânea de pessoas e tipos que encontramos na avenida, se apresenta também no bar. O que o difere, é que funciona 24 horas. Ótimo para os baladeiros que que- rem continuar a noite e nao sabem para onde correr. Charme da Paulista. Avenida Paulista, 1499 (ao lado do Parque Trianon). Funciona 24 horas. Junho/2010 31
  28. 28. Por Thiago Souza Teatro O Rei e eu Anna Leonowens (26 de novembro de 1831–19 de janeiro de 1915) foi uma escritora de viagens, educadora e ativista social britânica, INDICA conhecida por ter sido a professora das esposas e dos filhos de Mongkut, rei do Sião, e por ter sido co-fundadora do Nova Scotia College of Art and Design. As experiências de Leonowens no Sião foram romanceadas no livro de Margaret Landon, publicado em 1944, Anna e o Rei do Sião, e em vários filmes e mini-séries de televisão baseados no livro, e mais notavelmente no musical de sucesso de Rodgers e Hammerstein, menu O Rei e Eu, de 1951. Música Em cartaz no Teatro Alfa Álbum: Volume Two Intérprete: She and Him Investida da atriz Zooey Deschanel, famosa por sucessos como 500 dias com ela, com o músico de country-folk M. Ward, que alcançou o sucesso e o reconheci- mento do publico em 2009, durante o festival South by Southwest, em Austin, Texas. O hit Why do you let me stay there uma das musicas mais baixadas e curtidas pelo publico alternativo.32 Vintage
  29. 29. Locação Em cartaz Sherlock Holmes O filme Sherlock Holmes é um investigador do final do século XIX e A hora do pesadelo Ficha Técnica:CAMOS início do século XX A Nightmare on Elm que ficou famoso por Street, EUA, 2010 utilizar, na resolução Direção: Samuel Bayer dos seus mistérios, o Elenco: Jackie Earle Ha- método científico e a ley, Kyle Gallner, Rooney lógica dedutiva. Rachel Mara, Kellan Lutz. McAdams (‘Diários Enredo: Remake da obra de uma Paixão’) será original de 1984 de Wes a intérprete de Irene Craven, que conta a Adler, uma enigmática historia de jovens que começam a sonhar com mulher que atrai o uma figura misteriosa detetive, interpretado com o rosto deformado por Robert Downey Jr. Livro que são assassinadas (‘Homem de Ferro’). enquanto dormem Jude Law será Dr. Juliet Nua e Crua, Editora Watson. Rocco, 272 páginas. Autor: Nick Honrby Sinopse: Ultimo lançamen- to do autor de sucessos como Alta fidelidade e Um grande garoto (ambos transpostos para o cin- ema). Conta a história de Tucker Crowe, que há 20 anos abandonou a carreira de músico em plena turnê de Juliet, seu álbum mais famoso, sem dar expli- cação. Especulações são dadas até hoje, por fãs e seguidores do astro, sem sucesso. Ao mesmo tempo em que é contada ao lei- tor a história de Crowe, é apresentada também a vida de Duncan, fã que ob- cecado pelo popstar, tem o casamento em ruínas. Tudo muda quando o sumido Crowe entra em contato com a mulher de Dun- can, através de um e-mail enviado por ela, dando origem a um novo e estra- nho triângulo amoroso. Junho/2010 33
  30. 30. 36 Vintage

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