Manual de Arborização

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Manual de Arborização

  1. 1. Arborização Manual Técnico de Urbana
  2. 2. Arborização Manual Técnico de Urbana
  3. 3. “Osqueoconheceramsabemoquantoeleeraespecial...”. Apaixonado pelas árvores, exímio e amoroso plantador, dedicamos esse Manual ao Engenheiro Agrônomo José Augusto Guedes Candeloro (inmemoriam).
  4. 4. sumário Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 1.Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 2.Porquearborizar?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 3.PlanejamentodaArborizaçãoUrbana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 4.PlantiodeÁrvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 5.TécnicasparaoManejo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 6.Legislação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 7.Glossário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 8.Bibliografia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62 Anexos I.ListadeÁrvores-EspéciesIndicadasparaArborizaçãodeCalçada. . . . . . . 65 II.PlantioemÁreaInterna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73 III.EspéciesInadequadasnaArborizaçãoUrbana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114
  5. 5. 9 Apresentação SãoPaulo,essametrópolevibrante,intensa,imensaemsuaextensão e complexidade está em contínuo desenvolvimento. A cada dia novos desafios surgem para melhoria da convivência dos diversos elementosqueacompõemesãonecessáriosàcidadeeaoscidadãos. A convivência das árvores com a cidade não é fácil. Elas enfrentam diariamente a competição por espaço para o seu crescimento e tentamsobreviverdiantedosmaustratos,dapoluição,dasalterações climáticas atípicas, da inadequação entre sua espécie e o local onde seencontramedaincompreensãodesuaimportância. É nesse contexto que a terceira edição do Manual de Arborização UrbanadaPrefeituradeSãoPauloseinsere,tornando-seumimpor- tante instrumento de difusão, orientação e sensibilização para a importância e o papel das árvores em nossa cidade, sobretudo como um dos componentes fundamentais na regulação do clima, na manutenção da qualidade do ar e na promoção da saúde e do bem estarhumano. Neste, são abordados os aspectos da arborização urbana, os seus benefícios, as suas conveniências e as necessidades, descrevendo parâmetros de planejamento urbano para os diversos tipos de áreas que possam receber plantio de árvores. E, pela primeira vez, tambémapresentatécnicasdemanejoparaárvoresadultas,visando oprolongamentodotempodevidadestas. A Prefeitura de São Paulo trabalha para tornar a cidade susten- tável. Investir na arborização do município para que tenhamos uma floresta urbana, que ofereça sombra agradável, variedade de flores efrutosegarantamaiorbiodiversidadeparaanossacidade,éfunda- mentalparamelhoraraqualidadedevidadapopulação. WanderleyMeiradoNascimento SecretárioMunicipaldoVerdeedoMeioAmbiente
  6. 6. 10 SãoPaulo,consideradaumacidadeglobalcomseusquase12milhões dehabitantes,tambéméasextamaiorcidadedomundo. No ano de 1.825 teve seu primeiro logradouro público destinado à contemplação, vivência e lazer implantado, o Jardim da Luz, conhecidoatualmentecomoParquedaLuz. Atualmente a cidade de São Paulo conta com mais de 100 parques municipais, 8 parques urbanos estaduais, aproximadamente 5 mil praças, 2 Áreas de Proteção Ambiental (APA) Municipais, 3 APA’s Estaduais e 2 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), que são Unidades de Conservação de Uso Sustentável, 6 Parques Naturais Municipais e 6 Parques Estaduais, todos Unidades de ConservaçãodeProteçãoIntegral,e 17.800kmdeviaspúblicas. Nesse contexto, cada vez mais, o trabalho de arborização de vias públicas e das denominadas áreas verdes municipais é focado no conceitodeFlorestasUrbanassurgidonosEstadosUnidoseCanadá, nadécadade1.960,ondesãoconsideradoselementosconstitutivos dapaisagemurbana. Esseconceitoabarcaquaisquerformasdevegetaçãolocalizadasnos espaços livres urbanos que em algumas situações se conectam com osfragmentosflorestaispróximos. É importante considerar, também, os efeitos das Florestas Urbanas nos aspectos ecossistêmicos mais expressivos, quando as áreas verdes e a arborização urbana se interconectam com os outros espaçosverdesdacidadenumaverdadeiraredeecológica. Dentreoutrasfunçõesaredeecológicaincrementaapermeabilidade dos espaços urbanos à fauna local, particularmente à avifauna, que se beneficia do aumento dos recursos alimentares e dos locais para abrigo e nidificação, assim contribuindo para mitigar os impactos da expansão urbana sobre a biodiversidade, bem como a formação das conhecidas“ilhasdecalor”. Contudo, os espaços arborizados criados artificialmente e nas INTRODUÇÃO 1
  7. 7. 11 condições adversas nas cidades, demandam atenção e ações neces- sárias de modo contínuo para o sucesso do plantio minimizando a ocorrência de conflitos com a infraestrutura existente ou planejada. Comocondiçõesadversas,destacamos: • Falta de espaços para o desenvolvimento radicular, no caso de aberturadecovasdedimensõesreduzidas; •Soloscompactadosquedificultamaaeraçãoeainfiltraçãodeágua; •Poucadisponibilidadedenutrientesnosolo; • Fiação elétrica convencional de média e alta tensão não protegida e compactada; • Danos causados por veículos, como atrito, colisões e emissões gasosas; •Faltadetutoresedeprotetoresadequados; •Vandalismo. Assim, a existência dessas condições pouco favoráveis ao desenvol- vimento das árvores, características do meio urbano, torna funda- mental a adoção de planejamento bem como acompanhamento permanentedeboastécnicasdemanejodavegetação. Umadasferramentasdegrandeimportânciaparaessafinalidadetem sido a aplicação do Sistema de Gerenciamento de Árvores Urbanas (SISGAU),comoobjetivodepromoveragestãodaarborização. Dentro de novo foco ambiental é com prazer que a prefeitura da Cidade de São Paulo, através da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSP), com respaldo na portaria intersecretarial nº 001/2011/ SVMA/SMSP, publica sua primeira revisão do Manual Técnico de ArborizaçãoUrbana,2ªedição,de2.005. BoaLeitura!
  8. 8. 12 por que arborizar? 2 As árvores urbanas desempenham funções importantes para os cidadãos e o meio ambiente, tais como benefícios estéticos e funcionais que estão muito além dos seus custos de implantação e manejo. Esses benefícios estendem-se desde o conforto térmico e bemestarpsicológicodossereshumanosatéaprestaçãodeserviços ambientaisindispensáveisàregulaçãodoecossistema,assimsendo: • Elevar a permeabilidade do solo e controlar a temperatura e a umidade do ar Figura 01. Urbanização e temperatura no municipio de São Paulo
  9. 9. 13 A impermeabilização indiscriminada do solo urbano é um dos agentes que aumentam o escoamento superficial e as enchentes. Alémdisso,aausênciadearborizaçãosomadaaoutrosfatorescomo poluição e elevada concentração de asfalto e concreto produzem “ilhasdecalor”,quesãoáreasdebaixaumidaderelativaealtatempe- ratura. As árvores são contribuintes chaves para a moderação dos extremosclimáticosdosgrandescentrosurbanos. • Interceptar a água da chuva As copas das árvores fracionam a água das chuvas, o que diminui a energia do impacto da gota no solo minimizando o problema de erosão. As superfícies das folhas, frutos, galhos e demais estruturas aéreas promovem também a retenção de água e constitui-se uma “caixa” de retenção hídrica natural diminuindo, consequentemente, oproblemadasenchentes. • Proporcionar sombra Figura02.Copadasarvores Locais arborizados economizam recursos públicos, por exemplo, na manutenção de áreas pavimentadas. Áreas arbori- zadas quando comparadas àquelas expostas diretamente ao sol sofrem menos com os fenômenos de contração e dilatação, diminuindo seu desgaste.
  10. 10. 14 Acopadasárvoresfiltraosraiossolaresdiminuindoosefeitosda fotoexposição humana que, em excesso, pode causar doenças de pele e de visão. Assim,pormeiodaarborização,osórgãospúblicostendemareduzir seusgastosnaáreadeinfraestruturaesaúde. • Funcionar como corredor ecológico A arborização viabiliza a conexão entre as populações de fauna de fragmentos maiores. Além disso, as árvores abrigam uma infinidade de seres vivos, como insetos, líquens, pássaros, enriquecendo o ecossistemaurbanoeaumentandosuabiodiversidade. As flores e frutos presentes nas árvores também trazem à cidade um ganho ambiental significativo, pois se prestam como atrativo e refúgio da avifauna urbana. Algumas espécies vegetais, com ênfase nasfrutíferasnativas,sãoresponsáveispeloabrigoealimentaçãode aves,assegurando-lhescondiçõesdesobrevivência. Figura03.Corredoresecológicosnoambienteurbano
  11. 11. 15 • Agir como barreira contra ventos, ruídos e alta luminosidade Asárvoresmodificamosventospelaobstrução,deflexão,condução ou filtragem do seu fluxo, assim, a vegetação quando arranjada adequadamente pode proteger as construções da ação dos ventos ou direcionar a passagem destes por um determinado local. Quanto aos ruídos, as estruturas vegetais são capazes de absorver ondas sonoras diminuindo a poluição sonora. Já no que se refere à lumino- sidade, a vegetação atenua o incômodo causado pelas superfícies altamente reflexivas de determinadas edificações, que podem ofuscaravisão. • Diminuir a poluição do ar As árvores retêm em suas folhas os particulados em suspensão no ar, frequentes em cidades com grande tráfego de veículos, impedindo que tais elementos alcancem as vias respiratórias agravando doenças como asma, pneumonia, bronquites, alergias, entre outras. Posteriormente, estas partículas retidas são lavadas pela águas da chuva. Figura04.Copadasarvorescomobarreirafísica
  12. 12. 16 • Sequestrar e armazenar carbono Por meio da fotossíntese, as árvores capturam o gás carbônico da atmosfera e o utilizam na formação de suas estruturas vegetativas. Sendo este um dos gases responsável pelo efeito estufa, as árvores auxiliamnocombateaoaquecimentoglobal. • Bem estar psicológico Através do paisagismo se obtém uma infinidade de formas e cores, anulando o efeito monótono de construções retilíneas. A presença de espécies arbóreas na paisagem promove beleza cênica, melhoria estética (especialmente na época de floração) e funcionalidade do ambiente e, em consequência, um aumento da qualidade de vida da população. Apesar de todos os benefícios elencados acima e da crescente consciência ambiental da população sobre a arborização urbana, observam-se diversas formas de manejo irregular da vegetação, comopoda,maustratos,transplanteeremoçãodeárvores. Conforme Lei Municipal nº 10.365 de 1987, todo manejo arbóreo depende da prévia autorização da Prefeitura de São Paulo. Além disso, a má execução das ações de manejo é consi- derada infração ambiental prevista na Lei Federal nº 9.605 de Figura05.Copadasarvoresepoluiçãodoar
  13. 13. 17 Figura06.Copadasarvoreseseuefeitopsicológico 1998, popularmente conhecida por “Lei de Crimes Ambientais”. A preservação da arborização urbana é objeto de legislação específica, estando prevista na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225 que diz “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” e na Lei Municipal 10.365 de 1987, que em seu artigo 1º traz “... considera-se como bem de interesse comum a todos os munícipes a vegetação de porte arbóreo existente ou que venha a existir no território do Município, tanto de domínio público como privado”. Isto posto e diante de todos os benefícios oriundos da implantação deprojetosdearborizaçãourbana,pode-seconcluirquecabenãosó ao Poder Público, mas também a todos os cidadãos a manutenção e apreservaçãodenossasárvores.
  14. 14. 18 PLANEJAMENTO DAARBORIZAÇÃO URBANA 3 Oplanejamentodaarborizaçãourbanagerabenefíciosambientais e consequentemente contribui para melhoria da qualidade de vida na cidade. A escolha do local e da espécie de árvore adequados proporciona melhorescondiçõesparaodesenvolvimentodaárvoreminimizando riscos de acidentes, reduzindo a necessidade de podas, sem causar prejuízosàacessibilidadeentreoutrosbenefícios. Neste sentido, considerando que a cidade possui áreas com diferentes aptidões para o plantio de árvores, foram criadas 3 categoriasdeplanejamento: •Arborizaçãodepasseiosemviaspúblicas •Arborizaçãodeáreaslivrespúblicas •Arborizaçãodeáreasinternasdeloteseglebas,públicasouprivadas Para cada categoria foram definidos parâmetros específicos como distanciamentos da muda a ser plantada em relação aos elementos existentesnoseuentornoeespéciesdeárvoresindicadasparacada situação. Devem ser considerados também aspectos paisagísticos, o projeto original, história do bairro, entre outros, podendo, eventualmente, utilizar-sedeespéciesnãolistadasnestemanual.
  15. 15. 19 3.1. Parâmetros para a arborização de passeios em vias públicas Para o plantio nas calçadas/passeios públicos, a escolha da espécie adequada permite que a árvore tenha um pleno desenvolvimento, explorando o espaço aéreo disponível sem causar interferências e danosaosdemaisequipamentospúblicos,àsconstruçõeseaocalça- mento,econsequentementetendemadiminuirasaçõesdemanejo, ao longo do seu desenvolvimento, especialmente podas e trans- plantes. Naelaboraçãodestemanualforamconsideradosaspectosbiológicos referentes às árvores (porte, arquitetura da copa, diâmetro máximo dotroncoquandoadulta)detalhadosnoAnexoIqueapresentaalista geral de espécies indicadas para arborização de calçadas. Também foram considerados os aspectos físicos referentes ao local onde se pretende plantar (largura da calçada, existência de rede elétrica aérea, recuo de imóveis, distanciamento de equipamentos e tipo de usodaviapública). Figura01.Tiposdearquiteturadecopa
  16. 16. 20 Larguradacalçada 1.<1,9m. . . . . . . . . . . . . . . . .nãorecomendado 1.1,9a2,09m. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 1.2,1a2,39m. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .18 1.2,4a2,79m. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33 1.>2,8m. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 2.ausênciadefiaçãoelétrica. . . . . . . . . . . . . 3 2.presençadefiaçãoelétrica. . . . . . . . . . . 13 3.imóvelcomrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 3.imóvelsemrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9 4.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 4.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . .6 5.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . . . . G1 5.viário:predominaveículopasseio. . . . . G2 6.atendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7 6.nãoatendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . . .8 7.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . . . . M1 7.viário:predominaveículopasseio. . . . .M2 8.atendeàCol.01*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .P 8.nãoatendeàCol.01*. . . .nãorecomendado 9.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 9.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . 11 10.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . . . G1 10.viário:predominaveículopasseio. . . G3 11.atendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .12 11.nãoatendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . .8 12.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . . .M3 12.viário:predominaveículopasseio. . . M4 13.compacta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14 13.covencional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 14.Isolada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 14.nãoisolada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .15 15.imóvelcomrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .16 15.imóvelsemrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .17 16.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 16.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . 8 17.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 17.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . .8 18.ausênciadefiaçãoelétrica. . . . . . . . . . .19 18.presençadefiaçãoelétrica. . . . . . . . . . 28 19.imóvelcomrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .20 19.imóvelsemrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 20.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .21 20.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . .22 21.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . . . G4 21.viário:predominaveículopasseio. . . G5 22.atendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23 22.nãoatendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . 8 23.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . . .M5 23.viário:predominaveículopasseio. . . M6 24.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .25 24.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . .26 25.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . . . G6 25.viário:predominaveículopasseio. . . G7 26.atendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27 26.nãoatendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . 8 27.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . . .M9 27.viário:predominaveículopasseio. . M11 28.compacta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .29 28.convencional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .30 29.isolada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 29.nãoisolada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 ChaveArborizar
  17. 17. 21 30.Imóvelcomrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 30.Imóvelsemrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .32 31.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .21 31.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . 8 32.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .25 32.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . 8 33.ausênciadefiaçãoelétrica. . . . . . . . . . .34 33.presençadefiaçãoelétrica. . . . . . . . . . 43 34.Imóvelcomrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 34.Imóvelsemrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .39 35.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .36 35.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . .37 36.viário:corredordeônibus.. . . . . . . . . . G8 36.viário:predominaveículopasseio. . . G9 37.atendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 37.nãoatendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . .8 38.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . . .M7 38.viário:predominaveículopasseio. . . M8 39.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 39.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . 41 40.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . .G14 40.viário:predominaveículopasseio. . G10 41.atendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .42 41.nãoatendeàCol.02*. . . . . . . . . . . . . . . . . 8 42.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . M10 42.viário:predominaveículopasseio. .M12 43.Compacta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 43.Convencional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 44.Isolada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .34 44.NãoIsolada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 45.Imóvelcomrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .46 45.Imóvelsemrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .47 46.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .36 46.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . 8 47.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 47.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . .8 48.ausênciadefiaçãoelétrica. . . . . . . . . . .49 48.presençadefiaçãoelétrica. . . . . . . . . . 54 49.Imóvelcomrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .50 49.Imóvelsemrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .52 50.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .51 50.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . .37 51.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . .G11 51.viário:predominaveículopasseio. . G12 52.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .53 52.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . .41 53.viário:corredordeônibus. . . . . . . . . .G15 53.viário:predominaveículopasseio. . G13 54.Compacta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 54.Convencional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 55.Isolada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .49 55.NãoIsolada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 56.Imóvelcomrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 56.Imóvelsemrecuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .58 57.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 57.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . .8 58.atendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .53 58.nãoatendeàCol.03*. . . . . . . . . . . . . . . . . 8 *videTabela03 G1aG15-videTabela05 M1aM12–videTabela06 P–videTabela07
  18. 18. 22 Visando avaliar o potencial de plantio de uma árvore num deter- minado local e orientar para a escolha da espécie adequada, foi criada uma ferramenta denominada Chave Arborizar, que auxilia o técnico responsável na decisão de plantar ou não uma árvore no local pretendido e, em sendo viável o plantio, indica uma tabela de espéciesparaaescolha. A Chave Arborizar consiste na descrição de maneira simples e objetivadosaspectosfísicosreferentesaolocal,elencandoascarac- terísticas de cada parâmetro em itens numerados. Identificando a característica do parâmetro analisado, procede-se à mudança de número e sequencialmente são verificadas passo a passo todas as características locais. Ao final, há indicação de uma relação de espéciesapropriadas,comaspectosbiológicoscompatíveis. Como os benefícios ambientais proporcionados pela arborização urbana estão relacionados à área de cobertura arbórea, a Chave Arborizar foi elaborada de forma a priorizar o uso de espécies de maiorporte. Cabe ressaltar que embora a Chave Arborizar apresente algumas opções para a escolha da espécie a ser plantada, o técnico respon- sável deverá levar em consideração o planejamento paisagístico do entorno a fim de não descaracterizar a paisagem local, ainda que optandoporumaespéciequenãoestejanalista. 3.1.1. Utilizando a Chave Arborizar 1.Larguradacalçada Esse é o primeiro parâmetro a ser analisado e a determinação da largura mínima passível de receber o plantio de árvores baseou-se nalegislaçãovigenteconformedescritoabaixo: • Decreto Nº 52.903/12 em seu Art. 14 § 1º “Qualquer que seja a largura do passeio público deverá ser respeitada a faixa livre mínima de 1,20 metros (um metro e vinte centímetros), destinadaexclusivamenteàlivrecirculaçãodepedestres.” • Decreto Nº 45.904/05 em seu Art. 7º “ A faixa de serviço localizada em posição adjacente à guia, deverá ter, no mínimo, 70 cm (setenta centímetros) e ser destinada à instalação de
  19. 19. 23 equipamento e mobiliário urbano, à vegetação e a outras inter- ferênciasexistentesnospasseios... Figura02.Larguradacalçadaparaarborização Assim, o plantio de árvores só poderá ser realizado em passeios públicoscomlarguramínimade1,90metros. A análise do aspecto físico ‘largura da calçada’ está correla- cionada com o aspecto biológico ‘diâmetro do tronco’ sendo assim, para passeios com largura maiores que 1,90 m foram estabelecidos quatro intervalos de largura de passeios, que definem o limite de diâmetro máximo do tronco da árvore quando adulta, a área mínima e os limites de largura do canteiro. Ao final da Chave Arborizar, a lista indicará espécies que quando adultas não obstruam a área livre do passeio.
  20. 20. 24 ATabela01apresentaosdadosreferentesàsdimensõesdepasseioe decanteiro,sendoqueosvaloresestabelecidosparalarguramínima e área mínima do canteiro são suficientes para que exista uma faixa permeávelemtornodaárvore. Tabela01.Dimensões de passeio, canteiro e diâmetro de tronco Largurado passeio(m) Largura mínimado canteiro(m)*B Áreamínima docanteiro (m2 )*C DAP*A máximo (m) Menorque 1,90 Nãoérecomendadooplantiodeárvores 1,90a2,09 0,60 0,60 Até0,50 2,10a2,39 0,80 0,80 Até0,70 2,40a2,79 1,00 1,20 Até0,90 Maiorque2,80 1,40 2,00 Até1,20 *ADAP:DiâmetroàAlturadoPeito(1,30m)daárvoreadulta; *B: Largura mínima: valores indicados considerando a fase adulta da árvore, quando esta atingir seu desenvolvimento pleno (DAP máximo), de modo que exista espaça- mentoentretroncoepisoimpermeável; *C: Área mínima do canteiro: no momento do plantio o canteiro não poderá ser menor que 0,60 x 0,60 m, devendo aumentar proporcionalmente ao crescimento da árvore, mantendo sempre uma área permeável adequada no entorno do tronco. Na impossi- bilidade de executar canteiros quadrados ou circulares, poderão ser obtidos os valores indicadosdeáreamínimaemcanteirosretangulares. Ao medir a largura da calçada (desconsiderar a largura da guia), identifica-se o intervalo de largura no item 1. da Chave Arborizar, o qualindicaráoitemsequencial.Porexemplo,sealarguradacalçada é2,34m,deve-seseguirparaoitemnúmero18daChave. Figura03.Item01extraídodaChaveArborizar Larguradacalçada 1.<1,9m. . . . . . . . . . . . . . . . .nãorecomendado 1.1,9a2,09m. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 1.2,1a2,39m. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .18 1.2,4a2,79m. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33 1.>2,8m. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
  21. 21. 25 2.Redeelétricaaérea Determinada a medida da largura de calçada segue-se a análise quanto à rede elétrica aérea. Na presença de fiação deve ser verificado se a rede é do tipo compacta ou convencional e, ainda no casoderedecompactaseestaéisoladaounão. Oisolamentoderedecompactanãopodeserverificadovisualmente, assim deve ser consultada a concessionária de energia elétrica para certificação. IMPORTANTE: Quando não obtida a informação junto à conces- sionária ou em caso de dúvida considerar como não isolada para prosseguirnaChaveArborizar. A análise do aspecto físico ‘rede elétrica aérea’ está correlacionada com o aspecto biológico ‘porte da árvore’ e poderá resultar em 2 possibilidades: Tabela02.Portedaárvoredeacordocomotipoderedeelétrica Redeelétricaaérea Portedaárvore convencional oucompactanãoisolada GouP ausenteoucompactaisolada G,MouP Árvores de grande porte deverão ser conduzidas por meio de podas durante a sua formação visando a não interferência com a rede elétrica aérea. Sempre que a largura do passeio permitir é recomendável o plantio fora do alinhamento da rede, obser- vando que deverá ser preservada a faixa livre mínima de 1,20 metros (um metro e vinte centímetros), destinada exclusiva- mente à livre circulação de pedestres. OBSERVAÇÃO: Além dos sistemas de distribuição de energia elétrica considerados neste manual, a cidade também pode optar pelo sistema subterrâneo. A implantação deste sistema deve ser realizada o mais distante possível do alinhamento de plantio a fim de preservar ao máximo o sistema radicular das árvores.
  22. 22. 26 Figura04.Portedeárvoressobfiaçãoderedeelétricaaérea 3.Imóvel O próximo aspecto a ser analisado é quanto ao imóvel à frente do local pretendido para plantio, verificando a existência de recuo. A análise desse aspecto físico está correlacionada com o aspecto biológico‘arquiteturadacopadaárvoreaserplantada. Figura05.Arquiteturadecopaemimóvelsemrecuo(A)eimóvelcomrecuo(B) 4.Elementosemobiliáriourbanonascalçadas A distância mínima da árvore em relação aos equipamentos, mobili- ários urbanos, demais árvores e a outras interferências existentes nospasseiosestãodefinidasnaTabela03.
  23. 23. 27 Tabela 03: Distanciamento (m) do local de plantio em relação aos equipamentos e mobiliários urbanos Distânciamínimaemrelaçãoà: Portedaárvore Pequeno Coluna1 Médio Coluna2 Grande Coluna3 Esquina(referenciadaaopontode encontrodosalinhamentosdos lotesdaquadraemquesesitua) 5,00 5,00 5,00 Postes 2,00 3,00 3,00 Placasdesinalização (1) (1) (1) Equipamentosdesegurança(hidrantes) 1,00 2,00 3,00 Instalaçõessubterrâneas(gás,água, energia,telecomunicações,esgoto, tubulaçãodeáguaspluviais) 1,00 2,00 2,00 Mobiliáriourbano(bancas,cabines, guaritas,telefones) 2,00 2,00 3,00 Galerias 1,00 1,00 1,00 Caixasdeinspeção(bocadelobo, bocadeleão,poçodevisita,bueiros, caixasdepassagem) 2,00 2,00 2,00 Guiarebaixada,gárgula,borda defaixadepedestre,acessode pedestreàedificação. 1,00 1,00 2,00 Transformadores 3,00 4,00 5,00 Espéciesarbóreas 5,00(2) 8,00(2) 12,00(2) (1)Nãoobstruiravisãodaplaca. (2)Casoasespéciesarbóreassejamdeportesdistintos,deveráseradotadaamédia aritméticadasdistâncias.TabelaadaptadadoManualTécnicodeArborização Urbana(PortariaIntersecretarial05/SMMA-SIS/02) A análise desse aspecto físico está correlacionada com o aspecto biológico‘portedaárvore’eaChaveArborizarremeteinicialmentea Coluna 3 para verificar se o local passível de plantio atende ou não a todasasdistânciasalidefinidas.
  24. 24. 28 No caso de não atendimento a um ou mais itens da referida coluna, a Chave Arborizar possibilita a verificação das demais colunas, com parâmetros menos limitantes, resultando na definição do porte da árvoreaserplantada,indicadonalistafinaldeespécies. Nahipótesedonãoatendimentoanenhumdosdistanciamentosdas colunasoplantionaquelelocalnãoérecomendado. 5.Viário Oúltimoaspectoqueseconsideraéquantoàscaracterísticasdavia pública, ou seja, do tipo de tráfego na faixa de rolamento localizada juntoàcalçada.Deveserobservadosenessafaixahápredominância de veículos de passeio ou se é um corredor exclusivo de ônibus. No caso de faixa mista, mas com tráfego intenso de veículos de grande porte(caminhõeseônibus),consideraraopção‘corredordeônibus’. Aanálisedoaspectofísico‘viário’estácorrelacionadacomoaspecto biológico‘arquiteturadacopadaárvore’. Figura06.Arquiteturadecopaemviáriocomveículosdegrandeporte(A)eveículos depasseio(B) 3.2. Parâmetros para arborização de áreas livres públicas São caracterizadas como áreas livres públicas: praças, canteiros de avenidas, alças de viadutos, parques e demais áreas verdes desti- nadasàutilizaçãopública. Os distanciamentos de plantio para arborização destas áreas são os mesmos estabelecidos na Tabela 03 e complementados com os apresentadosnatabelaabaixo.
  25. 25. 29 Distânciamínima emrelaçãoà: Portedaárvore Pequeno Médio Grande Edificações(1) 2,00 4,00 7,00 Muroougradil 1,00 2,00 3,00 Tabela04.Distanciamentos(m)entrelocaldeplantioeelementosconstrutivos Nas áreas destinadas à convivência humana ao ar livre, tais como áreas de estar em praças e parques, playground e estações de ginástica,deveráserevitadooplantiodeárvorescomcaracterísticas dequedadegalhose/oufrutosquepossamcausardanos. 3.3. Parâmetros para arborização de áreas internas de lotes e glebas, públicasouprivadas Nessas áreas internas a escolha da espécie a ser plantada poderá ser feita considerando o objetivo da arborização, a particularidade de uso do local ou a preferência do responsável pela área. Assim, o AnexoIIsugereumarelaçãodeespéciesparaesseslocais. Poderão ser utilizadas quaisquer espécies de árvores devendo-se dar preferência às espécies nativas da flora regional salvo espécies não indicadas para o plantio na Cidade de São Paulo constantes no AnexoIII-Espéciesinadequadasparaarborização. Para o plantio deverão ser considerados todos os distanciamentos anteriormentecitadosnasTabelas03e04. A Prefeitura do Município de São Paulo disponibiliza aos munícipes mudas de diversas espécies através do Programa de Incentivo PermanenteàArborização(Portaria91/SVMA-G/98).
  26. 26. 30 NOMECIENTÍFICO NOMEPOPULAR G1 G2 G3 Consagradas Caesalpiniaferrea Pau-ferro Caesalpiniapeltophoroiddes Sibipiruna Cordiatrichotoma Louropardo Handroanthusheptaphyllus Ipê-roxo-7-folhas Handroanthusimpetiginosus Ipê-roxo-de-bola Handroanthusumbellatus Ipê-amarelo-do-brejo x Holocalyxbalansae Alecrim-de-campinas Jacarandamimosifolia Jacarandámimoso x Lafoensiaglyptocarpa Mirindiba Lafoensiapacari Dedaleiro Nectandramegapotamica Canelinha Peltophorumdubium Canafístula Tabebuiavellosoi Ipê-cascudo Tipuanatipu Tipuana Potenciais Albizianiopoides Farinhaseca Aspidospermapolyneuron Peroba-rosa Aspidospermaramiflorum Guatambuamarelo Astroniumgraveolens Guaritá Balfourodendronriedelianum Pau-marfim Cabraleacanjerana Canjarana Calophyllumbrasiliensis Guanandi Calycophyllumspruceanum Pau-mulato x x Campomanesiaxanthocarpa Guabiroba x x Carinianaestrelensis Jequitibá-branco Carinianalegalis Jequitibá-rosa Cedrelafissilis Cedro Citharexylummyrianthum Pau-viola Tabela05.ListadeespéciesdeGrandePorte
  27. 27. 31 G4 G5 G6 G7 G8 G9 G10 G11 G12 G13 G14 G15 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x
  28. 28. 32 NOMECIENTÍFICO NOMEPOPULAR G1 G2 G3 Potenciais Copaiferalangsdorffii ÓleodeCopaíba Cupaniavernalis Camboatã Dalbergianigra JacarandádaBahia Diatenopteryxsorbifolia Correieira Esenbeckialeiocarpa Guarantã Eugeniabrasiliensis Grumixama x Fraxinusamericana Freixo Guareaguidonia Marinheiro Handroanthusalbus Ipêamarelodaserra Hymenaeacourbaril Jatobá Lonchocarpusguillemineanus Ingá-bravo x x Lophanteralacteswvcens LofânteradaAmazonia x x Lueheadivaricata Açoita-cavalo Machaeriumstipitatum Sapuva x Machaeriumvillosum Jacarandá-paulista Myrcianthespungens Guabiju Myrocarpusfrondosus Óleo-pardo Myroxylumperuiferum Cabreúva Nectandraoppositifolia canela-ferrugem Ocoteaodorifera Canela-sassafrás Ormosiaarbórea Olho-de-cabra Patagonulaamericana Guajuvira Poecilantheparviflora Coraçãodenegro Samaneatubulosa Sete-casca Tachigalidenudata Tapassuaré Terminaliakuhlmannii Araçád´água Vochysiamagnífica Pau-de-tucano Zeyheriatuberculosa Ipê-tabaco
  29. 29. 33 G4 G5 G6 G7 G8 G9 G10 G11 G12 G13 G14 G15 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x
  30. 30. 34 NOMECIENTÍFICO NOMEPOPULAR M1 M2 M3 Consagradas Bauhiniavariegata Patadevaca x Cassialeptophylla Falsobarbatimão x Cordiasuperba BabosaBranca x x Handroanthuschrysotrichus Ipê-amarelo x x Koelreuteriabipinnata ÁrvoredaChina x Lagerstroemiaspeciosa Resedáflorderainha x Licaniatomentosa Oiti Micheliachampaca Magnóliaamarela x x Pachiraaquatica Monguba Pterocarpusviolaceus Aldrago x Sapindussaponária Sabão-de-soldado x Tabebuiaroseo-alba Ipê-branco x Tibouchinagranulosa Quaresmeira x Potenciais Allophilusedulis Chal-chal x Andiraanthelmia Angelim-amargoso x Andirafraxinifolia Angelim-doce x Aspidospermacylindrocarpon Peroba-poca Aspidospermaparvifolium Guatambu-oliva Astroniumfraxinifolium Aroeira-vermelha Bowdichiavirgilioides Sucupirapreta x Cybistaxantisyphilitica Ipê-verde x Eugeniapyriformis Uvaia x Eugeniauniflora Pitanga x Handroanthusochraeceus Ipê docerrado x Jacarandacuspidifolia Caroba x Lueheacandicans Açoita-cavalo x x Lueheagrandiflora Açoita-cavalo x Tabela06.ListadeespéciesdeMédioPorte
  31. 31. 35 M4 M5 M6 M7 M8 M9 M10 M11 M12 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x
  32. 32. 36 NOMECIENTÍFICO NOMEPOPULAR M1 M2 M3 Potenciais Physocalymmascaberrimum Pauderosas x x Pimentadioica PimentadaJamaica x x Platypodiumelegans Amendoimdocampo x Pliniaedulis Cambucá x Pouteriatorta Abiu x Pterodonemarginatus Sucupira x x Swartzialangsdorffii Pacova-de-macaco Vitexpolygama Tarumã x Vochysiatucanorum Pau-de-tucano x NOMECIENTÍFICO NOMEPOPULAR Consagradas Bauhiniablakeana Patadevaca Bauhiniapurpurea Patadevaca Dictyolomavandellianum Tingui-preto Handroanthusheptaphyllusvar.paulensis Ipê-rosa-anão Lagerstroemiaindica Resedá Potenciais Aspidospermariedelii Guatambuzinho Bauhinialongifolia Unha-de-vaca Caseariasylvestirs Guaçatonga Erythroxylumdeciduum Cocão Eugeniadysenterica Cagaita Eugeniainvolucrata CerejadoRioGrande Jacarandapuberula Carobinha Myrciarostrata Guamirimdafolhafina Psidiumcattleianum Araçá Tabela07.ListadeespéciesdePequenoPorte
  33. 33. 37 M4 M5 M6 M7 M8 M9 M10 M11 M12 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x
  34. 34. 38 Plantio de árvores 4 4.1. Preparo do local de plantio Asmedidasrelativasaopreparodolocalparaoplantiopodemvariar em função das características do local que receberá as mudas, tais como: 1 - áreas ajardinadas com solos não impermeabilizados exigem menos operações iniciais do que as já ocupadas por equipamentos urbanos e / ou calçamento. Em ambas as situações as operações básicasdepreparoeaberturadascovassãoasmesmas. 2– emáreasocupadasporequipamentosurbanose/oucalçamento são necessárias medidas como a retirada parcial das instalações existenteseamelhoriadaqualidadedosolo. Ressalta-sequenoscasosemqueoplantioforrealizadoempasseios públicos já constituídos, a localização das covas deverá respeitar o distanciamento da guia de no mínimo de 0,10 m (Fig. 07) e será precedidapelaquebradocalçamento. Porfim,todooentulhoproduzidoduranteestaoperaçãodeveráser recolhido e destinado corretamente, conforme prevê a legislação municipalnº13.478/02. 4.2. Preparação da cova e da terra de plantio A cova deve ter capacidade suficiente para conter totalmente o torrão da muda arbórea, deixando um vão que posteriormente será preenchidocomterra.
  35. 35. 39 É recomendável que o vão tenha preferencialmente uma largura de 0,20 m. O mercado viveirista oferece mudas com torrões cujos volumes variam de 30 a 100 litros. Tal variação ocorre de acordo com o diâmetrodotronco–DAP(DiâmetroàAlturadoPeito)emmédia: • 30lparaDAPde3cm, • 50lparaDAPde5cm • 100lparaDAPde7cm Considerandoestesvolumes,acovadeveterdimensõesmínimas de 0,60m x 0,60m x 0,50m e variar de acordo com o aumento do volume do torrão. Figura07.Largurasmínimas(m)paraplantiodeárvoresempasseiopúblico.
  36. 36. 40 Figura08.Dimensõesmínimasdacova(m). Caso o solo onde será plantada a muda apresentar baixa fertilidade, como em aterros, ou mostrar-se inadequado quando há excesso de compactação ou presença de entulho, a cova deverá ter preferen- cialmentedimensõesde1,0mx1,0mx1,0m. Nestes casos, o solo retirado durante a escavação deverá ser trocado,paraopreenchimentodacovaporocasiãodoplantio. Nas situações citadas no parágrafo anterior, em que o solo não é aproveitável,deveráserutilizadaumamisturaformadapor: • 2/4terradetexturaargilosa, • 1/4decompostoorgânicoestabilizado, • 1/4deareiagrossa, Autilizaçãodeareiagrossatemafinalidadedeevitaraimpermeabili- zaçãodosoloeconsequenteatrofiamentodasraízes.
  37. 37. 41 Eventualmente, se as condições do solo da cova o permitir, este poderá ser parcialmente utilizado livre de impurezas e melhorado comoacréscimodamisturadescritaanteriormente. Em todas as situações, contudo, quer seja utilizando o solo retirado da cova ou a mistura, antes do preenchimento a terra de plantio deverá ter sua acidez corrigida e receber adubo mineral e ter sua acidezcorrigida. Aacidezpodesercorrigidacomcalcário,naproporçãodeaproxima- damente 200g/cova, e a adubação mineral com a aplicação de NPK (04-14-08)naproporçãode100g/cova. Estas quantidades de insumos valem para covas de 0,60 x 0,60 x 0,50 m e deverão ser aumentadas proporcionalmente ao aumento dasdimensõesdascovas. 4.3. Plantio da muda e acabamento: Estaoperaçãodeveseracompanhadadecuidadosbásicos,masnem por isso menos importantes, voltados a assegurar a integridade das mudas durante o manuseio e sua localização correta em relação ao espaçodacovaeàsuperfíciedosolo: a) A retirada da embalagem que envolve o torrão deve ser feita somente no momento do plantio. Cuidando para não provocar injúrias às raízes, que podem comprometer o bom desenvolvimento destas.Nessemomento,senecessário,pode-serealizaratoiletteda mudapormeiodocorte,comtesouradepoda,dasraízesenoveladas nofundodorecipientequecontémotorrão. b) Após a retirada da embalagem, a muda deve ser colocada no centro da cova. Seu colo deverá ser posicionado de maneira a ficar no mesmo nível da superfície do solo; isto significa que, a depender dotamanhodotorrão,poderáhavernecessidadedepreenchimento prévio do fundo da cova com terra. Importante lembrar que o tutor deve ser inserido na cova logo após a abertura desta e antes da colocaçãodamuda(Fig.08). c) Com a muda posicionada corretamente, deverá ser feito o preen- chimento total do espaço remanescente com a terra de plantio, preparada conforme especificado no item 4.2. Após o preenchi-
  38. 38. 42 mento,aterradeveserpressionadaparaalcançarumacompactação adequadaeevitaraformaçãodebolsõesdear. d) Depois de plantada, a muda deverá receber uma boa irrigação, a qual, além de garantir o suprimento hídrico necessário ao desen- volvimento da planta, contribuirá para melhorar a compactação e o contatodasraízescomosolo. e) Finalizado o plantio, deverá ser realizado em volta da muda, uma coroa(Fig.09),aumadistânciamínimade30cm,oumaior,conforme o tamanho da cova. Este acabamento “em bacia” tem a função de criarcondiçõesparamelhoraracaptaçãodeágua. Figura09.Detalhesdoplantiodamuda.
  39. 39. 43 Sempre que as características do passeio público permitirem, deve-se manter uma área não impermeabilizada em torno das árvores, na forma de canteiro, faixa ou similares. Conforme definido nocapítuloPlanejamentodaArborização. CERTO ERRADO Figura10.Árvorescomáreanãoimpermeabilizada(certo)eimpermeabilizada(errado). RECOMENDAÇÃO: Sugere-se a aplicação da técnica de mulching, que consiste numa camada de material orgânico (ex. folhas, serragem, palha...) disposta sobre o solo que o protege das intempéries e representa uma barreira física à transferência de calor e vapor d'água entre o solo e aatmosfera,mantendo-ofresco,úmidoeprotegidocontraerosão. 4.4. Tutores O tutoramento deve ser visto como uma operação acessória funda- mentalnodesenvolvimentodamuda. O tutor deve ter resistência contra ventos fortes e amparar a muda por um período mínimo de três anos. E ainda aumenta a chance de
  40. 40. 44 enraizamento no solo circundante à cova, bem como favorece o crescimento adequado do fuste, ao evitar que envergue para o lado dacalçadapúblicaoumesmodoleitocarroçáveldavia. Não é indicada a utilização de madeiras finas e sem resistência e, ainda, elementos com quinas, pois, estes últimos, causam prejuízo pordanificaremacascadofuste,quelevaàfragilizaçãodoindivíduo arbóreoempoucotempo. Assim, de maneira a evitar tais prejuízos, incluindo também os ambientais, devem ser utilizadas preferencialmente madeiras de eucalipto,roliçasedescascadas,conformedimensõesdaFigura12. A muda deve ser presa ao tutor por meio de amarrio de tiras de borracha com largura e comprimento variáveis de acordo com o porte, em forma de número oito, deitado que, embora fixe a muda, permite-lhecertamobilidade(Fig.11). Figura11:Tutorcomamarrioemformadeoitodeitado Os tutores não devem prejudicar as raízes, por isso devem ser fincados no fundo da cova ao lado do torrão, antes do plantio e do preenchimento da cova com terra. A altura dos tutores deve ser igual ou maior que 2,30 m, sendo que no mínimo 0,60 m enterrados no fundo da cova. Deve ter secção circular com diâmetro de 6 cm e extremidade inferior
  41. 41. 45 pontiaguda para melhor fixação ao solo. Palmeiras e mudas com altura superior a 4,00 m podem ser amparadas por 03 (três) tutores em forma de tripé com as mesmas dimensões e características descritas para os tutores individuais. Figura12:Tutoressimpleseduplo. Outros métodos de ancoragem poderão ser utilizados desde que adequados ao porte e planejados de maneira a não danificar a casca do tronco ou o estipe das palmeiras. 4.5. Protetores Os protetores, preconizados para uso específico em áreas urbanas próximas de equipamentos escolares, quadras de esportes e áreas de “play-ground”, possuem a finalidade de
  42. 42. 46 evitar danos mecânicos principalmente ao tronco das árvores até o completo desenvolvimento da árvore. Os protetores devem atender às seguintes especificações: a) Altura mínima, acima do nível do solo, de 1,60 m; b) A área interna deve permitir inscrever um círculo com diâmetro maior ou igual a 0,40 m; c) As laterais devem permitir os tratos culturais; d) Os protetores devem permanecer, no mínimo, por 03 (três) anos, sendo conservados em perfeitas condições; e) Na sua confecção devem ser utilizados materiais como eucalipto ou ferro fundido; f) Projetos de veiculação de propaganda nos protetores não são convenientes, exceto em casos de publicidade institucional que devem ser submetidos à apreciação dos órgãos competentes. 4.6. Grelhas Grelhas, ou golas de árvores, são acessórios utilizados para ampliar o espaço da calçada pública com a finalidade permitir o deslocamento das pessoas com segurança e propiciar a acessi- bilidade, sendo particularmente indicados para ambientes urbanos muito movimentados. Confeccionadas em ferro fundido ou concreto pré-moldado, constituem-se em elementos arquitetônicos que, pelo seu aspecto estético, valorizam as árvores plantadas, ao mesmo tempo em que protegem o solo e garantem o necessário supri- mento de água e oxigênio. Existem diversos modelos de grelhas disponíveis no mercado que podem ser utilizados de acordo com o orçamento dispo- nível, porém desde que os modelos escolhidos sejam adequados às necessidades fisiológicas das árvores.
  43. 43. 47 Figura12:Protetordeárvore
  44. 44. 48 Figura13:Exemplosdegoladeárvore. 4.7. Sistema de gerenciamento de árvores urbanas - SISGAU O cadastramento das árvores localizadas nas vias públicas de São Paulo,quersejamadultasourecémplantadas,éimprescindívelpara o acompanhamento técnico do seu desenvolvimento e, tais infor- mações são importantes não só na definição do manejo com vistas a garantir o bom desenvolvimento dos indivíduos recém plantados, comouniformizaraçõeseintervençõesregionalmenteeauxiliarnas tomadas de decisão que visam a redução dos riscos previsíveis de quedas de árvores ou de partes destas, sempre focando o conjunto daarborização. OSISGAUéumbancodedadosparaplataformaWEBefoiadotado como a principal ferramenta desenvolvida para o cadastramento, inventárioegerenciamentodaarborizaçãodacidadedeSãoPaulo. Desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica – IPT, através de um contrato com a SVMA, responsável pela gerência do sistema,
  45. 45. 49 o SISGAU permite o armazenamento dos dados dos inventários arbóreos, permitindo o resgate de informações relevantes para a definição de estratégias visando o planejamento e o manejo da arborizaçãourbana.EstáhospedadonaPRODAM,responsávelpela sua manutenção tecnológica, e vem sendo alimentado pela SMSP e pelas Subprefeituras, responsáveis por gerir as árvores das vias públicasdacidade. Relatórios Técnicos gerados pelo SISGAU a partir de seu banco de dados, possibilitam a emissão de laudos técnicos em resposta às solicitações dos munícipes, encaminhadas ao Serviço de Atendi- mentoaoCidadão–SAC,àCentral156eàsPraçasdeAtendimento.
  46. 46. 50 TÉCNICAS PARA O MANEJO 5 Para que a arborização urbana cumpra suas funções adequada- mente, se faz necessário todo um cuidado com a árvore desde o momentodoplantioatéofinaldeseuciclovital.Portantodevemser desenvolvidas ações de manejo que atendam às necessidades das árvoresemrelaçãoaoespaçourbano. A manutenção das árvores deve ser realizada de modo a viabilizar a longa permanência de exemplares adultos, frondosos e saudáveis, jáqueessesindivíduoscontribuemdemodomaisimpactanteparaa melhoriaambiental. Asaçõesdemanejopreconizadasnessemanualsão:irrigação,podas, transplante, readequação de canteiros, remoção de vegetação parasitaeinterferentesesupressão. Paradecidirqualaçãodeveseraplicada,deve-selevaremcontaque cadaindivíduoarbóreopossuinecessidadesdiferenciadasreferentes à espécie, em função de suas características morfológicas e fisioló- gicas. Além disso, é importante que seja realizada uma avaliação da árvore,observandooestadofitossanitário,analisandomaisdetalha- damenteotronco,araiz,osramoseasfolhaseascondiçõesdolocal ondeestáplantada. As ações de manejo realizadas preventivamente e periodica- mente contribuem para a formação e desenvolvimento de árvores saudáveis e seguras, evitando futuros procedimentos corretivos comopodadrástica,transplanteeeventualsupressão.
  47. 47. 51 É importante ressaltar que a poda, supressão ou transplante de árvores no município de São Paulo dependem de autorização do poder público municipal, conforme previsto em legislação. Nos espaços públicos a prefeitura é responsável pela execução desses trabalhosenasáreasprivadasaresponsabilidadeédoproprietário. 5.1. Avaliação de exemplares Periodicamente deverão ser realizadas avaliações das condições gerais das árvores a fim de detectar a necessidade de ações de manejodescritasnessecapítulo. Especial atenção deve ser dada a indivíduos considerados senes- centes a fim de avaliar o estado fitossanitário para estimar os riscos dequedaeacidentes. 5.2. Irrigação Durante os dois primeiros anos após o plantio é importante realizar irrigações periódicas garantindo que não falte água para o seu desenvolvimento, assim como manter o coroamento em forma de bacia para melhor captação da água de irrigação. Após esse período acredita-se que a árvore já esteja estabelecida, pois suas raízes agora ocupam e exploram um maior volume de solo não dependendo mais de irrigação. A partir disso o coroamento também não é mais necessário. Especial atenção deve ser dada no período de outono-inverno tambémconhecidopor“estaçãoseca”. Com respeito ao volume de água a ser aplicado, este deverá ser suficiente para umedecer o volume de terra da cova originária do plantio. Considera-se que uma quantidade entre 10 e 20 litros seja suficiente. 5.3. Podas Emárvoresurbanas,podaéaeliminaçãooportunaderamosdeuma planta, com vistas a compatibilizá-la com o espaço físico existente no entorno e deve ser feita com critério, de maneira a preservar, o quantopossível,seuformatooriginalenatural. Paraacoexistênciaentreárvores,equipamentoseserviçospúblicos, apodadeveserrealizadadeformaapreservarascondiçõesvitaisda árvoreeseusbenefíciosambientais.
  48. 48. 52 Éimportanteoacompanhamentoeconduçãodeumaárvorequando jovem,objetivandoevitarpodasseverasnafaseadulta,umavezque nestafasesãomenostolerantesainjúrias. O Manual Técnico de Poda do município de São Paulo contém infor- mações detalhadas e recomendações sobre os procedimentos a serem efetuados quando da necessidade de realização de poda nos exemplaresarbóreos. Ao longo do ciclo de vida das árvores poderão ser executados os seguintestiposdepoda: 5.3.1 Poda de formação A poda de formação é essencial, pois condiciona todo o desenvol- vimento da árvore e sua adaptação às condições em que vai ser plantadadefinitivamente.Érealizadanoviveiro. No viveiro as mudas são produzidas dentro de padrões técnicos, sendoconduzidasnosistemadenominado“hasteúnica”,queconsiste nadesbrotapermanentenumcauleúnicoeereto,atéatingiraaltura mínimade2,0metros. 5.3.2 Poda de condução Quando a muda já está plantada no local definitivo, a intervenção deve ser feita com precocidade, aplicando nela a poda de condução. Visa-se, com esse método, conduzir a planta em seu eixo de cresci- mento, retirando-se dela ramos indesejáveis e ramificações baixas, direcionandoodesenvolvimentodacopaparaosespaçosdisponíveis, semprelevandoemconsideraçãoomodeloarquitetônicodaespécie. É um método útil para compatibilização das árvores com os fios da rede aérea e demais equipamentos urbanos, prevenindo futuros conflitos. 5.3.3 Poda de limpeza É realizada para eliminação de ramos secos, senis e mortos, que perderamsuafunçãonacopadaárvoreerepresentamriscosdevido a possibilidade de queda e por serem foco de problemas fitossani- tários. Também devem ser eliminados ramos ladrões e brotos de raiz, ramos epicórmicos, doentes, praguejados ou infestados por
  49. 49. 53 ervas parasitas, além da retirada de tocos e remanescentes de poda mal executadas. Estes galhos podem em algumas circunstâncias ter dimensões consideráveis, tornando o trabalho mais difícil do que na podadeformação. 5.3.4 Poda de correção Visa eliminar problemas estruturais, removendo partes da árvore em desarmonia ou que comprometam a estabilidade do indivíduo, como ramos cruzados, codominantes e aqueles com bifurcação em V,quemantémacascainclusaeformampontosderuptura.Também érealizadacomoobjetivodeequilibraracopa. 5.3.5 Poda de adequação É empregada para solucionar ou amenizar conflitos entre equipa- mentos urbanos e a arborização, como por exemplo, rede de fiação aérea, sinalização de trânsito e iluminação pública. É utilizada para removerramosquecrescememdireçãoaáreasedificadas,causando danosaopatrimôniopúblicoouparticular. Entretanto, antes de realizar essa poda, é importante verificar a possibilidade de realocação dos equipamentos urbanos que inter- ferem com a arborização (troca de rede elétrica convencional por rede compacta, isolada ou subterrânea, deslocamento de placas e luminárias, redução da altura dos postes de iluminação, cerca elétrica,etc). 5.3.6 Poda de levantamento Consiste na remoção dos ramos mais baixos da copa. Geralmente é utilizada para remover partes da árvore que impeçam a livre circu- lação de pessoas e veículos. É importante restringir a remoção de ramos ao mínimo necessário, evitando a retirada de galhos de diâmetro maior do que um terço do ramo no qual se origina, bem como o levantamento excessivo que prejudica a estabilidade da árvoreepodeprovocarodeclíniodeindivíduosadultos. 5.3.7 Poda de emergência É realizada para remover partes da árvore como ramos que se quebram durante a ocorrência de chuva, tempestades ou ventos fortes, que apresentam risco iminente de queda
  50. 50. 54 podendo comprometer a integridade física das pessoas, do patrimônio público ou particular. Apesar do caráter emergencial, sempre que possível deve ser considerado o modelo arquitetônico da árvore, visando um resta- belecimento do desenvolvimento da copa e minimizando riscos posteriores. 5.4. Transplante Transplantar uma árvore ou palmeira significa retirá-la de um lugar e replantá-la em outro, adotando-se técnicas agronômicas especi- ficas,reaproveitando-aseusufruindodeseusbenefícios.Oprocesso exige conhecimento técnico e segurança de forma a garantir a sobrevivênciadaplantaeaintegridadefísicadaspessoasenvolvidas na execução do trabalho. Portanto, recomenda-se que somente pessoascomexperiênciaexecutemotransplante. Antes de mudar uma planta de lugar, deve-se proceder à avaliação das condições de acesso aos locais de origem e destino para definir asestratégiasdetrabalho,osequipamentoseasferramentasneces- sárias para viabilizar as atividades tais como preparação do torrão, eventualpodaetransporte. Para aumentar as chances de êxito no transplante, a observação dos fatores relacionadosàplantacomo:espéciebotânica,fasedociclode vida, fase do ciclo anual (fenologia), vigor e condições fitossanitárias sãodeextremaimportância.Aavaliaçãoimprecisadessesparâmetros podeconduziraplantaaoestresseexcessivoeconsequentemorte. Para o replantio, sempre se deve dar preferência a lugares mais próximosedecaracterísticassemelhantesaolocaldeorigem. O transplante foi aqui apresentado como uma possibilidade de realocação para espécimes plantados em locais impróprios. Não é o objetivo deste manual fornecer a orientações técnicas de como se realizar um transplante o que deve ser buscado em literatura específicasobreotema. 5.5. Readequação de canteiros e faixas permeáveis No entorno da árvore plantada é imprescindível manter uma área permeável, na forma de canteiro ou faixa, que permita a infiltração deáguaeaeraçãodosolo.
  51. 51. 55 Ao longo do desenvolvimento da árvore deverão ser observadas as dimensões e condições da área permeável no entorno do exemplar e sempre que necessário ampliar o canteiro, preservando a largura mínima de 1,20 m de faixa livre destinada exclusivamente à circu- laçãodepedestres. 5.6 Remoção de vegetação parasita Consiste na remoção de erva-de-passarinho (espécies das famílias Loranthaceae e Viscaceae), figueira mata-pau (espécies hemi- epifetas do gênero Ficus, que por desenvolvimento de suas raízes provocam o estrangulamento do hospedeiro) e fios-de-ovos (Cuscutaracemosa). Estes serviços deverão ser executados sempre com supervisão de um técnico que analisará a eventual necessidade de poda do exemplarhospedeirovisandoocontroledainfestação. Os resíduos gerados deverão ter um tratamento ou destino apropriadoafimdenãoocorrerpropagaçãodoparasita. 5.7. Remoção de vegetação interferente Consiste na remoção de espécie arbórea com DAP inferior a 3 cm que esteja se desenvolvendo no mesmo canteiro em competição comaárvoreprincipaleinterferindonoseudesenvolvimento. 5.8. Supressão de exemplares Como todo ser vivo as árvores atingem a senilidade, o que deve ser considerado no planejamento ambiental. De modo a dar conti- nuidade à qualidade ambiental local proporcionada pela copa das árvores, recomenda-se o plantio intercalar de novas mudas, antes dosexemplaresadultostornarem-sesenis. Mesmo executando todas as técnicas de manejo aqui apresen- tadas, as árvores podem apresentar sinais como presença de ocos no tronco, inclinação excessiva e/ou infestação intensa de pragas e doenças; denotando um alto risco de queda e acidentes o que implicaránasuapossívelsupressão. Exemplares arbóreos já mortos e que se apresentem secos devem ser eliminados e posteriormente substituídos pelo plantio de outra árvore no mesmo local ou nas proximidades, respeitando os parâmetrospreconizadosnessemanual. A supressão de árvores só poderá ser realizada mediante autori- zaçãodopoderpúblico.
  52. 52. 56 6 Legislação Legislaçãovigenteparaarborização/arboriculturaurbanano municípiodeSãoPaulo. 6.1. Construção de passeios, calçadas verdes entre outros: LeiMunicipal10.508/88 DecretoMunicipal27.505/88 DecretoMunicipal45.904/05 LeiMunicipal13.293/02 Portaria62/SVMA.G/06 LeiMunicipal15.442/11 DecretoMunicipal52.903/12 Lei13.646/03 6.2. Campanha Permanente de Incentivo à Arborização de Ruas, Praças e Jardins da Cidade. LeiMunicipal12.196/96 DecretoMunicipal37.587/98 PortariaMunicipal91/SVMA/98 DecretoMunicipal46.688/05 Lei14.186/06 6.3. Arborização de Vias e Áreas Verdes nos Planos de Parcela- mento do Solo para Loteamentos e Desmembramentos. LeiMunicipal10.948/91 DecretoMunicipal29.716/91 LeiMunicipal9.413/91 Portaria17/01–DEPAVE/SMMA 6.4 Reserva de Áreas Verdes nos Estacionamentos LeiMunicipal13.319/02 DecretoMunicipal44.419/04 Portaria121/10-SVMA
  53. 53. 57 6.5. Termos de cooperação com a iniciativa privada, visando a execução e manutenção de melhorias urbanas, ambientais e paisagísticas, bem como a conservação de áreas públicas. LeiMunicipal13.525/03 DecretoMunicipal45.850/05 6.6. Corte e a Poda de Vegetação de Porte Arbóreo LeiMunicipal10.365/87 DecretoMunicipal26.535/88 DecretoMunicipal28.088/89 LeiMunicipal10.919/90 DecretoMunicipal29.586/91 LeiFederal9.605/98 DecretoFederal6.514/08 MedidaProvisória2.163-41/01 Portaria36/08-SVMA Portaria03/11–DECONT-G/SVMA 6.7. Critérios e procedimentos para compensação ambiental pelo manejo de exemplares arbóreos e interferência em Área de Proteção Permanente – APP. PortariaMunicipaln°58/SVMA/2013 Portaria62/SVMA.G/06 Decreto47.145/06 6.8. Recomposição da cobertura vegetal no Estado de São Paulo Lei9.989/98 6.9. Legislação de assuntos diversos referente a arborização ResoluçãoSMA08/08- LeiMunicipal13.430/02 DecretoMunicipal45.904/05 LeiMunicipal13.885/04 Resolução124/CADES/08 Portaria1233/10–SVMA Portaria154/19–SVMA Decreto46.212/05, Lei13.444/02eOficiocircularCOVISA01/05 Decreto42.211/02 Lei10.940/91
  54. 54. 58 7 GLOSSÁRIOAbiótico:Localouprocessocaracterizadopelaausênciadeseresvivos; Aeraçãodosolo:Quantidadedearnosolo; Área livre pública: Praça, canteiros de avenidas, alça de viadutos, parquesedemaisáreasdestinadasàutilizaçãopública; Área permeável: Área ao redor da árvore seja na forma de canteiro, faixa ou piso drenante, que permita a infiltração de água e aeração do solo; Arquitetura de copa: Padrão de desenvolvimento de uma árvore em funçãodeseumeristemaapical; Avifauna:Avesquecompõemafaunadeumaregião; Brotoepicórmico:verramoepicórmico; Brotoladrão:Rebrotavegetativanocoloe/outroncodaárvore; Calçada verde: Faixa permeável dentro do passeio que podem ser ajardinadase/ouarborizadas; Calcário: Produto originado de rocha sedimentar constituída predo- minantemente por carbonato de cálcio (CaCO3), utilizado para correçãodaacidezdosolo; Casca inclusa: Casca retida/comprimida numa bifurcação (junção) entregalhoetroncoouentrepernadascodominantes; Colo:Pontoemqueasraízesseunemaotronco; Coroamento: Elevação de parte do solo de maneira circular ao redor doexemplararbóreo; Erosão: Desgaste progressivo do solo provocado pelo arraste de partículasdevidoaaçãomecânicadaáguaedosventos; Faixa de rolamento: Faixa que representa uma linha demarcatória localizada no limite do leito carroçável para designar as áreas de circulaçãodeveículos;
  55. 55. 59 Fuste: Parte principal de uma árvore, situada entre o colo e as primeirasramificações; Galhocodominante:verramocodominante; Injúria:lesãocomdeformaçãosuperficialsemrupturadaepiderme; Inventário arbóreo: Conjunto detalhado de informações qualita- tivas do exemplar arbóreo cadastrado, com descrição minuciosa de sua condição individual, bem como dos elementos urbanos do seu entornoesuaspossíveisinterações; Leito Carroçável: Parte da via normalmente utilizada para circulação deveículos,identificadaporelementosseparadoresoupordiferença denívelemrelaçãoaospasseios,ilhasoucanteiros; Lesão: Abertura (ferimento) quando a casca de um galho ou caule vivoécortada,danificadaouremovida; Modelo arquitetônico: Conjunto das características estruturais do exemplararbóreo; Mulching: Camada de material orgânico disposta sobre o solo que o protege das intempéries mantendo-o úmido diminuindo o processo deerosão; Nidificação: Ação das espécies animais em construir seu ninho em determinadolocal; Organismosxilófagos:Espéciesquesealimentamdemadeira; Raizenovelada:Raízescomcrescimentocircular; Ramo codominante: Ramos com dimensões muito semelhantes (bifurcações) formados a partir da mesma posição de um tronco principalquecompetempeladominânciaapical; Ramocruzado:Ramossobrepostos; Ramo epicórmico: Ramo que nasce de uma gema dormente (epicórmica),devidoaoaumentodaluminosidadeouàeliminaçãoda dominânciaapical; Rede Aérea Compacta: rede elétrica com cabos condutores susten- tados por cabo mensageiro fixado aos postes através de ferragem metálica(braçosuportetipoL);
  56. 56. 60 Rede Aérea Convencional: caracterizada por condutores nus apoiados sobre isoladores de vidro ou porcelana, fixados horizontalmente sobre cruzetas de madeira; Rede Aérea Compacta Protegida/Isolada: rede de distribuição aérea compacta, utilizando-se de cabos multiplexados (ou pré-reunidos) ou spacer-cable. Os cabos protegidos são apenas encapados, não podendo ser considerados isolados eletrica- mente por não terem seu campo elétrico confinado; Rede de Distribuição Primária: parte de um sistema de distri- buição associada a um alimentador primário compreendendo os transformadores; Rede de Distribuição Secundária: parte de um sistema de distri- buição associado a um transformador da rede primária que se destina ao suprimento de consumidores atendidos em tensão secundária e da iluminação pública, Rede de Distribuição Subterrânea: parte de um sistema de distri- buição associada a um alimentador primário, cujos cabos são instalados abaixo do nível do solo e isolados para a tensão nominal da rede primária; Spacer-Cable: Tipo de rede primária que é compacta e protegida; Sapopemba ou Sapopema: Raiz tabular, que faz saliência fora da terra formando em torno do tronco grandes cristas; Senescente: Indivíduo que passa por processo natural de envelhecimento; Toilette: Remoção de partes mal formadas das plantas, geral- mente do sistema radicular; Transplante:remoçãodeumexemplararbóreodeumlocalparaoutro; Vegetação interferente: outro exemplar arbóreo que se desen- volve ao lado, no mesmo canteiro e que compete com o desen- volvimento do outro; Vegetação parasita: planta que se alimenta da seiva do exemplar arbóreo, levando-o a morte.
  57. 57. 61 LISTA DE SIGLAS APA: ÁreadeProteçãoAmbiental; DAP: DiâmetroaAlturadoPeito; DECONT: DepartamentodeControledaQualidadeAmbiental; DEPAVE: DepartamentodeParqueseÁreasVerdes; DPAA: DivisãoTécnicadeProteçãoeAvaliaçãoAmbiental; IPT: InstitutodePesquisasTecnológicas; PCA: ProjetosdeCompensaçãoAmbiental; PRODAM: CompanhiadeProcessamentodeDadosdoMunicípiode SãoPaulo; PTRDA: ProjetoTécnicodeReparaçãodeDanoAmbiental; SAC: ServiçodeAtendimentoaoCidadão; SISGAU: SistemadeGerenciamentodeÁrvoresUrbanas; SMSP: SecretariadeCoordenaçãodasSubprefeituras; SVMA: SecretariadoVerdeedoMeioAmbiente; TAC: TermodeAjustamentodeConduta; TCA: TermodeCompromissoAmbiental;
  58. 58. 62 8 bibliografiaCEMIG-COMPANHIAENERGÉTICADEMINASGERAIS.Manual deArborização.BeloHorizonte,112p,2011. CEAL - COMPANHIA ENERGÉTICA DE ALAGOAS. Guia de Arborização.Alagoas,38p,2008. CPFL - COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ. Arborização urbana e viária, Aspectos de planejamento, implantação e manejo. Campinas,120p,2008. CRESTANA, M. S. M. (org.) et al. Árvores & Cia. Campinas: CATI, 132p,2007. COSTA, Juliana Amorim. FILHO, Demóstenes Ferreira da Silva (Orient.). Uso de imagens de alta resolução para definição de corre- dores verdes na cidade de São Paulo. 2010. 117 f. Dissertação (MestradoemCiências–Áreadeconcentração:RecursosFlorestais com opção em Conservação de Ecossistemas Florestais) – Univer- sidadedeSãoPaulo,SãoPaulo. ELETROPAULO METROPOLITANA ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S.A. Guia de arborização urbana e o manual de poda. São Paulo:Eletropaulo/PrefeituradaCidadedeSãoPaulo,2011. LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo deplantasarbóreasnativasdo Brasil.vol.01.5ed.NovaOdessa,SP. InstitutoPlantarum,384p,2008. __________. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo deplantasarbóreasnativasdo Brasil.vol.02.3ed.NovaOdessa,SP. InstitutoPlantarum,384p,2009. __________Árvoresbrasileiras:manualdeidentificaçãoecultivode plantasarbóreasnativasdoBrasil.vol.03.NovaOdessa,SP.Instituto Plantarum,384p,2009.
  59. 59. 63 LORENZI, H.; SOUZA, H.M.; TORRES, M.A.V.; BACHER, L.B. ÁrvoresexóticasnoBrasil:madeireiras,ornamentaisearomáticas. NovaOdessa,SP.InstitutoPlantarum,384p,2003. POTENZA,M.R.&F.J.ZORZENON.2006.Cupins:Pragasemáreas urbanas,2°ed.SãoPaulo,BoletimTécnicoInstitutoBiológico,66p. PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO. Atlas Ambiental do Município de São Paulo. Disponível em < http://atlasambiental. prefeitura.sp.gov.br/>.Acessoem23jan.2013 __________.Manualtécnicodearborizaçãourbana.2.ed.SãoPaulo: SecretariaMunicipaldoVerdeedoMeioAmbiente,45p,2005. __________.Manualtécnicodepodasdeárvores.SãoPaulo:Secre- tariaMunicipaldoVerdeedoMeioAmbiente,2012. RGE - RIO GRANDE ENERGIA. Manual de Arborização e Poda. PortoAlegre,41p,2001. SANTOS, Janaina Sant`Ana Maia. VALERIANO, Dalton de Morisson (Orient.). Análise da paisagem de um corredor ecológico na Serra da Mantiqueira. 2002. 176 f. Dissertação (Mestrado em Sensoria- mento Remoto) – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), SãoJosédosCampos. SILVA FILHO, Demóstenes Ferreira da et al. Banco de dados relacional para cadastro, avaliação e manejo da arborização em viaspúblicas.Rev.Árvore,Viçosa,v.26,n.5,Out.2002.Disponívelem <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100- 67622002000500014&lng=en&nrm=iso>.Acessoem06Jun2011. SOUZA,L.C.L.lhasdecalor.JornalUnesp,SãoPaulo,v.18,n.186,p. 11,2004. VELASCO, G. D. N. et al. Análise Comparativa dos Custos de Diferentes Rede de Distribuição de Energia Elétrica no Contexto da Arborização Urbana. Sociedade de Investigações Florestais. Viçosa-MG,v.30,n.4,p.679-686,2006.
  60. 60. 65 Anexo IListadeárvores-Espéciesindicadas paraarborizaçãodecalçada Para elaboração desta lista foram excluídas espécies com atributos inadequados para arborização de calçada, como aquelas de conformação arbustiva e que necessitam de poda constante para apresentar formato arbóreo. Consideraram-se também as que apresentamdesramanaturalexcessiva,sistemaradicularsuperficial, presençadesapopembas,baixaresistênciaaoataquedeorganismos xilófagos, presença de espinhos, frutos grandes, espécies conside- radas invasoras, e que por outras razões são incompatíveis com o calçamento. Foram divididas em espécies consagradas e potenciais. No primeiro grupo foram incluídas aquelas amplamente difundidas na arbori- zaçãodecalçadasequetemcaracterísticasdesejáveis,enquantono segundoestãoaquelasnãoutilizadascommuitafrequênciaouainda não plantadas, mas que apresentam atributos que as qualificam a seremtestadasemplantiosfuturos. Cada grupo foi dividido conforme sua altura, se enquadrando em portepequeno,médioegrande. Para arborização de canteiros centrais, praças, parques, áreas livres e áreas internas de lotes em geral é possível utilizar outras espécies não contempladas na lista, tanto exóticas como nativas, exceto as da lista de espécies inadequadas para arborização (Anexo II). Além disso,quandoaarborizaçãodascalçadascaracterizaremdemaneira marcante a paisagem do local por motivo histórico, é possível usar espéciesquenãoconstamnalista. Nos casos de recomposição florestal ou enriquecimento de vegetação deve-se seguir a portaria 60/SVMA/2011 que publica lista de espécies vegetais vasculares nativas do município de São Paulo.(capítulo6Legislação)
  61. 61. 66 Nomecientífico Nomepopular Altura Consagradas PortePequeno Bauhiniablakeana Patadevaca 6-8m Bauhiniapurpurea Patadevaca 5-6m Dictyolomavandellianum Tingui-preto 4-7m Handroanthusheptaphyllusvar.paulensis Ipê-rosa-anão 3-5m Lagerstroemiaindica Resedá 3-5m PorteMédio Bauhiniavariegata Patadevaca 7-10m Cassialeptophylla Falsobarbatimão 8-10m Cordiasuperba BabosaBranca 7-10m Handroanthuschrysotrichus Ipê-amarelo 4-10m Koelreuteriabipinnata ÁrvoredaChina 10-12m Lagerstroemiaspeciosa Resedáflorderainha 8-10m Licaniatomentosa Oiti 8-15m Micheliachampaca Magnóliaamarela 7-10m Pachiraaquatica Monguba 6-14m Pterocarpusviolaceus Aldrago 8-14m Sapindussaponaria Sabão-de-soldado 5-9m Tabebuiaroseo-alba Ipê-branco 7-12m Tibouchinagranulosa Quaresmeira 8-12m PorteGrande Caesalpiniapeltophoroiddes Patadevaca 7-10m Handroanthusheptaphyllus Falsobarbatimão 8-10m Handroanthusimpetiginosus BabosaBranca 7-10m Handroanthusumbellatus Ipê-amarelo 4-10m Holocalyxbalansae ÁrvoredaChina 10-12m Jacarandamimosifolia Resedáflorderainha 8-10m
  62. 62. 67 Diâmetrodocaule Tipodecopa Observações Consagradas PortePequeno 20-40cm globosa 20-40cm globosa 20-30cm globosa 10-20cm aberta 15-30cm globosa decídua;muitoornamental PorteMédio 20-40cm globosa 30-40cm globosa 20-30cm elípticavertical 30-40cm elípticavertical 20-40cm flabeliforme decídua;apreciaofrio 30-50cm globosa decídua 30-60cm globosa atraifauna 20-40cm elípticavertical atraiavifauna 40-80cm globosa 30-50cm flabeliforme 30-40cm globosa atraifauna 40-50cm cônica 30-40cm elípticahorizontal PorteGrande 40-70cm flabeliforme semidecídua 40-80cm globosa 60-90cm globosa 40-50cm globosa 50-80cm globosa semidecídua;atraifauna 30-50cm globosa decídua
  63. 63. 68 Lafoensiaglyptocarpa Oiti 8-15m Lafoensiapacari Magnóliaamarela 7-10m Nectandramegapotamica Monguba 6-14m Peltophorumdubium Aldrago 8-14m Tabebuiavellosoi Sabão-de-soldado 5-9m Tipuanatipu Ipê-branco 7-12m PorteGigante Caesalpiniapeltophoroiddes Patadevaca 7-10m Handroanthusheptaphyllus Falsobarbatimão 8-10m PorteGrande Nomecientífico Nomepopular Altura Potenciais PortePequeno Aspidospermariedelii Guatambuzinho 4-6m Bauhinialongifolia Unha-de-vaca 4-7m Caseariasylvestirs Guaçatonga 4-6m Erythroxylumdeciduum Cocão 4-8m Eugeniadysenterica Cagaita 4-8m Eugeniainvolucrata CerejadoRioGrande 5-8m Jacarandapuberula Carobinha 4-7m Myrciarostrata Guamirimdafolhafina 4-8m Nectandranitidula Canelaamarela 4-8m Psidiumcattleianum Araçá 3-6m PorteMédio Allophilusedulis Chal-chal 6-10m Andiraanthelmia Angelim-amargoso 6-12m Andirafraxinifolia Angelim-doce 6-12m Aspidospermacylindrocarpon Peroba-poca 8-16m
  64. 64. 69 40-60cm elípticavertical semidecídua 30-60cm globosa 40-60cm globosa perenifóliaousemidecídua;atraiavifauna 50-70cm globosa decídua 40-70cm globosa 60-90cm elípticahorizontal decídua PorteGigante 50-80cm flabeliforme semidecídua 70-90cm globosa decídua PorteGrande Diâmetrodocaule Tipodecopa Observações Potenciais PortePequeno 15-25cm flabeliforme semidecídua;latescente 20-40cm globosa semidecídua 20-30cm globosa 20-35cm globosa decídua 25-35cm globosa decídua;atraifauna 30-40cm globosa atraifauna 30-40cm aberta decídua 15-25cm globosa semidecídua;atraiavifauna 20-30cm aberta 15-25cm aberta troncotortuoso;atraifauna PorteMédio 20-30cm globosa atraiavifauna 40-50cm elípticahorizontal semidecídua;atraifauna 30-40cm elípticahorizontal atraifauna 40-70cm elípticavertical decídua
  65. 65. 70 PorteMédio Nomecientífico Nomepopular Altura Aspidospermaparvifolium Guatambu-oliva 10-15m Astroniumfraxinifolium Aroeira-vermelha 8-12m Bowdichiavirgilioides Sucupirapreta 8-16m Cybistaxantisyphilitica Ipê-verde 6-12m Eugeniapyriformis Uvaia 6-13m Eugeniauniflora Pitanga 6-12m Handroanthusochraeceus Ipê docerrado 6-14m Lueheacandicans Açoita-cavalo 8-12m Lueheagrandiflora Açoita-cavalo 6-14m Physocalymmascaberrimum Pauderosas 5-10m Pimentadioica PimentadaJamaica 7-10m Platypodiumelegans Amendoimdocampo 8-12m Pliniaedulis Cambucá 5-10m Pouteriatorta Abiu 8-14m Pterodonemarginatus Sucupira 8-16m Swartzialangsdorffii Pacova-de-macaco 8-14m Vitexpolygama Tarumã 6-12m Vochysiatucanorum Pau-de-tucano 8-12m Jacarandacuspidifolia Caroba 5-10m PorteGrande Albizianiopoides Farinhaseca 10-20m Astroniumgraveolens Guaritá 15-25m Campomanesiaxanthocarpa Guabiroba 10-20m Citharexylummyrianthum Pau-viola 8-20m Copaiferalangsdorffii ÓleodeCopaíba 10-15m Cupaniavernalis Camboatã 10-22m Dalbergianigra JacarandádaBahia 15-25m Eugeniabrasiliensis Grumixama 10-15m
  66. 66. 71 PorteMédio Diâmetrodocaule Tipodecopa Observações 40-60cm elípticavertical semidecídua 60-80cm elípticavertical decídua 30-50cm globosa decídua 30-40cm aberta decídua 30-50cm globosa semidecídua;atraiavifauna 30-50cm globosa atraifauna 30-50cm flabeliforme decídua 30-50cm elípticavertical semidecídua 30-50cm globosa semidecídua 20-35cm elípticavertical decídua 20-40cm elípticavertical crescimentolento;rústica 40-50cm globosa semidecídua 30-40cm cônica atraifauna 30-40cm flabeliforme semidecídua;atraifauna 30-40cm elípticavertical decídua 40-60cm elípticavertical atraifauna 30-40cm globosa decíduaousemidecídua;atraifauna 30-40cm globosa 30-40cm globosa PorteGrande 40-60cm flabeliforme decídua 40-60cm globosa decídua;troncoornamental 30-50cm elípticavertical decídua;atraifauna 40-60cm globosa decídua;melíferas 50-80cm globosa decíduaousemidecídua 50-70cm globosa semidecídua 40-80cm flabeliforme decídua 25-40cm globosa atraifauna
  67. 67. 72 Patagonulaamericana Guajuvira 10-25m Poecilantheparviflora Coraçãodenegro 15-25m Samaneatubulosa Sete-casca 4-18m Vochysiamagnífica Pau-de-tucano 14-24m Zeyheriatuberculosa Ipê-tabaco 15-23m Nomecientífico Nomepopular Altura Fraxinusamericana Freixo 15-24m Guareaguidonia Marinheiro 15-20m Hymenaeacourbaril Jatobá 15-20m Lonchocarpusguillemineanus Ingá-bravo 10-18m Lophanteralactescens LofânteradaAmazonia 10-20m Lueheadivaricata Açoita-cavalo 15-25m Machaeriumstipitatum Sapuva 10-20m Myrcianthespungens Guabiju 15-20m Myroxylumperuiferum Cabreúva 10-20m Nectandraoppositifolia canela-ferrugem 15-20m Ocoteaodorifera Canela-sassafrás 15-25m Ormosiaarborea Olho-de-cabra 15-20m PorteGigante Aspidospermapolyneuron Peroba-rosa 20-30m Aspidospermaramiflorum Guatambuamarelo 20-30m Balfourodendronriedelianum Pau-marfim 20-30m Cabraleacanjerana Canjarana 20-30m Calophyllumbrasiliensis Guanandi 20-30m Calycophyllumspruceanum Pau-mulato 20-30m Carinianaestrelensis Jequitibá-branco 35-45m Carinianalegalis Jequitibá-rosa 30-50m Cedrelafissilis Cedro 20-35m Diatenopteryxsorbifolia Correieira 15-30m PorteGrande
  68. 68. 73 Diâmetrodocaule Tipodecopa Observações 60-90cm globosa decídua;apreciaofrio 40-60cm globosa atraifauna 80-100cm globosa semidecídua;atraifauna 40-50cm flabeliforme semidecídua 30-40cm elípticavertical semidecídua 50-60cm globosa decídua 40-50cm globosa semidecídua 40-60cm globosa semidecídua;atraiavifauna;melíferas 60-80cm flabeliforme decídua 50-70cm globosa atraiavifauna 50-70cm globosa atraiavifauna 50-70cm globosa semidecíduaouperenifólia 70-80cm elípticavertical decídua 40-60cm globosa 30-70cm flabeliforme decídua 50-80cm globosa 40-60cm globosa semidecídua PorteGigante 60-90cm elípticavertical 60-80cm elípticavertical 40-90cm globosa semidecídua 70-120cm flabeliforme atraiavifauna 40-60cm globosa atraifauna 30-40cm elípticavertical sapobembas;intoleranteaseca 90-120cm globosa semidecídua;sementesatraemmacacos 70-100cm elípticavertical 60-90cm flabeliforme decídua 50-70cm aberta semidecídua PorteGrande
  69. 69. 74 Nomecientífico Nomepopular Altura Esenbeckialeiocarpa Guarantã 20-30m Handroanthusalbus Ipêamarelodaserra 20-30m Machaeriumvillosum Jacarandá-paulista 20-30m Myrocarpusfrondosus Óleo-pardo 20-30m Tachigalidenudata Tapassuaré 20-30m Terminaliakuhlmannii Araçád´água 20-30m exóticas PorteGigante
  70. 70. 75 Diâmetrodocaule Tipodecopa Observações 40-60cm globosa semidecídua;nãotolerainsolaçãoquandojovem 40-60cm cônica decídua 50-80cm flabeliforme semidecídua 60-90cm aberta decídua;melífera 60-80cm flabeliforme 40-60cm elípticavertical decídua PorteGigante
  71. 71. 77 Anexo IIPlantioemáreainterna Oplantiodeárvoresemáreasinternas,tantopúblicascomoprivadas, segue os mesmos parâmetros de distanciamento dos demais plantios abordados neste Manual. No entanto, a lista de espécies que é apresentada a seguir contempla espécies que por algumas razões (como presença de espinhos, desrama natural, tipo de copa, raízes tabulares, frutos grandes) não estavam na lista de espécies indicadas para arborização de passeio público. Foram selecionadas 231 espécies de árvores e 22 espécies de palmeiras, divididas em pequeno,médioegrandeporteeestãodispostasnalistadaseguinte maneira: • coloridas em verde são aquelas presentes na portaria n° 61/ SVMA/2011,queéaListadeEspéciesNativasdoMunicípiode SãoPaulo; • coloridas em cinza são as espécies nativas de outros biomas brasileirosquenãoaFlorestaOmbrófilaDensapaulistana; • coloridasemazulsãoasespéciesdeforadoBrasil.
  72. 72. 78 Nome científico Nome popular Altura Diâmetro docaule Tipode copa Folhas Folhagem ornamental Flores PequenoPorte Allophilus edulis Chal-chal 6-8m 20-30cm globosa semide- cídua Aspidosperma riedelii Guatam- buzinho 4-6m 15-25cm flabeli- forme semide- cídua Bauhinia forficata Patade vaca 5-9m 30-40cm aberta semide- cídua brancas Campoma- nesiaguazumi- folia Sete capotes 6-9m 20-30cm globosa decídua brancase grandes Campoma- nesiaphaea Cambuci 3-5m 20-30cm globosa semide- cídua grandese brancas Casearia sylvestirs Guaça- tonga 4-6m 20-30cm globosa perenifólia Erythrina crista-galli Cristade galo 6-9m 30-50cm elíptica horizontal decídua róseasou vermelhas, atraem avifauna Erythrina speciosa Eritrina cande- labro 3-5m 20-30cm aberta decídua vermelhase abundantes, atraem avifauna Erythroxylum deciduum Cocão 4-8m 20-35cm globosa decídua Eugenia involucrata Cereja doRio Grande 5-8m 30-40cm globosa perenifólia Eugenia pyriformis Uvaia 6-8m 30-50cm globosa semide- cídua Eugenia uniflora Pitan- gueira 6-8m 30-50cm globosa semide- cídua Garcinia gardneriana Bacupari 5-7m 15-25cm piramidal perenifólia Gochnatia polymorpha Cambará 6-8m 40-50cm aberta semide- cíduaou decídua parte inferior dafolha branco- tomen- tosas
  73. 73. 79 Época Frutifi- cação Época Tronco Espinhos Látex Desrama natural Condição deumidade dosolo PequenoPorte atrai avifauna nov-dez seletiva higrófita X seletiva xerófita out-jan X out-nov atraifauna mar-mai descamante decor dourada higrófita ago-nov alimen- tação humana jan-fev seletiva higrófita atraifauna set-nov seletiva higrófita set-dez X seletiva higrófita jun-set X seletiva higrófita atraifauna out-jan seletiva higrófita alimen- tação humana out-dez seletiva higrófita alimen- tação humana set-jan seletiva higrófita alimen- tação humana out-jan claroe descamante seletiva higrófita alimen- tação humana dez-fev seletiva higrófita seletiva xerófita
  74. 74. 80 Nome científico Nome popular Altura Diâmetro docaule Tipode copa Folhas Folhagem ornamental Flores PequenoPorte Handroanthus chrysotrichus Ipê- amarelo 4-9m 30-40cm elíptica vertical decídua amarelas Ilexparagua- riensis Erva mate 4-8m 30-40cm globosa perenifólia Jacaranda puberula Caro- binha 4-7m 30-40cm aberta decídua roxas Miconia cabussu Pixiricão 4-8m 20-30cm piramidal perenifólia face inferior dafolha ferrugínea Myrcia rostrata Guamirim dafolha fina 4-8m 15-25cm globosa semide- cídua Posoqueria acutifolia Bagade macaco 4-8m 20-30cm piramidal perenifólia Psidium cattleianum Araçá 3-6m 15-25cm aberta perenifólia Psidium guajava Goiabeira 3-6m 20-30cm globosa semide- cídua brancas Schinusmolle Aroeira salsa 5-8m 25-35cm globosaa pendular perenifólia copa pendente Schinus terebinthi- folius Aroeira pimen- teira 5-8m 30-60cm globosa perenifólia Sennamacran- thera Mandui- rana 6-8m 20-30cm globosa semide- cídua amarelase abundantes, melíferas Senna multijuga Pau cigarra 6-9m 30-40cm globosa decídua amarelase abundantes, melíferas Annona coriacea Marolo 3-6m 20-30cm globosa decídua amarelas Annona crassiflora Araticum cortiça 4-8m 20-30cm aberta decídua
  75. 75. 81 Época Frutifi- cação Época Tronco Espinhos Látex Desrama natural Condição deumidade dosolo PequenoPorte ago-set solosbem drenados atrai avifauna jan-mar seletiva higrófita ago-set atraifauna out-nov atraifauna jan-mar seletiva higrófita atraifauna jun-ago seletiva higrófita alimen- tação humana set-mar seletiva higrófita set-nov alimen- tação humana dez-mar descamante, mudando doverdeao pardo seletiva higrófita atrai avifauna dez-jan solossecos earenosos atrai avifauna jan-jul dez-abr indiferente dez-abr indiferente nov-jan alimen- tação humana/ laxante nov-dez seletiva xerófita alimen- tação humana jan-fev seletiva xerófita
  76. 76. 82 Nome científico Nome popular Altura Diâmetro docaule Tipode copa Folhas Folhagem ornamental Flores PequenoPorte Annonaglabra Araticum dobrejo 3-6m 30-40cm aberta perenes amarelas Bauhinia longifolia Unha-de- vaca 4-7m 20-40cm globosa semide- cídua branco averme- lhadas Bombacopsis glabra Castanha do maranhão 4-6m 30-40cm aberta perenifólia grandesde corcreme Campo- manesia eugenioides Guabi- roba 4-7m 20-30cm globosa perenifólia abundantes epequenas; brancas Dictyoloma vandellianum Tingui- preto 4-7m 20-30cm globosa perenifólia brancas, pequenase abundantes Eugeniadysen- terica Cagaita 4-8m 25-35cm globosa decídua abundantes epequenas; brancas Handroanthus heptaphyllus var.paulensis Ipê-rosa- anão 3-5m 10-20cm aberta decídua rosaaroxo Acacia podalyraefolia Acácia mimosa 5-7m 15-30cm globosa perenifólia cinza- prateada amarelase abundantes Acaciaseyal Árvore degoma arábica 4-6m 15-25cm aberta decídua pequenase amarelas Acer palmatum Acer japonês 6-8m 20-40cm globosa decídua averme- lhadana primavera Bauhinia blakeana Patade vaca 6-8m 20-40cm globosa perenifólia roxas Bauhinia purpurea Patade vaca 5-6m 20-40cm globosa perenifólia lilás Caesalpinia pulcherrima Flambo- yantde jardim 3-4m 10-20cm globosa semide- cídua laranjaa vermelho ouvinho Callistemon viminalis Escova de garrafa 5-7m 20-40cm pendente perenifólia copa pendente inflores- cência vermelhas
  77. 77. 83 Época Frutifi- cação Época Tronco Espinhos Látex Desrama natural Condição deumidade dosolo PequenoPorte nov-fev alimen- tação humana out-mai seletiva higrófita dez-jan set-nov castanhas comes- tíveis, podemser torradas jan-fev verde seletiva higrófita out-nov atraifauna dez-jan seletiva higrófita fev-abr seletiva higrófita ago-set atraifauna out-nov seletiva xerófita jul-set jul-ago set-out averme- lhada X abr-ago mar-ago set-fev jun-set
  78. 78. 84 Nome científico Nome popular Altura Diâmetro docaule Tipode copa Folhas Folhagem ornamental Flores PequenoPorte Ficusaspera Figueira palhaço 3-6m 20-40cm aberta decídua folhas variegadas Ficus auriculata Figueira vermelha 4-6m 20-40cm elíptica horizontal decídua folhas grandes, averme- lhadas quando novas Grevillea banksii Grevilha anã 3-6m 15-30cm aberta perenifólia acinzen- tada inflores- cência averme- lhada, melífera Lagerstroemia indica Resedá 3-5m 15-30cm globosa decídua váriascores Laurusnobilis Louro 5-7m 20-50cm globosa perenifólia Melalaeuca linariifolia Flocode neve 6-8m 40-60cm elíptica horizontal aglobosa perenifólia folhas pequenas, finase aromáticas inflores- cência brancase abundantes Morusnigra Amoreira 6-8m 20-40cm globosa decídua Plumeriarubra Jasmim manga 4-6m 20-40cm flabeli- forme decídua cores variadas Prunuscampa- nulata Cerejeira de Okinawa 4-6m 15-40cm elíptica horizontal aaberta decídua rosadasa brancas Prunus serrulata Cerejeira doJapão 4-6m 15-40cm elíptica horizontal aaberta decídua brancas MédioPorte Andirafraxi- nifolia Angelim- doce 6-12m 30-40cm elíptica horizontal atraifauna rosadas Aspidosperma cylindro- carpon Peroba- poca 8-16m 40-70cm elíptica vertical decídua
  79. 79. 85 Época Frutifi- cação Época Tronco Espinhos Látex Desrama natural Condição deumidade dosolo PequenoPorte mai-set nov-fev out-dez ornamental, escamando emlâminas maciasde corclara alimen- tação humana set-nov X set-dez X mai-jul mai-jul MédioPorte nov-dez atraifauna fev-abr seletiva higrófita atrai periquitos X solosbem drenados
  80. 80. 86 Nome científico Nome popular Altura Diâmetro docaule Tipode copa Folhas Folhagem ornamental Flores MédioPorte Aspidosperma parvifolium Guatambu- oliva 10-15m 40-60cm elíptica vertical semide- cídua Cassiaferru- ginea Chuvade ouro 8-15m 50-70cm flabeli- forme decídua rácemos pendentes amarelos Cassialepto- phylla Falso barba- timão 8-10m 30-40cm globosa perenifólia amarelas Cecropia glaziovi Embaúba vermelha 8-16m 20-30cm aberta perenifólia folhas grandes, principal alimento da preguiça Cecropia hololeuca Embaúba prateada 6-12m 20-30cm aberta perenifólia folhas grandese prateadas Cecropia pachystachya Embaúba 6-12m 20-30cm aberta perenifólia Cordiaecaly- culata Caféde bugre 8-12m 40-50cm globosa aelíptica vertical perenifólia Cordiasello- wiana Louro mole 6-10m 30-50cm globosaa aberta semide- cídua Cordia superba Babosa Branca 7-10m 20-30cm elíptica vertical semide- cídua brancas Croton urucurana Sangra d´água 7-14m 25-35cm aberta semide- cídua folhas velhas vermelho alaran- jadas melíferas Cybistax antisyphilitica Ipê-verde 6-12m 30-40cm aberta decídua verde
  81. 81. 87 Época Frutifi- cação Época Tronco Espinhos Látex Desrama natural Condição deumidade dosolo MédioPorte set-dez nov-jan atraifauna nov-fev habitado porformigas seletiva higrófita atraifauna habitado porformigas atraifauna jun habitado porformigas seletiva higrófita atraifauna jan-mar solos úmidos atraifauna set-out solos enxutose profundos out-fev atraifauna set-nov seletiva higrófita dez-jun seletiva higrófita dez-mar seletiva xerófita
  82. 82. 88 Nome científico Nome popular Altura Diâmetro docaule Tipode copa Folhas Folhagem ornamental Flores MédioPorte Eugeniabrasi- liensis Grumi- xama 8-12m 25-40cm globosa perenifólia Genipa americana Jenipapo 8-14m 40-60cm aberta semide- cídua Guazuma ulmifolia Mutambo 8-14m 30-50cm elíptica vertical semide- cídua Heliocarpus popayanensis Algodo- eiro 6-12m 30-50cm elíptica vertical semide- cídua rosadase abundantes Hirtella hebeclada Macucu- rana 10-15m 40-50cm elíptica vertical perenifólia Ingavera Ingádo brejo 5-10m 20-30cm globosaa flabeli- forme semide- cídua brancas polistê- mones Jacaranda cuspidifolia Caroba 5-10m 30-40cm globosa decídua roxas Lamanonia ternata Cangalha 10-16m 40-60cm aberta semide- cídua melíferas Lueheagrandi- flora Açoita- cavalo graúdo 6-14m 30-50cm globosa semide- cídua cremese grandes Mimosa scabrella Braca- tinga 6-14m 30-40cm globosaa aberta semide- cídua folhas verde claro pompom amarelo, melíferas Myrcia tomentosa Goiaba brava 6-12m 20-35cm aberta decídua Myrciaria floribunda Cambuí 6-12m 30-40cm globosa semide- cídua Peraglabrata Tobocuva 8-14m 40-50cm globosa perenifólia amarelas, pequenas Pliniaedulis Cambucá 5-10m 30-40cm cônica perenifólia
  83. 83. 89 Época Frutifi- cação Época Tronco Espinhos Látex Desrama natural Condição deumidade dosolo MédioPorte alimen- tação humana nov-dez seletiva higrófita alimen- tação humana nov-dez seletiva higrófita atraifauna ago-set jun-jul atraifauna jan-mar solosbem drenados ago-nov atraifauna dez-fev seletiva higrófita set-out seletiva xerófita out-dez solosbem drenados mai-jul seletiva xerófita jun-ago indife- renteàs condições físicasdo solo atraifauna dez-jan seletiva xerófita atraifauna dez-jan corde canela seletiva higrófita jan-mar atrai avifauna out-jan alimen- tação humana dez-jan seletiva higrófita
  84. 84. 90 Nome científico Nome popular Altura Diâmetro docaule Tipode copa Folhas Folhagem ornamental Flores MédioPorte Pouteriatorta Abiu 8-14m 30-40cm flabeli- forme semide- cídua Pterocarpus violaceus Aldrago 8-14m 30-50cm flabeli- forme perenifólia amarelas Rapaneaferru- ginea Caporo- roca 6-12m 30-40cm aberta perenifólia Rolliniasericea Araticum alvadio 5-15m 40-50cm flabeli- forme semide- cídua Swartzia langsdorffii Pacova de macaco 8-14m 40-60cm elíptica vertical perenifólia amareladas Tabebuia roseo-alba Ipê- branco 7-12m 40-50cm cônica decídua brancasou rosadas Tapirira guianensis Peitode pombo 8-14m 40-60cm globosa perenifólia folhagem nova averme- lhada Tibouchina granulosa Quares- meira 8-12m 30-40cm elíptica horizontal perenifólia ousemide- cídua roxasou rosas Tibouchina mutabilis Manacá daserra 7-12m 20-30cm piramidal perenifólia saemlilases, mudando pararóseas edepois branco Trema micrantha Crindiúva 7-12m 20-40cm piramidal aglobosa semide- cídua Vitex polygama Tarumã do cerrado 6-12m 30-40cm globosa decíduaou semide- cídua lilás Vochysia tucanorum Pau-de- tucano 8-12m 30-40cm globosa perenifólia amarelas
  85. 85. 91 Época Frutifi- cação Época Tronco Espinhos Látex Desrama natural Condição deumidade dosolo MédioPorte alimen- tação humana dez-jan out-dez atrai avifauna out-dez seletiva higrófita alimen- tação humana dez-fev set-jan atraifauna fev-abr ago-out seletiva xerófita atraifauna jan-mar solos úmidos dez-mar nov-fev atrai avifauna jan-mai X out-nov atraifauna jan-abr nov-mar
  86. 86. 92 Nome científico Nome popular Altura Diâmetro docaule Tipode copa Folhas Folhagem ornamental Flores MédioPorte Zanthoxylum rhoifolium Mamica decadela 6-12m 30-40cm globosa semide- cídua melíferas Andira anthelmia Angelim- amargoso 6-12m 40-50cm elíptica horizontal semide- cídua arroxeadas Annona cacans Araticum cagão 12-16m 50-70cm globosa decídua Annona montana Araticum açu 8-14m 20-40cm aberta Astronium fraxinifolium Aroeira- vermelha 8-12m 60-80cm elíptica vertical decídua Bauhinia variegata Patade vaca 7-10m 20-40cm globosa semide- cídua rosadas Bowdichia virgilioides Sucupira preta 8-16m 30-50cm globosa decídua violetae abundante Garcinia gardneriana Bacupari 5-10m 15-25cm piramidal perenifólia Handroanthus ochraceus Ipê do cerrado 6-14m 30-50cm flabeli- forme decídua amarelas Ingamarginata Ingá feijão 5-15m 30-50cm globosa semide- cídua conjuntode pequenas flores brancase perfumadas Koelreuteria bipinnata Árvore daChina 10-12m 20-40cm flabeli- forme decídua amarelas Lagerstroemia speciosa Resedá florde rainha 8-10m 30-50cm globosa decídua cores variadas Licania tomentosa Oiti 8-15m 30-60cm globosa perenifólia
  87. 87. 93 Época Frutifi- cação Época Tronco Espinhos Látex Desrama natural Condição deumidade dosolo MédioPorte out-nov atraifauna mar-jun X seletiva xerófita out-nov atraifauna fev-mar seletiva higrófita alimen- tação humana/ laxante jan-mar alimen- tação humana abr-jun seletiva xerófita jun-set ago-set seletiva xerófita alimen- tação humana des-fev seletiva higrófita jul-set seletiva xerófita alimen- tação humana mar-mai seletiva higrófita abr-mai corde salmão, muito ornamental mai-jun nov-jan atraifauna jan-mar
  88. 88. 94 Nome científico Nome popular Altura Diâmetro docaule Tipode copa Folhas Folhagem ornamental Flores MédioPorte Luehea candicans Açoita- cavalo 8-12m 30-50cm elíptica vertical semide- cídua brancas Michelia champaca Magnólia amarela 7-10m 20-40cm elíptica vertical perenifólia amarelas Pachira aquatica Monguba 6-14m 40-80cm globosa perenifólia cremese averme- lhadas Physo- calymma scaberrimum Paude rosas 5-10m 20-35cm elíptica vertical decídua lilás Pimentadioica Pimenta da Jamaica 7-10m 20-40cm elíptica vertical perenifólia brancase pequenas Platypodium elegans Jacarandá docampo 8-12m 40-50cm globosa semide- cídua amarelas Pterodon emarginatus Sucupira 8-16m 30-40cm elíptica vertical decídua rosadas Rollinia mucosa Biribá 8-16m 40-60cm globosa decídua Sapindus saponaria Sabão-de- soldado 5-9m 30-40cm globosa pernifólia ousemide- cídua Brownea macrophylla Rosada mata 10-12m 40-60cm globosa perenifólia vermelhas Cassiafistula Chuvade ouro 10-15m 20-35cm globosa decídua cacho deflores amarelas Cassiajavanica Cássia javanica 10-12m 50-80cm globosa semide- cídua cachode floresrosas Cassianodosa Cássia nodosa 10-12m 40-60cm aberta decídua rosas Cinnamomum camphora Canela canpho- reira 10-12m 30-45cm globosa perenifólia Cinnamomum zeylanicum Canela daÍndia 8-12m 20-40cm globosa perenifólia
  89. 89. 95 Época Frutifi- cação Época Tronco Espinhos Látex Desrama natural Condição deumidade dosolo MédioPorte nov-dez seletiva xerófita out-nov atraifauna set-nov atraifauna abr-jun seletiva higrófita ago-set seletiva xerófita dez-jan atraifauna mar-abr troncoclaro set-nov seletiva xerófita set-out seletiva xerófita alimen- tação humana dez-abr atraifauna set-out caracte- rísticade várzea set-fev set-out out-jan ago-nov

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