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COBERTURA COM TELHAS CERÂMICAS E
  FIBROCIMENTO COM ESTRUTURA DE
            MADEIRA

           Alunos: Mateus Pandolfo
                   João Manoel Balestrin
                   André Scapin
                   Mauro de Couet
TEMAS ABORDADOS:
 ESTRUTURA DO TELHADO PARA TELHAS
  CERÂMICAS;
 ESPECIFICAÇÕES SOBRE TELHAS
  CERÂMICAS;




 ESTRUTURA DO TELHADO PARA TELHAS
  FIBROCIMENTO.
 ESPECIFICAÇÕES SOBRE TELHAS
  FIBROCIMENTO;
ESTRUTURA DE MADEIRA PARA FIBROCIMENTO

• As madeiras recomendas para se usar:

 • Ipê, Angelim, Louro Pardo, Angico Preto

 • e madeiras de reflorestamento como Eucalipto e Pinos em obras

   de menores portes, como casas.

• É composta por uma armação principal: constituída por

 tesouras, e vigas principais

• e uma secundária (trama). A trama, para telhas de Grandes

 dimensões, é constituída apenas por Terças.
ELEMENTOS DE UM TELHADO FIBROCIMENTO

TRAMA: Composta por Terças,
1. Terças, peças horizontais de madeira colocadas na direção
   perpendicular à estrutura de apoio. Elas apóiam-se geralmente
   sobre tesouras, pontaletes, oitões, ou paredes
   intermediárias, com a função de sustentar as telhas.
2. As terças são peças que transmitem as cargas a Tesoura, elas
   estão sujeitas a sofrerem esforços de Flexão.
A ação do vento sobre
as telhas, que compõem o beiral, pode danificá-las, assim, é
necessário limitar o comprimento
do beiral.
As telhas para cumeeiras são fabricadas com diversas
inclinações, assim, durante o cálculo, para conhecer a
posição das terças sobre a tesoura, é necessário saber
os valores de "x" apresentados na figura 17 e nas
tabelas 02 e 03.
Ao apoiar uma telha de fibrocimento, como mostra a
alínea a da figura 18, deve-se evitar fazê-lo sobre uma
aresta.




  a) Evitar apoiar telhas em arestas
3

                        4
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1 – Ripas           6 – Frechal                         11 – Escora
2 – Caibros         7 – Chapuz                          12 – Pontalete, montante ou pendural
3 – Cumeeiras       8 – Perna ou empena                 13 – Ferragem ou estribo
4 – Terças          9 – Linha, tensou ou tirante        14 – ferragem ou cobrejunta
5 - Contrafrechal   10 – Pendural ou pendural central   15 – Vista, testeira ou aba
                                                        16 – Mão francesa
QUADRO DE ESPAÇAMENTO
DOS APOIOS (TERÇAS)
ESPAÇAMENTO ENTRE
TESOURAS
CONTRAVENTAMENTOS

 A principal carga acidental, que incide sobre o telhado, é
  provocada pelo vento. A ação do vento as vezes é
  transmitida às estruturas principais segundo direções
  não contidas no plano das mesmas, tornando-se
  necessária a utilização de uma estrutura auxiliar
  destinada a resistir a esses esforços. Essas estruturas
  são denominadas genericamente por
  contraventamentos.
 Os contraventamentos são necessários, para resistir às
  forças laterais e para manter as estruturas principais
  alinhadas e no prumo.
   Esquema do contraventamento – vistas frontal e superior
b) Perspectiva
Figura 23 – Contraventamento de um telhado, de pequeno vão, com paredes
resistentes de outão. As terças, se ligadas adequadamente às
tesouras, transmitem os esforços transversais às paredes de outão, onde
também devem ter ligação adequada.
TELHADOS DE FIBROCIMENTO

 O  fibrocimento   é     composto   basicamente      de
 água, cimento e amianto, uma fibra mineral presente em
 abundância na crosta terrestre


 Pelo baixo custo dos telhados executados com as telhas
 onduladas de fibrocimento, estas são bastante utilizadas
 em edifícios habitacionais de padrão popular, inclusive
 unifamiliares, embora não proporcionem adequado
 conforto, sobretudo térmico.

 As telhas de fibrocimento onduladas devem atender às
 disposições da norma “NBR 7581 – Telha ondulada de
 fibrocimento – Especificações”.
MODELOS DE FIBROCIMENTO

  Telha ondulada
 Suas espessuras mais comuns são a de 5mm, 6mm e 8mm, sendo
  que as mais utilizadas são as de 6 e 8 mm.

 O peso do telhado em fibrocimento varia conforme a espessura das
  peças, sendo de 15 Kg/m² para as de 5mm, 18 Kg/m² para as de
  6mm e 24 Kg/m² para as de 8mm.
PEÇAS COMPLEMENTARES

  Arremate entre duas ou mais águas de uma cobertura.

  Cumeeira Normal                Cumeeira Universal




Cumeeira Articulada Ondulada        Espigão
Arremate entre uma água de cobertura e uma parede ou fechamento
                             lateral.


    Cumeeira Shed            Cumeeira Shed
 Rufo
                                Simétrica
Proporcionar recursos de ventilação e arejamento à área coberta.

                        Telha de ventilação
Arremate entre dois ou mais fechamentos laterais.

       Cantoneira                      Aresta
OUTROS MODELOS DE TELHAS DE FIBROCIMENTO


 Perfil econômico: também é ondulada porém com menores
 dimensões e espessura de 4mm.
Perfis estruturais: possuem uma maior resistência e permitem vão
  maiores. São os seguintes perfis:

Perfil A.




Perfil B.
Perfil C.




Perfil D.
Perfil E.




Perfil F.
Perfil G.




Perfil H.
MANUSEIO E ESTOCAGEM

 O corte, lixamento e furação dos produtos devem ser feitos em
  locais abertos, com boa ventilação e, se possível, separados das
  demais tarefas;

 Recomenda-se realizar o trabalho com ferramentas manuais, que
  provocam menor desprendimento de poeira fina no ambiente;

 É preciso umidificar o piso ao redor do local de trabalho e as peças
  que estão sendo trabalhadas, reduzindo a possibilidade de geração
  de poeira;

 A retirada de rebarbas e a limpeza das peças, ferramentas e demais
  equipamentos deverá ser feita utilizando um pano ou esponja
  umedecidos, ou sistema de aspiração;
 Os equipamentos fixos – furadeira de bancada, serra
 circular etc. – deverão possuir necessariamente um
 sistema de captação de poeira;

 A lavagem das peças de trabalho será              feita
 separadamente das demais peças de uso diário;

 Durante o trabalho, o operador deve usar máscara
 específica (descartável do tipo P2 para poeira);

 Terminado o trabalho, o operador deve tomar banho no
 serviço antes de trocar de roupa;
COLOCAÇÃO

 O melhor aproveitamento das telhas se dá com a
 inclinação de 15° (27%) e procurar utilizar esta inclinação
 sempre que possível.

 Na montagem da primeira fiada as chapas precisam ser
 fixadas com um parafuso por chapa (colocado na crista
 da 2ª onda), necessitando a última chapa ser fixada com
 dois parafusos (na crista das 2ª e 5ª ondas). Nas chapas
 das fiadas intermediárias, terão de ser aplicados dois
 ganchos chatos na cava da 1ª e 4ª onda.

 As cumeeiras deverão ser fixadas com um parafuso de
 cada lado, sendo a última delas com dois parafusos de
 cada lado. O caimento mínimo a ser empregado é de
 10º, ou seja, 17,6% (abaixo desse limite, estar-se-á
 arriscando infiltração de água através da junção das
A superposição das chapas variam conforme sua inclinação, sendo
portanto:

- Para telhados com menos de 15º de inclinação, usar recobrimento
longitudinal mínimo de 20 cm;

- Para caimentos maiores de 15º, pode-se usar recobrimento
longitudinal de 14 cm.
 O espaçamento máximo entre as terças é
 de 1,69 m. Por essa razão, a chapa mais
 econômica é a de 1,83 m, já que para as
 telhas maiores se torna indispensável a
 colocação de terça intermediária (para
 telhas de 6 mm de espessura).

 Quanto aos beirais, os comprimentos das
 chapas, máximo e mínimo, em balanço
 são:
- Beirais sem calha: máximo 40 cm e mínimo 25 cm;




- Beirais com calha: máximo 25 cm e mínimo 10 cm.
- Beiral lateral: 10 cm
 A montagem das telhas deverá ser iniciada a
 partir do beiral para a cumeeira.



 Utilizar ferramentas manuais (serrote, arco de
 pua, etc.). Se houver a necessidade de
 utilização de serras elétricas, recomenda-se as
 de baixa rotação para evitar a dispersão do pó
 de amianto;
- Não se pode pisar diretamente sobre as telhas;
  usar tábuas apoiadas em três;

- Terças, em coberturas muito inclinadas, amarrar
  as tábuas;

- Procurar sempre realizar o trabalho ao ar livre;

- Umedecer as peças de fibrocimento antes de
  cortá-las ou perfurá-las;
ESTRUTURA DE MADEIRA PARA TELHA CERÂMICA

• As madeiras mais utilizadas são:

  • Ipê, Cabriúva ou Itaúba, Peroba;

  • e madeiras de reflorestamento como Eucalipto e Pinos em obras menos
      nobres.

 Tem funções de sustentar e fixar as telhas e transmitir os esforços
  solicitantes para os elementos estruturais do edifício.
• É    composta por uma armação principal: constituída por
  tesouras, e vigas principais
• e uma secundária (trama). A trama, para telhas de pequenas
  dimensões, é constituída pelas ripas, caibros e terças.
ELEMENTOS DE UM TELHADO

TRAMA:
1. Ripas: são peças de madeira pregadas sobre os caibros, que
   servem de apoios para as telhas cerâmicas;
2. Caibros: peças de madeira, apoiadas sobre as terças, servindo
   como suporte para as ripas;
3. Terça de Cumeeira: terça da parte mais alta do telhado;
4. Terças: peças horizontais de madeira colocadas na direção
   perpendicular à estrutura de apoio. Elas apóiam-se geralmente
   sobre tesouras, pontaletes, oitões, ou paredes
   intermediárias, com a função de sustentar os caibros;
5. Contrafrechal: terça da parte inferior do telhado;
6. Frechal: viga de madeira colocada em todo o perímetro
   superior da parede de alvenaria, para amarração e distribuição
   da carga concentrada da tesoura;
7. Chapuz: calço de madeira, geralmente de forma
   triangular, que serve de apoio lateral para a terça
ELEMENTOS DE UM TELHADO


TESOURA:

8. Asna, perna, empena ou banzo superior;
9. Linha, tirante, tensor ou banzo inferior;
10. Montante principal ou pendural;
11. Diagonal ou escora;
12. Pontalete, montante ou suspensório;
13. Ferragem ou estribo;
14. Ferragem ou cobrejunta;
15. Testeira ou aba;
16. Mão francesa: peça disposta de forma inclinada, com a
   finalidade de travar a estrutura.
TESOURA TELHADO
   CERÂMICO TIRANTE E
     TESOURA TIPO:
      ESCORAS
3

                        4
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1 – Ripas           6 – Frechal                         11 – Escora
2 – Caibros         7 – Chapuz                          12 – Pontalete, montante ou pendural
3 – Cumeeiras       8 – Perna ou empena                 13 – Ferragem ou estribo
4 – Terças          9 – Linha, tensou ou tirante        14 – ferragem ou cobrejunta
5 - Contrafrechal   10 – Pendural ou pendural central   15 – Vista, testeira ou aba
                                                        16 – Mão francesa
ESQUEMA CLÁSSICO DE
TELHADO
QUADRO DE CARGAS NO
TELHADO
CÁLCULO DA INCLINAÇÃO E
PONTO
TIPOS DE TRAVAMENTO
TESOURA
TIPOS DE TRAVAMENTO
         TESOURA


                                         d


  x                                      b
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                                             d
                90º
                Dir




                                     b
                   eç
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                          en




Junta extrema para
                            te




    α pequeno
   X pequeno



  Os pontos de intersecção dos eixos da empena e da linha da
       tesoura não deve ser distanciado horizontalmente mais do que 5 cm
TIPOS DE TRAVAMENTO
         TESOURA


                                             A
                           o
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                                           + + +
                                            + + +
                                             + + +
              Sucção
                                                                        Corte AA
                    c. perm
     0
10
                                                      Cobrejuntas de
                                    6 mm     A
                                   b                 madeira pregadas
                                    6 mm
TIPOS DE TRAVAMENTO
TESOURA




                                                                 nte
                                                              o de
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                                                             ç
                                                         Dire
                                                   ß/2    ß/2
                                                         a



                                      Junta intermediária inferior
         a
   α
                                             ß/2
                                           ß/2

                         b


               d


             Junta central superior
TESOURA
     Cantoneira
     CH 50x6mm
                  + + + ++ + + +
                  + + + + + +




                   Cobrejuntas de
                  madeira pregadas
     Chapa reta
      50x6mm
TESOURA
                        TERÇAS


 Devem ser posicionadas sobre os nós da tesoura, para
 que assim transmitam a carga diretamente sobre
 eles, ou sobre os pontaletes das estruturas pontaletadas.

 Devem ser apoiadas e fixadas às empenas de tesouras
 ou às vigas principais de estruturas pontaletadas, com o
 emprego de chapuzes de madeira, cantoneiras
 metálicas, tarugos de madeira, parafusos passantes ou
 outros dispositivos similares.
TRAVAMENTO DAS TERÇA A
TESOURA
CAIBROS


 Recomenda-se que o espaçamento entre os caibros não seja
  superior a 50cm.

 Os caibros devem ser pregados às terças, sendo que a penetração
  do prego na terça deve equivaler no mínimo a metade do
  comprimento do prego.
LIGAÇÃO DE CAIBROS
Deve-se evitar a emenda de caibros.
                      Se a espessura da terça
             for ≥ a 5 cm:                    for < 5 cm:
RIPAMENTO DO TELHADO

             CONFECÇÃO
             DO GABARITO
             (GALGA)
ESPASSAMENTO ENTRE RIPAS
CONTRAVENTAMENTO
VERTICAL
CHUMBADORES DE CONTRAVENTAMENTO
LIGAÇÕES COM PREGOS

 As pontas dos pregos que atravessarem as peças pregadas devem
  ser rebatidas. Quando forem pregadas conjuntamente três peças de
  madeira, recomenda-se que os pregos atravessem pelo menos duas
  delas.
 As ligações sujeitas a esforços de tração devem ser efetuadas com
  o auxilio de cobre-juntas. Não sendo deve ser feita a pregação de
  topo.




 Nas tesouras, as ligações pregadas devem apresentar pelo menos 4
  pregos em cada peça a ser ligada.
TIPOS DE ELEMENTOS DE
AMARRAÇÃO
Telhas Cerâmicas
Na hora da compra da telha devem ser
 analisadas as características técnicas, sendo
 elas:

- Modelo;


-Comprimento;


-Largura;


-Peso;


-Galga.
 A fim de garantir um telhado de qualidade, devem ser
 verificadas algumas características das telhas :
- O som emitido ao bater na peça deve ser metálico;
- Não devem apresentar fissuras, esfoliações, quebras e
  rebarbas que dificultem o acoplamento entre elas e que
  prejudiquem a estanqueidade do telhado.
- Não devem possuir manchas, superfícies esbranquiçada
  com sais solúveis ou nódulos de cal.
- Devem ter regularidade de forma, dimensões e
  coloração;    fraca  absorção    de    água     e
  impermeabilidade; baixa porosidade; resistência a
  flexão.
 Outras                características,          como
 impermeabilidade, absorção de água, resistência a
 flexão, tolerâncias dimensionais e empenamento, devem
 estar de acordo com o conjunto de Normas Técnicas
 Brasileiras (NBR).
TIPOS DE TELHAS

                      Telhas cerâmicas de encaixe

    Telha Francesa

 São planas, com encaixes laterais e nas extremidades, com
    agarração para fixação às ripas. Características técnicas:
   Largura 24cm;
   Comprimento 40cm;
   Galga média 34cm;
   Espessura 14mm;
   Peso 2,6kg.
Telha Romana


 A telha romana apresenta uma capa e um canal interligados.
    Características técnicas:
   Largura 21,6cm;
   Comprimento 41,5cm;
   Galga média 36cm;
   Espessura 10mm;
   Peso 2,6kg.
Telha Portuguesa


 É o resultado da evolução da antiga e tradicional telha colonial. Ao
  contrário da colonial, a portuguesa é composta por apenas uma
  peça.

 Largura 20cm;
 Comprimento 38cm;
 Galga média 33,5cm;
 Espessura 8mm;
 Peso médio 2,5kg.
Telha Termoplan

 Apresenta uma camada interna de ar, projetada com intuito de
    otimizar o desempenho térmico da telha. Características técnicas:
   Largura 21,4cm;
   Comprimento 45cm;
   Galga média 38cm;
   Espessura 26mm;
   Peso 3,2kg.
Modelos de Cumeeira e Fechamento.
Telhas Capa e Canal:
-Com a finalidade de contribuir para o redisciplinamento do mercado
de telhas de capa e canal, a ABNT e o INMETRO decidiram
normalizar apenas os 3 tipos mais consagrados de telhas de capa e
canal (colonial, paulista e plan), estabelecendo ainda um único
comprimento (46 cm) e uma única galga (40 cm) para essas
telhas, como consta na NBR-9601.




-Nas telhas, as extremidades dos canais não podem ficar
juntas, devem ficar a uma distância de aproximadamente uma
polegada.
Telha Colonial


 Nesta telha não há distinção entre a capa e o canal. Características
    Técnicas:
   Largura 14 a 18cm;
   Comprimento 46cm,
   Espessura 13mm;
   Peso 2,25kg.
Telha Paulista

 Tem seção circular que vai afunilando em direção a uma das
    extremidades, apresenta a capa com largura ligeiramente inferior a
    largura do canal.Características Técnicas:
   Largura da capa 12 a 16cm;
   Largura do canal 14 a 18cm;
   Comprimento 46cm,
   Espessura 13mm;
   Peso da capa 2,0kg;
   Peso do canal 2,15kg.
Telha Plan

 São telhas muito pouco empregadas, pois são difíceis de cortar, bem
    como encontrar peças no mercado para substituição. Características
    Técnicas:
   Largura da capa 12 a 16cm;
   Largura do canal 14 a 18cm;
   Comprimento 46cm,
   Espessura 13mm;
   Peso da capa 2,29kg;
   Peso do canal 2,28kg.
Rendimento médio de telhas por m²:



 Francesa 15 telhas por m²;


 Romana 16 telhas por m²;


 Termoplan15 telhas por m²;


 Portuguesa 24 telhas por m²;


 Paulista 26 telhas por m².
EXECUÇÃO DE TELHADOS CERÂMICOS


 O telhado deve ser executado com telhas com
 dimensões padronizadas.

 É recomendado adquirir uma quantidade de telhas
 aproximadamente 5% superior à quantidade
 calculada para o telhado, como margem de folga.
COLOCAÇÃO DAS TELHAS


 A    colocação das telhas deve ser feita por
  fiadas, iniciando-se pelo beiral e prosseguindo-se em
  direção a cumeeira.

 Inicialmente  coloca-se a primeira fiada no sentido
  horizontal. Esta fiada pode ser colocada da direita para a
  esquerda ou vice-versa, dependendo do desenho das
  telhas.

 As demais deverão ser fiadas verticais de baixo para
  cima.
COMO MOSTRA NO ESQUEMA ABAIXO:
canais, posicionando-se com sua parte mais larga voltada para
cima, em direção à cumeeira.

Os canais devem ser espaçados o máximo possível dentro da largura
das capas, de maneira que as capas apóiem-se nas abas laterais dos
canais.

Nos telhados de duas águas é recomendável que estas sejam
projetadas de forma a utilizar-se um numero exato de telhas nas
fiadas, de forma a empregar-se somente telhas inteiras, evitando cortá-
las nas laterais.

Os canais das fiadas superiores devem ser posicionados sobre
aqueles das fiadas inferiores, conforme as saliências e reentrâncias
eventualmente existentes, observando-se sempre um recobrimento
longitudinal mínimo de 60 mm entre elas.

As capas são posicionadas sobre os canais com a parte mais larga
voltada para baixo;     as capas das fiadas superiores também são
posicionadas sobre aquelas das fiadas inferiores, conforme o desenho
das telhas, observando-se o recobrimento longitudinal mínimo de 60
mm.
 Para este tipo de telhado, com declividades (14º < i ≤ 45º), todos os
  canais devem ser fixados à estrutura de apoio, e as capas devem
  ser fixadas de maneira alternada.
BEIRAL

 O primeiro apoio da primeira fiada de telhas deve ter duas ripas
  sobrepostas ou por testeiras.




 Em beirais desprotegidos, recomenda-se amarrar as telhas de
  encaixe às ripas. Já as telhas de capa e canal devem ter as capas
  emboçadas com a argamassa e os canais devem ser fixados às
  ripas.

 Caso haja platibanda ou caso seja empregado forro no beiral, as
  telhas não necessitarão ser fixadas à estrutura de madeira.
Nos beirais laterais o emboçamento de peças cerâmicas
apropriadas (cumeeiras ou capas de telhas do tipo capa e canal).
CUMEEIRA

 Essas peças devem ser colocadas obedecendo-se um sentido
 de colocação contrario ao dos ventos dominantes.
•Fechamento da cumeeira:
•Argamassa deve ser traço 1:2:9, cimento, cal e areia. Não é recomendado o uso de
apenas areia e cimento.

•Não deve ser executado em dias de chuva, visto água da chuva pode causar manchas
ao telhado;

•Preencher com pouca argamassa, senão a mesma trinca e recebe infiltração;
• Primeiramente, com a colher de pedreiro coloca-se o emboço nas
extremidades das telhas, de forma a criar duas linhas contínuas, em
toda extensão da cumeeira também deve-se colocar o emboço no
rebaixo da telha anterior. Então encaixam-se as peças, sendo que deve-
se observar ainda um recobrimento longitudinal mínimo de 60 mm
entre as peças.
ESPIGÃO

 O espigão também pode ser executado com peças de cumeeiras ou
  capas de telhas de capa e canal. As peças são colocadas da mesma
  forma que na cumeeira sendo que devem ser colocadas no beiral
  em direção à cumeeira.




 As telhas das águas do telhado são cortadas no seu encontro com o
  espigão, de forma que o recobrimento entre as peças de espigão e
  as telhas seja no mínimo 30 mm.
RINCÃO OU ÁGUA FURTADA
 As telhas que atingem o rincão devem ser cortadas na direção do
  mesmo, recobrindo a calha metálica em pelo menos 60 mm de cada
  lado. A largura livre da calha deve ser de aproximadamente 150 mm.
ARREMATES
 A fim de garantir a estanqueidade do telhado, os encontros dos
  telhados com paredes paralelas ou transversais ao comprimento das
  telhas devem ser executados empregando-se rufos metálicos ou
  componentes cerâmicos.

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  • 1. COBERTURA COM TELHAS CERÂMICAS E FIBROCIMENTO COM ESTRUTURA DE MADEIRA Alunos: Mateus Pandolfo João Manoel Balestrin André Scapin Mauro de Couet
  • 2. TEMAS ABORDADOS:  ESTRUTURA DO TELHADO PARA TELHAS CERÂMICAS;  ESPECIFICAÇÕES SOBRE TELHAS CERÂMICAS;  ESTRUTURA DO TELHADO PARA TELHAS FIBROCIMENTO.  ESPECIFICAÇÕES SOBRE TELHAS FIBROCIMENTO;
  • 3. ESTRUTURA DE MADEIRA PARA FIBROCIMENTO • As madeiras recomendas para se usar: • Ipê, Angelim, Louro Pardo, Angico Preto • e madeiras de reflorestamento como Eucalipto e Pinos em obras de menores portes, como casas. • É composta por uma armação principal: constituída por tesouras, e vigas principais • e uma secundária (trama). A trama, para telhas de Grandes dimensões, é constituída apenas por Terças.
  • 4. ELEMENTOS DE UM TELHADO FIBROCIMENTO TRAMA: Composta por Terças, 1. Terças, peças horizontais de madeira colocadas na direção perpendicular à estrutura de apoio. Elas apóiam-se geralmente sobre tesouras, pontaletes, oitões, ou paredes intermediárias, com a função de sustentar as telhas. 2. As terças são peças que transmitem as cargas a Tesoura, elas estão sujeitas a sofrerem esforços de Flexão.
  • 5.
  • 6.
  • 7. A ação do vento sobre as telhas, que compõem o beiral, pode danificá-las, assim, é necessário limitar o comprimento do beiral.
  • 8. As telhas para cumeeiras são fabricadas com diversas inclinações, assim, durante o cálculo, para conhecer a posição das terças sobre a tesoura, é necessário saber os valores de "x" apresentados na figura 17 e nas tabelas 02 e 03.
  • 9.
  • 10. Ao apoiar uma telha de fibrocimento, como mostra a alínea a da figura 18, deve-se evitar fazê-lo sobre uma aresta. a) Evitar apoiar telhas em arestas
  • 11. 3 4 14 2 1 5 7 8 10 2 12 11 6 9 13 1 – Ripas 6 – Frechal 11 – Escora 2 – Caibros 7 – Chapuz 12 – Pontalete, montante ou pendural 3 – Cumeeiras 8 – Perna ou empena 13 – Ferragem ou estribo 4 – Terças 9 – Linha, tensou ou tirante 14 – ferragem ou cobrejunta 5 - Contrafrechal 10 – Pendural ou pendural central 15 – Vista, testeira ou aba 16 – Mão francesa
  • 12. QUADRO DE ESPAÇAMENTO DOS APOIOS (TERÇAS)
  • 13.
  • 15. CONTRAVENTAMENTOS  A principal carga acidental, que incide sobre o telhado, é provocada pelo vento. A ação do vento as vezes é transmitida às estruturas principais segundo direções não contidas no plano das mesmas, tornando-se necessária a utilização de uma estrutura auxiliar destinada a resistir a esses esforços. Essas estruturas são denominadas genericamente por contraventamentos.  Os contraventamentos são necessários, para resistir às forças laterais e para manter as estruturas principais alinhadas e no prumo.
  • 16. Esquema do contraventamento – vistas frontal e superior
  • 17. b) Perspectiva Figura 23 – Contraventamento de um telhado, de pequeno vão, com paredes resistentes de outão. As terças, se ligadas adequadamente às tesouras, transmitem os esforços transversais às paredes de outão, onde também devem ter ligação adequada.
  • 18. TELHADOS DE FIBROCIMENTO  O fibrocimento é composto basicamente de água, cimento e amianto, uma fibra mineral presente em abundância na crosta terrestre  Pelo baixo custo dos telhados executados com as telhas onduladas de fibrocimento, estas são bastante utilizadas em edifícios habitacionais de padrão popular, inclusive unifamiliares, embora não proporcionem adequado conforto, sobretudo térmico.  As telhas de fibrocimento onduladas devem atender às disposições da norma “NBR 7581 – Telha ondulada de fibrocimento – Especificações”.
  • 19. MODELOS DE FIBROCIMENTO Telha ondulada  Suas espessuras mais comuns são a de 5mm, 6mm e 8mm, sendo que as mais utilizadas são as de 6 e 8 mm.  O peso do telhado em fibrocimento varia conforme a espessura das peças, sendo de 15 Kg/m² para as de 5mm, 18 Kg/m² para as de 6mm e 24 Kg/m² para as de 8mm.
  • 20. PEÇAS COMPLEMENTARES Arremate entre duas ou mais águas de uma cobertura. Cumeeira Normal Cumeeira Universal Cumeeira Articulada Ondulada Espigão
  • 21. Arremate entre uma água de cobertura e uma parede ou fechamento lateral. Cumeeira Shed Cumeeira Shed Rufo Simétrica
  • 22. Proporcionar recursos de ventilação e arejamento à área coberta. Telha de ventilação
  • 23. Arremate entre dois ou mais fechamentos laterais. Cantoneira Aresta
  • 24. OUTROS MODELOS DE TELHAS DE FIBROCIMENTO Perfil econômico: também é ondulada porém com menores dimensões e espessura de 4mm.
  • 25. Perfis estruturais: possuem uma maior resistência e permitem vão maiores. São os seguintes perfis: Perfil A. Perfil B.
  • 29. MANUSEIO E ESTOCAGEM  O corte, lixamento e furação dos produtos devem ser feitos em locais abertos, com boa ventilação e, se possível, separados das demais tarefas;  Recomenda-se realizar o trabalho com ferramentas manuais, que provocam menor desprendimento de poeira fina no ambiente;  É preciso umidificar o piso ao redor do local de trabalho e as peças que estão sendo trabalhadas, reduzindo a possibilidade de geração de poeira;  A retirada de rebarbas e a limpeza das peças, ferramentas e demais equipamentos deverá ser feita utilizando um pano ou esponja umedecidos, ou sistema de aspiração;
  • 30.  Os equipamentos fixos – furadeira de bancada, serra circular etc. – deverão possuir necessariamente um sistema de captação de poeira;  A lavagem das peças de trabalho será feita separadamente das demais peças de uso diário;  Durante o trabalho, o operador deve usar máscara específica (descartável do tipo P2 para poeira);  Terminado o trabalho, o operador deve tomar banho no serviço antes de trocar de roupa;
  • 31. COLOCAÇÃO  O melhor aproveitamento das telhas se dá com a inclinação de 15° (27%) e procurar utilizar esta inclinação sempre que possível.  Na montagem da primeira fiada as chapas precisam ser fixadas com um parafuso por chapa (colocado na crista da 2ª onda), necessitando a última chapa ser fixada com dois parafusos (na crista das 2ª e 5ª ondas). Nas chapas das fiadas intermediárias, terão de ser aplicados dois ganchos chatos na cava da 1ª e 4ª onda.  As cumeeiras deverão ser fixadas com um parafuso de cada lado, sendo a última delas com dois parafusos de cada lado. O caimento mínimo a ser empregado é de 10º, ou seja, 17,6% (abaixo desse limite, estar-se-á arriscando infiltração de água através da junção das
  • 32. A superposição das chapas variam conforme sua inclinação, sendo portanto: - Para telhados com menos de 15º de inclinação, usar recobrimento longitudinal mínimo de 20 cm; - Para caimentos maiores de 15º, pode-se usar recobrimento longitudinal de 14 cm.
  • 33.  O espaçamento máximo entre as terças é de 1,69 m. Por essa razão, a chapa mais econômica é a de 1,83 m, já que para as telhas maiores se torna indispensável a colocação de terça intermediária (para telhas de 6 mm de espessura).  Quanto aos beirais, os comprimentos das chapas, máximo e mínimo, em balanço são:
  • 34. - Beirais sem calha: máximo 40 cm e mínimo 25 cm; - Beirais com calha: máximo 25 cm e mínimo 10 cm.
  • 36.  A montagem das telhas deverá ser iniciada a partir do beiral para a cumeeira.  Utilizar ferramentas manuais (serrote, arco de pua, etc.). Se houver a necessidade de utilização de serras elétricas, recomenda-se as de baixa rotação para evitar a dispersão do pó de amianto;
  • 37. - Não se pode pisar diretamente sobre as telhas; usar tábuas apoiadas em três; - Terças, em coberturas muito inclinadas, amarrar as tábuas; - Procurar sempre realizar o trabalho ao ar livre; - Umedecer as peças de fibrocimento antes de cortá-las ou perfurá-las;
  • 38. ESTRUTURA DE MADEIRA PARA TELHA CERÂMICA • As madeiras mais utilizadas são: • Ipê, Cabriúva ou Itaúba, Peroba; • e madeiras de reflorestamento como Eucalipto e Pinos em obras menos nobres.  Tem funções de sustentar e fixar as telhas e transmitir os esforços solicitantes para os elementos estruturais do edifício. • É composta por uma armação principal: constituída por tesouras, e vigas principais • e uma secundária (trama). A trama, para telhas de pequenas dimensões, é constituída pelas ripas, caibros e terças.
  • 39. ELEMENTOS DE UM TELHADO TRAMA: 1. Ripas: são peças de madeira pregadas sobre os caibros, que servem de apoios para as telhas cerâmicas; 2. Caibros: peças de madeira, apoiadas sobre as terças, servindo como suporte para as ripas; 3. Terça de Cumeeira: terça da parte mais alta do telhado; 4. Terças: peças horizontais de madeira colocadas na direção perpendicular à estrutura de apoio. Elas apóiam-se geralmente sobre tesouras, pontaletes, oitões, ou paredes intermediárias, com a função de sustentar os caibros; 5. Contrafrechal: terça da parte inferior do telhado; 6. Frechal: viga de madeira colocada em todo o perímetro superior da parede de alvenaria, para amarração e distribuição da carga concentrada da tesoura; 7. Chapuz: calço de madeira, geralmente de forma triangular, que serve de apoio lateral para a terça
  • 40. ELEMENTOS DE UM TELHADO TESOURA: 8. Asna, perna, empena ou banzo superior; 9. Linha, tirante, tensor ou banzo inferior; 10. Montante principal ou pendural; 11. Diagonal ou escora; 12. Pontalete, montante ou suspensório; 13. Ferragem ou estribo; 14. Ferragem ou cobrejunta; 15. Testeira ou aba; 16. Mão francesa: peça disposta de forma inclinada, com a finalidade de travar a estrutura.
  • 41.
  • 42. TESOURA TELHADO CERÂMICO TIRANTE E TESOURA TIPO: ESCORAS
  • 43. 3 4 14 2 1 5 7 8 10 2 12 11 6 9 13 1 – Ripas 6 – Frechal 11 – Escora 2 – Caibros 7 – Chapuz 12 – Pontalete, montante ou pendural 3 – Cumeeiras 8 – Perna ou empena 13 – Ferragem ou estribo 4 – Terças 9 – Linha, tensou ou tirante 14 – ferragem ou cobrejunta 5 - Contrafrechal 10 – Pendural ou pendural central 15 – Vista, testeira ou aba 16 – Mão francesa
  • 45. QUADRO DE CARGAS NO TELHADO
  • 48. TIPOS DE TRAVAMENTO TESOURA d x b 2 cm α a d 90º Dir b eç ão d od en Junta extrema para te α pequeno X pequeno  Os pontos de intersecção dos eixos da empena e da linha da tesoura não deve ser distanciado horizontalmente mais do que 5 cm
  • 49. TIPOS DE TRAVAMENTO TESOURA A o c çã Su m p er + c. + + ++ + + + + + + + + + Sucção Corte AA c. perm 0 10 Cobrejuntas de 6 mm A b madeira pregadas 6 mm
  • 50. TIPOS DE TRAVAMENTO TESOURA nte o de ão d α/2 α/2 ç Dire ß/2 ß/2 a Junta intermediária inferior a α ß/2 ß/2 b d Junta central superior
  • 51. TESOURA Cantoneira CH 50x6mm + + + ++ + + + + + + + + + Cobrejuntas de madeira pregadas Chapa reta 50x6mm
  • 52. TESOURA TERÇAS  Devem ser posicionadas sobre os nós da tesoura, para que assim transmitam a carga diretamente sobre eles, ou sobre os pontaletes das estruturas pontaletadas.  Devem ser apoiadas e fixadas às empenas de tesouras ou às vigas principais de estruturas pontaletadas, com o emprego de chapuzes de madeira, cantoneiras metálicas, tarugos de madeira, parafusos passantes ou outros dispositivos similares.
  • 54. CAIBROS  Recomenda-se que o espaçamento entre os caibros não seja superior a 50cm.  Os caibros devem ser pregados às terças, sendo que a penetração do prego na terça deve equivaler no mínimo a metade do comprimento do prego.
  • 55. LIGAÇÃO DE CAIBROS Deve-se evitar a emenda de caibros. Se a espessura da terça for ≥ a 5 cm: for < 5 cm:
  • 56. RIPAMENTO DO TELHADO CONFECÇÃO DO GABARITO (GALGA)
  • 60. LIGAÇÕES COM PREGOS  As pontas dos pregos que atravessarem as peças pregadas devem ser rebatidas. Quando forem pregadas conjuntamente três peças de madeira, recomenda-se que os pregos atravessem pelo menos duas delas.
  • 61.  As ligações sujeitas a esforços de tração devem ser efetuadas com o auxilio de cobre-juntas. Não sendo deve ser feita a pregação de topo.  Nas tesouras, as ligações pregadas devem apresentar pelo menos 4 pregos em cada peça a ser ligada.
  • 62. TIPOS DE ELEMENTOS DE AMARRAÇÃO
  • 64. Na hora da compra da telha devem ser analisadas as características técnicas, sendo elas: - Modelo; -Comprimento; -Largura; -Peso; -Galga.
  • 65.  A fim de garantir um telhado de qualidade, devem ser verificadas algumas características das telhas : - O som emitido ao bater na peça deve ser metálico; - Não devem apresentar fissuras, esfoliações, quebras e rebarbas que dificultem o acoplamento entre elas e que prejudiquem a estanqueidade do telhado. - Não devem possuir manchas, superfícies esbranquiçada com sais solúveis ou nódulos de cal. - Devem ter regularidade de forma, dimensões e coloração; fraca absorção de água e impermeabilidade; baixa porosidade; resistência a flexão.  Outras características, como impermeabilidade, absorção de água, resistência a flexão, tolerâncias dimensionais e empenamento, devem estar de acordo com o conjunto de Normas Técnicas Brasileiras (NBR).
  • 66. TIPOS DE TELHAS Telhas cerâmicas de encaixe Telha Francesa  São planas, com encaixes laterais e nas extremidades, com agarração para fixação às ripas. Características técnicas:  Largura 24cm;  Comprimento 40cm;  Galga média 34cm;  Espessura 14mm;  Peso 2,6kg.
  • 67. Telha Romana  A telha romana apresenta uma capa e um canal interligados. Características técnicas:  Largura 21,6cm;  Comprimento 41,5cm;  Galga média 36cm;  Espessura 10mm;  Peso 2,6kg.
  • 68. Telha Portuguesa  É o resultado da evolução da antiga e tradicional telha colonial. Ao contrário da colonial, a portuguesa é composta por apenas uma peça.  Largura 20cm;  Comprimento 38cm;  Galga média 33,5cm;  Espessura 8mm;  Peso médio 2,5kg.
  • 69. Telha Termoplan  Apresenta uma camada interna de ar, projetada com intuito de otimizar o desempenho térmico da telha. Características técnicas:  Largura 21,4cm;  Comprimento 45cm;  Galga média 38cm;  Espessura 26mm;  Peso 3,2kg.
  • 70. Modelos de Cumeeira e Fechamento.
  • 71. Telhas Capa e Canal: -Com a finalidade de contribuir para o redisciplinamento do mercado de telhas de capa e canal, a ABNT e o INMETRO decidiram normalizar apenas os 3 tipos mais consagrados de telhas de capa e canal (colonial, paulista e plan), estabelecendo ainda um único comprimento (46 cm) e uma única galga (40 cm) para essas telhas, como consta na NBR-9601. -Nas telhas, as extremidades dos canais não podem ficar juntas, devem ficar a uma distância de aproximadamente uma polegada.
  • 72. Telha Colonial  Nesta telha não há distinção entre a capa e o canal. Características Técnicas:  Largura 14 a 18cm;  Comprimento 46cm,  Espessura 13mm;  Peso 2,25kg.
  • 73. Telha Paulista  Tem seção circular que vai afunilando em direção a uma das extremidades, apresenta a capa com largura ligeiramente inferior a largura do canal.Características Técnicas:  Largura da capa 12 a 16cm;  Largura do canal 14 a 18cm;  Comprimento 46cm,  Espessura 13mm;  Peso da capa 2,0kg;  Peso do canal 2,15kg.
  • 74. Telha Plan  São telhas muito pouco empregadas, pois são difíceis de cortar, bem como encontrar peças no mercado para substituição. Características Técnicas:  Largura da capa 12 a 16cm;  Largura do canal 14 a 18cm;  Comprimento 46cm,  Espessura 13mm;  Peso da capa 2,29kg;  Peso do canal 2,28kg.
  • 75. Rendimento médio de telhas por m²:  Francesa 15 telhas por m²;  Romana 16 telhas por m²;  Termoplan15 telhas por m²;  Portuguesa 24 telhas por m²;  Paulista 26 telhas por m².
  • 76. EXECUÇÃO DE TELHADOS CERÂMICOS  O telhado deve ser executado com telhas com dimensões padronizadas.  É recomendado adquirir uma quantidade de telhas aproximadamente 5% superior à quantidade calculada para o telhado, como margem de folga.
  • 77. COLOCAÇÃO DAS TELHAS  A colocação das telhas deve ser feita por fiadas, iniciando-se pelo beiral e prosseguindo-se em direção a cumeeira.  Inicialmente coloca-se a primeira fiada no sentido horizontal. Esta fiada pode ser colocada da direita para a esquerda ou vice-versa, dependendo do desenho das telhas.  As demais deverão ser fiadas verticais de baixo para cima.
  • 78. COMO MOSTRA NO ESQUEMA ABAIXO:
  • 79. canais, posicionando-se com sua parte mais larga voltada para cima, em direção à cumeeira. Os canais devem ser espaçados o máximo possível dentro da largura das capas, de maneira que as capas apóiem-se nas abas laterais dos canais. Nos telhados de duas águas é recomendável que estas sejam projetadas de forma a utilizar-se um numero exato de telhas nas fiadas, de forma a empregar-se somente telhas inteiras, evitando cortá- las nas laterais. Os canais das fiadas superiores devem ser posicionados sobre aqueles das fiadas inferiores, conforme as saliências e reentrâncias eventualmente existentes, observando-se sempre um recobrimento longitudinal mínimo de 60 mm entre elas. As capas são posicionadas sobre os canais com a parte mais larga voltada para baixo; as capas das fiadas superiores também são posicionadas sobre aquelas das fiadas inferiores, conforme o desenho das telhas, observando-se o recobrimento longitudinal mínimo de 60 mm.
  • 80.  Para este tipo de telhado, com declividades (14º < i ≤ 45º), todos os canais devem ser fixados à estrutura de apoio, e as capas devem ser fixadas de maneira alternada.
  • 81. BEIRAL  O primeiro apoio da primeira fiada de telhas deve ter duas ripas sobrepostas ou por testeiras.  Em beirais desprotegidos, recomenda-se amarrar as telhas de encaixe às ripas. Já as telhas de capa e canal devem ter as capas emboçadas com a argamassa e os canais devem ser fixados às ripas.  Caso haja platibanda ou caso seja empregado forro no beiral, as telhas não necessitarão ser fixadas à estrutura de madeira.
  • 82. Nos beirais laterais o emboçamento de peças cerâmicas apropriadas (cumeeiras ou capas de telhas do tipo capa e canal).
  • 83. CUMEEIRA  Essas peças devem ser colocadas obedecendo-se um sentido de colocação contrario ao dos ventos dominantes.
  • 84. •Fechamento da cumeeira: •Argamassa deve ser traço 1:2:9, cimento, cal e areia. Não é recomendado o uso de apenas areia e cimento. •Não deve ser executado em dias de chuva, visto água da chuva pode causar manchas ao telhado; •Preencher com pouca argamassa, senão a mesma trinca e recebe infiltração;
  • 85. • Primeiramente, com a colher de pedreiro coloca-se o emboço nas extremidades das telhas, de forma a criar duas linhas contínuas, em toda extensão da cumeeira também deve-se colocar o emboço no rebaixo da telha anterior. Então encaixam-se as peças, sendo que deve- se observar ainda um recobrimento longitudinal mínimo de 60 mm entre as peças.
  • 86. ESPIGÃO  O espigão também pode ser executado com peças de cumeeiras ou capas de telhas de capa e canal. As peças são colocadas da mesma forma que na cumeeira sendo que devem ser colocadas no beiral em direção à cumeeira.  As telhas das águas do telhado são cortadas no seu encontro com o espigão, de forma que o recobrimento entre as peças de espigão e as telhas seja no mínimo 30 mm.
  • 87. RINCÃO OU ÁGUA FURTADA  As telhas que atingem o rincão devem ser cortadas na direção do mesmo, recobrindo a calha metálica em pelo menos 60 mm de cada lado. A largura livre da calha deve ser de aproximadamente 150 mm.
  • 88. ARREMATES  A fim de garantir a estanqueidade do telhado, os encontros dos telhados com paredes paralelas ou transversais ao comprimento das telhas devem ser executados empregando-se rufos metálicos ou componentes cerâmicos.