PROGRAMA ESCOLAS LIVRES DE TABACO



         CENTRO REGIONAL DE SAÚDE PÚBLICA DO NORTE



           ADMINISTRAÇÃO REGION...
PROGRAMA DE PREVENÇÃO DO TABAGISMO
  PARA O 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO




   Manual
 Do Professor
Índice
INTRODUÇÃO............................................................................................................
SESSÃO                          5                         -                         TEMA:                               QU...
Introdução
O tabagismo é a principal causa evitável de doença e morte nos países desenvolvidos. O consumo de
tabaco está a...
O conteúdo do Programa “Querer é Poder I” evolui em 4 áreas:
•   Informações sobre tabagismo;
•   Motivações para fumar e ...
Plano do manual

O Programa “Querer é Poder I” destina-se a ser aplicado a alunos do 3.º ciclo do Ensino Básico pelos
seus...
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Guia da sessão
Enquadramento da sessão
Nesta sessão, que introduz o programa, o fundamental é transmitir aos alunos uma fo...
Orientações para a actividade 2: Aplicar questionário
O anexo 1 deste manual é um exemplar do questionário que pode ser ut...
Quadro 2 – Tabela a desenhar no quadro para apresentar os resultados à turma
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devem ser discutidas, por exemplo, pedindo aos alunos que justifiquem como o tabaco pode fazer as
pessoas sentirem-se bem ...
Plano da sessão
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SESSÃO
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Guia da sessão

Enquadramento da sessão
O principal objectivo desta sessão é apresentar alguma informação básica sobre tab...
Depois deve discutir-se a tabela: Pesam mais os efeitos de não fumar ou os efeitos de fumar? Como
podem estes efeitos cont...
Nota 2: O sinal (+) significa que se trata de um efeito positivo. Estes efeitos não devem ser referidos pelo professor,
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Plano da sessão
Tempo                                    Desenvolvimento da sessão

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Guia da sessão


Enquadramento da sessão
Nesta sessão os objectivos situam-se na esfera dos motivos e das razões para fuma...
Orientações para actividade 3: Discutir os motivos para fumar e não fumar
Quando todos os subgrupos tiverem apresentado a ...
Orientações para o encerramento da sessão e para apresentação do trabalho de casa
Síntese desta sessão, feita pelo profess...
Plano da sessão
Tempo                                    Desenvolvimento da sessão

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Enquadramento da sessão
O tema desta sessão, os processos de influência social, é fundamental para o Prog...
Dizer que em seguida será colocada uma questão e que os alunos não devem comentar ou discutir antes
de todos terem pensado...
os aventureiros cowboys, os grandes espaços, o pôr do sol (Marlboro) ou o humor das ilustrações e do
texto (Camel).
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Plano da sessão
Tempo                                    Desenvolvimento da sessão

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Enquadramento da sessão
Segundo a perspectiva teórica que enquadra este programa, a influência social é ...
Tarefa 2: Como podias ter melhorado a tua resposta naquela situação?
   O que podias ter pensado?              O que podia...
A supervisão do professor é essencial para que esta actividade decorra como planeado. O professor deve
ir supervisionando ...
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Guia da sessão


Enquadramento da sessão
Esta é a sessão de encerramento. Encerra, em primeiro lugar, através da discussão...
Não fumador    Fumador       Não sei
2. Quando tiveres 20 anos achas que serás um não fumador           1            2  ...
Plano da sessão
Tempo                                     Desenvolvimento da sessão

0´ – 20´   Actividade 1 – Discutir tr...
Anexo 1




Questionário (sessão 1)
Programa "Querer é Poder" – Anexo 1
                QUESTIONÁRIO SOBRE "O FUMAR"
      Este questionário é anónimo, não te...
Anexo 2



Tabelas de apoio às sessões 2 e 3
Tabela de Apoio à                                 EFEITOS IMEDIATOS DE
     Sessão 2 do             EFEITOS DE NÃO        ...
Tabela de Apoio à
    Sessão 3 do                                        MOTIVOS PARA OS
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Anexo 3
                  Transparentes (sessões 2, 3 e 4)




Nota:

Os transparentes que se seguem são para apoio das se...
MARCOS                                           NA
HISTÓRIA                                         DO
TABACO
 O Tabaco ...
SUBSTÂNCIAS NOCIVAS PRESENTES
   NO TABACO E SEUS EFEITOS
                                   EFEITOS    EFEITOS A
 SUBSTÂN...
SUBSTÂNCIAS NOCIVAS
       PRESENTES NO TABACO

Além da nicotina, monóxido de carbono e
                alcatrão,
muitas o...
ALGUNS FACTOS SOBRE O FUMO
PASSIVO…

Fumo passivo é respirar o fumo dos cigarros fumados
 por outras pessoas. Um ambiente...
TABAGISMO, DEPENDÊNCIA E DROGA

Uma droga define-se na relação entre 3 elementos:
 Uma substância (ex.: heroína, cocaína,...
TAXAS DE FUMADORES (PREVALÊNCIAS)
     Cerca de 34% da população da União Europeia fuma.

Em Portugal…

     … Cerca de ...
Conclusão:
Em Portugal, a grande maioria dos jovens não fuma!
Anexo 4


Tabagismo e Dependências (sessão 3)
Tabagismo e Dependências



Introdução
Este anexo do programa "Querer é Poder" pretende oferecer ao professor um apoio com...
Querer é Poder I
Querer é Poder I
Querer é Poder I
Querer é Poder I
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Querer é Poder I

  1. 1. PROGRAMA ESCOLAS LIVRES DE TABACO CENTRO REGIONAL DE SAÚDE PÚBLICA DO NORTE ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO NORTE SETEMBRO 2006 "QUERER É PODER I”[1] [1] Paulo Duarte Vitória, Carlota Simões Raposo, Filipa Alves Peixoto, António Romeiro Carvalho e Manuel Pais Clemente Conselho de Prevenção do Tabagismo, Lisboa, 2000
  2. 2. PROGRAMA DE PREVENÇÃO DO TABAGISMO PARA O 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO Manual Do Professor
  3. 3. Índice INTRODUÇÃO................................................................................................................................................. ........................... PLANO DO MANUAL DO PROFESSOR............................................................................................................................... SESSÃO 1 - TEMA: TABAGISMO: O QUE SABEMOS E O QUE QUEREMOS............................................................ Apresentação da sessão...................................................................................................................................................... Guia da sessão......................................................................................................................................................... ............. Plano da sessão......................................................................................................................................................... ............ SESSÃO 2 - TEMA: O TABAGISMO E OS SEUS EFEITOS............................................................................................. Apresentação da sessão Guia da sessão......................................................................................................................................................... ............. Plano da sessão......................................................................................................................................................... ............ SESSÃO 3 - TEMA: TABAGISMO, DEPENDÊNCIA E MOTIVOS PARA FUMAR E NÃO FUMAR............................ Apresentação da sessão Guia da sessão......................................................................................................................................................... ............. Plano da sessão......................................................................................................................................................... ............ SESSÃO 4 - TEMA: O COMPORTAMENTO E O MEIO SOCIAL.................................................................................... Apresentação da sessão Guia da sessão......................................................................................................................................................... ............. Plano da sessão......................................................................................................................................................... ............
  4. 4. SESSÃO 5 - TEMA: QUERER É PODER............................................................................................................................... Apresentação da sessão Guia da sessão......................................................................................................................................................... ............. Plano da sessão......................................................................................................................................................... ............ SESSÃO 6 - TEMA: E EU?... O QUE VOU FAZER?............................................................................................................ Apresentação da sessão Guia da sessão......................................................................................................................................................... ............. Plano da sessão......................................................................................................................................................... ............ Anexos Anexo 1: Questionário (sessão 1) Anexo 2: Tabelas de apoio às sessões 2 e 3 Anexo 3: Transparentes (sessões 2, 3 e 4) Anexo 4: Tabagismo e dependências (sessão 3) Anexo 5: Questionário de consolidação de conhecimentos para responder em casa (sessão 3) Anexo 6: Ficha de registo (sessões 5 e 6) Anexo 7: Ficha de avaliação do Programa "Querer é Poder I" , Alunos (sessão 6)
  5. 5. Introdução O tabagismo é a principal causa evitável de doença e morte nos países desenvolvidos. O consumo de tabaco está associado a diversos problemas de saúde pública, nomeadamente, as doenças cardiovasculares, as doenças respiratórias e o cancro. Por outro lado, está demonstrado que o fumo de tabaco polui o ambiente e a sua inalação passiva ou involuntária pode produzir diversos problemas de saúde. Outro aspecto que agrava as consequências do tabagismo é o facto da maioria dos fumadores iniciarem o consumo de tabaco na adolescência, aumentando assim a exposição e agravando o risco. Para além do sofrimento que o tabagismo provoca nas pessoas afectadas e suas famílias, está também provado o seu impacto negativo na sociedade, através dos elevados custos que produz nos sistemas de saúde (assistência e reabilitação de doentes), na segurança social (absentismo por doença, incapacidades diversas e reformas precoces) e na economia (contrabando). A prevenção do tabagismo assume assim uma importância crucial, tendo como objectivos gerais evitar ou atrasar a iniciação, o hábito e a dependência tabágica e proteger os não fumadores do fumo passivo, em especial as crianças, os jovens e os doentes. Os jovens são o primeiro grupo alvo da prevenção e a escola é o meio privilegiado para desenvolver acções preventivas. É na escola que os jovens passam grande parte do seu tempo e muitos fumadores iniciam os seus consumos. Por outro lado, a escola, como espaço organizado de aprendizagens e de crescimento, como comunidade relacional, reúne as melhores condições para realizar acções preventivas eficazes. Através da escola é possível alcançar a maioria dos jovens e suas famílias, chegando assim a uma parte significativa da população. A avaliação de programas deste tipo sugere que os modelos mais eficazes para prevenir o tabagismo nos jovens são os que aumentam a sua consciência dos processos de influência social (por exemplo as normas sociais, a pressão do grupo e a promoção dos produtos ou das marcas) e promovem a sua competência para resistir ou gerir essas influências, através de métodos de aprendizagem activa e interactiva. Está também demonstrado que os programas preparados para serem implementados pelos professores são os que produzem os melhores resultados. É neste conjunto de conhecimentos, devidamente sustentados pela investigação, que se fundam os princípios estruturantes do programa "Querer é Poder I": • Aplicação na escola (mais concretamente na turma); • Implementação pelos professores; • Perspectiva teórica baseada no modelo da influência social; • Métodos pedagógicos activos e interactivos.
  6. 6. O conteúdo do Programa “Querer é Poder I” evolui em 4 áreas: • Informações sobre tabagismo; • Motivações para fumar e não fumar; • Sensibilização dos alunos para os processos de influência social; • Promoção de competências para lidar com os processos de influência social. Os métodos pedagógicos baseiam-se no grupo e no debate. O recurso à exposição ocorre apenas nas primeiras sessões com objectivos informativos. Ao longo das sessões vai aumentando a utilização do pequeno grupo, reforçando a importância da dinâmica de grupo como método pedagógico. Em todas as sessões há momentos de paragem, promovendo a reflexão individual para preparar um debate ou a elaboração pessoal das situações vividas e das suas potenciais aprendizagens. Com esta metodologia pretende-se promover a participação e implicação dos alunos, sem as quais os objectivos propostos dificilmente serão alcançados. Este Manual, preparado para apoiar os professores na implementação do programa, foi testado em 14 escolas. Colaboraram neste trabalho 40 professores enquadrados numa acção de formação (modalidade oficina de formação). O programa foi testado com alunos do 7º ano de escolaridade, mas adequa-se a alunos do 3º ciclo do ensino básico. A base da aplicação experimental do programa foi a turma em actividade curricular. Mas poderá também ser aplicado a grupos de jovens em actividades extra-curriculares. O programa foi aplicado como um todo, mas também é possível utilizá-lo como bolsa de ideias e sugestões, utilizando apenas algumas das actividades nele apresentadas. Estes programas foram desenvolvidos no quadro do Projecto ESFA (European Smoking Prevention Framework Approach), que foi co-financiado pela Comissão Europeia e coordenado a nível Europeu pela Universidade de Maastricht.
  7. 7. Plano do manual O Programa “Querer é Poder I” destina-se a ser aplicado a alunos do 3.º ciclo do Ensino Básico pelos seus professores e está organizado em seis sessões de 50 minutos (uma aula). O Manual do Professor foi desenvolvido de forma a que qualquer professor, mesmo sem formação específica, possa aplicar o programa. No entanto, recomendamos a supervisão e apoio de profissionais de saúde, através, por exemplo, de parcerias entre a escola e os Centros de Saúde ou de acções de formação para professores. Cada sessão deste manual é organizada em 3 secções: • A primeira é a Apresentação da sessão, onde é introduzido o tema (título da sessão), são definidos os objectivos e são apresentadas resumidamente as actividades. A finalidade desta secção é proporcionar ao professor uma perspectiva rápida e global da sessão. • Segue-se o Guia da sessão, iniciado com um enquadramento geral da sessão, seguido de orientações detalhadas para cada actividade. Esta secção oferece ao professor a informação necessária para implementar a sessão. Muitas das orientações aqui apresentadas devem ser entendidas como sugestões, pois reservamos ao professor toda a autonomia para preparar a sessão, ajustando-a às particularidades de cada grupo e às suas próprias características de comunicador e docente. • A terceira secção é o Plano da sessão, com uma sugestão dos tempos necessários para cada actividade e com espaço para o professor organizar os conteúdos e fazer o seu próprio plano da sessão. Algumas das actividades propostas contam ainda com um apoio mais específico nos anexos, onde é possível encontrar instrumentos para implementar as sessões, acetatos com informação para as exposições do professor, questionários para avaliar as sessões e o programa, informações mais desenvolvidas sobre um tema (ex. “Tabagismo e Dependências”), dados de avaliação relativos à aplicação piloto do programa e os nomes das escolas e professores que colaboraram na aplicação piloto.
  8. 8. SESSÃO 1 TEMA Tabagismo: O que sabemos e o que queremos Apresentação da sessão Objectivos gerais da sessão • Sensibilizar os alunos para a problemática do tabagismo, partindo da sua experiência e da percepção que têm do seu meio social; • Clarificar conhecimentos, crenças e atitudes relativamente ao tabagismo; • Discutir as decisões e o comportamento de fumar ou não • Introduzir o tema do tabagismo e o Programa "Querer é Poder I". Objectivos específicos da sessão Não existem objectivos específicos para esta sessão. Actividade 1: Breve apresentação do Programa Referir que esta é a primeira de 6 sessões / aulas sobre prevenção do tabagismo. Justificar porque se realiza um programa destes na escola e com alunos desta idade. Actividade 2: Aplicar um questionário Cada aluno responde individualmente ao questionário do anexo 1. Actividade 3: Debater resultados do questionário Recolher, baralhar e redistribuir os questionários pelos alunos. Debater os resultados. O professor interpela a turma sobre os resultados, responde a questões e clarifica dúvidas. Encerramento da sessão Avaliar a sessão, ouvindo e discutindo a opinião de alguns alunos.
  9. 9. Guia da sessão Enquadramento da sessão Nesta sessão, que introduz o programa, o fundamental é transmitir aos alunos uma forma de comunicar. Dos objectivos enunciados para esta sessão, o mais importante é “sensibilizar”, ou seja, dar importância ao problema, valorizar o tema, não apenas em termos gerais ou abstractos mas, principalmente, em termos pessoais. É através da maneira de comunicar que podemos concretizar este tipo de objectivo. O conteúdo da comunicação (a informação) tem aqui um papel secundário, até porque estas informações serão abordadas nas sessões seguintes do programa. Esta sessão deve ser dedicada a despertar o interesse dos alunos pelo tema. Deve haver espaço, principalmente, para levantar questões, remetendo as respostas para as próximas sessões. A expressão de dúvidas e de opiniões próprias, o respeito pelas opiniões dos outros, o saber ouvir e participar devem ser reforçadas. É crucial, neste momento, comunicar que todos podem participar – os alunos menos participativos devem ser estimulados directamente de modo aberto e positivo. Cabe ao professor animar o grupo e despertar esta dinâmica de interesse e participação dos alunos. Uma palavra para o encerramento da sessão. Este momento de paragem, que se mantém durante todo o programa, prepara a transição para a actividade seguinte. Serve ainda para partilhar, de modo livre, ideias e sentimentos, permitindo aos alunos elaborar melhor as experiências vividas e oferecendo ao professor um feedback imediato do impacto da sessão. Por outro lado, o professor que expõe o seu trabalho à avaliação dos alunos, acolhendo positivamente as suas críticas e sugestões, transmite-lhes estima e fortalece a relação pedagógica. Actividade 1: Breve apresentação do Programa Apresentar o Programa “Querer é Poder I”: conjunto de 6 sessões / aulas sobre o tabagismo, com o fim de prevenir / evitar que os jovens comecem a fumar. Justificar a realização deste programa na escola através dos seguintes tópicos: • Fumar ou não fumar está nas mãos de cada um. (Este é um pressuposto no trabalho de prevenção que deve ser transmitido aos jovens). • É importante prevenir o tabagismo. (O tabagismo é a principal causa de morte e doença entre as que podem ser evitadas / prevenidas e é o problema de saúde pública mais grave no mundo ocidental). • A prevenção do tabagismo é um trabalho dirigido aos jovens. (É entre os 12 e os 14 anos que se instala o hábito de fumar na maioria dos fumadores). • A escola é uma base importante para prevenir o tabagismo. (A escola é o melhor meio para chegar aos jovens). Explicar resumidamente como vai funcionar o programa: qual a periodicidade das sessões, importância de pensar pela própria cabeça e de participar, apresentando e debatendo ideias próprias, saber ouvir os outros, respeitando as suas opiniões, qual o papel reservado ao professor (animador), etc. Dar aos alunos oportunidade para questionar ou expressar a sua opinião sobre o que acabaram de ouvir. Perguntar, por exemplo, qual o seu interesse neste tema e em participar neste programa.
  10. 10. Orientações para a actividade 2: Aplicar questionário O anexo 1 deste manual é um exemplar do questionário que pode ser utilizado para fotocopiar e entregar aos alunos (uma cópia por aluno). Este questionário não é um instrumento para investigar a problemática do tabagismo ou para fazer pesquisa epidemiológica. Constitui apenas um instrumento de trabalho destinado a estimular a verbalização das crenças dos alunos e a criar uma dinâmica no grupo. Os itens do questionário abrangem os assuntos tratados ao longo do programa. Assim, discutir as suas respostas serve também como introdução às restantes sessões do programa. O questionário é individual e anónimo – informar os alunos destas regras, pedindo-lhes para não discutirem as respostas entre si nem escreverem o seu nome no questionário. O professor deverá controlar a turma promovendo um clima de concentração e reflexão necessário para responder ao questionário. Durante a aplicação do questionário o professor não deve responder a dúvidas, remetendo as respostas para a discussão que será realizada a seguir. Quadro 1 – Questionário Face a cada afirmação, assinala a tua resposta entre as opções apresentadas É falso Tenho dúvidas É verdade 1. Fumar não faz mal à saúde 2. Estar numa sala cheia de fumo de tabaco não prejudica a saúde 3. É fácil para um fumador deixar de fumar 4. O tabaco não é uma droga 5. Fumar faz as pessoas sentirem-se bem 6. Fumar ajuda a ter amigos 7. Fumar está na moda 8. A maioria dos adultos fuma 9. A maioria dos meus colegas e amigos/as fuma 10. O meu comportamento não é influenciado pela publicidade 11. O facto dos meus amigos fumarem não contribui para que eu fume também 12. Se os meus amigos me oferecerem um cigarro, será fácil dizer "não" 13. Quando tiver 20 anos vou ser um fumador Nota: as respostas correctas ou desejáveis são sempre “Falso”. Orientações para a actividade 3: Debater resultados do questionário Os resultados do questionário devem ser apresentados e discutidos por todos. Para tal, sugerimos o seguinte procedimento: 1. O professor recolhe os questionários; 2. O professor baralha os questionários e volta a distribui-los, ao acaso, de modo a que cada aluno fique com um questionário anónimo. 3. Os alunos passam a dar as respostas do questionário que lhes foi distribuído (não são as suas respostas, mas as respostas de outro colega anónimo). Assim, é respeitado o princípio do anonimato e gera-se uma dinâmica de participação. Torna-se também fácil e rápido quantificar as respostas ao questionário, através, por exemplo, do seguinte método: para cada item, solicitar aos alunos com resposta “Falso” para levantarem o braço, depois aos que têm a resposta “Tenho dúvidas” e depois aos que têm a resposta “Verdade”. Os resultados vão sendo anotados no quadro, ficando assim rapidamente disponíveis para análise de todos.
  11. 11. Quadro 2 – Tabela a desenhar no quadro para apresentar os resultados à turma É falso Tenho dúvidas É verdade 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. Numa primeira fase, o professor deve manter uma atitude neutra, aceitando, reforçando e conotando positivamente todas as respostas. O anonimato ajuda a manter a neutralidade do professor e a sinceridade dos alunos. Todas as afirmações do questionário serão retomadas no decorrer do programa. Por isso, não é importante dar muita informação nesta sessão. O professor deve concentrar-se principalmente na moderação do debate e na condução da dinâmica do grupo. As respostas desejáveis são sempre “É falso”. Assim, uma vez expostos os resultados no quadro, é possível fazer uma avaliação rápida das respostas e decidir quais as afirmações que podem ser discutidas por terem respostas mais polémicas ou mais afastadas do desejável. Blocos que constituem o questionário: 1. Consequências negativas de fumar, que são também motivos para não fumar – itens 1 a 4 2. Motivos para fumar e não fumar (efeitos do tabaco, influência social e percepção do meio) – itens 5 a 12 3. Expectativas / intenção do aluno relativamente ao comportamento futuro – item 13 Seguem-se alguns tópicos, por blocos, para orientar a discussão dos resultados e o debate. Nos itens 1 a 5, caso a maioria das respostas sejam “É falso”, o professor deve justificar as respostas de modo muito genérico e reforçar os alunos pelos seus conhecimentos. Se houver tempo, pode pedir aos alunos para colaborarem na justificação das respostas. Se algumas respostas forem “Tenho dúvidas” ou “É verdade” o professor deve discuti-las, começando por pedir aos alunos para justificarem as respostas dadas. No item 1 reforçar que o tabaco é muito prejudicial para o ambiente e saúde, provocando tipos diferentes de doenças. Referir as consequências para a imagem e aspecto de quem fuma (mau hálito, mãos sujas, deficiente forma física, etc.). No item 2 introduzir o conceito de fumo passivo ou involuntário que provoca, genericamente, os mesmos problemas de saúde que o fumo activo (destacar problemas respiratórios e cancro) e tem ainda as agravantes do não fumador inalar o fumo involuntariamente e de algumas vítimas não terem capacidade para se protegerem (bebés e das crianças). Nos itens 3 e 4 referir que a nicotina provoca dependência e, como tal, o tabaco pode ser considerado uma droga (depende da definição de droga, que será discutida nas sessões seguintes, em especial na sessão 3). Os itens 5 a 7 são de opinião e não têm respostas certas ou erradas. Mas a resposta desejável é sempre “É falso”. Se quase todas as respostas forem “É falso”, não se deve dar muita importância a estes itens. Caso surja um número considerável de respostas “Tenho dúvidas” ou “É verdade”, então as respostas
  12. 12. devem ser discutidas, por exemplo, pedindo aos alunos que justifiquem como o tabaco pode fazer as pessoas sentirem-se bem ou ajudar a ter amigos. Para as principais justificações apresentadas (por exemplo, o tabaco sabe bem, descontrai, ajuda a manter a linha, facilita a comunicação, ...) o professor pode pedir aos alunos que se lembrem de formas alternativas a fumar para conseguir os mesmos efeitos (por exemplo, aprender técnicas de relaxamento, fazer desporto, comer adequadamente, dizer piadas, ...). Os itens 8 e 9 são referentes a percepções subjectivas sobre o que se passa no meio social dos jovens. As respostas correctas são “É falso”. Em Portugal apenas 20 a 30% da população fuma, sendo difícil encontrar um meio social onde a maioria das pessoas fumem. No entanto, é de esperar respostas “É verdade”, pois há uma tendência, ilusória, para crer que a maioria das pessoas fuma. Esta ilusão é um risco para a iniciação do comportamento tabágico (temos uma tendência natural para ser como a maioria). Desmontar esta ilusão, deixando claro que as pessoas que fumam são a minoria, é importante para a prevenção do tabagismo. Os itens 10 a 12 são sobre a influência social da publicidade e dos amigos. As respostas “É falso” revelam a consciência que somos influenciados pelo meio envolvente. Nestes itens, o mais importante é reforçar a grande importância destes processos de influência, que funcionam muitas vezes de modo subliminar ou inconsciente. O item 13 é sobre o comportamento futuro. O mais importante neste item é reforçar a decisão e o comportamento de não fumar. Orientação para o encerramento da sessão Guardar algum tempo para encerrar a sessão através de uma avaliação rápida. Pedir comentários: Gostaram? De quê? Porquê?, O que surpreendeu? O que aprenderam? Que críticas? Que sugestões? Querem continuar? etc. NOTA: É importante recolher os questionários após o debate, para evitar eventuais quebras de confidencialidade ou outras utilizações abusivas deste instrumento.
  13. 13. Plano da sessão Tempo Desenvolvimento da sessão 0’ – 10’ Actividade 1 - Introduzir o Programa "Querer é Poder I". 10´ — 20´ Actividade 2 – Aplicar o questionário. 20’ – 40’ Actividade 3 – Recolher, baralhar e redistribuir os questionários ao acaso pelos alunos. Os resultados são apresentados no quadro da sala de aula e discutidos. 40´ — 50´ Encerramento da sessão.
  14. 14. 2 TEMA SESSÃO O tabagismo e os seus efeitos Apresentação da sessão Objectivos gerais da sessão • Fornecer informação e aumentar o conhecimento dos alunos sobre o tabagismo e as suas consequências; • Desenvolver as opiniões dos alunos relativamente a fumar e a não fumar através do conhecimento sobre os efeitos do tabagismo. Objectivos específicos Os alunos deverão: • Enunciar pelo menos 3 substâncias nocivas presentes no tabaco e saber os seus efeitos; • Conhecer efeitos do tabagismo, a curto e longo prazo, para o organismo, para a pessoa e suas relações pessoais, e para a sociedade; • Conhecer efeitos do fumo passivo de tabaco; • Reconhecer que apenas uma minoria da população fuma. Actividade 1: Enunciar os efeitos do tabagismo Os alunos fazem trabalho individual, tipo “chuva de ideias”, com apoio de uma tabela (efeitos de fumar e de não fumar, a curto e a longo prazo, para o organismo, para a pessoa e suas relações pessoais e para a sociedade) (anexo 2). Depois, preencher a tabela no quadro da aula a partir das contribuições dos alunos. Actividade 2: Discutir os efeitos do tabagismo Discutir com os alunos o conteúdo da tabela e o tema da sessão: “Tabagismo e os seus efeitos”. Actividade 3: Exposição sobre o tema “Tabagismo e os seus efeitos” O professor faz uma breve exposição do tema da sessão (tabagismo e os seus efeitos) com o apoio dos transparentes do anexo 3. Encerramento da sessão Avaliar a sessão, ouvindo e discutindo a opinião de alguns alunos.
  15. 15. Guia da sessão Enquadramento da sessão O principal objectivo desta sessão é apresentar alguma informação básica sobre tabagismo. Esta sessão responde a algumas dúvidas levantadas na sessão anterior. Mas, para recuperar o tema e interessar mais os alunos, a sessão começa com uma actividade individual baseada na metodologia da “chuva de ideias”. A tabela estimula e sistematiza a “chuva de ideias”. O seu preenchimento, primeiro individualmente, depois em plenário, serve para promover interesse de todos e um debate dinâmico. Orientações para actividade 1: Enunciar os efeitos do tabagismo Desenhar no quadro da sala a tabela de apoio à actividade 1. Pedir aos alunos para a copiarem (ou dar- lhes uma fotocópia). Fica ao critério do professor trabalhar apenas com duas linhas (efeitos no organismo e efeitos na pessoa) ou com três (efeitos na sociedade), em função do tempo disponível e da maturidade da turma (muitos alunos desta idade têm dificuldade em perceber os efeitos do tabagismo na sociedade). O professor deve enfatizar a diferença entre efeitos no organismo (problemas respiratórios, circulação, cancro, etc.), efeitos na pessoa (imagem, auto-estima, etc.) e efeitos na sociedade (polui o ambiente, consumo de recursos públicos, etc.). Dar aos alunos entre 5’ e 10’ para, individualmente, preencherem a tabela com os efeitos que lhes ocorrerem (chuva de ideias). Em seguida, o professor preenche o quadro da sala, célula a célula, pedindo a contribuição dos alunos. Nesta altura o professor escreve o que os alunos vão propondo, não fazendo qualquer crítica nem permitindo aos alunos que o façam. Quadro 1 - Modelo da tabela para enunciar os efeitos do tabagismo 1º  2º  3º  EFEITOS DE NÃO EFEITOS IMEDIATOS DE EFEITOS A LONGO FUMAR FUMAR PRAZO DE FUMAR NO ORGANISMO NA PESSOA E NAS SUAS RELAÇÕES COM OS OUTROS NA SOCIEDADE (*) (*) Os efeitos na sociedade podem não ser incluídos nesta tabela porque é difícil para alunos desta idade fazer análises a esse nível. Orientações para actividade 2: Discutir os efeitos do tabagismo Quando a tabela estiver satisfatoriamente preenchida, inicia-se a discussão. Primeiro importa completar e, se necessário, corrigir a tabela. Os efeitos apresentados são correctamente classificados e analisados: Estão na célula certa? Faltam efeitos importantes? Quais são os efeitos positivos e os negativos de fumar?
  16. 16. Depois deve discutir-se a tabela: Pesam mais os efeitos de não fumar ou os efeitos de fumar? Como podem estes efeitos contribuir para que as pessoas fumem ou não fumem? Vale a pena fumar? Porquê? E não fumar? Porquê? Há outros meios para alcançar os efeitos positivos associados a fumar? Os efeitos negativos para o organismo devem ser relacionados com a noção de risco para a saúde. Deve ser explicado o que é um risco (aumenta a possibilidade / probabilidade de uma doença e / ou de uma morte precoce). Mas a discussão deve centrar-se principalmente nos efeitos de não fumar e nos efeitos a curto prazo de fumar, pois está demonstrado que estes motivos são mais eficazes para a prevenção do tabagismo nos jovens (os jovens não condicionam a sua vida por efeitos de longo prazo). Se a terceira linha (efeitos para a sociedade) não tiver sido ainda considerada, e no caso do professor sentir que o grupo se mantém interessado, o tema pode ser agora acrescentado à tabela, dando à turma oportunidade para apresentar e discutir algumas ideias relativas a este nível de análise do problema. Apesar da dificuldade do assunto, a sua discussão oferece geralmente boas oportunidades para discutir questões relacionadas com outros temas como, por exemplo, a cidadania. Quadro 2 – Efeitos, a curto e a longo prazo, de fumar e de não fumar, para o organismo, para a pessoa e suas relações, e para a sociedade EFEITOS DE NÃO EFEITOS IMEDIATOS EFEITOS A LONGO PRAZO FUMAR DE FUMAR (BASTA UM CIGARRO) DE FUMAR NO -Mais saúde e bem-Irrita os olhos -Aumenta fortemente o risco de cancro ORGANISMO estar -Tosse do pulmão e de outros cancros (boca, -Melhor forma física -Aumenta o ritmo cardíaco laringe, traqueia, bexiga e rim) -Aumenta a pressão arterial -Problemas respiratórios (favorece -Aumenta a tensão muscular infecções respiratórias e bronquite crónica) -Aumenta o tremor das mãos -Problemas cardíacos (aumenta o risco -Produz ácido no estômago de ataque cardíaco) -Diminui a temperatura nos dedos das-Problemas circulatórios (estreita vasos mãos e pés (contracção capilar) sanguíneos) -Diminui sensibilidade do gosto e cheiro -Mais constipações e gripes -Deteriora os cílios dos brônquios -Suja os dentes e dedos -Estimula e depois deprime a actividade-Enrugamento prematuro da pele facial do sistema nervoso central -Aumenta o risco de úlceras no estômago -Ajuda a gerir o stress / descontrai (+) -Diminui a produção de esperma e aumenta risco de impotência masculina -Aumenta o risco de ataque cardíaco nas mulheres que tomam a pílula NA PESSOA E -Melhor qualidade de -Mau cheiro -Dependência NAS SUAS vida -Mau hálito -Diminui o orçamento pessoal (fumador RELAÇÕES -Mais dinheiro -Fumo passivo de familiares e regular gasta ± 10 000$00/mês) COM OS -Mais sucesso na colegas -Dificuldades de concentração OUTROS escola e no trabalho -Estatuto social desvalorizado -Diminui a forma física -Menos conflitos (ou valorizado?) (+) -Diminui as capacidades para trabalhar e pessoais -Ajuda a fazer amigos (+) para estudar -Mais respeito por si -É divertido (+) -Conflitos no trabalho e na família próprio -Descontrai (+) -Diminui a esperança de vida -Mais respeito pelos -Sabe mal / sabe bem (+) -Grávida que fume prejudica o filho outros -Ideia de independência e segurança (+) -Melhor aspecto -Impressiona, "dá ar" de mais velho (+) -Mais atraente NA SOCIEDADE -Respeito pelo -Prejudica o ambiente -Aumenta os custos de saúde ambiente -Aumenta os custo de serviços sociais -Diminui os custos dos (baixas, reformas precoces) sistemas de saúde e -Diminui a produtividade e competitividade de apoio social das empresas e do país -Diminui a qualidade do ar e do ambiente Nota 1: Esta tabela serve apenas para apoiar o professor nesta actividade. Não é necessário que todos os efeitos nela apresentados sejam referidos na turma. Mas convém que todas as células sejam preenchidas com pelo menos um efeito. Os efeitos que são mais importantes para a discussão estão escritos a negrito.
  17. 17. Nota 2: O sinal (+) significa que se trata de um efeito positivo. Estes efeitos não devem ser referidos pelo professor, mas este deve estar preparado para os discutir caso os alunos os refiram. A ideia de base na discussão dos efeitos positivos é aceitar a sua existência e pedir aos alunos para referirem alternativas mais positivas para obter os mesmos efeitos. Orientações para actividade 3: Exposição sobre o tema “Tabagismo e seus efeitos” O professor apresenta uma breve exposição sobre o tema “Tabagismo e seus efeitos”, se necessário com o apoio de transparentes do anexo 3. Apresentam-se a seguir algumas sugestões para os conteúdos dessa exposição: • Tabaco: Composição em termos de substâncias nocivas e suas consequências mais importantes. • Marcos na história do tabaco • Fumo activo, fumo passivo e noção de risco para a saúde • O tabaco como substância que provoca dependência. O tabaco como droga (tópico de ligação com a próxima sessão) • Dependência como motivo para fumar mesmo quando o fumador já não o deseja (tópico de ligação com a próxima sessão) Nota: Caso o tempo seja reduzido, esta actividade poderá ser dividida entre a segunda e a terceira sessão. Por exemplo, o transparente “Tabagismo, Dependência e Droga” poderá ser apresentado na 3ª sessão. Orientação para o encerramento da sessão Guardar algum tempo para encerrar a sessão através de uma avaliação rápida (pedir comentários: Gostaram? De quê? Porquê?, O que surpreendeu? O que aprenderam? Que críticas? Que sugestões? Querem continuar? etc.).
  18. 18. Plano da sessão Tempo Desenvolvimento da sessão 0’ – 15’ Actividade 1 – Apresentar a metodologia da actividade (tipo chuva de ideias). Desenhar a tabela no quadro da sala enquanto os alunos a preenchem individualmente. 15´ - 35´ Actividade 2 – O professor e os alunos discutem o conteúdo da tabela. 35’ – 45’ Actividade 3 – Síntese da sessão – exposição sobre “Tabagismo e seus efeitos”. 45’ – 50’ Encerramento da sessão.
  19. 19. 3 TEMA SESSÃO Tabagismo, dependência e motivos para fumar e não fumar Apresentação da sessão Objectivos gerais da sessão • Fornecer informação e aumentar o conhecimento dos alunos sobre o tabagismo e dependência; • Contribuir para a formação de atitudes mais adequadas dos alunos relativamente ao tabagismo (motivos para fumar e não fumar). Objectivos específicos Os alunos deverão… • Enunciar motivos para fumar e para não fumar; • Reconhecer alternativas saudáveis para realizar os motivos positivos para fumar; • Saber que o consumo de tabaco está relacionado com a iniciação e a dependência de drogas ilegais; • Conhecer o conceito de droga e compreender o processo de dependência; • Saber que o tabaco provoca dependência; • Reconhecer que muitos fumadores querem deixar de fumar, mas não conseguem porque estão dependentes. Actividade 1: Sintetizar a sessão anterior Sintetizar a sessão anterior, com apoio dos transparentes, destacando o tabagismo como dependência e a nicotina como droga. Actividade 2: Enumerar motivos para os jovens fumarem, não fumarem e deixarem de fumar Preencher uma tabela, primeiro individualmente e depois em subgrupos. A seguir o professor preenche a mesma tabela no quadro da sala a partir das contribuições de cada subgrupo, enumerando motivos para (1) para não fumar, (2) para começar a fumar, (3) para se tornarem fumadores e (4) para deixar de fumar. Actividade 3: Discutir os motivos para fumar e não fumar A partir dos motivos apresentados, discutir as razões para fumar e para não fumar. Reforçar os motivos para não fumar e apresentar alternativas saudáveis para realizar os motivos positivos apresentados para fumar. Encerramento da sessão e questionário para responder em casa (com apoio de um familiar) Sintetizar a sessão. Apresentar o questionário de consolidação de conhecimentos para responder em casa.
  20. 20. Guia da sessão Enquadramento da sessão Nesta sessão os objectivos situam-se na esfera dos motivos e das razões para fumar ou não. A informação é agora mais pontuada pelo sistema de crenças, atitudes e valores de cada um. Por outro lado, implicitamente, inicia-se nesta sessão o tema da promoção de competências, pois discutem-se argumentos para justificar o “sim” ou o “não” à oferta de um cigarro e ao próprio comportamento de fumar ou não. No plano metodológico, repete-se a “chuva de ideias” organizada por uma tabela e surge pela primeira vez a utilização do subgrupo. Pretende-se assim aprofundar e intensificar a dinâmica do grupo, útil para trabalhar com mais eficácia temas de natureza subjectiva. Mas, como veremos, o subgrupo será ainda mais importante na implementação das sessões seguintes. Conforme o interesse dos alunos, do professor e da escola, nesta sessão poderá ser mais ou menos aprofundado o tema do tabagismo como dependência. Pode assim ser estabelecida uma ponte entre a prevenção do tabagismo e a prevenção das dependências. Para apoiar o professor neste tema foi incluído no Manual um anexo sobre dependências (anexo 4). Orientações para a actividade 1: Sintetizar a sessão anterior Esta actividade consiste numa síntese breve da sessão anterior, na qual deve ser sublinhado o tema do tabagismo como dependência e da nicotina como droga. Esta actividade resume a sessão anterior sobre “Tabagismo e seus Efeitos” e introduz o tema desta sessão “Tabagismo, Dependência e Motivos para Fumar e Não Fumar”. Esta actividade pode ser apoiada pelos transparentes do anexo 3 e pelo texto sobre dependências do anexo 4. Orientações para actividade 2: Enumerar motivos para os jovens fumarem, não fumarem e deixarem de fumar Dar a cada aluno a tabela de apoio à sessão (anexo 2) ou pedir-lhes que a desenhem. Desenhar a mesma tabela no quadro da sala. Os alunos têm cerca de 5’ para, individualmente, preencherem a tabela com os motivos que lhes ocorrerem (chuva de ideias individual). Depois dividir a turma em subgrupos de 4 ou 5 elementos e pedir a cada grupo para completar a uma tabela com as contribuições dos seus elementos. Cada subgrupo deve definir um representante para apresentar o seu trabalho à turma. Em seguida o professor preenche o quadro da sala, célula a célula, pedindo a contribuição dos alunos. Nesta altura o professor escreve o que estes vão propondo, não fazendo nem permitindo críticas. Quadro 1 - Modelo da tabela para enumerar motivos para não fumar e fumar MOTIVOS PARA OS MOTIVOS PARA OS MOTIVOS PARA OS JOVENS MOTIVOS PARA OS JOVENS NÃO JOVENS COMEÇAREM A CONTINUAREM A FUMAR E SE JOVENS FUMADORES FUMAREM FUMAR TORNAREM FUMADORES DEIXAREM DE FUMAR
  21. 21. Orientações para actividade 3: Discutir os motivos para fumar e não fumar Quando todos os subgrupos tiverem apresentado a sua tabela, contribuindo para a tabela da turma, abre- se a discussão: Apesar dos efeitos e consequências do tabagismo serem conhecidos, como se explica que alguns jovens comecem a fumar? Como se explica que alguns se tornem fumadores? Como se explica que muitos não fumem? E que alguns deixem de fumar? Explicitar que o comportamento é determinado em parte pelo próprio e em parte pelo meio social e pelas circunstâncias. Identificar no quadro exemplos de motivos que são do próprio (curiosidade, gostar, querer, etc.) e motivos que são do meio social (pressão do grupo, publicidade, querer ser como os nossos modelos, etc.). Tendo em conta que a orientação de base deste programa é a influência social, a discussão deve ser orientada para factores relacionados com a pressão do grupo e com outros exemplos de influência social (publicidade, modelos sociais, família, ...). Será que os alunos reconhecem a pressão do grupo como factor de iniciação ao tabagismo? E a publicidade? Identificam os seus modelos (desportistas, actores, músicos, pais, professores, ...)? Admitem que reproduzem os comportamentos dos seus modelos? E reconhecem a influência da família? (este tipo de questões introduz o tema das próximas sessões). O valor dos motivos apresentados deve ser discutido e devem ser apresentadas alternativas para conseguir os efeitos positivos e evitar os negativos sem ser necessário recorrer ao tabaco. Tanto quanto possível, estas alternativas devem ser apresentadas pelos alunos, limitando-se o papel do professor à gestão da dinâmica do grupo. Os motivos para não fumar devem ser reforçados. Por exemplo, referir que o custo médio do consumo regular de tabaco é actualmente cerca de 10 000$00 por mês / 120 000$00 por ano. O que faria cada aluno com este dinheiro?... Quadro 2 – Motivos para não fumar, para fumar e para deixar de fumar MOTIVOS PARA OS MOTIVOS PARA OS MOTIVOS PARA OS JOVENS MOTIVOS PARA OS JOVENS NÃO JOVENS COMEÇAREM A CONTINUAREM A FUMAR E SE JOVENS FUMADORES FUMAREM FUMAR TORNAREM FUMADORES PARAREM DE FUMAR -Não gostar -Curiosidade -Querer e/ou gostar -Recuperar a forma física -Manter a forma física -Pressão do grupo de -Hábito e dependência (não ser -Evitar problemas de saúde amigos capaz de parar) -Ser mais saudável -Ter melhor aspecto -Fazer o que os outros -Negação da dependência -Ser mais livre -Ter mais dinheiro fazem -Afirmação -Ter mais dinheiro -Não poluir o ambiente -Facilitar a comunicação -Combater o stress -Ter melhor aspecto (meter conversa) -Evitar conflitos (com pais, amigos, namorado/o, etc.) -Ser mais atraente -Necessidade de afirmação -Não poluir o ambiente -Gerir tensões e stress / acalmar -Evitar conflitos com pais, amigos, namorada/o -Publicidade -Estilo (auto-confiança) -Problemas familiares (?) -Ser rebelde (??)
  22. 22. Orientações para o encerramento da sessão e para apresentação do trabalho de casa Síntese desta sessão, feita pelo professor, com ênfase nos seguintes tópicos: • Recordar alguns dos efeitos negativos de fumar (motivos para não fumar); • Porque se fuma? Tabagismo como dependência e tabaco como droga; • Fumar é uma demonstração de fraqueza do fumador… … primeiro relativamente às pressões do meio (na iniciação) … e depois relativamente ao tabaco (quando se é dependente) No fim da sessão, é entregue um questionário (anexo 5) para responder em casa, de preferência com o apoio de um familiar. Cumprem-se assim dois objectivos: consolidar conhecimentos e promover a discussão do tabagismo na família.
  23. 23. Plano da sessão Tempo Desenvolvimento da sessão 0’ – 10’ Actividade 1 – Exposição do professor, sintetizando a sessão anterior (sobre efeitos de não fumar e de fumar) e introduzindo esta sessão. 10´ – 30´ Actividade 2 – Apresentar a metodologia. Desenhar a tabela e dar tempo para os alunos responderem individualmente. Trabalho em subgrupos. Cada subgrupo define um representante para reportar o trabalho realizado. 30´– 45´ Actividade 3 – Cada subgrupo apresenta o seu trabalho. Completar a tabela da turma com a contribuição de cada subgrupo. Discutir os resultados desta actividade com toda a turma. 45’ – 50’ Encerramento da sessão. Apresentar questionário de consolidação de conhecimentos a responder em casa.
  24. 24. SESSÃO 4 TEMA O comportamento e o meio social (normas sociais, publicidade e grupos) Apresentação da sessão Objectivos gerais da sessão • Aumentar a consciência dos processos de influência social no comportamento (grupos de amigos e outros grupos de referência, publicidade, percepção das normas sociais, modelos sociais, ...). Objectivos específicos Os alunos deverão: • Reconhecer mecanismos de construção das normas sociais e sua influência no comportamento; • Reconhecer mecanismos de influência da publicidade no comportamento; • Reconhecer mecanismos de pressão dos grupos de pares e de referência por processos directos (amigo que oferece um cigarro) e indirectos (amigos ou colegas que admiramos fumam). Actividade 1: Normas sociais e percepção de normas sociais Recolher o questionário de consolidação de conhecimentos (trabalho de casa). Colocar aos alunos a seguinte questão: No nosso País, em 100 pessoas, quantas fumam? Organizar a recolha das respostas e discuti-las tendo em conta dados dos inquéritos realizados em Portugal. Actividade 2: Publicidade Pedir aos alunos exemplos de formas para promover produtos de grande consumo (por exemplo, refrigerantes, iogurtes, leite, higiene, artigos desportivos, etc.). Discutir a forma como a publicidade pode influenciar os nossos comportamentos. Apresentar os transparentes com anúncios contra o tabaco para ilustrar e desmontar as estratégias de comunicação da indústria tabaqueira. Actividade 3: Pressão dos colegas e iniciação tabágica (simulação) Pede-se dois voluntários que devem sentar-se à frente da turma. Um representa um colega que quer dar um passeio a seguir às aulas e o outro deve recusar esse convite. Encerramento da sessão Avaliar a sessão ouvindo e discutindo a opinião de alguns alunos.
  25. 25. Guia da sessão Enquadramento da sessão O tema desta sessão, os processos de influência social, é fundamental para o Programa “Querer é Poder I”, pois a sua construção baseia-se nos modelos de influência social. A investigação demonstrou que a influência social é um factor essencial para a compreensão e para a manipulação do comportamento. Uma característica dos processos de influência social é a inconsciência do sujeito, que é influenciado sem se dar conta. Esta sessão pretende alargar a consciência dos alunos acerca destes processos, aumentando a sua capacidade para decidir melhor, de modo mais consciente e auto-determinado. A construção das normas sociais, a publicidade e a pressão dos grupos (directa e indirecta) são exemplos destes processos. Trabalhar estes temas não é fácil e a polémica vai surgir facilmente nesta sessão. Muitos alunos continuarão a pensar como pensavam antes, mesmo que, por exemplo, seja muito clara a demonstração que apenas a minoria dos portugueses fumam. Neste caso, o esquema da norma social sobrepõe-se facilmente à lógica da razão. Mas o professor não deve desesperar, porque a determinação e a confiança são elementos decisivos para conseguir a sempre difícil mudança. A dificuldade em racionalizar e verbalizar este tipo de processos justifica a necessidade de utilizar a técnica de simulação nesta sessão (e na próxima). Os alunos gostam destas actividades “tipo teatro” e o grupo responde, geralmente, com grande entusiasmo. Mas o objectivo desta actividade, mais do que animar o grupo, é proporcionar aos alunos uma oportunidade para observar e, ainda mais importante, para analisar processos de influência e formas de lidar, melhor ou pior, com esses processos. Este esforço de análise pode contribuir para uma mudança da atitude fatalista do “somos como temos que ser e fazemos o que temos que fazer” para uma atitude que assume a responsabilidade de controlar o que somos e o que fazemos. Nesta sessão evitámos deliberadamente o tabaco. Não recorremos a anúncios sobre tabaco porque assim poderíamos estar a promover o seu consumo em vez de o prevenir. Pela mesma razão devemos evitar os anúncios a bebidas alcoólicas. Não se trata de criar tabus, mas temos que estar conscientes que falar destes produtos é valorizá-los, o que pode tornar-nos agentes ingénuos da sua promoção. Pela mesma ordem de motivos não propomos na simulação uma situação de pressão para fumar. Testes em que foram simuladas situações relacionadas com fumar deixaram claro que é fácil brilhar no papel de fumador, que está socialmente construído. O jovem que representa este papel assume uma postura mais descontraída e confiante. Por outro lado, representar o papel de não fumador é muito difícil porque o papel não está socialmente construído e porque a carga emocional do “não” e a consequente tensão negativa marcam a sua representação. Orientações para actividade 1: Normas sociais e percepção de normas sociais Antes de iniciar a actividade, recolher o trabalho de casa. Alguns alunos fizeram este trabalho, outros não. Sugerimos que o professor lide pela positiva com esta questão, pedindo aos que não fizeram o trabalho para o fazerem depois e reforçando os que o fizeram, através da sua recolha e perguntando se foi fácil ou difícil, se os pais ajudaram, etc. (recolher os trabalhos já é um reforço para os que fizeram e uma Esta actividade baseia-se numa pergunta muito simples: "No nosso País, em 100 pessoas, quantas fumam?". Mas, antes de colocar a questão à turma, a actividade e as condições devem ser bem explicadas.
  26. 26. Dizer que em seguida será colocada uma questão e que os alunos não devem comentar ou discutir antes de todos terem pensado individualmente e escrito a resposta. Sublinhar fortemente esta condição para conseguir depois controlar a turma. Colocar então a questão e dar algum tempo para que cada aluno possa reflectir e encontrar a sua resposta, que deve ser escrita. Não permitir comentários. Quando todos os alunos tiverem respondido, o professor regista as respostas no quadro da sala com a ajuda da seguinte tabela. Os alunos com respostas entre os 0 e os 20% levantam o braço (um traço por cada resposta é colocado na área do respectivo intervalo), depois os alunos com respostas entre os 21 e os 40% e assim sucessivamente. 0 – 20 21 – 40 41 – 60 61 - 80 81 - 100 É assim possível recolher e analisar rapidamente as respostas, comparando-as com os dados oficiais de prevalência de fumadores em Portugal – aproximadamente 25% (ver transparente do anexo 3). É de prever que as respostas da turma estejam muito acima dos dados oficiais de prevalência (ilusão de norma social). É importante desmontar esta ilusão, por exemplo, fazendo uma estatística com os pais dos alunos: (1) os alunos com pais que fumam levantam o braço, (2) os alunos com mães que fumam levantam o braço, (3) os alunos com pais que não fumam levantam o braço e (4) os alunos com mães que não fumam levantam o braço. Mesmo que esta estatística esteja acima do esperado, dificilmente terá valores muito altos, permitindo assim confrontar a resposta da turma com uma estatística mais próxima da realidade dos alunos. Explicar que as diferenças entre as respostas dadas pelos alunos e a realidade se devem a uma ilusão na percepção dessa realidade. Nesta construção pessoal do que vemos somos influenciados pelas nossas opiniões e pela ideia que temos acerca do que é norma social. Por exemplo, se pensamos que a maioria das pessoas fuma (norma social), tendemos a reparar nas pessoas que fumam e a não reparar nas que não fumam, exagerando assim a percepção da quantidade de fumadores na sociedade. Para concluir esta actividade, sublinhar que os fumadores são minoria e que o normal é não fumar. Orientações para a actividade 2: Publicidade A actividade 2 pode ser ligada com a actividade anterior através do exemplo da norma social como processo de influência, ou seja, a tendência, geralmente inconsciente, para a maioria das pessoas se conformarem com o que lhes parece que é a norma social (fazerem ou pensarem o que lhes parece que faz ou pensa a maioria das pessoas). A publicidade é outro exemplo de um processo de influência. As empresas gastam milhões de contos em publicidade para assim influenciarem o nosso comportamento, levando as pessoas a comprarem os seus produtos. Para ilustrar este processo, pedir aos alunos para recordarem anúncios de produtos de grande consumo (refrigerantes, iogurtes, leite, higiene, artigos desportivos, etc.). Pedir a alguns alunos para descrever anúncios. Observar como esses anúncios associam os produtos a valores importantes para as pessoas, em especial para os jovens (corpo esbelto e bonito, desporto e desportistas conhecidos, música e bandas da moda, aventura, amizade, festa, etc.). No enquadramento da sessão recomendámos que fossem evitados temas como o tabaco e o álcool e justificámos porquê. No que se refere ao tabaco, uma vez que a publicidade está proíbida em Portugal há muitos anos, é provável que os alunos, mesmo que queiram, não consigam recordar anúncios. Mas se o tema surgir e o tempo disponível permitir, o professor pode mostrar os transparentes da contra- publicidade ao tabaco e ilustrar, através desses anúncios as estratégias de publicidade das tabaqueiras:
  27. 27. os aventureiros cowboys, os grandes espaços, o pôr do sol (Marlboro) ou o humor das ilustrações e do texto (Camel). Concluir sublinhando que as empresas que comercializam estes produtos gastam enormes somas de dinheiro em publicidade, com o objectivo de influenciar as pessoas em geral e os jovens em particular. Orientações para a actividade 3: Pressão dos colegas e iniciação tabágica (simulação) Introduzir esta actividade como mais um exemplo de influência (influência directa). Pedir dois voluntários para a actividade. Um dos voluntários representa o papel de um colega que quer ir dar uma volta (faltando às aulas) e outro representa o papel de recusar esse convite. Ambos devem apresentar os seus argumentos. A simulação deve ser rápida, pois este tema será desenvolvido na próxima sessão. Se for necessário dar mais dinâmica à simulação, ir pedindo a alguns alunos para se juntarem à actividade em reforço de cada um dos lados. Após a simulação, realizar uma breve discussão com os alunos que participaram. Como se sentiram? Foi fácil insistir e encontrar argumentos para insistir? Foi fácil dizer “não”? Foi fácil arranjar razões para justificar e manter o “não” face à insistência? Depois abrir o debate à turma: A simulação foi convincente? Poderia acontecer na realidade? A recusa foi segura? Como pode ser melhorada a eficácia de uma recusa? Aqui referir aspectos verbais (ex. a qualidade da argumentação e aspectos não verbais (ex. a convicção da resposta, a entoação, o olhar, a postura corporal) e outras formas de lidar com a pressão directa (ex. abandonar a situação com uma boa desculpa). Orientações para o encerramento da sessão Terminar, como habitual, com uma breve avaliação da sessão, sublinhando que somos mais influenciáveis do que pensamos e que parte dos processos de influência são inconscientes.
  28. 28. Plano da sessão Tempo Desenvolvimento da sessão 0´ – 15´ Actividade 1 – Apresentar a metodologia. Colocar a questão e dar tempo para os alunos responderem individualmente. Escrever no quadro as respostas e discuti-las, comparando-as entre si e com a prevalência oficial de fumadores em Portugal (transparente do anexo 3). 15’ – 30’ Actividade 2 – Relembrar anúncios e desmontar a forma como estes influenciam o nosso comportamento. 30´ – 45´ Actividade 3 – Simulação de uma situação em que um colega pressiona e outro recusa. Discussão da simulação. 45’ – 50’ Encerramento da sessão.
  29. 29. SESSÃO 5 TEMA Querer é poder Apresentação da sessão Objectivos gerais da sessão • Aumentar a consciência de como é difícil dizer "não" e porque é difícil dizer "não"; • Promover a competência dos alunos para dizer "não" de modo assertivo e, assim, lidar melhor com situações de pressão social. Objectivos específicos Os alunos deverão: • Reconhecer situações e processos de pressão social directa; • Analisar como dizem "não" e como podem dizer "não" melhor (assertividade); • Aumentar competências para lidar com situações de média e forte pressão directa. Actividade 1: Analisar como dizemos “não” Introduzir a actividade e pedir aos alunos para responderem às 3 primeiras tarefas da ficha de registo apresentada no guia da sessão. Apoiar os alunos, circulando por entre a turma. Actividade 2: Simulação de uma situação de pressão de grupo Descrever uma situação de pressão de grupo (ver guia da sessão). Um grupo de 4 a 6 alunos simula para a turma uma situação em que um grupo de colegas pressiona um aluno. Os alunos que assistem podem acrescentar ideias à ficha da actividade 1. Actividade 3: “Querer é Poder” — Experimentar a dizer "não" em situação de pressão de grupo Dividir a turma em grupos de 4 alunos. Cada aluno experimenta a situação de ser pressionado utilizando as alternativas que pensou e escreveu para lidar com a situação. Os grupos trabalham em simultâneo, com os elementos a rodar na representação dos papeis de pressionar e ser pressionado. Supervisionar a actividade. Encerramento da sessão O professor pede aos alunos para continuarem em casa o preenchimento da ficha de registo (a sessão 6 inicia-se com a discussão deste trabalho de casa).
  30. 30. Guia da sessão Enquadramento da sessão Segundo a perspectiva teórica que enquadra este programa, a influência social é um factor essencial na iniciação tabágica. A pressão do grupo de pares (colegas) está entre as formas mais importantes que pode assumir a influência social. As 3 primeiras sessões foram focalizadas nos conhecimentos e nas crenças dos alunos, procurando reforçar o seu "querer" ser não fumador. A sessão anterior introduziu o "poder", isto é, como funcionam os processos de influência e como é possível lidar melhor com esses processos. Esta sessão é sobre as competências que contribuem para lidar com os processos de influência, aumentando o “poder” dos alunos para a concretizar o "querer" (ser não fumador). Pretende-se promover a competência para dizer “não”, de modo assertivo, ou seja, de modo adequado e eficaz. Ser assertivo é ser capaz de dizer “não”, sem a carga emocional negativa que é habitual associar ao “não”. Ser assertivo é ser capaz de dizer “não” naturalmente, sem sentir e sem provocar incómodo. Uma ficha de registo apoia os alunos na análise das experiências vividas com a finalidade de consciencializar como e perceber porque dizer "não" é tão difícil. A ficha de registo, a par da simulação, contribui também para melhorar a expectativa de auto-eficácia, ou seja, a confiança do jovem na sua capacidade para lidar com situações, nomeadamente, situações de pressão de grupo. Está demonstrado que esta "expectativa de auto-eficácia" é uma componente importante da competência efectiva para gerir este tipo de situações. Durante esta sessão o tema tabaco é evitado pelas razões que foram apresentadas na sessão anterior. Mas a última tarefa da ficha de registo, para fazer em casa, estimula os alunos a aplicar as aprendizagens desta sessão a situações de pressão de grupo para fumar. Orientações para a Actividade 1: Analisar como dizemos “não” Referir que esta actividade serve para ajudar os alunos a perceberem melhor como é difícil dizer “não” e porquê. Pedir aos alunos para responderem às primeiras 3 tarefas da ficha de registo. É normal que alguns alunos tenham dificuldade nestas tarefas, pelo que o professor deve circular na sala e, se necessário, ajudar os alunos em maior dificuldade. Uma dificuldade comum é distinguir entre pensamento, sentimento e comportamento. O valor formativo desta distinção é elevado, pelo que o professor deve preparar-se para esclarecer os alunos e apoiá-los pacientemente neste exercício. Apresentamos em seguida as 3 primeiras tarefas da ficha de registo. Tarefa 1: Tenta lembrar-te de uma situação real em que tiveste que dizer "não". Responde a cada uma das questões apresentadas na tabela seguinte (nessa tabela encontras um exemplo de resposta para te ajudar a perceber melhor este exercício): O que pensaste nessa O que sentiste nessa Descreve essa situação Como respondeste? situação? situação? Exemplo Exemplo Exemplo Exemplo
  31. 31. Tarefa 2: Como podias ter melhorado a tua resposta naquela situação? O que podias ter pensado? O que podias ter sentido? Como podias ter respondido? Tarefa 3: Agora imagina a seguinte situação: Sais de uma aula e encontras cá fora o teu grupo de amigos. Cumprimentam-se e integras-te na conversa. Estão todos muito divertidos a planear uma actividade para fazer a seguir (ir ao café, dar um passeio, jogar futebol, etc.). Tu não podes (tens uma aula ou um compromisso já assumido ou já tinhas decidido estudar). Preparas-te para abandonar o grupo, mas os outros pressionam-te... “Então não alinhas?...”. Dizes que não podes. Os outros insistem. Começam as bocas: "Vá lá, não sejas corte, vai ser divertido”, etc. Como lidar com esta situação de pressão do grupo, continuando a negar a solicitação dos colegas? Pensa em 3 alternativas para dizer “não”. 1 2 3 Actividade 2: Simulação de uma situação de pressão de grupo Pedir a alguns alunos para apresentar as suas respostas (voluntários). Os outros são convidados a acrescentar à sua lista as respostas que mais gostam e outras que se forem lembrando enquanto ouvem os colegas. Depois constituir um grupo de 4 a 6 alunos para simular a situação. Promover uma dinâmica forte e positiva, se necessário pedindo a alguns alunos da assistência para ajudarem o aluno que está a ser pressionado ou os que estão a pressionar. Sugerir aos alunos que estão a observar para continuarem a sua “colecção” de respostas, anotando as ideias que lhes ocorrerem enquanto observam a simulação (quanto mais respostas melhor). Se necessário dar algumas sugestões, como por exemplo as seguintes: Alternativas para dizer “não” numa situação de pressão de grupo: 1. Justificar o “não”: “ não gastem paleio comigo, que eu já sei o que quero” (com segurança); ou “vocês são muito queridos, mas eu gosto mais do(a) meu (minha) namorado(a)” (com humor); ou “apostei com o meu director de turma que não faltava às aulas e não gosto de perder, nem a feijões”. 2. Inverter a situação de confronto, ou seja, responder às perguntas com perguntas: “eu não posso ir, mas porque não vêm vocês comigo?”. 3. Ignorar os desafios e mudar o tema de conversa. 4. Evitar os locais ou situações em que podemos ser confrontados com este tipo de situações. Actividade 3: “Querer é Poder” — Experimentar a dizer "não" em situação de pressão de grupo Explicar a actividade: dizer que a turma vai ser dividida em grupos de 4 alunos para todos poderem simular as suas respostas. Dizer que os grupos dramatizam em simultâneo. Explicar as regras: é o professor quem controla o tempo. Sempre que o professor disser "parou" ou "stop", os alunos devem calar-se e escutar o professor. Quando disser "rodar" um novo elemento faz o papel de pressionado. A turma é então dividida em subgrupos de 4 elementos que podem espalhar-se pela sala, de preferência ficando em pé para a situação parecer mais real. O número de alunos em cada grupo é um factor muito importante na gestão do tempo e da actividade. Dar cerca de 1-2 minutos para cada aluno representar o papel de "pressionado".
  32. 32. A supervisão do professor é essencial para que esta actividade decorra como planeado. O professor deve ir supervisionando as dramatizações, deslocando-se entre os grupos, evitando os desvios ao plano proposto ou as brincadeiras e reforçando os grupos que estão a trabalhar bem. Nesta actividade o controlo do grupo é fundamental. A marcação dos tempos funciona como técnica de controlo. Na rotação de papeis o professor pode dar algum tempo de silêncio para os alunos se acalmarem e se prepararem para nova dramatização. Em principio 5-10 segundos de silêncio é suficiente, mas esta gestão depende de cada grupo. Se não for possível controlar o grupo, a actividade deve ser suspensa. Encerramento da sessão: Pedir aos alunos para acabarem em casa a ficha de registo, respondendo às questões 4, 5 e 6 Para fazer em casa: Tarefa 4: Das respostas dadas no teu grupo, qual foi a que mais gostaste? Tarefa 5: Responde às questões seguintes pensando na situação que representaste na aula. O que pensaste nessa O que sentiste nessa Descreve a situação Como respondeste? situação? situação? Tarefa 6: Como podes melhorar ainda mais as tuas respostas a este tipo de situações? Tarefa 7: Agora imagina a seguinte situação: um dia chegas ao teu grupo de amigos e estão todos a fumar. Oferecem-te um cigarro. O que respondes? Alternativa 1 Alternativa 2 Alternativa 3
  33. 33. Plano da sessão Tempo Desenvolvimento da sessão 0´ – 20´ Actividade 1 – Breve introdução ao tema (como dizer que “não”). Apresentar a ficha e a metodologia. Dar tempo aos alunos para o preenchimento da ficha. 20´ – 35´ Actividade 2 – Simular a situação de pressão de grupo. Breve discussão. Dar mais algum tempo aos alunos para acrescentarem respostas na sua ficha. 35´ – 45´ Actividade 3 – "Querer é Poder": Simular resposta “não” numa situação de pressão de grupo em subgrupos de 4 alunos. 45’ – 50’ Encerramento da sessão e apresentação do trabalho de casa.
  34. 34. SESSÃO 6 TEMA E eu?... O que vou fazer? Apresentação da sessão Objectivos gerais da sessão • Consolidar e aplicar a si próprio a informação fornecida no decurso destas sessões; • Clarificar formas de resistir a pressões directas (para fumar); • Clarificar decisões relativamente ao comportamento futuro (fumar ou não); • Encerrar e avaliar o programa. Objectivos específicos Os alunos deverão: • Discutir competências para dizer "não" de modo assertivo; • Lidar melhor com situações de pressão social directa para fumar; • Ser capazes de antecipar a sua decisão acerca de fumar ou não fumar no futuro; • Ser capazes de justificar essa decisão. Actividade 1: Discutir o trabalho de casa Discutir o trabalho de casa (ficha de registo). Antes, dar tempo aos alunos para recuperarem a ficha, recordarem o que escreveram e as situações vividas na sessão anterior (às quais a ficha se refere). Actividade 2: E eu?... O que vou fazer quando tiver 20 anos? Cada aluno responde ao questionário de avaliação do Programa "Querer é Poder I". O questionário, por princípio, é anónimo mas, após o seu preenchimento, dar aos alunos que quiserem oportunidade para expor oralmente as suas respostas. Discutir as respostas, focando a discussão na decisão de fumar ou não fumar. Actividade 3: Avaliação e encerramento do Programa "Querer é Poder I" Ainda com base nas respostas dadas ao questionário de avaliação do Programa "Querer é Poder I", promover um breve debate, agora de carácter mais global, sobre como correu o programa, o que gostaram mais e menos, as mudanças a nível de conhecimentos e decisões dos alunos, etc.
  35. 35. Guia da sessão Enquadramento da sessão Esta é a sessão de encerramento. Encerra, em primeiro lugar, através da discussão do trabalho de casa, a análise dos processos de influência e das experiências de dizer “não”. Encerra depois o programa. Esta sessão deve ser um espaço de paragem, de reflexão, de assimilação e consolidação das informações, de elaboração das experiências. Actividade 1: Discutir o trabalho de casa A ficha de registo que os alunos ficaram de acabar em casa é discutida. Admitindo que alguns alunos não realizaram trabalho de casa, as questões que vão ser discutidas em seguida devem ser enunciadas pelo professor. Se um número significativo de alunos não estiveram na sessão anterior, descrever resumidamente o que se passou. Dar aos alunos tempo para recordarem e reflectirem sobre o que escreveram na ficha ou então para escreverem nesta altura. Abrir a discussão em plenário a partir das respostas que os alunos escreveram na ficha. Dar atenção especial à ultima tarefa, que estimula os alunos a transpor as aprendizagens proporcionadas pela ficha para lidar melhor com situações de pressão social para fumar. Nesta discussão reforçar os seguintes aspectos: • Focar a discussão na última tarefa (sobre como lidar com pressão do grupo para fumar); • Reforçar a capacidade para avaliar o comportamento dos outros e, mais importante, o próprio; • Separar a expressão de emoções e de pensamentos; • Perceber a ligação das emoções e dos pensamentos com a comunicação e o comportamento; • Comunicar assertivamente (o aluno comunica as suas decisões combinando a convicção sobre essa decisão com a aceitação do ponto de vista do outro, sem hostilidade ou agressividade); • Compreender o modo como as emoções e os pensamentos negativos prejudicam a assertividade; • Aplaudir as respostas criativas (com humor, inesperadas, surpreendentes, ...); • Estimular os alunos a irem actualizando a ficha (partilhar ideias, inspirar-se nas ideias dos outros para desenvolver melhor as suas próprias ideias) • etc. Orientações para a actividade 2: E eu? ... O que vou fazer quando tiver 20 anos? Distribuir o questionário de avaliação do Programa "Querer é Poder I" e dar tempo aos alunos para responderem individualmente. Recolher os questionários, respeitando o princípio do anonimato (por exemplo pedir aos alunos para juntarem todos os questionários e os baralharem). Discutir em plenário as respostas à questão 2 do questionário. O questionário é de resposta anónima, mas os alunos que quiserem podem agora apresentar e discutir as respostas dadas a esta questão. Está em causa a sua intenção de vir a ser fumador ou não e as consequentes decisões e comportamentos. Discutir os dois tópicos desta questão: (1) O que será quando tiver 20 anos – Não fumador, fumador ou não sabe e (2) a justificação.
  36. 36. Não fumador Fumador Não sei 2. Quando tiveres 20 anos achas que serás um não fumador 1 2 4 ou um fumador? Justifica a tua resposta: __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ Recordar que na primeira sessão do programa os alunos já tinham respondido a esta questão. Lembram- se? Há diferenças entre as respostas apresentadas na primeira sessão e as apresentadas agora? Notar que a diferença das respostas pode ser no sentido (mudou a intenção relativamente a fumar ou não) ou na justificação (mais argumentos para justificar a intenção, mais segurança na decisão, ...). O mais importante nesta actividade é ouvir as respostas e as razões apresentadas pelos alunos, respeitando todas as respostas, mas reforçando as mais seguras e bem justificadas no sentido da intenção de não fumar. Respeitar também os alunos que não quiserem enunciar as respostas dadas. Orientações para a actividade 3: Avaliação do programa "Querer é Poder I" As actividades 2 e 3 são contínuas. A actividade 2 refere-se à discussão da intenção de não fumar ou fumar no futuro, o que constitui um dos elementos mais importantes da avaliação específica do Programa "Querer é Poder I". A actividade 3 é uma avaliação mais genérica do Programa "Querer é Poder I". Para fazer passar da actividade 2 para a 3 perguntar, por exemplo, se o programa "Querer é Poder I" mudou a ideia que eles tinham sobre o tabagismo em geral e o fumar ou não fumar no seu caso concreto. Perguntar também o que mais gostaram e o que menos gostaram. Pedir sugestões para melhorar o programa. Perguntar se foi interessante e se deram por bem empregue o tempo gasto com o Programa. O papel do professor neste debate deve ser primordialmente como moderador, levantando questões e gerindo a dinâmica do grupo. O professor deve evitar, na medida do possível, envolver-se directamente e emitir os seus próprios comentários.
  37. 37. Plano da sessão Tempo Desenvolvimento da sessão 0´ – 20´ Actividade 1 – Discutir trabalho de casa (avaliação da simulação realizada na sessão 5). 20' – 35' Actividade 2 – Discutir as respostas de alguns alunos à questão “O que vou eu fazer quando tiver 20 anos?”. 35´ – 50´ Actividade 3 – Avaliação e encerramento do Programa "Querer é Poder I".
  38. 38. Anexo 1 Questionário (sessão 1)
  39. 39. Programa "Querer é Poder" – Anexo 1 QUESTIONÁRIO SOBRE "O FUMAR" Este questionário é anónimo, não te esqueças que não deves escrever o teu nome nesta folha! Seguem-se algumas afirmações gerais sobre "fumar". Gostaríamos de saber o que pensas sobre elas. É Tenho Assinala a tua resposta entre as opções apresentadas É verdade falso dúvidas 1. Fumar não faz mal à saúde 2. Estar numa sala cheia de fumo de tabaco não prejudica a saúde 3. É fácil para um fumador deixar de fumar 4. O tabaco não é uma droga 5. Fumar faz as pessoas sentirem-se bem 6. Fumar ajuda a ter amigos 7. Fumar está na moda 8. A maioria dos adultos fuma 9. A maioria dos meus colegas e amigos/as fuma 10. O meu comportamento não é influenciado pela publicidade 11. O facto dos meus amigos fumarem não contribui para que eu fume também 12. Se os meus amigos me oferecerem um cigarro, será fácil dizer "não" 13. Quando tiver 20 anos vou ser um fumador OBRIGADO
  40. 40. Anexo 2 Tabelas de apoio às sessões 2 e 3
  41. 41. Tabela de Apoio à EFEITOS IMEDIATOS DE Sessão 2 do EFEITOS DE NÃO FUMAR EFEITOS A LONGO "QuereréPoder" FUMAR (BASTA FUMAR UM PRAZO DE FUMAR CIGARRO) NO ORGANISMO NA PESSOA E NAS SUAS RELAÇÕES COM OS OUTROS NA SOCIEDADE Tabela de Apoio à Sessão 2 do "QuereréPoder" ------------------------------------------------------------------------------------------------------ --------------------- EFEITOS IMEDIATOS DE EFEITOS DE NÃO FUMAR EFEITOS A LONGO FUMAR (BASTA FUMAR UM PRAZO DE FUMAR CIGARRO) NO ORGANISMO NA PESSOA E NAS SUAS RELAÇÕES COM OS OUTROS NA SOCIEDADE
  42. 42. Tabela de Apoio à Sessão 3 do MOTIVOS PARA OS MOTIVOS PARA OS MOTIVOS PARA OS "QuereréPoder" JOVENS COMEÇAREM A JOVENS CONTINUAREM JOVENS FUMADORES A FUMAR E SE FUMAR DEIXAREM DE FUMAR MOTIVOS PARA OS TORNAREM FUMADORES JOVENS NÃO FUMAREM --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Tabela de Apoio à Sessão 3 do "QuereréPoder" MOTIVOS PARA OS MOTIVOS PARA OS MOTIVOS PARA OS MOTIVOS PARA OS JOVENS CONTINUAREM JOVENS NÃO JOVENS COMEÇAREM A JOVENS FUMADORES A FUMAR E SE FUMAREM FUMAR DEIXAREM DE FUMAR TORNAREM FUMADORES
  43. 43. Anexo 3 Transparentes (sessões 2, 3 e 4) Nota: Os transparentes que se seguem são para apoio das sessões 2, 3 e 4 do Programa “Querer é Poder”. São apenas sugestões. O professor poderá refazer estes transparentes da forma que melhor lhe convier. Convém no entanto respeitar os conteúdos. Os transparentes 1 a 5 são para apoio das sessões 2 e 3. O transparente 6 é para apoio da sessão 4.
  44. 44. MARCOS NA HISTÓRIA DO TABACO  O Tabaco é consumido na América há milhares de anos (mascado, inalado ou fumado).  O Tabaco é trazido do Norte da América para Espanha na época dos descobrimentos (séc. XVI e XVII).  Nicot utiliza o tabaco para tratar as dores de cabeça da rainha de França. Simboliza os que defendem o lado positivo do tabaco. (daí a origem do conceito de “nicotina”)  1964 – Nos EUA, uma comissão de especialistas, com base na revisão de mais de 7 000 artigos científicos, reconhece a relação entre consumo de tabaco e cancro do pulmão (também cancro da boca e laringe).  1988 – O Tabaco é considerado uma substância altamente aditiva, comparável nos seus efeitos físicos e psicológicos com as outras substâncias de abuso (USDHHS - U.S. Department of Health and Human Services., 1994).  Ainda mais recente é a evidência que os consumidores passivos também correm riscos de saúde (primeiros estudos credíveis datam da década de 80).
  45. 45. SUBSTÂNCIAS NOCIVAS PRESENTES NO TABACO E SEUS EFEITOS EFEITOS EFEITOS A SUBSTÂNCIAS IMEDIATOS LONGO PRAZO -Tremor das mãos -Habituação e NICOTINA -Aumenta o ritmo dependência Também presente nos insecticidas cardíaco -Doenças cardíacas -Estreita os vasose circulatórias sanguíneos -cancro -Sobrecarrega o coração -Fixa-se na-Doenças cardíacas MONÓXIDO DE hemoglobina doe circulatórias CARBONO sangue e diminui o Igual ao da combustão dos carros, que tanto prejudica o transporte de ambiente oxigénio -Diminui a forma física -Tosse -Bronquite e outras ALCATRÃO -Irritação das viasdoenças Reveste os pavimentos e estradas respiratórias respiratórias -Cancro do pulmão e da garganta
  46. 46. SUBSTÂNCIAS NOCIVAS PRESENTES NO TABACO Além da nicotina, monóxido de carbono e alcatrão, muitas outras substâncias nocivas estão presentes no fumo do cigarro. Por exemplo: Acetona (usada para retirar o verniz das unhas) Amoníaco (usado nos produtos de limpeza) Arsénico (presente nos pesticidas e venenos) Benzina (existente nos gases dos combustíveis automóveis) Cádmio (que também se encontra nas pilhas) Cianeto (veneno) Chumbo (pilhas e fumo dos carros)
  47. 47. ALGUNS FACTOS SOBRE O FUMO PASSIVO… Fumo passivo é respirar o fumo dos cigarros fumados por outras pessoas. Um ambiente com fumo de tabaco é prejudicial para aqueles que nele se encontram. Apenas 15% do fumo de um cigarro é inalado pelo fumador – os restantes 85% poluem a atmosfera e podem ser respirados por outras pessoas. Respirar o fumo de outros pode ser responsável por diversos sintomas, tais como irritações do nariz, garganta e peito, dificuldades em respirar, tosse, dores de cabeça, náuseas e falta de concentração. As pessoas com doenças respiratórias, alergias e complicações cardíacas são afectadas com maior gravidade se estiverem expostas ao fumo de tabaco. O fumo de tabaco na atmosfera é um risco significativo para uma criança em gestação. As crianças expostas ao fumo de tabaco desenvolvem mais frequentemente problemas respiratórios do que os adultos.
  48. 48. TABAGISMO, DEPENDÊNCIA E DROGA Uma droga define-se na relação entre 3 elementos:  Uma substância (ex.: heroína, cocaína, haxixe, álcool, …)  Uma pessoa  A circunstância ou situação em que vive a pessoa (meio) Classifica-se como droga a substância que pode provocar…  …Efeitos psicoactivos (influencia o funcionamento do S. N. C.)  …Dependência (perda de controlo sobre o consumo – obrigatório consumir)  …Desorganização (vida gravemente alterada nas suas esferas essenciais) (Esferas essenciais: vida mental, comportamento, desenvolvimento pessoal, família, trabalho, escola, amigos, …) O tabagismo é uma dependência  A nicotina provoca forte dependência, de modo rápido e inconsciente  Cerca de 90% dos fumadores fumam todos os dias (dependentes)  Cerca de 80% dos fumadores querem deixar de fumar e não conseguem O tabaco é uma droga  Efeitos psicoactivos  Provoca dependência  Desorganiza (ex.: mulheres grávidas não são capazes de deixar de fumar) (ex.: pessoas muito doentes não conseguem parar de fumar)
  49. 49. TAXAS DE FUMADORES (PREVALÊNCIAS)  Cerca de 34% da população da União Europeia fuma. Em Portugal…  … Cerca de 26% da população fuma.  … Os homens fumam mais (38%) do que as mulheres (15%).  … Como demonstra o quadro que se segue, os jovens em Portugal começam a fumar por volta dos 14 anos. A percentagem de jovens que fuma aumenta entre os 14 e os 18 anos e depois estabiliza. No conjunto dos jovens entre os 12 e os 19 anos fumam apenas 12%, ou seja, apenas um em cada 10 jovens fuma. Percentagem de jovens fumadores por idade e sexo em Portugal (Barros, 1995*) Total Rapazes Raparigas Idade % % % 12 1.1 1.8 0.5 13 1.4 1.6 1.2 14 4.6 4.9 4.3 15 8.3 9.5 7.2 16 13.3 14.7 12.1 17 19.2 22.2 16.7 18 26.5 31.4 22.3 19 28.3 35.6 23.3 Total 12.9 14.6 11.3 N=16 013. Amostra representativa da população portuguesa entre os 12 e os 19 anos (dados recolhidos nas escolas) Neste estudo a idade média de iniciação do consumo de tabaco é 14 anos * Fonte: Barros et al., (1995) . Adolescentes Fumadores em Escolas Portuguesas. Saúde em Números, Direcção Geral de Saúde, Volume 10 nº 3
  50. 50. Conclusão: Em Portugal, a grande maioria dos jovens não fuma!
  51. 51. Anexo 4 Tabagismo e Dependências (sessão 3)
  52. 52. Tabagismo e Dependências Introdução Este anexo do programa "Querer é Poder" pretende oferecer ao professor um apoio complementar para enquadrar o tabaco como droga e o tabagismo como dependência. Esta ideia, consensual entre os cientistas, ainda não está disseminada e assimilada pelo senso comum. Por isso tem um grande valor na prevenção primária do tabagismo. É importante que os jovens saibam que a maioria dos fumadores fuma principalmente por uma razão: não conseguem deixar de fumar! Tabaco e droga Genericamente, uma droga é uma substância capaz de influenciar as funções do organismo. Num sentido amplo, qualquer medicamento pode ser considerado uma droga. Mas, geralmente, quando falamos de drogas, referimo-nos a substâncias com três características principais: 1. são psicoactivas, isto é, têm efeitos no SNC (Sistema Nervoso Central), alterando algumas das suas funções, como a percepção, o juízo e decisão, o pensamento, o humor, etc.; 2. provocam dependência, ou seja, uma necessidade compulsiva do seu consumo; 3. podem desorganizar o comportamento e a vida mental e social da pessoa que as consome. É inquestionável que dois dos três critérios referidos se aplicam ao tabaco: é psicoactivo e provoca dependência. O terceiro critério, a desorganização do comportamento, é muitas vezes utilizado para defender que o tabaco não é uma droga. No entanto, como classificar o comportamento de uma mulher que quando grávida não consegue deixar de fumar? E o de alguém que está gravemente doente e não pára de fumar? E se o comércio de tabaco fosse ilegalizado e um maço de cigarros custasse tanto como uma grama de heroína - O que aconteceria? Tabagismo e dependência O DSM IV* é o manual de referência mundial mais importante para a classificação das perturbações mentais. Neste manual, uma dependência é “um padrão desadaptativo de uso de substâncias, que provoca uma significativa perturbação clínica, com manifestação de três ou mais dos seguintes sintomas: 1. tolerância, 2. síndroma de privação, 3. consumo persistente, 4. desejo permanente da substância, 5. (…) 6. (…) 7. manter o uso da substância apesar de existir um problema persistente de saúde, física ou psicológica, associado, provocado ou agravado pela substância”. Entre os 7 critérios referidos naquele manual, 5 aplicam-se ao tabagismo. Por isso é inegável que o tabagismo é (ou pode ser) uma dependência. É importante notar que as dependências são processos complexos e dinâmicos que não resultam apenas da qualidade das substâncias classificadas como drogas. O tabagismo serve perfeitamente para ilustrar esta ideia. A nicotina é uma substância aditiva, mas só por si não chega para explicar a dependência do tabaco. O acto de fumar cria hábitos e * APA – American Psychiatric Association – DSM IV - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. Washington, 1994

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