)q fr*ffiürÉ-gtr Vxyfu*"es,
                                                                                                                                                          (.



Turner, Vi"ctor
                                              ãn African.   socíetyr A
   rgST       sçhísnn sncl. cçntín"uíty irc
              t:"ul*Jliï:ïï,Ji11age           Lire' Manchaster: Man-
          ,                                                                                 VOCE TE,M CULTURÁ?


                                                                                                                                        Ã -rf*$
                                                   Action
   lg!4   Dramas, Fieíds and IvLetaphçrs: Symbolíc
          in Hurnan society. Ithaca &. London: corneltr
          UniY' Press,
            t
Vogel, Arno
   ïssz                                do Futeboí Rio dç
          -;i#ïffi1ï'::'ï;;.-'*x::                                          ourRü dia ouvi urna pessoa átzm que ,.Maria não
                                                                            tinha culturú" , era "Ígnoiante dos fatos básicos
                                                                                                _                                da
                                                                                                                            ^ããpoi*, pc-
                                                                            Iítica, ecorionnia e liteïar.rru'1, ú;-;;r*
                                                                                                                                     rio
                                                                            rnuseu onde trabalho, conversava corn alunos
                                                                                                                               uobrá ,, a.
                                                                            cultura dos índios Âpinayé de C.ttú;l que havia
    N"Eh                ê-fi                                               dado de 1'962 até 19f 6 q,rando p,rbliq.r*i um
                                                                           eles (um manào
                                                                                                                                   esru-
                                                                                                                            1ivro sobre
                  Lï                                                                              d:y_dfu), Rãfierindo sobre os doís
                                                                           usdsdb-"unre."rrresnnaffiü,decidiq"*eSSâerâa'fne-
                                                                           lhor forrna de discutir a idé'ia ou c conceito C.e cultara
                                                                           ta| coïno nós, ;gqËlJfueggfuM â. conceberncs.
                                                                          o*, rnelhor ainda, apresent*ffi noções sabre ã,
                                                                          cultura e o que ela quer dizer nãa eorno urna. simples
                                                                           pal,avru, rnas cürno uma cafegofiã íntelectual:
                                                                                                                              ïãm cs$:
                                                                          ceito que pode nos ajudar ã entender rnelhar c qïre
                                                                          acontece ns rnund* er$ nossâ volta.
                                                                                  Ret*mcn:cs *s exernpl*s rnenci*nadas porque eles
                                                                          cï}ceffârn ss dais sentidos rnais crlïuns áa
                                                                          prin:eirffiffis                                 iuïuvru" Nc
                                                                                                           g_SgÊqlpo de sofisricação,
                                                                               baucuulta,l o.             "@.".@4v;-Ì6Giià*;;;-;




                                                                               #              i"*g3Çgf,no senridq resirÍïo lõ-'fêilmo"
                                                                               ër ïizet, quanda falanros que "Maffifi; rem C"ll**
                                                                          ra!",: que "Joãa é culto", estarnos ncs referindc fr. uríi
                                                                          o*ttoFt                     destas pessoas querendo indi-
                                                                         car côm *isso'sug_ capacidadg_ dç.-co*pr**Ãder ou orga-
                                                                         nqar certos dadcs n Sitüações. Culúa aqui é, *q,riïu-
                                                                          '
                                                                              --_*-_-%"*




                                                                         J_.t;,7F
                                                                         S                                                          esrnü   n   tffi-
                                                                         @"_tglgleêqsral                corno se                   *lübïfi&&* p*,
  na                                                                                                                                                121
rcaitzar certas oFerações menrais e
                                                 lógicas (que defi-                                        dade" quando, de fata, se quer indicar que "Jaão tern
  nern de fato * int.ligãiri-j fosse algo
                                                    a ser rnedido ou                                       rnagnetisflaü", sendc urna pessoa "coÍn presençâ". Do
                                                          pessoa leu'
  arbi*ado pelo núrrrÃo de livrcs que urna                                                                 rnesms mcdo, dízer que "Jaãa nãa teffr personalidade"
  as língua*'q,r* pode fslar, Õr
                                            quadrcs e pintores que                                         quer âpenas dizer que ele não é, ïrfiia pessoa atraente
                                                           i-
                                                       espécie de pro-                                     ou inteligente.
  pode, de mãmóiiu, enurnerâr. Co{o uTâ
  ve desta FssCIciaçãc, ternos c velh,1 ditado
                                                          inforrnando
                                                                                                                fe{a; no fundo, rodos remas personalidade, ern-
                        ,lc,ritora não ti*z discernimento" . . . orl                                       bora nern todas Fossârnos ser pessoas belas ou magne-
          ;b*;ã;;  q"*
t inteligência, .*rrforme estou discutindo aqui. Neste qq
                                                                      sen-                                 tizadarâs corno urn artista de navela das oito lfiMesrno
           ------1
í -------e            -            Í        -l- .frata '.I,.rãoiÇirar
                                                  4^h^
? tido. cultï'râ é uma palavra usada :t--.-- claãsificar '
                                                                        as                                 urnâ pes$câ "senr personalidade" tem , pet*doxahnefite,
                                -                             -
                                          . i:                                                             personalidade nâ -rnedida em que ocupâ ïrrn espaçc so-
{ pessoa-                                      -4"d" í"u* g-e-
)
 í atma c.isc*minatória contr@o,
 -* ---- --
                                                                                                           cial e físico e tem deseíos e ÍÌecessidades. Pocie ser umâ
L'2
                      .s $au lltLL
    rações rfifl$ novas são inculiasT,
                                       etnia ('los pfetos nao                                              pessoa sumaÊnente apagaãa, mas ser assim é precisa-
                                            r ..             n                              ^-
          ;Ëil':útr*-;ï'; ;;c                                  ---
                                      soci*d*'t*s inteiras' - quando
                                                                                                 "i
                                                                                                           mente o traÇCI inârcante de suâ persorralíâade,
                    ,,o*
          se d.iz q,r*     franceses são ."1:: e civilir-u.tj:^l                                                 No caso d* conceita de cuítura ocorre o mesrno)
               , t âos amerlcanCIs QuÊ são "ignorantes e grossel-
                             '                                                                             ernbcra nern todos saibam disso. De {ato, quando um
          opcsiçãc                 '        ouvir-se referências à
          rosr,. Dü r*esrno modo é cornum                                                                  antropóïogc social f ala em " caítur&" , ele usa a. palavra
                                                                                                                 t-u
                                                          di-ferentes
          hurnanid*d*, culos valores seguerft *adições                                                     corno ufti cúnceito-châve parc &
                                                        senda socie-
          e descoúecidas, cs1ïrc & das ?ndios, ::*o
                                                                                  seÍ   en-"l:tiT           um referente que n:ârcâ uma hierarquia de "civili vâ,- *, '.*
          dades qìrq*esrãc Ëj"-            I4r4s_*t l-r*,il_-
          em "estágic ruí"tur
           *Ëia
                                                           ffipsky{Lgty-
                                                                .*.ff   "<.,--




                                                               ColÏum, ocupa    ComÜ
                                                                                                            Ção", rnas                        :bf4eï tryttrlffiunr
                                                                                                                                                              -
                                                                                                           .#.den "p.gfm. qffiseE*#. Cútrurã-ej; ãm Â"tr"$iã[l-'S;J
                                                                                                                                                                     -$iupÈr:
                                                                                                                                                                              g-bc!ç-,

           rú, enquântï to'tï"::i ï*:
                                                                                                                                                                                      :

                                                                                                                                             v.*5}çÀÉ    v^&À     *rvËvÃvei^%    *"
                                                                   ãcerv* c j
                                                                                                           :-:5:::::1-F: -:.-]""I--{.a-l':Ïj          -}                          I
                                                                               rancei-
           vrrnos uËl-l ímp*rtante lugar nü nossÜ .'                    "s-sejda   ,t ^
                                                                                                            cial e Scciologia, Effi mâpa, uffi receituário, uffi cóCig{
i                        :,::^'ï:;:-ï- r";n
           ru41- ficando l*do a ladc áe ou*as'
                                                              cl&q"-JJg                                     atravds Cc qual as pe$soas de um dâdo-ffio p*nru*j
                                                                             rne len:-
           .".riaiana É tambén: -mH*g*s*f-#Luaü' E'st-ou
                                                                                                                 t f .



                                                                                                            a

                                                                                                            classifícan:, estudarn e modificaraa-ïnËgd; e n. si mesj
    'r,    ï*-      **:---                                                                            #*                                                             -Ëiüi* i*j
          fjiiiâriLl"t*,
                             _ . ...-l_*.
           brandü--õa pilarrr^*a , " Pertüo1ião* "-*q****
                            L-1{& rÉaiç&
                                Y    .,.     r''
                                            -:^  :: ''- -
                                                  --                             .I 1 f                    *gl E justamente p*iq
            re ç*m ü, palavra " c'iítuf ü" , pÊneffâ s
                                                                 fio-s:o vocâhuta-                         p*rtantes d*ste códig* {a cuí,twra} qïre urn c*njunto dd
                                                                           -,-ng9j-                        irrCivíduos corfi interesses e capacidades' distintas c até,
            ric CÜm OUrU btr!À LiLILIü L'''Àu dif*r*nciados' S.
            fl$ cüÊ' doís sendács bem
                                                        L-èÀ!
                                                                    --ê-:'r*-
                                                                            de 1gâçÜs                      nnesïl:* üpüstas transforÍï-rarn-se nïlrn grupo e podem
            Fg*qlggg,*WItryüdsd.ç--Á&se--o- conjunta                                qllç
             Eïre caracteriean:
                                          toccs os sere$ human*s " É aqui"Ï'o                              $v-er iunlos sqneind*-s* parte de urnâ rnesmâ totali- ,
                                                              csÍnü ui''â llessoâ                          Cade" H*Cg*, assim, desenvalver reí*ções enre si por-ïi í,í
             d*grrt *tí2,* todos. e cada ur$ de nós
                                                                                  e   emcções pâf-         que â çw{,tura thes fornecelr normas que diz'ãm respei to!! tÜ
            d.iferentel com interesses                 t   capâcidades
                                                                                                           aos modos rnais (on rnenos) apropriados de cornpürm-f i
            dculares'Masnâvidaãv'i*,de{sonotidaã,eé,usada                                                  nrento diante de certas siiuações, Fcï üïrttro lada, a cuí-
            corïrs urn;                     i#ffil *'petrsonalidaden"
                                                             "**
                                                                 umã
                                                                                                           tura não d ï.rffr códi$* que se escolhe sin:plesmente. E
            pessoâ. Á.ssim, certas pes$*as teriarn
                                                *Jcão tem pefsonali-                                       aïgc que está denffo e fora Ce cada urfi de nós r cornü
            or:.*as nãoi E coffIutï1 dizer qÏ]e
                                                                                                                                                                            123
            1)j
ïÉ"r'&




                                                                                                        (   ,d
                                                                                              , t[u
                                                                                               q


                                                                                              %n,

            criatividade e poder. I)aí faiarrnos gue Fulano é rnais
            culto que Sicranc e distinguirrnos forrnas de "culturâ"
            supostamente mais âvânçadas ou preferidas que outras.
            Falarnos entãa ern " ahta cultura" e "baíxa cultutra" ou
            "cuLtura popular", preferinda naturaknente as formas
            sofisticadas que se ccnfundenr cCIm a própria idéia *
            cuÏ.tura. Assim , teríarnos a culfura e    ras pâftlc
                   âdletlva     {pop*lar,   indígen                       e
            classebai4aetc.}corfr*o%frlrnaffindárias,inccnrpÏ.etas
            e ïiifefiores de vida,social. Mas n verdade ê que todas
            âs fcrrnas culturais üu todas as " subculturas " de uma
        i sociqdade são q-qgl
        
            g@           ryFte*fq -qys -rãc
                                               psãe s;; ;;soiudo     .rry
        I p1*tq4ggg1g_psr---11mê-qggra-----_sltkult:rra'
                                                           r. Quer   d,izer,
        ,exmã &r{fï|.5_dç_Sr,iltry!_.que são equivalentes â dife-
'''í/
,/i
        lrentes mad*s de sentir, celebrâr: pensar e atuar sobre
        jo munda e esses gêneros podenr estar associados L cer-
        ltas segrnentos sociais " ü prcblema é que sempre que
         nos âproximamos de aiguma forma de cümportaments
         e de pFnÌqrye                   ndemos â classificâr & di-
         ferenç                      o que é, ulnâ forma de excluí-
         Ia" Um outra modo de perceber e enfrentar L diferençâ
         cultural é tonrar ã, diferençâ como um desvio, deixanda
         de buscar seu papeï nurnâ totalidade. Desta forma, po-
         dernos ver o carnaval corno atrga desviante de ufira festa
         religiasâ, seln nos darrnos conta Ce qïre as festas reli-
         giosas e o carnavaL guardam uma profunda relação de                                       ri
                                                                                                        i
                                                                                                   rl
                                                                                                   tl

                                                                                                1l
            124                                                                                 ti
                                                                                                it
                                                                                        í25     ll
                                                                                               ÍÍ
                                                                                               il
                                                                                               tl
/'
                 Âpresentada assim , a cultura parece ser um bom                             preender o significado
                                                                                                                        profundo dos eïas que nos
          instrurnento para cornpreender âs dí*rsL1çê$-,-eÍ$IE oq                            garn corn todo o rnundo                                       Ìi-
                                                                                                                         em escala global. Fois é assirn
          hqmens-e-as*soEiçdgdes. Elas não seriam dadas, C* ulna                             que pensarn os índios
          vez poÍ todas , att'àvés de urn rneio geográfico ou de                                                     e por lssa ,ú, histórias ;ao
                                                                                             voadas de aninrais que                                      po-
          utïlâ raça, como di:zi.arn os estudiosüs da passado, mas                                                      fulurn e hoÀ*n, que se ÉraRs-
                                                                                            forrnarn ern anirnais. concsco,
          em .--'--                                                                                                              são âs nráquinas que ta-
                                   ...--.'<Ê ou reraçoes que
                diferentes confisuracõ
                                   uIâçoes         relações eue_Iêdg*!9-                    fnarn esse . Iugar. .
                                     ,ffiil*hirtót
                   4--*-%*-L,r*J-^
                                                                                                                  .

         .ciedade-estahelecs -gq_ &.qf{çt lg_rgl F_q!Éçi". Mas d                                 Ü conceito de cultura, ou a cultura
        importante acentuar que a bae_ç*ég-Ugq-=- ç a n{lgFlaçg
      
  -.                                     1_9.t9 ç_gg,u4q- - çç"Ji   91-                  então, perrnite urna persFectiva                 conío ccrcceito,r
          ç_ _sgglpIe *_gg_lgpertório comum de potencial,idades.
>-1    I
                                                                                                                                  n:ais conscienfe de nós
                   -r..i"J-d*
         I

         I                                                          -                      rnesrnos' Precisâïnente                                             ï


        i Certas
         I
                               Eã;;1";*ãC âIgïrmã- dessâs pote;                                                      pàtqu. díz n*- nãa há           1ii#                  t        ,l
                                                                                                                                                                                      l/'

                                                                                                                                                                                             ti
                                                                                           seriÌ cuÌtura e perrnite                                                       '          Í     t'.

          cialidades n:ais e nrelhor do que outras, rfias isso não                                                    cornpârâr ..rlturu, e configura- j                   :
                                                                                                                                                                               'I




                                                                                           ções culturais corno entidades                                       in
          significa que sejan: raais perverddas ou mais adianta-                          'belecer                             ú"-1j
                                                                                                    hierarquias ern que Ínevitavelrnenre
                                                                                                                                         ffinj;'   a- esra-    |   ;


          das, O que ísso pârece inc{icar é., antes de rnais naáa,                                                                              -.ïr'rtitlï L
                                                                                          sociedaces superisres                                                        ,


          o encrrne potenciai que caáa culrura encerra cornü eie-                                                 e ir:.feriores. lríesrno diante
                                                                                          mas culftfair apârent.*-r,i-                              de for- I
          mento plástico, cãpãtz de receber âs vafiações e moti-                                                             iriu*or.ãir, cruéis ou p*r_ i
                                                                                          vertidâs, existe o ho,rrrern
          vações das seus rnembros, benr corno os desafios ex-                                                            e *rrr*ndãr-;__ ,in; ;ïj
                                                                                         seja$araevitá-]as,CorfiofazernosCorí}Ücrime
          ternos. b{cssc sisteina caminhou na Cireção de um po-
                                                                                         urnâ tut',f.a inevitável que
          derosa contrcle sobre â. natuteza, rnas isso é apenas                                                         raz parre da condição dc
                                                                                                                                                  ser
                                                                                         hurnano e viver nurn univerbo
          um traça enlre n:uitos outros . T1â sociedades fie Ama-                       peÏa culÉura' Em ou*as
                                                                                                                              rcarcado e denrarcado
          z&nía cnde o con*ole ó,a natur eza á muito pobre , mâs                                                    palavras, ã cultura permite
                                                                                        duzir n:elhor & diferença tentre                          tra-
          existe uma enorff:e sabedoria relativa aa equilíbrio en-                                                          nds r ü$ cutrcs e, assin:
                                                                                        faeenCo, resgatar & nüssa
          ffe os hrrnens e cs grupüs cujos interesses sãc diver-                                                     l:r:rnanidade Írü outro e a
                                                                                        outro efil nós ÌïÏesmos. hlun                             dc
           gentes, ü respeito pela vida que todas as sóciedades                                                           muncc cüÍno o nosso) tãa
                                                                                        pequeno  pela cürnunicaçãc em escala
          indígenss rÌcs apresentâm de modo tãc viv*, pois que                          parece *"t;*?                         ptranet ária' isso rí]e
          cs aninrais são seres incluídos na forma çáa e áir.,.rusão                                   in:porranre" Forque já não se rrara sü-
                                                                                        rnente de fabricar rnais
          de suã mcralidade e sistema polítícc, parece se cCIns-                                                   e **Í, uúo*óveis, co*forrne
                                                                                        pensdvârfics er* 79 1'ú,
            ..
           tituir nã* eÍn exernpla de ignorância e indigência ió-
                                    1{r^.                                                                        ftrâs desenvoÌver nüssâ capaci-
          gica, Íl1as em verdadeira lição, pois respeitar & vida                        jÍt-*o-:r:'*' :+i'iF
                                                                                       üs rnarginais e os oprin:íCcs. ü;i*;;;" Faïa üs pcbres,
          deve rertamente incluir t*da ú uid,a e nãa ãpenâs a                                                         E jpgg_Ëó
                                                                                       atitude aberm oârã ne s^.*-^;ÌÏll----.:--rl      Ë_Ar":.iïffj
          vida hunraÍlâ, F{oje estamos n:ais conscientes d; preÇo
          que pâgâmüs pela explor açãa desenfreada do munda
          nati-r.raL sem â. necess átta moraiicíade que nos iíga inevi-                      I{urn país ebrno o nosso, onde
          taveLmente às pÏ.antas, ã.os anirnais, aos ríos e âos rnâres*                quizantes d- classifi.ução-^.,rïr,rrui     as forrnas hierar-
                                                                                                                              serírpre forarn donrí-
                  Realn:ente, pela escala dessas sociedades tribais,              -t
                                                                                       na'ntes' onde â eÏite. sernpre
                                                                                  Í                                    esteve disposta a autofla-
           soülos unrâ sociedade de bârbaros, incapâzes de com-                   I
                                                                                  T    geÏar-se dizendo que' nós
                                                                                                                  nãa ten:os ïrïrrã curtura, nada
                                                                                  I
             126                                                                  $
                                                                                                                                                      127
                                                                            s'*
de
                       esse exercício ântÍopológico
mais saucável do quq                 esse diãer que náa                                                         i_-

                         negativa
descobrir que *fórÀura            - urn modo de ^g;Lr                                                       l




temos .n.rt.ii* é;^;-ïJellrnente' talvez substituído
curturar que deve ,*i
                      visto, p**udo e             e nãs               VIRGThtrDÂDE:        o TÂBU SOBREVIVE E,h{ 1984}
por  umâ f***l    Ã*u oo"iiânt* no nosso fuffro
                ^
nossâs PotenciaLidades'
              JarrcaldaErnbrate{,ed.içãoespecial,setembrodelqSl.
                                                   l




                                                                     QuA! o seglicio ca v!1grndâde? Á,tualmenre, uma ju-
                                                                     o:}tu-de confiante e volïaC e' par* ou valores' do indi-
                                                                    viduaJisgo ãiz que 'u "virgíniuJ*' ãa r#J;'ã            irâ*
                                                                    exage{ ada rçvela                   '.a
                                                                                       ?lgo profundo.       virginda{e não ' é
                                                                                                               *^
                                                                    rnais urn estado delejável', cu *irtéria      envolçf;t -;
                                                                    rnulheres numa .ondíçáo' *ins"i;;; ;rpé.ï- t;ï'"'1* ;;
                                                                    inviolabiiidade e pur *i^. EIa mosrrâ .r* cerro *ããE*
                                                                    que coffi tazão se desenvolver-r ccntra c uadi'ciorrair con-
                                                                    ffole das rnulheres pelos harnens *À toJ*rt *r- ,o.i*du,
                                                                    des e ern tqdos os i**pos.'ï{a frrnd* ,-;-f;*r. i*;;;-t-li                          r

                                                                                                                 jli                                   i.-r.          f    ;-
                                                                                                                                                                                     -,,tí-
                                                                                                                                                                                    iv"'



                                                                                                                                                                  ,Í_
                                                                                                                                                                                                   !
                                                                                                                                                        r/:s-                  "
                                                                                                                                                  JI



                                                                                                                                                                  t':l                         t
                                                                                                                                                                                           I
                                                                                                                                                                          ;'t:-í-S'-
                                                                                                                                                  '7-'
                                                                                                         ais*canrrolar_nanú"*u i        I                        ,{
                                                                                      *cinrs:&*çêFrr*gdqliojgg_i_çg,_Jel_sesrol;             /.,trJ_.:...
                                                                                                                                            Ji'
                                                                                                                                                                                               (       ,




                                                                   Inlntï Fçlo p1i_'t pelos irn:ãar *, ãsioãsi*;#;r-,:p*ro"ii
                                                                                                                                                                  1-J
                                                                                                                                                       ..".'_{

                                                                   propri* ccrpo I fuIas quï e âncer sçria Ësse l ÂntigarnenÊe
                                                                   â'gente ãtzia com o devido respeira que ,& virlindade
                                                                   erâ comü questão sociali pelo ftierrüs n* grÃi|,, era
                                                                   un3 casü- de pclícia. Ilava and*ia, provocav a,escãndalc,
                                                                   desanrâ e marginaïidade- Tal *o*ol,a ïeptã,.a:perdâ &,;
                                                                   virgi*dade pelos caminhos úão-institucíonaiiradaç candu.
                                                                   zj'a â uma posição social incurávell Ínârca- que se cârye-
                                                                   gava pesâdamente pelc rqsto á,a _vjda'. iF{ãje,; cqrn , .as
                                                                   grandes cidades e a circulaçãa a* mqÍl$ug*n*' j;, **"*e
                                                                   exterior, tudo issq parece for4 ,,ri* , mq-da,, . rï]4s _a$ iddiaE
                                                                   corn suas fo.tçu* :ainda. estão "cogopco,- ,{gzçndq_ pffiqsãa
                                                                   er$ asssos corações. Qp* idéiaq $ãc jeqças l, Obsçrvç:
                                                                                                                          -

Você tem cultura?

  • 1.
    )q fr*ffiürÉ-gtr Vxyfu*"es, (. Turner, Vi"ctor ãn African. socíetyr A rgST sçhísnn sncl. cçntín"uíty irc t:"ul*Jliï:ïï,Ji11age Lire' Manchaster: Man- , VOCE TE,M CULTURÁ? Ã -rf*$ Action lg!4 Dramas, Fieíds and IvLetaphçrs: Symbolíc in Hurnan society. Ithaca &. London: corneltr UniY' Press, t Vogel, Arno ïssz do Futeboí Rio dç -;i#ïffi1ï'::'ï;;.-'*x:: ourRü dia ouvi urna pessoa átzm que ,.Maria não tinha culturú" , era "Ígnoiante dos fatos básicos _ da ^ããpoi*, pc- Iítica, ecorionnia e liteïar.rru'1, ú;-;;r* rio rnuseu onde trabalho, conversava corn alunos uobrá ,, a. cultura dos índios Âpinayé de C.ttú;l que havia N"Eh ê-fi dado de 1'962 até 19f 6 q,rando p,rbliq.r*i um eles (um manào esru- 1ivro sobre Lï d:y_dfu), Rãfierindo sobre os doís usdsdb-"unre."rrresnnaffiü,decidiq"*eSSâerâa'fne- lhor forrna de discutir a idé'ia ou c conceito C.e cultara ta| coïno nós, ;gqËlJfueggfuM â. conceberncs. o*, rnelhor ainda, apresent*ffi noções sabre ã, cultura e o que ela quer dizer nãa eorno urna. simples pal,avru, rnas cürno uma cafegofiã íntelectual: ïãm cs$: ceito que pode nos ajudar ã entender rnelhar c qïre acontece ns rnund* er$ nossâ volta. Ret*mcn:cs *s exernpl*s rnenci*nadas porque eles cï}ceffârn ss dais sentidos rnais crlïuns áa prin:eirffiffis iuïuvru" Nc g_SgÊqlpo de sofisricação, baucuulta,l o. "@.".@4v;-Ì6Giià*;;;-; # i"*g3Çgf,no senridq resirÍïo lõ-'fêilmo" ër ïizet, quanda falanros que "Maffifi; rem C"ll** ra!",: que "Joãa é culto", estarnos ncs referindc fr. uríi o*ttoFt destas pessoas querendo indi- car côm *isso'sug_ capacidadg_ dç.-co*pr**Ãder ou orga- nqar certos dadcs n Sitüações. Culúa aqui é, *q,riïu- ' --_*-_-%"* J_.t;,7F S esrnü n tffi- @"_tglgleêqsral corno se *lübïfi&&* p*, na 121
  • 2.
    rcaitzar certas oFeraçõesmenrais e lógicas (que defi- dade" quando, de fata, se quer indicar que "Jaão tern nern de fato * int.ligãiri-j fosse algo a ser rnedido ou rnagnetisflaü", sendc urna pessoa "coÍn presençâ". Do pessoa leu' arbi*ado pelo núrrrÃo de livrcs que urna rnesms mcdo, dízer que "Jaãa nãa teffr personalidade" as língua*'q,r* pode fslar, Õr quadrcs e pintores que quer âpenas dizer que ele não é, ïrfiia pessoa atraente i- espécie de pro- ou inteligente. pode, de mãmóiiu, enurnerâr. Co{o uTâ ve desta FssCIciaçãc, ternos c velh,1 ditado inforrnando fe{a; no fundo, rodos remas personalidade, ern- ,lc,ritora não ti*z discernimento" . . . orl bora nern todas Fossârnos ser pessoas belas ou magne- ;b*;ã;; q"* t inteligência, .*rrforme estou discutindo aqui. Neste qq sen- tizadarâs corno urn artista de navela das oito lfiMesrno ------1 í -------e - Í -l- .frata '.I,.rãoiÇirar 4^h^ ? tido. cultï'râ é uma palavra usada :t--.-- claãsificar ' as urnâ pes$câ "senr personalidade" tem , pet*doxahnefite, - - . i: personalidade nâ -rnedida em que ocupâ ïrrn espaçc so- { pessoa- -4"d" í"u* g-e- ) í atma c.isc*minatória contr@o, -* ---- -- cial e físico e tem deseíos e ÍÌecessidades. Pocie ser umâ L'2 .s $au lltLL rações rfifl$ novas são inculiasT, etnia ('los pfetos nao pessoa sumaÊnente apagaãa, mas ser assim é precisa- r .. n ^- ;Ëil':útr*-;ï'; ;;c --- soci*d*'t*s inteiras' - quando "i mente o traÇCI inârcante de suâ persorralíâade, ,,o* se d.iz q,r* franceses são ."1:: e civilir-u.tj:^l No caso d* conceita de cuítura ocorre o mesrno) , t âos amerlcanCIs QuÊ são "ignorantes e grossel- ' ernbcra nern todos saibam disso. De {ato, quando um opcsiçãc ' ouvir-se referências à rosr,. Dü r*esrno modo é cornum antropóïogc social f ala em " caítur&" , ele usa a. palavra t-u di-ferentes hurnanid*d*, culos valores seguerft *adições corno ufti cúnceito-châve parc & senda socie- e descoúecidas, cs1ïrc & das ?ndios, ::*o seÍ en-"l:tiT um referente que n:ârcâ uma hierarquia de "civili vâ,- *, '.* dades qìrq*esrãc Ëj"- I4r4s_*t l-r*,il_- em "estágic ruí"tur *Ëia ffipsky{Lgty- .*.ff "<.,-- ColÏum, ocupa ComÜ Ção", rnas :bf4eï tryttrlffiunr - .#.den "p.gfm. qffiseE*#. Cútrurã-ej; ãm Â"tr"$iã[l-'S;J -$iupÈr: g-bc!ç-, rú, enquântï to'tï"::i ï*: : v.*5}çÀÉ v^&À *rvËvÃvei^% *" ãcerv* c j :-:5:::::1-F: -:.-]""I--{.a-l':Ïj -} I rancei- vrrnos uËl-l ímp*rtante lugar nü nossÜ .' "s-sejda ,t ^ cial e Scciologia, Effi mâpa, uffi receituário, uffi cóCig{ i :,::^'ï:;:-ï- r";n ru41- ficando l*do a ladc áe ou*as' cl&q"-JJg atravds Cc qual as pe$soas de um dâdo-ffio p*nru*j rne len:- .".riaiana É tambén: -mH*g*s*f-#Luaü' E'st-ou t f . a classifícan:, estudarn e modificaraa-ïnËgd; e n. si mesj 'r, ï*- **:--- #* -Ëiüi* i*j fjiiiâriLl"t*, _ . ...-l_*. brandü--õa pilarrr^*a , " Pertüo1ião* "-*q**** L-1{& rÉaiç& Y .,. r'' -:^ :: ''- - -- .I 1 f *gl E justamente p*iq re ç*m ü, palavra " c'iítuf ü" , pÊneffâ s fio-s:o vocâhuta- p*rtantes d*ste códig* {a cuí,twra} qïre urn c*njunto dd -,-ng9j- irrCivíduos corfi interesses e capacidades' distintas c até, ric CÜm OUrU btr!À LiLILIü L'''Àu dif*r*nciados' S. fl$ cüÊ' doís sendács bem L-èÀ! --ê-:'r*- de 1gâçÜs nnesïl:* üpüstas transforÍï-rarn-se nïlrn grupo e podem Fg*qlggg,*WItryüdsd.ç--Á&se--o- conjunta qllç Eïre caracteriean: toccs os sere$ human*s " É aqui"Ï'o $v-er iunlos sqneind*-s* parte de urnâ rnesmâ totali- , csÍnü ui''â llessoâ Cade" H*Cg*, assim, desenvalver reí*ções enre si por-ïi í,í d*grrt *tí2,* todos. e cada ur$ de nós e emcções pâf- que â çw{,tura thes fornecelr normas que diz'ãm respei to!! tÜ d.iferentel com interesses t capâcidades aos modos rnais (on rnenos) apropriados de cornpürm-f i dculares'Masnâvidaãv'i*,de{sonotidaã,eé,usada nrento diante de certas siiuações, Fcï üïrttro lada, a cuí- corïrs urn; i#ffil *'petrsonalidaden" "** umã tura não d ï.rffr códi$* que se escolhe sin:plesmente. E pessoâ. Á.ssim, certas pes$*as teriarn *Jcão tem pefsonali- aïgc que está denffo e fora Ce cada urfi de nós r cornü or:.*as nãoi E coffIutï1 dizer qÏ]e 123 1)j
  • 3.
    ïÉ"r'& ( ,d , t[u q %n, criatividade e poder. I)aí faiarrnos gue Fulano é rnais culto que Sicranc e distinguirrnos forrnas de "culturâ" supostamente mais âvânçadas ou preferidas que outras. Falarnos entãa ern " ahta cultura" e "baíxa cultutra" ou "cuLtura popular", preferinda naturaknente as formas sofisticadas que se ccnfundenr cCIm a própria idéia * cuÏ.tura. Assim , teríarnos a culfura e ras pâftlc âdletlva {pop*lar, indígen e classebai4aetc.}corfr*o%frlrnaffindárias,inccnrpÏ.etas e ïiifefiores de vida,social. Mas n verdade ê que todas âs fcrrnas culturais üu todas as " subculturas " de uma i sociqdade são q-qgl g@ ryFte*fq -qys -rãc psãe s;; ;;soiudo .rry I p1*tq4ggg1g_psr---11mê-qggra-----_sltkult:rra' r. Quer d,izer, ,exmã &r{fï|.5_dç_Sr,iltry!_.que são equivalentes â dife- '''í/ ,/i lrentes mad*s de sentir, celebrâr: pensar e atuar sobre jo munda e esses gêneros podenr estar associados L cer- ltas segrnentos sociais " ü prcblema é que sempre que nos âproximamos de aiguma forma de cümportaments e de pFnÌqrye ndemos â classificâr & di- ferenç o que é, ulnâ forma de excluí- Ia" Um outra modo de perceber e enfrentar L diferençâ cultural é tonrar ã, diferençâ como um desvio, deixanda de buscar seu papeï nurnâ totalidade. Desta forma, po- dernos ver o carnaval corno atrga desviante de ufira festa religiasâ, seln nos darrnos conta Ce qïre as festas reli- giosas e o carnavaL guardam uma profunda relação de ri i rl tl 1l 124 ti it í25 ll ÍÍ il tl
  • 4.
    /' Âpresentada assim , a cultura parece ser um bom preender o significado profundo dos eïas que nos instrurnento para cornpreender âs dí*rsL1çê$-,-eÍ$IE oq garn corn todo o rnundo Ìi- em escala global. Fois é assirn hqmens-e-as*soEiçdgdes. Elas não seriam dadas, C* ulna que pensarn os índios vez poÍ todas , att'àvés de urn rneio geográfico ou de e por lssa ,ú, histórias ;ao voadas de aninrais que po- utïlâ raça, como di:zi.arn os estudiosüs da passado, mas fulurn e hoÀ*n, que se ÉraRs- forrnarn ern anirnais. concsco, em .--'-- são âs nráquinas que ta- ...--.'<Ê ou reraçoes que diferentes confisuracõ uIâçoes relações eue_Iêdg*!9- fnarn esse . Iugar. . ,ffiil*hirtót 4--*-%*-L,r*J-^ . .ciedade-estahelecs -gq_ &.qf{çt lg_rgl F_q!Éçi". Mas d Ü conceito de cultura, ou a cultura importante acentuar que a bae_ç*ég-Ugq-=- ç a n{lgFlaçg -. 1_9.t9 ç_gg,u4q- - çç"Ji 91- então, perrnite urna persFectiva conío ccrcceito,r ç_ _sgglpIe *_gg_lgpertório comum de potencial,idades. >-1 I n:ais conscienfe de nós -r..i"J-d* I I - rnesrnos' Precisâïnente ï i Certas I Eã;;1";*ãC âIgïrmã- dessâs pote; pàtqu. díz n*- nãa há 1ii# t ,l l/' ti seriÌ cuÌtura e perrnite ' Í t'. cialidades n:ais e nrelhor do que outras, rfias isso não cornpârâr ..rlturu, e configura- j : 'I ções culturais corno entidades in significa que sejan: raais perverddas ou mais adianta- 'belecer ú"-1j hierarquias ern que Ínevitavelrnenre ffinj;' a- esra- | ; das, O que ísso pârece inc{icar é., antes de rnais naáa, -.ïr'rtitlï L sociedaces superisres , o encrrne potenciai que caáa culrura encerra cornü eie- e ir:.feriores. lríesrno diante mas culftfair apârent.*-r,i- de for- I mento plástico, cãpãtz de receber âs vafiações e moti- iriu*or.ãir, cruéis ou p*r_ i vertidâs, existe o ho,rrrern vações das seus rnembros, benr corno os desafios ex- e *rrr*ndãr-;__ ,in; ;ïj seja$araevitá-]as,CorfiofazernosCorí}Ücrime ternos. b{cssc sisteina caminhou na Cireção de um po- urnâ tut',f.a inevitável que derosa contrcle sobre â. natuteza, rnas isso é apenas raz parre da condição dc ser hurnano e viver nurn univerbo um traça enlre n:uitos outros . T1â sociedades fie Ama- peÏa culÉura' Em ou*as rcarcado e denrarcado z&nía cnde o con*ole ó,a natur eza á muito pobre , mâs palavras, ã cultura permite duzir n:elhor & diferença tentre tra- existe uma enorff:e sabedoria relativa aa equilíbrio en- nds r ü$ cutrcs e, assin: faeenCo, resgatar & nüssa ffe os hrrnens e cs grupüs cujos interesses sãc diver- l:r:rnanidade Írü outro e a outro efil nós ÌïÏesmos. hlun dc gentes, ü respeito pela vida que todas as sóciedades muncc cüÍno o nosso) tãa pequeno pela cürnunicaçãc em escala indígenss rÌcs apresentâm de modo tãc viv*, pois que parece *"t;*? ptranet ária' isso rí]e cs aninrais são seres incluídos na forma çáa e áir.,.rusão in:porranre" Forque já não se rrara sü- rnente de fabricar rnais de suã mcralidade e sistema polítícc, parece se cCIns- e **Í, uúo*óveis, co*forrne pensdvârfics er* 79 1'ú, .. tituir nã* eÍn exernpla de ignorância e indigência ió- 1{r^. ftrâs desenvoÌver nüssâ capaci- gica, Íl1as em verdadeira lição, pois respeitar & vida jÍt-*o-:r:'*' :+i'iF üs rnarginais e os oprin:íCcs. ü;i*;;;" Faïa üs pcbres, deve rertamente incluir t*da ú uid,a e nãa ãpenâs a E jpgg_Ëó atitude aberm oârã ne s^.*-^;ÌÏll----.:--rl Ë_Ar":.iïffj vida hunraÍlâ, F{oje estamos n:ais conscientes d; preÇo que pâgâmüs pela explor açãa desenfreada do munda nati-r.raL sem â. necess átta moraiicíade que nos iíga inevi- I{urn país ebrno o nosso, onde taveLmente às pÏ.antas, ã.os anirnais, aos ríos e âos rnâres* quizantes d- classifi.ução-^.,rïr,rrui as forrnas hierar- serírpre forarn donrí- Realn:ente, pela escala dessas sociedades tribais, -t na'ntes' onde â eÏite. sernpre Í esteve disposta a autofla- soülos unrâ sociedade de bârbaros, incapâzes de com- I T geÏar-se dizendo que' nós nãa ten:os ïrïrrã curtura, nada I 126 $ 127 s'*
  • 5.
    de esse exercício ântÍopológico mais saucável do quq esse diãer que náa i_- negativa descobrir que *fórÀura - urn modo de ^g;Lr l temos .n.rt.ii* é;^;-ïJellrnente' talvez substituído curturar que deve ,*i visto, p**udo e e nãs VIRGThtrDÂDE: o TÂBU SOBREVIVE E,h{ 1984} por umâ f***l Ã*u oo"iiânt* no nosso fuffro ^ nossâs PotenciaLidades' JarrcaldaErnbrate{,ed.içãoespecial,setembrodelqSl. l QuA! o seglicio ca v!1grndâde? Á,tualmenre, uma ju- o:}tu-de confiante e volïaC e' par* ou valores' do indi- viduaJisgo ãiz que 'u "virgíniuJ*' ãa r#J;'ã irâ* exage{ ada rçvela '.a ?lgo profundo. virginda{e não ' é *^ rnais urn estado delejável', cu *irtéria envolçf;t -; rnulheres numa .ondíçáo' *ins"i;;; ;rpé.ï- t;ï'"'1* ;; inviolabiiidade e pur *i^. EIa mosrrâ .r* cerro *ããE* que coffi tazão se desenvolver-r ccntra c uadi'ciorrair con- ffole das rnulheres pelos harnens *À toJ*rt *r- ,o.i*du, des e ern tqdos os i**pos.'ï{a frrnd* ,-;-f;*r. i*;;;-t-li r jli i.-r. f ;- -,,tí- iv"' ,Í_ ! r/:s- " JI t':l t I ;'t:-í-S'- '7-' ais*canrrolar_nanú"*u i I ,{ *cinrs:&*çêFrr*gdqliojgg_i_çg,_Jel_sesrol; /.,trJ_.:... Ji' ( , Inlntï Fçlo p1i_'t pelos irn:ãar *, ãsioãsi*;#;r-,:p*ro"ii 1-J ..".'_{ propri* ccrpo I fuIas quï e âncer sçria Ësse l ÂntigarnenÊe â'gente ãtzia com o devido respeira que ,& virlindade erâ comü questão sociali pelo ftierrüs n* grÃi|,, era un3 casü- de pclícia. Ilava and*ia, provocav a,escãndalc, desanrâ e marginaïidade- Tal *o*ol,a ïeptã,.a:perdâ &,; virgi*dade pelos caminhos úão-institucíonaiiradaç candu. zj'a â uma posição social incurávell Ínârca- que se cârye- gava pesâdamente pelc rqsto á,a _vjda'. iF{ãje,; cqrn , .as grandes cidades e a circulaçãa a* mqÍl$ug*n*' j;, **"*e exterior, tudo issq parece for4 ,,ri* , mq-da,, . rï]4s _a$ iddiaE corn suas fo.tçu* :ainda. estão "cogopco,- ,{gzçndq_ pffiqsãa er$ asssos corações. Qp* idéiaq $ãc jeqças l, Obsçrvç: -