VIDA – ETERNO CICLO DE COMEÇOS E RECOMEÇOS.
Lendo o livro “Hoje eu Vi”, de Delia Stunberg Guzman, grande filósofa e
escritora argentina, cheguei à conclusão do quanto ainda, estamos
distanciados de nós mesmos; da beleza singela e significativa da natureza, da
qual somos todos os dias brindados.
Um pequeno trecho do livro:
“Hoje eu vi cair uma folha! Com a mesma ingenuidade inconsciente, tendemos
a desvalorizar o outono, a velhice, tudo o que acaba e perde o brilho para os
sentidos, sem pensar que o que desaparece para nossos olhos pode,
recuperar a vida para outros olhos, outros mundos ou formas de existência...
Contudo nem as almas morrem, nem o ano deixa de renovar-se em próximas
primaveras e quentes verões”.
Refletindo sobre o que li, acredito que possamos comparar a chegada da
velhice, tal qual uma folha caída que, após ter cumprido o ciclo das estações,
chega no outono como uma rosa despetalada, sem brilho e sem vigor, porém,
sempre pronta para recomeçar seu processo de florescimento, ressurgindo na
próxima primavera.
Mesmo diante de nossos olhos, quando acreditamos que tudo morre, a
sabedoria da natureza nos mostra que a morte, tanto no mundo vegetal quanto,
no mundo material com relação aos homens, nunca morre, apenas muda de
roupagem, como as plantas e os vegetais mudam de estação.
O verdadeiro sentido do tempo é dado pela mãe natureza, diante de nosso
olhar atônito, observando o nascer e o pôr do sol, alternando com a lua, a luz e
a sombra.
Todos nós, independentemente, de humanos ou vegetais, estamos aqui de
passagem, cumprindo nosso ritual sagrado diante da dualidade da vida que,
permeia todas as coisas e criaturas: da morte e da vida, do novo e do velho,
do nascer e do renascer...
Tudo está sempre se renovando: o frio chega, a chuva vem, as flores nascem,
as folhas caem, a noite chega ao findar do dia, os primeiros raios de sol
surgem para iluminar tudo, trazendo-nos a certeza de eternos recomeços, para
que possamos, novamente experimentar o sopro da vida que, abunda em
todas as coisas e criaturas, com imenso sentimento de gratidão.

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    VIDA – ETERNOCICLO DE COMEÇOS E RECOMEÇOS. Lendo o livro “Hoje eu Vi”, de Delia Stunberg Guzman, grande filósofa e escritora argentina, cheguei à conclusão do quanto ainda, estamos distanciados de nós mesmos; da beleza singela e significativa da natureza, da qual somos todos os dias brindados. Um pequeno trecho do livro: “Hoje eu vi cair uma folha! Com a mesma ingenuidade inconsciente, tendemos a desvalorizar o outono, a velhice, tudo o que acaba e perde o brilho para os sentidos, sem pensar que o que desaparece para nossos olhos pode, recuperar a vida para outros olhos, outros mundos ou formas de existência... Contudo nem as almas morrem, nem o ano deixa de renovar-se em próximas primaveras e quentes verões”. Refletindo sobre o que li, acredito que possamos comparar a chegada da velhice, tal qual uma folha caída que, após ter cumprido o ciclo das estações, chega no outono como uma rosa despetalada, sem brilho e sem vigor, porém, sempre pronta para recomeçar seu processo de florescimento, ressurgindo na próxima primavera. Mesmo diante de nossos olhos, quando acreditamos que tudo morre, a sabedoria da natureza nos mostra que a morte, tanto no mundo vegetal quanto, no mundo material com relação aos homens, nunca morre, apenas muda de roupagem, como as plantas e os vegetais mudam de estação. O verdadeiro sentido do tempo é dado pela mãe natureza, diante de nosso olhar atônito, observando o nascer e o pôr do sol, alternando com a lua, a luz e a sombra. Todos nós, independentemente, de humanos ou vegetais, estamos aqui de passagem, cumprindo nosso ritual sagrado diante da dualidade da vida que, permeia todas as coisas e criaturas: da morte e da vida, do novo e do velho, do nascer e do renascer... Tudo está sempre se renovando: o frio chega, a chuva vem, as flores nascem, as folhas caem, a noite chega ao findar do dia, os primeiros raios de sol surgem para iluminar tudo, trazendo-nos a certeza de eternos recomeços, para que possamos, novamente experimentar o sopro da vida que, abunda em todas as coisas e criaturas, com imenso sentimento de gratidão.