Tributo
Ó Fernando
És 1.ª, 2.ª, 3.ª
Pessoa
Singular
No plural
És tantos
E tão sós
Que fazem uma multidão
Na solidão
És personagens
Geniais
Por pastagens e paisagens
Urbanas, rurais
Chãs, com Mensagens
Mas sempre desiguais
Caia
Chuva Oblíqua
Faça
Sol que seca
És da Ítaca
Ou de Meca?
Vais de Lisboa
Para Durban
E para a Escócia e
Revisitas Lisbon
És daqui
Vais p’ra acolá
Ou de sonho
Ou de navio
Ou de
Combóio Descendente
Trofa-a-fafe ú-ú
Umas vezes confiante
Outras vezes decadente
Como a lua nos seus quartos
Minguante e crescente
Cambiante,
Intermitente,
Num eterno
Desassossego
A tua mente
É um segredo.
Sei que é desajeitado
E pequeno este tributo
Para o teu grande legado.
Ao menos não deixas luto
És vida em movimento
Nas mentes das gentes
De todo e qualquer
Momento
Será a hora ?
(Ana Margarida Botelho da Silva,
30/11/2006)

Tributo

  • 1.
    Tributo Ó Fernando És 1.ª,2.ª, 3.ª Pessoa Singular No plural És tantos E tão sós Que fazem uma multidão Na solidão És personagens Geniais Por pastagens e paisagens Urbanas, rurais Chãs, com Mensagens Mas sempre desiguais Caia Chuva Oblíqua Faça Sol que seca És da Ítaca Ou de Meca? Vais de Lisboa Para Durban E para a Escócia e Revisitas Lisbon És daqui Vais p’ra acolá Ou de sonho Ou de navio Ou de Combóio Descendente Trofa-a-fafe ú-ú Umas vezes confiante Outras vezes decadente Como a lua nos seus quartos Minguante e crescente Cambiante, Intermitente, Num eterno Desassossego A tua mente É um segredo. Sei que é desajeitado E pequeno este tributo Para o teu grande legado. Ao menos não deixas luto És vida em movimento Nas mentes das gentes De todo e qualquer Momento Será a hora ? (Ana Margarida Botelho da Silva, 30/11/2006)