O poema reflete sobre como o prazer momentâneo não pode amenizar o sofrimento da vida e como a vida se esvai rapidamente, como Tântalo vendo a água fugir. A autora canta sobre a vontade de viver, mas vê a vida como efêmera e sem significado.
Humano deus domonte fulgurante,Humano deus do monte fulgurante,
a frívola volúpia de um momentoa frívola volúpia de um momento
que goza nossa carne deliranteque goza nossa carne delirante
não pode amenizar o sofrimento!não pode amenizar o sofrimento!
3.
O corpo écomo o Tântalo clamante
em meio do vital florescimento
que vê, desesperado, a cada instante,
fugir-lhe a vida ao coração sedento.
4.
“Os versos cordo vinho e dos sangues”
cantam teus lábios sensuais e langues,
ansiosos da vontade de viver.
5.
Ó Dionísio! Avida é como as urnas
efêmeras, vazias, taciturnas,
taça sem vinho que não dá prazer.