Rede Ecológica no III Encontro Nacional de Agroecologia
16 a 19 de maio de 2014
Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Juazeiro – Bahia
Organização:
Articulação Nacional de Agroecologia
Cestante amigo,
Eu quero lhe falar
As maravilhas que fomos buscar
Lá nas margens do Velho Chico
No grande encontro de família
Que é a Agroecologia.
Roda de conversa da delegação do Rio de Janeiro
A festança começou no dia 16, uma quinta
Foram cores e etnias,
Cantoria e dança
Sabores e saberes
E, quando o povo se junta, é sempre a luta quem pinta.
E a pintura das lutas iniciou suas funções
na ecologia dos saberes das quinze instalações.
A Rede Ecológica estava lá
construindo o novo
Lá estavam nossos agricultores da cidade
Também nossxs cestantes.
Estavam lá vários produtores
Que moram mais distantes
Lá estava o Cézaro – suco e vinho.
O Itajubá da farinha
A Ecovida certificadora que tantas vezes nos nutriu.
Jorge Cardia diretor da Agrovargem e nosso fornecedor de banana. Annelise, cestante do Núcleo Freguesia.
A cestante Bernardete Montesano na condução do Seminário Agricultura Urbana, que criou um coletivo que
tratará da questão nacionalmente. Esse seminário também criou uma carta política específica sobre o tema.
Por sorteio fiquei na tenda 12
Fui chegando no território representado pela instalação da Zona da
Mata Mineira.
E o território me foi entrando pelos sentidos
Pela visão, audição
Pela emoção...
Mas também pela cantoria. Ouça, apenas 2 minutos:
https://www.youtube.com/watch?v=j93s_Y1uAps&feature=youtu.be
Instalação pedagógica da Zona da Mata Mineira, a
terra do feijão Coofeliz.
As imagens foram falando coisas
A cantoria e a religiosidade foram aquecendo a alma
Transmitindo fé na vida e força na luta.
Objetos aleatórios portavam informação.
Sim as coisas anunciavam e denunciavam...
Algo me diz então:
Pera aí!!!
É daí que vem nossos feijão!!!
Levamos um punhado desse feijão para compor a
instalação pedagógica do Rio.
E um punhado desse grão
Alimento-semente foi devolvido ao chão!
Se o grão, semente é, porque não devolvê-lo ao chão
como mostra de gratidão!
Então, eu, você, nós, a Rede Ecológica enfim...
Devolvemos à Zona da Mata Mineira um gesto, um
símbolo, do futuro sustentável que desejamos semear.
Momento de grande emoção...
Nosso feijão:
Coube a essa menina,
Marina, é seu nome
Uma jovem dançarina e integrante da delegação
mineira, recolher nosso feijão.
E o coletivo composto por todas as regiões nos
devolve o gesto, nos responde a dádiva. Trazemos
para a Rede um punhado de mate, produzido no sul,
por mãos que também cuidam da terra.
Simbólico na quantidade, mas sementes crescem...
O mate presenteado:
Outro momento de fala
Pela representação concedida
Aconteceu no Seminário com ênfase na Construção
Social dos Mercados.
Também conduzido por uma nova cestante,
A Lígia Bensadon
A cestante Lígia Bensadon, à direita..
Ao pedir a palavra qual não foi nossa surpresa:
Uma conspiração do universo trouxe Noel...
Logo antes de minha fala, esse antigo cestante da
Rede Ecológica deu um depoimento emocionado:
Ao participar do núcleo, um sentimento forte cresceu
dentro do rapaz. Voltou então para Belém do Pará e
a terra passou a tratar. Falou tão bem da Rede, que
pouco me deixou acrescentar.
Noel Bastos, ex-cestante da Rede Ecológica, atualmente em um assentamento de
Belém (PA). É integrante do LAPO – Lote Agroecológico de Produção
Orgânica onde quer desenvolver projeto semelhante de compras coletivas.
Plenária do Seminário Construção Social de Mercados.
Seminário Vigilância Sanitária, com Bibi Cintrão e outras
pessoas.
Produzimos esse banner para o III
ENA, como compromisso de
comunicação externa. Precisamos de
teu engajamento para fazer do
consumo responsável mais uma
estratégia de construção de novidades
na promoção de um Brasil
Agroecológico. Participe!
E, com essa mística ao lado do Velho Chico, terminou o #IIIENA. Nós, porém,
Temos muito a acrescentar. Em breve voltaremos a falar.
Muito obrigada,
Silvia Baptista
s2baptista@gmail.com

Rede Ecológica no III Ena

  • 1.
    Rede Ecológica noIII Encontro Nacional de Agroecologia 16 a 19 de maio de 2014 Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) Juazeiro – Bahia Organização: Articulação Nacional de Agroecologia
  • 2.
    Cestante amigo, Eu querolhe falar As maravilhas que fomos buscar Lá nas margens do Velho Chico No grande encontro de família Que é a Agroecologia.
  • 3.
    Roda de conversada delegação do Rio de Janeiro
  • 4.
    A festança começouno dia 16, uma quinta Foram cores e etnias, Cantoria e dança Sabores e saberes E, quando o povo se junta, é sempre a luta quem pinta. E a pintura das lutas iniciou suas funções na ecologia dos saberes das quinze instalações.
  • 5.
    A Rede Ecológicaestava lá construindo o novo Lá estavam nossos agricultores da cidade Também nossxs cestantes. Estavam lá vários produtores Que moram mais distantes Lá estava o Cézaro – suco e vinho. O Itajubá da farinha A Ecovida certificadora que tantas vezes nos nutriu.
  • 6.
    Jorge Cardia diretorda Agrovargem e nosso fornecedor de banana. Annelise, cestante do Núcleo Freguesia.
  • 7.
    A cestante BernardeteMontesano na condução do Seminário Agricultura Urbana, que criou um coletivo que tratará da questão nacionalmente. Esse seminário também criou uma carta política específica sobre o tema.
  • 8.
    Por sorteio fiqueina tenda 12 Fui chegando no território representado pela instalação da Zona da Mata Mineira. E o território me foi entrando pelos sentidos Pela visão, audição Pela emoção... Mas também pela cantoria. Ouça, apenas 2 minutos: https://www.youtube.com/watch?v=j93s_Y1uAps&feature=youtu.be
  • 9.
    Instalação pedagógica daZona da Mata Mineira, a terra do feijão Coofeliz.
  • 10.
    As imagens foramfalando coisas A cantoria e a religiosidade foram aquecendo a alma Transmitindo fé na vida e força na luta. Objetos aleatórios portavam informação. Sim as coisas anunciavam e denunciavam... Algo me diz então: Pera aí!!! É daí que vem nossos feijão!!!
  • 11.
    Levamos um punhadodesse feijão para compor a instalação pedagógica do Rio.
  • 12.
    E um punhadodesse grão Alimento-semente foi devolvido ao chão! Se o grão, semente é, porque não devolvê-lo ao chão como mostra de gratidão! Então, eu, você, nós, a Rede Ecológica enfim... Devolvemos à Zona da Mata Mineira um gesto, um símbolo, do futuro sustentável que desejamos semear. Momento de grande emoção...
  • 13.
  • 14.
    Coube a essamenina, Marina, é seu nome Uma jovem dançarina e integrante da delegação mineira, recolher nosso feijão. E o coletivo composto por todas as regiões nos devolve o gesto, nos responde a dádiva. Trazemos para a Rede um punhado de mate, produzido no sul, por mãos que também cuidam da terra. Simbólico na quantidade, mas sementes crescem...
  • 15.
  • 16.
    Outro momento defala Pela representação concedida Aconteceu no Seminário com ênfase na Construção Social dos Mercados. Também conduzido por uma nova cestante, A Lígia Bensadon
  • 17.
    A cestante LígiaBensadon, à direita..
  • 18.
    Ao pedir apalavra qual não foi nossa surpresa: Uma conspiração do universo trouxe Noel... Logo antes de minha fala, esse antigo cestante da Rede Ecológica deu um depoimento emocionado: Ao participar do núcleo, um sentimento forte cresceu dentro do rapaz. Voltou então para Belém do Pará e a terra passou a tratar. Falou tão bem da Rede, que pouco me deixou acrescentar.
  • 19.
    Noel Bastos, ex-cestanteda Rede Ecológica, atualmente em um assentamento de Belém (PA). É integrante do LAPO – Lote Agroecológico de Produção Orgânica onde quer desenvolver projeto semelhante de compras coletivas.
  • 20.
    Plenária do SeminárioConstrução Social de Mercados.
  • 21.
    Seminário Vigilância Sanitária,com Bibi Cintrão e outras pessoas.
  • 22.
    Produzimos esse bannerpara o III ENA, como compromisso de comunicação externa. Precisamos de teu engajamento para fazer do consumo responsável mais uma estratégia de construção de novidades na promoção de um Brasil Agroecológico. Participe!
  • 23.
    E, com essamística ao lado do Velho Chico, terminou o #IIIENA. Nós, porém, Temos muito a acrescentar. Em breve voltaremos a falar.
  • 24.