Radar Saúde

Congresso

Boletim informativo do
Ministério da Saúde
destinado aos parlamentares

Número de doadores de órgãos
dobra em 10 anos no brasil
Campanha nacional de 2013, que pretende sensibilizar e estimular a população
brasileira a doar órgãos, foi lançada oficialmente pelo Ministério da Saúde
O número de doadores de órgãos dobrou nos últimos dez anos. Dados do Ministério da Saúde
revelam que atualmente existem 13,5 doadores para cada milhão de pessoas, contra os 6,5
registrados em 2003. Entre os fatores que influenciaram nesse avanço estão ações do MS
como o lançamento anual de novas campanhas, parceria inédita com o Facebook e criação
de incentivos financeiros para ampliar os serviços habilitados. Este ano, as peças publicitárias
apresentam o tema “Não deixe a vida se apagar. Seja doador de órgãos. Fale com sua família”.
O Brasil é referência mundial no campo dos transplantes. Atualmente, 95% das cirurgias são
realizadas pela rede pública de saúde. Quase 60% de todos os procedimentos realizados pelo
SUS são de córnea. A boa notícia é que em Pernambuco, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul
e Distrito Federal a fila de espera por este transplante é nula. Juntos, estes locais realizaram
3.967 cirurgias no primeiro semestre deste ano, o equivalente a 58% das cirurgias deste tipo
realizadas no país (6.781, no total).
Também foi registrado aumento no número de transplantes de órgãos sólidos (pulmão,
coração, pâncreas, rim e fígado). No primeiro semestre de 2013, o Sistema Nacional de
Transplantes registrou 3.842 cirurgias realizadas, o que representa aumento de 3,8% em
relação ao mesmo período de 2012 (3.703). Os transplantes de medula óssea também cresceram
13% se comparados com os do último ano. Foram 974 no primeiro semestre de 2013 contra 862
no mesmo período de 2012.

Ano 3 | nº 153
Outubro 2013

95%

dos transplantes no Brasil
são realizados no SUS

4 estados

(SP, PE, PR e RS), além
do DF, acabaram com
fila de espera por
transplante de córnea

60%

dos transplantes
realizados pelo SUS
são de córnea
Estrutura no Sistema Único de Saúde
27 Centrais de notificação,

captação e distribuição de órgãos

11 câmaras técnicas nacionais
748 serviços distribuídos em 467 centros
1.047 equipes de transplantes
71 Organizações de Procura por Órgãos (OPOs)
em 17estados – em 2010 eram 12 OPOs

Em 2012, o Ministério da Saúde implantou
novas regras para ampliar o número
de transplantes:
Hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes
ganham incentivo de até 60%
Hospitais que fazem três tipos de transplantes
têm 50% a mais
E nos locais onde são feitos um ou dois tipos de transplantes
é pago 30% e 40% acima do valor, respectivamente

Por meio da Portaria que institui o Plano Nacional de Apoio às Centrais de Transplante, o MS destinará entre R$ 100 mil e R$ 200 mil
para estruturação, funcionamento e qualificação das 27 centrais, além de recursos para custeio.
O MS disponibiliza ainda R$ 50 milhões para a realização de exames. O objetivo é ampliar as possibilidades de identificação de
doadores geneticamente compatíveis no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea.

Número de doadores de órgãos dobra em 10 anos no Brasil!

  • 1.
    Radar Saúde Congresso Boletim informativodo Ministério da Saúde destinado aos parlamentares Número de doadores de órgãos dobra em 10 anos no brasil Campanha nacional de 2013, que pretende sensibilizar e estimular a população brasileira a doar órgãos, foi lançada oficialmente pelo Ministério da Saúde O número de doadores de órgãos dobrou nos últimos dez anos. Dados do Ministério da Saúde revelam que atualmente existem 13,5 doadores para cada milhão de pessoas, contra os 6,5 registrados em 2003. Entre os fatores que influenciaram nesse avanço estão ações do MS como o lançamento anual de novas campanhas, parceria inédita com o Facebook e criação de incentivos financeiros para ampliar os serviços habilitados. Este ano, as peças publicitárias apresentam o tema “Não deixe a vida se apagar. Seja doador de órgãos. Fale com sua família”. O Brasil é referência mundial no campo dos transplantes. Atualmente, 95% das cirurgias são realizadas pela rede pública de saúde. Quase 60% de todos os procedimentos realizados pelo SUS são de córnea. A boa notícia é que em Pernambuco, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal a fila de espera por este transplante é nula. Juntos, estes locais realizaram 3.967 cirurgias no primeiro semestre deste ano, o equivalente a 58% das cirurgias deste tipo realizadas no país (6.781, no total). Também foi registrado aumento no número de transplantes de órgãos sólidos (pulmão, coração, pâncreas, rim e fígado). No primeiro semestre de 2013, o Sistema Nacional de Transplantes registrou 3.842 cirurgias realizadas, o que representa aumento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2012 (3.703). Os transplantes de medula óssea também cresceram 13% se comparados com os do último ano. Foram 974 no primeiro semestre de 2013 contra 862 no mesmo período de 2012. Ano 3 | nº 153 Outubro 2013 95% dos transplantes no Brasil são realizados no SUS 4 estados (SP, PE, PR e RS), além do DF, acabaram com fila de espera por transplante de córnea 60% dos transplantes realizados pelo SUS são de córnea
  • 2.
    Estrutura no SistemaÚnico de Saúde 27 Centrais de notificação, captação e distribuição de órgãos 11 câmaras técnicas nacionais 748 serviços distribuídos em 467 centros 1.047 equipes de transplantes 71 Organizações de Procura por Órgãos (OPOs) em 17estados – em 2010 eram 12 OPOs Em 2012, o Ministério da Saúde implantou novas regras para ampliar o número de transplantes: Hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes ganham incentivo de até 60% Hospitais que fazem três tipos de transplantes têm 50% a mais E nos locais onde são feitos um ou dois tipos de transplantes é pago 30% e 40% acima do valor, respectivamente Por meio da Portaria que institui o Plano Nacional de Apoio às Centrais de Transplante, o MS destinará entre R$ 100 mil e R$ 200 mil para estruturação, funcionamento e qualificação das 27 centrais, além de recursos para custeio. O MS disponibiliza ainda R$ 50 milhões para a realização de exames. O objetivo é ampliar as possibilidades de identificação de doadores geneticamente compatíveis no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea.