Puro Prazer



Ver você, Prince, é me tornar um lince,

Sedento na espreita, no olhar cauteloso, com zelo faminto.

Ouvir suas manhas é esperar a manhã sem ter tempo para o amanhã.

Cais de onde partem..., cais que me espera, e eu sei que com ninguém a minha espera,

Nem mesmo uma fera, um lince e menos ainda sendo um lince, mas estarei ouvindo Prince.



Fartem-se de escocês, fartem-se de português, sabe ler mas não soube ver.

E coube apenas o que soube estar sem sala de estar, e entrou em sala de juiz com uma bata

E o outro de gravata, e a menina a escrever, e a outra a ler, e eu a perder, e perder de vista e
me perder na vista, sem visto.



Matem-me antes que me atem, atem antes que me matem.

Quero meu self, quero outro self, mas não quero mais ouvir certos selfs tão certos, tão pertos.

Espreitam do alto o lince e o Prince e depois se servem, quero lince, quero Prince, quero self,
num self-service, viche...



Quero você flor ao meu lado, e sem fadas que não as das crianças, só delas.

Quero você ternura, textura branda,

Quero você, e quero uma jura,

Seria de amor? Não sei.



Falhei e posso enumerar minhas faltas em um manual. Uma apostila para o exame de auto-
escola, mas não cola, pois cada sinal é fatal neste trânsito onde parar e estacionar são
diversos, sem perdão para uma confusão.



Hoje só quero a fusão, mas não sei esta reação se não puder organizar minha mente, se não
souber qual foi a história, e não preciso temor, eu pago meus delitos, aflitos.
E estes delitos me tomaram, me tomem, e eu não sei entusiasmar, só asmar, pois ninguém
ama sendo só.

Mas eu inflamo, e clamo, porém sem entusiasmo.



Não mais presença, mais presenciar e ausências, e mais ausências, no aroma da dor.

Coma, toma, soma, vou ao MoMa, mas sem sair da comarca. Marca!

Tenho cansaço, e como todos sinto preguiça, mas me iça e eu de novo tentarei me sustentar, e
tentar o ar com afã. É mas tenho preguiça.



Não tenho um vintém,

E perdi o trem.

Não tenho um vintém,

E perdi o amor também.

Para onde ia o trem e o amor,

Não sei,

Mas sei de uma comarca e de uma marca.

Puro prazer

  • 1.
    Puro Prazer Ver você,Prince, é me tornar um lince, Sedento na espreita, no olhar cauteloso, com zelo faminto. Ouvir suas manhas é esperar a manhã sem ter tempo para o amanhã. Cais de onde partem..., cais que me espera, e eu sei que com ninguém a minha espera, Nem mesmo uma fera, um lince e menos ainda sendo um lince, mas estarei ouvindo Prince. Fartem-se de escocês, fartem-se de português, sabe ler mas não soube ver. E coube apenas o que soube estar sem sala de estar, e entrou em sala de juiz com uma bata E o outro de gravata, e a menina a escrever, e a outra a ler, e eu a perder, e perder de vista e me perder na vista, sem visto. Matem-me antes que me atem, atem antes que me matem. Quero meu self, quero outro self, mas não quero mais ouvir certos selfs tão certos, tão pertos. Espreitam do alto o lince e o Prince e depois se servem, quero lince, quero Prince, quero self, num self-service, viche... Quero você flor ao meu lado, e sem fadas que não as das crianças, só delas. Quero você ternura, textura branda, Quero você, e quero uma jura, Seria de amor? Não sei. Falhei e posso enumerar minhas faltas em um manual. Uma apostila para o exame de auto- escola, mas não cola, pois cada sinal é fatal neste trânsito onde parar e estacionar são diversos, sem perdão para uma confusão. Hoje só quero a fusão, mas não sei esta reação se não puder organizar minha mente, se não souber qual foi a história, e não preciso temor, eu pago meus delitos, aflitos.
  • 2.
    E estes delitosme tomaram, me tomem, e eu não sei entusiasmar, só asmar, pois ninguém ama sendo só. Mas eu inflamo, e clamo, porém sem entusiasmo. Não mais presença, mais presenciar e ausências, e mais ausências, no aroma da dor. Coma, toma, soma, vou ao MoMa, mas sem sair da comarca. Marca! Tenho cansaço, e como todos sinto preguiça, mas me iça e eu de novo tentarei me sustentar, e tentar o ar com afã. É mas tenho preguiça. Não tenho um vintém, E perdi o trem. Não tenho um vintém, E perdi o amor também. Para onde ia o trem e o amor, Não sei, Mas sei de uma comarca e de uma marca.