Tecnologia e Estado da Arte da Gaseificação de Biomassa,
Universidade do Amazonas, Manaus, 8 e 9 de abril de 2002
Gaseificação de Biomassa -
Histórico e Conceitos
Básicos
NIPE/UNICAMP
Leito Fluidizado 100 kg/h de
Biomassa
Gaseificação,
um novo
processo?
“Os princípios básicos da gaseificação de biomassa são conhecidos desde o final do
século XVIII. As primeiras aplicações comerciais foram registradas em 1830. Em
1850, grande parte da cidade de Londres era iluminada com gás e a indústria então
estabelecida cresceu usando gaseificadores para produzir gás, principalmente de
carvão mineral e madeira. Em 1881, pela primeira vez o gás de gaseificação foi
usado para acionar um motor de combustão interna. Nos anos de 1920 várias
demonstrações de aplicações estacionárias, caminhões, tratores e automóveis
aconteceram na Europa e outras partes, mas foram aos poucos abandonadas.
Durante a Segunda Guerra Mundial os gaseificadores de biomassa para a geração
de eletricidade reapareceram com força na Europa, Ásia, América Latina e
Austrália, devido a escassez de petróleo. Apenas na Europa cerca de um milhão de
veículos eram acionados por gaseificadores naquela época usando carvão vegetal
ou madeira. Com o fim da guerra foram todos abandonados novamente.
As crises energéticas dos anos de 1970 e 1980 reacendem o interesse pela
gaseificação de biomassa…”
Fonte: Stassen, H.E. (1995) Small-Scale Biomass Gasifiers for Heat and Power. A Global Review. World Bank
Technical Paper Number 296, Energy Series.
O que é a biomassa?
lenha, resíduos de serrarias e movelarias,
produtos da cana, álcool etílico, bagaço,
resíduos agro-pecuários, florestais,
industriais, casca de arroz, esterco,
carvão vegetal e briquetes,
óleos vegetais; palma, mamona, buriti,
resíduos urbano,
Lixivia, licor negro, casca de madeira, etc.
Constituintes da Biomassa
• Celulose
• Hemicelulose
• Lignina
• Extrativos
• Minerais
Outras Formas de Analisar a
Biomassa
Análise Elementar
• C
• H
• O
• N
• S
• Cl
• Si, etc
Análise Imediata
• Carbono fixo
• Matéria volátil
• Umidade
• Teor de cinzas
Análise Elementar da
Biomassa, % b.s.
C H N O
Bagaço de cana 43,8 5,8 0,4 47,1
Fibra de coco 47,6 5,7 0,2 45,6
Casca de coco 50,2 5,7 0,0 43,4
Sabugo de milho 47,6 5,0 0,0 44,6
Pé de milho 41,9 5,3 0,0 46,0
Resíduo de algodão 42,7 6,0 0,1 49,5
Casca de amendoim 48,3 5,7 0,8 39,4
Casca de painço 42,7 6,0 0,1 33,0
Casca de arroz 38,9 5,1 0,6 32,0
Palha de arroz 36,9 5,0 0,4 37,9
Madeira (subabul) 48,2 5,9 0,0 45,1
Palha de trigo 47,5 5,4 0,1 35,8
Fonte: Fuel, 74(12), 1812-22, 1995
Análise Imediata, Poder
Calorífico Superior e Massa
Específica da Biomassa, % b.s.
Fonte: Fuel, 74(12), 1812-22, 1995
Cinzas Voláteis PCS (MJ.kg-1
) Massa
específica
(kg.m-3
)
Bagaço de cana 2,9 84,2 16,29 111
Fibra de coco 0,9 82,8 14,67 151
Casca de coco 0,7 80,2 20,50 661
Sabugo de milho 2,8 85,4 15,65 188
Pé de milho 6,8 80,1 16,54 129
Resíduo de algodão 5,4 88,0 17,48 109
Casca de amendoim 5,9 83,0 18,65 299
Casca de painço 18,1 80,7 17,48 201
Casca de arroz 23,5 81,6 15,29 617
Palha de arroz 19,8 80,2 16,78 259
Madeira (subabul) 0,9 85,6 19,78 259
Palha de trigo 11,2 83,9 17,99 222
Celulose Hemicelulose Lignina Extrativos
Bagaço de cana 41,3 22,6 18,3 13,7
Fibra de coco 47,7 25,9 17,8 6,8
Casca de coco 36,3 25,1 28,7 8,3
Sabugo de milho 40,3 28,7 16,6 15,4
Pé de milho 42,7 23,6 17,5 9,8
Resíduo de algodão 77,8 16,0 0,0 1,1
Casca de amendoim 35,7 18,7 30,2 10,3
Casca de painço 33,3 26,9 14,0 10,8
Casca de arroz 31,3 24,3 14,3 8,4
Palha de arroz 37,0 22,7 13,6 13,1
Madeira (subabul) 39,8 24,0 24,7 9,7
Palha de trigo 30,5 28,9 16,4 13,4
Fonte: Fuel, 74(12), 1812-22, 1995
Composição das Cinzas
da Biomassa, ppm b.s.
Si Ca K Na Mg Al Mn Fe P S
Bagaço de cana 17.340 1.518 2.682 93 6.261 - 9 125 284 60
Fibra de coco 2.990 477 2.438 1.758 532 148 4 187 47 64
Casca de coco 256 1.501 1.965 1.243 389 73 1 115 94 35
Sabugo de milho 9.857 182 9.366 141 1.693 - 19 24 445 15
Pé de milho 13.400 4.686 32 6.463 5.924 1.911 12 518 2.127 564
Resíduo de algodão 13.000 3.737 7.094 1.298 4.924 - 38 5746 736 58
Casca de amendoim 10.960 12.970 17.690 467 3.547 3.642 44 1.092 278 299
Casca de painço 150.840 6.255 3.860 1.427 11.140 - 38 1.020 1.267 317
Casca de arroz 220.690 1.793 9.061 132 1.612 - 108 533 337 163
Palha de arroz 174.510 4.772 5.402 5.106 6.283 - 463 205 752 221
Madeira (subabul) 195 6.025 614 92 1.170 - 2 614 100 66
Palha de trigo 44.440 7.666 28.930 7.861 4.329 2.455 25 132 214 787
Fonte: Fuel, 74(12), 1812-22, 1995
Gaseificação de biomassa
é um processo no qual o
combustível sólido é
fragmentado com o uso de calor
numa atmosfera com pouco
oxigênio para a geração de uma
mistura de gases combustível.
Processos de Convers
Processos de Conversão
ão
de Biomassa
de Biomassa
• Combustão
• Gaseificação
• Pirólise
(Carbonização)
• Liquefação
• Torrefação
• Fermentação
• Hidrólise
• Biodigestão
• Digestão
• Extração de
Óleos (Físico)
Processos Termoquímicos e Produtos
Pirólise
Liquefação
Gaseificação
Combustão
Carvão
Bio-óleo
Água
Gás MPC*
Gás BPC*
Calor
Misturador
Transformação
Turbina
Síntese
Gerador
Síntese
Caldeira
Emulsões
Gasollina +
Diesel
Metanol
Álcool
Potência
Amônia
*MPC e BPC significam Médio e Baixo Poder Calorífico, respectivamente.
Tecnologias de
Conversão
Produtos
Primários
Tecnologias de
Processamento
Produtos
Secundários
Rendimentos (% b.s.)
Líquido
(%)
Sólido
(%)
Gás
(%)
Pirólise
Rápida
Temperatura moderada,
curto tempo de
residência dos vapores
75 12 13
Carbonização Baixa temperatura,
tempo de residência
longo
30 35 35
Gaseificação Alta temperatura,
tempo de residência
longo
5 10 85
Fonte: WRE, 4(1) 2001
Reações de Gaseificação de Biomassa
Zona de oxidação
• C + O2 ↔ C O2 + 401,9 kJ/mol
• H + O2 ↔ H2O + 241,1 kJ/mol
Zona de Redução
• C + CO2 + 164,9 kJ/mol ↔ 2 CO
• C + H2O +122,6 kJ/mol ↔ CO + H2
• CO2 + H2 + 42,3 kJ/mol ↔ CO +H2O
• C + 2H2 ↔ CH4 + 87,0 kJ/mol
• CO+3H2 ↔ CH4+H2O + 205,9 kJ/mol
Severidade da Pirólise e seus produtos (Milne  Evans, 1987)
Modelo dos Fenômenos Físicos da
Gaseificação
Modelo de Partícula Porosa
1. Difusão dos reagentes através do
filme estacionário que envolve a
superfície externa da partícula,
2. Difusão do gás e reagente no poro
em direção ao centro da partícula,
3. Adsorção, reação na superfície e
desorção na parede do sólido,
4. Difusão do produto de reação para
fora do poro,
5. Difusão do produto de reação
através do filme estacionário.
Características da Matéria
Características da Matéria-
-prima para
prima para
Vários tipos de Gaseificadores
Vários tipos de Gaseificadores
Gasifier Type Downdraft
(co-corrent)
Updraft
(counter-
corrent)
Open-core
(rice husk)
Cross-draft
(charcoal)
Size (mm) 20-100 5-100 1-3 40-80
Moisture (%
w.b)
 15-20  50  12  7
Ash (% d.b)  5  15 Approx. 20  6
Morphology uniform Reasonable
uniform
uniform uniform
Bulk density
(kg/m3
)
 500  400  100  400
Ash melting
point (°C)
 1250  1250  1000  1250
Composição típica dos gases para
diferentes combustíveis e tipos de
gaseificadores
Tipo de gaseificador
Umidade (% bu)
Contra-corrente
Madeira (10-20%)
Concorrente
Madeira (10-20%)
Fluxo cruzado
Carvão vegetal (5-10%)
Hidrogênio
Monóxido de carbono
8-14
20-30
12-20
15-22
5-10
20-30
Metano
Dióxido de carbono
2-3
5-10
1-3
8-15
0,5-2
2-8
Nitrogênio
Oxigênio
45-55
1-3
45-55
1-3
55-60
1-3
Umidade no gás
(Nm3
água/Nm3
gás seco) 0,20-0,30 0,06-0,12  0,3
Alcatrão no gás
(g/Nm3
gás seco) 2-10 0,1-3  0,3
Poder calorífico inferior
(MJ/Nm3
gás seco)
Temperatura de saída (0
C)
5,3-6,0
200-400
4,5-5,5
700
4,0-5,2
Rendimento de alcatrão x Temperatura
(Baker et al. 1988)
Proposta de Maturação do Alcatrão
(Elliott, 1988)
Updraft and Downdraft Gasifiers Tar MBMS,
(Reed et al. 1986)
Composição do alcatrão de gaseificação de biomassa a
780°C, pressão atmosférica, (Bangala et al. 1997)
Componentes do Alcatrão de Biomassa
(Elliott, 1988)
Pirólise Flash
Convencional
(450°C - 500°C)
Pirólise Flash Alta
Temperatura
(600°C - 650°C)
Gaseificação
Convencional com Vapor
(700°C - 800°C)
Gaseificação a Alta
Temperatura com Vapor
(900°C - 1000°C)
Ácidos
Aldeídos
Cetonas
Furanos
Álcoois
Compostos oxigenados
complexos
Fenóis
Guaiacóis
Siringis
Fenóis complexos
Benzenos
Fenóis
Catecóis
Naftalenos
Bifenis
Fenantrenos
Benzofuranos
Benzaldeídos
Naftalenos
Acenaftilenos
Fluorenos
Fenantrenos
Benzaldeídos
Fenóis
Naftofuranos
Benzantracenos
Nafetaleno
Acenaftileno
Fenantreno
Fluoreno
Pireno
Acefnantrileno
Benzaltracenos
Benzopirenos
PAR PM226
PAR PM276
Aspectos Relevantes na Comercialização de Tecnologias de Gaseificação
de Biomassa
• Confiabilidade e Manutenção
• A qualidade do produto deve satisfazer as especificações do
cliente
• Aderência a legislação no que diz respeito a responsabilidade do
fabricante, a segurança e a saúde
• Aderência do sistema e seus componentes aos padrões
internacionais
• O sistema deve ser vantajoso para o fabricante e para o usuário
do ponto de vista dos custos
• Os sistemas de gaseificação devem ser bem projetados e
documentados e o pessoal envolvido deve ser bem treinado para
projetar, desenvolver, instalar, dar partida e operar o sistema
Tecnologias de Limpeza de Gases
Fluxograma de Gaseificação de
Biomassa com Aplicação em
Cogeração
Fonte:www.gasnet.co.uk
Outras Aplicações da Gaseificação de
Biomassa
• Produção de gás de síntese para uso em
Síntese Fischer-Tropsch,
CO + H2 + N2 HC + H2O + N2 + CO2
• Produção de H2 para alimentar célula de
combustível
• Produção de metanol
“O trabalho necessário para operar uma planta de gaseificação é
consideravelmente diferente daquele necessário para operar um
motor diesel. Esta diferença é qualitativa e quantitativa. Durante a
operação, o operador de um gaseificador deve freqüentemente
verificar vários medidores de temperatura e pressão e com base
nessas informações tomar decisões tais como: adicionar novo
combustível, mover a grelha, limpar os filtros e ajustar válvulas.
No final de sua jornada diária, o operador deve normalmente
limpar o reator e filtros removendo as cinzas e outras partículas.
Finalmente, ele também deve preparar o combustível e fazer o
controle de qualidade. Assim, ao contrário de operadores de
motores diesel, que podem realizar outras tarefas não relacionadas
diretamente com o sistema, o operador de um sistema de
gaseificação de pequena escala é uma função de tempo integral.”
Stassen, H. E., 1995
Custos para Implantação de
Sistemas de Geração com
Gaseificadores de Biomassa
Componentes Concorrente Contra-corrente
Investimentos Diretos Custos (ECU)
Gaseificador
Multi ciclone
Craqueador de alcatrão
Trocador de calor
Scrubber + demister
Compressor
Motor a gás e gerador (2 @ 1 MW2)
470.000
25.000
0
64.000
64.000
17.000
1.240.000
470.000
25.000
129.000
64.000
64.000
17.000
1.240.000
TOTAL 1.880.000 2.009.000
Fonte: Stassen  Knoef, 2001
Projetos Interrompidos
Larga escala
• Maui, Hawaii, problemas
com alimentação de bagaço;
• Biocycle, Dinamarca,
cancelado pela
concessionária;
• Projeto Minnesota (alfalfa),
risco muito alto;
• Projeto Vega, Eskiltuna,
Suécia, cancelado pela
concessionária (1992);
• Projeto Norte da Holanda,
problema com contratos de
longa duração
Pequeno porte
• Wamsler, Alemanha
• DML, Alemanha
• Marick International (Biomass
Engineering), Reino Unido
• Arcus, Alemanha
• Power Gasifiers, Reino Unido
• Mega Limburg, Holanda
• Easymod, Alemanha
• Border Biofuels
• etc.
Alguns desses projetos foram
interrompidos devido a
mudanças na política das
companhias
Fabricantes de Sistemas de Gaseificação de Biomassa
• EUA 14
• Alemanha 11
• R.U. 6
• Suíça 4
• Dinamarca 4
• Áustria 3
• Canadá 3
• Finlândia 3
• Itália 3
• França 2
• Suécia 2
• Bélgica 1
• Holanda 1
Tecnologias de Gaseificação
concorrente
contracorrente
leito fluidizado
outros
Fonte: www.gasifiers.org
Värnamo, Suécia
• Leito fluidizado
circulante pressurizado
(1,8 MPa), ar
• Matéria-prima: madeira,
palha, etc.
• 6 MWe e 9 MWt
• 8.500 horas de operação
(3.600 IGCC)
Vermont, EUA
• Capacidade 200 t/dia
• Gás 16,75 MJ/Nm3
• Matéria-prima:
cavaco de madeira
• Tecnologia: leito
fluidizado, vapor
• Temp. 700-750oC
•  7-8 MW
Esquema do processo Battelle-FERCO
Esquema do processo ARBRE
Tecnologias Concorrentes com a
Gaseificação de Biomassa
Obrigado!
Não percam
amanhã!!!
Principios da gaseificação de biomassa - conceitos básicos

Principios da gaseificação de biomassa - conceitos básicos

  • 1.
    Tecnologia e Estadoda Arte da Gaseificação de Biomassa, Universidade do Amazonas, Manaus, 8 e 9 de abril de 2002 Gaseificação de Biomassa - Histórico e Conceitos Básicos NIPE/UNICAMP
  • 2.
    Leito Fluidizado 100kg/h de Biomassa
  • 4.
  • 5.
    “Os princípios básicosda gaseificação de biomassa são conhecidos desde o final do século XVIII. As primeiras aplicações comerciais foram registradas em 1830. Em 1850, grande parte da cidade de Londres era iluminada com gás e a indústria então estabelecida cresceu usando gaseificadores para produzir gás, principalmente de carvão mineral e madeira. Em 1881, pela primeira vez o gás de gaseificação foi usado para acionar um motor de combustão interna. Nos anos de 1920 várias demonstrações de aplicações estacionárias, caminhões, tratores e automóveis aconteceram na Europa e outras partes, mas foram aos poucos abandonadas. Durante a Segunda Guerra Mundial os gaseificadores de biomassa para a geração de eletricidade reapareceram com força na Europa, Ásia, América Latina e Austrália, devido a escassez de petróleo. Apenas na Europa cerca de um milhão de veículos eram acionados por gaseificadores naquela época usando carvão vegetal ou madeira. Com o fim da guerra foram todos abandonados novamente. As crises energéticas dos anos de 1970 e 1980 reacendem o interesse pela gaseificação de biomassa…” Fonte: Stassen, H.E. (1995) Small-Scale Biomass Gasifiers for Heat and Power. A Global Review. World Bank Technical Paper Number 296, Energy Series.
  • 6.
    O que éa biomassa? lenha, resíduos de serrarias e movelarias, produtos da cana, álcool etílico, bagaço, resíduos agro-pecuários, florestais, industriais, casca de arroz, esterco, carvão vegetal e briquetes, óleos vegetais; palma, mamona, buriti, resíduos urbano, Lixivia, licor negro, casca de madeira, etc.
  • 7.
    Constituintes da Biomassa •Celulose • Hemicelulose • Lignina • Extrativos • Minerais
  • 8.
    Outras Formas deAnalisar a Biomassa Análise Elementar • C • H • O • N • S • Cl • Si, etc Análise Imediata • Carbono fixo • Matéria volátil • Umidade • Teor de cinzas
  • 9.
    Análise Elementar da Biomassa,% b.s. C H N O Bagaço de cana 43,8 5,8 0,4 47,1 Fibra de coco 47,6 5,7 0,2 45,6 Casca de coco 50,2 5,7 0,0 43,4 Sabugo de milho 47,6 5,0 0,0 44,6 Pé de milho 41,9 5,3 0,0 46,0 Resíduo de algodão 42,7 6,0 0,1 49,5 Casca de amendoim 48,3 5,7 0,8 39,4 Casca de painço 42,7 6,0 0,1 33,0 Casca de arroz 38,9 5,1 0,6 32,0 Palha de arroz 36,9 5,0 0,4 37,9 Madeira (subabul) 48,2 5,9 0,0 45,1 Palha de trigo 47,5 5,4 0,1 35,8 Fonte: Fuel, 74(12), 1812-22, 1995
  • 10.
    Análise Imediata, Poder CaloríficoSuperior e Massa Específica da Biomassa, % b.s. Fonte: Fuel, 74(12), 1812-22, 1995 Cinzas Voláteis PCS (MJ.kg-1 ) Massa específica (kg.m-3 ) Bagaço de cana 2,9 84,2 16,29 111 Fibra de coco 0,9 82,8 14,67 151 Casca de coco 0,7 80,2 20,50 661 Sabugo de milho 2,8 85,4 15,65 188 Pé de milho 6,8 80,1 16,54 129 Resíduo de algodão 5,4 88,0 17,48 109 Casca de amendoim 5,9 83,0 18,65 299 Casca de painço 18,1 80,7 17,48 201 Casca de arroz 23,5 81,6 15,29 617 Palha de arroz 19,8 80,2 16,78 259 Madeira (subabul) 0,9 85,6 19,78 259 Palha de trigo 11,2 83,9 17,99 222
  • 11.
    Celulose Hemicelulose LigninaExtrativos Bagaço de cana 41,3 22,6 18,3 13,7 Fibra de coco 47,7 25,9 17,8 6,8 Casca de coco 36,3 25,1 28,7 8,3 Sabugo de milho 40,3 28,7 16,6 15,4 Pé de milho 42,7 23,6 17,5 9,8 Resíduo de algodão 77,8 16,0 0,0 1,1 Casca de amendoim 35,7 18,7 30,2 10,3 Casca de painço 33,3 26,9 14,0 10,8 Casca de arroz 31,3 24,3 14,3 8,4 Palha de arroz 37,0 22,7 13,6 13,1 Madeira (subabul) 39,8 24,0 24,7 9,7 Palha de trigo 30,5 28,9 16,4 13,4 Fonte: Fuel, 74(12), 1812-22, 1995
  • 12.
    Composição das Cinzas daBiomassa, ppm b.s. Si Ca K Na Mg Al Mn Fe P S Bagaço de cana 17.340 1.518 2.682 93 6.261 - 9 125 284 60 Fibra de coco 2.990 477 2.438 1.758 532 148 4 187 47 64 Casca de coco 256 1.501 1.965 1.243 389 73 1 115 94 35 Sabugo de milho 9.857 182 9.366 141 1.693 - 19 24 445 15 Pé de milho 13.400 4.686 32 6.463 5.924 1.911 12 518 2.127 564 Resíduo de algodão 13.000 3.737 7.094 1.298 4.924 - 38 5746 736 58 Casca de amendoim 10.960 12.970 17.690 467 3.547 3.642 44 1.092 278 299 Casca de painço 150.840 6.255 3.860 1.427 11.140 - 38 1.020 1.267 317 Casca de arroz 220.690 1.793 9.061 132 1.612 - 108 533 337 163 Palha de arroz 174.510 4.772 5.402 5.106 6.283 - 463 205 752 221 Madeira (subabul) 195 6.025 614 92 1.170 - 2 614 100 66 Palha de trigo 44.440 7.666 28.930 7.861 4.329 2.455 25 132 214 787 Fonte: Fuel, 74(12), 1812-22, 1995
  • 13.
    Gaseificação de biomassa éum processo no qual o combustível sólido é fragmentado com o uso de calor numa atmosfera com pouco oxigênio para a geração de uma mistura de gases combustível.
  • 14.
    Processos de Convers Processosde Conversão ão de Biomassa de Biomassa • Combustão • Gaseificação • Pirólise (Carbonização) • Liquefação • Torrefação • Fermentação • Hidrólise • Biodigestão • Digestão • Extração de Óleos (Físico)
  • 15.
    Processos Termoquímicos eProdutos Pirólise Liquefação Gaseificação Combustão Carvão Bio-óleo Água Gás MPC* Gás BPC* Calor Misturador Transformação Turbina Síntese Gerador Síntese Caldeira Emulsões Gasollina + Diesel Metanol Álcool Potência Amônia *MPC e BPC significam Médio e Baixo Poder Calorífico, respectivamente. Tecnologias de Conversão Produtos Primários Tecnologias de Processamento Produtos Secundários
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    Rendimentos (% b.s.) Líquido (%) Sólido (%) Gás (%) Pirólise Rápida Temperaturamoderada, curto tempo de residência dos vapores 75 12 13 Carbonização Baixa temperatura, tempo de residência longo 30 35 35 Gaseificação Alta temperatura, tempo de residência longo 5 10 85 Fonte: WRE, 4(1) 2001
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    Reações de Gaseificaçãode Biomassa Zona de oxidação • C + O2 ↔ C O2 + 401,9 kJ/mol • H + O2 ↔ H2O + 241,1 kJ/mol Zona de Redução • C + CO2 + 164,9 kJ/mol ↔ 2 CO • C + H2O +122,6 kJ/mol ↔ CO + H2 • CO2 + H2 + 42,3 kJ/mol ↔ CO +H2O • C + 2H2 ↔ CH4 + 87,0 kJ/mol • CO+3H2 ↔ CH4+H2O + 205,9 kJ/mol
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    Severidade da Pirólisee seus produtos (Milne Evans, 1987)
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    Modelo dos FenômenosFísicos da Gaseificação Modelo de Partícula Porosa 1. Difusão dos reagentes através do filme estacionário que envolve a superfície externa da partícula, 2. Difusão do gás e reagente no poro em direção ao centro da partícula, 3. Adsorção, reação na superfície e desorção na parede do sólido, 4. Difusão do produto de reação para fora do poro, 5. Difusão do produto de reação através do filme estacionário.
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    Características da Matéria Característicasda Matéria- -prima para prima para Vários tipos de Gaseificadores Vários tipos de Gaseificadores Gasifier Type Downdraft (co-corrent) Updraft (counter- corrent) Open-core (rice husk) Cross-draft (charcoal) Size (mm) 20-100 5-100 1-3 40-80 Moisture (% w.b) 15-20 50 12 7 Ash (% d.b) 5 15 Approx. 20 6 Morphology uniform Reasonable uniform uniform uniform Bulk density (kg/m3 ) 500 400 100 400 Ash melting point (°C) 1250 1250 1000 1250
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    Composição típica dosgases para diferentes combustíveis e tipos de gaseificadores Tipo de gaseificador Umidade (% bu) Contra-corrente Madeira (10-20%) Concorrente Madeira (10-20%) Fluxo cruzado Carvão vegetal (5-10%) Hidrogênio Monóxido de carbono 8-14 20-30 12-20 15-22 5-10 20-30 Metano Dióxido de carbono 2-3 5-10 1-3 8-15 0,5-2 2-8 Nitrogênio Oxigênio 45-55 1-3 45-55 1-3 55-60 1-3 Umidade no gás (Nm3 água/Nm3 gás seco) 0,20-0,30 0,06-0,12 0,3 Alcatrão no gás (g/Nm3 gás seco) 2-10 0,1-3 0,3 Poder calorífico inferior (MJ/Nm3 gás seco) Temperatura de saída (0 C) 5,3-6,0 200-400 4,5-5,5 700 4,0-5,2
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    Rendimento de alcatrãox Temperatura (Baker et al. 1988)
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    Proposta de Maturaçãodo Alcatrão (Elliott, 1988)
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    Updraft and DowndraftGasifiers Tar MBMS, (Reed et al. 1986)
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    Composição do alcatrãode gaseificação de biomassa a 780°C, pressão atmosférica, (Bangala et al. 1997)
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    Componentes do Alcatrãode Biomassa (Elliott, 1988) Pirólise Flash Convencional (450°C - 500°C) Pirólise Flash Alta Temperatura (600°C - 650°C) Gaseificação Convencional com Vapor (700°C - 800°C) Gaseificação a Alta Temperatura com Vapor (900°C - 1000°C) Ácidos Aldeídos Cetonas Furanos Álcoois Compostos oxigenados complexos Fenóis Guaiacóis Siringis Fenóis complexos Benzenos Fenóis Catecóis Naftalenos Bifenis Fenantrenos Benzofuranos Benzaldeídos Naftalenos Acenaftilenos Fluorenos Fenantrenos Benzaldeídos Fenóis Naftofuranos Benzantracenos Nafetaleno Acenaftileno Fenantreno Fluoreno Pireno Acefnantrileno Benzaltracenos Benzopirenos PAR PM226 PAR PM276
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    Aspectos Relevantes naComercialização de Tecnologias de Gaseificação de Biomassa • Confiabilidade e Manutenção • A qualidade do produto deve satisfazer as especificações do cliente • Aderência a legislação no que diz respeito a responsabilidade do fabricante, a segurança e a saúde • Aderência do sistema e seus componentes aos padrões internacionais • O sistema deve ser vantajoso para o fabricante e para o usuário do ponto de vista dos custos • Os sistemas de gaseificação devem ser bem projetados e documentados e o pessoal envolvido deve ser bem treinado para projetar, desenvolver, instalar, dar partida e operar o sistema
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    Fluxograma de Gaseificaçãode Biomassa com Aplicação em Cogeração Fonte:www.gasnet.co.uk
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    Outras Aplicações daGaseificação de Biomassa • Produção de gás de síntese para uso em Síntese Fischer-Tropsch, CO + H2 + N2 HC + H2O + N2 + CO2 • Produção de H2 para alimentar célula de combustível • Produção de metanol
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    “O trabalho necessáriopara operar uma planta de gaseificação é consideravelmente diferente daquele necessário para operar um motor diesel. Esta diferença é qualitativa e quantitativa. Durante a operação, o operador de um gaseificador deve freqüentemente verificar vários medidores de temperatura e pressão e com base nessas informações tomar decisões tais como: adicionar novo combustível, mover a grelha, limpar os filtros e ajustar válvulas. No final de sua jornada diária, o operador deve normalmente limpar o reator e filtros removendo as cinzas e outras partículas. Finalmente, ele também deve preparar o combustível e fazer o controle de qualidade. Assim, ao contrário de operadores de motores diesel, que podem realizar outras tarefas não relacionadas diretamente com o sistema, o operador de um sistema de gaseificação de pequena escala é uma função de tempo integral.” Stassen, H. E., 1995
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    Custos para Implantaçãode Sistemas de Geração com Gaseificadores de Biomassa Componentes Concorrente Contra-corrente Investimentos Diretos Custos (ECU) Gaseificador Multi ciclone Craqueador de alcatrão Trocador de calor Scrubber + demister Compressor Motor a gás e gerador (2 @ 1 MW2) 470.000 25.000 0 64.000 64.000 17.000 1.240.000 470.000 25.000 129.000 64.000 64.000 17.000 1.240.000 TOTAL 1.880.000 2.009.000 Fonte: Stassen Knoef, 2001
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    Projetos Interrompidos Larga escala •Maui, Hawaii, problemas com alimentação de bagaço; • Biocycle, Dinamarca, cancelado pela concessionária; • Projeto Minnesota (alfalfa), risco muito alto; • Projeto Vega, Eskiltuna, Suécia, cancelado pela concessionária (1992); • Projeto Norte da Holanda, problema com contratos de longa duração Pequeno porte • Wamsler, Alemanha • DML, Alemanha • Marick International (Biomass Engineering), Reino Unido • Arcus, Alemanha • Power Gasifiers, Reino Unido • Mega Limburg, Holanda • Easymod, Alemanha • Border Biofuels • etc. Alguns desses projetos foram interrompidos devido a mudanças na política das companhias
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    Fabricantes de Sistemasde Gaseificação de Biomassa • EUA 14 • Alemanha 11 • R.U. 6 • Suíça 4 • Dinamarca 4 • Áustria 3 • Canadá 3 • Finlândia 3 • Itália 3 • França 2 • Suécia 2 • Bélgica 1 • Holanda 1 Tecnologias de Gaseificação concorrente contracorrente leito fluidizado outros Fonte: www.gasifiers.org
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    Värnamo, Suécia • Leitofluidizado circulante pressurizado (1,8 MPa), ar • Matéria-prima: madeira, palha, etc. • 6 MWe e 9 MWt • 8.500 horas de operação (3.600 IGCC)
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    Vermont, EUA • Capacidade200 t/dia • Gás 16,75 MJ/Nm3 • Matéria-prima: cavaco de madeira • Tecnologia: leito fluidizado, vapor • Temp. 700-750oC • 7-8 MW
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    Esquema do processoBattelle-FERCO
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    Tecnologias Concorrentes coma Gaseificação de Biomassa
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