Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre/RS
Thaís Dias Medeiros
Natascha Helena Franz Hoppen
Samile Andréa de Souza Vanz
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre/RS
Elementos introdutórios para uma análise
bibliométrica da produção científica sobre estudos
de gênero no Repositório Digital da UFRGS
 Análises bibliométricas são fundamentais para o mapeamento e compreensão
de áreas e temáticas de pesquisa emergentes, é o caso dos estudos de gênero.
 Os estudos bibliométricos em repositórios digitais institucionais permitem a
compreensão da produção científica no âmbito de uma instituição.
 A utilização de repositórios para estudos bibliométricos ainda é restrita.
 São promovidos pelos pesquisadores que defendem análises mais completas
e menos limitadas no que diz respeito a idioma e periódico de publicação (DE
FILIPPO et al. 2011).
ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA EM REPOSITÓRIO DIGITAL
 A UFRGS é protagonista na área dos estudos de gênero (grupos, núcleos e
linhas de pesquisa, projetos de extensão, publicações e pesquisadores de
renome).
 Lume, repositório digital da UFRGS, lidera como um dos melhores
Repositórios Digitais do Brasil e da América Latina, segundo o Ranking Web of
Repositories (UNIVERSIDADE..., 2017).
A UFRGS E O REPOSITÓRIO DIGITAL LUME
 Buscam problematizar a naturalização de uma dicotomia biológica dos sexos
(“feminino” e “masculino”) a partir do entendimento do gênero como social.
 As análises bibliométricas sobre estudos de gênero são recentes e, em sua
maioria, focadas em indicadores de participação da mulher na ciência e
influência da maternidade e do trabalho doméstico (DE LUCA et al., 2011;
HAYASHI et al., 2007; LETA, 2003; OSADA; COSTA, 2006).
 Ou estudam a análise da produção vinculada a apenas uma área de estudo
(ANDRADE; MACEDO; SILVEIRA, 2014; AQUINO, 2006; ARAÚJO;
SCHRAIBER; COHEN, 2011.
ESTUDOS DE GÊNEROS
 Bases de dados e repositórios possuem características diferentes de
indexação.
 A terminologia sobre estudos de gênero é complexa pela polissemia do termo
gênero, que designa classe e é utilizado em diversas áreas (GÊNERO, c2018)
e interdisciplinaridade da área (CONNEL; PEARSE, 2015), o que torna sua
produção científica dispersa e de difícil mensuração.
 Assim, o presente trabalho objetiva identificar palavras-chave que reflitam a
pesquisa sobre estudos de gênero depositada no Lume.
TERMINOLOGIA
ESTRATÉGIA DE BUSCA
 Para isso foram levados em conta estudos anteriores, visando uma definição de termos
que contorne as peculiaridades deste campo de estudo:
 Söderlund e Madison (2015) e Narvaz (2009) utilizam apenas o termo gênero.
 Salvai (2013) combina variados termos relacionados aos estudos de gênero, com a
exclusão do termo gênero pela quantidade de resultados recuperados.
 Os testes de busca no Lume mostram que:
 Utilizar apenas o termo gênero, ou excluir o termo, não recupera documentos sobre
estudos de gênero, sendo que alguns não utilizam o termo gênero em sua descrição
temática, limitando o estudo.
 Desta forma propõe-se utilizar uma estratégia de busca que combine variados termos
relacionados ao campo de estudo:
gênero OR “feminismo” OR “estudos feministas” OR “feminilidade” OR
“masculinidade” OR queer
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Uma análise bibliométrica da produção científica sobre estudos de gênero no
Lume permitirá a quantificação e compreensão do desenvolvimento desta área
de estudo no âmbito da instituição.
 Acredita-se que a estratégia de busca proposta possa ser utilizada em outras
análises bibliométricas.
ANDRADE, Luís Fernando Silva; MACEDO, Alex dos Santos; OLIVEIRA, Maria de Lourdes Souza. A
produção científica em gênero no Brasil: um panorama dos Grupos de Pesquisa de Administração.
Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, v. 15, n. 6, p. 48-75, 2014.
AQUINO, Estela M. L. Gênero e Saúde: perfil e tendências da produção científica no Brasil. Revista
Saúde Pública, São Paulo, v. 40, n. esp., p. 121- 132, 2006.
ARAÚJO, Maria de Fátima; SCHRAIBER, Lilia Blima; COHEN, Diane Dede. Penetração da
perspectiva de gênero e análise crítica do desenvolvimento do conceito na produção científica da
Saúde Coletiva. Interface: comunicação, saúde, educação, São Paulo, v. 15, n. 38, 2011. CAPPELLE
et al., 2007;
CONNEL, Raewyn; PEARSE, Rebecca. Gênero: uma perspectiva global. São Paulo: nVersos, 2015.
DE FILIPPO, Daniela et al. El papel de las bases de datos institucionales en el análisis de la actividad
de las universidades. Revista Española de Documentación Científica, Madrid, v. 34, n. 2, p. 165-
189, abr./jun., 2011.
DE LUCA, Márcia Martins Mendes et al. Participação feminina na produção científica em
contabilidade publicada nos anais dos eventos Enanpad, Congresso USP de Controladoria e
Contabilidade e Congresso Anpcont. Revista de Contabilidade e Organizações, São Paulo, v. 5, n.
11, p. 145-164, 2011.
REFERÊNCIAS
GÊNERO. In: Michaelis: Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, c2018.
Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=g%C3%AAnero>. Acesso
em: 23 abr. 2018.
HAYASHI, Maria Cristina Piumbato Innocentini et al. Indicadores de participação feminina em Ciência
e Tecnologia. Transinformação, Campinas, v. 19, n. 2, 169-187, maio/ago. 2007.
LETA, Jacqueline. As mulheres na ciência brasileira: crescimento, contrastes e um perfil de sucesso.
Estudos avançados, São Paulo, v. 17, n. 49, p. 271-284, 2003.
NARVAZ, M. G. A (in)visibilidade do gênero na psicologia acadêmica: onde os discursos
fazem(se)política. Tese (Doutorado) - UFRGS, Porto Alegre, 2009.
OSADA, Neide Mayumi; COSTA, Maria Conceição. A construção social de gênero na Biologia:
preconceitos e obstáculos na biologia molecular. Cadernos Pagu, Campinas, v. 27, p. 279-299,
jul./dez. 2006.
SALVAI, María Eugenia. Tratamiento de la investigación científica sobre los estúdios de mujer, género
y feminismo. Biblos: Revista de Bibliotecología y Ciencias de la Informacion, Brasília, n. 50,
2013.
SÖDERLUND, T.; MADISON, G. Characteristics of gender studies publications: a bibliometric
analysis based on a Swedish population database. Scientometrics, Dordrecht, v.105, n. 3, p. 1347-
1387, 2005.
UNIVERSIDADE Federal do Rio Grande do Sul. Ranking Web coloca UFRGS em posição de
destaque. Porto Alegre, 2017.
Obrigada!
tmedeiros497@gmail.com

Elementos introdutórios para uma análise bibliométrica da produção científica sobre estudos de gênero no Repositório Digital da UFRGS

  • 1.
    Universidade Federal doRio Grande do Sul – Porto Alegre/RS Thaís Dias Medeiros Natascha Helena Franz Hoppen Samile Andréa de Souza Vanz Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre/RS Elementos introdutórios para uma análise bibliométrica da produção científica sobre estudos de gênero no Repositório Digital da UFRGS
  • 2.
     Análises bibliométricassão fundamentais para o mapeamento e compreensão de áreas e temáticas de pesquisa emergentes, é o caso dos estudos de gênero.  Os estudos bibliométricos em repositórios digitais institucionais permitem a compreensão da produção científica no âmbito de uma instituição.  A utilização de repositórios para estudos bibliométricos ainda é restrita.  São promovidos pelos pesquisadores que defendem análises mais completas e menos limitadas no que diz respeito a idioma e periódico de publicação (DE FILIPPO et al. 2011). ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA EM REPOSITÓRIO DIGITAL
  • 3.
     A UFRGSé protagonista na área dos estudos de gênero (grupos, núcleos e linhas de pesquisa, projetos de extensão, publicações e pesquisadores de renome).  Lume, repositório digital da UFRGS, lidera como um dos melhores Repositórios Digitais do Brasil e da América Latina, segundo o Ranking Web of Repositories (UNIVERSIDADE..., 2017). A UFRGS E O REPOSITÓRIO DIGITAL LUME
  • 4.
     Buscam problematizara naturalização de uma dicotomia biológica dos sexos (“feminino” e “masculino”) a partir do entendimento do gênero como social.  As análises bibliométricas sobre estudos de gênero são recentes e, em sua maioria, focadas em indicadores de participação da mulher na ciência e influência da maternidade e do trabalho doméstico (DE LUCA et al., 2011; HAYASHI et al., 2007; LETA, 2003; OSADA; COSTA, 2006).  Ou estudam a análise da produção vinculada a apenas uma área de estudo (ANDRADE; MACEDO; SILVEIRA, 2014; AQUINO, 2006; ARAÚJO; SCHRAIBER; COHEN, 2011. ESTUDOS DE GÊNEROS
  • 5.
     Bases dedados e repositórios possuem características diferentes de indexação.  A terminologia sobre estudos de gênero é complexa pela polissemia do termo gênero, que designa classe e é utilizado em diversas áreas (GÊNERO, c2018) e interdisciplinaridade da área (CONNEL; PEARSE, 2015), o que torna sua produção científica dispersa e de difícil mensuração.  Assim, o presente trabalho objetiva identificar palavras-chave que reflitam a pesquisa sobre estudos de gênero depositada no Lume. TERMINOLOGIA
  • 6.
    ESTRATÉGIA DE BUSCA Para isso foram levados em conta estudos anteriores, visando uma definição de termos que contorne as peculiaridades deste campo de estudo:  Söderlund e Madison (2015) e Narvaz (2009) utilizam apenas o termo gênero.  Salvai (2013) combina variados termos relacionados aos estudos de gênero, com a exclusão do termo gênero pela quantidade de resultados recuperados.  Os testes de busca no Lume mostram que:  Utilizar apenas o termo gênero, ou excluir o termo, não recupera documentos sobre estudos de gênero, sendo que alguns não utilizam o termo gênero em sua descrição temática, limitando o estudo.  Desta forma propõe-se utilizar uma estratégia de busca que combine variados termos relacionados ao campo de estudo: gênero OR “feminismo” OR “estudos feministas” OR “feminilidade” OR “masculinidade” OR queer
  • 7.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS  Umaanálise bibliométrica da produção científica sobre estudos de gênero no Lume permitirá a quantificação e compreensão do desenvolvimento desta área de estudo no âmbito da instituição.  Acredita-se que a estratégia de busca proposta possa ser utilizada em outras análises bibliométricas.
  • 8.
    ANDRADE, Luís FernandoSilva; MACEDO, Alex dos Santos; OLIVEIRA, Maria de Lourdes Souza. A produção científica em gênero no Brasil: um panorama dos Grupos de Pesquisa de Administração. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, v. 15, n. 6, p. 48-75, 2014. AQUINO, Estela M. L. Gênero e Saúde: perfil e tendências da produção científica no Brasil. Revista Saúde Pública, São Paulo, v. 40, n. esp., p. 121- 132, 2006. ARAÚJO, Maria de Fátima; SCHRAIBER, Lilia Blima; COHEN, Diane Dede. Penetração da perspectiva de gênero e análise crítica do desenvolvimento do conceito na produção científica da Saúde Coletiva. Interface: comunicação, saúde, educação, São Paulo, v. 15, n. 38, 2011. CAPPELLE et al., 2007; CONNEL, Raewyn; PEARSE, Rebecca. Gênero: uma perspectiva global. São Paulo: nVersos, 2015. DE FILIPPO, Daniela et al. El papel de las bases de datos institucionales en el análisis de la actividad de las universidades. Revista Española de Documentación Científica, Madrid, v. 34, n. 2, p. 165- 189, abr./jun., 2011. DE LUCA, Márcia Martins Mendes et al. Participação feminina na produção científica em contabilidade publicada nos anais dos eventos Enanpad, Congresso USP de Controladoria e Contabilidade e Congresso Anpcont. Revista de Contabilidade e Organizações, São Paulo, v. 5, n. 11, p. 145-164, 2011. REFERÊNCIAS
  • 9.
    GÊNERO. In: Michaelis:Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, c2018. Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=g%C3%AAnero>. Acesso em: 23 abr. 2018. HAYASHI, Maria Cristina Piumbato Innocentini et al. Indicadores de participação feminina em Ciência e Tecnologia. Transinformação, Campinas, v. 19, n. 2, 169-187, maio/ago. 2007. LETA, Jacqueline. As mulheres na ciência brasileira: crescimento, contrastes e um perfil de sucesso. Estudos avançados, São Paulo, v. 17, n. 49, p. 271-284, 2003. NARVAZ, M. G. A (in)visibilidade do gênero na psicologia acadêmica: onde os discursos fazem(se)política. Tese (Doutorado) - UFRGS, Porto Alegre, 2009. OSADA, Neide Mayumi; COSTA, Maria Conceição. A construção social de gênero na Biologia: preconceitos e obstáculos na biologia molecular. Cadernos Pagu, Campinas, v. 27, p. 279-299, jul./dez. 2006. SALVAI, María Eugenia. Tratamiento de la investigación científica sobre los estúdios de mujer, género y feminismo. Biblos: Revista de Bibliotecología y Ciencias de la Informacion, Brasília, n. 50, 2013. SÖDERLUND, T.; MADISON, G. Characteristics of gender studies publications: a bibliometric analysis based on a Swedish population database. Scientometrics, Dordrecht, v.105, n. 3, p. 1347- 1387, 2005. UNIVERSIDADE Federal do Rio Grande do Sul. Ranking Web coloca UFRGS em posição de destaque. Porto Alegre, 2017.
  • 10.