SETEMBRO / 2014 A RA ZÃO PÁGINA 5 
Reportagem 
Saloé Ferreira da Silva e Herval Tavares de Campos 
Casa em Macapá 
comemora 7 anos 
Sílvia Regina Hernandes 
Psicóloga – C.R.P. 06/66344 
ψ 
INDIVIDUAL E CASAIS 
São Paulo 
Telefones (11) 5575-5250 / Cel. 9813-2030 
Filial Ilha de São Vicente 
festeja 55 anos de fundação 
O presidente Antero Filipe dos Santos entre João Brito 
e Mário Lopes, filho do homenageado 
Homenagem póstuma a Mário Lopes 
ESTILO ORGANIZER 
Organização? Se você encontra dificuldade em 
organizar sua casa, seus armários, lavanderia, quarto de 
criança, brinquedos e seu escritório, procure apoio em 
quem faz isso muito bem. Temos uma metodologia clara 
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(21) 9912-5705 
Maria Luiza (Personal Organizer) 
Solenidade cívico-espiritu-alista, 
dirigida por Herval 
Tavares de Campos, presidente 
da Filial São Paulo do Ra - 
cionalismo Cristão, em 20 de 
junho, marcou o 7º ani versário 
do Correspon dente Macapá 
(Amapá). 
Apesar dos 93 anos de 
idade, Herval Tavares de Cam - 
pos transmitiu, com sá bias 
palavras de encorajamento, to-da 
sua energia espiritual e 
seus co nheci mentos da doutri-na 
ra cio nalista cristã, que fre-quenta 
há mais de 70. E in-centivou 
e enalteceu o grande 
público presente. 
O presidente da Casa 
aniversariante, Saloé Ferreira 
da Silva, e vários companhei-ros 
se pronunciaram de mons-trando 
sua grande alegria em 
participar de mais esse evento 
racionalista cris tão. 
O Correspondente Maca - 
pá tem bases sólidas e uma 
belíssima, acon che gante e 
confortável sede própria; tem 
aproximadamente 20 mili-tantes, 
mas não pode tornar-se 
filial por falta de médiuns. 
Há pessoas com grande sen-sibilidade 
mediú nica, mas 
ainda lhes falta conhecimen-to 
e confiança em si mesmos, 
expe-riência que somente se 
adquire com muita disci-plina, 
estudo e empenho. 
Isso se consegue com o pas-sar 
do tempo e a certeza que 
estão trabalhando para si 
mesmos e para a huma ni - 
dade, carente de co nhe ci - 
mentos espiritualistas. 
Logo após a solenidade, 
foi inaugurada a Sala das 
Crianças José Carvalho Fi lho, 
no prédio anexo. O ho mena - 
geado foi um grande colabo-rador 
da Doutrina na Filial 
São Paulo e membro do Con - 
selho local. Quando o Cor res - 
pondente começou a funcio - 
nar, José Car valho Fi lho pas-sou 
longa temporada em Ma - 
capá, colaborando com os 
companheiros, que pouco sa - 
biam sobre a Dou trina, e 
transmitindo seus vastos co-nhecimentos 
sobre esta fi - 
losofia e a sua disciplina. 
Faleceu, recentemente, com a 
idade de 89 anos. 
Logo na inauguração já a 
nova dependência do Cor - 
respondente abrigava 40 cri-anças, 
que apro veitavam todos 
os brinquedos e jogos educa-tivos, 
e se confraternizando 
entre elas. 
Em seguida à inaugura - 
ção, os presentes se con fra - 
terni za ram e saudaram o ani - 
versário do Correspon dente 
com o Parabéns pra você. 
No sábado, os racionalis-tas 
cristãos de Macapá e os 
visitantes participaram de um 
almoço em Mazagão, ci dade 
próxima. A delegação de São 
Paulo retornou no domingo, 
após uma semana em Macapá. 
Durante esse tempo houve 
aprendizado da militância lo-cal 
e dos visitantes, com troca 
de expe riências. 
Saloé e a esposa Daniela 
Barros foram alvo de muitos 
elogios e agradecimentos pela 
manei ra, gentil e carinhosa 
com que recebe os visitantes, 
que se encantam com a saga - 
cidade, inteligência e espon-taneidade 
de Sofia, de quatro 
anos, filha do casal. 
COLABORAÇÃO DE MARIALVA 
DE CAMPOS SPOSITO, MILITANTE DA 
FILIAL SÃO PAULO. 
Variada e ampla progra-mação 
de eventos, que 
se estendeu de 29 de 
março a 19 de abril, come - 
morou o 55º aniversário da 
fundação da Filial Ilha de 
São Vicente (Cabo Verde) do 
Raciona lismo Cristão, sedia-da 
em Mindelo, e o 20º da 
sua sede própria. 
O programa comemorati-vo 
incluiu palestras, reunião 
cívico-espiritualista, lança-mento 
do livro Casas Racio - 
nalistas Cristãs, da autoria 
do conceituado escritor mi - 
litante do Racionalismo Cris - 
tão Mar tinho de Melo An - 
dra de, e homenagem póstu-ma 
ao fundador da Casa e 
seu primeiro presidente, Má - 
rio Duarte Lopes. 
A primeira palestra do 
programa foi proferida em 
29 de marco, na Filial Ilha 
de São Vicente. Foi orador o 
presidente interino da Fi lial 
Ilha de São Nicolau, Her cu - 
lano Cruz, que apresentou o 
tema Domínio Pró prio e Ra - 
cionalismo Cristão e Ciência 
Experimental. Seguiu-se um 
debate de alto nível. 
A segunda palestra, feita 
pelo representante regional da 
Casa-Chefe para as ilhas de 
São Vicente, Santo Antão e 
São Nicolau, e presidente da 
Filial Ilha de São Vi cente, 
Antero Filipe dos Santos, 
ocorreu em 5 de abril. O tema 
escolhido versava sobre os 
atributos Von tade e Percep ção. 
O ponto alto das come - 
morações aconteceu em 9 de 
abril, dia do aniversário da 
Filial, com a realização da 
reunião cívico-espiritualista 
em ambiente festivo, de ale-gria, 
disciplina e civismo, 
com a Casa lotada de mili-tantes, 
assistentes, amigos e 
simpatizantes da Doutrina. 
Entre os visitantes estava o 
presidente da Filial Coo - 
lhaven, João Ricardo Lopes. 
A reunião solene come - 
çou com a homenagem a 
Mário Duarte Lopes. Além 
do discurso do presidente 
titular da filial aniversari-ante, 
presidentes de outras 
casas ra cionalistas cristãs da 
Ilha de São Vicente dig-nificaram 
ainda mais o ato, 
agraciando o homenageado 
com pronunciamentos de 
muita elevação espiritual. 
Ao final das comemo-rações 
foi servido jantar de 
gala, com música ao vivo, 
nas instalações da gare marí-tima 
do Porto Grande de 
São Vicente, gentilmente ce-didas 
pela renomada empre-sa 
local de infraestruturas 
portuárias Enapor S.A. 
O lançamento do livro 
Casas Racio nalistas Cristãs, de 
Martinho Melo de Andra de, 
aconteceu no dia 19 de abril, 
com direito televisivo, por 
Antero Filipe dos San tos, a 
convite do escritor. O evento 
foi encerrado com interven - 
ções de todos os pre sidentes 
das casas ra ciona listas cristãs 
da ilha e de alguns assistentes. 
O presidente da Filial 
Ilha de São Vicente, Antero 
Fili pe dos Santos, apresentou 
passagens da biografia da - 
quele que “em vida física se 
chamou Mário Duarte Lo - 
pes, o timoneiro desta Casa, 
ou melhor, o seu fundador, 
que deu tudo por tudo, quer 
para a cons trução desta se - 
de, quer para a continuidade 
desta Dou trina, beneficiado-ra 
e esclarecedora.” 
Lembrou que “nasceu na 
ilha vi zinha de Santo Antão 
esse grande companheiro e 
amigo, que, logo após o 
cumprimento do serviço mi - 
li tar, nesta ilha, tomou gosto 
pelo comércio, tendo-se dis-tinguido 
nesta praça como 
empresário de sucesso e res - 
peitado por todos que com 
ele privavam”. 
Destacou que os desíg - 
nios de Mário Lopes não es-tavam 
ligados apenas ao 
comércio, pois, ao chegar a 
suas mãos pela primeira vez 
a obra es sencial Racionalis - 
mo Cris tão, através da sua 
esposa, Ade laide Medina Lo - 
pes, confor me relato de pes-soas 
da época, começou a in-teressar- 
se pela Doutrina. 
Antes, po rém, já frequentava 
pólos onde se praticava a 
limpeza psíquica em São 
Vicente, tendo-se des tacado 
dentre os compa nhei ros pela 
forma dedicada e escorreita 
como se atirou à luta, obten-do, 
assim, esclarecimento su-ficiente 
que o tornou convic-to 
como racionalista cristão 
autêntico. 
Lembrou Antero Filipe 
dos Santos que “várias vezes, 
em conversa, Mário Lopes 
contava que nessas lides à 
procura do esclarecimento 
espiritual enfrentou grandes 
dificuldades”. Fundou uma 
casa racionalista cristã, 
“herdeira do núcleo de pra - 
ticantes que mais tar de ele 
viria formar, juntamente com 
Ma teus Santos e outros com - 
pa nheiros. Antes, frequentou 
o núcleo formado pelo então 
Presidente Astral desta Casa, 
João Miranda, com quem 
mantinha boas relações e 
diá logo constante sobre o 
Racio nalismo Cris tão. 
Continuou o presidente: 
“Antes de fundar esta Casa, 
Mário Lopes frequentava o 
núcleo de Antonio Gregória, 
agente da polícia colonial, 
no Monte, tendo logo em 
seguida juntado com mais 
alguns companheiros e 
Mateus Santos, outro cultor 
da espiritualidade. No pri - 
meiro andar da residência 
deste, iniciaram a limpeza 
psíquica. Nessa altura, colo-cava- 
se o problema a quem 
deveria caber a responsabi - 
lidade do núcleo. É claro 
que, por insistência de Ma - 
teus Santos e de outros com-panheiros, 
‘Má rio Mimoso’, 
como era co nhecido, foi a 
pessoa indicada.” 
Mário Lopes visitou o 
Brasil por duas vezes, trocou 
ideias com Antonio Cottas e 
aprofundou ainda mais os 
conhecimentos para que, 
mais tarde, pudesse transmi-tir 
com fidelidade a Dou - 
trina de Luiz de Mattos e 
Luiz Thomaz. 
“Pelos registros arquiva-dos 
na Secretaria, Mário Lo - 
pes foi indicado em 20 de 
agosto de 1974 presidente da 
primeira corrente fluídica 
desta Casa”, lembrou o re - 
presentante da Casa-Chefe. 
O presidente da Casa 
ani versariante contou que 
Mário Lopes foi um exímio 
doutrinador, sempre com os 
olhos postos na disciplina, 
e formou jovens para a fu-tura 
militância na Filial que 
presidia. 
“A homenagem que está 
sendo feita acontece precisa-mente 
oito anos depois de 
Mário Lopes haver sido dis-tinguido 
pela Casa-Chefe 
com o título de Membro Ho - 
no rário do Racionalismo 
Cristão, como tributo aos 
relevantes serviços prestados 
à Doutrina. Isto ocorreu em 
2006, quando, pela primeira 
vez um alto dignitário da 
Casa-Chefe visitou o país”, 
lembrou o presidente. 
O orador destacou que, 
graças a Mário Lopes e ou-tros 
militantes que pratica - 
vam o Racionalismo Cristão 
na clandestinidade no perío-do 
colonial de Cabo Verde, 
a Dou trina está enraizada no 
país. 
Mário Lopes não se sa - 
tisfez apenas com o desem-penho 
que vinha tendo como 
presidente de uma filial da 
Casa-Chefe. Há muito queria 
fazer mais para a Doutrina: 
seu sonho era um dia en-volver- 
se na constru ção de 
uma sede própria para alber-gar 
maior número de assis-tentes, 
uma vez que a Casa 
da Rua de Santo Antonio já 
se mostrava exí gua, para tan-ta 
gente que a ela aportava. 
Contou ainda que Mário 
Lopes tanto lutou para con-seguir 
um bom local que, de-pois 
de muita negociação 
com o delegado do Governo, 
alcançou o que mais queria: 
um terreno na cidade do 
Mindelo, para edificar mais 
um templo do saber na Ilha 
de São Vi cente. Aprovado o 
projeto, com os parcos recur-sos 
de que dispunha a Fi lial 
mais o que Mário Lopes 
disponibilizou das suas pró - 
prias economias, iniciou a 
construção deste edifício; to-do 
esse esforço visava a con-cretizar 
o grande sonho que 
acalentava há muito. 
Mário Lopes desencar-nou 
em 13 de setembro de 
2008. 
Mário Duarte Lopes recebe presente de aniversário 
Sala das Crianças à disposição dos futuros frequentadores

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    SETEMBRO / 2014A RA ZÃO PÁGINA 5 Reportagem Saloé Ferreira da Silva e Herval Tavares de Campos Casa em Macapá comemora 7 anos Sílvia Regina Hernandes Psicóloga – C.R.P. 06/66344 ψ INDIVIDUAL E CASAIS São Paulo Telefones (11) 5575-5250 / Cel. 9813-2030 Filial Ilha de São Vicente festeja 55 anos de fundação O presidente Antero Filipe dos Santos entre João Brito e Mário Lopes, filho do homenageado Homenagem póstuma a Mário Lopes ESTILO ORGANIZER Organização? Se você encontra dificuldade em organizar sua casa, seus armários, lavanderia, quarto de criança, brinquedos e seu escritório, procure apoio em quem faz isso muito bem. Temos uma metodologia clara e adequada para cada cliente. Ética - Segurança - Discrição Incialmente realizamos uma consulta gratuita para avaliar os espaços que você precisa organizar. (21) 9912-5705 Maria Luiza (Personal Organizer) Solenidade cívico-espiritu-alista, dirigida por Herval Tavares de Campos, presidente da Filial São Paulo do Ra - cionalismo Cristão, em 20 de junho, marcou o 7º ani versário do Correspon dente Macapá (Amapá). Apesar dos 93 anos de idade, Herval Tavares de Cam - pos transmitiu, com sá bias palavras de encorajamento, to-da sua energia espiritual e seus co nheci mentos da doutri-na ra cio nalista cristã, que fre-quenta há mais de 70. E in-centivou e enalteceu o grande público presente. O presidente da Casa aniversariante, Saloé Ferreira da Silva, e vários companhei-ros se pronunciaram de mons-trando sua grande alegria em participar de mais esse evento racionalista cris tão. O Correspondente Maca - pá tem bases sólidas e uma belíssima, acon che gante e confortável sede própria; tem aproximadamente 20 mili-tantes, mas não pode tornar-se filial por falta de médiuns. Há pessoas com grande sen-sibilidade mediú nica, mas ainda lhes falta conhecimen-to e confiança em si mesmos, expe-riência que somente se adquire com muita disci-plina, estudo e empenho. Isso se consegue com o pas-sar do tempo e a certeza que estão trabalhando para si mesmos e para a huma ni - dade, carente de co nhe ci - mentos espiritualistas. Logo após a solenidade, foi inaugurada a Sala das Crianças José Carvalho Fi lho, no prédio anexo. O ho mena - geado foi um grande colabo-rador da Doutrina na Filial São Paulo e membro do Con - selho local. Quando o Cor res - pondente começou a funcio - nar, José Car valho Fi lho pas-sou longa temporada em Ma - capá, colaborando com os companheiros, que pouco sa - biam sobre a Dou trina, e transmitindo seus vastos co-nhecimentos sobre esta fi - losofia e a sua disciplina. Faleceu, recentemente, com a idade de 89 anos. Logo na inauguração já a nova dependência do Cor - respondente abrigava 40 cri-anças, que apro veitavam todos os brinquedos e jogos educa-tivos, e se confraternizando entre elas. Em seguida à inaugura - ção, os presentes se con fra - terni za ram e saudaram o ani - versário do Correspon dente com o Parabéns pra você. No sábado, os racionalis-tas cristãos de Macapá e os visitantes participaram de um almoço em Mazagão, ci dade próxima. A delegação de São Paulo retornou no domingo, após uma semana em Macapá. Durante esse tempo houve aprendizado da militância lo-cal e dos visitantes, com troca de expe riências. Saloé e a esposa Daniela Barros foram alvo de muitos elogios e agradecimentos pela manei ra, gentil e carinhosa com que recebe os visitantes, que se encantam com a saga - cidade, inteligência e espon-taneidade de Sofia, de quatro anos, filha do casal. COLABORAÇÃO DE MARIALVA DE CAMPOS SPOSITO, MILITANTE DA FILIAL SÃO PAULO. Variada e ampla progra-mação de eventos, que se estendeu de 29 de março a 19 de abril, come - morou o 55º aniversário da fundação da Filial Ilha de São Vicente (Cabo Verde) do Raciona lismo Cristão, sedia-da em Mindelo, e o 20º da sua sede própria. O programa comemorati-vo incluiu palestras, reunião cívico-espiritualista, lança-mento do livro Casas Racio - nalistas Cristãs, da autoria do conceituado escritor mi - litante do Racionalismo Cris - tão Mar tinho de Melo An - dra de, e homenagem póstu-ma ao fundador da Casa e seu primeiro presidente, Má - rio Duarte Lopes. A primeira palestra do programa foi proferida em 29 de marco, na Filial Ilha de São Vicente. Foi orador o presidente interino da Fi lial Ilha de São Nicolau, Her cu - lano Cruz, que apresentou o tema Domínio Pró prio e Ra - cionalismo Cristão e Ciência Experimental. Seguiu-se um debate de alto nível. A segunda palestra, feita pelo representante regional da Casa-Chefe para as ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, e presidente da Filial Ilha de São Vi cente, Antero Filipe dos Santos, ocorreu em 5 de abril. O tema escolhido versava sobre os atributos Von tade e Percep ção. O ponto alto das come - morações aconteceu em 9 de abril, dia do aniversário da Filial, com a realização da reunião cívico-espiritualista em ambiente festivo, de ale-gria, disciplina e civismo, com a Casa lotada de mili-tantes, assistentes, amigos e simpatizantes da Doutrina. Entre os visitantes estava o presidente da Filial Coo - lhaven, João Ricardo Lopes. A reunião solene come - çou com a homenagem a Mário Duarte Lopes. Além do discurso do presidente titular da filial aniversari-ante, presidentes de outras casas ra cionalistas cristãs da Ilha de São Vicente dig-nificaram ainda mais o ato, agraciando o homenageado com pronunciamentos de muita elevação espiritual. Ao final das comemo-rações foi servido jantar de gala, com música ao vivo, nas instalações da gare marí-tima do Porto Grande de São Vicente, gentilmente ce-didas pela renomada empre-sa local de infraestruturas portuárias Enapor S.A. O lançamento do livro Casas Racio nalistas Cristãs, de Martinho Melo de Andra de, aconteceu no dia 19 de abril, com direito televisivo, por Antero Filipe dos San tos, a convite do escritor. O evento foi encerrado com interven - ções de todos os pre sidentes das casas ra ciona listas cristãs da ilha e de alguns assistentes. O presidente da Filial Ilha de São Vicente, Antero Fili pe dos Santos, apresentou passagens da biografia da - quele que “em vida física se chamou Mário Duarte Lo - pes, o timoneiro desta Casa, ou melhor, o seu fundador, que deu tudo por tudo, quer para a cons trução desta se - de, quer para a continuidade desta Dou trina, beneficiado-ra e esclarecedora.” Lembrou que “nasceu na ilha vi zinha de Santo Antão esse grande companheiro e amigo, que, logo após o cumprimento do serviço mi - li tar, nesta ilha, tomou gosto pelo comércio, tendo-se dis-tinguido nesta praça como empresário de sucesso e res - peitado por todos que com ele privavam”. Destacou que os desíg - nios de Mário Lopes não es-tavam ligados apenas ao comércio, pois, ao chegar a suas mãos pela primeira vez a obra es sencial Racionalis - mo Cris tão, através da sua esposa, Ade laide Medina Lo - pes, confor me relato de pes-soas da época, começou a in-teressar- se pela Doutrina. Antes, po rém, já frequentava pólos onde se praticava a limpeza psíquica em São Vicente, tendo-se des tacado dentre os compa nhei ros pela forma dedicada e escorreita como se atirou à luta, obten-do, assim, esclarecimento su-ficiente que o tornou convic-to como racionalista cristão autêntico. Lembrou Antero Filipe dos Santos que “várias vezes, em conversa, Mário Lopes contava que nessas lides à procura do esclarecimento espiritual enfrentou grandes dificuldades”. Fundou uma casa racionalista cristã, “herdeira do núcleo de pra - ticantes que mais tar de ele viria formar, juntamente com Ma teus Santos e outros com - pa nheiros. Antes, frequentou o núcleo formado pelo então Presidente Astral desta Casa, João Miranda, com quem mantinha boas relações e diá logo constante sobre o Racio nalismo Cris tão. Continuou o presidente: “Antes de fundar esta Casa, Mário Lopes frequentava o núcleo de Antonio Gregória, agente da polícia colonial, no Monte, tendo logo em seguida juntado com mais alguns companheiros e Mateus Santos, outro cultor da espiritualidade. No pri - meiro andar da residência deste, iniciaram a limpeza psíquica. Nessa altura, colo-cava- se o problema a quem deveria caber a responsabi - lidade do núcleo. É claro que, por insistência de Ma - teus Santos e de outros com-panheiros, ‘Má rio Mimoso’, como era co nhecido, foi a pessoa indicada.” Mário Lopes visitou o Brasil por duas vezes, trocou ideias com Antonio Cottas e aprofundou ainda mais os conhecimentos para que, mais tarde, pudesse transmi-tir com fidelidade a Dou - trina de Luiz de Mattos e Luiz Thomaz. “Pelos registros arquiva-dos na Secretaria, Mário Lo - pes foi indicado em 20 de agosto de 1974 presidente da primeira corrente fluídica desta Casa”, lembrou o re - presentante da Casa-Chefe. O presidente da Casa ani versariante contou que Mário Lopes foi um exímio doutrinador, sempre com os olhos postos na disciplina, e formou jovens para a fu-tura militância na Filial que presidia. “A homenagem que está sendo feita acontece precisa-mente oito anos depois de Mário Lopes haver sido dis-tinguido pela Casa-Chefe com o título de Membro Ho - no rário do Racionalismo Cristão, como tributo aos relevantes serviços prestados à Doutrina. Isto ocorreu em 2006, quando, pela primeira vez um alto dignitário da Casa-Chefe visitou o país”, lembrou o presidente. O orador destacou que, graças a Mário Lopes e ou-tros militantes que pratica - vam o Racionalismo Cristão na clandestinidade no perío-do colonial de Cabo Verde, a Dou trina está enraizada no país. Mário Lopes não se sa - tisfez apenas com o desem-penho que vinha tendo como presidente de uma filial da Casa-Chefe. Há muito queria fazer mais para a Doutrina: seu sonho era um dia en-volver- se na constru ção de uma sede própria para alber-gar maior número de assis-tentes, uma vez que a Casa da Rua de Santo Antonio já se mostrava exí gua, para tan-ta gente que a ela aportava. Contou ainda que Mário Lopes tanto lutou para con-seguir um bom local que, de-pois de muita negociação com o delegado do Governo, alcançou o que mais queria: um terreno na cidade do Mindelo, para edificar mais um templo do saber na Ilha de São Vi cente. Aprovado o projeto, com os parcos recur-sos de que dispunha a Fi lial mais o que Mário Lopes disponibilizou das suas pró - prias economias, iniciou a construção deste edifício; to-do esse esforço visava a con-cretizar o grande sonho que acalentava há muito. Mário Lopes desencar-nou em 13 de setembro de 2008. Mário Duarte Lopes recebe presente de aniversário Sala das Crianças à disposição dos futuros frequentadores