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MANUAL DE BOMBAS
MANUAL DE BOMBA 
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ou confiança depositada sobre qualquer conteúdo deste material.
Introdução 
A indústria fabril tem uma elevada demanda pesada por bombas, quando 
se trata de uma ótima operação, alta confiabilidade e baixo consumo de 
energia. Por esse motivo, a Grundfos desenvolveu o Manual de Bomba, 
que, de maneira simples, aborda com várias considerações ao dimensionar 
bombas e sistemas de bombas. 
Elaboramos um manual para engenheiros e técnicos que trabalham 
com o projeto e instalação de bombas e sistemas de bombas, contendo 
respostas para uma ampla variedade de perguntas técnicas específicas 
sobre as bombas. O Manual de Bombas pode ser lido do princípio ao fim ou 
parcialmente sobre tópicos específicos. 
O manual está dividido em 5 capítulos, os quais abordam as diferentes 
fases do projeto de sistemas de bombas. 
No capítulo 1 fazemos uma apresentação geral de diferentes tipos de 
bombas e componentes. Aqui também descrevemos quais precauções 
tomar ao lidar com líquidos viscosos. Além disso, os materiais mais usados, 
assim como os diferentes tipos de corrosão são apresentados aqui. As 
terminologias mais importantes relacionadas à leitura do desempenho 
das bombas são apresentadas no capítulo 2. O Capítulo 3 aborda os 
sistemas hidráulicos e alguns dos fatores mais importantes a considerar 
para se obter uma ótima operação do sistema de bombas. Visto que é 
frequentemente necessário ajustar o desempenho da bomba por meio 
de vários métodos de ajuste, estes métodos são abordados no capítulo 4. 
O capítulo 5 descreve os custos do ciclo de vida uma vez que o consumo 
de energia desempenha um papel importante nas bombas e sistemas de 
bombas de hoje. 
Esperamos sinceramente que você faça uso do Manual de Bomba e o 
considere útil no seu trabalho diário. 
Diretor de Segmento Especialista em Aplicação 
Mogens Roy Olesen Christian R. Bech
Capítulo 1 Design de bombas e motores.................................7 
Seção 1.1 Construção de bombas................................................8 
1.1.1 A bomba centrífuga...............................................................8 
1.1.2 Curvas das bombas................................................................ 9 
1.1.3 Características da bomba centrífuga...........................11 
1.1.4 Tipos mais comuns de bombas de 
sucção axial e em linha ................................................... 12 
1.1.5 Tipos de rotores (forças axiais) ....................................... 14 
1.1.6 Tipos de carcaças (forças radiais)................................... 15 
1.1.7 Bombas monoestágio....................................................... 15 
1.1.8 Bombas multiestágio..........................................................16 
1.1.9 Bombas com acoplamento longo e curto 16 
Seção 1.2 Tipos de bombas..........................................................17 
1.2.1 Bombas padrão .................................................................... 17 
1.2.2 Bombas bi-partida............................................................. 17 
1.2.3 Bombas hermeticamente seladas ............................. 18 
1.2.4 Bombas sanitárias ..............................................................20 
1.2.5 Bombas de efluentes ....................................................... 21 
1.2.6 Bombas imersíveis ............................................................ 22 
1.2.7 Bombas submersas .......................................................... 23 
1.2.8 Bombas de descolamento positivo .............................24 
Seção 1.3 Vedações de eixos mecânicos...............................27 
1.3.1 Componentes e função da vedação 
de eixo mecânico.................................................................29 
1.3.2 Vedações de eixos mecânicos balanceados 
e não balanceados .............................................................30 
1.3.3 Tipos de vedações de eixos mecânicos....................... 31 
1.3.4 Combinações de materiais da face 
da vedação.............................................................................34 
1.3.5 Fatores que afetam o desempenho 
da vedação.............................................................................36 
Seção 1.4 Motores.......................................................................... 39 
1.4.1Padrões ..................................................................................... 40 
1.4.2 Partida no motor................................................................. 46 
1.4.3 Tensão de alimentação.................................................... 47 
1.4.4 Conversor de frequência................................................. 47 
1.4.5 Proteção do motor............................................................. 49 
Seção 1.5 Líquidos............................................................................53 
1.5.1 Líquidos viscosos............................................................................ 54 
1.5.2 Líquidos Não Newtonianos ...................................................... 55 
1.5.3 Impacto dos líquidos viscosos sobre o desempenho 
de uma bomba centrífuga......................................................... 55 
1.5.4 Seleção da bomba correta para um líquido 
com anticongelante ......................................................................56 
1.5.5 Exemplo de cálculo ....................................................................... 58 
1.5.6 Seleção da bomba com auxílio de computador 
para líquidos densos e viscosos................................................ 58 
Seção 1.6 Materiais........................................................................ 59 
1.6.1 O que é corrosão?..................................................................60 
1.6.2 Tipos de corrosão...................................................................61 
1.6.3 Metais e ligas metálicas.....................................................65 
1.6.4 Cerâmica...................................................................................71 
1.6.5 Plástico.......................................................................................71 
1.6.6 Borracha....................................................................................72 
1.6.7 Revestimentos........................................................................73 
Capítulo 2 Instalação e leitura do 
desempenho .....................................................................................75 
Seção 2.1 Instalação da bomba ................................................76 
2.1.1 Nova instalação.....................................................................76 
2.1.2 Substituição-instalação existente .................................76 
2.1.3 Fluxo do tubo para instalação de 
bomba única..........................................................................77 
2.1.4 Limitação de ruídos e vibrações......................................78 
2.1.5 Nível de som (L)......................................................................81 
Seção 2.2 Desempenho da bomba .........................................83 
2.2.1 Termos hidráulicos................................................................83 
2.2.2 Termos elétricos.....................................................................90 
2.2.3 Propriedades dos líquidos.................................................93 
Índice
Capítulo 3 Sistema hidráulico......................................................95 
Seção 3.1 Características do sistema .......................................96 
3.1.1 Resistências únicas...............................................................97 
3.1.2 Sistemas abertos e fechados ............................................98 
Seção 3.2 Bombas conectadas em série e paralelas............101 
3.2.1 Bombas em paralelo..........................................................101 
3.2.2 Bombas conectadas em série........................................103 
Capítulo 4 Ajuste do desempenho 
das bombas......................................................................................105 
Seção 4.1 Ajuste do desempenho das bombas.................106 
4.1.1 Controle por estrangulamento....................................107 
4.1.2 Controle de desvio.............................................................107 
4.1.3 Modificação do diâmetro do rotor.............................108 
4.1.4 Controle de velocidade....................................................108 
4.1.5 Comparação dos métodos de ajuste.........................110 
4.1.6 Eficiência geral do sistema da bomba......................111 
4.1.7 Exemplo: Consumo de energia relativo 
quando o fluxo é reduzido em 20%...........................111 
Seção 4.2 Soluções para bomba com 
velocidade controlada ...................................................114 
4.2.1 Controle de pressão constante....................................114 
4.2.2 Controle de temperatura constante..........................115 
4.2.3 Pressão do diferencial constante em 
um sistema de circulação..............................................115 
4.2.4 Controle da pressão diferencial 
com compensada por fluxo .........................................116 
Seção 4.3 Vantagens do controle 
de velocidade......................................................................117 
Seção 4.4 Vantagens das bombas com 
conversor de frequência integrado .......................... 118 
4.4.1 Curvas de desempenho de bombas com 
velocidade controlada.....................................................119 
4.4.2 Bombas com velocidade controlada em 
diferentes sistemas ..........................................................119 
Seção 4.5 Conversor de frequência.......................................122 
4.5.1 Funções e características básicas.................................122 
4.5.2 Componentes do conversor 
de frequência......................................................................122 
4.5.3 Condições especiais referentes aos 
conversores de frequência.............................................124 
Capítulo 5 Cálculo dos custos 
do ciclo de vida ...............................................................................127 
Seção 5.1 Equação de custos do ciclo de vida....................128 
5.1.1 Custos iniciais, preço de compra (Cic)..........................129 
5.1.2 Custos de Instalação e 
comissionamento (Cin).....................................................129 
5.1.3 Custos de energia (Ce)........................................................130 
5.1.4 Custos operacionais (Co)...................................................130 
5.1.5 Custos ambientais (Cenv)...................................................130 
5.1.6 Custos de manutenção e reparos (Cm)......................131 
5.1.7 Custos de tempo de parada, 
perda de produção (Cs)...................................................131 
5.1.8 Custos de desmantelamento 
e descarte (Co)......................................................................131 
Seção 5.2 Cálculo dos custos 
do ciclo de vida – um exemplo ...................................132 
Apêndice............................................................................................133 
A) Notações e unidades........................................................134 
B) Tabelas de conversão de unidades.............................135 
C) Prefixos SI e alfabeto grego...........................................136 
D) Pressão do vapor e densidade da água 
em diferentes temperaturas........................................137 
E) Orifício .................................................................................138 
F) Mudança na pressão estática devido 
à mudança do diâmetro do cano...............................139 
G) Injetores.................................................................................140 
H) Nomograma para perdas de 
carga em curvas e válvulas............................................141 
I) Nomograma para perda do tubo de 
água limpa a 20˚C.............................................................142 
J) Sistema periódico..............................................................143 
K) Padrões de bombas..........................................................144 
L) Viscosidade para líquidos diferentes 
como função da temperatura do líquido................145 
Índice remissivo.............................................................................151
Capítulo 1. Design de bombas e motores 
Seção 1.1: Construção da bomba 
1.1.1 A bomba centrífuga 
1.1.2 Curvas da bomba 
1.1.3 Características da bomba centrífuga 
1.1.4 Tipos mais comuns de bombas de 
sucção axial e em linha 
1.1.5 Tipos de rotor (forças axiais) 
1.1.6 Tipos de carcaças (forças radiais) 
1.1.7 Bombas monoestágio 
1.1.8 Bombas multiestágio 
1.1.9 Bombas com acoplamento longo 
e curto 
Seção 1.2 Tipos de bombas 
1.2.1 Bombas padrão 
1.2.2 Bombas bi-partida 
1.2.3 Bombas hermeticamente seladas 
1.2.4 Bombas sanitárias 
1.2.5 Bombas de efluentes 
1.2.6 Bombas imersíveis 
1.2.7 Bombas submersa 
1.2.8 Bombas de deslocamento positivo
Seção 1.1 
Construção da bomba 
1.1.1 Bomba centrífuga 
Em 1689, o físico Denis Papin inventou a bomba 
centrífuga e este tipo de bomba é o mais usado ao 
redor do mundo. A bomba centrífuga é construída 
sobre um princípio simples: O líquido é levado 
até o cubo do rotor e, através da força centrífuga, 
ele é lançado na direção da periferia dos rotores. 
A construção é razoavelmente barata, robusta e 
simples e sua alta velocidade possibilita conectar 
a bomba diretamente a um motor assíncrono. 
A bomba centrífuga oferece um fluxo de líquido 
uniforme e pode facilmente ser acelerado sem 
causar danos a bomba. 
Agora, vamos observar a figura 1.1.1, que mostra 
o fluxo do líquido através da bomba. A entrada 
da bomba leva o líquido para o centro do rotor 
giratório de onde é lançado para a periferia. Esta 
construção oferece alta eficiência e é apropriada 
para lidar com líquidos puros. As bombas, que têm 
que lidar com líquidos impuros, como bombas 
de efluentes, são equipadas com um rotor que é 
construído especialmente para evitar que objetos 
fiquem armazenados no interior da bomba, 
consulte a seção 1.2.5. 
Se ocorrer diferença de pressão no sistema enquanto 
a bomba centrífuga não estiver funcionando, o 
líquido ainda consegue passar através da mesma 
devido ao seu desenho aberto. 
Como se pode ver na figura 1.1.2, a bomba centrífuga 
pode ser classificada em diferentes grupos: Bombas 
de fluxo radial, bombas de fluxo misto e bombas de 
fluxo axial. As bombas de fluxos radial e as bombas 
de fluxo misto são os tipos mais comuns utilizados. 
Portanto, iremos nos concentrar somente nestes tipos 
de bombas nas próximas páginas. 
Entretanto, apresentaremos brevemente a bomba 
de deslocamento positivo na seção 1.2.8. 
As diferentes exigências de desempenho das 
bombas centrífugas, especialmente em relação à 
altura manométrica total, fluxo e instalação, 
junto com as exigências de operação econômica, 
são somente algumas das razões porque existem 
tantos tipos de bombas. A Figura 1.1.3 mostra os 
diferentes tipos de bombas em relação ao fluxo e 
pressão. 
Fig. 1.1.1: O fluxo do líquido através da bomba 
Bomba de fluxo radial Bomba de fluxo misto Bomba de fluxo axial 
Fig. 1.1.2: Diferentes tipos de bombas centrífugas 
H [m] 
1 2 
10000 
6 
4 
2 
1000 
6 
4 
2 
100 
6 
4 
2 
10 
6 
4 
2 
4 
6 
Bombas de fluxo radial 
multiestágios 
Bombas de 
fluxo radial 
monoestágios 
10 
Bombas de fluxo misto 
Bombas de fluxo axial 
2 46 100 2 46 10002 46 10000 100000 
Q [m3/h] 
Fig. 1.1.3: Fluxo e altura manométrica total para 
diferentes tipos de bombas centrífugas 
8
1.1.2 Curvas das bombas 
Antes de aprofundarmos no mundo da construção e 
tipos de bombas apresentaremos as características 
básicas das curvas de desempenho das bombas. O 
desempenho de uma bomba centrífuga é mostrado 
por um conjunto de curvas de desempenho. As 
curvas de desempenho para uma bomba centrífuga 
são mostradas na figura 1.1.4. Altura manométrica 
total, consumo de energia, eficiência de consumo 
e NPSH são mostrados como uma função no fluxo. 
Normalmente, as curvas das bombas nas apostilas de 
dados cobrem somente a parte da bomba. Portanto, 
o consumo de energia, o valor P2 que também está 
listado nas apostilas de dados, cobre somente a 
energia que entra na bomba – consulte a figura 
1.1.4. O mesmo vale para o valor eficiência, que cobre 
somente a parte da bomba (η = ηP). 
Em alguns tipos de bombas com motor integrado e 
conversor de frequência possivelmente integrado, 
por exemplo, bombas com motor blindado (consulte 
a seção 1.2.3), a curva de consumo de energia e a 
curva η cobrem o motor e a bomba. Neste caso, é o 
valor P1 que deve ser levado em consideração. 
No geral, as curvss das bombas são projetadas de acordo 
com o ISO 9906 Anexo A, que especifica as tolerâncias 
das curvas: 
• Q +/- 9%, 
• H +/-7%, 
• P +9% 
• -7%. 
Mostramos a seguir uma breve apresentação das 
diferentes curvas de desempenho de bombas. 
Altura manométrica total, a curva QH 
A curva QH mostra a altura manométrica total, que 
a bomba é capaz de executar em um determinado 
fluxo. A altura manométrica total é medida em metros 
de coluna de líquido/metros [mLC]; normalmente a 
unidade metro [m] é aplicada. A vantagem de se usar 
a unidade [m] como unidade de medida da altura 
manométrica total da bomba é que a curva QH não 
é afetada pelo tipo de líquido que bomba tem que 
manejar, consulte a seção 2.2 para mais informações. 
H 
[m] 
η 
[%] 
50 
40 
70 
Eficiência 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
12 
10 
8 
6 
4 
2 
30 
20 
10 
0 
0 10 20 30 40 50 60 70 Q [m 3/h] 
P2 
[kW] 
10 
8 
6 
4 
2 
0 
NPSH 
(m) 
Consum o de energia 
NPSH 
Fig. 1.1.4: Curvas de desempenho típicas para 
uma bomba centrífuga. Altura manométrica 
total, consumo de energia, eficiência e NPSH são 
mostrados como uma função do fluxo 
Q 
P1 M P2 H 
3~ 
ηM ηP 
Fig. 1.1.5: As curvas para consumo de energia e 
eficiência normalmente cobrem somente a parte 
da bomba da unidade – i.e. P2 e ηP 
H 
[m] 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
0 10 20 30 40 50 60 70 80 Q [m3/h 
Fig. 1.1.6: Curva QH típica para uma bomba 
centrífuga; fluxo baixo resulta em altura 
manométrica total alta e fluxo alto resulta em 
altura manométrica total baixa 
9
Eficiência, a curva η 
A eficiência é a relação entre a energia fornecida e 
a quantidade de energia utilizada. No mundo das 
bombas, a eficiência ηP é a relação entre a energia, 
que a bomba fornece para a água (PH) e a entrada 
de energia no eixo (P2): 
onde: 
ρ é a densidade do líquido em kg/m3, 
g é a aceleração da gravidade em m/s2, 
Q é o fluxo em m3/h e H é a altura manométrica 
total em m. 
Para água a 20oC e com Q medido em m3/h e H em 
m, a energia hidráulica pode ser calculada como: 
Como aparece a partir da curva de eficiência, a 
eficiência depende do ponto de operação da bomba. 
Portanto, é importante selecionar uma bomba que 
seja compatível com os requisitos de fluxo e que 
assegure que a bomba esteja funcionando na área 
de fluxo mais eficiente. 
Consumo de energia, a curva P2 
A relação entre o consumo de energia da bomba 
e o fluxo é mostrada na figura 1.1.8. A curva P2 
da maioria das bombas centrífugas é semelhante 
à curva na figura 1.1.8 onde o valor P2 aumenta 
quando o fluxo aumenta. 
Curva NPSH (Altura Manométrica de Sucção 
Positiva Líquida) 
O valor NPSH de uma bomba é a pressão mínima 
absoluta (consulte a seção 2.2.1) que deve estar 
presente no lado de sucção da bomba para evitar 
cavitação. O valor NPSH é medido em [m] e 
depende do fluxo; quando o fluxo aumenta, o valor 
NPSH também aumenta; figura 1.1.9. Para mais 
informações sobre cavitação e NPSH, vá para a 
seção 2.2.1. 
η 
[%] 
80 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
0 10 20 30 40 50 60 70 Q [m 3/h] 
Fig. 1.1.7: Curva de eficiência de uma bomba 
centrífuga típica 
P2 
[kW] 
10 
8 
6 
4 
2 
0 
0 10 20 30 40 50 60 70 Q [m 3/h] 
Fig. 1.1.8: Curva de consumo de energia de uma 
bomba centrífuga típica 
NPSH 
[m] 
10 
8 
6 
4 
2 
0 
0 10 20 30 40 50 60 70 Q [m 3/h] 
ηp = 
PH 
P2 
= 
ρ . g . Q . H 
P2 x 3600 
Fig. 1.1.9: Curva NPSH de bomba centrífuga 
típica 
PH = 2.72 . Q . H [W] 
10 
Seção 1.1 
Construção da bomba 
= Q . H . g .ρ 
3600 x ηp 
P2
1.1.3 Características da bomba centrífuga 
A bomba centrífuga possui várias características 
e as mais importantes serão apresentadas nesta 
seção. Mais adiante neste capítulo forneceremos 
uma descrição mais detalhada dos diferentes tipos 
de bombas. 
• Número de fases 
Dependendo do número de rotores na bomba, 
uma bomba centrífuga pode ser uma bomba 
monoestágio ou uma bomba multiestágio. 
• Posição do eixo da bomba 
As bombas monoestágio e multiestágio são 
produzidas com eixos de bomba verticais ou 
horizontais. Estas bombas normalmente são 
normalmente designadas como bombas horizontais 
ou verticais. Para mais informações, vá para seção 
1.1.4. 
• Rotores de sucção simples ou de sucção dupla 
Dependendo da construção do rotor, uma bomba 
pode ser equipada com um rotor de sucção simples 
ou rotor de sucção dupla. Para mais informações, vá 
para a seção 1.1.5. 
• Acoplamento de estágios 
Os estágios da bomba podem ser arranjados de 
duas maneiras diferentes: em série e em paralelo, 
consulte a figura 1.1.10. 
• Construção da carcaça da bomba 
Diferenciamos entre dois tipos de carcaça de bomba: 
Carcaça Voluta e carcaça de canal de retorno com 
palhetas guia. Para mais informações, vá para a 
seção 1.1.6. 
Fig 1.1.10: Bomba dupla com rotores 
acoplados em paralelo 
11
Seção 1.1 
Construção da bomba 
1.1.4 Tipos mais comuns de bomba de sucção axial e em linha 
Sucção axial 
Horizontal 
Monoestágio 
Multiestágio 
Acoplamento curto Acoplamento curto 
Acoplamento longo 
Bomba de sucção axial = O líquido entra diretamente no rotor. A entrada e a saída possuem 
um ângulo de 90°. Consulte a seção 1.1.9 
Bomba em linha = O líquido passa diretamente pela bomba em linha. O cano de sucção e o cano 
de descarga 
são colocados opostos um ao outro e podem ser montados diretamente no 
sistema de encanamento 
Bomba com carcaça 
bipartida = Bomba com carcaça dividida axialmente. Consulte a seção 1.2.2 
Bomba horizontal = Bomba com eixo horizontal 
Bomba vertical = Bomba com eixo vertical 
Bomba monoestágio = Bomba com rotor único. Consulte a seção 1.1.7 
Bomba multiestágio = Bomba com vários rotores acoplados em série. Consulte a seção 1.1.8 
Bomba com acoplamento 
longo = Bomba conectada ao motor através de um acoplamento flexível. O motor e 
a bomba possuem construções de rolamentos separados. Consulte a seção 
1.1.9 
Bomba com acoplamento 
curto = bomba conectada ao motor através de um acoplamento rígido. Consulte a 
seção 1.1.9 
12
Em linha 
Horizontal / Vertical 
Multiestágio 
Monoestágio 
Bipartida 
Monoestágio 
Acoplamento longo Acoplamento curto Acoplamento curto 
Acoplamento longo 
Horizontal 
13
1.1.5 Tipos de rotores (forças axiais) 
A bomba centrífuga gera pressão que exerce forças 
sobre as peças fixas e giratórias da bomba. 
As peças das bombas são feitas para suportar 
essas forças. Se as forças axiais e radiais não 
forem contrabalanceadas na bomba, as forças 
devem ser consideradas ao selecionar o sistema 
de acionamento da bomba (rolamento de contato 
angular no motor). Em bombas equipadas com 
rotor de sucção simples, podem ocorrer grandes 
forças axiais, figuras 1.1.11 e 1.1.12. Estas forças 
são balanceadas em uma das seguintes formas: 
• Mecanicamente por meio de rolamentos 
de impulso. Estes tipos de rolamentos são 
especialmente projetados para absorver as 
forças axiais dos rotores 
• Por meio de orifícios de balanceamento no rotor, 
consulte a figura 1.1.13 
• Por meio de regulagem do acelerador a partir 
de um anel de vedação montado na traseira dos 
rotores, consulte a figura 1.1.14 
• Impacto dinâmico a partir da traseira do rotor, 
consulte a figura 1.1.15 
• O impacto axial sobre a bomba pode ser evitado 
usando rotores de sucção dupla (consulte a 
figura 1.1.16). 
Fig. 1.1.13: Balanceando as 
forças axiais em uma bomba 
centrífuga monoestágio com 
orifícios de balanceamento 
somente 
Fig. 1.1.14: Balanceando 
as forças axiais em 
uma bomba centrífuga 
monoestágio com lacuna 
de vedação no lado de 
descarga e orifícios de 
balanceamento 
Fig. 1.1.15: Balanceando as 
forças axiais em uma bomba 
centrífuga monoestágio 
com lâminas na traseira dos 
rotores 
Fig. 1.1.16: Balanceando as 
forças axiais em um sistema 
de rotor de sucção duplo 
Fig. 1.1.11: : Rotor de 
sucção simples 
Fig. 1.1.12: Bomba padrão 
com rotor de sucção simples 
Forças Axiais 
Seção 1.1 
Construção da Bomba 
14
1.1.6 Tipos de carcaças (forças radiais) 
As forças radiais resultam da pressão estática na 
carcaça. Portanto, podem ocorrer deflexões axiais 
que levam à interferência entre o rotor e a carcaça. 
A magnitude e a direção da força radial dependem 
da taxa do fluxo e altura manométrica total. 
Ao projetar a carcaça da bomba, é possível controlar 
as forças radiais hidráulicas. Vale a pena mencionar 
dois tipos de carcaças: a carcaça voluta simples e 
a carcaça voluta dupla. Como se pode observar na 
figura 1.1.18, as duas carcaças têm o formato de 
voluta. A diferença entre as duas é que a voluta 
dupla possui uma palheta guia. 
A bomba de voluta simples é caracterizada por uma 
pressão simétrica na voluta no ponto de eficiência 
ótimo, que leva à carga radial zero. Em todos os 
outros pontos, a pressão ao redor do rotor não é 
regular e consequentemente há presença de força 
radial. 
Como se pode observar na figura 1.1.19, a carcaça 
voluta dupla desenvolve uma força de reação radial 
baixa constante em qualquer capacidade. 
Os canais de retorno (figura 1.1.20) são usados em 
bombas multiestágio e têm a mesma função básica 
que as carcaças volutas. O líquido é levado de um 
rotor para o outro ao mesmo tempo, a rotação da 
água é reduzida e a pressão dinâmica é transformada 
em pressão estática. Devido ao projeto circular da 
carcaça do canal, não há forças radiais presentes. 
1.1.7 Bombas monoestágio 
Geralmente, as bombas monoestágio são usadas 
em aplicações que não exigem uma altura 
manométrica total de mais de 150 m. Normalmente, 
as bombas monoestágio operam no intervalo de 
2-100 m. 
As bombas monoestágio são caracterizadas por 
fornecer uma altura manométrica 
baixa em relação ao fluxo, consulte a figura 1.1.3. 
A bomba monoestágio é produzida no desenho 
vertical e horizontal, consulte as figuras 1.1.21 e 
1.1.22. 
Fig. 1.1.17: Rotor de Forças radiais 
Carcaça Voluta 
Carcaça voluta 
dupla 
1.0 Q /Qopt 
Força Radial 
Carcaça voluta dupla 
sucção simples 
Fig. 1.1.19: Força radial para 
carcaça voluta simples e dupla 
Fig. 1.1.22: Bomba 
com acoplamento 
curto em linha 
monoestágio 
vertical 
Fig. 1.1.21: Bomba com 
acoplamento curto de 
sucção axial monoestágio 
Fig. 1.1.20: Bomba 
em linha multiestágio 
vertical com carcaça de 
canal de retorno 
Canal de retorno 
15 
Fig. 1.1.18: Carcaça voluta simples
Fig. 1.1.25: Bomba com 
acoplamento longo com 
acopla mento básico 
Fig. 1.1.26: Bomba com acoplamento longo com 
acopla mento de espaçador 
1.1.8 Bombas multiestágio 
Bombas multiestágio são usadas em instalações 
onde uma altura manométrica elevada é 
necessária. Diversas fases são conectadas em série 
e o fluxo é guiado desde a saída de uma fase até 
a entrada da próxima. A altura manométrica final 
que uma bomba multiestágio pode proporcionar 
é igual à soma da pressão que cada estágio pode 
proporcionar. 
A vantagem das bombas multiestágio é que 
elas proporcionam uma altura manométrica 
elevada em relação ao fluxo. Como as bombas 
monoestágio, as bombas multiestágio estão 
disponíveis nas versões vertical e horizontal, 
consulte as figuras 1.1.23 e 1.1.24. 
1.1.9 Bombas com acoplamento longo 
e bombas com acoplamento curto 
Bombas com acoplamento longo 
Bombas com acoplamento longo são bombas com 
acoplamento flexível que conecta a bomba e o 
motor. Este tipo de acoplamento está disponível 
como acoplamento básico ou como acoplamento 
de espaçador. 
Se a bomba estiver conectada ao motor por um 
acoplamento básico, é necessário desmontar o 
motor quando a bomba precisar de manutenção. 
Portanto, é necessário alinhar a bomba na 
montagem, consulte a figura 1.1.25. 
Por outro lado, se a bomba estiver equipada com 
um acoplamento de espaçador, é possível fazer a 
manutenção na bomba sem desmontar o motor. 
Deste modo, o alinhamento não é um problema, 
consulte a figura 1.1.26. 
Bombas com acoplamento curto 
Estas bombas podem ser construídas nas duas 
maneiras a seguir: A bomba tem o rotor montado 
diretamente sobre o eixo estendido do motor ou a 
bomba tem um motor padrão e um acoplamento 
rígido ou acoplamento de espaçador, consulte as 
figuras 1.1.27 e 1.1.28. 
Fig. 1.1.24: Bomba de 
sucção axial multiestágio 
Fig. 1.1.23: Bomba horizontal 
em linha multiestágio 
vertical 
Fig. 1.1.27: Bomba com 
acoplamento curto com 
acoplamento rígido 
Fig. 1.1.28: Diferentes tipos de acoplamento 
Tipo acoplam ento 
básic o 
Bomba com 
acoplamento 
longo com 
acoplamento 
flexível 
Bomba com 
acoplamento 
curto com 
acoplamento 
rígido 
Acoplam ento de 
espaçador (opci)onal 
Seção 1.1 
Construção da bomba 
16
Fig. 1.2.1:Bomba padrão com 
acoplamento longo 
Fig. 1.2.2: Bomba padrão com 
eixo simples 
Fig. 1.2.3: Bomba com carcaça 
bipartida com acoplamento longo 
Fig. 1.2.4: Bomba com 
carcaça bipartida com 
rotor de sucção dupla 
Seção 1.2 
Tipos de bomba 
1.2.1 Bombas padrão 
Poucas normas internacionais tratam de bombas 
centrífugas. Na verdade, muitos países possuem 
seus próprios padrões, que mais ou menos 
sobrepõem uns aos outros. Uma bomba padrão 
é aquela compatível com as regulamentações 
oficiais, como, por exemplo, o ponto de operação 
da bomba. Relacionamos abaixo alguns exemplos 
de padrões internacionais para bombas: 
• EN 733 (DIN 24255) se aplica às bombas 
centrífugas de sucção axial, também conhecidas 
como bombas de água padrão com pressão 
nominal (PN) de 10 bar. 
• EN 22858 (ISO 2858) se aplica às bombas 
centrífugas, também conhecidas como bombas 
químicas padrão com pressão nominal (PN) de 
16 bar, consulte o apêndice K. 
As normas mencionadas acima cobrem as 
dimensões de instalação e os pontos de operação 
de diferentes tipos de bombas. Quanto às peças 
hidráulicas destas bombas, elas variam de acordo 
com o fabricante - deste modo, não há padrões 
internacionais determinados para estas peças. 
Bombas, que são projetadas de acordo com os 
padrões, oferecem vantagens ao usuário final 
relacionadas à instalação, assim como serviço, 
peças de reposição e manutenção. 
1.2.2 Bombas com carcaça bipartida 
Uma bomba com carcaça bipartida é uma 
bomba cuja carcaça é dividida axialmente em 
duas partes. A Figura 1.2.4 mostra uma bomba 
monoestágio com carcaça bipartida com rotor 
de sucção dupla. A construção com entrada 
dupla elimina as forças axiais e assegura 
uma expectativa de vida útil mais longa dos 
rolamentos. Geralmente, as bombas com carcaça 
bipartida são mais eficientes, tem manutenção 
mais fácil e uma faixa de desempenho ampla. 
17
Seção 1.2 
Tipos de bomba 
1.2.3 Bombas hermeticamente seladas 
Não é de surpreender que a guia de entrada 
do eixo da bomba deve ser selada. Geralmente, 
isto é feito através de um retentor mecânico 
do eixo, consulte a figura 1.2.5. A desvantagem 
do retentor mecânico do eixo são suas 
propriedades deficientes quando se trata 
de manipulação líquidos tóxicos e agressivos, 
que, consequentemente, levam a vazamento. 
Até certo ponto estes problemas podem ser 
resolvidos usando um retentor mecânico duplo 
do eixo. Outra solução para estes problemas é 
usar uma bomba hermeticamente selada. 
Diferenciamos estes dois tipos de bombas 
hermeticamente seladas: Bombas com motor 
blindado e bombas com acionamento magnético. 
Informações adicionais sobre estas bombas são 
encontradas nos próximos parágrafos. 
Bombas com motor blindado 
Uma bomba com motor blindado é uma 
bomba hermeticamente selada com o motor 
e a bomba integrados em uma unidade sem 
retentor, consulte as figuras 1.2.6 e 1.2.7. O 
líquido bombeado entra na câmara do rotor que 
é separado do estator por uma blindagem fina 
do rotor. O rotor pode servir como uma barreira 
hermeticamente selada entre o líquido e o motor. 
As bombas químicas são feitas de materiais 
como plástico ou aço inoxidável que podem 
suportar líquidos agressivos. 
O tipo mais comum de motor blindado é a 
bomba circuladora. Este tipo de bomba é usado 
tipicamente em circuitos de aquecimento, pois 
sua construção produz baixo ruído e a operação 
é livre de manutenção. 
Liquido 
Retentor 
Atmosfera 
Fig. 1.2.5: Exemplo de bomba padrão com retentor 
mecânico do eixo 
Blindagem 
do motor 
Fig. 1.2.6: Bomba química com motor blindado 
Blindagem 
do Motor 
Fig. 1.2.7: Bomba circuladora com motor blindado 
18
Bombas com acionamento magnético 
Nos últimos anos, as bombas com acionamento 
magnético têm se tornado cada vez mais 
populares para transferência de líquidos tóxicos 
e agressivos. 
Como mostrado na figura 1.2.8, a bomba com 
acionamento magnético é composta por dois 
grupos de magnetos; um magneto interno e 
um magneto externo. Uma blindagem não 
magnetizada pode separar estes dois grupos. 
A blindagem serve como uma barreira 
hermeticamente selada entre o líquido e a 
atmosfera. Como ilustrado na figura 1.2.9, o 
magneto externo é conectado ao acionamento 
da bomba e o magneto externo é conectado 
ao eixo da bomba. Por meio disto, o torque 
do acionamento da bomba é transmitido para 
o eixo da bomba. O líquido bombeado serve 
como lubrificante para os rolamentos da bomba. 
Portanto, ventilação suficiente é crucial para os 
rolamentos. 
Magnetos externos Magnetos internos 
Blindagem 
Fig. 1.2.8: Construção do acionamento magnético 
Magnetos 
internos 
Blindagem 
Magnetos 
externos 
Fig. 1.2.9: Bomba multiestágio com acionamento 
magnético 
19
Fig. 1.2.10: Bomba sanitária 
Fig.1.2.11: Bomba sanitária com canal lateral de 
auto-escorvamento 
1.2.4 Bombas sanitárias 
As bombas sanitárias são usadas principalmente 
por indústrias de alimentos, bebidas, farmacêuticas 
e de biotecnologia onde é muito importante que o 
líquido bombeado seja manipulado suavemente e 
que as bombas sejam fáceis de limpar. 
Para atender as exigências de processamento 
destas indústrias, as bombas devem ter uma 
superfície áspera entre 3,2 e 0,4 μm Ra. Isto pode 
ser melhor obtido usando aço inoxidável forjado 
ou laminado rolado como materiais de construção, 
consulte a figura 1.2.12. Estes materiais possuem 
uma superfície compacta não porosa que pode 
ser facilmente trabalhada para atender os vários 
requisitos de acabamento de superfície. 
As principais características das bombas sanitárias 
são facilidade de limpeza e de manutenção. 
Os fabricantes líderes de bombas sanitárias 
projetaram suas bombas para atender os padrões 
a seguir: 
EHEDG – [Grupo de Design de Equipamento 
Higiênico Europeu] 
QHD – [Design Higiênico Qualificado] 
3-A – Padrões Sanitários: 
3A0/3A1: Padrão Industrial/Higiênico 
Ra ≤ 3.2 μm 
3A2: Padrão Estéril 
Ra ≤ 0.8 μm 
3A3: Padrão Estéril 
Ra ≤ 0.4 μm 
Areia fundida 
Fundição de 
precisão 
Aço rolado 
Fig.1.2.12: Aspereza da superfície do material 
Seção 1.2 
Tipos de bomba 
20
Fig. 1.2.14: Bomba de efluentes para instalações secas 
Rotor de 
vórtice 
Rotor de 
canal simples 
Rotor de 
canal duplo 
Fig.1.2.13: Detalhe de 
uma bomba de esgoto 
para instalações úmidas 
1.2.5 Bombas de efluentes 
Uma bomba de efluentes é um equipamento 
lacrado com uma bomba e um motor. Devido 
a sua construção, a bomba de efluentes é 
apropriada para instalação submersa em poços. 
Trilhos duplos com sistema de autoacoplamento 
normalmente são usados em instalações 
submersas. O sistema de autoacoplamento 
facilita a manutenção, reparo e substituição da 
bomba. Devido à construção da bomba, não 
é necessário entrar no poço para executar 
o serviço. Na verdade, é possível conectar e 
desconectar a bomba automaticamente de fora 
do poço. As bombas de efluentes também podem 
ser instaladas secas como bombas convencionais 
em instalações horizontais ou verticais. Da 
mesma forma, este tipo de instalação é de fácil 
manutenção e reparo e proporciona operação 
ininterrupta da bomba no caso de inundação da 
poço seco, consulte a figura 1.2.14. 
Normalmente, as bombas de efluentes têm 
que ser capazes de manejar partículas grandes. 
Portanto, elas são equipadas com rotores 
especiais para evitar bloqueio e entupimento. 
Existem vários tipos de rotores: rotores de canal 
simples, rotores de canal duplo, rotores de três e 
quatro canais e rotores de vórtice. A Figura 1.2.15 
mostra os diferentes desenhos de rotores. 
As bombas de efluentes geralmente são 
produzidas com um motor seco, com proteção 
IP68 (para mais informações sobre classes de 
IP, vá para a seção 1.4.1). O motor e a bomba 
possuem um eixo estendido comum com um 
sistema de retentor mecânico duplo do eixo em 
uma câmara de óleo intermediária, consulte a 
figura 1.2.13. 
As bombas de efluentes podem operar 
intermitenteou continuamente de acordo com a 
instalação em questão. 
21
1.2.6 Bombas imersíveis 
A bomba imersível é um tipo de bomba onde uma 
parte dela fica submersa no líquido bombeado e o 
motor é mantido seco. Normalmente, as bombas 
imersíveis são montadas no topo ou na parede de 
tanques ou reservatórios. As bombas imersíveis 
são usadas, por exemplo, na indústria de máquinas, 
ferramenta de solda, esmerilhadoras, centros de 
usinagem e unidades de resfriamento ou em outras 
aplicações envolvendo tanques e reservatórios, 
lavanderias industriais e sistemas de filtragem. 
As bombas para tornos podem ser divididas em 
dois grupos: Bombas para o lado limpo do filtro 
e bombas para o lado sujo do filtro. As bombas 
com rotores fechados normalmente são usadas 
para o lado limpo do filtro por que fornecem alta 
eficiência e alta pressão se necessário. Bombas com 
rotores abertos ou semi-abertos normalmente são 
usadas para o lado sujo do filtro por que podem 
lidar com cavacos e partículas. 
Fig. 1.2.16: Bomba imersível 
Seção 1.2 
Tipos de bomba 
22
Fig. 1.2.17: Bomba submersível 
1.2.7 Bombas submersas 
Há dois tipos de bombas submersas: A 
bomba submersa para sondagem com motor 
submersível e a bomba de poços profundos com 
motor seco, que é conectado à bomba por eixo 
longo. Estas bombas normalmente são usadas 
junto com o fornecimento e irrigação de água. 
Os dois tipos de bombas são feitos para serem 
instalados em poços submersos estreitos, assim 
sendo, possuem um diâmetro reduzido, que 
as tornam mais longas do que outros tipos de 
bombas,consulte a figura 1.2.17. 
As bombas submersas são especialmente 
projetadas para serem submersas em líquido 
e desse modo são equipadas com motor 
submersível, com proteção de IP68. A bomba 
é produzida nas versões monoestágio e 
multiestágio (a versão multiestágio sendo a 
mais comum) e é equipada com uma válvula de 
retenção no cabeçote. 
Atualmente, a bomba de poço profundo tem 
sido mais ou menos substituída pelo tipo de 
bomba submersível. O eixo longo da bomba 
de poço profundo é uma desvantagem, que 
dificulta a instalação e execução do serviço. 
Como o motor da bomba de poço profundo 
é refrigerado a ar, a bomba frequentemente 
é utilizada em aplicações industriais para 
bombear água quente de tanques abertos. 
A bomba submersível não opera em altas 
temperaturas por que o motor fica submerso 
no líquido que tem que resfriá-lo. 
23
1.2.8 Bombas de deslocamento positivo 
A bomba de deslocamento positivo fornece um 
fluxo constante aproximado a uma velocidade 
fixa, apesar das mudanças na contrapressão. 
Existem dois tipos de bombas de deslocamento 
positivo: 
• Bombas rotativas 
• Bombas reciprocantes 
A diferença no desempenho entre uma bomba 
centrífuga, uma bomba rotativa e uma bomba 
reciprocante está ilustrada à direita, figura 1.2.18. 
Dependendo do tipo de bomba que você estiver 
lidando, uma pequena alteração na contrapressão 
da bomba resulta em diferenças no fluxo. 
O fluxo de uma bomba centrífuga mudará 
consideravelmente, o fluxo de uma bomba 
rotativa mudará um pouco enquanto que o fluxo 
de uma bomba reciprocante não mudará nada. 
Mas por que existe uma diferença entre as curvas 
de bombas para bombas reciprocantes e bombas 
rotativas? A superfície da face de vedação real é 
maior para bombas rotativas do que para bombas 
reciprocantes. Então, apesar de as duas bombas 
serem projetadas com as mesmas tolerâncias, a 
perda da bomba rotativa é maior. 
Fig. 1.2.18: Relação típica 
entre fluxo e altura 
manométrica para 3 tipos 
diferentes de bombas: 
1) Bombas centrífugas 
2) Bombas rotativas 
3) Bombas reciprocantes 
Q 
H 
H 
1 
3 2 
3 
2 1 
As bombas são tipicamente projetadas com 
as melhores tolerâncias possíveis para obter 
a eficiência e capacidade de sucção mais 
alta possível. Entretanto, em alguns casos, é 
necessário aumentar as tolerâncias, por 
exemplo, quando as bombas têm que lidar com 
líquidos altamente viscosos, líquidos contendo 
partículas e líquidos de alta temperatura. 
As bombas de deslocamento vibram, o que 
significa que o volume do fluxo dentro de um 
ciclo não é constante. 
A variação no fluxo e a velocidade levam à 
flutuação de pressão devido à resistência no 
sistema de tubulação e nas válvulas. 
Seção 1.2 
Tipos de bomba 
24
Bombas dosadoras 
As bombas dosadoras pertencem à família de bombas 
de deslocamento positivo e tipicamente é do tipo de 
diafragma. As bombas de diafragma não apresentam 
vazamento por que o diafragma forma uma vedação 
entre o líquido e os arredores. 
A bomba de diafragma está equipada com duas 
válvulas de retenção – uma no lado de sucção e 
uma no lado de descarga da bomba. Em relação 
às bombas de diafragma menores, o diafragma é 
ativado pela biela, que é conectada a um eletroímã. 
Com isso, a bobina recebe a quantidade exata de 
cursos necessários, consulte a figura 1.2.21. 
Em relação às bombas de diafragma maiores, o 
diafragma é tipicamente montado na biela, que é 
ativado por um eixo de comando. O eixo de comando 
é girado por meio de um motor assíncrono padrão, 
consulte a figura 1.2.22. 
O fluxo de uma bomba de diafragma é ajustado 
alterando a extensão do curso e/ou a frequência 
dos cursos. Se for necessário aumentar a área de 
operação, os conversores de frequência podem 
ser conectados às bombas de diafragma maiores, 
consulte a figura 1.2.22. 
Há outro tipo de bomba de diafragma. Neste 
caso, o diafragma é ativado por uma biela 
excentricamente acionada por um motor 
escalonador ou motor assíncrono, figuras 1.2.20 
e 1.2.23. Ao usar o acinamento de um motor 
escalonador, a área dinâmica da bomba aumenta 
e melhora sua precisão consideravelmente. Com 
esta construção, não é mais necessário ajustar 
a extensão do curso da bomba por que a biela é 
montada diretamente no diafragma. O resultado 
é que as condições de sucção são otimizadas e os 
recursos de operação são excelentes. 
Portanto, é simples controlar os lados de sucção 
e de descarga da bomba. Comparado às bombas 
de diafragma com acionamento eletromagnético 
tradicional que fornecem pulsações potentes, 
bombas de diafragma acionadas por motor 
escalonador possibilitam obter uma dosagem de 
aditivo mais estável. 
Fig. 1.2.20: Bomba dosadora 
Fig.1.2.21: Mola de retorno da solenoide 
+ 
1.2.22: Mola de retorno 
de acionamento do came 
1.2.23: Acionamento da manivela 
+ 
25
Capítulo 1. Desenho de bombas e motores 
Seção 1.3: Retentores do eixo mecânico 
1.3.1 Componentes e função do retentor do eixo mecânico 
1.3.2 Vedações de eixo balanceado e não balanceado 
1.3.3 Tipos de retentores de eixos mecânicos 
1.3.4 Combinações de materiais da face do retentor 
1.3.5 Fatores que afetam o desempenho do retentor
Seção 1.3 
Retentores de eixos mecânicos 
A partir da metade da década de 1950 os reten-tores 
de eixos mecânicos ganharam terreno em 
favor do método de vedação tradicional l- Caixa 
de empanque. Comparados às caixas de empan-que, 
os retentores dos eixos mecânicos oferecem 
as seguintes vantagens: 
• Elas se mantêm firmes nos menores 
deslocamentos e vibrações no eixo 
• Eles não requerem ajuste 
• As faces do retentor proporcionam uma pequena 
quantidade de atrito e assim perda de potência 
• O eixo não desliza sobre nenhum componente 
da vedação e deste modo não é danificado por 
causa de desgaste (custos de reparo reduzidos). 
O retentor de eixo mecânico é a peça da bomba 
que separa o líquido da atmosfera. Na figura 
1.3.1 pode-se observar alguns exemplos onde 
o retentor do eixo mecânico é montado em 
diferentes tipos de bombas. 
A maioria dos retentores de eixos mecânicos é 
produzida de acordo com a norma europeia EN 
12756. 
Antes de escolher um retentor de eixo, há certas 
coisas que você deve saber sobre o líquido e 
assim a resistência do retentor ao líquido: 
• Determinar o tipo de líquido 
• Determinar a pressão a que o retentor de eixo 
será exposto 
• Determinar a velocidade a que o retentor de eixo 
será exposto 
• Determinar as dimensões internas 
Apresentaremos nas páginas seguintes como um 
retentor de eixo mecânico funciona, os diferentes 
tipos de retentor, de que tipo de material os 
retentores de eixo mecânico são feitos e que fatores 
afetam o desempenho dos retentores de eixos 
mecânicos. 
28 
Fig. 1.3.1: Bombas com 
retentores de eixos mecânicos
1.3.1 Componentes e função do 
retentor de eixo mecânico 
O retentor de eixo mecânico é formado por dois 
componentes principais: uma parte giratória 
e uma parte estacionária; e consiste das peças 
listadas na figura 1.3.2. A Figura 1.3.3 mostra onde 
as diferentes peças estão localizadas no retentor. 
• A parte estacionária do retentor é fixada na 
carcaça da bomba. A parte giratória do retentor 
é fixada no eixo da bomba e gira quando a 
bomba está em operação. 
• As duas faces do retentor primário são 
empurradas uma contra a outra pela mola e 
pressão do líquido. Durante operação um filme 
líquido é produzido na lacuna estreita entre as 
duas faces do retentor. Este filme evapora antes 
de entrar na atmosfera, tornando o líquido do 
retentor do eixo mecânico firme, consulte a 
figura 1.3.4. 
• O retentor secundário impede que haja 
vazamento entre a montagem e o eixo. 
• A mola une as faces do retentor mecanicamente. 
• A mola retentora transmite torque do eixo para 
o retentor. Em relação aos retentores de eixo 
dos foles mecânicos, o torque é transferido 
diretamente pelos foles. 
Lacuna de vedação 
Durante a operação, o líquido forma um 
filme lubrificante entre as faces da vedação. 
Este filme lubrificante consiste de um filme 
hidrostático e um filme hidrodinâmico. 
• O elemento hidrostático é gerado pelo líquido 
bombeado que é forçado para dentro da lacuna 
entre as duas fases. 
• O filme lubrificante hidrodinâmico é criado 
pela pressão gerada pela rotação do eixo. 
Face do retentor (retentor primário) 
Retentor secundário 
Mola 
Mola retentora (transmissão de torque) 
Base (faces do retentor, retentor primário) 
Retenro estático (retentor secundário) 
Fig. 1.3.2: Componentes do retentor de eixo mecânico 
Parte estacionária 
Retenetor do eixo mecânico Designação 
Parte giratória 
Parte estacionária 
Retentor secundário 
Retentor primário 
Peça giratória 
Eixo 
Retentor secundário 
Retentor primário 
Mola 
Mola retentora 
Fig. 1.3.3: Principais componentes do retentor do eixo 
mecânico 
Força líquida 
Força da mola Vapor 
Filme de lubrificação 
Evaporação inicia 
Fig. 1.3.4: Retentor do erixo mecânico em operação 
29
Seção 1.3 
Retentores do eixo mecânico 
Fig. 1.3.5: Relação ideal entre as propriedades de 
lubrificação fina e vazamento limitado 
Forças da mola 
Forças hidráulicas 
Fig. 1.3.6: Interação de 
forças sobre a vedação 
de eixo balanceada 
Área de Contato das 
faces da vedação 
Forças hidráulicas 
Fig. 1.3.7: Interação de 
forças sobre a vedação 
de eixo não balanceada 
A 
Área de Contato das 
faces da vedação 
B 
A B 
A espessura do filme lubrificante depende 
da velocidade da bomba, da temperatura 
do líquido, da viscosidade do líquido e das 
forças axiais da vedação de selo mecânico. 
O líquido é constantemente trocado na lacuna de 
vedação por causa 
• da evaporação do líquido para a atmosfera 
• movimento circular do líquido 
A figura 1.3.5 mostra relação ideal entre as 
propriedades de lubrificação fina e vazamento 
limitado. Como se pode observar, a relação ideal é 
quando o filme de lubrificação cobre toda a lacuna 
de vedação, exceto por uma zona de evaporação 
estreita próximo ao lado atmosférico da vedação de 
selo mecânico. 
Vazamentos devido a depósitos nas faces da vedação 
são observados com frequência. Ao usar refrigerantes, 
os depósitos são criados rapidamente pela evaporação 
no lado de atmosfera da vedação. Quando o líquido 
evapora na zona de evaporação, sólidos microscópicos 
no líquido permanecem na lacuna de vedação como 
depósitos criados por desgaste. 
Estes depósitos são observados em muitos tipos de 
líquidos. Mas quando o líquido bombeado tem a 
tendência para cristalização, isso pode se tornar um 
problema. A melhor maneira de prevenir o desgaste é 
selecionar faces de vedação feitas de material rígido, 
como carboneto de tungstênio (WC) ou carboneto 
de silício (SiC). 
A estreita lacuna de vedação entre estes materiais 
(aprox. 0.3 μm Ra) minimize o risco de sólidos 
entrarem na lacuna de vedação, minimizando com 
isso a quantidade de acúmulo de depósitos. 
1.3.2 Vedações de eixos balanceadas 
e não balanceadas 
Para obter uma pressão de face aceitável 
entre as faces de vedação primárias, há dois 
tipos de vedação de eixo: balanceada e não 
balanceada. 
Vedação de eixo balanceada 
A figura 1.3.6 mostra uma vedação de 
eixo balanceada indicando onde as forças 
interagem sobre a vedação. 
Vedação de eixo não balanceada 
A figura 1.3.7 mostra uma vedação de eixo 
não balanceada indicando onde as forças 
interagem sobre a vedação. 
Várias forças diferentes causam um impacto 
axial sobre as faces da vedação. A força da 
mola e a força hidráulica do líquido bombeado 
pressionam a vedação enquanto que a força 
do filme lubrificante na lacuna de vedação 
neutraliza isso. Em relação à alta pressão do 
líquido, as forças podem ser tão potentes 
que o lubrificante na vedação não consegue 
neutralizar o contato entre as faces da vedação. 
Como a força hidráulica é proporcional à área 
que a pressão do líquido afeta, o impacto axial 
pode ser reduzido somente conseguindo uma 
redução da área com pressão. 
30
0 20 40 60 80 100 120 140 
Taxas de desgaste comparativas válidas para água 
0 20 40 60 80 100 120 140 
Temperatura (oC) 
Fig. 1.3.8: Taxa de desgaste para razões diferentes 
de balanceamento 
K = 1.15 
K = 1.00 
K = 0.85 
Temperatura (oC) 
Taxas de desgaste comparativas válidas para água 
K = 1.15 
K = 1.00 
K = 0.85 
Fig. 1.3.9: Anel de 
vedação 
Vantagens e desvantagens 
do anel de vedação 
Vantagens: 
Apropriado para líquidos 
quentes e aplicações de 
alta pressão 
Desvantagens: 
Depósitos no eixo, como 
ferrugem, podem impedir 
o movimento axial do anel 
de vedação 
Fig. 1.3.10: Vedação de 
fole de borracha 
Vantagens e desvantagens 
da vedação de fole de 
borracha 
Vantagens: 
Insensível a depósitos, 
como ferrugem, no eixo 
Apropriada para bombear 
líquidos contendo sólidos 
Desvantagens: 
Imprópria para líquidos 
quentes e aplicações de 
alta pressão 
Vedação de fole de borracha com 
geometria de foles dobráveis 
A razão de balanceamento (K) de uma vedação de selo 
mecânico é definida como a relação entre a área A e a 
área (B) : K=A/B 
K = Razão de balanceamento 
A = Área exposta à pressão hidráulica 
B = Área de contato das faces da vedação 
Para vedações de eixo balanceadas, a razão de 
balanceamento geralmente é K=0.8 e para vedações 
de eixo não balanceadas a razão de balanceamento 
normalmente é K=1.2. 
1.3.3 Tipos de vedações de selo mecânicos 
Apresentamos abaixo uma descrição breve dos 
principais tipos de vedações de eixos: anel de vedação, 
fole de vedação e a vedação de uma unidade – o 
cartucho de vedação. 
Anéis de vedação 
Em um anel de vedação, a vedação entre o eixo 
giratório e a face de vedação giratória é feita através 
de um anel de vedação (figura 1.3.9). O anel de 
vedação deve ser capaz de deslizar livremente na 
direção axial para absorver deslocamentos axiais como 
resultado das mudanças de temperatura e desgaste. 
O posicionamento Incorreto do assentamento 
estacionário pode resultar em atrito, resultando em 
desgaste necessário no anel de vedação e no eixo. 
Os anéis de vedação são feitos de diferentes tipos de 
borracha como NBR, EPDM e FKM, dependendo das 
condições operacionais. 
Vedação de fole 
Uma característica comum das vedações de foles é 
um fole de metal ou borracha que funciona como 
um elemento de vedação dinâmico entre o anel 
giratório e o eixo. 
Vedações de foles de borracha 
Os foles de vedação de borracha (consulte a figura 
1.3.10) podem ser feitos com diferentes tipos de 
borracha, como NBR, EPDM e FKM, dependendo das 
condições operacionais. Dois princípios geométricos 
diferentes são usados para o desenho dos foles de 
borracha: 
• Foles de rolo 
• Foles dobráveis. 
31
32 
Vedações de fole de metal 
Em uma vedação de selo mecânico comum, a 
mola produz a força de fechamento necessária 
para fechar as faces da vedação. Em uma 
vedação de fole de metal (figura 1.3.11) a mola 
foi substituída por fole de metal com uma força 
semelhante. O fole de metal atua tanto como 
uma vedação dinâmica entre o anel giratório 
e o eixo e como uma mola. O fole possui uma 
quantidade de ondulações que proporciona a 
eles o força desejada. 
Vedações de cartucho 
Em uma vedação de selo mecânico, todas as peças 
formam uma unidade compacta sobre a luva 
do eixo, pronta para ser instalada. A vedação de 
cartucho oferece muitos benefícios comparados 
às vedações de eixos mecânicas convencionais, 
figura 1.3.12. 
Descarga 
Em certas aplicações, é possível estender 
o desempenho da vedação de selo mecânico 
instalando uma descarga, consulte afigura 
1.3.13. A descarga pode abaixar a temperatura da 
vedação de selo mecânico e impedir a formação 
de depósitos. A descarga pode ser instalada 
internamente ou externamente. A descarga 
interna é feita quando um fluxo pequeno do 
lado de descarga da bomba é desviado para a 
área da vedação. A descarga interna é usada 
principalmente para prevenir a geração extra de 
calor em aplicações de aquecimento. A descarga 
externa é feita por um líquido de limpeza e é 
usado para assegurar uma operação livre de 
problemas ao lidar com líquidos abrasivos ou 
sólidos que causam entupimento. 
Fig. 1.3.11: : Vedação de 
fole com cartucho de metal 
Vantagens e 
desvantagens da 
vedação de fole de 
cartucho de metal 
Vantagens: 
Insensíveis a depósitos, 
como ferrugem e cal 
no eixo 
Apropriada para líquidos 
quentes e aplicações de 
alta pressão 
Baixa razão de 
balanceamento leva a 
baixa taxa de desgaste e 
consequentemente vida 
mais longa 
Desvantagens: 
Falha por fadiga da 
vedação de selo mecânico 
pode ocorrer quando 
a bomba não está 
corretamente alinhada 
Pode ocorrer fadiga como 
resultado de pressões ou 
temperaturas excessivas 
Vantagens da vedação 
de cartucho: 
• Manutenção fácil 
e rápida 
• O desenho protege as 
faces da vedação 
• Mola pré-carregada 
• Manipulação segura 
Fig. 1.3.12: Vedação de cartucho 
Fig 1.3.13: Dispositivo de 
descarga de uma vedação 
de selo mecânico simples 
Seção 1.3 
Retentores de eixos mecânicos
33 
Retentores de eixos mecânicos duplos 
Os retentores de eixos mecânicos duplos são usadas 
quando a expectativa de vida de retentores de eixos 
mecânicos simples é insuficiente devido ao desgaste 
causado por sólidos ou pressões e temperaturas muito 
altas / baixas. Além disso, as vedações de selo mecânicos 
são usadas com líquidos tóxicos, agressivos e explosivos 
para proteger os arredores. Há dois tipos de retentores 
de eixos mecânicos duplos: A vedação de selo mecânico 
em tandem e a vedação dupla em um arranjo sequencial. 
Vedação dupla em tandem 
Este tipo de vedação dupla consiste de retentores 
de eixos mecânicos montadas em tandem, que é 
uma atrás da outra, colocadas em uma câmara de 
vedação separada, consulte a figura 1.3.14. 
O arranjo de vedação em tandem deve ser equipado 
com um sistema de liquido de resfriamento para 
• absorver vazamento 
• monitorar a taxa de vazamento 
• lubrificar e resfriar a vedação para prevenir 
congelamento 
• proteger contra funcionamento a seco 
• estabilizar o filme lubrificante 
• impedir a entrada de ar na bomba no caso de vácuo 
A pressão do líquido de resfriamento deve sempre 
ser mais baixa que a pressão do líquido. 
Tandem - circulação 
Circulação do líquido de resfriamento via tanque 
sem pressão, consulte a figura 1.3.14. O líquido de 
resfriamento do tanque elevado é circulado pela 
ação do termossifão e/ou ação de bombeamento na 
vedação. 
Tandem - terminal 
Líquido de resfriamento de um tanque elevado, 
consulte a figura 1.3.15. Não dissipação de calor do 
sistema. 
Tandem - drenagem 
O líquido de resfriamento flui diretamente pela câmara 
de vedação para ser coletado para reuso, ou direcionado 
para drenagem, consulte a figura 1.3.16. 
• 
• 
Fig. 1.3.14: Arranjo de vedação em tandem com 
circulação de liquido de resfriamento 
• 
• 
Fig. 1.3.15: Arranjo de vedação em tandem com 
terminal de líquido de resfriamento 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Fig. 1.3.16: Arranjo com vedação em tandem com 
líquido de resfriamento para drenagem
1.3.4 Combinações de materiais da face 
da vedação 
Apresentamos abaixo a descrição das combinações 
de materiais mais importantes usadas em 
retentores de eixos mecânicos para aplicações 
industriais: Carboneto de tungstênio/carboneto 
de tungstênio, carboneto de silício/carboneto de 
silício e carboneto de carbono/ tungstênio ou 
carboneto de carbono/silício. 
Carboneto de tungstênio/carboneto de 
tungstênio (WC/WC) 
Carboneto de tungstênio cementado cobre o tipo 
de metais duros que são baseados em uma fase do 
carboneto de tungstênio duro (WC) e geralmente 
uma fase de aglutinante metálico mais macio. O 
termo correto é carboneto de tungstênio cementado, 
entretanto, o termo abreviado para carboneto de 
tungstênio (WC) é usado para conveniência. 
WC com liga de cobalto (Co) é somente resistente à 
corrosão na água se a bomba incorporar base metal 
como ferro fundido. 
WC com liga de crômio-níquel-molibdênio é tem 
resistência à corrosão igual à EN 14401. 
WC sem ligas sinterizadas tem a resistência à 
corrosão mais elevada. Entretanto, a resistência à 
corrosão em líquidos, como hipoclorito não é tão 
alta. O par de materiais WC/WC possui as seguintes 
características: 
• Extremamente resistente a desgaste 
• Muito robusto, resiste à manipulação bruta 
• Propriedades de funcionamento a seco 
deficientes. No caso de funcionamento a seco, a 
temperatura aumenta para várias centenas 
de graus Celsius em poucos minutos e 
consequentemente danifica os anéis de vedação. 
Se determinada temperatura e pressão forem 
excedidas, a vedação pode gerar ruído. Ruído é uma 
indicação de condições operacionais deficientes 
que a longo prazo podem causar desgaste na 
vedação. Os limites de uso dependem do diâmetro 
e desenho da face da vedação. 
Para uma combinação da face da vedação WC/WC, 
o período de tempo esperado para aparecimento 
de ruído pode durar de 3-4 semanas, embora 
tipicamente, não há ocorrência de ruído nos 
primeiros 3-4 dias. 
Seção 1.3 
Retentores de eixos mecânicos 
Barreira de 
pressão do líquido 
• 
Câmara de vedação 
com barreira de 
pressão do líquido 
Líquido bombeado 
Fig. 1.3.17: Arranjo de vedação sequencial 
Vedação dupla sequencial 
Este tipo de vedação é a solução ideal para 
manipular líquidos abrasivos, agressivos, explosivos 
que causariam desgaste, dano ou bloqueio em uma 
vedação de selo mecânico. 
A vedação dupla sequencial consiste de duas 
vedações de eixos montadas em sequência em 
uma câmara de vedação separada, consulte a 
figura 1.3.17. Este tipo de vedação protege o 
ambiente ao redor e as pessoas que trabalham 
com a bomba. 
A pressão na câmara de vedação dever 1-2 bares 
mais alta que a pressão da bomba. A pressão pode 
ser gerada por: 
• Uma fonte de pressão separada existente. 
Muitas aplicações incorporam sistemas 
pressurizados. 
• Uma bomba separada, por exemplo, bomba 
dosadora. 
34
Carboneto de silício/carboneto de silício 
(SiC/SiC) 
Carboneto de silício/carboneto de silício (SiC/SiC) 
é uma alternativa para o WC/WC e é usada onde 
a resistência à corrosão mais elevada é necessária. 
A combinação de materiais SiC/SiC possui as 
seguintes características: 
• Material muito frágil que exige manipulação 
cuidadosa 
• Extremamente resistente à água 
• Resistência à corrosão extremamente boa. 
SiC (Q 1s, Q 1P e Q 1G ) corrosão difícil, 
independente 
do tipo de líquido bombeado. Entretanto, a 
exceção é água com condutividade deficiente, 
como água desmineralizada, que ataca as 
variantes SiC Q 1s e Q 1P, enquanto que Q 1G é 
resistente à corrosão neste líquido 
• No geral, estas combinações de materiais 
possuem propriedades deficientes para 
funcionamento a seco. Entretanto, o material 
Q 1G / Q 1G material suporta um período de 
funcionamento a seco limitado por causa do 
conteúdo de grafite no material 
Para finalidades diferentes, há diversas variantes de 
SiC/SiC: 
Q 1s, SiC de granulação fina e sinterização direta 
SiC de granulação fina de sinterização direta com 
uma pequena de poros minúsculos. 
Por alguns anos, esta variante de SiC foi usada como 
material padrão para vedação selo mecânico. Os limites 
de pressão e temperatura são ligeiramente menores que 
aqueles do WC/WC. 
Q 1P, SiC de granulação fina, sinterizado, poroso 
É uma variante do SiC de sinterização densa. Esta 
variante de SiC possui poros fechados circulares 
grandes. O grau de porosidade é de 5-15% e o 
tamanho dos poros é 10-50 μm Ra. 
Os limites de pressão e temperatura excedem aqueles do 
WC/WC. 
Consequentemente, em água quente Q 1P / Q 1P 
combinação gera menos ruído que a combinação 
WC/WC. Entretanto, o ruído de vedações de SiC 
poroso é esperado durante o período de desgaste de 
amaciamento de 3 a 4 dias. 
Q 1G SiC auto-lubrificante, sinterizado 
Variantes materiais SiC contendo lubrificantes secos 
estão disponíveis no mercado. A designação QG 
1 
aplica-se ao material SiC, que é apropriado para uso 
em água destilada ou desmineralizada, como oposto 
aos materiais acima. 
Os limites de pressão e temperatura de Q 1G / Q 1G 
são similares a do Q 1P / Q 1P. 
Os lubrificantes secos, por exemplo grafite, reduzem 
o atrito no caso de funcionamento seco, que é de 
importância decisiva para a durabilidade de uma 
vedação durante o funcionamento a seco. 
Características do carboneto de carbono/ 
tungstênio ou carbono/silício 
Vedações com uma face de carbono possuem as 
seguintes características: 
• Material muito frágil que exige manipulação 
cuidadosa 
• Desgaste por líquidos contendo partículas sólidas 
• Boa resistência à corrosão 
• Boas propriedades de funcionamento a seco 
(funcionamento a seco temporário) 
• As propriedades auto-lubrificantes do carbono tornam 
a vedação apropriada para uso mesmo em condições de 
lubrificação insatisfatórias (alta temperatura) sem geração 
de ruído. Entretanto, estas condições causarão desgaste na 
face de carbono da vedação levando à redução da vida útil. 
O desgaste depende da pressão, temperatura, diâmetro 
líquido e desenho da vedação. Velocidades básicas 
reduzem a lubrificação entre as faces da vedação; como 
resultado, pode se esperar aumento de desgaste. Entretanto, 
normalmente este não é o caso porque a distância 
que as faces da vedação têm para se mover é reduzida. 
35
• Carbono impregnado de metal (A) oferece 
resistência à corrosão limitada, mas resistência 
mecânica melhorada, condutividade de calor e 
desse modo, redução do desgaste 
• Com resistência mecânica reduzida, mas maior 
resistência à corrosão, carbono impregnado 
de resina sintética (B) cobre um campo amplo 
de aplicações. O carbono impregnado de resina 
sintética é aprovado para água potável 
• O uso de carbono/SiC para aplicações com água 
quente pode causar bastante desgaste no SiC, 
dependendo da qualidade do carbono e da água. 
Este tipo de desgaste se aplica ao Q1S/carbono. 
O uso de Q1P, Q 1G ou carbono/ WC causa 
muito menos desgaste. Assim, carbono/ WC, 
carbono/Q1P ou carbono/Q1G para sistemas de 
água quente 
1.3.5 Fatores que afetam o desempenho 
da vedação 
Como mencionado anteriormente, nenhuma 
vedação é totalmente pressionada. Nas próximas 
páginas, apresentaremos os fatores que têm 
impacto sobre o desempenho da vedação: 
Consumo de energia, ruído e vazamento. Estes 
fatores serão apresentados individualmente. 
Entretanto, é importante destacar que eles estão 
intimamente relacionados e assim sendo, devem 
ser considerados como um todo. 
Consumo de energia 
Não é novidade que a vedação precisa de energia 
para girar. Os seguintes fatores contribuem para o 
consume de energia, que é a perda de energia de 
uma vedação de selo mecânico: 
36 
• Ação centrífuga de bombeamento das peças 
giratórias. O consume de energia aumenta 
dramaticamente com a velocidade da rotação 
(para a terceira energia). 
• Atrito da face da vedação. O atrito entre as duas 
faces da vedação consiste de 
– atrito no filme de do líquido fino 
– atrito devido aos pontos de contato entre as 
faces da vedação. 
O nível de consumo de energia depende do desenho 
da vedação, condições de lubrificação e materiais 
da face da vedação. 
Perda de energia (W) 
Perda de energia (W) 
3600 
Velocidade (rpm) 
3600 
2000 4000 6000 8000 10000 12000 
Velocidade (rpm) 
0 
250 
200 
150 
100 
50 
0 
Ação de 
bombeamento 
Atrito 
Fig. 1.3.18: Consumo de energia de uma 
vedação de selo mecânico de 12 mm 
A figura 1.3.18 é um exemplo típico de consumo de 
energia de uma vedação de selo mecânico. A figura 
mostra que o atrito de até 3600 rpm é o motivo 
principal do consumo de energia da vedação de selo 
mecânico. 
O consumo de energia é, principalmente em relação 
às caixas de espanque, um problema importante. 
Como se observar no exemplo, substituir uma caixa 
de empanque por uma vedação de selo mecânico 
leva a uma economia de energia considerável, 
consulte a figura 1.3.19. 
0 
250 
200 
150 
100 
50 
0 
2000 4000 6000 8000 10000 12000 
Ação de 
bombeamento 
Atrito 
Seção 1.3 
Retentores de eixos mecânicos
37 
Bomba padrão 50 mLC; eixo 50 mm e 29OO rpm 
Consumo de energia 
Caixa de empanque 2.0 kWh 
Ved. selo mecânico 0.3 kWh 
Vazamento 
Caixa empanque 3.0 l/h (quando montada corretamente) 
Ved. selo mecânico 0.8 ml/h 
Fig. 1.3.19: Caixa de empanque versus vedação de 
selo mecânico 
Ruído 
Bar 
25 
20 
15 
10 
5 
0 
Ruído 
Faixa de operação 
10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 °C 
Fig. 1.3.20: Relação entre faixa de operação 
e velocidade 
Velocidade 3000 rpm 
Velocidade 1800 rpm 
Velocidade 1200 rpm 
Velocidade 600 rpm 
Bar 
25 
20 
15 
10 
5 
0 
Faixa de operação 
10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 °C 
Velocidade 3000 rpm 
Velocidade 1800 rpm 
Velocidade 1200 rpm 
Velocidade 600 rpm 
Ruído 
A escolha dos materiais da face da vedação 
é decisiva para o funcionamento e vida da 
vedação de selo mecânico. A geração de ruído 
é resultado das condições de lubrificação 
deficientes em vedações que manipulam 
líquidos de baixa viscosidade. A viscosidade da 
água diminui com o aumento da temperatura. 
Isto significa que as condições de lubrificação 
diminuem conforme a temperatura aumenta. 
Se o líquido bombeado atinge ou excede a 
temperatura de ebulição, o líquido na parte 
da face da vedação evapora, que resulta em 
um diminuição adicional nas condições de 
lubrificação. Uma redução na velocidade tem o 
mesmo efeito, consulte a figura 1.3.20. 
Vazamento 
Inversamente, menos vazamento significa 
piores condições de lubrificação e aumento 
de atrito. Na prática, a quantidade de 
vazamento de perda de energia que ocorre 
nas vedações de selo mecânicos pode variar. 
O motivo é que o vazamento depende de fatores 
que são impossíveis de quantificar teoricamente 
por causa do tipo das faces da vedação, tipo de 
líquido, mola, carga,etc. Portanto, a figura 1.3.21 
deve ser entendida como uma orientação. 
Para a leitura correta da curva da taxa de 
vazamento (figura 1.3.21), é necessário seguir 
os quatro passos abaixo: 
Passo 1: Ler a pressão – neste caso 5 bares 
Passo 2: Vedação não balanceada de 30 mm 
Passo 3: Velocidade 3000 rpm 
Passo 4: Taxa de vazamento 0,06 ml/h 
Fig. 1.3.21: Taxas de vazamento
Capítulo 1. Desenho de bombas e motores 
Seção 1.4: Motores 
1.4.1 Normas 
1.4.2 Partida no motor 
1.4.3 Tensão de alimentação 
1.4.4 Conversor de frequência 
1.4.5 Proteção do motor
Motores são usados em muitas aplicações ao redor 
do mundo. A finalidade de um motor elétrico é 
criar rotação, ou seja, converter energia elétrica em 
energia mecânica. As bombas funcionam com energia 
mecânica que é fornecida por motores elétricos. 
1.4.1 Padrões 
NEMA 
A National Electrical Manufacturers Association 
(NEMA) estabelece padrões para uma ampla gama 
de produtos elétricos, incluindo motores. A NEMA 
está principalmente associada a motores usados na 
América do Norte. Os padrões representam as práticas 
industriais gerais e são apoiados pelos fabricantes 
de equipamentos elétricos. Os padrões podem ser 
encontrados na Publicação de Padrões da NEMA No. 
MG1. Alguns motores grandes podem não se encaixar 
nas padrões da NEMA. 
Diretrizes e métodos de proteção – motores Ex 
Fig. 1.4.1: Motor elétrico 
Fig. 1.4.2: Padrões NEMA e IEC 
IEC 
A International Electrotechnical Commission 
(IEC) estabelece padrões para motores usados 
em muitos países do mundo. O padrão IEC 60034 
contém os práticas elétricas recomendadas que 
foram desenvolvidos pelos países participantes 
da IEC. 
Seção 1.4 
Motores 
40
ATEX (ATmosphère EXplosible) refere-se a duas 
diretrizes européias sobre risco de explosão 
dentro de áreas diferentes. A diretriz ATEX envolve 
equipamento elétrico, mecânico, hidráulico e 
pneumático. Quanto ao equipamento mecânico, os 
requisitos de segurança na diretriz ATEX asseguram 
que os componentes de bombas, como vedações 
de eixos e rolamentos não aquecem e inflamam 
gás e poeira. A primeira diretriz ATEX (94/9/ EC) 
trata de requisitos para equipamentos para uso 
em áreas com risco de explosão. O fabricante deve 
satisfazer os requisitos e classificar seus produtos 
em categorias. A segunda diretriz ATEX (99/92/EC) 
trata dos requisitos mínimos de segurança e saúde 
que o usuário deve satisfazer, ao trabalhar em 
áreas com risco de explosão. Diferentes técnicas 
são usadas para prevenir que o equipamento 
elétrico se torne uma fonte de ignição. No caso de 
motores elétricos, os tipos de proteção d (à prova de 
fogo), e (segurança aumentada) e nA (sem faíscas) 
são aplicados em relação a gás e DIP (a prova de 
ignição por poeira) é aplicado em relação à poeira.. 
Motores a prova de fogo 
proteção tipo EExd (de) 
Em primeiro lugar, motores a prova de fogo 
EExd (tipo de) são equipamentos de categoria 
2G para uso na zona 1. A carcaça do estator e 
as flanges isolam as peças do motor a prova de 
fogo que podem incendiar em uma atmosfera 
potencialmente explosiva. Devido ao isolamento, 
o motor é capaz de suportar a pressão que 
acompanha a explosão de uma mistura explosiva 
dentro do motor. A propagação da explosão para a 
atmosfera ao redor do isolamento é assim evitada, 
pois a explosão é resfriada através das passagens 
de chamas. O tamanho das passagens é definido 
na norma EN 50018. A temperatura da superfície 
do isolamento a prova de fogo deve estar sempre 
de acordo com as classes de temperatura. 
Motores de segurança aumentada 
proteção tipo EEx (e) 
Motores de segurança aumentada (tipo e) são 
equipamentos categoria 2G para uso na zona 1. Estes 
motores não são a prova de fogo e não construídos 
para suportar uma explosão interna. A construção 
deste motor é baseada na segurança contra 
Usuário Fabricante 
Zonas: 
Gás (G): 0, 1 e 2 
Poeira (D): 20, 21 e 22 
Risco 
Constante 
Risco 
Potencial 
Risco 
Menor 
Equipamento 
Categoria 3 
(3G/3D) 
Equipamento 
Categoria 2 
(2G/2D) 
Equipamento 
Categoria 1 
(1G/1D) 
Zona: 
0 ou 20 
Zona: 
1 ou 21 
Zona: 
1 ou 21 
Zona: 
2 ou 22 
Zona: 
2 ou 22 
Fig 1.4.3: : A ligação entre as zonas e categorias de 
equipamentos é um requisito mínimo Se as regras 
nacionais forem mais rígidas, elas são aquelas que 
devem ser seguidas. 
Fig 1.4.4: A explosão 
ocorre dentro do motor 
e levado para fora do 
motor pelas passagens de 
chamas. A classificação 
da temperatura para 
motores à prova de fogo 
é válida para superfícies 
externas. 
Fig 1.4.5: Para maior 
segurança, não 
pode ocorrer faíscas 
nos motores EExe. 
A classificação da 
temperatura cobre as 
superfícies internas e 
externas. 
Fig 1.4.6: Com motores 
sem faísca ExnA, 
provavelmente não 
ocorre ignição. 
41
possíveis temperaturas excessivas e ocorrência 
de faíscas e arcos durante a operação normal e 
quando um erro previsível ocorre. A classificação 
de temperatura para segurança aumentada dos 
motores é válida tanto para superfície interna 
quanto externa, e portanto é importante observar 
a temperatura de enrolamento do estator. 
Motores antifaíscas – proteção tipo Ex(nA) 
Motores antifaíscas (tipo nA) são equipamento 
categoria 3G para uso em zona 2. Esses motores 
não podem de maneira alguma inflamar uma 
atmosfera potencialmente explosiva em operação 
normal ver figura 1.4.6. 
Prova de Poeira Inflamável (DIP) 
Dois tipos de motores de Prova de Poeira 
Inflamável existem: 2D/categoria 2 equipamentos 
e 3D/categoria 3 equipamentos. 
2D/categoria 2 equipamentos 
De modo a evitar que a eletricidade estática cause 
ignição, a ventoinha de arrefecimento numa 
categoria de motor 2 DIP para uso em zona 21 
(área com perigo potencial de explosão) é feito 
de metal. Da mesma forma, para minimizar o 
risco de ignição, o terminal de terra externo está 
sujeito a exigências de construção mais severas. 
A temperatura externa da superfície do recinto 
é a que está indicada na placa do motor e 
corresponde ao desempenho de funcionamento 
durante as piores condições permitidas para 
o motor. Motores para uso na zona 21 (área 
com perigo potencial de explosão) tem que ser 
protegido IP65, que é completamente protegido 
contra poeira. 
3D/categoria 3 equipamentos 
Tipo de 
proteção 
Código 
Padrões Uso em A TEX 
T 
CENELEC Principio Aplicação 
categoria/ 
Zona 
EN 
IEC 
60079 
Requisitos 
gerais 
- 50014 - 0 - Requisitos elétricos básicos Todos equipamentos 
Imersão Óleo o 50015 - 6 Categoria 2 
Zona 1 
Componentes elétricos imersos em óleo 
excluindo atmosfera explosiva de ignição Transformadores 
Pressurizado p 50016 - 2 Categoria 2 
Zona 1 
Equipamento do receptáculo é purgado 
para remover atmosfera explosiva e 
pressurizado para evitar o ingresso da 
atmosfera circundante 
Comutação e 
gabinetes de controle, 
motores graneds 
Preenchido pó q 50017 - 5 Categoria 2 
Zona 1 
Partes elétricas são circundadas com pó 
por ex. quartzo para evitar contato com 
atmosfera explosiva 
Aparelhos elétricos, ex. 
capacitores, fusíveis. 
À prova de fogo d 50018 - 1 Categoria 2 
Zona 1 
Equipamento elétrico do receptáculo o qual, 
se há uma explosão interna não inamará 
a atmosfera circundante 
Maior 
segurança 
e 50019 - 7 
Métodos adicionais são usados para 
eliminar arcos, fagulhas, e superfície quente 
capaz de inamar atmosfera inamável 
Segurança 
Intrínseca 
ia 
ib 
50020 
50020 
- 11 
- 11 
Categoria 1 
Zona 0 
Categoria 2 
Zona 1 
Energia elétrica em no equipamento está 
limitada de modo que os circuitos não 
podem inamar uma atmosfera por faíscas 
ou aquecimento 
Equipamento de 
medida e controle, por 
ex. sensores, 
instrumentação 
Encapsulamento m 50028 - 18 Categoria 2 
Zona 1 
Componentes elétricos incorporados em 
material aprovado para evitar contato com 
atmosfera explosiva 
Aparelhos de medida 
e controle, válvulas 
solenoides 
Tipo de 
proteçcão 
nA 50021 - 15 Categoria 3 
Zona 2 Sem formação de arco e sem faísca 
Nota: Grupo II Atmosferas Pó são cobertas pela CENELEC EN 50281-1 E EN 50281-2 
Motores CA, painéis de 
controle, equipamentos 
de iluminação 
Categoria 2 
Zona 1 
Motores CA, terminais 
e cx. de conexão, equip. 
de iluminação, motores 
tipo gaiola de esquilo 
Motores CA, caixas 
terminais, aparelhos 
de iluminação 
Fig 1.4.7: Padrões e métodos de proteção 
42 
Seção 1.4 
Motores
A temperatura indicada na categoria 3 
motor DIP para uso em zona 22 (áreas com 
menos perigo de explosão) corresponde ao 
desempenhos de funcionamento sob as piores 
condições permitidas para aquele motor 
especifico. Um motor para uso em zona 22 tem 
que ser protegido IP 55, que é protegido contra 
poeira. A proteção IP é a única diferença entre 
equipamento categoria 2D e equipamento 
categoria 3D. 
Montagem 
(Montagem Internacional – IM) 
Existem três modos diferentes de montagem: 
motor de montagem em pedestal, motor 
com flange de fixação com flange de orifício 
livre (FF) e motor com flange de fixação com 
flange de orifício roscados (FT). A figura 1.4.8 
mostra as diferentes formas de montagem 
de um motor e as normas que se aplicam 
para as fixações. A montagem de motores 
é estabelecida de acordo com os seguintes 
padrões: 
• IEC 60034-7 Código I, ou seja. designação IM 
seguida pelo código DIN 42590 anteriormente 
usado 
• IEC 60034-7, Código II 
Classe de proteção 
(Proteção contra a Entrada – IP) 
A classe de proteção determina os graus 
de proteção do motor contra a entrada de 
objetos sólidos e água. A classe de proteção 
é determinada por meio de duas letras IP 
seguidas por dois dígitos, por exemplo IP55. 
O primeiro dígito corresponde a proteção 
contra contato e entrada de objetos sólidos e o 
segundo digito a proteção contra a entrada de 
água, ver figura 1.4.9. 
Furos de drenagem permitem a fuga de água 
que possa ter entrado no estator, por exemplo, 
por condensação. 
Quando o motor está instalado num ambiente 
úmido, o furo da drenagem inferior deve ser 
aberto. Abrir o furo de drenagem muda de 
classe da caixa do motor de IP55 para IP44. 
Motor de 
montagem em 
pedestal 
IM B3 
IM 1001 
Motor com 
flange de 
fixação com 
flange de 
orifício livre 
IM B5 
IM 3001 
IM V1 
IM 3011 
Motor com 
flange de 
fixação 
com flange 
de orifício 
roscados 
IM B14 
IM 3601 
IM V18 
IM 3611 
IM B35 
IM 2001 
Fig 1.4.8: Diferentes tipos de montagem 
Fig 1.4.9: A classe de proteção é determinada por meio de 
dois dígitos IP seguidos por duas letras; por exemplo IP55 
43
Tamanho do chassi 
Figura 1.4.11 dá uma visão geral da relação 
entre o tamanho do chassi, extremidade do 
eixo, potencia do motor e tipo de flange 
e tamanho. Para motores de tamanho de 
chassi 63 até e incluindo 315M. a relação está 
especificada em EN 50347. Para motores com 
tamanho de chassi 315L e maior, nenhum 
padrão cobre esta relação. A figura mostra 
onde no motor os diferentes valores que 
formam o tamanho do chassi são medidos. 
Flanges e extremidade do eixo estão de 
acordo com EN 50347 e IEC 60072-1. Algumas 
bombas têm um acoplamento, o que requer 
uma extremidade de eixo do motor lisa ou 
uma extensão do eixo especial que não está 
definido nas normas. 
Classe de Isolamento 
A classe de isolamento é definida na norma 
IEC 60085 e diz algo sobre o quanto robusto 
o sistema de isolamento é para temperaturas. 
A vida de um material isolante é altamente 
dependente da temperatura à qual ele 
é exposto. Os vários materiais e sistemas 
isolantes estão classificados em classes de 
isolamento dependendo de suas habilidades 
a resistir a altas temperaturas. 
100mm 
IEC 100L (Neste caso L = 140 mm) 
140 mm 
Distância entre 
orifícios 
B3 
Fig 1.4.10: Tamanho chassi 
Classe 
B 
F 
H 
Temperatura 
ambiente máxima 
(°C) 
40 
40 
40 
Aumento máximo 
de temperatura 
(K) 
80 
105 
125 
Zona de 
sobretemperatura 
(K) 
10 
10 
15 
Temperatura 
máx. de enrolamento 
(Tmax) (°C) 
130 
155 
180 
Fig 1.4.12: Diferentes classes de isolamento e seus 
aumentos de temperatura em voltagem nominal e carga 
44 
Seção 1.4 
Motores
Fig 1.4.11: A relação entre o tamanho do chassi e entrada de energia 
45
Partida direta 
Como o nome sugere, a partida direta significa 
que o arranque do motor é feito diretamente 
conectado diretamente à fonte na tensão nominal. 
A partida direta é adequada para fornecimentos 
estáveis e mecanicamente rígido e sistema de 
eixo bem dimensionados, por exemplo bombas. 
Sempre que formos aplicar o método de partida 
direta é importante consultar a autoridades locais. 
Partida estrela-triângulo 
O objetivo deste método de inicialização, que 
é usado em motores de indução trifásicos, é 
reduzir a corrente de inicialização. Numa posição, 
o fornecimento de corrente para os enrolamentos 
do estator é conectado em estrela (Y) para a 
inicialização. Em outras posições, o fornecimento 
de corrente é reconectado aos enrolamentos em 
delta (Δ) uma vez que o motor ganhou velocidade. 
Inicialização por autotransformador 
Como o nome indica, a inicialização 
por autotransformador utiliza um 
autotransformador. O autotransformador é 
colocado em série com o motor durante a partida 
e varia a tensão para cima até tensão nominal 
entre dois a quatro passos. 
Partida suave 
Uma partida suave é, como você esperaria, um 
dispositivo que garante uma partida suave de 
um motor. Isso é feito pelo aumento da tensão 
até um tempo de aumento de tensão pré-determinado. 
Partida por conversor de frequência 
Conversores de frequência são designados para 
alimentação continua de motores, mas eles 
também podem ser usado para partida suave. 
1.4.2 Inicialização do motor 
Distinguimos entre modos diferentes de 
inicialização do motor: partida direto, partida 
estrela-triângulo, partida por autotransformador, 
partida suave e partida conversor de frequência. 
Cada um desses métodos tem seus prós e contras, 
ver figura 1.4.13. 
Fig 1.4.13: Método de inicialização 
46 
Seção 1.4 
Motores
1.4.3 Tensão de alimentação 
A tensão nominal do motor encontra-se 
dentro de certo intervalo de tensão. A figura 
1.4.14 mostra exemplos típicos de tensão para 
motores de 50 Hz e 60 Hz. 
De acordo com a norma internacional IEC 
60038, o motor tem que ser capaz de operar 
com uma tolerância de tensão principal de ± 
10%. 
Para motores que são designados conforme 
a norma IEC 60034-1 com uma ampla faixa 
de tensão, por exemplo, 380-415V, a tensão 
principal tem uma tolerância de ± 5%. 
A temperatura máxima admissível para 
a real classe de isolamento não é excedida 
quando o motor é operado dentro da faixa de 
tensão nominal. Para condições nos limites 
extremos, a temperatura sobre tipicamente 
aproximadamente 10 Kelvin.. 
1.4.4 Conversor de frequência 
Conversores de frequência são 
habitualmente usados para controlar a 
velocidades das bombas, ver capitulo 4. 
O conversor de frequência converte a tensão 
de alimentação em uma nova tensão e 
frequência, fazendo que o motor funcione 
a uma velocidade diferente. Este modo de 
regular a frequência pode resultar em alguns 
problemas: 
• Ruído acústico do motor, que é às vezes 
transmitido para o sistema como ruído 
perturbador 
• Picos de alta tensão na saída do conversor de 
frequência para o motor 
Fig 1.4.14: Tensões Típicas 
Fig 1.4.15: Tensões principais de acordo com IEC 60038 
47
Isolamento para motores com conversor de 
frequência 
Em conexão com motores com conversores de 
frequência, nós distinguimos entre diferentes tipos 
de motores, com diferentes tipos de isolamento. 
Motores sem isolamento de fase 
Para motores construídos sem o uso de isolamento 
de fase, tensões contínuas (RMS) acima de 
460 V podem aumentar o risco de descargas 
perturbadoras nos enrolamentos e, portanto, a 
destruição do motor. Isso se aplica a todos os 
motores construídos de acordo com esses princípios. 
A operação contínua com picos de tensão acima de 
650 V pode causar danos ao motor. 
Motores com isolamento de fase 
Em motores trifásicos, o isolamento de fase 
normalmente é usado e consequentemente, 
precauções específicas não são necessárias se o 
fornecimento de tensão é menor do que 500V. 
Motores com isolamento reforçado 
Em conexão com tensões de alimentação entre 
500 V e 690V, o motor tem que ter isolamento 
reforçado ou ser protegido com filtros delta U/ 
delta t. Para alimentação de tensões de 690V 
e maiores, o motor tem que ser equipado com 
ambos os filtros de isolamento reforçado delta 
U/delta t. 
Motores com rolamentos isolados 
De modo a evitar fluxos de corrente prejudiciais 
através dos rolamentos, os rolamentos do motor 
tem que ser eletricamente isolados. Isso se aplica 
para motores de chassi de tamanho 280 e acima. 
Isolamento de fase também 
conhecido como papel de fase 
Fig 1.4.16: Estator com isolamento de fase 
48 
Seção 1.4 
Motores
Eficiência do motor 
De modo geral, motores elétricos são bastante 
eficientes. Alguns motores têm eficiências de 
potencia eletricidade-para-eixo de 80-93% 
dependendo do tamanho do motor e as vezes 
até mais altas para motores maiores. Existem 
dois tipos de perda de energia em motores 
elétricos: perdas dependentes da carga e perdas 
independentes da carga. 
Perdas dependentes da carga variam com o 
quadrado da corrente e cobrem: 
• Perdas do enrolamento do estator 
(perdas de cobre) 
• Perdas do rotor (perdas por escorregamento) 
• Perdas por dispersão 
(em diferentes partes do motor) 
Perdas independentes da carga no motor se 
referem a: 
• Perdas de ferro (perdas do núcleo) 
• Perdas mecânicas (fricção) 
Diferentes classificações de motor categorizam 
motores de acordo com a eficiência. As mais 
importantes são CEMEP na UE (EFF1, EFF2 e EFF3) 
e EPAct nos EUA. 
Motores podem falhar por causa da 
sobrecarga por um longo período e, portanto 
a maioria dos motores são intencionalmente 
superdimensionados e apenas operam entre 75% a 
80% de sua capacidade de carga total. Nesse nível 
de carga, a eficiência do motor e fator de potência 
permanecem relativamente altos. Mas quando a 
carga do motor é menos do que 25%, a eficiência e 
fator de potencia diminuem. 
A eficiência do motor cai rapidamente abaixo de 
certa porcentagem da carga nominal. Assim, é 
importante dimensionar o motor de forma que 
as perdas associadas com o funcionamento do 
motor muito abaixo da sua capacidade nominal 
sejam minimizadas. É comum escolher um motor 
de bomba que satisfaça os requisitos de potencia 
da bomba. 
1.4.5 Proteção do motor 
Os motores quase sempre são protegidos contra 
temperaturas abrangentes as quais podem causar danos 
ao sistema de isolamento. Dependendo da construção 
do motor e da aplicação a proteção térmica também 
pode ter outras funções, por exemplo, prevenir que 
temperaturas danosas no conversor de frequência se ele 
está montado no motor. 
O tipo de proteção térmica vária com o tipo do motor. 
A construção do motor juntamente com o consumo 
de potencia deve ser levada em consideração quando 
escolhendo a proteção térmica. De modo geral, os 
motores tem que ser protegidos contra as seguintes 
condições: 
Erros que causam aumento lento de tem-peratura 
nos enrolamentos: 
• Sobrecarga lenta 
• Longos períodos de inicialização 
• Resfriamento reduzido/falta de resfriamento 
• Temperatura ambiente aumentada 
• Partidas e paradas frequentes 
• Flutuação de frequência 
• Flutuação de tensão 
Erros causando aumento rápido de temper-atura 
nos enrolamentos: 
• Rotor bloqueado 
• Falha de fase 
Por cento da carga nominal 
Porcento 
50 5 00 5 50 
00 
0 
0 
40 
0 
0. 
0. 
0.4 
0 
Eciência 
Fator de potencia 
Cos j 
75 5 5 75 
Por cento da carga nominal 
5 
75 
7 5 
75 
7 
Eciência % 
Fig 1.4.17: Eficiência 
vs fator de 
potência da carga 
vs carga (desenho 
esquemático) 
Fig 1.4.18: A relação 
entre eficiência e 
carga nominal de 
motores de tamanhos 
diferentes (desenho 
esquemático) 
49
Proteção Térmica (TP) 
De acordo com a norma IEC 60034-11, a proteção 
térmica do motor tem que estar indicada na 
placa com a designação TP. A figura 1.4.19 mostra 
uma visão geral das designações TP. 
Fig 1.4.19: Designações TP 
Termistores PTC 
Termistores PTC (Termistores de Coeficiente de 
Temperatura Positiva) podem ser equipados 
nos enrolamentos de um motor durante a 
produção ou adaptados depois. Geralmente, 3 
PTCs são montados em série; 1 em cada fase 
de enrolamento. Eles podem ser comprados 
com temperaturas de disparo variando de 90ºC 
a 180ºC em 5 níveis de graus. PTCs têm que 
estar conectados a um relé de termistor, que 
detecta o aumento rápido na resistência do 
termistor quando ele alcança sua temperatura 
de disparo. Estes dispositivos são não-lineares. 
Na temperatura ambiente, a resistência de com 
conjunto de 3 será de aproximadamente 200-300 
ohms, e isso aumentará rapidamente quando ter 
termistor alcança sua temperatura de disparo. Se 
a temperatura aumentar mais o termistor PTC 
pode atingir vários milhares de ohms. Os relés do 
termistor normalmente são configurados para 
disparar a 3000 ohms ou são pré-configurados 
para disparar de acordo com o que a norma DIN 
44082 prescreve. A designação TP para PTCs para 
motores menores do que 11kW é TP 211 se os 
PTCs estão ajustados nos enrolamentos. Se os 
PTCs são retroajustados, a designação TP é TP 111. 
A designação TP para PTCs para motores maiores 
que 11 kW normalmente é TP111. 
Interruptores térmicos e termostatos 
Interruptores térmicos são pequenas chaves 
bimetálicas que comutam devido à temperatura. 
Eles estão disponíveis com uma ampla gama de 
temperaturas de disparo; normalmente dos tipos 
aberto e fechado. O tipo mais comum é o fechado. 
Um ou dois em série são geralmente montados 
nos enrolamentos como termistores e podem ser 
diretamente conectados ao circuito da bobina 
contator principal. Desta forma, nenhum relé é 
necessário. Este tipo de proteção é mais barato 
do que termistores, mas, por outro lado, é menos 
sensível e não é capaz de detectar uma falha de 
rotor bloqueado. 
Interruptores térmicos também são conhecidos 
como interruptores Thermik, Klixon e PTO 
(Proteção Térmica a Abertura). Interruptores 
térmicos sempre levam uma designação TP111. 
Motores monofásicos 
Motores monofásicos normalmente vêm com 
proteção térmica incorporada. A proteção 
térmica normalmente tem um restabelecimento 
automático. Isso sugere que o motor tem que ser 
conectado à rede elétrica de um modo que garanta 
que acidentes causados pelo restabelecimento 
automático sejam evitados. 
Motores trifásicos 
Motores trifásicos tem que ser protegidos de 
acordo com os regulamentos locais. Este tipo de 
motor normalmente tem contatos incorporados 
para reinicialização nos circuito de controle 
externo. 
50
51 
Aquecimento de Paralisação 
Um elemento de aquecimento garante o 
aquecimento de paralisação do motor. O elemento 
de aquecimento é especialmente usado em 
conexão com aplicações que trabalham com 
umidade e condensação. Ao utilizar o aquecimento 
de paralisação, o motor está mais quente do que o 
ambiente e assim, a umidade relativa do ar dentro 
do motor é sempre inferior a 100%. 
Manutenção 
O motor deve ser verificado em intervalos 
regulares. 
É importante manter o motor limpo de modo a 
garantir a ventilação adequada. Se a bomba é 
instalada em um ambiente empoeirado, ela deve 
ser limpa e verificada regularmente. 
Rolamentos 
Normalmente, motores têm um rolamento 
bloqueado na extremidade de acionamento e 
um rolamento com folga axial na extremidade 
sem acionamento. A folga axial é exigida, devido 
às tolerâncias de produção, expansão térmica 
durante operação, etc. Os rolamentos do motor 
são mantidos no lugar por arruelas de pressão 
onduladas na extremidade sem acionamento, ver 
figura 1.4.21. 
O rolamento fixo na extremidade de acionamento 
pode ser tanto um rolamento radial de esferas ou 
um rolamento de contato angular. 
As folgas e tolerâncias de rolamentos são 
apresentadas de acordo com ISO 15 e ISO 
492. Como os fabricantes de rolamentos tem 
que cumprir estas normas, os rolamentos são 
internacionalmente permutáveis. 
De modo a rodar livremente, um rolamento 
de esferas deve ter certa folga interna entre a 
canalização e as esferas. Sem essa folga interna, 
as esferas podem ou ter dificuldade para rodar 
ou ficarem presas e serem incapazes de rodar. 
Por outro lado, demasiada folga interna resultará 
em um rolamento instável que pode gerar ruído 
excessivo ou permitir que o eixo oscile. 
Dependendo de para qual tipo de bomba o motor 
está adaptado, o rolamento radial de esferas 
na extremidade de acionamento deve ter folga 
C3 ou C4. Rolamentos com folga C4 são menos 
sensíveis ao calor e tem capacidade de carga 
axial aumentada. 
O rolamento transportando as forças axiais da 
bomba pode ter folga C3 se: 
• a bomba tem alivio hidráulico completo ou parcial 
• a bomba tem muitos períodos de operação breve 
• a bomba tem longos períodos de inatividade 
Rolamentos C4 são usados para bombas com 
forças axiais altas flutuantes. Rolamentos de 
contato angular são usados se a bomba exerce 
fortes forças axiais unidirecionais. 
Fig 1.4.21: Desenho de corte transversal do motor 
1.4.20: Estator com elemento de aquecimento
52 
Seção 1.4 
Motores 
Motores com rolamentos 
permanentemente lubrificados 
Para rolamentos fechados permanentemente 
lubrificados, utilize um dos seguintes tipos de 
graxa resistentes a altas temperaturas: 
• Graxa a base de lítio 
• Graxa a base de poliureia 
As especificações técnicas devem corresponder à 
norma DIN – 51825 K2 ou melhor. A viscosidade 
básica do óleo deve ser maior do que: 
• 50 cSt (10-6m2/sec) a 40°C e 
• 8 cSt (mm2/sec) a 100°C 
Por exemplo, Kluberquiet BQH 72-102 com uma 
razão de preenchimento de graxa de: 30 -40%. 
Motores com sistema de lubrificação 
Normalmente motores de chassi com tamanho 
160 e maiores tem bocais lubrificantes para os 
rolamentos tanto na extremidade de acionamento 
quanto na extremidade sem acionamento. 
Os bocais lubrificantes são visíveis e de fácil 
acesso. 
O motor é projetado de tal modo que: 
• há um fluxo de graxa em torno do rolamento 
• graxa nova entra no rolamento 
• a graxa velha é removida do rolamento 
Motores com sistemas de lubrificação são 
fornecidos com uma instrução de lubrificação, 
por exemplo como uma etiqueta na tampa da 
ventoinha. Além disso, as instruções são dadas 
nas instruções de instalação e operação. 
O lubrificante com frequência é a base de 
lítio, graxa de alta temperatura, por exemplo 
EXXON UNIREX N3 ou Shell Alvania Graxa G3. A 
viscosidade básica do óleo deve ser 
• maior que 50 cSt (10-6m2/sec) a 40°C e 
• 8 cSt (mm2/sec) a 100°C 
Fig:1.4.22: Tipos típicos de rolamento em motores de bomba
Capitulo 1. Design de bombas e motores 
Seção 1.5: Líquidos 
1.5.1 Líquidos viscosos 
1.5.2 Líquidos não newtonianos 
1.5.3 O impacto de líquidos viscosos no 
desempenho de uma bomba centrifuga 
1.5.4 Selecionando a bomba certa para um 
liquido com anticongelante 
1.5.5 Exemplo de calculo 
1.5.6 Seleção de bombas assistida por 
computador para líquidos densos e viscosos
Seção 1.5 
Líquidos 
1.5.1 Líquidos viscosos 
Não há dúvida sobre isso; a água é o liquido 
mais comum que uma bomba trata. Entretanto, 
em várias aplicações, as bombas tem que lidar 
com outros tipos de líquidos, por exemplo, 
óleo, propilenoglicol, gasolina. Comparado com 
água esses tipos de líquidos tem densidade e 
viscosidade diferentes. 
A viscosidade é a medida da espessura do 
líquido. 
Quanto mais alta a viscosidade mais espesso 
o liquido. Propilenoglicol e óleo de motor são 
exemplos de líquidos espessos ou de alta 
viscosidade. A gasolina e a água são exemplos 
de líquidos finos de baixa viscosidade. 
Existem dois tipos de viscosidade: 
• A viscosidade dinâmica (µ), que é 
normalmente medida em Pa-s ou Poise. (1 Poise 
= 0,1 Pa⋅s) 
• A viscosidade cinemática (ν) que é 
normalmente medida em centiStokes ou m2/s 
(1 cSt = 10-6 m2/s) 
A relação entre a viscosidade dinâmica (µ) e 
a viscosidade cinemática (ν) é mostrada na 
formula à direita. 
Nas páginas a seguir, nós focaremos apenas na 
viscosidade cinemática (ν). 
A viscosidade de um liquido muda 
consideravelmente com a alteração da 
temperatura; óleo quente é mais fino do que 
óleo frio, Como podemos verificar na figura 
1.5.1 um liquido 50% propilenoglicol aumenta 
sua viscosidade 10 vezes quando a temperatura 
muda de +20 para -20ºC. 
Para maiores informações relativas à 
viscosidade do liquido vá ao apêndice L. 
54 
ν = 
μ 
ρ 
ρ = densidade do líquido 
Fig. 1.5.1: Comparação de valores de viscosidade para 
água e alguns outros líquidos. Valores de densidade e 
temperaturas também são mostrados.
1.5.2 Liquidos não newtonianos 
Os líquidos discutidos até agora são conhecidos 
como fluidos newtonianos. A viscosidade de 
líquidos newtonianos não é afetada pela magnitude 
e a movimento aos quais eles estão expostos. Óleo 
mineral e água são exemplos típicos deste tipo de 
líquido. Por outro lado, a viscosidade de líquidos 
não newtonianos altera quando agitados. 
Isso pede alguns exemplos: 
• Líquidos dilatantes como creme – a viscosidade 
aumenta quando agitado 
• Fluidos plásticos como ketchup – tem um limite 
de escoamento, o qual tem que ser excedido 
antes que o fluxo inicie. Deste ponto em diante a 
viscosidade diminui com um aumento na agitação 
• Líquidos tixotropico como pintura não gotejante 
– apresenta uma viscosidade decrescente com um 
aumento na agitação 
Os líquidos não newtonianos não estão cobertos 
pela fórmula de viscosidade descrita anteriormente 
nesta seção. 
1.5.3 O impacto de líquidos viscosos no 
desempenho de uma bomba centrifuga 
Líquidos viscosos, que são líquidos com viscosidade 
mais alta e/ou maior densidade do que a água, 
afetam o desempenho das bombas centrifugas de 
diferentes formas: 
• Aumenta o consumo de energia, isto é, um 
motor maior pode ser exigido para desempenhar a 
mesma função 
• A eficiência da carga, taxa de fluxo e da bomba são 
reduzidas 
Vamos dar uma olhada num exemplo. Uma bomba 
é usada para bombear um líquido em um sistema 
de arrefecimento com uma temperatura de liquido 
abaixo de 0°C. Para evitar que o líquido congele 
um agente anticongelante como propilenoglicol é 
adicionado à água. 
Quando glicol ou um agente anticongelante 
similar é adicionado ao liquido bombeado, 
o liquido obtém as propriedades diferentes 
daquelas da água. O liquido terá: 
• Ponto de congelamento mais baixo, tf [°C] 
• Aquecimento especifico mais baixo, cp [kJ/ 
kg.K] 
• Condutividade térmica mais baixa, λ 
[W/m.K] 
• Ponto de ebulição mais alto, tb [°C] 
• Maior coeficiente de expansão, β [m/°C] 
• Maior densidade, ρ [kg/m3] 
• Maior viscosidade cinemática, ν [cSt] 
Essas propriedades tem que ser mantidas 
em mente quando projetando um sistema 
e selecionando bombas. Como mencionado 
anteriormente, uma maior densidade exige 
potencia aumentada do motor e maior 
viscosidade reduz a carga e taxa de fluxo 
da bomba e a eficiência resulta necessidade 
acrescida da potencia do motor, veja figura 
1.5.2. 
Fig. 1.5.2: Carga alterada, eficiência e entrada de 
potencia para o liquido com mais alta viscosidade 
55
1.5.4 Seleção da bomba certa para um 
líquido anticongelante 
As características da bomba normalmente 
são baseadas em água a aproximadamente 
20°C, isto é, uma viscosidade cinemática de 
aproximadamente 1 cSt e uma densidade de 
aproximadamente 1.000 kg/m3. 
Quando as bombas são usadas para líquidos 
contendo anticongelante abaixo de 0°C, é 
necessário examinar se a bomba pode fornecer 
o desempenho exigido ou se é necessário um 
motor maior. A seção a seguir apresenta um 
método simplificado usado para determinar as 
correções da curva da bomba para bombas num 
sistema que tem que lidar com viscosidade entre 
5 - 100 cSt e uma densidade de no máximo 1.300 
kg/m3. Favor observar que este método não é 
tão preciso quanto o método computadorizado 
descrito mais adiante nesta seção. 
Correções da curva da bomba para bombas 
manuseando líquido de alta viscosidade 
Baseado no conhecimento sobre o ponto de 
funcionamento requisitado, QS, HS, e a viscosidade 
cinemática do líquido bombeado, os fatores de 
correção de H e P2 podem ser encontrados, ver 
figura 1.5.3. 
Para obter o fator de correção para bombas 
multiestágio, a altura manométrica de um 
estágio tem que ser usada. 
KH 
1.35 
1.30 
1.25 
1.20 
1.15 
1.10 
1.05 
1.00 
KP2 
1.9 
1.8 
1.7 
1.6 
1.5 
1.4 
1.3 
1.2 
1.1 
1.0 
0.9 
Q [m3/h] 
140 
130 
120 
110 
100 
90 
80 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
100 cSt 
60 cSt 
100 cSt 
60 cSt 
40 cSt 
40 cSt 
20 cSt 
10 cSt 
20 cSt 
10 cSt 
5 cSt 
5 cSt 
H = 6 m 
H = 10 m 
H = 20 m 
H = 40 m 
H = 60 m 
Fig. 1.5.3: É possível determinar o fator de correção 
para a altura manométrica e consumo de energia 
em diferentes valores de fluxo, altura manométrica 
e viscosidade. 
56 
Seção 1.5 
Líquidos
A figura 1.5.3 é lida da seguinte maneira: 
Quando kH e kP2 são encontrados na figura, a 
altura manométrica equivalente para água limpa 
HW e a potência real do eixo corrigida P2S pode ser 
calculado pela seguinte fórmula 
Onde 
HW : é a altura manométrica equivalente da 
bomba se o líquido bombeado for água 
“limpa 
P2W : é a energia do eixo no ponto de funcionamento 
(QS,HW) quando o liquido bombeado é água 
(com agentes) 
HS : é a altura manométrica desejada do líquido 
bombeado (com agentes) 
P2S : é a potência do eixo no ponto de trabalho 
(Qs,Hs) quando o líquido bombeado for água 
(com agentes) 
ρs : é a densidade do líquido bombeado 
ρw : é a densidade da água = 998 kg/m3 
A seleção da bomba baseia-se nas folhas de 
dados/curvas normais que se aplicam à água. A 
bomba deve cobrir o ponto de funcionamento 
Q,H = QS,HW, e o motor deve ser suficientemente 
poderoso para lidar com P2S no eixo. 
A figura 1.5.4 mostra como proceder ao selecionar 
uma bomba e testar se o motor está dentro da 
faixa de potência permitida. 
. P2w 
P 
. ( s ) 
P2S = K  P2 
w 
Água 
Mistura 
Mistura 
Água 
Hw 
Hw = kH 
. HS 
2 
1 
H 
Hs 
P2s 
P2w 
Qs Q 
Q 
5 
3 
4 
 
Fig. 1.5.4: Correção da curva da bomba ao escolher a 
bomba certa para o sistema. 
O procedimento de seleção da bomba e motor 
contém os seguintes passos: 
• Calcule a altura manométrica) correta Hw 
(baseado em HS and kH), ver figura 1.5.4 1-2 
• Escolha uma bomba capaz de fornecer o 
desempenho de acordo com o ponto de 
funcionamento correto (QS, HW) 
• Leia a entrada de energia P2W no ponto de 
funcionamento (QS,Hw), ver figura 1.5.4 3-4 
• Baseado em P2W , kP2 , ρW , e ρS calcule a 
potência de eixo exigida correta P2S , ver 
figura 1.5.4 4-5 
• Verificar se P2S  P2 MAX do motor. Se este for o 
caso o motor pode ser usado. De outro modo 
selecione um motor mais potente 
HW = kH 
. 
HS 
ρs 
ρw 
P2S = kP2 
. 
P2w 
. 
( ) 
57
1.5.5 Exemplo de cálculo 
Uma bomba de circulação num sistema de 
refrigeração deve bombear um líquido com 40% 
(peso) de propilenoglicol à temperatura de - 
10°C. O fluxo desejado é QS = 60 m3/h, e a altura 
manométrica) desejada é HS = 12 m. Conhecendo 
o ponto de funcionamento desejado é possível 
encontrar o QH característico para água e 
escolher uma bomba capaz de cobrir o ponto de 
funcionamento. Uma vez que determinamos o 
tipo de bomba necessário e tamanho, podemos 
verificar se a bomba está equipada com um 
motor que pode suportar a carga da bomba 
específica. 
O líquido tem uma viscosidade cinemática de 20 
cSt e uma densidade de 1049 kg/m3. Com QS = 60 
m3/h, HS = 12 m e ν = 20 cSt, os fatores de correção 
podem ser encontrados na figura 1.5.3. 
kH = 1.03 
kP2 = 1.15 
HW = kH · HS = 1.03 · 12 = 12.4 m 
QS = 60 m3/h 
A bomba tem que ser capaz de cobrir um ponto 
de funcionamento equivalente a Q,H = 60 m3/h, 
12.4m. Uma vez que o tamanho de bomba 
necessário é determinado, o valor P2 para o ponto 
de funcionamento é encontrado, o que neste 
caso é P2W = 2.9 kW. Agora é possível calcular 
a potência do motor necessária para a mistura 
propilenoglicol: 
O cálculo mostra que a bomba tem que ser 
equipada com um motor de 4 kW, que é o menor 
tamanho de motor capaz de cobrir o P2S = 3.5 kW 
calculado. 
1.5.6 Seleção de bomba assistida por 
computador para líquidos densos e vis-cosos 
Algumas ferramentas de seleção de bomba 
assistida por computador incluem um recurso 
que compensa para curvas de desempenho da 
bomba baseadas na entrada da densidade do 
líquido e viscosidade. A figura 1.5.5 mostra as 
curvas de desempenho da bomba a partir do 
exemplo que acabamos de abordar. 
A figura mostra tanto as curvas de desempenho 
para a bomba quando ela opera líquido 
viscoso (as linhas cheias) quanto as curvas de 
desempenho quando ela opera com água (as 
linhas interrompidas). Como indicado, a altura 
manométrica), fluxo e eficiência são reduzidos, 
resultando num aumento do consumo de 
energia. 
O valor de P2 is 3.4 kW, o que corresponde ao 
resultado que obtemos no cálculo exemplar na 
seção 1.5.4. 
H 
[m] 
η 
[% 
14 
12 
10 
8 
6 
4 
2 
0 
4 
3 
2 
1 
0 
0 10 20 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
30 40 50 60 70 80 Q [m 3/h] 
Q [m 3/h] 
P2 
[kW] 
Fig. 1.5.5: Curvas de desempenho da bomba 
ρS 
ρw 
P2S = kP2 
. 
P2w 
. 
P2S = 1.15 . 
2.9 . 
1049 
998 
= 3.5 kW 
58 
Seção 1.5 
Líquidos
Capitulo 1. Design de bombas e motores 
Seção 1.6: Materiais 
1.6.1 O que é corrosão? 
1.6.2 Tipos de corrosão 
1.6.3 Metal e ligas de metal 
1.6.4 Cerâmica 
1.6.5 Plásticos 
1.6.6 Borracha 
1.6.7 Revestimentos
60 
Seção 1.6 
Materiais 
Nesta seção, você pode ler sobre diferentes 
materiais que são usados para construção 
da bomba. Nosso foco principal será sobre as 
características que cada metal simples e liga 
de metal tem a oferecer. Mas, antes de nos 
aprofundarmos mais no mundo dos materiais, 
nós daremos uma olhada mais de perto na 
corrosão. Além de explicar o que é corrosão, nós 
examinaremos os diferentes tipos de corrosão e 
o que pode ser feito para evitar que a corrosão 
ocorra. 
1.6.1 O que é corrosão? 
Corrosão é normalmente conhecida como a 
degradação do metal por reação química ou 
eletroquímica com seu ambiente, ver figura 1.6.1. 
Considerada amplamente, a corrosão pode ser 
encarada como a tendência do metal para voltar 
ao seu estado natural, semelhante ao óxido a 
partir do qual foi originalmente derretido. 
Somente metais preciosos tal como ouro e platina 
são encontrados na natureza em seu estado 
metálico. 
Alguns metais produzem uma camada compacta 
de óxido protetor sobre a superfície, o que dificulta 
ainda mais a corrosão. Se a camada da superfície 
se quebrar, ela é autorregenerativa. Esses metais 
são passivados. Sob condições atmosféricas, os 
produtos de corrosão de zinco e alumínio formam 
uma camada bastante compacta e corrosões 
adicionais são impedidas. 
Da mesma forma, sobre a superfície de aço 
inoxidável uma camada compacta de ferro e óxido 
de crômio é formada e na superfície de titânio 
uma camada de óxido de titânio é formada. A 
camada protetora desses metais explica sua boa 
resistência à corrosão. A ferrugem, por outro 
lado, é um produto sem proteção contra corrosão 
no aço. A ferrugem é porosa, não firmemente 
aderente e não previne corrosão continuada, ver 
figura 1.6.2. 
Variáveis ambientais que afetam a 
resistência da corrosão de metais e ligas 
pH (acidez) 
Agentes oxidantes (tais como oxigênio) 
Temperatura 
Concentração de constituintes de solução 
(tais como cloretos) 
Atividade biológica 
Condições operacionais 
(tais como velocidade, procedimentos de limpeza e 
paralizações) 
Fig. 1.6.1: Variáveis ambientais que afetam a 
resistência à corrosão de metais e ligas 
Ferrugem no aço 
Produto sem proteção contra corrosão 
Camada de óxido sobre o aço inoxidável 
Produto com proteção contra corrosão 
Fig. 1.6.2: Exemplos de produtos de corrosão
1.6.2 Tipos de corrosão 
Geralmente, a corrosão metálica envolve a perda de 
metal num ponto numa superfície exposta. A corrosão 
ocorre em várias formas que vão desde ataques 
uniformes sobre a superfície inteira até ataques locais 
graves. 
As condições químicas e físicas do ambiente 
determinam tanto o tipo como a taxa de ataques 
de corrosão. As condições também determinam o 
tipo de produtos de corrosão que são formados e as 
medidas de controle que necessitam ser tomadas. Em 
muitos casos, é impossível ou muito caro interromper 
completamente o processo de corrosão; entretanto, 
normalmente é possível controlar os processos a níveis 
aceitáveis. 
Nas páginas a seguir abordaremos as diferentes 
formas de corrosão de modo a dar uma ideia de suas 
características. 
Corrosão uniforme 
Corrosão uniforme ou geral é caracterizada pelos 
ataques corrosivos procedendo uniformemente sobre 
toda a superfície ou numa grande parte da área total. 
O desbaste geral continua até que o metal se partir. A 
corrosão uniforme é o tipo de corrosão onde a maior 
quantidade de metal é desperdiçada. 
Exemplos de metais, que estão sujeitos à corrosão 
uniforme: 
• Aço em água gasosa 
• Aço inoxidável em ácidos de redução (tais como o 
EM 1.4301 (AISI 304) em ácido sulfúrico) 
Corrosão alveolar 
A corrosão alveolar é uma forma localizada de 
ataques corrosivos. A corrosão alveolar forma 
buracos ou marcas na superfície do metal. Ela 
perfura o metal enquanto a corrosão total, medida 
pela perda de peso, pode ser bastante mínima. 
A taxa de penetração pode ser 10 a 100 vezes 
maior do que a corrosão geral, dependendo da 
agressividade do líquido. A corrosão alveolar ocorre 
mais facilmente em um ambiente estagnado. 
Exemplo de metal sujeito à corrosão alveolar: 
• Aço inoxidável em água do mar 
Fig. 1.6.3: Corrosão uniforme 
Fig. 1.6.4: Corrosão alveolar 
61
1. Design of pumps and motors 
1.1 Pump construction, (10) 
Corrosão por frestas 
A corrosão por frestas - como a corrosão alveolar 
- é uma forma de ataque de corrosão localizado. 
Entretanto, a corrosão por frestas inicia mais 
facilmente que a alveolar. A corrosão por frestas 
ocorre em aberturas ou espaços estreitos entre 
duas superfícies de metal ou entre superfícies de 
metal e não metal e é normalmente associada a 
uma condição de estagnação na fresta. Frestas, tais 
como aquelas encontradas em juntas de flange ou 
conexões rosqueadas são, portanto, muitas vezes 
os pontos mais críticos para corrosão. 
Exemplo de metal sujeito à corrosão por fresta: 
• Aço inoxidável em água do mar 
Corrosão intergranular 
Como o nome indica, a corrosão intergranular 
ocorre nas bordas do grão. A corrosão intergranular 
também é chamada de corrosão intercristalina. 
Normalmente, esse tipo de corrosão ocorre quando 
os carbonetos de cromo se precipitam nas bordas 
do grão durante o processo de soldagem ou em 
conexão com tratamento de calor insuficiente. 
Uma região estreita em torno das bordas do grão 
pode, portanto, esgotar-se de cromo e tornar-se 
menos resistente à corrosão do que o resto do 
material, Isso é lamentável porque o cromo tem um 
papel importante na resistência à corrosão. 
Exemplos de metais que estão sujeitos à corrosão 
intergranular: 
• Aço inoxidável – que é insuficientemente soldado 
ou tratado termicamente 
• Aço inoxidável EN 1.4401 (AISI 316) em acido 
nítrico concentrado 
Corrosão seletiva 
A corrosão seletiva é um tipo de corrosão que 
ataca um único elemento de uma liga e dissolve o 
elemento na estrutura da liga. Consequentemente, 
a estrutura da liga é enfraquecida. 
Exemplos de corrosão seletiva: 
• A desincificação de bronze não estabilizado, onde 
uma estrutura porosa enfraquecida de cobre é 
produzida; 
• Grafitização de ferro fundido cinzento, onde um 
frágil esqueleto de grafite é deixado por causa da 
dissolução do ferro. 
Fig. 1.6.5: Corrosão por fresta 
Fig. 1.6.6: Corrosão intergranular 
Produtos da corrosão do zinco 
Fig. 1.6.7: Corrosão seletiva 
Cobre 
Bronze 
62 
Seção 1.6 
Materiais
Corrosão por erosão 
A corrosão por erosão é um processo que envolve 
corrosão e erosão. A taxa de ataque de corrosão 
é acelerada por um movimento relativo de um 
liquido corrosivo e uma superfície de metal. O 
ataque é localizado em áreas com velocidade 
alta ou fluxo turbulento. Os ataques de corrosão 
por erosão são caracterizados por estrias com 
padrão direcional. 
Exemplos de metais que estão sujeitos à corrosão 
erosão: 
• Bronze em água do mar 
• Cobre em água. 
Corrosão por cavitação 
Um líquido bombeado com alta velocidade reduz 
a pressão. Quando a pressão cai abaixo da pressão 
de vapor do líquido, bolhas de vapor se formam (o 
liquido ferve). Em áreas onde as bolhas de vapor 
se formam, o líquido está fervendo. Quando 
a pressão aumenta novamente, as bolhas de 
vapor caem e produzem intensas ondas de 
choque. Consequentemente, a queda das bolhas 
de vapor remove metal ou óxido da superfície. 
Exemplos de metais sujeitos à cavitação: 
• Ferro fundido em água em alta temperatura 
• Bronze em água do mar 
Fissuração em corrosão sob tensão (SCC) 
A fissuração em corrosão sob tensão (SCC) 
refere-se à influencia combinada de tensão 
de tração (aplicada ou interna) e ambiente 
corrosivo. O material pode rachar sem qualquer 
deformação significante ou deterioração óbvia 
do material. Com frequência a corrosão alveolar 
está associada ao fenômeno de fissuração em 
corrosão sob tensão. 
Exemplos de metais sujeitos à fissuração por 
corrosão sob tensão: 
• Aço inoxidável EN 1.4401 (AISI 316) em cloretos 
• Latão em amônia 
Fluxo 
Fig. 1.6.8: Corrosão por erosão 
Fig. 1.6.9: Corrosão cavitação 
Fig. 1.6.10: Fissuração em corrosão sob tensão 
63
1. Design of pumps and motors 
1.1 Pump construction, (10) 
Corrosão por fadiga 
Fadiga mecânica pura é quando um material 
sujeito a uma carga cíclica muito abaixo da 
resistência máxima de tração pode falhar. Se 
o metal é simultaneamente exposto a um 
ambiente corrosivo, a falha pode acontecer 
numa tensão ainda menor e depois de um 
tempo mais curto. Contrário a uma fadiga 
mecânica pura, não há limite de fadiga na fadiga 
auxiliada por corrosão. 
Exemplos de metais sujeitos à corrosão por 
fadiga: 
• Estruturas de alumínio em atmosfera corrosiva 
Corrosão galvânica 
Quando um eletrólito corrosivo e dois materiais 
metálicos estão em contato (célula galvânica), 
aumenta a corrosão sobre o material menos 
nobre (o anodo) e diminui no mais nobre (o 
catodo). O aumento na corrosão é chamado de 
corrosão galvânica. A tendência de um metal 
ou uma liga corroer em uma célula galvânica 
é determinada pela sua posição nas séries 
galvânicas. As séries galvânicas indicam a 
nobreza relativa de diferentes metais e ligas 
num dado ambiente (por exemplo, água do mar, 
ver figura 1.6.12). Quanto mais distantes os 
metais estiverem na série galvânica, maior será 
o efeito da corrosão galvânica. Metais ou ligas 
na extremidade superior são nobres, enquanto 
que aqueles na parte inferior são menos nobres. 
Exemplos de metais sujeitos à corrosão 
galvânica: 
• Aço em contato com 1.4401 
• Alumínio em contato com cobre 
Os princípios da corrosão galvânica são usados 
na proteção catódica. A proteção catódica é 
um meio de reduzir ou evitar a corrosão de 
uma superfície de metal pelo uso de anodos 
sacrificiais (zinco ou alumínio) ou correntes 
impressas. 
Fig. 1.6.11: Corrosão por fadiga 
Alumínio – menos nobre Cobre – mais nobre 
Fig. 1.6.12: Corrosão galvânica 
Séries galvânicas para metais e ligas em água do mar 
Extremidade catódica, nobre (menos provável de corroer) 
Platina 
Ouro 
Titânio (passivo) 
Prata 
Aço inoxidável (passivo) 
Cobre 
Bronze 
Latão 
Estanho 
Aço inoxidável (ativo) 
Aço 
Alumínio 
Zinco 
Magnésio 
Eextremidade anódica, Menos nobre (mais provável de corroer) 
Fig. 1.6.13: Séries galvânicas para metais e ligas em 
água do mar 
64 
Seção 1.6 
Materiais
1.6.3 Metal e ligas de metal 
Nas páginas a seguir você pode ler sobre as 
características de diferentes metais e ligas de metal 
usados para a construção de bombas. 
Ligas ferrosas 
Ligas ferrosas são ligas onde o ferro é o constituinte 
principal. As ligas ferrosas são o mais comum dos 
materiais por causa de sua disponibilidade, baixo 
custo e versatilidade. 
Aço 
O aço é um material amplamente utilizado 
principalmente composto de ferro ligado com 
carbono. A quantidade de carbono no aço varia na 
faixa de 0,003% a 1,5% por peso. O teor de carbono 
tem um impacto importante na força do material, 
capacidade de solda, usinabilidade, aptidão à 
dobragem, e dureza. Como regra geral, um aumento 
no teor de carbono levará a um aumento na força 
e na dureza, mas a uma diminuição na aptidão 
a dobragem e capacidade de solda. O tipo mais 
comum de aço é aço carbono. O aço carbono está 
agrupado em quatro categorias, ver figura 1.6.14. 
O aço está disponível na condição forjado bem 
como fundido. As características gerais da fundição 
de aço são intimamente comparáveis às dos aços 
forjados. A vantagem mais óbvia do aço é que ele é 
relativamente barato para fazer, formar e processar. 
Por outro lado, a desvantagem do aço é que sua 
resistência à corrosão é baixa comparada a materiais 
alternativos tais como o aço inoxidável. 
Corrosão por cavitação de impulsor de bronze 
Corrosão por erosão de impulsor de ferro fundido 
Corrosão alveolar de EN 1.4401 (AISI 316) 
Corrosão 
intergranular de aço 
inoxidável 
1 mm 
Corrosão por fresta de 
EN 1.4462 (SAF 2205) 
Tipo de aço Teor de carbono 
Aço ameno de baixo teor de carbono 0,003% a 0,30% de carbono 
Aço Aço de médio teor de carbono 0,30% a 0,45% de carbono 
Aço de alto teor de carbono 0,45% a 0,75% de carbono 
Aço de teor de carbono muito elevado 0,75% a 1,50% de carbono 
Fig 1.6.14: Quatro tipos de aço carbono 
65
Ferro nodular (flexível) 
O ferro nodular contém por volta de 0,03-0,05% 
por peso de magnésio. O magnésio faz com que 
os flocos se tornem globulares assim o grafite 
é disperso em toda a matriz ferrita ou perlita 
na forma de esferas ou nódulos. Os nódulos de 
grafite não têm características marcantes. A forma 
redonda do grafite nodular reduz a concentração 
de tensões e, consequentemente, o material é 
muito mais flexível do que o ferro cinzento. A 
figura 1.6.16 mostra claramente que a resistência 
à tração é maior para o ferro nodular do que 
é o caso para o ferro cinzento. O ferro nodular 
normalmente é usado para peças de bombas com 
altos requisitos de resistência (aplicações de alta 
pressão ou alta temperatura). 
Aço inoxidável 
O aço inoxidável são ligas de aço contendo cromo. 
O teor mínimo de cromo em aço inoxidável 
padronizado é 10,5%. O cromo melhora 
a resistência à corrosão do aço inoxidável. A 
maior resistência à corrosão é devida ao filme 
de oxido de cromo que é formado na superfície 
do metal. Esta camada extremamente fina é 
autorreparadora sob as condições certas. 
Níquel, molibdênio e nitrogênio são outros 
exemplos típicos de elementos de ligação. 
Ligação com estes elementos apresenta 
diferentes estruturas cristalinas que permitem 
propriedades diferentes em conexão com a 
usinagem, formação, soldadura, resistência à 
corrosão, etc. Em geral, aço inoxidável tem uma 
maior resistência aos produtos químicos (isto é, 
ácidos) do que o aço e o ferro fundido têm. 
1. Design of pumps and motors 
1.1 Pump construction, (10) 
Ferro Fundido 
O ferro fundido pode ser considerado uma 
liga de ferro, silício e carbono. Normalmente a 
concentração de carbono está entre 3-4% por peso, 
a maior parte está presente na forma insolúvel 
(exemplo, grafite em flocos ou nódulos). Os dois 
tipos principais são ferro fundido cinzento e ferro 
fundido nodular (flexível). A resistência à corrosão 
do ferro fundido é comparável a aquela do aço; e às 
vezes até mesmo melhor. O ferro fundido pode ser 
ligado com 13-16% por peso de silício ou 15-35% 
por peso de níquel (Ni-resist) respectivamente de 
modo a melhorar a resistência à corrosão. Vários 
tipos de ferros fundidos são amplamente usados 
na indústria, especialmente para válvulas, bombas, 
tubos e peças automotivas. O ferro fundido tem 
boa resistência à corrosão para líquidos neutros e 
alcalinos (alto ph). Mas sua resistência aos ácidos 
(baixo pH) é ruim. 
Ferro cinzento 
Designações de ferro cinzento 
Resistência 
à tração 
N/mm, min. 
Fig 1.6.15: Comparação e designações de ferro cinzento 
No ferro cinzento, o grafite é disperso em toda 
uma matriz de ferrita ou perlita em forma de 
flocos. Superfícies de fratura assumem uma 
aparência cinzenta (daí o nome!). Os flocos de 
grafite agem como concentradores de tensão sob 
cargas de tração, fornando-o fraco e quebradiço 
na tensão, mas forte e flexível na compressão. 
O ferro cinzento é usado para a construção de 
blocos de motor por causa da sua alta capacidade 
de amortecimento de vibração. O ferro cinzento 
é um material barato e relativamente fácil de 
fundir com um risco de mínimo de encolhimento. 
É por isso que o ferro cinzento é frequentemente 
usado para peças de bombas ecom requisitos 
moderados de resistência. 
Designações do ferro nodular 
Resistência 
à tração 
N/mm, min. 
Fig 1.6.16: Comparação e designações do ferro nodular 
66 
Seção 1.6 
Materiais
Em ambientes contendo cloretos, o aço inoxidável 
pode ser atacado pela corrosão localizada, por 
exemplo, corrosão alveolar e corrosão por 
frestas. A resistência do aço inoxidável a estes 
tipos de corrosão é altamente dependente de sua 
composição química. Tornou-se bastante comum 
usar os tão conhecidos valores PRE (Equivalente 
de Resistência Alveolar) como uma medida da 
resistência alveolar do aço inoxidável. Os valores 
PRE são calculados por fórmulas nas quais a 
influência relativa de alguns elementos de ligação 
(cromo, molibdênio e nitrogênio) sobre a resistência 
alveolar é levada em consideração. Quanto mais 
alto o PRE, mais alta a resistência à corrosão 
localizada. Esteja ciente de que o valor de PRE 
é uma estimativa muito grosseira da resistência 
alveolar de um aço inoxidável e só deve ser usado 
para comparação/classificação de diferentes tipos 
de aço inoxidável. 
A seguir, apresentaremos os quatro tipos principais 
de aço inoxidável: ferrítico, martensítico, austenítico 
e duplo. 
Fig 1.6.17: Composição química do aço inoxidável 
Composição química do aço inoxidável [w%] 
Microestrutura Designação % % % % % PRE 5) 
EN/AISI/UNS Carbon máx. Cromio Níquel Molibdênio Outros 
Ferritico 1.4016/430/ S43000 0.08 16-18 17 
Martensitico 1.4057/431/ S43100 0.12-0.22 15-17 1.5-2.5 16 
Austenítico 1.4305/303/ S30300 0.1 17-19 8-10 S 0.15-0.35 18 
Austenítico 1.4301/304/ S30400 0.07 17-19.5 8-10.5 18 
Austenítico 1.4306/304L/ S30403 0.03 18-20 10-12 18 
Austenítico 1.4401/316/ S31600 0.07 16.5-18.5 10-13 2-2.5 24 
Austenítico 1.4404/316L/ S31603 0.03 16.5-18.5 10-13 2-2.5 24 
Austenítico 1.4571/316Ti/ 0.08 16.5-18.5 10.5-13.5 2-2.5 Ti 5 x carbono 24 
S31635 Ti  0.70 
Austenítico 1.4539/904L/ N08904 0.02 19-21 24-26 4-5 Cu 1.2-2 34 
Austenítico 1.4547/nenhum / 0.02 20 18 6.1 N 0.18-0.22 43 
S 31254 3) Cu 0.5-1 
Ferrítico/ 1.4462/ nenhum/ 0.03 21-23 4.5-6.5 2.5-3.5 N 0.10-0.22 34 
austenítico S32205 2) 
Ferrítico/ 1.4410/nenhum/ 0.03 25 7 4 N 0.24-0.32 43 
austenítico S 32750 4) 
Microestrutura Designação % % % % % PRE 
EN/ASTM/UNS Carbon máx. Crômio Níquel Molibdênio Outros 
Austenítico 1) 1.4308/CF8/ J92600 0.07 18-20 8-11 19 
Austenítico 1) 1.4408/CF8M/ J92900 0.07 18-20 9-12 2-2.5 26 
Austenítico 1) 1.4409/CF3M/ J92800 0.03 18-20 9-12 2-2.5 N máx. 0.2 26 
Austenítico 1.4584/nenhum/nenhum 0.025 19-21 24-26 4-5 N máx. 0.2 35 
Cu 1-3 
Ferrítico/ 
austenítico 1.4470/CD3MN/ J92205 0.03 21-23 4.5-6.5 2.5-3.5 N 0.12-0.2 35 
Ferrítico/ 1.4517/CD4MCuN/ N 0.12-0.22 
austenítico J93372 0.03 24.5-26.5 2.5-3.5 2.5-3.5 Cu 2.75-3.5 38 
1) Contém um pouco de ferrita 2) Também conhecido como SAF 2205, 3) Também conhecido como 254 SMO, 4) 
Também conhecido como SAF 2507 5) Equivalente de Resistência Alveolar (PRE): Cr% + 3,3xMo% + 16xN%. 
67
1. Design of pumps and motors 
1.1 Pump construction, (10) 
Ferrítico (magnético) 
O aço inoxidável ferrítico é caracterizado por 
propriedades de corrosão muito boas, resistência 
muito boa à fissuração por tensão e dureza 
moderada. Aço inoxidável ferrítico com liga 
baixa é usado em ambientes brandos (colheres, 
pias de cozinha, tambores de máquinas de lavar, 
etc.) onde há necessidade que o componente 
seja livre de manutenção e não enferruje. 
Martensítico (magnético) 
O aço inoxidável martensítico é caracterizado 
pela alta força e resistência limitada à corrosão. 
Aços martensíticos são usados para molas, eixos, 
instrumentos cirúrgicos e para ferramentas de 
ponta afiada, tais como facas e tesouras. 
Austenítico (não magnético) 
O aço inoxidável austenítico é o tipo mais 
comum de aço inoxidável e é caracterizado por 
uma alta resistência à corrosão, maleabilidade 
muito boa, dureza e capacidade de soldagem. 
O aço inoxidável austenítico, especialmente o 
EN 1.4301 e o EN 1.4401 são usados para quase 
qualquer tipo de componentes de bomba na 
indústria. Este tipo de aço inoxidável pode ser 
tanto forjado ou fundido. 
O EN 1.4305 é um dos mais populares tipos 
de aço inoxidável de todos os tipos de aço 
inoxidável sem usinagem. Devido ao seu alto 
teor de enxofre (0,15-0,35 w%), a capacidade de 
usinagem tem aumentado consideravelmente, 
mas infelizmente a custo de sua resistência 
à corrosão e sua capacidade de soldagem. 
Entretanto, ao longo dos anos graus sem 
usinagem com um baixo teor de enxofre e 
assim uma maior resistência à corrosão têm 
sido desenvolvidos. 
Se o aço inoxidável é aquecido até 500°C - 
800°C por período maior durante a soldagem, 
o cromo pode formar carbonetos de cromo 
com o carbono presente no aço. Isto reduz 
a capacidade do cromo de manter um filme 
passivo e pode levar à corrosão intergranular 
também conhecida como sensibilização (ver 
seção 1.6.2). 
Se baixos teores de carbono de aço inoxidável 
forem usados, o risco de sensibilização é 
reduzido. O aço inoxidável com baixo teor de 
carbono é conhecido como EN 1.4306 (AISI 
304L) ou EN 1.4404 (AISI 316L). Ambos os teores 
contêm 0,03% de carbono comparado ao 0,07% 
no tipo regular de aço inoxidável EN 1.4301 
(AISI 304) e EN 1.4401 (AISI 316), ver ilustração 
1.6.17. 
As grades estabilizadas EN 1.4571 (AISI 316Ti) 
contêm uma pequena quantidade de titânio. 
Porque o titânio tem uma maior afinidade 
para carbono que cromo, a formação de 
carbonetos de cromo é minimizada. O teor de 
carbono é geralmente baixo no aço inoxidável 
moderno e com fácil disponibilidade de grades 
‘L’ a utilização de grades estabilizadas diminuiu 
acentuadamente. 
Ferrítico - austenítico ou duplo (magnéti-co) 
O aço inoxidável Ferrítico - austenítico (duplex) 
é caracterizado por alta força, boa dureza, alta 
resistência à corrosão e excelente resistência 
à fissuração de corrosão por tensão e corrosão 
por fadiga em especial. O aço inoxidável 
ferrítico-austenítico normalmente é usado em 
aplicações que exigem alta força, alta resistência 
à corrosão e baixa suscetibilidade à fissuração 
por corrosão de tensão ou uma combinação 
destas propriedades. O aço inoxidável EN 1.4462 
é amplamente usado para fabricação de eixos de 
bombas e carcaças de bombas. 
68 
Seção 1.6 
Materiais
Ligas de Níquel 
Ligas à base de níquel são definidas como ligas nas 
quais o níquel está presente em maior proporção 
do que qualquer outro elemento de ligação. 
Os constituintes de ligação mais importantes 
são ferro, cromo, cobre, e molibdênio. Os 
constituintes de liga tornam possível formar 
uma ampla gama de classes de liga. O níquel e 
as ligas de níquel têm a capacidade de resistir a 
uma ampla variedade de condições operacionais 
severas, por exemplo, ambientes corrosivos, altas 
temperaturas, altas tensões ou uma combinação 
destes fatores. 
Ligas Hastelloys™ são uma linha de ligas comerciais 
contendo Ni, Mo, Cr e Fe. As ligas à base de níquel, 
tais como Inconel™ Alloy 625, Hastelloys™ C-276 
e C-22 são altamente resistentes à corrosão e não 
estão sujeitas à corrosão alveolar ou por frestas 
em água do mar de baixa velocidade e não sofrem 
erosão em alta velocidade. 
O preço da liga à base níquel limita seu uso 
a certas aplicações. As ligas de níquel estão 
disponíveis tanto em grades forjadas quanto 
fundidas. Entretanto, as ligas de níquel são mais 
difíceis de fundir do que os aços carbonos comuns 
e ligas de aço inoxidável. As ligas de níquel são 
especialmente utilizadas para peças da bomba 
na indústria de processamento químico. 
Ligas de cobre 
O cobre puro tem excelentes propriedades 
térmicas e elétricas, mas é um material muito 
macio e dúctil. 
Elementos de liga resultam em diferentes 
materiais de fundidos e forjados, que são 
adequados para uso na produção de bombas, 
tubulações, acessórios, vasos de pressão e para 
muitas aplicações marinhas, elétricas e de 
engenharia em geral. 
Tipos comuns de ligas de cobra 
Material Elementos principais de liga [w%] 
1) 
Zinco Estanho Níquel Cobre 
Latão 
Latão vermelho 
(metal de arma) 
Bronze 
Cuproníquel 
descanso 
descanso 
descanso 
descanso 
2) 
1) Chumbo pode ser adicionado como elemento de ligação 
para aumentar a capacidade de usinagem. 
2) O bronze pode ser ligado com o alumínio para aumentar 
a resistência. 
Fig 1.6.18: Tipos comuns de ligas de cobre 
Latões são os mais amplamente utilizados nas 
ligas de cobre por causa de seu baixo custo, 
sua fabricação e usinagem fáceis ou baratas. 
Entretanto, eles são inferior ao bronze 
em resistência e não devem ser usados em 
ambientes que causem dezincificação (ver seção 
sobre corrosão seletiva). 
Latão vermelho, bronze, níqueis de cobre em 
particular têm, em comparação ao ferro fundido, 
uma alta resistência aos cloretos em líquidos 
agressivos, tais como água do mar. Em tais 
ambientes o latão não é adequado por causa de 
sua tendência a dezincificar. 
Todas as ligas de cobre têm fraca resistência a 
líquidos alcalinos (alto pH), amônia e sulfetos 
e são sensíveis à erosão. Latão, latão vermelho 
e bronze são amplamente usados para fazer 
rolamentos, impulsores e carcaças de bombas. 
69
Titânio 
O titânio puro tem uma densidade baixa, é bastante 
flexível e tem uma força relativamente baixa. 
Entretanto, quando uma quantidade limitada de 
oxigênio for adicionada ele irá reforçar o titânio e 
produzir as famosas grades comerciais puras. As 
adições de vários elementos de ligação, tais como 
o alumínio e o vanaádio aumentam sua resistência 
significantemente, à custa da flexibilidade. O 
alumínio e o vanádio - de titânio ligado (Ti-6Al- 
4V) é a liga de “distribuição” da indústria do 
titânio. Ela é usada em muitos componentes de 
motores aeroespaciais e fuselagem. Porque o 
titânio é um material de preço alto, ainda não é 
um material frequentemente utilizado para fazer 
os componentes da bomba. 
O titânio é um material muito reativo. Como é 
o caso do aço inoxidável, a resistência do titânio 
à corrosão depende da formação de um filme 
óxido. No entanto, o filme óxido é mais protetor 
do que aquele de aço inoxidável. Assim, o titânio 
tem um desempenho muito melhor do que o aço 
inoxidável em líquidos agressivos, tais como água 
do mar, cloro úmido ou cloretos orgânicos, que 
causam corrosão alveolar e por frestas. 
1. Design of pumps and motors 
1.1 Pump construction, (10) 
Alumínio 
Designação Elemento principal de liga 
Série 1000 Não ligado (puro)  99% Al 
Série 2000 O cobre é o principal elemento de ligação, embora outros 
elementos (magnésio) possam ser especificados 
Série 3000 O manganês é o principal elemento de ligação 
Série 4000 O silício é o principal elemento de ligação 
Série 5000 Magnésio é o principal elemento de ligação 
Série 6000 Magnésio e silício são os principais elementos de ligação 
Série 7000 
O zinco é o principal elemento de liga, mas outros 
elementos, tais como cobre, magnésio, cromo, e zircônia 
podem ser especificados 
Série 8000 
Outros elementos (incluindo estanhos e algumas 
composições de lítio) 
O alumínio puro é um metal leve e macio com uma 
densidade de aproximadamente um terço daquele 
do aço. O alumínio puro tem uma condutividade 
elétrica e térmica alta. Os elementos de ligação 
mais comuns são silício (silumin), magnésio, ferro e 
cobre. O silício aumenta a capacidade de fundição 
do material, o cobre aumenta sua capacidade de 
usinagem e magnésio aumenta sua resistência à 
corrosão e força. 
As vantagens óbvias do alumínio são que o material 
naturalmente gera um filme óxido protetor e é 
altamente resistente à corrosão se for exposto à 
atmosfera. Tratamentos, tais como a anodização, 
podem aumentar ainda mais esta propriedade. 
As ligas de alumínio são amplamente usadas em 
estruturas onde uma elevada resistência à relação 
de peso é importante, tais como na indústria de 
transporte. Por exemplo, o uso de alumínio em 
veículos e aeronaves reduz o peso e o consumo de 
energia. 
Por outro lado, a desvantagem do alumínio é que 
não é estável em pH baixo e alto e em ambientes 
contendo cloretos. Esta propriedade torna o 
alumínio inadequado para exposição a soluções 
aquosas especialmente sob condições com alto 
fluxo. Isto é ainda mais enfatizado pelo fato de que o 
alumínio é um metal reativo, isto é tem uma posição 
baixa na série galvânica (ver seção sobre corrosão 
galvânica) e pode facilmente sofrer com a corrosão 
galvânica se acoplado a metais e ligas mais nobres. 
Graus CP com 
aumento no teor 
de oxigênio 
Graus de Titânio 
ASTM 
Características da Liga Atributos 
Grau 1,2,3,4 
Grau 7,11 
Grau 5 
Graus CP com 
adição de paládio 
6% Al, 4% V 
Resistência à corrosão 
com facilidade de 
fabricação e soldagem 
Resistência à corrosão 
melhorada para a redução 
de ácidos e corrosão 
por frestas 
Liga de distribuição com 
alta força. Amplamente 
usada na indústria 
aeronáutica 
Fig 1.6.19: Principais elementos de liga de alumínio 
Fig 1.6.20: Graus de titânio e características da liga 
70 
Section 1.6 
Materials
1.6.4 Cerâmica 
Materiais cerâmicos são definidos como materiais 
inorgânicos, não metálicos, que são normalmente 
de natureza cristalina. Eles são compostos de 
elementos metálicos e não metálicos. Cerâmicas 
técnicas comuns são o óxido de alumínio (alumina 
- Al2O3), carbeto de silício (SiC), carboneto de 
tungstênio (WC) e nitreto de silício (Si3N4). 
As cerâmicas são adequadas para aplicações que 
exigem elevada estabilidade térmica, elevada 
força, alta resistência ao desgaste e elevada 
resistência à corrosão. A desvantagem da cerâmica 
é a baixa flexibilidade e alta tendência para 
fraturas frágeis. As cerâmicas são principalmente 
usadas para fazer rolamentos e faces de vedação 
para retentores do eixo. 
1.6.5 Plásticos 
Abreviação Nome do polímero 
Alguns plásticos são derivados de substâncias 
naturais, tais como plantas, mas a maioria dos 
tipos é feita pelo homem. Esses são conhecidos 
como plásticos sintéticos. A maioria dos plásticos 
sintéticos vem do petróleo bruto, mas o carvão 
e o gás natural também são utilizados. Existem 
dois tipos principais de plásticos: termoplásticos 
e termoendurecidos (plásticos termoestáveis). 
Os termoplásticos são os tipos mais comuns de 
plásticos usados em todo mundo. Os plásticos com 
frequência contêm aditivos, que transferem certas 
propriedades adicionais ao material. Além disso, os 
plásticos podem ser reforçados com fibra de vidro 
ou outras fibras. Estes plásticos junto com aditivos 
e fibras também são conhecidos como compostos. 
Exemplos de aditivos encontrados em plásticos: 
• Enchimento inorgânicos para reforço mecânico 
• Estabilizantes químicos, por exemplo, 
antioxidantes 
• Plastificantes 
• Retardadores de chamas 
Termoplásticos 
Polímeros termoplásticos consistem de moléculas 
de polímero longo que não estão ligadas uma 
a outra, isto é, não tem ligações cruzadas. Eles 
com frequência são fornecidos como grânulos e 
aquecidos para permitir fabricação por métodos, tais 
como moldagem ou extrusão. 
Uma ampla gama está disponível, de plásticos de 
matéria-prima de baixo custo (ex.: PE, PP, PVC) a 
termoplásticos de engenharia de alto custo (ex.: 
PEEK), e fluopolímeros resistentes a produtos 
químicos (ex,: PTFE, PVDF). O PTFE é um dos poucos 
termoplásticos que não é processável por fusão. Os 
termoplásticos são amplamente usados para fazer 
carcaças de bomba ou para revestimento de tubos e 
de carcaças de bombas. 
Termoendurecidos 
Os termoendurecidos endurecem 
permanentemente quando aquecidos, já que a 
reticulação impede flexões e rotações. A reticulação 
é alcançada durante a fabricação usando 
produtos químicos, aquecimento ou radiação; 
este processo é chamado cura ou vulcanização. 
Os termoendurecidos são mais duros, mais 
estáveis dimensionalmente e mais frágeis do 
que os termoplásticos e não podem ser fundidos 
novamente. Importantes termoendurecidos 
incluem epóxis, poliésteres e poliuretanos. Os 
termoendurecidos são, entre outras coisas, usados 
para revestimentos de superfície. 
Cadeias de polímero linear 
Termoplásticos 
Elastômeros 
Termoendurecidos 
Cadeias de polímero ramicado 
Cadeias de polímero fracamente reticulados 
Cadeias de polímero fortemente reticulados 
Fig 1.6.22: Diferentes tipos de polímeros 
PP 
PE 
PVC 
PEEK 
PVDF 
PTFE* 
Polipropileno 
Polietileno 
Policloreto de vinila 
Polieter-éter-cetona 
Poliuoreto de vinilideno 
Politetrauoroetileno 
*Marca comercial: Teflon® 
Fig 1.6.21: Visão geral dos nomes de polímero 
71
1. Design of pumps and motors 
1.1 Pump construction, (10) 
1.6.6 Borracha 
Abreviação 
Nome comum Exemplos de 
Buna-NR 
O termo borracha inclui tanto borracha natural 
quanto borracha sintética. As borrachas (ou 
elastômeros) são polímeros de cadeia longa flexível 
que podem ser esticados facilmente por várias 
vezes seu comprimento quando não estivado e que 
rapidamente retornam a suas dimensões originais 
quando a tensão aplicada é liberada. As borrachas 
são reticuladas (vulcanizadas), mas têm uma 
baixa densidade de reticulação, ver figura 1.6.22. A 
reticulação é a chave para as propriedades elásticas 
ou de borracha destes materiais. A elasticidade 
fornece resiliência em aplicações de vedação. 
Diferentes componentes em uma bomba são feitos 
de borracha, por exemplo, juntas, e anéis O(ver 
seção 1.3 sobre retentores de eixo). Nesta seção 
apresentaremos diferentes tipos de qualidades de 
borracha e suas principais propriedades no que diz 
respeito à temperatura e resistência a diferentes 
tipos de grupos de líquidos. 
Borracha nitrílica (NBR) 
Em temperaturas até aproximadamente 100°C 
a borracha nitrílica é um material barato que 
tem uma alta resistência ao óleo e combustível. 
Existem diferentes grades - quanto mais alto o teor 
de acrilonitrila (ACN), maior a resistência ao óleo, 
mas pior a baixa flexibilidade de temperatura. As 
borrachas nitrílicas têm alta resiliência e elevada 
resistência ao desgaste, mas força moderada. 
Além disso, a borracha tem resistência limitada 
ao intemperismo e fraca resistência a solventes. 
Ela pode ser usada geralmente a cerca de - 30°C, 
mas certas grades podem operar a temperaturas 
mais baixas. 
Borracha de etileno propileno (EPDM) 
O etileno propileno tem excelente resistência 
à água que é mantida a altas temperaturas 
de aproximadamente 120- 140°C. O tipo de 
borracha tem boa resistência a ácidos, bases 
fortes e fluidos altamente polares, tais como 
metanol e acetona. No entanto, tem fraca 
resistência a óleo mineral e combustível. 
Fluoroelastômeros (FKM) 
Fluoroelastômeros cobrem uma família inteira 
de borrachas designadas para suportar óleo, 
combustível e uma ampla gama de produtos 
químicos incluindo solventes não polares. 
O FKM oferece excelente resistência a 
operações no de altas temperaturas (até 200°C 
dependendo da grade) no ar e diferentes tipos 
de óleo. As borrachas FKM têm resistência 
limitada ao vapor, água quente, metanol e 
outros fluidos altamente polares. Além disso, 
este tipo de borracha tem fraca resistência a 
aminas, bases fortes e muitos fréons. Existem 
grades padrão e especiais – as últimas têm 
propriedades especiais tal como resistência a 
baixa temperatura e produtos químicos. 
Borracha de silicone (Q) 
As borrachas de silicone têm propriedades 
notáveis, tais como baixa compressão 
configurada numa larga faixa de temperaturas 
(entre -60°C a 200°C no ar), excelente isolamento 
elétrico e não são tóxicas. As borrachas de 
silicone são resistentes à água, alguns ácidos 
e produtos químicos oxidantes. Ácidos 
concentrados, alcalinos, e solventes não devem 
ser usados com borrachas de silicone. Em geral, 
estes tipos de borracha têm fraca resistência ao 
óleo e combustível. Entretanto, a resistência da 
borracha de silicone FMQ ao óleo e combustível 
é melhor do que a das borrachas de silicone dos 
tipos MQ, VMQ, e PMQ. 
Perfluoroelastômeros (FFKM) 
Perfluoroelastômeros têm resistência muito 
alta a produtos químicos quase comparável 
àquela do PTFE (Politetrafluoroetileno, por 
exemplo, TeflonR). Eles podem ser usados em 
altas temperaturas, mas suas desvantagens 
são difíceis de processar, custo muito alto e uso 
limitado em baixas temperaturas. 
Common types of copper alloys 
NBR 
Borracha nitrílica 
EPDM, EPM Borracha de etileno-propileno 
FKM Fluoroelastômeros VitonR 
SilopreneR 
FFKM Peruoroelastômeros ChemrazR 
KalrezR 
MQ, VMQ, PMQ, FMQ Borracha de silicone 
nome comerciais 
NordelR 
Fig 1.6.23: Tipos de borracha 
72 
Seção 1.6 
Materiais
1.6.7 Revestimentos 
Revestimento de proteção – metálico, não 
metálico (inorgânico) ou orgânico – é um método 
comum de controle de corrosão. A principal 
função do revestimento é (além de revestimentos 
de galvanização, tais como zinco) fornecer uma 
barreira eficaz entre o metal (substrato) e seu 
ambiente. Eles permitem o uso de aço normal ou 
alumínio em vez de materiais mais caros. Na seção 
a seguir examinaremos as possibilidades de evitar 
a corrosão por meio de diferentes revestimentos: 
Revestimentos metálicos e não metálicos 
(inorgânicos) e revestimentos orgânicos. 
Revestimentos metálicos 
Revestimentos metálicos menos nobres 
que o substrato 
Revestimentos de zinco são comumente usados 
para a proteção de estruturas de aço contra 
corrosão atmosférica. O zinco tem duas funções: 
ele age como um revestimento barreira e 
fornece proteção galvânica. Caso ocorra uma 
área exposta de aço, a superfície de zinco corroi 
preferencialmente a uma taxa lenta e protege 
o aço. A proteção preferencial é chamada de 
proteção catódica. Quando o dano é pequeno, a 
os produtos de proteção contra corrosão do zinco 
preencherão a área exposta e pararão o ataque. 
Revestimentos metálicos mais nobres que 
o substrato 
Galvanoplastia de níquel e revestimentos de 
cromo sobre o aço são exemplos de revestimentos 
metálicos que são mais nobres que o substrato. 
Ao contrário de revestimentos galvânicos onde o 
revestimento corroi perto das áreas onde o metal 
de base está exposto, qualquer cavidade ou dano 
em revestimento de barreira pode levar a um 
ataque imediato do metal de base. 
Proteção galvânica x barreira contra a corrosão 
Para proteger o aço base, 
o revestimento de zinco 
sacrica a si mesmo 
lentamente pela ação galvânica. 
Aço revestido com um metal mais 
nobre, tal como o níquel, 
corroi mais rapidamente se o 
revestimento estiver danicado. 
Fig 1.6.24: Proteção galvânica x barreira 
contra a corrosão 
73
Tintas 
Como mencionado acima, as tintas são uma classe 
importante de revestimento orgânico. A Figura 
1.6.25 mostra vários tipos de revestimentos 
orgânicos. Uma formulação de tinta típica 
contém aglutinantes poliméricos, solventes, 
pigmentos e aditivos. Por razões ambientais, 
os solventes orgânicos estão sendo cada vez 
mais substituídos por água ou simplesmente 
eliminados, por exemplo, revestimento em pó. 
Estruturas metálicas pintadas normalmente 
envolvem duas ou mais camadas de revestimento 
aplicado sobre um revestimento primário, o qual 
está em contato direto com o metal. 
1. Design of pumps and motors 
1.1 Pump construction, (10) 
 
Revestimentos não metálicos 
(revestimentos inorgânicos) 
Revestimentos de conversão são uma categoria 
importante de revestimentos não metálicos 
(inorgânicos). 
Revestimentos de conversão 
Revestimentos de conversão são formados por 
uma reação de corrosão controlada do substrato 
numa solução oxidada. Exemplos bem conhecidos 
de revestimentos de conversão são anodização e 
cromagem de alumínio e tratamento do aço com 
fosfato. A anodização é usada principalmente para 
a proteção de superfícies de alumínio, enquanto a 
cromagem e a fosfatização são normalmente 
usadas para pré-tratamentos em conexão com a 
pintura. Além de melhorar a aderência da tinta, 
ela ajuda a prevenir a propagação da ferrugem 
sob camadas de tinta. 
Revestimentos orgânicos 
Os revestimentos orgânicos contêm compostos 
e estão disponíveis em uma ampla gama de 
tipos diferentes. Os revestimentos orgânicos 
são aplicados ao metal por métodos de 
pulverização, imersão, escovação, folheamento 
ou eletrorrevestimento (pintura aplicada por 
meios de uma corrente elétrica) e eles podem 
ou não requerer endurecimento a quente. 
Ambos os revestimentos termoplásticos, tais 
como poliamida, polipropileno, polietileno, 
PVDF e PTFE e revestimentos elastômeros são 
aplicados aos substratos metálicos para combinar 
as propriedades mecânicas do metal com a 
resistência química de plásticos, mas as tintas 
são de longe os revestimentos orgânicos mais 
amplamente utilizados. 
Estados físicos de revestimentos orgânicos comuns 
Tipo de A base A base Revesti- Liquido 
resina de de mento dois 
solvente água em pó componentes. 
Acrílico X X X 
Alquídico X X 
Epóxi X X X X 
Poliéster X X X 
Poliuretano X X X X 
Vinil X X X 
Fig 1.6.25: Estados físicos de revestimentos orgânicos 
comuns 
74 
Seção 1.6 
Materiais
Capitulo 2. Instalação e leitura de desempenho 
Seção 2.1: Instalação da Bomba 
2.1.1 Nova instalação 
2.1.2 Instalação-substituição existente 
2.1.3 Fluxo de tubo para instalação de bomba única 
2.1.4 Limitação de ruído e vibrações 
2.1.5 Nível de som (L) 
Seção 2.2 Desempenho das bombas 
2.2.1 Termos hidráulicos 
2.2.2 Termos elétricos 
2.2.3 Propriedades dos líquidos
A recomendação e seleção corretas 
do tipo de bomba para uma 
instalação têm uma implicação 
maior do que parece. Quanto 
maiores as bombas, maiores 
os custos no que diz respeito 
ao investimento, instalação, 
comissionamento, funcionamento 
e manutenção - basicamente o 
custo do ciclo de vida (LCC). Um 
porftólio abrangente de produto 
combinado com recomendação 
competente e serviço pós-venda 
é a fundação de uma seleção 
correta. A análise a seguir, 
recomendações e dicas são gerais 
para qualquer tipo de instalação, 
mas em maior parte relevantes 
para as instalações de médio e 
grande porte. Apresentaremos 
nossas recomendações para dois 
tipos de instalação: instalações 
novas e existentes. 
2.1.1 Instalação nova 
• Se a tubulação ainda não foi 
planejada, você pode basear 
a seleção do tipo de bomba 
em outro critério de seleção 
principal, por exemplo, eficiência, 
custos de investimento ou 
custos do ciclo de vida (LCC). 
Esses não serão cobertos nesta 
seção. Entretanto, as diretrizes 
gerais apresentadas também 
se aplicam para tubulação que 
ainda não foi planejada. 
• Se a tubulação já foi planejada, a 
seleção da bomba é equivalente 
a substituir uma bomba numa 
instalação existente. 
76 
2.1.2 Instalação existente – substituição 
Os cinco passos a seguir o ajudarão a escolher uma bomba 
ideal para uma instalação já existente: 
A pré-investigação da instalação deve incluir as 
seguintes considerações: 
• Fluxo básico do tubo - tubos dentro e fora do edifício, por 
exemplo, a partir do solo, ao longo do piso ou a partir do 
teto; 
• Tubulação específica no ponto de instalação, por exemplo, 
em linha ou com sucção pela extremidade, dimensões, 
coletores; 
• Espaço disponível - profundidade, largura e altura; 
• Acessibilidade em conexão com instalação e manutenção, 
por exemplo, entradas das portas; 
• Disponibilidade de equipamento de elevação ou, 
alternativamente, acessibilidade de tais equipamentos; 
• Tipo de piso, por exemplo, piso sólido ou suspenso com 
porão; 
• Fundação existente; 
• Instalação elétrica existente. 
Instalação da bomba anterior 
• Marca da bomba, tipo, especificações incluindo antigo 
ponto de funcionamento, vedação do eixo, materiais, 
juntas, comandos; 
• Histórico, por exemplo, vida útil, manutenção. 
Requisitos futuros 
• Melhorias desejadas e benefícios 
• Novos critérios de seleção incluindo pontos de 
funcionamento e tempo operacional, temperatura, pressão, 
especificações do líquido 
• Critérios do fornecedor, por exemplo, disponibilidade de 
peças de reposição 
Consultivo 
• As alterações importantes podem ser benéficas em um 
longo ou curto prazo, ou ambos e devem ser 
documentadas, por exemplo, economias de instalação, 
custos de ciclo de vida (LCC), redução sobre o impacto 
ambiental como ruído e vibrações e acessibilidade em 
conexão com manutenção 
Seleção 
• Deve ser baseada em uma lista de prioridades de acordo 
com o cliente Para a seleção do correto tipo de bomba e 
recomendação sobre a instalação, duas áreas principais são 
importantes: escoamento e limitação de ruído e vibrações. 
Essas duas áreas serão tratadas nas páginas a seguir. 
Seção 2.1 
Instalação da Bomba
2.1.3 Escoamento num tubo para instalação de bomba única 
A figura 2.1.1 baseia-se na instalação de bomba única. Em instalações paralelas a acessibilidade desem-penha 
um papel importante sobre como uma escolha de bomba é boa. 
O critério de avaliação é a tubulação mais simples possível, portanto com o mínimo de dobras possíveis. 
Tipo de bomba 
Tubulação 
Para a bomba: 
Junto 
ao piso 
Melhor escolha 
Melhor escolha 
Boa escolha 
Boa escolha 
Boa escolha 
Boa escolha 
Melhor escolha 
Melhor escolha 
Melhor escolha 
Boa escolha Boa escolha 
Boa escolha Boa escolha 
Melhor escolha Melhor escolha 
Melhor escolha 
Melhor escolha 
Melhor escolha 
Pior escolha 
Pior escolha 
Pior escolha Pior escolha 
Boa escolha 
Melhor escolha 
Boa escolha 
Boa escolha 
Boa escolha 
Melhor escolha 
Melhor escolha 
Não se aplica 
A partir 
do chão 
A. Em linha acoplagem 
próxima (montagem 
horizontal ou vertical) 
A partir 
do teto 
Montada 
na parede 
A partir da bomba: 
Junto ao piso 
Para o chão 
Para o teto 
Junto ao piso 
Para o chão 
Para o teto 
Junto ao piso 
Para o chão 
Para o teto 
Montada 
na parede 
C. Sucção pela extremidade 
acoplagem longa 
(montagem horizontal 
apenas) montagem 
B. Sucção pela extremidade 
acomplagem próxima 
(montagem horizontal ou 
vertical) 
Pontuações: 
A melhor escolha 
Melhor escolha 
A pior escolha 
Não aplicável 
Fig. 2.1.1 Tubulação e tipo de bomba 
77
A acessibilidade desempenha um papel 
importante sobre como a boa escolha de uma 
bomba específica está relacionada à instalação de 
várias bombas em paralelo. A acessibilidade nem 
sempre é fácil para bombas em linha instaladas 
em paralelo por causa da tubulação, ver figura 
2.1.2. Como aparece na figura 2.1.3, as bombas de 
sucção pela extremidade instaladas em paralelo 
facilitam o acesso. 
2.1.4 Limitação de ruído e vibrações 
Para alcançar um funcionamento ideal e 
minimizar o ruído e vibração, poderá ser 
necessário considerar o amortecimento da 
vibração da bomba em certos casos. Geralmente, 
isso deve ser sempre considerado no caso de 
bombas com motores acima de 7,5kW. Motores 
de tamanhos menores, entretanto, também 
podem causar ruído e vibração indesejados. O 
ruído e a vibração são gerados pela rotação 
no motor e bomba e pelo fluxo nos tubos e 
conexões. O efeito sobre o ambiente depende da 
correta instalação e do estado de todo o sistema. 
Abaixo nós apresentaremos 3 modos diferentes 
de limitar o ruído e a vibração numa instalação 
de bomba: Fundação, amortecedores e junta de 
expansão. 
Fundação 
Construções no piso podem ser divididas em dois 
tipos: piso sólido e piso suspenso. 
Sólido – risco de ruído mínimo devido a má 
transmissão de vibrações, ver figura 2.1.4. 
Suspenso – risco de o piso amplificar o ruído. 
O porão pode agir como uma caixa 
de ressonância. Ver figura 2.1.5. 
A bomba deve ser instalada numa superfície plana 
e rígida. Quatro modos básicos de instalação 
existem para os dois tipos de construção de piso: 
piso, pedestal, pedestal flutuante e base suspensa 
em amortecedores de vibração. 
Fig. 2.1.2: 
3 bombas em linha em paralelo; acesso para 
manutenção limitado por causa da tubulação. 
Fig. 2.1.3: 
3 bombas de sucção pela extremidade em 
paralelo; acesso para manutenção mais fácil 
por causa da tubulação. 
Piso 
Chão sólido 
Fig. 2.1.4: Construção de piso sólido 
Piso 
Parede 
Piso de chão 
Porão 
Piso 
Chão sólido 
Fig. 2.1.5: Construção piso suspenso 
78 
Seção 2.1 
Instalação da Bomba
Piso 
Montagem direta no piso, portanto transmissão 
da vibração direta, ver figura 2.1.6. 
Pedestal 
Colocado diretamente sobre o piso de concreto, 
portanto como piso, ver figura 2.1.7. 
Pedestal flutuante 
Apoiado sobre material inerte, por exemplo, 
areia, portanto risco reduzido de transmissão 
de vibração 2.1.8. 
Fundação suspensa sobre 
amortecedores de vibração 
Solução ideal com transmissão de vibração 
controlada, ver figura 2.1.9. 
Como regra geral, o peso de uma fundação 
de concreto deve ser 1,5 x o peso da bomba. 
Esse peso é necessário para conseguir que os 
amortecedores funcionem eficientemente com 
a bomba em baixa velocidade. 
Fig. 2.1.6: Piso 
Piso Placa de base Unidade da bomba 
Fig. 2.1.7: Pedestal 
Piso Pedestal Placa de base Unidade da bomba 
Fig. 2.1.8: 
Pedestal 
flutuante 
Piso 
Areia 
Pedestal Placa de base 
Unidade da bomba 
Fig. 2.1.9: Fundação 
suspensa sobre 
amortecedores de 
vibração 
Piso 
Amortecedores de vibração 
Placa de base 
Fundação 
Unidade da bomba 
Fig. 2.1.10: A mesma regra de fundação vale para 
bombas in-line na vertical 
Unidade da 
bomba 
Fundação 
Amortecedores 
de vibração 
Piso 
79
Amortecedores 
A seleção do amortecedor de vibração correto 
exige os seguintes dados: 
• Forças agindo no amortecedor 
• Velocidade do motor considerando o controle de 
velocidade, se houver 
• Amortecimento exigido em % (valor sugerido é 
70%) 
A determinação do amortecedor correto varia de 
instalação a instalação, mas a seleção errada do 
amortecedor pode aumentar o nível de vibração 
em certos casos. Portanto, o fornecedor deve 
dimensionar os amortecedores de vibração. 
As bombas instaladas com amortecedores de 
vibração sempre devem ter juntas de expansão 
equipadas nos lados de sucção e lado e de 
descarga. Isso é importante de modo a evitar que 
a bomba fique suspensa nos flanges. 
Juntas de expansão 
As juntas de expansão são instaladas para: 
• absorver expansões/contrações na tubulação 
causadas pela alteração na temperatura do 
líquido; 
• reduzir tensões mecânicas em conexão com as 
ondas de pressão na tubulação; 
• isolar ruído mecânico na tubulação (não para 
juntas de expansão de fole metálico). 
As juntas de expansão não devem ser instaladas 
para compensar imprecisões na tubulação, tais 
como deslocamento do centro ou desalinhamentos 
dos flanges. 
As juntas de expansão são colocadas a uma 
distancia mínima de 1 a 1,5 DN de diâmetro a 
partir da bomba no lado da sucção, bem como no 
lado da descarga. Isso evita o desenvolvimento de 
turbulência nas juntas de expansão, resultando 
em melhores condições de sucção e uma perda 
de pressão mínima no lado da pressão. Em altas 
velocidades da água (5 m/s) é melhor instalar 
juntas de extensão maiores correspondentes à 
tubulação. 
Junta de 
expansão 
Placa de base 
Unidade 
da bomba 
Piso 
Amortecedores de vibração 
Fig. 2.1.11: Instalação com juntas de expansão, 
amortecedores de vibração e tubulação fixa. 
Fundação 
80 
Seção 2.1 
Instalação da Bomba
As figuras 2.1.12-2.1.14 mostram exemplos de 
juntas de expansão de fole de borracha com ou 
sem barra transversal. 
Juntas de expansão com barras transversais podem 
ser usadas para minimizar as forças causadas 
pelas juntas de expansão. As juntas de expansão 
com barras transversais são recomendadas para 
tamanhos maiores que DN 100. Uma junta de 
expansão sem barra transversal irá exercer força 
nos flanges da bomba. Estas forças afetam a 
bomba e a tubulação. 
Os tubos devem ser fixados de modo que não 
exerçam tensão sobre as juntas de expansão e a 
bomba, ver figura 2.1.11. Os pontos fixos devem 
sempre ser colocados o mais perto possível das 
juntas. Siga as instruções do fornecedor de juntas 
de expansão. 
Em temperaturas acima de 100°C combinadas com 
alta pressão, com frequência dá-se preferência às 
juntas de expansão de fole metálico devido ao 
risco de ruptura. 
2.1.5 Nível de som (L) 
O nível de som num sistema é medido em decibeis 
(dB). Ruído é um som indesejado. O nível de ruído 
pode ser medido nas três formas seguintes: 
1. Pressão – Lp : A pressão das ondas de ar 
2. Potência – LW : A potência do som 
3. Intensidade - LI: A potência por m2 (não será 
coberta nesse livro) 
Não é possível comparar os três valores 
diretamente, mas é possível calcular entre eles 
com base nos padrões. A regra geral é: 
Fig. 2.1.12: Juntas de 
expansão fole borracha com 
barras transversais 
Fig. 2.1.13: Juntas de 
expansão fole borracha 
sem barras transversais 
Fig. 2.1.14: Juntas de expansão fole metálica com 
barras transversais 
Bombas menores, por exemplo, 1,5 kW: Lw = LP + 11 dB 
Bombas maiores, por exemplo, 110 kW: Lw = LP + 16 dB 
120 
100 
80 
60 
40 
20 
20 50 100 200 500Hz1 2 5 10 20kHz 
0 
Frequênci 
kHz 
Limiar da dor 
Lp (dB) 
Limiar da escuta 
Fala 
Música 
Fig. 2.1.15: Limiar da escuta vs frequência 
81
A Diretiva de Máquina da EU prescreve que 
os níveis de som têm que ser indicados como 
pressão quando estiverem abaixo de 85 dB (A) e 
como potência quando ultrapassarem 85 dB (A). 
O ruído é subjetivo e depende da capacidade 
da pessoa de ouvir, por exemplo, pessoa jovem 
vs pessoa velha. Entretanto, as medidas acima 
mencionadas ganham relevância de acordo 
com a sensibilidade de um ouvido padrão, ver 
figura 2.1.15. A pesagem é conhecida como 
pesagem-A (dB(A)), expressa como por exemplo: 
LpA, e as medições serão ajustadas dependendo 
da frequência. Em alguns casos ela aumenta em 
outros diminui, ver figura 2.1.16 Outras pesagens 
são conhecidas como B e C, mas são usadas para 
outras finalidades, que não cobriremos nesse 
livro. 
No caso de duas ou mais bombas em operação, 
o nível de som pode ser calculado. Se forem 
bombas com o mesmo nível de som, o nível de 
som total pode ser calculado adicionando o valor 
a partir da figura 2.1.17, por exemplo, 2 . bombas 
é Lp + 3dB, 3 . bombas é Lp + 5dB. Se as bombas 
tiverem níveis de som diferentes, os valores da 
figura 2.1.18 podem ser adicionados. 
As indicações de nível de som devem normalmente 
ser determinadas como condições de campo livre 
sobre superfície refletora, significando o nível 
do som sobre chão duro sem paredes. Garantir 
valores num cômodo específico num sistema de 
tubos específico é difícil porque esses valores 
estão além do alcance do fabricante. Certas 
condições têm um impacto negativo, (nível de 
som crescente) ou um impacto positivo no nível 
de som. As recomendações para instalação e 
fundação podem ser dadas para eliminar ou 
reduzir o impacto negativo. 
dB (A) 
10 
0 
10 100 1000 
-10 
-20 
-30 
-40 
-50 
-60 
-70 
-80 
10000 H 
Fig. 2.1.16 Curva de pesagem A 
Aumento nível do som Lp (dB) 
4 8 12 16 20 24 
15 
10 
5 
Número de bombas iguais 
Fig. 2.1.17 Aumento do nível total de pressão 
do som com fontes iguais 
Aumento na pressão do som Lp (dB) 
2 4 6 8 10 
3 
2.5 
2 
1.5 
1 
0.5 
Diferença entre o nível a ser adicionado Lp (dB) 
Fig. 2.1.18 Aumento do nível total de 
pressão sonora com diferentes fontes 
Valores da experiência: 
Aumento de Percebido como: 
+ 3 dB Apenas perceptível 
+ 5 dB Claramente perceptível 
+10 dB Duas vezes mais alto 
82 
Seção 2.1 
Instalação da Bomba
Seção 2.2 
Desempenho das bombas 
Quando você examina uma bomba, existem 
várias coisas que você tem que verificar. Além 
de verificar a condição física, por exemplo, se ela 
está enferrujada ou faz ruído anormal, você tem 
que saber alguns valores de modo a ser capaz de 
dizer se a bomba funciona como se espera. Nas 
próximas páginas, apresentaremos três grupos de 
valores que você pode precisar para se concentrar 
quando examinar o desempenho da bomba: termos 
hidráulicos, condições elétricas, condições mecânicas 
e propriedades do líquido. 
2.2.1 Condições hidráulicas 
Quando você quiser examinar o desempenho da 
bomba, existem alguns valores que precisa conhecer. 
Nessa seção nós apresentaremos as condições 
hidráulicas mais importantes: fluxo, pressão e carga. 
Fluxo (vazão) 
Fluxo (vazão) é a quantidade de líquido que passa 
através de uma bomba num determinado período de 
tempo. Quando lidamos com leitura de desempenho, 
nós distinguimos entre dois parâmetros de fluxo: 
fluxo do volume e fluxo da massa. 
Fluxo volumétrico (Q) 
Fluxo volumétrico é o que lemos da curva de uma 
bomba ou, colocado de outra forma, uma bomba pode 
mover um volume por unidade de tempo (medido 
em m3/h) sem importar a densidade do líquido. 
Quando lidamos com, por exemplo, fornecimento 
de água, o fluxo volumétrico é o parâmetro mais 
importante por que precisamos que a bomba libere 
certo volume, por exemplo, de água potável ou água 
para irrigação. Neste livro inteiro o termo fluxo se 
refere ao fluxo volumétrico. 
Fluxo de massa (Qm) 
O fluxo de massa é a massa que a bomba move por 
unidade de tempo e é medido em kg/s. A temperatura 
do líquido tem uma influência sobre o tamanho do 
fluxo de massa que a bomba pode mover por unidade 
de tempo uma vez que a densidade do líquido muda 
com a temperatura. Em conexão com sistema de 
aquecimento, refrigeração e ar-condicionado, o fluxo 
de massa é um valor essencial para se conhecer por 
que a massa é o transportador da energia (ver seção 
sobre capacidade de Aquecimento). 
Exemplos Unidade 
Fig. 2.2.1: Exemplos de cálculo 
Água 
em 20°C em 120°C 
Fluxo 
volumétrico Q m 10 3/h 
Densidade kg/m3 998 943 
Fluxo de massa Qm 
kg/h 9980 9403 
kg/s 2.77 2.62 
Qm 
Q . Q m = ; Q =  
83
Pressão (p) 
A pressão é uma medida de força por área unitária. 
Nós distinguimos entre pressão estática, pressão 
dinâmica e pressão total. A pressão total é a soma da 
pressão estática e da pressão dinâmica: 
Pressão estática 
A pressão estática psta é a pressão que é medida com o 
medidor de pressão colocado perpendicular ao fluxo 
ou num líquido sem movimento, ver figura 2.2.2. 
12 
12 
Pressão Dinâmica 
A pressão dinâmica pdyn é causada pela velocidade do 
líquido. A pressão dinâmica não pode ser medida por 
um manômetro normal, mas é calculada pela seguinte 
fórmula: 
12 
onde: 
ρ é a densidade do líquido em [kg/m3] 
v é a velocidade do líquido em [m/s] 
12 
A pressão dinâmica pode ser convertida em pressão 
estática pela redução da velocidade do líquido e 
vice versa. A figura 2.2.3 mostra uma parte de um 
sistema onde o diâmetro do tubo aumenta de D1 a D2, 
resultando numa diminuição na velocidade do líquido 
de v1 para v2. Assumindo que não há perda por fricção 
no sistema, a soma da pressão estática e da pressão 
dinâmica é constante por todo o tubo horizontal. 
12 
12 
Assim, um aumento no diâmetro do tubo, como 
aquele mostrado na figura 2.2.3 resulta num 
aumento na altura manométrica estática medida 
com o medidor de pressão p2. 
Na maioria dos sistemas de bombas, a pressão 
dinâmica pdyn tem um impacto menor na pressão 
total. Por exemplo, se a velocidade de um fluxo de 
água é 4,5 m/s, a pressão dinâmica é em torno de 
0,1 bar, que é considerada insignificante em muitos 
sistemas de bombeamento. Mais tarde neste capítulo, 
discutiremos a pressão dinâmica em conexão com a 
determinação da altura manométrica de uma bomba. 
psta ptot pdyn 
psta psta 
ptot 
ptot 
Fig. 2.2.2: Como determinar a pressão estática psta, 
pressão dinâmica pdyn e a pressão total ptot 
p1 p2 
Q 
v1 v2 
D2 D1 
ptot 
psta 
pdyn 
A 
P 
B 
Fig. 2.2.3: A pressão estática aumenta se a 
velocidade do líquido for reduzida. A figura se aplica 
a um sistema com perda de fricção insignificante. 
84 
Seção 2.2 
Desempenho das bombas
7.3 m 
H(m) 
12 
10 
8 
6 
4 
Duty point for water at 95°C 
Duty point for water at 20°C 
Duty point for brine at 20°C 
Tabela de conversão para unidades de pressão 
0.0968 0.1 1 
Pa bar 
point for diesel Salmoura 10.2 m 
10.6 m 
12.75 m 
1 bar 1 bar 1 bar Duty 1 bar 1 bar 1 bar 1 bar 
H(m) 
12 
10 
8 
6 
4 
H(m) 
12 
10 
8 
Duty point for water at 95°C 
Duty point for water at 20°C 
6 
Duty point for brine at 20°C 
4 
2 
Tabela de conversão para unidades de atm* at** 1 bar 
1 atm 
1 at = 1 kp/cm3 
1 m H2O 
1 bar 1 bar 1 bar 1 bar 
Pa bar 
0.0968 0.1 Tabela de conversão para unidades de pressão 
Pa bar 
1 Pa = 1 N/m2 10-5 1 9.87 . 10-4 750 . 10-5 1.02 . 10-4 
750 
1.02 . 10-5 
10 5 1 0.987 1.02 10.2 
1.013 . 10 5 1.013 1 1.033 10.33 
760 . Duty point for diesel at 20°C 
0.981 10 5 0.981 0.968 1 10 
736 0.981 . 10 4 
0.0981 Duty point for water at 95°C 
73.6 0.0968 0.1 1 
H(m) 
12 
10 
Duty point for water at 20°C 
* Atmosfera física ** Atmosfera teórica 
atm* at** mH2O mmHg 
1 bar 
1 atm 
1 at = 1 kp/cm3 
1 m H2O 
2 
Q 
Duty point for diesel at 20°C 
7.3 m 
10.2 m 
10.6 m 
1 Pa = 1 N/m2 10-5 1 9.87 . 10-4 1.02 . 1010 1 5 0.987 1.02 1.013 . 10 1.013 5 1 1.033 0.981 . 10 5 0.981 0.968 1 0.981 . 10 4 
0.0981 * Atmosfera física ** Atmosfera teórica 
Duty point Duty a 20°C 
1300 kg/m3 
1 bar = 7.3 m 
Água a 20°C 
997 kg/m3 
1 bar = 10.2 m 
7.3 m 
10.2 m 
10.6 m 
12.75 m 
8 
6 
Duty point for brine at 20°C 
Água a 95°C 
960 kg/m3 
1 bar = 10.6 m 
Óleo diesel a 20°C 
800 kg/m3 
1 bar = 12.75 m 
Fig. 2.2.5: Bombeando quatro líquidos diferentes a 1 
bar no lado da descarga da bomba resulta em quatro 
alturas manométricas diferentes(m), por isso quatro 
pontos de trabalho diferentes 
Medição da pressão 
A pressão é medida em, por exemplo, Pa (N/m2), bar 
(105 Pa) ou PSI (Ib/in2). Quando trabalhamos com 
pressão é importante saber o ponto de referencia 
para a medição da pressão. Dois tipos de pressão 
são essenciais em conexão com a medição de 
pressão: pressão absoluta e pressão manométrica: 
Pressão absoluta (pabs) 
A pressão absoluta é definida como a pressão acima 
do vácuo absoluto, 0 atm, que é o zero absoluto 
para a pressão. Normalmente, o valor “pressão 
absoluta” é usado em cálculos de cavitação. 
Pressão manométrica 
A pressão manométrica, com frequência 
conhecida como sobrepressão, é a pressão maior 
do que a pressão atmosférica normal (1 atm). 
Normalmente, a pressão p é determinada como 
pressão manométrica por que a maioria das 
medições dos sensores e dos medidores de pressão 
mede a diferença de pressão entre o sistema e a 
atmosfera. Por todo esse livro o termo pressão se 
refere a pressão manométrica. 
Altura manométrica (H) 
A altura manométrica de uma bomba é a expressão 
da altura que a bomba pode elevar um líquido. A 
altura manométrica é medida em metros (m) e é 
independente da densidade do líquido. A fórmula a 
seguir mostra a relação entre pressão (p) e a altura 
manométrica (H): 
onde : 
H é a altura manométrica em [m] 
p é a pressão em [Pa = N/m2] 
ρ é a densidade do líquido em [kg/m3] 
g é a aceleração da gravidade em [m/s2] 
Normalmente, a pressão ρ é medida em [bar], que 
é igual a 105 Pa. Entretanto, outras unidades de 
pressão também são usadas também, ver figura 
2.2.4. 
A relação entre a pressão e a altura manométrica é 
mostrada na figura 2.2.5 onde a bomba manuseia 
quatro líquidos diferentes. 
1 Pa = 1 N/m2 10-5 1 9.87 . 10-4 750 . 10-5 1.02 . 10-4 
750 
1.02 . 10-5 
10 1 5 0.987 1.02 10.2 
1.013 . 10 1.013 760 5 1 1.033 10.33 
0.981 . 10 0.981 736 5 0.968 1 10 
0.981 . 10 0.0981 73.6 4 
* Atmosfera física ** Atmosfera teórica 
atm* at** mH2O mmHg 
1 bar 
1 atm 
1 at = 1 kp/cm3 
1 m H2O 
2 
Q 
Duty point for diesel at 20°C 
Fig. 2.2.4: Tabela de conversão para unidades de pressão 
85 
12 
12
v1 p1 D1 
v2 
Fig. 2.2.6: Bomba padrão com sucção na 
extremidade com diferença de dimensão na 
sucção e portas de descarga 
Como determinar a altura manométrica 
A altura manométrica da bomba é determinada 
pela leitura da pressão nos flanges da bomba p2, 
p1 e depois a conversão dos valores em altura 
manométrica - ver figura 2.2.6. Entretanto, se uma 
diferença geodésica na altura manométrica estiver 
presente entre dois pontos de medição, como é 
o caso na figura 2.2.6, é necessário compensar a 
diferença. Além disso, se as dimensões da porta dos 
dois pontos de medição diferirem uma da outra, 
a altura manométrica real também tem que ser 
corrigida para este. 
12 
12 
12 
A altura manométrica da bomba real H é calculada 
pela seguinte fórmula: 
12 
12 
onde : 
H é a altura manométrica real da bomba em [m] 
p é a pressãonos flanges em [Pa = N/m2] 
ρ é a densidade do líquido em [kg/m3] 
g é a aceleração da gravidade em [m/s2] 
h é a altura geodésica em [m] 
v é a velocidade do líquido em [m/s] 
12 
A velocidade do liquido v é calculada 
pela seguinte fórmula: 
onde: 
v é a velocidade do líquido em [m/s] 
Q é o fluxo volumétrico em [m3/s] 
D é o diâmetro da porta em [m] 
Combinando estas duas fórmulas, a altura 
manométrica H depende dos seguintes fatores: As 
medições de pressão p1 e p2, a diferença em altura 
geodésica entre os pontos de medição (h2-h1), o 
fluxo através da bomba Q e o diâmetro das duas 
portas D1 e D2. 
A correção devida à diferença no diâmetro da porta 
é causada pela diferença na pressão dinâmica. Em 
vez de calcular a correção a partir da fórmula, a 
contribuição pode ser lida num nomograma, ver 
apêndice F. 
h2 h1 
D2 
p2 
h2 - h1 = 355 mm 
D1 = 150 mm 
v1 = 3.77 m/s2 
D2= 125 mm 
p1 = 0.5 bar 
v2 = 5.43 m/s2 
p2 = 1.1 bar 
86 
Seção 2.2 
Desempenho das bombas
Exemplo de cálculo 
Uma bomba do mesmo tipo que aquela mostrada 
na figura 2.2.7 está instalada num sistema com 
os seguintes dados: 
12 
Q = 240 m3/h 
p1 = 0.5 bar 
p2 = 1.1 bar 
Líquido: Água a 200C 
Diâmetro da porta de sucção D1 = 150 mm 
Diâmetro da porta de descarga D2 = 125 mm. 
A diferença na altura entre as duas portas onde 
os manômetros de pressão estão instalados é 
h2-h1 = 355 mm. 
Agora somos capazes de calcular a altura 
manométrica da bomba: 
Como resulta do cálculo, a diferença de pressão 
medida por manômetros de pressão é de cerca 
de 1,1 m inferior ao que a bomba está realmente 
executando. Isso pede uma explicação. Primeiro, 
o desvio é causado pela diferença em altura entre 
os manômetros de pressão (0,36m) e segundo, é 
causado pela diferença de dimensões da porta, 
que neste caso é 0,77m. 
v1 p1 D1 
v2 
D1 = 150 mm 
D2= 125 mm 
Fig. 2.2.7: Bomba padrão com sucção na extremidade 
com diferentes dimensões de sucção e portas de 
descarga (exemplo) 
12 
12 
12 
12 
12 
h2 h1 
D2 
p2 
h2 - h1 = 355 mm 
v1 = 3.77 m/s2 
p1 = 0.5 bar 
v2 = 5.43 m/s2 
p2 = 1.1 bar 
87
p2 
Fig.2.2.8: A pressão do sistema Hsta num sistema 
fechado tem que ser mais alta do que a altura 
física da instalação 
Se os manômetros de pressão forem colocados na 
mesma altura geodésica, ou se um manômetro de 
pressão diferencial for usado para as medidas, não 
é necessário compensar para a diferença em altura 
(h2-h1). Em conexão com bombas em linha, onde 
a entrada e a saída estão colocadas no mesmo 
nível, as duas portas com frequência têm o mesmo 
diâmetro. Para estes tipos de bomba uma fórmula 
simplificada é usada para determinar a altura 
manométrica: 
Pressão diferencial (Δp) 
A pressão diferencial é a diferença de pressão entre 
as pressões medidas nos dois pontos, por exemplo, 
a pressão cai através da válvulas num sistema. 
A pressão diferencial é medidas nas mesmas 
unidades que a pressão. 
Pressão do sistema 
A pressão do sistema é a pressão estática, que 
está presentes num ponto no sistema, quando 
as bombas não estiverem em funcionamento. A 
pressão do sistema é importante para considerar 
quando você trabalha com um sistema fechado. 
A pressão do sistema em (m) Hsta no ponto mais 
inferior deve sempre ser mais alta do que a altura 
do sistema de modo a garantir que o sistema 
esteja cheio de líquido e pode ser ventilado 
adequadamente. 
h 
Refrigerador seco 
Refri-gerador 
Hsyst  h 
Hsyst 
88 
Seção 2.2 
Desempenho das bombas 
p1 
h1 h2 
Fig.2.2.7.a: Bomba em linha com a mesma altura 
geodésica na entrada e na saída. h2 = h1
H 
Pressão do vapor 
a = Frente das pás do 
rotor 
b = Parte de trás das pás 
do rotor 
Bolhas de vapor 
implodindo 
a = Frente das pás 
do rotor 
b = Parte de trás 
das pás do rotor 
a 
b 
Fig.: 2.2.10: Desenvolvimento da pressão através de uma 
bomba centrifuga 
Q 
a 
p 
p1 
Entrada do rotor Saída do ro 
NPSH 
H 
Q 
H 
Pressão [Pa] 
Fig.: 2.2.12: curva NPSH 
Cavitação e NPSH 
A cavitação ocorre em algum lugar na bomba 
quando a pressão é menor do que a pressão do 
vapor do líquido, ver figuras 2.2.9 e 2.2.10. 
Quando a pressão no lado da sucção cai abaixo 
da pressão do vapor do líquido (figura 2.210 
ponto amarelo), pequenas bolhas de vapor se 
formam. Estas bolhas cedem (implodem) quando 
a pressão sobe (figura 2.2.10 ponto vermelho) e 
libera ondas de choque. Consequentemente, os 
impulsores podem ser danificados pela energia 
liberada. A taxa do dano ao impulsor depende 
das propriedades do material. O aço inoxidável 
é mais resistente à cavitação do que o bronze e 
o bronze é mais resistente à cavitação do que o 
ferro fundido, ver seção 1.6.3. 
A cavitação diminui o fluxo (Q) e a altura 
manométrica (H), o que leva a desempenho 
H 
reduzido da bomba, ver figura 2.2.11. O dano 
devido à cavitação com frequência apenas é 
detectado quando a bomba é desmontada. 
Além disso, a cavitação causa aumento de ruído 
e vibrações, o que pode consequentemente 
danificar os rolamentos, retentores de eixo e 
soldas. 
Cálculo do risco de cavitação 
Para evitar a cavitação, a seguinte fórmula é 
usada para calcular a altura manométrica de 
sucção máxima: 
hmax – Altura manométrica máxima de sucção 
Hb – pressão atmosférica no local da bomba; 
esta é a elevação de sucção máxima teórica, ver 
figura 2.2.13 
Hf – Perda de fricção no tubo de sucção 
NPSH = Altura manométrica de sucção positiva 
líquida (é para ser lida na curva NPSH no fluxo 
operacional mais alto) ver figura 2.2.12. 
Q 
Q 
NPSH 
H 
Q 
H 
Curva 
quando a 
bomba cavita 
b 
Fig.: 2.2.11: Curva da bomba quando a bomba cavita 
89 
Fig.: 2.2.9: Implosão das bolhas de cavitação na 
parte de trás das pás do rotor
O valor NPSH indica em que medida a bomba não 
é capaz de criar vácuo absoluto, isto é para levantar 
uma coluna cheia de água 10,33 m acima do nível 
do mar, ver figura 2.2.13. 
NPSH pode ser chamada de NPSHr (requisitada) 
ou NPSHa (disponível). 
NPSHrequisitada A altura manométrica de sucção 
requerida para a bomba 
NPSHdisponível Altura manométrica de sucção 
disponível no sistema disponivel 
O valor NPSH de uma bomba é determinado 
pelo teste de acordo com isso 9906 e pe feito 
da seguinte maneira. A altura manométrica de 
sucção é reduzida enquanto o fluxo é mantido 
em nível constante. Quando a pressão diferencial 
diminuiu até 3%, a pressão no lado sucção da 
bomba é lida; e o valor NPSH da bomba é definido. 
O teste é repetido em diferentes fluxos, o que 
forma a base da curva NPSH no final. 
Colocado de outra forma: Quando a curva NPSH 
é atingida, o nível de cavitação é tão alto que a 
altura manométrica da bomba diminuiu em 3%. 
Hv – Pressão do vapor do líquido; para maiores 
informações relativas à pressão do vapor da água, 
vá ao apêndice D. 
Hs – Fator de segurança. Hs depende da situação 
e normalmente varia entre 0,5m e 1 m e para 
líquidos contendo gás até 2 m, ver figura 2.2.15. 
2.2.2 Condições Elétricas 
Quando você quer examinar o desempenho da 
bomba, precisa conhecer uma gama de valores. 
Nesta seção apresentaremos os valores elétricos 
mais importantes: consumo de energia, tensão, 
corrente e fator de energia. 
Pressão 
barométrica 
p 
b 
(bar) 
Coluna de 
água 
H 
b 
(m) 
1.013 10.33 
0.935 
9.73 
9.16 
8.10 
Fig.: 2.2.13: Pressão barométrica acima do nível do mar 
NPSH 
Hv 
0.899 
0.795 
Liquido com ar 
Q [m3/s] 
H [m] 
Altura acima 
do nível do 
NPSH 
Ponto de 
ebulição 
da água (°C) 
Liquido deslo 
Hf 
Hf 
Hb 
h 
140 
140 
100 
100 
45 
40 
35 
30 
1,5 
mar (m) 
0 
500 
1000 
2000 
100 
99 
96 
93 
Fig.: 2.2.15: Curva NPSH típica para líquido contendo gás 
45 
40 
35 
30 
20 
15 
12 
10 
8,0 
6,0 
5,0 
4,0 
3,0 
2,0 
1,5 
1,0 
0,8 
0,6 
0,4 
0,3 
0,2 
0,1 
120 
110 
90 
80 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
Hv 
(m) 
tm 
(°C ) 
150 
130 
25 
NPSH 
Hb 
h 
Hv 
20 
15 
12 
10 
8,0 
6,0 
5,0 
4,0 
3,0 
2,0 
1,0 
0,8 
0,6 
0,4 
0,3 
0,2 
0,1 
120 
110 
90 
80 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
Hv 
(m) 
tm 
(°C ) 
150 
130 
25 
Fig.: 2.2.14: Sistema com indicação de valores diferentes 
que são importantes na conexão com cálculos de sucção 
90 
Seção 2.2 
Desempenho das bombas
Consumo de energia(P) 
As bombas são feitas de vários componentes, ver 
figura 2.2.16. O consumo de energia de diferentes 
componentes é designado da seguinte maneira: 
P1 A entrada de energia da rede ou, dito de outra 
forma, a quantidade de energia que o 
consumidor terá que pagar 
P2 A entrada de energia para a bomba ou a saída 
de energia a partir do motor. Muitas vezes 
conhecida como energia do eixo; 
PH Energia hidráulica - a energia que a bomba 
transfere para o líquido na forma de fluxo e 
altura manométrica. 
Para os tipos de bomba mais comuns, o termo 
consumo de energia normalmente se refere a P2. 
A energia é medida em W, kW. 
Eficiência(η) 
A eficiência em conexão com bombas 
normalmente cobre apenas a eficiência da peça da 
bomba nP. A eficiência da bomba é determinada 
por vários fatores, por exemplo, a forma da 
carcaça da bomba, o projeto do rotor e difusor e a 
aspereza da superfície. Para unidades de bombas 
típicas consistindo de bomba e motor elétrico, a 
eficiência total nT também inclui a eficiência do 
motor: 
Se um conversor de frequência também for 
incluído, a eficiência da unidade inteira também 
tem que incorporar a eficiência do conversor de 
frequência: 
P1 
P2 
PH 
Fornecimento 
a partir da rede 
Fig. 2.2.16: Unidade de bomba com indicação de 
níveis diferentes de consumo de energia 
91
Tensão (U) 
Como a pressão conduz o fluxo através de um 
sistema hidráulico, a tensão conduz a corrente (I) 
através de um circuito elétrico. A tensão é medida 
em volts (V) e pode ser tanto corrente direta 
(CD), por exemplo, bateria de 1,5 V - ou corrente 
alternada (CA), por exemplo, fornecimento de 
eletricidade para casas, etc. Normalmente as 
bombas são fornecidas com fornecimento de 
tensão CA. O leiaute da fonte de alimentação 
CA difere de um país para o outro. No entanto, o 
leiaute mais comum é o de quatro fios com três 
fases (L1, L2, L3) e um neutro (N). Além destes 
quatro fios, a ligação ao terra (PE) também é 
adicionada ao sistema, ver figura 2.217. 
Para uma alimentação elétrica 3 x 400V/230V, 
a tensão entre qualquer das duas da fases (L1, 
L2, L3) é 400V. A tensão entre uma das fases e o 
neutro (N) é 230V. A razão entre a tensão fase-fase 
e a tensão fase-neutro é determinada pela 
formula à direita: 
Corrente (I) 
A corrente é o fluxo de eletricidade e é medida 
em ampere (A). A quantidade de corrente em um 
circuito elétrico depende da tensão fornecida e 
da resistência/impedância no circuito elétrico. 
Energia (P) e fator de potência (cosø ou PF) 
O consumo de energia é realmente de grande 
importância quando se trata de bombas. Para 
bombas com motores padrão CA, a entrada de 
energia é encontrada pela medição da tensão 
de entrada e corrente de entrada e pela leitura 
do valor cosø na placa do motor/bomba. cosø é 
o ângulo da fase entre tensão e corrente. cosø 
também é conhecido como fator de potência 
(PF). O consumo de energia P1 pode ser calculado 
pelas fórmulas mostradas à direita dependendo 
se o motor é monofásico ou motor trifásico.. 
L1 
L2 
L3 
N 
PE 
Fornecimento 
trifásico 400V 
Fornecimento 
monofásico 230V 
} 
} 
Fig. 2.2.17: Fornecimento da rede, ex.: 3 x 400 V 
Motor monofásico CA, ex. 1 x 230V 
Motor trifásico CA, ex. 3 x 400V 
92 
Seção 2.2 
Desempenho das bombas 
A tensão entre qualquer das duas fases (L1,L2,L3) 
é para uma alimentação elétrica 3x400V/230V, 
400V. 
A tensão entre uma das fases e o neutro (N) é 
230 V. A razão entre a tensão fase-fase e a tensão 
fase-neutro é: 
Ufase-fase = √3 . Ufase-neutro
2.2.3 Propriedades do líquido 
Quando você estiver fazendo seus cálculos de 
sistema, existem três propriedades que você 
pode precisar saber sobre o liquido de modo 
a fazer os cálculos corretos: a temperatura do 
líquido, a densidade e a capacidade térmica. 
Temperatura do líquido (t,T) 
A temperatura do líquido é medida em °C 
(Celcius), K (Kelvin) ou °F (Fahrenheit). °C 
e K são realmente a mesma unidade, mas 
0°C é o ponto de congelamento da água 
e 0K é o zero absoluto que é -273.15°C - a 
temperatura mais baixa possível. O cálculo 
entre Fahreinheit e Celsius é: °F = °C . 1.8 + 32, 
portanto, o ponto de congelamento da água 
é 0°C e 32°F e o ponto de ebulição é 100°C 
e 212°F. 
Densidade do líquido (ρ) 
A densidade é medida em kg/m3 or kg/dm3. 
Ver apêndice L. 
Capacidade térmica do líquido (Cp) 
A capacidade térmica nos diz quanto 
de energia adicional um líquido pode 
conter por massa quando aquecido. A 
capacidade térmica do líquido depende da 
temperatura, ver figura 2.2.18. Esta é usada 
em sistema para transportar energia, por 
exemplo, aquecimento, ar-condicionado 
e arrefecimento. Líquidos misturados, por 
exemplo, glicol e água para ar-condicionado 
têm uma capacidade térmica mais baixa 
do que água pura, portanto, fluxo mais alto 
é requisitado para transportar a mesma 
quantidade de energia. 
kJ/kgK kcal/kgK 
1.0 
0.9 
0.8 
0.7 
0.6 
0.5 
93 
4.4 
4.0 
3.6 
3.2 
2.8 
2.4 
2.0 
0% água pura 
20% 
34% 
44% 
52% 
-40 -20 0 20 40 60 80 100 120°C 
Fig. 2.2.18: Capacidade térmica vs 
temperatura para etileno glicol
Capitulo 3: Sistema hidráulico 
Seção 3.1: Características do sistema 
3.1.1 Resistências individuais 
3.1.2 Sistemas fechados e abertos 
Seção 3.2: Bombas conectadas em 
séries e paralelo 
3.2.1 Bombas em paralelo 
3.2.2 Bombas conectadas em séries
Seção 3.1 
Características do Sistema 
Anteriormente na seção 1.1.2 discutimos 
as características básicas das curvas de 
desempenho da bomba. Neste capítulo vamos 
examinar a curva de desempenho da bomba 
em diferentes condições de funcionamento 
bem como uma característica típica do sistema. 
Finalmente, vamos nos concentrar na interação 
entre uma bomba e um sistema. 
Uma característica do sistema descreve a 
relação entre o fluxo Q e a altura manométrica 
H no sistema. A característica do sistema 
depende do tipo de sistema em questão. Nós 
distinguimos entre dois tipos: sistemas fechado 
e aberto. 
• Sistemas fechados 
São sistemas de circulação como sistemas de 
aquecimento ou condicionamento de ar, onde a 
bomba tem de superar as perdas de fricção nos 
tubos, conexões, válvulas, etc. no sistema. 
• Sistemas abertos 
São sistemas de transporte de líquido como 
sistemas de fornecimento de água. Em tais 
sistemas a bomba tem que lidar com altura 
manométrica estática e superar as perdas 
fricção nos tubos e componentes. 
Quando a característica do sistema é desenhada 
no mesmo sistema de coordenadas como a 
curva da bomba, o ponto de funcionamento da 
bomba pode ser determinado como ponto de 
intersecção das duas curvas, ver figura 3.1.1. 
Os sistemas aberto e fechado consistem de 
resistências (válvulas, tubos, permutador de 
calor, etc.) conectadas em série ou em paralelo 
que afetam totalmente a característica do 
sistema. 
No entanto, antes de continuarmos nossa 
discussão sobre sistemas aberto e fechado, 
iremos descrever brevemente como essas 
resistências afetam a característica do sistema. 
Característica 
da bomba 
Ponto de 
funcionamento 
Característica 
do sistema 
Fig. 3.1.1: O ponto de intersecção entre a curva da 
bomba e as características do sistema é o ponto de 
funcionamento da bomba 
96
3.1.1 Resistências únicas 
Cada componente em um sistema constitui uma 
resistência contra o fluxo de líquido que leva 
a uma perda de altura manométrica através 
de cada um dos componentes no sistema. A 
seguinte fórmula é usada para calcular a perda 
de carga ΔH: 
ΔH = k . Q2 
k é uma constante, que depende do componente 
em questão e Q é o fluxo através do componente. 
Como aparece a partir da fórmula, a perda da 
altura manométrica é proporcional ao fluxo na 
segunda potência. Então se for possível reduzir 
o fluxo num sistema, uma redução substancial 
da perda de pressão ocorre. 
Resistências conectadas em série 
A perda total da altura manométrica num 
sistema consistindo de vários componentes 
conectados em série é a soma das perdas de 
altura manométrica que cada componente 
representa. A figura 3.1.2 mostra um sistema 
consistindo de uma válvula e um permutador 
de calor. Se não considerarmos a perda de 
altura manométrica na tubulação entre os 
dois componentes, a perda total da altura 
manométrica ΔHtot é calculada pela adição das 
duas perdas de altura manométrica: 
ΔHtot = ΔH1 + ΔH2 
Além disso, a figura 3.1.2 mostra como a 
curva resultante parecerá e como o ponto de 
funcionamento será se o sistema for um sistema 
fechado com apenas esses dois componentes. 
Como aparece na figura, a característica 
resultante é encontrada somando-se as perdas 
de altura manométrica individuais ΔH em um 
dado fluxo Q. Da mesma forma, a figura mostra 
que quanto maior a resistência no sistema, mais 
íngreme a curva resultante do sistema será. 
Válvula 
Permutador 
de calor 
Bomba 
Característica resultante 
Válvula 
Permutador de calor 
Fig. 3.1.2: A perda de altura manométrica para dois 
componentes conectados em série é a soma das duas 
perdas de cabeça manométrica individuais 
97
Resistências conectadas em paralelo 
Contrariamente a conectar componentes em 
série, conectar componentes em paralelo resulta 
em uma característica de sistema mais plano. A 
razão é que componentes instalados em paralelo 
reduzem a resistência total no sistema e assim a 
perda de altura manométrica. 
A pressão diferencial através dos componentes 
conectados em paralelo é sempre a mesma. A 
característica resultante do sistema é defina 
adicionando a taxa de fluxo individual de todos 
os componentes para um ΔH específico. A figura 
3.1.3 mostra um sistema com uma válvula e um 
permutador de calor conectado em paralelo. 
O fluxo resultante pode ser calculado pela seguinte 
fórmula para a perda de altura manométrica 
carga equivalente a ΔH: 
Q tot = Q 1 + Q2 
3.1.2 Sistemas fechado e aberto 
Como mencionado anteriormente, os sistemas de 
bomba são divididos em dois tipos de sistemas 
básicos: sistemas fechado e aberto. Nesta seção, 
examinaremos as características básicas destes 
sistemas. 
Sistemas fechados 
Normalmente, sistemas fechados são sistemas 
que transportam energia térmica em sistemas 
de aquecimento, sistemas de condicionamento 
de ar, sistemas de arrefecimento de processos, 
etc. Uma característica comum destes tipos de 
sistema fechados é que o líquido é circulado e é 
o transportador da energia térmica. A energia 
térmica é de fato o que o sistema tem que 
transportar 
Os sistemas fechados são caracterizados como 
sistemas com bombas que apenas têm que 
superar a soma das perdas por atrito, que são 
geradas por todos os componentes. A figura 3.1.4 
mostra um desenho esquemático de um sistema 
fechado onde uma bomba tem que circular água 
de um aquecedor através de uma válvula de 
controle para um permutador de calor. 
Válvula 
Permutador 
de calor 
Característica resultante 
Bomba 
Válvula 
Permutador de calor 
Fig. 3.1.3: Componentes conectados em paralelo 
reduzem a resistência no sistema e resulta numa 
característica de sistema mais plana 
Válvula 
Fig. 3.1.4: Desenho esquemático de 
um sistema fechado 
Permutador 
de calor 
Bomba 
Característica resultante 
Aquecedor 
98 
Seção3.1 
Características do Sistema
Todos estes componentes juntos com os tubos 
e conexões resultam numa característica de 
sistema como aquele mostrado na figura 3.1.5. 
A pressão exigida num sistema fechado (que 
a curva de sistema ilustra) é uma parábola 
começando no ponto (Q,H) = (0,0) e é calculada 
pela seguinte fórmula: 
H = k . Q2 
Como a fórmula e a curva indicam, a perda de 
pressão aproxima-se de zero quando o fluxo cai. 
Sistemas abertos 
Os sistemas abertos são aqueles onde a bomba 
é usada para transportar líquido de um ponto a 
outro, por exemplo, sistemas de fornecimento 
de água, sistemas de irrigação, sistemas de 
processo industrial. Em tais sistemas a bomba 
tem que ligar com altura manométrica 
geodésica do líquido e superar as perdas de 
atrito nos canos e componentes do sistemas. 
Nós fazemos a distinção entre dois tipos de 
sistema aberta: 
• Os sistemas abertos onde a elevação 
geodésica 
total exigida é positiva. 
• Os sistemas onde a elevação geodésica total 
exigida é negativa. 
Sistema aberto com carga 
geodésica positiva 
A figura 3.1.6 mostra um sistema aberto típico 
com elevação geodésica positiva. Uma bomba 
tem que transportar água de um reservatório 
intermediário ao nível do chão até um tanque 
de teto na parte superior de um prédio. Em 
primeiro lugar, a bomba tem que fornecer 
uma altura manométrica maior do que a altu-ra 
manométrica geodésica da água (h). Em 
segundo lugar, a bomba tem que fornecer a 
altura manométrica necessária para superar a 
perda total por atrito entre os dois tanques na 
tubulação, conexões, válvulas, etc (Hf). A perda 
de pressão depende da quantidade de fluxo, 
ver figura 3.1.7. 
Válvula 
Permutador 
de calor 
Bomba 
Característica resultante 
Aquecedor 
Fig. 3.1.5: A característica de sistema para um sistema 
fechado é uma parábola começando no ponto (0,0) 
Tanque de teto 
Reservatório intermediário 
Tanque de teto 
Fig. 3.1.6: Sistema aberto com elevação geodésica positiva 
Característica resultante 
Q Q 1 
Reservatório intermediário 
Bomba 
Característica resultante 
Q Q 1 
Bomba 
Fig. 3.1.7: Sistema característico junto com a curva 
de desempenho da bomba para o sistema aberto na 
figura 3.1.6 
99
Seção 3.1 
Características do Sistema 
A figura mostra que num sistema aberto não 
há fluxo de água se a altura manométrica 
máxima (Hmax) da bomba é menor do que a altura 
manométrica geodésica (h). Apenas quando H  h, 
a água começará a fluir do tanque intermediário 
para o tanque de teto. A curva de sistema também 
mostra que quanto menor a taxa de fluxo, menor 
a perda de atrito (Hf) e consequentemente menor 
o consumo de energia da bomba. 
Assim, o fluxo (Q1) e o tamanho da bomba têm 
que corresponder à necessidade para o sistema 
específico. Isto é de fato uma regra geral para 
sistemas de transporte de líquidos: um fluxo maior 
conduz a uma perda de pressão mais elevada, 
enquanto que um fluxo menor conduz a uma 
menor perda de pressão e, consequentemente, 
um menor consumo de energia. 
Sistema aberto com elevação geodésica 
negativa 
Um exemplo típico de um sistema aberto com 
altura manométrica exigida negativa é um 
sistema de reforço de pressão, por exemplo, 
num sistema de fornecimento de água. A altura 
manométrica geodésica (h) a partir do tanque 
de água leva água ao consumidor - a água flui, 
embora a bomba não esteja funcionando. A 
diferença de altura entre o nível do líquido no 
tanque e a altitude da saída de água (h) resulta 
num fluxo equivalente a Qo. Entretanto, a altura 
manométrica é insuficiente para garantir o fluxo 
requisitado (Q1) ao consumidor. Portanto, a bomba 
tem que impulsionar a altura manométrica para o 
nível (H1) de forma a compensar a perda por atrito 
(Hf) no sistema. O sistema é mostrado na figura 
3.1.8 e a característica do sistema junto com a 
curva de desempenho da bomba são mostradas 
na figura 3.1.9. 
A característica do sistema resultante é uma curva 
parabólica começando nos eixos H no ponto (0,-h). 
O fluxo no sistema depende do nível do líquido no 
tanque. Se reduzirmos o nível no tanque, a altura 
(h) é reduzida. Isto resulta numa característica 
de sistema modificada e num fluxo reduzido no 
sistema, ver 3.1.9. 
Tanque 
Fig. 3.1.8: Sistema aberto com elevação geodésica 
negativa 
Bomba 
Característica de sistema a 
nível do tanque reduzido 
Característica resultante 
Bomba 
Característica de sistema a 
nível do tanque reduzido 
Característica resultante 
Tanque 
Fig. 3.1.9: característica de sistema junto com a curva 
de desempenho da bomba para sistema aberto na 
figura 3.1.8 
100
Para ampliar o desempenho total da bomba 
em um sistema, as bombas normalmente são 
conectadas em série ou em paralelo. Nesta seção 
nos concentraremos nestas duas formas de 
conexão de bombas. 
3.2.1 Bombas em paralelo 
Bombas conectadas em paralelo normalmente 
são usadas quando 
• o fluxo necessário é superior àquele que uma 
única bomba poderia suportar 
• o sistema possuir requisitos de fluxo variáveis 
e quando estes requisitos forem atendidos por 
meio do ligamento e desligamento de bombas 
conectadas em paralelo. 
Normalmente, as bombas conectadas em paralelo 
são de tipo e tamanho similares. Entretanto, as 
bombas podem ter tamanhos diferentes ou uma 
ou diversas bombas podem ser controladas por 
velocidade e, portanto, terem diferentes curvas 
de desempenho. 
Para evitar a circulação por derivação em 
bombas que não estejam operando, uma válvula 
antirretorno é conectada em série em cada uma 
das bombas. A curva de desempenho resultante 
para um sistema consistindo de diversas bombas 
em paralelo é determinada pela adição de 
fluxo que as bombas fornecem em uma altura 
manométrica total (AMT) específica. 
A figura 3.2.1 exibe um sistema com duas bombas 
idênticas conectadas em paralelo. A curva de 
desempenho total do sistema é determinada pela 
adição de Q1 e Q2 para cada valor de AMT que é o 
mesmo para ambas as bombas, H1 = H2. 
Uma vez que as bombas são idênticas, a curva da 
bomba resultante terá a mesma AMT Hmax mas 
o fluxo máximo Q é duas vezes maior. Para cada 
valor de AMT o fluxo Qmax será o dobro que para 
uma única bomba em operação: 
Q = Q1 + Q2 = 2 Q1 = 2 Q2 
Fig. 3.2.1: Duas bombas conectadas em paralelo 
com curvas de desempenho similares 
101 
Seção 3.2 
Bombas conectadas em série e 
em paralelo
Seção 3.2 
Bombas conectadas em série e em paralelo 
A figura 3.2.2 mostra duas bombas de tamanhos 
diferentes conectadas em paralelo. Ao adicionar 
Q1 e Q2 a uma determinada AMT H1=H2, a curva de 
desempenho resultante é definida. A área tracejada 
na figura 3.2.2 demonstra que P1 é a única bomba a 
abastecer naquela área específica, uma vez que ela 
possui AMT superior a P2. 
Bombas controladas por velocidade 
conectadas em paralelo 
A combinação de bombas conectadas em paralelo 
e bombas controladas por velocidade é uma forma 
bastante útil de atingir um desempenho de bomba 
eficiente quando houver variação de demanda 
de fluxo. O método é comum na conexão com 
sistemas de abastecimento de água/ aumento de 
pressão. Mais adiante no capítulo 4, discutiremos 
mais detalhadamente as bombas controladas por 
velocidade. 
Um sistema de bombeamento consiste de duas 
bombas controladas por velocidade com a mesma 
curva de desempenho cobre uma ampla faixa de 
desempenho, veja a figura 3.2.3. Uma única bomba é 
capaz de cobrir o desempenho de bomba necessário 
até Q1. Acima Q1 as duas bombas devem operar para 
atender o desempenho exigido. Se ambas as bombas 
estiverem operando na mesma velocidade as curvas 
de bombeamento resultantes serão semelhantes às 
curvas laranja exibidas na figura 3.2.3. 
Observe que o ponto de operação indicado em Q1 
é obtido com uma bomba operando em velocidade 
total. Entretanto, o ponto de operação também 
pode ser alcançado quando duas bombas estiverem 
operando em velocidade reduzida. Esta situação 
é exibida na figura 3.2.4 (curvas laranja). A figura 
também compara as duas situações em relação à 
eficiência. O ponto de operação para uma única 
bomba operando em velocidade total resulta em 
uma eficiência de bomba ruim principalmente por 
que o ponto de operação está localizado longe da 
curva da bomba. A eficiência total é muito superior 
quando as duas bombas operam em velocidade 
reduzida, embora a eficiência máxima das bombas 
diminui levemente em velocidade reduzida. 
Mesmo que uma única bomba seja capaz de 
manter o fluxo e AMT necessários, algumas vezes é 
necessário utilizar as duas bombas ao mesmo tempo 
por uma questão de eficiência e, portanto, consumo 
de energia. A decisão de quando operar com uma 
ou duas bombas depende das características do 
sistema real e do tipo de bomba em questão. 
Somente P1 contribuirá nesta área 
Somente P1 contribuirá nesta área 
Fig 3.2.2: Duas bombas conectadas em paralelo 
com curvas de desempenho diferentes 
Característica 
do sistema 
Característica 
do sistema 
Fig. 3.2.3: Duas bombas controladas por velocidade 
conectadas em paralelo (mesmo tamanho). A curva 
laranja exibe o desempenho em velocidade reduzida 
P1 + P2 
P1 ou P2 velocidade reduzida 
Fig. 3.2.4: Uma bomba em velocidade total 
comparada a duas bombas em velocidade reduzida. 
Neste caso as duas bombas possuem a eficiência 
total superior 
102
3.2.2. Bombas conectadas em série 
Normalmente, bombas conectadas em série 
são usadas em sistemas onde alta pressão 
é necessária. Este também é o caso de 
bombas multiestágio que são baseadas no 
princípio em série, ou seja, um estágio é 
igual a uma bomba. A figura 3.2.5 exibe 
a curva de desempenho de duas bombas 
idênticas conectadas em série. A curva de 
desempenho resultante é feita pela marcação 
da AMT dupla para cada valor de fluxo no 
sistema de coordenadas. Isto resulta em 
umca curva com ATM dupla (2-Hmax) e o 
mesmo fluxo máximo (Qmax) conforme cada 
uma das bombas únicas. 
A Figura 3.2.6 exibe duas bombas de tamanhos 
diferentes conectadas em série. A curva de 
desempenho resultante é encontrada por meio 
da adição de H1 e H2 em um determinado fluxo 
comum Q1=Q2. 
A área tracejada na figura 3.2.6 demonstra que 
P2 é a única bomba a abastecer naquela área 
específica porque ela possui um fluxo máximo 
superior à P1. 
Conforme discutido na seção 3.2.1, bombas 
diferentes podem ser uma combinação de 
bombas de diferentes tamanhos ou de uma ou 
diversas bombas controladas por velocidade. 
A combinação de uma bomba de velocidade 
fixa e uma bomba controlada por velocidade 
conectadas em série é frequentemente usada 
em sistemas onde uma pressão alta e constante 
é necessária. A bomba de velocidade fixa 
abastece o líquido para a bomba controlada 
por velocidade cuja saída é controlada por um 
transmissor de pressão PT, ver figura 3.2.7. 
Fig. 3.2.5: Duas bombas de mesmo tamanho 
conectadas em série 
Somente a P2 
contribuirá nessa área 
Somente a P2 
contribQuirá nessa área 
Fig. 3.2.6: Duas bombas de tamanhos diferentes 
conectadas em série 
Q 
Controlador 
de velocidade 
Fig. 3.2.7: Uma bomba de velocidade fixa e uma bomba 
controlada por velocidade, ambas do mesmo tamanho, 
conectadas em série. Um transmissor de pressão PT 
juntamente com um controlador de velocidade verifica 
se a pressão é constante na saída da P2. 
103
Capítulo 4. Ajuste de desempenho das bombas 
Seção 4.1: Ajuste de desempenho da bomba 
4.1.1 Controle por estrangulamento 
4.1.2 Controle de derivação 
4.1.3 Modificação de diâmetro do rotor 
4.1.4 Controle de velocidade 
4.1.5 Comparação de métodos de ajuste 
4.1.6 Eficiência geral do sistema de bombas 
4.1.7 Exemplo: Consumo de energia relativa 
quando o fluxo é reduzido em 20% 
Seção 4.2: Soluções de bomba controlada 
por velocidade 
4.2.1 Controle de pressão constante 
4.2.2 Controle de temperatura constante 
4.2.3 Pressão diferencial constante em um sistema 
de circulação 
4.2.4 Controle de pressão diferencial compensado 
por fluxo 
Seção 4.3: Vantagens do controle 
de velocidade 
Seção 4.4: Vantagens das bombas com 
conversor de frequência integrado 
4.4.1 Curvas de desempenho de bombas controladas 
por velocidade 
4.4.2 Bombas controladas por velocidade em diferentes 
sistemas 
Seção 4.5: Conversor de frequência 
4.5.1 Função básica e características 
4.5.2 Componentes do conversor de frequência 
4.5.3 Condições especiais relativas aos conversores 
de frequência
Seção 4.1 
Ajuste de desempenho da bomba 
Ao selecionar uma bomba para uma 
determinada aplicação é importante 
selecionar aquela onde o ponto de operação 
está na área de alta eficiência da bomba. 
Caso contrário, o consumo de energia da 
bomba será desnecessariamente alto. Ver 
figura 4.1.1. 
Entretanto, algumas vezes não é possível 
selecionar uma bomba que se adeque ao 
ponto de operação ótimo uma vez que os 
requisitos do sistema ou a curva do sistema 
são alterados ao longo do tempo. 
Portanto, pode ser necessário ajustar 
o desempenho da bomba para que ela 
atenda os requisitos alterados. 
Os métodos mais comuns de mudança de 
desempenho de bomba são: 
• Controle por estrangulamento 
• Controle de derivação 
• Modificação do diâmetro do rotor 
• Controle de velocidade 
A seleção de um método de ajuste de 
desempenho de bomba baseia-se em 
uma avaliação do investimento inicial 
juntamente com os custos operacionais 
da bomba. Todos os métodos podem 
ser executados continuamente durante 
operação independentemente da 
modificação do método-diâmetro do 
rotor. Frequentemente, as bombas 
superdimensionadas são selecionadas 
para o sistema e, portanto, é necessário 
limitar o desempenho, antes de tudo, da 
taxa de fluxo e em algumas aplicações a 
altura manométrica máxima. 
Nas páginas seguintes você poderá ler 
sobre os quatros métodos de ajuste. 
Fig.: 4.1.1: Ao selecionar uma bomba é importante 
selecionar uma cujo ponto de operação esteja dentro da 
área de alta eficiência. 
H 
[m] 
50 
40 
30 
20 
10 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
0 
0 10 20 30 40 50 60 70 80 Q [m3/h] 
106
4.1.1 Controle por estrangulamento 
Uma válvula de estrangulamento é posicionada 
em série com a bomba possibilitando o ajuste do 
ponto de operação. O estrangulamento resulta em 
uma redução de fluxo, ver figura 4.1.2. A válvula de 
estrangulamento acrescenta resistência ao sistema e 
eleva a curva do sistema para uma posição superior. 
Sem a válvula de estrangulamento, o fluxo é Q2. Com 
a válvula de estrangulamento conectada em série 
com a bomba, o fluxo é reduzido para Q1. 
As válvulas de estrangulamento podem ser usadas 
para limitar o fluxo máximo. Ao adicionar a válvula, 
o fluxo máximo possível no sistema é limitado. No 
exemplo, o fluxo nunca será superior a Q3, mesmo 
que a curva do sistema seja completamente plana - 
significando nenhuma resistência no sistema. Quando 
o desempenho da bomba for ajustado pelo método 
de estrangulamento, a bomba propiciará uma altura 
manométrica superior que aquela necessária para tal 
sistema específico. 
Se a bomba e a válvula de estrangulamento forem 
substituídas por uma bomba menor, a bomba será 
capaz de atender o fluxo Q1 desejado, mas a uma altura 
manométrica da bomba inferior e consequentemente 
um consumo de energia inferior, ver figura .4.1.2. 
4.1.2 Controle de derivação 
Em vez de conectar uma válvula em série com a 
bomba, uma válvula de derivação na bomba pode 
ser usada para ajustar o desempenho da bomba, ver 
figura 4.1.3. 
Comparado à válvula de estrangulamento, a instalação 
de uma válvula de derivação resultará em um fluxo 
mínimo específico QBP na bomba, independente das 
características do sistema. O fluxo QP é a soma do 
fluxo no sistema QS e o fluxo na válvula de desvio QBP. 
A válvula de derivação introduzirá um limite máximo 
de altura manométrica fornecida para o sistema Hmax, 
ver figura 4.1.3. Mesmo quando o fluxo necessário 
no sistema for zero, a bomba jamais operará com 
uma válvula fechada. Como no caso com a válvula 
de estrangulamento, o fluxo QS exigido pode ser 
atendido por uma bomba menor e nenhuma válvula 
de derivação; o resultado será um fluxo inferior e 
consequentemente um consumo de energia menor. 
Fig.: 4.1.2: A válvula de estrangulamento aumenta a 
resistência no sistema e consequentemente reduz o fluxo. 
H 
Q1 Q2 Q3 
Q 
Bomba 
Bomba menor 
Característica resultante 
Sistema 
Válvula de estrangulamento 
Hv 
Hs 
H 
Válvula de derivação 
QBP QS QP 
Hmax 
HP 
Q 
Bomba 
Bomba 
menor 
Característica resultante 
Sistema 
Qs QBP 
Sistema 
Válvula de estrangulamento 
Hp 
Hv Hs 
Sistema 
Válvula de derivação 
QBP 
QS QP 
HP 
Fig.: 4.1.3: A válvula de derivação recebe parte do fluxo 
da bomba e, portanto, reduz o fluxo no sistema. 
107 
tensão entre duas fases 
corrente de fase 
Ambos os valores efetivos (valores 
de RMS), se aplicam para U e I 
deslocamento de fase entre 
corrente e tensão 
Exemplo de cálculo: 
U = 400 V, I = 6,4 A, cos  = 0,83 
O resultado é uma entrada de alimentação 
de P = 3,68 kW
4.1.3 Modificação do diâmetro do rotor 
Outra maneira de ajustar o desempenho de uma 
bomba centrífuga é modificando o diâmetro do 
rotor na bomba significando a redução do diâmetro 
e consequentemente reduzindo o desempenho 
da bomba. Obviamente, a redução do diâmetro 
do rotor não pode ser feita enquanto a bomba 
estiver operando. Em comparação aos métodos 
de estrangulamento e derivação, que podem ser 
realizados durante operação, a modificação do 
diâmetro do rotor deve ser feita antes que a bomba 
seja instalada ou em conexão com a manutenção. 
As fórmulas abaixo exibem a relação entre o 
diâmetro do rotor e o desempenho da bomba: 
Favor observar que as fórmulas são uma expressão 
de uma bomba ideal. Na prática, a eficiência da 
bomba diminui quando o diâmetro do rotor é 
reduzido. Para alterações menores do diâmetro do 
rotor Dx  0.8 . Dn, a eficiência somente é reduzida 
em uns poucos pontos percentuais. O grau de 
redução de eficiência depende do tipo de bomba e 
ponto de operação (verifique as curvas de bomba 
específicas para detalhes). 
Como exibido nas fórmulas, o fluxo e a altura 
manométrica mudam com a mesma proporção 
– isto é, a mudança de proporção do diâmetro 
do rotor na segunda alimentação de energia. 
Os pontos de operação seguindo as fórmulas 
são posicionados em uma linha reta iniciando 
em (0,0). A troca no consumo de energia está 
acompanhando a mudança de diâmetro na quarta 
alimentação de energia. 
4.1.4 Controle de velocidade 
O último método de controle do desempenho da 
bomba que abordaremos nesta seção é o método 
de controle de velocidade variável. O controle de 
velocidade por meio de um conversor de frequência 
é, sem dúvida, a maneira mais eficiente de ajustar 
o desempenho da bomba exposta aos requisitos de 
fluxo variável. 
H 
Hn 
Hx Dn 
Dx 
D 
Qx Qn Q 
Fig. 4.1.4: Mudança no desempenho da bomba 
quando o diâmetro do rotor é reduzido 
108 
Seção 4.1 
Ajuste de desempenho de bomba 
tensão entre duas fases 
corrente de fase 
Ambos os valores efetivos (valores 
de RMS), se aplicam para U e I 
deslocamento de fase entre 
corrente e tensão 
Exemplo de cálculo: 
U = 400 V, I = 6,4 A, cos  = 0,83 
O resultado é uma entrada de alimentação 
de P = 3,68 kW
As equações abaixo se aplicam com grande 
aproximação a como a mudança de velocidade 
de bombas centrífugas influencia o desempenho 
da bomba: 
As leis de afinidade se aplicam na condição em que 
a característica do sistema permaneça inalterada 
para nn e nx e forme uma parábola através de (0,0), 
ver seção 3.1.1. A equação de energia também 
implica que a eficiência da bomba seja inalterada 
nas duas velocidades. 
tensão entre duas fases 
corrente de fase 
Ambos os valores efetivos (valores 
de RMS), se aplicam para U e I 
deslocamento de fase entre 
corrente e tensão 
As fórmulas na figura 4.1.5 mostram que o fluxo da 
bomba Exemplo (Q) é proporcional de cálculo: 
à velocidade da bomba 
(n). A U altura = 400 V, manométrica I = 6,4 A, cos  (= H) 0,83 
é proporcional à 
segunda O resultado energia é da uma velocidade entrada de (n) alimentação 
enquanto que 
a energia de P = (P) 3,68 é proporcional kW 
à terceira energia da 
velocidade. Na prática, uma redução da velocidade 
resultará em uma leve queda na eficiência. A 
eficiência em velocidade reduzida (nx) pode ser 
estimada pela fórmula a seguir, que é válida para 
redução de velocidade até 50% da velocidade 
máxima: 
Finalmente, se você precisar saber com precisão 
quanta energia você pode economizar reduzindo 
a velocidade da bomba, você deve considerar a 
eficiência do conversor de frequência e do motor. 
tensão entre duas fases 
corrente de fase 
Ambos os valores efetivos (valores 
de RMS), se aplicam para U e I 
deslocamento de fase entre 
corrente e tensão 
Exemplo de cálculo: 
U = 400 V, I = 6,4 A, cos  = 0,83 
O resultado é uma entrada de alimentação 
de P = 3,68 kW 
Fig. 4.1.5: Parâmetros da bomba para 
diferentes equações de afinidade 
109
Consumo de energia 
relativo com redução 
de 20% no fluxo 
4.1.5 Comparação de métodos de ajuste 
Agora que descrevemos as quatro diferentes 
maneiras de alterar o desempenho de uma bomba 
centrífuga, vamos nos concentrar em como elas se 
diferem uma das outras. Ao considerarmos a bomba 
e seu dispositivo de alteração de desempenho como 
uma unidade, podemos observar a caaracterística 
de QH resultante deste dispositivo e comparar o 
resultado dos diferentes sistemas. 
desempenho 
terá 
Consumo 94% 
de energia 
relativo com redução 
de 20% no fluxo 
Consumo 94% 
de energia 
relativo com redução 
de 20% no fluxo 
Consumo de energia 
relativo 94% 
com redução 
de 20% no fluxo 
Controle por estrangulamento 
O método de estrangulamento implica em uma 
válvula conectada em série com uma bomba, 
ver figura 4.1.6a. Esta conexão atua como uma 
nova bomba em altura manométrica máxima não 
alterada, mas desempenho de fluxo reduzido. A 
curva da bomba Hn, a curva da válvula e a curva 
cobrindo ntodo o sistema - Hx, ver figura 4.1.6b. 
Controle por derivação 
Quando uma válvula é conectada transversalmente 
na bomba, ver figura 41.7a, esta conexão atuará 
como uma nova bomba na altura manométrica 
máxima reduzida e uma curva de QH com uma 
característica alterada. A curva tenderá a ser mais 
linear que quadrática, ver figura 4.1.7b. 
e curva alterada 
110% 
94% 
110% 
110% 
67% 
110% 
67% 
67% 
Redução 
considerável 
Redução 
considerável 
Redução 
considerável 
Redução 
considerável 
Modificação do diâmetro do rotor 
O método de redução do rotor não implica em 
nenhum componente extra. A Figura 4.1.8 exibe 
a curva de QH reduzida (Hx) e as características da 
curva original (Hn). 
Controle de velocidade 
O método de controle de velocidade (figura 1.4.9) 
resulta em uma nova curva de QH em altura 
manométrica e fluxo reduzidos. As características 
das curvas permanecem as mesmas. Entretanto, 
quando a velocidade for reduzida, as curvas se 
tornam mais planas enquanto a altura manométrica 
é reduzida para um grau mais elevado que o fluxo. 
Em comparação a outros métodos, o método de 
controle de velocidade também possibilita ampliar 
o limite de desempenho da bomba acima da curva 
de QH nominal, simplesmente aumentando a 
velocidade acima do nível de velocidade nominal 
da bomba, ver curva Hy na figura 4.1.9. Se esta 
operação síncrona excessiva for usada, o tamanho 
do motor deve ser levado em conta. 
reduzidos 
reduzidos 
Eficiência geral 
do sistema de 
bombeamento 
Redução 
considerável 
Redução leve 
67% 
Redução leve 65% 
a b 
Fig. 4.1.6: Válvula de estrangulamento conectada em 
série com uma bomba 
Hn Hx Válvula 
a b 
Fig. 4.1.7: Válvula de derivação conectada 
transversalmente na bomba 
Hn Hx Válvula 
Hn Hx 
Hn Hx 
Hn Hx 
Hn Hx 
Hn Hx Hy 
Válvula de 
estrangulamento 
Válvula de derivação 
Controlador 
de velocidade 
D 
Fig. 4.1.8: Ajuste de diâmetro do rotor 
desempenho 
terá 
e curva alterada 
reduzidos 
reduzidos 
Eficiência geral 
do sistema de 
bombeamento 
Redução 
considerável 
Redução leve 
Redução leve 65% 
Hn Hx Válvula 
Hn Hx Válvula 
Hn Hx Hy 
Válvula de 
estrangulamento 
Válvula de derivação 
Controlador 
de velocidade 
D 
Fig. 4.1.9: Controlador de velocidade conectado 
a uma bomba 
desempenho 
terá 
e curva alterada 
reduzidos 
reduzidos 
Eficiência geral 
do sistema de 
bombeamento 
Redução 
considerável 
Redução leve 
Redução leve 65% 
Hn Hx Válvula 
Hn Hx Válvula 
Hn Hx Hy 
Válvula de 
estrangulamento 
Válvula de derivação 
Controlador 
de velocidade 
D 
desempenho 
terá 
e curva alterada 
reduzidos 
reduzidos 
Eficiência geral 
do sistema de 
bombeamento 
Redução 
considerável 
Redução leve 
Redução leve 65% 
Hn Hx Válvula 
Hn Hx Válvula 
Hn Hx Hy 
Válvula de 
estrangulamento 
Válvula de derivação 
Controlador 
de velocidade 
D 
110 
Seção 4.1 
Ajuste de desempenho de bomba
4.1.6 Eficiência geral do sistema da bomba 
Tanto o método de estrangulamento como 
o de derivação introduzem alguma perda 
de energia hidráulica nas válvulas (Pperda = 
k Q H). Portanto, a eficiência resultante 
do sistema de bombeamento é reduzida. 
A redução do tamanho do rotor na faixa de Dx/Dn0.8 
não representa um impacto significante 
na eficiência da bomba. Portanto, este 
método não representa uma influência 
negativa na eficiência geral do sistema. 
A eficiência das bombas controladas por velocidade 
somente é afetada em uma extensão limitada, 
na medida em que a redução de velocidade não 
fique abaixo de 50% da velocidade nominal. 
Posteriormente, nós descobriremos que a eficiência 
reduziu somente em alguns pontos percentuais, 
e que ela não exerce um impacto na economia 
de operação geral das soluções controladas por 
velocidade, ver figura 1.4.17 na seção 1.4.4. 
4.1.7 Exemplo: Consumo de energia 
relativo quando o fluxo é reduzido em 20% 
Em determinada instalação o fluxo deve ser 
reduzido de Q = 60 m3/h para 50 m3/h. No ponto 
inicial original (Q = 60 m3/h e H = 70 m) a entrada 
de energia para a bomba é definida relativamente 
a 100%. Dependendo do método de ajuste de 
desempenho, a redução de consumo de energia 
sofrerá variação. Agora, vamos dar uma olhada em 
como o consumo de energia afeta cada um dos 
métodos de ajuste de desempenho. 
111
Controle por estrangulamento 
O consumo de energia é reduzido em 
aproximadamente 94% quando o fluxo cai. 
O estrangulamento resulta em uma altura 
manométrica aumentada, ver figura 4.1.10. O 
consumo de energia máximo para algumas bombas 
fica em um fluxo menor que o fluxo máximo. Se 
este for o caso, o consumo de energia aumentará 
por conta do estrangulamento. 
Controle por derivação 
Para reduzir o fluxo no sistema, a válvula deve 
reduzir a altura manométrica da bomba para 55 m. 
Isto só pode ser feito por meio do aumento do fluxo 
na bomba. Conforme mostrado na figura 4.1.11, o 
fluxo será consequentemente aumentado para 81 
m3/h, que resultará em um aumento no consumo 
de energia de até 10% acima do consumo original. 
O grau de aumento depende do tipo de bomba e 
do ponto de operação. Portanto, em alguns casos, 
o aumento na P2 é igual a zero e em poucos casos 
raros a P2 poderá até mesmo diminuir um pouco. 
Modificação no diâmetro do rotor 
Quando o diâmetro do rotor for reduzido, 
tanto o fluxo quanto a altura manométrica da 
bomba cairão. Por meio da redução de fluxo 
de 20%, o consumo de energia é reduzido para 
aproximadamente 67% de seu consumo original, 
ver figura 4.1.12. 
Controle de velocidade 
Quando a velocidade da bomba é controlada, tanto 
o fluxo quando a altura manométrica são reduzidos, 
ver figura 4.1.13. Consequentemente, o consumo 
de energia foi reduzido para aproximadamente 
65% do consumo original. 
Quando se trata de obter a melhor eficiência 
possível, o método de ajuste de diâmetro de rotor ou 
o método de controle de velocidade da bomba são os 
mais adequados para reduzir o fluxo na instalação. 
Quando a bomba tiver de operar em um ponto de 
operação fixo, modificado, o método de ajuste de 
diâmetro de rotor é a melhor solução. Entretanto, 
quando nos deparamos com uma instalação, onde a 
demanda de fluxo é variável, a bomba controlada por 
velocidade é a melhor solução. 
H [m] 
= Ponto de serviço modificado 
= Ponto de serviço original 
Q 
Q 
Q 
Q [m3/h] 
76 
H [m] 
70 
55 
P2 
100% 
94% 
50 60 
H [m] 
= Ponto de serviço modificado 
= Ponto de serviço original 
Q 
Q 
Q 
Q 
Q [m3/h] 
Q 
= Ponto de serviço modificado 
= Ponto de serviço original 
Q [m3/h] 
= Ponto de serviço modificado 
= Ponto de serviço original 
Q [m3/h] 
70 
P2 
100% 
76 
76 
70 
55 
70 
55 
70 
70 
100% 
100% 
100% 
P2 
100% 
67% 
100% 
67% 
100% 
100% 
67% 
67% 
P2 
100% 
65% 
110% 
55 
50 60 
50 60 
50 60 
81 
H [m] 
H [m] 
Q 
Q 
70 
55 
70 
55 
Q 
76 
70 
55 
Fig. 4.1.10: Consumo de energia relativa – 
controle por estrangulamento 
Q [m3/h] 
P2 
100% 
94% 
50 60 
H [m] 
Q [m3/h] 
Q [m3/h] 
Q [m3/h] 
70 
P2 
P2 
P2 
100% 
65% 
110% 
55 
50 60 
50 60 
50 60 
81 
H [m] 
H [m] 
Q 
Q 
70 
55 
70 
55 
Q 
Fig. 4.1.11: Consumo de energia relativo - 
controle por derivação 
H [m] 
Q [m3/h] 
P2 
100% 
94% 
50 60 
H [m] 
Q [m3/h] 
Q [m3/h] 
Q [m3/h] 
P2 
P2 
P2 
100% 
65% 
110% 
55 
50 60 
50 60 
50 60 
81 
H [m] 
H [m] 
Q 
Q 
70 
55 
70 
55 
Q 
Fig. 4.1.12: Consumo de energia relativo – 
modificação de diâmetro de rotor 
H [m] 
Q [m3/h] 
P2 
100% 
94% 
50 60 
H [m] 
Q [m3/h] 
Q [m3/h] 
Q [m3/h] 
P2 
P2 
P2 
100% 
65% 
110% 
55 
50 60 
50 60 
50 60 
81 
H [m] 
H [m] 
Q 
Q 
70 
55 
70 
55 
Q 
Fig. 4.1.13: Consumo de energia relativo – 
controle de velocidade 
112 
Seção 4.1 
Ajuste de desempenho de bomba
Resumo 
A Figura 4.1.14 fornece uma visão geral dos 
diferentes métodos de ajuste que apresentamos 
na seção anterior. Cada método tem seus prós e 
contras que devem ser considerados ao escolher 
o método de ajuste para um sistema. 
O ajuste 
contínuo 
é possível 
Sim 
Sim 
Não 
Sim 
A curva de desempenho 
resultante terá 
Q reduzido 
H reduzido e curva alterada 
Q e H reduzidos 
Q e H reduzidos 
Método 
Controle por 
estrangulamento 
Válvula de 
estrangulamento 
Controle por desvio 
Válvula de desvio 
Controlador 
de velocidade 
D 
Modificação do 
diâmetro 
do impulsor 
Controle de velocidade 
Eficiência geral 
do sistema de 
bombeamento 
Redução 
considerável 
Redução 
considerável 
Redução leve 
Consumo de energia 
relativo com redução 
de 20% no fluxo 
94% 
110% 
67% 
Redução leve 65% 
Hn 
Hx 
Válvula 
Hn 
Hx 
Válvula 
Hn 
Hx 
Hn 
Hx 
Hy 
Fig. 4.1.14: Características dos métodos de ajuste. 
113
Seção 4.2 
Soluções de bomba controlada por velocidade 
Como discutido na seção anterior, o controle de 
velocidade de bombas é uma maneira eficiente 
de ajustar o desempenho da bomba ao sistema. 
Nesta seção nós discutiremos a possibilidade de 
combinação de bombas controladas por velocidade 
com controladores PI e sensores medindo 
parâmetros de sistema, tais como pressão, pressão 
diferencial e temperatura. Nas próximas páginas, 
as diferentes opções serão exemplificadas. 
4.2.1 Controle de pressão constante 
Uma bomba deve fornecer água da torneira 
de um tanque intermediário para diferentes 
torneiras em um edifício. 
A demanda por água de torneira é variável, 
portanto, a característica do sistema varia 
conforme o fluxo necessário. Por conta do 
conforto e economia de energia uma pressão de 
fornecimento constante é recomendada. 
Como exibido na figura 4.2.1, a solução é 
uma bomba controlada por velocidade com 
um Controlador PI. O Controlador PI compara 
a pressão necessária pset com a pressão de 
fornecimento real p1 medida por um transmissor 
de pressão PT. 
Se a pressão real for maior que a de ponto de 
ajuste, o Controlador PI reduzirá a velocidade e 
consequentemente o desempenho da bomba até 
p1 = pset. A figura 4.2.1 mostra o que ocorre quando 
o fluxo é reduzido de Qmax para Q1. O controlador 
se certifica se a velocidade da bomba foi reduzida 
de nn para nx para garantir que a pressão de 
descarga necessária seja = Pset. A instalação da 
bomba garante que a pressão de fornecimento é 
constante na faixa de fluxo de 0 - Qmax. A pressão 
de fornecimento é independente do nível (h) no 
tanque intermediário. Se houver alteração de h, o 
Controlador PI ajusta a velocidade da bomba para 
que P1 corresponda sempre ao ponto de ajuste. 
H 
h pset 
p1 
h 
Q1 
H1 
Ponto de ajuste pset 
Tanque 
intermediário 
Valor real de p1 
Transmissor 
de pressão 
Controlador 
PI 
Controlador 
de velocidade 
Torneiras 
nx 
PT 
H 
pset 
h Q1 Qmax Q 
p1 
h 
Q1 
H1 
Ponto de ajuste pset 
Tanque 
intermediário 
Valor real de p1 
Transmissor 
de pressão 
Controlador 
PI 
Controlador 
de velocidade 
Torneiras 
nx 
nn 
PT 
Fig. 4.2.1: Sistema de abastecimento de água com 
bomba controlada por velocidade fornecendo pressão 
constante para o sistema 
114
4.2.2 Controle de temperatura constante 
O ajuste de desempenho por meio de controle de 
velocidade é adequado para diversas aplicações 
industriais. A Figura 4.2.2 exibe um sistema com uma 
máquina de modelagem por injeção que deve ser 
resfriada por água para garantir uma produção de 
alta qualidade. 
A máquina é resfriada com água em 15° C a partir 
de uma usina de resfriamento. Para garantir que a 
máquina de modelagem opere adequadamente e 
seja suficientemente resfriada, a temperatura do tubo 
de retorno deve ser mantida em um nível constante; 
tr = 20oC. A solução é uma bomba controlada por 
velocidade controlada por um Controlador PI. O 
Controlador PI compara a temperatura necessária tset 
com a temperatura da tubulação de retorno real tr, que 
é medida por meio de um transmissor de temperatura 
TT. Este sistema possui uma característica de sistema 
fixo e, portanto, o ponto de operação da bomba fica 
localizado na curva entre Qmin e Qmax. Quanto maior 
a perda de calor na máquina, maior será o fluxo de 
água de resfriamento necessário para garantir que a 
temperatura da tubulação de retorno seja mantida 
em um nível constante de 20° C. 
4.2.3 Pressão diferencial constante em um 
sistema de circulação 
Os sistemas de circulação (sistemas fechados), veja 
o capítulo 3, são bastante adequados para soluções 
de bombeamento controlado por velocidade. É 
uma vantagem que os sistemas de circulação com 
característica de sistema variável sejam equipados 
com uma bomba de circulação controlada por pressão 
diferencial, veja a figura 4.2.3. 
A figura mostra um sistema de aquecimento 
consistindo de um trocador de calor onde a água 
circulada é aquecida e entregue a três consumidores, 
ex. radiadores, por meio de uma bomba controlada 
por velocidade. Uma válvula de controle é conectada 
em série em cada consumidor para controlar o fluxo 
conforme o requisito de calor. 
A bomba é controlada conforme uma pressão 
diferencial constante, medida em toda a bomba. Isto 
significa que o sistema de bombeamento oferece 
uma pressão diferencial na faixa Q de 0 – Qmax, 
representando como linha horizontal na figura 4.2.3. 
Ponto de ajuste pset Controlador Valor real de tr 
PI 
Controlador 
de velocidade 
Usina 
de 
resfriamento 
Máquina modelagem por injeção 
Transmissor 
de temperatura 
Ponto de ajuste pset Controlador Valor real de tr 
PI 
Controlador 
de velocidade 
Usina 
de 
resfriamento 
Máquina modelagem por injeção 
Transmissor 
de temperatura 
Fig. 4.2.2: Sistema com máquina de modelagem por injeção e 
bomba de circulação controlada por temperatura garantindo 
uma temperatura de tubulação de retorno constante 
Ponto de ajuste Hset Valor real de H1 
Controlador 
PI 
Controlador 
de velocidade 
Transmissor de 
pressão diferencial 
Ponto de ajuste Hset Valor real de H1 
Controlador 
PI 
Controlador 
de velocidade 
Transmissor de 
pressão diferencial 
Fig. 4.2.3: Sistema de aquecimento com bomba de 
circulação controlada por velocidade fornecendo pressão 
diferencial constante para o sistema 
115
4.2.4 Controle de pressão diferencial 
compensada por fluxo 
A função principal do sistema de bombeamento 
na figura 4.2.4 é manter uma pressão diferencial 
constante em todas as válvulas de controle nos 
consumidores, ex.: radiadores. Para isso, a bomba 
deve ser capaz de superar as perdas de fricção em 
tubulações, trocadores de calor, conexões, etc. 
Conforme discutido no capítulo 3, a perda de pressão 
em um sistema é proporcional para o fluxo na 
segunda energia. A melhor maneira de controlar 
Ponto de ajuste Hset Valor real de H1 
uma bomba de circulação em um sistema como 
aquele mostrado na figura à direita, é permitir que 
a bomba forneça uma pressão que aumente quando 
o fluxo aumentar. 
Quando a demanda de fluxo for baixa, as perdas 
de pressão nas tubulações, trocadores de calor, 
conexões, etc. serão também baixas, e a bomba 
fornecerá somente uma pressão equivalente àquela 
que a válvula de controle exigir, Hset -Hf. Quando a 
demanda de fluxo aumentar, as perdas de pressão 
aumentam na segunda energia e, portanto, a 
bomba deve aumentar a pressão de fornecimento; 
demonstrado como a curva azul na figura 4.2.4. 
Tal sistema de bombeamento pode ser projetado de 
duas maneiras: 
• O transmissor de pressão diferencial está localizado 
na bomba e o sistema está operando com controle 
de pressão diferencial compensado por fluxo – 
DPT1, veja a figura 4.2.4 
• O transmissor de pressão diferencial está localizado 
próximo dos consumidores e o sistema está 
operando com controle de pressão diferencial – 
DPT2 na fig. 4.2.4 
A vantagem da primeira solução é que a bomba, 
o Controlador PI, o controle de velocidade e o 
transmissor estão posicionados perto um do outro, 
facilitando a instalação. Esta instalação torna 
possível tratar todo o sistema como uma única 
unidade, ver seção 4.4. A fim de deixar o sistema 
operando adequadamente, os dados de curva de 
bomba devem ser armazenados no controlador. 
Ponto de ajuste Hset Valor real de H1 
Estes dados são usados para calcular o fluxo e 
desta forma calcular quanto o ponto de ajuste 
Hset deve ser reduzido em determinado fluxo 
para garantir que o desempenho da bomba 
atenda a curva azul exigida na figura 4.2.4. 
A segunda solução com o transmissor 
posicionado na instalação exige mais custos 
de instalação uma vez que o transmissor 
deve ser instalado no local de instalação e 
o cabeamento necessário também deve ser 
realizado. O desempenho deste sistema é 
mais ou menos similar ao primeiro sistema. 
O transmissor mede a pressão diferencial no 
consumidor e compensa automaticamente 
para o aumento na pressão necessária para 
superar o aumento nas perdas de pressão nas 
tubulações de abastecimento, etc. 
Hf Q1 
PI-controller 
DPT1 
DPT2 
Controlador 
de velocidade 
Q1 Qmax 
Hset 
Hf H1 
nx 
nn 
Q 
H 
Q1 
PI-controller 
DPT1 
DPT2 
Controlador 
de velocidade 
Fig. 4.2.4: Sistema de aquecimento com bomba de 
circulação controlada por velocidade fornecendo pressão 
diferencial compensada por fluxo para o sistema 
116 
Seção 4.2 
Soluções de bomba controlada por velocidade
Um grande número de aplicações de bomba 
não exige o desempenho de bombeamento 
total 24 horas por dia. Portanto, é vantajoso 
ser capaz de ajustar o desempenho da bomba 
no sistema automaticamente. Como vimos na 
seção 4.1, a melhor maneira possível de adaptar 
o desempenho de uma bomba centrífuga é 
por meio de controle de velocidade da 
bomba. O controle de velocidade de bombas 
é normalmente feito por uma unidade de 
conversão de frequência. 
Nas próximas páginas nós analisaremos as 
bombas controladas por velocidade em sistemas 
fechados e abertos. Mas antes de aprofundar 
no mundo de controle de velocidade, nós 
apresentaremos as vantagens que o controle 
de velocidade fornece e os benefícios oferecidos 
pelas bombas controladas por velocidade de 
conversor de frequência. 
Consumo de energia reduzido 
As bombas controladas por velocidade usam 
somente a quantidade de energia necessária 
para atender um trabalho específico da bomba. 
Em comparação a outros métodos de controle, o 
controle de velocidade controlada por frequência 
oferece a mais alta eficiência e, portanto, uma 
utilização mais eficiente da energia, ver seção 4.1. 
Baixo custo de ciclo de vida 
Como veremos no capítulo 5, o consumo de 
energia de uma bomba é um fator muito 
importante considerando os custos de ciclo 
de vida da bomba. Portanto, é importante 
manter os custos de operação de um sistema de 
bombeamento no nível mais baixo possível. A 
operação eficiente resulta em menor consumo 
de energia e, portanto, custos de operação 
mais baixos. Em comparação às bombas de 
velocidade fixa, é possível reduzir o consumo de 
energia em até 50% com uma bomba controlada 
por velocidade. 
Proteção do meio ambiente 
Bombas que utilizam a energia de maneira 
eficiente poluem menos e, portanto, não 
agridem o meio ambiente. 
Aumento de conforto 
O controle de velocidade em diferentes sistemas 
de bombeamento oferece mais conforto: em 
sistemas de abastecimento de água, o controle de 
pressão automática e partida suave das bombas 
reduzem o golpe de aríete e o ruído gerado por 
pressão muito alta no sistema. Nos sistemas de 
circulação, as bombas controladas por velocidade 
garantem que a pressão diferencial seja mantida 
em um nível tal que o ruído no sistema é 
minimizado. 
Redução nos custos do sistema 
As bombas controladas por velocidade podem 
reduzir a necessidade de comissionamento e 
válvulas de controle no sistema. Dessa forma os 
custos totais do sistema podem ser reduzidos. 
Seção 4.3 
Vantagens de controle de velocidade 
117
Seção 4.4 
Vantagens das bombas com conversor de frequência integrado 
Em muitas aplicações, as bombas com conversor de 
frequência integrado é uma ótima solução. A razão 
é que estas bombas combinam os benefícios de 
uma solução de bomba controlada por velocidade 
com os benefícios obtidos da combinação de 
uma bomba, um conversor de frequência, um 
Controlador PI e algumas vezes também um 
sensor/transmissor de pressão em uma única 
unidade - ver figura 4.4.1. 
Uma bomba com um conversor de frequência 
integrado não é apenas uma bomba, mas um 
sistema capaz de resolver problemas de aplicação 
ou economizar energia em uma variedade de 
instalações de bomba. No que se refere à reposição, 
as bombas com conversores de frequência 
integrados são ideais uma vez que elas podem ser 
instaladas no lugar de bombas de velocidade fixas 
sem qualquer custo de instalação extra. Tudo o que 
se precisa é uma conexão de alimentação e uma 
conexão da bomba com conversor de frequência 
integrado no sistema de tubulação e, então, a 
bomba estará pronta para operar. Tudo o que o 
instalador deve fazer é ajustar o ponto de ajuste 
(pressão) e, assim, o sistema estará em condições 
de operar. 
Segue abaixo uma breve descrição das vantagens 
que as bombas com conversor de frequência 
integrada podem oferecer. 
Fácil instalação 
Bombas com conversor de frequência integrado 
são tão fáceis de instalar quanto as bombas de 
velocidade fixa. Tudo que você tem a fazer é 
conectar o motor à alimentação elétrica e a bomba 
entrará em operação. Todas as conexões e ajustes 
já vêm configurados de fábrica. 
Ótima economia de energia 
Uma vez que a bomba, o motor e o conversor de 
frequência foram projetados para compatibilidade, 
a operação do sistema de bomba reduz o consumo 
de energia. 
Único fornecedor 
Um único fornecedor pode fornecer a bomba, 
o conversor de frequência e o sensor o que 
naturalmente facilita o dimensionamento, 
seleção, procedimentos de pedido, assim como sua 
manutenção e reparos. 
Ponto 
de 
ajuste 
Controlador 
PI 
Conversor 
de 
frequência 
M 
PT 
Fig. 4.4.1: Unidade da bomba com conversor de 
frequência integrado e transmissor de pressão 
118
Ampla faixa de desempenho 
As bombas com conversor de frequência integrado 
possuem uma gama bastante ampla de faixa de 
desempenho, o que permite que elas operem de 
forma eficiente sob condições bastante variadas e 
atendam a uma ampla gama de requisitos. Assim, 
menos bombas podem substituir muitos tipos de 
bomba de velocidade fixa com poucos recursos de 
desempenho. 
4.4.1. Curvas de desempenho de bombas 
controladas por velocidade 
Agora, permita-nos fazer uma análise aprofundada 
de como você pode ler o desempenho da bomba 
controlada por velocidade. 
A figura 4.4.2 mostra um exemplo das curvas 
de desempenho de uma bomba controlada por 
velocidade. A primeira curva exibe a curva QH e 
a segunda curva mostra a curva de consumo de 
energia correspondente. 
Como você pode ver, as curvas de desempenho 
são fornecidas para cada diminuição em 10% 
na velocidade de 100% para 50%. Da mesma 
forma, a curva mínima representada por 25% da 
velocidade máxima também é mostrada. Como 
nós indicamos no diagrama, você pode indicar 
um ponto de operação específico QH e descobrir 
em qual velocidade de ponto de operação pode 
ser alcançado e o que o consumo de energia da 
P1 significa. 
4.4.2. Bombas controladas por 
velocidade em diferentes sistemas 
As bombas controladas por velocidade são 
usadas em uma ampla gama de sistemas. 
A troca no desempenho da bomba e 
consequentemente a economia de energia 
potencial dependem do sistema em questão. 
Conforme discutido no capítulo 3, a característica de 
um sistema é uma indicação da altura manométrica 
necessária que uma bomba deve fornecer para 
transportar uma certa quantidade de líquido 
através do sistema. A Figura 4.4.3 exibe a curva de 
desempenho e a característica do sistema de um 
sistema fechado e um sistema aberto. 
H 
[m] 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 5 10 15 20 25 30 Q [m 3/h] 
Q [m 3/h] 
35 
P1 [kW] 
6 
4 
2 
0 
100% 
90% 
86% 
80% 
70% 
60% 
50% 
25% 
Fig 4.4.2: Curva de desempenho para uma 
bomba controlada por velocidade 
Curva da bomba Curva da bomba 
Característica 
do sistema 
Q 
H 
H 
Fig 4.4.3: SPonto de característica de sistema 
de um sistema fechado e um sistema aberto 
H 
Q 
HO 
Sistema fechado Sistema aberto Q 
H 
Q 
HO 
Característica 
do sistema 
119
Bombas controladas por velocidade em 
sistemas fechados 
Em sistemas fechados, como sistemas de 
aquecimento e ar condicionado, a bomba deve 
somente superar as perdas de fricção nas tubulações, 
válvulas, trocadores de calor, etc. Nessa seção, nós 
apresentaremos um exemplo com uma bomba 
controlada por velocidade em um sistema fechado. A 
perda de fricção total por um fluxo total é de 15 m3/h 
é 18 m, ver figura 4.4.4. 
A característica de sistema inicia no ponto (0,0), 
a linha vermelha na figura 4.4.5. As válvulas de 
controle no sistema sempre precisam de certa 
pressão operacional, portanto a bomba não pode 
operar de acordo com a característica de sistema. 
Isso ocorre porque algumas bombas controladas 
por velocidade oferecem a função de controle de 
pressão proporcional, que garante que a bomba 
operará de acordo com a linha laranja mostrada 
na figura. Como você pode ver na figura 4.4.5, o 
desempenho mínimo está por volta de 57% da 
velocidade total. Em uma operação de sistema de 
circulação na curva mínima (25% da velocidade 
total) podem ser relevante em algumas situações, 
por exemplo, quando lidamos com serviços 
noturnos em sistemas de aquecimento. 
H 
Q = 15 m2/h 
Consumidores 
Caldeira 
ou similar 
Fig. 4.4.4: Sistema fechado 
H 
[m] 
24 
20 
16 
12 
8 
4 
100% 
99% 
90% 
80% 
70% 
50% 
0 2 4 6 8 10 12 Q [m 3/h] 
Q [m 3/h] 
14 16 
P1 [kW] 
1.2 
0.8 
0.4 
0 
60% 
25% 
Fig. 4.4.5: A Uma bomba controlada por 
velocidade em um sistema fechado 
120 
Seção4.4 
Vantagens de bombas com conversor de frequência integrado
Bombas controladas por velocidade em 
sistemas abertos 
A característica do sistema e a faixa operacional 
da bomba dependem do tipo de sistema em 
questão. A Figura 4.4.6 mostra uma bomba em 
um sistema de reforço de pressão/abastecimento 
de água. A bomba deve abastecer Q = 6,5 m3/h 
para a torneira, que é posicionada h = 20 m acima 
da bomba. A pressão de entrada para a bomba ps 
é de 1 bar, a pressão na torneira pt deve ser de 2 
bar e a perda de fricção total no sistema por fluxo 
total de pf é de 1,3 bar. 
A Figura 4.4.7 mostra a curva QH de uma 
bombacapaz de atender os requisitos descritos 
acima. Você poderá calcular a altura manométrica 
necessária em fluxo zero (Ho) usando a equação à 
sua direita. 
Se você precisar calcular a altura manométrica 
máxima em um fluxo (Q) de 6.5 m3/h, utilize a 
equação abaixo: 
pf 
 . g 
1.3. 105 
Hmax = oH + = 30.29 9 8+ . 9.81= 43.5 
Para cobrir esta aplicação de fluxo zero para fluxo 
máximo Ho = h Q pt + = - 6.5 ps 
m3/h a (bomba 2-1. )1 05 = 20 9+9.81= operará em uma 
. g 9 8 . 30.2 m 
faixa de velocidade estreita relativa, que fica entre 
65% da velocidade total e até 99% da velocidade 
total. Nos sistemas com menos perda de fricção 
a variação a velocidade será ainda menor. Se não 
houver nenhuma perda de fricção, a velocidade 
mínima no caso acima será por volta de 79% da 
velocidade. 
Como você pode ver a partir dos dois exemplos 
anteriores, a variação possível na velocidade e 
consequentemente no consumo de energia é 
a máxima em sistemas fechados. Portanto, os 
sistemas fechados são responsáveis pela maior 
economia de energia potencial. 
Fig. 4.4.6: Bomba em um sistema de 
abastecimento de água 
h = 20 m 
pt = 2 bar 
ps = 1 bar 
pf = 1.3 bar 
Q = 6.5 m3/h 
H 
pt - Pressão no ponto de tomada 
ps - Pressão de sucção 
pf - Perda de fricção 
Q - Taxa de fluxo 
h - Elevação estática 
H 
[m] 
60 
50 
40 
20 
10 
pf 
 . g 
1.3. 105 
Hmax = oH + = 30.29 9 8+ . 9.81= 43.5 
(2-1. )1 05 
Ho = h + . g = 20 9 9+8 . 9.81= 30.2 m 
100% 
pt - ps 
0 1 2 3 4 5 6 7 8Q [m 3/h] 
Q [m 3/h] 
P1 [kW] 
1.2 
0.8 
0.4 
0 
90% 
80% 
70% 
60% 
50% 
25% 
HO 
Fig. 4.4.7: Uma bomba controlada por velocidade em 
um sistema aberto 
121
4.5.2. Componentes do conversor de 
frequência 
Em princípio, todos os conversores de frequência 
consistem dos mesmos blocos funcionais. A função 
básica é conforme mencionado anteriormente, para 
converter a alimentação de tensão de distribuição 
em uma nova tensão CA com outra frequência e 
amplitude. 
O conversor de frequência antes de tudo retifica 
a tensão de rede de entrada e então armazena a 
energia em um circuito intermediário consistindo 
de um capacitor. A tensão CC então é convertida em 
uma tensão AC com outra frequência e amplitude. 
Não importa se a frequência é de 50 Hz ou 60Hz 
uma vez que o retificador seja capaz de lidar com 
ambas as situações. Da mesma forma, a frequência 
de entrada não influenciará a frequência de saída, 
conforme isto é definido pelo padrão de tensão/ 
frequência, que é definido no inversor. Tendo os 
fatos acima mencionados em mente, usando 
um conversor de frequência em conexão com os 
motores assíncronos, os seguintes benefícios são 
oferecidos: 
• O sistema pode ser usado tanto em na área de 
ciclo 50 quanto 60 sem quaisquer modificações; 
• A frequência de saída do conversor de frequência 
é independente na frequência de entrada; 
• O conversor de frequência pode fornecer 
frequência de saída de alimentação mais alta 
que a à frequência de alimentação de rede, 
possibilitando a operação síncrona excessiva. 
Como você pode ver a partir da figura 4.5.2, o 
conversor de frequência consiste também de três 
outros componentes: Um filtro EMC, um circuito de 
controle e um inversor. 
Como mencionado anteriormente, o controle 
de velocidade de bombas envolve um conversor 
de frequência. Portanto, será relevante ter 
um olhar mais próximo em um conversor 
de frequência, como ele opera e finalmente 
discutir precauções relacionadas ao uso deste 
dispositivo. 
4.5.1 Função básica e características 
É um fato bastante conhecido que a velocidade de 
um motor assíncrono depende primeiramente do 
número do polo do motor e a frequência da tensão 
fornecida. A amplitude da tensão fornecida e a 
carga no eixo do motor também influenciam a 
velocidade do motor, no entanto, não no mesmo 
grau. Consequentemente, alterar a frequência da 
tensão de fornecimento é um método ideal para o 
controle de velocidade do motor assíncrono. Para 
garantir uma magnetização do motor correta 
é também necessário alterar a amplitude da 
tensão. 
f1 f1  f2 
n 
T 
f2 
Fig. 4.5.1: Deslocamento da característica de 
torque de motor 
Um controle de frequência/tensão resulta em 
um deslocamento da característica de torque 
sempre que a velocidade é alterada. A Figura 
4.5.1 exibe a característica de torque de motor 
(T) como uma função da velocidade (n) em 
duas diferentes frequências/tensões. No mesmo 
diagrama também é elaborada a característica 
de carga da bomba. Conforme exibido na 
figura, a velocidade é alterada pela mudança de 
frequência/tensão do motor. 
O conversor de frequência altera a frequência 
e tensão, portanto, nós podemos concluir 
que a tarefa básica de um conversor de 
frequência deve alterar a frequência de tensão 
de alimentação fixa, ex. 3x400 V / 50 Hz, na 
tensão/frequência variável. 
Alimentação de rede CA 
Filtro 
EMC 
Retificador 
Circuito 
intermediário 
CC 
Inversor 
Circuito de controle 
Fig. 4.5.2: Blocos funcionais do conversor de frequência 
Seção 4.5 
Conversor de frequência 
122
Filtro EMC 
Este bloco não é parte da função primária 
do conversor de frequência e, portanto, em 
princípio, pode ser deixado de fora do conversor 
de frequência. Entretanto, para atender os 
requisitos da diretiva de EMC da União Europeia 
ou outros requisitos locais, o filtro é necessário. O 
filtro EMC garante que o conversor de frequência 
não enviará sinal de ruído inaceitavelmente 
alto de volta à rede interferindo em outros 
equipamentos eletrônicos conectados à rede. Ao 
mesmo tempo, o filtro garante que os sinais de 
ruído na rede gerados por outro equipamento 
não interfiram em dispositivos eletrônicos do 
conversor de frequência causando danos ou 
distúrbios. 
Circuito de controle 
O bloco de circuito de controle possui duas 
funções: ele controla o conversor de frequência e 
ao mesmo tempo, controla toda a comunicação 
entre o produto e arredores. 
Inversor 
A tensão de saída de um conversor de frequência 
não é sinusoidal como a tensão de rede normal. 
A tensão fornecida para o motor consiste de 
diversos pulsos de onda quadrada, ve figura 
4.5.3. O valor médio destes pulsos forma uma 
tensão sinusoidal da frequência e amplitude 
desejadas. A frequência de comutação pode 
ser de poucos kHz até 20 kHz, dependendo 
da marca. Para evitar a geração de ruído nos 
enrolamentos do motor, um conversor de 
frequência com uma frequência de comutação 
acima da faixa de audibilidade (~16 kHz) é 
preferível. 
Este princípio de operação de inversor é 
chamado de controle PWM (Modulação de 
largura de pulso) e é o princípio de controle que 
é mais frequentemente usado nos conversores 
de frequência atuais. A corrente do motor por 
si só é quase sinusoidal. Isto é mostrado na 
figura 4.5.4 (a) indicando a corrente de motor 
(superior) e a tensão do motor. Na figura 4.5.4 
(b) uma seção da tensão do motor é mostrada. 
Isto indica como a faixa de pulso/pausa da 
tensão é alterada. 
0 
0 t 
Umotor 
Valor médio de tensão 
T = 1/fm 
Fig 4.5.3: Tensão CA com frequência variável (fm) e 
tensão variável (Umotor) 
0 
a b 
0 * * Detail 
Fig 4.5.4: a) Corrente do motor (superior) e tensão do 
motor no controle PWM (Modulação de largura de 
pulso). b) Seção de tensão do motor 
123
4.5.3 Condições especiais em relação 
aos conversores de frequência 
Existem muitas condições que o instalador e o 
usuário devem estar cientes quando da instalação 
e uso de conversores de frequência ou bombas 
com conversores de frequência integrados. Um 
conversor de frequência se comportará de forma 
diferente no lado da alimentação de rede se 
comparado a um motor assíncrono padrão. Isso é 
descrito em detalhes abaixo. 
Entrada de alimentação não sinusoidal, 
conversores de frequência alimentados em 
três fases 
Um conversor de frequência projetado como aquele 
descrito acima não receberá corrente sinusoidal 
da rede. Entre outras coisas, isso influencia no 
dimensionamento do cabo de alimentação de rede, 
chaves de rede, etc. A Figura 4.5.5 exibe como a 
corrente de rede e a tensão aparecem para um: 
a) motor assíncrono padrão de dois polos, 
trifásico; 
b) motor assíncrono padrão de dois polos, 
trifásico com conversor de frequência. Em ambos 
os casos o motor fornece 3kW para o eixo. 
Uma comparação da corrente nos dois casos 
mostra as diferenças abaixo, ver figura 4.5.6: 
• A corrente para o sistema com o conversor de 
frequência não é sinusoidal 
• A corrente de pico é muito superior (aprox. 52% 
superior) para a solução de conversor 
de frequência 
Isto ocorre devido ao projeto do conversor de 
frequência conectando a rede a um retificador 
acompanhado por um capacitor. O carregamento 
do capacitor ocorre durante curtos períodos de 
tempo no qual a tensão retificada é superior 
à tensão no capacitor naquele momento. 
Conforme mencionado acima, a corrente não 
sinusoidal resulta em outras condições no lado 
de alimentação de rede do motor. Para um motor 
padrão sem um conversor de frequência a relação 
entre a tensão (U), corrente (I) e alimentação (P) é 
exibida na caixa à sua direita. A mesma fórmula 
não poderá ser usada para o cálculo da entrada 
de alimentação na conexão com motores com 
conversores de frequência. 
Fig 4.5.5 a): Motor assíncrono padrão dois polos, trifásico 
b 
Fig 4.5.5 b): Motor assíncrono padrão trifásico de 
dois polos com conversor de frequência 
400 V 
6,36 A 
13,8 A 
3,69 kW 
PF = 0,86 
400 V 
6,4 A 
9,1 A 
3,69 kW 
PF = 0,86 
Tensão de rede 
Corrente de rede RMS 
Corrente de rede, pic 
Entrada de alimentação, P1 
cos ϕ, 
fator de potência (PF) 
Motor padrão Motor com conversor 
de frequência 
Fig. 4.5.6: Comparação de corrente de um 
motor padrão e um conversor de frequência 
Seção 4.5 
Conversor de frequência 
124 
tensão entre duas fases 
corrente de fase 
Ambos os valores efetivos (valores 
de RMS), se aplicam para U e I 
deslocamento de fase entre 
corrente e tensão 
Exemplo de cálculo: 
U = 400 V, I = 6,4 A, cos  = 0,83 
O resultado é uma entrada de alimentação 
de P = 3,68 kW 
a
De fato, nesse caso não há uma maneira segura 
de calcular a entrada de alimentação baseada 
em medições de corrente e tensão simples 
quando essas não forem sinusoidais. Em vez 
disso, a alimentação deve ser calculada por 
meio de instrumentos e com base em medições 
instantâneas de corrente e tensão. 
Se a alimentação (P) for conhecida assim como 
o valor de RMS da corrente e tensão, o fator de 
alimentação (PF) pode ser calculado pela fórmula 
à sua direita. 
Do contrário, quando a corrente e a tensão forem 
sinusoidais, o fator de alimentação não terá 
conexão direta com a maneira em que a corrente 
e tensão são deslocadas no tempo. 
Ao medir a corrente de entrada em conexão com a 
instalação e serviço de um sistema com conversor 
de frequência é necessário utilizar um instrumento 
que seja capaz de medir as correntes “não 
sinusoidais”. Em geral, instrumentos de medição 
de corrente para conversores de frequência 
devem ser de medição do tipo “Valor eficaz real 
verdadeiro”(True RMS). 
Conversores de frequência e disjuntores de 
vazamento de terra (ELCB) 
Os disjuntores de vazamento de terra estão cada 
vez mais sendo usados em instalações elétricas. 
Se um conversor de frequência tiver que ser 
conectado em tal instalação, deve-se garantir 
que o ELCB a ser instalado seja de um tipo que 
seguramente funcionará também se a falha 
ocorrer no lado CC do conversor de frequência. 
Para garantir que o ELCB sempre funcionará em 
caso de corrente vazamento para terra o ELCB 
a ser usado em conexão com o conversor de 
frequência deve apresentar os sinais exibidos na 
figura 4.5.7 e 4.5.8 
Ambos os tipos de disjuntores de vazamento para 
terra estão disponíveis no mercado atualmente. 
tensão entre duas fases 
corrente de fase 
Ambos os valores efetivos (valores 
de RMS), se aplicam para U e I 
deslocamento de fase entre 
corrente e tensão 
Exemplo de cálculo: 
U = 400 V, I = 6,4 A, cos  = 0,83 
O resultado é uma entrada de alimentação 
de P = 3,68 kW 
Fig 4.5.7: Etiqueta do ELCB para conversores de 
frequência de fase única 
Fig 4.5.8: Etiqueta do ELCB para conversores de 
frequência de três fases 
125
Custos de energia 90% 
Custos de manutenção 2-5% 
Custos iniciais 5-8% 
Capítulo 5. Cálculo de custos de ciclo de vida 
Seção 5.1: Equação de custos de ciclo de vida 
5.1.1 Custos iniciais, preço de compra (Cic) 
5.1.2 Custos de instalação e comissionamento (Cin) 
5.1.3 Custos de energia (Ce) 
5.1.4 Custos operacionais (Co) 
5.1.5 Custos ambientais (Cenv) 
5.1.6 Custos de manutenção e reparo (Cm) 
5.1.7 Custos por tempo parado, custos de perda de produção (Cs) 
5.1.8 Custos de desativação e descarte (Co) 
Seção 5.2: Cálculo de custos de ciclo de vida – um exemplo
Seção 5.1 
Equação de custos de ciclo de vida 
Nesta seção abordaremos os elementos que 
compõem os custos de ciclo de vida da bomba 
(LCC) para entender o que é LCC, quais fatores 
considerar quando o calculamos e como calculá-lo. 
Finalmente, ilustraremos os custos de ciclo 
de vida por meio de um exemplo. Mas antes 
de nos aprofundar nos custos de ciclo de vida, 
precisamos entender o que a noção abrange. 
Os custos de ciclo de vida de uma bomba são 
uma expressão de quanto custa para comprar, 
instalar, operar, manter e descartar uma bomba 
durante seu ciclo de vida. Fig. 5.1.1: Um guia para análise de custos de ciclo de 
t 
O Hydraulic Institute, Europump e o 
Departamento Americano de Energia elaboraram 
uma ferramenta chamada Custos de ciclo de vida 
(LCC) da bomba, ver figura 5.1.1. A ferramenta foi 
projetada para ajudar as empresas a minimizarem 
o desgaste e maximizar a eficiência de energia 
em diferentes sistemas incluindo sistemas de 
bombeamento. Os cálculos de custo de ciclo de 
vida são uma ferramenta de tomada de decisão 
que pode ser usada em conexão com o projeto 
de novas instalações ou reparo das instalações 
existentes. 
Os custos de ciclo de vida (LCC) consistem dos 
seguintes elementos: 
Cic Custos iniciais, preço de compra 
Cin Custos de instalação e comissionamento 
Ce Custos de energia 
Co Custos operacionais 
(custos de mão de obra) 
Cemv Custos de meio ambiente 
Cm Custos de manutenção de reparo 
Cs Custos por tempo parado 
(perda de produção) 
Cd Custos de desativação/descarte 
Cada um desses elementos é descrito nos 
parágrafos abaixo. Conforme mostrado na figura 
5.1.2, os custos de energia, custos iniciais e custos 
de manutenção são os mais importantes. 
vida para sistemas de bombeamento 
Custos de ciclo de vida típicos 
Custos iniciais 
Custos de manutenção 
Custos de energia 
Fig. 5.1.2: Custos de ciclo de vida típicos de um 
sistema de circulação na indústria 
O LCC é calculado pela fórmula abaixo: 
LCC = Cic + Cin + Ce + Co + Cm + Cs + Cemv + Cd 
128
5.1.1 Custos iniciais, preço de compra 
(Cic) 
Os custos iniciais (Cic) de um sistema de bomba 
incluem todo o equipamento necessário para 
operar o sistema, ex.: bombas, conversores de 
frequência, painéis de controle e transmissores, 
ver figura 5.1.3. 
Frequentemente, existe uma contrapartida 
entre os custos iniciais e a energia e custos 
de manutenção. Sendo assim, em muitos casos 
componentes caros têm um tempo de vida 
superior ou um consumo de energia inferior em 
relação a componentes menos caros. 
5.1.2 Custos de instalação e comission-amento 
(Cin) 
Os custos de instalação e comissionamento 
incluem os seguintes custos: 
• Instalação das bombas 
• Fundação 
• Conexão de fiação elétrica e instrumentação 
• Instalação, conexão e configuração de 
transmissores 
• Avaliação de comissionamento na partida 
Como é o caso para custos iniciais, é importante 
verificar as opções de compensação. Em 
conexão com as bombas com conversor de 
frequência integrado, muitos dos componentes 
já estão integrados no produto. Portanto, este 
tipo de bomba está frequentemente sujeita a 
custos iniciais maiores e custos de instalação e 
comissionamento menores. 
Bomba Painéis 
de controle 
Conversor de 
frequência 
Transmissor 
Custos iniciais 
Fig. 5.1.3: Equipamento que compõe um 
sistema de bombeamento 
Fig. 5.1.4: Custos iniciais de um sistema de 
bombeamento por velocidade constante (sistema 1) e 
um sistema de bombeamento controlado (sistema 2) 
129
5.1.3 Custos de energia (Ce ) 
Na maioria dos casos, o consumo de energia é o 
maior custo dentro os custos do ciclo de vida de um 
sistema de bombas, onde estas muitas vezes operam 
por mais de 2.000 horas por ano. Na verdade, cerca 
de 20% do consumo mundial de energia elétrica são 
usados em sistemas de bombeamento, ver figura 
5.1.5. Abaixo está uma lista de alguns dos fatores que 
influenciam o consumo de energia de um sistema de 
bombas: 
• Perfil da carga 
• Eficiência da bomba (cálculo do ponto de 
operação), ver figura 5.1.6 
• Eficiência do motor (a eficiência do motor em 
carga parcial pode variar significativamente 
entre motores de alta eficiência e motores de 
eficiência normal) 
• Dimensionamento da bomba (muitas vezes, as 
margens e arredondamentos tendem a sugerir 
bombas de grandes dimensões) 
• Outros componentes do sistema, tais como tubos 
e válvulas 
• Uso de soluções de velocidade controlada. 
Ao utilizar bombas de velocidade controlada no 
setor, é possível reduzir o consumo de energia 
em até 50% 
5.1.4 Custos operacionais (Co ) 
Os custos operacionais abrangem custos de mão 
de obra relativos à operação de um sistema de 
bombeamento. Na maioria dos casos, os custos de 
mão de obra relacionados às bombas são modestos. 
Hoje, diferentes tipos de equipamentos de vigilância 
permitem conectar o sistema de bombas a uma 
rede de computadores, proporcionando custos 
operacionais baixos. 
5.1.5 Custos ambientais(Cenv) 
Os custos ambientais abrangem o descarte de peças 
e a contaminação provocada pelo líquido bombeado. 
A contribuição do fator ambiental para os custos do 
ciclo de vida de um sistema de bombeamento no 
setor é modesto. 
Outros usos 80% 
Sistemas de 
bombas 20% 
Fig. 5.1.5: Consumo mundial de energia 
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 
 
[%] 
80 
60 
40 
20 
0 
Existente 
Q [M3/h] 
Nova 
Fig. 5.1.6: Comparação da eficácia de uma bomba 
nova e uma bomba existente 
130 
Seção 5.1 
Equação de custos do ciclo de vida
131 
5.1.6 Manutenção e custos de reparo 
(Cm) 
Os custos de manutenção e reparo abrangem, 
como o nome sugere, todos os custos relacionados 
à manutenção e reparo do sistema de bombas, 
por exemplo: custos de mão de obra, peças de 
reposição, transporte e limpeza. 
A melhor maneira de alcançar a vida útil ideal de 
uma bomba e evitar avarias é através da realização 
de manutenção preventiva. 
5.1.7 Custos de tempo parado, custos 
de perda de produção (Cs) 
Os custos de tempo parado são extremamente 
importantes quando se trata de sistemas de 
bombas utilizados em processos de produção. O 
motivo é simples: parar a produção é oneroso, 
mesmo por um curto período de tempo. Mesmo 
que uma bomba seja suficiente para o desem-penho 
exigido, é sempre bom instalar uma bomba 
reserva que possa assumir o comando e assegurar 
que a produção vai continuar mesmo se ocorrer 
uma falha inesperada no sistema, ver figura 5.1.7. 
5.1.8 Custos de desimplantação e des-carte 
(Cd ) 
Dependendo do fabricante da bomba, os custos de 
desimplantação de um sistema de bombas estão 
sujeitos a pequenas variações. Portanto, este custo 
é raramente levado em consideração. 
Cálculo dos custos do ciclo de vida 
Os custos do ciclo de vida de um sistema de 
bombas são compostos pela soma de todos os 
componentes acima mencionados durante o 
tempo de vida do sistema. Normalmente, diz-se 
que o tempo de vida é de 10 a 20 anos. 
Neste negócio, os custos do ciclo de vida são 
normalmente calculados utilizando uma fórmula 
mais simplificada com menos elementos a serem 
considerados. Esta fórmula é mostrada à direita. 
Fig. 5.1.7: A bomba reserva assegura a produção 
contínua em caso de quebra da bomba 
LCC = Cic + Ce + Cm
Seção 5.2 
Cálculo dos custos do ciclo de vida – um exemplo 
Vamos dar uma olhada em um exemplo 
usando a fórmula simplificada mencionada 
anteriormente: Uma indústria precisa de uma 
nova bomba de abastecimento de água e duas 
soluções são levadas em consideração: 
• Uma bomba centrífuga múltiploestágio 
com velocidade fixa; 
• Uma bomba centrífuga múltiploestágio 
com velocidade variável. 
Os cálculos mostram que, em comparação 
à bomba de velocidade fixa, a bomba de 
velocidade variável consome 40% menos 
energia. No entanto, os custos iniciais (Cic) da 
bomba de velocidade variável são duas vezes 
mais alto do que os da bomba de velocidade 
fixa. 
Os cálculos dos custos do ciclo de vida vão ajudar 
a determinar qual bomba instalar no sistema. A 
aplicação tem as seguintes características: 
• 12 horas de operação por dia 
• 220 horas de funcionamento por ano 
• Vida útil de 10 anos (período de cálculo) 
Com base nesses dados, é possível calcular os 
custos do ciclo de vida das duas soluções. 
Mesmo que os custos iniciais de uma bomba 
de velocidade variável sejam duas vezes mais 
altos em comparação aos de uma bomba 
de velocidade fixa, o custo total da solução 
primeiramente mencionada é 25% inferior ao 
da solução de bomba de velocidade fixa depois 
de 10 anos. 
Além dos custos de ciclo de vida mais baixos, 
a bomba de velocidade variável fornece, 
conforme discutido no capítulo 4, alguns 
benefícios operacionais como, por exemplo, 
pressão constante no sistema. 
O tempo de retorno da solução de velocidade 
variável é um pouco maior, porque a bomba é 
mais cara. Como podemos ver na figura 5.1.9, o 
tempo de retorno é de cerca de 2 anos e meio, 
sendo que em aplicações industriais gerais, isto 
é considerado um bom investimento. 
Fig. 5.1.8: Custos do ciclo de vida de uma bomba de 
velocidade fixa e uma bomba de velocidade variável 
Fig. 5.1.9: Tempo de retorno para uma bomba de 
velocidade fixa e uma bomba de velocidade variável 
132
Apêndice 
A) Notações e unidades 
B) Tabelas de conversão de unidades 
C) Prefixos SI e alfabeto grego 
D) Pressão de vapor e densidade da água em diferentes temperaturas 
E) Orifício 
F) Mudança na pressão estática devido à mudança no diâmetro do tubo 
G) Bocais 
H) Nomograma para perdas de altura manométrica em curvas, válvulas, etc 
I) Nomograma para perda na tubulação de água potável a 20°C 
J) Sistema periódico 
K) Padrões da bomba 
L) Viscosidade para diferentes líquidos como função da temperatura do líquido
Apêndice A 
Notações e unidades 
A tabela abaixo fornece uma visão geral das notações e unidades 
mais utilizadas no que tange às bombas e aos sistemas de bombas. 
Notação 
Unidade 
Unidade SI Outras unidades 
normalmente 
utilizadas 
Observações 
Altura 
Fluxo de volume 
Fluxo de massa 
Pressão 
Pressão 
diferencial 
Altura manométrica 
de sucção positiva 
Densidade 
Viscosidade 
cinemática 
Viscosidade 
dinâmica 
Temperatura 
Temperatura 
absoluta 
Diâmetro 
Diâmetro 
Aceleração 
de gravidade 
Velocidade 
Eficiência 
Velocidade rotacional 
Tempo 
Potência 
Tensão 
Corrente 
Frequência 
Cosseno para ângulo 
de fase entre U e I 
Fator de potência 
134

Manual de bombas apendice a

  • 1.
  • 4.
    MANUAL DE BOMBA Copyright 2004 GRUNDFOS Management A/S. Todos os direitos reservados. As leis de direitos autorais e tratados internacionais protegem este material. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida sob qualquer forma ou por qualquer meio sem prévia permissão por escrito da GRUNDFOS Management A/S. Isenção de Responsabilidade Tomamos todo cuidado necessário para garantir a exatidão do conteúdo deste ma terial, entretanto, a GRUNDFOS Management A/S não será responsável por qualquer perda, quer seja direta, indireta, incidental ou consequente que possa surgir do uso ou confiança depositada sobre qualquer conteúdo deste material.
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    Introdução A indústriafabril tem uma elevada demanda pesada por bombas, quando se trata de uma ótima operação, alta confiabilidade e baixo consumo de energia. Por esse motivo, a Grundfos desenvolveu o Manual de Bomba, que, de maneira simples, aborda com várias considerações ao dimensionar bombas e sistemas de bombas. Elaboramos um manual para engenheiros e técnicos que trabalham com o projeto e instalação de bombas e sistemas de bombas, contendo respostas para uma ampla variedade de perguntas técnicas específicas sobre as bombas. O Manual de Bombas pode ser lido do princípio ao fim ou parcialmente sobre tópicos específicos. O manual está dividido em 5 capítulos, os quais abordam as diferentes fases do projeto de sistemas de bombas. No capítulo 1 fazemos uma apresentação geral de diferentes tipos de bombas e componentes. Aqui também descrevemos quais precauções tomar ao lidar com líquidos viscosos. Além disso, os materiais mais usados, assim como os diferentes tipos de corrosão são apresentados aqui. As terminologias mais importantes relacionadas à leitura do desempenho das bombas são apresentadas no capítulo 2. O Capítulo 3 aborda os sistemas hidráulicos e alguns dos fatores mais importantes a considerar para se obter uma ótima operação do sistema de bombas. Visto que é frequentemente necessário ajustar o desempenho da bomba por meio de vários métodos de ajuste, estes métodos são abordados no capítulo 4. O capítulo 5 descreve os custos do ciclo de vida uma vez que o consumo de energia desempenha um papel importante nas bombas e sistemas de bombas de hoje. Esperamos sinceramente que você faça uso do Manual de Bomba e o considere útil no seu trabalho diário. Diretor de Segmento Especialista em Aplicação Mogens Roy Olesen Christian R. Bech
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    Capítulo 1 Designde bombas e motores.................................7 Seção 1.1 Construção de bombas................................................8 1.1.1 A bomba centrífuga...............................................................8 1.1.2 Curvas das bombas................................................................ 9 1.1.3 Características da bomba centrífuga...........................11 1.1.4 Tipos mais comuns de bombas de sucção axial e em linha ................................................... 12 1.1.5 Tipos de rotores (forças axiais) ....................................... 14 1.1.6 Tipos de carcaças (forças radiais)................................... 15 1.1.7 Bombas monoestágio....................................................... 15 1.1.8 Bombas multiestágio..........................................................16 1.1.9 Bombas com acoplamento longo e curto 16 Seção 1.2 Tipos de bombas..........................................................17 1.2.1 Bombas padrão .................................................................... 17 1.2.2 Bombas bi-partida............................................................. 17 1.2.3 Bombas hermeticamente seladas ............................. 18 1.2.4 Bombas sanitárias ..............................................................20 1.2.5 Bombas de efluentes ....................................................... 21 1.2.6 Bombas imersíveis ............................................................ 22 1.2.7 Bombas submersas .......................................................... 23 1.2.8 Bombas de descolamento positivo .............................24 Seção 1.3 Vedações de eixos mecânicos...............................27 1.3.1 Componentes e função da vedação de eixo mecânico.................................................................29 1.3.2 Vedações de eixos mecânicos balanceados e não balanceados .............................................................30 1.3.3 Tipos de vedações de eixos mecânicos....................... 31 1.3.4 Combinações de materiais da face da vedação.............................................................................34 1.3.5 Fatores que afetam o desempenho da vedação.............................................................................36 Seção 1.4 Motores.......................................................................... 39 1.4.1Padrões ..................................................................................... 40 1.4.2 Partida no motor................................................................. 46 1.4.3 Tensão de alimentação.................................................... 47 1.4.4 Conversor de frequência................................................. 47 1.4.5 Proteção do motor............................................................. 49 Seção 1.5 Líquidos............................................................................53 1.5.1 Líquidos viscosos............................................................................ 54 1.5.2 Líquidos Não Newtonianos ...................................................... 55 1.5.3 Impacto dos líquidos viscosos sobre o desempenho de uma bomba centrífuga......................................................... 55 1.5.4 Seleção da bomba correta para um líquido com anticongelante ......................................................................56 1.5.5 Exemplo de cálculo ....................................................................... 58 1.5.6 Seleção da bomba com auxílio de computador para líquidos densos e viscosos................................................ 58 Seção 1.6 Materiais........................................................................ 59 1.6.1 O que é corrosão?..................................................................60 1.6.2 Tipos de corrosão...................................................................61 1.6.3 Metais e ligas metálicas.....................................................65 1.6.4 Cerâmica...................................................................................71 1.6.5 Plástico.......................................................................................71 1.6.6 Borracha....................................................................................72 1.6.7 Revestimentos........................................................................73 Capítulo 2 Instalação e leitura do desempenho .....................................................................................75 Seção 2.1 Instalação da bomba ................................................76 2.1.1 Nova instalação.....................................................................76 2.1.2 Substituição-instalação existente .................................76 2.1.3 Fluxo do tubo para instalação de bomba única..........................................................................77 2.1.4 Limitação de ruídos e vibrações......................................78 2.1.5 Nível de som (L)......................................................................81 Seção 2.2 Desempenho da bomba .........................................83 2.2.1 Termos hidráulicos................................................................83 2.2.2 Termos elétricos.....................................................................90 2.2.3 Propriedades dos líquidos.................................................93 Índice
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    Capítulo 3 Sistemahidráulico......................................................95 Seção 3.1 Características do sistema .......................................96 3.1.1 Resistências únicas...............................................................97 3.1.2 Sistemas abertos e fechados ............................................98 Seção 3.2 Bombas conectadas em série e paralelas............101 3.2.1 Bombas em paralelo..........................................................101 3.2.2 Bombas conectadas em série........................................103 Capítulo 4 Ajuste do desempenho das bombas......................................................................................105 Seção 4.1 Ajuste do desempenho das bombas.................106 4.1.1 Controle por estrangulamento....................................107 4.1.2 Controle de desvio.............................................................107 4.1.3 Modificação do diâmetro do rotor.............................108 4.1.4 Controle de velocidade....................................................108 4.1.5 Comparação dos métodos de ajuste.........................110 4.1.6 Eficiência geral do sistema da bomba......................111 4.1.7 Exemplo: Consumo de energia relativo quando o fluxo é reduzido em 20%...........................111 Seção 4.2 Soluções para bomba com velocidade controlada ...................................................114 4.2.1 Controle de pressão constante....................................114 4.2.2 Controle de temperatura constante..........................115 4.2.3 Pressão do diferencial constante em um sistema de circulação..............................................115 4.2.4 Controle da pressão diferencial com compensada por fluxo .........................................116 Seção 4.3 Vantagens do controle de velocidade......................................................................117 Seção 4.4 Vantagens das bombas com conversor de frequência integrado .......................... 118 4.4.1 Curvas de desempenho de bombas com velocidade controlada.....................................................119 4.4.2 Bombas com velocidade controlada em diferentes sistemas ..........................................................119 Seção 4.5 Conversor de frequência.......................................122 4.5.1 Funções e características básicas.................................122 4.5.2 Componentes do conversor de frequência......................................................................122 4.5.3 Condições especiais referentes aos conversores de frequência.............................................124 Capítulo 5 Cálculo dos custos do ciclo de vida ...............................................................................127 Seção 5.1 Equação de custos do ciclo de vida....................128 5.1.1 Custos iniciais, preço de compra (Cic)..........................129 5.1.2 Custos de Instalação e comissionamento (Cin).....................................................129 5.1.3 Custos de energia (Ce)........................................................130 5.1.4 Custos operacionais (Co)...................................................130 5.1.5 Custos ambientais (Cenv)...................................................130 5.1.6 Custos de manutenção e reparos (Cm)......................131 5.1.7 Custos de tempo de parada, perda de produção (Cs)...................................................131 5.1.8 Custos de desmantelamento e descarte (Co)......................................................................131 Seção 5.2 Cálculo dos custos do ciclo de vida – um exemplo ...................................132 Apêndice............................................................................................133 A) Notações e unidades........................................................134 B) Tabelas de conversão de unidades.............................135 C) Prefixos SI e alfabeto grego...........................................136 D) Pressão do vapor e densidade da água em diferentes temperaturas........................................137 E) Orifício .................................................................................138 F) Mudança na pressão estática devido à mudança do diâmetro do cano...............................139 G) Injetores.................................................................................140 H) Nomograma para perdas de carga em curvas e válvulas............................................141 I) Nomograma para perda do tubo de água limpa a 20˚C.............................................................142 J) Sistema periódico..............................................................143 K) Padrões de bombas..........................................................144 L) Viscosidade para líquidos diferentes como função da temperatura do líquido................145 Índice remissivo.............................................................................151
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    Capítulo 1. Designde bombas e motores Seção 1.1: Construção da bomba 1.1.1 A bomba centrífuga 1.1.2 Curvas da bomba 1.1.3 Características da bomba centrífuga 1.1.4 Tipos mais comuns de bombas de sucção axial e em linha 1.1.5 Tipos de rotor (forças axiais) 1.1.6 Tipos de carcaças (forças radiais) 1.1.7 Bombas monoestágio 1.1.8 Bombas multiestágio 1.1.9 Bombas com acoplamento longo e curto Seção 1.2 Tipos de bombas 1.2.1 Bombas padrão 1.2.2 Bombas bi-partida 1.2.3 Bombas hermeticamente seladas 1.2.4 Bombas sanitárias 1.2.5 Bombas de efluentes 1.2.6 Bombas imersíveis 1.2.7 Bombas submersa 1.2.8 Bombas de deslocamento positivo
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    Seção 1.1 Construçãoda bomba 1.1.1 Bomba centrífuga Em 1689, o físico Denis Papin inventou a bomba centrífuga e este tipo de bomba é o mais usado ao redor do mundo. A bomba centrífuga é construída sobre um princípio simples: O líquido é levado até o cubo do rotor e, através da força centrífuga, ele é lançado na direção da periferia dos rotores. A construção é razoavelmente barata, robusta e simples e sua alta velocidade possibilita conectar a bomba diretamente a um motor assíncrono. A bomba centrífuga oferece um fluxo de líquido uniforme e pode facilmente ser acelerado sem causar danos a bomba. Agora, vamos observar a figura 1.1.1, que mostra o fluxo do líquido através da bomba. A entrada da bomba leva o líquido para o centro do rotor giratório de onde é lançado para a periferia. Esta construção oferece alta eficiência e é apropriada para lidar com líquidos puros. As bombas, que têm que lidar com líquidos impuros, como bombas de efluentes, são equipadas com um rotor que é construído especialmente para evitar que objetos fiquem armazenados no interior da bomba, consulte a seção 1.2.5. Se ocorrer diferença de pressão no sistema enquanto a bomba centrífuga não estiver funcionando, o líquido ainda consegue passar através da mesma devido ao seu desenho aberto. Como se pode ver na figura 1.1.2, a bomba centrífuga pode ser classificada em diferentes grupos: Bombas de fluxo radial, bombas de fluxo misto e bombas de fluxo axial. As bombas de fluxos radial e as bombas de fluxo misto são os tipos mais comuns utilizados. Portanto, iremos nos concentrar somente nestes tipos de bombas nas próximas páginas. Entretanto, apresentaremos brevemente a bomba de deslocamento positivo na seção 1.2.8. As diferentes exigências de desempenho das bombas centrífugas, especialmente em relação à altura manométrica total, fluxo e instalação, junto com as exigências de operação econômica, são somente algumas das razões porque existem tantos tipos de bombas. A Figura 1.1.3 mostra os diferentes tipos de bombas em relação ao fluxo e pressão. Fig. 1.1.1: O fluxo do líquido através da bomba Bomba de fluxo radial Bomba de fluxo misto Bomba de fluxo axial Fig. 1.1.2: Diferentes tipos de bombas centrífugas H [m] 1 2 10000 6 4 2 1000 6 4 2 100 6 4 2 10 6 4 2 4 6 Bombas de fluxo radial multiestágios Bombas de fluxo radial monoestágios 10 Bombas de fluxo misto Bombas de fluxo axial 2 46 100 2 46 10002 46 10000 100000 Q [m3/h] Fig. 1.1.3: Fluxo e altura manométrica total para diferentes tipos de bombas centrífugas 8
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    1.1.2 Curvas dasbombas Antes de aprofundarmos no mundo da construção e tipos de bombas apresentaremos as características básicas das curvas de desempenho das bombas. O desempenho de uma bomba centrífuga é mostrado por um conjunto de curvas de desempenho. As curvas de desempenho para uma bomba centrífuga são mostradas na figura 1.1.4. Altura manométrica total, consumo de energia, eficiência de consumo e NPSH são mostrados como uma função no fluxo. Normalmente, as curvas das bombas nas apostilas de dados cobrem somente a parte da bomba. Portanto, o consumo de energia, o valor P2 que também está listado nas apostilas de dados, cobre somente a energia que entra na bomba – consulte a figura 1.1.4. O mesmo vale para o valor eficiência, que cobre somente a parte da bomba (η = ηP). Em alguns tipos de bombas com motor integrado e conversor de frequência possivelmente integrado, por exemplo, bombas com motor blindado (consulte a seção 1.2.3), a curva de consumo de energia e a curva η cobrem o motor e a bomba. Neste caso, é o valor P1 que deve ser levado em consideração. No geral, as curvss das bombas são projetadas de acordo com o ISO 9906 Anexo A, que especifica as tolerâncias das curvas: • Q +/- 9%, • H +/-7%, • P +9% • -7%. Mostramos a seguir uma breve apresentação das diferentes curvas de desempenho de bombas. Altura manométrica total, a curva QH A curva QH mostra a altura manométrica total, que a bomba é capaz de executar em um determinado fluxo. A altura manométrica total é medida em metros de coluna de líquido/metros [mLC]; normalmente a unidade metro [m] é aplicada. A vantagem de se usar a unidade [m] como unidade de medida da altura manométrica total da bomba é que a curva QH não é afetada pelo tipo de líquido que bomba tem que manejar, consulte a seção 2.2 para mais informações. H [m] η [%] 50 40 70 Eficiência 60 50 40 30 20 10 0 12 10 8 6 4 2 30 20 10 0 0 10 20 30 40 50 60 70 Q [m 3/h] P2 [kW] 10 8 6 4 2 0 NPSH (m) Consum o de energia NPSH Fig. 1.1.4: Curvas de desempenho típicas para uma bomba centrífuga. Altura manométrica total, consumo de energia, eficiência e NPSH são mostrados como uma função do fluxo Q P1 M P2 H 3~ ηM ηP Fig. 1.1.5: As curvas para consumo de energia e eficiência normalmente cobrem somente a parte da bomba da unidade – i.e. P2 e ηP H [m] 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Q [m3/h Fig. 1.1.6: Curva QH típica para uma bomba centrífuga; fluxo baixo resulta em altura manométrica total alta e fluxo alto resulta em altura manométrica total baixa 9
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    Eficiência, a curvaη A eficiência é a relação entre a energia fornecida e a quantidade de energia utilizada. No mundo das bombas, a eficiência ηP é a relação entre a energia, que a bomba fornece para a água (PH) e a entrada de energia no eixo (P2): onde: ρ é a densidade do líquido em kg/m3, g é a aceleração da gravidade em m/s2, Q é o fluxo em m3/h e H é a altura manométrica total em m. Para água a 20oC e com Q medido em m3/h e H em m, a energia hidráulica pode ser calculada como: Como aparece a partir da curva de eficiência, a eficiência depende do ponto de operação da bomba. Portanto, é importante selecionar uma bomba que seja compatível com os requisitos de fluxo e que assegure que a bomba esteja funcionando na área de fluxo mais eficiente. Consumo de energia, a curva P2 A relação entre o consumo de energia da bomba e o fluxo é mostrada na figura 1.1.8. A curva P2 da maioria das bombas centrífugas é semelhante à curva na figura 1.1.8 onde o valor P2 aumenta quando o fluxo aumenta. Curva NPSH (Altura Manométrica de Sucção Positiva Líquida) O valor NPSH de uma bomba é a pressão mínima absoluta (consulte a seção 2.2.1) que deve estar presente no lado de sucção da bomba para evitar cavitação. O valor NPSH é medido em [m] e depende do fluxo; quando o fluxo aumenta, o valor NPSH também aumenta; figura 1.1.9. Para mais informações sobre cavitação e NPSH, vá para a seção 2.2.1. η [%] 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 50 60 70 Q [m 3/h] Fig. 1.1.7: Curva de eficiência de uma bomba centrífuga típica P2 [kW] 10 8 6 4 2 0 0 10 20 30 40 50 60 70 Q [m 3/h] Fig. 1.1.8: Curva de consumo de energia de uma bomba centrífuga típica NPSH [m] 10 8 6 4 2 0 0 10 20 30 40 50 60 70 Q [m 3/h] ηp = PH P2 = ρ . g . Q . H P2 x 3600 Fig. 1.1.9: Curva NPSH de bomba centrífuga típica PH = 2.72 . Q . H [W] 10 Seção 1.1 Construção da bomba = Q . H . g .ρ 3600 x ηp P2
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    1.1.3 Características dabomba centrífuga A bomba centrífuga possui várias características e as mais importantes serão apresentadas nesta seção. Mais adiante neste capítulo forneceremos uma descrição mais detalhada dos diferentes tipos de bombas. • Número de fases Dependendo do número de rotores na bomba, uma bomba centrífuga pode ser uma bomba monoestágio ou uma bomba multiestágio. • Posição do eixo da bomba As bombas monoestágio e multiestágio são produzidas com eixos de bomba verticais ou horizontais. Estas bombas normalmente são normalmente designadas como bombas horizontais ou verticais. Para mais informações, vá para seção 1.1.4. • Rotores de sucção simples ou de sucção dupla Dependendo da construção do rotor, uma bomba pode ser equipada com um rotor de sucção simples ou rotor de sucção dupla. Para mais informações, vá para a seção 1.1.5. • Acoplamento de estágios Os estágios da bomba podem ser arranjados de duas maneiras diferentes: em série e em paralelo, consulte a figura 1.1.10. • Construção da carcaça da bomba Diferenciamos entre dois tipos de carcaça de bomba: Carcaça Voluta e carcaça de canal de retorno com palhetas guia. Para mais informações, vá para a seção 1.1.6. Fig 1.1.10: Bomba dupla com rotores acoplados em paralelo 11
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    Seção 1.1 Construçãoda bomba 1.1.4 Tipos mais comuns de bomba de sucção axial e em linha Sucção axial Horizontal Monoestágio Multiestágio Acoplamento curto Acoplamento curto Acoplamento longo Bomba de sucção axial = O líquido entra diretamente no rotor. A entrada e a saída possuem um ângulo de 90°. Consulte a seção 1.1.9 Bomba em linha = O líquido passa diretamente pela bomba em linha. O cano de sucção e o cano de descarga são colocados opostos um ao outro e podem ser montados diretamente no sistema de encanamento Bomba com carcaça bipartida = Bomba com carcaça dividida axialmente. Consulte a seção 1.2.2 Bomba horizontal = Bomba com eixo horizontal Bomba vertical = Bomba com eixo vertical Bomba monoestágio = Bomba com rotor único. Consulte a seção 1.1.7 Bomba multiestágio = Bomba com vários rotores acoplados em série. Consulte a seção 1.1.8 Bomba com acoplamento longo = Bomba conectada ao motor através de um acoplamento flexível. O motor e a bomba possuem construções de rolamentos separados. Consulte a seção 1.1.9 Bomba com acoplamento curto = bomba conectada ao motor através de um acoplamento rígido. Consulte a seção 1.1.9 12
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    Em linha Horizontal/ Vertical Multiestágio Monoestágio Bipartida Monoestágio Acoplamento longo Acoplamento curto Acoplamento curto Acoplamento longo Horizontal 13
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    1.1.5 Tipos derotores (forças axiais) A bomba centrífuga gera pressão que exerce forças sobre as peças fixas e giratórias da bomba. As peças das bombas são feitas para suportar essas forças. Se as forças axiais e radiais não forem contrabalanceadas na bomba, as forças devem ser consideradas ao selecionar o sistema de acionamento da bomba (rolamento de contato angular no motor). Em bombas equipadas com rotor de sucção simples, podem ocorrer grandes forças axiais, figuras 1.1.11 e 1.1.12. Estas forças são balanceadas em uma das seguintes formas: • Mecanicamente por meio de rolamentos de impulso. Estes tipos de rolamentos são especialmente projetados para absorver as forças axiais dos rotores • Por meio de orifícios de balanceamento no rotor, consulte a figura 1.1.13 • Por meio de regulagem do acelerador a partir de um anel de vedação montado na traseira dos rotores, consulte a figura 1.1.14 • Impacto dinâmico a partir da traseira do rotor, consulte a figura 1.1.15 • O impacto axial sobre a bomba pode ser evitado usando rotores de sucção dupla (consulte a figura 1.1.16). Fig. 1.1.13: Balanceando as forças axiais em uma bomba centrífuga monoestágio com orifícios de balanceamento somente Fig. 1.1.14: Balanceando as forças axiais em uma bomba centrífuga monoestágio com lacuna de vedação no lado de descarga e orifícios de balanceamento Fig. 1.1.15: Balanceando as forças axiais em uma bomba centrífuga monoestágio com lâminas na traseira dos rotores Fig. 1.1.16: Balanceando as forças axiais em um sistema de rotor de sucção duplo Fig. 1.1.11: : Rotor de sucção simples Fig. 1.1.12: Bomba padrão com rotor de sucção simples Forças Axiais Seção 1.1 Construção da Bomba 14
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    1.1.6 Tipos decarcaças (forças radiais) As forças radiais resultam da pressão estática na carcaça. Portanto, podem ocorrer deflexões axiais que levam à interferência entre o rotor e a carcaça. A magnitude e a direção da força radial dependem da taxa do fluxo e altura manométrica total. Ao projetar a carcaça da bomba, é possível controlar as forças radiais hidráulicas. Vale a pena mencionar dois tipos de carcaças: a carcaça voluta simples e a carcaça voluta dupla. Como se pode observar na figura 1.1.18, as duas carcaças têm o formato de voluta. A diferença entre as duas é que a voluta dupla possui uma palheta guia. A bomba de voluta simples é caracterizada por uma pressão simétrica na voluta no ponto de eficiência ótimo, que leva à carga radial zero. Em todos os outros pontos, a pressão ao redor do rotor não é regular e consequentemente há presença de força radial. Como se pode observar na figura 1.1.19, a carcaça voluta dupla desenvolve uma força de reação radial baixa constante em qualquer capacidade. Os canais de retorno (figura 1.1.20) são usados em bombas multiestágio e têm a mesma função básica que as carcaças volutas. O líquido é levado de um rotor para o outro ao mesmo tempo, a rotação da água é reduzida e a pressão dinâmica é transformada em pressão estática. Devido ao projeto circular da carcaça do canal, não há forças radiais presentes. 1.1.7 Bombas monoestágio Geralmente, as bombas monoestágio são usadas em aplicações que não exigem uma altura manométrica total de mais de 150 m. Normalmente, as bombas monoestágio operam no intervalo de 2-100 m. As bombas monoestágio são caracterizadas por fornecer uma altura manométrica baixa em relação ao fluxo, consulte a figura 1.1.3. A bomba monoestágio é produzida no desenho vertical e horizontal, consulte as figuras 1.1.21 e 1.1.22. Fig. 1.1.17: Rotor de Forças radiais Carcaça Voluta Carcaça voluta dupla 1.0 Q /Qopt Força Radial Carcaça voluta dupla sucção simples Fig. 1.1.19: Força radial para carcaça voluta simples e dupla Fig. 1.1.22: Bomba com acoplamento curto em linha monoestágio vertical Fig. 1.1.21: Bomba com acoplamento curto de sucção axial monoestágio Fig. 1.1.20: Bomba em linha multiestágio vertical com carcaça de canal de retorno Canal de retorno 15 Fig. 1.1.18: Carcaça voluta simples
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    Fig. 1.1.25: Bombacom acoplamento longo com acopla mento básico Fig. 1.1.26: Bomba com acoplamento longo com acopla mento de espaçador 1.1.8 Bombas multiestágio Bombas multiestágio são usadas em instalações onde uma altura manométrica elevada é necessária. Diversas fases são conectadas em série e o fluxo é guiado desde a saída de uma fase até a entrada da próxima. A altura manométrica final que uma bomba multiestágio pode proporcionar é igual à soma da pressão que cada estágio pode proporcionar. A vantagem das bombas multiestágio é que elas proporcionam uma altura manométrica elevada em relação ao fluxo. Como as bombas monoestágio, as bombas multiestágio estão disponíveis nas versões vertical e horizontal, consulte as figuras 1.1.23 e 1.1.24. 1.1.9 Bombas com acoplamento longo e bombas com acoplamento curto Bombas com acoplamento longo Bombas com acoplamento longo são bombas com acoplamento flexível que conecta a bomba e o motor. Este tipo de acoplamento está disponível como acoplamento básico ou como acoplamento de espaçador. Se a bomba estiver conectada ao motor por um acoplamento básico, é necessário desmontar o motor quando a bomba precisar de manutenção. Portanto, é necessário alinhar a bomba na montagem, consulte a figura 1.1.25. Por outro lado, se a bomba estiver equipada com um acoplamento de espaçador, é possível fazer a manutenção na bomba sem desmontar o motor. Deste modo, o alinhamento não é um problema, consulte a figura 1.1.26. Bombas com acoplamento curto Estas bombas podem ser construídas nas duas maneiras a seguir: A bomba tem o rotor montado diretamente sobre o eixo estendido do motor ou a bomba tem um motor padrão e um acoplamento rígido ou acoplamento de espaçador, consulte as figuras 1.1.27 e 1.1.28. Fig. 1.1.24: Bomba de sucção axial multiestágio Fig. 1.1.23: Bomba horizontal em linha multiestágio vertical Fig. 1.1.27: Bomba com acoplamento curto com acoplamento rígido Fig. 1.1.28: Diferentes tipos de acoplamento Tipo acoplam ento básic o Bomba com acoplamento longo com acoplamento flexível Bomba com acoplamento curto com acoplamento rígido Acoplam ento de espaçador (opci)onal Seção 1.1 Construção da bomba 16
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    Fig. 1.2.1:Bomba padrãocom acoplamento longo Fig. 1.2.2: Bomba padrão com eixo simples Fig. 1.2.3: Bomba com carcaça bipartida com acoplamento longo Fig. 1.2.4: Bomba com carcaça bipartida com rotor de sucção dupla Seção 1.2 Tipos de bomba 1.2.1 Bombas padrão Poucas normas internacionais tratam de bombas centrífugas. Na verdade, muitos países possuem seus próprios padrões, que mais ou menos sobrepõem uns aos outros. Uma bomba padrão é aquela compatível com as regulamentações oficiais, como, por exemplo, o ponto de operação da bomba. Relacionamos abaixo alguns exemplos de padrões internacionais para bombas: • EN 733 (DIN 24255) se aplica às bombas centrífugas de sucção axial, também conhecidas como bombas de água padrão com pressão nominal (PN) de 10 bar. • EN 22858 (ISO 2858) se aplica às bombas centrífugas, também conhecidas como bombas químicas padrão com pressão nominal (PN) de 16 bar, consulte o apêndice K. As normas mencionadas acima cobrem as dimensões de instalação e os pontos de operação de diferentes tipos de bombas. Quanto às peças hidráulicas destas bombas, elas variam de acordo com o fabricante - deste modo, não há padrões internacionais determinados para estas peças. Bombas, que são projetadas de acordo com os padrões, oferecem vantagens ao usuário final relacionadas à instalação, assim como serviço, peças de reposição e manutenção. 1.2.2 Bombas com carcaça bipartida Uma bomba com carcaça bipartida é uma bomba cuja carcaça é dividida axialmente em duas partes. A Figura 1.2.4 mostra uma bomba monoestágio com carcaça bipartida com rotor de sucção dupla. A construção com entrada dupla elimina as forças axiais e assegura uma expectativa de vida útil mais longa dos rolamentos. Geralmente, as bombas com carcaça bipartida são mais eficientes, tem manutenção mais fácil e uma faixa de desempenho ampla. 17
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    Seção 1.2 Tiposde bomba 1.2.3 Bombas hermeticamente seladas Não é de surpreender que a guia de entrada do eixo da bomba deve ser selada. Geralmente, isto é feito através de um retentor mecânico do eixo, consulte a figura 1.2.5. A desvantagem do retentor mecânico do eixo são suas propriedades deficientes quando se trata de manipulação líquidos tóxicos e agressivos, que, consequentemente, levam a vazamento. Até certo ponto estes problemas podem ser resolvidos usando um retentor mecânico duplo do eixo. Outra solução para estes problemas é usar uma bomba hermeticamente selada. Diferenciamos estes dois tipos de bombas hermeticamente seladas: Bombas com motor blindado e bombas com acionamento magnético. Informações adicionais sobre estas bombas são encontradas nos próximos parágrafos. Bombas com motor blindado Uma bomba com motor blindado é uma bomba hermeticamente selada com o motor e a bomba integrados em uma unidade sem retentor, consulte as figuras 1.2.6 e 1.2.7. O líquido bombeado entra na câmara do rotor que é separado do estator por uma blindagem fina do rotor. O rotor pode servir como uma barreira hermeticamente selada entre o líquido e o motor. As bombas químicas são feitas de materiais como plástico ou aço inoxidável que podem suportar líquidos agressivos. O tipo mais comum de motor blindado é a bomba circuladora. Este tipo de bomba é usado tipicamente em circuitos de aquecimento, pois sua construção produz baixo ruído e a operação é livre de manutenção. Liquido Retentor Atmosfera Fig. 1.2.5: Exemplo de bomba padrão com retentor mecânico do eixo Blindagem do motor Fig. 1.2.6: Bomba química com motor blindado Blindagem do Motor Fig. 1.2.7: Bomba circuladora com motor blindado 18
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    Bombas com acionamentomagnético Nos últimos anos, as bombas com acionamento magnético têm se tornado cada vez mais populares para transferência de líquidos tóxicos e agressivos. Como mostrado na figura 1.2.8, a bomba com acionamento magnético é composta por dois grupos de magnetos; um magneto interno e um magneto externo. Uma blindagem não magnetizada pode separar estes dois grupos. A blindagem serve como uma barreira hermeticamente selada entre o líquido e a atmosfera. Como ilustrado na figura 1.2.9, o magneto externo é conectado ao acionamento da bomba e o magneto externo é conectado ao eixo da bomba. Por meio disto, o torque do acionamento da bomba é transmitido para o eixo da bomba. O líquido bombeado serve como lubrificante para os rolamentos da bomba. Portanto, ventilação suficiente é crucial para os rolamentos. Magnetos externos Magnetos internos Blindagem Fig. 1.2.8: Construção do acionamento magnético Magnetos internos Blindagem Magnetos externos Fig. 1.2.9: Bomba multiestágio com acionamento magnético 19
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    Fig. 1.2.10: Bombasanitária Fig.1.2.11: Bomba sanitária com canal lateral de auto-escorvamento 1.2.4 Bombas sanitárias As bombas sanitárias são usadas principalmente por indústrias de alimentos, bebidas, farmacêuticas e de biotecnologia onde é muito importante que o líquido bombeado seja manipulado suavemente e que as bombas sejam fáceis de limpar. Para atender as exigências de processamento destas indústrias, as bombas devem ter uma superfície áspera entre 3,2 e 0,4 μm Ra. Isto pode ser melhor obtido usando aço inoxidável forjado ou laminado rolado como materiais de construção, consulte a figura 1.2.12. Estes materiais possuem uma superfície compacta não porosa que pode ser facilmente trabalhada para atender os vários requisitos de acabamento de superfície. As principais características das bombas sanitárias são facilidade de limpeza e de manutenção. Os fabricantes líderes de bombas sanitárias projetaram suas bombas para atender os padrões a seguir: EHEDG – [Grupo de Design de Equipamento Higiênico Europeu] QHD – [Design Higiênico Qualificado] 3-A – Padrões Sanitários: 3A0/3A1: Padrão Industrial/Higiênico Ra ≤ 3.2 μm 3A2: Padrão Estéril Ra ≤ 0.8 μm 3A3: Padrão Estéril Ra ≤ 0.4 μm Areia fundida Fundição de precisão Aço rolado Fig.1.2.12: Aspereza da superfície do material Seção 1.2 Tipos de bomba 20
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    Fig. 1.2.14: Bombade efluentes para instalações secas Rotor de vórtice Rotor de canal simples Rotor de canal duplo Fig.1.2.13: Detalhe de uma bomba de esgoto para instalações úmidas 1.2.5 Bombas de efluentes Uma bomba de efluentes é um equipamento lacrado com uma bomba e um motor. Devido a sua construção, a bomba de efluentes é apropriada para instalação submersa em poços. Trilhos duplos com sistema de autoacoplamento normalmente são usados em instalações submersas. O sistema de autoacoplamento facilita a manutenção, reparo e substituição da bomba. Devido à construção da bomba, não é necessário entrar no poço para executar o serviço. Na verdade, é possível conectar e desconectar a bomba automaticamente de fora do poço. As bombas de efluentes também podem ser instaladas secas como bombas convencionais em instalações horizontais ou verticais. Da mesma forma, este tipo de instalação é de fácil manutenção e reparo e proporciona operação ininterrupta da bomba no caso de inundação da poço seco, consulte a figura 1.2.14. Normalmente, as bombas de efluentes têm que ser capazes de manejar partículas grandes. Portanto, elas são equipadas com rotores especiais para evitar bloqueio e entupimento. Existem vários tipos de rotores: rotores de canal simples, rotores de canal duplo, rotores de três e quatro canais e rotores de vórtice. A Figura 1.2.15 mostra os diferentes desenhos de rotores. As bombas de efluentes geralmente são produzidas com um motor seco, com proteção IP68 (para mais informações sobre classes de IP, vá para a seção 1.4.1). O motor e a bomba possuem um eixo estendido comum com um sistema de retentor mecânico duplo do eixo em uma câmara de óleo intermediária, consulte a figura 1.2.13. As bombas de efluentes podem operar intermitenteou continuamente de acordo com a instalação em questão. 21
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    1.2.6 Bombas imersíveis A bomba imersível é um tipo de bomba onde uma parte dela fica submersa no líquido bombeado e o motor é mantido seco. Normalmente, as bombas imersíveis são montadas no topo ou na parede de tanques ou reservatórios. As bombas imersíveis são usadas, por exemplo, na indústria de máquinas, ferramenta de solda, esmerilhadoras, centros de usinagem e unidades de resfriamento ou em outras aplicações envolvendo tanques e reservatórios, lavanderias industriais e sistemas de filtragem. As bombas para tornos podem ser divididas em dois grupos: Bombas para o lado limpo do filtro e bombas para o lado sujo do filtro. As bombas com rotores fechados normalmente são usadas para o lado limpo do filtro por que fornecem alta eficiência e alta pressão se necessário. Bombas com rotores abertos ou semi-abertos normalmente são usadas para o lado sujo do filtro por que podem lidar com cavacos e partículas. Fig. 1.2.16: Bomba imersível Seção 1.2 Tipos de bomba 22
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    Fig. 1.2.17: Bombasubmersível 1.2.7 Bombas submersas Há dois tipos de bombas submersas: A bomba submersa para sondagem com motor submersível e a bomba de poços profundos com motor seco, que é conectado à bomba por eixo longo. Estas bombas normalmente são usadas junto com o fornecimento e irrigação de água. Os dois tipos de bombas são feitos para serem instalados em poços submersos estreitos, assim sendo, possuem um diâmetro reduzido, que as tornam mais longas do que outros tipos de bombas,consulte a figura 1.2.17. As bombas submersas são especialmente projetadas para serem submersas em líquido e desse modo são equipadas com motor submersível, com proteção de IP68. A bomba é produzida nas versões monoestágio e multiestágio (a versão multiestágio sendo a mais comum) e é equipada com uma válvula de retenção no cabeçote. Atualmente, a bomba de poço profundo tem sido mais ou menos substituída pelo tipo de bomba submersível. O eixo longo da bomba de poço profundo é uma desvantagem, que dificulta a instalação e execução do serviço. Como o motor da bomba de poço profundo é refrigerado a ar, a bomba frequentemente é utilizada em aplicações industriais para bombear água quente de tanques abertos. A bomba submersível não opera em altas temperaturas por que o motor fica submerso no líquido que tem que resfriá-lo. 23
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    1.2.8 Bombas dedeslocamento positivo A bomba de deslocamento positivo fornece um fluxo constante aproximado a uma velocidade fixa, apesar das mudanças na contrapressão. Existem dois tipos de bombas de deslocamento positivo: • Bombas rotativas • Bombas reciprocantes A diferença no desempenho entre uma bomba centrífuga, uma bomba rotativa e uma bomba reciprocante está ilustrada à direita, figura 1.2.18. Dependendo do tipo de bomba que você estiver lidando, uma pequena alteração na contrapressão da bomba resulta em diferenças no fluxo. O fluxo de uma bomba centrífuga mudará consideravelmente, o fluxo de uma bomba rotativa mudará um pouco enquanto que o fluxo de uma bomba reciprocante não mudará nada. Mas por que existe uma diferença entre as curvas de bombas para bombas reciprocantes e bombas rotativas? A superfície da face de vedação real é maior para bombas rotativas do que para bombas reciprocantes. Então, apesar de as duas bombas serem projetadas com as mesmas tolerâncias, a perda da bomba rotativa é maior. Fig. 1.2.18: Relação típica entre fluxo e altura manométrica para 3 tipos diferentes de bombas: 1) Bombas centrífugas 2) Bombas rotativas 3) Bombas reciprocantes Q H H 1 3 2 3 2 1 As bombas são tipicamente projetadas com as melhores tolerâncias possíveis para obter a eficiência e capacidade de sucção mais alta possível. Entretanto, em alguns casos, é necessário aumentar as tolerâncias, por exemplo, quando as bombas têm que lidar com líquidos altamente viscosos, líquidos contendo partículas e líquidos de alta temperatura. As bombas de deslocamento vibram, o que significa que o volume do fluxo dentro de um ciclo não é constante. A variação no fluxo e a velocidade levam à flutuação de pressão devido à resistência no sistema de tubulação e nas válvulas. Seção 1.2 Tipos de bomba 24
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    Bombas dosadoras Asbombas dosadoras pertencem à família de bombas de deslocamento positivo e tipicamente é do tipo de diafragma. As bombas de diafragma não apresentam vazamento por que o diafragma forma uma vedação entre o líquido e os arredores. A bomba de diafragma está equipada com duas válvulas de retenção – uma no lado de sucção e uma no lado de descarga da bomba. Em relação às bombas de diafragma menores, o diafragma é ativado pela biela, que é conectada a um eletroímã. Com isso, a bobina recebe a quantidade exata de cursos necessários, consulte a figura 1.2.21. Em relação às bombas de diafragma maiores, o diafragma é tipicamente montado na biela, que é ativado por um eixo de comando. O eixo de comando é girado por meio de um motor assíncrono padrão, consulte a figura 1.2.22. O fluxo de uma bomba de diafragma é ajustado alterando a extensão do curso e/ou a frequência dos cursos. Se for necessário aumentar a área de operação, os conversores de frequência podem ser conectados às bombas de diafragma maiores, consulte a figura 1.2.22. Há outro tipo de bomba de diafragma. Neste caso, o diafragma é ativado por uma biela excentricamente acionada por um motor escalonador ou motor assíncrono, figuras 1.2.20 e 1.2.23. Ao usar o acinamento de um motor escalonador, a área dinâmica da bomba aumenta e melhora sua precisão consideravelmente. Com esta construção, não é mais necessário ajustar a extensão do curso da bomba por que a biela é montada diretamente no diafragma. O resultado é que as condições de sucção são otimizadas e os recursos de operação são excelentes. Portanto, é simples controlar os lados de sucção e de descarga da bomba. Comparado às bombas de diafragma com acionamento eletromagnético tradicional que fornecem pulsações potentes, bombas de diafragma acionadas por motor escalonador possibilitam obter uma dosagem de aditivo mais estável. Fig. 1.2.20: Bomba dosadora Fig.1.2.21: Mola de retorno da solenoide + 1.2.22: Mola de retorno de acionamento do came 1.2.23: Acionamento da manivela + 25
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    Capítulo 1. Desenhode bombas e motores Seção 1.3: Retentores do eixo mecânico 1.3.1 Componentes e função do retentor do eixo mecânico 1.3.2 Vedações de eixo balanceado e não balanceado 1.3.3 Tipos de retentores de eixos mecânicos 1.3.4 Combinações de materiais da face do retentor 1.3.5 Fatores que afetam o desempenho do retentor
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    Seção 1.3 Retentoresde eixos mecânicos A partir da metade da década de 1950 os reten-tores de eixos mecânicos ganharam terreno em favor do método de vedação tradicional l- Caixa de empanque. Comparados às caixas de empan-que, os retentores dos eixos mecânicos oferecem as seguintes vantagens: • Elas se mantêm firmes nos menores deslocamentos e vibrações no eixo • Eles não requerem ajuste • As faces do retentor proporcionam uma pequena quantidade de atrito e assim perda de potência • O eixo não desliza sobre nenhum componente da vedação e deste modo não é danificado por causa de desgaste (custos de reparo reduzidos). O retentor de eixo mecânico é a peça da bomba que separa o líquido da atmosfera. Na figura 1.3.1 pode-se observar alguns exemplos onde o retentor do eixo mecânico é montado em diferentes tipos de bombas. A maioria dos retentores de eixos mecânicos é produzida de acordo com a norma europeia EN 12756. Antes de escolher um retentor de eixo, há certas coisas que você deve saber sobre o líquido e assim a resistência do retentor ao líquido: • Determinar o tipo de líquido • Determinar a pressão a que o retentor de eixo será exposto • Determinar a velocidade a que o retentor de eixo será exposto • Determinar as dimensões internas Apresentaremos nas páginas seguintes como um retentor de eixo mecânico funciona, os diferentes tipos de retentor, de que tipo de material os retentores de eixo mecânico são feitos e que fatores afetam o desempenho dos retentores de eixos mecânicos. 28 Fig. 1.3.1: Bombas com retentores de eixos mecânicos
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    1.3.1 Componentes efunção do retentor de eixo mecânico O retentor de eixo mecânico é formado por dois componentes principais: uma parte giratória e uma parte estacionária; e consiste das peças listadas na figura 1.3.2. A Figura 1.3.3 mostra onde as diferentes peças estão localizadas no retentor. • A parte estacionária do retentor é fixada na carcaça da bomba. A parte giratória do retentor é fixada no eixo da bomba e gira quando a bomba está em operação. • As duas faces do retentor primário são empurradas uma contra a outra pela mola e pressão do líquido. Durante operação um filme líquido é produzido na lacuna estreita entre as duas faces do retentor. Este filme evapora antes de entrar na atmosfera, tornando o líquido do retentor do eixo mecânico firme, consulte a figura 1.3.4. • O retentor secundário impede que haja vazamento entre a montagem e o eixo. • A mola une as faces do retentor mecanicamente. • A mola retentora transmite torque do eixo para o retentor. Em relação aos retentores de eixo dos foles mecânicos, o torque é transferido diretamente pelos foles. Lacuna de vedação Durante a operação, o líquido forma um filme lubrificante entre as faces da vedação. Este filme lubrificante consiste de um filme hidrostático e um filme hidrodinâmico. • O elemento hidrostático é gerado pelo líquido bombeado que é forçado para dentro da lacuna entre as duas fases. • O filme lubrificante hidrodinâmico é criado pela pressão gerada pela rotação do eixo. Face do retentor (retentor primário) Retentor secundário Mola Mola retentora (transmissão de torque) Base (faces do retentor, retentor primário) Retenro estático (retentor secundário) Fig. 1.3.2: Componentes do retentor de eixo mecânico Parte estacionária Retenetor do eixo mecânico Designação Parte giratória Parte estacionária Retentor secundário Retentor primário Peça giratória Eixo Retentor secundário Retentor primário Mola Mola retentora Fig. 1.3.3: Principais componentes do retentor do eixo mecânico Força líquida Força da mola Vapor Filme de lubrificação Evaporação inicia Fig. 1.3.4: Retentor do erixo mecânico em operação 29
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    Seção 1.3 Retentoresdo eixo mecânico Fig. 1.3.5: Relação ideal entre as propriedades de lubrificação fina e vazamento limitado Forças da mola Forças hidráulicas Fig. 1.3.6: Interação de forças sobre a vedação de eixo balanceada Área de Contato das faces da vedação Forças hidráulicas Fig. 1.3.7: Interação de forças sobre a vedação de eixo não balanceada A Área de Contato das faces da vedação B A B A espessura do filme lubrificante depende da velocidade da bomba, da temperatura do líquido, da viscosidade do líquido e das forças axiais da vedação de selo mecânico. O líquido é constantemente trocado na lacuna de vedação por causa • da evaporação do líquido para a atmosfera • movimento circular do líquido A figura 1.3.5 mostra relação ideal entre as propriedades de lubrificação fina e vazamento limitado. Como se pode observar, a relação ideal é quando o filme de lubrificação cobre toda a lacuna de vedação, exceto por uma zona de evaporação estreita próximo ao lado atmosférico da vedação de selo mecânico. Vazamentos devido a depósitos nas faces da vedação são observados com frequência. Ao usar refrigerantes, os depósitos são criados rapidamente pela evaporação no lado de atmosfera da vedação. Quando o líquido evapora na zona de evaporação, sólidos microscópicos no líquido permanecem na lacuna de vedação como depósitos criados por desgaste. Estes depósitos são observados em muitos tipos de líquidos. Mas quando o líquido bombeado tem a tendência para cristalização, isso pode se tornar um problema. A melhor maneira de prevenir o desgaste é selecionar faces de vedação feitas de material rígido, como carboneto de tungstênio (WC) ou carboneto de silício (SiC). A estreita lacuna de vedação entre estes materiais (aprox. 0.3 μm Ra) minimize o risco de sólidos entrarem na lacuna de vedação, minimizando com isso a quantidade de acúmulo de depósitos. 1.3.2 Vedações de eixos balanceadas e não balanceadas Para obter uma pressão de face aceitável entre as faces de vedação primárias, há dois tipos de vedação de eixo: balanceada e não balanceada. Vedação de eixo balanceada A figura 1.3.6 mostra uma vedação de eixo balanceada indicando onde as forças interagem sobre a vedação. Vedação de eixo não balanceada A figura 1.3.7 mostra uma vedação de eixo não balanceada indicando onde as forças interagem sobre a vedação. Várias forças diferentes causam um impacto axial sobre as faces da vedação. A força da mola e a força hidráulica do líquido bombeado pressionam a vedação enquanto que a força do filme lubrificante na lacuna de vedação neutraliza isso. Em relação à alta pressão do líquido, as forças podem ser tão potentes que o lubrificante na vedação não consegue neutralizar o contato entre as faces da vedação. Como a força hidráulica é proporcional à área que a pressão do líquido afeta, o impacto axial pode ser reduzido somente conseguindo uma redução da área com pressão. 30
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    0 20 4060 80 100 120 140 Taxas de desgaste comparativas válidas para água 0 20 40 60 80 100 120 140 Temperatura (oC) Fig. 1.3.8: Taxa de desgaste para razões diferentes de balanceamento K = 1.15 K = 1.00 K = 0.85 Temperatura (oC) Taxas de desgaste comparativas válidas para água K = 1.15 K = 1.00 K = 0.85 Fig. 1.3.9: Anel de vedação Vantagens e desvantagens do anel de vedação Vantagens: Apropriado para líquidos quentes e aplicações de alta pressão Desvantagens: Depósitos no eixo, como ferrugem, podem impedir o movimento axial do anel de vedação Fig. 1.3.10: Vedação de fole de borracha Vantagens e desvantagens da vedação de fole de borracha Vantagens: Insensível a depósitos, como ferrugem, no eixo Apropriada para bombear líquidos contendo sólidos Desvantagens: Imprópria para líquidos quentes e aplicações de alta pressão Vedação de fole de borracha com geometria de foles dobráveis A razão de balanceamento (K) de uma vedação de selo mecânico é definida como a relação entre a área A e a área (B) : K=A/B K = Razão de balanceamento A = Área exposta à pressão hidráulica B = Área de contato das faces da vedação Para vedações de eixo balanceadas, a razão de balanceamento geralmente é K=0.8 e para vedações de eixo não balanceadas a razão de balanceamento normalmente é K=1.2. 1.3.3 Tipos de vedações de selo mecânicos Apresentamos abaixo uma descrição breve dos principais tipos de vedações de eixos: anel de vedação, fole de vedação e a vedação de uma unidade – o cartucho de vedação. Anéis de vedação Em um anel de vedação, a vedação entre o eixo giratório e a face de vedação giratória é feita através de um anel de vedação (figura 1.3.9). O anel de vedação deve ser capaz de deslizar livremente na direção axial para absorver deslocamentos axiais como resultado das mudanças de temperatura e desgaste. O posicionamento Incorreto do assentamento estacionário pode resultar em atrito, resultando em desgaste necessário no anel de vedação e no eixo. Os anéis de vedação são feitos de diferentes tipos de borracha como NBR, EPDM e FKM, dependendo das condições operacionais. Vedação de fole Uma característica comum das vedações de foles é um fole de metal ou borracha que funciona como um elemento de vedação dinâmico entre o anel giratório e o eixo. Vedações de foles de borracha Os foles de vedação de borracha (consulte a figura 1.3.10) podem ser feitos com diferentes tipos de borracha, como NBR, EPDM e FKM, dependendo das condições operacionais. Dois princípios geométricos diferentes são usados para o desenho dos foles de borracha: • Foles de rolo • Foles dobráveis. 31
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    32 Vedações defole de metal Em uma vedação de selo mecânico comum, a mola produz a força de fechamento necessária para fechar as faces da vedação. Em uma vedação de fole de metal (figura 1.3.11) a mola foi substituída por fole de metal com uma força semelhante. O fole de metal atua tanto como uma vedação dinâmica entre o anel giratório e o eixo e como uma mola. O fole possui uma quantidade de ondulações que proporciona a eles o força desejada. Vedações de cartucho Em uma vedação de selo mecânico, todas as peças formam uma unidade compacta sobre a luva do eixo, pronta para ser instalada. A vedação de cartucho oferece muitos benefícios comparados às vedações de eixos mecânicas convencionais, figura 1.3.12. Descarga Em certas aplicações, é possível estender o desempenho da vedação de selo mecânico instalando uma descarga, consulte afigura 1.3.13. A descarga pode abaixar a temperatura da vedação de selo mecânico e impedir a formação de depósitos. A descarga pode ser instalada internamente ou externamente. A descarga interna é feita quando um fluxo pequeno do lado de descarga da bomba é desviado para a área da vedação. A descarga interna é usada principalmente para prevenir a geração extra de calor em aplicações de aquecimento. A descarga externa é feita por um líquido de limpeza e é usado para assegurar uma operação livre de problemas ao lidar com líquidos abrasivos ou sólidos que causam entupimento. Fig. 1.3.11: : Vedação de fole com cartucho de metal Vantagens e desvantagens da vedação de fole de cartucho de metal Vantagens: Insensíveis a depósitos, como ferrugem e cal no eixo Apropriada para líquidos quentes e aplicações de alta pressão Baixa razão de balanceamento leva a baixa taxa de desgaste e consequentemente vida mais longa Desvantagens: Falha por fadiga da vedação de selo mecânico pode ocorrer quando a bomba não está corretamente alinhada Pode ocorrer fadiga como resultado de pressões ou temperaturas excessivas Vantagens da vedação de cartucho: • Manutenção fácil e rápida • O desenho protege as faces da vedação • Mola pré-carregada • Manipulação segura Fig. 1.3.12: Vedação de cartucho Fig 1.3.13: Dispositivo de descarga de uma vedação de selo mecânico simples Seção 1.3 Retentores de eixos mecânicos
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    33 Retentores deeixos mecânicos duplos Os retentores de eixos mecânicos duplos são usadas quando a expectativa de vida de retentores de eixos mecânicos simples é insuficiente devido ao desgaste causado por sólidos ou pressões e temperaturas muito altas / baixas. Além disso, as vedações de selo mecânicos são usadas com líquidos tóxicos, agressivos e explosivos para proteger os arredores. Há dois tipos de retentores de eixos mecânicos duplos: A vedação de selo mecânico em tandem e a vedação dupla em um arranjo sequencial. Vedação dupla em tandem Este tipo de vedação dupla consiste de retentores de eixos mecânicos montadas em tandem, que é uma atrás da outra, colocadas em uma câmara de vedação separada, consulte a figura 1.3.14. O arranjo de vedação em tandem deve ser equipado com um sistema de liquido de resfriamento para • absorver vazamento • monitorar a taxa de vazamento • lubrificar e resfriar a vedação para prevenir congelamento • proteger contra funcionamento a seco • estabilizar o filme lubrificante • impedir a entrada de ar na bomba no caso de vácuo A pressão do líquido de resfriamento deve sempre ser mais baixa que a pressão do líquido. Tandem - circulação Circulação do líquido de resfriamento via tanque sem pressão, consulte a figura 1.3.14. O líquido de resfriamento do tanque elevado é circulado pela ação do termossifão e/ou ação de bombeamento na vedação. Tandem - terminal Líquido de resfriamento de um tanque elevado, consulte a figura 1.3.15. Não dissipação de calor do sistema. Tandem - drenagem O líquido de resfriamento flui diretamente pela câmara de vedação para ser coletado para reuso, ou direcionado para drenagem, consulte a figura 1.3.16. • • Fig. 1.3.14: Arranjo de vedação em tandem com circulação de liquido de resfriamento • • Fig. 1.3.15: Arranjo de vedação em tandem com terminal de líquido de resfriamento • • • • • • • • • • • • • • Fig. 1.3.16: Arranjo com vedação em tandem com líquido de resfriamento para drenagem
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    1.3.4 Combinações demateriais da face da vedação Apresentamos abaixo a descrição das combinações de materiais mais importantes usadas em retentores de eixos mecânicos para aplicações industriais: Carboneto de tungstênio/carboneto de tungstênio, carboneto de silício/carboneto de silício e carboneto de carbono/ tungstênio ou carboneto de carbono/silício. Carboneto de tungstênio/carboneto de tungstênio (WC/WC) Carboneto de tungstênio cementado cobre o tipo de metais duros que são baseados em uma fase do carboneto de tungstênio duro (WC) e geralmente uma fase de aglutinante metálico mais macio. O termo correto é carboneto de tungstênio cementado, entretanto, o termo abreviado para carboneto de tungstênio (WC) é usado para conveniência. WC com liga de cobalto (Co) é somente resistente à corrosão na água se a bomba incorporar base metal como ferro fundido. WC com liga de crômio-níquel-molibdênio é tem resistência à corrosão igual à EN 14401. WC sem ligas sinterizadas tem a resistência à corrosão mais elevada. Entretanto, a resistência à corrosão em líquidos, como hipoclorito não é tão alta. O par de materiais WC/WC possui as seguintes características: • Extremamente resistente a desgaste • Muito robusto, resiste à manipulação bruta • Propriedades de funcionamento a seco deficientes. No caso de funcionamento a seco, a temperatura aumenta para várias centenas de graus Celsius em poucos minutos e consequentemente danifica os anéis de vedação. Se determinada temperatura e pressão forem excedidas, a vedação pode gerar ruído. Ruído é uma indicação de condições operacionais deficientes que a longo prazo podem causar desgaste na vedação. Os limites de uso dependem do diâmetro e desenho da face da vedação. Para uma combinação da face da vedação WC/WC, o período de tempo esperado para aparecimento de ruído pode durar de 3-4 semanas, embora tipicamente, não há ocorrência de ruído nos primeiros 3-4 dias. Seção 1.3 Retentores de eixos mecânicos Barreira de pressão do líquido • Câmara de vedação com barreira de pressão do líquido Líquido bombeado Fig. 1.3.17: Arranjo de vedação sequencial Vedação dupla sequencial Este tipo de vedação é a solução ideal para manipular líquidos abrasivos, agressivos, explosivos que causariam desgaste, dano ou bloqueio em uma vedação de selo mecânico. A vedação dupla sequencial consiste de duas vedações de eixos montadas em sequência em uma câmara de vedação separada, consulte a figura 1.3.17. Este tipo de vedação protege o ambiente ao redor e as pessoas que trabalham com a bomba. A pressão na câmara de vedação dever 1-2 bares mais alta que a pressão da bomba. A pressão pode ser gerada por: • Uma fonte de pressão separada existente. Muitas aplicações incorporam sistemas pressurizados. • Uma bomba separada, por exemplo, bomba dosadora. 34
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    Carboneto de silício/carbonetode silício (SiC/SiC) Carboneto de silício/carboneto de silício (SiC/SiC) é uma alternativa para o WC/WC e é usada onde a resistência à corrosão mais elevada é necessária. A combinação de materiais SiC/SiC possui as seguintes características: • Material muito frágil que exige manipulação cuidadosa • Extremamente resistente à água • Resistência à corrosão extremamente boa. SiC (Q 1s, Q 1P e Q 1G ) corrosão difícil, independente do tipo de líquido bombeado. Entretanto, a exceção é água com condutividade deficiente, como água desmineralizada, que ataca as variantes SiC Q 1s e Q 1P, enquanto que Q 1G é resistente à corrosão neste líquido • No geral, estas combinações de materiais possuem propriedades deficientes para funcionamento a seco. Entretanto, o material Q 1G / Q 1G material suporta um período de funcionamento a seco limitado por causa do conteúdo de grafite no material Para finalidades diferentes, há diversas variantes de SiC/SiC: Q 1s, SiC de granulação fina e sinterização direta SiC de granulação fina de sinterização direta com uma pequena de poros minúsculos. Por alguns anos, esta variante de SiC foi usada como material padrão para vedação selo mecânico. Os limites de pressão e temperatura são ligeiramente menores que aqueles do WC/WC. Q 1P, SiC de granulação fina, sinterizado, poroso É uma variante do SiC de sinterização densa. Esta variante de SiC possui poros fechados circulares grandes. O grau de porosidade é de 5-15% e o tamanho dos poros é 10-50 μm Ra. Os limites de pressão e temperatura excedem aqueles do WC/WC. Consequentemente, em água quente Q 1P / Q 1P combinação gera menos ruído que a combinação WC/WC. Entretanto, o ruído de vedações de SiC poroso é esperado durante o período de desgaste de amaciamento de 3 a 4 dias. Q 1G SiC auto-lubrificante, sinterizado Variantes materiais SiC contendo lubrificantes secos estão disponíveis no mercado. A designação QG 1 aplica-se ao material SiC, que é apropriado para uso em água destilada ou desmineralizada, como oposto aos materiais acima. Os limites de pressão e temperatura de Q 1G / Q 1G são similares a do Q 1P / Q 1P. Os lubrificantes secos, por exemplo grafite, reduzem o atrito no caso de funcionamento seco, que é de importância decisiva para a durabilidade de uma vedação durante o funcionamento a seco. Características do carboneto de carbono/ tungstênio ou carbono/silício Vedações com uma face de carbono possuem as seguintes características: • Material muito frágil que exige manipulação cuidadosa • Desgaste por líquidos contendo partículas sólidas • Boa resistência à corrosão • Boas propriedades de funcionamento a seco (funcionamento a seco temporário) • As propriedades auto-lubrificantes do carbono tornam a vedação apropriada para uso mesmo em condições de lubrificação insatisfatórias (alta temperatura) sem geração de ruído. Entretanto, estas condições causarão desgaste na face de carbono da vedação levando à redução da vida útil. O desgaste depende da pressão, temperatura, diâmetro líquido e desenho da vedação. Velocidades básicas reduzem a lubrificação entre as faces da vedação; como resultado, pode se esperar aumento de desgaste. Entretanto, normalmente este não é o caso porque a distância que as faces da vedação têm para se mover é reduzida. 35
  • 36.
    • Carbono impregnadode metal (A) oferece resistência à corrosão limitada, mas resistência mecânica melhorada, condutividade de calor e desse modo, redução do desgaste • Com resistência mecânica reduzida, mas maior resistência à corrosão, carbono impregnado de resina sintética (B) cobre um campo amplo de aplicações. O carbono impregnado de resina sintética é aprovado para água potável • O uso de carbono/SiC para aplicações com água quente pode causar bastante desgaste no SiC, dependendo da qualidade do carbono e da água. Este tipo de desgaste se aplica ao Q1S/carbono. O uso de Q1P, Q 1G ou carbono/ WC causa muito menos desgaste. Assim, carbono/ WC, carbono/Q1P ou carbono/Q1G para sistemas de água quente 1.3.5 Fatores que afetam o desempenho da vedação Como mencionado anteriormente, nenhuma vedação é totalmente pressionada. Nas próximas páginas, apresentaremos os fatores que têm impacto sobre o desempenho da vedação: Consumo de energia, ruído e vazamento. Estes fatores serão apresentados individualmente. Entretanto, é importante destacar que eles estão intimamente relacionados e assim sendo, devem ser considerados como um todo. Consumo de energia Não é novidade que a vedação precisa de energia para girar. Os seguintes fatores contribuem para o consume de energia, que é a perda de energia de uma vedação de selo mecânico: 36 • Ação centrífuga de bombeamento das peças giratórias. O consume de energia aumenta dramaticamente com a velocidade da rotação (para a terceira energia). • Atrito da face da vedação. O atrito entre as duas faces da vedação consiste de – atrito no filme de do líquido fino – atrito devido aos pontos de contato entre as faces da vedação. O nível de consumo de energia depende do desenho da vedação, condições de lubrificação e materiais da face da vedação. Perda de energia (W) Perda de energia (W) 3600 Velocidade (rpm) 3600 2000 4000 6000 8000 10000 12000 Velocidade (rpm) 0 250 200 150 100 50 0 Ação de bombeamento Atrito Fig. 1.3.18: Consumo de energia de uma vedação de selo mecânico de 12 mm A figura 1.3.18 é um exemplo típico de consumo de energia de uma vedação de selo mecânico. A figura mostra que o atrito de até 3600 rpm é o motivo principal do consumo de energia da vedação de selo mecânico. O consumo de energia é, principalmente em relação às caixas de espanque, um problema importante. Como se observar no exemplo, substituir uma caixa de empanque por uma vedação de selo mecânico leva a uma economia de energia considerável, consulte a figura 1.3.19. 0 250 200 150 100 50 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 Ação de bombeamento Atrito Seção 1.3 Retentores de eixos mecânicos
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    37 Bomba padrão50 mLC; eixo 50 mm e 29OO rpm Consumo de energia Caixa de empanque 2.0 kWh Ved. selo mecânico 0.3 kWh Vazamento Caixa empanque 3.0 l/h (quando montada corretamente) Ved. selo mecânico 0.8 ml/h Fig. 1.3.19: Caixa de empanque versus vedação de selo mecânico Ruído Bar 25 20 15 10 5 0 Ruído Faixa de operação 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 °C Fig. 1.3.20: Relação entre faixa de operação e velocidade Velocidade 3000 rpm Velocidade 1800 rpm Velocidade 1200 rpm Velocidade 600 rpm Bar 25 20 15 10 5 0 Faixa de operação 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 °C Velocidade 3000 rpm Velocidade 1800 rpm Velocidade 1200 rpm Velocidade 600 rpm Ruído A escolha dos materiais da face da vedação é decisiva para o funcionamento e vida da vedação de selo mecânico. A geração de ruído é resultado das condições de lubrificação deficientes em vedações que manipulam líquidos de baixa viscosidade. A viscosidade da água diminui com o aumento da temperatura. Isto significa que as condições de lubrificação diminuem conforme a temperatura aumenta. Se o líquido bombeado atinge ou excede a temperatura de ebulição, o líquido na parte da face da vedação evapora, que resulta em um diminuição adicional nas condições de lubrificação. Uma redução na velocidade tem o mesmo efeito, consulte a figura 1.3.20. Vazamento Inversamente, menos vazamento significa piores condições de lubrificação e aumento de atrito. Na prática, a quantidade de vazamento de perda de energia que ocorre nas vedações de selo mecânicos pode variar. O motivo é que o vazamento depende de fatores que são impossíveis de quantificar teoricamente por causa do tipo das faces da vedação, tipo de líquido, mola, carga,etc. Portanto, a figura 1.3.21 deve ser entendida como uma orientação. Para a leitura correta da curva da taxa de vazamento (figura 1.3.21), é necessário seguir os quatro passos abaixo: Passo 1: Ler a pressão – neste caso 5 bares Passo 2: Vedação não balanceada de 30 mm Passo 3: Velocidade 3000 rpm Passo 4: Taxa de vazamento 0,06 ml/h Fig. 1.3.21: Taxas de vazamento
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    Capítulo 1. Desenhode bombas e motores Seção 1.4: Motores 1.4.1 Normas 1.4.2 Partida no motor 1.4.3 Tensão de alimentação 1.4.4 Conversor de frequência 1.4.5 Proteção do motor
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    Motores são usadosem muitas aplicações ao redor do mundo. A finalidade de um motor elétrico é criar rotação, ou seja, converter energia elétrica em energia mecânica. As bombas funcionam com energia mecânica que é fornecida por motores elétricos. 1.4.1 Padrões NEMA A National Electrical Manufacturers Association (NEMA) estabelece padrões para uma ampla gama de produtos elétricos, incluindo motores. A NEMA está principalmente associada a motores usados na América do Norte. Os padrões representam as práticas industriais gerais e são apoiados pelos fabricantes de equipamentos elétricos. Os padrões podem ser encontrados na Publicação de Padrões da NEMA No. MG1. Alguns motores grandes podem não se encaixar nas padrões da NEMA. Diretrizes e métodos de proteção – motores Ex Fig. 1.4.1: Motor elétrico Fig. 1.4.2: Padrões NEMA e IEC IEC A International Electrotechnical Commission (IEC) estabelece padrões para motores usados em muitos países do mundo. O padrão IEC 60034 contém os práticas elétricas recomendadas que foram desenvolvidos pelos países participantes da IEC. Seção 1.4 Motores 40
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    ATEX (ATmosphère EXplosible)refere-se a duas diretrizes européias sobre risco de explosão dentro de áreas diferentes. A diretriz ATEX envolve equipamento elétrico, mecânico, hidráulico e pneumático. Quanto ao equipamento mecânico, os requisitos de segurança na diretriz ATEX asseguram que os componentes de bombas, como vedações de eixos e rolamentos não aquecem e inflamam gás e poeira. A primeira diretriz ATEX (94/9/ EC) trata de requisitos para equipamentos para uso em áreas com risco de explosão. O fabricante deve satisfazer os requisitos e classificar seus produtos em categorias. A segunda diretriz ATEX (99/92/EC) trata dos requisitos mínimos de segurança e saúde que o usuário deve satisfazer, ao trabalhar em áreas com risco de explosão. Diferentes técnicas são usadas para prevenir que o equipamento elétrico se torne uma fonte de ignição. No caso de motores elétricos, os tipos de proteção d (à prova de fogo), e (segurança aumentada) e nA (sem faíscas) são aplicados em relação a gás e DIP (a prova de ignição por poeira) é aplicado em relação à poeira.. Motores a prova de fogo proteção tipo EExd (de) Em primeiro lugar, motores a prova de fogo EExd (tipo de) são equipamentos de categoria 2G para uso na zona 1. A carcaça do estator e as flanges isolam as peças do motor a prova de fogo que podem incendiar em uma atmosfera potencialmente explosiva. Devido ao isolamento, o motor é capaz de suportar a pressão que acompanha a explosão de uma mistura explosiva dentro do motor. A propagação da explosão para a atmosfera ao redor do isolamento é assim evitada, pois a explosão é resfriada através das passagens de chamas. O tamanho das passagens é definido na norma EN 50018. A temperatura da superfície do isolamento a prova de fogo deve estar sempre de acordo com as classes de temperatura. Motores de segurança aumentada proteção tipo EEx (e) Motores de segurança aumentada (tipo e) são equipamentos categoria 2G para uso na zona 1. Estes motores não são a prova de fogo e não construídos para suportar uma explosão interna. A construção deste motor é baseada na segurança contra Usuário Fabricante Zonas: Gás (G): 0, 1 e 2 Poeira (D): 20, 21 e 22 Risco Constante Risco Potencial Risco Menor Equipamento Categoria 3 (3G/3D) Equipamento Categoria 2 (2G/2D) Equipamento Categoria 1 (1G/1D) Zona: 0 ou 20 Zona: 1 ou 21 Zona: 1 ou 21 Zona: 2 ou 22 Zona: 2 ou 22 Fig 1.4.3: : A ligação entre as zonas e categorias de equipamentos é um requisito mínimo Se as regras nacionais forem mais rígidas, elas são aquelas que devem ser seguidas. Fig 1.4.4: A explosão ocorre dentro do motor e levado para fora do motor pelas passagens de chamas. A classificação da temperatura para motores à prova de fogo é válida para superfícies externas. Fig 1.4.5: Para maior segurança, não pode ocorrer faíscas nos motores EExe. A classificação da temperatura cobre as superfícies internas e externas. Fig 1.4.6: Com motores sem faísca ExnA, provavelmente não ocorre ignição. 41
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    possíveis temperaturas excessivase ocorrência de faíscas e arcos durante a operação normal e quando um erro previsível ocorre. A classificação de temperatura para segurança aumentada dos motores é válida tanto para superfície interna quanto externa, e portanto é importante observar a temperatura de enrolamento do estator. Motores antifaíscas – proteção tipo Ex(nA) Motores antifaíscas (tipo nA) são equipamento categoria 3G para uso em zona 2. Esses motores não podem de maneira alguma inflamar uma atmosfera potencialmente explosiva em operação normal ver figura 1.4.6. Prova de Poeira Inflamável (DIP) Dois tipos de motores de Prova de Poeira Inflamável existem: 2D/categoria 2 equipamentos e 3D/categoria 3 equipamentos. 2D/categoria 2 equipamentos De modo a evitar que a eletricidade estática cause ignição, a ventoinha de arrefecimento numa categoria de motor 2 DIP para uso em zona 21 (área com perigo potencial de explosão) é feito de metal. Da mesma forma, para minimizar o risco de ignição, o terminal de terra externo está sujeito a exigências de construção mais severas. A temperatura externa da superfície do recinto é a que está indicada na placa do motor e corresponde ao desempenho de funcionamento durante as piores condições permitidas para o motor. Motores para uso na zona 21 (área com perigo potencial de explosão) tem que ser protegido IP65, que é completamente protegido contra poeira. 3D/categoria 3 equipamentos Tipo de proteção Código Padrões Uso em A TEX T CENELEC Principio Aplicação categoria/ Zona EN IEC 60079 Requisitos gerais - 50014 - 0 - Requisitos elétricos básicos Todos equipamentos Imersão Óleo o 50015 - 6 Categoria 2 Zona 1 Componentes elétricos imersos em óleo excluindo atmosfera explosiva de ignição Transformadores Pressurizado p 50016 - 2 Categoria 2 Zona 1 Equipamento do receptáculo é purgado para remover atmosfera explosiva e pressurizado para evitar o ingresso da atmosfera circundante Comutação e gabinetes de controle, motores graneds Preenchido pó q 50017 - 5 Categoria 2 Zona 1 Partes elétricas são circundadas com pó por ex. quartzo para evitar contato com atmosfera explosiva Aparelhos elétricos, ex. capacitores, fusíveis. À prova de fogo d 50018 - 1 Categoria 2 Zona 1 Equipamento elétrico do receptáculo o qual, se há uma explosão interna não inamará a atmosfera circundante Maior segurança e 50019 - 7 Métodos adicionais são usados para eliminar arcos, fagulhas, e superfície quente capaz de inamar atmosfera inamável Segurança Intrínseca ia ib 50020 50020 - 11 - 11 Categoria 1 Zona 0 Categoria 2 Zona 1 Energia elétrica em no equipamento está limitada de modo que os circuitos não podem inamar uma atmosfera por faíscas ou aquecimento Equipamento de medida e controle, por ex. sensores, instrumentação Encapsulamento m 50028 - 18 Categoria 2 Zona 1 Componentes elétricos incorporados em material aprovado para evitar contato com atmosfera explosiva Aparelhos de medida e controle, válvulas solenoides Tipo de proteçcão nA 50021 - 15 Categoria 3 Zona 2 Sem formação de arco e sem faísca Nota: Grupo II Atmosferas Pó são cobertas pela CENELEC EN 50281-1 E EN 50281-2 Motores CA, painéis de controle, equipamentos de iluminação Categoria 2 Zona 1 Motores CA, terminais e cx. de conexão, equip. de iluminação, motores tipo gaiola de esquilo Motores CA, caixas terminais, aparelhos de iluminação Fig 1.4.7: Padrões e métodos de proteção 42 Seção 1.4 Motores
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    A temperatura indicadana categoria 3 motor DIP para uso em zona 22 (áreas com menos perigo de explosão) corresponde ao desempenhos de funcionamento sob as piores condições permitidas para aquele motor especifico. Um motor para uso em zona 22 tem que ser protegido IP 55, que é protegido contra poeira. A proteção IP é a única diferença entre equipamento categoria 2D e equipamento categoria 3D. Montagem (Montagem Internacional – IM) Existem três modos diferentes de montagem: motor de montagem em pedestal, motor com flange de fixação com flange de orifício livre (FF) e motor com flange de fixação com flange de orifício roscados (FT). A figura 1.4.8 mostra as diferentes formas de montagem de um motor e as normas que se aplicam para as fixações. A montagem de motores é estabelecida de acordo com os seguintes padrões: • IEC 60034-7 Código I, ou seja. designação IM seguida pelo código DIN 42590 anteriormente usado • IEC 60034-7, Código II Classe de proteção (Proteção contra a Entrada – IP) A classe de proteção determina os graus de proteção do motor contra a entrada de objetos sólidos e água. A classe de proteção é determinada por meio de duas letras IP seguidas por dois dígitos, por exemplo IP55. O primeiro dígito corresponde a proteção contra contato e entrada de objetos sólidos e o segundo digito a proteção contra a entrada de água, ver figura 1.4.9. Furos de drenagem permitem a fuga de água que possa ter entrado no estator, por exemplo, por condensação. Quando o motor está instalado num ambiente úmido, o furo da drenagem inferior deve ser aberto. Abrir o furo de drenagem muda de classe da caixa do motor de IP55 para IP44. Motor de montagem em pedestal IM B3 IM 1001 Motor com flange de fixação com flange de orifício livre IM B5 IM 3001 IM V1 IM 3011 Motor com flange de fixação com flange de orifício roscados IM B14 IM 3601 IM V18 IM 3611 IM B35 IM 2001 Fig 1.4.8: Diferentes tipos de montagem Fig 1.4.9: A classe de proteção é determinada por meio de dois dígitos IP seguidos por duas letras; por exemplo IP55 43
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    Tamanho do chassi Figura 1.4.11 dá uma visão geral da relação entre o tamanho do chassi, extremidade do eixo, potencia do motor e tipo de flange e tamanho. Para motores de tamanho de chassi 63 até e incluindo 315M. a relação está especificada em EN 50347. Para motores com tamanho de chassi 315L e maior, nenhum padrão cobre esta relação. A figura mostra onde no motor os diferentes valores que formam o tamanho do chassi são medidos. Flanges e extremidade do eixo estão de acordo com EN 50347 e IEC 60072-1. Algumas bombas têm um acoplamento, o que requer uma extremidade de eixo do motor lisa ou uma extensão do eixo especial que não está definido nas normas. Classe de Isolamento A classe de isolamento é definida na norma IEC 60085 e diz algo sobre o quanto robusto o sistema de isolamento é para temperaturas. A vida de um material isolante é altamente dependente da temperatura à qual ele é exposto. Os vários materiais e sistemas isolantes estão classificados em classes de isolamento dependendo de suas habilidades a resistir a altas temperaturas. 100mm IEC 100L (Neste caso L = 140 mm) 140 mm Distância entre orifícios B3 Fig 1.4.10: Tamanho chassi Classe B F H Temperatura ambiente máxima (°C) 40 40 40 Aumento máximo de temperatura (K) 80 105 125 Zona de sobretemperatura (K) 10 10 15 Temperatura máx. de enrolamento (Tmax) (°C) 130 155 180 Fig 1.4.12: Diferentes classes de isolamento e seus aumentos de temperatura em voltagem nominal e carga 44 Seção 1.4 Motores
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    Fig 1.4.11: Arelação entre o tamanho do chassi e entrada de energia 45
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    Partida direta Comoo nome sugere, a partida direta significa que o arranque do motor é feito diretamente conectado diretamente à fonte na tensão nominal. A partida direta é adequada para fornecimentos estáveis e mecanicamente rígido e sistema de eixo bem dimensionados, por exemplo bombas. Sempre que formos aplicar o método de partida direta é importante consultar a autoridades locais. Partida estrela-triângulo O objetivo deste método de inicialização, que é usado em motores de indução trifásicos, é reduzir a corrente de inicialização. Numa posição, o fornecimento de corrente para os enrolamentos do estator é conectado em estrela (Y) para a inicialização. Em outras posições, o fornecimento de corrente é reconectado aos enrolamentos em delta (Δ) uma vez que o motor ganhou velocidade. Inicialização por autotransformador Como o nome indica, a inicialização por autotransformador utiliza um autotransformador. O autotransformador é colocado em série com o motor durante a partida e varia a tensão para cima até tensão nominal entre dois a quatro passos. Partida suave Uma partida suave é, como você esperaria, um dispositivo que garante uma partida suave de um motor. Isso é feito pelo aumento da tensão até um tempo de aumento de tensão pré-determinado. Partida por conversor de frequência Conversores de frequência são designados para alimentação continua de motores, mas eles também podem ser usado para partida suave. 1.4.2 Inicialização do motor Distinguimos entre modos diferentes de inicialização do motor: partida direto, partida estrela-triângulo, partida por autotransformador, partida suave e partida conversor de frequência. Cada um desses métodos tem seus prós e contras, ver figura 1.4.13. Fig 1.4.13: Método de inicialização 46 Seção 1.4 Motores
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    1.4.3 Tensão dealimentação A tensão nominal do motor encontra-se dentro de certo intervalo de tensão. A figura 1.4.14 mostra exemplos típicos de tensão para motores de 50 Hz e 60 Hz. De acordo com a norma internacional IEC 60038, o motor tem que ser capaz de operar com uma tolerância de tensão principal de ± 10%. Para motores que são designados conforme a norma IEC 60034-1 com uma ampla faixa de tensão, por exemplo, 380-415V, a tensão principal tem uma tolerância de ± 5%. A temperatura máxima admissível para a real classe de isolamento não é excedida quando o motor é operado dentro da faixa de tensão nominal. Para condições nos limites extremos, a temperatura sobre tipicamente aproximadamente 10 Kelvin.. 1.4.4 Conversor de frequência Conversores de frequência são habitualmente usados para controlar a velocidades das bombas, ver capitulo 4. O conversor de frequência converte a tensão de alimentação em uma nova tensão e frequência, fazendo que o motor funcione a uma velocidade diferente. Este modo de regular a frequência pode resultar em alguns problemas: • Ruído acústico do motor, que é às vezes transmitido para o sistema como ruído perturbador • Picos de alta tensão na saída do conversor de frequência para o motor Fig 1.4.14: Tensões Típicas Fig 1.4.15: Tensões principais de acordo com IEC 60038 47
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    Isolamento para motorescom conversor de frequência Em conexão com motores com conversores de frequência, nós distinguimos entre diferentes tipos de motores, com diferentes tipos de isolamento. Motores sem isolamento de fase Para motores construídos sem o uso de isolamento de fase, tensões contínuas (RMS) acima de 460 V podem aumentar o risco de descargas perturbadoras nos enrolamentos e, portanto, a destruição do motor. Isso se aplica a todos os motores construídos de acordo com esses princípios. A operação contínua com picos de tensão acima de 650 V pode causar danos ao motor. Motores com isolamento de fase Em motores trifásicos, o isolamento de fase normalmente é usado e consequentemente, precauções específicas não são necessárias se o fornecimento de tensão é menor do que 500V. Motores com isolamento reforçado Em conexão com tensões de alimentação entre 500 V e 690V, o motor tem que ter isolamento reforçado ou ser protegido com filtros delta U/ delta t. Para alimentação de tensões de 690V e maiores, o motor tem que ser equipado com ambos os filtros de isolamento reforçado delta U/delta t. Motores com rolamentos isolados De modo a evitar fluxos de corrente prejudiciais através dos rolamentos, os rolamentos do motor tem que ser eletricamente isolados. Isso se aplica para motores de chassi de tamanho 280 e acima. Isolamento de fase também conhecido como papel de fase Fig 1.4.16: Estator com isolamento de fase 48 Seção 1.4 Motores
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    Eficiência do motor De modo geral, motores elétricos são bastante eficientes. Alguns motores têm eficiências de potencia eletricidade-para-eixo de 80-93% dependendo do tamanho do motor e as vezes até mais altas para motores maiores. Existem dois tipos de perda de energia em motores elétricos: perdas dependentes da carga e perdas independentes da carga. Perdas dependentes da carga variam com o quadrado da corrente e cobrem: • Perdas do enrolamento do estator (perdas de cobre) • Perdas do rotor (perdas por escorregamento) • Perdas por dispersão (em diferentes partes do motor) Perdas independentes da carga no motor se referem a: • Perdas de ferro (perdas do núcleo) • Perdas mecânicas (fricção) Diferentes classificações de motor categorizam motores de acordo com a eficiência. As mais importantes são CEMEP na UE (EFF1, EFF2 e EFF3) e EPAct nos EUA. Motores podem falhar por causa da sobrecarga por um longo período e, portanto a maioria dos motores são intencionalmente superdimensionados e apenas operam entre 75% a 80% de sua capacidade de carga total. Nesse nível de carga, a eficiência do motor e fator de potência permanecem relativamente altos. Mas quando a carga do motor é menos do que 25%, a eficiência e fator de potencia diminuem. A eficiência do motor cai rapidamente abaixo de certa porcentagem da carga nominal. Assim, é importante dimensionar o motor de forma que as perdas associadas com o funcionamento do motor muito abaixo da sua capacidade nominal sejam minimizadas. É comum escolher um motor de bomba que satisfaça os requisitos de potencia da bomba. 1.4.5 Proteção do motor Os motores quase sempre são protegidos contra temperaturas abrangentes as quais podem causar danos ao sistema de isolamento. Dependendo da construção do motor e da aplicação a proteção térmica também pode ter outras funções, por exemplo, prevenir que temperaturas danosas no conversor de frequência se ele está montado no motor. O tipo de proteção térmica vária com o tipo do motor. A construção do motor juntamente com o consumo de potencia deve ser levada em consideração quando escolhendo a proteção térmica. De modo geral, os motores tem que ser protegidos contra as seguintes condições: Erros que causam aumento lento de tem-peratura nos enrolamentos: • Sobrecarga lenta • Longos períodos de inicialização • Resfriamento reduzido/falta de resfriamento • Temperatura ambiente aumentada • Partidas e paradas frequentes • Flutuação de frequência • Flutuação de tensão Erros causando aumento rápido de temper-atura nos enrolamentos: • Rotor bloqueado • Falha de fase Por cento da carga nominal Porcento 50 5 00 5 50 00 0 0 40 0 0. 0. 0.4 0 Eciência Fator de potencia Cos j 75 5 5 75 Por cento da carga nominal 5 75 7 5 75 7 Eciência % Fig 1.4.17: Eficiência vs fator de potência da carga vs carga (desenho esquemático) Fig 1.4.18: A relação entre eficiência e carga nominal de motores de tamanhos diferentes (desenho esquemático) 49
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    Proteção Térmica (TP) De acordo com a norma IEC 60034-11, a proteção térmica do motor tem que estar indicada na placa com a designação TP. A figura 1.4.19 mostra uma visão geral das designações TP. Fig 1.4.19: Designações TP Termistores PTC Termistores PTC (Termistores de Coeficiente de Temperatura Positiva) podem ser equipados nos enrolamentos de um motor durante a produção ou adaptados depois. Geralmente, 3 PTCs são montados em série; 1 em cada fase de enrolamento. Eles podem ser comprados com temperaturas de disparo variando de 90ºC a 180ºC em 5 níveis de graus. PTCs têm que estar conectados a um relé de termistor, que detecta o aumento rápido na resistência do termistor quando ele alcança sua temperatura de disparo. Estes dispositivos são não-lineares. Na temperatura ambiente, a resistência de com conjunto de 3 será de aproximadamente 200-300 ohms, e isso aumentará rapidamente quando ter termistor alcança sua temperatura de disparo. Se a temperatura aumentar mais o termistor PTC pode atingir vários milhares de ohms. Os relés do termistor normalmente são configurados para disparar a 3000 ohms ou são pré-configurados para disparar de acordo com o que a norma DIN 44082 prescreve. A designação TP para PTCs para motores menores do que 11kW é TP 211 se os PTCs estão ajustados nos enrolamentos. Se os PTCs são retroajustados, a designação TP é TP 111. A designação TP para PTCs para motores maiores que 11 kW normalmente é TP111. Interruptores térmicos e termostatos Interruptores térmicos são pequenas chaves bimetálicas que comutam devido à temperatura. Eles estão disponíveis com uma ampla gama de temperaturas de disparo; normalmente dos tipos aberto e fechado. O tipo mais comum é o fechado. Um ou dois em série são geralmente montados nos enrolamentos como termistores e podem ser diretamente conectados ao circuito da bobina contator principal. Desta forma, nenhum relé é necessário. Este tipo de proteção é mais barato do que termistores, mas, por outro lado, é menos sensível e não é capaz de detectar uma falha de rotor bloqueado. Interruptores térmicos também são conhecidos como interruptores Thermik, Klixon e PTO (Proteção Térmica a Abertura). Interruptores térmicos sempre levam uma designação TP111. Motores monofásicos Motores monofásicos normalmente vêm com proteção térmica incorporada. A proteção térmica normalmente tem um restabelecimento automático. Isso sugere que o motor tem que ser conectado à rede elétrica de um modo que garanta que acidentes causados pelo restabelecimento automático sejam evitados. Motores trifásicos Motores trifásicos tem que ser protegidos de acordo com os regulamentos locais. Este tipo de motor normalmente tem contatos incorporados para reinicialização nos circuito de controle externo. 50
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    51 Aquecimento deParalisação Um elemento de aquecimento garante o aquecimento de paralisação do motor. O elemento de aquecimento é especialmente usado em conexão com aplicações que trabalham com umidade e condensação. Ao utilizar o aquecimento de paralisação, o motor está mais quente do que o ambiente e assim, a umidade relativa do ar dentro do motor é sempre inferior a 100%. Manutenção O motor deve ser verificado em intervalos regulares. É importante manter o motor limpo de modo a garantir a ventilação adequada. Se a bomba é instalada em um ambiente empoeirado, ela deve ser limpa e verificada regularmente. Rolamentos Normalmente, motores têm um rolamento bloqueado na extremidade de acionamento e um rolamento com folga axial na extremidade sem acionamento. A folga axial é exigida, devido às tolerâncias de produção, expansão térmica durante operação, etc. Os rolamentos do motor são mantidos no lugar por arruelas de pressão onduladas na extremidade sem acionamento, ver figura 1.4.21. O rolamento fixo na extremidade de acionamento pode ser tanto um rolamento radial de esferas ou um rolamento de contato angular. As folgas e tolerâncias de rolamentos são apresentadas de acordo com ISO 15 e ISO 492. Como os fabricantes de rolamentos tem que cumprir estas normas, os rolamentos são internacionalmente permutáveis. De modo a rodar livremente, um rolamento de esferas deve ter certa folga interna entre a canalização e as esferas. Sem essa folga interna, as esferas podem ou ter dificuldade para rodar ou ficarem presas e serem incapazes de rodar. Por outro lado, demasiada folga interna resultará em um rolamento instável que pode gerar ruído excessivo ou permitir que o eixo oscile. Dependendo de para qual tipo de bomba o motor está adaptado, o rolamento radial de esferas na extremidade de acionamento deve ter folga C3 ou C4. Rolamentos com folga C4 são menos sensíveis ao calor e tem capacidade de carga axial aumentada. O rolamento transportando as forças axiais da bomba pode ter folga C3 se: • a bomba tem alivio hidráulico completo ou parcial • a bomba tem muitos períodos de operação breve • a bomba tem longos períodos de inatividade Rolamentos C4 são usados para bombas com forças axiais altas flutuantes. Rolamentos de contato angular são usados se a bomba exerce fortes forças axiais unidirecionais. Fig 1.4.21: Desenho de corte transversal do motor 1.4.20: Estator com elemento de aquecimento
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    52 Seção 1.4 Motores Motores com rolamentos permanentemente lubrificados Para rolamentos fechados permanentemente lubrificados, utilize um dos seguintes tipos de graxa resistentes a altas temperaturas: • Graxa a base de lítio • Graxa a base de poliureia As especificações técnicas devem corresponder à norma DIN – 51825 K2 ou melhor. A viscosidade básica do óleo deve ser maior do que: • 50 cSt (10-6m2/sec) a 40°C e • 8 cSt (mm2/sec) a 100°C Por exemplo, Kluberquiet BQH 72-102 com uma razão de preenchimento de graxa de: 30 -40%. Motores com sistema de lubrificação Normalmente motores de chassi com tamanho 160 e maiores tem bocais lubrificantes para os rolamentos tanto na extremidade de acionamento quanto na extremidade sem acionamento. Os bocais lubrificantes são visíveis e de fácil acesso. O motor é projetado de tal modo que: • há um fluxo de graxa em torno do rolamento • graxa nova entra no rolamento • a graxa velha é removida do rolamento Motores com sistemas de lubrificação são fornecidos com uma instrução de lubrificação, por exemplo como uma etiqueta na tampa da ventoinha. Além disso, as instruções são dadas nas instruções de instalação e operação. O lubrificante com frequência é a base de lítio, graxa de alta temperatura, por exemplo EXXON UNIREX N3 ou Shell Alvania Graxa G3. A viscosidade básica do óleo deve ser • maior que 50 cSt (10-6m2/sec) a 40°C e • 8 cSt (mm2/sec) a 100°C Fig:1.4.22: Tipos típicos de rolamento em motores de bomba
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    Capitulo 1. Designde bombas e motores Seção 1.5: Líquidos 1.5.1 Líquidos viscosos 1.5.2 Líquidos não newtonianos 1.5.3 O impacto de líquidos viscosos no desempenho de uma bomba centrifuga 1.5.4 Selecionando a bomba certa para um liquido com anticongelante 1.5.5 Exemplo de calculo 1.5.6 Seleção de bombas assistida por computador para líquidos densos e viscosos
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    Seção 1.5 Líquidos 1.5.1 Líquidos viscosos Não há dúvida sobre isso; a água é o liquido mais comum que uma bomba trata. Entretanto, em várias aplicações, as bombas tem que lidar com outros tipos de líquidos, por exemplo, óleo, propilenoglicol, gasolina. Comparado com água esses tipos de líquidos tem densidade e viscosidade diferentes. A viscosidade é a medida da espessura do líquido. Quanto mais alta a viscosidade mais espesso o liquido. Propilenoglicol e óleo de motor são exemplos de líquidos espessos ou de alta viscosidade. A gasolina e a água são exemplos de líquidos finos de baixa viscosidade. Existem dois tipos de viscosidade: • A viscosidade dinâmica (µ), que é normalmente medida em Pa-s ou Poise. (1 Poise = 0,1 Pa⋅s) • A viscosidade cinemática (ν) que é normalmente medida em centiStokes ou m2/s (1 cSt = 10-6 m2/s) A relação entre a viscosidade dinâmica (µ) e a viscosidade cinemática (ν) é mostrada na formula à direita. Nas páginas a seguir, nós focaremos apenas na viscosidade cinemática (ν). A viscosidade de um liquido muda consideravelmente com a alteração da temperatura; óleo quente é mais fino do que óleo frio, Como podemos verificar na figura 1.5.1 um liquido 50% propilenoglicol aumenta sua viscosidade 10 vezes quando a temperatura muda de +20 para -20ºC. Para maiores informações relativas à viscosidade do liquido vá ao apêndice L. 54 ν = μ ρ ρ = densidade do líquido Fig. 1.5.1: Comparação de valores de viscosidade para água e alguns outros líquidos. Valores de densidade e temperaturas também são mostrados.
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    1.5.2 Liquidos nãonewtonianos Os líquidos discutidos até agora são conhecidos como fluidos newtonianos. A viscosidade de líquidos newtonianos não é afetada pela magnitude e a movimento aos quais eles estão expostos. Óleo mineral e água são exemplos típicos deste tipo de líquido. Por outro lado, a viscosidade de líquidos não newtonianos altera quando agitados. Isso pede alguns exemplos: • Líquidos dilatantes como creme – a viscosidade aumenta quando agitado • Fluidos plásticos como ketchup – tem um limite de escoamento, o qual tem que ser excedido antes que o fluxo inicie. Deste ponto em diante a viscosidade diminui com um aumento na agitação • Líquidos tixotropico como pintura não gotejante – apresenta uma viscosidade decrescente com um aumento na agitação Os líquidos não newtonianos não estão cobertos pela fórmula de viscosidade descrita anteriormente nesta seção. 1.5.3 O impacto de líquidos viscosos no desempenho de uma bomba centrifuga Líquidos viscosos, que são líquidos com viscosidade mais alta e/ou maior densidade do que a água, afetam o desempenho das bombas centrifugas de diferentes formas: • Aumenta o consumo de energia, isto é, um motor maior pode ser exigido para desempenhar a mesma função • A eficiência da carga, taxa de fluxo e da bomba são reduzidas Vamos dar uma olhada num exemplo. Uma bomba é usada para bombear um líquido em um sistema de arrefecimento com uma temperatura de liquido abaixo de 0°C. Para evitar que o líquido congele um agente anticongelante como propilenoglicol é adicionado à água. Quando glicol ou um agente anticongelante similar é adicionado ao liquido bombeado, o liquido obtém as propriedades diferentes daquelas da água. O liquido terá: • Ponto de congelamento mais baixo, tf [°C] • Aquecimento especifico mais baixo, cp [kJ/ kg.K] • Condutividade térmica mais baixa, λ [W/m.K] • Ponto de ebulição mais alto, tb [°C] • Maior coeficiente de expansão, β [m/°C] • Maior densidade, ρ [kg/m3] • Maior viscosidade cinemática, ν [cSt] Essas propriedades tem que ser mantidas em mente quando projetando um sistema e selecionando bombas. Como mencionado anteriormente, uma maior densidade exige potencia aumentada do motor e maior viscosidade reduz a carga e taxa de fluxo da bomba e a eficiência resulta necessidade acrescida da potencia do motor, veja figura 1.5.2. Fig. 1.5.2: Carga alterada, eficiência e entrada de potencia para o liquido com mais alta viscosidade 55
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    1.5.4 Seleção dabomba certa para um líquido anticongelante As características da bomba normalmente são baseadas em água a aproximadamente 20°C, isto é, uma viscosidade cinemática de aproximadamente 1 cSt e uma densidade de aproximadamente 1.000 kg/m3. Quando as bombas são usadas para líquidos contendo anticongelante abaixo de 0°C, é necessário examinar se a bomba pode fornecer o desempenho exigido ou se é necessário um motor maior. A seção a seguir apresenta um método simplificado usado para determinar as correções da curva da bomba para bombas num sistema que tem que lidar com viscosidade entre 5 - 100 cSt e uma densidade de no máximo 1.300 kg/m3. Favor observar que este método não é tão preciso quanto o método computadorizado descrito mais adiante nesta seção. Correções da curva da bomba para bombas manuseando líquido de alta viscosidade Baseado no conhecimento sobre o ponto de funcionamento requisitado, QS, HS, e a viscosidade cinemática do líquido bombeado, os fatores de correção de H e P2 podem ser encontrados, ver figura 1.5.3. Para obter o fator de correção para bombas multiestágio, a altura manométrica de um estágio tem que ser usada. KH 1.35 1.30 1.25 1.20 1.15 1.10 1.05 1.00 KP2 1.9 1.8 1.7 1.6 1.5 1.4 1.3 1.2 1.1 1.0 0.9 Q [m3/h] 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 100 cSt 60 cSt 100 cSt 60 cSt 40 cSt 40 cSt 20 cSt 10 cSt 20 cSt 10 cSt 5 cSt 5 cSt H = 6 m H = 10 m H = 20 m H = 40 m H = 60 m Fig. 1.5.3: É possível determinar o fator de correção para a altura manométrica e consumo de energia em diferentes valores de fluxo, altura manométrica e viscosidade. 56 Seção 1.5 Líquidos
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    A figura 1.5.3é lida da seguinte maneira: Quando kH e kP2 são encontrados na figura, a altura manométrica equivalente para água limpa HW e a potência real do eixo corrigida P2S pode ser calculado pela seguinte fórmula Onde HW : é a altura manométrica equivalente da bomba se o líquido bombeado for água “limpa P2W : é a energia do eixo no ponto de funcionamento (QS,HW) quando o liquido bombeado é água (com agentes) HS : é a altura manométrica desejada do líquido bombeado (com agentes) P2S : é a potência do eixo no ponto de trabalho (Qs,Hs) quando o líquido bombeado for água (com agentes) ρs : é a densidade do líquido bombeado ρw : é a densidade da água = 998 kg/m3 A seleção da bomba baseia-se nas folhas de dados/curvas normais que se aplicam à água. A bomba deve cobrir o ponto de funcionamento Q,H = QS,HW, e o motor deve ser suficientemente poderoso para lidar com P2S no eixo. A figura 1.5.4 mostra como proceder ao selecionar uma bomba e testar se o motor está dentro da faixa de potência permitida. . P2w P . ( s ) P2S = K P2 w Água Mistura Mistura Água Hw Hw = kH . HS 2 1 H Hs P2s P2w Qs Q Q 5 3 4 Fig. 1.5.4: Correção da curva da bomba ao escolher a bomba certa para o sistema. O procedimento de seleção da bomba e motor contém os seguintes passos: • Calcule a altura manométrica) correta Hw (baseado em HS and kH), ver figura 1.5.4 1-2 • Escolha uma bomba capaz de fornecer o desempenho de acordo com o ponto de funcionamento correto (QS, HW) • Leia a entrada de energia P2W no ponto de funcionamento (QS,Hw), ver figura 1.5.4 3-4 • Baseado em P2W , kP2 , ρW , e ρS calcule a potência de eixo exigida correta P2S , ver figura 1.5.4 4-5 • Verificar se P2S P2 MAX do motor. Se este for o caso o motor pode ser usado. De outro modo selecione um motor mais potente HW = kH . HS ρs ρw P2S = kP2 . P2w . ( ) 57
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    1.5.5 Exemplo decálculo Uma bomba de circulação num sistema de refrigeração deve bombear um líquido com 40% (peso) de propilenoglicol à temperatura de - 10°C. O fluxo desejado é QS = 60 m3/h, e a altura manométrica) desejada é HS = 12 m. Conhecendo o ponto de funcionamento desejado é possível encontrar o QH característico para água e escolher uma bomba capaz de cobrir o ponto de funcionamento. Uma vez que determinamos o tipo de bomba necessário e tamanho, podemos verificar se a bomba está equipada com um motor que pode suportar a carga da bomba específica. O líquido tem uma viscosidade cinemática de 20 cSt e uma densidade de 1049 kg/m3. Com QS = 60 m3/h, HS = 12 m e ν = 20 cSt, os fatores de correção podem ser encontrados na figura 1.5.3. kH = 1.03 kP2 = 1.15 HW = kH · HS = 1.03 · 12 = 12.4 m QS = 60 m3/h A bomba tem que ser capaz de cobrir um ponto de funcionamento equivalente a Q,H = 60 m3/h, 12.4m. Uma vez que o tamanho de bomba necessário é determinado, o valor P2 para o ponto de funcionamento é encontrado, o que neste caso é P2W = 2.9 kW. Agora é possível calcular a potência do motor necessária para a mistura propilenoglicol: O cálculo mostra que a bomba tem que ser equipada com um motor de 4 kW, que é o menor tamanho de motor capaz de cobrir o P2S = 3.5 kW calculado. 1.5.6 Seleção de bomba assistida por computador para líquidos densos e vis-cosos Algumas ferramentas de seleção de bomba assistida por computador incluem um recurso que compensa para curvas de desempenho da bomba baseadas na entrada da densidade do líquido e viscosidade. A figura 1.5.5 mostra as curvas de desempenho da bomba a partir do exemplo que acabamos de abordar. A figura mostra tanto as curvas de desempenho para a bomba quando ela opera líquido viscoso (as linhas cheias) quanto as curvas de desempenho quando ela opera com água (as linhas interrompidas). Como indicado, a altura manométrica), fluxo e eficiência são reduzidos, resultando num aumento do consumo de energia. O valor de P2 is 3.4 kW, o que corresponde ao resultado que obtemos no cálculo exemplar na seção 1.5.4. H [m] η [% 14 12 10 8 6 4 2 0 4 3 2 1 0 0 10 20 70 60 50 40 30 20 10 0 30 40 50 60 70 80 Q [m 3/h] Q [m 3/h] P2 [kW] Fig. 1.5.5: Curvas de desempenho da bomba ρS ρw P2S = kP2 . P2w . P2S = 1.15 . 2.9 . 1049 998 = 3.5 kW 58 Seção 1.5 Líquidos
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    Capitulo 1. Designde bombas e motores Seção 1.6: Materiais 1.6.1 O que é corrosão? 1.6.2 Tipos de corrosão 1.6.3 Metal e ligas de metal 1.6.4 Cerâmica 1.6.5 Plásticos 1.6.6 Borracha 1.6.7 Revestimentos
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    60 Seção 1.6 Materiais Nesta seção, você pode ler sobre diferentes materiais que são usados para construção da bomba. Nosso foco principal será sobre as características que cada metal simples e liga de metal tem a oferecer. Mas, antes de nos aprofundarmos mais no mundo dos materiais, nós daremos uma olhada mais de perto na corrosão. Além de explicar o que é corrosão, nós examinaremos os diferentes tipos de corrosão e o que pode ser feito para evitar que a corrosão ocorra. 1.6.1 O que é corrosão? Corrosão é normalmente conhecida como a degradação do metal por reação química ou eletroquímica com seu ambiente, ver figura 1.6.1. Considerada amplamente, a corrosão pode ser encarada como a tendência do metal para voltar ao seu estado natural, semelhante ao óxido a partir do qual foi originalmente derretido. Somente metais preciosos tal como ouro e platina são encontrados na natureza em seu estado metálico. Alguns metais produzem uma camada compacta de óxido protetor sobre a superfície, o que dificulta ainda mais a corrosão. Se a camada da superfície se quebrar, ela é autorregenerativa. Esses metais são passivados. Sob condições atmosféricas, os produtos de corrosão de zinco e alumínio formam uma camada bastante compacta e corrosões adicionais são impedidas. Da mesma forma, sobre a superfície de aço inoxidável uma camada compacta de ferro e óxido de crômio é formada e na superfície de titânio uma camada de óxido de titânio é formada. A camada protetora desses metais explica sua boa resistência à corrosão. A ferrugem, por outro lado, é um produto sem proteção contra corrosão no aço. A ferrugem é porosa, não firmemente aderente e não previne corrosão continuada, ver figura 1.6.2. Variáveis ambientais que afetam a resistência da corrosão de metais e ligas pH (acidez) Agentes oxidantes (tais como oxigênio) Temperatura Concentração de constituintes de solução (tais como cloretos) Atividade biológica Condições operacionais (tais como velocidade, procedimentos de limpeza e paralizações) Fig. 1.6.1: Variáveis ambientais que afetam a resistência à corrosão de metais e ligas Ferrugem no aço Produto sem proteção contra corrosão Camada de óxido sobre o aço inoxidável Produto com proteção contra corrosão Fig. 1.6.2: Exemplos de produtos de corrosão
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    1.6.2 Tipos decorrosão Geralmente, a corrosão metálica envolve a perda de metal num ponto numa superfície exposta. A corrosão ocorre em várias formas que vão desde ataques uniformes sobre a superfície inteira até ataques locais graves. As condições químicas e físicas do ambiente determinam tanto o tipo como a taxa de ataques de corrosão. As condições também determinam o tipo de produtos de corrosão que são formados e as medidas de controle que necessitam ser tomadas. Em muitos casos, é impossível ou muito caro interromper completamente o processo de corrosão; entretanto, normalmente é possível controlar os processos a níveis aceitáveis. Nas páginas a seguir abordaremos as diferentes formas de corrosão de modo a dar uma ideia de suas características. Corrosão uniforme Corrosão uniforme ou geral é caracterizada pelos ataques corrosivos procedendo uniformemente sobre toda a superfície ou numa grande parte da área total. O desbaste geral continua até que o metal se partir. A corrosão uniforme é o tipo de corrosão onde a maior quantidade de metal é desperdiçada. Exemplos de metais, que estão sujeitos à corrosão uniforme: • Aço em água gasosa • Aço inoxidável em ácidos de redução (tais como o EM 1.4301 (AISI 304) em ácido sulfúrico) Corrosão alveolar A corrosão alveolar é uma forma localizada de ataques corrosivos. A corrosão alveolar forma buracos ou marcas na superfície do metal. Ela perfura o metal enquanto a corrosão total, medida pela perda de peso, pode ser bastante mínima. A taxa de penetração pode ser 10 a 100 vezes maior do que a corrosão geral, dependendo da agressividade do líquido. A corrosão alveolar ocorre mais facilmente em um ambiente estagnado. Exemplo de metal sujeito à corrosão alveolar: • Aço inoxidável em água do mar Fig. 1.6.3: Corrosão uniforme Fig. 1.6.4: Corrosão alveolar 61
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    1. Design ofpumps and motors 1.1 Pump construction, (10) Corrosão por frestas A corrosão por frestas - como a corrosão alveolar - é uma forma de ataque de corrosão localizado. Entretanto, a corrosão por frestas inicia mais facilmente que a alveolar. A corrosão por frestas ocorre em aberturas ou espaços estreitos entre duas superfícies de metal ou entre superfícies de metal e não metal e é normalmente associada a uma condição de estagnação na fresta. Frestas, tais como aquelas encontradas em juntas de flange ou conexões rosqueadas são, portanto, muitas vezes os pontos mais críticos para corrosão. Exemplo de metal sujeito à corrosão por fresta: • Aço inoxidável em água do mar Corrosão intergranular Como o nome indica, a corrosão intergranular ocorre nas bordas do grão. A corrosão intergranular também é chamada de corrosão intercristalina. Normalmente, esse tipo de corrosão ocorre quando os carbonetos de cromo se precipitam nas bordas do grão durante o processo de soldagem ou em conexão com tratamento de calor insuficiente. Uma região estreita em torno das bordas do grão pode, portanto, esgotar-se de cromo e tornar-se menos resistente à corrosão do que o resto do material, Isso é lamentável porque o cromo tem um papel importante na resistência à corrosão. Exemplos de metais que estão sujeitos à corrosão intergranular: • Aço inoxidável – que é insuficientemente soldado ou tratado termicamente • Aço inoxidável EN 1.4401 (AISI 316) em acido nítrico concentrado Corrosão seletiva A corrosão seletiva é um tipo de corrosão que ataca um único elemento de uma liga e dissolve o elemento na estrutura da liga. Consequentemente, a estrutura da liga é enfraquecida. Exemplos de corrosão seletiva: • A desincificação de bronze não estabilizado, onde uma estrutura porosa enfraquecida de cobre é produzida; • Grafitização de ferro fundido cinzento, onde um frágil esqueleto de grafite é deixado por causa da dissolução do ferro. Fig. 1.6.5: Corrosão por fresta Fig. 1.6.6: Corrosão intergranular Produtos da corrosão do zinco Fig. 1.6.7: Corrosão seletiva Cobre Bronze 62 Seção 1.6 Materiais
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    Corrosão por erosão A corrosão por erosão é um processo que envolve corrosão e erosão. A taxa de ataque de corrosão é acelerada por um movimento relativo de um liquido corrosivo e uma superfície de metal. O ataque é localizado em áreas com velocidade alta ou fluxo turbulento. Os ataques de corrosão por erosão são caracterizados por estrias com padrão direcional. Exemplos de metais que estão sujeitos à corrosão erosão: • Bronze em água do mar • Cobre em água. Corrosão por cavitação Um líquido bombeado com alta velocidade reduz a pressão. Quando a pressão cai abaixo da pressão de vapor do líquido, bolhas de vapor se formam (o liquido ferve). Em áreas onde as bolhas de vapor se formam, o líquido está fervendo. Quando a pressão aumenta novamente, as bolhas de vapor caem e produzem intensas ondas de choque. Consequentemente, a queda das bolhas de vapor remove metal ou óxido da superfície. Exemplos de metais sujeitos à cavitação: • Ferro fundido em água em alta temperatura • Bronze em água do mar Fissuração em corrosão sob tensão (SCC) A fissuração em corrosão sob tensão (SCC) refere-se à influencia combinada de tensão de tração (aplicada ou interna) e ambiente corrosivo. O material pode rachar sem qualquer deformação significante ou deterioração óbvia do material. Com frequência a corrosão alveolar está associada ao fenômeno de fissuração em corrosão sob tensão. Exemplos de metais sujeitos à fissuração por corrosão sob tensão: • Aço inoxidável EN 1.4401 (AISI 316) em cloretos • Latão em amônia Fluxo Fig. 1.6.8: Corrosão por erosão Fig. 1.6.9: Corrosão cavitação Fig. 1.6.10: Fissuração em corrosão sob tensão 63
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    1. Design ofpumps and motors 1.1 Pump construction, (10) Corrosão por fadiga Fadiga mecânica pura é quando um material sujeito a uma carga cíclica muito abaixo da resistência máxima de tração pode falhar. Se o metal é simultaneamente exposto a um ambiente corrosivo, a falha pode acontecer numa tensão ainda menor e depois de um tempo mais curto. Contrário a uma fadiga mecânica pura, não há limite de fadiga na fadiga auxiliada por corrosão. Exemplos de metais sujeitos à corrosão por fadiga: • Estruturas de alumínio em atmosfera corrosiva Corrosão galvânica Quando um eletrólito corrosivo e dois materiais metálicos estão em contato (célula galvânica), aumenta a corrosão sobre o material menos nobre (o anodo) e diminui no mais nobre (o catodo). O aumento na corrosão é chamado de corrosão galvânica. A tendência de um metal ou uma liga corroer em uma célula galvânica é determinada pela sua posição nas séries galvânicas. As séries galvânicas indicam a nobreza relativa de diferentes metais e ligas num dado ambiente (por exemplo, água do mar, ver figura 1.6.12). Quanto mais distantes os metais estiverem na série galvânica, maior será o efeito da corrosão galvânica. Metais ou ligas na extremidade superior são nobres, enquanto que aqueles na parte inferior são menos nobres. Exemplos de metais sujeitos à corrosão galvânica: • Aço em contato com 1.4401 • Alumínio em contato com cobre Os princípios da corrosão galvânica são usados na proteção catódica. A proteção catódica é um meio de reduzir ou evitar a corrosão de uma superfície de metal pelo uso de anodos sacrificiais (zinco ou alumínio) ou correntes impressas. Fig. 1.6.11: Corrosão por fadiga Alumínio – menos nobre Cobre – mais nobre Fig. 1.6.12: Corrosão galvânica Séries galvânicas para metais e ligas em água do mar Extremidade catódica, nobre (menos provável de corroer) Platina Ouro Titânio (passivo) Prata Aço inoxidável (passivo) Cobre Bronze Latão Estanho Aço inoxidável (ativo) Aço Alumínio Zinco Magnésio Eextremidade anódica, Menos nobre (mais provável de corroer) Fig. 1.6.13: Séries galvânicas para metais e ligas em água do mar 64 Seção 1.6 Materiais
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    1.6.3 Metal eligas de metal Nas páginas a seguir você pode ler sobre as características de diferentes metais e ligas de metal usados para a construção de bombas. Ligas ferrosas Ligas ferrosas são ligas onde o ferro é o constituinte principal. As ligas ferrosas são o mais comum dos materiais por causa de sua disponibilidade, baixo custo e versatilidade. Aço O aço é um material amplamente utilizado principalmente composto de ferro ligado com carbono. A quantidade de carbono no aço varia na faixa de 0,003% a 1,5% por peso. O teor de carbono tem um impacto importante na força do material, capacidade de solda, usinabilidade, aptidão à dobragem, e dureza. Como regra geral, um aumento no teor de carbono levará a um aumento na força e na dureza, mas a uma diminuição na aptidão a dobragem e capacidade de solda. O tipo mais comum de aço é aço carbono. O aço carbono está agrupado em quatro categorias, ver figura 1.6.14. O aço está disponível na condição forjado bem como fundido. As características gerais da fundição de aço são intimamente comparáveis às dos aços forjados. A vantagem mais óbvia do aço é que ele é relativamente barato para fazer, formar e processar. Por outro lado, a desvantagem do aço é que sua resistência à corrosão é baixa comparada a materiais alternativos tais como o aço inoxidável. Corrosão por cavitação de impulsor de bronze Corrosão por erosão de impulsor de ferro fundido Corrosão alveolar de EN 1.4401 (AISI 316) Corrosão intergranular de aço inoxidável 1 mm Corrosão por fresta de EN 1.4462 (SAF 2205) Tipo de aço Teor de carbono Aço ameno de baixo teor de carbono 0,003% a 0,30% de carbono Aço Aço de médio teor de carbono 0,30% a 0,45% de carbono Aço de alto teor de carbono 0,45% a 0,75% de carbono Aço de teor de carbono muito elevado 0,75% a 1,50% de carbono Fig 1.6.14: Quatro tipos de aço carbono 65
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    Ferro nodular (flexível) O ferro nodular contém por volta de 0,03-0,05% por peso de magnésio. O magnésio faz com que os flocos se tornem globulares assim o grafite é disperso em toda a matriz ferrita ou perlita na forma de esferas ou nódulos. Os nódulos de grafite não têm características marcantes. A forma redonda do grafite nodular reduz a concentração de tensões e, consequentemente, o material é muito mais flexível do que o ferro cinzento. A figura 1.6.16 mostra claramente que a resistência à tração é maior para o ferro nodular do que é o caso para o ferro cinzento. O ferro nodular normalmente é usado para peças de bombas com altos requisitos de resistência (aplicações de alta pressão ou alta temperatura). Aço inoxidável O aço inoxidável são ligas de aço contendo cromo. O teor mínimo de cromo em aço inoxidável padronizado é 10,5%. O cromo melhora a resistência à corrosão do aço inoxidável. A maior resistência à corrosão é devida ao filme de oxido de cromo que é formado na superfície do metal. Esta camada extremamente fina é autorreparadora sob as condições certas. Níquel, molibdênio e nitrogênio são outros exemplos típicos de elementos de ligação. Ligação com estes elementos apresenta diferentes estruturas cristalinas que permitem propriedades diferentes em conexão com a usinagem, formação, soldadura, resistência à corrosão, etc. Em geral, aço inoxidável tem uma maior resistência aos produtos químicos (isto é, ácidos) do que o aço e o ferro fundido têm. 1. Design of pumps and motors 1.1 Pump construction, (10) Ferro Fundido O ferro fundido pode ser considerado uma liga de ferro, silício e carbono. Normalmente a concentração de carbono está entre 3-4% por peso, a maior parte está presente na forma insolúvel (exemplo, grafite em flocos ou nódulos). Os dois tipos principais são ferro fundido cinzento e ferro fundido nodular (flexível). A resistência à corrosão do ferro fundido é comparável a aquela do aço; e às vezes até mesmo melhor. O ferro fundido pode ser ligado com 13-16% por peso de silício ou 15-35% por peso de níquel (Ni-resist) respectivamente de modo a melhorar a resistência à corrosão. Vários tipos de ferros fundidos são amplamente usados na indústria, especialmente para válvulas, bombas, tubos e peças automotivas. O ferro fundido tem boa resistência à corrosão para líquidos neutros e alcalinos (alto ph). Mas sua resistência aos ácidos (baixo pH) é ruim. Ferro cinzento Designações de ferro cinzento Resistência à tração N/mm, min. Fig 1.6.15: Comparação e designações de ferro cinzento No ferro cinzento, o grafite é disperso em toda uma matriz de ferrita ou perlita em forma de flocos. Superfícies de fratura assumem uma aparência cinzenta (daí o nome!). Os flocos de grafite agem como concentradores de tensão sob cargas de tração, fornando-o fraco e quebradiço na tensão, mas forte e flexível na compressão. O ferro cinzento é usado para a construção de blocos de motor por causa da sua alta capacidade de amortecimento de vibração. O ferro cinzento é um material barato e relativamente fácil de fundir com um risco de mínimo de encolhimento. É por isso que o ferro cinzento é frequentemente usado para peças de bombas ecom requisitos moderados de resistência. Designações do ferro nodular Resistência à tração N/mm, min. Fig 1.6.16: Comparação e designações do ferro nodular 66 Seção 1.6 Materiais
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    Em ambientes contendocloretos, o aço inoxidável pode ser atacado pela corrosão localizada, por exemplo, corrosão alveolar e corrosão por frestas. A resistência do aço inoxidável a estes tipos de corrosão é altamente dependente de sua composição química. Tornou-se bastante comum usar os tão conhecidos valores PRE (Equivalente de Resistência Alveolar) como uma medida da resistência alveolar do aço inoxidável. Os valores PRE são calculados por fórmulas nas quais a influência relativa de alguns elementos de ligação (cromo, molibdênio e nitrogênio) sobre a resistência alveolar é levada em consideração. Quanto mais alto o PRE, mais alta a resistência à corrosão localizada. Esteja ciente de que o valor de PRE é uma estimativa muito grosseira da resistência alveolar de um aço inoxidável e só deve ser usado para comparação/classificação de diferentes tipos de aço inoxidável. A seguir, apresentaremos os quatro tipos principais de aço inoxidável: ferrítico, martensítico, austenítico e duplo. Fig 1.6.17: Composição química do aço inoxidável Composição química do aço inoxidável [w%] Microestrutura Designação % % % % % PRE 5) EN/AISI/UNS Carbon máx. Cromio Níquel Molibdênio Outros Ferritico 1.4016/430/ S43000 0.08 16-18 17 Martensitico 1.4057/431/ S43100 0.12-0.22 15-17 1.5-2.5 16 Austenítico 1.4305/303/ S30300 0.1 17-19 8-10 S 0.15-0.35 18 Austenítico 1.4301/304/ S30400 0.07 17-19.5 8-10.5 18 Austenítico 1.4306/304L/ S30403 0.03 18-20 10-12 18 Austenítico 1.4401/316/ S31600 0.07 16.5-18.5 10-13 2-2.5 24 Austenítico 1.4404/316L/ S31603 0.03 16.5-18.5 10-13 2-2.5 24 Austenítico 1.4571/316Ti/ 0.08 16.5-18.5 10.5-13.5 2-2.5 Ti 5 x carbono 24 S31635 Ti 0.70 Austenítico 1.4539/904L/ N08904 0.02 19-21 24-26 4-5 Cu 1.2-2 34 Austenítico 1.4547/nenhum / 0.02 20 18 6.1 N 0.18-0.22 43 S 31254 3) Cu 0.5-1 Ferrítico/ 1.4462/ nenhum/ 0.03 21-23 4.5-6.5 2.5-3.5 N 0.10-0.22 34 austenítico S32205 2) Ferrítico/ 1.4410/nenhum/ 0.03 25 7 4 N 0.24-0.32 43 austenítico S 32750 4) Microestrutura Designação % % % % % PRE EN/ASTM/UNS Carbon máx. Crômio Níquel Molibdênio Outros Austenítico 1) 1.4308/CF8/ J92600 0.07 18-20 8-11 19 Austenítico 1) 1.4408/CF8M/ J92900 0.07 18-20 9-12 2-2.5 26 Austenítico 1) 1.4409/CF3M/ J92800 0.03 18-20 9-12 2-2.5 N máx. 0.2 26 Austenítico 1.4584/nenhum/nenhum 0.025 19-21 24-26 4-5 N máx. 0.2 35 Cu 1-3 Ferrítico/ austenítico 1.4470/CD3MN/ J92205 0.03 21-23 4.5-6.5 2.5-3.5 N 0.12-0.2 35 Ferrítico/ 1.4517/CD4MCuN/ N 0.12-0.22 austenítico J93372 0.03 24.5-26.5 2.5-3.5 2.5-3.5 Cu 2.75-3.5 38 1) Contém um pouco de ferrita 2) Também conhecido como SAF 2205, 3) Também conhecido como 254 SMO, 4) Também conhecido como SAF 2507 5) Equivalente de Resistência Alveolar (PRE): Cr% + 3,3xMo% + 16xN%. 67
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    1. Design ofpumps and motors 1.1 Pump construction, (10) Ferrítico (magnético) O aço inoxidável ferrítico é caracterizado por propriedades de corrosão muito boas, resistência muito boa à fissuração por tensão e dureza moderada. Aço inoxidável ferrítico com liga baixa é usado em ambientes brandos (colheres, pias de cozinha, tambores de máquinas de lavar, etc.) onde há necessidade que o componente seja livre de manutenção e não enferruje. Martensítico (magnético) O aço inoxidável martensítico é caracterizado pela alta força e resistência limitada à corrosão. Aços martensíticos são usados para molas, eixos, instrumentos cirúrgicos e para ferramentas de ponta afiada, tais como facas e tesouras. Austenítico (não magnético) O aço inoxidável austenítico é o tipo mais comum de aço inoxidável e é caracterizado por uma alta resistência à corrosão, maleabilidade muito boa, dureza e capacidade de soldagem. O aço inoxidável austenítico, especialmente o EN 1.4301 e o EN 1.4401 são usados para quase qualquer tipo de componentes de bomba na indústria. Este tipo de aço inoxidável pode ser tanto forjado ou fundido. O EN 1.4305 é um dos mais populares tipos de aço inoxidável de todos os tipos de aço inoxidável sem usinagem. Devido ao seu alto teor de enxofre (0,15-0,35 w%), a capacidade de usinagem tem aumentado consideravelmente, mas infelizmente a custo de sua resistência à corrosão e sua capacidade de soldagem. Entretanto, ao longo dos anos graus sem usinagem com um baixo teor de enxofre e assim uma maior resistência à corrosão têm sido desenvolvidos. Se o aço inoxidável é aquecido até 500°C - 800°C por período maior durante a soldagem, o cromo pode formar carbonetos de cromo com o carbono presente no aço. Isto reduz a capacidade do cromo de manter um filme passivo e pode levar à corrosão intergranular também conhecida como sensibilização (ver seção 1.6.2). Se baixos teores de carbono de aço inoxidável forem usados, o risco de sensibilização é reduzido. O aço inoxidável com baixo teor de carbono é conhecido como EN 1.4306 (AISI 304L) ou EN 1.4404 (AISI 316L). Ambos os teores contêm 0,03% de carbono comparado ao 0,07% no tipo regular de aço inoxidável EN 1.4301 (AISI 304) e EN 1.4401 (AISI 316), ver ilustração 1.6.17. As grades estabilizadas EN 1.4571 (AISI 316Ti) contêm uma pequena quantidade de titânio. Porque o titânio tem uma maior afinidade para carbono que cromo, a formação de carbonetos de cromo é minimizada. O teor de carbono é geralmente baixo no aço inoxidável moderno e com fácil disponibilidade de grades ‘L’ a utilização de grades estabilizadas diminuiu acentuadamente. Ferrítico - austenítico ou duplo (magnéti-co) O aço inoxidável Ferrítico - austenítico (duplex) é caracterizado por alta força, boa dureza, alta resistência à corrosão e excelente resistência à fissuração de corrosão por tensão e corrosão por fadiga em especial. O aço inoxidável ferrítico-austenítico normalmente é usado em aplicações que exigem alta força, alta resistência à corrosão e baixa suscetibilidade à fissuração por corrosão de tensão ou uma combinação destas propriedades. O aço inoxidável EN 1.4462 é amplamente usado para fabricação de eixos de bombas e carcaças de bombas. 68 Seção 1.6 Materiais
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    Ligas de Níquel Ligas à base de níquel são definidas como ligas nas quais o níquel está presente em maior proporção do que qualquer outro elemento de ligação. Os constituintes de ligação mais importantes são ferro, cromo, cobre, e molibdênio. Os constituintes de liga tornam possível formar uma ampla gama de classes de liga. O níquel e as ligas de níquel têm a capacidade de resistir a uma ampla variedade de condições operacionais severas, por exemplo, ambientes corrosivos, altas temperaturas, altas tensões ou uma combinação destes fatores. Ligas Hastelloys™ são uma linha de ligas comerciais contendo Ni, Mo, Cr e Fe. As ligas à base de níquel, tais como Inconel™ Alloy 625, Hastelloys™ C-276 e C-22 são altamente resistentes à corrosão e não estão sujeitas à corrosão alveolar ou por frestas em água do mar de baixa velocidade e não sofrem erosão em alta velocidade. O preço da liga à base níquel limita seu uso a certas aplicações. As ligas de níquel estão disponíveis tanto em grades forjadas quanto fundidas. Entretanto, as ligas de níquel são mais difíceis de fundir do que os aços carbonos comuns e ligas de aço inoxidável. As ligas de níquel são especialmente utilizadas para peças da bomba na indústria de processamento químico. Ligas de cobre O cobre puro tem excelentes propriedades térmicas e elétricas, mas é um material muito macio e dúctil. Elementos de liga resultam em diferentes materiais de fundidos e forjados, que são adequados para uso na produção de bombas, tubulações, acessórios, vasos de pressão e para muitas aplicações marinhas, elétricas e de engenharia em geral. Tipos comuns de ligas de cobra Material Elementos principais de liga [w%] 1) Zinco Estanho Níquel Cobre Latão Latão vermelho (metal de arma) Bronze Cuproníquel descanso descanso descanso descanso 2) 1) Chumbo pode ser adicionado como elemento de ligação para aumentar a capacidade de usinagem. 2) O bronze pode ser ligado com o alumínio para aumentar a resistência. Fig 1.6.18: Tipos comuns de ligas de cobre Latões são os mais amplamente utilizados nas ligas de cobre por causa de seu baixo custo, sua fabricação e usinagem fáceis ou baratas. Entretanto, eles são inferior ao bronze em resistência e não devem ser usados em ambientes que causem dezincificação (ver seção sobre corrosão seletiva). Latão vermelho, bronze, níqueis de cobre em particular têm, em comparação ao ferro fundido, uma alta resistência aos cloretos em líquidos agressivos, tais como água do mar. Em tais ambientes o latão não é adequado por causa de sua tendência a dezincificar. Todas as ligas de cobre têm fraca resistência a líquidos alcalinos (alto pH), amônia e sulfetos e são sensíveis à erosão. Latão, latão vermelho e bronze são amplamente usados para fazer rolamentos, impulsores e carcaças de bombas. 69
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    Titânio O titâniopuro tem uma densidade baixa, é bastante flexível e tem uma força relativamente baixa. Entretanto, quando uma quantidade limitada de oxigênio for adicionada ele irá reforçar o titânio e produzir as famosas grades comerciais puras. As adições de vários elementos de ligação, tais como o alumínio e o vanaádio aumentam sua resistência significantemente, à custa da flexibilidade. O alumínio e o vanádio - de titânio ligado (Ti-6Al- 4V) é a liga de “distribuição” da indústria do titânio. Ela é usada em muitos componentes de motores aeroespaciais e fuselagem. Porque o titânio é um material de preço alto, ainda não é um material frequentemente utilizado para fazer os componentes da bomba. O titânio é um material muito reativo. Como é o caso do aço inoxidável, a resistência do titânio à corrosão depende da formação de um filme óxido. No entanto, o filme óxido é mais protetor do que aquele de aço inoxidável. Assim, o titânio tem um desempenho muito melhor do que o aço inoxidável em líquidos agressivos, tais como água do mar, cloro úmido ou cloretos orgânicos, que causam corrosão alveolar e por frestas. 1. Design of pumps and motors 1.1 Pump construction, (10) Alumínio Designação Elemento principal de liga Série 1000 Não ligado (puro) 99% Al Série 2000 O cobre é o principal elemento de ligação, embora outros elementos (magnésio) possam ser especificados Série 3000 O manganês é o principal elemento de ligação Série 4000 O silício é o principal elemento de ligação Série 5000 Magnésio é o principal elemento de ligação Série 6000 Magnésio e silício são os principais elementos de ligação Série 7000 O zinco é o principal elemento de liga, mas outros elementos, tais como cobre, magnésio, cromo, e zircônia podem ser especificados Série 8000 Outros elementos (incluindo estanhos e algumas composições de lítio) O alumínio puro é um metal leve e macio com uma densidade de aproximadamente um terço daquele do aço. O alumínio puro tem uma condutividade elétrica e térmica alta. Os elementos de ligação mais comuns são silício (silumin), magnésio, ferro e cobre. O silício aumenta a capacidade de fundição do material, o cobre aumenta sua capacidade de usinagem e magnésio aumenta sua resistência à corrosão e força. As vantagens óbvias do alumínio são que o material naturalmente gera um filme óxido protetor e é altamente resistente à corrosão se for exposto à atmosfera. Tratamentos, tais como a anodização, podem aumentar ainda mais esta propriedade. As ligas de alumínio são amplamente usadas em estruturas onde uma elevada resistência à relação de peso é importante, tais como na indústria de transporte. Por exemplo, o uso de alumínio em veículos e aeronaves reduz o peso e o consumo de energia. Por outro lado, a desvantagem do alumínio é que não é estável em pH baixo e alto e em ambientes contendo cloretos. Esta propriedade torna o alumínio inadequado para exposição a soluções aquosas especialmente sob condições com alto fluxo. Isto é ainda mais enfatizado pelo fato de que o alumínio é um metal reativo, isto é tem uma posição baixa na série galvânica (ver seção sobre corrosão galvânica) e pode facilmente sofrer com a corrosão galvânica se acoplado a metais e ligas mais nobres. Graus CP com aumento no teor de oxigênio Graus de Titânio ASTM Características da Liga Atributos Grau 1,2,3,4 Grau 7,11 Grau 5 Graus CP com adição de paládio 6% Al, 4% V Resistência à corrosão com facilidade de fabricação e soldagem Resistência à corrosão melhorada para a redução de ácidos e corrosão por frestas Liga de distribuição com alta força. Amplamente usada na indústria aeronáutica Fig 1.6.19: Principais elementos de liga de alumínio Fig 1.6.20: Graus de titânio e características da liga 70 Section 1.6 Materials
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    1.6.4 Cerâmica Materiaiscerâmicos são definidos como materiais inorgânicos, não metálicos, que são normalmente de natureza cristalina. Eles são compostos de elementos metálicos e não metálicos. Cerâmicas técnicas comuns são o óxido de alumínio (alumina - Al2O3), carbeto de silício (SiC), carboneto de tungstênio (WC) e nitreto de silício (Si3N4). As cerâmicas são adequadas para aplicações que exigem elevada estabilidade térmica, elevada força, alta resistência ao desgaste e elevada resistência à corrosão. A desvantagem da cerâmica é a baixa flexibilidade e alta tendência para fraturas frágeis. As cerâmicas são principalmente usadas para fazer rolamentos e faces de vedação para retentores do eixo. 1.6.5 Plásticos Abreviação Nome do polímero Alguns plásticos são derivados de substâncias naturais, tais como plantas, mas a maioria dos tipos é feita pelo homem. Esses são conhecidos como plásticos sintéticos. A maioria dos plásticos sintéticos vem do petróleo bruto, mas o carvão e o gás natural também são utilizados. Existem dois tipos principais de plásticos: termoplásticos e termoendurecidos (plásticos termoestáveis). Os termoplásticos são os tipos mais comuns de plásticos usados em todo mundo. Os plásticos com frequência contêm aditivos, que transferem certas propriedades adicionais ao material. Além disso, os plásticos podem ser reforçados com fibra de vidro ou outras fibras. Estes plásticos junto com aditivos e fibras também são conhecidos como compostos. Exemplos de aditivos encontrados em plásticos: • Enchimento inorgânicos para reforço mecânico • Estabilizantes químicos, por exemplo, antioxidantes • Plastificantes • Retardadores de chamas Termoplásticos Polímeros termoplásticos consistem de moléculas de polímero longo que não estão ligadas uma a outra, isto é, não tem ligações cruzadas. Eles com frequência são fornecidos como grânulos e aquecidos para permitir fabricação por métodos, tais como moldagem ou extrusão. Uma ampla gama está disponível, de plásticos de matéria-prima de baixo custo (ex.: PE, PP, PVC) a termoplásticos de engenharia de alto custo (ex.: PEEK), e fluopolímeros resistentes a produtos químicos (ex,: PTFE, PVDF). O PTFE é um dos poucos termoplásticos que não é processável por fusão. Os termoplásticos são amplamente usados para fazer carcaças de bomba ou para revestimento de tubos e de carcaças de bombas. Termoendurecidos Os termoendurecidos endurecem permanentemente quando aquecidos, já que a reticulação impede flexões e rotações. A reticulação é alcançada durante a fabricação usando produtos químicos, aquecimento ou radiação; este processo é chamado cura ou vulcanização. Os termoendurecidos são mais duros, mais estáveis dimensionalmente e mais frágeis do que os termoplásticos e não podem ser fundidos novamente. Importantes termoendurecidos incluem epóxis, poliésteres e poliuretanos. Os termoendurecidos são, entre outras coisas, usados para revestimentos de superfície. Cadeias de polímero linear Termoplásticos Elastômeros Termoendurecidos Cadeias de polímero ramicado Cadeias de polímero fracamente reticulados Cadeias de polímero fortemente reticulados Fig 1.6.22: Diferentes tipos de polímeros PP PE PVC PEEK PVDF PTFE* Polipropileno Polietileno Policloreto de vinila Polieter-éter-cetona Poliuoreto de vinilideno Politetrauoroetileno *Marca comercial: Teflon® Fig 1.6.21: Visão geral dos nomes de polímero 71
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    1. Design ofpumps and motors 1.1 Pump construction, (10) 1.6.6 Borracha Abreviação Nome comum Exemplos de Buna-NR O termo borracha inclui tanto borracha natural quanto borracha sintética. As borrachas (ou elastômeros) são polímeros de cadeia longa flexível que podem ser esticados facilmente por várias vezes seu comprimento quando não estivado e que rapidamente retornam a suas dimensões originais quando a tensão aplicada é liberada. As borrachas são reticuladas (vulcanizadas), mas têm uma baixa densidade de reticulação, ver figura 1.6.22. A reticulação é a chave para as propriedades elásticas ou de borracha destes materiais. A elasticidade fornece resiliência em aplicações de vedação. Diferentes componentes em uma bomba são feitos de borracha, por exemplo, juntas, e anéis O(ver seção 1.3 sobre retentores de eixo). Nesta seção apresentaremos diferentes tipos de qualidades de borracha e suas principais propriedades no que diz respeito à temperatura e resistência a diferentes tipos de grupos de líquidos. Borracha nitrílica (NBR) Em temperaturas até aproximadamente 100°C a borracha nitrílica é um material barato que tem uma alta resistência ao óleo e combustível. Existem diferentes grades - quanto mais alto o teor de acrilonitrila (ACN), maior a resistência ao óleo, mas pior a baixa flexibilidade de temperatura. As borrachas nitrílicas têm alta resiliência e elevada resistência ao desgaste, mas força moderada. Além disso, a borracha tem resistência limitada ao intemperismo e fraca resistência a solventes. Ela pode ser usada geralmente a cerca de - 30°C, mas certas grades podem operar a temperaturas mais baixas. Borracha de etileno propileno (EPDM) O etileno propileno tem excelente resistência à água que é mantida a altas temperaturas de aproximadamente 120- 140°C. O tipo de borracha tem boa resistência a ácidos, bases fortes e fluidos altamente polares, tais como metanol e acetona. No entanto, tem fraca resistência a óleo mineral e combustível. Fluoroelastômeros (FKM) Fluoroelastômeros cobrem uma família inteira de borrachas designadas para suportar óleo, combustível e uma ampla gama de produtos químicos incluindo solventes não polares. O FKM oferece excelente resistência a operações no de altas temperaturas (até 200°C dependendo da grade) no ar e diferentes tipos de óleo. As borrachas FKM têm resistência limitada ao vapor, água quente, metanol e outros fluidos altamente polares. Além disso, este tipo de borracha tem fraca resistência a aminas, bases fortes e muitos fréons. Existem grades padrão e especiais – as últimas têm propriedades especiais tal como resistência a baixa temperatura e produtos químicos. Borracha de silicone (Q) As borrachas de silicone têm propriedades notáveis, tais como baixa compressão configurada numa larga faixa de temperaturas (entre -60°C a 200°C no ar), excelente isolamento elétrico e não são tóxicas. As borrachas de silicone são resistentes à água, alguns ácidos e produtos químicos oxidantes. Ácidos concentrados, alcalinos, e solventes não devem ser usados com borrachas de silicone. Em geral, estes tipos de borracha têm fraca resistência ao óleo e combustível. Entretanto, a resistência da borracha de silicone FMQ ao óleo e combustível é melhor do que a das borrachas de silicone dos tipos MQ, VMQ, e PMQ. Perfluoroelastômeros (FFKM) Perfluoroelastômeros têm resistência muito alta a produtos químicos quase comparável àquela do PTFE (Politetrafluoroetileno, por exemplo, TeflonR). Eles podem ser usados em altas temperaturas, mas suas desvantagens são difíceis de processar, custo muito alto e uso limitado em baixas temperaturas. Common types of copper alloys NBR Borracha nitrílica EPDM, EPM Borracha de etileno-propileno FKM Fluoroelastômeros VitonR SilopreneR FFKM Peruoroelastômeros ChemrazR KalrezR MQ, VMQ, PMQ, FMQ Borracha de silicone nome comerciais NordelR Fig 1.6.23: Tipos de borracha 72 Seção 1.6 Materiais
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    1.6.7 Revestimentos Revestimentode proteção – metálico, não metálico (inorgânico) ou orgânico – é um método comum de controle de corrosão. A principal função do revestimento é (além de revestimentos de galvanização, tais como zinco) fornecer uma barreira eficaz entre o metal (substrato) e seu ambiente. Eles permitem o uso de aço normal ou alumínio em vez de materiais mais caros. Na seção a seguir examinaremos as possibilidades de evitar a corrosão por meio de diferentes revestimentos: Revestimentos metálicos e não metálicos (inorgânicos) e revestimentos orgânicos. Revestimentos metálicos Revestimentos metálicos menos nobres que o substrato Revestimentos de zinco são comumente usados para a proteção de estruturas de aço contra corrosão atmosférica. O zinco tem duas funções: ele age como um revestimento barreira e fornece proteção galvânica. Caso ocorra uma área exposta de aço, a superfície de zinco corroi preferencialmente a uma taxa lenta e protege o aço. A proteção preferencial é chamada de proteção catódica. Quando o dano é pequeno, a os produtos de proteção contra corrosão do zinco preencherão a área exposta e pararão o ataque. Revestimentos metálicos mais nobres que o substrato Galvanoplastia de níquel e revestimentos de cromo sobre o aço são exemplos de revestimentos metálicos que são mais nobres que o substrato. Ao contrário de revestimentos galvânicos onde o revestimento corroi perto das áreas onde o metal de base está exposto, qualquer cavidade ou dano em revestimento de barreira pode levar a um ataque imediato do metal de base. Proteção galvânica x barreira contra a corrosão Para proteger o aço base, o revestimento de zinco sacrica a si mesmo lentamente pela ação galvânica. Aço revestido com um metal mais nobre, tal como o níquel, corroi mais rapidamente se o revestimento estiver danicado. Fig 1.6.24: Proteção galvânica x barreira contra a corrosão 73
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    Tintas Como mencionadoacima, as tintas são uma classe importante de revestimento orgânico. A Figura 1.6.25 mostra vários tipos de revestimentos orgânicos. Uma formulação de tinta típica contém aglutinantes poliméricos, solventes, pigmentos e aditivos. Por razões ambientais, os solventes orgânicos estão sendo cada vez mais substituídos por água ou simplesmente eliminados, por exemplo, revestimento em pó. Estruturas metálicas pintadas normalmente envolvem duas ou mais camadas de revestimento aplicado sobre um revestimento primário, o qual está em contato direto com o metal. 1. Design of pumps and motors 1.1 Pump construction, (10) Revestimentos não metálicos (revestimentos inorgânicos) Revestimentos de conversão são uma categoria importante de revestimentos não metálicos (inorgânicos). Revestimentos de conversão Revestimentos de conversão são formados por uma reação de corrosão controlada do substrato numa solução oxidada. Exemplos bem conhecidos de revestimentos de conversão são anodização e cromagem de alumínio e tratamento do aço com fosfato. A anodização é usada principalmente para a proteção de superfícies de alumínio, enquanto a cromagem e a fosfatização são normalmente usadas para pré-tratamentos em conexão com a pintura. Além de melhorar a aderência da tinta, ela ajuda a prevenir a propagação da ferrugem sob camadas de tinta. Revestimentos orgânicos Os revestimentos orgânicos contêm compostos e estão disponíveis em uma ampla gama de tipos diferentes. Os revestimentos orgânicos são aplicados ao metal por métodos de pulverização, imersão, escovação, folheamento ou eletrorrevestimento (pintura aplicada por meios de uma corrente elétrica) e eles podem ou não requerer endurecimento a quente. Ambos os revestimentos termoplásticos, tais como poliamida, polipropileno, polietileno, PVDF e PTFE e revestimentos elastômeros são aplicados aos substratos metálicos para combinar as propriedades mecânicas do metal com a resistência química de plásticos, mas as tintas são de longe os revestimentos orgânicos mais amplamente utilizados. Estados físicos de revestimentos orgânicos comuns Tipo de A base A base Revesti- Liquido resina de de mento dois solvente água em pó componentes. Acrílico X X X Alquídico X X Epóxi X X X X Poliéster X X X Poliuretano X X X X Vinil X X X Fig 1.6.25: Estados físicos de revestimentos orgânicos comuns 74 Seção 1.6 Materiais
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    Capitulo 2. Instalaçãoe leitura de desempenho Seção 2.1: Instalação da Bomba 2.1.1 Nova instalação 2.1.2 Instalação-substituição existente 2.1.3 Fluxo de tubo para instalação de bomba única 2.1.4 Limitação de ruído e vibrações 2.1.5 Nível de som (L) Seção 2.2 Desempenho das bombas 2.2.1 Termos hidráulicos 2.2.2 Termos elétricos 2.2.3 Propriedades dos líquidos
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    A recomendação eseleção corretas do tipo de bomba para uma instalação têm uma implicação maior do que parece. Quanto maiores as bombas, maiores os custos no que diz respeito ao investimento, instalação, comissionamento, funcionamento e manutenção - basicamente o custo do ciclo de vida (LCC). Um porftólio abrangente de produto combinado com recomendação competente e serviço pós-venda é a fundação de uma seleção correta. A análise a seguir, recomendações e dicas são gerais para qualquer tipo de instalação, mas em maior parte relevantes para as instalações de médio e grande porte. Apresentaremos nossas recomendações para dois tipos de instalação: instalações novas e existentes. 2.1.1 Instalação nova • Se a tubulação ainda não foi planejada, você pode basear a seleção do tipo de bomba em outro critério de seleção principal, por exemplo, eficiência, custos de investimento ou custos do ciclo de vida (LCC). Esses não serão cobertos nesta seção. Entretanto, as diretrizes gerais apresentadas também se aplicam para tubulação que ainda não foi planejada. • Se a tubulação já foi planejada, a seleção da bomba é equivalente a substituir uma bomba numa instalação existente. 76 2.1.2 Instalação existente – substituição Os cinco passos a seguir o ajudarão a escolher uma bomba ideal para uma instalação já existente: A pré-investigação da instalação deve incluir as seguintes considerações: • Fluxo básico do tubo - tubos dentro e fora do edifício, por exemplo, a partir do solo, ao longo do piso ou a partir do teto; • Tubulação específica no ponto de instalação, por exemplo, em linha ou com sucção pela extremidade, dimensões, coletores; • Espaço disponível - profundidade, largura e altura; • Acessibilidade em conexão com instalação e manutenção, por exemplo, entradas das portas; • Disponibilidade de equipamento de elevação ou, alternativamente, acessibilidade de tais equipamentos; • Tipo de piso, por exemplo, piso sólido ou suspenso com porão; • Fundação existente; • Instalação elétrica existente. Instalação da bomba anterior • Marca da bomba, tipo, especificações incluindo antigo ponto de funcionamento, vedação do eixo, materiais, juntas, comandos; • Histórico, por exemplo, vida útil, manutenção. Requisitos futuros • Melhorias desejadas e benefícios • Novos critérios de seleção incluindo pontos de funcionamento e tempo operacional, temperatura, pressão, especificações do líquido • Critérios do fornecedor, por exemplo, disponibilidade de peças de reposição Consultivo • As alterações importantes podem ser benéficas em um longo ou curto prazo, ou ambos e devem ser documentadas, por exemplo, economias de instalação, custos de ciclo de vida (LCC), redução sobre o impacto ambiental como ruído e vibrações e acessibilidade em conexão com manutenção Seleção • Deve ser baseada em uma lista de prioridades de acordo com o cliente Para a seleção do correto tipo de bomba e recomendação sobre a instalação, duas áreas principais são importantes: escoamento e limitação de ruído e vibrações. Essas duas áreas serão tratadas nas páginas a seguir. Seção 2.1 Instalação da Bomba
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    2.1.3 Escoamento numtubo para instalação de bomba única A figura 2.1.1 baseia-se na instalação de bomba única. Em instalações paralelas a acessibilidade desem-penha um papel importante sobre como uma escolha de bomba é boa. O critério de avaliação é a tubulação mais simples possível, portanto com o mínimo de dobras possíveis. Tipo de bomba Tubulação Para a bomba: Junto ao piso Melhor escolha Melhor escolha Boa escolha Boa escolha Boa escolha Boa escolha Melhor escolha Melhor escolha Melhor escolha Boa escolha Boa escolha Boa escolha Boa escolha Melhor escolha Melhor escolha Melhor escolha Melhor escolha Melhor escolha Pior escolha Pior escolha Pior escolha Pior escolha Boa escolha Melhor escolha Boa escolha Boa escolha Boa escolha Melhor escolha Melhor escolha Não se aplica A partir do chão A. Em linha acoplagem próxima (montagem horizontal ou vertical) A partir do teto Montada na parede A partir da bomba: Junto ao piso Para o chão Para o teto Junto ao piso Para o chão Para o teto Junto ao piso Para o chão Para o teto Montada na parede C. Sucção pela extremidade acoplagem longa (montagem horizontal apenas) montagem B. Sucção pela extremidade acomplagem próxima (montagem horizontal ou vertical) Pontuações: A melhor escolha Melhor escolha A pior escolha Não aplicável Fig. 2.1.1 Tubulação e tipo de bomba 77
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    A acessibilidade desempenhaum papel importante sobre como a boa escolha de uma bomba específica está relacionada à instalação de várias bombas em paralelo. A acessibilidade nem sempre é fácil para bombas em linha instaladas em paralelo por causa da tubulação, ver figura 2.1.2. Como aparece na figura 2.1.3, as bombas de sucção pela extremidade instaladas em paralelo facilitam o acesso. 2.1.4 Limitação de ruído e vibrações Para alcançar um funcionamento ideal e minimizar o ruído e vibração, poderá ser necessário considerar o amortecimento da vibração da bomba em certos casos. Geralmente, isso deve ser sempre considerado no caso de bombas com motores acima de 7,5kW. Motores de tamanhos menores, entretanto, também podem causar ruído e vibração indesejados. O ruído e a vibração são gerados pela rotação no motor e bomba e pelo fluxo nos tubos e conexões. O efeito sobre o ambiente depende da correta instalação e do estado de todo o sistema. Abaixo nós apresentaremos 3 modos diferentes de limitar o ruído e a vibração numa instalação de bomba: Fundação, amortecedores e junta de expansão. Fundação Construções no piso podem ser divididas em dois tipos: piso sólido e piso suspenso. Sólido – risco de ruído mínimo devido a má transmissão de vibrações, ver figura 2.1.4. Suspenso – risco de o piso amplificar o ruído. O porão pode agir como uma caixa de ressonância. Ver figura 2.1.5. A bomba deve ser instalada numa superfície plana e rígida. Quatro modos básicos de instalação existem para os dois tipos de construção de piso: piso, pedestal, pedestal flutuante e base suspensa em amortecedores de vibração. Fig. 2.1.2: 3 bombas em linha em paralelo; acesso para manutenção limitado por causa da tubulação. Fig. 2.1.3: 3 bombas de sucção pela extremidade em paralelo; acesso para manutenção mais fácil por causa da tubulação. Piso Chão sólido Fig. 2.1.4: Construção de piso sólido Piso Parede Piso de chão Porão Piso Chão sólido Fig. 2.1.5: Construção piso suspenso 78 Seção 2.1 Instalação da Bomba
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    Piso Montagem diretano piso, portanto transmissão da vibração direta, ver figura 2.1.6. Pedestal Colocado diretamente sobre o piso de concreto, portanto como piso, ver figura 2.1.7. Pedestal flutuante Apoiado sobre material inerte, por exemplo, areia, portanto risco reduzido de transmissão de vibração 2.1.8. Fundação suspensa sobre amortecedores de vibração Solução ideal com transmissão de vibração controlada, ver figura 2.1.9. Como regra geral, o peso de uma fundação de concreto deve ser 1,5 x o peso da bomba. Esse peso é necessário para conseguir que os amortecedores funcionem eficientemente com a bomba em baixa velocidade. Fig. 2.1.6: Piso Piso Placa de base Unidade da bomba Fig. 2.1.7: Pedestal Piso Pedestal Placa de base Unidade da bomba Fig. 2.1.8: Pedestal flutuante Piso Areia Pedestal Placa de base Unidade da bomba Fig. 2.1.9: Fundação suspensa sobre amortecedores de vibração Piso Amortecedores de vibração Placa de base Fundação Unidade da bomba Fig. 2.1.10: A mesma regra de fundação vale para bombas in-line na vertical Unidade da bomba Fundação Amortecedores de vibração Piso 79
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    Amortecedores A seleçãodo amortecedor de vibração correto exige os seguintes dados: • Forças agindo no amortecedor • Velocidade do motor considerando o controle de velocidade, se houver • Amortecimento exigido em % (valor sugerido é 70%) A determinação do amortecedor correto varia de instalação a instalação, mas a seleção errada do amortecedor pode aumentar o nível de vibração em certos casos. Portanto, o fornecedor deve dimensionar os amortecedores de vibração. As bombas instaladas com amortecedores de vibração sempre devem ter juntas de expansão equipadas nos lados de sucção e lado e de descarga. Isso é importante de modo a evitar que a bomba fique suspensa nos flanges. Juntas de expansão As juntas de expansão são instaladas para: • absorver expansões/contrações na tubulação causadas pela alteração na temperatura do líquido; • reduzir tensões mecânicas em conexão com as ondas de pressão na tubulação; • isolar ruído mecânico na tubulação (não para juntas de expansão de fole metálico). As juntas de expansão não devem ser instaladas para compensar imprecisões na tubulação, tais como deslocamento do centro ou desalinhamentos dos flanges. As juntas de expansão são colocadas a uma distancia mínima de 1 a 1,5 DN de diâmetro a partir da bomba no lado da sucção, bem como no lado da descarga. Isso evita o desenvolvimento de turbulência nas juntas de expansão, resultando em melhores condições de sucção e uma perda de pressão mínima no lado da pressão. Em altas velocidades da água (5 m/s) é melhor instalar juntas de extensão maiores correspondentes à tubulação. Junta de expansão Placa de base Unidade da bomba Piso Amortecedores de vibração Fig. 2.1.11: Instalação com juntas de expansão, amortecedores de vibração e tubulação fixa. Fundação 80 Seção 2.1 Instalação da Bomba
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    As figuras 2.1.12-2.1.14mostram exemplos de juntas de expansão de fole de borracha com ou sem barra transversal. Juntas de expansão com barras transversais podem ser usadas para minimizar as forças causadas pelas juntas de expansão. As juntas de expansão com barras transversais são recomendadas para tamanhos maiores que DN 100. Uma junta de expansão sem barra transversal irá exercer força nos flanges da bomba. Estas forças afetam a bomba e a tubulação. Os tubos devem ser fixados de modo que não exerçam tensão sobre as juntas de expansão e a bomba, ver figura 2.1.11. Os pontos fixos devem sempre ser colocados o mais perto possível das juntas. Siga as instruções do fornecedor de juntas de expansão. Em temperaturas acima de 100°C combinadas com alta pressão, com frequência dá-se preferência às juntas de expansão de fole metálico devido ao risco de ruptura. 2.1.5 Nível de som (L) O nível de som num sistema é medido em decibeis (dB). Ruído é um som indesejado. O nível de ruído pode ser medido nas três formas seguintes: 1. Pressão – Lp : A pressão das ondas de ar 2. Potência – LW : A potência do som 3. Intensidade - LI: A potência por m2 (não será coberta nesse livro) Não é possível comparar os três valores diretamente, mas é possível calcular entre eles com base nos padrões. A regra geral é: Fig. 2.1.12: Juntas de expansão fole borracha com barras transversais Fig. 2.1.13: Juntas de expansão fole borracha sem barras transversais Fig. 2.1.14: Juntas de expansão fole metálica com barras transversais Bombas menores, por exemplo, 1,5 kW: Lw = LP + 11 dB Bombas maiores, por exemplo, 110 kW: Lw = LP + 16 dB 120 100 80 60 40 20 20 50 100 200 500Hz1 2 5 10 20kHz 0 Frequênci kHz Limiar da dor Lp (dB) Limiar da escuta Fala Música Fig. 2.1.15: Limiar da escuta vs frequência 81
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    A Diretiva deMáquina da EU prescreve que os níveis de som têm que ser indicados como pressão quando estiverem abaixo de 85 dB (A) e como potência quando ultrapassarem 85 dB (A). O ruído é subjetivo e depende da capacidade da pessoa de ouvir, por exemplo, pessoa jovem vs pessoa velha. Entretanto, as medidas acima mencionadas ganham relevância de acordo com a sensibilidade de um ouvido padrão, ver figura 2.1.15. A pesagem é conhecida como pesagem-A (dB(A)), expressa como por exemplo: LpA, e as medições serão ajustadas dependendo da frequência. Em alguns casos ela aumenta em outros diminui, ver figura 2.1.16 Outras pesagens são conhecidas como B e C, mas são usadas para outras finalidades, que não cobriremos nesse livro. No caso de duas ou mais bombas em operação, o nível de som pode ser calculado. Se forem bombas com o mesmo nível de som, o nível de som total pode ser calculado adicionando o valor a partir da figura 2.1.17, por exemplo, 2 . bombas é Lp + 3dB, 3 . bombas é Lp + 5dB. Se as bombas tiverem níveis de som diferentes, os valores da figura 2.1.18 podem ser adicionados. As indicações de nível de som devem normalmente ser determinadas como condições de campo livre sobre superfície refletora, significando o nível do som sobre chão duro sem paredes. Garantir valores num cômodo específico num sistema de tubos específico é difícil porque esses valores estão além do alcance do fabricante. Certas condições têm um impacto negativo, (nível de som crescente) ou um impacto positivo no nível de som. As recomendações para instalação e fundação podem ser dadas para eliminar ou reduzir o impacto negativo. dB (A) 10 0 10 100 1000 -10 -20 -30 -40 -50 -60 -70 -80 10000 H Fig. 2.1.16 Curva de pesagem A Aumento nível do som Lp (dB) 4 8 12 16 20 24 15 10 5 Número de bombas iguais Fig. 2.1.17 Aumento do nível total de pressão do som com fontes iguais Aumento na pressão do som Lp (dB) 2 4 6 8 10 3 2.5 2 1.5 1 0.5 Diferença entre o nível a ser adicionado Lp (dB) Fig. 2.1.18 Aumento do nível total de pressão sonora com diferentes fontes Valores da experiência: Aumento de Percebido como: + 3 dB Apenas perceptível + 5 dB Claramente perceptível +10 dB Duas vezes mais alto 82 Seção 2.1 Instalação da Bomba
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    Seção 2.2 Desempenhodas bombas Quando você examina uma bomba, existem várias coisas que você tem que verificar. Além de verificar a condição física, por exemplo, se ela está enferrujada ou faz ruído anormal, você tem que saber alguns valores de modo a ser capaz de dizer se a bomba funciona como se espera. Nas próximas páginas, apresentaremos três grupos de valores que você pode precisar para se concentrar quando examinar o desempenho da bomba: termos hidráulicos, condições elétricas, condições mecânicas e propriedades do líquido. 2.2.1 Condições hidráulicas Quando você quiser examinar o desempenho da bomba, existem alguns valores que precisa conhecer. Nessa seção nós apresentaremos as condições hidráulicas mais importantes: fluxo, pressão e carga. Fluxo (vazão) Fluxo (vazão) é a quantidade de líquido que passa através de uma bomba num determinado período de tempo. Quando lidamos com leitura de desempenho, nós distinguimos entre dois parâmetros de fluxo: fluxo do volume e fluxo da massa. Fluxo volumétrico (Q) Fluxo volumétrico é o que lemos da curva de uma bomba ou, colocado de outra forma, uma bomba pode mover um volume por unidade de tempo (medido em m3/h) sem importar a densidade do líquido. Quando lidamos com, por exemplo, fornecimento de água, o fluxo volumétrico é o parâmetro mais importante por que precisamos que a bomba libere certo volume, por exemplo, de água potável ou água para irrigação. Neste livro inteiro o termo fluxo se refere ao fluxo volumétrico. Fluxo de massa (Qm) O fluxo de massa é a massa que a bomba move por unidade de tempo e é medido em kg/s. A temperatura do líquido tem uma influência sobre o tamanho do fluxo de massa que a bomba pode mover por unidade de tempo uma vez que a densidade do líquido muda com a temperatura. Em conexão com sistema de aquecimento, refrigeração e ar-condicionado, o fluxo de massa é um valor essencial para se conhecer por que a massa é o transportador da energia (ver seção sobre capacidade de Aquecimento). Exemplos Unidade Fig. 2.2.1: Exemplos de cálculo Água em 20°C em 120°C Fluxo volumétrico Q m 10 3/h Densidade kg/m3 998 943 Fluxo de massa Qm kg/h 9980 9403 kg/s 2.77 2.62 Qm Q . Q m = ; Q = 83
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    Pressão (p) Apressão é uma medida de força por área unitária. Nós distinguimos entre pressão estática, pressão dinâmica e pressão total. A pressão total é a soma da pressão estática e da pressão dinâmica: Pressão estática A pressão estática psta é a pressão que é medida com o medidor de pressão colocado perpendicular ao fluxo ou num líquido sem movimento, ver figura 2.2.2. 12 12 Pressão Dinâmica A pressão dinâmica pdyn é causada pela velocidade do líquido. A pressão dinâmica não pode ser medida por um manômetro normal, mas é calculada pela seguinte fórmula: 12 onde: ρ é a densidade do líquido em [kg/m3] v é a velocidade do líquido em [m/s] 12 A pressão dinâmica pode ser convertida em pressão estática pela redução da velocidade do líquido e vice versa. A figura 2.2.3 mostra uma parte de um sistema onde o diâmetro do tubo aumenta de D1 a D2, resultando numa diminuição na velocidade do líquido de v1 para v2. Assumindo que não há perda por fricção no sistema, a soma da pressão estática e da pressão dinâmica é constante por todo o tubo horizontal. 12 12 Assim, um aumento no diâmetro do tubo, como aquele mostrado na figura 2.2.3 resulta num aumento na altura manométrica estática medida com o medidor de pressão p2. Na maioria dos sistemas de bombas, a pressão dinâmica pdyn tem um impacto menor na pressão total. Por exemplo, se a velocidade de um fluxo de água é 4,5 m/s, a pressão dinâmica é em torno de 0,1 bar, que é considerada insignificante em muitos sistemas de bombeamento. Mais tarde neste capítulo, discutiremos a pressão dinâmica em conexão com a determinação da altura manométrica de uma bomba. psta ptot pdyn psta psta ptot ptot Fig. 2.2.2: Como determinar a pressão estática psta, pressão dinâmica pdyn e a pressão total ptot p1 p2 Q v1 v2 D2 D1 ptot psta pdyn A P B Fig. 2.2.3: A pressão estática aumenta se a velocidade do líquido for reduzida. A figura se aplica a um sistema com perda de fricção insignificante. 84 Seção 2.2 Desempenho das bombas
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    7.3 m H(m) 12 10 8 6 4 Duty point for water at 95°C Duty point for water at 20°C Duty point for brine at 20°C Tabela de conversão para unidades de pressão 0.0968 0.1 1 Pa bar point for diesel Salmoura 10.2 m 10.6 m 12.75 m 1 bar 1 bar 1 bar Duty 1 bar 1 bar 1 bar 1 bar H(m) 12 10 8 6 4 H(m) 12 10 8 Duty point for water at 95°C Duty point for water at 20°C 6 Duty point for brine at 20°C 4 2 Tabela de conversão para unidades de atm* at** 1 bar 1 atm 1 at = 1 kp/cm3 1 m H2O 1 bar 1 bar 1 bar 1 bar Pa bar 0.0968 0.1 Tabela de conversão para unidades de pressão Pa bar 1 Pa = 1 N/m2 10-5 1 9.87 . 10-4 750 . 10-5 1.02 . 10-4 750 1.02 . 10-5 10 5 1 0.987 1.02 10.2 1.013 . 10 5 1.013 1 1.033 10.33 760 . Duty point for diesel at 20°C 0.981 10 5 0.981 0.968 1 10 736 0.981 . 10 4 0.0981 Duty point for water at 95°C 73.6 0.0968 0.1 1 H(m) 12 10 Duty point for water at 20°C * Atmosfera física ** Atmosfera teórica atm* at** mH2O mmHg 1 bar 1 atm 1 at = 1 kp/cm3 1 m H2O 2 Q Duty point for diesel at 20°C 7.3 m 10.2 m 10.6 m 1 Pa = 1 N/m2 10-5 1 9.87 . 10-4 1.02 . 1010 1 5 0.987 1.02 1.013 . 10 1.013 5 1 1.033 0.981 . 10 5 0.981 0.968 1 0.981 . 10 4 0.0981 * Atmosfera física ** Atmosfera teórica Duty point Duty a 20°C 1300 kg/m3 1 bar = 7.3 m Água a 20°C 997 kg/m3 1 bar = 10.2 m 7.3 m 10.2 m 10.6 m 12.75 m 8 6 Duty point for brine at 20°C Água a 95°C 960 kg/m3 1 bar = 10.6 m Óleo diesel a 20°C 800 kg/m3 1 bar = 12.75 m Fig. 2.2.5: Bombeando quatro líquidos diferentes a 1 bar no lado da descarga da bomba resulta em quatro alturas manométricas diferentes(m), por isso quatro pontos de trabalho diferentes Medição da pressão A pressão é medida em, por exemplo, Pa (N/m2), bar (105 Pa) ou PSI (Ib/in2). Quando trabalhamos com pressão é importante saber o ponto de referencia para a medição da pressão. Dois tipos de pressão são essenciais em conexão com a medição de pressão: pressão absoluta e pressão manométrica: Pressão absoluta (pabs) A pressão absoluta é definida como a pressão acima do vácuo absoluto, 0 atm, que é o zero absoluto para a pressão. Normalmente, o valor “pressão absoluta” é usado em cálculos de cavitação. Pressão manométrica A pressão manométrica, com frequência conhecida como sobrepressão, é a pressão maior do que a pressão atmosférica normal (1 atm). Normalmente, a pressão p é determinada como pressão manométrica por que a maioria das medições dos sensores e dos medidores de pressão mede a diferença de pressão entre o sistema e a atmosfera. Por todo esse livro o termo pressão se refere a pressão manométrica. Altura manométrica (H) A altura manométrica de uma bomba é a expressão da altura que a bomba pode elevar um líquido. A altura manométrica é medida em metros (m) e é independente da densidade do líquido. A fórmula a seguir mostra a relação entre pressão (p) e a altura manométrica (H): onde : H é a altura manométrica em [m] p é a pressão em [Pa = N/m2] ρ é a densidade do líquido em [kg/m3] g é a aceleração da gravidade em [m/s2] Normalmente, a pressão ρ é medida em [bar], que é igual a 105 Pa. Entretanto, outras unidades de pressão também são usadas também, ver figura 2.2.4. A relação entre a pressão e a altura manométrica é mostrada na figura 2.2.5 onde a bomba manuseia quatro líquidos diferentes. 1 Pa = 1 N/m2 10-5 1 9.87 . 10-4 750 . 10-5 1.02 . 10-4 750 1.02 . 10-5 10 1 5 0.987 1.02 10.2 1.013 . 10 1.013 760 5 1 1.033 10.33 0.981 . 10 0.981 736 5 0.968 1 10 0.981 . 10 0.0981 73.6 4 * Atmosfera física ** Atmosfera teórica atm* at** mH2O mmHg 1 bar 1 atm 1 at = 1 kp/cm3 1 m H2O 2 Q Duty point for diesel at 20°C Fig. 2.2.4: Tabela de conversão para unidades de pressão 85 12 12
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    v1 p1 D1 v2 Fig. 2.2.6: Bomba padrão com sucção na extremidade com diferença de dimensão na sucção e portas de descarga Como determinar a altura manométrica A altura manométrica da bomba é determinada pela leitura da pressão nos flanges da bomba p2, p1 e depois a conversão dos valores em altura manométrica - ver figura 2.2.6. Entretanto, se uma diferença geodésica na altura manométrica estiver presente entre dois pontos de medição, como é o caso na figura 2.2.6, é necessário compensar a diferença. Além disso, se as dimensões da porta dos dois pontos de medição diferirem uma da outra, a altura manométrica real também tem que ser corrigida para este. 12 12 12 A altura manométrica da bomba real H é calculada pela seguinte fórmula: 12 12 onde : H é a altura manométrica real da bomba em [m] p é a pressãonos flanges em [Pa = N/m2] ρ é a densidade do líquido em [kg/m3] g é a aceleração da gravidade em [m/s2] h é a altura geodésica em [m] v é a velocidade do líquido em [m/s] 12 A velocidade do liquido v é calculada pela seguinte fórmula: onde: v é a velocidade do líquido em [m/s] Q é o fluxo volumétrico em [m3/s] D é o diâmetro da porta em [m] Combinando estas duas fórmulas, a altura manométrica H depende dos seguintes fatores: As medições de pressão p1 e p2, a diferença em altura geodésica entre os pontos de medição (h2-h1), o fluxo através da bomba Q e o diâmetro das duas portas D1 e D2. A correção devida à diferença no diâmetro da porta é causada pela diferença na pressão dinâmica. Em vez de calcular a correção a partir da fórmula, a contribuição pode ser lida num nomograma, ver apêndice F. h2 h1 D2 p2 h2 - h1 = 355 mm D1 = 150 mm v1 = 3.77 m/s2 D2= 125 mm p1 = 0.5 bar v2 = 5.43 m/s2 p2 = 1.1 bar 86 Seção 2.2 Desempenho das bombas
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    Exemplo de cálculo Uma bomba do mesmo tipo que aquela mostrada na figura 2.2.7 está instalada num sistema com os seguintes dados: 12 Q = 240 m3/h p1 = 0.5 bar p2 = 1.1 bar Líquido: Água a 200C Diâmetro da porta de sucção D1 = 150 mm Diâmetro da porta de descarga D2 = 125 mm. A diferença na altura entre as duas portas onde os manômetros de pressão estão instalados é h2-h1 = 355 mm. Agora somos capazes de calcular a altura manométrica da bomba: Como resulta do cálculo, a diferença de pressão medida por manômetros de pressão é de cerca de 1,1 m inferior ao que a bomba está realmente executando. Isso pede uma explicação. Primeiro, o desvio é causado pela diferença em altura entre os manômetros de pressão (0,36m) e segundo, é causado pela diferença de dimensões da porta, que neste caso é 0,77m. v1 p1 D1 v2 D1 = 150 mm D2= 125 mm Fig. 2.2.7: Bomba padrão com sucção na extremidade com diferentes dimensões de sucção e portas de descarga (exemplo) 12 12 12 12 12 h2 h1 D2 p2 h2 - h1 = 355 mm v1 = 3.77 m/s2 p1 = 0.5 bar v2 = 5.43 m/s2 p2 = 1.1 bar 87
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    p2 Fig.2.2.8: Apressão do sistema Hsta num sistema fechado tem que ser mais alta do que a altura física da instalação Se os manômetros de pressão forem colocados na mesma altura geodésica, ou se um manômetro de pressão diferencial for usado para as medidas, não é necessário compensar para a diferença em altura (h2-h1). Em conexão com bombas em linha, onde a entrada e a saída estão colocadas no mesmo nível, as duas portas com frequência têm o mesmo diâmetro. Para estes tipos de bomba uma fórmula simplificada é usada para determinar a altura manométrica: Pressão diferencial (Δp) A pressão diferencial é a diferença de pressão entre as pressões medidas nos dois pontos, por exemplo, a pressão cai através da válvulas num sistema. A pressão diferencial é medidas nas mesmas unidades que a pressão. Pressão do sistema A pressão do sistema é a pressão estática, que está presentes num ponto no sistema, quando as bombas não estiverem em funcionamento. A pressão do sistema é importante para considerar quando você trabalha com um sistema fechado. A pressão do sistema em (m) Hsta no ponto mais inferior deve sempre ser mais alta do que a altura do sistema de modo a garantir que o sistema esteja cheio de líquido e pode ser ventilado adequadamente. h Refrigerador seco Refri-gerador Hsyst h Hsyst 88 Seção 2.2 Desempenho das bombas p1 h1 h2 Fig.2.2.7.a: Bomba em linha com a mesma altura geodésica na entrada e na saída. h2 = h1
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    H Pressão dovapor a = Frente das pás do rotor b = Parte de trás das pás do rotor Bolhas de vapor implodindo a = Frente das pás do rotor b = Parte de trás das pás do rotor a b Fig.: 2.2.10: Desenvolvimento da pressão através de uma bomba centrifuga Q a p p1 Entrada do rotor Saída do ro NPSH H Q H Pressão [Pa] Fig.: 2.2.12: curva NPSH Cavitação e NPSH A cavitação ocorre em algum lugar na bomba quando a pressão é menor do que a pressão do vapor do líquido, ver figuras 2.2.9 e 2.2.10. Quando a pressão no lado da sucção cai abaixo da pressão do vapor do líquido (figura 2.210 ponto amarelo), pequenas bolhas de vapor se formam. Estas bolhas cedem (implodem) quando a pressão sobe (figura 2.2.10 ponto vermelho) e libera ondas de choque. Consequentemente, os impulsores podem ser danificados pela energia liberada. A taxa do dano ao impulsor depende das propriedades do material. O aço inoxidável é mais resistente à cavitação do que o bronze e o bronze é mais resistente à cavitação do que o ferro fundido, ver seção 1.6.3. A cavitação diminui o fluxo (Q) e a altura manométrica (H), o que leva a desempenho H reduzido da bomba, ver figura 2.2.11. O dano devido à cavitação com frequência apenas é detectado quando a bomba é desmontada. Além disso, a cavitação causa aumento de ruído e vibrações, o que pode consequentemente danificar os rolamentos, retentores de eixo e soldas. Cálculo do risco de cavitação Para evitar a cavitação, a seguinte fórmula é usada para calcular a altura manométrica de sucção máxima: hmax – Altura manométrica máxima de sucção Hb – pressão atmosférica no local da bomba; esta é a elevação de sucção máxima teórica, ver figura 2.2.13 Hf – Perda de fricção no tubo de sucção NPSH = Altura manométrica de sucção positiva líquida (é para ser lida na curva NPSH no fluxo operacional mais alto) ver figura 2.2.12. Q Q NPSH H Q H Curva quando a bomba cavita b Fig.: 2.2.11: Curva da bomba quando a bomba cavita 89 Fig.: 2.2.9: Implosão das bolhas de cavitação na parte de trás das pás do rotor
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    O valor NPSHindica em que medida a bomba não é capaz de criar vácuo absoluto, isto é para levantar uma coluna cheia de água 10,33 m acima do nível do mar, ver figura 2.2.13. NPSH pode ser chamada de NPSHr (requisitada) ou NPSHa (disponível). NPSHrequisitada A altura manométrica de sucção requerida para a bomba NPSHdisponível Altura manométrica de sucção disponível no sistema disponivel O valor NPSH de uma bomba é determinado pelo teste de acordo com isso 9906 e pe feito da seguinte maneira. A altura manométrica de sucção é reduzida enquanto o fluxo é mantido em nível constante. Quando a pressão diferencial diminuiu até 3%, a pressão no lado sucção da bomba é lida; e o valor NPSH da bomba é definido. O teste é repetido em diferentes fluxos, o que forma a base da curva NPSH no final. Colocado de outra forma: Quando a curva NPSH é atingida, o nível de cavitação é tão alto que a altura manométrica da bomba diminuiu em 3%. Hv – Pressão do vapor do líquido; para maiores informações relativas à pressão do vapor da água, vá ao apêndice D. Hs – Fator de segurança. Hs depende da situação e normalmente varia entre 0,5m e 1 m e para líquidos contendo gás até 2 m, ver figura 2.2.15. 2.2.2 Condições Elétricas Quando você quer examinar o desempenho da bomba, precisa conhecer uma gama de valores. Nesta seção apresentaremos os valores elétricos mais importantes: consumo de energia, tensão, corrente e fator de energia. Pressão barométrica p b (bar) Coluna de água H b (m) 1.013 10.33 0.935 9.73 9.16 8.10 Fig.: 2.2.13: Pressão barométrica acima do nível do mar NPSH Hv 0.899 0.795 Liquido com ar Q [m3/s] H [m] Altura acima do nível do NPSH Ponto de ebulição da água (°C) Liquido deslo Hf Hf Hb h 140 140 100 100 45 40 35 30 1,5 mar (m) 0 500 1000 2000 100 99 96 93 Fig.: 2.2.15: Curva NPSH típica para líquido contendo gás 45 40 35 30 20 15 12 10 8,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,5 1,0 0,8 0,6 0,4 0,3 0,2 0,1 120 110 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Hv (m) tm (°C ) 150 130 25 NPSH Hb h Hv 20 15 12 10 8,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,8 0,6 0,4 0,3 0,2 0,1 120 110 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Hv (m) tm (°C ) 150 130 25 Fig.: 2.2.14: Sistema com indicação de valores diferentes que são importantes na conexão com cálculos de sucção 90 Seção 2.2 Desempenho das bombas
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    Consumo de energia(P) As bombas são feitas de vários componentes, ver figura 2.2.16. O consumo de energia de diferentes componentes é designado da seguinte maneira: P1 A entrada de energia da rede ou, dito de outra forma, a quantidade de energia que o consumidor terá que pagar P2 A entrada de energia para a bomba ou a saída de energia a partir do motor. Muitas vezes conhecida como energia do eixo; PH Energia hidráulica - a energia que a bomba transfere para o líquido na forma de fluxo e altura manométrica. Para os tipos de bomba mais comuns, o termo consumo de energia normalmente se refere a P2. A energia é medida em W, kW. Eficiência(η) A eficiência em conexão com bombas normalmente cobre apenas a eficiência da peça da bomba nP. A eficiência da bomba é determinada por vários fatores, por exemplo, a forma da carcaça da bomba, o projeto do rotor e difusor e a aspereza da superfície. Para unidades de bombas típicas consistindo de bomba e motor elétrico, a eficiência total nT também inclui a eficiência do motor: Se um conversor de frequência também for incluído, a eficiência da unidade inteira também tem que incorporar a eficiência do conversor de frequência: P1 P2 PH Fornecimento a partir da rede Fig. 2.2.16: Unidade de bomba com indicação de níveis diferentes de consumo de energia 91
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    Tensão (U) Comoa pressão conduz o fluxo através de um sistema hidráulico, a tensão conduz a corrente (I) através de um circuito elétrico. A tensão é medida em volts (V) e pode ser tanto corrente direta (CD), por exemplo, bateria de 1,5 V - ou corrente alternada (CA), por exemplo, fornecimento de eletricidade para casas, etc. Normalmente as bombas são fornecidas com fornecimento de tensão CA. O leiaute da fonte de alimentação CA difere de um país para o outro. No entanto, o leiaute mais comum é o de quatro fios com três fases (L1, L2, L3) e um neutro (N). Além destes quatro fios, a ligação ao terra (PE) também é adicionada ao sistema, ver figura 2.217. Para uma alimentação elétrica 3 x 400V/230V, a tensão entre qualquer das duas da fases (L1, L2, L3) é 400V. A tensão entre uma das fases e o neutro (N) é 230V. A razão entre a tensão fase-fase e a tensão fase-neutro é determinada pela formula à direita: Corrente (I) A corrente é o fluxo de eletricidade e é medida em ampere (A). A quantidade de corrente em um circuito elétrico depende da tensão fornecida e da resistência/impedância no circuito elétrico. Energia (P) e fator de potência (cosø ou PF) O consumo de energia é realmente de grande importância quando se trata de bombas. Para bombas com motores padrão CA, a entrada de energia é encontrada pela medição da tensão de entrada e corrente de entrada e pela leitura do valor cosø na placa do motor/bomba. cosø é o ângulo da fase entre tensão e corrente. cosø também é conhecido como fator de potência (PF). O consumo de energia P1 pode ser calculado pelas fórmulas mostradas à direita dependendo se o motor é monofásico ou motor trifásico.. L1 L2 L3 N PE Fornecimento trifásico 400V Fornecimento monofásico 230V } } Fig. 2.2.17: Fornecimento da rede, ex.: 3 x 400 V Motor monofásico CA, ex. 1 x 230V Motor trifásico CA, ex. 3 x 400V 92 Seção 2.2 Desempenho das bombas A tensão entre qualquer das duas fases (L1,L2,L3) é para uma alimentação elétrica 3x400V/230V, 400V. A tensão entre uma das fases e o neutro (N) é 230 V. A razão entre a tensão fase-fase e a tensão fase-neutro é: Ufase-fase = √3 . Ufase-neutro
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    2.2.3 Propriedades dolíquido Quando você estiver fazendo seus cálculos de sistema, existem três propriedades que você pode precisar saber sobre o liquido de modo a fazer os cálculos corretos: a temperatura do líquido, a densidade e a capacidade térmica. Temperatura do líquido (t,T) A temperatura do líquido é medida em °C (Celcius), K (Kelvin) ou °F (Fahrenheit). °C e K são realmente a mesma unidade, mas 0°C é o ponto de congelamento da água e 0K é o zero absoluto que é -273.15°C - a temperatura mais baixa possível. O cálculo entre Fahreinheit e Celsius é: °F = °C . 1.8 + 32, portanto, o ponto de congelamento da água é 0°C e 32°F e o ponto de ebulição é 100°C e 212°F. Densidade do líquido (ρ) A densidade é medida em kg/m3 or kg/dm3. Ver apêndice L. Capacidade térmica do líquido (Cp) A capacidade térmica nos diz quanto de energia adicional um líquido pode conter por massa quando aquecido. A capacidade térmica do líquido depende da temperatura, ver figura 2.2.18. Esta é usada em sistema para transportar energia, por exemplo, aquecimento, ar-condicionado e arrefecimento. Líquidos misturados, por exemplo, glicol e água para ar-condicionado têm uma capacidade térmica mais baixa do que água pura, portanto, fluxo mais alto é requisitado para transportar a mesma quantidade de energia. kJ/kgK kcal/kgK 1.0 0.9 0.8 0.7 0.6 0.5 93 4.4 4.0 3.6 3.2 2.8 2.4 2.0 0% água pura 20% 34% 44% 52% -40 -20 0 20 40 60 80 100 120°C Fig. 2.2.18: Capacidade térmica vs temperatura para etileno glicol
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    Capitulo 3: Sistemahidráulico Seção 3.1: Características do sistema 3.1.1 Resistências individuais 3.1.2 Sistemas fechados e abertos Seção 3.2: Bombas conectadas em séries e paralelo 3.2.1 Bombas em paralelo 3.2.2 Bombas conectadas em séries
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    Seção 3.1 Característicasdo Sistema Anteriormente na seção 1.1.2 discutimos as características básicas das curvas de desempenho da bomba. Neste capítulo vamos examinar a curva de desempenho da bomba em diferentes condições de funcionamento bem como uma característica típica do sistema. Finalmente, vamos nos concentrar na interação entre uma bomba e um sistema. Uma característica do sistema descreve a relação entre o fluxo Q e a altura manométrica H no sistema. A característica do sistema depende do tipo de sistema em questão. Nós distinguimos entre dois tipos: sistemas fechado e aberto. • Sistemas fechados São sistemas de circulação como sistemas de aquecimento ou condicionamento de ar, onde a bomba tem de superar as perdas de fricção nos tubos, conexões, válvulas, etc. no sistema. • Sistemas abertos São sistemas de transporte de líquido como sistemas de fornecimento de água. Em tais sistemas a bomba tem que lidar com altura manométrica estática e superar as perdas fricção nos tubos e componentes. Quando a característica do sistema é desenhada no mesmo sistema de coordenadas como a curva da bomba, o ponto de funcionamento da bomba pode ser determinado como ponto de intersecção das duas curvas, ver figura 3.1.1. Os sistemas aberto e fechado consistem de resistências (válvulas, tubos, permutador de calor, etc.) conectadas em série ou em paralelo que afetam totalmente a característica do sistema. No entanto, antes de continuarmos nossa discussão sobre sistemas aberto e fechado, iremos descrever brevemente como essas resistências afetam a característica do sistema. Característica da bomba Ponto de funcionamento Característica do sistema Fig. 3.1.1: O ponto de intersecção entre a curva da bomba e as características do sistema é o ponto de funcionamento da bomba 96
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    3.1.1 Resistências únicas Cada componente em um sistema constitui uma resistência contra o fluxo de líquido que leva a uma perda de altura manométrica através de cada um dos componentes no sistema. A seguinte fórmula é usada para calcular a perda de carga ΔH: ΔH = k . Q2 k é uma constante, que depende do componente em questão e Q é o fluxo através do componente. Como aparece a partir da fórmula, a perda da altura manométrica é proporcional ao fluxo na segunda potência. Então se for possível reduzir o fluxo num sistema, uma redução substancial da perda de pressão ocorre. Resistências conectadas em série A perda total da altura manométrica num sistema consistindo de vários componentes conectados em série é a soma das perdas de altura manométrica que cada componente representa. A figura 3.1.2 mostra um sistema consistindo de uma válvula e um permutador de calor. Se não considerarmos a perda de altura manométrica na tubulação entre os dois componentes, a perda total da altura manométrica ΔHtot é calculada pela adição das duas perdas de altura manométrica: ΔHtot = ΔH1 + ΔH2 Além disso, a figura 3.1.2 mostra como a curva resultante parecerá e como o ponto de funcionamento será se o sistema for um sistema fechado com apenas esses dois componentes. Como aparece na figura, a característica resultante é encontrada somando-se as perdas de altura manométrica individuais ΔH em um dado fluxo Q. Da mesma forma, a figura mostra que quanto maior a resistência no sistema, mais íngreme a curva resultante do sistema será. Válvula Permutador de calor Bomba Característica resultante Válvula Permutador de calor Fig. 3.1.2: A perda de altura manométrica para dois componentes conectados em série é a soma das duas perdas de cabeça manométrica individuais 97
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    Resistências conectadas emparalelo Contrariamente a conectar componentes em série, conectar componentes em paralelo resulta em uma característica de sistema mais plano. A razão é que componentes instalados em paralelo reduzem a resistência total no sistema e assim a perda de altura manométrica. A pressão diferencial através dos componentes conectados em paralelo é sempre a mesma. A característica resultante do sistema é defina adicionando a taxa de fluxo individual de todos os componentes para um ΔH específico. A figura 3.1.3 mostra um sistema com uma válvula e um permutador de calor conectado em paralelo. O fluxo resultante pode ser calculado pela seguinte fórmula para a perda de altura manométrica carga equivalente a ΔH: Q tot = Q 1 + Q2 3.1.2 Sistemas fechado e aberto Como mencionado anteriormente, os sistemas de bomba são divididos em dois tipos de sistemas básicos: sistemas fechado e aberto. Nesta seção, examinaremos as características básicas destes sistemas. Sistemas fechados Normalmente, sistemas fechados são sistemas que transportam energia térmica em sistemas de aquecimento, sistemas de condicionamento de ar, sistemas de arrefecimento de processos, etc. Uma característica comum destes tipos de sistema fechados é que o líquido é circulado e é o transportador da energia térmica. A energia térmica é de fato o que o sistema tem que transportar Os sistemas fechados são caracterizados como sistemas com bombas que apenas têm que superar a soma das perdas por atrito, que são geradas por todos os componentes. A figura 3.1.4 mostra um desenho esquemático de um sistema fechado onde uma bomba tem que circular água de um aquecedor através de uma válvula de controle para um permutador de calor. Válvula Permutador de calor Característica resultante Bomba Válvula Permutador de calor Fig. 3.1.3: Componentes conectados em paralelo reduzem a resistência no sistema e resulta numa característica de sistema mais plana Válvula Fig. 3.1.4: Desenho esquemático de um sistema fechado Permutador de calor Bomba Característica resultante Aquecedor 98 Seção3.1 Características do Sistema
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    Todos estes componentesjuntos com os tubos e conexões resultam numa característica de sistema como aquele mostrado na figura 3.1.5. A pressão exigida num sistema fechado (que a curva de sistema ilustra) é uma parábola começando no ponto (Q,H) = (0,0) e é calculada pela seguinte fórmula: H = k . Q2 Como a fórmula e a curva indicam, a perda de pressão aproxima-se de zero quando o fluxo cai. Sistemas abertos Os sistemas abertos são aqueles onde a bomba é usada para transportar líquido de um ponto a outro, por exemplo, sistemas de fornecimento de água, sistemas de irrigação, sistemas de processo industrial. Em tais sistemas a bomba tem que ligar com altura manométrica geodésica do líquido e superar as perdas de atrito nos canos e componentes do sistemas. Nós fazemos a distinção entre dois tipos de sistema aberta: • Os sistemas abertos onde a elevação geodésica total exigida é positiva. • Os sistemas onde a elevação geodésica total exigida é negativa. Sistema aberto com carga geodésica positiva A figura 3.1.6 mostra um sistema aberto típico com elevação geodésica positiva. Uma bomba tem que transportar água de um reservatório intermediário ao nível do chão até um tanque de teto na parte superior de um prédio. Em primeiro lugar, a bomba tem que fornecer uma altura manométrica maior do que a altu-ra manométrica geodésica da água (h). Em segundo lugar, a bomba tem que fornecer a altura manométrica necessária para superar a perda total por atrito entre os dois tanques na tubulação, conexões, válvulas, etc (Hf). A perda de pressão depende da quantidade de fluxo, ver figura 3.1.7. Válvula Permutador de calor Bomba Característica resultante Aquecedor Fig. 3.1.5: A característica de sistema para um sistema fechado é uma parábola começando no ponto (0,0) Tanque de teto Reservatório intermediário Tanque de teto Fig. 3.1.6: Sistema aberto com elevação geodésica positiva Característica resultante Q Q 1 Reservatório intermediário Bomba Característica resultante Q Q 1 Bomba Fig. 3.1.7: Sistema característico junto com a curva de desempenho da bomba para o sistema aberto na figura 3.1.6 99
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    Seção 3.1 Característicasdo Sistema A figura mostra que num sistema aberto não há fluxo de água se a altura manométrica máxima (Hmax) da bomba é menor do que a altura manométrica geodésica (h). Apenas quando H h, a água começará a fluir do tanque intermediário para o tanque de teto. A curva de sistema também mostra que quanto menor a taxa de fluxo, menor a perda de atrito (Hf) e consequentemente menor o consumo de energia da bomba. Assim, o fluxo (Q1) e o tamanho da bomba têm que corresponder à necessidade para o sistema específico. Isto é de fato uma regra geral para sistemas de transporte de líquidos: um fluxo maior conduz a uma perda de pressão mais elevada, enquanto que um fluxo menor conduz a uma menor perda de pressão e, consequentemente, um menor consumo de energia. Sistema aberto com elevação geodésica negativa Um exemplo típico de um sistema aberto com altura manométrica exigida negativa é um sistema de reforço de pressão, por exemplo, num sistema de fornecimento de água. A altura manométrica geodésica (h) a partir do tanque de água leva água ao consumidor - a água flui, embora a bomba não esteja funcionando. A diferença de altura entre o nível do líquido no tanque e a altitude da saída de água (h) resulta num fluxo equivalente a Qo. Entretanto, a altura manométrica é insuficiente para garantir o fluxo requisitado (Q1) ao consumidor. Portanto, a bomba tem que impulsionar a altura manométrica para o nível (H1) de forma a compensar a perda por atrito (Hf) no sistema. O sistema é mostrado na figura 3.1.8 e a característica do sistema junto com a curva de desempenho da bomba são mostradas na figura 3.1.9. A característica do sistema resultante é uma curva parabólica começando nos eixos H no ponto (0,-h). O fluxo no sistema depende do nível do líquido no tanque. Se reduzirmos o nível no tanque, a altura (h) é reduzida. Isto resulta numa característica de sistema modificada e num fluxo reduzido no sistema, ver 3.1.9. Tanque Fig. 3.1.8: Sistema aberto com elevação geodésica negativa Bomba Característica de sistema a nível do tanque reduzido Característica resultante Bomba Característica de sistema a nível do tanque reduzido Característica resultante Tanque Fig. 3.1.9: característica de sistema junto com a curva de desempenho da bomba para sistema aberto na figura 3.1.8 100
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    Para ampliar odesempenho total da bomba em um sistema, as bombas normalmente são conectadas em série ou em paralelo. Nesta seção nos concentraremos nestas duas formas de conexão de bombas. 3.2.1 Bombas em paralelo Bombas conectadas em paralelo normalmente são usadas quando • o fluxo necessário é superior àquele que uma única bomba poderia suportar • o sistema possuir requisitos de fluxo variáveis e quando estes requisitos forem atendidos por meio do ligamento e desligamento de bombas conectadas em paralelo. Normalmente, as bombas conectadas em paralelo são de tipo e tamanho similares. Entretanto, as bombas podem ter tamanhos diferentes ou uma ou diversas bombas podem ser controladas por velocidade e, portanto, terem diferentes curvas de desempenho. Para evitar a circulação por derivação em bombas que não estejam operando, uma válvula antirretorno é conectada em série em cada uma das bombas. A curva de desempenho resultante para um sistema consistindo de diversas bombas em paralelo é determinada pela adição de fluxo que as bombas fornecem em uma altura manométrica total (AMT) específica. A figura 3.2.1 exibe um sistema com duas bombas idênticas conectadas em paralelo. A curva de desempenho total do sistema é determinada pela adição de Q1 e Q2 para cada valor de AMT que é o mesmo para ambas as bombas, H1 = H2. Uma vez que as bombas são idênticas, a curva da bomba resultante terá a mesma AMT Hmax mas o fluxo máximo Q é duas vezes maior. Para cada valor de AMT o fluxo Qmax será o dobro que para uma única bomba em operação: Q = Q1 + Q2 = 2 Q1 = 2 Q2 Fig. 3.2.1: Duas bombas conectadas em paralelo com curvas de desempenho similares 101 Seção 3.2 Bombas conectadas em série e em paralelo
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    Seção 3.2 Bombasconectadas em série e em paralelo A figura 3.2.2 mostra duas bombas de tamanhos diferentes conectadas em paralelo. Ao adicionar Q1 e Q2 a uma determinada AMT H1=H2, a curva de desempenho resultante é definida. A área tracejada na figura 3.2.2 demonstra que P1 é a única bomba a abastecer naquela área específica, uma vez que ela possui AMT superior a P2. Bombas controladas por velocidade conectadas em paralelo A combinação de bombas conectadas em paralelo e bombas controladas por velocidade é uma forma bastante útil de atingir um desempenho de bomba eficiente quando houver variação de demanda de fluxo. O método é comum na conexão com sistemas de abastecimento de água/ aumento de pressão. Mais adiante no capítulo 4, discutiremos mais detalhadamente as bombas controladas por velocidade. Um sistema de bombeamento consiste de duas bombas controladas por velocidade com a mesma curva de desempenho cobre uma ampla faixa de desempenho, veja a figura 3.2.3. Uma única bomba é capaz de cobrir o desempenho de bomba necessário até Q1. Acima Q1 as duas bombas devem operar para atender o desempenho exigido. Se ambas as bombas estiverem operando na mesma velocidade as curvas de bombeamento resultantes serão semelhantes às curvas laranja exibidas na figura 3.2.3. Observe que o ponto de operação indicado em Q1 é obtido com uma bomba operando em velocidade total. Entretanto, o ponto de operação também pode ser alcançado quando duas bombas estiverem operando em velocidade reduzida. Esta situação é exibida na figura 3.2.4 (curvas laranja). A figura também compara as duas situações em relação à eficiência. O ponto de operação para uma única bomba operando em velocidade total resulta em uma eficiência de bomba ruim principalmente por que o ponto de operação está localizado longe da curva da bomba. A eficiência total é muito superior quando as duas bombas operam em velocidade reduzida, embora a eficiência máxima das bombas diminui levemente em velocidade reduzida. Mesmo que uma única bomba seja capaz de manter o fluxo e AMT necessários, algumas vezes é necessário utilizar as duas bombas ao mesmo tempo por uma questão de eficiência e, portanto, consumo de energia. A decisão de quando operar com uma ou duas bombas depende das características do sistema real e do tipo de bomba em questão. Somente P1 contribuirá nesta área Somente P1 contribuirá nesta área Fig 3.2.2: Duas bombas conectadas em paralelo com curvas de desempenho diferentes Característica do sistema Característica do sistema Fig. 3.2.3: Duas bombas controladas por velocidade conectadas em paralelo (mesmo tamanho). A curva laranja exibe o desempenho em velocidade reduzida P1 + P2 P1 ou P2 velocidade reduzida Fig. 3.2.4: Uma bomba em velocidade total comparada a duas bombas em velocidade reduzida. Neste caso as duas bombas possuem a eficiência total superior 102
  • 101.
    3.2.2. Bombas conectadasem série Normalmente, bombas conectadas em série são usadas em sistemas onde alta pressão é necessária. Este também é o caso de bombas multiestágio que são baseadas no princípio em série, ou seja, um estágio é igual a uma bomba. A figura 3.2.5 exibe a curva de desempenho de duas bombas idênticas conectadas em série. A curva de desempenho resultante é feita pela marcação da AMT dupla para cada valor de fluxo no sistema de coordenadas. Isto resulta em umca curva com ATM dupla (2-Hmax) e o mesmo fluxo máximo (Qmax) conforme cada uma das bombas únicas. A Figura 3.2.6 exibe duas bombas de tamanhos diferentes conectadas em série. A curva de desempenho resultante é encontrada por meio da adição de H1 e H2 em um determinado fluxo comum Q1=Q2. A área tracejada na figura 3.2.6 demonstra que P2 é a única bomba a abastecer naquela área específica porque ela possui um fluxo máximo superior à P1. Conforme discutido na seção 3.2.1, bombas diferentes podem ser uma combinação de bombas de diferentes tamanhos ou de uma ou diversas bombas controladas por velocidade. A combinação de uma bomba de velocidade fixa e uma bomba controlada por velocidade conectadas em série é frequentemente usada em sistemas onde uma pressão alta e constante é necessária. A bomba de velocidade fixa abastece o líquido para a bomba controlada por velocidade cuja saída é controlada por um transmissor de pressão PT, ver figura 3.2.7. Fig. 3.2.5: Duas bombas de mesmo tamanho conectadas em série Somente a P2 contribuirá nessa área Somente a P2 contribQuirá nessa área Fig. 3.2.6: Duas bombas de tamanhos diferentes conectadas em série Q Controlador de velocidade Fig. 3.2.7: Uma bomba de velocidade fixa e uma bomba controlada por velocidade, ambas do mesmo tamanho, conectadas em série. Um transmissor de pressão PT juntamente com um controlador de velocidade verifica se a pressão é constante na saída da P2. 103
  • 102.
    Capítulo 4. Ajustede desempenho das bombas Seção 4.1: Ajuste de desempenho da bomba 4.1.1 Controle por estrangulamento 4.1.2 Controle de derivação 4.1.3 Modificação de diâmetro do rotor 4.1.4 Controle de velocidade 4.1.5 Comparação de métodos de ajuste 4.1.6 Eficiência geral do sistema de bombas 4.1.7 Exemplo: Consumo de energia relativa quando o fluxo é reduzido em 20% Seção 4.2: Soluções de bomba controlada por velocidade 4.2.1 Controle de pressão constante 4.2.2 Controle de temperatura constante 4.2.3 Pressão diferencial constante em um sistema de circulação 4.2.4 Controle de pressão diferencial compensado por fluxo Seção 4.3: Vantagens do controle de velocidade Seção 4.4: Vantagens das bombas com conversor de frequência integrado 4.4.1 Curvas de desempenho de bombas controladas por velocidade 4.4.2 Bombas controladas por velocidade em diferentes sistemas Seção 4.5: Conversor de frequência 4.5.1 Função básica e características 4.5.2 Componentes do conversor de frequência 4.5.3 Condições especiais relativas aos conversores de frequência
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    Seção 4.1 Ajustede desempenho da bomba Ao selecionar uma bomba para uma determinada aplicação é importante selecionar aquela onde o ponto de operação está na área de alta eficiência da bomba. Caso contrário, o consumo de energia da bomba será desnecessariamente alto. Ver figura 4.1.1. Entretanto, algumas vezes não é possível selecionar uma bomba que se adeque ao ponto de operação ótimo uma vez que os requisitos do sistema ou a curva do sistema são alterados ao longo do tempo. Portanto, pode ser necessário ajustar o desempenho da bomba para que ela atenda os requisitos alterados. Os métodos mais comuns de mudança de desempenho de bomba são: • Controle por estrangulamento • Controle de derivação • Modificação do diâmetro do rotor • Controle de velocidade A seleção de um método de ajuste de desempenho de bomba baseia-se em uma avaliação do investimento inicial juntamente com os custos operacionais da bomba. Todos os métodos podem ser executados continuamente durante operação independentemente da modificação do método-diâmetro do rotor. Frequentemente, as bombas superdimensionadas são selecionadas para o sistema e, portanto, é necessário limitar o desempenho, antes de tudo, da taxa de fluxo e em algumas aplicações a altura manométrica máxima. Nas páginas seguintes você poderá ler sobre os quatros métodos de ajuste. Fig.: 4.1.1: Ao selecionar uma bomba é importante selecionar uma cujo ponto de operação esteja dentro da área de alta eficiência. H [m] 50 40 30 20 10 70 60 50 40 30 20 10 0 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Q [m3/h] 106
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    4.1.1 Controle porestrangulamento Uma válvula de estrangulamento é posicionada em série com a bomba possibilitando o ajuste do ponto de operação. O estrangulamento resulta em uma redução de fluxo, ver figura 4.1.2. A válvula de estrangulamento acrescenta resistência ao sistema e eleva a curva do sistema para uma posição superior. Sem a válvula de estrangulamento, o fluxo é Q2. Com a válvula de estrangulamento conectada em série com a bomba, o fluxo é reduzido para Q1. As válvulas de estrangulamento podem ser usadas para limitar o fluxo máximo. Ao adicionar a válvula, o fluxo máximo possível no sistema é limitado. No exemplo, o fluxo nunca será superior a Q3, mesmo que a curva do sistema seja completamente plana - significando nenhuma resistência no sistema. Quando o desempenho da bomba for ajustado pelo método de estrangulamento, a bomba propiciará uma altura manométrica superior que aquela necessária para tal sistema específico. Se a bomba e a válvula de estrangulamento forem substituídas por uma bomba menor, a bomba será capaz de atender o fluxo Q1 desejado, mas a uma altura manométrica da bomba inferior e consequentemente um consumo de energia inferior, ver figura .4.1.2. 4.1.2 Controle de derivação Em vez de conectar uma válvula em série com a bomba, uma válvula de derivação na bomba pode ser usada para ajustar o desempenho da bomba, ver figura 4.1.3. Comparado à válvula de estrangulamento, a instalação de uma válvula de derivação resultará em um fluxo mínimo específico QBP na bomba, independente das características do sistema. O fluxo QP é a soma do fluxo no sistema QS e o fluxo na válvula de desvio QBP. A válvula de derivação introduzirá um limite máximo de altura manométrica fornecida para o sistema Hmax, ver figura 4.1.3. Mesmo quando o fluxo necessário no sistema for zero, a bomba jamais operará com uma válvula fechada. Como no caso com a válvula de estrangulamento, o fluxo QS exigido pode ser atendido por uma bomba menor e nenhuma válvula de derivação; o resultado será um fluxo inferior e consequentemente um consumo de energia menor. Fig.: 4.1.2: A válvula de estrangulamento aumenta a resistência no sistema e consequentemente reduz o fluxo. H Q1 Q2 Q3 Q Bomba Bomba menor Característica resultante Sistema Válvula de estrangulamento Hv Hs H Válvula de derivação QBP QS QP Hmax HP Q Bomba Bomba menor Característica resultante Sistema Qs QBP Sistema Válvula de estrangulamento Hp Hv Hs Sistema Válvula de derivação QBP QS QP HP Fig.: 4.1.3: A válvula de derivação recebe parte do fluxo da bomba e, portanto, reduz o fluxo no sistema. 107 tensão entre duas fases corrente de fase Ambos os valores efetivos (valores de RMS), se aplicam para U e I deslocamento de fase entre corrente e tensão Exemplo de cálculo: U = 400 V, I = 6,4 A, cos = 0,83 O resultado é uma entrada de alimentação de P = 3,68 kW
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    4.1.3 Modificação dodiâmetro do rotor Outra maneira de ajustar o desempenho de uma bomba centrífuga é modificando o diâmetro do rotor na bomba significando a redução do diâmetro e consequentemente reduzindo o desempenho da bomba. Obviamente, a redução do diâmetro do rotor não pode ser feita enquanto a bomba estiver operando. Em comparação aos métodos de estrangulamento e derivação, que podem ser realizados durante operação, a modificação do diâmetro do rotor deve ser feita antes que a bomba seja instalada ou em conexão com a manutenção. As fórmulas abaixo exibem a relação entre o diâmetro do rotor e o desempenho da bomba: Favor observar que as fórmulas são uma expressão de uma bomba ideal. Na prática, a eficiência da bomba diminui quando o diâmetro do rotor é reduzido. Para alterações menores do diâmetro do rotor Dx 0.8 . Dn, a eficiência somente é reduzida em uns poucos pontos percentuais. O grau de redução de eficiência depende do tipo de bomba e ponto de operação (verifique as curvas de bomba específicas para detalhes). Como exibido nas fórmulas, o fluxo e a altura manométrica mudam com a mesma proporção – isto é, a mudança de proporção do diâmetro do rotor na segunda alimentação de energia. Os pontos de operação seguindo as fórmulas são posicionados em uma linha reta iniciando em (0,0). A troca no consumo de energia está acompanhando a mudança de diâmetro na quarta alimentação de energia. 4.1.4 Controle de velocidade O último método de controle do desempenho da bomba que abordaremos nesta seção é o método de controle de velocidade variável. O controle de velocidade por meio de um conversor de frequência é, sem dúvida, a maneira mais eficiente de ajustar o desempenho da bomba exposta aos requisitos de fluxo variável. H Hn Hx Dn Dx D Qx Qn Q Fig. 4.1.4: Mudança no desempenho da bomba quando o diâmetro do rotor é reduzido 108 Seção 4.1 Ajuste de desempenho de bomba tensão entre duas fases corrente de fase Ambos os valores efetivos (valores de RMS), se aplicam para U e I deslocamento de fase entre corrente e tensão Exemplo de cálculo: U = 400 V, I = 6,4 A, cos = 0,83 O resultado é uma entrada de alimentação de P = 3,68 kW
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    As equações abaixose aplicam com grande aproximação a como a mudança de velocidade de bombas centrífugas influencia o desempenho da bomba: As leis de afinidade se aplicam na condição em que a característica do sistema permaneça inalterada para nn e nx e forme uma parábola através de (0,0), ver seção 3.1.1. A equação de energia também implica que a eficiência da bomba seja inalterada nas duas velocidades. tensão entre duas fases corrente de fase Ambos os valores efetivos (valores de RMS), se aplicam para U e I deslocamento de fase entre corrente e tensão As fórmulas na figura 4.1.5 mostram que o fluxo da bomba Exemplo (Q) é proporcional de cálculo: à velocidade da bomba (n). A U altura = 400 V, manométrica I = 6,4 A, cos (= H) 0,83 é proporcional à segunda O resultado energia é da uma velocidade entrada de (n) alimentação enquanto que a energia de P = (P) 3,68 é proporcional kW à terceira energia da velocidade. Na prática, uma redução da velocidade resultará em uma leve queda na eficiência. A eficiência em velocidade reduzida (nx) pode ser estimada pela fórmula a seguir, que é válida para redução de velocidade até 50% da velocidade máxima: Finalmente, se você precisar saber com precisão quanta energia você pode economizar reduzindo a velocidade da bomba, você deve considerar a eficiência do conversor de frequência e do motor. tensão entre duas fases corrente de fase Ambos os valores efetivos (valores de RMS), se aplicam para U e I deslocamento de fase entre corrente e tensão Exemplo de cálculo: U = 400 V, I = 6,4 A, cos = 0,83 O resultado é uma entrada de alimentação de P = 3,68 kW Fig. 4.1.5: Parâmetros da bomba para diferentes equações de afinidade 109
  • 107.
    Consumo de energia relativo com redução de 20% no fluxo 4.1.5 Comparação de métodos de ajuste Agora que descrevemos as quatro diferentes maneiras de alterar o desempenho de uma bomba centrífuga, vamos nos concentrar em como elas se diferem uma das outras. Ao considerarmos a bomba e seu dispositivo de alteração de desempenho como uma unidade, podemos observar a caaracterística de QH resultante deste dispositivo e comparar o resultado dos diferentes sistemas. desempenho terá Consumo 94% de energia relativo com redução de 20% no fluxo Consumo 94% de energia relativo com redução de 20% no fluxo Consumo de energia relativo 94% com redução de 20% no fluxo Controle por estrangulamento O método de estrangulamento implica em uma válvula conectada em série com uma bomba, ver figura 4.1.6a. Esta conexão atua como uma nova bomba em altura manométrica máxima não alterada, mas desempenho de fluxo reduzido. A curva da bomba Hn, a curva da válvula e a curva cobrindo ntodo o sistema - Hx, ver figura 4.1.6b. Controle por derivação Quando uma válvula é conectada transversalmente na bomba, ver figura 41.7a, esta conexão atuará como uma nova bomba na altura manométrica máxima reduzida e uma curva de QH com uma característica alterada. A curva tenderá a ser mais linear que quadrática, ver figura 4.1.7b. e curva alterada 110% 94% 110% 110% 67% 110% 67% 67% Redução considerável Redução considerável Redução considerável Redução considerável Modificação do diâmetro do rotor O método de redução do rotor não implica em nenhum componente extra. A Figura 4.1.8 exibe a curva de QH reduzida (Hx) e as características da curva original (Hn). Controle de velocidade O método de controle de velocidade (figura 1.4.9) resulta em uma nova curva de QH em altura manométrica e fluxo reduzidos. As características das curvas permanecem as mesmas. Entretanto, quando a velocidade for reduzida, as curvas se tornam mais planas enquanto a altura manométrica é reduzida para um grau mais elevado que o fluxo. Em comparação a outros métodos, o método de controle de velocidade também possibilita ampliar o limite de desempenho da bomba acima da curva de QH nominal, simplesmente aumentando a velocidade acima do nível de velocidade nominal da bomba, ver curva Hy na figura 4.1.9. Se esta operação síncrona excessiva for usada, o tamanho do motor deve ser levado em conta. reduzidos reduzidos Eficiência geral do sistema de bombeamento Redução considerável Redução leve 67% Redução leve 65% a b Fig. 4.1.6: Válvula de estrangulamento conectada em série com uma bomba Hn Hx Válvula a b Fig. 4.1.7: Válvula de derivação conectada transversalmente na bomba Hn Hx Válvula Hn Hx Hn Hx Hn Hx Hn Hx Hn Hx Hy Válvula de estrangulamento Válvula de derivação Controlador de velocidade D Fig. 4.1.8: Ajuste de diâmetro do rotor desempenho terá e curva alterada reduzidos reduzidos Eficiência geral do sistema de bombeamento Redução considerável Redução leve Redução leve 65% Hn Hx Válvula Hn Hx Válvula Hn Hx Hy Válvula de estrangulamento Válvula de derivação Controlador de velocidade D Fig. 4.1.9: Controlador de velocidade conectado a uma bomba desempenho terá e curva alterada reduzidos reduzidos Eficiência geral do sistema de bombeamento Redução considerável Redução leve Redução leve 65% Hn Hx Válvula Hn Hx Válvula Hn Hx Hy Válvula de estrangulamento Válvula de derivação Controlador de velocidade D desempenho terá e curva alterada reduzidos reduzidos Eficiência geral do sistema de bombeamento Redução considerável Redução leve Redução leve 65% Hn Hx Válvula Hn Hx Válvula Hn Hx Hy Válvula de estrangulamento Válvula de derivação Controlador de velocidade D 110 Seção 4.1 Ajuste de desempenho de bomba
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    4.1.6 Eficiência geraldo sistema da bomba Tanto o método de estrangulamento como o de derivação introduzem alguma perda de energia hidráulica nas válvulas (Pperda = k Q H). Portanto, a eficiência resultante do sistema de bombeamento é reduzida. A redução do tamanho do rotor na faixa de Dx/Dn0.8 não representa um impacto significante na eficiência da bomba. Portanto, este método não representa uma influência negativa na eficiência geral do sistema. A eficiência das bombas controladas por velocidade somente é afetada em uma extensão limitada, na medida em que a redução de velocidade não fique abaixo de 50% da velocidade nominal. Posteriormente, nós descobriremos que a eficiência reduziu somente em alguns pontos percentuais, e que ela não exerce um impacto na economia de operação geral das soluções controladas por velocidade, ver figura 1.4.17 na seção 1.4.4. 4.1.7 Exemplo: Consumo de energia relativo quando o fluxo é reduzido em 20% Em determinada instalação o fluxo deve ser reduzido de Q = 60 m3/h para 50 m3/h. No ponto inicial original (Q = 60 m3/h e H = 70 m) a entrada de energia para a bomba é definida relativamente a 100%. Dependendo do método de ajuste de desempenho, a redução de consumo de energia sofrerá variação. Agora, vamos dar uma olhada em como o consumo de energia afeta cada um dos métodos de ajuste de desempenho. 111
  • 109.
    Controle por estrangulamento O consumo de energia é reduzido em aproximadamente 94% quando o fluxo cai. O estrangulamento resulta em uma altura manométrica aumentada, ver figura 4.1.10. O consumo de energia máximo para algumas bombas fica em um fluxo menor que o fluxo máximo. Se este for o caso, o consumo de energia aumentará por conta do estrangulamento. Controle por derivação Para reduzir o fluxo no sistema, a válvula deve reduzir a altura manométrica da bomba para 55 m. Isto só pode ser feito por meio do aumento do fluxo na bomba. Conforme mostrado na figura 4.1.11, o fluxo será consequentemente aumentado para 81 m3/h, que resultará em um aumento no consumo de energia de até 10% acima do consumo original. O grau de aumento depende do tipo de bomba e do ponto de operação. Portanto, em alguns casos, o aumento na P2 é igual a zero e em poucos casos raros a P2 poderá até mesmo diminuir um pouco. Modificação no diâmetro do rotor Quando o diâmetro do rotor for reduzido, tanto o fluxo quanto a altura manométrica da bomba cairão. Por meio da redução de fluxo de 20%, o consumo de energia é reduzido para aproximadamente 67% de seu consumo original, ver figura 4.1.12. Controle de velocidade Quando a velocidade da bomba é controlada, tanto o fluxo quando a altura manométrica são reduzidos, ver figura 4.1.13. Consequentemente, o consumo de energia foi reduzido para aproximadamente 65% do consumo original. Quando se trata de obter a melhor eficiência possível, o método de ajuste de diâmetro de rotor ou o método de controle de velocidade da bomba são os mais adequados para reduzir o fluxo na instalação. Quando a bomba tiver de operar em um ponto de operação fixo, modificado, o método de ajuste de diâmetro de rotor é a melhor solução. Entretanto, quando nos deparamos com uma instalação, onde a demanda de fluxo é variável, a bomba controlada por velocidade é a melhor solução. H [m] = Ponto de serviço modificado = Ponto de serviço original Q Q Q Q [m3/h] 76 H [m] 70 55 P2 100% 94% 50 60 H [m] = Ponto de serviço modificado = Ponto de serviço original Q Q Q Q Q [m3/h] Q = Ponto de serviço modificado = Ponto de serviço original Q [m3/h] = Ponto de serviço modificado = Ponto de serviço original Q [m3/h] 70 P2 100% 76 76 70 55 70 55 70 70 100% 100% 100% P2 100% 67% 100% 67% 100% 100% 67% 67% P2 100% 65% 110% 55 50 60 50 60 50 60 81 H [m] H [m] Q Q 70 55 70 55 Q 76 70 55 Fig. 4.1.10: Consumo de energia relativa – controle por estrangulamento Q [m3/h] P2 100% 94% 50 60 H [m] Q [m3/h] Q [m3/h] Q [m3/h] 70 P2 P2 P2 100% 65% 110% 55 50 60 50 60 50 60 81 H [m] H [m] Q Q 70 55 70 55 Q Fig. 4.1.11: Consumo de energia relativo - controle por derivação H [m] Q [m3/h] P2 100% 94% 50 60 H [m] Q [m3/h] Q [m3/h] Q [m3/h] P2 P2 P2 100% 65% 110% 55 50 60 50 60 50 60 81 H [m] H [m] Q Q 70 55 70 55 Q Fig. 4.1.12: Consumo de energia relativo – modificação de diâmetro de rotor H [m] Q [m3/h] P2 100% 94% 50 60 H [m] Q [m3/h] Q [m3/h] Q [m3/h] P2 P2 P2 100% 65% 110% 55 50 60 50 60 50 60 81 H [m] H [m] Q Q 70 55 70 55 Q Fig. 4.1.13: Consumo de energia relativo – controle de velocidade 112 Seção 4.1 Ajuste de desempenho de bomba
  • 110.
    Resumo A Figura4.1.14 fornece uma visão geral dos diferentes métodos de ajuste que apresentamos na seção anterior. Cada método tem seus prós e contras que devem ser considerados ao escolher o método de ajuste para um sistema. O ajuste contínuo é possível Sim Sim Não Sim A curva de desempenho resultante terá Q reduzido H reduzido e curva alterada Q e H reduzidos Q e H reduzidos Método Controle por estrangulamento Válvula de estrangulamento Controle por desvio Válvula de desvio Controlador de velocidade D Modificação do diâmetro do impulsor Controle de velocidade Eficiência geral do sistema de bombeamento Redução considerável Redução considerável Redução leve Consumo de energia relativo com redução de 20% no fluxo 94% 110% 67% Redução leve 65% Hn Hx Válvula Hn Hx Válvula Hn Hx Hn Hx Hy Fig. 4.1.14: Características dos métodos de ajuste. 113
  • 111.
    Seção 4.2 Soluçõesde bomba controlada por velocidade Como discutido na seção anterior, o controle de velocidade de bombas é uma maneira eficiente de ajustar o desempenho da bomba ao sistema. Nesta seção nós discutiremos a possibilidade de combinação de bombas controladas por velocidade com controladores PI e sensores medindo parâmetros de sistema, tais como pressão, pressão diferencial e temperatura. Nas próximas páginas, as diferentes opções serão exemplificadas. 4.2.1 Controle de pressão constante Uma bomba deve fornecer água da torneira de um tanque intermediário para diferentes torneiras em um edifício. A demanda por água de torneira é variável, portanto, a característica do sistema varia conforme o fluxo necessário. Por conta do conforto e economia de energia uma pressão de fornecimento constante é recomendada. Como exibido na figura 4.2.1, a solução é uma bomba controlada por velocidade com um Controlador PI. O Controlador PI compara a pressão necessária pset com a pressão de fornecimento real p1 medida por um transmissor de pressão PT. Se a pressão real for maior que a de ponto de ajuste, o Controlador PI reduzirá a velocidade e consequentemente o desempenho da bomba até p1 = pset. A figura 4.2.1 mostra o que ocorre quando o fluxo é reduzido de Qmax para Q1. O controlador se certifica se a velocidade da bomba foi reduzida de nn para nx para garantir que a pressão de descarga necessária seja = Pset. A instalação da bomba garante que a pressão de fornecimento é constante na faixa de fluxo de 0 - Qmax. A pressão de fornecimento é independente do nível (h) no tanque intermediário. Se houver alteração de h, o Controlador PI ajusta a velocidade da bomba para que P1 corresponda sempre ao ponto de ajuste. H h pset p1 h Q1 H1 Ponto de ajuste pset Tanque intermediário Valor real de p1 Transmissor de pressão Controlador PI Controlador de velocidade Torneiras nx PT H pset h Q1 Qmax Q p1 h Q1 H1 Ponto de ajuste pset Tanque intermediário Valor real de p1 Transmissor de pressão Controlador PI Controlador de velocidade Torneiras nx nn PT Fig. 4.2.1: Sistema de abastecimento de água com bomba controlada por velocidade fornecendo pressão constante para o sistema 114
  • 112.
    4.2.2 Controle detemperatura constante O ajuste de desempenho por meio de controle de velocidade é adequado para diversas aplicações industriais. A Figura 4.2.2 exibe um sistema com uma máquina de modelagem por injeção que deve ser resfriada por água para garantir uma produção de alta qualidade. A máquina é resfriada com água em 15° C a partir de uma usina de resfriamento. Para garantir que a máquina de modelagem opere adequadamente e seja suficientemente resfriada, a temperatura do tubo de retorno deve ser mantida em um nível constante; tr = 20oC. A solução é uma bomba controlada por velocidade controlada por um Controlador PI. O Controlador PI compara a temperatura necessária tset com a temperatura da tubulação de retorno real tr, que é medida por meio de um transmissor de temperatura TT. Este sistema possui uma característica de sistema fixo e, portanto, o ponto de operação da bomba fica localizado na curva entre Qmin e Qmax. Quanto maior a perda de calor na máquina, maior será o fluxo de água de resfriamento necessário para garantir que a temperatura da tubulação de retorno seja mantida em um nível constante de 20° C. 4.2.3 Pressão diferencial constante em um sistema de circulação Os sistemas de circulação (sistemas fechados), veja o capítulo 3, são bastante adequados para soluções de bombeamento controlado por velocidade. É uma vantagem que os sistemas de circulação com característica de sistema variável sejam equipados com uma bomba de circulação controlada por pressão diferencial, veja a figura 4.2.3. A figura mostra um sistema de aquecimento consistindo de um trocador de calor onde a água circulada é aquecida e entregue a três consumidores, ex. radiadores, por meio de uma bomba controlada por velocidade. Uma válvula de controle é conectada em série em cada consumidor para controlar o fluxo conforme o requisito de calor. A bomba é controlada conforme uma pressão diferencial constante, medida em toda a bomba. Isto significa que o sistema de bombeamento oferece uma pressão diferencial na faixa Q de 0 – Qmax, representando como linha horizontal na figura 4.2.3. Ponto de ajuste pset Controlador Valor real de tr PI Controlador de velocidade Usina de resfriamento Máquina modelagem por injeção Transmissor de temperatura Ponto de ajuste pset Controlador Valor real de tr PI Controlador de velocidade Usina de resfriamento Máquina modelagem por injeção Transmissor de temperatura Fig. 4.2.2: Sistema com máquina de modelagem por injeção e bomba de circulação controlada por temperatura garantindo uma temperatura de tubulação de retorno constante Ponto de ajuste Hset Valor real de H1 Controlador PI Controlador de velocidade Transmissor de pressão diferencial Ponto de ajuste Hset Valor real de H1 Controlador PI Controlador de velocidade Transmissor de pressão diferencial Fig. 4.2.3: Sistema de aquecimento com bomba de circulação controlada por velocidade fornecendo pressão diferencial constante para o sistema 115
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    4.2.4 Controle depressão diferencial compensada por fluxo A função principal do sistema de bombeamento na figura 4.2.4 é manter uma pressão diferencial constante em todas as válvulas de controle nos consumidores, ex.: radiadores. Para isso, a bomba deve ser capaz de superar as perdas de fricção em tubulações, trocadores de calor, conexões, etc. Conforme discutido no capítulo 3, a perda de pressão em um sistema é proporcional para o fluxo na segunda energia. A melhor maneira de controlar Ponto de ajuste Hset Valor real de H1 uma bomba de circulação em um sistema como aquele mostrado na figura à direita, é permitir que a bomba forneça uma pressão que aumente quando o fluxo aumentar. Quando a demanda de fluxo for baixa, as perdas de pressão nas tubulações, trocadores de calor, conexões, etc. serão também baixas, e a bomba fornecerá somente uma pressão equivalente àquela que a válvula de controle exigir, Hset -Hf. Quando a demanda de fluxo aumentar, as perdas de pressão aumentam na segunda energia e, portanto, a bomba deve aumentar a pressão de fornecimento; demonstrado como a curva azul na figura 4.2.4. Tal sistema de bombeamento pode ser projetado de duas maneiras: • O transmissor de pressão diferencial está localizado na bomba e o sistema está operando com controle de pressão diferencial compensado por fluxo – DPT1, veja a figura 4.2.4 • O transmissor de pressão diferencial está localizado próximo dos consumidores e o sistema está operando com controle de pressão diferencial – DPT2 na fig. 4.2.4 A vantagem da primeira solução é que a bomba, o Controlador PI, o controle de velocidade e o transmissor estão posicionados perto um do outro, facilitando a instalação. Esta instalação torna possível tratar todo o sistema como uma única unidade, ver seção 4.4. A fim de deixar o sistema operando adequadamente, os dados de curva de bomba devem ser armazenados no controlador. Ponto de ajuste Hset Valor real de H1 Estes dados são usados para calcular o fluxo e desta forma calcular quanto o ponto de ajuste Hset deve ser reduzido em determinado fluxo para garantir que o desempenho da bomba atenda a curva azul exigida na figura 4.2.4. A segunda solução com o transmissor posicionado na instalação exige mais custos de instalação uma vez que o transmissor deve ser instalado no local de instalação e o cabeamento necessário também deve ser realizado. O desempenho deste sistema é mais ou menos similar ao primeiro sistema. O transmissor mede a pressão diferencial no consumidor e compensa automaticamente para o aumento na pressão necessária para superar o aumento nas perdas de pressão nas tubulações de abastecimento, etc. Hf Q1 PI-controller DPT1 DPT2 Controlador de velocidade Q1 Qmax Hset Hf H1 nx nn Q H Q1 PI-controller DPT1 DPT2 Controlador de velocidade Fig. 4.2.4: Sistema de aquecimento com bomba de circulação controlada por velocidade fornecendo pressão diferencial compensada por fluxo para o sistema 116 Seção 4.2 Soluções de bomba controlada por velocidade
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    Um grande númerode aplicações de bomba não exige o desempenho de bombeamento total 24 horas por dia. Portanto, é vantajoso ser capaz de ajustar o desempenho da bomba no sistema automaticamente. Como vimos na seção 4.1, a melhor maneira possível de adaptar o desempenho de uma bomba centrífuga é por meio de controle de velocidade da bomba. O controle de velocidade de bombas é normalmente feito por uma unidade de conversão de frequência. Nas próximas páginas nós analisaremos as bombas controladas por velocidade em sistemas fechados e abertos. Mas antes de aprofundar no mundo de controle de velocidade, nós apresentaremos as vantagens que o controle de velocidade fornece e os benefícios oferecidos pelas bombas controladas por velocidade de conversor de frequência. Consumo de energia reduzido As bombas controladas por velocidade usam somente a quantidade de energia necessária para atender um trabalho específico da bomba. Em comparação a outros métodos de controle, o controle de velocidade controlada por frequência oferece a mais alta eficiência e, portanto, uma utilização mais eficiente da energia, ver seção 4.1. Baixo custo de ciclo de vida Como veremos no capítulo 5, o consumo de energia de uma bomba é um fator muito importante considerando os custos de ciclo de vida da bomba. Portanto, é importante manter os custos de operação de um sistema de bombeamento no nível mais baixo possível. A operação eficiente resulta em menor consumo de energia e, portanto, custos de operação mais baixos. Em comparação às bombas de velocidade fixa, é possível reduzir o consumo de energia em até 50% com uma bomba controlada por velocidade. Proteção do meio ambiente Bombas que utilizam a energia de maneira eficiente poluem menos e, portanto, não agridem o meio ambiente. Aumento de conforto O controle de velocidade em diferentes sistemas de bombeamento oferece mais conforto: em sistemas de abastecimento de água, o controle de pressão automática e partida suave das bombas reduzem o golpe de aríete e o ruído gerado por pressão muito alta no sistema. Nos sistemas de circulação, as bombas controladas por velocidade garantem que a pressão diferencial seja mantida em um nível tal que o ruído no sistema é minimizado. Redução nos custos do sistema As bombas controladas por velocidade podem reduzir a necessidade de comissionamento e válvulas de controle no sistema. Dessa forma os custos totais do sistema podem ser reduzidos. Seção 4.3 Vantagens de controle de velocidade 117
  • 115.
    Seção 4.4 Vantagensdas bombas com conversor de frequência integrado Em muitas aplicações, as bombas com conversor de frequência integrado é uma ótima solução. A razão é que estas bombas combinam os benefícios de uma solução de bomba controlada por velocidade com os benefícios obtidos da combinação de uma bomba, um conversor de frequência, um Controlador PI e algumas vezes também um sensor/transmissor de pressão em uma única unidade - ver figura 4.4.1. Uma bomba com um conversor de frequência integrado não é apenas uma bomba, mas um sistema capaz de resolver problemas de aplicação ou economizar energia em uma variedade de instalações de bomba. No que se refere à reposição, as bombas com conversores de frequência integrados são ideais uma vez que elas podem ser instaladas no lugar de bombas de velocidade fixas sem qualquer custo de instalação extra. Tudo o que se precisa é uma conexão de alimentação e uma conexão da bomba com conversor de frequência integrado no sistema de tubulação e, então, a bomba estará pronta para operar. Tudo o que o instalador deve fazer é ajustar o ponto de ajuste (pressão) e, assim, o sistema estará em condições de operar. Segue abaixo uma breve descrição das vantagens que as bombas com conversor de frequência integrada podem oferecer. Fácil instalação Bombas com conversor de frequência integrado são tão fáceis de instalar quanto as bombas de velocidade fixa. Tudo que você tem a fazer é conectar o motor à alimentação elétrica e a bomba entrará em operação. Todas as conexões e ajustes já vêm configurados de fábrica. Ótima economia de energia Uma vez que a bomba, o motor e o conversor de frequência foram projetados para compatibilidade, a operação do sistema de bomba reduz o consumo de energia. Único fornecedor Um único fornecedor pode fornecer a bomba, o conversor de frequência e o sensor o que naturalmente facilita o dimensionamento, seleção, procedimentos de pedido, assim como sua manutenção e reparos. Ponto de ajuste Controlador PI Conversor de frequência M PT Fig. 4.4.1: Unidade da bomba com conversor de frequência integrado e transmissor de pressão 118
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    Ampla faixa dedesempenho As bombas com conversor de frequência integrado possuem uma gama bastante ampla de faixa de desempenho, o que permite que elas operem de forma eficiente sob condições bastante variadas e atendam a uma ampla gama de requisitos. Assim, menos bombas podem substituir muitos tipos de bomba de velocidade fixa com poucos recursos de desempenho. 4.4.1. Curvas de desempenho de bombas controladas por velocidade Agora, permita-nos fazer uma análise aprofundada de como você pode ler o desempenho da bomba controlada por velocidade. A figura 4.4.2 mostra um exemplo das curvas de desempenho de uma bomba controlada por velocidade. A primeira curva exibe a curva QH e a segunda curva mostra a curva de consumo de energia correspondente. Como você pode ver, as curvas de desempenho são fornecidas para cada diminuição em 10% na velocidade de 100% para 50%. Da mesma forma, a curva mínima representada por 25% da velocidade máxima também é mostrada. Como nós indicamos no diagrama, você pode indicar um ponto de operação específico QH e descobrir em qual velocidade de ponto de operação pode ser alcançado e o que o consumo de energia da P1 significa. 4.4.2. Bombas controladas por velocidade em diferentes sistemas As bombas controladas por velocidade são usadas em uma ampla gama de sistemas. A troca no desempenho da bomba e consequentemente a economia de energia potencial dependem do sistema em questão. Conforme discutido no capítulo 3, a característica de um sistema é uma indicação da altura manométrica necessária que uma bomba deve fornecer para transportar uma certa quantidade de líquido através do sistema. A Figura 4.4.3 exibe a curva de desempenho e a característica do sistema de um sistema fechado e um sistema aberto. H [m] 70 60 50 40 30 20 10 0 5 10 15 20 25 30 Q [m 3/h] Q [m 3/h] 35 P1 [kW] 6 4 2 0 100% 90% 86% 80% 70% 60% 50% 25% Fig 4.4.2: Curva de desempenho para uma bomba controlada por velocidade Curva da bomba Curva da bomba Característica do sistema Q H H Fig 4.4.3: SPonto de característica de sistema de um sistema fechado e um sistema aberto H Q HO Sistema fechado Sistema aberto Q H Q HO Característica do sistema 119
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    Bombas controladas porvelocidade em sistemas fechados Em sistemas fechados, como sistemas de aquecimento e ar condicionado, a bomba deve somente superar as perdas de fricção nas tubulações, válvulas, trocadores de calor, etc. Nessa seção, nós apresentaremos um exemplo com uma bomba controlada por velocidade em um sistema fechado. A perda de fricção total por um fluxo total é de 15 m3/h é 18 m, ver figura 4.4.4. A característica de sistema inicia no ponto (0,0), a linha vermelha na figura 4.4.5. As válvulas de controle no sistema sempre precisam de certa pressão operacional, portanto a bomba não pode operar de acordo com a característica de sistema. Isso ocorre porque algumas bombas controladas por velocidade oferecem a função de controle de pressão proporcional, que garante que a bomba operará de acordo com a linha laranja mostrada na figura. Como você pode ver na figura 4.4.5, o desempenho mínimo está por volta de 57% da velocidade total. Em uma operação de sistema de circulação na curva mínima (25% da velocidade total) podem ser relevante em algumas situações, por exemplo, quando lidamos com serviços noturnos em sistemas de aquecimento. H Q = 15 m2/h Consumidores Caldeira ou similar Fig. 4.4.4: Sistema fechado H [m] 24 20 16 12 8 4 100% 99% 90% 80% 70% 50% 0 2 4 6 8 10 12 Q [m 3/h] Q [m 3/h] 14 16 P1 [kW] 1.2 0.8 0.4 0 60% 25% Fig. 4.4.5: A Uma bomba controlada por velocidade em um sistema fechado 120 Seção4.4 Vantagens de bombas com conversor de frequência integrado
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    Bombas controladas porvelocidade em sistemas abertos A característica do sistema e a faixa operacional da bomba dependem do tipo de sistema em questão. A Figura 4.4.6 mostra uma bomba em um sistema de reforço de pressão/abastecimento de água. A bomba deve abastecer Q = 6,5 m3/h para a torneira, que é posicionada h = 20 m acima da bomba. A pressão de entrada para a bomba ps é de 1 bar, a pressão na torneira pt deve ser de 2 bar e a perda de fricção total no sistema por fluxo total de pf é de 1,3 bar. A Figura 4.4.7 mostra a curva QH de uma bombacapaz de atender os requisitos descritos acima. Você poderá calcular a altura manométrica necessária em fluxo zero (Ho) usando a equação à sua direita. Se você precisar calcular a altura manométrica máxima em um fluxo (Q) de 6.5 m3/h, utilize a equação abaixo: pf . g 1.3. 105 Hmax = oH + = 30.29 9 8+ . 9.81= 43.5 Para cobrir esta aplicação de fluxo zero para fluxo máximo Ho = h Q pt + = - 6.5 ps m3/h a (bomba 2-1. )1 05 = 20 9+9.81= operará em uma . g 9 8 . 30.2 m faixa de velocidade estreita relativa, que fica entre 65% da velocidade total e até 99% da velocidade total. Nos sistemas com menos perda de fricção a variação a velocidade será ainda menor. Se não houver nenhuma perda de fricção, a velocidade mínima no caso acima será por volta de 79% da velocidade. Como você pode ver a partir dos dois exemplos anteriores, a variação possível na velocidade e consequentemente no consumo de energia é a máxima em sistemas fechados. Portanto, os sistemas fechados são responsáveis pela maior economia de energia potencial. Fig. 4.4.6: Bomba em um sistema de abastecimento de água h = 20 m pt = 2 bar ps = 1 bar pf = 1.3 bar Q = 6.5 m3/h H pt - Pressão no ponto de tomada ps - Pressão de sucção pf - Perda de fricção Q - Taxa de fluxo h - Elevação estática H [m] 60 50 40 20 10 pf . g 1.3. 105 Hmax = oH + = 30.29 9 8+ . 9.81= 43.5 (2-1. )1 05 Ho = h + . g = 20 9 9+8 . 9.81= 30.2 m 100% pt - ps 0 1 2 3 4 5 6 7 8Q [m 3/h] Q [m 3/h] P1 [kW] 1.2 0.8 0.4 0 90% 80% 70% 60% 50% 25% HO Fig. 4.4.7: Uma bomba controlada por velocidade em um sistema aberto 121
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    4.5.2. Componentes doconversor de frequência Em princípio, todos os conversores de frequência consistem dos mesmos blocos funcionais. A função básica é conforme mencionado anteriormente, para converter a alimentação de tensão de distribuição em uma nova tensão CA com outra frequência e amplitude. O conversor de frequência antes de tudo retifica a tensão de rede de entrada e então armazena a energia em um circuito intermediário consistindo de um capacitor. A tensão CC então é convertida em uma tensão AC com outra frequência e amplitude. Não importa se a frequência é de 50 Hz ou 60Hz uma vez que o retificador seja capaz de lidar com ambas as situações. Da mesma forma, a frequência de entrada não influenciará a frequência de saída, conforme isto é definido pelo padrão de tensão/ frequência, que é definido no inversor. Tendo os fatos acima mencionados em mente, usando um conversor de frequência em conexão com os motores assíncronos, os seguintes benefícios são oferecidos: • O sistema pode ser usado tanto em na área de ciclo 50 quanto 60 sem quaisquer modificações; • A frequência de saída do conversor de frequência é independente na frequência de entrada; • O conversor de frequência pode fornecer frequência de saída de alimentação mais alta que a à frequência de alimentação de rede, possibilitando a operação síncrona excessiva. Como você pode ver a partir da figura 4.5.2, o conversor de frequência consiste também de três outros componentes: Um filtro EMC, um circuito de controle e um inversor. Como mencionado anteriormente, o controle de velocidade de bombas envolve um conversor de frequência. Portanto, será relevante ter um olhar mais próximo em um conversor de frequência, como ele opera e finalmente discutir precauções relacionadas ao uso deste dispositivo. 4.5.1 Função básica e características É um fato bastante conhecido que a velocidade de um motor assíncrono depende primeiramente do número do polo do motor e a frequência da tensão fornecida. A amplitude da tensão fornecida e a carga no eixo do motor também influenciam a velocidade do motor, no entanto, não no mesmo grau. Consequentemente, alterar a frequência da tensão de fornecimento é um método ideal para o controle de velocidade do motor assíncrono. Para garantir uma magnetização do motor correta é também necessário alterar a amplitude da tensão. f1 f1 f2 n T f2 Fig. 4.5.1: Deslocamento da característica de torque de motor Um controle de frequência/tensão resulta em um deslocamento da característica de torque sempre que a velocidade é alterada. A Figura 4.5.1 exibe a característica de torque de motor (T) como uma função da velocidade (n) em duas diferentes frequências/tensões. No mesmo diagrama também é elaborada a característica de carga da bomba. Conforme exibido na figura, a velocidade é alterada pela mudança de frequência/tensão do motor. O conversor de frequência altera a frequência e tensão, portanto, nós podemos concluir que a tarefa básica de um conversor de frequência deve alterar a frequência de tensão de alimentação fixa, ex. 3x400 V / 50 Hz, na tensão/frequência variável. Alimentação de rede CA Filtro EMC Retificador Circuito intermediário CC Inversor Circuito de controle Fig. 4.5.2: Blocos funcionais do conversor de frequência Seção 4.5 Conversor de frequência 122
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    Filtro EMC Estebloco não é parte da função primária do conversor de frequência e, portanto, em princípio, pode ser deixado de fora do conversor de frequência. Entretanto, para atender os requisitos da diretiva de EMC da União Europeia ou outros requisitos locais, o filtro é necessário. O filtro EMC garante que o conversor de frequência não enviará sinal de ruído inaceitavelmente alto de volta à rede interferindo em outros equipamentos eletrônicos conectados à rede. Ao mesmo tempo, o filtro garante que os sinais de ruído na rede gerados por outro equipamento não interfiram em dispositivos eletrônicos do conversor de frequência causando danos ou distúrbios. Circuito de controle O bloco de circuito de controle possui duas funções: ele controla o conversor de frequência e ao mesmo tempo, controla toda a comunicação entre o produto e arredores. Inversor A tensão de saída de um conversor de frequência não é sinusoidal como a tensão de rede normal. A tensão fornecida para o motor consiste de diversos pulsos de onda quadrada, ve figura 4.5.3. O valor médio destes pulsos forma uma tensão sinusoidal da frequência e amplitude desejadas. A frequência de comutação pode ser de poucos kHz até 20 kHz, dependendo da marca. Para evitar a geração de ruído nos enrolamentos do motor, um conversor de frequência com uma frequência de comutação acima da faixa de audibilidade (~16 kHz) é preferível. Este princípio de operação de inversor é chamado de controle PWM (Modulação de largura de pulso) e é o princípio de controle que é mais frequentemente usado nos conversores de frequência atuais. A corrente do motor por si só é quase sinusoidal. Isto é mostrado na figura 4.5.4 (a) indicando a corrente de motor (superior) e a tensão do motor. Na figura 4.5.4 (b) uma seção da tensão do motor é mostrada. Isto indica como a faixa de pulso/pausa da tensão é alterada. 0 0 t Umotor Valor médio de tensão T = 1/fm Fig 4.5.3: Tensão CA com frequência variável (fm) e tensão variável (Umotor) 0 a b 0 * * Detail Fig 4.5.4: a) Corrente do motor (superior) e tensão do motor no controle PWM (Modulação de largura de pulso). b) Seção de tensão do motor 123
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    4.5.3 Condições especiaisem relação aos conversores de frequência Existem muitas condições que o instalador e o usuário devem estar cientes quando da instalação e uso de conversores de frequência ou bombas com conversores de frequência integrados. Um conversor de frequência se comportará de forma diferente no lado da alimentação de rede se comparado a um motor assíncrono padrão. Isso é descrito em detalhes abaixo. Entrada de alimentação não sinusoidal, conversores de frequência alimentados em três fases Um conversor de frequência projetado como aquele descrito acima não receberá corrente sinusoidal da rede. Entre outras coisas, isso influencia no dimensionamento do cabo de alimentação de rede, chaves de rede, etc. A Figura 4.5.5 exibe como a corrente de rede e a tensão aparecem para um: a) motor assíncrono padrão de dois polos, trifásico; b) motor assíncrono padrão de dois polos, trifásico com conversor de frequência. Em ambos os casos o motor fornece 3kW para o eixo. Uma comparação da corrente nos dois casos mostra as diferenças abaixo, ver figura 4.5.6: • A corrente para o sistema com o conversor de frequência não é sinusoidal • A corrente de pico é muito superior (aprox. 52% superior) para a solução de conversor de frequência Isto ocorre devido ao projeto do conversor de frequência conectando a rede a um retificador acompanhado por um capacitor. O carregamento do capacitor ocorre durante curtos períodos de tempo no qual a tensão retificada é superior à tensão no capacitor naquele momento. Conforme mencionado acima, a corrente não sinusoidal resulta em outras condições no lado de alimentação de rede do motor. Para um motor padrão sem um conversor de frequência a relação entre a tensão (U), corrente (I) e alimentação (P) é exibida na caixa à sua direita. A mesma fórmula não poderá ser usada para o cálculo da entrada de alimentação na conexão com motores com conversores de frequência. Fig 4.5.5 a): Motor assíncrono padrão dois polos, trifásico b Fig 4.5.5 b): Motor assíncrono padrão trifásico de dois polos com conversor de frequência 400 V 6,36 A 13,8 A 3,69 kW PF = 0,86 400 V 6,4 A 9,1 A 3,69 kW PF = 0,86 Tensão de rede Corrente de rede RMS Corrente de rede, pic Entrada de alimentação, P1 cos ϕ, fator de potência (PF) Motor padrão Motor com conversor de frequência Fig. 4.5.6: Comparação de corrente de um motor padrão e um conversor de frequência Seção 4.5 Conversor de frequência 124 tensão entre duas fases corrente de fase Ambos os valores efetivos (valores de RMS), se aplicam para U e I deslocamento de fase entre corrente e tensão Exemplo de cálculo: U = 400 V, I = 6,4 A, cos = 0,83 O resultado é uma entrada de alimentação de P = 3,68 kW a
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    De fato, nessecaso não há uma maneira segura de calcular a entrada de alimentação baseada em medições de corrente e tensão simples quando essas não forem sinusoidais. Em vez disso, a alimentação deve ser calculada por meio de instrumentos e com base em medições instantâneas de corrente e tensão. Se a alimentação (P) for conhecida assim como o valor de RMS da corrente e tensão, o fator de alimentação (PF) pode ser calculado pela fórmula à sua direita. Do contrário, quando a corrente e a tensão forem sinusoidais, o fator de alimentação não terá conexão direta com a maneira em que a corrente e tensão são deslocadas no tempo. Ao medir a corrente de entrada em conexão com a instalação e serviço de um sistema com conversor de frequência é necessário utilizar um instrumento que seja capaz de medir as correntes “não sinusoidais”. Em geral, instrumentos de medição de corrente para conversores de frequência devem ser de medição do tipo “Valor eficaz real verdadeiro”(True RMS). Conversores de frequência e disjuntores de vazamento de terra (ELCB) Os disjuntores de vazamento de terra estão cada vez mais sendo usados em instalações elétricas. Se um conversor de frequência tiver que ser conectado em tal instalação, deve-se garantir que o ELCB a ser instalado seja de um tipo que seguramente funcionará também se a falha ocorrer no lado CC do conversor de frequência. Para garantir que o ELCB sempre funcionará em caso de corrente vazamento para terra o ELCB a ser usado em conexão com o conversor de frequência deve apresentar os sinais exibidos na figura 4.5.7 e 4.5.8 Ambos os tipos de disjuntores de vazamento para terra estão disponíveis no mercado atualmente. tensão entre duas fases corrente de fase Ambos os valores efetivos (valores de RMS), se aplicam para U e I deslocamento de fase entre corrente e tensão Exemplo de cálculo: U = 400 V, I = 6,4 A, cos = 0,83 O resultado é uma entrada de alimentação de P = 3,68 kW Fig 4.5.7: Etiqueta do ELCB para conversores de frequência de fase única Fig 4.5.8: Etiqueta do ELCB para conversores de frequência de três fases 125
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    Custos de energia90% Custos de manutenção 2-5% Custos iniciais 5-8% Capítulo 5. Cálculo de custos de ciclo de vida Seção 5.1: Equação de custos de ciclo de vida 5.1.1 Custos iniciais, preço de compra (Cic) 5.1.2 Custos de instalação e comissionamento (Cin) 5.1.3 Custos de energia (Ce) 5.1.4 Custos operacionais (Co) 5.1.5 Custos ambientais (Cenv) 5.1.6 Custos de manutenção e reparo (Cm) 5.1.7 Custos por tempo parado, custos de perda de produção (Cs) 5.1.8 Custos de desativação e descarte (Co) Seção 5.2: Cálculo de custos de ciclo de vida – um exemplo
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    Seção 5.1 Equaçãode custos de ciclo de vida Nesta seção abordaremos os elementos que compõem os custos de ciclo de vida da bomba (LCC) para entender o que é LCC, quais fatores considerar quando o calculamos e como calculá-lo. Finalmente, ilustraremos os custos de ciclo de vida por meio de um exemplo. Mas antes de nos aprofundar nos custos de ciclo de vida, precisamos entender o que a noção abrange. Os custos de ciclo de vida de uma bomba são uma expressão de quanto custa para comprar, instalar, operar, manter e descartar uma bomba durante seu ciclo de vida. Fig. 5.1.1: Um guia para análise de custos de ciclo de t O Hydraulic Institute, Europump e o Departamento Americano de Energia elaboraram uma ferramenta chamada Custos de ciclo de vida (LCC) da bomba, ver figura 5.1.1. A ferramenta foi projetada para ajudar as empresas a minimizarem o desgaste e maximizar a eficiência de energia em diferentes sistemas incluindo sistemas de bombeamento. Os cálculos de custo de ciclo de vida são uma ferramenta de tomada de decisão que pode ser usada em conexão com o projeto de novas instalações ou reparo das instalações existentes. Os custos de ciclo de vida (LCC) consistem dos seguintes elementos: Cic Custos iniciais, preço de compra Cin Custos de instalação e comissionamento Ce Custos de energia Co Custos operacionais (custos de mão de obra) Cemv Custos de meio ambiente Cm Custos de manutenção de reparo Cs Custos por tempo parado (perda de produção) Cd Custos de desativação/descarte Cada um desses elementos é descrito nos parágrafos abaixo. Conforme mostrado na figura 5.1.2, os custos de energia, custos iniciais e custos de manutenção são os mais importantes. vida para sistemas de bombeamento Custos de ciclo de vida típicos Custos iniciais Custos de manutenção Custos de energia Fig. 5.1.2: Custos de ciclo de vida típicos de um sistema de circulação na indústria O LCC é calculado pela fórmula abaixo: LCC = Cic + Cin + Ce + Co + Cm + Cs + Cemv + Cd 128
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    5.1.1 Custos iniciais,preço de compra (Cic) Os custos iniciais (Cic) de um sistema de bomba incluem todo o equipamento necessário para operar o sistema, ex.: bombas, conversores de frequência, painéis de controle e transmissores, ver figura 5.1.3. Frequentemente, existe uma contrapartida entre os custos iniciais e a energia e custos de manutenção. Sendo assim, em muitos casos componentes caros têm um tempo de vida superior ou um consumo de energia inferior em relação a componentes menos caros. 5.1.2 Custos de instalação e comission-amento (Cin) Os custos de instalação e comissionamento incluem os seguintes custos: • Instalação das bombas • Fundação • Conexão de fiação elétrica e instrumentação • Instalação, conexão e configuração de transmissores • Avaliação de comissionamento na partida Como é o caso para custos iniciais, é importante verificar as opções de compensação. Em conexão com as bombas com conversor de frequência integrado, muitos dos componentes já estão integrados no produto. Portanto, este tipo de bomba está frequentemente sujeita a custos iniciais maiores e custos de instalação e comissionamento menores. Bomba Painéis de controle Conversor de frequência Transmissor Custos iniciais Fig. 5.1.3: Equipamento que compõe um sistema de bombeamento Fig. 5.1.4: Custos iniciais de um sistema de bombeamento por velocidade constante (sistema 1) e um sistema de bombeamento controlado (sistema 2) 129
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    5.1.3 Custos deenergia (Ce ) Na maioria dos casos, o consumo de energia é o maior custo dentro os custos do ciclo de vida de um sistema de bombas, onde estas muitas vezes operam por mais de 2.000 horas por ano. Na verdade, cerca de 20% do consumo mundial de energia elétrica são usados em sistemas de bombeamento, ver figura 5.1.5. Abaixo está uma lista de alguns dos fatores que influenciam o consumo de energia de um sistema de bombas: • Perfil da carga • Eficiência da bomba (cálculo do ponto de operação), ver figura 5.1.6 • Eficiência do motor (a eficiência do motor em carga parcial pode variar significativamente entre motores de alta eficiência e motores de eficiência normal) • Dimensionamento da bomba (muitas vezes, as margens e arredondamentos tendem a sugerir bombas de grandes dimensões) • Outros componentes do sistema, tais como tubos e válvulas • Uso de soluções de velocidade controlada. Ao utilizar bombas de velocidade controlada no setor, é possível reduzir o consumo de energia em até 50% 5.1.4 Custos operacionais (Co ) Os custos operacionais abrangem custos de mão de obra relativos à operação de um sistema de bombeamento. Na maioria dos casos, os custos de mão de obra relacionados às bombas são modestos. Hoje, diferentes tipos de equipamentos de vigilância permitem conectar o sistema de bombas a uma rede de computadores, proporcionando custos operacionais baixos. 5.1.5 Custos ambientais(Cenv) Os custos ambientais abrangem o descarte de peças e a contaminação provocada pelo líquido bombeado. A contribuição do fator ambiental para os custos do ciclo de vida de um sistema de bombeamento no setor é modesto. Outros usos 80% Sistemas de bombas 20% Fig. 5.1.5: Consumo mundial de energia 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 [%] 80 60 40 20 0 Existente Q [M3/h] Nova Fig. 5.1.6: Comparação da eficácia de uma bomba nova e uma bomba existente 130 Seção 5.1 Equação de custos do ciclo de vida
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    131 5.1.6 Manutençãoe custos de reparo (Cm) Os custos de manutenção e reparo abrangem, como o nome sugere, todos os custos relacionados à manutenção e reparo do sistema de bombas, por exemplo: custos de mão de obra, peças de reposição, transporte e limpeza. A melhor maneira de alcançar a vida útil ideal de uma bomba e evitar avarias é através da realização de manutenção preventiva. 5.1.7 Custos de tempo parado, custos de perda de produção (Cs) Os custos de tempo parado são extremamente importantes quando se trata de sistemas de bombas utilizados em processos de produção. O motivo é simples: parar a produção é oneroso, mesmo por um curto período de tempo. Mesmo que uma bomba seja suficiente para o desem-penho exigido, é sempre bom instalar uma bomba reserva que possa assumir o comando e assegurar que a produção vai continuar mesmo se ocorrer uma falha inesperada no sistema, ver figura 5.1.7. 5.1.8 Custos de desimplantação e des-carte (Cd ) Dependendo do fabricante da bomba, os custos de desimplantação de um sistema de bombas estão sujeitos a pequenas variações. Portanto, este custo é raramente levado em consideração. Cálculo dos custos do ciclo de vida Os custos do ciclo de vida de um sistema de bombas são compostos pela soma de todos os componentes acima mencionados durante o tempo de vida do sistema. Normalmente, diz-se que o tempo de vida é de 10 a 20 anos. Neste negócio, os custos do ciclo de vida são normalmente calculados utilizando uma fórmula mais simplificada com menos elementos a serem considerados. Esta fórmula é mostrada à direita. Fig. 5.1.7: A bomba reserva assegura a produção contínua em caso de quebra da bomba LCC = Cic + Ce + Cm
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    Seção 5.2 Cálculodos custos do ciclo de vida – um exemplo Vamos dar uma olhada em um exemplo usando a fórmula simplificada mencionada anteriormente: Uma indústria precisa de uma nova bomba de abastecimento de água e duas soluções são levadas em consideração: • Uma bomba centrífuga múltiploestágio com velocidade fixa; • Uma bomba centrífuga múltiploestágio com velocidade variável. Os cálculos mostram que, em comparação à bomba de velocidade fixa, a bomba de velocidade variável consome 40% menos energia. No entanto, os custos iniciais (Cic) da bomba de velocidade variável são duas vezes mais alto do que os da bomba de velocidade fixa. Os cálculos dos custos do ciclo de vida vão ajudar a determinar qual bomba instalar no sistema. A aplicação tem as seguintes características: • 12 horas de operação por dia • 220 horas de funcionamento por ano • Vida útil de 10 anos (período de cálculo) Com base nesses dados, é possível calcular os custos do ciclo de vida das duas soluções. Mesmo que os custos iniciais de uma bomba de velocidade variável sejam duas vezes mais altos em comparação aos de uma bomba de velocidade fixa, o custo total da solução primeiramente mencionada é 25% inferior ao da solução de bomba de velocidade fixa depois de 10 anos. Além dos custos de ciclo de vida mais baixos, a bomba de velocidade variável fornece, conforme discutido no capítulo 4, alguns benefícios operacionais como, por exemplo, pressão constante no sistema. O tempo de retorno da solução de velocidade variável é um pouco maior, porque a bomba é mais cara. Como podemos ver na figura 5.1.9, o tempo de retorno é de cerca de 2 anos e meio, sendo que em aplicações industriais gerais, isto é considerado um bom investimento. Fig. 5.1.8: Custos do ciclo de vida de uma bomba de velocidade fixa e uma bomba de velocidade variável Fig. 5.1.9: Tempo de retorno para uma bomba de velocidade fixa e uma bomba de velocidade variável 132
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    Apêndice A) Notaçõese unidades B) Tabelas de conversão de unidades C) Prefixos SI e alfabeto grego D) Pressão de vapor e densidade da água em diferentes temperaturas E) Orifício F) Mudança na pressão estática devido à mudança no diâmetro do tubo G) Bocais H) Nomograma para perdas de altura manométrica em curvas, válvulas, etc I) Nomograma para perda na tubulação de água potável a 20°C J) Sistema periódico K) Padrões da bomba L) Viscosidade para diferentes líquidos como função da temperatura do líquido
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    Apêndice A Notaçõese unidades A tabela abaixo fornece uma visão geral das notações e unidades mais utilizadas no que tange às bombas e aos sistemas de bombas. Notação Unidade Unidade SI Outras unidades normalmente utilizadas Observações Altura Fluxo de volume Fluxo de massa Pressão Pressão diferencial Altura manométrica de sucção positiva Densidade Viscosidade cinemática Viscosidade dinâmica Temperatura Temperatura absoluta Diâmetro Diâmetro Aceleração de gravidade Velocidade Eficiência Velocidade rotacional Tempo Potência Tensão Corrente Frequência Cosseno para ângulo de fase entre U e I Fator de potência 134