Shakira faz a 'Loca' em novo vídeo estilo "Guerrilha”
    A estrela colombiana anda de patins, mexe os quadris, e mergulha na fonte para um clipe louco.


       Por quase duas décadas, seja por suas tendências multinacionais (a música da
Colombiana se deve tanto a ritmos Latino americanos como para a dança árabe, Euro disco e
rock vermelho-branco-e-azul) ou porque ela é uma espécie de insana (veja o álbum do ano
passado, She Wolf), Shakira conseguiu construir seu próprio e quase indefinível nicho na
música pop.

         Na Quarta (29 de Setembro), ela lançou o clipe para "Loca," o primeiro single para o
seu próximo álbum Sale el Sol album (Outubro 19). E enquanto ele não é exatamente uma
empreitada artística única — ele ecoa sentimentos já expressados por artistas como Matt &
Kim (em seu clipe "Lessons Learned") e Erykah Badu (em seu vídeo "Window Seat") — é ainda
indubitavelmente próprio dela... Principalmente porque nenhuma de suas altamente
plastificadas contemporâneas na música pop ousaria tentar algo assim.

        Gravado em Barcelona, ao estilo atire-e-depois-corra, "Loca" segue Shakira e sua
equipe — que inclui alguns cameramen e, algo improvável, o rapper britânico Dizzee Rascal —
em uma aventura adoidada que inclui andar de patins, trocas de roupa em público, corridas de
motocicleta, um pulo ilícito numa fonte pública (algo que a meteu em águas quentes com as
autoridades locais) e, é claro, bastante movimentos de quadris. É decididamente uma
empreitada guerrilheira que parece ter sido feita com uma verba de quase (tirando a cena da
dança, a coisa toda parece ter sido gravada com câmeras de mão). As Britneys, Beyoncés e
Gagas provavelmente jamais iriam fazer algo assim... E mesmo assim, aqui deu certo,
principalmente porque, bem, parece o tipo de coisa que somente Shakira poderia fazer.

         Só por isso, ela já merece ser aplaudida. Porque ao contrário de Matt & Kim (ou Erykah
Badu, realmente), Shakira tem muito a perder. Seus álbuns são grandes eventos, coisas que
ressoam por continentes, e seria bastante fácil (ou, no mínimo, esperado) para ela sair com um
caríssimo vídeo pop, cheio de glitter e gloss. Ao invés disso, nós temos "Loca" que não é nada
disso, e provavelmente melhor por essa mesma razão.

        E embora ele tenha cenas de quase-nudez e algumas atividades ilegais, a coisa que
mais ressoa sobre o vídeo de "Loca" é que nada desse mau-comportamento é feito para
chocar. Ao invés disso, ele ajuda a combinar com a energia cinética, imprevisível da própria
música. "Loca" é um estranho vídeo que não tenta ofuscar a música em que é baseado. Ao
invés disso, ele a complementa. Essa é uma canção bastante cheia de vida no final das contas,
e qual a melhor forma de capturar isso do que através de um vídeo igualmente cheio de vida?

       Existe uma loucura calculada para o vídeo de "Loca", uma energia vibrante,
descontrolada, do tipo que bem poucos artistas conseguem conjurar, não importa o quão
grande seja sua verba de produção. E, parando pra pensar, essa é uma forma bastante precisa
de resumir a carreira da Shakira inteira. Isso se chama sinergia, pessoas.

                                                                                 James Montgomery

LOCA

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    Shakira faz a'Loca' em novo vídeo estilo "Guerrilha” A estrela colombiana anda de patins, mexe os quadris, e mergulha na fonte para um clipe louco. Por quase duas décadas, seja por suas tendências multinacionais (a música da Colombiana se deve tanto a ritmos Latino americanos como para a dança árabe, Euro disco e rock vermelho-branco-e-azul) ou porque ela é uma espécie de insana (veja o álbum do ano passado, She Wolf), Shakira conseguiu construir seu próprio e quase indefinível nicho na música pop. Na Quarta (29 de Setembro), ela lançou o clipe para "Loca," o primeiro single para o seu próximo álbum Sale el Sol album (Outubro 19). E enquanto ele não é exatamente uma empreitada artística única — ele ecoa sentimentos já expressados por artistas como Matt & Kim (em seu clipe "Lessons Learned") e Erykah Badu (em seu vídeo "Window Seat") — é ainda indubitavelmente próprio dela... Principalmente porque nenhuma de suas altamente plastificadas contemporâneas na música pop ousaria tentar algo assim. Gravado em Barcelona, ao estilo atire-e-depois-corra, "Loca" segue Shakira e sua equipe — que inclui alguns cameramen e, algo improvável, o rapper britânico Dizzee Rascal — em uma aventura adoidada que inclui andar de patins, trocas de roupa em público, corridas de motocicleta, um pulo ilícito numa fonte pública (algo que a meteu em águas quentes com as autoridades locais) e, é claro, bastante movimentos de quadris. É decididamente uma empreitada guerrilheira que parece ter sido feita com uma verba de quase (tirando a cena da dança, a coisa toda parece ter sido gravada com câmeras de mão). As Britneys, Beyoncés e Gagas provavelmente jamais iriam fazer algo assim... E mesmo assim, aqui deu certo, principalmente porque, bem, parece o tipo de coisa que somente Shakira poderia fazer. Só por isso, ela já merece ser aplaudida. Porque ao contrário de Matt & Kim (ou Erykah Badu, realmente), Shakira tem muito a perder. Seus álbuns são grandes eventos, coisas que ressoam por continentes, e seria bastante fácil (ou, no mínimo, esperado) para ela sair com um caríssimo vídeo pop, cheio de glitter e gloss. Ao invés disso, nós temos "Loca" que não é nada disso, e provavelmente melhor por essa mesma razão. E embora ele tenha cenas de quase-nudez e algumas atividades ilegais, a coisa que mais ressoa sobre o vídeo de "Loca" é que nada desse mau-comportamento é feito para chocar. Ao invés disso, ele ajuda a combinar com a energia cinética, imprevisível da própria música. "Loca" é um estranho vídeo que não tenta ofuscar a música em que é baseado. Ao invés disso, ele a complementa. Essa é uma canção bastante cheia de vida no final das contas, e qual a melhor forma de capturar isso do que através de um vídeo igualmente cheio de vida? Existe uma loucura calculada para o vídeo de "Loca", uma energia vibrante, descontrolada, do tipo que bem poucos artistas conseguem conjurar, não importa o quão grande seja sua verba de produção. E, parando pra pensar, essa é uma forma bastante precisa de resumir a carreira da Shakira inteira. Isso se chama sinergia, pessoas. James Montgomery