O documento discute temas como solidão, amor, medo e a natureza humana. Fala sobre como as pessoas se transformam ao tentar se expressar, a importância de viver intensamente e de ouvir o silêncio dos outros, e como o impossível nos define.
Tenho medo dedizer quem sou: no momento em que tento falar, não exprimo o que sinto e o que sinto se transforma, lentamente, no que eu digo.
14.
Quando se ama,não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.
15.
Eu nem entendo mais aquilo que entendo. Pois, estou infinitamente maior do que eu mesma... então, não me alcanço.
16.
Ouve-me. Ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e, sim, outra coisa. Capta a “outra coisa” porque eu mesma não posso.
17.
Você pode, até,me empurrar de um penhasco... E daí? Eu adoro voar!
18.
E ninguém é eu. E ninguém é você. Esta é a solidão.
19.
Minha alma temo imaterial peso da solidão no meio de outros.
20.
O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.
21.
Sou composta porurgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito... Eu só vivo nos extremos...