Minha doce e empoeirada rotina para a escola 
Todo dia, por volta das quatro e meia da manhã, levanto com um propósito inicial, ir à 
escola. Da minha família, geralmente sou a primeira a acordar com o cantar do galo e com o 
barulho dos bichos, nessa hora, o sol ainda nem lançou os seus primeiros raios. 
Quando acordo, procuro ao máximo não fazer nenhum barulho, mas, de vez em quando, 
acabo deixando alguma coisa cair ou me esbarrando em outra, fazendo uma barulheira danada. Com 
toda preguiça do mundo, me arrumo e saio de casa sem café da manhã, pois merendo na escola; só 
às vezes como alguma coisa, aí sim vou esperar pelo transporte. 
Enquanto o carro não aparece, fico observando a paisagem, o nascer do sol, as pessoas que 
passam na estrada, os passarinhos que ficam por ali todas as manhãs, o barulho do chocalho das 
vacas, olho a minha vizinha que varre o quintal de sua casa e finalmente observo a bela vista do 
açude da Cachoeira, açude este muito importante para o abastecimento de água na nossa cidade. Lá 
de casa da para vê-lo bem direitinho, ele é a beleza do nosso sítio, por ser grande e bonito faz com 
que as pessoas que passam por ali fiquem encantadas. 
Uma das pessoas que vejo todos os dias de manhã subindo paro lado da Agrovila é o seu 
Evaldo, ele sempre sobe com uma sacola cheia de garrafas de leite, para deixar nas casas da vila. 
Quando dá seis horas, o carro aparece; ele é bem simples, é uma D20 cheia de ferrugem, toda 
empoeirada, branca com azul, com um motorista super gente boa que nos acolhe todos os dias com 
um alegre bom dia e assim conduz seu veículo cheio de alunos que adoram fazer uma bagunça. 
No carro, todos me conhecem e sabem onde é meu lugarzinho. Depois da minha casa o 
transporte tem que parar mais três vezes, para pegar os outros alunos e são nessas paradas que o 
carro enche de gente, fazendo com que fique super, hiper, ultra, mega apertado. Dos alunos que vão 
no carro temos alguns tipos como os engraçadinhos, as que adoram cuidar da vida dos outros e os 
que são mais quietos. No caminho, nós passamos por vários açudes, alguns cobertos por mato; 
passamos por capelas bem velhinhas com algumas rachaduras e com a tinta já se soltando da 
parede. Passamos também por crianças que de segunda à sexta ficam na estrada sentadas nas pedras 
recebendo poeira dos carros que passam por ali enquanto esperam pelo seu. 
Mais á frente, em nosso trajeto, vemos algumas casas abandonadas cercadas por árvores e 
pelo mato. Aí sim, depois desse longo caminho saímos da estrada de terra, cheia de buracos para 
chegar no asfalto, isso significa que chegamos na cidade de Aurora . 
Quando chego na cidade, já me dá um alívio enorme por saber que já está perto de descer do 
carro e que vou poder esticar minhas pernas que estavam todas encolhidas e espremidas. De onde 
eu desço até chegar na escola é um pouco longe, mas é bom porque dá pra fazer uma caminhada. 
Todos os dias é por isso que eu passo, levo poeira na cara e me sujo de terra, isso tudo antes 
de chegar à escola. Na verdade não tem problema porque é assim que eu vivo e me divirto. 
ALUNA : Kelly Fernanda do Nascimento. CURSO : Agrimensura 1º ano .

REDAÇÃO KELLY FERNANDA

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    Minha doce eempoeirada rotina para a escola Todo dia, por volta das quatro e meia da manhã, levanto com um propósito inicial, ir à escola. Da minha família, geralmente sou a primeira a acordar com o cantar do galo e com o barulho dos bichos, nessa hora, o sol ainda nem lançou os seus primeiros raios. Quando acordo, procuro ao máximo não fazer nenhum barulho, mas, de vez em quando, acabo deixando alguma coisa cair ou me esbarrando em outra, fazendo uma barulheira danada. Com toda preguiça do mundo, me arrumo e saio de casa sem café da manhã, pois merendo na escola; só às vezes como alguma coisa, aí sim vou esperar pelo transporte. Enquanto o carro não aparece, fico observando a paisagem, o nascer do sol, as pessoas que passam na estrada, os passarinhos que ficam por ali todas as manhãs, o barulho do chocalho das vacas, olho a minha vizinha que varre o quintal de sua casa e finalmente observo a bela vista do açude da Cachoeira, açude este muito importante para o abastecimento de água na nossa cidade. Lá de casa da para vê-lo bem direitinho, ele é a beleza do nosso sítio, por ser grande e bonito faz com que as pessoas que passam por ali fiquem encantadas. Uma das pessoas que vejo todos os dias de manhã subindo paro lado da Agrovila é o seu Evaldo, ele sempre sobe com uma sacola cheia de garrafas de leite, para deixar nas casas da vila. Quando dá seis horas, o carro aparece; ele é bem simples, é uma D20 cheia de ferrugem, toda empoeirada, branca com azul, com um motorista super gente boa que nos acolhe todos os dias com um alegre bom dia e assim conduz seu veículo cheio de alunos que adoram fazer uma bagunça. No carro, todos me conhecem e sabem onde é meu lugarzinho. Depois da minha casa o transporte tem que parar mais três vezes, para pegar os outros alunos e são nessas paradas que o carro enche de gente, fazendo com que fique super, hiper, ultra, mega apertado. Dos alunos que vão no carro temos alguns tipos como os engraçadinhos, as que adoram cuidar da vida dos outros e os que são mais quietos. No caminho, nós passamos por vários açudes, alguns cobertos por mato; passamos por capelas bem velhinhas com algumas rachaduras e com a tinta já se soltando da parede. Passamos também por crianças que de segunda à sexta ficam na estrada sentadas nas pedras recebendo poeira dos carros que passam por ali enquanto esperam pelo seu. Mais á frente, em nosso trajeto, vemos algumas casas abandonadas cercadas por árvores e pelo mato. Aí sim, depois desse longo caminho saímos da estrada de terra, cheia de buracos para chegar no asfalto, isso significa que chegamos na cidade de Aurora . Quando chego na cidade, já me dá um alívio enorme por saber que já está perto de descer do carro e que vou poder esticar minhas pernas que estavam todas encolhidas e espremidas. De onde eu desço até chegar na escola é um pouco longe, mas é bom porque dá pra fazer uma caminhada. Todos os dias é por isso que eu passo, levo poeira na cara e me sujo de terra, isso tudo antes de chegar à escola. Na verdade não tem problema porque é assim que eu vivo e me divirto. ALUNA : Kelly Fernanda do Nascimento. CURSO : Agrimensura 1º ano .