João de Mello


                            Luanda, 5 de Setembro de 1955




                                                    Trabalho realizado por:
       10ºB                                         Cristiano Sales, nº5
Professora: Rosário Cunha                           José Franco, nº16
                                                    Pedro Silva, nº 26
Disciplina: Português
Biografia de João Mello


                               Estuda Direito em             Licencia-se em
Aníbal João da Silva
                               Portugal e em                 Comunicação Social e o
Mello nasce em
                               Angola                        Mestrado em Comunicação
Luanda em 1955
                                                             e Cultura no Rio de
                                                             Janeiro;




Trabalha como jornalista
profissional na Rádio Nacional de   Membro fundador da
Angola, no Jornal de Angola e na    UEA (União dos            Dá aulas em duas
Agência Angola Press                Escritores Angolanos);    universidades privadas
Outras obras poéticas
Definição (1985)
Fabulema (1986)
Poemas Angolanos (1989)
Tanto Amor (1989)
Canção do Nosso Tempo (1991)
O caçador de nuvens (1993)
Limites e Redundâncias (1997)
A luz mínima (2004)
Todas as palavras (2006)
Auto retrato (2007)
Novos poemas de amor (2009)
Caçar Gambozinos (2009)
Cântico da terra e dos homens. Lisboa: Editorial Caminho, 2010.
O Elefante
O Elefante
O enorme elefante
É o animal mais infeliz
Da floresta
Todos
Até a pulga minúscula
E Asquerosa
Lhe trepam no lombo
Homem que engole tudo
É como o pobre elefante:
De nada lhe vale
Ser trombudo
Auto retrato
Todos os materiais servem ao
poeta:
o som de um tambor,
a angústia de uma mulher nua,
a lembrança de uma utopia.
A vida deposita, diariamente,
no altar profano da poesia,
a sua dádiva generosa:
estrelas e detritos.
E tudo a poesia sacrifica.
Para amar um poema,
é preciso ter coração e
sangue nas veias.
E que o poema seja uma carícia
ou um soco na boca do
estômago
Caçar Gambozinos
   Vem caçar gambozinos
   Jovem d’olhar brilhante
   E eterno coração
   Vem
   Sem nada trazer na mão
   E esperes não
   Que eu t’empreste
   Meu alçapão
   Vem
   E aprende à tua custa
   Que a vida não é senão
   Uma eterna caçada
   Aos gambozinos
   Esse animal feito de sonho
   E ilusão
   E que assim mesmo
   vale a pena a perseguição

João de Mello

  • 1.
    João de Mello Luanda, 5 de Setembro de 1955 Trabalho realizado por: 10ºB Cristiano Sales, nº5 Professora: Rosário Cunha José Franco, nº16 Pedro Silva, nº 26 Disciplina: Português
  • 2.
    Biografia de JoãoMello Estuda Direito em Licencia-se em Aníbal João da Silva Portugal e em Comunicação Social e o Mello nasce em Angola Mestrado em Comunicação Luanda em 1955 e Cultura no Rio de Janeiro; Trabalha como jornalista profissional na Rádio Nacional de Membro fundador da Angola, no Jornal de Angola e na UEA (União dos Dá aulas em duas Agência Angola Press Escritores Angolanos); universidades privadas
  • 3.
    Outras obras poéticas Definição(1985) Fabulema (1986) Poemas Angolanos (1989) Tanto Amor (1989) Canção do Nosso Tempo (1991) O caçador de nuvens (1993) Limites e Redundâncias (1997) A luz mínima (2004) Todas as palavras (2006) Auto retrato (2007) Novos poemas de amor (2009) Caçar Gambozinos (2009) Cântico da terra e dos homens. Lisboa: Editorial Caminho, 2010. O Elefante
  • 4.
    O Elefante O enormeelefante É o animal mais infeliz Da floresta Todos Até a pulga minúscula E Asquerosa Lhe trepam no lombo Homem que engole tudo É como o pobre elefante: De nada lhe vale Ser trombudo
  • 5.
    Auto retrato Todos osmateriais servem ao poeta: o som de um tambor, a angústia de uma mulher nua, a lembrança de uma utopia. A vida deposita, diariamente, no altar profano da poesia, a sua dádiva generosa: estrelas e detritos. E tudo a poesia sacrifica. Para amar um poema, é preciso ter coração e sangue nas veias. E que o poema seja uma carícia ou um soco na boca do estômago
  • 6.
    Caçar Gambozinos Vem caçar gambozinos Jovem d’olhar brilhante E eterno coração Vem Sem nada trazer na mão E esperes não Que eu t’empreste Meu alçapão Vem E aprende à tua custa Que a vida não é senão Uma eterna caçada Aos gambozinos Esse animal feito de sonho E ilusão E que assim mesmo vale a pena a perseguição