INOVAÇÃO
Evento abre a temporada
de caça às boas ideias
TECNOLOGIA ||| NA VIDA DAS PESSOAS
Informações: http://inovacampinas.org.br/
Inscreva-se: http://inovacampinas.org.br/#inscrevase
Campinas aposta nas ações de
seu Agropolo como alternativa
para se consolidar como refe-
rência na produção do conheci-
mento científico e tecnológico
também no setor de agronegó-
cio. O polo foi criado em 2015
com empresas, institutos de
pesquisa e universidades que
atuam nas áreas de agricultura,
alimentação, biotecnologia, bio-
diversidade e bioenergia, com o
objetivo de fomentar inovação
que possa resultar em projetos
que atendam necessidades de
toda a cadeia produtiva. Mais
que isso, propostas que resul-
tem em projetos que tenham re-
sultados práticos na vida de em-
presas e de pessoas comuns.
O Agropolo é mais uma pon-
ta da “força-tarefa” formada pe-
los responsáveis pelos princi-
pais núcleos de produção tecno-
lógica de Campinas, que ini-
ciou em 2016 uma cruzada pa-
ra que a cidade assuma de fato,
e de direito, sua vocação no se-
tor de inovação e tecnologia.
O objetivo, revelado em re-
portagem do Correio em setem-
bro, é que Campinas não tenha
apenas o título de “Vale do Silí-
cio Brasileiro”, mas que consiga
tirar esse status do papel, fo-
mentar negócios, atrair investi-
mentos, gerar empregos, criar
eventos e assumir a função de
referência internacional no se-
tor, aglutinando não só boas
ideias e parceiros que as execu-
tem, mas também investimen-
tos e receitas.
E o agronegócio é, sem dúvi-
das, um importante ingredien-
te. Ainda mais em uma cidade
que abriga importantes bases
de pesquisa, como o Instituto
agronômico de Campinas
(IAC), a Embrapa Monitora-
mento por Satélite, o Instituto
Biológico (IB), o Instituto de
Tecnologia de Alimentos (Ital),
a Unicamp e o Inova Unicamp.
A ideia do Agropolo é inspira-
da em experiência criada em
Montpellier, na França, onde fi-
ca a sede da Agropolis Interna-
cional, que fomentou o desen-
volvimento na região Sul daque-
le País, hoje revigorada, e modi-
ficou completamente as carac-
terísticas da economia local. O
resultado criou uma região foca-
da em tecnologia e de onde
saem grandes ideias e soluções.
Para os coordenadores do
projeto, a região de Campinas
tem as mesmas condições de
Montpellier: instituições de pes-
quisa tradicionais, formação de
recursos humanos e o próprio
nível de desenvolvimento, com
sua complexidade industrial –
além do Aeroporto de Viraco-
pos e toda a questão de logísti-
ca integrada de transporte.
A Semana Nacional de Ciên-
cia e Tecnologia, em outubro,
será o carro-chefe dessa tentati-
va de mudança. Nos dias 20 e
21 estão agendados encontros
de negócios que prometem mu-
dar essa realidade. A geração de
empregos e, como consequên-
cia, riquezas é o principal objeti-
vo final da discussão.
Plataforma
Um dos segredos do sucesso de
Montpellier, segundo Eduardo
Gurgel do Amaral, diretor do
Parque Científico e Tecnológi-
co da Unicamp (Inova), foi a
criação de uma plataforma de
relacionamento interinstitucio-
nal para desenvolver projetos
conjuntos e ajudar a resolver
problemas concretos no agrone-
gócio de forma sustentável. “Tu-
do pode ser pensado para a re-
gião de Campinas de uma for-
ma muito semelhante”, disse.
A morte do prefeito Toni-
nho, em 2002, atrapalhou o an-
damento do projeto, que só vol-
tou a ganhar força em 2013, na
administração de Jonas Doni-
zette (PSB), que preside o polo
campineiro. Em 2015, uma co-
missão voltou a Montpellier pa-
ra uma visita técnica e conhe-
cer detalhes do que está sendo
feito por lá. “O objetivo foi co-
nhecer de perto o modo de tra-
balho em unidades mistas de
pesquisa, com presença de to-
das as instituições em projetos
únicos de inovação.”
“Tudo é um grande desafio,
especialmente num ambiente
de crise, mas são grandes opor-
tunidades que se criam para so-
lucionar problemas”, disse Sér-
gio Augusto Morais Carbonell,
diretor-geral do Instituto Agro-
nômico de Campinas (IAC).
Na prática, o objetivo das
pesquisas é:
✔ Reduzir 40% da emissão de
gases de efeito estufa até 2025
✔ Dobrar o número de empre-
gos no agronegócio até 2050
✔ Criar novos produtos com al-
tos valores agregados
✔ Levar a bioeconomia de 20%
para 40% do PIB até 2050
Segundo Carbonell, a ideia
seria capaz de promover uma
“revolução” na economia do
Brasil. “A proposta é reunir co-
nhecimento e trazer a iniciativa
privada para dentro do projeto,
com objetivo de gerar negócios,
empregos, renda e soluções in-
teligentes. Saindo do campo
teórico para o campo prático.”
“Temos como proposta ge-
rar inovação para resolver te-
mas importantes de nossa ca-
deia produtiva. E que isso sirva
de modelo para ser replicado
pelo País, tornando Campinas
uma referência nacional”, disse
Luís Cortez, vice-reitor executi-
vo de relações Internacionais
da Unicamp.
Tema
A bioeconomia é o tema cen-
tral de tudo que se desenvolve
no Agropolo de Campinas. Jun-
to com ela, conceitos de saúde,
agricultura, química verde, bioe-
nergia e alimentos são discuti-
dos dentro de uma plataforma
de pesquisa que tem como fo-
co a criação de propostas con-
cretas para melhorar a vida de
toda a cadeia envolvida na pro-
dução. “Temos como missão fa-
zer uma nova bioeconomia. So-
mos grandes produtores de ma-
téria-prima, mas não de produ-
tos de maior valor agregado, e
isso tem que passar por uma
transformação”, afirma Cortez.
Um dos exemplos citados pe-
lo pesquisador é o café, que
tem no Brasil um dos maiores
produtores mundiais do grão. A
estimativa é de que a cada três
xícaras do produto consumidas
no planeta, uma tenha origem
em nossas lavouras. “Se você
pegar o valor de uma saca de ca-
fé de 60 kg, vai preço de menos
de R$ 10,00 por quilo para ex-
portação. Ao chegar à Alema-
nha, por exemplo, esse café é
torrado e embalado em cápsu-
las que são vendidas a R$
250,00 o quilo, ou 25 vezes
mais. Quem está ganhando di-
nheiro com o café?”, disse.
Segundo José Luiz Guazzelli,
diretor do Techno Park Campi-
nas, o Brasil não agiu de forma
eficiente para mudar seu perfil
de produtor e exportador de
commodities ao longo das últi-
mas décadas. “A Coreia do Sul,
nos anos 1980, não tinha pudor
de conhecer uma tecnologia
que dava certo e agregar a ela
valores nacionalizados, melho-
rando alguma coisa que já exis-
tia. Olha no que se tornou o
país nos dias de hoje”, disse.
FIQUE DE OLHO
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
guilherme.busch@rac.com.br
✔ O Vale do Silício “original” fica na Califórnia
(Estados Unidos) e começou a se desenvolver em
1950 com foco em pesquisa na área de tecnologia.
A maioria das empresas instaladas na região é do
setor de eletrônica/informática. O nome silício é
oriundo do elemento químico que é matéria-prima
fundamental na produção de eletrônicos.
✔ Entre os principais objetivos da iniciativa estão a
atração de empresas, a formação de mão de obra
qualificada, a necessidade de influenciar a tomada
de decisões quanto a políticas públicas e a
proposição de modelos de desenvolvimento que
possam ampliar a qualidade de vida e a sensação
de bem-estar das pessoas.
NO FUTURO
✔ Querosene de aviação – Deve ser
substituído por produto de menor
impacto ambiental
✔ Fibra da cana-de-açúcar – Deve
ser utilizada na fabricação de
roupas
✔ Lixo – Deve deixar de ser um
problema e causar despesas para
começar a gerar receitas nos
municípios (compostagem, geração
de energia e reciclagem)
✔ Broca-do-café – A tradicional
praga que afeta a lavoura poderá
ser controlada sem uso de
defensivos agrícolas, mas apenas
com uma armadilha natural que
está em fase de testes
NOS 12 PONTOS DE PESQUISA
✔ Solos e fertilizantes – resíduos
urbanos, agrícolas e de alimentos;
energia, reciclagem de nutrientes e
produção de fertilizantes
✔ Agricultura de precisão
✔ Produção animal
✔ Sustentabilidade no uso da água
✔ Saúde, funcionais e
nutracêuticos
✔ Plantas aromáticas e medicinais
✔ Embalagens para alimento e
bebida
✔ Nova bioeconomia industrial
✔ Combustíveis para transporte
aéreo e marítimo
✔ Resíduos de biomassa –
valorização desses resíduos
✔ Enzimas e química verde
✔ Tecnologia para alimentos e
bebidas
NOS CONTRASTES
1 kg de soja – R$ 0,25
1 kg de automóvel – R$ 10,00
1 kg de eletrônicos – R$ 100,00
1 kg de avião – R$ 1.000,00
1 kg de satélite – R$ 50.000,00
1 placa eletrônica custa o mesmo
que 30t de minério de ferro
NAS BOAS IDEIAS: Doze municípios,
entre os quais Barcelona
(Espanha), Hannover (Alemanha),
Helsinque (Finlândia) e Austin
(EUA), têm exemplos na área de
tecnologia e vão servir de modelo
para medidas em Campinas.
ANOTE NA AGENDA: Workshop
sobre biocombustíveis para setores
aéreo e marítimo, na Unicamp, nos
dias 17 e 18 de outubro de 2016
Guilherme Busch
Núcleo de pesquisa e tecnologia em Campinas é aposta para ideais e soluções
NO AGRONEGÓCIO
U
m evento que será
realizado em
Campinas com a
Semana Nacional de Ciência
e Tecnologia propõe a
abertura da temporada de
caça às boas ideias e a
empresas abertas a
conhecê-las. O V8 Startup –
Conectando Grandes
Empresas e Startups quer
atrair projetos que têm
potencial de se tornarem
viáveis. A proposta vai reunir
empresas parceiras, que irão
apresentar desafios e
problemas para seremo
“resolvidos” por interessados
em participar da iniciativa.
Ao final, um júri vai escolher
a melhor ideia, que vai
ganhar prêmio para produzir
um piloto. “Nosso sonho é
transformar o Brasil em um
País que vai adiante unindo
as pontas”, disse Marina
Khatar de Godoy,
co-fundadora do projeto.
A comparação de Campinas
com o Vale do Silício, nos
EUA, não é novidade. A
maior revista especializada
no setor de tecnologia de
informação e dados do
mundo, a Focus, publicou em
2015 reportagem onde
apresenta a cidade como o
maior polo de tecnologia da
América Latina e a única
cidade do País com cinco
parques tecnológicos (Ciatec,
CPqD, Renato Archer, Parque
Científico e Tecnológico da
Unicamp e TecnoPark). “Se
somados, os cinco parques,
que não ficam juntos, seriam
o maior da América Latina”,
disse José Eduardo Azarite,
presidente da Fundação
Fórum Campinas Inovadora.
Criada oficialmente em 2002,
ela ganhou reforços de peso:
Agemcamp, Fiesp, Ciesp,
institutos de pesquisa, polos
Ciatec e TecnoPark e a
Secretaria Municipal de
Desenvolvimento
Econômico. “Ela vai assumir
o papel de guardião dos
projetos de longo prazo para
a cidade. Para evitar que eles
se percam com o tempo, com
as mudanças de governo”,
disse Azarite. (GB/AAN)
Evento no IAC nos
dias 20 e 21 tem foco
no desenvolvimento
SAIBA MAIS
A18 CORREIO POPULARA18
Campinas, domingo, 9 de outubro de 2016
CIDADES

Inovação no Agronegócio

  • 1.
    INOVAÇÃO Evento abre atemporada de caça às boas ideias TECNOLOGIA ||| NA VIDA DAS PESSOAS Informações: http://inovacampinas.org.br/ Inscreva-se: http://inovacampinas.org.br/#inscrevase Campinas aposta nas ações de seu Agropolo como alternativa para se consolidar como refe- rência na produção do conheci- mento científico e tecnológico também no setor de agronegó- cio. O polo foi criado em 2015 com empresas, institutos de pesquisa e universidades que atuam nas áreas de agricultura, alimentação, biotecnologia, bio- diversidade e bioenergia, com o objetivo de fomentar inovação que possa resultar em projetos que atendam necessidades de toda a cadeia produtiva. Mais que isso, propostas que resul- tem em projetos que tenham re- sultados práticos na vida de em- presas e de pessoas comuns. O Agropolo é mais uma pon- ta da “força-tarefa” formada pe- los responsáveis pelos princi- pais núcleos de produção tecno- lógica de Campinas, que ini- ciou em 2016 uma cruzada pa- ra que a cidade assuma de fato, e de direito, sua vocação no se- tor de inovação e tecnologia. O objetivo, revelado em re- portagem do Correio em setem- bro, é que Campinas não tenha apenas o título de “Vale do Silí- cio Brasileiro”, mas que consiga tirar esse status do papel, fo- mentar negócios, atrair investi- mentos, gerar empregos, criar eventos e assumir a função de referência internacional no se- tor, aglutinando não só boas ideias e parceiros que as execu- tem, mas também investimen- tos e receitas. E o agronegócio é, sem dúvi- das, um importante ingredien- te. Ainda mais em uma cidade que abriga importantes bases de pesquisa, como o Instituto agronômico de Campinas (IAC), a Embrapa Monitora- mento por Satélite, o Instituto Biológico (IB), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), a Unicamp e o Inova Unicamp. A ideia do Agropolo é inspira- da em experiência criada em Montpellier, na França, onde fi- ca a sede da Agropolis Interna- cional, que fomentou o desen- volvimento na região Sul daque- le País, hoje revigorada, e modi- ficou completamente as carac- terísticas da economia local. O resultado criou uma região foca- da em tecnologia e de onde saem grandes ideias e soluções. Para os coordenadores do projeto, a região de Campinas tem as mesmas condições de Montpellier: instituições de pes- quisa tradicionais, formação de recursos humanos e o próprio nível de desenvolvimento, com sua complexidade industrial – além do Aeroporto de Viraco- pos e toda a questão de logísti- ca integrada de transporte. A Semana Nacional de Ciên- cia e Tecnologia, em outubro, será o carro-chefe dessa tentati- va de mudança. Nos dias 20 e 21 estão agendados encontros de negócios que prometem mu- dar essa realidade. A geração de empregos e, como consequên- cia, riquezas é o principal objeti- vo final da discussão. Plataforma Um dos segredos do sucesso de Montpellier, segundo Eduardo Gurgel do Amaral, diretor do Parque Científico e Tecnológi- co da Unicamp (Inova), foi a criação de uma plataforma de relacionamento interinstitucio- nal para desenvolver projetos conjuntos e ajudar a resolver problemas concretos no agrone- gócio de forma sustentável. “Tu- do pode ser pensado para a re- gião de Campinas de uma for- ma muito semelhante”, disse. A morte do prefeito Toni- nho, em 2002, atrapalhou o an- damento do projeto, que só vol- tou a ganhar força em 2013, na administração de Jonas Doni- zette (PSB), que preside o polo campineiro. Em 2015, uma co- missão voltou a Montpellier pa- ra uma visita técnica e conhe- cer detalhes do que está sendo feito por lá. “O objetivo foi co- nhecer de perto o modo de tra- balho em unidades mistas de pesquisa, com presença de to- das as instituições em projetos únicos de inovação.” “Tudo é um grande desafio, especialmente num ambiente de crise, mas são grandes opor- tunidades que se criam para so- lucionar problemas”, disse Sér- gio Augusto Morais Carbonell, diretor-geral do Instituto Agro- nômico de Campinas (IAC). Na prática, o objetivo das pesquisas é: ✔ Reduzir 40% da emissão de gases de efeito estufa até 2025 ✔ Dobrar o número de empre- gos no agronegócio até 2050 ✔ Criar novos produtos com al- tos valores agregados ✔ Levar a bioeconomia de 20% para 40% do PIB até 2050 Segundo Carbonell, a ideia seria capaz de promover uma “revolução” na economia do Brasil. “A proposta é reunir co- nhecimento e trazer a iniciativa privada para dentro do projeto, com objetivo de gerar negócios, empregos, renda e soluções in- teligentes. Saindo do campo teórico para o campo prático.” “Temos como proposta ge- rar inovação para resolver te- mas importantes de nossa ca- deia produtiva. E que isso sirva de modelo para ser replicado pelo País, tornando Campinas uma referência nacional”, disse Luís Cortez, vice-reitor executi- vo de relações Internacionais da Unicamp. Tema A bioeconomia é o tema cen- tral de tudo que se desenvolve no Agropolo de Campinas. Jun- to com ela, conceitos de saúde, agricultura, química verde, bioe- nergia e alimentos são discuti- dos dentro de uma plataforma de pesquisa que tem como fo- co a criação de propostas con- cretas para melhorar a vida de toda a cadeia envolvida na pro- dução. “Temos como missão fa- zer uma nova bioeconomia. So- mos grandes produtores de ma- téria-prima, mas não de produ- tos de maior valor agregado, e isso tem que passar por uma transformação”, afirma Cortez. Um dos exemplos citados pe- lo pesquisador é o café, que tem no Brasil um dos maiores produtores mundiais do grão. A estimativa é de que a cada três xícaras do produto consumidas no planeta, uma tenha origem em nossas lavouras. “Se você pegar o valor de uma saca de ca- fé de 60 kg, vai preço de menos de R$ 10,00 por quilo para ex- portação. Ao chegar à Alema- nha, por exemplo, esse café é torrado e embalado em cápsu- las que são vendidas a R$ 250,00 o quilo, ou 25 vezes mais. Quem está ganhando di- nheiro com o café?”, disse. Segundo José Luiz Guazzelli, diretor do Techno Park Campi- nas, o Brasil não agiu de forma eficiente para mudar seu perfil de produtor e exportador de commodities ao longo das últi- mas décadas. “A Coreia do Sul, nos anos 1980, não tinha pudor de conhecer uma tecnologia que dava certo e agregar a ela valores nacionalizados, melho- rando alguma coisa que já exis- tia. Olha no que se tornou o país nos dias de hoje”, disse. FIQUE DE OLHO DA AGÊNCIA ANHANGUERA guilherme.busch@rac.com.br ✔ O Vale do Silício “original” fica na Califórnia (Estados Unidos) e começou a se desenvolver em 1950 com foco em pesquisa na área de tecnologia. A maioria das empresas instaladas na região é do setor de eletrônica/informática. O nome silício é oriundo do elemento químico que é matéria-prima fundamental na produção de eletrônicos. ✔ Entre os principais objetivos da iniciativa estão a atração de empresas, a formação de mão de obra qualificada, a necessidade de influenciar a tomada de decisões quanto a políticas públicas e a proposição de modelos de desenvolvimento que possam ampliar a qualidade de vida e a sensação de bem-estar das pessoas. NO FUTURO ✔ Querosene de aviação – Deve ser substituído por produto de menor impacto ambiental ✔ Fibra da cana-de-açúcar – Deve ser utilizada na fabricação de roupas ✔ Lixo – Deve deixar de ser um problema e causar despesas para começar a gerar receitas nos municípios (compostagem, geração de energia e reciclagem) ✔ Broca-do-café – A tradicional praga que afeta a lavoura poderá ser controlada sem uso de defensivos agrícolas, mas apenas com uma armadilha natural que está em fase de testes NOS 12 PONTOS DE PESQUISA ✔ Solos e fertilizantes – resíduos urbanos, agrícolas e de alimentos; energia, reciclagem de nutrientes e produção de fertilizantes ✔ Agricultura de precisão ✔ Produção animal ✔ Sustentabilidade no uso da água ✔ Saúde, funcionais e nutracêuticos ✔ Plantas aromáticas e medicinais ✔ Embalagens para alimento e bebida ✔ Nova bioeconomia industrial ✔ Combustíveis para transporte aéreo e marítimo ✔ Resíduos de biomassa – valorização desses resíduos ✔ Enzimas e química verde ✔ Tecnologia para alimentos e bebidas NOS CONTRASTES 1 kg de soja – R$ 0,25 1 kg de automóvel – R$ 10,00 1 kg de eletrônicos – R$ 100,00 1 kg de avião – R$ 1.000,00 1 kg de satélite – R$ 50.000,00 1 placa eletrônica custa o mesmo que 30t de minério de ferro NAS BOAS IDEIAS: Doze municípios, entre os quais Barcelona (Espanha), Hannover (Alemanha), Helsinque (Finlândia) e Austin (EUA), têm exemplos na área de tecnologia e vão servir de modelo para medidas em Campinas. ANOTE NA AGENDA: Workshop sobre biocombustíveis para setores aéreo e marítimo, na Unicamp, nos dias 17 e 18 de outubro de 2016 Guilherme Busch Núcleo de pesquisa e tecnologia em Campinas é aposta para ideais e soluções NO AGRONEGÓCIO U m evento que será realizado em Campinas com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia propõe a abertura da temporada de caça às boas ideias e a empresas abertas a conhecê-las. O V8 Startup – Conectando Grandes Empresas e Startups quer atrair projetos que têm potencial de se tornarem viáveis. A proposta vai reunir empresas parceiras, que irão apresentar desafios e problemas para seremo “resolvidos” por interessados em participar da iniciativa. Ao final, um júri vai escolher a melhor ideia, que vai ganhar prêmio para produzir um piloto. “Nosso sonho é transformar o Brasil em um País que vai adiante unindo as pontas”, disse Marina Khatar de Godoy, co-fundadora do projeto. A comparação de Campinas com o Vale do Silício, nos EUA, não é novidade. A maior revista especializada no setor de tecnologia de informação e dados do mundo, a Focus, publicou em 2015 reportagem onde apresenta a cidade como o maior polo de tecnologia da América Latina e a única cidade do País com cinco parques tecnológicos (Ciatec, CPqD, Renato Archer, Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e TecnoPark). “Se somados, os cinco parques, que não ficam juntos, seriam o maior da América Latina”, disse José Eduardo Azarite, presidente da Fundação Fórum Campinas Inovadora. Criada oficialmente em 2002, ela ganhou reforços de peso: Agemcamp, Fiesp, Ciesp, institutos de pesquisa, polos Ciatec e TecnoPark e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. “Ela vai assumir o papel de guardião dos projetos de longo prazo para a cidade. Para evitar que eles se percam com o tempo, com as mudanças de governo”, disse Azarite. (GB/AAN) Evento no IAC nos dias 20 e 21 tem foco no desenvolvimento SAIBA MAIS A18 CORREIO POPULARA18 Campinas, domingo, 9 de outubro de 2016 CIDADES