Redescobrir
Hermann
HesseHesse
Sobre textos de Franklin de Oliveira*
(*)Literatura e Civilização (1971); e dos blogs
de Alfredo Monte e Ivo Barroso
Origens
*Hermann Hesse (HH) - Escritor alemão, que em 1923 naturalizou-se suíço.
Nascido no seio de uma família muito religiosa, filho de pais missionários
protestantes que tinham pregado o cristianismo na Índia.Wikipédia
Nascimento: 2 de julho de 1877, Calw, Alemanha
Falecimento: 9 de agosto de 1962, Montagnola, SuíçaFalecimento: 9 de agosto de 1962, Montagnola, Suíça
*Wikipedia
“Agora*, começamos a redescobrir Hermann
Hesse. Ainda bem. Redescobrir, porque há
mais ou menos 20 anos ele empolgava os
nossos leitores, particularmente os jovens.”
(*) Obs.: “agora”=1969!
“Hermann Hesse já foi definido como o
homem mais sábio do nosso tempo.
Sábio não no sentido de erudito,
embora tivesse sido enorme a sua
cultura, mas na acepção de homem que
viveu a condição … platônica:
a perfeição moral, pela fundaa perfeição moral, pela funda
participação em tudo que é belo, justo,
bom e verdadeiro. Sábio como sinônimo
de santo - a sabedoria como conquista
da oculta santidade da vida: a
sacralidade do existir.
A sabedoria da vida …”
Primeiros grandes passos
“Peter Camenzid” (1904)
foi o primeiro livro do
romancista HH. “De
tranquila poeticidade
pastoral, esta novela-
1. “Demian” (1919).
2. “O Lobo da Estepe”
(1927).N’O Lobo “tudo é
tensão, ambivalência, atração e
repulsão, sístole e diástole,
síncrese e diácrase, inspiração e
pastoral, esta novela-
idílio é de funda nota
elegíaca”.
Mas depois vieram duas
explosões no que
Franklin chama de
“fixação hesseana da
crise da consciência
humana”
síncrese e diácrase, inspiração e
expiração, atração e repulsão,
oscilações polares, rasgadas
dilacerações do Ser - o ser sem
resgate. Fera ou homem, ou
homem-fera? Radiografia de um
mundo em desintegração, Harry
Haller - um indivíduo … num
mundo estranho carregando a
desesperança…”
“SENTIMENTOestranho
o de quem caminha na neblina…*”
- Nesse verso de um poema de HH, Franklin diz ter
encontrado “a chave da leitura de O Lobo da Estepe”.
- “Pode-se viver em tensão todo o tempo? Tem o
artista o direito de servir à humanidade o tempo todo
a angústria? Ou o seu dever é flechá-la, para a
destruir? Mas como?..”
(*)Siga o link para ler crítica de Alfredo Monte sobre Hesse
“Amor, pensamento - o resgate do
Ser”
Em “Narciso e Goldmund” (1980) F.O. vê a
“redenção próxima”. Redenção, diz Franklin,
“assentada nas duas coisas mais belas do mundo,
segundo Hesse: os seios femininos e o cérebro do
pensador. Amor, pensamento - o resgate do ser.pensador. Amor, pensamento - o resgate do ser.
Ressurreição vislumbrada. Logo os caminhos da
redenção viriam em “O Jogo das Contas de Vidro”
(1943) - o último romance de HH, livro em que ele
assumiu a excelsitude de ‘minister verbi divini’”
“Pode haver coisa mais terrível do que a solidão de um homem em sua
própria casa?” Em “Rosshalde”, diz Franklin, “é a dor humana autêntica que
ele narra - o sofrimento silencioso do homem que descobre que o mundo
daqueles que ele ama não é o seu mundo, e começa, para não afundar no
desespero desta descoberta, a perseguir as últimas coisas que lhe resta: a sua
arte e o carinho do filho menor…(e) perde a aposta nas duas esperanças (...)
“Compreende, então, que o homem, para viver … tem de “recriar o mundo
como única salvação possível”.
Estaria nesse romance, muitas vezes mal compreendido, o grande tema de sua
literatura? Veja a resposta de Franklin de Oliveira:
- “Na verdade, o grande tema de Hesse é saber até que ponto podemos- “Na verdade, o grande tema de Hesse é saber até que ponto podemos
suportar a vida, tal como ela nos foi transmitida: saber até que ponto
aguentamos ‘entre não poder viver e não poder morrer. A resposta final a
esta pergunta… está em O Jogo das Contas de Vidro”, “a mais bela utopia
que nenhum outro humano de nosso tempo a poderia conceber, a não ser
Herman Hesse, o mais sábio de todos os homens” (F.O., 1969, L&C., pág.
172.)
E pra fechar… um poema de
Hesse*
(*) Siga o Link
para ler a
tradução de
Ivo Barroso

Hermann Hesse

  • 1.
    Redescobrir Hermann HesseHesse Sobre textos deFranklin de Oliveira* (*)Literatura e Civilização (1971); e dos blogs de Alfredo Monte e Ivo Barroso
  • 2.
    Origens *Hermann Hesse (HH)- Escritor alemão, que em 1923 naturalizou-se suíço. Nascido no seio de uma família muito religiosa, filho de pais missionários protestantes que tinham pregado o cristianismo na Índia.Wikipédia Nascimento: 2 de julho de 1877, Calw, Alemanha Falecimento: 9 de agosto de 1962, Montagnola, SuíçaFalecimento: 9 de agosto de 1962, Montagnola, Suíça *Wikipedia “Agora*, começamos a redescobrir Hermann Hesse. Ainda bem. Redescobrir, porque há mais ou menos 20 anos ele empolgava os nossos leitores, particularmente os jovens.” (*) Obs.: “agora”=1969!
  • 3.
    “Hermann Hesse jáfoi definido como o homem mais sábio do nosso tempo. Sábio não no sentido de erudito, embora tivesse sido enorme a sua cultura, mas na acepção de homem que viveu a condição … platônica: a perfeição moral, pela fundaa perfeição moral, pela funda participação em tudo que é belo, justo, bom e verdadeiro. Sábio como sinônimo de santo - a sabedoria como conquista da oculta santidade da vida: a sacralidade do existir. A sabedoria da vida …”
  • 4.
    Primeiros grandes passos “PeterCamenzid” (1904) foi o primeiro livro do romancista HH. “De tranquila poeticidade pastoral, esta novela- 1. “Demian” (1919). 2. “O Lobo da Estepe” (1927).N’O Lobo “tudo é tensão, ambivalência, atração e repulsão, sístole e diástole, síncrese e diácrase, inspiração e pastoral, esta novela- idílio é de funda nota elegíaca”. Mas depois vieram duas explosões no que Franklin chama de “fixação hesseana da crise da consciência humana” síncrese e diácrase, inspiração e expiração, atração e repulsão, oscilações polares, rasgadas dilacerações do Ser - o ser sem resgate. Fera ou homem, ou homem-fera? Radiografia de um mundo em desintegração, Harry Haller - um indivíduo … num mundo estranho carregando a desesperança…”
  • 5.
    “SENTIMENTOestranho o de quemcaminha na neblina…*” - Nesse verso de um poema de HH, Franklin diz ter encontrado “a chave da leitura de O Lobo da Estepe”. - “Pode-se viver em tensão todo o tempo? Tem o artista o direito de servir à humanidade o tempo todo a angústria? Ou o seu dever é flechá-la, para a destruir? Mas como?..” (*)Siga o link para ler crítica de Alfredo Monte sobre Hesse
  • 6.
    “Amor, pensamento -o resgate do Ser” Em “Narciso e Goldmund” (1980) F.O. vê a “redenção próxima”. Redenção, diz Franklin, “assentada nas duas coisas mais belas do mundo, segundo Hesse: os seios femininos e o cérebro do pensador. Amor, pensamento - o resgate do ser.pensador. Amor, pensamento - o resgate do ser. Ressurreição vislumbrada. Logo os caminhos da redenção viriam em “O Jogo das Contas de Vidro” (1943) - o último romance de HH, livro em que ele assumiu a excelsitude de ‘minister verbi divini’”
  • 7.
    “Pode haver coisamais terrível do que a solidão de um homem em sua própria casa?” Em “Rosshalde”, diz Franklin, “é a dor humana autêntica que ele narra - o sofrimento silencioso do homem que descobre que o mundo daqueles que ele ama não é o seu mundo, e começa, para não afundar no desespero desta descoberta, a perseguir as últimas coisas que lhe resta: a sua arte e o carinho do filho menor…(e) perde a aposta nas duas esperanças (...) “Compreende, então, que o homem, para viver … tem de “recriar o mundo como única salvação possível”. Estaria nesse romance, muitas vezes mal compreendido, o grande tema de sua literatura? Veja a resposta de Franklin de Oliveira: - “Na verdade, o grande tema de Hesse é saber até que ponto podemos- “Na verdade, o grande tema de Hesse é saber até que ponto podemos suportar a vida, tal como ela nos foi transmitida: saber até que ponto aguentamos ‘entre não poder viver e não poder morrer. A resposta final a esta pergunta… está em O Jogo das Contas de Vidro”, “a mais bela utopia que nenhum outro humano de nosso tempo a poderia conceber, a não ser Herman Hesse, o mais sábio de todos os homens” (F.O., 1969, L&C., pág. 172.)
  • 8.
    E pra fechar…um poema de Hesse* (*) Siga o Link para ler a tradução de Ivo Barroso