Caso clínico
Paciente do gênero masculino, 28 anos de idade,
vítima de queda de 5 metros de altura.
Ao exame físico, estava consciente e estável
hemodinamicamente, porém apresentava dor à
mobilização dos quadris e déficit de extensão do
hálux esquerdo.
Figura 1: Radiografia da bacia em AP
(anteroposterior). Observe a abertura da sínfise
púbica e a fratura do sacro à esquerda.
Figura 2: Radiografia da pelve / bacia em inlet mostrando abertura da
sínfise púbica e fratura do sacro à esquerda (setas).
Figura 3: Tomografia computadorizada da bacia - corte coronal, demonstrando
fratura do sacro à esquerda com acometimento foraminal e ascensão da
hemipelve esquerda.
Diagnóstico: Fratura do anel pélvico com instabilidade rotacional e vertical. Essa
fratura pode ser diagnosticada como Tile tipo C1.
• As fraturas do anel pélvico apresentam distribuição bimodal: adulto jovem vítima de trauma de alta
energia e idoso vítima de trauma de baixa energia.
• Lesões associadas são comuns. Os pacientes devem ser submetidos ao protocolo de atendimentos ATLS.
• Os mecanismos básicos de lesão são compressão antero-posterior, compressão lateral, cisalhamento
vertical e mecanismo combinado.
• Em pacientes com instabilidade hemodinâmica e lesão instável do tipo livro aberto, deve-se realizar a
reposição volêmica e o fechamento da pelve. Pode-se utilizar lençol ou cinta pélvica (pelvic binder) ao
nível dos grandes trocânteres e posterior fixação externa no bloco cirúrgico.
Mensagens

Fratura-do-anel-pélvico.pdf

  • 1.
    Caso clínico Paciente dogênero masculino, 28 anos de idade, vítima de queda de 5 metros de altura. Ao exame físico, estava consciente e estável hemodinamicamente, porém apresentava dor à mobilização dos quadris e déficit de extensão do hálux esquerdo. Figura 1: Radiografia da bacia em AP (anteroposterior). Observe a abertura da sínfise púbica e a fratura do sacro à esquerda.
  • 2.
    Figura 2: Radiografiada pelve / bacia em inlet mostrando abertura da sínfise púbica e fratura do sacro à esquerda (setas). Figura 3: Tomografia computadorizada da bacia - corte coronal, demonstrando fratura do sacro à esquerda com acometimento foraminal e ascensão da hemipelve esquerda. Diagnóstico: Fratura do anel pélvico com instabilidade rotacional e vertical. Essa fratura pode ser diagnosticada como Tile tipo C1.
  • 3.
    • As fraturasdo anel pélvico apresentam distribuição bimodal: adulto jovem vítima de trauma de alta energia e idoso vítima de trauma de baixa energia. • Lesões associadas são comuns. Os pacientes devem ser submetidos ao protocolo de atendimentos ATLS. • Os mecanismos básicos de lesão são compressão antero-posterior, compressão lateral, cisalhamento vertical e mecanismo combinado. • Em pacientes com instabilidade hemodinâmica e lesão instável do tipo livro aberto, deve-se realizar a reposição volêmica e o fechamento da pelve. Pode-se utilizar lençol ou cinta pélvica (pelvic binder) ao nível dos grandes trocânteres e posterior fixação externa no bloco cirúrgico. Mensagens