1 	
O lince-ibérico é o felino mais ameaçado do mundo. O seu habitat está a diminuir devido à construção de
barragens e empreendimentos turísticos. A sua presa favorita, o coelho, é capturada por caçadores que
lhe roubam, assim, o alimento.
	1.1.	
Qual a barragem referida no texto que destruiu o habitat do lince?
	1.2.	
Refere dados da figura que comprovam a afirmação “O lince é carnívoro”.
	1.3.	
Se fosses ministro do Ambiente, que medidas tomarias para proteger o lince-ibérico?
2 	
Os biólogos dedicam-se ao estudo dos seres vivos.
	2.1.	
Quais os nomes dos cientistas referidos no texto?
	2.2.	
A que instituição pertencem?
	2.3.	
Transcreve duas expressões que demonstrem as dificuldades desta profissão.
	2.4.	
Gostarias de ser biólogo? Defende a tua posição.
Mais uma extinção em Portugal
Íris Pereira e Joaquim Pedro Ferreira – são estes os nomes
dos dois biólogos que encontraram a prova mais recente
de que o lince-ibérico continua a sobreviver em Portugal.
Trata-se de um dejeto que estes cientistas da Faculdade
de Ciências de Lisboa descobriram nas serras alentejanas,
na área envolvente à barragem do Alqueva.
Durante três anos, Íris Pereira e Joaquim Pedro Ferreira
não desistiram. A sua área de trabalho era gigantesca:
135 mil hectares de montes, serras e vales. E o tempo tra-
balhava contra estes dois biólogos, pois o enchimento da
barragem do Alqueva está a submergir parte desta região.
Desceram os vales recônditos, treparam rochas escarpa-
das e subiram pelas encostas dos montes. Galgaram
trilhos íngremes, palmilharam léguas debaixo de chuva,
enterraram as botas na lama e vasculharam cada tronco
caído, cada covil escavado na terra. O esforço valeu a pena
e os dois biólogos acabaram por achar a “agulha” que pro-
curavam em tão grande palheiro.
A descoberta de Íris Pereira e Joaquim Pedro Ferreira foi
uma pedrada no charco. No charco da água estagnada em
que se transformou a conservação do lince-ibérico em
Portugal. Apesar de este felino ser considerado como o
mais ameaçado do mundo, pouco se faz para o salvar.
Tribuna da Natureza, n.º 15
Não é necessário observar um animal para sabermos
que ele existe. As pistas como excremento e pegadas
são instrumentos valiosos para os biólogos estudarem
esta espécie.
Lince-ibérico (Lynx pardinus).
1-1,5 cm
6-8 cm
Ficha de ampliação
Nome: N.º Turma:
31
VT8DP
©
Porto
Editora
VTER8DP_20134296_DOC_F02_4PCImg.indd 31 2/5/14 5:22 PM

Ficha 2 CN8.pdf

  • 1.
    1 O lince-ibéricoé o felino mais ameaçado do mundo. O seu habitat está a diminuir devido à construção de barragens e empreendimentos turísticos. A sua presa favorita, o coelho, é capturada por caçadores que lhe roubam, assim, o alimento. 1.1. Qual a barragem referida no texto que destruiu o habitat do lince? 1.2. Refere dados da figura que comprovam a afirmação “O lince é carnívoro”. 1.3. Se fosses ministro do Ambiente, que medidas tomarias para proteger o lince-ibérico? 2 Os biólogos dedicam-se ao estudo dos seres vivos. 2.1. Quais os nomes dos cientistas referidos no texto? 2.2. A que instituição pertencem? 2.3. Transcreve duas expressões que demonstrem as dificuldades desta profissão. 2.4. Gostarias de ser biólogo? Defende a tua posição. Mais uma extinção em Portugal Íris Pereira e Joaquim Pedro Ferreira – são estes os nomes dos dois biólogos que encontraram a prova mais recente de que o lince-ibérico continua a sobreviver em Portugal. Trata-se de um dejeto que estes cientistas da Faculdade de Ciências de Lisboa descobriram nas serras alentejanas, na área envolvente à barragem do Alqueva. Durante três anos, Íris Pereira e Joaquim Pedro Ferreira não desistiram. A sua área de trabalho era gigantesca: 135 mil hectares de montes, serras e vales. E o tempo tra- balhava contra estes dois biólogos, pois o enchimento da barragem do Alqueva está a submergir parte desta região. Desceram os vales recônditos, treparam rochas escarpa- das e subiram pelas encostas dos montes. Galgaram trilhos íngremes, palmilharam léguas debaixo de chuva, enterraram as botas na lama e vasculharam cada tronco caído, cada covil escavado na terra. O esforço valeu a pena e os dois biólogos acabaram por achar a “agulha” que pro- curavam em tão grande palheiro. A descoberta de Íris Pereira e Joaquim Pedro Ferreira foi uma pedrada no charco. No charco da água estagnada em que se transformou a conservação do lince-ibérico em Portugal. Apesar de este felino ser considerado como o mais ameaçado do mundo, pouco se faz para o salvar. Tribuna da Natureza, n.º 15 Não é necessário observar um animal para sabermos que ele existe. As pistas como excremento e pegadas são instrumentos valiosos para os biólogos estudarem esta espécie. Lince-ibérico (Lynx pardinus). 1-1,5 cm 6-8 cm Ficha de ampliação Nome: N.º Turma: 31 VT8DP © Porto Editora VTER8DP_20134296_DOC_F02_4PCImg.indd 31 2/5/14 5:22 PM