CONCURSO LITERÁRIO 8ºano
1º lugar
Deixa-me que te conte…
Deixa-me que te conte tudo. Sê o meu confidente. Deixa-me relembrar o passado,
acreditar no futuro.
Toda a dor se transforma em felicidade e toda a alegria em tristeza. A bravura em
desilusão e a desistência em coragem.
Todos somos iguais, mas cada um com as suas diferenças. Sentimo-nos bem, ou
mal, mas temos sentimentos. Gostamos de coisas diferentes, somos diferentes...
A vida é curta demais para chorar, então, porque choramos nós? Choramos
quando nos sentimos tristes. Ocorrem sintomas como solidão, tristeza e vontade de
desistir.
Se te contasse todas as vezes que tencionei desistir, que chorei, que me entristeci
com memórias do passado e pensamentos do futuro, que me senti sozinha e sem
ninguém.
Agora sou um ser de alma vazia. Não sonho, não sinto, não falo, não me
expresso. Apenas vivo. Apenas existo, uma existência dura e cruel. Sou um robô.
Sinto-me a desabar, como se estivesse a cair para o infinito. Não caio em lado
nenhum, apenas fico nesta ladeira da vida.
Ouço vozes, murmúrios, mas, na verdade, não ouço nada. Não consigo responder,
não consigo falar. Não tenho voz.
Deixa-me que te conte tudo o que há para além disto, todo o resto da minha
existência, da existência de todos nós.
Raquel Filipe, nº 18, 8º C

Deixa-me que te conte... 8º ano - 1º lugar

  • 1.
    CONCURSO LITERÁRIO 8ºano 1ºlugar Deixa-me que te conte… Deixa-me que te conte tudo. Sê o meu confidente. Deixa-me relembrar o passado, acreditar no futuro. Toda a dor se transforma em felicidade e toda a alegria em tristeza. A bravura em desilusão e a desistência em coragem. Todos somos iguais, mas cada um com as suas diferenças. Sentimo-nos bem, ou mal, mas temos sentimentos. Gostamos de coisas diferentes, somos diferentes... A vida é curta demais para chorar, então, porque choramos nós? Choramos quando nos sentimos tristes. Ocorrem sintomas como solidão, tristeza e vontade de desistir. Se te contasse todas as vezes que tencionei desistir, que chorei, que me entristeci com memórias do passado e pensamentos do futuro, que me senti sozinha e sem ninguém. Agora sou um ser de alma vazia. Não sonho, não sinto, não falo, não me expresso. Apenas vivo. Apenas existo, uma existência dura e cruel. Sou um robô. Sinto-me a desabar, como se estivesse a cair para o infinito. Não caio em lado nenhum, apenas fico nesta ladeira da vida. Ouço vozes, murmúrios, mas, na verdade, não ouço nada. Não consigo responder, não consigo falar. Não tenho voz. Deixa-me que te conte tudo o que há para além disto, todo o resto da minha existência, da existência de todos nós. Raquel Filipe, nº 18, 8º C