Como Praticar (Guitarra)
             Gil Ferreira

      22 de janeiro 2013 :: 18.30




          Gil Ferreira © 2013
αληθεια
Aletheia (ἀλήθεια) é uma palavra grega, que pode ser traduzida como
"desocultação“ *

* Heidegger fez uma análise etimológica da aletheia, e tirou um entendimento
do termo como "desocultação".




                           Gil Ferreira © 2013
Como Praticar (Guitarra)




O Processo de Ensino-Aprendizagem

O processo de Ensino-Aprendizagem envolve três elementos essenciais:

•Professor
•Aluno
•Conhecimento/Competências [Competências Auditivas, Competências Motoras,
    Competências Expressivas, Competências Expressivas e Competências de Leitura]

Chama-se processo de Ensino-Aprendizagem porque não é um processo com um sentido
   unívoco (P<C<A ou A<P<C). Os três elementos articulam-se de uma forma dinâmica.

                               Gil Ferreira © 2013
Apenas os que têm a paciência de fazer as
 coisas simples com perfeição adquirem a
 capacidade de fazer coisas difíceis com
 facilidade.
                        Friedrich von Schiller


                                             Trabalho
                                             Disciplina
                                             Organização
                                             Prioridades
                                             Andrés Segóvia 5 horas de prática diária

http://www.youtube.com/watch?v=n76ZCq9w94Y
          Christopher Parkening

                            Gil Ferreira © 2013
Como Praticar (Guitarra)


A aprendizagem de um instrumento musical (competências e conteúdos) implica a
necessária prática das competências que dependem, obviamente, de uma rotina de
prática diária.


                A aprendizagem tem por base a REPETIÇÃO


O hábito de organizar um plano de prática diário (uma agenda) é benéfico e
transversal a todos processos de aprendizagem que o indivíduo, enquanto aluno, irá
experimentar ao longo do percurso académico e vivencial.



Não é lesivo “tocar muitas horas”. É lesivo tocar muitas horas a mesma coisa e da
mesma forma.



                               Gil Ferreira © 2013
Organização da Prática Instrumental (ou estudo como alguns denominam)


      Trabalho pesado é geralmente a acumulação de tarefas pequenas que não foram feitas a tempo.
                                                                                   (Henry Cooke)


- Praticar sempre com a postura corporal correcta (verificar a postura sempre) é
aconselhável que o aluno tenha apoio de pé, ou outro dispositivo (como, por exemplo, o
Ergoplay), e estante de música;




                                          Ergoplay



                                  Gil Ferreira © 2013
http://www.youtube.com/watch?v=Fkz2jnMJVlE

               Ben Verdery




            Gil Ferreira © 2013
-Praticar sempre lentamente, relaxado e sem tensões (devagar sobretudo quando se
está a trabalhar / ler material novo) para que o cérebro possa actuar mais rapidamente
que os dedos;

         Escolher sempre um lugar calmo e confortável!
-Valorizar a prática diária em detrimento de uma prática mais alongada ou condensada
nas vésperas da aula. Os alunos devem praticar, preferencialmente, em todos os dias
da semana. No entanto se - por motivos de horário escolar ou prática de actividades
extracurriculares - tal não for possível devem praticar, pelo menos, em 6 dos 7 dias da
semana, retirando apenas um dia para "férias do instrumento".
         É fulcral que logo no dia em que o aluno teve a aula faça uma revisão do
         que foi trabalhado na aula!


                                              Nunca perder o sentido de diversão / alegria de tocar
                                              Técnica diária
                                              Aquecimento
                                              Rotina
                                              Preservar as peças que tocamos bem
                                              Começar o dia com a guitarra
                                                                                        David Russell


                  http://www.youtube.com/watch?v=X75eQIzBe_4

                                 Gil Ferreira © 2013
-NUNCA DESVALORIZAR O TRABALHO TÉCNICO, só com uma boa técnica (e desenvolta) é
possível fazer e tirar proveito da Música.

Exemplo:
Exercícios com cordas soltas e diferentes combinações de dedos de mão direita [ataque, articulação,
dinâmica, timbre]
Acordes, Escalas, Arpejos, Intervalos, Tríades, Transportes, Ligados; Recursos: Vibrato, Pizzicato,
Harmónicos naturais / artificiais, etc



 "Não pudemos acelerar o crescimento de uma árvore puxando-a pelos seus
                                                                  ramos."
                                               Ricardo Iznaola, Guitarrista


Aprender um instrumento, é um processo individual e incomparável entre alunos
(mesmo dentro dos mesmos níveis).


-Criar o hábito do aluno tocar em casa para os pais e outros familiares é uma óptima
forma de o motivar para a prática.

         Treino para a performance pública e antecipação de cenários que é
         cumulativamente bom para a memorização das obras e para a                motivação!



                                    Gil Ferreira © 2013
Organização de uma sessão de prática (“estudo”) de Guitarra




                                              Esquema de trabalho,
                                           proposto, pelo Guitarrista e
                                           Professor Tomas Camacho
                                         Alunos avançados / concertistas –
                                                 5 horas / diárias




                   Gil Ferreira © 2013
Organização de uma sessão de prática (“estudo”) de Guitarra

    Valores, indicativos e sugeridos, de tempo de trabalho

                Iniciação, 6 aos 7 anos: 10 a 15 minutos por dia

                Iniciação, 8 aos 9 anos: 15 a 20 minutos por dia

                1º Grau, 10 anos - 25 minutos por dia

                2º Grau, 11 anos - 35 minutos por dia

                3º Grau, 12 anos - 45 minutos por dia

                4º Grau, 13 anos - 50 minutos por dia

                5º Grau, 14 anos - 60 minutos por dia

                6º Grau, 15 – 16 anos – 90 minutos dia*

                7º Grau, 16 – 18 anos – 120 minutos dia*

                8º Grau, 17 – 19 anos – 150 a 180 minutos dia*

     * Com intervalo de 10 a 15 minutos por cada 45 / 50 minutos de trabalho
                    • Concentração e Relaxamento Muscular

                           Gil Ferreira © 2013
Divisão e Gestão do Tempo de Trabalho

Exemplo de uma sessão de 45 minutos:
- 10 min. aquecimento com exercícios de intensidade e dificuldade crescente [exe: exercícios
para a mobilidade / ataque do polegar; praticar uma escala / arpejo sentido descendente (na
vertical, horizontal e diagonal)];
-10 min. revisão do aprendido na sessão / aula anterior;
- 10 min. Identificação, selecção e trabalho de partes / tarefas com dificuldades específicas;
-15 min. tocar a obra / estudo / tarefa



                                                     1. Praticar o acompanhamento (baixos)
                                                     2. Praticar a melodia, seguido as
                                                     orientações de M.E. / M.D. Cantar ajuda a
                                                     memorizar a melodia bem como potencia o
                                                     desenvolvimento das competências
                                                     auditivas.




                                     Gil Ferreira © 2013
Melhor que praticar uma obra do princípio ao fim (perspectiva holística) será
 primeiro realizar trabalho sobre as passagens difíceis e as técnicas
 associadas à obra / estudo / tarefa.

 E como trabalhar uma dificuldade / problema?

 “Resolver” uma dificuldade ou problema implica sempre a identificação do
 problema, que compreende 3 fases:

 a) existe um problema, b) qual é o problema, c) onde começa e onde termina;

 Compreensão do que origina o problema: as aulas prevêem, identificam e
 trabalham a origem das dificuldades, contudo o ensino visa gerar autonomia e o
 aluno vai, progressivamente, sendo capaz de identificar os problemas associados
 a uma tarefa / obra / estudo

                                    ERROS:

Podem ser erros visuais, cinestésicos (coordenação e independência) ou auditivos


                               Gil Ferreira © 2013
Podemos mesmo acreditar naquilo que os nossos olhos vêem?




                   Gil Ferreira © 2013
Gil Ferreira © 2013
Exemplo de erro visual: Associação a padrão / sucessão conhecido




            Passagem escalar de: Cubanita, Flores Chaviano




                         Gil Ferreira © 2013
Exemplo de erro cinestésico: Coordenação e independência associada à simetria




                             Gil Ferreira © 2013
Exercícios recomendados para antes e depois da prática instrumental




Retirado de “Son tus músculos de hierro?” da Fundação Mapfre – www.conmayorcuidado.com
Factores (tangíveis) que afectam a prática:
Disciplina;
Organização;
Grau de dificuldade;
Quantidade de material;
Disponibilidade de tempo;
Tempo (velocidade metronómica);


A reflectir:
A prática de leitura à primeira vista é crucial, contudo, ler uma obra / estudo à primeira
vista não é o mesmo que praticar uma obra / estudo.




                                   Gil Ferreira © 2013
Factores (intangíveis) que afectam a prática:

Expectativas e Comparações: Estarei pronto para tocar A, B, ou C no próximo mês. O
processo de crescimento técnico e musical não é comparável entre indivíduos.


Más experiências em contexto de performance: Todos carregamos memórias boas,
menos boas e más acerca de performances passadas. As boas devem servir de
incentivo às performances futuras. As menos boas e más devem ficar fora das portas da
sala de prática (estudo).


A reflectir:
Altruísmo: estamos apenas a competir com nós             próprios,   beneficiando   da
generosidade, cooperação e colaboração com os outros.




                                Gil Ferreira © 2013
“[...] o educador já não é o que apenas educa, mas o que,
    enquanto educa, é educado em diálogo com o educando
    que, ao ser educado, também educa. Ambos, assim, se
    tornam sujeitos do processo em que crescem juntos e em
    que os <argumentos da autoridade> já não valem. Em que,
    para ser-se, funcionalmente, autoridade, se necessita de
    estar sendo com as liberdades e não contra elas. Já agora
    ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa
    a si mesmo: os homens se educam em comunhão,
    mediatizados pelo mundo”.

                                                        Paulo Freire
                                             Pedagogia do Oprimido.




                       Gil Ferreira © 2013
Ferramentas de apoio ao trabalho de competências auditivas e de leitura:
                         http://www.earmaster.com/




               Dicas (de David Russell) para Guitarristas:
     http://www.davidrussellguitar.com/index.php/home/tips-for-guitarists




                            Gil Ferreira © 2013
Num sistema ideal, aprender vale pela actividade em si, não por constituir-se um
mero agente de mudança mas sobretudo porque é um acrescento fundamental à
nossa existência social e cultural.
Resumindo os alunos não devem trabalhar porque vão realizar uma prova mas sim
pelo valor de aprender e por aquilo que os enriquece.
                                                                    Gil Ferreira




Os dias prósperos não vêm por acaso;
nascem de muita fadiga e persistência.

                                                         Henri Ford
                              Gil Ferreira © 2013
Referências:
Crease, S. (2008). Lições de Música. Lisboa, Editorial Bizâncio
Ferreira, Manuela Saches & dos Santos, Milice Ribeiro (2000) Aprender a Ensinar, Ensinar
a Aprender; Ed. Afrontamento
Freire, P. (1970). Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra.
Iznaola, R. (2000). Ricardo Iznaola on Practicing, Mel Bay Publications.
Parkening, C). Christopher Parkening: Practice                 acedido 22/01/2013, em
http://www.youtube.com/watch?v=n76ZCq9w94Y
Verdery, B.). Ben Verdery On Good Playing Posture                acedido 22/01/2013, em
http://www.youtube.com/watch?v=Fkz2jnMJVlE
Russell, D.). David Russell on Preserving Enthusiasm             acedido 22/01/2013, em
http://www.youtube.com/watch?v=X75eQIzBe_4




                                Gil Ferreira © 2013

Como praticar (guitarra)...

  • 1.
    Como Praticar (Guitarra) Gil Ferreira 22 de janeiro 2013 :: 18.30 Gil Ferreira © 2013
  • 2.
    αληθεια Aletheia (ἀλήθεια) éuma palavra grega, que pode ser traduzida como "desocultação“ * * Heidegger fez uma análise etimológica da aletheia, e tirou um entendimento do termo como "desocultação". Gil Ferreira © 2013
  • 3.
    Como Praticar (Guitarra) OProcesso de Ensino-Aprendizagem O processo de Ensino-Aprendizagem envolve três elementos essenciais: •Professor •Aluno •Conhecimento/Competências [Competências Auditivas, Competências Motoras, Competências Expressivas, Competências Expressivas e Competências de Leitura] Chama-se processo de Ensino-Aprendizagem porque não é um processo com um sentido unívoco (P<C<A ou A<P<C). Os três elementos articulam-se de uma forma dinâmica. Gil Ferreira © 2013
  • 4.
    Apenas os quetêm a paciência de fazer as coisas simples com perfeição adquirem a capacidade de fazer coisas difíceis com facilidade. Friedrich von Schiller Trabalho Disciplina Organização Prioridades Andrés Segóvia 5 horas de prática diária http://www.youtube.com/watch?v=n76ZCq9w94Y Christopher Parkening Gil Ferreira © 2013
  • 5.
    Como Praticar (Guitarra) Aaprendizagem de um instrumento musical (competências e conteúdos) implica a necessária prática das competências que dependem, obviamente, de uma rotina de prática diária. A aprendizagem tem por base a REPETIÇÃO O hábito de organizar um plano de prática diário (uma agenda) é benéfico e transversal a todos processos de aprendizagem que o indivíduo, enquanto aluno, irá experimentar ao longo do percurso académico e vivencial. Não é lesivo “tocar muitas horas”. É lesivo tocar muitas horas a mesma coisa e da mesma forma. Gil Ferreira © 2013
  • 6.
    Organização da PráticaInstrumental (ou estudo como alguns denominam) Trabalho pesado é geralmente a acumulação de tarefas pequenas que não foram feitas a tempo. (Henry Cooke) - Praticar sempre com a postura corporal correcta (verificar a postura sempre) é aconselhável que o aluno tenha apoio de pé, ou outro dispositivo (como, por exemplo, o Ergoplay), e estante de música; Ergoplay Gil Ferreira © 2013
  • 7.
    http://www.youtube.com/watch?v=Fkz2jnMJVlE Ben Verdery Gil Ferreira © 2013
  • 8.
    -Praticar sempre lentamente,relaxado e sem tensões (devagar sobretudo quando se está a trabalhar / ler material novo) para que o cérebro possa actuar mais rapidamente que os dedos; Escolher sempre um lugar calmo e confortável! -Valorizar a prática diária em detrimento de uma prática mais alongada ou condensada nas vésperas da aula. Os alunos devem praticar, preferencialmente, em todos os dias da semana. No entanto se - por motivos de horário escolar ou prática de actividades extracurriculares - tal não for possível devem praticar, pelo menos, em 6 dos 7 dias da semana, retirando apenas um dia para "férias do instrumento". É fulcral que logo no dia em que o aluno teve a aula faça uma revisão do que foi trabalhado na aula! Nunca perder o sentido de diversão / alegria de tocar Técnica diária Aquecimento Rotina Preservar as peças que tocamos bem Começar o dia com a guitarra David Russell http://www.youtube.com/watch?v=X75eQIzBe_4 Gil Ferreira © 2013
  • 9.
    -NUNCA DESVALORIZAR OTRABALHO TÉCNICO, só com uma boa técnica (e desenvolta) é possível fazer e tirar proveito da Música. Exemplo: Exercícios com cordas soltas e diferentes combinações de dedos de mão direita [ataque, articulação, dinâmica, timbre] Acordes, Escalas, Arpejos, Intervalos, Tríades, Transportes, Ligados; Recursos: Vibrato, Pizzicato, Harmónicos naturais / artificiais, etc "Não pudemos acelerar o crescimento de uma árvore puxando-a pelos seus ramos." Ricardo Iznaola, Guitarrista Aprender um instrumento, é um processo individual e incomparável entre alunos (mesmo dentro dos mesmos níveis). -Criar o hábito do aluno tocar em casa para os pais e outros familiares é uma óptima forma de o motivar para a prática. Treino para a performance pública e antecipação de cenários que é cumulativamente bom para a memorização das obras e para a motivação! Gil Ferreira © 2013
  • 10.
    Organização de umasessão de prática (“estudo”) de Guitarra Esquema de trabalho, proposto, pelo Guitarrista e Professor Tomas Camacho Alunos avançados / concertistas – 5 horas / diárias Gil Ferreira © 2013
  • 11.
    Organização de umasessão de prática (“estudo”) de Guitarra Valores, indicativos e sugeridos, de tempo de trabalho Iniciação, 6 aos 7 anos: 10 a 15 minutos por dia Iniciação, 8 aos 9 anos: 15 a 20 minutos por dia 1º Grau, 10 anos - 25 minutos por dia 2º Grau, 11 anos - 35 minutos por dia 3º Grau, 12 anos - 45 minutos por dia 4º Grau, 13 anos - 50 minutos por dia 5º Grau, 14 anos - 60 minutos por dia 6º Grau, 15 – 16 anos – 90 minutos dia* 7º Grau, 16 – 18 anos – 120 minutos dia* 8º Grau, 17 – 19 anos – 150 a 180 minutos dia* * Com intervalo de 10 a 15 minutos por cada 45 / 50 minutos de trabalho • Concentração e Relaxamento Muscular Gil Ferreira © 2013
  • 12.
    Divisão e Gestãodo Tempo de Trabalho Exemplo de uma sessão de 45 minutos: - 10 min. aquecimento com exercícios de intensidade e dificuldade crescente [exe: exercícios para a mobilidade / ataque do polegar; praticar uma escala / arpejo sentido descendente (na vertical, horizontal e diagonal)]; -10 min. revisão do aprendido na sessão / aula anterior; - 10 min. Identificação, selecção e trabalho de partes / tarefas com dificuldades específicas; -15 min. tocar a obra / estudo / tarefa 1. Praticar o acompanhamento (baixos) 2. Praticar a melodia, seguido as orientações de M.E. / M.D. Cantar ajuda a memorizar a melodia bem como potencia o desenvolvimento das competências auditivas. Gil Ferreira © 2013
  • 13.
    Melhor que praticaruma obra do princípio ao fim (perspectiva holística) será primeiro realizar trabalho sobre as passagens difíceis e as técnicas associadas à obra / estudo / tarefa. E como trabalhar uma dificuldade / problema? “Resolver” uma dificuldade ou problema implica sempre a identificação do problema, que compreende 3 fases: a) existe um problema, b) qual é o problema, c) onde começa e onde termina; Compreensão do que origina o problema: as aulas prevêem, identificam e trabalham a origem das dificuldades, contudo o ensino visa gerar autonomia e o aluno vai, progressivamente, sendo capaz de identificar os problemas associados a uma tarefa / obra / estudo ERROS: Podem ser erros visuais, cinestésicos (coordenação e independência) ou auditivos Gil Ferreira © 2013
  • 14.
    Podemos mesmo acreditarnaquilo que os nossos olhos vêem? Gil Ferreira © 2013
  • 15.
  • 16.
    Exemplo de errovisual: Associação a padrão / sucessão conhecido Passagem escalar de: Cubanita, Flores Chaviano Gil Ferreira © 2013
  • 17.
    Exemplo de errocinestésico: Coordenação e independência associada à simetria Gil Ferreira © 2013
  • 18.
    Exercícios recomendados paraantes e depois da prática instrumental Retirado de “Son tus músculos de hierro?” da Fundação Mapfre – www.conmayorcuidado.com
  • 19.
    Factores (tangíveis) queafectam a prática: Disciplina; Organização; Grau de dificuldade; Quantidade de material; Disponibilidade de tempo; Tempo (velocidade metronómica); A reflectir: A prática de leitura à primeira vista é crucial, contudo, ler uma obra / estudo à primeira vista não é o mesmo que praticar uma obra / estudo. Gil Ferreira © 2013
  • 20.
    Factores (intangíveis) queafectam a prática: Expectativas e Comparações: Estarei pronto para tocar A, B, ou C no próximo mês. O processo de crescimento técnico e musical não é comparável entre indivíduos. Más experiências em contexto de performance: Todos carregamos memórias boas, menos boas e más acerca de performances passadas. As boas devem servir de incentivo às performances futuras. As menos boas e más devem ficar fora das portas da sala de prática (estudo). A reflectir: Altruísmo: estamos apenas a competir com nós próprios, beneficiando da generosidade, cooperação e colaboração com os outros. Gil Ferreira © 2013
  • 21.
    “[...] o educadorjá não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado em diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa. Ambos, assim, se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos e em que os <argumentos da autoridade> já não valem. Em que, para ser-se, funcionalmente, autoridade, se necessita de estar sendo com as liberdades e não contra elas. Já agora ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo”. Paulo Freire Pedagogia do Oprimido. Gil Ferreira © 2013
  • 22.
    Ferramentas de apoioao trabalho de competências auditivas e de leitura: http://www.earmaster.com/ Dicas (de David Russell) para Guitarristas: http://www.davidrussellguitar.com/index.php/home/tips-for-guitarists Gil Ferreira © 2013
  • 23.
    Num sistema ideal,aprender vale pela actividade em si, não por constituir-se um mero agente de mudança mas sobretudo porque é um acrescento fundamental à nossa existência social e cultural. Resumindo os alunos não devem trabalhar porque vão realizar uma prova mas sim pelo valor de aprender e por aquilo que os enriquece. Gil Ferreira Os dias prósperos não vêm por acaso; nascem de muita fadiga e persistência. Henri Ford Gil Ferreira © 2013
  • 24.
    Referências: Crease, S. (2008).Lições de Música. Lisboa, Editorial Bizâncio Ferreira, Manuela Saches & dos Santos, Milice Ribeiro (2000) Aprender a Ensinar, Ensinar a Aprender; Ed. Afrontamento Freire, P. (1970). Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra. Iznaola, R. (2000). Ricardo Iznaola on Practicing, Mel Bay Publications. Parkening, C). Christopher Parkening: Practice acedido 22/01/2013, em http://www.youtube.com/watch?v=n76ZCq9w94Y Verdery, B.). Ben Verdery On Good Playing Posture acedido 22/01/2013, em http://www.youtube.com/watch?v=Fkz2jnMJVlE Russell, D.). David Russell on Preserving Enthusiasm acedido 22/01/2013, em http://www.youtube.com/watch?v=X75eQIzBe_4 Gil Ferreira © 2013