SIGA AS PISTASE
DESCUBRA O QUE
NÃO ESTÁ ESCRITO.
1 - Qual é a informação
óbvia contida no
primeiro quadrinho?
2 – O que se pode concluir
a respeito do marido de
Irma a partir da leitura
do segundo quadrinho?
2.
PRESSUPOSTOS
• Pressuposto: circunstânciaou fato
considerado como antecedente necessário
de outro.
• Há textos em que nem tudo o que importa
para a interpretação está registrado.
• O que não foi escrito deve ser levado em
consideração para que se possa
verdadeiramente interpretar um texto.
3.
SIGA AS PISTASE
DESCUBRA O QUE
NÃO ESTÁ ESCRITO.
1 – O que se pode
concluir da fala de
Helga no primeiro
quadrinho?
2 – O que se subentende
do diálogo das duas
personagens no último
quadrinho?
4.
IMPLÍCITOS
• Implícito: éalgo que está envolvido
naquele contexto, mas não é revelado, é
deixado subentendido, é apenas sugerido.
• Quando lidamos com uma informação que
não foi dita, mas tudo que é dito nos leva
a identificá-la, estamos diante de algo
implícito.
• A compreensão de implícitos é essencial
para se garantir um bom nível de leitura.
5.
SIGA AS PISTASE
DESCUBRA O QUE
NÃO ESTÁ ESCRITO
1- Segundo a personagem
Hagar, o que denotam os
chifres?
2 – O que se conclui a
respeito de Helga, a
partir da fala de Hagar
no último quadrinho?
6.
INFERÊNCIAS
• Inferir algopode ser defenido como o
processo de raciocínio segundo o qual se
conclui alguma coisa a partir de outra já
conhecida.
• As informações obtidas na leitura de um
texto devem ser confrontadas com o nosso
conhecimento da realidade. É esse o
processo analítico que permite a elaboração
de conclusões a partir do que se infere no
texto.
7.
EXPRESSÃO LITERÁRIA ENÃO-LITERÁRIA DA LINGUAGEM
DENOTAÇÃO
palavra com significação restrita
palavra com sentido comum do dicionário
palavra usada de modo automatizado
linguagem comum
CONOTAÇÃO
palavra com significação ampla
palavra cujos sentidos extrapolam o sentido comum
palavra usada de modo criativo
linguagem rica e expressiva
8.
A
A linguagem conotativaé
também conhecida como
linguagem literária, ou seja, um
texto literário é aquele em que
predominam as múltiplas
interpretações, a conotação das
palavras.
A linguagem denotativa é também conhecida
como linguagem não-literária, ou seja, um texto
não-literário é aquele em que os sentidos reais
(próprios) palavras, a denotação.
10.
Sendo assim, INTERTEXTUALIDADEnada mais é do que o
cruzamento de um texto com outro (ou outros), muitas vezes
utilizado conscientemente, sendo parte fundamental da criação do
autor; comporta-se não como plágio involuntário, mas,
frequentemente, é um dos objetivos de determinada obra a
CITAÇÃO explícita para fins de REFERÊNCIA, HOMENAGEM ou,
ainda, PARÓDIA.
11.
Na prova doENEM, na maneira como são explicitados seus conteúdos e
habilidades, fala-se muito sobre questões como “DIVERSIDADE DE
GÊNEROS TEXTUAIS”, “O TEXTO EM INTERAÇÃO COM DIVERSOS
CONTEXTOS” e “COMPREENSÃO DE DIVERSAS LINGUAGENS
TEXTUAIS E ARTÍSTICAS” (onde devemos, portanto, compreender que um
texto pode expressar-se como imagem, propaganda, palavra escrita ou
símbolo). Logo, compreender a forma como um texto (artístico ou não)
comporta-se na sua composição é uma habilidade importante, pois perceber
a INTERTEXTUALIDADE denota CONHECIMENTO DA CULTURA e de
como o SENSO COMUM influencia nossa LEITURA DE MUNDO.
20.
Há, basicamente, duasmaneiras de se perceber a intertextualidade...
• Uma explícita, facilmente notada e parte do corpo do texto (geralmente apoiando-se justamente no
conhecimento do senso comum por parte do leitor/espectador).
Na série cinematográfica Shrek, por exemplo...
INTERTEXTUALIDADE
...É fundamental a presença
de diversas referências dos
contos de fadas (ou contos
infantis)...
...Temos o Gato de Botas...
... Há personagens importantes
na trama, como Rapunzel,
Branca de Neve, Cinderela e
muitos outros...
...Sobra espaço até
para outras citações,
como o filme Matrix,
lendas medievais, etc.
22.
• O outrocaso de ocorrência de INTERTEXTO é quando este está implícito, mais subjetivo, portanto,
dependendo muito do olhar do leitor/espectador para ser encontrado e, muitas vezes, colocado de
forma inconsciente pelo autor, justamente pelo fato de certas INFLUÊNCIAS ou REFERÊNCIAS de
senso comum estarem tão dispersas no mundo que essas acabam surgindo naturalmente.
A história da saga Crepúsculo, por exemplo, tenta renovar os mitos vampíricos tão presentes na
cultura de massa...
INTERTEXTUALIDADE
...Ainda que não
se consigam
evitar outras
referências
clássicas do
gênero, como
Drácula.
...Com
direito a
referências
como A Bela
e a Fera...
...Abrindo espaço para a
velha história do “amor
proibido”, que remete a
Romeu e Julieta, Tristão e
Isolda...
23.
Primeiro, vejamos aletra do soneto "Amor é fogo que
arde sem se ver", de Camões:
"Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer,
É um andar solitário entre a gente,
É nunca contentar-se de contente,
É um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade,
É servir a quem vence o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
Vejamos também o primeiro versículo do 13º capítulo
da primeira carta de São Paulo aos Coríntios.
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos
anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa
ou como o sino que tine."
Agora, vamos à canção "Monte Castelo", da Legião
Urbana.
"Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor;
Que conhece o que é verdade;
O amor é bom, não quer o mal;
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder; (...)
24.
INTERTEXTUALIDADE não demonstrafalta de originalidade, necessariamente, mas, muitas
vezes, uma nova noção sobre o que é originalidade. Inferir que um texto utiliza outro texto na sua
construção é um exercício comparativo comum do ser humano; está muito evidente na
propaganda (no uso de símbolos de marcas, por exemplo) e, no texto artístico, apóia-se no
conhecimento dos clássicos.
Canção do Exílio
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
HINO
NACIONA
L
BRASILEI
RO
25.
Canção do ExílioFacilitada
José Paulo Paes
lá?
ah!
sabiá...
papá...
maná...
sofá...
sinhá...
cá?
bah!
Nova Canção do Exílio
Carlos Drummond de Andrade
Um sabiá na
palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata, e o maior amor.
Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
Onde tudo é belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)
Ainda um grito de vida
e voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
26.
Quando falamos sobreENEM, há um termo
importantíssimo que é sempre lembrado:
INTERDISCIPLINARIDADE. A possibilidade de, por
exemplo, poder ler um texto a partir de perspectivas
diversas pode vir a ser um indício de
INTERTEXTUALIDADE.
27.
INTERTEXTUALIDADE:
• É arelação que se
estabelece entre dois textos,
quando um deles faz
referências a elementos
existentes noutro. Esses
elementos podem dizer
respeito ao conteúdo, à
forma, ou mesmo à forma e
ao conteúdo.
• É fundamental verificar o
sentido do texto original
para, em seguida, procurar
determinar com que intenção
ele foi referido pelo autor do
novo texto.