Métodos diretos e métodos indiretos de estudo da
estrutura interna da Terra
O estudo do interior da terra é muito complexo, devido ao
aumento da terra e da pressão com a profundidade. Por
isso, os geocientistas utilizam métodos diretos e indiretos
para conhecer o interior da Terra. No estado atual o
conhecimento científico e tecnológico, as informações
que mais contribuem para o estudo das zonas profundas da
Terra é obtido a partir dos métodos indiretos.
Os métodos diretos fornecem dados obtidos a partir da
observação direta das rochas e dos fenómenos geológicos.
Estes métodos incluem o estudo da vulcanologia e das
rochas provenientes de afloramentos, das sondagens e das
minas. Assim, o estudo direto da estrutura interna da
Terra está limitada à superfície acessível.
Os métodos indiretos fornecem dados sobre a constituição
das zonas do interior da Terra inacessíveis diretamente ao
ser humano. Estes métodos incluem o estudo da
paleontologia, da sismologia, da geotermometria, da
gravimetria e do geomagnetismo. O estudo dos meteoritos
e das amostras das rochas da Lua e de Marte é feito no
âmbito da astrogeologia – ciência que estuda a estrutura e
a composição dos corpos do sistema solar - e da
Astrobiologia – ciência que estuda a origem da vida na
Terra e a possibilidade de ela existir noutros locais do
universo.
A ciência e a tecnologia têm proposto modelos científicos
para explicar a estrutura interna da Terra. Os modelos
científicos embora sejam uma forma de explicar os
fenómenos naturais, tem limitações: não representam
exatamente a realidade não são definitivos. São analogias
que permitem simular fenómenos reais.
Modelo químico e físico da estrutura interna da Terra
Os cientistas, ao reunirem todas as informações obtidas
com base em métodos diretos e indiretos, propõem modelos
científicos para explicar a estrutura interna da Terra : o
modelo químico e o modelo físico.
O modelo químico, baseado na composição e propriedades
dos materiais, considera a estrutura interna da Terra
constituída por três camadas concêntricas de composição
diferente: a crosta, o manto e núcleo.
O modelo físico, baseado nas propriedades físicas dos
materiais, considera a estrutura interna da Terra dividida
em litosfera, astenosfera, mesosfera, núcleo interno e
externo.
Modelo químico:
 Crosta: camada mais externa da Terra. A crosta
oceânica é menos espessa e é formada por basaltos. A
crosta continental é mais espessa e formada por
granitos.
 Manto: localiza-se entre a crosta e o núcleo. É
camada mais espessa, constituída por magnésio e
ferro.
 Núcleo: localiza-se no centro da Terra e é cosntituido
por ferro e níquel.
Modelo físico:
 Litosfera: camada mais externa constituída por
crosta e parte superior do manto. Pouco espessa e
rígida.
 Astenosfera : localiza-se entre a litosfera e a
mesosfera. Mais espessa que a litosfera, é uma zona
plástica.
 Mesosfera: localiza-se entre a astenosfera e o núcleo.
Camada espessa e rígida.
 Núcleo externo: parte mais externa do núcleo,
camada espessa no estado líquido.
 Núcleo interno: parte mais interna do núcleo, menos
espessa que o núcleo esterno e no estado sólido.

Estrutura interna da terra

  • 1.
    Métodos diretos emétodos indiretos de estudo da estrutura interna da Terra O estudo do interior da terra é muito complexo, devido ao aumento da terra e da pressão com a profundidade. Por isso, os geocientistas utilizam métodos diretos e indiretos para conhecer o interior da Terra. No estado atual o conhecimento científico e tecnológico, as informações que mais contribuem para o estudo das zonas profundas da Terra é obtido a partir dos métodos indiretos. Os métodos diretos fornecem dados obtidos a partir da observação direta das rochas e dos fenómenos geológicos. Estes métodos incluem o estudo da vulcanologia e das rochas provenientes de afloramentos, das sondagens e das minas. Assim, o estudo direto da estrutura interna da Terra está limitada à superfície acessível. Os métodos indiretos fornecem dados sobre a constituição das zonas do interior da Terra inacessíveis diretamente ao ser humano. Estes métodos incluem o estudo da paleontologia, da sismologia, da geotermometria, da gravimetria e do geomagnetismo. O estudo dos meteoritos e das amostras das rochas da Lua e de Marte é feito no âmbito da astrogeologia – ciência que estuda a estrutura e a composição dos corpos do sistema solar - e da Astrobiologia – ciência que estuda a origem da vida na Terra e a possibilidade de ela existir noutros locais do universo. A ciência e a tecnologia têm proposto modelos científicos para explicar a estrutura interna da Terra. Os modelos científicos embora sejam uma forma de explicar os fenómenos naturais, tem limitações: não representam exatamente a realidade não são definitivos. São analogias que permitem simular fenómenos reais.
  • 2.
    Modelo químico efísico da estrutura interna da Terra Os cientistas, ao reunirem todas as informações obtidas com base em métodos diretos e indiretos, propõem modelos científicos para explicar a estrutura interna da Terra : o modelo químico e o modelo físico. O modelo químico, baseado na composição e propriedades dos materiais, considera a estrutura interna da Terra constituída por três camadas concêntricas de composição diferente: a crosta, o manto e núcleo. O modelo físico, baseado nas propriedades físicas dos materiais, considera a estrutura interna da Terra dividida em litosfera, astenosfera, mesosfera, núcleo interno e externo. Modelo químico:  Crosta: camada mais externa da Terra. A crosta oceânica é menos espessa e é formada por basaltos. A crosta continental é mais espessa e formada por granitos.  Manto: localiza-se entre a crosta e o núcleo. É camada mais espessa, constituída por magnésio e ferro.  Núcleo: localiza-se no centro da Terra e é cosntituido por ferro e níquel. Modelo físico:  Litosfera: camada mais externa constituída por crosta e parte superior do manto. Pouco espessa e rígida.  Astenosfera : localiza-se entre a litosfera e a mesosfera. Mais espessa que a litosfera, é uma zona plástica.  Mesosfera: localiza-se entre a astenosfera e o núcleo. Camada espessa e rígida.
  • 3.
     Núcleo externo:parte mais externa do núcleo, camada espessa no estado líquido.  Núcleo interno: parte mais interna do núcleo, menos espessa que o núcleo esterno e no estado sólido.