Historiografia
História da História, história de como a ciência histórica ao longo do tempo
veio se desenvolvendo, revelando novas facetas em relação ao seu contexto,
aos autores, às concepções, em relação aos momentos filosóficos, aos
pensamentos que predominaram na mentalidade em geral.
Estudo da grafia da história, da própria ciência histórica. A história têm como
objeto fundamental de análise, o passado. Esse passado é buscado e analisado
de acordo com as demandas do presente, dos problemas que se apresentam
no presente, econômico, social, político, cultural. A história ao longo do tempo
vem desenvolvendo uma teia de aspectos e de desdobramentos e essas
análises cabem ao historiador.
Análise das concepções historiográficas
Lenda - Mito - Fato Lenda: Não parte de uma realidade. Narra a cultura e a tradição familiar.É uma
construção literária. Faz parte da cultura popular.
Mito: são relatos que utilizam da simbologia de deuses e heróis para compor as
explicações sobre questões incompreendidas.
Fato: O fato em si já é o acontecimento, é o objeto de pesquisa do historiador.
Concepção grega Limite entre o mito e o fato
Concepção providencialista S.Agostinho/Patrística: exclusivismo da fé.
Concepção positivista Mítico - Teológico- Metafísico- Positivo
Neutralidade
Documento escrito
Verdade histórica
Concepção marxista Crítica/Proletária
Capitalismo/Socialismo/Comunismo
Revolucionária
A História Nova Escola de ANNALES
Interdisciplinaridade
Múltiplas possibilidades
Memória, História e usos do passado
• Conceito de memória para a história:
• A história é uma análise crítica do passado, ou
um estudo do presente a partir do passado.
• A função da história não é ficar glorificando o
passado, ela serve para analisar e entender.
• A memória é um conhecimento que é
capitaneado pelo presente, um conhecimento
que bebe das lembranças individuais de cada
sujeito mas também de jogos de poder e
interesse que não necessariamente passam por
uma pesquisa, pela crítica das fontes, etc.
• A história é uma reconstrução do passado que deve ser feita de
forma crítica, com respaldo teórico metodológico, além de passar
pelo escrutínio de outros acadêmicos da área.
• A memória é um compartilhamento de lembranças e discursos acerca
do passado, uma memória compartilhada, um olhar para o passado
ancorado nos interesses e visões de mundo do presente, sem muito
senso crítico, sem método. É um tipo de fonte que a história usa,
mas não é a História em si.
Elementos constituintes da Memória:
1-Eventos do passado vividos ou valorizados por interesse.
2-Eventos vividos por “tabela”. São eventos que os sujeitos não viveram, mas sentem que fizeram
parte daquele passado.
A lembrança é algo que, mesmo que você compartilhe com outros, é individual e sobre o que você
viveu. A memória pode ser sobre algo que você não viveu, mas se identifica, porque ela é coletiva e
compartilhada por um grupo do qual você faz parte.
3- Há personagens/indivíduos que personificam memórias. Sempre há indivíduos que personificam
certas memórias.
4-Existem lugares de memória (museus, arquivos, monumentos, cerimônias públicas, datas
comemorativas, etc.)
.
Memória e identidade
A História requer rigor teórico metodológico , crítica a fonte, avaliação
de pares entre outros critérios, ela costuma ser menos vulnerável a
pressões do presente.
Os resultados de uma pesquisa histórica sólida não mudam apenas
porque um grupo não gosta de seus resultados. Em compensação, a
memória está sempre vulnerável às mudanças culturais e políticas do
presente.
Falamos em “memórias” porque em praticamente em todas as
sociedades há disputas de memórias que são antagônicas e mesmo
contraditórias.
O conceito de memória coletiva foi levantado principalmente pelo
sociólogo Maurice Halbwachs. Um ponto chave desse conceito é a
noção de marco ou quadro social.
As nossas memórias individuais estão sempre marcadas socialmente, ou
seja, o que a gente lembra está conectado com a sociedade que a gente
vive e os marcos sociais que estão ao nosso redor.
Alguns acadêmicos não gostam muito de falar em memória coletiva
porque pode passar a impressão de que ela esteja acima dos indivíduos,
separada desses sujeitos.
Outros preferem falar em memórias compartilhadas , sobrepostas,
frutos de interações sociais múltiplas que acontecem dentro de marcos
sociais e relações de poder.
Memória e esquecimento
Na constituição da memória coletiva ou compartilhada, tão importante
quanto as lembranças são os esquecimentos e os silêncios, toda
narrativa do passado é uma seleção.
Atividade:
1- O que é historiografia? Qual o objeto fundamental de análise da
História e de que forma ele é buscado?
2- Quais as diferenças entre os conceitos de memória e história?
3- Porque devemos questionar os projetos de esquecimento?
AulaMemria2.pptx

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  • 1.
    Historiografia História da História,história de como a ciência histórica ao longo do tempo veio se desenvolvendo, revelando novas facetas em relação ao seu contexto, aos autores, às concepções, em relação aos momentos filosóficos, aos pensamentos que predominaram na mentalidade em geral. Estudo da grafia da história, da própria ciência histórica. A história têm como objeto fundamental de análise, o passado. Esse passado é buscado e analisado de acordo com as demandas do presente, dos problemas que se apresentam no presente, econômico, social, político, cultural. A história ao longo do tempo vem desenvolvendo uma teia de aspectos e de desdobramentos e essas análises cabem ao historiador.
  • 2.
    Análise das concepçõeshistoriográficas Lenda - Mito - Fato Lenda: Não parte de uma realidade. Narra a cultura e a tradição familiar.É uma construção literária. Faz parte da cultura popular. Mito: são relatos que utilizam da simbologia de deuses e heróis para compor as explicações sobre questões incompreendidas. Fato: O fato em si já é o acontecimento, é o objeto de pesquisa do historiador. Concepção grega Limite entre o mito e o fato Concepção providencialista S.Agostinho/Patrística: exclusivismo da fé. Concepção positivista Mítico - Teológico- Metafísico- Positivo Neutralidade Documento escrito Verdade histórica Concepção marxista Crítica/Proletária Capitalismo/Socialismo/Comunismo Revolucionária A História Nova Escola de ANNALES Interdisciplinaridade Múltiplas possibilidades
  • 3.
    Memória, História eusos do passado • Conceito de memória para a história: • A história é uma análise crítica do passado, ou um estudo do presente a partir do passado. • A função da história não é ficar glorificando o passado, ela serve para analisar e entender. • A memória é um conhecimento que é capitaneado pelo presente, um conhecimento que bebe das lembranças individuais de cada sujeito mas também de jogos de poder e interesse que não necessariamente passam por uma pesquisa, pela crítica das fontes, etc.
  • 4.
    • A históriaé uma reconstrução do passado que deve ser feita de forma crítica, com respaldo teórico metodológico, além de passar pelo escrutínio de outros acadêmicos da área. • A memória é um compartilhamento de lembranças e discursos acerca do passado, uma memória compartilhada, um olhar para o passado ancorado nos interesses e visões de mundo do presente, sem muito senso crítico, sem método. É um tipo de fonte que a história usa, mas não é a História em si.
  • 5.
    Elementos constituintes daMemória: 1-Eventos do passado vividos ou valorizados por interesse. 2-Eventos vividos por “tabela”. São eventos que os sujeitos não viveram, mas sentem que fizeram parte daquele passado. A lembrança é algo que, mesmo que você compartilhe com outros, é individual e sobre o que você viveu. A memória pode ser sobre algo que você não viveu, mas se identifica, porque ela é coletiva e compartilhada por um grupo do qual você faz parte. 3- Há personagens/indivíduos que personificam memórias. Sempre há indivíduos que personificam certas memórias. 4-Existem lugares de memória (museus, arquivos, monumentos, cerimônias públicas, datas comemorativas, etc.) .
  • 6.
    Memória e identidade AHistória requer rigor teórico metodológico , crítica a fonte, avaliação de pares entre outros critérios, ela costuma ser menos vulnerável a pressões do presente. Os resultados de uma pesquisa histórica sólida não mudam apenas porque um grupo não gosta de seus resultados. Em compensação, a memória está sempre vulnerável às mudanças culturais e políticas do presente. Falamos em “memórias” porque em praticamente em todas as sociedades há disputas de memórias que são antagônicas e mesmo contraditórias.
  • 7.
    O conceito dememória coletiva foi levantado principalmente pelo sociólogo Maurice Halbwachs. Um ponto chave desse conceito é a noção de marco ou quadro social. As nossas memórias individuais estão sempre marcadas socialmente, ou seja, o que a gente lembra está conectado com a sociedade que a gente vive e os marcos sociais que estão ao nosso redor. Alguns acadêmicos não gostam muito de falar em memória coletiva porque pode passar a impressão de que ela esteja acima dos indivíduos, separada desses sujeitos. Outros preferem falar em memórias compartilhadas , sobrepostas, frutos de interações sociais múltiplas que acontecem dentro de marcos sociais e relações de poder.
  • 8.
    Memória e esquecimento Naconstituição da memória coletiva ou compartilhada, tão importante quanto as lembranças são os esquecimentos e os silêncios, toda narrativa do passado é uma seleção. Atividade: 1- O que é historiografia? Qual o objeto fundamental de análise da História e de que forma ele é buscado? 2- Quais as diferenças entre os conceitos de memória e história? 3- Porque devemos questionar os projetos de esquecimento?