paulo.bouhid@globo.com   (clicar)
O professor da PUC / Rio de Janeiro,
 Jorge Ferreira, deu um últim aula
                        a     a
    para seus ex-alunos, em 16 de
  dezem de 2008. Diante de um
         bro                       a
platéia de formandos, acom  panhados
de seus pais, o professor paraninfo da
   turm discursou sobre o Brasil.
        a


Leia o que disse o Prof. Jorge Ferreira.
“Ilus trís s imos Cole g as da Me s a, S e nhor
Pre s ide nte , me us que ridos alunos , S e nhoras e
                       S e nhore s .

  Para mim é um priv ilé g io te r s ido e s colhido
 paraninfo de s ta turma. Es ta é como s e fôra a
última aula do curs o. O último e ncontro, que já
  de ixa s audade s . Um mome nto fe s tiv o, mas
              també m de re fle xão.
S e e u fos s e e s colhido paraninfo de uma turma de
     dire ito, talv e z e u falas s e a importância do
 adv og ado que de fe nde a jus tiça e não ape nas o
   ré u. S e e u fos s e e s colhido paraninfo de uma
       turma de me dicina, talv e z e u falas s e da
   importância do mé dico que coloca o amor ao
próximo acima dos s e us lucros profis s ionais .     Mas ,
        como s ou paraninfo de uma turma de
      e ng e nhe iros , v ou falar da importância do
  e ng e nhe iro para o de s e nv olv ime nto do Bras il.
Para come çar, v amos falar de bananas e do
    doce de banana, que e u v ou chamar de
bananada e s pe cial, inv e ntada (ou proje tada)
pe la nos s a v ov oz inha lá e m cas a, de pois que
   v árias re ce itas prontas não de ram ce rto.


     É is s o me s mo. Para e nte nde rmos a
   importância do e ng e nhe iro v amos falar
       de bananas , bananadas e v ov ó.
A banana é um re curs o natural, que não s ofre u
          ne nhuma trans formação.


                  A bananada é =

     a banana +
     outros ing re die nte s +
     a e ne rg ia té rmica  forne cida pe lo fog ão +
    o trabalho da v ov ó...
                         e +
     o conhe cime nto, ou te cnolog ia da v ov ó.
A bananada é um produto pronto, que e u
       v ou chamar de rique z a.


               E a v ov ó?


Be m, a v ov ó é a dona do conhe cime nto,
uma e s pé cie de e ng e nhe ira da culinária.
Ag ora, v amos s upor que a banana e a
         bananada s e jam v e ndidas .
                       
    Um quilo de banana cus ta um re al. 
                        
Já um quilo da bananada cus ta cinco re ais .

    Por que e s s a dife re nça de pre ços ?
Porque quando nós colhe mos um cacho de bananas
 na banane ira, criamos ape nas um e mpre g o: o de
               colhe dor de bananas .


   Ag ora, quando a v ov ó, ou a indús tria, faz a
  bananada, e la cria e mpre g os na indús tria do
 açúcar, da cana-de -açúcar, do g ás de   inha,
                                              coz
 na indús tria de fog õe s , de pane las , de colhe re s
   e até na de e mbalag e ns , porque tudo is to é
     ne ce s s ário para s e fabricar a bananada.
Re s umindo, 1kg de bananada é mais
  caro do que 1kg de banana porque a
      bananada é ig ual banana mais
te cnolog ia ag re g ada, e a s ua fabricação
        criou mais e mpre g os do que
     s imple s me nte colhe r o cacho de
           bananas da banane ira.
Ag ora v amos falar de outro e xe mplo que aconte ce
no dia-a-dia no comé rcio mundial de me rcadorias .


   Em mé dia: 1kg de s oja cus ta US $ 0,10 (de z
ce ntav os de dólar), 1kg de automóv e l cus ta US $
   10, is to é , 100 v e z e s mais , 1kg de apare lho
  e le trônico cus ta US $ 100, 1kg de av ião cus ta
     US $1.000 (10mil quilos de s oja) e 1kg de
              s até lite cus ta US $ 50.000.

 Ve jam, quanto mais te cnolog ia ag re g ada te m um
  produto, maior é o s e u pre ço, mais e mpre g os
         foram g e rados na s ua fabricação.
Os país e s ricos s abe m dis s o muito be m. Ele s
   inv e s te m na pe s quis a cie ntífica e te cnológ ica.

    Por e xe mplo: e le s nos v e nde m uma placa de
     computador que pe s a 100g por US $ 250.

 Para pag armos e s ta plaquinha e le trônica, o Bras il
 pre cis a e xportar 20 tone ladas de miné rio de fe rro.

A fabricação de placas de computador criou milhare s
de bons e mpre g os lá no e s trang e iro, e nquanto que a
  e xtração do miné rio de fe rro, cria pouquís s imos e
          pé s s imos e mpre g os aqui no Bras il.
O Japão é pobre e m re curs os naturais , mas é um país
                          rico.

O Bras il é rico e m e ne rg ia e re curs os naturais , mas é um
                           país pobre .

  Os país e s ricos , s ão ricos mate rialme nte porque e le s
                      produz e m rique z as .

      Rique z a v e m de rico. Pobre z a v e m de pobre .
                                 
                                
País pobre é aque le que não cons e g ue produz ir rique z as
                      para o s e u pov o.

    S e cons e g uis s e , não s e ria pobre , s e ria país rico.
Gos taria de de ixar be m claro trê s cois as :

 1º) quando me re firo à palav ra rique z a, não e s tou me
re fe rindo a jóias ne m a s upé rfluos . Es tou me re fe rindo
àque le s be ns ne ce s s ários para que o s e r humano v iv a
         com um mínimo de dig nidade e conforto;

 2º) não e s tou de fe nde ndo o cons umis mo mate rialis ta
     como uma forma de v ida, muito pe lo contrário;

3º) e acho abomináv e l aque le s que colocam os v alore s
 das rique z as mate riais acima dos v alore s da rique z a
                inte rior do s e r humano.
Exis te m naçõe s que s ão ricas ,
      mas que ag e m de forma
e xtre mame nte pobre e de s umana
    e m re lação a outros pov os .
Cre io que ag ora pos s o falar do ponto principal.

  Para que o nos s o Bras il torne -s e um País rico, com o s e u
   pov o v iv e ndo com dig nidade , te mos que produz ir mais
                             rique z as .

 Para tal, pre cis amos de conhe cime nto, ou te cnolog ia já que
     te mos abundância de re curs os naturais e e ne rg ia.

     E que m de s e nv olv e te cnolog ias s ão os cie ntis tas e os
e ng e nhe iros , como e s te s jov e ns que e s tão s e formando hoje .

   Infe liz me nte , o Bras il é muito de pe nde nte da te cnolog ia
                                 e xte rna.
   Quando fabricamos be ns com alta te cnolog ia, faz e mos
                 ape nas a parte final da produção.
Por e xe mplo: o Bras il produz 5 milhõe s de te le v is ore s por
ano e ne nhum bras ile iro proje ta te le v is or. O miolo da TV,
do te le fone ce lular e de todos os apare lhos e le trônicos , é
                        todo importado. 
       S omos me ros montadore s de kits e le trônicos .

  Cas os s e me lhante s també m aconte ce m na indús tria
 me cânica, de re mé dios e , incrív e l, até na de alime ntos .

 O Bras il e ntra com a mão-de -obra barata e os re curs os
  naturais . Os proje tos , a te cnolog ia, o chamado pulo do
g ato, ficam no e s trang e iro, com os v e rdade iros donos do
                             ne g ócio.

 Re s ta ao Bras il lidar com as chamadas caixas pre tas .
É importante compre e nde rmos que os
donos dos proje tos te cnológ icos s ão os
 donos das de cis õe s e conômicas , s ão
  os donos do dinhe iro, s ão os donos
       das rique z as do mundo.
As s im como as ág uas dos rios corre m para o mar, as rique z as
   do mundo corre m  e m dire ção aos país e s de te ntore s das
                    te cnolog ias av ançadas .

  A de pe ndê ncia cie ntífica e te cnológ ica acarre tou para nós
   bras ile iros a de pe ndê ncia e conômica, política e cultural.

 Não pode mos admitir a continuação da s ituação e s drúxula,
 onde 70% do PIB bras ile iro é controlado por não re s ide nte s .

Ning ué m pode prog re dir e ntre g ando o s e u talão de che que s e
a chav e de s ua cas a para o v iz inho faz e r o que be m e nte nde r.
Eu te nho a conv icção que de s e nv olv ime nto
   cie ntífico e te cnológ ico aqui no Bras il
 g arantirá aos bras ile iros a s obe rania das
de cis õe s e conômicas , políticas e culturais .

 Garantirá trocas mais jus tas no comé rcio
                  e xte rior.

  Garantirá a criação de mais e me lhore s
                 e mpre g os .
E, s e toda a produção de rique z as for be m
   dis tribuída, te re mos a e rradicação dos
           g rav e s proble mas s ociais .

 O curs o de e ng e nharia da PUC, com todas
as s uas pos s ív e is de ficiê ncias , v is a a formar
    e ng e nhe iros capaz e s de de s e nv olv e r
                    te cnolog ias .

É o chamado e ng e nhe iro de conce pção, ou
        e ng e nhe iro de proje tos .
Infe liz me nte , o me rcado nacionaliz ado ne m
    s e mpre aprov e ita todo e s te pote ncial
      cie ntífico dos nos s os e ng e nhe iros .

Nós , profe s s ore s , não pode mos nos curv ar
        às de formaçõe s do me rcado.

Te mos que continuar formando e ng e nhe iros
com conhe cime ntos ig uais aos me lhore s do
                 mundo.
Eu pos s o g arantir a todos os pre s e nte s ,
  principalme nte aos pais , que qualque r um de s te s
formandos é tão ou mais inte lig e nte do que qualque r
     e ng e nhe iro ame ricano, japonê s ou ale mão.

Os me us quas e trinta anos de mag is té rio, le cionando
  de s de o antig o g inás io até a univ e rs idade , dá-me
autoridade para afirmar que o bras ile iro não é infe rior
  a ning ué m, pe lo contrário, diz e m até que s omos
    muito mais criativ os   do que os habitante s do
              chamado prime iro mundo.
O que me re v olta, como profe s s or
cidadão, é v e r que as de cis õe s políticas
tomadas por pe s s oas de s pre paradas ou
corruptas , s ão re s pons áv e is pe la que ima
 e de s truição de inte lig ê ncias bras ile iras
   que pode riam, com o conhe cime nto
  apropriado, trans formar o nos s o Bras il
    num país flore s ce nte , prós pe ro e
             s ocialme nte jus to.
Acre dito que o mundo ide al s e ja aque le totalme nte
   g lobaliz ado, mas uma g lobaliz ação que inclua a
de mocratiz ação das de cis õe s e a dis tribuição jus ta do
                 trabalho e das rique z as .

 Infe liz me nte , is to ainda e s tá long e de aconte ce r, até
         por limitaçõe s fís icas da própria nature z a.

  As s im, que m pe ns a que a s olução para os nos s os
   proble mas v irá lá de fora, e s tá muito e ng anado.
O dia que um pre s ide nte da Re pública,
  e m v e z de ficar pas s e ando como um
dândi pe los palácios do prime iro mundo,
 re s olv e r lide rar um autê ntico proje to de
de s e nv olv ime nto nacional, ce rtame nte o
Bras il v ai pre cis ar, e m todas as áre as , de
           pe s s oas be m pre paradas .
S ó as s im s e re mos capaz e s de caminhar com
 autonomia e tomar de cis õe s que be ne ficie m
   v e rdade irame nte a s ocie dade bras ile ira.

 S e rá a cons trução de um Bras il re alme nte
   mode rno, mais jus to, ins e rido de forma
s obe rana na e conomia mundial e não como
um re le s forne ce dor de re curs os naturais e
             mão-de -obra av iltada.
Quando is to ocorre r, e e u e s pe ro que
  s e ja e m bre v e , o nos s o País pode rá
aprov e itar de forma muito mais e ficaz a
inte lig ê ncia e o pre paro inte le ctual dos
  bras ile iros e , e m particular, de todos
 v ocê s , me us que ridos alunos , porque
 v ocê s já foram te s tados e aprov ados .
Finalme nte , g os taria de parabe niz ar a
todos os pais pe la contribuição pos itiv a
     que de ram à nos s a s ocie dade
   pos s ibilitando a formação dos s e us
filhos no curs o de e ng e nharia da PUC.

 A ale g ria dos s e nhore s , també m é a
              nos s a ale g ria.

            Muito Obrig ado."
“Murmures”, por Richard Clayderman
                  Formatação : CN
Aulademestre2

Aulademestre2

  • 1.
  • 2.
    O professor daPUC / Rio de Janeiro, Jorge Ferreira, deu um últim aula a a para seus ex-alunos, em 16 de dezem de 2008. Diante de um bro a platéia de formandos, acom panhados de seus pais, o professor paraninfo da turm discursou sobre o Brasil. a Leia o que disse o Prof. Jorge Ferreira.
  • 3.
    “Ilus trís simos Cole g as da Me s a, S e nhor Pre s ide nte , me us que ridos alunos , S e nhoras e S e nhore s . Para mim é um priv ilé g io te r s ido e s colhido paraninfo de s ta turma. Es ta é como s e fôra a última aula do curs o. O último e ncontro, que já de ixa s audade s . Um mome nto fe s tiv o, mas també m de re fle xão.
  • 4.
    S e eu fos s e e s colhido paraninfo de uma turma de dire ito, talv e z e u falas s e a importância do adv og ado que de fe nde a jus tiça e não ape nas o ré u. S e e u fos s e e s colhido paraninfo de uma turma de me dicina, talv e z e u falas s e da importância do mé dico que coloca o amor ao próximo acima dos s e us lucros profis s ionais .  Mas , como s ou paraninfo de uma turma de e ng e nhe iros , v ou falar da importância do e ng e nhe iro para o de s e nv olv ime nto do Bras il.
  • 5.
    Para come çar,v amos falar de bananas e do doce de banana, que e u v ou chamar de bananada e s pe cial, inv e ntada (ou proje tada) pe la nos s a v ov oz inha lá e m cas a, de pois que v árias re ce itas prontas não de ram ce rto. É is s o me s mo. Para e nte nde rmos a importância do e ng e nhe iro v amos falar de bananas , bananadas e v ov ó.
  • 6.
    A banana éum re curs o natural, que não s ofre u ne nhuma trans formação. A bananada é = a banana + outros ing re die nte s + a e ne rg ia té rmica  forne cida pe lo fog ão + o trabalho da v ov ó... e + o conhe cime nto, ou te cnolog ia da v ov ó.
  • 7.
    A bananada éum produto pronto, que e u v ou chamar de rique z a. E a v ov ó? Be m, a v ov ó é a dona do conhe cime nto, uma e s pé cie de e ng e nhe ira da culinária.
  • 8.
    Ag ora, vamos s upor que a banana e a bananada s e jam v e ndidas .   Um quilo de banana cus ta um re al.     Já um quilo da bananada cus ta cinco re ais . Por que e s s a dife re nça de pre ços ?
  • 9.
    Porque quando nóscolhe mos um cacho de bananas na banane ira, criamos ape nas um e mpre g o: o de colhe dor de bananas . Ag ora, quando a v ov ó, ou a indús tria, faz a bananada, e la cria e mpre g os na indús tria do açúcar, da cana-de -açúcar, do g ás de   inha, coz na indús tria de fog õe s , de pane las , de colhe re s e até na de e mbalag e ns , porque tudo is to é ne ce s s ário para s e fabricar a bananada.
  • 10.
    Re s umindo,1kg de bananada é mais caro do que 1kg de banana porque a bananada é ig ual banana mais te cnolog ia ag re g ada, e a s ua fabricação criou mais e mpre g os do que s imple s me nte colhe r o cacho de bananas da banane ira.
  • 11.
    Ag ora vamos falar de outro e xe mplo que aconte ce no dia-a-dia no comé rcio mundial de me rcadorias . Em mé dia: 1kg de s oja cus ta US $ 0,10 (de z ce ntav os de dólar), 1kg de automóv e l cus ta US $ 10, is to é , 100 v e z e s mais , 1kg de apare lho e le trônico cus ta US $ 100, 1kg de av ião cus ta US $1.000 (10mil quilos de s oja) e 1kg de s até lite cus ta US $ 50.000. Ve jam, quanto mais te cnolog ia ag re g ada te m um produto, maior é o s e u pre ço, mais e mpre g os foram g e rados na s ua fabricação.
  • 12.
    Os país es ricos s abe m dis s o muito be m. Ele s inv e s te m na pe s quis a cie ntífica e te cnológ ica. Por e xe mplo: e le s nos v e nde m uma placa de computador que pe s a 100g por US $ 250. Para pag armos e s ta plaquinha e le trônica, o Bras il pre cis a e xportar 20 tone ladas de miné rio de fe rro. A fabricação de placas de computador criou milhare s de bons e mpre g os lá no e s trang e iro, e nquanto que a e xtração do miné rio de fe rro, cria pouquís s imos e pé s s imos e mpre g os aqui no Bras il.
  • 13.
    O Japão épobre e m re curs os naturais , mas é um país rico. O Bras il é rico e m e ne rg ia e re curs os naturais , mas é um país pobre . Os país e s ricos , s ão ricos mate rialme nte porque e le s produz e m rique z as . Rique z a v e m de rico. Pobre z a v e m de pobre .      País pobre é aque le que não cons e g ue produz ir rique z as para o s e u pov o. S e cons e g uis s e , não s e ria pobre , s e ria país rico.
  • 14.
    Gos taria dede ixar be m claro trê s cois as : 1º) quando me re firo à palav ra rique z a, não e s tou me re fe rindo a jóias ne m a s upé rfluos . Es tou me re fe rindo àque le s be ns ne ce s s ários para que o s e r humano v iv a com um mínimo de dig nidade e conforto; 2º) não e s tou de fe nde ndo o cons umis mo mate rialis ta como uma forma de v ida, muito pe lo contrário; 3º) e acho abomináv e l aque le s que colocam os v alore s das rique z as mate riais acima dos v alore s da rique z a inte rior do s e r humano.
  • 15.
    Exis te mnaçõe s que s ão ricas , mas que ag e m de forma e xtre mame nte pobre e de s umana e m re lação a outros pov os .
  • 16.
    Cre io queag ora pos s o falar do ponto principal. Para que o nos s o Bras il torne -s e um País rico, com o s e u pov o v iv e ndo com dig nidade , te mos que produz ir mais rique z as . Para tal, pre cis amos de conhe cime nto, ou te cnolog ia já que te mos abundância de re curs os naturais e e ne rg ia. E que m de s e nv olv e te cnolog ias s ão os cie ntis tas e os e ng e nhe iros , como e s te s jov e ns que e s tão s e formando hoje . Infe liz me nte , o Bras il é muito de pe nde nte da te cnolog ia e xte rna. Quando fabricamos be ns com alta te cnolog ia, faz e mos ape nas a parte final da produção.
  • 17.
    Por e xemplo: o Bras il produz 5 milhõe s de te le v is ore s por ano e ne nhum bras ile iro proje ta te le v is or. O miolo da TV, do te le fone ce lular e de todos os apare lhos e le trônicos , é todo importado.  S omos me ros montadore s de kits e le trônicos . Cas os s e me lhante s també m aconte ce m na indús tria me cânica, de re mé dios e , incrív e l, até na de alime ntos . O Bras il e ntra com a mão-de -obra barata e os re curs os naturais . Os proje tos , a te cnolog ia, o chamado pulo do g ato, ficam no e s trang e iro, com os v e rdade iros donos do ne g ócio. Re s ta ao Bras il lidar com as chamadas caixas pre tas .
  • 18.
    É importante compree nde rmos que os donos dos proje tos te cnológ icos s ão os donos das de cis õe s e conômicas , s ão os donos do dinhe iro, s ão os donos das rique z as do mundo.
  • 19.
    As s imcomo as ág uas dos rios corre m para o mar, as rique z as do mundo corre m  e m dire ção aos país e s de te ntore s das te cnolog ias av ançadas . A de pe ndê ncia cie ntífica e te cnológ ica acarre tou para nós bras ile iros a de pe ndê ncia e conômica, política e cultural. Não pode mos admitir a continuação da s ituação e s drúxula, onde 70% do PIB bras ile iro é controlado por não re s ide nte s . Ning ué m pode prog re dir e ntre g ando o s e u talão de che que s e a chav e de s ua cas a para o v iz inho faz e r o que be m e nte nde r.
  • 20.
    Eu te nhoa conv icção que de s e nv olv ime nto cie ntífico e te cnológ ico aqui no Bras il g arantirá aos bras ile iros a s obe rania das de cis õe s e conômicas , políticas e culturais . Garantirá trocas mais jus tas no comé rcio e xte rior. Garantirá a criação de mais e me lhore s e mpre g os .
  • 21.
    E, s etoda a produção de rique z as for be m dis tribuída, te re mos a e rradicação dos g rav e s proble mas s ociais . O curs o de e ng e nharia da PUC, com todas as s uas pos s ív e is de ficiê ncias , v is a a formar e ng e nhe iros capaz e s de de s e nv olv e r te cnolog ias . É o chamado e ng e nhe iro de conce pção, ou e ng e nhe iro de proje tos .
  • 22.
    Infe liz mente , o me rcado nacionaliz ado ne m s e mpre aprov e ita todo e s te pote ncial cie ntífico dos nos s os e ng e nhe iros . Nós , profe s s ore s , não pode mos nos curv ar às de formaçõe s do me rcado. Te mos que continuar formando e ng e nhe iros com conhe cime ntos ig uais aos me lhore s do mundo.
  • 23.
    Eu pos so g arantir a todos os pre s e nte s , principalme nte aos pais , que qualque r um de s te s formandos é tão ou mais inte lig e nte do que qualque r e ng e nhe iro ame ricano, japonê s ou ale mão. Os me us quas e trinta anos de mag is té rio, le cionando de s de o antig o g inás io até a univ e rs idade , dá-me autoridade para afirmar que o bras ile iro não é infe rior a ning ué m, pe lo contrário, diz e m até que s omos muito mais criativ os   do que os habitante s do chamado prime iro mundo.
  • 24.
    O que mere v olta, como profe s s or cidadão, é v e r que as de cis õe s políticas tomadas por pe s s oas de s pre paradas ou corruptas , s ão re s pons áv e is pe la que ima e de s truição de inte lig ê ncias bras ile iras que pode riam, com o conhe cime nto apropriado, trans formar o nos s o Bras il num país flore s ce nte , prós pe ro e s ocialme nte jus to.
  • 25.
    Acre dito queo mundo ide al s e ja aque le totalme nte g lobaliz ado, mas uma g lobaliz ação que inclua a de mocratiz ação das de cis õe s e a dis tribuição jus ta do trabalho e das rique z as . Infe liz me nte , is to ainda e s tá long e de aconte ce r, até por limitaçõe s fís icas da própria nature z a. As s im, que m pe ns a que a s olução para os nos s os proble mas v irá lá de fora, e s tá muito e ng anado.
  • 26.
    O dia queum pre s ide nte da Re pública, e m v e z de ficar pas s e ando como um dândi pe los palácios do prime iro mundo, re s olv e r lide rar um autê ntico proje to de de s e nv olv ime nto nacional, ce rtame nte o Bras il v ai pre cis ar, e m todas as áre as , de pe s s oas be m pre paradas .
  • 27.
    S ó ass im s e re mos capaz e s de caminhar com autonomia e tomar de cis õe s que be ne ficie m v e rdade irame nte a s ocie dade bras ile ira. S e rá a cons trução de um Bras il re alme nte mode rno, mais jus to, ins e rido de forma s obe rana na e conomia mundial e não como um re le s forne ce dor de re curs os naturais e mão-de -obra av iltada.
  • 28.
    Quando is toocorre r, e e u e s pe ro que s e ja e m bre v e , o nos s o País pode rá aprov e itar de forma muito mais e ficaz a inte lig ê ncia e o pre paro inte le ctual dos bras ile iros e , e m particular, de todos v ocê s , me us que ridos alunos , porque v ocê s já foram te s tados e aprov ados .
  • 29.
    Finalme nte ,g os taria de parabe niz ar a todos os pais pe la contribuição pos itiv a que de ram à nos s a s ocie dade pos s ibilitando a formação dos s e us filhos no curs o de e ng e nharia da PUC. A ale g ria dos s e nhore s , també m é a nos s a ale g ria. Muito Obrig ado."
  • 30.
    “Murmures”, por RichardClayderman Formatação : CN